sábado, 27 de junho de 2020

.: Poeta Maurício Lopes vence Concurso Literário Costelas Felinas

"A Curva da Chuva", do poeta Maurício Lopes, é o livro vencedor do Concurso Literário Costelas Felinas 2020. 

Ao todo, foram enviados 229 livros de poesias para o e-mail da editora artesanal, comandada com muito talento pelos escritores Cláudia Brino e Vieira Vivo

O escritor do Paraná será contemplado com a publicação gratuita de cem exemplares. A obra será costurada e impressa em papel pólen, com capa brochura, e terá 50 páginas sem imagem interna.

.: Photonovelas lança websérie "Turma da Dona". Divirta-se!


Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em junho de 2020



Desde 14 de maio, quinzenalmente, o canal Photonovelas, disponibiliza histórias diversas interpretadas por bonecos de até 30 centímetros na série antológica "Turma da Dona". "A Barata", "A Lebre", "Solitarius Lupus" e "22:22" são as tramas já publicadas.

A primeira história com Donatella Fisherburg, uma fakedoll -com conta no Instagram, YouTube, Twitter e Facebook, além de manter uma página na última rede social citada- é a que abre-alas na playlist organizada do canal.

Dia 10 de julho tem mais. Por hora, inscreva-se no canal e divirta-se com vídeos de bonecas e brinquedos!





.: Serginho Groisman comemora 70 anos em "Altas Horas" inédito


Artistas prestaram homenagem a Serginho Groisman e comandaram o "Altas Horas" que vai ao ar neste sábado. Foto: Globo/Divulgação

O "Altas Horas" deste sábado, dia 27, comemora os 70 anos do apresentador Serginho Groisman. Como acontece todos os anos, nesta data especial, a ordem do dia é surpreender o apresentador, desde o nome dos convidados até as apresentações da noite. Apesar da pandemia, a tradição permanece e Serginho tem a feliz surpresa de rever artistas que, virtualmente, prestam uma homenagem ao amigo e comandam o "Altas Horas", ainda que à distância. 

Na noite de sábado, Taís Araujo e Lázaro Ramos, Sandy e Lucas Lima, Rita Lee e Roberto de Carvalho, Tony Ramos, Ney Matogrosso, Cauã Reymond, Pitty e Fábio Júnior se reúnem em um papo inédito, repleto de carinho e admiração pelo aniversariante. Fausto Silva, Fernanda Montenegro, Renato Aragão, Laura Pausini e o goleiro Cássio também participam da celebração, com mensagens cheias de afeto.

Taís Araujo e Lázaro Ramos são os artistas responsáveis por abrir o "Altas Horas": “Hoje, estamos aqui por um motivo mais do que especial, é aniversário do Serginho”, adianta Lázaro. O casal de atores chama o apresentador, que, sem saber quem está do outro lado do vídeo, não esconde a felicidade em rever os amigos: “Que bom ver vocês e que saudades. Vocês dois tem um lugar absurdamente grande no meu coração. Essa surpresa para mim é maravilhosa”, admite Serginho. Taís também aproveita e deixa um recado para o amigo: “Gentileza é verbo para você”. A conversa entre os três segue animada, com carinho e cheia de recordações. “Esses encontros são bons para a gente. Precisamos ter esses momentos de leveza”, diz a atriz.

O casal Sandy e Lucas Lima também se conectam e fazem parte da celebração. “É claro que a gente não poderia ficar de fora, né? A gente ama tanto o Serginho”, garante a cantora. Entusiasmado com a participação dos amigos, o apresentador e os cantores lembram os melhores momentos de ambos no "Altas Horas": “Lembro de um programa muito especial, em 2018, que eu cantei ao lado da Ivete. Teve outro que eu cantei ‘Meu Bem, Meu Mal’ e eu estava no comecinho da gravidez”, lembra Sandy. Sobre a rotina de quarentena, o casal confessa que não parou de produzir conteúdo: “Está uma loucura isso aqui. Estamos de quarentena de verdade, ninguém entra na nossa casa, então fazemos tudo sozinhos”, afirma a cantora, aos risos.

Os artistas Rita Lee e Roberto de Carvalho, Tony Ramos, Ney Matogrosso, Cauã Reymond, Pitty e Fábio Júnior também aparecem de surpresa no programa. Serginho ainda recebe um depoimento do colega de emissora Fausto Silva, a grande dama da televisão brasileira Fernanda Montenegro, a cantora italiana Laura Pausini e o goleiro do time do coração do apresentador, o Cássio.
As entrevistas e depoimentos inéditos são acompanhados por musicais e momentos especiais vividos por estes mesmos artistas, em mais de 20 anos de história do "Altas Horas". O programa vai ao ar aos sábados, depois do "Zorra".

sexta-feira, 26 de junho de 2020

.: Helena Ranaldi chega em "Fina Estampa" e comenta isolamento social



Em entrevista, a atriz falou sobre a participação na novela de Aguinaldo Silva e comentou o isolamento social. Foto: TV GLOBO / João Miguel Júnior

Na novela "Fina Estampa", Juan Guilherme (Carlos Casagrande) e Letícia (Tania Khalil) estão juntos e felizes planejando o casamento. Mas uma notícia vai abalar o relacionamento do casal. Chiara (Helena Ranaldi), ex-mulher de Juan e mãe de Fábio (Guilherme Leicam), liga para o ex-marido avisando que está voltando para o Brasil.

