No dia 12 de fevereiro de 1809, nascia o naturalista britânico Charles Darwin. Para celebrar a data, o "Opinião Nacional" desta quarta-feira, dia 12, fala sobre a importância de Darwin para a ciência e também sobre as críticas que ele sofreu no passado e nos dias atuais. Em sua principal obra, "A Origem das Espécies", Darwin expôs o que muitos consideram ser a principal ideia científica da história – a de que os seres vivos mudam para adaptar-se às condições do ambiente ao longo dos tempos, por meio do processo de seleção natural. Para falar sobre este assunto, Andresa Boni conversa com a bióloga e curadora do Museu de Zoologia da USP, Maria Isabel Landim, uma das mais importantes pesquisadoras sobre Darwin do Brasil; e Reinaldo José Lopes, jornalista especializado em ciência e autor de vários livros sobre o tema, sendo o mais recente “ Darwin Sem Frescura”. Vai ao ar às 22h15, na TV Cultura.
O filósofo e escritor francês Jean-Paul Sartre disse, em uma peça de teatro, que "o inferno são os outros". Essa premissa, dita pelo maior expoente do existencialismo -corrente filosófica que reflete sobre o sentido que o homem dá à própria vida-, pode ser encaixada perfeitamente ao ambiente hostil retratado em "Inferno - Um Interlúdio Expressionista".
Inspirado no texto "Not About Nightingales", escrito por Tennessee Williams quando tinha 27 anos, e encenado dentro do projeto "Homens à Deriva", o espetáculo traça um paralelo entre os anos 30 e o período atual, dando pistas de que os homens de hoje ou não evoluíram em nada ou caminham a passos largos para um retrocesso difícil de ser concertado.
Em um presídio de 1937, várias histórias se entrelaçam. A fragilidade humana é o epicentro da trama e uma espécie de metáfora ao sistema prisional. É nesse caos que se faz a poesia, porque ninguém é inocente em um espaço em que todos são passíveis de erros, julgamentos e condenações justas ou não. Quem praticou um crime não aceita a inocência de ninguém e quem afirma que foi condenado injustamente também não dá aos outros o benefício da dúvida. Nesse contexto, os habitantes do presídio vivem assim. A absolvição não existe no enredo de Tennessee Williams. Pelo contrário.
O inferno, além de ser os outros, também está em cada um dos personagens e em cada espectador da peça - que absolve e condena com a mesma facilidade em que troca de roupa. Todos, com suas bagagens e pecados, estão condenados à liberdade e o que se faz com o livre arbítrio pode ser decisivo para os próximos passos. E é esse o pacto que se estabelece entre público e atores do espetáculo, em cartaz no Viga Espaço Cênico até dia 18 de fevereiro (apenas mais quatro apresentações, por isso, não perca).
Fabrício Pietro empresta seu carisma, mais uma vez, a um sujeito com índole duvidosa - embora não se repita. O papel dele conversa com o personagem que interpretou em "Jardim de Inverno", em breve de volta aos palcos de São Paulo (por isso, mais 11 motivos para assistir a peça). É possível fazer um paralelo, por exemplo, quando ele telefona para casa para falar com o filho pequeno ao mesmo tempo em que está claramente intencionado em ser infiel com a esposa no ambiente de trabalho. A diferença é que, enquanto o personagem de "Inferno" é um psicopata, o de "Inverno" é um egoísta. Em comum entre os dois, além do temperamento repleto de dualidades, estão as escolhas que estes homens imperfeitos fazem e que resultam em consequências diretas na vida dos outros e de si mesmos.
Em contraponto ao personagem, está a personagem de Camila dos Anjos - em um papel à altura de seu talento. Mas não se engane com a figura de mulher angelical que atriz e seu papel representam: ela está naquele lugar porque precisa do emprego e faz até o que não concorda para se manter empregada. Outra mulher que se destaca é a atriz Simone Rebequi, cuja personagem enfrenta a busca desesperada por um filho que desapareceu entre os homens daquele local. A dor dessa personagem é algo tão real e dilacerante que, muitas vezes, em cena, parece uma personagem à parte.
É a partir dessa busca de informações de uma mãe pelo filho que as linhas, traçadas com mãos cirúrgicas em uma parceria entre texto e direção consistente de André Garolli resultam nas coincidências que fazem deste espetáculo algo tão avassalador. No inferno, há as revoltas e os motins. Quem as lidera é o personagem de Fernando Vieira, em mais um bom momento na carreira. A interpretação enérgica que ele dá a um homem repleto de defeitos e humanidade faz com que a plateia reflita que há um lado humano em um homem repugnante que despreza a humanidade dos outros e que quer para si o que tomou de alguém. "Inferno" discute as oportunidades, fala sobre o querer o que nunca se teve, e traça uma linha tênue entre o bem e o mal.
