sexta-feira, 4 de setembro de 2020

.: Flávia Garrafa estreia espetáculo "Faça Mais Sobre Isso" na internet


Após grande sucesso de público e crítica de Fale Mais Sobre Isso, Flávia Garrafa estreia Faça Mais Sobre Isso. Foto: Fernanda Bianco

A comédia escrita e interpretada por Flávia Garrafa e dirigida por Kuka Annunciato  e Pedro Garrafa será transmitida ao vivo pelo Zoom, com vendas pelo Sympla, e captada por mais de cinco câmeras do apartamento da atriz na Zona Sul de São Paulo. As apresentações acontecem de 13 de setembro a 4 de outubro, todos os domingos, às 19h

O primeiro solo de Flávia Garrafa estreou em 2014. Fale Mais Sobre Isso é um monólogo cômico e escrito pela atriz e psicóloga com 26 anos de carreira, que uniu o conhecimento das duas áreas. Depois de 6 anos em cartaz e turnê pelo Brasil, Flávia estreia a continuação, agora via Streaming, de seu espetáculo: Faça Mais Sobre Isso, dirigido Kuka Annunciato e Pedro Garrafa.

Segundo Flávia, “o primeiro passo é reconhecer o desejo de mudar e o segundo é agir, de fato, em busca dessa mudança”. A personagem central do espetáculo Doutora Laura está de volta, mas, dessa vez, falando sobre fazer. A terapeuta interpretada por Flávia traz para o público suas questões pessoais e também de seus pacientes. 

“Entre o querer fazer e o já fiz existe um caminho longo a percorrer e é normalmente nele que nos perdemos, estagnamos, desistimos, encontramos uma desculpa para não agir. Neste novo momento, a personagem tem filhos adolescentes e enfrenta outras questões como mãe, tal como ter que conviver com a primeira namorada do filho, que no primeiro espetáculo, era uma criança”, conta Flávia. 

Já em fase de ensaio, o processo da peça foi interrompido por conta da pandemia do novo Coronavírus. A equipe criativa resolveu que era hora de retomar, mesmo que de forma online, o assunto tão necessário. Então, tudo foi adaptado. “Trata-se de uma outra linguagem, um teatro audiovisual, marcando uma nova era de expressão artística. É preciso seguir, criar e inventar novos caminhos para que possamos alimentar a alma. O Teatro não vai morrer e nem ser substituído. Mas enquanto ele dorme, sonhamos que voamos com as asas da tecnologia”, comentam Flávia, Kuka e Pedro. 

Ficha técnica:
Texto:
Flávia Garrafa
Direção: Pedro Garrafa
Co-direção: Kuka Annunciato
Elenco: Flávia Garrafa
Iluminador: Pedro Garrafa
Figurino: Flávia Garrafa
Produção e comunicação visual: Elemento Cultural
Fotógrafos: Fernanda Bianco e Guilherme Maturo
Comunicação visual: Elemento Cultural
Operação de vídeos: Cássio Rotschild

Serviço:
De 13 de setembro a 4 de outubro
Domingos, às 19h
Duração: 59 minutos
Classificação Indicativa: 10 anos
Capacidade: 80 pessoas
Ingressos: R$ 40 a R$ 60
Vendas: https://www.sympla.com.br/facamaissobreisso

.: Lançamento: "Na curva do S: Histórias da Rocinha", de Edu Carvalho

Com a sensibilidade de quem conhece a Rocinha por dentro, Edu Carvalho captura os efeitos da pandemia na maior comunidade do Brasil neste novo volume da coleção "2020 - Ensaios Sobre a Pandemia". Nos doze contos de "Na Curva do S: Histórias da Rocinha", o jornalista narra os abalos causados pelo vírus, mas também os momentos de beleza que permanecem apesar de tudo.

Criada e produzida durante a pandemia de covid-19, a coleção "2020" reúne autores e autoras que se dedicaram a refletir e a provocar o pensamento em livros breves, atuais e contundentes. "Na Curva do S: Histórias da Rocinha", de Edu Carvalho, é uma visão íntima da Rocinha em 12 contos que mostram, com sensibilidade e olhar aguçado, a vida na comunidade sob a pandemia.

Na quinta-feira, dia 17, às 18h30, o autor Edu Carvalho participa de um bate-papo sobre o livro "Na Curva do S: Histórias da Rocinha", com mediação do jornalista Manoel Soares. O público pode assistir no canal da Todavia, no Youtube. 


Você pode comprar "Na Curva do S: Histórias da Rocinha" neste link.


.: Entrevista: "Maquiavel era um cara legal", diz autor José Paulo Lanyi


Peça sobre o polêmico pensador italiano será encenada no país depois da pandemia.

O filósofo, diplomata e dramaturgo Nicolau Maquiavel (1469-1527) deu origem a termos que viraram verbetes e são muito citados quando se quer dizer que alguém engana, mente e se utiliza de golpes baixos para alcançar seus objetivos. Uma pessoa que trai e mata para atingir as suas metas, quaisquer que sejam elas, é "maquiavélica" e lança mão de recursos do "maquiavelismo". 

O escritor e jornalista José Paulo Lanyi discorda do uso indiscriminado dessas qualificações. "Maquiavel era um cara legal. Ele era um republicano leal e direto. Tinha ideias democráticas e repudiava a corrupção",  diz o autor da peça "Maquiavel, O Homem por Trás do Mal", texto recém-publicado na Amazon e dedicado ao professor italiano Maurizio Viroli, de Princeton, um dos maiores especialistas na vida e na obra do controvertido pensador florentino.

