sábado, 14 de fevereiro de 2026

.: Carolina Maria de Jesus: do Sambódromo às telas de cinema


Um dos nomes mais celebrados da literatura brasileira será homenageada pela Unidos da Tijuca e ganha filme inspirado no livro "Quarto de Despejo: Diário de Uma Favelada". Foto: João Wesley

Carolina Maria de Jesus, uma das principais escritoras brasileiras, será homenageada em dose dupla ao longo de 2026: com o longa "Carolina - Quarto de Despejo" que tem previsão de estreia para o segundo semestre, e com o enredo “Carolina Maria de Jesus", da Unidos da Tijuca, que vai ocupar a Marquês de Sapucaí durante o Carnaval do Rio de Janeiro. Mineira, apelidada de Bitita, ela ganhou fama mundial em 1960, com a publicação de seu livro "Quarto de Despejo: Diário de Uma Favelada", em que narra com autenticidade e força poética a vida na favela do Canindé, em São Paulo.

Maria Gal, protagonista do filme "Carolina: Quarto de Despejo", marcou presença no Baile da Vogue, neste sábado, no Rio de Janeiro. A atriz, que interpreta Carolina no longa e que vai atravessar o Sambódromo como escritora com a Unidos da Tijuca, escolheu um vestido feito exclusivamente para o evento e que é estampado com matérias sobre Carolina. Assinado pela estilista Agatha Lacerda, a roupa reforça a relevância e importância da escritora no cenário cultural. Com apenas dois anos de educação formal, a autora vendeu mais de três milhões de exemplares, teve sua obra traduzida para 14 idiomas e se tornou a primeira escritora negra brasileira a alcançar reconhecimento internacional.


Do set ao Sambódromo
A Unidos da Tijuca vai contar a história de Carolina Maria de Jesus no Sambódromo este ano. Com o desfile no dia 16 de fevereiro, a escola é a quarta a entrar na avenida e vai passar pelas diferentes fases da história da escritora. Maria Gal será destaque na abertura do desfile, interpretando a própria Carolina, com o mesmo figurino que usou durante as filmagens do longa. A atriz vai atravessar o Sambódromo ao lado do presidente da escola Fernando Horta, que estará caracterizado como Dr. Eurípedes Barsanulfo, médico espírita, que profetizou que Carolina seria poetisa quando ela tinha apenas 4 anos.

“O convite para fazer parte do desfile começou através da Fernanda Felisberto, historiadora que contribui com a Unidos da Tijuca. Ela sabia que eu estava com o projeto do filme e me apresentou aos integrantes da escola, e foi amor à primeira vista”, brinca Maria Gal. Ela explica que estava fora do país quando soube que o enredo sobre a vida de Carolina seria anunciado como a escolha da escola, mas a sua data de volta coincidia com a véspera deste evento, então, no final, conseguiu estar presente e viu de perto a euforia dos componentes com a decisão.  

O enredo intitulado "Carolina Maria de Jesus" é dividido em cinco capítulos, que correspondem à infância, ao começo da juventude e vida adulta, à mudança para São Paulo e o baque ao se ver marginalizada na Favela do Canindé, ao dia a dia e os registros escritos em seus diários e à força da sua imagem retinta que apontou para outros horizontes. O samba-enredo oficial é de autoria de Lico Monteiro, Samir Trindade, Leandro Thomaz, Marcelo Adnet, Marcelo Leopiane, Telmo Augusto, Gigi da Estiva e Juca. O carnavalesco responsável é Edson Pereira, com consultoria de Fernanda Felisberto e pesquisa de enredo de Gabriel Melo.


Sobre o filme ‘Carolina - Quarto de Despejo’  (Título provisório)
Dirigido por Jeferson De, com roteiro de Maíra Oliveira e produção de Clélia Bessa, o longa é uma adaptação do livro "Quarto de Despejo: Diário de Uma Favelada" e explora aspectos menos conhecidos da autora: o afeto, os desejos, a vaidade, a maternidade e sua consciência política. A narrativa utiliza trechos de seus diários como base de uma trama mais complexa. Não se trata de biografia. O recorte vai do momento da escrita do livro até sua publicação.

Protagonizado por Maria Gal, que dá vida a Carolina Maria de Jesus, a produção conta ainda com Raphael Logam, Clayton Nascimento, Liza Del Dala, Carla Cristina Cardoso, Ju Colombo, Caio Manhente, Jack Berraquero, Fabio Assunção, Alan Rocha, Thawan Lucas e grande elenco. O filme é uma produção da Move Maria, Raccord Produções e Buda Filmes, com coprodução da Globo Filmes e distribuição da Elo Studios.

As gravações aconteceram no Rio de Janeiro, em novembro e dezembro de 2025 em locações como na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no bairro do Recreio dos Bandeirantes, e nos Estúdios Quanta Rio de Janeiro, onde a equipe de arte, liderada por Billy Castilho, reproduziu a Favela do Canindé dos anos 1950 em um cenário de mais de 400m². Além do minucioso trabalho de arte, o cenário também contou com dois painéis de led com 12x5cm e 4x3cm, que estamparam ora o horizonte de São Paulo, ora uma outra perspectiva da favela do Canindé e ajudaram a dar profundidade e ainda mais realismo ao cenário. Juntos, a favela e os telões de LED ocuparam mais de 700m².


O início
Em 2014, Maria Gal comprou os direitos do livro "Quarto de Despejo: Diário de Uma Favelada" e, desde então, se aproximou de Vera Eunice, filha da escritora, com o desejo de fazer outros projetos sobre Carolina. Em 2019, Gal e Clélia Bessa, da Raccord Filmes, se encontraram e decidiram começar a produzir o filme. O primeiro nome que veio à cabeça de Clélia, para dirigir o filme foi Jeferson De, profissional que já tinha uma história com a escritora e que aceitou de primeira embarcar no projeto.


Maria Gal e Carolina Maria de Jesus
Muito antes de adquirir os direitos do livro, Maria Gal já se aprofundava na vida da escritora. Em 2007 ela interpretou Carolina no teatro e, a partir de então, surgiu a vontade de ver a história dela no cinema. “Conforme os anos passam, essa obra se torna mais atual. A Carolina falava de segurança alimentar, protagonismo feminino e negro, saneamento básico, maternidade solo, violência contra a mulher. Ela escreveu para gente de hoje”, afirma.

Para o papel no cinema, Gal passou por diversas mudanças. Os cabelos foram cortados e, segundo a atriz, contam aquilo que poucas palavras conseguem alcançar. “Quando eu aceito transformar meu cabelo pela história de Carolina, não estou apenas mudando o visual, estou abrindo espaço para acessar uma verdade que vai além da minha. Estou entrando no território dessa mulher gigante, que ainda hoje é uma das autoras mais importantes da literatura mundial. Carolina não é só um papel, ela é uma força literária que atravessou séculos, fronteiras e desigualdades, escrevendo de um lugar de silêncio imposto e, mesmo assim, fazendo ecoar a própria voz para o mundo inteiro”, explica Gal. Ainda como parte da composição da personagem, a atriz passou por um grande processo de emagrecimento, chegando a perder mais de 11 quilos e iniciou sua preparação como atriz há um ano, passando por profissionais do Brasil e dos EUA.