A insanidade que permeia a insalubridade do lugar está potencializada no marinheiro Jack, defendido com muita firmeza por Lucas Guerini, em uma interpretação que vai da mais pura crueza ao mais poético momento do espetáculo. Lucas Guerini tem o mérito de iniciar o espetáculo de uma maneira contundente, na mais alta temperatura. É a partir dele, e por isso a responsabilidade imensa do ator, que todos começam no limite, e todos, nesse limite e em alta tensão, querem alguma coisa: só poderia dar errado.
Esse "querer" em "Inferno" é o céu, a redenção, as oportunidades que não chegaram. O inferno é um lugar em que a luminosidade não se vê, a não ser a partir de personagens tão puros quanto o do presidiário Jim, que está naquele lugar porque roubou para comer. Jim é interpretado pelo ator Athos Magno que, em uma atuação sensível e repleta de nuances, demonstra desde o primeiro momento em que pisa em cena que o personagem é diferente de outros que estão ali. Além disso, o amor que ele sente é capaz de trazer a redenção para outros personagens e alguns desdobramentos.
Destaca-se, também, entre os 40 atores do espetáculo, a presença hipnotizante de Wes Machado. No meio de tanto caos, ele traz a leveza da purpurina em um lugar que é só sombra. Para ver, refletir, melhorar e se reinventar, admitindo que o inferno está dentro de cada um de nós. Dosá-lo no cotidiano é a melhor maneira de conseguir estar em um mundo melhor e um pouco mais humanitário.
Além disso, "Inferno" propõe críticas bem contundentes ao longo das apresentações, que relacionam 90 anos atrás e os dias de hoje. Há indícios de que todos os problemas do mundo começaram a partir da santa ceia, será? "Este não é o 'Messias' que vocês esperavam" é só uma delas. Quem tiver um pouco de sanidade sai do espetáculo com alma lavada.
Ficha Técnica: "Inferno - Um Interlúdio Expressionista" Inspirado no texto "Not About Nightingales", de Tennessee Williams, dentro do projeto "Homens À Deriva". Direção: André Garolli. Assistente de direção: Mônica Granndo. Elenco: Camila dos Anjos, Fernando Vieira, Fabrício Pietro, Athos Magno, Simone Rebequi e mais 36 atores. Produção: Cia. Triptal. Assistência de produção geral: Giulia Oliveira. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Projeto contemplado pelo Programa Municipal De Fomento Ao Teatro Para A Cidade De São Paulo 32ª Edição – 2018. Serviço: VIGA Espaço Cênico Rua Capote Valente, 1323 - Próximo ao metrô Sumaré. Telefone: (11) 3801-1843. Temporada: de 27 de janeiro até 18 de fevereiro de 2020. Segundas e terças, às 21h. Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Duração: 100 minutos. Classificação: 16 anos. Capacidade: 80 lugares.
Especialistas ressaltam a importância dos elementos visuais para envolver o público. A noite mais aguardada da Indústria do Cinema, neste ano, veio para fazer história e atravessar fronteiras, afinal, pela primeira vez, na cerimônia do Oscar, um filme não falado em inglês leva os principais prêmios, incluindo Melhor Filme: o sul-coreano "Parasita", que também conquistou os prêmios de Melhor Direção para Bong Joon-ho, Melhor Roteiro Original e Melhor Filme Estrangeiro, sendo o longa com o maior número de premiações da noite. Para Mariana Mascarenhas, jornalista e pesquisadora da linguagem cinematográfica, a decisão da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em conceder o principal prêmio da cerimônia a uma produção estrangeira como "Parasita" reflete uma expansão do olhar para além das fórmulas cinematográficas já conhecidas, sem contar o reconhecimento da potencialidade de outras culturas que poderiam ser mais valorizadas mundialmente. “É, exatamente isso que o filme sul-coreano faz: ele rompe com a previsibilidade do começo ao fim, em torno de um tema de repercussão mundial que é a desigualdade social, trabalhando diversos gêneros numa única história, como drama, suspense e tragédia, além de arrancar risadas em alguns momentos”, diz a jornalista. Mariana reforça tal afirmação ao dizer que a disputa para Melhor Filme estava acirrada e que outras produções como "1917", uma das favoritas a ganhar tal prêmio poderia ter ganho, afinal o filme estava impecável, com cenas de guerra em planos-sequência que traziam maior realismo às cenas, mas com uma narrativa que se tornava cada vez mais explícita com o desenrolar da trama. No entanto, em "Parasita", o elemento surpresa se faz presente durante todo o longa até atingir o ápice no final. “Mas, além do fator-surpresa, também não podemos nos esquecer como este filme comove ao traçar um paralelo de duas famílias completamente distintas e como tal diferença se reflete em suas personalidades, afinal a trama narra a história