Na entrevista a seguir, Lanyi, vencedor do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos por sua peça "Quando Dorme o Vilarejo", revela uma personagem muito diferente do que a maioria das pessoas imagina. 

Afinal, Maquiavel era ou não maquiavélico?
José Paulo Lanyi -
Maquiavel era um cidadão e servidor exemplar sob vários aspectos, um homem apaixonado pela política e pela sua pátria, Florença, e, de modo mais amplo, pela Itália. Como bom renascentista, ele se inspirou na Roma Antiga para refletir sobre as coisas do seu próprio tempo e extrair o melhor para que a península revivesse os seus dias de glória. Uma das maiores preocupações de Maquiavel era a fragilidade das cidades-estado, que considerava vulneráveis, como realmente eram, às invasões de povos estrangeiros, também chamados de bárbaros por ele e muitos outros italianos daqueles dias. Como diplomata de segundo escalão, mentia ou omitia em suas missões para proteger os interesses de Florença, o que os funcionários de outras cidades ou regiões também faziam. Isso era parte do jogo, como ainda é. Mas Maquiavel comentava com os seus amigos sobre essas mentiras, não se orgulhava delas, era uma pessoa sincera quando podia ser e até quando não podia, o que lhe custou a reputação, porque também costumava fazer e dizer à luz do dia o que outros faziam e diziam escondidos. Maquiavel era um cara legal. Ele era um republicano leal e direto. Tinha ideias democráticas e repudiava a corrupção. Quando os Médicis mandaram fazer uma devassa nas suas contas públicas, Florença não só não encontrou desvios como ainda teve que lhe devolver dinheiro.


Ditadores de várias épocas teriam "O Príncipe" como seu livro de cabeceira...
José Paulo Lanyi - Essa é a obra capital para entendermos a má reputação de Maquiavel, disseminada anos após a sua morte por religiosos da contrarreforma, sobretudo depois que "O Príncipe" foi incluído no "Index", a lista negra dos livros que a Igreja condenava. Maquiavel havia dedicado e encaminhado esses escritos a Lourenço II de Médici, Duque de Urbino, não tinha a intenção de que fossem publicados. Era uma tentativa sua de voltar à vida pública depois de ter caído em desgraça com a queda da República e também de conclamar os novos príncipes a retomarem as rédeas da Itália, unificá-la, salvá-la das garras dos estrangeiros que a escravizavam. Maquiavel apregoava nesses escritos uma série de ações que hoje soam questionáveis no terreno da moral, mas que ainda são presentes na relação entre os governos e que eram mais do que comuns naquela época. Ele entendia que Florença deveria agir como os seus inimigos, com a astúcia e a crueldade necessárias. Do contrário, seria derrotada, e seu povo, escravizado. O último capítulo de "O Príncipe" é claro quanto a isso e tem um título cristalino sobre as suas intenções: "Exortação para tomar a Itália e libertá-la das mãos dos bárbaros". É um apelo poético e desesperado para que um potentado faça o que tenha que fazer e salve a península da destruição e da barbárie. Maquiavel cortejou a atenção dessa família sumamente poderosa e autocrática, mas fez isso por pragmatismo. Suas convicções eram outras. Ele era republicano e tinha ideias democráticas. 


Maquiavel democrático não combina com o que muitos pensam sobre ele. 
José Paulo Lanyi - Porque não conhecem a sua vida e outros trabalhos seus, como os "Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio", obra da qual emerge um Maquiavel simpático à república, à participação popular, à necessidade do embate entre interesses de todas as camadas sociais. Maquiavel rejeitava a tirania, não suportava a dominação imposta por nobres e aristocratas, mas também não tinha ilusões sobre o povo, sabia das suas fraquezas, como as de qualquer outro grupo de seres humanos. Não à toa, ele dizia que para conhecer o caráter do povo é preciso ser príncipe, e que para entender o do príncipe é preciso ser do povo. Para ele, mais importante do que classificar as pessoas de acordo com a sua origem e a sua condição social era saber o que competia a cada um para fazer da sua terra um lugar melhor para viver.    


Como é o Maquiavel da sua peça?
José Paulo Lanyi - Muito próximo do que ele foi. Engraçado, dado a fazer piadas e a pregar peças, amoroso com a sua esposa Marietta, com seus filhos e amigos. Bom bebedor de vinho e jogador, um sujeito que adorava conversar com as pessoas mais simples e saber como elas viviam. Um artista sensível, um pensador realista e implacável. E infiel no casamento, fascinado pelas mulheres, como Bárbara Salutati, uma das suas amantes, muito mais jovem do que ele, que era atormentado por isso.


Quando a peça será encenada?   
José Paulo Lanyi - Tenho conversado com um amigo diretor que gostou do texto. Mas nós dois concluímos que é sábio e prudente aguardar o fim da pandemia para darmos os passos seguintes. Espero que possamos levar isso adiante depois da aplicação das vacinas. O que importa agora é a segurança de todas as pessoas. Na hora certa vamos ver essa obra no palco, em São Paulo e em outros estados. Por ora, é possível lê-la em versão eletrônica. É um bom começo para quem gosta de teatro, de história e de personagens fascinantes e complexas como Nicolau Maquiavel. Pode-se ler o texto e assistir à peça depois. No teatro ele ganhará outras cores, outra dimensão criativa.   