Jeferson De e Carolina Maria de Jesus
A história de Jeferson e Carolina começa muito antes deste longa. O diretor já havia feito dois curtas que envolviam o personagem Carolina de Jesus. O primeiro foi lançado em 2001, com Ruth de Souza no papel da escritora e, em 2003, ele dirigiu a premiado ‘Carolina’, que teve Zezé Motta no papel principal. A produção teve grande destaque no Festival de Cinema de Gramado, e venceu os prêmios de Melhor Curta-Metragem e o Prêmio da Crítica. Em 2004, a produção também recebeu o prêmio do Festival É Tudo Verdade e, no mesmo ano, a Cinemateca Brasileira, em parceria com o Museu Afro, realizou uma sessão especial de ‘Carolina’ curta para homenagear os 110 anos da escritora.

"Eu já estava muito feliz com a repercussão das minhas produções sobre a Carolina, acho que, principalmente, o segunda curta ajudou a dar ainda mais visibilidade ao nome desta figura tão importante para a literatura brasileira. Até que, mais de 20 anos depois, a Clélia me faz um convite irrecusável para encontrar com essa grande amiga Carolina Maria de Jesus”, celebra Jeferson.


Participações especiais e visitas ao set
A adaptação cinematográfica de um dos livros mais importantes da literatura brasileira contou com participações muito especiais. Vera Eunice, filha de Carolina Maria de Jesus, atuou ao lado de Maria Gal e de Laura Vick, que interpretou Vera criança. Em um dia marcante, elenco e equipe se emocionaram ao ouvir as palavras de Vera e vê-la relembrando sua infância ao lado de sua mãe. Em outro momento emocionante, as escritoras Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz e Fernanda Felisberto participaram de uma cena que faz referência ao premiado "Central do Brasil" (1998), quando Dora (Fernanda Montenegro) cobra para redigir cartas para pessoas analfabetas que desejam se comunicar com familiares distantes. No filme atual, Carolina preenche as fichas de despejo dos moradores da favela do Canindé, e as escritoras representam mulheres da comunidade que pedem sua ajuda.

Enquanto rodavam o filme, a equipe também recebeu visitas no set. Lázaro Ramos e o diretor musical Jarbas Bittencourt estiveram presentes no início dos trabalhos. A atriz Glória Pires também marcou presença nas gravações, assim como a cineasta Rosane Svartman, produtora associada do filme. Durante toda a preparação e filmagem, a equipe manteve, como forma de homenagem, um altar com as fotos de Carolina Maria de Jesus e de Lucas Colombo, filho da atriz Ju Colombo, que faleceu de mal súbito nos EUA em abril deste ano.


Carolina e o mundo da moda
Além de ser conhecida internacionalmente como escritora, Carolina também é vista, atualmente, como um ícone de estilo e sustentabilidade, influenciando o mundo da moda através de sua estética de sobrevivência e autoafirmação. Ela citou: “Agora que vendi mais de 15 mil livros na Tchecoslováquia poderei me vestir com esse tal de Dior”

Muito antes da sustentabilidade e do upcycling serem tendência no universo da moda, Carolina já os colocava em prática. Como catadora, ela ressignificava materiais, incluindo roupas e objetos descartados, dando a eles novo uso e significado. Suas vestimentas também eram um ato de resistência e, mesmo vivendo em condições precárias, ela cuidava da aparência, utilizando a moda como um ato de dignidade contra a invisibilidade imposta pela pobreza.

Fotos de arquivo e registros publicados dão conta da relação de Carolina com estilistas e sua preocupação e interesse em se vestir de acordo com as ocasiões. Vale lembrar uma imagem que repercutiu bastante na época e mostra Carolina em frente a um avião da AirFrance, pronta para embarcar para o Uruguai para lançar seu livro, com  com um look de luxo com pérolas.  Ela era vaidosa, gostava muito de roupas elegantes e do cabelo à mostra, crespo e natural, elaborando penteados que comportavam adornos diversos, ampliando o uso dos lenços, parte de sua estética fartamente veiculada, como um de suas fotos mais conhecidas.

Em 2021, Carolina foi tema central de uma exposição no IMS Paulista, em São Paulo, e teve 15 núcleos temáticos com aproximadamente 300 itens entre fotografias, cartas, matérias de imprensa e vídeos, muitos deles desconhecidos do grande público. A mostra dedicou um olhar especial para as experiências de Carolina com a costura, por exemplo, quando confeccionou uma fantasia para usar no carnaval de 1963. Em fotos expostas, foi possível ver sua elegância ao misturar estampas, pérolas e adornos que completavam o elegante visual.

Carolina Maria de Jesus não foi uma "fashionista" no sentido tradicional como é visto atualmente, mas sua capacidade de criar estilo próprio com o que tinha disponível a torna um símbolo potente de moda resistente.

.: Dias de folia: as cinco curiosidades mais impressionantes sobre o Carnaval


Uma das festas mais populares do mundo, o Carnaval tem suas origens na Antiguidade pré-cristã e foi incorporado, delimitado e datado pelo calendário do cristianismo. “Antes de sua validação pela Igreja, era um período de festas profanas, invernais, regidas pelo ano lunar. Os povos pagãos realizavam rituais, utilizavam fantasias e máscaras, dançavam para seus deuses - essa manifestação destacava a sobrevivência humana em face aos rigores do frio e aos riscos da morte por enfermidades ou por violência”, explica Ana Beatriz Dias Pinto, especialista em comportamento humano e professora da Escola Politécnica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Confira cinco curiosidades que ajudam a entender o Carnaval.


1. Qual o significado da palavra Carnaval?
Para alguns, o nome da expressão latina carne vale!  (adeus, car-ne!), anunciaria entrada na abstinência quaresmal. Em Roma, com os povos pagãos, havia uma festa, a Saturnália, na qual um carro no formato de navio abria caminho em meio à multidão, que usava máscaras e promovia as mais diversas brincadeiras em honra ao imperador. A origem da palavra carnaval seria carrum navalis (carro naval) . Essa interpretação é contestada pela Igreja (que passou a realizar procissão semelhante, mas para seus santos). Atualmente, a etimologia mais aceita liga a palavra carnaval à expressão carne levare, ou seja, afastar a carne, do latim levare,  "tirar, sustar, afastar". No início do cristianismo, no hemisfério norte, a manifestação de sobrevivência ao inverno através de comilanças pantagruélicas era um último momento de consumo de carne e de festejos antes do período de abstinência e de conversão à qual a Quaresma convidava. Portanto, sair às ruas para dançar, festejar os Santos, beber e comer carne era uma oportunidade de alegria, que só voltaria com a Páscoa (40 dias depois).