de uma família pobre se infiltrando numa família rica sem que esta perceba alguma coisa”, ressalta a jornalista. Ela aponta como os elementos cinematográficos auxiliam na ilustração desta desigualdade, incluindo a presença constante de uma minúscula janela com grades, cuja vista é para a calçada da família pobre, que vive num porão, em contraste com a janela gigantesca e sem grade na mansão da família rica. “Num dos momentos do filme, ambas as famílias enfrentam uma tempestade de modo que a pobre sente seus efeitos com muito mais intensidade do que a rica, fazendo-nos refletir sobre um cenário tão comum na realidade”, conclui a jornalista. Estudioso do impacto das imagens na sociedade há mais de 30 anos, o professor Jack Brandão, doutor em Literatura pela USP e diretor do Centro de Estudos Imagéticos CONDES-FOTÓS IMAGO LAB, ressalta o poder que tais elementos levantados por Mariana possuem na mente do público, mais até do que a própria narrativa em si. “Na propaganda, por exemplo, uma das formas de atrair o consumidor é utilizar o chamado efeito latente, ou seja, de repetição de imagens e palavras-chave que se fixam no nosso inconsciente sem nos darmos conta. Num filme acontece o mesmo. No caso de Parasita, a presença constante da janela acentua essa desigualdade de modo que eu me sinta, até mesmo, sufocado na cena que exibe a casa da família pobre, enquanto ganho fôlego na cena em que observo a mansão da família rica”, diz Brandão. Para o professor, o diretor da trama usa da imagem para causar um incômodo sensorial que seria, então, o incômodo da desigualdade. “Não devemos nos esquecer que a imagem não é apenas visual, mas auditiva, tátil, olfativa. A partir do momento que eu a consumo, estou consumindo a realidade que ela me apresenta e assim envolvo meus sentidos nela. Além disso, há uma série de acontecimentos surpreendentes ao longo da trama e percebemos que a maioria deles ocorre em planos escuros, fechados e num ambiente apertado e sufocante”. Para o pesquisador, é exatamente isto que o público deseja, ser surpreendido pela imagem, ou, ao menos, acreditar ser. Mas, embora outras produções que disputavam o Oscar de Melhor Filme não tenham trabalhado o elemento surpresa como Parasita, também possuem seus méritos. “Em '1917', por exemplo, a imagem praticamente conta a narrativa do filme em planos-sequência que nos levam para a perspectiva de visão do protagonista. Tanto é que a produção levou os prêmios de Melhor Fotografia e Efeitos Visuais, além de conquistar também Melhor Mixagem de Som”. Outro filme apontado por Brandão que ele acredita nos prender pela imagem é o "Coringa", que apesar de ter liderado em indicações - ao todo foram 11 - levou apenas de Melhor Ator para Joaquin Phoenix e Melhor Trilha Sonora Original, que, por sinal, foi elogiada pelo professor. “Como disse, a imagem também é auditiva e a trilha sonora ‘ilustrou’ com perfeição as perturbações mentais do protagonista, afinal é, justamente, a trilha adequada que condiciona a nossa interpretação para aquilo que ela quer ‘ilustrar’”, conclui. Portanto, tanto "Parasita" quanto as demais produções nos mostram como a imagem pode nos influenciar sem que nos apercebamos disso e fazer toda a diferença numa premiação como a do Oscar.
Para Pedro Butcher, professor de Cinema da ESPM Rio, a vitória do filme falado em coreano é uma evidência da busca de Hollywood em se tornar menos americana. Mas o que acontece daqui para a frente? O sul-coreano "Parasita", dirigido por Bong Joon-ho ("O Hospedeiro", "Okja"), fez história ontem ao se tornar o primeiro longa não falado em inglês a ganhar o Oscar de Melhor Filme. Segundo Pedro Butcher, professor de Cinema da ESPM Rio, a vitória de Parasita - para além de seus evidentes méritos artísticos - é reflexo da recente postura da Academia de Cinema de Hollywood de buscar mais inclusão e representação na sua principal premiação. “Há uma pressão muito grande para que a Academia se modernize e fique mais conectada às transformações sociais", diz Butcher. "Nesse sentido, o prêmio dado a Parasita é um marco. Mas é pensar em como será daqui para a frente. A categoria filme internacional só contempla indicações. Na categoria melhor filme, são dez. Enquanto isso não mudar, filmes não falados em inglês permanecerão como nichos". "Parasita", que também venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes, conta a história de quatro membros de uma família sul-coreana com dificuldades financeiras que se infiltram de maneira articulada no cotidiano do clã Park, cujo padrão de vida é luxuoso. O roteiro traz os contrastes sociais, as dificuldades econômicas e as relações familiares no universo dos personagens.