"Maquiavel, O Homem por Trás do Mal"
(texto teatral)
Autor:
José Paulo Lanyi.
Edição: Amazon - https://amzn.to/2Z9aiDs.
Formato: e-Book.
93 páginas.
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.: "Goats Head Soup", dos Rolling Stones, é relançado em multiformatos


Foto: Aubrey Powell

Outra joia premiada no catálogo do incomparável The Rolling Stones, o clássico “Goats Head Soup”, de 1973, restaurado à sua plena glória, será lançado hoje, dia 4 de setembro, em edições multiformato e deluxe. No Brasil, serão vendidos por meio da plataforma Umusic Store três modelos de camisetas, CD duplo, cassete e um kit contendo o vinil + bônus. O álbum digital já está disponível em todos os serviços de streaming e download.

A reedição continuou com o nunca antes lançado "Criss Cross", em 9 de julho, e o tão esperado lançamento da faixa inédita "Scarlet", um santo graal para qualquer devoto dos Stones, em 22 de julho. "Scarlet", gravada em outubro de 1974, apresenta Jimmy Page e Rick Grech ao lado de Mick e Keith. A faixa, que é tão contagiosa e raivosa como qualquer coisa que a banda gravou nesta era sagrada, foi aclamada como "uma peça fenomenal da história do rock" e foi direto para a A-List no Planet Rock, ficando mais de quatro semanas na playlist da BBC Radio 2 após o lançamento, no mês passado.

Uma terceira música recém-revelada, “All The Rage”, que tem um estilo pós- “Brown Sugar” e que, nas palavras da Revista MOJO, “é um rock requintado”, também é lançada hoje. As edições box set de “Goats Head Soup” também incluem “Brussels Affair”, o álbum ao vivo de 15 faixas, que foi gravado em um show memorável na Bélgica, na turnê de outono de 1973, que se seguiu ao lançamento do álbum no final de agosto. Este disco tão procurado, que foi mixado por Bob Clearmountain, estava disponível anteriormente apenas na série “oficial bootleg”, dos Rolling Stones, de gravações ao vivo em 2012.

Seu 11º álbum de estúdio no Reino Unido, gravado na Jamaica, Los Angeles e Londres como a última colaboração da banda com o produtor Jimmy Miller, “Goats Head Soup” veio na esteira do álbum duplo dos Stones, de 1972, “Exile On Main St”. Este novo álbum foi introduzido pelo single que se tornou uma de suas baladas mais enaltecidas, a infinitamente elegante “Angie”, completada por Mick Jagger e Keith Richards durante uma estadia dos compositores na Suíça. A canção de amor atemporal, apresentando o anseio vocal de Jagger e o belo piano de Nicky Hopkins, chegou ao topo das paradas nos Estados Unidos, onde foi Disco de Platina, e alcançou o primeiro lugar na Europa, Austrália e além.

Os muitos outros destaques do álbum incluem a abertura majestosa e vigorosa de "Dancing With Mr. D", as agitadas "100 Years Ago" e "Star Star", a graciosa "Winter" e a emocionante e divertida "Doo Doo Doo Doo Doo (Heartbreaker) ”, com a guitarra wah-wah de Mick Taylor. O vocal triste de Richards em “Coming Down Again” contou com o vigoroso saxofone de Bobby Keys.

Como comentou a Revista Clash, “Goats Head Soup”, de 1973, é “um álbum único que, sem dúvida, se destaca como um dos melhores da banda”. Quarenta e sete anos depois, as reedições expandidas de “Goats Head Soup” provam que isso ainda é verdade. E muito mais.

Você pode comprar “Goats Head Soup” neste link.

.: Detonautas lança "Micheque", sátira aos cheques na conta da primeira-dama


Lançada nesta sexta-feira, dia 4 de setembro, "Micheque" é a nova música do Detonautas Roque Clube. A banda satiriza acontecimento político recente que envolveu a primeira-dama Michele Bolsonaro. O single ganhou lyric vídeo repleto de referencias e conta com a participação do humorista Marcelo Adnet, que empresta sua voz em uma imitação do Presidente Jair Bolsonaro. 

Quando a música do Detonautas Roque Clube faz o papel crítico e social com a chegada de mais um single nas plataformas digitais, “Micheque” (Tico Santa Cruz / DRC). A nova música chega em setembro pela Sony Music e faz contundente sátira sobre o recente episódio da política brasileira – o envolvimento de Michelle Bolsonaro com os R$ 89 mil em cheques depositados por Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama. 

Notícia amplamente divulgada e também satirizada nas redes sociais de todo o país. “Micheque” conta com a participação do ator Marcelo Adnet, com áudio de uma imitação do humorista com uma fala do Presidente Jair Bolsonaro. “Todos temos o benefício da dúvida. Somos inocentes até que se prove o contrário. A música é um questionamento a respeito de uma questão importante. Como foi que esse dinheiro entrou na conta de uma pessoa tão próxima ao Presidente. Basta que ele responda e acabam as especulações", reflete Tico Santa Cruz. A capa do single “Micheque” é assinada pela equipe da Sony Music Brasil. Abaixo, letra da música.

Letra de "Micheque":

"Hey Michelle, conta aqui pra nós,
a grana que entrou na sua conta é do Queiroz?
Hey capitão, como isso aconteceu?