Chiara é uma mulher misteriosa que chega com uma notícia-bomba: está com uma doença terminal e quer passar o resto dos seus dias ao lado da família. Juan, desconfiado, insiste para que a ex-mulher faça um exame no país com o intuito de buscar uma segunda opinião. Mas ela não aceita a proposta. E sua presença na vida de Juan vai atrapalhar o noivado do dono da Fashion Motos com Letícia. "Fina Estampa" é uma obra de Aguinaldo Silva, com direção geral e de núcleo de Wolf Maya e direção de Ary Coslov, Claudio Boeckel, Marcelo Travesso, Marco Rodrigo e Marcus Figueiredo.

"Fina Estampa" foi a penúltima novela que você fez, certo? 
Isso mesmo. 

Qual foi a importância dela em sua carreira?
A participação em "Fina Estampa" foi um convite que recebi do diretor Wolf Maya e do autor Aguinaldo Silva. A Chiara foi uma participação forte, por ter cenas muito dramáticas. Eu lembro, por exemplo, da cena da morte dela no táxi da Vilma (Arlete Salles). O diretor da cena, Marcus Figueiredo, era formado em Medicina, o que ajudou bastante. Claro que eu tinha feito uma pesquisa sobre a doença, mas ele me orientou com algumas dicas de como seriam as reações no corpo. Foi uma cena muito forte. Eu lembro que ele iniciou a cena com um close na minha mão que começava a tremer, depois ele seguiu com a câmera para os olhos que piscavam e então ela tem realmente a convulsão e acaba morrendo. Era uma personagem em uma situação dramática, que é a aproximação da morte. Pra variar, né, porque sempre faço personagens com questões dramáticas e a Chiara foi mais uma.

A Chiara era uma mulher ambígua quando ela apareceu na trama. Como é para você como atriz dar vida à uma personagem que inicialmente você não sabe se está mentindo ou não, se é boa ou má?
Eu já sabia que ela vinha com essa história de ter uma doença terminal, mas como novela é uma obra aberta nunca sabemos o que de fato vai acontecer. O autor sempre pode mudar a trajetória da personagem no meio do caminho. Na trama, o ex-marido fica na dúvida sobre a situação de saúde dela e pede que ela faça novos exames para saber se realmente ela está com uma doença terminal, mas ela reluta. Acredito que o público tenha ficado com essa dúvida, assim como eu também. Ela poderia ser uma vilã que simplesmente voltou para atrapalhar a vida do ex-marido, por conta de algo mal resolvido na história deles. Acho interessante obra aberta, pelo fato de poder ter várias possibilidades de trama para as personagens. É um ponto positivo das novelas.

O que lembra com mais carinho das gravações? Gostaria de rever alguma cena da trama?
Eu acho que a relação dela com o filho, o reencontro com ele são cenas de que lembro com mais carinho. E a cena final da morte que eu mencionei acima. Foram as cenas que ficaram mais vivas para mim.

Como está lidando com esse período de isolamento social?
Eu estou completamente isolada mesmo, não saio de casa. Dei uma saída ou outra pra levar minha mãe ao médico, pois não deu pra evitar. Mas supermercado, farmácia tudo eu peço e recebo em casa. Há dias melhores que outros. A gente acaba de alguma forma se acostumando, apesar de não ser fácil, mas temos que nos reinventar. Mas também, se não tiver vontade de fazer nada, não se culpar por isso. Sempre penso que o mais importante nesse momento é a saúde. E atualmente precisamos ficar isolados para nos manter saudáveis. Eu vou ficar em casa o tempo que for preciso.

.: Fotos históricas da Baixada Santista em exposição virtual


As galerias Carcará e Mapa inauguram exposição virtual do fotógrafo amador Ismael Alberto de Souza, que registra paisagens e trabalhadores de Santos e Baixada Santista, nos anos 1940. O cuidadoso e elaborado estilo pictorialista, em branco e preto, lembra as pinturas das exposições de belas artes. A exposição pode ser vista até dia 31 de julho no site da Carcara, neste link.

O carioca Ismael Alberto de Souza (12/4/1902 – 10/11/1973) passou a maior parte de sua vida em Santos, na Baixada Santista. Era um apaixonado pela fotografia. Seu neto, o também fotógrafo, Mario Martins Fontes, revela: “Ele caminhava pelas manhãs ensolaradas, logo nos primeiros instantes do amanhecer, em busca da luz suave e ainda deitada, para compor suas cenas. Tinha um andar manso de quem observava sem ser visto e, com sua calma e docilidade, fotografava diariamente o cotidiano daquela pacata cidade dos anos 1940”.

As fotos de Ismael Alberto de Souza são marcadas pela estética pictorialista, um estilo que se aproxima da visualidade figurativa exibida nas pinturas clássicas dos salões de Belas Artes. Essa aproximação é percebida não apenas pela escolha dos temas – naturezas-mortas, paisagens, marinhas etc. – mas também pela preocupação do fotógrafo com o equilíbrio entre os principais elementos da composição da imagem – linhas, formas, luz, sombra.

