sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

.: Crítica: "Como Ter Uma Vida Quase Normal" reinventa Monique Alfradique


Por Helder Moraes Miranda, editor do Resenhando.


Monique Alfradique é uma excelente atriz. Em "Como Ter Uma Vida Quase Normal" (leia também os cinco motivos para não perder esta peça), cuja temporada de sucesso termina neste domingo no Teatro Folha, ela teve a ousadia de encarar o público sozinha no palco. O resultado não poderia ter sido melhor e a resposta para esta coragem foram apresentações lotadas e muitos aplausos. As últimas apresentações acontecem nesta sexta-feira, às 21h30, sábado e domingo, às 20h.

À frente de um monólogo ora engraçado, ora comovente, sob a direção atenta de Rafael Primot (que já dirigiu "Os Guardas do Taj" - crítica neste link) e o texto sensível do diretor livremente inspirado no livro “Como Ter Uma Vida Normal Sendo Louca” (de Camila Frender & Jana Rosa), Monique Alfradique brilha e fascina.

Monique Alfradique transita do drama à comédia com tanta facilidade que, quando o público se dá conta, o espetáculo acabou - não sem antes de transmitir uma mensagem linda. O público acompanha como quem estivesse espionando pelo buraco da fechadura as desventuras de uma mulher de 30 anos que faz confissões despudoradas e está sempre às voltas com Macarena, uma amiga que não aparece em cena, mas está em cena o tempo todo.

Versátil, Monique Aldradique em nada lembra a personagem que interpretou recentemente na novela "A Dona do Pedaço" e também não se vincula aos outros papéis que já fez ao longo de sua trajetória de sucesso. O talento da atriz revela que talvez a personagem à altura de seu talento esteja justamente no teatro - a televisão também tem muito a ganhar se lhe der um merecido papel de destaque. 

Em "Como Ter Uma Vida Quase Normal", Monique Alfradique se permite se reinventar como atriz sem um pingo de vaidade: no palco, ela está em função de seu ofício e, ao mesmo tempo, desconstruindo-se e também se reinventando, para fazer rir e, ao mesmo tempo, passar uma mensagem a quem a assiste: a vida não permite comparativos e cada um é dono de sua história

A entrega de Monique Alfradique emociona. Ela faz rir sem cerimônia, mas ao mesmo tempo conduz à conclusões. Para mulheres e homens, é uma prestação de serviço. Elas, por se identificarem e aprenderem a dizer "não" quando esta palavra for necessária. Eles para compreender a alma feminina e respeitar as mulheres em toda a sua integridade. 

Mulheres são seres superiores e esse espetáculo é justamente sobre isso. "Como Ter Uma Vida Quase Normal" é a celebração do feminino e um marco na carreira de uma atriz que não teve medo de se arriscar. Além de mostrar a cara de uma maneira despudorada, esta peça aponta para um caminho sem volta: Monique Alfradique é uma estrela. Daquelas que podem interpretar qualquer personagem e têm a sensibilidade para percorrer a linha tênue que transita do drama à comédia de uma maneira mágica. Essas atrizes sempre saem revigoradas e fortalecidas em busca de novos papéis que se encaixem com a grandiosidade das histórias que escolhem para contar.

Mary Ellen Miranda Fotografia


"Como Ter Uma Vida Quase Normal"
Texto final e dramaturgia: Rafael Primot
Direção: Rafael Primot
Elenco: Monique Alfradique
Direção de arte: Carolina Bertier
Cenografia: Willian Linitch
Figurino: Karen Brusttolin
Desenho de luz: Aline Santini
Trilha sonora: Dan Maia
Preparação corporal: Rodrigo Frampton
Assistente de Direção: Haroldo Miklos
Operador técnico: Pitty Santana
Camareira e contrarregra: Jaqueline Basto
Coordenação de Comunicação: Beth Gallo
Assessoria de Imprensa: Daniela Bustos e Thaís Peres – Morente Forte Comunicações.
Projeto Gráfico: Haroldo Miklos e Carolina Bertier.
Fotografia: Caio Gallucci
Conteúdo Web: Jady Forte
Redes Sociais: Gabriela Torres, Lorraine Fonseca e Paloma Adeodato
Coordenação de Produção: Egberto Simões
Produção Executiva: Martha Lozano
Coordenação Administrativa: Dani Angelotti Assistência Administrativa: Alcení Braz
Administradora: Magali Morente
Idealização: Monique Alfradique & Enkapothado Artes Produtores Associados Selma Morente, Celia Forte e Rafael Primot. Uma Produção Morente Forte Produções Teatrais

"Como Ter Uma Vida Quase Normal"
Gênero: comédia
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
Apresentações: sexta, às 21h30. Sábado e domingo, às 20h

Teatro Folha
Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618 / Terraço / Tel.: (11) 3823-2323 - Televendas: (11) / 3823 2423 / 3823 2737 / 3823 2323 Site: www.teatrofolha.com.br
Vendas por telefone e internet/ Capacidade: 305 lugares / Não aceita cheques / Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex / Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais / Clube Folha: 50% desconto / 50% de desconto para funcionários e clientes do Cartão Renner. Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a quinta, das 15h às 21h; sexta, das 15h às 00h; sábado, das 12h às 00h; e domingo, das 12h às 19h / Acesso para cadeirantes / Ar-condicionado /Estacionamento do Shopping: R$ 14 (primeiras duas horas) / Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3104-4885, (11) 3101-8589, (11) 97628-4993 / Patrocínio do Teatro Folha: Folha de S.Paulo, CSN, LG, Privalia, Nova Chevrolet, Wickbold, Owens, Teleperformance e  Grupo Pro Security.


Encerramento do espetáculo




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