Levanta a mão pro alto e agradeça muito a Deus.
Zero 1 é Willy Wonka
Zero 2 é bananinha
Zero 3 Tonho da Lua, que comanda a turminha.
Passa o dia conspirando, arrumando confusão...
mas é tudo gente boa, gente de bom coração...

Hey Michelle, conta aqui pra nós
A grana que entrou na sua conta é do Queiroz?
Hey capitão, o que foi que aconteceu?

Levante a mão pro alto e agradeça muito a Deus!
Se liga rapá, quem tu tá pensando que enganou?
Agora vem cá e mostra tudo que você pregou.
Porque eu sei lá, quando a gente passa alguém pra trás e fica impunemente sempre se arriscando mais!

O risco é maior e a ganância toma tudo então, e quanto mais tem mais se sente o dono da situação, só que comigo não, nunca me enganou, então responde logo como que essa grana aí entrou."

Lyric video de "Micheque"


.: Diário de uma boneca de plástico: 4 de setembro de 2020

 

Querido diário,

Esqueci de anotar aqui, mas na última segunda-feira, eu e maridão esticamos até o BK de Dollywood World, pois tínhamos alguns boletos extras para pagar. Pois é... estamos ainda em plena pandemia, mas não tínhamos outra opção. E mesmo quando todas as nossas contas estão pagas, damos até um jeitinho de criar novos boletos. Pagamos os três boletinhos.

Diante do BK há um Mc Donald's e, na parede, um porta álcool em gel. Assim que me posicionei na máquina de refri, do BK, olhei para frente e vi que alguém havia esquecido em cima do  pote de plástico de tampa cinza e corpo em acrílico transparente repleto de álcool-gel, do famoso Méqui: um guarda-chuvas.

Comentei com maridão o que havia visto e sugeri pegá-lo para deixar com uma atendente do estabelecimento. Eis que pelo sim e pelo não, o sim de entregá-lo e o não de deixar ali para que talvez o dono retornasse... uma mulher o pegou sorrateiramente.

Ela olhou para os lados e viu que eu vi. Ela me encarou enquanto andou para o lado oposto. Sabia que eu vi o que aconteceu.

Agora, fica a dúvida... era a dona do guarda-chuvas ou não? Com essa dúvida, sei que ficarei para todo o sempre.

Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,

Donatella Fisherburg

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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

.: #ResenhaRápida: Leandro Hassum em uma entrevista reveladora e exclusiva


Por Helder Moraes Miranda e Mary Ellen Farias dos Santos, editores do Resenhando. Foto: divulgação

O ator Leandro Hassum que estava em cartaz com o seu stand-up comedy, “Leandro Hassum Show”, antes da pandemia, readaptou seu espetáculo para o novo normal e se apresentará, pela primeira vez, em um drive-in. A peça já passou pelos principais teatros do Brasil e também nos EUA, Canadá e Japão. A atração está prevista para a próxima sexta-feira,4, às 21h30, no Go Dream, drive-in que está no Estádio do Pacaembu. As vendas acontecem por este link: https://www.godreambrasil.com.br/cidades/sao-paulo/leandro-hassum.

#ResenhaRápida com Leandro Hassum

Nome completo: Leandro Hassum Moreira.
Apelidos: Hassum ou Lele.
Data de nascimento: 26 de setembro de 1973.
Altura: 1,80m.
Qualidade: dedicação.
Defeito: ansiedade.
Signo: libra.
Ascendente: menor ideia.
Uma mania: não passar sal na mesa.
Religião: Deus.
Time: América.
Amor: família.
Sexo: gosto muito.
Mulher bonita: minha mulher.
Homem bonito: Cauã Reymond.
Família é: meu combustível.
Ídolo: Chico Anysio.
Inspiração: Chico Anysio.
Arte é: fundamental.
Brasil: minha casa pra sempre.
Fé: Deus.
Deus é: sábio.
Política é: o melhor pro meu país.
Hobby: golfe.
Lugar: Paris.
O que não pode faltar na geladeira: leite condensado.
Prato predileto: cozido.
Sobremesa: pudim de leite.
Fruta: banana.
Bebida favorita: vinho tinto.
Cor favorita: azul.
Medo de: avião.
Uma peça de teatro: "O Mistério de Irma Vap", escrita por Charles Ludlam.
Um show: Lulu Santos.
Um ator: Tony Ramos.
Uma atriz: Fernanda Montenegro.
Um cantor: Rod Stewart.
Uma cantora: Lady Gaga.
Um escritor: Luis Fernando Verissimo.
Uma escritora: Clarice Lispector.
Um filme: "Um Lugar Chamado Notting Hill".
Um livro: "O Menino do Pijama Listrado", de John Boyne. 
Uma música: "Sultans of Swing", de Dire Straits.
Um disco: Dire Straits.
Um personagem: Tino de "Até que a Sorte nos Separe".
Uma novela: "A Próxima Vítima", de Silvio de Abreu.
Uma série: "Breaking Bad".
Um programa de TV: "Os Caras de Pau".
Uma saudade: Chico Anysio.
Algo que me irrita: estrelismo.
Algo que me deixa feliz é: humildade.
Uma lembrança querida: o nascimento da Pietra.
Um arrependimento: nunca me arrependo, apenas aprendo.
Quem levaria para uma ilha deserta? Minha mulher e minha filha, mas minha filha pediria pra ir embora no segundo dia.. (risos).
Se pudesse ressuscitar qualquer pessoa do mundo quem seria? Chico Anysio.
Se pudesse fazer uma pergunta a qualquer pessoa do mundo a quem seria? Deus.
Não abro mão de: honestidade.
Do que abro mão: falsidade.
Um talento oculto: fazer escultura de massa.
Você tem fome de quê? Palco.
Você tem nojo de quê? Hipocrisia.
Se tivesse que ser um bicho, eu seria: leão.
Um sonho: ver minha filha realizada.
Televisão em uma palavra: povo.
Humor em uma palavra: popular.
O que seria se não fosse ator: arquiteto.
Ser ator é: tudo.
Ser humorista é: presente de Deus.
Ser gordo é: “fui” feliz.
Ser magro é: “sou” feliz.
Ser homem, hoje, é: ser gentil.  
Escolha uma hashtag para marcar suas fotos pelo resto da vida: #familiaamoreterno.
Palavra favorita: coragem.
Leandro Hassum por Leandro Hassum: sou fruto das minhas escolhas.
 