O Oscar 2020 surpreendeu ao entregar o principal prêmio da noite, o de Melhor Filme, para o sul-coreano "Parasita". Grande vencedor da noite, a produção levou quatro estatuetas. “Vou beber muito essa noite”, brincou o diretor Bong Joon-Ho, em uma das vezes que subiu ao palco. Outro grande vencedor da noite foi o longa-metragem "1917", que levou três prêmios em categorias técnicas. Melhor Filme "Parasita"
Melhor Atriz Renée Zellweger, por "Judy – Muito Além do Arco-Íris" Melhor Ator Joaquin Phoenix, por "Coringa". Melhor Ator Coadjuvante Brad Pitt, por "Era Uma Vez em… Hollywood".
Melhor Atriz Coadjuvante Laura Dern, por “História de um Casamento” Rachel Luna/Getty Images Melhor Filme Internacional "Parasita" (Coreia do Sul) Melhor Roteiro Original "Parasita"
Melhor Roteiro Adaptado "Jojo Rabbit" Melhor Documentário "Indústria Americana" Melhor Animação "Toy Story 4"
Melhor Canção Original "(I’m Gonna) Love Me Again", de Elton John, por Rocketman
Melhor Fotografia "1917" Melhor Direção de Arte "Era Uma Vez em… Hollywood"
Melhor Trilha Sonora Original "Coringa"
Melhor Figurino "Adoráveis Mulheres"
Melhor Maquiagem e Penteado "O Escândalo"
Melhores Efeitos Visuais "1917"
Melhor Edição de Som "Ford vs Ferrari"
Melhor Mixagem de Som "1917"
Melhor Montagem "Ford vs Ferrari"
Melhor Animação em curta-metragem "Hair Love"
Melhor Curta-metragem "The Neighbors’ Window" Melhor Documentário de Curta-metragem "Learning to Skateboard in a Warzone (If You’re a Girl)"
Instalação da artista croata Maja Petric propõe uma nova visão de inteligência artificial. Elementos de arte imersiva e digital permitem participação e interação do público.
O Farol Santander inaugurou seu ciclo de exposições de 2020 com a mostra de arte imersiva “Constelação – Somos Todos Feitos de Luz”, que conta com a curadoria de Antonio Curti e obra da artista visual croata Maja Petric. Apresentada pelo Ministério da Cidadania, a programação revela uma nova visão de arte digital pela ótica de Maja Petric, cujas obras ocuparão o 23º andar do centro de empreendedorismo, cultura, lazer e gastronomia até o dia 3 de maio. “Realizamos nesses dois anos, quatorze exposições narrativas e imersivas. Iniciamos 2020 com esse desafio, com um novo ciclo de exposições inaugurada pela instalação artística Constelação – Somos todos feitos de luz. A obra aqui apresentada revela uma nova visão de arte digital e simula uma constelação formada com a silhueta de cada pessoa que a visita. Esperamos que o nosso público se encante com essa instalação e, deixe aqui o seu registro de luz, compondo a constelação do Farol Santander”. Maja Petric nasceu e cresceu em Zagreb (Croácia), no centro dos conflitos históricos locais. Sob essa influência, a artista desenvolve instalações imersivas e obras que oferecem uma fuga da realidade, permitindo ao público se transportar para outras realidades. “Constelação - Somos todos feitos de luz” contempla três importantes frentes de seu trabalho: arte imersiva, inteligência artificial e esculturas de luz. A artista, que já teve seus trabalhos expostos em diversas cidades dos EUA, além de Hong Kong, Londres, Madrid e Zagreb, apresenta um trabalho de alto teor sensível, que já foi exposto em diversos locais, e que está sendo redesenhado com uma nova versão, inédita e exclusiva para o Farol Santander. Nesta roupagem, Petric explora a junção de elementos tecnológicos à natureza e apresenta uma experiência imersiva que simula uma constelação, onde cada visitante deixa marcada uma trilha de luz construída a partir de seus próprios movimentos pela galáxia interativa criada no andar da mostra. A obra tem composição algorítmica desenvolvida pelo polônes Marcin Paczkowski e colaboração do cientista computacional romeno Mihai Jalobeanu, que auxiliaram na tecnologia movida à base de Inteligência artificial. O projeto foi desenhado visualmente e acusticamente para permitir o envolvimento do ser humano em uma conexão com o meio ambiente e a sociedade. Ao sair da instalação, o rastro luminoso de cada visitante permanece como parte do ambiente, sendo adicionada à coleção de trilhas que outras pessoas deixaram na constelação. A cada nova visita ao espaço, o público fica imerso em uma paisagem em constante mutação, repleta de luzes que conectam a presença de todos que passaram pelo andar.