Ismael de Souza registrou também o dia a dia dos trabalhadores braçais e as paisagens urbanas do litoral e interior do Estado de São Paulo. Souza realizava todas as etapas da produção de suas fotografias, como a revelação, ampliação e o tratamento, quando alguns recursos pictóricos eram aplicados na imagem já revelada tornando-a mais romântica e bucólica. 

Trabalhava com diferentes papéis e confeccionava seu próprio passe-partout, escrevendo os títulos nas molduras e inscrevendo-as em concursos e salões nacionais e internacionais. Souza participou do Salão de Arte Fotográfica de São Paulo organizado pelo Foto Cine Clube Bandeirante, do qual era associado, e teve seu trabalho exposto em diversos salões internacionais como Combined Societies (Inglaterra, 1946), Salta e Santa Fé (Argentina, 1946), Zaragoza (Espanha, 1947) e Southgate (Inglaterra, 1948).


.: Escritora brasileira incentiva leitura sobre volta por cima com e-book grátis


Com o propósito de levar a literatura para o maior número de pessoas possível, a escritora Silvinha Mantovani vai disponibilizar gratuitamente a versão digital do livro “40 antes dos 40 – Um passaporte salvou minha vida!” a partir de uma ação no Instagram.

Quem publicar a capa da obra nos Stories com a #40antesdos40 e marcar a autora @40antesdos40 vai garantir o e-book do lançamento gratuitamente . A ação inicia no próximo dia 1° e segue até o dia 7 de julho.

O livro é uma autobiografia da escritora em uma jornada de autoconhecimento e sobrevivência após sofrer violência doméstica. Depois fugir do relacionamento abusivo e reler várias vezes o livro “Comer, Rezar e Amar”, Silvinha decidiu seguir os passos da protagonista e viajar para Roma. Foi lá que tomou uma decisão: conhecer 40 países antes dos 40 anos.

"40 Antes dos 40" narra a história chocante de Silvinha que precisou se reinventar para sobreviver. Após sair de um relacionamento onde até sua família era ameaçada de morte, decidiu fugir para outro país. Praticamente sem dinheiro, sem casa e prestes a completar 40 anos, ela decide transformar a fuga em aventura ao viajar sozinha pelo mundo. Será que depois de rodar o mundo ela conseguirá encontrar todas as respostas que procura? Embarque nessa viagem impressionante e cheia de descobertas.

Silvinha Mantovani nasceu em Maringá em 1978 e formou-se em Direito pela PUC Maringá. Deixou o Brasil no ano de 2006 em direção à Espanha para realizar o sonho de cursar um Master fora do país e conhecer novas culturas. Nunca mais regressou.

.: Socorro à Cinemateca é o tema do podcast da O2 Filmes


O O2Cast dessa semana, podcast da produtora O2 Filmes aborda o socorro financeiro que a classe artística e dos profissionais do audiovisual pedem para a Cinemateca Brasileira. O cineasta Paulo Morelli recebe um dos organizadores do ato realizado na semana passada em São Paulo, o diretor Roberto Gervitz.

O novo episódio do O2Cast, podcast semanal da produtora O2 Filmes, aborda a atual situação da Cinemateca Brasileira, que nos últimos dias se tornou notícia em todo o País por conta da mobilização de profissionais do setor audiovisual que pedem socorro financeiro à instituição.
Responsável pela preservação da produção audiovisual brasileira desde 1940, a Cinemateca desenvolve atividades de divulgação e restauração de seu acervo, com cerca de 250 mil rolos de filmes e mais de um milhão de documentos relacionados ao cinema brasileiro.

Para comentar sobre o assunto, o cineasta e fundador da O2 Filmes, Paulo Morelli, recebe Roberto Gervitz, diretor de cinema, membro do grupo de trabalho em defesa da instituição criado pela APACI (Associação Paulista de Cineastas) e um dos organizadores do ato em prol da Cinemateca ocorrido semana passada em São Paulo.

Gervitz conta no podcast sobre o perigo da não sobrevivência do órgão, a deterioração do acervo e o sucateamento de seus equipamentos. Os dois diretores também falam da necessária incorporação de toda comunidade do audiovisual nacional na defesa da Cinemateca e da cultura, ciência, arte e meio ambiente que neste momento vivem sob ameaça.

O conteúdo está disponível nas plataformas Spotify, Apple podcasts, Breaker, Google podcasts, Overcast, Pocket casts, Radio Public e também no link:
http://o2filmes.com/2020/06/10/o2cast-14-cinemateca-pede-socorro/

Como ajudar a Cinemateca
Uma campanha online busca arrecadar R$ 200 mil para dar apoio financeiro aos trabalhadores da Cinemateca Brasileira que hoje enfrentam atrasos de salários e de benefícios. Para contribuir, acesse http://benfeitoria.com/trabalhadoresdacinemateca

Conheça também a petição "Cinemateca Brasileira pede socorro" no link http://secure.avaaz.org/po/community_petitions/governo_federal_secretaria_especial_de_cultura_sec_cinemateca_brasileira_pede_socorro/

O2 Filmes
A produtora fundada em 1991 já produziu longas-metragens e séries que participaram e receberam prêmios nos principais festivais de cinema do mundo como Cannes, Berlim e Veneza, ou premiações como o Emmy, Oscar e BAFTA. A O2 trabalha com as principais agências brasileiras e presta serviços de produção para o mercado internacional, além de produzir conteúdo reconhecido e premiado em todo o mundo.

