Celso Adolfo apresentará repertório autoral, construído ao longo de quase 40 anos de carreira. Foto: Eduardo Gontijo
Dentro da programação do #EmCasaComSesc, nesta terça-feira, dia 4 de agosto, às 19h, o compositor, violonista e cantor mineiro Celso Adolfo em repertório autoral, construído ao longo de quase 40 anos de carreira. O Sesc São Paulo vem promovendo uma série de shows diários com transmissões pelo Instagram @sescaovivo e YouTube do Sesc São Paulo - youtube.com/sescsp.
O primeiro disco de Celso Adolfo, o LP "Coração Brasileiro", foi produzido por Milton Nascimento, que gravou a música que leva o nome do álbum no seu outro disco, "Anima". Nesta trajetória, o músico natural de São Domingos do Prata, cidade do interior de Minas Gerais, viu suas composições serem gravadas ou arranjadas por importantes nomes da música popular brasileira, como Elba Ramalho e Cesar Camargo Mariano. Neste show solo voz e violão, Celso Adolfo fará uma mescla com músicas de seu primeiro trabalho até o seu CD mais recente, Remanso de Rio Largo, lançado em 2019, e inspirado nas histórias de Sagarana, primeiro livro de Guimarães Rosa.
Antonio Nóbrega chega com toda a sua irreverência e pluralidade artística na quarta-feira, dia 5, em show-recital que promete levar o público a uma deliciosa viagem por cores, humores, histórias e geografias da diversidade brasileira. Tudo por meio da "arte de brincante", como o próprio artista gosta de dizer. Acompanhado dos também versáteis instrumentistas Edmilson Capelupi (violão 7 cordas) e Leo Rodrigues (percussão), o músico, dançarino, brincante, contador de causos, ator e intérprete apresenta canções do seu último CD, Rima, e de outros autores da música brasileira, como Gilberto Gil, Dominguinhos, Pixinguinha e Luiz Gonzaga.
Na quinta-feira, dia 6, é a vez da cantora e compositora Luiza Lian apresentar, com o produtor musical Charles Tixier, o seu "Azul Moderno - No Quarto da Solidão". Um show concebido neste período de isolamento social cujo repertório tem como base seus álbuns autorais, "Oya Tempo e Azul Moderno", e o visual e a plasticidade da turnê "Azul Moderno", em ambiente minimal e intimista. Um convite ao espectador para acessar, através do "olho mágico", um portal para um universo íntimo e transcendente da artista em seu quarto branco. Sob direção artística da própria cantora, que em parceria com Bianca Turner, também concebeu as projeções.
Abrindo o fim de semana, na sexta-feira, dia 7, tem o cantor e compositor paulistano Leandro Lehart que apresenta o seu mais recente álbum, "Sincretismo". O repertório é uma viagem pela história dos batuques, definido pelo cantor como "imaginação da arte". Com um toque de ancestralidade, o também percussionista Lehart apresenta músicas consagradas como "Sorriso Aberto", que se eternizou na voz de Jovelina Pérola Negra, e alguns de seus sucessos, como "Temporal" e "Valeu Demais", que não podem faltar em seus shows, além de canções carregadas de um significado afetivo para o cantor.
Criado há 25 anos pelo Sesc São Paulo e hoje em operação em diversos estados do país, a iniciativa está com uma campanha para expandir sua rede de parceiros doadores e ampliar a distribuição de alimentos, produtos de higiene e limpeza em meio à crise causada pelo novo coronavírus. Também engajados pela causa, os artistas têm aproveitado as transmissõesonline para convocar as pessoas, principalmente empresários e gestores, a integrarem a rede de solidariedade. Para saber como ser um doador, basta acessar o site mesabrasil.sescsp.org.br.
Agenda 3 a 9 de agosto, sempre às 19h
4/8, terça: Celso Adolfo
5/8, quarta: Antonio Nóbrega part. Edmilson Capelupi (violão) e Leo Rodrigues (percussão)
"Medea Mina Jeje" parte da jornada mítica de Medeia, do dramaturgo grego Eurípedes, em fricção com alguns dados históricos de negros escravizados na época do Brasil Colônia. Foto: Julieta Bacchin
Dentro de apresentações teatrais das lives #EmCasaComSesc, nesta segunda-feira, dia 3, às 21h30, o ator Kenan Bernardes encena "Medea Mina Jeje", um poema-pranto de uma mulher negra, escravizada na Vila Rica de Nossa Senhora de Pilar de Ouro Preto, nas Minas Gerais do século 18. Ao saber que seu filho Age seria perseguido, mutilado e novamente aprisionado à boca de uma mina de ouro, Medea decide por sacrificá-lo, numa tentativa de libertá-lo da própria sina. A peça pode ser assistida no YouTube do Sesc São Paulo - youtube.com/sescsp - e no Instagram do Sesc Ao Vivo - @sescaovivo.
Com dramaturgia de Rudinei Borges, direção de Juliana Monteiro e atuação de Kenan Bernardes, "Medea Mina Jeje" parte da jornada mítica de Medeia, do dramaturgo grego Eurípedes, em fricção com alguns dados históricos de negros escravizados na época do Brasil Colônia. A peça reconstitui a trajetória de uma mãe negra escravizada que opta pela decisão mais difícil a fim de livrar o seu filho do penoso trabalho nas minas de ouro que moveram a economia do Brasil durante séculos. O monólogo é indicado para maiores de 14 anos.
Na quarta-feira, dia 5 de agosto, Isabella Lemos traz à luz fatos marcantes da trajetória de Cacilda Becker, um dos maiores nomes do teatro brasileiro, em "Viva Cacilda! Felicidade Guerreira!". A atriz, que completaria cem anos em 2021, é lembrada neste espetáculo solo criado a partir do texto escrito e encenado por Zé Celso Martinez Corrêa. A adaptação do roteiro e a direção são da fotógrafa Lenise Pinheiro, especializada em teatro.
Nesta versão especial para a série #EmCasaComSesc, com ambientação criada na casa da atriz Isabella Lemos, Marcelo Pellegrini assina a trilha sonora composta e gravada exclusivamente para a transmissão. Em gravação, o músico José Miguel Wisnik interpreta o tema de abertura em voz e piano. Formada pela Escola Superior de Artes Célia Helena, em São Paulo, e com especialização em duas importantes academias de artes e dramaturgia de Londres e Nova York, Isabella Lemos atua no teatro e no cinema. A classificação indicativa de Viva Cacilda! Felicidade Guerreira! é 16 anos.
Uma frasqueira encontrada no lixo contendo vestígios de vida de uma mulher de 90 anos é o enredo do monólogo de sexta-feira, dia 7, com Quitéria Kelly e participação de Henrique Fontes. "A Frasqueira de Jacy" é um novo recorte de uma história real que resultou na peça de teatro documental Jacy, que estreou há sete anos fruto de uma investigação do Grupo Carmin, de Natal (RN), na qual Quitéria e Henrique fazem parte. O encontro da frasqueira pela companhia teatral completa uma década em 2020, ano em que Jacy faria 100 anos. A versão que será apresentada no #EmCasaComSesc é uma transcrição da peça original para o formato online, sob direção de Henrique Fontes, que também assina a dramaturgia com Pablo Capistrano, e terá interação de documentos gravados. O espetáculo é livre para todas as idades.
