quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

.: Série espanhola "A Zona" estreia em janeiro na HBO e HBO GO


Com oito episódios, trama acompanha investigação de assassinatos após um acidente nuclear.

A série espanhola "A Zona" estreia exclusivamente na HBO e na HBO GO no dia 27 de janeiro, às 22h, com episódio duplo. A trama acompanha o inspetor de polícia Héctor Uría, que retorna ao trabalho três anos após sobreviver a um desastre nuclear na cidade de Astúrias, no norte da Espanha, para investigar uma série de assassinatos na região.

A série contará com oito episódios, e reconta os eventos que se seguiram à explosão nuclear na Espanha, quando uma vasta zona de exclusão foi criada para conter o risco de propagação radioativa e os sobreviventes foram alojados em uma cidade a 50 km da usina. 

Em "A Zona", no dia do aniversário do incidente, um homem é encontrado morto. Esse e outros assassinatos sucessivos levam Héctor, interpretado por Eduard Fernández ("Biutiful" e "Todos Já Sabem"), a iniciar uma investigação. O problema é que, ao fazer isso, ele se depara com outros mistérios, incluindo um possível envolvimento de uma grande corporação com os desastres locais.

Criada pelos irmãos Alberto e Jorge Sánchez-Cabezudo, o título entra no catálogo do canal como mais um lançamento internacional de língua não-inglesa, reforçando o compromisso da marca em oferecer conteúdo de qualidade nos mais diversos idiomas.

.: Todas as sessões de cinema são gratuitas no CCBB dias 25 e 26


Na Sala de Cinema do CCBB São Paulo, a mostra “Lumière Cineasta”, apresenta um recorte de mais de cem curtas-metragens produzidos pela Societé Lumière entre 1895 e 1905. Divididos em sessões temáticas, os filmes serão apresentados junto a curtas, médias ou longas-metragens realizados por outros cineastas, como Jean Renoir, Jacques Tati, Harun Farocki, Dziga Vertov, Jean-Marie Straub e Danièle Huillet, entre muitos outros. 

Esta mostra de caráter comparativo busca iluminar os principais aspectos da obra dos irmãos Lumière e repensar a história do cinema de maneira transversal, explorando continuidades entre a produção lumièriana e filmes de diversas épocas. A mostra conta ainda com um curso com duração de quatro aulas relacionando a produção dos Lumière a diversos temas.

Programação

Sábado, dia 25 de janeiro

16h - "Em Construção" [Duração: 109’]
Seleção de 13 Vistas Lumière, 13’ + Miséria em Borinage (Misère au Borinage), de Henri Storck e Joris Ivens, Bélgica, 1933, p&b, 33’, digital e Em comparação (Zum Vergleich), de Harun Farocki, Alemanha, 2009, cor, 60’, digital

18h30 - "Do Polo ao Equador" - Exibição única [Duração: 118’]
Vistas Lumière, 20’ + Do polo ao Equador (Dal polo all’Equatore), de Angela Ricci Lucchi e Yervant Gianikian, Itália, 1986, cor, 98’, 16 mm


Domingo, dia 26 de janeiro

16h - "Operários, Camponeses" [Duração: 115’]
Seleção de 10 Vistas Lumière, 10’ + Cedo demais, tarde demais (Trop tôt, trop tard), de Jean-Marie Straub & Danièle Huillet, França/Egito, 1982, cor, 105’, digital

18h10 - "A Vida em Ato" [ Duração: 98’]
Seleção de 12 Vistas Lumière, 12’ + O movimento das coisas, de Manuela Serra, Portugal, 1985, cor, 88’, digital

Classificação Indicativa de acordo com o filme.

Serviço
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, em São Paulo. Aberto todos os dias, das 9h às 21h, exceto às terças. Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô.
Informações: (11) 4298-1270
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja
Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228. Traslado gratuito até o CCBB (aproximadamente dez minutos), das 14h às 23h. No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô. Valor: R$ 14 pelo período de até seis horas. É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

.: Crítica do imperdível "O Melhor Verão das Nossas Vidas", com as BFF Girls

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em janeiro de 2020



As férias de verão são sempre aguardas por alunos -e professores. Eis que "O Melhor Verão das Nossas Vidas", com roteiro de Cadu Pereiva e direção de Adolpho Knauth, inserido no ambiente juvenil, coloca no centro da história de sol e mar um trio de amigas: Bia, Giulia e Laura (BFF Girls).

