quarta-feira, 1 de abril de 2026

.: “O Talentoso Ripley”: Hugo Bonèmer protagoniza versão brasileira do clássico



Espetáculo estreia dia 4 de abril no teatro Gláucio Gill, Copacabana (RJ), com produção artística e direção de Bonèmer. Fotos: Peter Wrede


Estreia no próximo dia 4 de abril no teatro Gláucio Gill, Copacabana (RJ), a versão brasileira de “O Talentoso Ripley”, que traz Hugo Bonèmer de volta aos palcos interpretando Tom Ripley. Na pele desse personagem, que já foi interpretado por nomes como Matt Damon, Alain Delon, John Malkovitch e Andrew Scott em diferentes adaptações da história, o ator, que também faz a produção artística e dirige a peça ao lado de Kamilla Rufino, promete uma nova e provocadora encenação nessa temporada que vai até 27 de abril com sessões aos sábados, domingos e segundas às 20h.

“Trabalhar um personagem com a estrutura psicológica do Tom exige que eu visite lugares que, em princípio, me causam bastante desconforto. O texto da adaptação da Phyllis Nagy opta por uma abordagem que humaniza as motivações dele, dando peso aos traumas e dores que o moldaram. Por isso, em vez de interpretá-lo como um monstro unidimensional, estou investigando o que levou Tom Ripley a esse ponto. É um exercício de empatia perigoso, porque ao entender as justificativas dele, o público se vê forçado a confrontar o fato de que a distância entre o normal e o extremo é muito mais curta do que gostamos de admitir”, diz Bonèmer sobre a preparação.

Sinopse: Tom Ripley (Hugo Bonèmer) é um mestre da camuflagem social, um jovem invisível em Nova York que vê na fortuna de uma família a chave para a vida que sempre cobiçou. Ao infiltrar-se no cotidiano luxuoso de Richard Greenleaf (Francisco Paz), a admiração de Tom transmuta-se rapidamente em uma obsessão paranoica e predatória.

Além do Hugo e Francisco, o elenco dessa adaptação de Phyllis Nagy para o romance de Patricia Highsmith, conta com Guilhermina Libanio (Marge e Sophia), João Fernandes (Marc e Freddie), Cassio Pandolfh (Herbert Greenleaf e Tenente Roverini), Laura Gabriela (Emily Greenleaf e Tia Dottie) e Tom Nader (Red, Fausto e Silvio). Todos interpretam mais de um personagem.

Essa é a primeira vez que a peça, do livro publicado em 1955, é produzida em português. A obra deu origem a adaptações para o cinema e consolidou o personagem como um dos anti-heróis mais complexos da cultura contemporânea. Sua versão mais conhecida é o filme de 1999, estrelado por Matt Damon, que apresentou a trama a toda uma geração, mostrando um crime passional que faz brotar um psicopata; e recentemente a Netflix produziu uma adaptação em formato de série, com Andrew Scott, mostrando um Tom Ripley absolutamente doentio desde o início.

“Minha expectativa é de que a plateia seja cúmplice da lógica do Tom. O espetáculo é uma narrativa em primeira pessoa; o tempo todo ele tenta convencer o espectador para acreditar no seu ponto de vista, tentando validar cada escolha, por mais terrível que seja. Acredito que o potencial mais assustador dessa montagem seja o momento em que as pessoas perceberem que estão compreendendo ou até defendendo a perspectiva dele. Acredito que essa proximidade se conecte com as guerras atuais de narrativas”, complementa o intérprete de Tom Ripley.

Bonèmer traz na interpretação todas as características conhecidas do personagem: a sedução e a vulnerabilidade, apostando em uma atmosfera que traga tensão e sofisticação estética.

“Mais do que um thriller psicológico ou uma peça de terror, queremos propor uma reflexão sobre desejo, inveja, mobilidade social e construção de imagem: temas absolutamente contemporâneos. Na peça, Ripley passa a ser um espelho desconfortável da nossa era, obcecada por performance, status, pertencimento e reinvenção constantes. Queremos mergulhar nas zonas cinzentas da identidade: até onde alguém acha que pode ir para ser amado, aceito ou reconhecido? Queremos criar uma experiência imersiva, onde o público se vê cúmplice das escolhas do protagonista para depois, quem sabe, questionar elas”, adianta Hugo.

Os ingressos para “O Talentoso Ripley”, que terá sessões às segundas-feiras, além dos sábados e domingos.

Espetáculo: "O Talentoso Ripley'

Teatro Glaucio Gill

Temporada: 04 a 27 de Abril

Dias: Sábados, Domingos e Segundas

Lotação: 154 lugares

Horário: 20h

Classificação: 16 anos

Duração: 2h

Gênero: Suspense/Terror

Ingressos: A partir de R$ 35,00 

Instagram oficial https://www.instagram.com/otalentosoripley/

Venda:

https://funarj.eleventickets.com/#!/evento/beabb69402299f72e26268ef1ca24bde7f6e1821/245ba1d3637a21eb044113ec64cfaf4f1e7ead6b


Ficha técnica

Adaptação para teatro: Phyllis Nagy (da obra de Patricia Highsmith)

Direção: Hugo Bonèmer e Kamilla Rufino

Elenco: Cassio Pandolfh, Francisco Paz, Guilhermina Libanio, Hugo Bonèmer, João Fernandes, Laura Gabriela e Tom Nader

Produção: Linda Gomes

Iluminação: Renato Machado

Direção Musical e Trilha Original: Tauã de Lorena e Laura Gabriela

Figurino: Sergio Medina e Joe Nicolay Cenário: Hugo Bonèmer

Contrarregra e Camareiro: Leo Nunes

Design: Guilherme Dias Goulart (Tribbo)

Fotos: Peter Wrede

Figurino: Joe Nicolay e Sergio Medina

Mídias Digitais: Danilo Costa

Direção de produção: Hugo Bonèmer (Hmm-Hum Produção)

Assessoria de Imprensa: Ribamar Filho (MercadoCom)

Idealização: Francisco Paz (Unfinished Business)

terça-feira, 31 de março de 2026

.: Quarta-feira é dia de "Super Mario Galaxy: O Filme" no Cineflix Cinemas

"Super Mario Galaxy: O Filme", animação americana de gênero comédia e aventura, chega às telonas Cineflix Cinemas de Santos, no dia 1º de abril, em versão dublada e legendada com a promessa de agradar aos fãs. E no dia especial haverá uma super promoção. Com seu ingresso Cineflix Cinemas em mãos, qualquer item Mario Bros. e um recipiente higienizado, a recarga de pipoca sai por apenas R$ 10,00. Haverá também promoção com brindes em poltronas premiadas, da estreia no dia 1 de abril até o domingo. 

