quarta-feira, 10 de junho de 2020

.: "Aquarius" na programação semanal do streaming gratuito do Sesc


A partir de quinta-feira, de 11 a 17 de junho, a plataforma Sesc Digital disponibiliza terror de Ingmar Bergman, documentário de Laurie Anderson sobre a morte do marido Lou Reed, e duas produções brasileiras, o aclamado "Aquarius", de Kleber Mendonça Filho, e o longa que fez sucesso nas redes sociais "Jonas e o Circo Sem Lona", de Paula Gomes Lançada no último dia 4, série Cinema #EmCasaComSesc oferece streaming gratuito de filmes em alta qualidade e sem necessidade de cadastro; Para assistir, acesse sescsp.org.br/cinemaemcasa

A programação de filmes em streaming do Sesc São Paulo, na recém-lançada plataforma Sesc Digital, que passou a reservar um espaço exclusivo para as sessões, oferece mais quatro novos títulos a partir desta quinta-feira, 11 de junho. Basta acessar o Cinema Em Casa para conferir longas e documentários, sempre a partir de quinta-feira, com acesso gratuito a qualquer hora do dia e sem necessidade de cadastro.

Nesta semana, o #EmCasaComSesc exibe um clássico do cinema de 1967, o terror surrealista "A Hora do Lobo", do sueco Ingmar Bergman. Outra opção é o poético "Coração de Cachorro", dirigido pela musicista e multiartista Laurie Anderson, que através do filme faz uma reflexão sobre a morte de seu companheiro, o cantor e guitarrista Lou Reed.

Completam a programação dois filmes nacionais: o aclamado "Aquarius", de Kleber Mendonça Filho, uma produção conjunta com a França com Sonia Braga no papel principal, da jornalista aposentada, viúva e mãe de três adultos; e o delicado "Jonas e o Circo sem Lona", um documentário com ficção dirigido por Paula Gomes que aborda a importância de sonhar através do circo. Na plataforma Sesc Digital todas as produções são exibidas no formato FVOD - Free Video On Demand.

A programação do Cinema #EmCasaComSesc contempla quatro eixos principais neste primeiro momento. Uma curadoria de clássicos do cinema, em sua maioria cópias restauradas e exclusivas na plataforma; uma seleção contemporânea internacional, com filmes que tiveram uma trajetória relevante em festivais no mundo todo e que merecem uma nova oportunidade de exibição ao público; uma janela dedicada ao cinema nacional, com produções de grande alcance de público e filmes independentes que merecem maior espaço de exibição - haverá também destaque aos documentários, ponto forte na produção cinematográfica brasileira; e por fim, uma seleção de filmes infanto-juvenis, visando a formação de público, desde os primeiros anos de vida, para a diversidade do cinema e ampliação do lastro de narrativas.

A iniciativa de oferecer filmes em streaming em sua nova plataforma digital reforça os aspectos que ancoram a ação institucional do Sesc São Paulo, garantindo o acesso a conteúdos da cultura a variados públicos. Com maior presença no ambiente online, o Sesc amplia sua ação de difusão cultural, de maneira acessível e permanente. O público ganha assim mais um espaço para contemplar, descobrir e redescobrir o cinema, a partir de grandes obras selecionadas, disponibilizadas online e gratuitamente.

Os filmes ficam disponíveis por um período determinado, com alterações e novas estreias semanais a cada quinta-feira (considerando a semana de cinema de quinta à quarta-feira). Haverá ainda possibilidade de prorrogação da exibição, conforme a demanda do público, além de sessões especiais por períodos menores (como 24h, por exemplo). A curadoria do Cinema #EmCasaComSesc conta com a experiência do CineSesc, que segue fechado desde o mês de março, por conta da crise causada pelo novo coronavírus.


Programação: Cinema #EmCasaComSesc de 11 a 17 de junho

"A Hora do Lobo"
(Direção: Ingmar Bergman, Suécia, 1967, 89 minutos, 16 anos)
Um pintor e sua esposa vão morar em uma ilha afastada de tudo e conhecem um misterioso grupo de pessoas que passam a trazer angústias ainda maiores à vida do casal, que já estava atormentado pelos pesadelos do pintor e por conflitos psicológicos. Durante a hora do lobo, entre a meia-noite e a aurora, ele conta para sua esposa suas memórias mais dolorosas, e começa a questionar a própria lucidez.

"Coração de Cachorro"
(Direção: Laurie Anderson, EUA, 2015, 75 minutos, 14 anos)
Centrado na cachorra Lolabelle, que morreu em 2011 e era muito querida pela diretora, o filme é um ensaio pessoal que combina lembranças de infância, diários em vídeo, reflexões sobre dados, cultura de vigilância e a visão budista sobre a morte, além de tributos a artistas, escritores, músicos e pensadores. Numa espécie de colagem visual, o filme examina como histórias são construídas e contadas —e como as usamos para dar sentido às nossas vidas.

"Aquarius"
(Direção: Kleber Mendonça Filho, Brasil/França, 2016, 145 minutos, 16 anos)
Clara (Sonia Braga) tem 65 anos, é jornalista aposentada, viúva e mãe de três adultos. Ela mora em um apartamento localizado na Av. Boa Viagem, no Recife, onde criou seus filhos e viveu boa parte de sua vida. Interessada em construir um novo prédio no espaço, os responsáveis por uma construtora conseguiram adquirir quase todos os apartamentos do prédio, menos o dela. Por mais que tenha deixado bem claro que não pretende vendê-lo, Clara sofre todo tipo de assédio e ameaça para que mude de ideia.

"Jonas e o Circo sem Lona"
(Direção: Paula Gomes, Brasil, 2015, 81 minutos, livre)
Jonas tem 13 anos e seu sonho é manter vivo o circo que ele mesmo criou no quintal de casa. Enquanto luta por isso, Jonas vai atravessar a grande aventura de crescer.

Serviço:
Cinema #EmCasaComSesc
Toda semana, sempre a partir de quinta-feira, tem quatro novos filmes para streaming:
sescsp.org.br/cinemaemcasa

.: Dinho Lima Flor encena espetáculo "Ledores no Breu" em live na sexta


Inspirada no texto "Confissão de Caboclo", do poeta Zé da Luz, peça trata das relações entre o homem sem leitura e sem escrita com o mundo ao seu redor. Foto: Cláudio Etges

Dentro de apresentações teatrais das lives #EmCasaComSesc, nesta sexta-feira, 12, o ator pernambucano Dinho Lima Flor encena o espetáculo "Ledores no Breu". Inspirada no texto "Confissão de Caboclo" do poeta Zé da Luz, e no pensamento e prática do educador Paulo Freire, a peça trata das relações entre o homem sem leitura e sem escrita com o mundo ao seu redor. A peça pode ser assistida no YouTube do Sesc São Paulo youtube.com/sescsp -  e no Instagram do Sesc Ao Vivo - @sescaovivo - às 21h30.  