.: FAMA Museu lança podcast de história da arte


Dividido em seis capítulos narrados por Luiz Armando Bagolin, podcast traz breve apresentação sobre os principais momentos da arte no Brasil. Model's rest, 1885, Almeida Júnior | Foto de Hugo Curti

Na virada do século XVI, os portugueses lutaram contra a invasão de ingleses, franceses e holandeses no território brasileiro, mas parte dos holandeses resistiu e ficou instalada no nordeste do país por 25 anos. Foi neste período que o conde Maurício Nassau trouxe à chamada "Nova Holanda" artistas e cientistas que se instalaram em Recife. 

O acontecimento é importante não apenas para história da arte brasileira, como também ocidental, uma vez que corresponde de forma cronológica à primeira investida da arte holandesa fora do continente europeu. Os pintores de Maurício Nassau são tema do primeiro episódio do podcast de história da arte do FAMA Museu, série narrada pelo professor Luiz Armando Bagolin e disponível nas plataformas Spotify , Deezer, Google Podcasts, Anchor e Apple Podcasts. O segundo episódio tratou Barroco histórico e o Barroco Brasileiro.

Organizado em seis episódios, todos apresentados por Bagolin, o podcast traz sempre às sextas-feiras um novo tema. Os próximos tópicos abordados serão  O Aleijadinho (26 de junho); Debret e as academias (3 de julho); Os artistas viajantes e o Pitoresco (10 de julho); Almeida Júnior (17 de julho).

Enquanto o espaço físico do FAMA Museu - Fábrica de Arte Marcos Amaro, instituição sediada em Itu, no interior de São Paulo - está fechado em função da pandemia do Covid-19, a instituição promove uma série de ações e atividades culturais, artísticas e educativas em suas redes sociais (Instagram/FamaMuseu e Facebook/FamaMuseu) .

O público pode conhecer mais sobre o acervo extenso do Museu por meio de vídeos com os curadores Ricardo Resende e Ana Carolina Ralston. Ambos comentam trabalhos que integram a coleção e apresentam trajetórias dos artistas na série #ObraComentadaFAMA. Para testar os conhecimentos sobre as obras e os artistas exibidos pelos curadores, o público é convidado a interagir no #QuizFAMA, através do Instagram Stories.

Já a ação #tbt (do inglês "throw back Thursday") relembra por meio de fotos ou vídeos exposições e eventos emblemáticos na história do Museu. O #EducativoFAMA reúne materiais sobre processos de pesquisa e investigação, baseados nos artistas e nas obras que compõem o acervo. O conteúdo é apresentado de forma didática, com imagens e textos sucintos pelos educadores do Museu. Outra proposta para ajudar a preencher o tempo com bom conteúdo é o #FAMAéCultura, que traz indicações de livros, filmes, músicas e séries, feitas pelos membros da equipe do FAMA. Ações lúdicas e poéticas para a família ficam a cargo do #Faminha, que apresenta oficinas e atividades para crianças.

Luiz Armando Bagolin
Doutor em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, FFLCH/USP, Bagolin é docente e pesquisador do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo, IEB/USP. Tem experiência em Doutrinas Retóricas e Políticas dos séculos XIV, XV e XVI, e Artes do Renascimento Italiano, em especial nos discursos sobre os artistas florentinos. É orientador no programa de Pós Graduação em Estudos Brasileiros (Mestrado) do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB/USP) e no programa de Pós Graduação em História Social (Mestrado e Doutorado) do Departamento de História da FFLCH/.USP. É coordenador do Grupo de Pesquisa Retórica e Doutrinas Artísticas (CNPQ). Foi diretor da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, entre 2013 e 2016, instituição na qual foi responsável pela concepção e implementação da primeira biblioteca a funcionar 24 horas na América Latina.

FAMA Museu
Situado em Itu, a 100 quilômetros da capital paulista, o FAMA Museu - Fábrica de Arte Marcos Amaro está localizado em uma área de 25 mil metros quadrados, onde, no século XX, funcionou a Fábrica São Pedro, importante polo da indústria têxtil, com relevância histórica e cultural para a região.

Inaugurado em 2018, o Museu abriga ateliês, ocupações, salas e áreas ao ar livre para a realização de performances, residências artísticas, exposições individuais e coletivas, com o objetivo de incentivar a criação artística contemporânea, investigar os caminhos da arte e possibilitar ao público o acesso ao acervo do colecionador e artista Marcos Amaro.

A coleção reúne mais de 1.600 obras entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas e instalações de nomes como Portinari, Tarsila do Amaral, Nelson Leirner, Leda Catunda, Cildo Meireles, Tunga e Aleijadinho.

Com a proposta de oferecer à cidade um projeto de impacto significativo na cultura local, na sua dimensão simbólica, cidadã e econômica, além de fomentar o turismo de experiência na região, o Museu inaugurou em julho de 2019 a primeira galeria de arte a céu aberto da cidade, o Parque Escultórico Linear. Obras de grandes nomes da arte contemporânea estão dispostas ao longo da Avenida Galileu Bicudo, importante via da cidade.

