domingo, 26 de abril de 2026

.: Entrevista: Juliano Floss, no flow do "Big Brother Brasil 26"


Cheio de molejo e atitude, Juliano Floss foi um dos destaques do "BBB 26". Foto: Globo/ Beatriz Damy

Juliano Floss teve uma trajetória intensa no "BBB 26", marcada por posicionamentos firmes e muita lealdade com quem estava ao seu lado, o que o fez conquistar o público, escapar de diversos paredões e garantir seu lugar no pódio como o terceiro colocado da edição. Desde as primeiras semanas, o dançarino se destacou por não fugir de conflitos e protagonizar embates relevantes, sempre com uma leitura estratégica da casa. Estabeleceu uma amizade admirável com Ana Paula Renault e Milena Moreira Lages, com quem permaneceu até o fim. Ele foi o primeiro a garantir uma vaga na final ao vencer a Prova do Finalista. "Um momento muito especial pra mim também foi quando eu fui para o paredão falso, porque ali eu realmente achei que eu poderia estar saindo do jogo. Eu fiquei muito feliz, porque eu achei que iria embora. E quando eu voltei, deu sangue no olho pra jogar, pra continuar no game. Entrar na casa é mágico, voltar pra casa é mais mágico ainda", lembra. Na entrevista a seguir, Juliano analisa os principais acontecimentos que o levaram ao terceiro lugar e comenta quais são seus planos após o programa. 

Você alcançou o 3º lugar no pódio do "BBB 26". A que atribui essa posição no reality? Que balanço faz da sua trajetória? 
Juliano Floss - 
Nossa, eu acho muito doido, porque a gente realmente tem a sensação de que não sabe de nada. Em relação ao público mesmo. Pelo menos eu e Ana Paula, quando a gente jogava junto, a gente ligava muito os pontos. Mas nossos pontos poderiam estar errados, era o que a gente pensava, a gente jogava de acordo com os nossos achismos. Então, poderia estar certo ou errado. Então a gente não ficava pensando nisso. Só que agora ver que o público deixou a gente ficar até a final, ver “os eternos” na final, eu acho que é uma coisa muito simbólica pra gente. A gente ainda não está conseguindo raciocinar muito bem devido a tudo que aconteceu. A gente espera muito pra chegar na final e a final passa muito rápido. A gente quer ficar lá muito tempo pra aproveitar essa sensação. Mas ouvir o Tadeu falar quem ganhou foi muito incrível. Eu nem consegui dormir essa noite, porque eu estou muito feliz. Durante a minha trajetória eu tinha muita fé, mas não dava pra ter certeza de que isso ia acontecer. Então chegar de fato, depois de 100 dias lutando muito, foi uma coisa que me deixou muito orgulhoso mesmo, sabe? E sem o público isso não seria possível. Então eu estou mais feliz ainda de saber não só que eu cheguei, mas que o público foi comigo.  

 

O público acompanhou sua evolução no jogo ao longo da temporada. Em que momento percebeu que estava crescendo dentro do jogo? 
Juliano Floss - Não sei se você vai acreditar em mim, mas foi só agora que eu cheguei na final. Eu juro. Quando voltei do meu primeiro paredão, eu fiquei muito feliz. Todos os paredões são intensos, na verdade. Cada um tem um sentimento diferente. Mas, no primeiro, você realmente está mais perdido. Quando você volta do primeiro, você sente que tem alguém com você. Mas se está forte no jogo? Não tem como saber. Isso a gente até pensou em esquecer lá dentro. Jogamos com base no que a gente estava vendo e com a lealdade do nosso grupo. Mas não tinha como saber de nada mesmo. Um paredão nunca te responde nada, isso é muito doido. Na final eu vi, por exemplo, um vídeo da minha cidade, a galera usando máscara, usando faixa... e até aquele momento eu ainda não tinha conseguido processar que a gente estava na final. Eu falei isso com a tia Milena quando a gente saiu do programa. Eu perguntei: você entendeu? E ela falou: cara, eu não entendi, você entendeu? E aí a gente ficou assim, bobos de felicidade. 