2. O que inspirou os desfiles de Carnaval?
As procissões inspiraram os desfiles de Carnaval. Elas consistem em marchas solenes de caráter religioso, organizadas pela Igreja Católica, geralmente pelas ruas de uma cidade. Os padres e outros clérigos saem paramentados, carregando imagens, crucifixos, à frente de andores, estandartes, pálios ricamente decorados, velas, lanternas, archotes, cruzes alçadas, lampadários e bastões. Eles são levados por fiéis, também paramentados, das diversas irmandades e confrarias, religiosos e religiosas, e pelos leigos, em geral, formados em duas ou mais alas. As procissões rezam e entoam cantos, hinos e motetos, acompanhadas por fanfarras, bandas, música de instrumentistas, corais e cantores. Além do som de sinos ou matracas, e até de rojões, dependendo do caráter da procissão. Nas procissões há cumprimento de promessas e alguns andam de pé descalço, carregam pedras, andam um trecho de joelhos... As passeatas e manifestações de rua, de operários, estudantes e grevistas, por exemplo, adotaram a liturgia católica das procissões e saem com seus símbolos, estandartes, cantos e palavras de ordem (às vezes desordem) ao mesmo estilo. Os blocos, maracatus, cordões e vários grupos carnavalescos construíram suas coreografias, apresentações e forma de desfiles sobre o modelo das procissões. Há até estudos antropológicos sobre essa contribuição da sagrada procissão ao desfile do Carnaval.


3. O que o Carnaval representa hoje em dia?
“Com o Carnaval, as pessoas expressam a esperança, a chegada de tempos melhores (primavera no Hemisfério Norte) e a oportunidade de extravasar antes de iniciar um período mais introspectivo e reflexivo para os cristãos, por ocasião da Quaresma (um período de 40 dias de orações e jejum em preparação para a Páscoa)”, conta a especialista.


4. Quando é comemorado o Carnaval?
Em algumas localidades, como na Europa, o "tempo" do Carnaval começa no Dia de Reis (Festa da Epifania) e acaba na Quarta-feira de Cinzas, às vésperas da Quaresma. Ainda é assim na Itália, no famoso Carnaval de Veneza, onde após a Festa de Epifania começam as apresentações de bandas de flautas e tamborins com desfiles de máscaras. No Brasil, é celebrado na terça-feira que antecede a Quarta-Feira de Cinzas (sofrendo variações a depender da região onde é celebrado).


5. O Carnaval fora de época é uma festa católica?
Sim, é mesmo - em tese. O nome que se dá ao carnaval fora de época é micareta, que significa literalmente "meio da Quaresma". E não tem nada a ver com careta, cara feia ou máscaras. O nome micareta deriva da festa católica francesa, chamada de  micarême. Ela acontecia na França, desde o século XV, bem no meio do período de quarenta dias de penitência da Igreja Católica. No meio da Quaresma havia uma suspensão do jejum, da abstinência e uma pequena celebração. “A introdução da micareta, da micarême,  como festa urbana ocorreu primeiramente em capitais brasileiras, como Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Desde os anos 1990 a micareta vem se espalhando por várias capitais e cidades brasileiras, como Curitiba, com bloquinhos que se reúnem em praças centrais e mesmo no Largo da Ordem”, afirma. As micaretas também ocorrem em países como Itália, Canadá e Portugal. Hoje, no Brasil, uma micareta é essencialmente um carnaval fora de época, pois perdeu seu sentido religioso. É muito comum na Bahia, onde diversas cidades definem datas para as suas micaretas ao longo de todo ano.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

.: Entrevista com Guilherme Arantes: 50 anos de carreira e no jogo na música


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Leo Aversa

Ele está completando 50 anos de carreira e segue no jogo na música. Uma trajetória na qual pôde estar presente ao lado de ídolos. Nomes consagrados como Tom Jobim, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa Roberto Carlos e tantos outros nomes importantes da nossa MPB. E ainda conseguiu produzir uma obra de valor inquestionável. Desde o primeiro álbum até o mais recente, o disco "Interdimensional". 

Guilherme Arantes sempre demonstrou ser um caldeirão de influências que ele absorveu ainda na adolescência e conserva acesa a chama da criatividade para produzir novas pérolas musicais. Em entrevista para o portal Resenhando.com, ele conta como vê o momento atual para a música e se considera um !transgressor’ dos tempos atuais. Ao invés de lançar singles de forma homeopática, ele chega com um álbum completo de canções inéditas. “Vivemos um tempo muito imediatista, na velocidade de um vídeo de Tik Tok”.


Resenhando.com - Passados 50 anos, o que o motiva a continuar produzindo novas canções?
Guilherme Arantes - Eu ainda conservo a mesma vontade de buscar coisas novas. Recentemente eu me vi mentalmente transportando para 1975, e me perguntei – Guilheme, quem você quer ser daqui a 50 ano? E a resposta é ser eu mesmo, sem mudar nada. Tudo o que conquistei na música valeu a pena. E continua valendo muito. Sem dúvida, eu sou uma alma inquiet... Apenas quero mostrar minha música e continuar me aperfeiçoando cada vez mais.

Resenhando.com - Ao longo de sua trajetória você colecionou hits e canções que permanecem vivas na memória popular. O que tornou sua obra perene?
Guilherme Arantes - Acho que foi o fato de buscar as inspirações no cotidiano. As pessoas acabam se identificando com as mensagens. “Amanhã, ser´um lindo dia”. As canções românticas falam sobre  amor de uma forma verdadeura.  Tem um trecho de Cheia de Charme  em que eu falo “ Investi tudo naquele olhar”. Uma metáfora bem bolada de conquista.


Resenhando.com - Como foi trabalhar e ter canções gravadas por outros nomes da MPB?
Guilherme Arantes -  Eu me considero um privilegiado. Caetano Velkoso, Gal Costa, Giberto Gil, Sandra de Sá,Fafa de Belém,  Roberto  Carlos. Lembro de morar em 1985 ho Rio de Janeiro e encontrar Tom Jobim. Teve um outro encontro surreal em Belo Horizonte. O Milton Nascimento veio no hotel em que eu estava hospedado para gravar uma entrevista comigo. O Roberto Carlos me recebeu na casa dele, Cinversamos sobre vários assuntos e acabei compçonro pra ele Toda Vâ Filosofia. Depois que gravou ele me ligou para agradecer.  Ter uma canção gravada pelo Roberto é um privilégio  e tanto.


Resenhando.com - Os anos 80 foram bastante produtivos?
Guilherme Arantes - Eu acabei surfando naquela onda do rock nacional. Não fazia rock como os outros. Eu vim da geração dos anos 70. Minha ambição sempre  foi diferente.


Resenhando.com - Você tem uma produção autoral e algumas parcerias com nomes como Nelson Motta. Ronldo Bastos entre outros. Há alguma vontade de compor com outros parceiros?
Guilherme Arantes - Se é para sonhar alto, gostaria de produzir algo com a Adele, Alicia Keys e Ed Sheeran. No Brasil, tenho vontade de convidar o Caetano Veloso. Ainda não tive chance. Mas se rolar seria muito especiql.