Em novembro de 2019, foi inaugurado em Mairinque, também no interior de São Paulo, o FAMA Campo, extensão do FAMA Museu. O espaço surgiu como um novo conceito entre a natureza, o tempo e as transformações inevitáveis dessa relação. Com exposições a céu aberto, o FAMA Campo é um lugar onde os artistas podem experimentar o conflito de suas técnicas e materiais utilizados dentro da imprevisibilidade da natureza.

FAMA Museu - Fábrica de Arte Marcos Amaro
Endereço: Rua Padre Bartolomeu Tadei, 9, Itu - SP
Entrada gratuita
Fechado por tempo indeterminado em função da pandemia do Covid-19

.: Célia Helena traz entrevistas com destaques do teatro em podcast


Nesta quinta-feira, dia 25, podcast do Célia Helena Centro de Artes e Educação – uma das mais conceituadas escolas de teatro do país, dirigida por Lígia Cortez – dá sequência à sua mais nova plataforma dedicada às artes da cena. Trata-se de um podcast quinzenal, que poderá ser ouvido diretamente no celiahelena.com.br/podcasts ou em agregadores como Spotify e Spreaker.

A temporada do podcast trará oito entrevistas com autores, atrizes, atores e diretores que trabalham no Célia Helena Centro de Artes e Educação, que integraram o projeto “Dramaturgia: Janelas Abertas”, transmitidas via Zoom nos meses de abril e maio.

No programa, os ouvintes poderão conhecer a visão de cada convidado sobrea dramaturgia e a maneira como ela é abordada em seus trabalhos pessoais, em entrevistas conduzidas pelos coordenadores do curso de Pós-Graduação em Dramaturgia do Célia Helena, Marcos Barbosa e Samir Yazbek. E é justamente o dramaturgo Marcos Barbosa que abre a temporada, dia 25 de junho, num bate-papo conduzido por Samir Yazbek.

“O objetivo é abordar, por meio dessa atividade extra da escola, a dramaturgia por diversos ângulos, criando uma rede de afeto e solidariedade que nos estimule a seguir pensando o nosso teatro nesse momento tão desafiador da nossa história”, explica Samir Yazbek. A temporada do podcast do Célia Helena sobre dramaturgia terá como convidados outros importantes nomes da cena teatral como a atriz Simoni Boer (9 de julho); a atriz e diretora do Célia Helena Centro de Artes e Educação, Lígia Cortez (23 de julho); o diretor Marco Antonio Rodrigues (6 de agosto); o diretor Marcelo Lazzaratto (20 de agosto), o ator Laerte Mello (3 de setembro) e a atriz Bete Dorgam (17 de setembro). Por fim, no dia 1º de outubro, Marcos Barbosa inverte o papel e entrevista o dramaturgo Samir Yazbek, encerrando a temporada.

.: Tudo sobre "The Album", o novo disco de Teyana Taylor


Teyana Taylor acaba de lançar o terceiro LP, “The Album”, apresentado no dia 19 de junho (Juneteenth – contração de june (junho) e nineteenth (décimo nono) - Dia da Libertação dos Escravos nos Estados Unidos). “The Album” apresenta convidados especiais como Rick Ross, Erykah Badu, Quavo, Missy Elliott, Futuro, Big Sean, Lauryn Hill e muitos outros. Ouça e baixe aqui: https://umusicbrazil.lnk.to/TheAlbum.

O anúncio da data de lançamento do álbum vem na esteira de outra revelação muito especial: a gravidez de Teyana de seu segundo filho. A cantora revelou a notícia na sexta-feira em seu vídeo íntimo e intitulado “Wake Up Love”, com o marido, Iman Shumpert, e a filha, Junie. O conjunto de obra cada vez mais significativo e dinâmico do trabalho de Teyana como diretora foi comemorado na última sexta, dia 19, com uma indicação ao Prêmio BET 2020 de Melhor Diretora.

Escolhido pelo Pitchfork como um dos álbuns mais esperados do verão, The Album também apresenta o mais novo hit de Teyana, “Made It”, considerado pela NPR (National Public Radio) como um “hino triunfante e à prova de isolamento para a Classe de 2020”, a sensação viral aprovada por Janet Jackson, "Bare Wit Me", a produzida por Kanye West "We Got Love", e a "How You Want It? (HYWI?)", com King Combs.

Desde o álbum “K.T.S.E.”, de 2018, a estrela de Teyana continua a subir; desde sua bem-sucedida carreira como diretora de vídeo e o contínuo investimento em sua produtora, The Aunties, até sua carreira de atriz e modelo, a uma série de singles e vídeos que ela mesma dirigiu, incluindo "Morning", com Kehlani. "The Album" está pronto para levá-la ao próximo nível.