A produção vista como o ponto de partida para um universo cinematográfico da Nintendo, introduzindo elementos que sugerem futuras expansões é a sequência da animação de 2023, "Super Mario Bros: O Filme", é baseada no jogo eletrônico Super Mario Galaxy e na franquia de jogos Mario, da Nintendo, a produção da Illumination e Nintendo, distribuída pela Universal Pictures, é uma sequência direta de Super Mario Bros. 

Durante a festa de aniversário de Peach, uma ameaça surge, forçando Mario a ir para o espaço. Logo, a aventura espacial terá busca por Estrelas de Poder. O filme é dirigido por Aaron Horvath e Michael Jelenic.

 Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


Leia+

.: Crítica: "Super Mario Bros: O Filme" é frenético e nostálgico. Imperdível!

.: Crítica: "Cara de Um, Focinho De Outro" une avó e neta pela natureza

.: Crítica: "Um Cabra Bom de Bola" ensina a criar raízes profundas e sonhar

.: Crítica: "Guerreiras do K-Pop" entrega modernidade na essência "Sailor Moon"

.: Crítica: "A Pequena Amélie" deixa de ser Deus, esbarra no apego e amadurece

.: Crítica: "O Diário de Pilar na Amazônia" dá recado de conscientização

.: Sidney Santiago Kuanza em peça e oficinas gratuitas no litoral de SP


Sidney Santiago Kuanza coleciona trabalhos na Globo, Record, HBO Max e TV Cultura, além de 20 anos de carreira no teatro e  cinema. Foto: divulgação


Para marcar o Dia Mundial do Teatro, celebrado no último dia 27 de março, o ator e diretor Sidney Santiago Kuanza traz uma programação especial e gratuita a três cidades da Baixada Santista. A iniciativa conta com apresentação do espetáculo "A Solidão do Feio" e duas oficinas teatrais, que integram o Projeto "Circulação Os Crespos 20 Anos", com ações formativas como bate-papos e oficinas artísticas. Após várias apresentações em todo o Estado e a indicação ao Prêmio Shell de melhor ator em 2024, o circuito percorrerá Guarujá, Cubatão e Santos entre até dia 7 de abril.

Nascido em Guarujá, Sidney Santiago foi criado na Praia do Perequê até o fim da adolescência e hoje, aos 40 anos, coleciona trabalhos na Globo, Record, HBO Max e TV Cultura, somando ainda mais de 20 anos de carreira no teatro e cinema. Atualmente, compõe o elenco da série "Rensga Hits", sucesso no streaming Globoplay e já em sua terceira temporada, mas atuou em novelas como "Caminho das Índias" (Globo), "Escrava Mãe" e "Metamorphoses" (Record), e em séries como "Queridos Amigos", "Segunda Chamada", "Carandiru, outras histórias", "Turma do Gueto", além de mais de 20 filmes e inúmeras peças.

O artista escolheu a Baixada Santista, sua região de origem, para encerrar um projeto que já percorreu todo o Estado. A iniciativa leva a territórios periféricos e quilombolas, marcados por desigualdade social e violências raciais, apresentações teatrais gratuitas e oficinas. As atrações já passaram pela Capital, Grande São Paulo e Vale do Ribeira.


*Terça-feira em Santos*
Já o espetáculo "A Solidão do Feio" estará em cartaz em Santos nesta terça-feira (31), às 19h30, no Teatro Guarany (Praça dos Andradas, 100 - Centro). O espetáculo transita entre diferentes gêneros cênicos para recriar, de forma ficcional e poética, fragmentos da vida e obra do escritor Afonso Henriques Lima Barreto. A duração é de 80 minutos e a classificação indicativa a partir de 14 anos.

Indicado ao Prêmio Shell 2024 na categoria melhor ator, Sidney Santiago faz um solo em "A Solidão do Feio". O ator também assina a dramaturgia e tem direção compartilhada com Gabi Costa. A peça celebra ainda os 20 anos da Cia. Os Crespos, da qual Sidney é fundador.

A escolha de Lima Barreto tem origem em um projeto acerca dos estudos e reflexões sobre os impactos do racismo na psique, afetividade e subjetividade de homens negros. O monólogo integra uma trilogia da Cia Os Crespos, intitulada “Masculinidade & Negritude”, que leva o legado político, artístico e cultural de homens negros aos palcos. Assim como Lima Barreto, João Francisco dos Santos (Madame Satã), e o poeta Cruz e Souza foram os nomes escolhidos. "Nosso intuito é devolver o Lima Barreto como herói nacional a quem de fato lhe é devido: as pessoas mais despossuídas, pobres e marginalizadas. Porque a literatura desse homem teve todo um compromisso com esses grupos. Nosso trabalho é justamente devolver o Lima a esses quilombos, a essas favelas", afirma Sidney Santiago Kuanza. Os ingressos de "A Solidão do Feio" são gratuitos e distribuídos no Teatro Guarany uma hora antes da sessão. 