A apresentação desta sexta-feira faz alguns questionamentos: o que é ser analfabeto em São Paulo, nos grandes cruzamentos de capitais do Brasil? Qual o valor da palavra nesse mundo em que vivemos? Essas indagações estão em xeque e jogam luz no paradoxo entre a cultura da escrita como porta-voz, que representa não só um desejo de emancipação, mas também um mecanismo de exclusão e demarcação de fronteiras sociais se apoiando em preconceitos linguísticos. A direção é de Rodrigo Mercadante, e a classificação indicativa é livre.

Domingo, dia 14, o ator e dramaturgo Jhonny Salaberg, fundador do coletivo "O Bonde", grupo de pesquisa do teatro negro e suas diásporas contemporâneas, apresenta uma versão adaptada da premiada peça "Buraquinhos ou O Vento é inimigo do Picumã". De sua autoria, o texto aborda o genocídio da população jovem, negra e periférica por meio do realismo fantástico. Narrado em primeira pessoa e dirigido por Naruna Costa, o monólogo aborda a trajetória de um menino negro - morador do bairro Guaianases, Zona Leste de São Paulo - que corre o mundo inteiro com uma sacola de pães nas mãos depois de se chocar com um policial branco.


Promovidas pelo Sesc São Paulo, as apresentações - sempre às segundas, quartas, sextas e domingos às 21h30 - trazem monólogos interpretativos transmitidos diretamente da casa dos artistas. Já passaram pela série #EmCasaComSesc na categoria teatro os artistas Celso Frateschi, Georgette Fadel, Sérgio Mamberti, Ester Laccava, Jé Oliveira, Gustavo Gasparani, Lavínia Pannunzio, Grace Passô, Denise Weinberg, Cacá Carvalho, Bete Coelho, Gero Camilo, Eduardo Mossri e Cláudia Missura.

Para conferir a programação de teatro, basta acessar as páginas youtube.com/sescsp ou o novo endereço do Sesc São Paulo no Instagram criado especialmente para a série Sesc Ao Vivo instagram.com/sescaovivo, às segundas, quartas, sextas e domingos, sempre às 21h30.


.: Cantor e compositor Vidal Assis no show "Negros Sambas" em live


Cartola, Paulinho da Viola, Dona Ivone Lara, Jorge Aragão e Elton Medeiros são relembrados no show. Foto: Leo Martins  

Dentro da programação de junho do #EmCasaComSesc, quinta-feira, dia 11, o cantor e compositor Vidal Assis apresenta o show Negros Sambas, com repertório dedicado aos sambistas negros. Cartola, Paulinho da Viola, Dona Ivone Lara, Jorge Aragão e Elton Medeiros são relembrados na voz do cantor, que se destacou na nova geração da música popular brasileira. Vidal recebeu duas indicações ao 28º Prêmio da Música Brasileira com seu disco de estreia, "Álbum de Retratos". 

Há mais de um mês, o Sesc São Paulo promove série de shows diários com transmissões, sempre às 19h, pelo Instagram @sescaovivo e YouTube do Sesc São Paulo - youtube.com/sescspEm junho, já se apresentaram Cristian Budu, Zé Renato, Filipe Catto, Edgard Scandurra, Teresa Cristina, Francis e Olivia Hime, Renato Teixeira, Ricardo Herz e Vanille Goovaerts. 

Para conferir toda essa programação, basta acessar as páginas youtube.com/sescsp ou o novo endereço do Sesc São Paulo no Instagram criado especialmente para a série Sesc Ao Vivo instagram.com/sescaovivoA série Música #EmCasacomSesc também tem sido uma oportunidade para promover o Mesa Brasil, programa que conecta empresas doadoras e instituições sociais para o complemento de refeições de pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

Criado há 25 anos pelo Sesc São Paulo e hoje em operação em diversos estados do país, a iniciativa está com uma campanha para expandir sua rede de parceiros doadores e ampliar a distribuição de alimentos, produtos de higiene e limpeza em meio à crise causada pelo novo coronavírus. Também engajados pela causa, os artistas têm aproveitado as transmissões online para convocar as pessoas, principalmente empresários e gestores, a integrarem a rede de solidariedade. Para saber como ser um doador, basta acessar o site mesabrasil.sescsp.org.br.

terça-feira, 9 de junho de 2020

.: Boneco Falcon Agente Secreto gera controvérsia entre colecionadores


Por 
Helder Moraes Miranda e Mary Ellen Farias dos Santos, editores do Resenhando. Foto: Leo Salvador Gaspar.

Lançado no final de maio, o Falcon Agente Secreto gerou controvérsia entre os colecionadores do boneco, que fez muito sucesso entre o final da década de 70 até o início dos anos 80. Lançado pela Estrela, em época de pandemia, o boneco já nasce histórico. Primeiro pelo momento em que o mundo está vivendo e, depois, por ser uma figura original, com flocagem ruiva, sem barba e o primeiro de pele branca desta nova edição a sair com os olhos castanhos. Antes, somente o soldado de 1994, que não tinha flocagem. O Agente Secreto de 2020 é uma figura de ação livremente inspirada no agente secreto Falcon Missão Impossível, lançado no final da década de 70.

O médico psiquiatra Leo Salvador Gaspar integra o time dos que não se decepcionaram com o boneco. "É diferente de todos, mas é um Falcon e merece respeito", afirma. Ele relembra que o primeiro boneco que teve foi o Agente Secreto, lançado em 1979. "Eu tinha quatro anos. Não era Natal. Não era meu aniversário. Ele simplesmente chegou, sem que eu o desejasse ou pedisse. Eu não sabia direito o que fazer com ele. Era um estranho para mim. Crianças mais velhas e adultos pareciam mais interessadas nele do que eu. Ficavam impressionados com os olhos de águia do boneco e com a sensação táctil que o cabelo ruivo produzia em contato com as mãos. Era como se eu tivesse um tesouro, mas não reconhecesse o seu valor. Abotoar e desabotoar aquela gola, que parecia um babador, era um desafio. Desejava secretamente livrar-me dela, na mesma intensidade em que hoje gostaria de tê-la novamente em minhas mãos", afirma o médico.