"The Album" é o sucessor altamente esperado de “K.T.S.E.” (junho de 2018), segundo álbum de Teyana, e um dos cinco álbuns da G.O.O.D. Music/Def Jam produzidos por Kanye West durante sua estadia em Jackson Hole, Wyoming, em 2018. K.T.S.E. (sigla para Keep That Same Energy) desencadeou uma reação em cadeia de 18 meses para Teyana, começando com o hit de verão "Gonna Love Me" no Top 10 R&B. Ela apresentou "Gonna Love Me" (em um medley com "Rose In Harlem", outra faixa do K.T.S.E.) no "The Tonight Show", estrelado por Jimmy Fallon. O público do hip-hop abraçou o remix de "Gonna Love Me", com Ghostface Killah, do Wu-Tang Clan, Method Man e Raekwon, cujo vídeo foi dirigido por Teyana.

“K.T.S.E.” lançou um novo single e vídeo de Teyana no início de 2019, o explícito "WTP (Work This P *** y)". O vídeo foi indicado para “Best Dance Perform­ance” na 32ª edição anual do BET Soul Train Awards. O terceiro single de “K.T.S.E.” foi o evocativo "Issues / Hold On". Depois de sacudir a plateia ao cantar a música ao vivo no programa de TV "Ellen", em abril de 2019, Teyana ficou surpresa quando Ellen DeGeneres a presenteou com a placa de ouro da RIAA por "Gonna Love Me", completando todo o círculo.

Sobre Teyana Taylor
Ser polivalente permitiu que Teyana Taylor se tornasse uma mestra em todos os sentidos. De seus vocais melódicos a seus movimentos dinâmicos de dança, a superestrela do R&B mergulha em seus talentos como cantora, compositora, produtora, diretora, dançarina/coreógrafa, atriz, guru fitness, modelo e mãe. Quando se trata de se descrever, a nativa do Harlem só consegue pensar em uma palavra: tudo.

“Eu literalmente posso fazer tudo. Eu nunca considero algo impossível. Esgoto todas as opções para fazer acontecer quando preciso que aconteça", ela explica. Seu mantra fez dela uma das primeiras artistas favoritas de Pharrell, com quem assinou seu primeiro contrato, e mais tarde coreografou vídeos para artistas como Beyoncé e Jay-Z. Em 2014, o amor de Teyana pelas artes e pelo R&B lhe rendeu o título de primeira mulher contratada pelo G.O.O.D. Music, de Kanye West. 

Durante a crise de identidade do R&B nos anos de 2010, Teyana lançou seu álbum de estreia, VII, com faixas como "Maybe" (com Yo Gotti e Pusha T) e o sensual "Just Different", moldando sua persona musical. Aclamado pela crítica, o álbum estreou em primeiro lugar na lista dos melhores álbuns de R&B/Hip-Hop da Billboard, em 2014, consolidando sua posição no moderno cenário do R&B de hoje. "Eu lutei por esse R&B cru, áspero e necessário e agora sinto que está melhor do que nunca", diz ela.

Depois de apimentar as paradas de R&B, Teyana foi abençoada em 2015 com a chegada de sua filha, Junie, com o marido e estrela da NBA Iman Shumpert. “Faço tudo isso pelo meu bebê. É para ela que eu faço tudo isso”, ela diz sobre Iman “Junie” Tayla Shumpert Jr., sua principal fonte de inspiração. “Eu sempre mostro a ela como ser uma líder e uma mulher de negócios. Quero que ela acredite que pode ser o que quiser e não tem nada errado que ela seja uma mulher fazendo tudo isso”. Logo depois, Teyana estreou o webclipe para Kanye West, “Fade”, e conquistou seu primeiro prêmio MTV Moonman como “Melhor Coreografia” no MTV Video Music Awards de 2017.

Mas foi só com o lançamento do seu segundo álbum, o projeto “K.T.S.E.” (lançado em junho de 2018), que o mundo alcançou os talentos de Teyana. Com sua produtora onde só trabalham mulheres, a The Aunties, Teyana dirigiu vídeos para “WTP”, o single que recebeu a Certificado de Ouro da RIAA “Gonna Love Me” (cujo remix apresenta Ghostface Killah, do Wan-Tang Clan, Method Man e Raekwon), e recentemente, "Issues/Hold On". Teyana também dirigiu vídeos para amigos como T.I. ("You"), Monica ("Commitment") e Lil Duval ("Pull Up" com Ty Dolla $ign) com fãs como Lauryn Hill e Elton John elogiando suas atitudes de big boss.

Parte do que destaca Teyana das outras pessoas é sua habilidade de se mover com precisão e equilíbrio em tudo o que ela faz. Do estúdio ao palco, toda ideia é um projeto com a cantora na frente e no centro, com uma visão própria. Com suas inspirações musicais como Aaliyah, Teena Marie, Mint Condition e Janet Jackson, que falam diretamente com sua alma, Teyana está ciente de que sua missão é maior que a vida. "Estou trabalhando em mim todos os dias e acho que esse é o meu propósito. Eu ainda estou caminhando e sendo um ‘eu’ melhor", diz ela, que compara a própria vida a um livro sem fim.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

.: Marcio Markkx lança o single "Out Of This Loneliness"


A vida em casal pode ser vivida de forma plena ou de maneira abusiva. Em grandes casais, a dependência pode ser não só um problema, mas um transtorno pessoal, se a felicidade depende apenas e unicamente do bem estar do outro, algo errado mora nessa relação. A canção “Out of This Loneliness”, lançamento do cantor Marcio Markkx, trata desse tipo de relação abusiva e dependente. 