E no domingo, dia 9 de agosto, o ator Eduardo Moscovis dá continuidade ao encontro artístico com a encenadora Christiane Jatahy, que é uma das grandes diretoras do teatro brasileiro e assina a dramaturgia e a direção desta adaptação de "O Livro". O texto de Newton Moreno conta a história de um homem que recebe um livro do pai, mas o presente é o anúncio de que ele cegará em breve, talvez em algumas horas, em alguns minutos...ali. Nesta versão para o #EmCasaComSesc, a peça propõe novos diálogos, com o texto original e com quem assiste, caminhando na fronteira da realidade e da ficção. Um monólogo para refletir sobre o momento em que vivemos, os cortes abruptos e as transformações inevitáveis.
Autor e elenco relembram a novela "Torre de Babel", que chega ao Globoplay nesta segunda-feira
Silvio de Abreu, Tony Ramos, Adriana Esteves e Edson Celulari falam sobre o trabalho na obra exibida originalmente pela TV Globo em 1998. Autor e elenco relembram Torre de Babel, que chega ao Globoplay nesta segunda-feira. Tony Ramos interpretou o polêmico personagem José Clementino da Silva. Foto: Jorge Baumann
Tendo como argumento principal o caminho de redenção do amargurado José Clementino (Tony Ramos), que sai da cadeia 20 anos depois de ter matado a própria esposa e tem como único objetivo a vingança contra o rico empresário César Toledo (Tarcísio Meira), a quem considera responsável por sua prisão, "Torre de Babel", como um bom folhetim clássico, conquistou o público com seus núcleos muito bem construídos de drama, romance, mistério e muita comédia, bem ao estilo Silvio de Abreu.
“A novela é moderna porque discute problemas que estão latentes até hoje, mas também é muito folhetinesca: tem grandes paixões, muito humor. O José Clementino tem dois lados: começa como uma pessoa totalmente revoltada e, pelo amor, ele se transforma. O Tony é um dos grandes atores que a gente tem na TV, no teatro e no cinema. Sempre acho que é muito bom quando um personagem desafia o ator, e ele mergulhou de cabeça nesse”, comenta o autor.
Exibida originalmente pela TV Globo em 1998, além da autoria de Silvio, a novela contou com a direção de José Luiz Villamarim, Carlos Araújo e Paulo Silvestrini, e direção geral e núcleo de Denise Saraceni e Carlos Manga, time que coleciona sucessos na teledramaturgia, e chega ao Globoplay na próxima segunda-feira, dia 3, para assinantes e o primeiro capítulo, assim como o primeiro capítulo das demais novelas, estará disponível para quem não é assinante. No elenco, estão outros nomes estelares como Adriana Esteves, intérprete de Sandrinha, filha mais velha de Clementino, extremamente ambiciosa e disposta a tudo para subir na vida.
“Tive uma alegria enorme em saber que 'Torre de Babel' irá para o Globoplay. Na verdade, 'Sandrinha' foi minha primeira vilã. Um gigantesco presente de Silvio de Abreu. Lembrar da novela me transborda de alegria. Vai ser muito bacana rever um trabalho de que me orgulho muito. Rever as incríveis parcerias com Tony Ramos, Claudia Jimenez, Gloria Menezes, Marcos Palmeira. Este trabalho está num lugar especialíssimo em meu coração. Belo trabalho da querida diretora Denise Sarraceni e do saudoso Carlos Manga”, declara Adriana Esteves. E justamente a partir da parceria com Marcos Palmeira, no papel de Alexandre, jovem advogado e um dos herdeiros de César Toledo, com quem a vilã se envolve por interesse, surgiram cenas memoráveis.
Outra atuação emblemática no núcleo dos Toledo é a de Edson Celulari, como Henrique, irmão mais velho de Alexandre e responsável pela administração do maior negócio da família, o Tropical Tower Shopping. “Fiquei muito feliz com a notícia da disponibilidade de 'Torre de Babel' pelo Globoplay. Adorei fazer o Henrique, viver suas aventuras e seus conflitos. Uma história cheia de surpresas, em que o espectador vai poder acompanhar o retrato de várias famílias, uma sociedade formada por ambições, mentiras, vinganças, vaidades e angústias. Mas também poder vai rir muito com alguns personagens divertidos e até ingênuos. Um conteúdo com muitas tramas engenhosas criadas pelo craque Silvio de Abreu e dirigida brilhantemente pela Denise Saraceni”, comemora Edson Celulari.
A explosão criminosa do shopping dá origem ao mistério de quem a teria provocado, tornando Clementino um dos principais suspeitos já que o ex-fabricante de fogos de artifício considera sua condenação injusta, e, como César foi testemunha e acusação em seu julgamento, sai da cadeia com o plano de do empresário. Criado numa sociedade rude, machista e sem muitas chances de sucesso, Clementino tem de enfrentar ainda as dores de voltar ao convívio da sociedade e ser rejeitado pela filha Sandra, encontrando algum alento apenas na filha mais nova, Shirley (Karina Barum). Ao se infiltrar estrategicamente na família Toledo, Clementino conhece Clara (Maitê Proneça), com quem tem a chance de se redimir.
A dúvida sobre a autoria da explosão vai se intensificando ao longo da novela e recaindo sobre personagens como Sandrinha, Diolinda Falcão (Cleyde Yáconis), Ângela Vidal (Claudia Raia) e Jamanta (Cacá Carvalho), dono do inesquecível bordão “Jamanta não morreu!”. "Torre de Babel" conta ainda em seu elenco com nomes consagrados como Glória Menezes, no papel de Marta Toledo; Juca de Oliveira, como Agenor da Silva; Christiane Torloni, como Rafaela Katz; e Claudia Jimenez como Bina Colombo, entre outros. Nesta entrevista, Tony Ramos fala sobre a novela.
O Globoplay está com esse projeto de resgatar grandes novelas e disponibilizá-las na plataforma para serem revistas por gerações mais antigas e conhecidas pelas mais novas. Você, que já passou por tantas transformações do audiovisual, como vê esse sucesso das novelas até hoje, inclusive com o público mais jovem?
Tony Ramos - As novelas representam, há muito tempo, a cumplicidade popular de um gênero da dramaturgia que vem desde os folhetins publicados em jornais já no século XVII. Vivem cantando o fim da novela e todos os profetas, nos últimos 45 anos, erraram. Se você observar qualquer série de sucesso, perceberá que o folhetim está presente. Quem foi? Quem será? Quem matou? Quem será punido? Como vai acabar? É um folhetim na essência. Claro que muda conforme o veículo, o tempo do episódio, quantos até o final. Mas a novela continuará e sempre.
José Clementino era um homem muito fechado, que teve um caminho de redenção ao longo da novela. Teve alguma passagem da novela que tenha te marcado mais?
Tony Ramos - José Clementino era fruto de um meio sem amor e afeto paternos. Agressivo mesmo. Era um carpinteiro de respeito profissional e trabalhava em muitas obras. Comete duplo assassinato e, por justiça, cumpre anos na cadeia. Sempre se culpou, porque, claro, sabia que havia errado ao matar a esposa. Curiosa é a redenção dele pelo amor. Um novo amor.
Tem alguma situação de bastidor que você lembre e que tenha um carinho especial?