.: Edição especial de "A Força do Querer" estreia dia 21 em horário nobre


Bibi Perigosa, uma das protagonistas de "A Força do Querer", está entre as personagens mais marcantes de Juliana Paes. Foto: Globo/Marilia Cabral

Em um mundo com tantas possibilidades e tão diverso, encontramos algo que é comum a todos: os sonhos. Nesse cenário, onde os mesmo quereres também são múltiplos, somos desafiados a todo momento a fazer escolhas. Até onde os nossos desejos devem ir para não magoar o outro? É o desafio da convivência humana. Esse é o dilema que se apresenta em "A Força do Querer", novela de Gloria Perez, com direção artística de Rogério Gomes, trama que estreia em edição especial no próximo dia 21 de setembro. Os caminhos de diferentes personagens se cruzam e eles são levados ao limite num percurso em que a força do querer de um afeta a força do querer do outro. 

Um dos pontos centrais dessa trama é Bibi (Juliana Paes), uma mulher que acredita fortemente na paixão, na adrenalina, na intensidade que hipnotiza e faz com que a pessoa amada seja objeto de todo o desejo e atenção. No começo da história, ela está noiva de Caio (Rodrigo Lombardi), que conheceu na faculdade de Direito. Bibi o ama, mas não entende a maneira dele amar. Caio vive uma fase profissional promissora e precisa dedicar mais tempo ao trabalho. Bibi não compreende o momento do noivo, reclama que tem ido a todos os eventos sociais sozinha e, durante uma discussão, termina o relacionamento alegando falta de paixão. A futura advogada troca o conforto material e o amor estável que tinha com Caio para viver a paixão que tanto procura com Rubinho (Emílio Dantas), um estudante de química que trabalha como garçom. Arrasado, Caio decide ir para os Estados Unidos reconstruir a vida.

Jeiza (Paolla Oliveira), outra força da natureza, é durona e cheia de garra. Ama o trabalho no Batalhão de Ações com Cães e também sonha se tornar lutadora de MMA. Jeiza quer conquistar os ringues e mostrar que mulher pode fazer o que quiser. Filha de Cândida (Gisele Fróes), ela é feminina, gosta de se produzir, mas seu comportamento em relação aos homens se difere da maioria das mulheres de seu bairro. Inclusive da própria mãe, que vive atrás de arranjar namorado e acaba se relacionando com tipos que não a valorizam.

Jeiza não aceita domínio de namorado algum, principalmente quando envolve sua profissão. E não gosta que a defendam de situações difíceis, como uma cantada mais atrevida, por exemplo. É ela quem sempre dá as cartas nas suas relações, e não é diferente quando ela conhece Zeca (Marco Pigossi). Aos poucos, Jeiza e Zeca se aproximam e ficam amigos. Da amizade, surge uma grande paixão. Paixão que será sempre marcada pelo temperamento forte dos dois e pelo sentimento de Zeca por Ritinha (Isis Valverde), que por mais que ele tente, não consegue apagar completamente de dentro dele.   

A história de Ritinha e Zeca, mostrada logo no início da novela, vai desencadear, aliás, muitos dos conflitos da trama. Os dois jovens vivem em Parazinho, no Pará, e têm um relacionamento desde a adolescência. Porém, enquanto Zeca quer um futuro estável, seguindo sua vida como caminhoneiro, Ritinha vive a euforia da juventude e quer experimentar tudo, conhecer outros lugares e aproveitar tudo o que a vida tem a oferecer. Por isso, quando conhece Ruy (Fiuk), um “estrangeiro” que vive no Rio de Janeiro, não pensa duas vezes e vê nele a oportunidade que ela tanto buscava de ir embora dali. Esse encontro vai mudar para sempre o destino de Ritinha e dar início à saga de Zeca para esquecê-la.

"A Força do Querer" é uma novela de Gloria Perez, com direção artística de Rogério Gomes, direção geral de Pedro Vasconcelos e direção de Davi Lacerda, Luciana Oliveira, Claudio Boeckel, Roberta Richard e Fábio Strazzer.