Resenhando.com - Os tempos atuais são muito imediatistas?
Guilherme Arantes - É incrível. A vida parece correr na velocidade de um vídeo do tik tok. Para quem trabalha com música pe importante buscar o nicho certo para fazer valer o trabalho. Recentemente viralizou um vídeo no qual apareço mostrando os acordes de Meu Mundo e Nada Mais em uma loja da Santa IIfigêni, em São Paulo. Alcançpu uma marca que eu mumca imaginei conseguir. Aliás nem tive mesmo essa intenção, pois era somente para ele gravar a sequência dos acordes no piano. Virou essa loucura de corrida pela visualização.

 "Coisas do Brasil"

"Meu Mundo e Nada Mais"

"Amanhã"


.: Crítica: Guilherme Arantes explorando o interdimensional em novo álbum


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

Quando fiquei sabendo que Guilherme Arantes iria lançar um novo disco autoral, fiquei  curioso para ouvir essa sua nova produção musical. Afinal de contas., ele estava indo pelo caminho mais desafiador, ao invés de se ancorar nos seus antigos hits, que por sinal permanecem sempre atuais apesar dos 50 anos que passaram desde o seu primeiro disco.

O trabalho intitulado "Interdimensional", mostra a sua genialidade. Sim, Guilherme continua cantando o amor e buscando no seu cotidiano as fontes de inspiração. Sua voz continua forte e sem sentir ao efeitos do tempo que passou. Os arranjos instrumentais seguem a linha do rock progressivo, de forma harmônica com o seu universo pop. O resultado é uma massa sonora irresistível que sempre funciona junto ao seu público.

Destaco as canções "Libido da Alma" (cujo arranjo parece lembrar Tom Jobim), "A Vida Vale a Pena" e  "Intergalática Missão". Com essa última fazendo  uma ponte com a "Nave Errante" de seu primeiro álbum solo. As faixas "Enredo de Romance", "Sob o Sol", "O Espelho" e "Luar de Prata" mantém a mesma pegada pop característica da obra de Guilherme.

Com o disco "Interdimensional", Guilherme Arantes consegue atingir seu objetivo de continuar produzindo canções novas mantendo seu padrão de qualidade.

Em uma entrevista dada a um podcast, Guilherme Arantes disse que parte da classe jornalística classificava sua obra como “desimportante”. Não vou julgar os críticos de sua obra, mas creio que os 50 anos de carreira servem como resposta para quem disse isso . Sua música pode ser menos interessante para alguns, porém para o grande público ela continua sendo relevante e valendo muito a pena ser conferida. 


"Enredo de Romance"

"Intergalática Missão"

"Libido da Alma"


.: #VivoLendo indica "Anna Costa - Muito Além de Uma Avenida"


Por 
Vieira Vivo, escritor e ativista cultural.
O que seria da civilização
sem os pesquisadores históricos?

"Anna Costa - Muito Além de Uma Avenida", de Fabíola Savioli e Alejandro Nascimento, é um relevante e oportuno documento histórico retratando a atmosfera e o aspecto urbano de Santos em meados do Século XIX. Com a densidade demográfica do centro da cidade impulsionada pela movimentação crescente das atividades portuárias e com a dinâmica vertiginosa das empresas em torno do setor cafeeiro e dos estabelecimentos comerciais, a problemática da escassez de moradias se acentuou. Em vista disso, o perímetro central tornou-se limitado em contraste com as vastas áreas despovoadas após o Morro do Monte Serrat até a orla praiana.

Com acentuada visão futurista o comerciante, exportador de café e administrador de inúmeros negócios na cidade, Mathias Casemiro da Costa adquiriu vastas extensões dessas terras inutilizadas até então e iniciou um grande loteamento, com ruas traçadas, sistema de esgoto, água canalizada e uma grande avenida, com 30 metros de largura, ligando o início do empreendimento até a Barra (praia). Os terrenos, vendidos a preços populares, obtiveram enorme sucesso de vendas e os próprios adquirentes batizaram o bairro com o nome de Vila Mathias em homenagem ao visionário empreendedor.

Mathias Casemiro da Costa denominou essa ampla e pioneira artéria urbana com o nome de Avenida Dona Anna Costa em homenagem à sua jovem esposa e, ainda, implantou uma linha de bondes da Vila Mathias à praia, até onde estava localizado o bar do marceneiro Gonzaga. Dona Anna Costa residiu em Santos até o trágico assassinato de seu esposo, aos 35 anos, e logo após fixou residência no Rio de Janeiro,

O livro, publicado pela Editora Comunicar, conta com vastíssimo teor documental, relevantes fotos pertencentes ao acervo particular dos descendentes da homenageada, apurada pesquisa genealógica e recortes de jornais da época embasando com extensa ficha bibliográfica todo o rigor acadêmico referente ao estudo e pesquisa implementados por Fabíola Savioli e Alejandro Nascimento. Conta, ainda, com prefácios de Carolina Ramos, Ives Gandra Martins e Heloisa Mathias Costa, autêntica bisneta dessa importante personagem da história santista.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

.: Cineflix estreia "O Morro dos Ventos Uivantes" e "Um Cabra Bom de Bola"

Hoje, 12 de fevereiro, a unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, apresenta duas estreias nas telonas: o romance "O Morro dos Ventos Uivantes" e a animação "Um Cabra Bom de Bola".

Seguem em cartaz os dramas "Des(controle)""Marty Supreme" e "Hamnet: A vida antes de Hamlet", o musical, documentário e show "Stray Kids: The dominATE experience", o suspense psicológico "A Empregada" e a produção brasileira premiada, "O Agente Secreto". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda os baldes colecionáveis, de "Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada"A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.

"O Morro dos Ventos Uivantes". Gênero: drama, romance. Direção: Emerald Fennell. Elenco: Margot Robbie (Catherine Earnshaw), Jacob Elordi (Heathcliff), Hong Chau, Alison Oliver, Shazad Latif e Ewan Mitchell. Sinopse: A tragédia acontece quando Heathcliff se apaixona por Catherine Earnshaw, uma mulher de uma família rica na Inglaterra do século 18.

"Um Cabra Bom de Bola". Gênero: animação. Direção: Tyree Dillihay. Elenco: Carolina Dieckmann (Kátia), Júlia Rabello (Léo) e Caco Ciocler (Zeca). Sinopse: Uma pequena cabra com grandes sonhos recebe uma oportunidade única na vida de se juntar aos profissionais. A história acompanha Zeca Brito (Will na versão original), uma pequena cabra com grandes sonhos que recebe uma oportunidade única de se juntar aos profissionais e jogar berrobol — um esporte de alta intensidade que lembra o basquete. Zeca precisa provar que, mesmo sendo pequeno, tem talento para brilhar no esporte e mudar a história do jogo.