Tony Ramos - As cenas com as filhas eram sempre emocionantes. Difícil destacar uma ou duas. Os nossos bastidores eram fantásticos, de harmonia entre um elenco admirável.
Qual foi a cena mais difícil para você nesta novela?
Tony Ramos - A cena mais difícil foi no princípio: manter a mesma emoção em diferentes cenários após o duplo assassinato.
Se você pudesse extrair da novela ou do seu personagem uma mensagem que tenha relevância até hoje, qual seria?
Tony Ramos - Creio que como Zé Clementino percebia e dizia: “Se eu pensasse um segundo apenas a mais, não teria feito essa loucura”. O amor ao próximo é o que de melhor existe.
De 1° a 5 de agosto no YouTube acontece o 3° Festival de Curtas Mulheres no Cinema, uma iniciativa voltada para mulheres cineastas de todo o Brasil. Alexia Annes, grande nome do teatro paulista, é a curadora e fundadora do Festival. “Meu objetivo como artista é que a minha arte seja acessível e compartilhada com outros artistas, todos merecemos uma chance. Inclusão e oportunidade para mulheres e jovens cineastas é a missão do Festival”, afirma a artista.
O 3° Festival de Curtas Mulheres no Cinema recebeu inscrições de filmes de todo o Brasil. Após duas edições em espaços incríveis, agora lança uma edição virtual, em uma mostra competitiva, e uma categoria especial para alunas de escola pública de todo o Brasil.
O festival conta com uma equipe de mulheres incríveis, que traz a juventude para o universo dos Festival: Gabriele Annes, Ana Lívia Kanno, Hellen Canavezi e Gabrielly Alves. Você pode seguir o festival nas redes sociais no Instagram, YouTubee Facebook.
Sobre Alexia Annes
No teatro, faz parte de dois coletivos @florescemeninacoletivo e do @coletivopasssaros. Trabalha há 20 anos no mercado artístico já participou de mais de 60 campanhas publicitárias, três longas-metragens e diversos curtas-metragens. Atuou como repórter para o SBT World e fez a cobertura do Teleton durante três anos.
Formada em Artes Visuais, atualmente está cursando uma pós-graduação em Língua Inglesa. Também estudou na escola de Atores Wolf Maya, Studio Fátima Toledo, e com os diretores Brian Penido Ross, Wolf Maya e Fernanda Chamma. Atualmente, além de atuar e gerenciar a Batom Produções, produz trabalhos autorais e trabalha como professora de teatro e cinema.
No cinema, já produziu quatro curtas-metragens autorais e do qual três estão em circuitos da quarentena. Prêmios: QFF - Quarentena Film Festival com o curta "Saudade", segundo melhor filme na categoria “Eu Me Vejo” e 3° lugar na categoria “Narração”. Melhor Atriz no longa-metragem "Invasão". Medalha de ecologia e excelência em dramaturgia no musical "Sukata".
Foram escolhidos os 42 filmes que irão concorrer no 3° Festival de Curtas Mulheres no Cinema, que acontece de 1° a 5 de agosto e podem ser assistidos gratuitamente no Youtube, neste canal: https://www.youtube.com/channel/UC5yT7APM25_ABrFkAoZkx1A. Após duas edições em espaços incríveis agora lança uma edição virtual, com mostra competitiva, e uma categoria especial para alunas de escola pública de todo o Brasil.
Este ano, a iniciativa, voltada para mulheres cineastas de todo o Brasil, conta com um juri especial: Alexia Annes, curadora e fundadora do Festival, e convidados: as atrizes Mônica Corazza e Luiza Jorge e os editores do portal Resenhando, Helder Moraes Miranda e Mary Ellen Farias. A votação acontece a partir das 20h deste domingo, dia 2 de agosto, às 20h, até a próxima quarta-feira, dia 5.
Os filmes serão premiados em 11 categorias. O público vai votar via link em três categorias: Melhor Filme Júri Popular, Melhor Filme de Arte e Melhor Documentário. As outra categorias de votos do Festival são: Categoria Votação do Júri especial Melhor Filme, Melhor Filme de Escola Pública, Melhor Direção, Melhor Fotografia, Melhor Roteiro, Melhor Atriz, Melhor Trilha e Melhor Locução.
O festival conta com uma equipe de mulheres incríveis traz a juventude para o Universo dos Festivais e todos os filmes serão analisados por Gabriele Annes, Ana Lívia Kanno, Hellen Canavezi e Gabrielly Alves. As inscrições aconteceram de 20 de junho a 20 de julho deste ano, com inscrições de filmes de todo o Brasil. Você pode seguir o festival nas redes sociais pelo Instagram, Youtubee Facebook.
Com trilogia inédita e atual, a Companhia Satélite adapta-se aos novos tempos sem perder seu DNA e apresenta duas peças clássicas e uma contemporânea especialmente escrita para o Teatro Digital.
"Carta ao Pai", de Franz Kafka; "Os Sofrimentos do Jovem Werther", de Johann Wolfgang von Goethe e o inédito "O Belo (e a Fera)", de Dionisio Neto, livremente inspirado na obra de Jean Cocteau "O Belo Indiferente". De 5 a 30 de agosto – sábados às 21h e domingos às 19h. Direção: Dionisio Neto. Com Dionisio Neto, Adriano Arbol e Giovanna Velasco.
Com a "Trilogia da Solidão" online, a Cia. Satélite apresenta ao vivo três monólogos dirigidos por Dionisio Neto ("Carandiru", "A Favorita", "A Dona do Pedaço") com um tema em comum: a solidão. As três obras escolhidas tratam da solidão humana, os personagens tentam se comunicar com os seus interlocutores para que o diálogo se estabeleça. "O Belo (e a Fera)", com Giovanna Velasco, livremente inspirada na obra de Jean Cocteau, abre a temporada da Companhia Satélite. Em um quarto de hotel, a atriz e cantora Ella conversa sobre o amor com seu marido Maurice sem obter resposta.
Especialmente dirigidas para o teatro Digital (linguagem híbrida do teatro, cinema e internet), as três peças são apresentadas ao vivo em locações. Em três estilos distintos: o expressionismo ("Carta ao Pai"), o realismo ("Os Sofrimentos do Jovem Werther") e o surrealismo ("O Belo (e a Fera)" as peças propõe uma comunicação com o público a partir do teatro através da tela dos computadores, TVs e celulares.
A encenação proposta para a trilogia digital
“O teatro digital é um produto audiovisual híbrido de teatro, cinema, TV e internet. Para a 'Trilogia da Solidão' online optei por fazer três planos-sequência. Partimos do teatro para criar uma obra de mãos dadas com ele. O teatro, tradicionalmente falando é apresentado em palcos, ao vivo, com plateia presente fisicamente. Cada espectador tem um plano geral a sua frente e seus olhos são suas câmeras. Não há interface entre o emissor e o receptor, salvo quando há a incorporação dos recursos audiovisuais em cena. Há muitos recursos tecnológicos e plataformas surgindo para, cada vez, mais integrar as artes. Não creio que o teatro digital substituirá o teatro tradicional, que é insubstituível. Trata-se de uma nova linguagem que está tomando forma aos poucos. Nas peças clássicas da trilogia eu adaptei as linguagens. 'O Belo (e a Fera)' foi criado originalmente para este formato”, afirma Dionisio.