O longa, extremamente agradável, com edição ágil, no estilo história em quadrinhos e muitas músicas animadas, envolve o público de todas idades, a ponto de não perceber o tempo passar. Como acontece a mágica? O enredo é cheio de jovialidade, com um toque estudantil e muitas loucuras que nessa fase da vida temos toda coragem de concretizar.

Embora tenham ficado de recuperação, as finalistas no famoso Festival do Sol, Bia, Giulia e Laura, mentem para os pais e dão um jeitinho de escaparem das aulas de recuperação e seguirem para o litoral paulista. Como? Usam o amor do nerd e fofinho Julio (Enrico Lima), pela enjoadinha Helô (Giovanna Chaves), assim como o tio dele, Dênis (Maurício Meirelles), dono de uma pousada destruída no Guarujá -local do Festival do Sol.

Na praia, as amigas conhecem o também participante do Festival, Théo (Murilo Bispo) e Carol (Bela Fernandes). Contudo, é o coração de Bia que pulsa mais forte pelo rapaz -sentimento recíproco-, enquanto que o confuso Julio acaba se aproximando de Carol, menina surda que vira o mundo dele de ponta-cabeça. Em tempo: Bela Fernandes surpreende não somente por interpretar uma mocinha, mas por convencer muito na interpretação de uma garota com deficiência.


Sem excessos na trama, o longa de cenários e figurinos coloridos explodem na tela e contagiam o público, assim como as canções -os jovens fatalmente cantarão junto durante a exibição e, acredite, é bastante agradável. Além das BFF Girls, "O Melhor Verão das Nossas Vidas" tem no elenco Enrico Lima, Maurício Meirelles, Carlos Bonow, Márvio Lúcio, Giovanna Chaves, Murilo Bispo, Bela Fernandes, João Quirino, Rafael Zulu, Gisele Prattes, Daniel Erthal e Laura Proença. 

A produção da Moove Houve, com co-produção e distribuição da Galeria Distribuidora, e parceria com a Sony Music é um filme com a cara do verão, daqueles para ver e rever sem cansar. Imperdível!



Sinopse: Bia, Giulia e Laura (BFF Girls) conseguem uma grande chance de participar de um Festival de Música muito famoso no Guarujá. Só que todos os planos dessas três amigas vão por água abaixo quando elas descobrem que ficaram de recuperação na escola. Assim elas terão uma missão arriscadíssima pela frente: ir ao Festival sem que seus pais fiquem sabendo.

Cine Roxy: No sábado, dia 18 de janeiro, o elenco do filme esteve em Santos para a divulgação do longa. Confira o vídeo do encerramento da exibição com Bia Torres, Laura Castro, Giulia Nassa, Enrico Lima, Bela Fernandes, Murilo Bispo e João Quirino.

Filme: O Melhor Verão das Nossas Vidas
Direção: Adolpho Knauth
Roteiro: Cadu Pereiva
Elenco: Bia (Bia Torres); Laura (Laura Castro); Giulia (Giulia Nassa); Julio (Enrico Lima); Denis (Maurício Meirelles); Carol (Bela Fernandes); Helô (Giovana Chaves); Professor Caramez (Marvio Lúcio “Carioca”); Leandro (Rafael Zulu); Théo (Murilo Bispo)
Data de lançamento: 23 de janeiro de 2020 (Brasil)

Produzido por: Denis Knauth e Adolfo Knauth
Produtores associados: Ricardo Costianovsky, Silvia Cruz, Tomás Darcyl, Gabriel Gurman
Produtor executivo: Leonardo Mecchi
Diretor de fotografia: Daniel Talento 
Direção de arte: Ula Schliemann
Figurino: Mariana Baffa e Severo Luzardo
Som direto: Fernando Russo
Trilha sonora e direção musical: Áureo Gandur e La Musique
Montador: PH Farias
Vfx: Luiz Gustavo Czaika e Mistika Post
Produção de finalização e Cor: Çarungaua
Co-Produção: Grupo Telefilms
Co-Produção e Distribuição : Galeria Distribuidora
Produção Moove House


*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura e licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Twitter: @maryellenfsm




Trailer

Elenco após a exibição do filme


.: "A Guerra Pela Uber" mostra bastidores polêmicos do aplicativo


Premiado jornalista detalha a conturbada trajetória da start-up, capitaneada pelo polêmico Travis Kalanick, que mudou a forma como as pessoas se deslocam.