Sobre Maja Petric Nascida em 1981 em Zagreb, na Croácia, Maja Petric vive e trabalha entre sua cidade natal e Nova York (EUA), principalmente. É PhD pela University of Washington com pesquisa sobre transformação da experiência poética do espaço por meio do uso experimental da tecnologia. Sua consistente formação acadêmica permitiu que experimentasse diversas técnicas e métodos, sempre pautada pelos sentidos humanos e pelo modo como as pessoas vivenciam os espaços de maneira cognitiva e afetiva. Petric compartilha suas pesquisas em diversas disciplinas que leciona em universidade ao redor do mundo e sua experiência também pode ser conferida em seu livro History of Light in Art. Maja realizou diversas exposições no Mass Moca, Bellevue Art Museum, Google Permanent Art Collection, Amazon HQ Gallery, Wonderspaces, e acumulou prêmios como o prestigiado Lumen Prize de Arte e Tecnologia (ganhando com a obra que será realizada no Farol Santander SP), Microsoft Research Residency, Microsoft Residency Award, Richard Kelly Light Art Award e Doctoral Fellowship from National Science Foundation. além de ter sido nomeada para o International Light Art Award e Art Innovator-Award.
Sobre Antonio Curti - Curador Nascido em 1992, é formado em Cinema pela FAAP. Aos 19 anos criou o festival audiovisual Downtown, que revivia locais esquecidos do centro de São Paulo com experiências. Em 2017 tornou-se sócio da THE FORCE, empresa de instalações de tecnologia na área de marketing e corporativo. Hoje está à frente da AYA, organização de arte e tecnologia com foco em projetos culturais. Em 2018 foi curador da mostra “Dimensão”, do duo Nonotak Studio, na Japan House, uma das maiores exposições da instituição e também recorde de público. Seu último trabalho foi a curadoria da exposição “Metaverso” com obras de seis artistas brasileiros de arte digital no Farol Santander. O curador tem como interesse o diálogo entre as artes visuais, tecnológicas e imersivas como agentes ativos de transformação da consciência humana através de experiências que mesclam o real e o virtual.
Sobre o Farol Santander Desde sua inauguração, em janeiro de 2018, o Farol Santander recebeu 14 exposições nos eixos temáticos e imersivo. As atrações do Farol Santander ocupam 18 andares dos 35 do edifício de 161 metros de altura que, por um longo período, foi a maior estrutura de concreto armado da América do Sul. Do 2º ao 5º andar os visitantes podem conhecer a história do prédio e da própria cidade, no espaço Memória que tem com mobiliários originais feitos pelo Liceu de Arte e Ofícios em salas de reuniões e presidência. No 4º andar, uma instalação permanente e exclusiva do Farol Santander: Vista, desenvolvida pelo renomado artista brasileiro Vik Muniz. As visitas começam pelo hall do térreo e seguem até o mirante do 26º andar que, após a revitalização, ganhou uma unidade do Suplicy Cafés. Além de todas as atrações distribuídas pelos andares, o Farol Santander tem sua loja oficial, localizada no hall, próximo a bilheteria. No subsolo do edifício, está instalado o Bar do Cofre SubAstor, onde funcionava o cofre do Banco do Estado de São Paulo, desde 1947 (tombado pelo Patrimônio Histórico). O bar é ambientado com as características da época e pitadas contemporâneas em design e mobiliários, com cartas de drinks especiais, além de comidinhas.