O teatro e a tecnologia sempre estiveram de mãos dadas. Agora, mais do que nunca, devido à atual realidade imposta pela pandemia, as transmissões online de espetáculos são uma excelente opção para manter nossa arte em viva", diz Dionisio Neto. “Sabe-se que a interação do ao vivo com o online farão cada vez mais parte da nossa realidade", complementa.
"O Belo (e a Fera)" – Surrealismo
Solo teatral inédito inspirado na obra de Jean Cocteau, criado especialmente para o teatro digital, escrito e dirigido por Dionisio Neto (Carandiru, A Favorita, Crime Time, A dona do pedaço) curta temporada online no formato Teatro Digital. Primeira parte de "Trilogia da Solidão" online ("Carta ao Pai", de Franz Kafka e "Os Sofrimentos do Jovem Werther", de J. W. von Goethe). Escrito especialmente para a atriz Giovanna Velasco no papel da atriz e cantora Ella, sufocada por um relacionamento tóxico com seu marido. Com elementos realistas e surrealistas em sua encenação, a peça navega pelos tons de sentimentos e emoções desta personagem. A peça fala do fim de um relacionamento tóxico, de resiliência, libertação e superação. O surrealismo pincela a trama com cenas aleatórias improvisadas com imagens projetadas que mudam a cada espetáculo.
Sinopse – Ao voltar de um show, a cantora e atriz Ella espera seu marido Maurice em seu quarto. Rodeada por delírios surrealistas, como em um pesadelo, ela tenta desesperadamente comunicar-se com ele, que mantem-se calado no pouco tempo em que fica com ela. Ela, só com sua gripe, destruída emocional e fisicamente, toma uma decisão que mudará seu destino para sempre.
"Os Sofrimentos do Jovem Werther"–Realismo
Em sua terceira incursão pela direção de um clássico da Literatura Universal, após os sucessos de “A casa de Bernarda Alba” (2004), de F.G. Lorca e “Carta ao pai” (2017), de F. Kafka, Dionisio Neto dirige o texto pilar do romantismo alemão, adaptado para o teatro, em uma roupagem contemporânea.
Por se tratar de um sentimento universal – o amor, neste caso rejeitado, que move nosso protagonista em meio a suas esperanças frustradas, angústias, em contraste com o ardente desejo extremamente romântico pela inatingível Carlota. Em uma analogia com artistas modernos e contemporâneos (Ian Curtis, Cazuza, Amy Winehouse, Chris Cornell, Kurt Cobain, Jimmy Hendrix, Jim Morrison, Jean Michel Basquiat, Chorão, entre outros), que tiveram suas vidas interrompidas no auge da juventude, assim como nosso Werther, o espetáculo mergulha nas profundezas escuras da alma atormentada do pintor, paralisado pela idealização da amada, comprometida com o advogado Alberto.
Para extravasar sua dor, o artista escreve cartas do seu melhor amigo – Willem, contando suas desventuras e percalços amargurados pelos labirintos mais recônditos de sua existência. Antagonicamente, a exuberante natureza que o cerca, visto que se isolou em meio ao campo para pintar, sem conseguir, contrasta com sua dor desesperadora e insuportável.
Imerso em drogas e desilusão, Werther, com seu coração dilacerado, aconselhado indiretamente pelo seu maior inimigo, Alberto, resolve por um trágico fim à sua vida, bem como os artistas que nos inspiraram a navegar pelos mares sombrios da alma humana. O texto clássico do romantismo alemão, cheio de razão e emoção, destila poesia e beleza aos nossos olhos e ouvidos. Sofremos e amamos juntos com ele. Sua vida espelha a nossa, e a catarse expurga o mal de nossas vidas.
Personagem pilar do romantismo alemão, nosso protagonista morre de amor. Extremamente atual do começo ao fim, o espetáculo expõe um tema caro à nossa sociedade contemporânea: o suicídio – a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. Com sensibilidade extrema, o ator Adriano Arbol encarna tanto o pintor Werther, quanto sua amada Carlota e seu rival Alberto, com mudanças físicas e vocais na construção das suas personagens. O diretor segue o método de Stanislawsky para a construção das personagens, buscando o realismo máximo, guiando o ator à vivência profunda das ações propostas pelo autor.
Sinopse – Em seu ateliê no campo, o jovem pintor Werther escreve cartas para seu amigo Willem contando sobre suas desventuras amorosas com a bela Carlota, noiva do advogado Alberto. O amor não correspondido atormenta sua alma e dilacera seu coração.
"Carta ao Pai"–Expressionismo
Em cartaz desde 2016, com grande sucesso de público e crítica, a Companhia Satélite e a orgulhosamente apresenta Dionisio Neto em “Carta ao Pai”, de Franz Kafka. Em uma obra de auto expressão, Dionisio apresenta sua visão do clássico kafkiano, escrito durante dez dias em que o autor tcheco ficou internado em um quarto da pensão Studl, sanatório de Kierling, nos arredores de Viena, entre 10 e 20 de novembro de 1919 (em 2019 a carta completará 100 anos, configurando uma efeméride com comemoração mundial). A carta jamais chegou a ser lida pelo seu pai Hermann Kafka.
Adaptado de várias traduções, dirigido e produzido pelo próprio autor, o espetáculo trás Dionisio interpretando o pai Hermman Kafka e seu filho Franz, ao estilo do ator americano Spalding Grey - atrás de uma mesa, iluminado por velas diferenciando-os através das diferentes tonalidades da sua voz. Com gestual e maquiagem inspirados no expressionismo alemão, vestido em um terno preto, o ator limpou o máximo de artifícios teatrais para compor o espetáculo.
Nesta temporada, há utilização de recursos técnicos como o som constante de uma tempestade de gelo, fumaça, apenas uma mesa, uma cadeira, um castiçal judaico de sete velas (Menorah), um copo com água, uma Torah, uma maçã, uma caneta, um ator, os papéis da carta e a potência da literatura kafkiana. Um fio vermelho sobre a mesa, inspirado na Cabala paira sobre o ator. Pouquíssimos gestos buscam o essencial e o que há de teatral no clássico texto de Kafka. Esta é a segunda vez que o ator interpreta o texto. A primeira versão estreou em 2009 no Sesc Santana. Desta há apenas a fidelidade à carta.
Sinopse – Em um sanatório, internado com tuberculose, o oprimido e doente autor judeu Franz Kafka escreve uma carta para seu pai, o opressor comerciante Hermann Kafka, em que fala do seu medo da figura paterna e da sua relação com ele em um acerto de contas de anos. A carta presta contas sobre seu passado tirano e propõe soluções sobre o convívio pacífico entre os dois. Por interferência de sua mãe, a carta nunca foi entregue ao seu destinatário. O espetáculo propões uma reflexão sobre a relação entre pais e filhos, opressores e oprimidos e fala da leveza da vida através de um viés sombrio, ao estilo do autor. Dionisio Neto vive o pai e o filho.
Serviço:
"O Belo (e a Fera)" –De 5 a 26 de agosto – Quartas, às 21h. R$ 20 e meia R$ 10. São disponibilizados 20 ingressos gratuitos em www.sympla.com.br/companhiasatelite. Classificação indicativa 16 anos. Texto e direção: Dionisio Neto. Com Giovanna Velasco. Em um quarto de hotel, a atriz e cantora Ella conversa sobre o amor com seu marido Maurice sem obter resposta. Livremente inspirada na obra de Jean Cocteau.