Portland foi uma das primeiras cidades nos Estados Unidos a criar regras específicas que possibilitaram o funcionamento lícito do Airbnb, a famosa start-up de compartilhamento residencial. Para Travis Kalanick, o agressivo cofundador e ex-CEO da Uber, isso era um indicativo de que em breve o mesmo aconteceria com relação às caronas. 

Só que a possibilidade de cidadãos comuns transportarem outras pessoas pela cidade por dinheiro desencadeou uma série de problemas. Em primeiro lugar, havia normas que proibiam alguns serviços da start-up. Além disso, mexer nestas regras comprometeria o relacionamento dos legisladores com os taxistas e representantes do sindicato de transporte, base eleitoral deles. Mas o impetuoso Kalanick não dava importância às ponderações das autoridades e botou sua empresa para operar na cidade em 2014, mesmo sem autorização do governo municipal.

Premiado jornalista do The New York Times, Mike Isaac apresenta em "A Guerra Pela Uber", que chega ao Brasil pela Intrínseca, a ascensão e queda da gigante de tecnologia em um cenário de rápidas mudanças no Vale do Silício. No livro, o autor relata as batalhas da empresa com associações de taxistas, a cultura tóxica em seus escritórios e as táticas de guerrilha para destruir qualquer obstáculo que impedisse o domínio do setor, além de traçar um perfil de Kalanick e detalhar as maquinações que acabaram levando à sua derrocada.

Polêmicas à parte, a Uber mudou a forma como as pessoas se deslocam, impactando, em um curtíssimo espaço de tempo, o funcionamento das cidades. Fundada em junho de 2010, a Uber Technologies atua hoje em mais de sessenta países. Apoiada por bilhões de dólares de capital de risco, a empresa nasceu com a promessa de provocar uma grande revolução. Combinando avanços tecnológicos com a agressividade e a arrogância de Kalanick, a start-up não apenas desafiou um sistema tido como antiquado, mas também deu um golpe mortal de profundas repercussões em diversos setores.

Com base em centenas de entrevistas com funcionários atuais e antigos da companhia, além de documentos inéditos,  "A Guerra Pela Uber" é uma história de ambição e mentiras, riqueza obscena e mau comportamento que explora como a inovação tecnológica e financeira culminou em um dos períodos mais catastróficos da história corporativa americana.

Sobre o autor
Mike Isaac é jornalista. Premiado por sua cobertura de economia e negócios, escreve sobre Uber, Facebook e outras gigantes da tecnologia no The New York Times. É formado em literatura inglesa pela Universidade da Califórnia e atualmente mora em São Francisco, Estados Unidos.

“Travis Kalanick transformou toda uma indústria e ganhou bilhões de dólares, e fez isso destruindo tudo e todos que entraram em seu caminho. Uma instigante leitura sobre uma cultura nociva.”
Vanity Fair

"A Guerra Pela Uber", de Mike Isaac
Tradução: Alexandre Raposo, Bruno Casotti e Leonardo Alves
Editora: Intrínseca
464 páginas
Impresso: R$ 59,90
E-book: R$ 39,90


.: No aniversário de São Paulo, entrada para o MIS é gratuita


Pelos 466 anos da capital paulista, o MIS oferece entrada gratuita ao público na exposição "Musicais no Cinema" durante todo o sábado, dia 25 de janeiro. A partir de fotografias, vídeos, cartazes, documentos de produção, figurinos e depoimentos, a mostra reúne filmes musicais de diferentes partes do mundo, destacando marcos para o gênero, como "Cantando na chuva" (1952), "Amor, Sublime Amor" (1961) e "Dançando no Escuro" (2000).