"Lembro-me de estar com eles nos braços quando me mudei da casa onde nasci. Aos poucos, foi se tornando inseparável. Foi o único brinquedo que não conservei. Foi o único brinquedo bem 'brincado', na terra, na grama, na praia e na piscina. Como todo bom Falcon daquela época, namorou com a Susi da minha irmã. Era sequestrado por ela. O Falcon era 'alguém' que eu gostaria de ser. Foi um grande companheiro nos momentos difíceis. Depois de duas passagens pelo conserto das pernas que insistiam em cair e chegada a adolescência, ele foi se desmontando e se perdendo nas gavetas. Fui me desligando dele. Aos 18 anos, passei no vestibular e precisava me mudar para a cidade onde resido atualmente. Coincidentemente, minha família também se mudou para outra casa naquela mesma cidade. Fui separar os meus brinquedos e dar um destino a eles. Do Falcon, encontrei apenas a maleta com uma dobradiça quebrada e sem o silenciador, que guardo até hoje. Fiquei também com algumas peças que, só hoje, descobri que faziam parte de um kit vendido separadamente. Fiquei feliz porque foi algo a mais, um carinho que meu pai adicionou ao Falcon quando me deu de presente", relembra Gaspar

Com os relançamentos da Estrela, Gaspar comprou o segundo Falcon da vida em 2018. Depois vieram todos os outros. "Durante a pandemia, decidi trazer à vida o meu Falcon. Comprei o boneco original dos anos 80 e o vesti com réplicas das roupas utilizadas pelo antigo Agente Secreto. Também completei o kit de acessórios que ficam em uma mochila de campanha. Ainda busco um silenciador original e não tenho certeza se desejo consertar a dobradiça da maleta. Embora não seja o meu Falcon, é o meu Falcon. Sem dúvida, a volta do Falcon de 1979 para a minha casa foi um exercício de resgate, de reorganização, de contato com o que há de mais caro em minhas lembranças. Foi, sem dúvida, uma forma de me manter saudável durante a pandemia. Enfim, acabo de me dar conta de que  o Falcon, sobretudo o Agente Secreto, sempre esteve associado a mudanças importantes e fundamentais em minha vida", conclui.

Sobre o Agente Secreto de 2020, ele é enfático. "Ele é único, mesmo em suas imperfeições atribuídas por alguns fãs. Ser o primeiro Falcon com olhos castanhos lançado no Brasil já faz dele um modelo especial e marcante historicamente. E o seu lançamento durante uma pandemia sem precedente contribui para sua relevância histórica. O próprio Agente Secreto de 1979-80 tinha uma gola (conhecida pelos fãs como 'babador'),  cujo fechamento com um único botão fazia do abotoar e do desabotoar verdadeiros desafios  à coordenação motora de qualquer ser humano e uma súplica pelo velcro, 'execrado' na jaqueta do Agente Secreto 2020). O que, naquela época, era considerado um 'defeito', passou a ser uma peculiaridade que tornou ainda mais especial e raro aquele modelo de Falcon. Todos os relançamentos do Falcon, para mim, serão bem-vindos. E, sem dúvida, a iniciativa do fabricante em produzi-los mexeu profundamente com as emoções e com as expectativas das crianças internas dos seus fãs", enfatiza.  

Sobre a crítica dos colecionadores mais conservadores em relação ao boneco, ele adota uma postura mais conciliatória. "Em nenhum momento, o fabricante anunciou que teríamos um Falcon idêntico ao de 1979-80. Levando em consideração apenas o olhar por este prisma, a exigência de um Agente Secreto 2020 totalmente fiel ao antecessor de mesmo nome pode parecer descabida. Por outro lado, o fabricante  não foi muito claro sobre a  proposta dos relançamentos, em conjunto e individualmente, já que alguns foram mais fieis aos seus correspondentes do passado. O Agente Secreto 2020 não foi apresentado aos fãs e, pelo que pesquisei, nada foi mencionado sobre os conceitos que nortearam a sua idealização e que promoveram mudanças em relação ao original. Por se tratar de uma série limitada, minha crítica ao fabricante não tem relação com o boneco em si, mas na forma como introduziu o modelo aos fãs. Parece haver uma confusão nuclear dos conceitos de 'artigo de coleção' e 'brinquedo'. A dupla mensagem acaba gerando reações, algumas bastante inadequadas e desrespeitosas e, portanto, inaceitáveis, por parte de alguns fãs. Parece não haver coesão do grupo responsável pelo Falcon, é como se os grupos responsáveis por cada processo não conversassem entre si. A cor do cinto da jaqueta talvez seja o símbolo disso. Mas também não acho que seja algo grave para o boneco", pondera.

Questionado sobre as diferenças entre o boneco antigo e o recente, Gaspar consegue reconhecer semelhanças entre o antigo e o novo. "Apesar de muito diferentes, eu consigo enxergar o Agente Secreto dos anos 70-80 no atual modelo. Os olhos de águia em tons de azul foram substituídos, na atual versão, por olhos pintados de castanho, uma cor que nunca tinha visto num Falcon. A barba foi suprimida. A flocagem do cabelo é diferente, na textura e na cor. Também nunca vi uma flocagem assim antes num modelo de Falcon. A jaqueta é um pouco mais curta e perdeu os bolsos e os detalhes nos punhos. O fechamento da jaqueta é em velcro, embora os botões tenham sido mantidos como recurso estético. A gola, 'babador', foi substituída por uma blusa branca. O cinto tem a cor da calça e não da jaqueta, como era no antigo modelo. A desejada maleta perdeu as divisórias. A arma não veio com a pintura que o de 1979-80 possuía. Fiquei em dúvida sobre se o silenciador é do mesmo material utilizado na versão anterior. Eu gostei da versão 2020 e, sem dúvida, foi uma ótima aquisição".



Referência entre colecionadores de figuras de ação, o locutor Ricardo Andraus, mantém um canal no YouTube para falar exclusivamente sobre o boneco Falcon - neste link. Entre as lembranças sobre o boneco, ele afirma que teve os três primeiros, lançados em sua infância. "Como o Combate e o Ação Camuflada eram soldados, o Missão Impossível era meu xodó, o boneco querido. Muita saudade".

Sobre a versão do Agente Secreto em 2020, ele é crítico. "Achei que focaria no fator memória afetiva, mesmo com mínimas diferenças na flocagem e pintura dos olhos e sobrancelhas diferentes. O boneco voltou com uma boa carga emocional. O Turbocóptero era praticamente 100% nostalgia, o Explorador fugiu da nostalgia como um Falcon 'novo', logo depois veio o primeiro 'susto': o Salto Fantástico, com colete e botas diferentes. Saiu o Torak, 100% aprovado como o Tesouro Submarino, uma aventura lendária. Depois disso, a Estrela perdeu a mão e quis descaracterizar totalmente o boneco. Perdeu a identidade dele".