"Os Sofrimentos do Jovem Werther"– De Johann Wofgang von Goethe – De 6 a 28 de agosto – Quintas e sextas, às 21h. R$ 20 e meia R$ 10. São disponibilizados 20 ingressos gratuitos em www.sympla.com.br/companhiasatelite. Classificação indicativa 18 anos.
Direção: Dionisio Neto. Com Adriano Arbol. Pintor romântico escreve cartas ao seu melhor amigo contando sobre um caso de amor não correspondido.
"Carta ao Pai"– De Franz Kafka – De 8 a 30 de agosto – Sábados, às 21h, e domingos, às 19h. R$ 20 e meia R$ 10. São disponibilizados 20 ingressos gratuitos em www.sympla.com.br/companhiasatelite. Classificação indicativa: livre. Com Dionisio Neto. Internado em um sanatório com princípio de tuberculose, o escritor Franz Kafka escreve uma carta jamais entregue sobre seu relacionamento com seu pai. Uma produção Dionisio Neto para Companhia Satélite.
Sobre a Cia. Satélite (25 anos)
A Companhia Satélite foi fundada em 1995 pelo ator, dramaturgo e diretor Dionisio Neto com a Trilogia do Rebento (Perpétua, Opus Profundum, Desembestai!). Apresentou-se nos principais festivais de Teatro do Brasil (Festival de Curitiba, Semana do Teatro do Maranhão, entre outros). Internacionalmente apresentou-se no BluePrint Series Festival de Nova Iorque (USA) e no FITEI (Porto-Portugal). Ganhou diversos prêmios (Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo, Jornada Sesc de Teatro, entre outros). Além dos textos de Dionisio Neto, a companhia monta clássicos (A Casa de Bernarda Alba, Carta ao Pai, Claro Enigma, entre outros) e autores contemporâneos (Desamor e Seios, de Walcyr Carrasco, entre outros).
Dionisio Neto – Ator, diretor, dramaturgo e produtor formado pelo CPT - Centro de Pesquisas Teatrais do Sesc. Atuou em dezenas de peças, tendo trabalhado com os diretores Antunes Filho, José Celso Martinez Corrêa, Bia Lessa, Marcio Aurélio, Marinho Piacentini, Lucia Segall, entre outros. No cinema atuou em Carandiru e Meu amigo hindu de Hector Babenco e em filmes de Carlos Reichembarch, Roberto Moreira, Marcos Jorge, Ivan Feijó entre outros. Na TV atuou nas novelas "A Dona do Pedaço", "Morde e Assopra" e "A Favorita" (Rede Globo). Na internet atuou na série francesa "Hora de Perigo" (Netflix, Canal+). Em teatro dirigiu "A Casa de Bernarda Alba", "Carta ao Pai", de Franz Kafka e peças de sua autoria. Escreveu 17 peças de teatro publicadas pelas editoras Giostri e Benfazeja. Fundador e diretor artístico da Companhia Satélite.
Adriano Arbol – Ator, Apresentador formado pelo Senac e Uniso em Artes Dramáticas, Cinema participou dos Filmes "Diário de um Exorcista" (NetFlix), direção de Renato Siqueira "Carcereiros pela Globo Filmes , direção de José Eduardo Belmonte e "A História de Nossa Senhora Aparecida" Direção de Del Rangel, Serie " Hebe" pela Globo Filmes. Participou das Novelas "Chiquititas" e Cúmplices de um Resgate" do SBT. Tem em seu currículo 36 Peças teatrais, dentre elas "Muito Barulho Por nada" de Shakespeare e "O Burguês Fidalgo" de Molière. Agora íntegra o elenco do Monólogo" Os Sofrimentos do Jovem Werther de Goethe com Direção de Dionisio Neto.
Giovanna Velasco – Atriz paulistana, começou no teatro aos 11 anos (1993) em "A Televisão Matou a Janela", espetáculo da Oficina dos Menestréis. Desde então, esteve em inúmeras peças, como: "A Casa de Bernarda Alba" (2002 e 2003) e "Olerê Olara!" (2009), ambos da Cia. Satélite, Dir. Dionísio Neto; "Te Encontro lá em Baixo" de Manoel Candeias e dir. Nilton Bicudo; "Os Saltimbancos", "Serpente Verde Sabor Maça", de Jô Bilac; "Mulheres Alteradas" e "Superadas" de Maitena; "Álbum de Família" de Nelson Rodrigues. Como cantora, apresentou seu show "Ninguém Cantou Depois de Você" em outubro de 2016 e março de 2017 no Beco das Garrafas, Rio de Janeiro; e em maio e novembro de 2017 em São Paulo (Virada Cultural e Presidenta Bar). Giovanna é criadora a personagem cômica Dona Eulália, que interpreta desde 2004 em várias plataformas.
Temas como a pressão do cotidiano, a crise com o corpo e a repulsa causados pelo medo e as relações familiares e sociais em tempos de pandemia são abordados nas peças de 2 a 23 de agosto pelo Zoom. Após todas as apresentações acontece um bate-papo com o elenco e direção.
Flávia Garrafa e seu irmão Pedro Garrafa são sócios na Equipe Flávia Garrafa, referência em teatro educação no Brasil. Com a pandemia, sentiram a necessidade de inovar e inventar. Assim deram o start no projeto "Me Ajuda a Olhar", composto por três espetáculos online e criados e ensaiados durante a quarentena, que são apresentados no mês de agosto pelo Zoom: a reestreia de "Acorda, Gabi!" e a estreia de dois novos trabalhos "Já pra cama, Theo!" e "Se Enxerga, Alice!".
"Me Ajuda a Olhar" nasceu da ideia (de Flávia Garrafa e Kuka Annunciato) de levar ao público trabalhos teatrais feitos pelo elenco da Equipe e sobre temas que são constantes no universo dos alunos. O Trabalho, que era para ser realizado no presencial, devido a pandemia , foi desenvolvido a partir da experiência de suas aulas online de teatro em 2020. Os espetáculos são voltados para o público infantil e jovem e os temas permeiam a pressão do cotidiano, a crise com o corpo e o fascínio e a repulsa causados pelo medo e as relações familiares e sociais em tempos de pandemia.
“A ideia do teatro online veio da vontade de provarmos para nós mesmos que seria possível continuar fazendo teatro das nossas casas e assim mostrar para os nossos alunos que não existem barreiras para fazer arte. Basta ter iniciativa e criatividade. Entendemos, então, que não só o teatro online é possível, como ele também pode ser usado como respiro e ferramenta de discussões saudáveis para o âmbito escolar. As cenas online, assim como no teatro presencial, são feitas ao vivo. Portanto tudo o que o público vai ver, estará acontecendo naquele exato momento e dessa maneira o teatro continuará com seu frescor. O teatro feito de maneira virtual nos oferece outras opções que não tínhamos no presencial como, por exemplo, inserir um vídeo no meio da peça que tenha conexão com a linguagem utilizada nela”, explicam Flávia e Pedro.
"Acorda, Gabi!"
Dias 2, 9, 16 e 23 de agosto, às 18h30. Indicado para crianças a partir de dez anos. R$ 25. 40 minutos.