.: Xuxa revira baú para escolher fotos para o livro "Memórias"


Na imagem, a apresentadora aparece, durante uma madrugada, selecionando algumas delas. Foto: Blad Meneghel/ divulgação

Além de escrever seu novo livro, "Memórias", que está em pré-venda neste link, Xuxa fez questão de separar fotos - muitas delas inéditas - de seu baú para ilustrar a obra. Na imagem, a apresentadora aparece, durante uma madrugada, selecionando algumas delas. "Memórias", que será lançado pela Globo Livros, terá mais de 100 fotos. Xuxa doará seus royalties para a Aldeia Nissi (Angola) e para santuários que resgatam animais de maus-tratos no Brasil. A capa também foi concebida pela apresentadora.

No livro, Xuxa não se esconde: conta desde a infância - e os terríveis abusos que sofreu -, namoros famosos (como Pelé e Ayrton Senna), o estouro na Globo com o "Xou da Xuxa", as polêmicas, além de seu ativismo pela causa animal e pelos direitos das crianças, o nascimento de Sasha, até chegar aos dias atuais.

Xuxa escreve sem meias palavras e de coração aberto. As páginas serão repletas de fatos, impressões, sentimentos. E mostra que nem tudo é glamour na vida de uma estrela de sua magnitude: ela fala de perdas e do trabalho árduo para chegar onde está. "Cada indivíduo é único. E só posso contar o que eu vivi. O que eu penso. Quem eu sou. E quais as graças que tive em minha trajetória até aqui. Não tenho terapeuta, então quem sabe essas próximas linhas não sirvam também como uma terapia?", diz ela, logo no começo da obra.

Rita Lee, primeira pessoa a ler as memórias de Xuxa, destacou justamente a honestidade da apresentadora: "Ler as memórias de Xuxa é como assistir a um filme sobre uma atriz hollywoodiana que começou ralando na vida e quis o destino que se tornasse uma deusa superstar. Conhecendo os pormenores de suas aventuras, que, aliás, escreve com coragem e honestidade, entendo melhor essa mulher estonteantemente bela e os momentos nem sempre fáceis pelos quais passou", diz a rainha do rock em um trecho do texto que escreveu para a orelha da capa da obra.

Com o livro já em fase de produção, Xuxa agora se dedica aos infantis, que também lançará pela Globo Livros, no selo Globinho.




.: Entrevista com Carolina Dieckmann: "Com a Camila entendi o que é ser atriz"


Em entrevista, Carolina Dieckmann fala sobre o trabalho na novela que transformou sua carreira, de volta dia 7 no "Vale a Pena Ver de Novo". Foto: 
Globo/Estevam Avellar

Interpretar a estudante Camila mudou para sempre a vida de Carolina Dieckmann. Quando começou a gravar "Laços de Família", com 21 anos de idade, ela precisava lidar com a responsabilidade de protagonizar uma novela em horário nobre, interpretando uma personagem escrita especialmente para ela por Manoel Carlos. Como se não bastasse, foi seu primeiro trabalho após o nascimento do filho Davi e, além da angústia de se separar do bebê para trabalhar, tinha dúvidas se a carreira de atriz era realmente o que queria seguir como profissão. 

Até que Camila viveu momentos intensos ao enfrentar um câncer e transformou a vida de sua intérprete. "'Laços de Família' veio como um chamado para eu me reconectar com a profissão de uma maneira muito forte. E para mim foi definitivo. Foi ali que entendi o que é ser uma atriz. Será uma grande alegria rever a novela e tentar identificar os sentimentos que estão presentes na minha atuação. Vai ser muito interessante acompanhar essa trajetória", acredita Carolina.

Na entrevista abaixo, a atriz relembra o processo de construção da personagem, a convivência com o elenco, as lembranças das gravações - principalmente do momento em que a personagem teve a cabeça raspada, cena que entrou para rol dos momentos mais antológicos da televisão brasileira - e o isolamento social nos Estados Unidos. De volta a partir do dia 7 de setembro no "Vale a Pena Ver de Novo", "Laços de Família" é escrita por Manoel Carlos, com direção geral e de núcleo de Ricardo Waddington.


Quais sentimentos a notícia da exibição de "Laços de Família" despertaram em você?
Carolina Dieckmann -
Muitos sentimentos bons. É uma novela que me traz diversas lembranças fortes, de um momento em que eu estava escolhendo essa profissão. Embora já tivesse feito alguns trabalhos como atriz, eu tinha acabado de ter o meu primeiro filho, estava cheia de dúvidas e questionamentos, tentando entender o que eu ia querer fazer dali em diante e "Laços de Família" veio como um chamado para eu realmente me reconectar com a profissão de uma maneira muito forte. E para mim foi definitivo. Foi ali que eu entendi o que é ser uma atriz. Entendi o ofício, o tamanho da entrega, foi esse o trabalho que me apresentou à profissão como algo que eu estava escolhendo fazer.  Até ali eu me sentia escolhida, porque tinha passado em testes, eu não tinha tanta consciência do que era a profissão. Será uma grande alegria rever a novela e tentar identificar os sentimentos que estão presentes na minha atuação. Vai ser muito interessante acompanhar essa trajetória.