Entre as diferenças e semelhanças entre os dois bonecos, ele aponta poucas. "O boneco em si só mudou a pintura dos olhos e sobrancelhas, tanto dos olhos fixos como do 'Olhos de Águia'. A rejeição é mais por conta dos saudosistas como eu, mas que compram na esperança de vir algo o mais semelhante possível dos antigos, por que igual não virá mesmo. Não deixam, não querem...", finaliza.



O administrador de empresas Luis Jorge Mussi Filho, que mantém um canal no YouTube - neste link - em que faz reviews dos lançamentos do boneco Falcon, lembra com saudade do primeiro Agente Secreto. "A maletinha do Missão Impossível me encantava com as peças encaixadas nas divisórias. Eu tinha dez anos. Não considero o Agente Secreto de 2020 um relançamento e sim uma nova versão. A principal diferença é a tonalidade da flocagem ruiva, o antigo era mais forte e com barba", afirma. De acordo com ele, a rejeição que o boneco enfrentou até mesmo antes do lançamento não é pelo isolamento social em tempos de pandemia, mas pelo valor elevado que ele tem.



Músico mundialmente conhecido, Rosivaldo Cordeiro, que vive na França e mantém um perfil no Instagram com as aventuras do boneco em Paris - neste link, concorda com Mussi ao afirmar que o novo Agente Secreto não é um relançamento, mas um boneco novo inspirado em itens vintage. "No meu caso, o colecionismo está sendo uma terapia em tempos de pandemia, pois ocupa a minha mente. No que diz respeito ao lançamento, para ser bem sincero, não sou da ala radical e só de ter o Falcon de volta já é motivo de celebração, pois somos o único país a continuar a fabricação em grande escala, seguidos do GeyperMan da Espanha, que faz pequenas tiragens de 200 unidades no máximo", conclui.



Pandemia
Psiquiatra, Léo Salvador Gaspar afirma que não tem nenhuma dúvida sobre o impacto da pandemia, e de todas as formas de distanciamento social, sobre os sentimentos ambivalentes que o boneco recém-lançado despertou nos fãs. "A marca 'Falcon' tem uma grande valência na memória afetiva, sobretudo, das crianças e adolescentes das décadas de 70 e 80. Ele simboliza, portanto, momentos felizes e seguros da infância e adolescência que 'guardamos' em nosso aparelho psíquico e que, inconscientemente, 'acionamos' para lidar com as adversidades e sofrimentos da vida adulta. A pandemia nos trouxe, ou tornou mais clara, a ideia de que temos pouco controle sobre o mundo externo. Logo, um relançamento, neste cenário, fica mais propenso a comparações e críticas mais ferrenhas, as quais são ativadas pela tentativa de controle e pela 'proteção' do lugar psiquicamente seguro simbolicamente representado pelo Agente Secreto dos anos 70-80. As mudanças no Agente Secreto de 2020, tendo como parâmetro o seu antecessor quarentão de 1979, podem ter sido recebidas, neste momento, como uma 'ameaça' ou 'heresia' desferida, não contra ao boneco necessariamente, mas ao que ele simbolicamente representa. Por outro lado, quando fragilizado pela sensação de impotência e perda de controle, o ser humano tende reproduzir as relações ambivalentes e beligerantes estabelecidas, no passado, com os pais. Em última análise, ele pede para que alguém assuma o controle, que alguém o acalme. Talvez isto explique também a relação que se estabeleceu por parte de alguns fãs com a detentora das marcas, após o relançamento. O manejo desta situação, portanto, exige cuidado e respeito mútuos, porque não pode ser resumida e tratada como uma mera relação comercial. O Falcon não pode ser encarado como um simples produto, seja como item de colecionador ou como um brinquedo disponível no varejo", finaliza. Procurada, a Estrela não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

Review - Falcon Agente Secreto

.: Celebrando Verissimo: um apanhado de cinco décadas do mestre da crônica


"É bom ter a liberdade de opinar sobre tudo, dentro dos limites da clareza e do bom senso que você mesmo se impõe. Eu comecei a ter um espaço assinado em jornal em 1969. Época do Médici, da censura à imprensa, dos assuntos proibidos. Sei bem como era." — Verissimo para a Folha de S.Paulo, janeiro de 2020.

Lemos as crônicas de Luis Fernando Verissimo desde os anos 1970, mais precisamente desde 19 de abril de 1969, quando ele estreou na coluna Informe Especial no Zero Hora. Desse início em plena ditadura militar, Verissimo passou pela redemocratização, viveu a revolução digital e as polarizações ideológicas, sempre produzindo crônicas oportunas e relevantes, reconhecidas pela capacidade de traduzir em poucas linhas a complexa natureza humana. 

"Verissimo Antológico" é todo dedicado a esse gênero em que ele desenvolveu plenamente sua capacidade de concisão e o humor ímpar que o tornaram um dos escritores mais importantes do Brasil. "Na escrita, aproveita-se de tudo. Uma frase pode sugerir uma cosmogonia inteira. O importante é saber aproveitar a ideia." — Verissimo para a Expressa, fevereiro de 2020.

Dividido por décadas, "Verissimo Antológico" traz mais de trezentos textos imperdíveis, alguns inéditos em livro ou que estão fora de circulação há mais de 40 anos. O livro está disponível em e-book, e a versão impressa será lançada em momento oportuno.

A crônica tem como uma de suas características registrar o momento. Está em seu DNA emitir opiniões sobre tudo o que acontece. A boa crônica atravessa o tempo com galhardia e mantém a atualidade não só porque desvela o passado, mas porque é boa literatura; e, não raro, volta a ser atual, mostrando que a história é também cíclica — são as ironias do tempo, diria Verissimo. Como um aperitivo do que você vai encontrar neste livro, escolhemos uma crônica de meados dos anos 1990, que depois foi republicada em 2000, um exemplo do talento de Verissimo.

Da timidez
Ser um tímido notório é uma contradição. O tímido tem horror a ser notado, quanto mais a ser notório. Se ficou notório por ser tímido, então tem que se explicar. Afinal, que retumbante timidez é essa, que atrai tanta atenção? Se ficou notório apesar de ser tímido, talvez estivesse se enganando junto com os outros e sua timidez seja apenas um estratagema para ser notado. Tão secreto que nem ele sabe. É como no paradoxo psicanalítico: só alguém que se acha muito superior procura o analista para tratar um complexo de inferioridade, porque só ele acha que se sentir inferior é doença.

Todo mundo é tímido, os que parecem mais tímidos são apenas os mais salientes. Defendo a tese de que ninguém é mais tímido do que o extrovertido. O extrovertido faz questão de chamar atenção para sua extroversão, assim ninguém descobre sua timidez. Já no notoriamente tímido a timidez que usa para disfarçar sua extroversão tem o tamanho de um carro alegórico. Daqueles que sempre quebram na concentração. Segundo minha tese, dentro de cada Elke Maravilha existe um tímido tentando se esconder e dentro de cada tímido existe um exibido gritando “Não me olhem! Não me olhem!”, só para chamar a atenção.