A Gabi explodiu! Também, pudera… Tanta pressão! O terceiro ano de ensino médio, a pandemia, a preocupação com seu corpo, a pressão para fazer as coisas, as provas, as aulas online, a tristeza batendo à porta, a opinião dos outros. Tudo isso foi demais pra ela! Agora, explodida e espalhada aos pedacinhos, Gabi precisa se juntar de novo para voltar a ser quem ela era. Mas será que isso é possível?
Texto e direção: Pedro Garrafa e Flávia Garrafa
Elenco: Beatriz Baulhouth, Flávia Garrafa, Francisco Godinho, Julia Bentes, Julia Freire, Kuka Annunciato, Kauê Monzillo, Natália Viviani e Pauline Mingroni
Direção audiovisual, trilha sonora e coordenação técnica: Cassio Rotschild e Rafael Cabral
Operação de som e vídeo: Maria Helena Chira
Programação visual: Natalia Viviani
Produção: Adriana Moreno Sanchez e Equipe Flávia Garrafa.
"Já pra Cama, Theo!"
Dias 2, 9, 16 e 23 de agosto, às 15h30. Indicado para crianças a partir de 3 anos. R$ 25. 35 minutos.
Quem nunca encontrou um monstro embaixo da cama? Theo é um menino de 5 anos que adora histórias apavorantes. Adora, mas morre de medo! Como se não bastasse ter que lidar com a sua fértil imaginação, as conversas de adultos que não pode participar, o nascimento da sua irmãzinha, para completar, apareceu um zumbi que diz ser o dono do seu quarto. Agora, Theo terá de enfrentá-lo para ter seu quarto de volta e o pavor não engoli-lo de vez. Para isso, ele vai precisar entender de onde vem os seus medos e como dominá-los. Será que alguém pode ajudar o Theo? Apostando em cenas lúdicas e mergulhando no universo dos rabiscos infantis, a Equipe Flavia Garrafa traz a tona uma questão importante na vida das crianças (e de todos nós): o medo.
Texto: Pedro Garrafa
Direção: Pedro Garrafa
Direção de vídeo: Cassio Rotchildl
Elenco: Kuka Annunciato, Maria Helena Chira e Natália Viviani
Participação em vídeo: Flavia Garrafa
Produção: Equipe Flavia Garrafa
"Se Enxerga, Alice!"
Dias 7, 14, 21 e 28 de agosto, às 19h. Indicado para crianças a partir de 8 anos . R$ 25. 30 minutos.
Alice não aguenta mais se olhar no espelho, ela está em guerra com o seu reflexo. Um dia, ao gravar um vídeo no celular, ela não aguenta de raiva e manda sua imagem embora para sempre. O problema é que agora ela vai ter que lidar com as imagens que ela criou, que não são nada generosas com ela.
Alice acaba entrando em uma caminho perigoso do mundo da estética, onde ela não sabe mais quem ela é realmente e quem ela está criando para se auto sabotar. Será que a verdadeira imagem da Alice vai voltar? Ou será que o que ela inventou vai tomar conta do que ela vê no espelho? A partir de uma linguagem de cartoon/teatro online, a Equipe Flavia Garrafa aposta no ritmo e no humor para lidar com uma questão importante na vida de nossos jovens: a auto imagem.
Texto: Kuka Annunciato
Direção: Flávia Garrafa
Direção de vídeo: Cassio Rotchildl
Elenco: Cassio Rotschild, Kuka Annunciato e Maria Helena Chira
Produção: Equipe Flavia Garrafa
Sobre a Equipe Flávia Garrafa
A Equipe Flávia Garrafa acredita no teatro como ferramenta de autoconhecimento, desenvolvimento pessoal, potencializador de talentos e catalizador de transformações sociais. Amparada entre psicologia, pedagogia e arte, a Equipe foi fundada por Flávia Garrafa, que tem 27 anos de experiência no ensino de teatro para jovens e se tornou uma referência neste ramo de atividade. Atriz, psicóloga, diretora e dramaturga, Flávia já participou de diversas novelas, séries e filmes e tem mais de 25 peças de sucesso na capital paulista. Flávia ainda conta com o seu irmão e sócio Pedro Garrafa, dramaturgo e diretor teatral que nos últimos 15 anos vem se dedicando ao ensino do teatro para jovens e à produção de espetáculos profissionais que em sua maioria são voltados ao mesmo público. Ganhador do Prêmio São Paulo (FEMSA) de Teatro Infantil e Juvenil como Melhor Texto e Melhor Espetáculo de 2015, por "O Alvo", espetáculo de grande sucesso de público e crítica, Pedro ainda assinou no último ano o texto e a direção do espetáculo "Nomo", ganhador do prêmio APCA de melhor espetáculo para jovens. A dupla, junto com uma equipe de professores e também atores vem, há 27 anos, ministrando cursos de teatro para as mais diversas faixas etárias, com um método exclusivo de trabalho. Seja nos cursos dentro das instituições de ensino, ou cursos livres para jovens e adultos, a Equipe tem como foco o bem-estar e o desenvolvimento saudável de corpo e da mente dos seus participantes.
PorLuiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical. Foto: Reprodução/Instagram
Renato Barros, que faleceu no início desta semana no Rio de Janeiro após uma delicada cirurgia cardíaca, foi um dos pilares do movimento Jovem Guarda. O som de sua guitarra ajudou a definir o estilo que viria a tomar de assalto as rádios e a televisão nas jovens tardes de domingo. Com seu grupo, o Renato e Seus Blue Caps, emplacou vários hits, alguns deles feitos a partir de versões de bandas que faziam sucessos na época, como Beatles e The Hollies, só para citar dois exemplos.
Mas também tinha uma produção autoral rica e capaz de fazer frente com as versões dos sucessos estrangeiros. Um irmão de Renato, Paulo Cesar, foi baixista dos Blue Caps e é considerado um dos melhores músicos de estúdio da atualidade. E o outro irmão, Ed Wilson (já falecido), virou um cantor de sucesso na Jovem Guarda.
Dois discos lançados no início da Jovem Guarda ("Isto É Renato e Seu Blue Caps" e "Um Embalo com Renato e Seus Blue Caps") são os meus preferidos de sua discografia. Há uma coleção de hits antológicos nesses dois álbuns. Algumas canções como "A Primeira Lágrima" mostravam o potencial de Renato como hitmaker. Há também uma notável parceria dele com Lilian Knapp (da dupla Leno e Lilian), na canção Devolva-me, que recentemente foi regravada com grande sucesso pela cantora Adriana Calcanhoto.
Outro ponto marcante na sua produção autoral foi a canção "Você Não Serve Para Mim", que Roberto Carlos gravou e inclui na trilha de seu primeiro filme ("Roberto Carlos em Ritmo de Aventura"). Renato contou em uma entrevista que a canção incialmente foi feita para seu grupo. Durante um dos ensaios no estúdio, Roberto ouviu a canção e pediu para gravar, o que foi inicialmente negado. Foi preciso a intervenção do diretor da gravadora, Evandro Ribeiro, que convenceu Renato a ceder a canção, certo de que ela teria o sucesso que acabou tendo na voz do Rei.
Se por um lado a produção nos anos 70 já não foi tão significativa, por outro lado seu legado construído nos anos 60 permitiu que a banda permanecesse na ativa. Até recentemente, antes de falecer, Renato se apresentava ao lado dos companheiros de banda, como Cid Chaves (outro remanescente da formação original). E conservava mesmo pique musical dos anos 60.