"Stray Kids: The dominATE experience". Gênero: musical, documentário e show. Direção: Paul Dugdale, Farah X. Elenco: Bang Chan, Lee Know, Changbin, Hyunjin, Han, Felix, Seungmin, I.N. Sinopse: Um filme-concerto documental que registra a turnê mundial do grupo Stray Kids, destacando performances no estádio SoFi e bastidores, com direção de Paul Dugdale e Farah X. Lançado em fevereiro de 2026, o longa mostra a trajetória dos oito membros, com foco na relação com os fãs, os STAYs, e no ritmo da turnê. 

"Des(controle)". Gênero: drama. Diretoras: Rosane Svartman e Carol Minêm. Elenco: Carolina Dieckmann (Kátia), Júlia Rabello (Léo) e Caco Ciocler (Zeca). Sinopse: A trama acompanha Kátia Klein, uma escritora bem-sucedida e mãe, que vive uma crise criativa, problemas no casamento e sobrecarga doméstica. Tentando encontrar alívio para a rotina caótica, ela passa de uma taça de vinho ao descontrole, sucumbindo ao alcoolismo e enfrentando uma recaída.

"O Agente Secreto". Gênero: thriller, drama. Diretor: Kleber Mendonça Filho. Elenco: Wagner Moura, ao lado de Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone. Sinopse: Em 1977, Marcelo trabalha como professor especializado em tecnologia. Ele decide fugir de seu passado violento e misterioso se mudando de São Paulo para Recife com a intenção de recomeçar sua vida. Marcelo chega na capital pernambucana em plena semana do Carnaval e percebe que atraiu para si todo o caos do qual ele sempre quis fugir. Para piorar a situação, ele começa a ser espionado pelos vizinhos. Inesperadamente, a cidade que ele acreditou que o acolheria ficou longe de ser o seu refúgio.

"Marty Supreme". (Marty Supreme). Gênero: Biografia, Comédia Dramática, Esporte. Direção: Josh Safdie Roteiro: Josh Safdie, Ronald Bronstein Elenco Principal: Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow, Odessa A'Zion, Tyler, the Creator, Fran Drescher, Abel Ferrara. Duração: 2h 29min. Sinopse: Baseado na vida de Marty Reisman, um jogador de tênis de mesa. 


"Hamnet: A vida antes de Hamlet". (“Hamnet”). Gênero: drama histórico. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês. Direção: Chloé Zhao. Roteiro: Maggie O’Farrell e Chloé Zhao. Elenco: Jessie Buckley, Paul Mescal. Distribuição no Brasil: Universal Pictures. Duração: 2h05. Cenas pós-créditos: não. Sinopse: William Shakespeare e a sua esposa, Agnes, celebram o nascimento do seu filho, Hamnet. No entanto, quando a tragédia os atinge, inspira Shakespeare a escrever a sua obra-prima, Hamlet.


"A Empregada". (The Housemaid). Gênero: Suspense Psicológico, Thriller. Direção: Paul Feig. Roteiro: Rebecca Sonnenshine, Freida McFadden. Ano de Lançamento: 2025. Data de Estreia (Brasil): 18 de Dezembro de 2025. País: EUA. Idioma: Inglês. Duração: 2h11m. Elenco Principal: Sydney Sweeney (Millie), Amanda Seyfried (Nina), Brandon Sklenar (Andrew), Michele Morrone. Baseado em: Livro de Freida McFadden. Sinopse: A história segue Millie Calloway, que, após sair da prisão, consegue um emprego como empregada na casa dos ricos Nina e Andrew Winchester, mas logo percebe a natureza perturbadora de Nina e as dinâmicas disfuncionais da família, levando a situações de manipulação e suspense, enquanto Millie tem seus próprios segredos. 


O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

.: Manual crônico, de Thiago Sobral: O não-retorno da Fênix


Thiago Sobral é escritor. Também publica semanalmente no site Minha Arca Literária e no Instagram @thiago.sobral_.

Se criar hábito leva vinte e um dias e eu criei em apenas um, sou incomum?

Eis o retorno, não o da Fênix, que julgo ter morrido faz tempo, mas o meu. Declaro, com lágrimas nos olhos e dedos enferrujados, que não estou mais de férias. Nesse ponto, tenho alguma semelhança com a Fênix. Não a popular, que ressurge das cinzas, mas a do meu imaginário, defunta.

Dizem por aí que levam-se vinte e um dias para criar um novo hábito, ideia popularizada pela autoajuda nos anos sessenta. A sabedoria popular contemporânea, muito mais rica e pautada pela alta e valiosíssima cultura dos memes, deu fundamentação prática a isso, e foi além: “Se criar hábito leva vinte e um dias e eu criei em apenas um, sou incomum?”. Isso brotou na tela de meu celular recentemente e me causou profunda estupefação.

Sim, sou incomum (duvido que você seja), tal como minha Fênix morta, pois no primeiro dia das minhas férias, já estava completamente adaptado e afeiçoado a elas, de modo que agora custa-me muito voltar ao batente. “Ai, que preguiça!”, diria Macunaíma. “Ai, que preguiça!”, digo eu sempre. E digo mais forte ainda nestes primeiros dias de retorno ao labor, sem hábito algum.

Minha alma boêmia aposentada gosta da vagabundice, da vida faceira, das costas na rede, dos olhos nas páginas e do copo na mão - seja de café ou de cerveja. Nada de sala de aula, nem de zum-zum-zum de aluno; nada de tec-tec do teclado, nem de revisão de texto; zero edição de postagem em rede social, nem desejo de likes ou aumento de engajamento. Apenas eu, minha preguiça, meu Karamázov e o empurrar com a barriga de tudo o que não era estritamente necessário à minha parca sobrevivência.

Não queria escrever, mas… Se me tens aqui, querido leitor, é por amor a ti, que talvez não me ame tanto assim — e com razão. Mas voltei. Valorize-me, pois!  Essas semanas de ausência minha devem ter lhe causado extrema falta nenhuma. Já que voltei, leia-me, comente-me, curta-me, compartilhe-me. O algoritmo gosta, o engajamento agradece. Eu não gosto, senti zero falta disso, mas preciso. Assim, eis-me aqui, de novo, a deitar palavras à toa. Pelo menos isso combina com o copo que tanto segurei nos últimos dias, seja ele quente ou frio.

E como ficou o mundo nesses dias de minha ausência? Conte-me! Dê-me notícias alvissareiras, por favor. Está difícil me habituar de novo ao trabalho. Vez ou outra, espiei o mundo lá fora. Fiquei com medo, confesso. Até avisei à Fênix popular (não à minha, falecida) que não retorne, porque a coisa está feia.

Nem tudo são flores, mas também nem tudo é choro. Se em um dia me habituei à vadiagem, estes quatro dias de trabalho não fizeram nem cosquinha. Neste prelúdio de dois mil e vinte e seis, há alguma flor em meu caminho, em meio a muitas pedras, mas hei de colhê-la. Ah, como hei! É o que desejo a todos. Talvez a minha Fênix até tente renascer; vou pensar no caso.