A curadoria ficou a cargo do pesquisador N. T. Binh, e a adaptação da exposição para o MIS foi desenvolvida pelo jornalista e cineasta Duda Leite, que acrescentou espaços e conteúdos inéditos baseados na cultura brasileira, como "Assim Era a Atlântida", dedicada ao maior estúdio cinematográfico do Brasil do gênero musical, e uma área que homenageia a atriz e cantora Carmen Miranda. 

"Com a adaptação curatorial da exposição, pretendemos apresentar um amplo painel da produção de filmes musicais produzidos no Brasil, desde 1927 até 2019, com destaque especial para alguns movimentos e estúdios cinematográficos",  explica Duda. 

"Carmen Miranda, a “brasileira mais famosa do século XX”, e nossa estrela maior dos musicais, ganhou um espaço dedicado só para ela, com exibição de trechos de seus musicais clássicos - como 'Entre a Loura e a Morena' (1943), de Busby Berkeley, e 'Uma Noite no Rio' (1941), de Irving Cummings -, além de uma seleção especial de objetos usados nos filmes. Não poderia faltar, é claro, itens pessoais, dentre eles um dos seus icônicos turbantes".

O projeto arquitetônico da exposição, realizado pela Caselúdico - parceira do MIS em mostras como "O Mundo de Tim Burton", "Castelo Rá-Tim-Bum – A Exposição" e "Quadrinhos" - sugere uma imersão na atmosfera de cada filme. "Musicais no Cinema" ainda destaca figuras marcantes do gênero como Fred Astaire, Jacques Demy, Julie Andrews, Cyd Charisse e John Travolta.


Serviço
Exposição "Musicais no Cinema"
Valor R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) - à venda no site da Sympla e recepção do MIS. Entrada gratuita às terças-feiras e para crianças até cinco anos. Até 16 de fevereiro. Terças a sábados, das 10h às 20h (com permanência até 22h). Domingos e feriados, das 10h às 19h (com permanência até 21h). Classificação: livre.

Museu da Imagem e do Som - MIS
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo| (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br.
Estacionamento conveniado: R$ 18. Acesso e elevador para cadeirantes. Ar-condicionado.


.: Amazon Prime Video lança a série "Tudo Ou Nada: Seleção Brasileira"


O Amazon Prime Video divulgou o trailer e cartaz oficial da série Original Amazon "Tudo ou Nada: Seleção Brasileira" ("All or Nothing: Brazil National Team"), que estreia mundialmente no serviço de streaming no dia 31 de janeiro. A série, que tem cinco episódios com uma hora de duração cada, acompanha a jornada da seleção brasileira durante a conquista da Copa América 2019, com acesso exclusivo a bastidores em diversos momentos do campeonato, e estará disponível exclusivamente no Amazon Prime Video em mais de 200 países e territórios.

É a primeira vez que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) abre suas portas - como entidade - e dá acesso exclusivo ao time nacional para esta série Original Amazon, oferecendo aos fãs uma visão única da trajetória do técnico Tite e de jogadores como Dani Alves, Philippe Coutinho, Thiago Silva, Neymar e Gabriel Jesus, durante o campeonato. A série exibe o dia a dia da equipe dentro e fora de campo, até o momento que culminou na grande vitória e na conquista da taça da Copa América.

Produzida por Pitch International e bigBonsai, Tudo ou Nada: Seleção Brasileira (All or Nothing: Brazil National Team) será a primeira edição de língua não-inglesa da série All or Nothing, que possui outras temporadas no Amazon Prime Video. Os assinantes Prime poderão assistir a "Tudo ou Nada: Seleção Brasileira" e outros títulos do Amazon Prime Video em qualquer lugar e a qualquer momento por meio do aplicativo Prime Video para Smart TVs, dispositivos móveis, Fire TV Stick, Apple TV e Chromecast, além de transmissão online

No aplicativo Prime Video, os assinantes Prime podem baixar episódios em seus dispositivos móveis e tablets e assistir a qualquer lugar offline, sem nenhum custo adicional. O Prime Video está disponível no Brasil sem nenhum custo extra com a assinatura de Amazon Prime por apenas R﹩ 9,90 por mês e novos clientes podem se inscrever para um teste gratuito de 30 dias. Para saber mais sobre o Amazon Prime, os clientes podem acessar amazon.com.br/prime.