 

Como integrante do grupo Camarote, você entrou no "BBB" com uma grande base de fãs. Em algum momento isso foi uma preocupação no confinamento? 
Juliano Floss - Eu optei, na verdade, por não pensar nisso. Porque, se não, eu poderia me confundir, porque eu acho que o que importava é o que estava acontecendo lá dentro mesmo. A gente conversou sobre isso várias vezes, a gente nunca julgou alguém como forte ou fraco. A gente pensava no jogo. Eu sabia que pra mim o que ia importar mais é o que eu fazia lá dentro. Mas eu sabia que poderia decepcionar muitas pessoas também. Eu acho que é mais sobre isso. Você não pensa que está forte, você pensa em quanto você pode decepcionar. Então sair e ver que tem uma galera que torceu muito me deixou muito feliz. 

 

Por algum tempo, você foi o elo entre os grupos de Babu Santana e Ana Paula Renault – a chamada “grande família” - mas quando o grupão rachou, você se viu no meio deles. Como foi lidar com essa situação e ter que escolher um lado para seguir? 
Juliano Floss - O começo foi muito complicado, pra ser sincero, porque eram duas pessoas por quem eu tinha carinho, só que eu me encaixava mais no jogo da Ana Paula, eu sempre me encaixei mais. A gente sempre conversou sobre o jogo, a gente tinha uma troca muito da hora. Com tia Milena também, eu sempre tive um carinho muito grande desde o começo do jogo. Eu preferia jogar com elas mesmo, por isso que eu estava naquele quarto desde o primeiro dia. Mas o Babu era uma pessoa que a gente estava se aproximando, começamos um grupo de nove pessoas. Eles jogavam juntos, só que chegou um momento do jogo em que eles começaram a se desentender, por causa de uma prova. E eu estava no meio.  E aí quando a gente saiu daquela prova, eles começaram a tretar já logo depois. No jogo, você pode ter uma relação de carinho pelas pessoas e não jogar junto com elas, sabe? Porque às vezes você pode não concordar com o jogo e ter uma boa troca com a pessoa. No fim, o Babu veio até mim e falou que não queria mais jogar comigo. Acabou sendo bom, porque aí eu pude conversar com ele sobre música, sobre cinema, mas jogar com quem eu concordava mais. 

 

Na reta final, você e Samira tiveram um grande desentendimento e ficaram alguns dias sem se falar. Naquele momento você achou que poderia ser o fim dos ‘eternos’? Como se sentiu quando soube que ela votou em você? 

Juliano Floss - Eu confesso que eu fiquei muito decepcionado naquele momento do jogo, porque eu não estava esperando mesmo, a gente tinha um objetivo de ir nós quatro até o fim. A gente tinha combinado de tentar fugir do paredão, de fazer estratégias pra gente ficar junto. Então, quando ela votou em mim, eu fiquei triste. Mas, de qualquer jeito, eu acho que é tudo muito intenso lá dentro. Realmente, eu não entendi na hora, foi algo que eu achei desnecessário. Mas a gente conseguiu conversar depois, a gente se resolveu. E foi triste quando ela saiu, porque a gente tinha esse negócio de “eternos até o final”, sabe? 

 

Você foi visto como alguém que conseguia manter a calma em meio ao caos. Qual foi sua maior estratégia para não se deixar levar pelas tensões da casa? 
Juliano Floss - Eu acho que é muito difícil não se deixar levar. Eu me entreguei muito, no sentido de “eu vou viver isso aqui o máximo possível, intensamente”. Então, quando algo mexia comigo, mexia também com o meu jogo. Mas não tinha como fugir das tensões. Em vários momentos eu só passava uma vassoura ou sei lá, lavava uma louça... ficava na academia pra ter pelo menos um momento em que eu não ficasse estressado. Porque realmente foi um jogo de muita treta. Mas eu não queria fugir delas em nenhum momento, foi só uma forma de aliviar a tensão. Eu tentava me distrair. 

 

Quem foi seu maior adversário no jogo? 
Juliano Floss - Pra mim foi o Jonas, porque realmente, teve um dia até que eu olhei pra ele e falei, ou você vai sair ou eu vou sair, porque a gente pensa totalmente diferente. Ele olhou pra mim um dia e falou que eu não ia ganhar nenhuma prova. Ele foi o meu maior adversário no jogo, mas eu não tenho nenhum rancor também. Foi só no jogo. 