Como foi o processo de construção da Camila, principalmente para o momento em que ela fica doente?
Carolina Dieckmann - O processo de construção da Camila vai muito de encontro ao universo do Maneco (Manoel Carlos), a ambientação no Leblon que é muito forte nas novelas dele, e o universo de uma jovem criada nesse bairro nobre da Zona Sul do Rio, que estuda do exterior.  Um universo muito particular que não fazia parte da minha vida e precisei entender. Eu fui criada em Santa Teresa, no Centro do Rio, em outro contexto, comecei a trabalhar muito cedo, enfim, a Camila era diferente de mim nesse sentido e com o universo ao redor muito distinto, muito particular, que é o da da Zona Sul carioca. Ela teve um amadurecimento durante a trama até o momento em que fica doente, é um personagem com um arco dramático muito forte, onde acontecem muitas situações, e ela vai se transformando significativamente. Ficou muito presente o amadurecimento da Camila e a diferença gritante de como ela começa e como termina a novela.


A quais fatores atribui o sucesso da novela e da sua personagem?
Carolina Dieckmann - Eu acho que as novelas do Maneco sempre tiveram muito sucesso porque falam do cotidiano de uma maneira muito íntima, simples e fácil de identificar. Essa crônica do dia a dia é irresistível. E falando dessa novela especificamente, acho que o drama da doença da minha personagem de fato é muito forte, mas a abordagem da trama sobre uma mãe e uma filha que se apaixonam pela mesma pessoa era muito interessante, e as tramas paralelas, como a da Capitu (Giovanna Antonelli) e da Íris (Deborah Secco), também eram muito intensas e deliciosas de acompanhar.


Quais as principais lembranças que guarda do período de gravações?
Carolina Dieckmann - O que ficou mais marcado na minha lembrança é que todo tempo que eu estava no ambiente de gravação alguma coisa estava acontecendo, porque muitas vezes esperamos bastante tempo para gravar. As lembranças que eu tenho de 'Laços de Família' são de um aproveitamento do tempo muito grande. Como eu deixava o meu filho em casa, eu queria que o tempo que eu ficasse fora fosse muito aproveitado. Então eu estudava muito, passava as cenas várias vezes, estudava sobre pessoas com câncer. Era muita novidade, muita responsabilidade e tinha um desejo muito grande de ocupar intimamente o meu tempo com coisas que fizessem sentido para mim. 

A cena mais marcante para você foi realmente a que a Camila raspa a cabeça? Ou Tiveram outras que você guarda com mais carinho na memória?
Carolina Dieckmann - A cena mais marcante com certeza é a que ela raspa a cabeça. Foi a cena que veio logo depois de uma cena também muito marcante, quando cortaram o meu cabelo por dentro para parecer que eu estava perdendo cabelo. Essas duas cenas foram um rito de passagem. Foi quando a personagem entrou de uma maneira física em mim, ali eu encontrei fisicamente com a Camila. Eu sinto que ela estava mais forte do que nunca, e isso passou para cena, não fui só eu que senti. Acho que todo mundo que vê a cena identifica que tem ali um encontro físico da personagem com a atriz.

Como era a relação e a troca com o elenco com quem você mais contracenava? 
Carolina Dieckmann - Minha relação com a Vera (Fischer) e o Giane (Reynaldo Gianecchini) era muito incrível. Com o Giane porque ele estava fazendo a primeira novela e tudo era novidade, e ele estava muito entregue e comprometido com tudo, era muito estudioso, e a Vera aquela atriz exuberante, linda e generosa demais. Tive uma troca muito intensa com os dois.


Como foi o retorno do público na época da novela? No início algumas pessoas resistiam à Camila por ter ficado com o namorado da mãe.
Carolina Dieckmann - O começo da novela para mim foi muito impactante. As pessoas logo começaram a me odiar, e a internet estava ganhando muita força naquela época. Existiam sites de pessoas dizendo que odiavam a Camila e nas ruas brigavam comigo. Isso foi muito forte e depois que eu fiquei doente foi ainda mais forte por um outro lado. As pessoas olhavam para mim e me abraçavam, choravam, ainda mais quando fiquei careca. Elas vinham falar de pessoas da família que estavam com câncer, a troca nessa novela foi a mais intensa de todas as novelas que eu fiz.

O que mais te atraiu na personalidade controversa da Camila?
Carolina Dieckmann - A Camila entra em um embate muito forte com a mãe por ter se apaixonado pelo namorado dela e tenta dar conta daquilo tudo, e depois vem a doença, que passa a ser a protagonista da vida dela. O que mais me atraiu na Camila foi essa dualidade de ser uma menina com tantos conflitos, aparentemente frágil, e que vai encontrando uma força interior enorme para enfrentar sua dor. 

Como está sua vida nos Estados Unidos? Continua em isolamento social?
Carolina Dieckmann - É o primeiro momento desde que comecei a passar algumas temporadas nos Estados Unidos que eu não sinto que estou fora do Brasil. Sigo firme no isolamento, então, não faz muita diferença onde estou. Estou em casa como todo mundo que pode estar e sinto que o grande aprendizado é reaprender a viver sob novas condições, e isso vai desde as coisas mais simples, como colocar uma máscara, lavar as mãos até a entender as necessidades reais que a gente tem. Quais são os desejos que temos e como isso tudo precisa ser modificado e aprimorado. Acho que o grande aprendizado é adaptar-se a uma realidade que talvez não seja tão passageira na humanidade. Estamos todos aprendendo muita coisa com tudo isso.