.: BBB 26: Entrevista com a veterana e eliminada Sarah Andrade

Sarah Andrade, eliminada do BBB 26. Foto: Globo/Beatriz Damy


De Pipoca a veterana, Sarah Andrade voltou ao ‘Big Brother Brasil’ cinco anos depois de sua primeira participação no reality. Desta vez, ela afirma ter privilegiado o coração em vez da estratégia, mas observa que a leitura de jogo foi igualmente difícil.  Ao comparar o ‘BBB 21’ ao ‘BBB 26’, Sarah avalia que o erro é justamente achar que a última experiência poderia ser parecida com a edição anterior. Na atual temporada, foi com os veteranos Jonas Sulzbach e Alberto Cowboy que a então sister formou o trio chamado de “trindade” pelos adversários, cujo desempenho nas provas era notável. Foi também com os veteranos – Ana Paula Renault e Babu Santana – os seus maiores embates na casa. Na berlinda disputada contra o ator e aliada Sol Vega, a brasiliense acabou deixando o programa com 69,13% dos votos nesta terça-feira, dia 10. “Eu fui eu mesma em todas as camadas. Não me arrependo de nada. Paciência se não foi o esperado por todos que estavam assistindo, mas eu teria feito exatamente do mesmo jeito”, reflete.

Na entrevista a seguir, Sarah Andrade observa suas decisões no jogo, avalia alianças estabelecidas no programa e conta para quem fica sua torcida no ‘BBB 26’.

 

Você participou do BBB pela segunda vez depois de cinco anos. Quais foram as maiores diferenças entre essas duas experiências?  

As duas edições foram muito diferentes. As pessoas são diferentes, os enredos, as histórias, tudo. Na verdade, o erro é achar que poderia ser alguma coisa parecida com a edição anterior. Quando a gente entra na casa, fica tudo mais difícil exatamente por ser diferente o que a gente está encarando ali. Estar numa casa onde você viveu tantos traumas, tantas coisas que tocam em gatilhos seus é muito complicado. Entrar com medos e inseguranças do passado é algo muito delicado de conseguir lidar lá dentro. Não só para mim, mas acredito que para todo veterano.

 

Você falou diversas vezes que lá de dentro não conseguia imaginar o que o público estava achando do jogo. Entrar no reality como veterana não te ajudou nesse sentido?  

Não faz diferença nenhuma. Ser Pipoca, Camarote ou veterano é tudo a mesma coisa. Na primeira semana, a gente sabe, por exemplo, a diferença das dinâmicas do jogo: Sincerão, como são as provas... Mas é a única coisa que a gente tem de vantagem nesse início. A partir dali, é tudo igual para todo mundo. E não tem como a gente entender o que se passa na cabeça das pessoas aqui fora ou lá dentro também. É muito difícil fazer essa leitura de jogo.

 

Você se destacou nas provas durante essas quatro semanas, fosse ganhando ou tendo um bom desempenho que te levava às fases finais. Você se preparou de alguma maneira para isso?

Não me preparei. Na verdade, foi uma surpresa até para mim. E eu fiquei muito feliz, porque desde a primeira vez que participei, já era boa na resistência, já tinha essa facilidade. Mas em agilidade eu não era tão boa e me surpreendi positivamente em ter ido bem nisso. Me orgulho bastante por ter conseguido me superar, porque eu acredito que realmente é algo que influencia no jogo e que pode te fazer permanecer por mais tempo ali dentro.

 

Planejou alguma nova estratégia de jogo para essa segunda oportunidade?  

Não pensei em nada. Eu fui mesmo para jogar com o coração, porque como eu tinha saído com a fama de estrategista da primeira vez, dessa vez falei: “Cara, eu preciso ser o mais coração possível e sentir o que está acontecendo lá dentro. Se der certo, bem; se não der, amém”. Deu certo? Talvez não, mas a gente tenta trabalhar aqui fora e correr atrás.

 

O que faltou para ir mais longe na disputa, na sua concepção? 

Pelo pouco que eu vi, acho que faltou mais gritaria, mais confusão, talvez fazer coisas que não compactuam com a Sarah de verdade. Então, eu jamais vou começar a tentar atingir pessoas ou iniciar ataques. Eu posso responder ataques que venham até mim, mas eu jamais vou atacar alguém primeiro. Isso não faz parte de mim, não aconteceria. Se eu saí do programa onde isso está sendo visto como entretenimento, realmente não era para mim, eu tinha que ter saído na quarta semana mesmo.

 

No Duelo de Risco, você afirmou que preferia ir ao paredão com o Babu Santana. Por quê?  

Porque ele era o oposto de mim em relação a comportamento dentro do jogo. Então, eu via assim: “se ele fica ou se eu saio, é porque realmente é o lado oposto que estaria se dando bem no jogo”. Na minha forma de ver, ele estava, sim, sendo grosso, prepotente em várias atitudes dele. Não é a forma como eu ajo com as pessoas ao meu redor, então para mim seria o melhor cenário para ir num paredão

 

Sua rivalidade com a Ana Paula Renault também foi bastante comentada aqui fora. O que colocou vocês em grupos distintos na competição?

São duas mulheres de temperamento muito fortes e maneiras de pensar muito diferentes, não teria como jogarmos do mesmo lado. Quanto mais eu fui convivendo com ela, eu vi que realmente não era o tipo de pessoa que eu gostaria de ter do meu lado dentro do jogo.

 

E como observa o jogo do grupo oposto? 

O grupo tinha várias pessoas diferentes, na verdade. Lá dentro o pessoal colocava muito mais o Babu como um líder. Aqui fora, a galera está colocando mais a Ana Paula. Mas são pessoas muito diferentes. Eu até falei lá dentro que várias pessoas ali eu gostaria de encontrar aqui fora, conviver, porque são histórias incríveis. Mas o jeito que ela [Ana Paula] leva o jogo para mim é uma forma muito agressiva de cutucar as pessoas, de induzir as pessoas, e desse tipo de jogo eu não gosto. As outras pessoas tem histórias diferentes, jeitos de agir diferentes. Agora, o dela, com o que eu convivia lá, era chato para caramba e eu não gosto desse tipo de comportamento.

 

Em relação às suas alianças na casa, de que maneira elas se definiram?   

Na verdade, tudo começou na primeira prova de resistência. Os últimos cinco ou seis que estavam na prova de resistência ficaram muitas horas juntos ali. Conversamos e brincamos muito. Dali começou a se formar essa amizade. Acho que a única pessoa que se distanciou de nós foi o Babu, que foi para outra direção. Não foi nada planejado daqui de fora, mas foi naturalmente acontecendo lá dentro por causa de uma prova. Uma dor que acabou unindo a gente. Nós vimos que estávamos todos passando pela mesma coisa, que era difícil para caramba, e acabamos nos identificando por causa daquilo.

 

O trio formado por você, Jonas e Alberto Cowboy foi intitulado de “trindade”. Como enxerga essa denominação? 

Eu amei! Realmente gosto muito dos dois, acho que tínhamos muitas coisas parecidas nas formas de pensar e jogar ali dentro. Para mim foi como um elogio, porque são pessoas incríveis, independentemente de jogo, são seres humanos maravilhosos. Eu torço para que dê tudo certo para eles dentro do jogo.