Acredito que o principal legado deixado por Renato Barros tenha sido basear sua produção musical na simplicidade e na mensagem direta para o público ouvinte, além das ricas e inconfundíveis harmonias vocais, que eram e continuarão sendo sempre a sua marca registrada.
Para comemorar o 14º aniversário de sua estreia no Disney Channel Latin America, o Disney Channel transmitirá todos os filmes de High School Musical de segunda-feira (3 de agosto) a sexta-feira (7 de agosto), às 20h30. Além disso, na quinta-feira (6 de agosto), às 20h30, o canal apresenta uma maratona com a versão sing along do filme original.
A saga do Disney Channel, que marcou uma geração inteira, teve uma grande jornada tanto no cinema quanto na televisão e vai continuar a emocionar fãs nesta nova era com a estreia de uma nova versão no Disney+.
Confira abaixo a lista cronológica da franquia:
- Início do fenômeno mundial com a estreia de HIGH SCHOOL MUSICAL: repleto de músicas e coreografias memoráveis, o filme original do Disney Channel de 2006 é uma comédia musical sobre dois alunos - Troy, um popular jogador de basquete e Gabriella, uma nova estudante tímida e inteligente - que compartilham a mesma paixão pela música. Desafiando as expectativas e perseguindo seus sonhos, Troy e Gabriella inspirarão outros alunos e os surpreenderão com talentos ocultos.
- Um ano depois, a sequência HIGH SCHOOL MUSICAL 2 chega ao canal: Após o grande sucesso e tendo recebido dois Emmy Awards, estreia a continuação do musical em 2007. O filme continua conquistando fãs em todo o mundo. Desta vez, os alunos da East High School são retratados nas férias de verão, lá Troy e Gabriella continuam suas aventuras juntos, mas fora da East High School.
- HIGH SCHOOL MUSICAL: A SELEÇÃO: A América Latina produz sua própria versão da saga de sucesso. Em 2007, Argentina, México e Brasil estrearam no canal o High School Musical: A Seleção, um programa cheio de talento e carisma, no qual um grupo de participantes concorre aos dois papéis principais na versão local do longa-metragem da Disney HIGH SCHOOL MUSICAL: O DESAFIO.
- Uma nova etapa com HIGH SCHOOL MUSICAL 3: ANO DA FORMATURA: O salto da tela do Disney Channel para o cinema ocorre quando, em 2008, e ao ritmo de novas músicas, os cinemas de todo o mundo apresentam a terceira e a última fase da história desses personagens. Um retrato emocional de Troy, Gabriella, Sharpay, Chad, Ryan e Taylor, e o início de uma nova etapa em suas vidas.
- High School Musical: O DesafIo: Em 2008, a versão cinematográfica local da franquia de sucesso chega à Argentina, México e Brasil, com uma história original que mantém o mesmo espírito. Este filme é desenvolvido através de uma história de amor e amizade, com forte conteúdo musical e coreográfico, e inclui músicas originais compostas exclusivamente para este projeto.
- Especial “The Disney Family” em abril de 2020: Todo o elenco do filme original se reúne 12 anos depois, no especial The Disney Family Singalong, onde várias estrelas da Disney apareceram na tela da empresa americana ABC para cantar algumas das músicas mais icônicas da Disney. As estrelas de High School Musical cantaram "We’re all in this together".
Em breve! A América Latina conhecerá uma nova geração de alunos da East High School: Sim! A nova série original do Disney+ High School Musical: O musical: A série tem em sua primeira temporada 10 episódios cheios de canções que poderão ser conferidas no Disney+. Desta vez, a série conta a história de um grupo de estudantes que aguardam ansiosamente a primeira produção teatral de seu instituto. A produção tem um olhar contemporâneo inspirado no filme clássico do Disney Channel, com muitas referências à franquia. A série foi filmada com câmeras portáteis para oferecer uma sensação inovadora que lembra o estilo de documentário. Também haverá novas músicas em cada episódio e versões reinventadas de temas dos filmes originais.
Confira mais músicas e vídeos de High School Musical para curtir em
Desde o início da pandemia do COVID-19, a organização da Horror Expo acompanha os desdobramentos visando a realização de um evento completo e seguro, tanto para o visitante quanto para os artistas, expositores, convidados, patrocinadores, equipe e todos os demais envolvidos. Mesmo com planos de reabertura em andamento, não julgamos que seja seguro e viável a realização de um evento do porte que planejamos para 2020. Desta forma, formatamos uma grandiosa experiência online, a HORROR EXPO LIVE 2020, que será realizada de forma GRATUITA em plataformas digitais entre os dias 26 e 31 de outubro de 2020.
Serão seis dias com lives, atividades, entrevistas, visitas guiadas, área de venda de produtos exclusivos, Horror Artists' Pavilion, música, meet & greet online e muito mais. As atrações, formatos e detalhes serão anunciados ao longo das semanas e meses que antecedem o evento. A HORROR EXPO 2021 retornará ao formato físico e será realizada no mês de outubro do próximo ano, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo/SP.
Os ingressos adquiridos para a edição física em 2020 valem automaticamente para a HORROR EXPO 2021. Além disso, todos que possuem os ingressos de 2020, ou que comprarem para a edição de 2021 antes do início da HORROR EXPO LIVE 2020, terão benefícios exclusivos, como lives e meet & greet fechados, sorteios, brindes e muitos outros. Estas informações também serão anunciadas em breve.
O evento conta com a compreensão e apoio de todos e, junto com o público, profissionais e entusiastas, mais uma vez faremos história na cultura direcionada ao Horror/Terror no Brasil.
A mezzo soprano britânica Katherine Jenkins vem se tornando uma das cantoras clássicas de maior sucesso nos últimos anos. E seu mais recente trabalho, Cinema Paradiso, ela recria canções que foram temas de filmes de cinema de várias épocas, mostrando uma versatilidade para o som pop convencional.
Nascida em Gales do Sul, no Reino Unido, Katherine aprendeu a cantar no coral da Igreja de St. David, Neath. Seu amor pela música foi bem nutrido nos Vales do País de Gales, onde ela teve a oportunidade de se juntar a grupos de corais, se apresentar com corais de voz masculina galeses e participar de eventos musicais. Ela sempre acreditou em sua natureza pé no chão com suas raízes galesas e sua família.
Ela gravou 13 álbuns em 12 anos desde que assinou com a Gravadora Universal Classics aos 23 anos de idade. Depois, entrou no cenário musical em 2003, quando se apresentou na Catedral de Westminster em homenagem ao Jubileu de Prata do Papa João Paulo II.
Seguiram performances e gravações com Placido Domingo, Andrea Bocelli, Jose Carreras, David Foster, Dame Kiri te Kanawa, Bryn Terfyl, Rolando Villazon, Juan Diego Florez e o grupo vocal Il Divo. Ela já se apresentou em todo o mundo e é uma das favoritas da Família Real Britânica, tendo sido convidada para cantar 'God Save The Queen' no Jubileu de Diamante de Sua Majestade, a rainha Elizabeth.