 

Em vários momentos, você se destacou pela leitura de jogo. Qual foi a jogada ou movimentação que mais te surpreendeu vindo dos adversários? 
Juliano Floss - Teve um momento que a Jordana fez uma negociação com a Ana Paula, mesmo com elas sendo adversárias, se votando o jogo inteiro. Elas fizeram um combinado pra nenhuma delas ir para o paredão. Eu achei isso muito inteligente e estratégico. 

 

Quais foram os momentos mais especiais da temporada para você? E os mais desafiadores? 
Juliano Floss - Pra mim foi a volta do meu primeiro paredão, a volta do meu segundo paredão, a volta do meu terceiro paredão, a volta do meu quarto paredão (risos). Porque todo paredão é um paredão, né? Pode ser o fim ou pode ser o começo. E um momento muito especial pra mim também foi quando eu fui para o paredão falso, porque ali eu realmente achei que eu poderia estar saindo do jogo. Eu fiquei muito feliz, porque eu achei que iria embora. E quando eu voltei, deu sangue no olho pra jogar, pra continuar no game. Entrar na casa é mágico, voltar pra casa é mais mágico ainda.  

 

Quais são seus próximos planos depois de participar do "BBB 26"?  
Juliano Floss - Eu tenho que focar na minha carreira artística agora, porque tem muita coisa que eu estava segurando. Tem um projeto de dança incrível que eu estava fazendo há alguns meses. Então, eu já estou pensando nisso. Nos meus projetos de dança, nas minhas músicas, no meu curso de teatro. E eu quero agora tirar uma CNH também, porque eu ganhei um carro no Big Brother, e agora preciso dirigir (risos). 

 

Que amizades deseja cultivar fora da casa? 
Juliano Floss - Com certeza Ana Paula e tia Milena, maximamente. A gente combinou, fazermos um juramento de dedinho de que nós íamos continuar a nossa amizade.  A gente ainda vai viajar junto, mas agora a agenda delas deve ficar apertada, pelo visto, e a minha também. Então, vamos ter que achar a data certa. 

.: Musical "O Diabo Veste Prada" reúne Cláudia Raia, Myra Ruiz e Bruna Guerrin


Na superprodução brasileira, Claudia Raia assume Miranda Priestly, dando corpo à icônica editora-chefe com a autoridade cênica e o rigor técnico que marcam sua carreira em grandes protagonistas, enquanto Myra Ruiz dá vida a Andrea Sachs, trazendo sua reconhecida potência dramática para a construção de uma personagem em transformação. Ao lado delas, Bruna Guerin interpreta Emily Charlton, e Maurício Xavier assume Nigel Kipling, personagem-chave na engrenagem da narrativa. Foto: Andy Santana

Um dos títulos mais aguardados do teatro musical internacional acaba de confirmar sua chegada ao Brasil — e já abre caminho para a formação de seu elenco. Apresentado pelo Ministério da Cultura, o musical “O Diabo Veste Prada”, visto por mais de um milhão de pessoas e em cartaz de sucesso em Londres, estreia em 25 de fevereiro de 2027 no Teatro Santander, no Complexo JK Iguatemi, em São Paulo. Com vendas abertas, os ingressos estão disponíveis pela plataforma Sympla e na bilheteria física do teatro. A iniciativa posiciona o país como uma das primeiras praças do mundo a receber a montagem, antes mesmo de sua estreia na Broadway, prevista para 2028. O musical conta com patrocínio do Santander e Esfera. 

O projeto marca um novo momento na trajetória da Touché Entretenimento em parceria com a Artnic. No portfólio da empresa, sob liderança de Renata Borges — responsável por alguns dos principais sucessos recentes do teatro musical no país —, estão montagens premiadas como "Beetlejuice", "Uma Babá Quase Perfeita", "Bob Esponja – O Musical", "Peter Pan – O Musical da Broadway", "Cinderela – O Musical da Broadway", "Alguma Coisa Podre" e "Querido Evan Hansen", títulos que ajudaram a consolidar um padrão de produção em larga escala no Brasil. Ao mesmo tempo, a produtora amplia seu campo de atuação ao investir em seu primeiro musical brasileiro original, "Meu Filho É Um Musical", inspirado na trajetória de Paulo Gustavo, com estreia marcada para maio. Nesse contexto, a Touché avança agora em mais uma iniciativa de alcance global, consolidando uma trajetória que articula grandes títulos internacionais e novas criações nacionais. 