 

Além deles dois, quem mais considerava seu aliado no programa?

Além do Jonas e do Cowboy, o Edilson era muito próximo a mim; a Sol [Vega]; a Maxiane; e a Marciele. Essas seis pessoas eu gostava muito de ter por perto. É claro que havia outras pessoas que estavam junto comigo, mas nesses eu sentia que eu podia confiar, principalmente a Sol. Ela é um ser humano incrível. Tudo o que ela contou da história dela e falava para mim ali dentro...

 

Como imagina que os grupos vão seguir de agora em diante?

É difícil de falar, porque são pessoas com temperamentos muito diferentes. Eu acredito que alguns vão ficar com muito medo de encarar tanto o Babu, quanto a Ana Paula ali dentro, achando que já é um jogo 100% perdido. E pode ser que outros fiquem com mais sede ainda de uma justiça, de uma revanche. Mas acho que vai ter 8 e 80 dentro daquele grupo. Tem pessoas que vão para o ataque e outras que vão recuar. Agora eu acho que o outro grupo vai fazer mais barulho do que antes. Até pode ser meio perigoso, porque o Big Brother, como nós sabemos, sempre tem um plot twist no meio do programa. Quem sabe essa brincadeira de eles continuarem crescendo tanto não pode ser ruim em algum momento do jogo?

 

O que você gostaria de ter feito no BBB e não teve tempo de realizar? 

Não teria feito nada de diferente. Eu fui eu mesma em todas as camadas. Não me arrependo de nada. Paciência se não foi o esperado por todos que estavam assistindo, mas eu teria feito exatamente do mesmo jeito.

 

Quem deseja ver campeã(o) do ‘BBB 26’? 

É muito difícil, mas é óbvio que vou torcer para os meus. Eu queria muito que a Sol fosse uma grande campeã desse programa por tudo o que ela representou no reality, por tudo o que ela representou para mim ali dentro. Mas vamos esperar para ver o que pode acontecer.

 

Algum aprendizado novo fica dessa experiência de participar do reality como veterana?

O aprendizado é que nós estamos sempre aprendendo. Errando, tentando acertar e aprendendo com os erros – faz parte de nós, seres humanos. E ter humildade para reconhecer o que a gente está fazendo de errado para tentar melhorar como pessoa. Como jogadora eu não quero mais, chega! (risos). Mas como pessoa é sempre olhar de que forma eu posso melhorar.

 

Produzido pelos Estúdios Globo, o ‘BBB 26’ tem apresentação de Tadeu Schmidt, produção de Mariana Mónaco, direção-geral de Mario Marcondes, direção artística de Angélica Campos e produção executiva de Rodrigo Tapias e direção de gênero de Rodrigo Dourado. O programa vai ao ar de segunda a sábado depois de ‘Três Graças’ e após o ‘Fantástico’ aos domingos. Pode ser visto ainda 24h por dia, ao vivo, no Globoplay. O Multishow exibe diariamente 60 minutos, ao vivo, logo após o fim da exibição da TV Globo. A votação do programa acontece exclusivamente no gshow. Conta ainda com o Cartola BBB, fantasy game que desafia os usuários a montarem, toda semana, times com os participantes reais do reality show. Os projetos multiplataforma e mais informações podem ser encontrados no site.



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.: “Barbie O Quebra-Nozes” celebra 25 anos e ganha nova versão na Netflix

A celebração dos 25 anos do clássico inclui, além do novo especial animado para a Netflix, o relançamento de filmes clássicos e uma linha inédita de produtos


A Barbie está se preparando para um ano de celebração mágica em comemoração ao 25º aniversário de Barbie: O Quebra-Nozes. O longa, que foi o marco inicial do legado de animação da marca, tornou-se um clássico que atravessa gerações. Para celebrar essa data, a Mattel anunciou uma série de novidades que incluem conteúdo inédito, brinquedos, o retorno de produções nostálgicas, além do lançamento de um novo especial animado na Netflix em 2026.

Com 45 minutos de duração e uma animação moderna, esta releitura traz uma abordagem fresca para a história clássica. Nesta aventura, Barbie “Brooklyn” Roberts assume o papel da Princesa Fada Açucarada, enquanto Barbie “Malibu” Roberts estrela como Clara. Juntas, elas exploram um mundo de sonhos musical focado em coragem e amizade. O projeto conta com a supervisão de Rob David e Teale Sperling, da Mattel Studios.

"Este aniversário é uma oportunidade de homenagear onde a narrativa animada da Barbie começou — e de convidar uma nova geração a vivenciar esses mundos à sua própria maneira", afirmou Nathan Baynard, Vice-Presidente e Líder da Barbie na Mattel. "Barbie em O Quebra-Nozes sempre foi sobre a imaginação em movimento, e este novo capítulo abre esse mundo novamente por meio de conteúdo reinventado, produtos inspiradores e experiências que incentivam a descoberta e o brincar", completa.


Novos brinquedos e experiências

Para celebrar este marco, a Barbie lançará uma linha inspirada no especial, trazendo o encantamento de O Quebra-Nozes à vida através de bonecas lindamente desenhadas, incluindo as bonecas das personagens principais e acessórios.

Os produtos serão lançados em grandes varejistas antes da estreia na Netflix e contarão com surpresas especiais. Outros produtos de consumo, incluindo colaborações com Loungefly, Brown Girl Jane, Funko, Hallmark, Glamlite, Just Play, Townley, Centric Brands, Alex + Ani e Crayola vão expandir ainda mais este mundo mágico.

Além disso, a Mattel Press lançará Barbie: O Quebra-Nozes, um livro ilustrado de capa dura recontando a história, com ilustrações originais de Mirelle Ortega e texto de Lorelai Hart. O livro estará disponível a partir do dia 8 de setembro de 2026.


Barbie Celebra seu Legado Animado

Como parte da celebração, a Mattel relançará especiais animados icônicos da Barbie. Os títulos incluem:


Barbie™ e Suas Irmãs em Uma Aventura de Cavalos 

Barbie™ e a Magia de Aladus 

Barbie™ em A Princesa e a Plebeia 

Barbie™ Moda e Magia 

Barbie™: O Quebra-Nozes (2001)


Cada animação será lançada no canal da Barbie no YouTube e estará disponível em plataformas de streaming selecionadas globalmente. A versão original de 2001 de Barbie: O Quebra-Nozes também será lançada na Netflix no final de 2026.