“Felizmente nesse tipo de relação, em algum momento, nossa ficha cai e entendemos que é preciso um ponto de virada. Não que seja fácil, mas entender que precisamos nos livrar dessa convivência é necessário para nossa saúde física e mental”, afirma o cantor, ao ressaltar que todo final de relação pode e deve possuir um luto, para que se possa, assim, fechar essa porta e abrir novas mudanças.

O clipe da música será lançado no canal oficial do artista e retrata essa relação a partir do caos da locação, uma antiga tecelagem abandonada, e da dança contemporânea da coreógrafa e bailarina Lavínia Gonçalves, que permeiam esse universo e transitam entre o apego e a liberdade. Diversos elementos de cores, movimentos de câmera e até referências nas artes plásticas foram utilizadas para criar essa história de libertação. Dirigido por Marcos Soneria, o clipe deixa no ar a famosa mensagem “antes só, do que mal acompanhado”.

Marcio Markkx na internet e nas redes sociais:

Site: www.marciomarkkx.com 

Facebook: https://www.facebook.com/mmarkkx/ 
Twitter: https://twitter.com/marciomarkkx 
Instagram: https://www.instagram.com/marciomarkkx/ 
YouTube: https://www.youtube.com/marciomarkkxofficial 
Spotify: https://open.spotify.com/artist/1GUpEbrE6IKdpCSvi8dokP?si=oYIUrvc_Rm-NLG_TAzywiw

Playlists: 
Nova MPB: https://open.spotify.com/playlist/0RcnAWh0LY6HXUpnhNCPVc?si=IW413UJdR0Kq8vRxrHN59A
Acid Pop Markkx: https://open.spotify.com/playlist/5y2R7z8xUnkHHsEqejCfts?si=ZmMzBrAuR5mapvrYn824W



.: Entrevista: Fátima Bernardes fala sobre os oito anos de "Encontro"


A apresentadora falou sobre os oito anos de "Encontro com Fátima Bernardes", que serão completados nesta quinta-feira, dia 25. Foto: Globo/João Cotta  

São mais de 2 mil programas e aproximadamente 800 atrações musicais que marcam a trajetória do programa "Encontro com Fátima Bernardes" desde sua estreia, em 25 de junho de 2012. De lá para cá, nesses oito anos que serão completados nesta quinta-feira, dia 25, o programa promoveu diariamente encontros, diversão, trouxe informação, muita música e apresentou diversos artistas ao público. Palco para pautas diversificadas, o matinal vem marcando seu espaço com a união entre famosos e anônimos para o debate de questões atuais e importantes, ligadas tanto ao factual quanto ao entretenimento.

Em 2020, ano que entrará para a história da humanidade, o "Encontro" mostrou ainda mais sua diversidade e relevância. Após um mês fora do ar no início da pandemia do novo coronavírus, o programa voltou à grade de programação, com o objetivo de trazer mais leveza e diversão para as manhãs do público, mas sem abrir mão da prestação de serviço e das informações importantes. “O retorno do programa não teve a ver com a necessidade de diminuir a informação, porque ela está lá e continua sendo dada, mas com a necessidade de a gente ajudar as pessoas a entenderem que é uma fase, e que vai passar”, diz a apresentadora Fátima Bernardes.

Para o diretor geral Alexandre Mattoso, o programa tem experimentado uma nova linguagem neste período. “O programa segue o conceito de discutir temas relevantes e atuais, e mesmo num formato adaptado, com o 'sofá virtual', mantém o DNA que junta anônimos e famosos numa mesma roda de conversa. E manteve durante a pandemia a missão de ser o único programa da TV aberta a exibir diariamente apresentações musicais, em que o artista se apresenta de casa com versões feitas com exclusividade para o programa, no formato de lives”, diz.

Com cuidados redobrados, equipe reduzida e sem plateia, o programa se mantém ao vivo, onde Fátima Bernardes conversa com convidados por vídeo. Há ainda a parceria com Ana Maria Braga, que está participando diariamente de casa. Enquanto segue as orientações de isolamento, Ana relembra receitas práticas escolhidas para este momento em que as pessoas estão cozinhado mais.

No dia em que completa oito anos, o "Encontro" vai contar com a presença dos atores Ney Latorraca e Paolla Oliveira, e do cantor Mumuzinho. Além de conversarem por vídeo com Fátima e André Curvello, os convidados participarão do tradicional quadro "TBT do Encontro", em que mostrarão uma foto relembrando um momento do passado. Mumuzinho vai interagir ainda com o Ney e promete fazer sua famosa imitação do ator. Ana Maria Braga também participa e vai relembrar a receita de empadão crocante. O "Encontro com Fátima Bernardes" tem direção geral de Alexandre Mattoso e vai ao ar logo após o "Bom Dia Brasil". Confira a entrevista com Fátima Bernardes.


Como você avalia a evolução do programa e de que forma ele se apresenta no momento atual?