Com direção de José Possi Neto, a montagem de “O Diabo Veste Prada” propõe uma leitura cênica que articula sofisticação estética, precisão narrativa e diálogo direto com o universo da moda e da cultura contemporânea. A encenação parte do imaginário já reconhecido do público para construir uma experiência que equilibra espetáculo e dramaturgia, conectando diferentes gerações em torno de uma mesma referência.

A produção antecipa ainda os primeiros nomes convidados que passam a integrar o elenco, reunindo artistas que, em suas trajetórias, se consolidaram como referências no teatro musical brasileiro. O anúncio acontece por meio de um teaser cinematográfico inédito, produzido pela Smiley Pepper — produtora de Lucas Pimenta, também responsável pelo roteiro e direção —, marcando também a abertura oficial das vendas. A estratégia dialoga com o retorno da franquia ao cinema após 20 anos, com a continuação estrelada por Meryl Streep e Anne Hathaway, que estreia nos cinemas brasileiros em 30 de abril, reposicionando a história no imaginário contemporâneo e ampliando sua circulação entre diferentes públicos e plataformas. 

Na superprodução brasileira, Claudia Raia assume Miranda Priestly, dando corpo à icônica editora-chefe com a autoridade cênica e o rigor técnico que marcam sua carreira em grandes protagonistas, enquanto Myra Ruiz dá vida a Andrea Sachs, trazendo sua reconhecida potência dramática para a construção de uma personagem em transformação. Ao lado delas, Bruna Guerin interpreta Emily Charlton, imprimindo ritmo e precisão a uma figura marcada pela acidez e pelo humor, e Maurício Xavier assume Nigel Kipling, personagem-chave na engrenagem da narrativa, em uma leitura marcada pela elegância e pela presença. Juntos, os quatro nomes inauguram o elenco com um encontro de diferentes trajetórias e linguagens, reforçando o nível artístico da montagem e projetando, desde já, a escala e a ambição do espetáculo no país. A partir dessa base, a produção avança para a próxima etapa e realiza, em maio de 2026, audições em São Paulo, mobilizando artistas de diferentes regiões do país para compor os demais personagens e o ensemble. 

Baseado no romance de Lauren Weisberger, publicado em 2003, e na adaptação cinematográfica de 2006, com roteiro de Aline Brosh McKenna, a obra reúne uma equipe criativa de projeção internacional. A trilha é assinada por Elton John, com letras de Shaina Taub e Mark Sonnenblick, e libreto de Kate Wetherhead, em colaboração com a própria autora, consolidando uma adaptação que expande o material original para o palco sem perder sua identidade.

Antes de sua chegada ao Brasil, o espetáculo construiu seu percurso em importantes praças internacionais, com estreia em Chicago, em 2022, em temporada pré-Broadway, e nova montagem no Reino Unido a partir de 2024, com apresentações em Plymouth e, na sequência, no West End de Londres, onde permanece em cartaz. Nesse contexto, a produção vem se afirmando junto ao público e à crítica, ampliando sua presença no circuito internacional.

No cenário britânico, o espetáculo também alcançou reconhecimento institucional, com indicação ao Olivier Awards 2025 na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante em Musical para Amy Di Bartolomeo, por seu trabalho como Emily Charlton, evidenciando a força do projeto em um dos principais centros do teatro mundial. Com um título de projeção internacional, uma equipe criativa consolidada e a expertise de uma produtora à frente de sucessos recentes no país, “O Diabo Veste Prada - Um Novo Musical” se apresenta como uma das estreias mais relevantes do teatro musical no Brasil nos próximos anos, antecipando um movimento que conecta mercado, público e novas possibilidades de circulação para o gênero.