Dia 7 de abril, em Guarujá
Para coroar a programação,  Sidney Santiago fecha com chave de ouro em sua terra natal. A oficina teatral "Práticas performáticas e identidade em cena" ocorrerá no Teatro Municipal Procópio Ferreira (Avenida Dom Pedro I, 350 - Jardim Tejereba) no próximo dia 7 de abril, às 19 horas. O público-alvo dever ser maior de 16 anos e encaminhar sua inscrição pelo email acessosecult@prefeitura.guaruja.sp.gov.br.


Ficha técnica:
Concepção e atuação: Sidney Santiago Kuanza
Direção: Gabi Costa e Sidney Santiago Kuanza
Direção de produção: Rafael Ferro e Sidney Santiago Kuanza
Direção de arte: Jandilson Vieira 
Dramaturgia: Sidney Santiago Kuanza
Dramaturgia de imagens e desenho de som: Eduardo Alves
Operação de som e vídeo: Heron Demetrius e Duque
Iluminação: Denilson Marques
Operação de luz: Guilherme Pereira
Cenografia: Wanderley Wagner
Concepção de figurino: Sidney Santiago Kuanza
Criação de figurino especial Lima Barreto: Zebu
Peças do acervo: Hilda Marinho
Contrarregra: Fredo Peixoto 
Produção executiva: Jandilson Vieira
Fotografia: Pedro Jackson e Fredo Peixoto
Designer: Irving Bruno 
Aderecista e desenho de traje: Thiago Menezes
Comunicação e assessoria de imprensa: Pedro Madeira e Rafael Ferro
Jornalista Colaborador: Nabor Júnior
Vozes off: Darília Ferreira, Heitor Goldflus e Pedrão Guimarães
Apoio: Ocupação 9 de Julho e Teatro de Container
Transporte de Cenário: Hugo Torrens Soria

.: MASP promove conversa aberta com o artista Santiago Yahuarcani nesta quinta


Santiago Yahuarcani, Dueño de kion, 2022. Cortesia do artista e [Courtesy of the artist and] Crisis Galería, Lima e [and] Madri

O MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand promove, na próxima quinta-feira, dia 2 de abril, mais uma edição do projeto "MASP Conversas", iniciativa que integra a programação pública do museu e propõe o diálogo direto entre artistas, curadores e o público. A atividade se consolida como espaço de reflexão sobre processos criativos, abordagens curatoriais e os temas que atravessam as exposições em cartaz.

Desta vez, o encontro será dedicado à mostra "Santiago Yahuarcani: o Princípio do Conhecimento", reunindo o próprio artista Santiago Yahuarcani e a curadora Amanda Carneiro, com mediação da pesquisadora Andressa Samanta. A conversa propõe uma imersão na prática artística de Yahuarcani, reconhecido por seu trabalho que articula tradição, memória e cosmologia indígena.

Ao longo do encontro, serão discutidos aspectos centrais da obra do artista, como o uso da llanchama - suporte tradicional produzido a partir da casca de árvore - e de pigmentos naturais, além das dimensões formais e simbólicas de sua pintura. A produção de Yahuarcani evoca os seres físicos e espirituais do povo Uitoto, trazendo à tona narrativas ancestrais marcadas pela violência do ciclo da borracha e pelo genocídio na região do Putumayo, sem perder de vista as estratégias de resistência e sobrevivência dessas comunidades.

A discussão também se orienta pelo eixo conceitual sugerido no título da exposição, ao questionar que tipo de conhecimento está em jogo, como ele é transmitido e a quem se destina. Nesse sentido, o encontro amplia o debate sobre epistemologias indígenas e seus modos próprios de existência e permanência.

Integrada ao ciclo curatorial Histórias latino-americanas, a atividade reafirma o compromisso do MASP em tensionar narrativas hegemônicas e promover a visibilidade de produções artísticas que dialogam com contextos históricos e sociais da região.

O evento será realizado presencialmente, das 16h00 às 17h30, no Edifício Pietro Maria Bardi, 9º andar, com tradução simultânea em português e espanhol - mediante retirada de fones com documento - e interpretação em Libras. Posteriormente, a conversa será disponibilizada no canal oficial do museu no YouTube, ampliando o acesso ao conteúdo. O MASP fica na Avenida Paulista, 1578 - Cerqueira César, em São Paulo.

.: Novo módulo do Café Filosófico CPFL discute os dilemas da saúde mental



Série de encontros propõe refletir sobre os desafios da subjetividade em tempos de medicalização, inteligência artificial e transformações sociais .Psicanalista e psicólogo Pedro de Santi abre módulo de abril do Café Filosófico CPFL. Foto: Tati Ferro


O novo módulo do Café Filosófico CPFL estreia nesta quinta-feira, dia 2 de abril, às 19h00, dedicado a um dos temas mais urgentes do nosso tempo: responsabilidade e escuta na psicanálise contemporânea. Com curadoria do psicanalista e psicólogo Pedro de Santi, a série propõe uma reflexão sobre os modos como a subjetividade vem sendo atravessada por transformações sociais, tecnológicas e culturais, e quais são os desafios clínicos e éticos que emergem desse cenário. 

Em um contexto em que nunca se falou tanto sobre saúde mental, o módulo parte de uma constatação inquietante: ao mesmo tempo em que cresce a atenção ao tema, ampliam-se também os diagnósticos, a medicalização e, paradoxalmente, as formas de sofrimento. Questões como o aumento da ansiedade entre jovens, o impacto da inteligência artificial nas relações humanas, as mudanças nas discussões sobre gênero e raça e até as tensões em torno da democracia atravessam o debate proposto pela série, que também coloca em perspectiva o papel da psicanálise diante dessas transformações e seu compromisso ético com a constituição da subjetividade.