O tímido nunca tem a menor dúvida de que, quando entra numa sala, todas as atenções se voltam para ele e para sua timidez espetacular. Se cochicham, é sobre ele. Se riem, é dele. Mentalmente, o tímido nunca entra num lugar. Explode no lugar, mesmo que chegue com a maciez estudada de uma noviça. Para o tímido, não apenas todo mundo mas o próprio destino não pensa em outra coisa a não ser nele e no que pode fazer para embaraçá-lo.

O tímido vive acossado pela catástrofe possível. Vai tropeçar e cair e levar junto a anfitriã. Vai ser acusado do que não fez, vai descobrir que estava com a braguilha aberta o tempo todo. E tem certeza de que cedo ou tarde vai acontecer o que o tímido mais teme, o que tira o seu sono e apavora os seus dias: alguém vai lhe passar a palavra.

O tímido tenta se convencer de que só tem problemas com multidões, mas isto não é vantagem. Para o tímido, duas pessoas são uma multidão. Quando não consegue escapar e se vê diante de uma plateia, o tímido não pensa nos membros da plateia como indivíduos. Multiplica-os por quatro, pois cada indivíduo tem dois olhos e dois ouvidos. Quatro vias, portanto, para receber suas gafes. Não adianta pedir para a plateia fechar os olhos, ou tapar um olho e um ouvido para cortar o desconforto do tímido pela metade. Nada adianta. O tímido, em suma, é uma pessoa convencida de que é o centro do Universo, e que seu vexame ainda será lembrado quando as estrelas virarem pó. 

Você pode comprar "Verissimo Antológico", de Luis Fernando Verissimo, neste link.


Sobre o autor
Luis Fernando Verissimo nasceu em 1936, em Porto Alegre. É autor de best-sellers como "O Melhor das Comédias da Vida Privada" e criador de tipos marcantes como a velhinha de Taubaté, Ed Mort, o analista de Bagé e as cobrasFilho do romancista Erico Verissimo, escreve semanalmente para vários jornais e tem livros publicados em mais de 15 países.









.: Referência em vida marinha, Sylvia Earle é a nova "Dona da Rua" da História


No dia do oceanógrafo, Denise traz a homenagem à maior referência mundial em vida marinha.

Oficializado somente em 2008, o Dia Mundial dos Oceanos, comemorado em 8 de junho, tem como objetivo ressaltar a importância do ambiente marítimo para o equilíbrio da vida no planeta. Sabia que eles são responsáveis pela geração de 70% do oxigênio atmosférico?! Por isso, a conscientização da sociedade sobre os perigos das atividades humanas nos ecossistemas que o compõem, não deve ser deixada de lado.

A Mauricio de Sousa Produções, que sempre apoia o cuidado com a natureza, reservou um lugar especial para a oceanógrafa americana Sylvia Earle, que, em celebração da data, entra para o hall do Donas da Rua da História.

Com 84 anos, a profissional foi a primeira cientista mulher a chefiar a Administração Nacional do Oceano e Atmosfera dos EUA. Essa organização é o equivalente para os mares ao que a NASA é para o espaço. Defensora da conservação do meio ambiente, Sylvia contribui para interromper a exploração indiscriminada dos oceanos, esgotados pela pesca predatória e a poluição. Segundo ela, o que fazemos de mal para a natureza, fazemos a nós mesmos.

A cientista é pioneira no uso de aparelhos de respiração embaixo d´água, conhecidos como SCUBA, e no desenvolvimento de submersíveis que chegam a grandes profundezas. Além disso, é dona do recorde mundial, em 1979, do mais profundo mergulho autônomo, descendo a 381 metros de profundidade no Oceano Pacífico. Dá pra imaginar?! A norte-americana é tão rainha dos mares que ganhou o título de "Her Deepness" ("Sua Profundeza") pelos jornalistas.

O projeto "Donas da Rua", que faz a homenagem à oceanógrafa, visa trazer grandes nomes das áreas das ciências, artes e esportes a fim de inspirar outras meninas e mulheres. Para Sylvia, mais pessoas, especialmente crianças, precisam estar mais diretamente envolvidas em pesquisas sobre o oceano. Com traços de Denise, a cientista é a mais nova Dona da Rua da História. Rainha mesmo, né, mores?

Para Mônica Sousa, diretora executiva da Mauricio de Sousa Produções, a busca pela conscientização da importância da natureza é algo que sempre fez parte do DNA da empresa. "Há 60 anos nossas histórias reforçam o compromisso com a educação e a informação sobre a importância da preservação da natureza, que é de responsabilidade de todos nós. Homenagear grandes cientistas como Sylvia Earle dentro do Donas da Rua da História é uma honra. Me anima ver que mulheres como ela pensam na inclusão das meninas e crianças em universos tão importantes, como nesse caso, o dos oceanos", pontua Mônica.

A executiva é criadora do projeto "Donas da Rua", que conta com o apoio institucional da ONU Mulheres. É uma ação da MSP que demonstra seu compromisso como signatária dos Princípios de Empoderamento das Mulheres, plataforma da ONU Mulheres e Pacto Global. Em uma de suas áreas, o Donas da Rua da Ciência, tem como objetivo resgatar a trajetória de pesquisadoras e cientistas que marcaram a humanidade com suas ações. O projeto pode ser conferido no site: http://turmadamonica.uol.com.br/donasdarua/ddr-da-historia.php.

.: Ator Diego Montez participa de live do programa "Talentos"


Na live do programa "Talentos" desta quarta-feira, dia 10, o ator Diego Montez – conhecido por seu papel mais recente na TV, o William da novela "Bom Sucesso", da Rede Globo – conversa com Jarbas Homem de Mello sobre sua carreira e teatro musical. O evento digital, realizado enquanto as gravações do reality da TV Cultura não começam, acontece a partir das 18h, no Instagram do programa Talentos, neste link.

Filho da atriz Sônia Lima e do apresentador e deputado Wagner Montes, falecido em 2019, Diego começou sua carreira no teatro musical. Com apenas 27 anos de idade, ele já passou por muitas produções de sucesso. Em 2017, por exemplo, esteve em cartaz com o espetáculo musical "Rock Of Ages" ("A Era do Rock"), em 2018, participou da montagem do clássico "A Noviça Rebelde" e, em 2019, estrelou  "Heathers".