Serviço | "O Diabo Veste Prada – Um Novo Musical"
Temporada:  De 25 de fevereiro a 27 de junho de 2027(conferir datas e sessões disponíveis para vendas)
Horários: quintas e sextas-feiras, às 20h00; 
Sábados, às 16h00 e 20h30; 
Domingos, às 15h00 e 19h30
Duração: Aproximadamente 165 min, com intervalo de 15 minutos
Local: Teatro Santander
Endereço: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041, Itaim Bibi, São Paulo - Complexo JK Iguatemi
Classificação etária: Livre, menores de 14 anos acompanhados dos pais ou responsáveis legais.
Vendas: Site da Sympla e bilheteria física do teatro 

SETORES/VALORES:
PLATEIA VIP: de R$225,00 (meia entrada) a R$450,00 (inteira)
PLATEIA SUPERIOR: de R$180,00 (meia entrada) a R$360,00 (inteira)
FRISA PLATEIA: de R$180,00 (meia entrada) e R$360,00 (inteira)
BALCÃO A: de R$120,00 (meia entrada) e R$240,00 (inteira)
FRISA BALCÃO: de R$25,00 (meia entrada) e R$50,00 (inteira)
BALCÃO B: de R$25,00 (meia entrada) e R$50,00 (inteira)

sábado, 25 de abril de 2026

.: Miriam Mehler é a convidada da segunda edição do "Vozes em Cena"


Atriz possui mais de 70 anos de carreira e segue em plena atividade nos palcos. No dia 29, ela participa do novo projeto com um depoimento para o acervo do Museu e um bate-papo aberto ao público no auditório. Foto: Zanone Fraissat


A segunda edição do "Vozes em Cena", novo programa mensal do MIS focado no repertório de memória do teatro, recebe Miriam Mehler, atriz com mais de 70 anos de carreira e em plena atividade nos palcos. O projeto convida, a cada edição, nomes ilustres das artes cênicas do país e indispensáveis para a história dessa linguagem, que realizam um depoimento para o acervo do Museu e em seguida participam de um bate-papo gratuito com o público.

As duas etapas do programa se dividem da seguinte forma: na primeira, um longo testemunho sobre a vida e a carreira é concedido pelo convidado, diretamente para a historiadora Rosana Caramaschi, especialista em história oral. Já a segunda parte conta com um bate-papo bem-humorado e descontraído no auditório do Museu, com mediação do ator e diretor Léo Stefanini. O público pode acompanhar esta parte do programa, acrescentando perguntas e curiosidades sobre a trajetória do homenageado. Ambos os momentos são registrados em vídeo e passam a integrar o Acervo MIS, e o material fica disponível para pesquisa com acesso gratuito. 

Sobre a convidada 
Miriam Mehler é uma atriz de teatro, cinema e televisão com carreira iniciada no final dos anos 1950, após formação pela Escola de Arte Dramática da USP. Ganhou destaque na peça “Eles Não usam black-tie", de Gianfrancesco Guarnieri, que lhe rendeu um prêmio de atriz revelação. Ao longo de mais de sete décadas de atividade ininterrupta, participou de companhias importantes, como o Teatro de Arena, o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e o Teatro Oficina, acumulando mais de sessenta peças, além de trabalhos em novelas, cinema e teleteatro. Entre os reconhecimentos mais recentes de sua trajetória, estão o Prêmio Shell de Teatro de Melhor Atriz por “Fora do mundo” (2016) e o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Atriz Coadjuvante por “A herança” (2023). Mesmo após os noventa anos de idade, mantém presença ativa nos palcos. 

Sobre o mediador do bate-papo 
Léo Stefanini é publicitário e jornalista, com ampla experiência nos bastidores de TV, antes de ingressar no teatro. Trabalhou como locutor, repórter e editor em emissoras como Record TV, Rede TV e Band. Em 2005, iniciou sua carreira no teatro como assistente de direção. Desde então, tem feito trabalhos consistentes nos palcos, ora dirigindo, ora atuando, em peças de destaque, como “Caros ouvintes”, “O jardim das cerejeiras”, “Amigas pero no mucho”, “O filho”, entre tantas outras. É formado pelo Teatro Escola Célia Helena e integrou o grupo de estudos do Grupo Tapa. Também é produtor e professor de teatro. 

Sobre a pesquisadora
Rosana Caramaschi é historiadora com especialização em arte, crítica e curadoria. Tem larga experiência em música e artes cênicas, com ênfase em ópera. No segmento musical, o destaque é para atividades ligadas à música erudita e à música popular, sobre as quais realiza pesquisas e curadorias diversas. Foi responsável pela pesquisa, pelo desenvolvimento de roteiro e pela condução do depoimento em estúdio do programa Notas Contemporâneas, do MIS, desde sua primeira edição, em 2011, até a última, em 2025. 