.: “Carta de Amor e Outras Histórias”, um CD dedicado à música instrumental


Radicados no Rio de Janeiro, a violinista paulistana Ana de Oliveira e o compositor multi-instrumentista pernambucano Sérgio Ferraz lançam “Carta de Amor e Outras Histórias”, um álbum dedicado à música instrumental e homenageando Egberto Gismonti.


O disco traz composições de Sérgio Ferraz e de Egberto Gismonti, com participação especial do percussionista Marcos Suzano. “Nosso país não é um só: são muitos os “Brasis”. Ele é plural em suas origens e singular em sua maneira de ser (...) Era a convergência de dois “Brasis” diferentes, mas que se consubstanciou numa síntese que só a arte e o talento de ambos poderiam alcançar (....) O disco é um verdadeiro cordel musical, uma síntese do popular com o erudito, um encontro norte-sul, uma superposição temporal contemporâneo/medieval”, diz o maestro e compositor Ricardo Tacuchian, membro da Academia Brasileira de Música.

Formado pelo compositor e multi-instrumentista pernambucano Sérgio Ferraz e pela violinista paulista Ana de Oliveira, ambos radicados no Rio de Janeiro, o duo está lançando seu CD de estreia, “Carta de Amor e Outras Histórias” (Independente / distribuição Tratore) – já disponível também nas plataformas digitais – cujo texto de encarte, assinado pelo consagrado maestro e compositor Ricardo Tacuchian, prima pela lúcida objetividade: “o disco é um verdadeiro cordel musical, uma síntese do popular com o erudito, um encontro norte-sul, uma superposição temporal contemporâneo/medieval”.

De fato, o violino de Ana de Oliveira, que ora se transfigura em rabeca e os violões de oito e doze cordas de Sérgio Ferraz, nos remetem a uma viagem sem igual ao vasto sertão sonoro proposto pelos dois exímios musicistas contemporâneos: Ana, com longa atuação como spalla de importantes orquestras e grupos de câmara brasileiros e Sérgio, um prolífero compositor com diversos discos já lançados, referência na música instrumental brasileira.


O disco começa com o samba-baião “Floresta do Navio”, que foi composto em homenagem à Floresta, cidade natal do pai do compositor no sertão pernambucano.  Sua profundidade e riqueza composicionais se destacam na Suíte Armorial para violino e violão, originalmente composta por Ferraz em 2012, na forma de Concerto para violino e orquestra em três movimentos, dedicada ao escritor Ariano Suassuna. 


Aqui, ganhou uma adaptação para violino e violão de 12 e 8 cordas e ganhou mais um movimento (Festa na Aldeia). “Mestre Salu” (1º movimento) é dedicado ao rabequeiro e mestre de maracatu rural, Mestre Salustiano e representa a união da cultura erudita e popular. O segundo movimento, “Lamento” expressa a aridez do deserto, as origens mouras quando essa cultura dominou a península ibérica deixando lá seus traços culturais. 

Já o movimento seguinte, “Zumbi”, apresenta-se como um maracatu de baque virado dedicado ao líder negro Zumbi dos Palmares. “Festa na Aldeia” conclui os quatro movimentos e nos remete às danças medievais e às danças populares do Nordeste brasileiro.

Sérgio Ferraz faz sua homenagem ao Rio de Janeiro em “Dia de São Sebastião” – primeira música escrita em solo fluminense e composta para violão solo, improvisada no estúdio com violão de 8 cordas, acrescida posteriormente de um segundo violão. O duo presta ainda uma homenagem ao grande músico fluminense Egberto Gismonti, em “Lôro” e “Frevo”, além da quase-valsa lenta “Eterna” (para violino solo) e a peça “Carta de Amor”, “ligadas entre si por uma criativa cadenza, composta pela própria violinista”, como bem registrou Ricardo Tacuchian no encarte concluindo sobre as obras do homenageado: “deste tríduo, onde perpassam elementos impressionistas e jazzísticos, como num sonho, sai o título do CD 'Carta de Amor e Outras Histórias'. Sim, são muitas estórias amorosas porque somos muitos “Brasis”.