.: Carlinhos Antunes e Gabriel Levy se apresentam em live nesta quarta-feira


Dupla apresenta composições autorais já conhecidas, bem como músicas e arranjos inéditos produzidos nesse período de isolamento

Dentro da programação de junho do #EmCasaComSesc, nesta quarta-feira, dia 10, às 19h, é dia de viajar sem sair de casa com Carlinhos Antunes e Gabriel Levy, dupla formada há quase 30 anos. Carlinhos é diretor da Orquestra Mundana Refugi, e Gabriel é integrante do grupo Mawaca, além de diretor da Magnífica Orquestra Paulistana de Músicas do Mundo. Ambos tocam juntos no grupo Kerlaveo, que une músicos do Brasil e Bretanha francesa. No show, a dupla apresenta composições autorais já conhecidas, bem como músicas e arranjos inéditos produzidos nesse período de isolamento.

Há mais de um mês, o Sesc São Paulo promove série de shows diários com transmissões, sempre às 19h, pelo Instagram @sescaovivo e YouTube do Sesc São Paulo - youtube.com/sescsp.  Na quinta-feira, dia 11, o cantor e compositor Vidal Assis apresenta o show Negros Sambas, com repertório dedicado aos sambistas negros. Cartola, Paulinho da Viola, Dona Ivone Lara, Jorge Aragão e Elton Medeiros são relembrados na voz do cantor, que se destacou na nova geração da música popular brasileira. Vidal recebeu duas indicações ao 28º Prêmio da Música Brasileira com seu disco de estreia, "Álbum de Retratos". Em junho, já se apresentaram Cristian Budu, Zé Renato, Filipe Catto, Edgard Scandurra, Teresa Cristina, Francis e Olivia Hime, e Renato Teixeira. 


Para conferir toda essa programação, basta acessar as páginas youtube.com/sescsp ou o novo endereço do Sesc São Paulo no Instagram criado especialmente para a série Sesc Ao Vivo instagram.com/sescaovivoA série Música #EmCasacomSesc também tem sido uma oportunidade para promover o Mesa Brasil, programa que conecta empresas doadoras e instituições sociais para o complemento de refeições de pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

Criado há 25 anos pelo Sesc São Paulo e hoje em operação em diversos estados do país, a iniciativa está com uma campanha para expandir sua rede de parceiros doadores e ampliar a distribuição de alimentos, produtos de higiene e limpeza em meio à crise causada pelo novo coronavírus. Também engajados pela causa, os artistas têm aproveitado as transmissões online para convocar as pessoas, principalmente empresários e gestores, a integrarem a rede de solidariedade. Para saber como ser um doador, basta acessar o site mesabrasil.sescsp.org.br.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

.: Resumo do 539º ao 543 º capítulo de "As Aventuras de Poliana", do SBT

As Aventuras de Poliana
Resumo dos Capítulos 539 a 543 (08 a 12.06)


Capítulo 539, segunda-feira, 08 de junho
Hugo e Eric praticam bullying com Bento ao ver o menino com suas pernas robóticas. Foto: Lourival Ribeiro/SBT

Hugo e Eric praticam bullying com Bento ao ver o menino com suas pernas robóticas. Luisa pede demissão do escritório de Glória. A polícia encontra Roger, mas ele consegue escapar. Guilherme retorna de viagem e vai encontrar seus amigos no colégio. Gleyce e Arlete suspeitam que Roger possa ter roubado dinheiro da conta do CLP. Raquel surta com a chegada de Guilherme. O CLP e o CLA fazem a primeira reunião oficial juntos. Após a audição de dança, Lindomar se empolga e ensaia uma coreografia sozinho na sala. Ester convida suas amigas para a festa da piscina. Os jurados deliberam para escolher os papéis dos alunos para o musical de fim de ano. Mirela sugere para Helô que os alunos do ensino médio também façam uma apresentação. Glória pede que Ruth confie em Pendleton, e conta que ele é seu filho.


Capítulo 540, terça-feira, 09 de junho
Marcelo pede que Pendleton o ajude para comprovar que o teste de DNA de Débora é falso. Foto: Lourival Ribeiro/SBT

Marcelo pede que Pendleton o ajude para comprovar que o teste de DNA de Débora é falso. Luca fica com ciúmes do namoro entre Mirela e Vini. Disfarçado, Roger se encontra com Débora e Nadine. Mosquito aparece no colégio com o novo visual. Guilherme fica revoltado ao saber das armações do pai. Débora ajuda Roger e Nadine a fugir do país. Começa a festa na piscina na casa de Ester. Jeff recebe uma ordem de serviço do grupo Ratcave.  Cássio pergunta se Bento quer morar com ele. Por acidente, Poliana derruba o celular de Filipa na piscina. A polícia vai atrás de Mosquito em busca de mais informações sobre Rato. Waldisney e Violeta sequestram Nadine e Roger.


Capítulo 541, quarta-feira, 10 de junho
Bento decide sair de casa para morar com Cássio. Foto: Gabriel Cardoso/SBT

Arlete e Gleyce dão suporte emocional a Verônica devido a situação com Roger. Waldisney exige que Roger dê uma parte do dinheiro que roubou da O11O para que ele o ajude a fugir. Eric e Hugo entram de penetra na festa e empurram Ester na piscina. Bento decide sair de casa para morar com Cássio. Ao descobrir, Ruth decide ir atrás do menino. Claudia tenta convencer Durval a tirar férias com ela. Fernanda diz a Afonso que irá para Paris. Na casa de Branca, Waldisney se assusta com a chegada da polícia, e acaba confirmando as suspeitas contra ele.


Capítulo 542, quinta-feira, 11 de junho
Filipa surta ao descobrir a real situação em que a família está passando. Foto: Bruno Correa/SBT

Lindomar vai tirar satisfação com Luca. Com medo do grupo criminoso fazer algum mal para sua família, Jeff decide fazer o serviço. Henrique e Gleyce decidem ir para o bar Toca Toca. Cássio e Bento vão para rodoviária. Vini dá um soco em Waldisney, que promete revidar. Raquel insiste para que o pai a deixe ir para fora. Filipa surta ao descobrir a real situação em que a família está passando. O investigador da polícia procura Débora em busca de informações sobre Roger. O Clubinho arma um novo plano para desmascarar Ester. Jeff e Kessya tem uma crise de ciúmes com sua mãe, e Gleyce fica furiosa. Mosquito convida Brenda para sair. Raquel conta para Lorena que irá para Paris com a mãe. Vini fica com medo de que Waldisney possa se vingar.