A abertura do módulo acontece com a palestra “Riscos Atuais à Subjetividade e a Busca por Bem Viver”, conduzida pelo próprio curador. No encontro, ele propõe discutir a atualidade da psicanálise a partir de uma ética do bem viver, diante de um mundo marcado por exigências constantes de performance e por um crescente enfraquecimento das mediações sociais. Segundo o psicanalista, esse cenário tem produzido novas formas de sofrimento e novas maneiras de evitá-lo, nem sempre produtivas. “Vivemos um tempo em que o imperativo de desempenho convive com uma fragilidade crescente das redes de amparo. Isso nos lança a um desamparo que muitas vezes é rapidamente traduzido em diagnósticos e medicalização, como forma de aliviar o sofrimento sem necessariamente enfrentá-lo em sua dimensão subjetiva”, afirma Pedro de Santi.

Ele destaca, ainda, que sob o signo da doença e da intervenção medicamentosa, corre-se o risco de esvaziar a implicação do sujeito em sua própria vida. “Quando atribuímos nossas limitações apenas à doença ou nossos êxitos exclusivamente à medicação, perdemos algo fundamental: a possibilidade de nos reconhecermos como agentes da nossa própria história. A psicanálise, nesse sentido, resgata uma ética que valoriza o desejo, a responsabilidade e a construção singular de um bem viver”, completa.

Ao longo dos cinco encontros, o módulo amplia essa discussão ao reunir diferentes especialistas que investigam as interseções entre clínica, sociedade e política. No dia 9 de abril, o psicanalista e psiquiatra Marcelo Veras aborda as relações entre psicanálise e psiquiatria na era digital, discutindo os impactos da inteligência artificial, da psiquiatria computacional e da chamada “fenotipagem digital” sobre a noção de subjetividade e diagnóstico. Na semana seguinte, em 16 de abril, a psicanalista Priscilla Santos de Souza propõe refletir sobre como o racismo, enquanto estrutura histórica da sociedade brasileira, atravessa o campo da saúde e interpela a teoria e a prática psicanalítica.

Já no dia 23 de abril, a psicóloga Miriam Debieux Rosa discute as relações entre psicanálise e democracia, explorando como a clínica pode contribuir para compreender os impasses de uma sociedade marcada por imaginários distópicos e pela fragilização do laço social. Encerrando o módulo, em 30 de abril, a psicanalista Mara Caffé analisa as transformações contemporâneas nas questões de gênero, situando a chamada “explosão do gênero” em um processo histórico mais amplo, marcado tanto por avanços quanto por reações conservadoras.

 
Sobre o palestrante 
Pedro de Santi é psicanalista e psicólogo, com uma trajetória que articula pensamento clínico, reflexão filosófica e investigação sobre a subjetividade contemporânea. Mestre em Filosofia pela USP e doutor em Psicologia Clínica pela PUC-SP, é professor da ESPM e da Casa do Saber, além de líder do grupo de pesquisa “Eu e o Outro na Cidade”, vinculado ao CNPq. Com pós-doutorado em Comportamento do Consumidor, também pela ESPM, é autor de diversos livros e artigos que exploram as relações entre desejo, consumo e modos de vida na contemporaneidade, entre eles A crítica ao eu na Modernidade, A subjetividade no ambiente conectado e Desejo e adição na relação de consumo.

 
Ambiente inspirador de troca e aprendizado 
O Café Filosófico CPFL traz uma nova identidade visual e artística, incluindo cenário, para acompanhar a renovação do formato, que passa a ter a nova apresentadora, Tainá Müller, interagindo com os convidados e a plateia. O espaço do Café, na sede do Instituto CPFL, em Campinas, oferece uma atmosfera convidativa e aconchegante, onde cada detalhe é pensado para proporcionar uma experiência prazerosa. É possível tirar fotos em todos os lugares, incluindo o novo cenário. O local possui climatização e é acessível a pessoas com deficiência, além de contar com intérpretes de Libras para garantir a participação de todos. Há, ainda, um serviço de alimentação com cardápio de comidas e bebidas para consumo no local.

 Após a gravação e exibição ao vivo, as palestras ganham uma versão editada que é exibida na TV Cultura, aos domingos, às 20h00, com reprises às quartas, à 1h00 e, posteriormente, disponibilizadas no YouTube. Vale destacar que os episódios transmitidos pela TV não correspondem necessariamente às gravações feitas durante a semana.

 
Serviço Café Filosófico CPFL, ao vivo, com Pedro de Santi, psicanalista e psicólogo
Dia 2 de abril, quinta-feira, às 19h00
Instituto CPFL
Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632 - Chácara Primavera, Campinas/SP
Entrada: gratuita, por ordem de chegada, a partir das 18h00
Participação on-line: canal do Café no YouTube 

.: A Feira do Livro divulga primeira lista de convidados com 56 autores


A quinta edição do festival literário gratuito acontece entre 30 de maio e 7 de junho na praça Charles Miller e destaca literatura latino-americana, thrillers e biografias


Está no calendário oficial de São Paulo: o feriadão de Corpus Christi é o momento de celebrar o livro e a cidade, ocupando a rua com autores, editores, livreiros e leitores. A Feira do Livro, festival a céu aberto e gratuito, realizado na praça Charles Miller, anuncia os primeiros nomes confirmados na programação oficial de sua quinta edição e começa a contar uma nova história. Se em 2025 a curadoria relembrou os 40 anos de democracia no país, neste ano a programação oficial celebra a literatura latino-americana e seus diálogos com o Brasil.

Durante nove dias, o festival literário paulistano levará para o Pacaembu mais de 250 convidados para debates, oficinas, contações de histórias, sessões de autógrafos e outras atividades totalmente gratuitas em torno do livro e da leitura. Os três palcos da programação oficial e os três Tablados Literários da programação paralela reunirão destaques da literatura, da poesia e da não ficção brasileira e internacional, com forte presença de autores da América do Sul.