Serviço | "Vozes em Cena" – Miriam Mehler
Data: 29 de abril, às 19h00
Local: Auditório LABMIS
Ingresso: gratuito (retirada com uma hora de antecedência na bilheteria física do MIS)
Classificação: livre

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e MIS, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac. O MIS tem patrocínio institucional da Livelo, Vivo, Goldman Sachs, Ituran e Goodstorage e apoio institucional das empresas Delboni, EAÍ?! Marketing, Unisys, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Unipar, Campari, Colégio Albert Sabin, PWC, Telium, Kaspersky e Play Audiovisual.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

.: Crítica musical: Julia Vargas traz seu trabalho mais autoral


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

Trabalho mais autoral da sua carreira, o álbum "D'Água" de Julia Vargas apresenta três canções assinadas por ela: “Pavio”, em parceria com Duda Brack, “Vem” e “Atrás da Cortina da Pantera”, ambas com música e letra de Julia Vargas; Dona de uma voz forte e interpretação contundente, a cantora oferece canções que vão agradar os amantes da boa música popular brasileira.

“Os álbuns que eu gravei anteriormente eram projetos de intérprete. Agora estou começando a trazer as minhas canções, movimento novo na minha história. Sempre tive uma timidez muito grande para falar sobre mim, sobre coisas que eu vivi. Tenho referências tão fortes de poetisas e poetas incríveis, que quando eu começava a compor, achava tudo pequeno, bobo. Só depois fui entendendo que a minha maneira de compor tem a sua beleza, também”, pontua Julia Vargas.

Com “D’Água” a artista propõe novas experiências, trazidas pelas canções autorais e parcerias inéditas, o que faz com a mesma desenvoltura com a qual construiu a solidez de sua carreira de intérprete. Além do repertório autoral, o álbum traz novas versões para “Comportamento Geral”, de Gonzaguinha, e “Maluca” (Luís Capucho), que havia sido gravada por Cássia Eller. Nesta faixa, Julia Vargas recebe Zélia Duncan para um dueto: A outra convidada do álbum é a cantora Roberta Sá, com quem Julia Vargas divide “Sinceramente”, de Khrystal e Moyseis Marques. Da compositora Lhuli, parceira de Lucina em vários clássicos da MPB, Julia escolheu “Flor Lilás”. “Bomba”, de Nicolas de Francesco e Alisson Sant, completa o repertório.

Nascida em Cabo Frio (RJ, rodeada por músicos na família, Julia Vargas é uma jovem artista que já contabiliza mais de 15 anos de atuação profissional.  A artista, que começou na dança, vem se destacando no cenário da música brasileira, dentro da chamada "nova MPB" e tem dois discos lançados: "Ao Vivo em Niterói" (2015) e "Pop Banana" (Biscoito Fino / 2017).

Já atuou ao lado de artistas como Ney Matogrosso, Zélia Duncan, Roberta Sá, Milton Nascimento, Alceu Valença, Elba Ramalho e Pedro Luís. Participou como solista da Orquestra Petrobras Sinfônica e possui vários outros registros relevantes. Seus mais recentes trabalhos fonográficos são o EP "Bruta Flor", em parceria com o Duo Gisbranco. Gravado para o projeto Primeiro Abraço, o single é o da canção "Pé na areia" e "Pé na Areia - remix”, este com o DJ Marcelinho da Lua - ambos lançados em 2021.

"Bomba"

"Comportamento Geral"

"Maluca"

quinta-feira, 23 de abril de 2026

.: Festival de Cinema Europeu Imovision é destaque no Cineflix Santos


De 23 a 29 de abril de 2026, a Imovision apresenta o melhor da produção europeia na segunda edição do Festival de Cinema Europeu Imovision. O evento trará 14 filmes inéditos e reconhecidos nos principais festivais internacionais, incluindo cinco filmes da França, três da Alemanha, três da Itália, um espanhol, um suíço e um polonês. Com o intuito de fomentar a formação de público, aproximando os brasileiros da diversidade e riqueza do cinema europeu contemporâneo, o festival terá sessões especiais com debates e a presença de alguns dos realizadores em diferentes cidades do país. Em Santos, a programação será exibida na Rede Cineflix Cinemas.