Sobre Barbie® 

Barbie foi criada em 1959 pela americana Ruth Handler, co-fundadora da Mattel, que percebeu que sua filha Bárbara, ou Barbie, como era apelidada, gostava de brincar com bonecas de papel que trocavam de roupa. Até então, todas as bonecas tinham aparência de bebês e a de papel era uma das únicas que tinha a feição mais próxima da de uma adolescente. Quando lançada, a boneca foi definida como a “modelo teenager vestida na última moda”. Hoje, a Barbie é reconhecida como uma das marcas mais fortes de todos os tempos e um ícone fashion mundial. Como toda diva, a partir dos anos 90 estilistas famosos como Christian Dior, Chanel, Versace, Givenchy, Carolina Herrera, Donna Karan, Giorgio Armani e Alexandre Herchcovitch a vestiram em várias ocasiões. Clássicos do cinema, teatro e TV também ganharam bonecas Barbie caracterizadas com seus personagens mais famosos, entre eles: Romeu e Julieta, O Mágico de Oz e Star Trek, além de musas como: Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Elizabeth Taylor, Vivien Leigh e Grace Kelly. Por mais de cinco décadas a boneca tem inspirado garotas de todas as idades a sonhar, “viajar” e descobrir que, brincando, elas podem ser o que quiserem. O estilo de vida da boneca, que já virou personalidade, sempre fez com que ela fosse popular entre crianças e adultos. Em 60 anos, ela já teve mais de 200 profissões, todas retratando aspectos da cultura e da sociedade de suas épocas. Alguns exemplos emblemáticos são: Barbie astronauta (1965); Barbie médica cirurgiã (1973); Barbie presidente dos EUA (1992). Clique aqui para mais informações.

.: BBB 26: Sol Vega é desclassificada do reality com participantes veteranos

Foto: Globo / Reprodução

Nesta quarta-feira, dia 11, Sol Vega foi desclassificada do "BBB 26". Após análise das imagens da participante com Ana Paula Renault, constatou-se que Sol ultrapassou os limites e descumpriu as regras do programa. Mais informações serão apresentadas no programa de hoje por Tadeu Schmidt.

Produzido pelos Estúdios Globo, o "BBB 26" tem apresentação de Tadeu Schmidt, produção de Mariana Mónaco, direção-geral de Mario Marcondes, direção artística de Angélica Campos e produção executiva de Rodrigo Tapias e direção de gênero de Rodrigo Dourado. 

 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

.: #LeituraMiau: "Este Livro Odeia Você", leitura difícil e desconforto literário


Por Cláudia Brino, escritora, ativista cultural e editora da Costelas Felinas

O título de “Este Livro Odeia Você” funciona como um aviso e, ao mesmo tempo, uma armadilha. A provocação inicial sugere agressividade, confronto direto, talvez até um ataque ao leitor. No entanto, o próprio texto se encarrega de desmontar essa expectativa: não há ódio real em suas páginas. O que existe é a irritabilidade diante de quase tudo; um estado de fricção contínua com o mundo, reconhecível e profundamente humano.

A obra se constrói a partir do nervosismo como reação passageira. Raiva, frustração e incômodo surgem como estímulos momentâneos, e o autor Cleber Vinícius Lima de Brito deixa claro que ninguém sustenta esse estado permanentemente, portanto a escrita não funciona como descarga emocional, mas como filtro. Esse movimento se reflete diretamente na estrutura do livro, há deslocamentos constantes, transições e essas transmutações acenam no texto a instabilidade emocional que o livro carrega. O resultado é uma leitura assumidamente difícil, trata-se de uma obra que exige atenção, entrega e disposição para o desconforto.

“Este Livro Odeia Você”, publicado pela Costelas Felinas Editora, não busca agradar, consolar ou oferecer respostas. Sua força está justamente na recusa de um pacto fácil com o leitor. Ao transformar irritação em linguagem, o livro propõe uma experiência literária de enfrentamento, essa é a proposta que o leitor encontrará nas páginas desta obra: uma leitura que inquieta a mente e o livro não pede desculpas por causa disso.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

.: Indicada ao Oscar®, animação "Arco" ganha trailer e pôster oficiais

Distribuidora global, serviço de streaming e produtora, a MUBI e a distribuidora independente Mares Filmes apresentam o trailer e pôster oficiais da animação "Arco", de Ugo Bienvenu (L’entretien). Indicado ao Oscar®, o filme criado inteiramente em 2D chega aos cinemas brasileiros no dia 26 de fevereiro. Também indicada ao Globo de Ouro, a aventura em cores brilhantes é desencadeada por um encontro entre duas crianças de épocas diferentes.

Depois de sua estreia mundial na Seleção Oficial de Exibições Especiais do 78º Festival de Cannes, "Arco" conquistou os prêmios Cristal de Melhor Filme e SACEM de Melhor Trilha Sonora Original para um Longa-metragem no 64º Festival Internacional de Cinema de Animação de Annecy. Escrito e dirigido por Ugo Bienvenu e produzido por Natalie Portman, Félix de Givry, Sophie Mas e Ugo Bienvenu, o filme está entre os indicados ao Oscar® de Melhor Animação de 2026.

"Arco" é o primeiro longa-metragem dirigido pelo cineasta francês, conhecido por seu trabalho como ilustrador de HQs e animador de videoclipes e curtas-metragens. Influenciado por histórias em quadrinhos de ficção científica, o filme é voltado para o público infantil e familiar.

Ao contrário da tendência de autores de ficção científica contemporâneos e do passado, de retratarem o gênero em lentes negativas e apocalípticas, "Arco" oferece esperança à geração atual, apresentando um mundo que convida os espectadores a imaginar um futuro desejável e possível, em que a humanidade evolui em harmonia com a natureza.

Sinopse: Em um futuro distante e idílico, a humanidade detém o poder da viagem no tempo com trajes coloridos que projetam no céu um rastro de luz do arco-íris. Embora seja muito jovem para se aventurar nessas jornadas, o impaciente Arco foge sozinho – apenas para se ver preso no ano de 2075, em um mundo mais perigoso que o seu. Felizmente, Iris, de dez anos, vê o misterioso garoto cair do céu e, com a ajuda de seu robô cuidador, eles embarcam em uma comovente odisseia para levar Arco de volta para casa.

De cores vibrantes e uma construção de mundo singular a um núcleo terno de amizade, "Arco" abraça a maravilha atemporal da narrativa visual e nos convida a sonhar com um futuro mais brilhante.

Cristalino, o filme ilustra esse futuro próximo em que o jovem Arco é acolhido pela pequena Iris, um produto de seu tempo, criada por sua babá robô. Ela vive em um universo de ilusões, em que vê seus pais ausentes por meio de hologramas e a natureza é devastada por desastres. É através dos olhos de Arco, vindos de um tempo mais simples, que o absurdo do mundo em que Iris habita e a direção para a qual a humanidade caminha são revelados.


“Arco é uma metáfora para a melhor coisa que poderia acontecer”, Ugo Bienvenu


O filme original traz as vozes de Alma Jodorowsky (Rainhas do Drama), Swann Arlaud (Anatomia de uma Queda), Vincent Macaigne (A Musa de Bonnard), Louis Garrel (Os Sonhadores), William Lebghil (Nino) e do rapper francês Oxmo Puccino. Já a versão dublada no Brasil conta com Enrico Espada (Captão Tsubasa), Bianca Alencar (Turma da Mônica Jovem), Rodrigo Araújo (One Piece), Reginaldo Primo (Os Simpsons), Beto Macedo (Super Onze: Ares no Tenbin), e Diego Muras (Naruto Shippuden), entre outros.


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