Editoras, livrarias e instituições comprometidas com o livro e a leitura — já são 156 os expositores confirmados até o momento — vão apresentar sua produção em estandes espalhados pelos 15 mil metros quadrados da praça Charles Miller, recebendo estudantes, famílias, professores, turmas de amigos, bibliomaníacos, curiosos e outros tipos paulistanos e de todo o Brasil que se reúnem anualmente n’A Feira do Livro para ouvir e contar boas histórias sob o sol do outono. Dos best-sellers internacionais às edições feitas à mão, A Feira do Livro busca trazer para o público as centenas de possibilidades que um livro abre para o leitor. 

Criada em 2022 a partir de contribuições de editores e livreiros, A Feira do Livro é uma realização da Associação Quatro Cinco Um, organização voltada para a difusão do livro no Brasil, da Maré Produções, empresa especializada em exposições de arte, e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet. Tem patrocínio Ouro do Mercado Livre e da Motiva, patrocínio Prata da Prefeitura de São Paulo, e apoio do Pinheiro Neto Advogados, Instituto Ibirapitanga e enjoei. A relação final de patrocinadores, apoiadores e parceiros será divulgada ao longo das próximas semanas.


Destaques da programação
Desde as suas primeiras edições, o castelhano em diferentes sotaques marcou a programação oficial d’A Feira do Livro. Em 2026, grandes nomes e promessas literárias de países da América do Sul vão dialogar com leitores e autores brasileiros. A divulgação da programação completa, com horários, datas e participantes, será feita nas próximas semanas.

Da Colômbia, Pilar Quintana lança no Brasil seu esperado novo romance e Mario Mendoza conecta São Paulo a uma Bogotá noir. O pensamento indígena, sempre presente na programação do festival, terá uma representante mapuche, Daniela Catrileo, do Chile. Andrés Montero, também chileno, leva ao Pacaembu um verdadeiro produto de exportação do continente: a oralidade e elementos fantásticos. A ensaísta argentina radicada no Rio de Janeiro Paula Sibilia, que reflete sobre consumo, tecnologia e subjetividade em nossos dias; a escritora Bárbara Belloc, também argentina, que explora as fronteiras entre ficção, memória e loucura; e a ficcionista uruguaia Inés Bortagaray completam o grupo de convidados sul-americanos anunciados até o momento. 

A atmosfera solar d’A Feira do Livro promete ganhar tons mais sombrios, pelo menos em algumas mesas da programação oficial, dedicadas à literatura noir. Os fãs de thrillers, suspenses e dramas psicológicos terão grandes representantes n’A Feira do Livro 2026: a irlandesa Liz Nugent, em visita inédita ao país, o colombiano Mario Mendoza e o carioca Alberto Mussa, autor de uma história sobre um crime ambientado na Zona Norte do Rio. A visita de Liz Nugent tem apoio da Cultúr Éireann.

Ainda na lista de convidados internacionais, o romancista italiano Sandro Veronesi se apresenta pela primeira vez na cidade, numa rara oportunidade de encontro com seus fãs paulistanos. A norte-americana Tracy Mann lança n’A Feira do Livro suas memórias dos tempos de movimento hippie na Bahia dos anos 1970.


Brasilidade
Entre os autores nacionais, a curadoria aposta em encontros que cruzam a ficção e a não ficção em diferentes gêneros literários, gerações, sensibilidades e origens, dos imortais e premiados aos estreantes. Entre os autores consagrados, os cariocas Ana Maria Machado e Nei Lopes e o mineiro - Prêmio Camões - Silviano Santiago confirmaram presença n’A Feira do Livro e devem repassar sua trajetória de décadas em encontros memoráveis com o público. 

Mesas de biografias sempre são esperadas em festivais literários, e neste ano A Feira do Livro vai promover encontros especiais com biógrafos de grandes figuras da vida brasileira. Autor de clássicos do gênero, o jornalista Fernando Morais lança no Pacaembu o segundo volume de sua biografia sobre o presidente Lula. Pedro Bial vai falar da vida de Isabel Salgado, estrela olímpica da seleção brasileira de vôlei. Adriana Negreiros apresenta sua biografia da comediante Dercy Gonçalves. Um dos biógrafos convidados, o mineiro João Pombo Barile, vai conversar com o próprio biografado no palco d’A Feira do Livro: o crítico literário Silviano Santiago.

Autores populares e influentes como o historiador Luiz Antonio Simas e os romancistas Jeferson Tenório e Carla Madeira, que lotaram a plateia em edições anteriores, retornam ao festival. Núcleo forte da programação oficial, a literatura contemporânea brasileira terá um grupo relevante de autores convidados, representativo do bom momento da ficção no país: Cristhiano Aguiar, Vanessa Barbara, Mariana Salomão Carrara, Noemi Jaffe, Giovana Madalosso, Chico Mattoso, Daniel Munduruku, Natércia Pontes, Lilian Sais, Bianca Santana e Natalia Timerman estão entre os confirmados até o momento. Ian Uviedo e Maria Brant representam os estreantes na literatura brasileira. Na poesia, os nomes anunciados nesta primeira leva são o carioca Eucanaã Ferraz e o paulista Ricardo Domeneck.


Não ficção 
Além das mesas propriamente literárias, a não ficção também tem destaque na programação oficial e põe em debate temas relevantes da cultura, da sociedade e da vida privada, como o luto e a memória, abordados nos livros dos convidados Camila Appel, jornalista, e Fernando José de Almeida, educador — ambos com obras sobre a morte, mas por diferentes perspectivas. Maria Rita Kehl e Gabriel Tupinambá promovem o diálogo da literatura com a psicanálise. 

Um dos núcleos temáticos focaliza a vida noturna paulistana em diferentes momentos históricos: do pioneirismo da cultura LGBTQIA+ no Ferro’s Bar, reduto da comunidade lésbica paulistana dos anos 1960, retratado por Julia Kumpera, às cenas da disco, do rock e do bate-estaca techno dos anos 1990 e 2000 dos jornalistas Erika Palomino, Gaía Passarelli e Camilo Rocha. A veia boêmia da cidade ainda será homenageada pela ficção, nas palavras do escritor Reinaldo Moraes, que lança n’A Feira do Livro um romance sobre noitadas sem fim em São Paulo.