Capítulo 543, sexta-feira, 12 de junho
Nancy decide denunciar Waldisney a polícia. Foto: Lourival Ribeiro/SBT

Glória oferece ajuda a Verônica. Jeff conta toda a verdade a Pendleton, e pede que ele o ajude. Nancy decide denunciar Waldisney a polícia. Saem os resultados da audição para o musical de fim de ano, e os alunos descobrem seus papéis.  Waldisney prende Jeff no escritório da Ratcave até que ele consiga hackear a O11O. Raquel conta para Guilherme que irá para Paris com sua mãe. Pendleton descobre que o teste de DNA do filho de Débora foi alterado, e ajuda Marcelo a desvendar a verdade. Henrique ajuda Gleyce com as tarefas do CLP. Ruth vai atrás de mais informações sobre Cássio. Gleyce começa a despertar interesse em Henrique. Marcelo mostra o resultado verdadeiro do teste de Débora a Luisa. Os alunos começam a ensaiar para o musical. Ruth diz que não deixará Cássio ficar com a guarda de Bento.

“As Aventuras de Poliana” é exibida de segunda a sexta às 20h50 no SBT. Site oficial: sbt.com.br/novelas/as-aventuras-de-poliana

.: "Ira", o novo álbum do Ira! - primeiro trabalho de inéditas desde 2007


Após 13 anos a banda lança um trabalho que veio para ficar como um dos melhores de sua longa carreira. Foto: Carina Zaratin

O Ira! disponibilizou em todas as plataformas digitais "Ira", primeiro trabalho de inéditas desde "Invisível DJ", de 2007. Gravado e mixado no estúdio A9 Audio, em São Paulo, entre o final de 2019 e início de 2020, pelo produtor Apollo Nove e o engenheiro de som Jeff Berg, o 12º trabalho autoral da banda, incluindo-se aí o disco de versões Isso é Amor que também pode ser considerado autoral, traz a essência do Ira!. Não é exagero dizer que após 13 anos a banda lança um trabalho que veio para ficar como um dos melhores de sua longa carreira.

O primeiro trabalho em estúdio da nova formação que, além dos frontmen Nasi e Edgard Scandurra, inclui Johnny Boy (baixo) e Evaristo Pádua (bateria), abre com "O Amor Também Faz Errar". A faixa, escolhida como primeiro single, é uma canção mod que fala sobre as contradições do coração. O clima mod também está presente em “A Nossa Amizade” e “Você Me Toca”.

“O Homem Cordial Morreu” traz a banda em sua pura essência explosiva. As soturnas “A Torre” e “Eu Desconfio de Mim” renovam e mantêm vivo o pós-punk. "Mulheres à Frente da Tropa", composta e interpretada por Scandurra, foi inspirada em manifestações lideradas por mulheres e exalta a força e o protagonismo feminino nas questões políticas e sociais do nosso tempo. O coro de vozes femininas conta com a participação de Virginie Boutaud (ex-Metrô). Outra faixa com vocais de Scandurra é “Chuto Pedras e Assobio”, parceria de Scandurra com Bárbara Eugênia, com letra inspirada na vida dos músicos na estrada.

“Efeito Dominó” é a tradicional balada romântica do Ira! e traz um lindo dueto de Nasi com Virginie. Juntamente com o lançamento do álbum, a faixa ganha clipe assinado pelo artista visual Gustavo von Ha. Gravado à distância, a montagem revela, além das imagens captadas exclusivamente para esse videoclipe, uma colagem de arquivos pessoais de todos os envolvidos na produção desse trabalho. “Foi a primeira vez que eu dirigi alguém por WhatsApp. É incrível produzir algo de uma forma completamente nova, resolvemos o problema do distanciamento dessa maneira”, diz von Ha.

“Efeito Dominó” - Ira! 

Eis o Ira! puro em "Ira". Edgard Scandurra inspirado como compositor e guitarrista, Nasi em seu melhor estilo unindo vozes com Edgard a la anos 60 e Johnny Boy e Evaristo em uma sessão rítmica e poderosa. Um som adulto e contemporâneo. O melhor do Ira! está em "Ira".

Ira! é: Nasi – voz. Edgard Scandurra – guitarra, violão, voz e tímpano. Johnny Boy – baixo. Evaristo Pádua – Bateria. Participação especial: Virginie Boutaud – voz. Apollo9 – teclados. Jorge Pena – percussão. Produzido por Apollo9: Engenheiro de som: Jeff Berg. Estúdio: A9 Audio- SP.

Tracklist de "Ira":
1. "O Amor Também Faz Errar"
2. "A Nossa Amizade"
3. "Respostas"
4. "Mulheres à Frente da Tropa"
5. "Você Me Toca"
6." Efeito Dominó"
7. "Chuto Pedras e Assobio"
8. "Eu Desconfio de Mim"
9. "O Homem Cordial Morreu"
10. "A Torre"

.: Podcast com membros do Canal Parafernalha agora no Pod360



Atração é liderada por Lucas Salles (ex-CQC e Pânico na Band) e conta com Daniel Curi (Canal Parafernalha), Fabi Ribeiro (Jovem Pan e SBT) e Jhonny Drumond (Canal Parafernalha)

A Pod360 – maior hub brasileiro dedicado à produção e gestão de podcasts profissionais – anuncia a chegada do podcast SobreTudo ao seu casting. No ar desde janeiro, a atração contará agora com a expertise e a estrutura do hub e estará disponível em todas as plataformas de streaming de áudio.

Capitaneado por Lucas Salles, que por cinco anos foi repórter dos programas "CQC" e "Pânico", além de ser um dos principais integrantes do canal "Parafernalha", o "SobreTudo" conta ainda com os talentos de Daniel Curi (Canal Parafernalha), Fabi Ribeiro (Jovem Pan e SBT) e Jhonny Drummond (Canal Parafernalha) como apresentadores.

“O 'SobreTudo' surge como uma homenagem aos primórdios do podcast, onde a influência do rádio ainda era muito marcante. É um produto com formato mais acessível, pensado para o grande público, e para trazer e fidelizar novos ouvintes para o formato. Atualmente, a maioria dos podcasts oferecem episódios longos, com discussões prolixas, que são incríveis, mas que limitam as oportunidades onde o leitor pode escutar o conteúdo na íntegra. O 'SobreTudo' tem um formato mais dinâmico, radial, pensado para que as pessoas possam ouvir nos trajetos ao trabalho, nos deslocamentos urbanos”, explica Lucas Salles.

Recebendo convidados especialistas nos temas abordados a cada episódio, o podcast explora uma variedade de assuntos, que vão desde tópicos importantes do debate contemporâneo, como a renda básica universal, o aquecimento global e a Covid-19, até peculiaridades da cultura pop e da vida urbana, como as participações em reality shows e o mundo dos famosos, teorias sobre vida alienígena e o fim do mundo, o uso da internet, sexo, família, sonhos, entre muitos outros.