O CD “Carta de Amor e Outras Histórias” foi gravado em junho de 2019 no Estúdio de Roberto Frejat (Estúdio do Brou) no Rio de Janeiro, com capa de Romero Andrade Lima, design gráfico de Guga Burckhardt e conta com a participação especial do percussionista Marcos Suzano nas faixas “Zumbi” e “Festa na Aldeia”.




Ana de Oliveira e Sérgio Ferraz. Foto: Tom Tramis

O Duo
Nascido em 2018 durante o MIMO Festival em Olinda, o duo aborda repertório com principal enfoque em obras de compositores que são referências para os dois artistas, como Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal, John McLaughlin, Al Di Meola, Paganini, Tom Jobim, Villa-Lobos, além de obras autorais de Sérgio Ferraz. Já se apresentou em importantes palcos do eixo Rio-São Paulo, como Blue Note SP e RJ, Sala Cecília Meireles, Casa do Choro, Centro de Referência da Música Carioca, Centro de Artes da UFF, entre outros. Sua estreia internacional foi em Portugal na programação do MIMO Festival Amarante, em julho de 2019, com grande aclamação do público.


CD “Carta de Amor e Outras Histórias”
Ana de Oliveira (violino) e Sérgio Ferraz (violões de oito e doze cordas)
Independente / Distribuição Tratore

Links para ouvir: https://music.apple.com/br/album/carta-de-amor-e-outras-hist%C3%B3rias/1487645656?app=music&ign-mpt=uo%3D4

https://open.spotify.com/album/6BxlavQL1gSaxj17O4VpUf?si=b_3uiYttSX-eHVV8dxOpKw


https://music.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_mUmHAwbTWXKGPQrZRStssY8uvfl63J9bA


Link para se comprar o CD físico:
https://tratore.minhalojanouol.com.br/m/produto-436874/p

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

.: "As Novas Aventuras do Sítio do Pica Pau Amarelo" no Teatro UMC


Filhos estão em casa durante as férias? Ou escola já voltou em Janeiro? Sessão super especial e com sessão de fotos com todos os personagens do sítio Apresentações super especiais de férias do espetáculo "As Novas Aventuras do Sítio do Pica Pau Amarelo", baseado no clássico de Monteiro Lobato, na próxima quinta-feira, dia 23, e domingo, dia 26, às 15h, no Teatro UMC.

Que tal apresentar aos pequenos alguns dos personagens mais fabulosos de nossa infância? E se esses personagens viajassem no tempo e, além de relembrarem os acontecimentos fantásticos do passado, se envolvessem em novas aventuras e confusões? Desta vez, Pedrinho e Narizinho, já adultos, irão relembrar os incríveis acontecimentos que viveram em suas infâncias: numa mágica conjunção entre um livro velho, o pó de Pirlimpimpim e muita imaginação, a dupla de primos irá reingressar no universo.

"As Novas Aventuras do Sítio do Pica Pau Amarelo" 
Classificação: livre
Valores: R$ 60 (inteira)/ R$30 (meia)/ Promoção 1Kg de alimento R$ 30
Quinta feira, dia 23, e domingo, dia 26, às 15h

Teatro UMC
Duração: 60 minutos
Site do teatro: www.teatroumc.com.br
Eendereço: Av. Imperatriz Leopoldina, 550 – Entrada pelo Boulevard
Vendas por telefone: (11) 2574-7749
Vendas Online: https: https://tiketera.com.br/show/31/as-novas-aventuras-do-sitio-especial-de-ferias

Sobre o Teatro UMC
Projetado para múltiplo uso e com modernos equipamentos de mecânica cênica, iluminação e sonorização, seguindo padrões técnicos internacionais, o espaço tem capacidade para 290 espectadores e possui infraestrutura e tecnologia adequadas para receber espetáculos diversos. 

Com palco de 14m x 7m, o teatro conta com camarins equipados com ar condicionado, cadeiras, guarda-volumes, espelhos, banheiros com chuveiros exclusivos, araras e escada com acesso exclusivo ao palco (camarim seco). Charme à parte, o Teatro UMC tem jardim e espaço gourmet, com mesinhas, cadeiras, ombrelones e bancos. 

O foyer possui som ambiente, iluminação diferenciada, rede Wi-fi e banheiros. De acordo com a lei, o Teatro UMC possui acessibilidade. Assim, está adaptado para acesso facilitado para pessoas com deficiência física, como banheiros e rampas apropriados.