Na mesa sobre alimentação, que tem presença cativa n’A Feira do Livro desde a primeira edição, a antropóloga Inara Nascimento, a pesquisadora Rute Costa e a chef paulistana Bel Coelho discutem a presença indígena e negra na culinária brasileira. Questões urgentes da vida contemporânea também serão levadas aos palcos d’A Feira do Livro, como educação midiática, com Januária Cristina Alves; desigualdade econômica, com o geógrafo Kauê Lopes dos Santos; e a emergência climática, com Luiz Villares e Ricardo Abramovay.

A primeira lista de convidados ainda inclui nomes de destaque nas artes visuais, com o mineiro Eustáquio Neves; nos quadrinhos, com Dani Marino e Gabriela Borges, do projeto Mina de HQ; e nas artes e ofícios do livro, com o designer paulistano Gustavo Piqueira. A curadoria d’A Feira do Livro é feita a partir de sugestões dos expositores e do público, dos jornalistas e colunistas da Quatro Cinco Um e de parceiros institucionais, sob coordenação do diretor geral Paulo Werneck e da assistente de curadoria Maria Clara Villas. O projeto arquitetônico e a direção de arte são do diretor geral Álvaro Razuk, da Maré Produções. A coordenação geral d’A Feira do Livro é da diretora executiva Mariana Shiraiwa.

As mesas da programação oficial acontecem no Palco da Praça, montado no meio d’A Feira do Livro; no Auditório Armando Nogueira, do Museu do Futebol, parceiro de primeira hora do festival literário; e também no Espaço Rebentos, palco da programação para crianças, ainda não divulgada. 

Nas próximas semanas, novos nomes da programação oficial devem ser anunciados, assim como a grade completa de debates, que deverá reunir cerca de 170 autores. A programação paralela, que acontece nos Tablados Literários — pequenos palcos espalhados pela Feira do Livro — e é feita pelos expositores, será divulgada em seguida. O festival literário paulistano ainda tem uma programação de oficinas e atividades em torno da cultura do livro.

O acesso a todos os palcos d’A Feira do Livro é gratuito, dentro dos limites de capacidade de cada espaço, e não tem nenhum tipo de ingresso ou catraca. A Feira do Livro 2025 reuniu 80 mil pessoas durante nove dias de realização, tendo recebido 250 convidados na programação oficial e 150 expositores, entre editoras, livrarias e instituições ligadas ao livro e à leitura. 

Todos os autores confirmados até agora
Adriana Negreiros, Alberto Mussa, Ana Maria Machado, Andrés Montero (Chile), Bárbara Belloc (Argentina), Bel Coelho, Bianca Santana, Camila Appel, Camilo Rocha, Carla Madeira, Chico Mattoso, Cristhiano Aguiar, Dani Marino, Daniel Munduruku, Daniela Catrileo (Chile), Erika Palomino, Eucanaã Ferraz, Eustáquio Neves, Fernando José de Almeida, Fernando Morais, Gabriel Tupinambá, Gabriela Borges, Gaía Passarelli, Giovana Madalosso, Gustavo Piqueira, Ian Uviedo, Inara Nascimento, Inés Bortagaray (Uruguai), Januária Cristina Alves, Jeferson Tenório, João Pombo Barile, Julia Kumpera, Kauê Lopes dos Santos, Lilian Sais, Liz Nugent (Irlanda), Luiz Antonio Simas, Luiz Villares, Maria Brant, Maria Rita Kehl, Mariana Salomão Carrara, Mario Mendoza (Colômbia), Natalia Timerman, Natércia Pontes, Nei Lopes, Noemi Jaffe, Paula Sibilia (Argentina), Pedro Bial, Pilar Quintana (Colômbia), Reinaldo Moraes, Ricardo Abramovay, Ricardo Domeneck, Rute Costa, Sandro Veronesi (Itália), Silviano Santiago, Tracy Mann (EUA) e Vanessa Barbara.


A Feira do Livro
A Feira do Livro é gratuita e realizada ao ar livre, na praça Charles Miller, no bairro paulistano do Pacaembu, ocupando uma área de mais de 15 mil metros quadrados, normalmente dedicada à circulação e ao estacionamento de carros. Suas estruturas incluem seis palcos para receber mesas literárias e outras atividades, uma livraria oficial para as sessões de autógrafos, um espaço de oficinas e tendas ocupadas pelos expositores. Os espaços de convivência são uma novidade desta quinta edição, que foram projetados para servir como pequenas pracinhas, com cadeiras e bancos para o público descansar e ler um livro. 

As 156 editoras, livrarias e instituições socioculturais inscritas até o momento para participar d’A Feira do Livro 2026 vão ocupar três tipos de espaços expositivos: bancadas, que ficam na Praça das Bancadas; as ilhas, espaços um pouco maiores que as bancadas e que ficam agrupadas na Tenda das Ilhas; e as tendas individuais, que podem ser ocupadas por um ou mais expositores e são organizadas em “quadras”, criando vielas para circulação do público. 

A rotatória central abriga a Praça do Telão. Ali o público pode acompanhar as atividades que acontecem no Palco da Praça, estendendo uma canga ou se acomodando nas cadeiras dispostas no local. Há também a Praça de Alimentação, que oferece opções variadas de comidas e bebidas. 