Eu acho que ele foi evoluindo de acordo com a minha evolução também. Evolução no sentido de desligamento de uma tarefa e de uma função altamente jornalística de hard news no principal telejornal, para outra postura profissional que é dessa pessoa que se diverte com o público. Então, quanto mais eu consigo me divertir com o programa, mais eu acredito que o público também se diverte. E o que eu consigo ver que ajudou muito nisso foi - além da música que traz essa leveza, essa brincadeira - a presença da plateia. Estar ali ao lado das pessoas que realmente assistem ao programa, que participam e que gostam de dar a sua opinião fez uma transformação muito grande no programa. No início, a plateia era mais espectadora e, ao longo dos anos, foi sendo um participante muito presente e importante, seja na opinião ou na produção de pautas. Desde seu nascimento, o "Encontro" tem um pé no factual. Teve até mais logo no começo, depois a gente enveredou muito pro entretenimento, mas sempre com a preocupação de estar fazendo algo da atualidade. A gente variava sempre com personagens importantes que tivessem aparecido no noticiário. Neste retorno depois da pausa por conta do coronavírus, ficamos muito na pandemia, mas de um jeito diferente do jornalismo, com um pouco mais de tempo, olhando sempre o lado humano. Agora estamos retomando outros temas que interessam ao nosso público. As pessoas em casa precisam de um pouco de leveza que ajude a tocar o dia. É um respiro para essa manhã.


Como funciona a seleção de pautas do matinal neste momento de pandemia? Há uma busca por temas mais positivos, por exemplo?
A ideia não é que a gente busque pauta positiva, acho que a gente tem que abrir espaço para aquilo que está sendo mais difícil para as pessoas: já foi o auxílio emergencial, as dificuldades para receber esse dinheiro, como as pessoas estão fazendo para sobreviver, as dificuldades de se manter em casa, as dificuldades entre os casais, entre outros assuntos. E a gente também busca no restante do programa assuntos divertidos que também estão acontecendo. Se a internet está fazendo o desafio do pudim, a gente vai tentar desenformar um pudim. Se a brincadeira é dançar com o espelho, a gente vai dançar com o espelho, se estamos no mês das festas juninas, elas estarão ali de alguma maneira. Tudo sempre dentro da possibilidade de realizá-las dentro de casa.


No período em que o "Encontro" ficou fora do ar, você e sua equipe seguiram trabalhando e buscando pautas? De que forma?
Quando ficamos fora do ar, a gente seguiu observando o que estava acontecendo, tentando entender que pandemia era essa. No primeiro momento, o principal trabalho era dar conta de tantas informações. Depois que passamos das primeiras semanas, já começamos a pensar no retorno, a maneira como tratar o assunto mantendo o DNA do Encontro, etc... Então, começamos a discutir pautas, fazer reuniões virtuais e toda a equipe foi atuando para trazer esse conteúdo para o programa, até porque agora a gente está duas horas no ar. É um programa que realmente precisa de muita produção e essa equipe é guerreira, pois são duas horas por dia com pessoas entrevistadas por vídeo. Ninguém faz isso sozinho. É uma equipe muito moldada para virar o programa de um dia para o outro, para se adaptar a uma novidade que surgiu, para mudar o programa minutos antes dele ir ao ar, se for necessário. É uma equipe com muita experiência nisso o que me deixa muito tranquila, o que é ótimo.


Como é fazer um programa sem plateia e sem convidados no estúdio ?
Quando a gente estava para voltar, isso era uma grande incógnita. Hoje, a gente já naturalizou isso, brincamos que é o nosso “sofá virtual”. Eu tenho tido com mais frequência a presença do André Curvello, que é muito parceiro, a gente “divide uma bola” para entrada de convidados no telão, por exemplo. Porque é uma tecnologia que precisa de alguns segundos para entrar um convidado e sair outro. A gente foi pensando também maneiras de as pessoas de casa participarem. E como eu tinha o bom dia da plateia, hoje as pessoas mandam esse bom dia gravado de vários lugares do Brasil. A gente tem o ‘To querendo Saber’, em que as pessoas ficam fazendo perguntas para os especialistas, hoje estamos fazendo gravadas e eles respondem no programa. A gente vai se adaptando.


Como está sendo sua rotina durante essa quarentena?
Atualmente, minha rotina é acordar antes das 7h, ir para TV, fazer o programa lá e depois ir pra casa. Toda a equipe, que está bem reduzida, também é dispensada e vai pra casa. Depois do almoço, às 14h30, eu já estou em uma reunião com a equipe do programa tratando do fechamento do dia seguinte. Depois disso, eu vou ler, fazer atividade física, vou cozinhar, colocar roupa para lavar, varrer casa... Tem muita coisa (risos). À noite, depois do jantar, vou dar uma olhada no roteiro final que já está fechado. É basicamente isso, fazendo um monte de coisas como todo mundo. Mas é claro que eu me sinto muito privilegiada de poder estar ao mesmo tempo trabalhando e me preservando. Podendo ir trabalhar de carro, não dependendo de transporte público, podendo ficar em casa com conforto. Eu sou muito grata e muito consciente do privilégio que eu tenho, mas mesmo assim, mesmo sabendo que para grande maioria não é fácil, eu recomendo diariamente no programa para quem pode ficar em casa, que fique em casa. Para quem precisa sair, que saia sabendo das dificuldades nas ruas e tentando da melhor maneira possível se prevenir e se proteger.

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