.: Prêmio Sesc de Literatura abre inscrições para edição 2020


As inscrições são gratuitas e os escritores podem concorrer com obras inéditas nas categorias Conto e Romance

As inscrições para o Prêmio Sesc de Literatura, um dos mais importantes do país, foram abertas nesta segunda-feira, dia 20. Os autores estreantes podem inscrever suas obras inéditas nas categorias Romance ou Conto. Os interessados têm até 20 de fevereiro para concluir o processo de inscrição, que é gratuito e online. O regulamento completo pode ser acessado em www.sesc.com.br/portal/site/premiosesc.

Ao oferecer oportunidades aos novos escritores, o Prêmio Sesc de Literatura impulsiona a renovação no panorama literário brasileiro e enriquece a cultura nacional. Os vencedores têm suas obras publicadas e distribuídas pela editora Record, com tiragem inicial de 2 mil exemplares. Desde a sua criação, mais de 14 mil livros foram inscritos e 29 novos autores foram revelados.

A parceria com a editora Record contribui para a credibilidade e a visibilidade do projeto, pois insere os livros na cadeia produtiva do mercado livreiro. A premiação foi criada em 2003 e se consolidou como a principal do país para autores iniciantes. No ano passado, houve recorde de inscritos com 1.969 obras, sendo 1.043 romances e 926 livros de contos.

O processo de curadoria e seleção das obras é criterioso e democrático. Os livros são inscritos pela internet, gratuitamente, protegidos por pseudônimos. Isso impede que os avaliadores reconheçam os reais autores, evitando qualquer favorecimento. Os romances e contos são avaliados por escritores profissionais renomados, que selecionam as obras vencedoras pelo critério da qualidade literária.

A relevância do Prêmio Sesc também pode ser medida por meio do sucesso dos seus vencedores, que vêm sendo convidados para outros importantes eventos internacionais, como a Primavera Literária Brasileira, realizada em Paris, o Festival Literário Internacional de Óbidos, em Portugal, e a Feira do Livro de Guadalajara, no México.

Vencedores
No ano passado, o vencedor na categoria Romance foi Felipe Holloway, com ‘O Legado de Nossa Miséria". A obra narra a história de um crítico de literatura e professor universitário que é convidado para um evento sobre jornalismo literário, numa fictícia cidade do interior de Minas Gerais. 

Lá ele conhece um famoso escritor cuja obra sempre admirou. Os personagens rememoram suas respectivas carreiras, nas quais os fracassos éticos e estéticos se alternam. Natural de Canindé, no Ceará, Holloway mora desde criança em Cuiabá (MT), onde leciona Língua Portuguesa na rede estadual.

João Gabriel Paulsen foi o ganhador na categoria Conto, com o livro 'O doce e o amargo'. Ele escreveu uma coletânea de nove contos que tratam das tensões geracionais e os conflitos ocasionados pelos ritos de passagem. Paulsen nasceu em Juiz de Fora (MG), onde mora, estuda Filosofia e escreve desde os 15 anos.

Eles se juntam a um time de vencedores do Prêmio Sesc Literatura, que tem entre suas estrelas Franklin Carvalho, ganhador com o Romance “Céus e Terra”, em 2016, e vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2017; a carioca Juliana Leite em 2018, com Romance com “Entre as mãos”, que após a premiação do Sesc, ganhou o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA); a paulista Sheyla Smanioto Macedo, vencedora da edição 2015, com o Romance “Desesterro”, que conquistou o Prêmio Machado de Assis 2016; Marcos Peres, com “O Evangelho Segundo Hitler”, vencedor do Prêmio SP de Literatura 2014 na categoria estreantes; e Debora Ferraz, autora do livro “Enquanto Deus não está olhando”, vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura 2015.

.: Companhia de Dança em podcast sobre a temporada 2020


O primeiro episódio do ano do podcast do Theatro Municipal de São Paulo reúne os diretores das principais instituições e companhias culturais de São Paulo para uma conversa sobre o que vem por aí na temporada de ópera, música clássica e balé dos teatros e sala de concerto da capital paulista.