O festival conta ainda com um espaço de acomodação sensorial, destinado a acolher o público neurodiverso que precise de apoio para se regular, num ambiente mais tranquilo. Esse Espaço de Descompressão foi reconhecido com o selo Amigo da Pessoa com TEA, do Governo do Estado de São Paulo. O festival terá ainda a presença de duas Unidades Móveis de Atendimento, em parceria com a Coordenação Municipal de Políticas para LGBTI+, sendo uma unidade de apoio ao público LGBTI+ e outra para Atendimento às Mulheres, que amplia a rede de proteção na cidade de São Paulo, garantindo o acesso aos serviços da rede de enfrentamento à violência contra a mulher. Há também um espaço para imprensa. A assessoria de imprensa é realizada pela a4&holofote e as informações sobre credenciamento para jornalistas serão divulgadas em breve.


Espaço Rebentos
O Espaço Rebentos, palco infantil d'A Feira do Livro, sucesso em 2025, chega à sua segunda edição, com programação voltada principalmente para crianças de quatro a nove anos, mas sem deixar outras faixas etárias de fora. O espaço acolhe pequenos leitores e seus acompanhantes, com palco, área de leitura, espaço para oficinas e autógrafos. No interior da tenda, serão distribuídas credenciais especialmente feitas para as crianças. Informações sobre convidados e programação do Espaço Rebentos serão divulgadas em breve. 


Tablados Literários
Os Tablados Literários - três palcos que compõem a programação paralela, feita em parceria com os expositores - são distribuídos ao longo da praça. O projeto iniciado em 2024 continua pelo terceiro ano consecutivo abrigando bate-papos, lançamentos e outras atividades que contribuem para o movimento ao longo do dia n’A Feira do Livro. 


Patrocínios, apoios e parcerias
A Feira do Livro é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, da Associação Quatro Cinco Um, organização sem fins lucrativos dedicada à difusão do livro e da leitura no Brasil, e da Maré Produções, empresa especializada em exposições e feiras culturais.

A edição de 2026 tem patrocínio Ouro do Mercado Livre e da Motiva, e patrocínio Prata da Prefeitura de São Paulo, que reforçam seu compromisso com o acesso à cultura, à leitura e à democratização do conhecimento. Conta ainda com o apoio do Pinheiro Neto Advogados, do Instituto Ibirapitanga e do enjoei, além de apoio institucional do Museu do Futebol junto à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, Cultúr Éireann, do Ernesto Tzirulnik Advocacia e da ArPa. A visibilidade e a difusão d’A Feira do Livro 2026 são ampliadas por meio de parcerias de mídia com a Folha de S.Paulo, UOL, JCDecaux, Piauí, Nexo e PublishNews, que potencializam o alcance do evento.


Serviço
A Feira do Livro 2026 
30 de maio a 7 junho
Praça Charles Miller - Pacaembu / São Paulo

segunda-feira, 30 de março de 2026

.: Crítica: imperdível "Velhos Bandidos" faz rir e entrega desfecho inesperável

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


Um casal de idosos sai para uma super viagem, mas acaba esquecendo as passagens. Assim, flagram dois jovens bandidos com a mão no cofre da casa deles. Eis o início do longa nacional "Velhos Bandidos", em cartaz na telona Cineflix Cinemas de Santos, que entrega agilidade numa comédia de ação leve e divertida de ambiente policial, ou seja, uma caçada entre gatos e ratos fabulosa. 

É inegável que a produção dirigida por Cláudio Torres ("A Mulher Invisível", "O Homem do Futuro", filho de Fernanda Montenegro) chama atenção do público pelo carisma e talento de seu elenco veterano, Fernanda Montenegro ("Central do Brasil") e Ary Fontoura ("Se Eu Fosse Você"), assim como dos amigos da vida real Vladimir Brichta ("Bingo: O Rei das Manhãs") e Lázaro Ramos ("Meu Tio Matou um Cara") e a jovem Bruna Marquezine ("Besouro Azul"). 

O quinteto de peso em cena dá um show na telona com uma trama de desfecho surpreendente. A mescla de gerações de atores completamente entrosados em meio ao humor inteligente do roteiro insere facilmente "Velhos Bandidos" entre as melhores comédias nacionais recentes. Sem contar com a lambuja de colocar na telona de cinema outros grandes mestres da dramatização brasileira como, Reginaldo Faria, Nathalia Timberg, Vera Fisher e Tony Tornado.

O longa que soma 1 hora e 33 de entretenimento brasileiro diverte escapando de modo inteligente dos clichês rasos de comédias nacionais apelativas. Em meio a cada reviravolta, "Velhos Bandidos" faz ainda refletir sobre o descaso a respeito da corrupção e o bárbaro desalento na velhice, mesmo para aquele que fez as devidas contribuições e o corpo não tem mais o vigor para as horas diárias de labuta. 

Muito distinta de sua última personagem que dá nome ao longa "Vitória", Fernanda Montenegro transborda elegância como dona de uma sagacidade ímpar na pele de Marta, a esposa de Rodolfo (Ary Fontoura) alinha-se a ela com perfeição -em todas variáveis possíveis do termo "alinhar". A dobradinha funciona na medida da fofura dos idosos, assim como das surpresas escondidas dos olhos do público, mas que fazem a trama avançar e prender a empolgação até o último segundo do longa. Simplesmente imperdível!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

"Velhos Bandidos"(nacional). Gênero: Comédia, ação, policialDireção: Cláudio Torres. Roteiro: Cláudio Torres, Fábio Mendes e Renan Flumian. Duração: 1h 33min. Distribuição: Paris Filmes. Elenco: Fernanda Montenegro (Marta, uma assaltante experiente), Ary Fontoura (Rodolfo, parceiro de crimes de Marta), Bruna Marquezine (Nancy, jovem que se junta aos veteranos para um grande roubo), Vladimir Brichta (Sid), Lázaro Ramos (investigador de polícia responsável pelo caso) e mais. Sinopse: O longa acompanha o casal de aposentados, que planeja um assalto audacioso a um banco. Para executar o plano, eles recrutam dois jovens comparsas, mas acabam sendo perseguidos por um obstinado investigador. 