Sem medo de sair de sua zona de conforto, apareceu como mentora no "Popstar to Operastar" da ITV. E em "Cinema Paradiso", ela sai novamente da zona clássica investindo em um material com foco em trilhas do cinema, ou seja, mais próximo do pop convencional. Não que ela tenha deixado de lado o vocal com formação clássica. Mas é fato que ela conseguiu unir sua técnica com as belas melodias escolhidas, entre elas a canção "The Rose" (do filme homônimo estrelado por Bette Midler no final dos anos 70) e "I´ll Never Love Again" (da versão mais recente de "Nasce Uma Estrela", com Lady Gaga), além de "Singing In The Rain" (do filme "Cantando na Chuva" com Gene Kelly), entre outras.
O resultado final de "Cinema Paradiso" mostra um trabalho de extremo bom gosto, com arranjos bem elaborados que valorizam a bela voz de Katherine e as canções escolhidas.
Para Vinicius Wester, que interpreta o personagem, apesar de tudo, a relação dos dois é baseada em cumplicidade. Foto: Globo/João Miguel Júnior
Bonito, rico e descolado, MB (Vinicius Wester) é mimado pelos pais, peca pelos excessos e tenta entender seu papel no mundo, vivendo com tantos privilégios, enquanto se joga de corpo e alma em experiências radicais. Em "Malhação: Viva a Diferença", seu relacionamento com Lica (Manoela Aliperti) sempre foi cheio de altos e baixos, até que o namoro chegou ao fim.
Para Vinicius Wester, que interpreta o personagem, apesar de tudo, a relação dos dois é baseada em cumplicidade. “Ninguém conhecia o MB melhor do que a Lica. É uma relação de verdade, é sincera. A Lica é a pessoa que o MB ligaria de madrugada se tivesse com um problema e também a pessoa que ele ligaria depois de ganhar na loteria”, afirma o ator.
Agora, MB está passando por um momento de transição. Começou a se relacionar com K1 (Talita Younan), que é tão intensa quanto ele. É ao lado dela que MB vai descobrir um novo mundo, do qual nunca fez parte. “Pela primeira vez eu acho que o MB se joga de verdade em uma relação sem saber onde está pisando”, conta. "Malhação: Viva a Diferença" tem autoria de Cao Hamburger e direção artística de Paulo Silvestrini e vai ao ar logo após o "Vale a Pena Ver de Novo".
Qual é o sentimento que essa reprise te desperta?
É uma mistura de sentimentos. Acho que "Malhação: Viva a Diferença" tem uma importância social muito grande, é um reflexo da juventude atual. Essa nostalgia me conduz aos dias de gravação, onde a gente foi muito feliz, aprendi muito com todo o processo e sinto muito orgulho de todo o nosso trabalho. Assisto sempre. Está na minha programação diária de quarentena.
O que esse personagem representou na sua carreira?
O MB representa muito na minha carreira. Fazer novela é uma aventura, uma experiência única. Ser artista no Brasil é muito difícil, eu lembro que alguns meses antes de fazer o teste para "Malhação" eu estava trabalhando nas Olimpíadas que aconteceram no Rio de Janeiro. Eu acordava todos os dias muito cedo, conversava com Deus e perguntava para ele quando chegaria a minha ''grande chance''. No dia do teste, saí com a sensação de que podia ter sido melhor, mas sabia que estava pronto para viver o MB. Todo o processo para mim foi importante, fui amadurecendo junto com a personagem, todos os dias que ia gravar ficava ansioso com a oportunidade de viver mais um momento da história desse personagem que mudou a minha vida.
MB se destacou na trama e estará na série "As Five". A que você atribui o sucesso do personagem?
O MB é humano, acho que por isso as pessoas se identificam, todo mundo conhece alguém parecido com ele. Hoje, olhando de fora, eu percebo que ele viveu muita coisa, ele era muito intenso, né? A relação dele com os amigos, com a família, na escola, com a bebida, com os bens, com a música, era sempre muito extrema. Ele se envolvia e se jogava de cabeça em todas as possibilidades que a vida podia oferecer.
Como você avalia a relação do MB e da Lica?
Uma relação de cumplicidade. Ninguém conhecia o MB melhor do que a Lica. A história começa com o relacionamento deles em crise e em um determinado momento o MB diz para a Lica que a relação deles é muito maior do que qualquer coisa, e é isso. É uma relação de verdade, é sincera. A Lica é a pessoa que o MB ligaria de madrugada se tivesse com um problema e também a pessoa que ele ligaria depois de ganhar na loteria.
E ele com a K1?
Entrega. Pela primeira vez eu acho que o MB se joga de verdade em uma relação sem saber onde está pisando. A K1 (Talita Younan) chega do jeitinho dela e eu acho que aos poucos o MB vai ficando cada vez mais curioso para conhecer o universo dela, que para ele, é muito distante. Os dois são muito intensos.
Como você avalia o momento atual do personagem na trama?
Penso que é um momento de transição. Ele acabou de conhecer a K1, conhece muito bem a Lica e acho que ele vem observando todas as mudanças pelas quais a sua melhor amiga tem passado. Desde quando a Lica conheceu as suas novas amigas, tudo começou a mudar muito rápido, ele tem tentado acompanhar o ritmo de tudo, porque isso também envolve ele. O relacionamento que ele tinha, a relação com seu melhor amigo, com a sua banda, os amigos na escola, os lugares que ele frequenta, tudo está diferente!
Qual cena mais te marcou?
Com certeza foi a cena da sacada em que a Lica ajuda o MB. Toda aquela sequência foi muito especial, tive a oportunidade de enxergar um MB diferente, enfrentando todas as suas fraquezas. Quando ele dá de cara com todos aqueles problemas, percebe que todo mundo precisa de alguém e é na amizade que ele encontra força para buscar uma solução para tudo aquilo que ele vinha enfrentando.
Tem alguma lembrança dos bastidores que tenha sido muito especial?
É até engraçado, porque a cada capítulo que passa, eu viajo no tempo e consigo voltar exatamente para o momento que gravamos cada uma das cenas. Os bastidores são marcantes porque é onde nós criamos as relações com as pessoas que a gente trabalha. Hoje, muitas dessas pessoas eu tenho a felicidade de poder chamar de amigos e eles têm sido a minha melhor companhia virtual nesse momento de quarentena.
Como tem sido seus dias de quarentena?
Um dia de cada vez. Já tive momentos incríveis e alguns bem difíceis também, mas tenho aprendido muito com tudo isso. Pela primeira vez criei uma rotina e tenho seguido, claro em alguns momentos a gente tem que adaptar para não enlouquecer, né? Tenho lido muito, assistido muitas séries e filmes, abraçado minha mãe, converso com meus irmãos. Fico horas sem fazer nada ao lado do meu pai, ouço música.
Inseriu alguma atividade na sua rotina?
Eu comecei a escrever, sempre gostei muito de fazer textos grandes para a internet, mas nunca coloquei ideias que eu tinha no papel, tem sido uma aventura gostosa.
Como está o momento atual de trabalho e os próximos passos na carreira? Comecei 2020 sorrindo com todas as novidades que estavam por vir. Minha estreia no cinema com dois filmes que eu adorei filmar, e estou na expectativa para a estreia de "As Five", no Globoplay. Agora estou em casa contando os dias pra tudo isso passar. Mas tenho tentado me adaptar, usando a era digital a meu favor e produzindo conteúdo para as redes sociais.