Serviço: Exposição "Constelação – Somos Todos Feitos de Luz" (até 3 de maio). Farol Santander Rua João Brícola, 24 – Centro (estação São Bento – linha 1, azul do metrô) - São Paulo. Site Farol Santander: farolsantander.com.br. Funcionamento: terça a domingo. Horário: 9h às 20h (de terça a domingo). Ingressos: R$ 25 (visitação completa ao Farol Santander) site e bilheteria física no local. Crianças de até 2 anos e 11 meses não pagam ingresso. A partir dos 3 anos, pagam meia entrada e, a partir dos 12 anos, é necessária a apresentação de RG e carteirinha de estudante para o pagamento da meia. Proibido tocar na obra de arte. Proibido entrar na área interna da obra. Proibido o uso de fotografias com flash. Fontes externas de luz não são permitidas. Só é permitido a entrada de crianças no andar da exposição sob acompanhamento de adulto. Mochilas e guarda-chuvas grandes não são permitidos no espaço de exposições. Capacidade por andar: 60 pessoas Brigada de incêndio e Seguranças: Efetivo total de 60 pessoas Banheiros: 2 por andar – 1 masculino e 1 feminino (2º andar, 8º andar, 21º andar, 22º andar, 23º andar, 24º andar e no 26º andar) Acessibilidade: Banheiros e elevadores adaptados, rampas de acesso Saídas de emergência.
A banda carioca Casuarina celebra a obra do cantor e compositor paraibano Jackson do Pandeiro com o show "Cem Anos do Rei do Ritmo - Casuarina Canta os Sambas de Jackson do Pandeiro", na quinta-feira, dia 13 de fevereiro, às 20h, no Teatro Porto Seguro. O quarteto Casuarina reverencia o compositor paraibano, cujo centenário foi comemorado em 2019. Autor de uma obra extensa e influente, o paraíbano Jackson do Pandeiro, inovou e revolucionou no uso do instrumento e morreu em 1982, aos 62 anos. O repertório inclui músicas como Chiclete Com Banana, Samba do Ziriguidum, A Ordem é Samba e Passe na Lapa. No palco, estarão Daniel Montes (violão de 7 cordas), Gabriel Azevedo (pandeiro e voz), João Fernando (bandolim) e Rafael Freire (cavaquinho). “O fio condutor deste projeto é essa relação do Jackson com o samba. Apesar de ser mais associado à música nordestina por motivos óbvios, ele também era um grande sambista, tinha orgulho disso, fazia questão de deixar claro que era e se considerava um sambista também. E o show será recheado desses muitos sambas que ele gravou durante a carreira”, explica o músico e compositor Gabriel Azevedo, fundador do Casuarina e diretor musical do espetáculo. "Casuarina no show Cem Anos do Rei do Ritmo - Casuarina Canta os Sambas de Jackson do Pandeiro" Quinta-feira, dia 13 de fevereiro, às 20h. Ingressos: R$ 80 plateia / R$ 60 balcão/frisas. Classificação: livre. Duração: 90 minutos. Teatro Porto Seguro Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo. Telefone (11) 3226-7300. Bilheteria: de terça a sábado, das 13h às 21h e domingos, das 12h às 19h. Capacidade: 496 lugares. Formas de pagamento: Cartão de crédito e débito (Visa, Mastercard, Elo e Diners). Acessibilidade: dez lugares para cadeirantes e cinco cadeiras para obesos. Estacionamento no local: Estapar R$ 20 (self parking) - Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto. Serviço de vans: transporte gratuito Estação Luz – Teatro Porto Seguro – Estação Luz. O Teatro Porto Seguro oferece vans gratuitas da Estação Luz até as dependências do Teatro. Como pegar: na Estação Luz, na saída Rua José Paulino/Praça da Luz/Pinacoteca, vans personalizadas passam em frente ao local indicado para pegar os espectadores. Para mais informações, contate a equipe do Teatro Porto Seguro. Bicicletário – grátis. Gemma Restaurante: terças a sextas-feiras das 11h às 17h; sábados das 11h às 18h e domingos das 11h às 16h. Happy hour quartas, quintas e sextas-feiras das 17h às 21h. Vendas:tudus.com.br Facebook:facebook.com/teatroporto Instagram:@teatroporto
Sucesso de público, a inédita "Batman80 - A Exposição" chegou ao fim com mais de 123 mil visitantes e anuncia ida ao shopping Iguatemi Campinas. A data de abertura da exposição será divulgada em breve. "Batman80 - A Exposição" terminou e foi um marco na história das exposições em São Paulo com público de mais de 123 mil pessoas, além de mais de 430 mil que curtiram os "batveículos" da área externa e gratuita do complexo instalado no Memorial da América Latina, que também incluía uma loja oficial e uma praça de alimentação tematizada. Após cinco meses em cartaz, a inédita exposição mostrou ao público de forma imersiva toda a história e evolução do Homem-Morcego, contada por meio de mais de 500 itens de acervo distribuídos por onze espaços, entre eles a Mansão Wayne, a Batcaverna, o Asilo Arkam e o covil do Coringa. A repercussão entre os fãs foi enorme e a exposição colecionou elogios em milhares de posts nas redes sociais com fotos incríveis acompanhadas da #batman80expo. Para que mais fãs participem dessa experiência, a exposição vai itinerar pelo Brasil e Campinas será a próxima cidade a se transformar em Gotham City! A exposição chegará ao Iguatemi Campinas em data a ser divulgada em breve nos perfis do shopping e de Batman 80 Expo nas redes sociais.