Trailer de "Velhos Bandidos"



Leia+

.: Resenha: "Vitória" é filme-denúncia que transborda humanidade na protagonista

.: Crítica: "Ó Paí, Ó 2" é para rir, mostrar as belezas de Salvador e conscientizar

.: Resenha crítica: "Bingo - O Rei da Manhãs" resgata os anos 80

.: Crítica: "O Velho Fusca" reconstrói relações abandonadas em filme nacional

.: Crítica: "O Agente Secreto" é filmaço imperdível com a cara do Brasil

.: Crítica: furioso e envolvente, “O Agente Secreto” é a alegoria do tubarão

.: Crítica: "Ainda Estou Aqui" emociona com lado sombrio da história do Brasil

.: 10 motivos para ler "Ainda Estou Aqui", obra que marca a luta pela verdade.: “Velhos Bandidos” torna aposentadoria em plano de assalto e diverte

.: Leitura Miau: livro transforma animais em vozes de liderança e convivência


Por Cláudia Brino, escritora, ativista cultural e editora da Costelas Felinas

Em "O Diário da Formiga Jerusa", da autora Valéria Rodrigues Florenzano, publicado pela Costelas Felinas Editora, nos transporta para um universo encantador e reflexivo, onde animais humanizados navegam pelos desafios da língua portuguesa e das relações de poder. A trama se desenrola em uma ilha fictícia no ano 2000, onde cada espécie animal domina seu próprio idioma, além do português, criando um ambiente culturalmente rico e intrigante.

O enredo é impulsionado pelo encontro de uma borboleta com um antigo diário escrito em 1997 pela formiga Jerusa. Através das páginas desse diário, somos apresentados a uma perspectiva íntima sobre as lideranças da ilha, figuras que tomam decisões fundamentais para o bem-estar da sociedade animal. As reflexões de Jerusa revelam um olhar atento sobre a autoridade e o bom senso, enquanto a borboleta, ocasionalmente, oferece suas próprias opiniões, acrescentando uma camada de diálogo e interpretação ao que está escrito.

Mais do que uma simples narrativa sobre animais, "O Diário da Formiga Jerusa" convida o leitor a pensar sobre o papel de um líder e os dilemas da autoridade, ao mesmo tempo que nos lembra dos mistérios que envolvem a vida. Valéria Rodrigues Florenzano constrói uma história abre espaço para discussões profundas sobre governança, sabedoria e convivência.

domingo, 29 de março de 2026

.: Crítica: "Frankenstein" de Guillermo del Toro é deleite visual em trama gótica

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


"Frankensteien" por Guillermo del Toro, baseado no romance de Mary Shelley, é puro deleite visual, desde o cenário ao figurino. Tudo na tela transborda o século XVIII, até mesmo quando há carnificina estampada e fogo consumindo um castelo. Inspirado em ilustrações anatômicas do século XVIII, o visual da criatura utilizou 42 peças moldadas à mão (14 apenas para a cabeça e pescoço) para se adaptar à altura de Jacob Elordi que está praticamente irreconhecível. 

O longa dividido em duas partes, inicia a trama pela ótica do criador egoísta, o Victor Frankenstein cheio de perspectivas e termina com os apontamentos da criatura diante de tudo o que experimentou. Focando então, no drama emocional e na relação pai e filho, com alteração no desfecho do enredo original. Assim, "Frankensteien" é mais uma reinterpretação pessoal do que uma adaptação fiel ao romance gótico de Mary Shelley. 

A produção que recebeu 9 indicações ao Oscar 2026, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator, levou três estatuetas, a de Melhor Figurino (Kate Hawley), Melhor Maquiagem e Penteado (Mike Hill, Jordan Samuel e Cliona Furey) e Melhor Design de Produção (Tamara Deverell e Shane Vieau), o que fez jus ao deslumbre visual que o longa de 2 horas e 30 minutos de duração entrega.

No elenco encabeçado por Oscar Isaac na pele de Victor Frankenstein, Jacob Elordi (A Criatura) e Mia Goth, está o pilar do sucesso do filme de del Toro. Há ainda um traço de humanidade conferida no ser criado de uma loucura incutida desde uma infância perturbada do jovem Victor, seguindo a essência de Mary Shelley ao explorar quem é o "verdadeiro monstro". Imperdível!


"Frankenstein"(Frankenstein). Gênero: terror, fantasia, drama. Direção e roteiro: Guillermo del Toro. Baseado em: Romance de Mary Shelley. Duração: 2 h 30. Distribuição: Netflix. Elenco: Jacob Elordi (A Criatura), Oscar Isaac (Victor Frankenstein), Mia Goth (Elizabeth), Charles Dance, Christoph Waltz. Sinopse: Um cientista brilhante, mas egoísta, traz uma criatura monstruosa à vida em um experimento ousado que, em última análise, leva à ruína tanto do criador quanto de sua trágica criação.

Trailer de "Frankenstein"


Leia+

.: Crítica: "Pinóquio" de del Toro arrepia ao ensinar a aceitar e a amar

.: Resenha crítica de "A Forma da Água", de Guillermo del Toro

.: Resenha crítica de "O Labirinto do Fauno", de Guillermo del Toro

.: Crítica: "O Beco do Pesadelo" tem pinta de clássico e trama riquíssima

.: Crítica: "A Noiva!" é saboroso delírio em thriller gótico feminista efervescente

.: Crítica: "Sirât" é caminhada infernal de quem não sabe lidar com a ausência

.: Crítica de "Vice", trama em que qualquer semelhança não é coincidência

.: Resenha crítica de "Inimigos Públicos" com Johnny Depp

.: Crítica: "O Agente Secreto" é filmaço imperdível com a cara do Brasil

.: Crítica: "Foi Apenas Um Acidente" e a incerteza de torturados pela ditadura

← Postagens mais recentes Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.