.: Entrevista com Deborah Secco: "A Íris mudou a minha vida"


Em entrevista, Deborah Secco fala sobre o trabalho que alavancou sua carreira, de volta dia 7 de setembro no "Vale a Pena Ver de Novo". Foto: 
Globo/Sergio Zalis

Quando foi convidada para interpretar a espevitada Íris em "Laços de Família", Deborah Secco já trilhava um caminho bem-sucedido na TV. Começou na profissão ainda criança, e fez sucesso numa novela em horário nobre, "Suave Veneno", em 1999. A trama de Manoel Carlos, em 2000, foi um grande marco. "A Íris foi uma personagem onde eu pude trabalhar muitas nuances. Ela vivia uma mistura de sentimentos, e isso é muito rico para o trabalho do ator. O processo de criação foi um dos mais profundos da minha vida", conta Deborah.

Na entrevista abaixo, a atriz relembra o intenso processo de construção da personagem, os sentimentos que a reprise desperta, as principais lembranças que ficaram do trabalho e a personalidade da menina que mexeu com os ânimos do público. De volta a partir do dia 7 de setembro no "Vale a Pena Ver de Novo", "Laços de Família" é escrita por Manoel Carlos, com direção geral e de núcleo de Ricardo Waddington.


Quais sentimentos a notícia da exibição de Laços de Família no Vale a Pena Ver de Novo despertou em você?
Deborah Secco -
Fiquei muito feliz em poder reviver "Laços de Família", uma das maiores alegrias que tive na profissão. A Íris mudou a minha vida. Ela foi o primeiro personagem popular da minha carreira. Muitos a adoravam, mas tinha muita gente que a odiava também. Eu mal conseguia sair na rua, o que para mim era maravilhoso. Sinal de que o trabalho que eu estava fazendo estava indo para um caminho legal. Nunca imaginei que ela seria tão lembrada 20 anos depois.


A que atribui o sucesso da personagem?
Deborah Secco - Atribuo o sucesso da Íris a ela ser muito humana. Uma pessoa com qualidades e defeitos, ao mesmo tempo em que em algumas atitudes ela era cruel.  Foi uma personagem onde eu pude trabalhar muitas nuances. Ela tinha uma mistura de sentimentos. Invejosa em alguns momentos, em outros, generosa. Muito apaixonada pela família. Era aquela pessoa que ninguém ama, todo mundo aceita. Quando o pai e a mãe morrem ela vai morar de favor com a irmã, ninguém tem por ela uma afeição genuína de família. Acho que isso tocou muito o público e fez com que ela não virasse só uma vilã.


Como foi o processo de construção da Íris?
Deborah Secco - O processo de criação foi um dos mais profundos da minha vida, tentar entender a maneira de pensar e os sentimentos dessa menina... Eu lembro que fiz diversos textos sobre a vida da Íris, recortes e colagens sobre como eu achava que ela era. Participei da construção do figurino, sugeri o macacão, as chiquinhas... Eu achava que ela tinha aquele universo infantil de quem cresce longe da cidade grande.


Quais as principais lembranças que guarda do período de gravação?
Deborah Secco - Foi um período maravilhoso, uma das melhores novelas que eu já fiz. Era um elenco e uma equipe muito unida. O elenco virou uma família como no título da novela. Todo mundo era muito junto, muito amigo. Somos próximos até hoje. 


Tem alguma cena que te marcou mais?
Deborah Secco - Várias cenas me marcaram. Lembro muito da primeira cena que gravei da novela, no interior do Rio Grande do Sul. Eu já começava em cima de um cavalo, e nunca tinha praticado andar a cavalo.


Relembre um pouco a trajetória e personalidade da personagem. O que mais te atraía nela?
Deborah Secco - O que mais me atraía era a dualidade da Íris, não saber o que esperar dela. Ela começa a trama no interior do Sul do Brasil com a família, até que o pai morre. Ela é louca para morar no Rio de Janeiro, e vai para a casa da irmã. Depois descobre que a Camila (Carolina Dieckmann) quer roubar o namorado da mãe, e fica louca com isso, passa a odiar a sobrinha para proteger a irmã. Foi uma trajetória muito interessante. O Maneco traz nas suas novelas essa simples complexidade das relações humanas que é incrível. Tenho eterna gratidão a ele e ao diretor Ricardo Waddington por terem me dado a oportunidade de viver uma personagem tão intensa como a Íris.

.: Diário de uma boneca de plástico: 3 de setembro de 2020

Querido diário,

O seu nome é simples e fácil: diário. Será que alguém o escreve -ou escreveu- errado?!

Bem, o que você não sabe é que em nome do desinteresse e de fazer tudo correndinho -de qualquer jeito- as pessoas escrevem os nomes dos outros de modo errado -e que se dane. Mesmo tendo em mãos o R.G. da pessoa em questão.

A minha dona é rainha nisso. Pois é... insistem em colocar um "H" inexistente no nome dela, antes do E, que, por sua vez, é um nome duplo: Mary Ellen. Fora que volta e meia, escrevem grudado o nome duplo, mas até que não a irrita tanto -mas irrita um pouco.

Contudo, já aconteceu algo similar com a vó dela: Aurora. Ela estava num postinho de saúde, aguardando ser atendida quando percebeu que a pessoa que chegou após ela, ser chamada e ela, não. A verdade é que a deixaram de lado, pois não encontravam a ficha dela. Seria preciso um novo registro, daí a demora. 

Após muita falação, uma atendente se atentou à letra de quem fez a ficha dela e... haviam enfeitado tanto a escrita do nome Aurora que alguém colocou a ficha dela no separador "O" e não no "A".

Você conhece alguma Orora?! Eu, não! kkkkkk

Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,

Donatella Fisherburg

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