Sobre a "Batman80": Exposição criada em parceria com a Warner Brasil, é uma realização da Chiaroscuro Studios, maior agência de representação de quadrinistas do mundo e cofundadora da CCXP Comic Con Experience; da Caselúdico, empresa especializada na criação e execução de exposições imersivas, tendo no currículo exposições de grande sucesso como Castelo Rá-Tim-Bum, Tim Burton, Expo Mickey 90 e Quadrinhos; e Spoladore Eventos, que atua na produção da CCXP Comic Con Experience, Expo CIEE (maior evento estudantil da América Latina), Festival Unhide (um dos maiores festivais de Digital Art do mundo), Olimpíadas Rio 2016, entre outros eventos pelo Brasil. E o Memorial da América Latina, que já recebeu diversas exposições de enorme sucesso de público e que comemorou 30 anos em 2019, foi o local escolhido para a primeira etapa da exposição. www.batman80expo.com.br Facebook.com/batman80expo Instagram.com/batman80expo #batman80expo
A cantora e compositora Roberta Campos acaba de lançar seu documentário. Roberta conta um pouco da sua trajetória como compositora e o inicio da sua carreira, em especial a criação da canção "De Janeiro a Janeiro". Idealizado pela produtora ROMA, o documentário conta com depoimentos do Nando Reis e Rafael Ramos (Deck). O roteiro é da Roberta e Marina Campos.
Sophie se encontra com o pai de Iure para conversar a sós. Foto: Lourival Ribeiro/ SBT
Após brigar com Roger, Guilherme vai até a casa da avó desabafar. Roger pede para Filipa se aproximar de Ester para conseguir algumas informações sobre a nova empresa de Pendleton. Lorena fica com ciúmes de Yasmin e Raquel. Após a revelação, João teme que deixe de morar com Marcelo. Ester diz a Poliana que não consegue se lembrar de nenhum sonho que já teve. Sophie se encontra com o pai de Iure para conversar a sós. João e Poliana matam aula para procurar Bento. Dona Branca pede para Waldisney apresentar sua família a ela. Os alunos ficam com medo de Marcelo após as acusações de Débora. João e Poliana encontram Bento e avisam Ruth.
Capítulo 455, terça-feira, 11 de fevereiro
Marcelo assiste a live e vai tirar satisfação com Débora. Foto: Beatriz Nadler/ SBT
Roger faz uma live para lançar o mais novo produto da O11O, o "Espelho Amigo". Ruth conversa com Bento e o convence a voltar para casa. Mário joga Vetherna escondido na escola, mas é pego. Falcão e Zóio entram na casa de Arlete e ameaçam Mosquito. Marcelo assiste a live e vai tirar satisfação com Débora. O CLP pede o apoio da O11O em seu novo projeto. A susposta Dark Lady sequestra chuvisco e diz que só irá devolve-lo se Raquel topar se encontrar com ela. Filipa e Paola disputam a atenção de Eric. Jeff tem uma ideia para desmascarar de vez a falsa Dark Lady. Marcelo diz a Débora que irá processa-la por calúnia e difamação.
Capítulo 456, quarta-feira, 12 de fevereiro
João escuta alguns alunos falando mal de Marcelo e o defende em frente a todos. Foto: Beatriz Nadler/ SBT
Durval se interessa pela causa do projeto do CLP e fecha uma parceria. Lorena conversa com Helô e sugere que a escola inicie um projeto sustentável. João escuta alguns alunos falando mal de Marcelo e o defende em frente a todos. Arlete chega em casa, se depara as coisas reviradas e culpa Mosquito. Gleyce se sente culpada. Ester, Filipa e Paola convidam Eric para ir ao cinema com elas. Fernanda sente ciúmes de Afonso e Débora. Branca faz perguntas a Waldisney sobre sua mãe. Ruth pede para que Marcelo e Débora se resolvam e parem de brigar na escola. Luciano vai encontrar seus filhos e mostra a eles vídeos do novo meio-irmão. Escondida, Branca segue Waldisney.