A apresentadora Ligiana Costa recebeu Inês Bogéa, diretora artística da São Paulo Companhia de Dança (SPCD), Marcelo Lopes, diretor executivo da Fundação Osesp na qual inclui a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), Paulo Zuben, diretor artístico-pedagógico da Santa Marcelina Cultura, instituição responsável pela gestão do Theatro São Pedro e Hugo Possolo, diretor artístico do Theatro Municipal.

No encontro, já disponível para ouvir nas plataformas digitais Spotify, Deezer, Apple Podcasts e Google Podcasts, eles destacam os muitos espetáculos que vão agitar os palcos paulistanos até dezembro, incluindo o Teatro Sérgio Cardoso que recebe parte da Temporada da SPCD. Só o Theatro Municipal vai apresentar 7 títulos de ópera em 6 montagens, sendo uma encenada fora da Sala de Espetáculos e uma encomenda, 16 programas sinfônicos, apresentações dedicadas aos 250 anos de Beethoven - efeméride também celebrada pelas temporadas da Osesp e do São Pedro -, peças de teatro e a ampliação do projeto Novos Modernistas.

Com repertórios abrangentes, de compositores consagrados a autores contemporâneos, as programações das instituições se complementam. Destaque também para a forte presença das mulheres nas equipes de criação em releituras de títulos do repertório operístico tradicional e a manutenção de diferentes linguagens e manifestações artísticas na agenda do Municipal, em especial, que em 2020 retorna com o caderno de assinaturas.

Em um bate-papo leve e descontraído, os convidados do episódio 10 do podcast Theatro Municipal também comentam sobre a importância de ampliar as residências artísticas no Brasil e em estabelecer laboratórios aos músicos das orquestras profissionais para imersão no repertório contemporâneo, com pensamento introdutório sobre o compositor e a obra antes mesmo de apresentá-la ao público. No caso das óperas, Paulo Zuben destaca o ateliê de composição que o São Pedro pretende desenvolver a partir deste ano.

Para conferir esse e outros episódios, acesse o site theatromunicipal.org.br/pt-br/podcast/ e escolha a plataforma de streaming de sua preferência. O podcast do Theatro Municipal de São Paulo traz entrevistas e música de qualidade, e o público tem a oportunidade de fazer um delicioso mergulho neste ambiente riquíssimo, do erudito ao popular.

Podcasts Theatro Municipal
Apresentado pela Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Theatro Municipal de São Paulo
Idealização e produção: Instituto Odeon
Apresentação, roteiro e direção: Ligiana Costa
Gravação e edição: Felipe Caldo
Disponível nas plataformas digitais: Spotify, Deezer, Apple Podcasts e Google Podcasts

.: Emilio Fontana, diretor de teatro brasileiro, estará no "Persona em Foco"


O "Persona em Foco" desta sexta-feira, dia 24, homenageia Emilio Fontana, um dos grandes nomes do teatro brasileiro. Emilio começou sua carreira como ator, mas logo percebeu que sua grande vocação era a direção teatral. 

Por isso, fundou companhias e criou espaços de teatro. Hoje, é professor de interpretação e é responsável por apresentar a arte da encenação a centenas de pessoas. Com apresentação de Atílio Bari, vai ao ar às 22h45, na TV Cultura e no aplicativo Cultura Digital.


.: Mostra "Fora da Caixa" apresenta musicais gratuitamente no MIS


Como parte da programação paralela da exposição "Musicais no Cinema", em cartaz até 16 de fevereiro, o MIS realiza a mostra "Fora da caixa". As sessões, realizadas pelo Educativo MIS, têm entrada gratuita e integram a programação de férias do Museu. 

A mostra tem como objetivo exibir filmes com personagens que não se encaixam nas regras impostas pela sociedade e que precisam lidar com as consequências desse fato. As sessões são gratuitas e acontecem sempre às 14h nos dias 21 de janeiro, com "Amor, Sublime Amor", dia 28, com "Charity, Meu Amor", e 4 de fevereiro, com "O Prisioneiro do Rock".

Museu da Imagem e do Som - MIS
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo| (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br.
Estacionamento conveniado: R$ 18. Acesso e elevador para cadeirantes. Ar-condicionado.

← Postagens mais recentes Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.