“Um dos meus papeis na Pod360 é identificar bons criadores de conteúdo para fazer parte dos nossos originais. Existem muitos podcasts incríveis nas plataformas, o trabalho de curadoria é muito importante para identificar as melhores oportunidades em cada categoria para fazermos o convite. É uma enorme satisfação ver a empolgação dos Creators com as possibilidades do podcast e nos ligando pra discutirmos formato ou me apresentando um picth de um programa novo. Quando o Lucas nos procurou para apresentar o SobreTudo, foi super bacana. Ele nem imaginava que já estávamos monitorando o podcast dele desde fevereiro. Queríamos muito um programa de humor com apresentadores legais que tivesse um formato leve e dinâmico. Foi o casamento perfeito!”, diz Felipe Lobão, diretor de conteúdo da Pod360.

“Nosso objetivo sempre foi fazer do SobreTudo uma referência no formato, um conteúdo que possa ser ouvido por todos. Para realizar isso, nós precisávamos de um parceiro com história no formato e que agregasse ao projeto. Foi aí que conhecemos a Pod360. Nós tivemos uma conversa com o Lobão, que estava programada para durar 20 minutos. Nós falamos por quase 2 horas e nós logo percebemos que a Pod360 estava muito à frente dos outros players na mídia. Eles nos ofereceram tantos incentivos, tantos ensinamentos, que a parceria foi muito natural”, afirma Salles.

Feito para ser ouvido em qualquer hora ou lugar, como no carro, nos deslocamentos urbanos, em casa ou em qualquer outro local, o SobreTudo é atemporal, com conteúdo que informa e entretém o ouvinte sem perder relevância e compreensibilidade. Na Pod360, a equipe do "SobreTudo" passa a fazer parte de um casting que conta também com vários outros nomes estrelados da comunicação brasileira, como Fernando Rocha, Adriane Galisteu, Alison Paese, André Vasco, Elcio Coronato, Felipe Solari e Ivan Moré.



.: Com Débora Falabella e Gustavo Vaz, websérie "Se Eu Estivesse Aí" estreia


Criada pelos atores Débora Falabella e Gustavo Vaz, websérie "Se Eu Estivesse Aí" une experiência imersiva, internet, sonorização 3D e audiovisual, e convida o espectador para dentro da cena e da cabeça dos personagens. A nova obra da ExCompanhia de Teatro estreia dia 8 de junho no Gshow e propõe um formato inédito onde o público vivencia, em primeira  pessoa, episódios de até cinco minutos gravados com áudio 3D, uma tecnologia de som que cria a sensação de presença física do que é  escutado por fones de ouvido. Os episódios poderão ser assistidos no Gshow neste link

No roteiro escrito por Gustavo Vaz, um casal recém separado e isolado pela pandemia global do COVID-19 tenta resolver o possível final da relação através da troca de áudios pela internet. A imaginação dos personagens transforma cada mensagem sonora na sensação de presença de quem está distante, num encontro impossível com o outro que não está ali.

A partir da pesquisa iniciada em 2012 pela ExCompanhia de Teatro (integrada por Gustavo Vaz, Bernardo Galegale e Gabriel Spinosa), Débora e Gustavo estão criando, produzindo, gravando e editando a série dentro do apartamento onde passam a quarentena. “Esta situação de isolamento social trouxe a necessidade de continuar criando como artista, já que seremos os últimos a poder voltar a trabalhar. Quando o mundo está muito revirado como agora, acontecendo coisas tão difíceis e ruins, precisamos de um pouco de arte como respiro, tanto nós que criamos, como as pessoas que consomem arte". 

Débora explica que essa websérie surgiu como uma necessidade de continuar em movimento, fazendo o que acredita. "Minha casa então se tornou sala de criação, ensaio, edição, e locação, o que dá muito trabalho, já que temos as limitações do espaço. Ao mesmo tempo, a gente acaba mostrando um pouco das nossas intimidades, o que não é fácil, mas é a opção que a gente tem. Tentamos modificar a casa como pudemos, buscamos gravar em horários que não atrapalhasse a rotina de todos aqui, mas por outro lado é uma experiência, um lugar que a gente conhece muito e que, de repente, quando a gente começa a filmar, descobre outras características”, comenta Débora.

websérie conta com dez episódios, sendo cinco na perspectiva em vídeo do personagem ELE e 5 na perspectiva em vídeo da personagem ELA. No projeto, os personagens conversam entre si a cada dois episódios, como se um sempre respondesse ao outro. No roteiro, o público que ouve a cena em primeira pessoa está sempre no lugar do personagem que escuta o outro, fazendo com que os participantes vivenciem um importante movimento de empatia e uma profunda sensação de experiência de encontro, ambos fundamentais nos tempos atuais. 

websérie dura cinco semanas, com dois episódios novos a cada segunda-feira sendo veiculados no site Gshow da Rede Globo, e às quintas-feiras nas redes sociais de Gustavo e Débora, sendo o primeiro episódio postado às 21h e o segundo - a resposta do outro personagem - às 21h30. Ainda nas redes sociais dos artistas (@gustavo_vaz e @deborafalabellaofical) durante as cinco semanas, os seguidores poderão acompanhar uma dramaturgia exclusiva para o Instagram, como fotos e textos trocados pelos personagens da trama, antes e durante a pandemia, reforçando o caráter transmídia do projeto.

Para Gustavo Vaz o projeto é feito para causar a sensação do encontro durante o isolamento social. "Colocar público em primeira pessoa potencializa essa sensação. Estamos carentes do toque, do olhar do outro,  e neste trabalho buscamos usar a tecnologia como a ponte para a aproximação, para a sensação de se estar junto, mesmo a partir de uma história de separação”, afirma. 

Coincidentemente, o uso da tecnologia como aliada do teatro e a interdisciplinaridade para a criação de uma obra artística já é um caminho que vem sendo trilhado pela ExCompanhia de teatro, da qual Gustavo é um dos criadores e diretores, além de dramaturgo. O grupo sempre enxergou o teatro como lugar para a experimentação, usando, junto às suas criações, conceitos do cinema, performance, áudio dramaturgia, instalação, internet e redes sociais, às vezes, tudo junto. "O fato de uma companhia de arte ou de teatro, que experimenta linguagens e cria novos formatos há oito anos, entrar em uma plataforma acessada por milhões de pessoas como o Gshow, significa reafirmar que o trabalho experimental tem grande valor, interesse e função também junto ao grande público”, completa Vaz.

A criação, produção, roteirização, atuação, edição, mixagem, finalização e as demais etapas na construção da websérie são realizadas exclusivamente pelo casal de artistas, que, no momento, encontra-se confinado na mesma casa, além da participação remota do produtor de som, artista transmídia, locutor, músico e ator Gabriel Spinosa, parceiro do projeto.

← Postagens mais recentes Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.