Capítulo 457, quinta-feira, 13 de fevereiro
Luisa conta para Marcelo que o quarto de Ester fica trancado, e desconfiado, ele tenta invadi-lo. Foto: Lourival Ribeiro/ SBT
Filipa e Paola dão um banho de loja em Ester. Manoel vai almoçar com Iure e convida a ex namorada do filho, Violeta. Eric chega no cinema para o encontro com Filipa, Paola e Ester, e leva Hugo. Falcão e Zóio intimidam Mosquito para que o menino volte ao mundo do crime. Luciano presenteia os filhos para reconquista-los. Afonso aparece no trabalho de Fernanda novamente e da uma sugestão a Roger. Mosquito volta a casa de Arlete para se explicar e conta que Falcão e Zóio são os responsáveis pela bagunça. Luisa conta para Marcelo que o quarto de Ester fica trancado, e desconfiado, ele tenta invadi-lo.
Capítulo 458, sexta-feira, 14 de fevereiro
Sozinha, Raquel vai ao encontro da suposta Dark Lady. Foto: João Raposo/ SBT
Pendleton e Marcelo discutem e o empresário mostra o quarto trancado para Luisa. Nadine sugere que Roger mude a estratégia e abaixe o preço do "Espelho Amigo", mas ele se recusa. Luisa sofre um acidente enquanto falava no telefone com Poliana. Paola e Filipa concluem que Eric não gosta de nenhuma das duas. Arlete pede desculpas a Gleyce, e reconsidera o projeto do CLP. Pendleton, Poliana e João encontram Luisa e a levam para casa. Sem permissão, Mário pega os itens do jogo Vetherna da escola e os leva para casa. Sozinha, Raquel vai ao encontro da suposta Dark Lady. Glória briga com Verônica devido a live do CLP. Lindomar volta de sua turnê. Violeta vai ate a casa de Gloria, e surpreende Antonio.
O "#Provocações" desta terça-feira, dia 11, exibe a entrevista com a empresária do Racionais MC’s, Eliane Dias. A convidada é reconhecida por sua trajetória profissional e pela militância contra preconceito, abuso e feminicídio. Ela cresceu na periferia de São Paulo, brigou para poder estudar, formou-se em Direito e atualmente é casada com Mano Brown. Com apresentação de Marcelo Tas, o programa vai ao ar às 22h15 na TV Cultura.
Ator Joaquin Phoenix, de Coringa, é a preferência com 84% para melhor ator
"Coringa" e "1917" largaram na frente na corrida para o Oscar e são os favoritos dos brasileiros para conquistar a estatueta de melhor filme na premiação do próximo domingo, dia 09, em Hollywood. É o que aponta a pesquisa realizada pela Ingresso.com, com votação entre os dias 30 de janeiro e 07 de fevereiro. Os dois longas receberam a mesma porcentagem de votos: 32% cada.
Já para melhor ator, a atuação de Joaquin Phoenix, de Coringa, não deu chances para os concorrentes e liderou com 84%, seguido por Jonathan Price, de Dois Papas. Na disputa de melhor atriz, Scarlett Johansson, por sua atuação em História de um Casamento, e Renée Zellweger, no filme Judy: Muito além do Arco-íris, foram as mais lembradas pelos usuários, com 38,6% e 37,3% respectivamente.
Ainda segundo o levantamento realizado pela Ingresso.com, 78% dos participantes disseram se interessar por assistir os filmes indicados ao Oscar no cinema. Com isso, a maratona desse fim de semana promete!
Na próxima segunda-feira, 10, às 15h, Renata Boldrini, Cris e Panda, do Coxinha Nerd,e Renato Hermsdorff, estarão ao vivo no canal do YouTube da Ingresso.com para comentar a repercussão dos premiados.
Confira a lista com os mais votados de cada categoria:
Melhor filme: - Coringa -- 32,1% - 1917 -- 32,1% - Era uma vez em....Hollywood -- 10,7%
Melhor atriz: - Scarlett Johansson -- 38,6% - Renée Zellweger -- 37,3% - Saoirse Ronan -- 10,8%
Melhor ator: - Joaquin Phoenix -- 84,3% - Jonathan Price -- 6,0% - Leoardo DiCaprio -- 4,8%
Atriz coadjuvante: - Scarlett Johansson -- 25,3% - Laura Dern -- 24,1% - Margot Robbie -- 21,7%
Ator coadjuvante: - Anthony Hopkins -- 31,3% - Brad Pitt -- 28,9% - Al Pacino -- 18,1%
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