“Criamos o Festival de Cinema Europeu para preencher uma lacuna no circuito exibidor, e o resultado superou todas as expectativas. Nesta segunda edição, ampliamos o investimento e fortalecemos a curadoria, com uma seleção ainda mais forte. Nossa expectativa é que essa programação alcance o maior número possível de salas, permitindo que o público brasileiro tenha acesso e se conecte profundamente com essas histórias”, afirma Jean-Thomas Bernardini, fundador da Imovision.


Confira os 14 filmes que brilham na programação do Festival de Cinema Europeu Imovision 2026
"
5 Segundos" ("Five Seconds") — Direção: Paolo Virzì
"8 Décadas de Amor" ("8") — Direção: Julio Medem
"A Divina Sarah Bernhardt" ("La Divine Sarah Bernhardt") — Direção: Guillaume Nicloux
"Amiga Silenciosa" ("Silent Friend") — Direção: Ildikó Enyedi
"As Cores do Tempo" ("Colours Of Time") — Direção: Cédric Klapisch
"Beladona" ("Belladone" / "The Islanders") — Direção: Alanté Kavaïté
"Diva Futura" — Direção: Giulia Louise Steigerwalt
"E Seus Filhos Depois Deles" ("And Their Children After Them") — Direção: Ludovic Boukherma & Zoran Boukherma
"Erupcja" — Direção: Pete Ohs
"Mirrors No. 3" — Direção: Christian Petzold
"O Grande Arco de Paris" ("The Great Arch") — Direção: Stéphane Demoustier
"Querendo ou Não" ("Damned If You Do, Damned If You Don't") — Direção: Gianni Di Gregorio
"Rebelião Silenciosa" ("Silent Rebellion") — Direção: Marie-Elsa Sgualdo
"Uma Infância Alemã" ("Amrum") — Direção: Fatih Akin


Sobre a Imovision
Presente no Brasil há mais de 35 anos, a Imovision vem se consolidando como uma das maiores incentivadoras do melhor cinema mundial na América latina, tendo lançado mais de 700 filmes no Brasil. Criada pelo empresário Jean Thomas Bernardini, a distribuidora tem em seu catálogo, realizações de consagrados diretores estrangeiros e brasileiros, e filmes premiados nos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, como Cannes, Veneza e Berlim. Mantendo seu foco em títulos de qualidade, a Imovision fortificou o cinema francês no Brasil e foi a responsável por introduzir cinematografias raras e movimentos internacionais expressivos no país, como o Movimento Dogma 95 e o Cinema Iraniano.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

.: Crítica: "Michael" promove reencontro com figura insubstituível da mídia

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em abril de 2026


A cinebiografia "Michael" entrega a história conhecida do astro da música, Michael Jackson, começando na infância quando o pai preparava com rigidez extrema, os cinco filhos para o estrelato, até alcançar a consolidação como o Rei do Pop, na "Era Thriller" (1982-1984). Tendo o álbum mais vendido da história, impulsionado por hits como "Billie Jean", "Beat It" e "Thriller", revoluciona a MTV e o formato de videoclipes, com produções cinematográficas destas canções.

O longa de 2 horas e 7 minutos deixa um gostinho de quero mais, uma vez que encerra justamente no período da turnê "Bad" (final dos anos 1980), sendo que o astro manteve o ápice avassalador artístico e comercial até 1993. Logo, as controvérsias judiciais ficam de fora. Assim, pode-se dizer que "Michael" é a história já conhecida de sucesso e auge de Michael Jackson, que torna visível os bastidores do artista em família (focando nos tratos do pai) e na mídia (incluindo, as queimaduras de terceiro grau sofridas no couro cabeludo num comercial, assim como o vitiligo mantido escondido atrás de maquiagem). 

Embora não faça revelações, a produção dirigida por Antoine Fuqua e escrito por John Logan promove um reencontro do público com o gigante e insubstituível astro da mídia. Outro ponto alto da produção é o fato de colocar Jaafar Jeremiah Jackson, sobrinho do Rei do Pop na pele do tio. A semelhança física e performance aliada a uma maquiagem de qualidade, por vezes, deixa a sensação de que Michael segue vivo, estando bem diante dos olhos do público revivendo tudo de bom e ruim, até perto do final dos anos 80. 

O pequeno Michael interpretado por Juliano Krue Valdi (dançava como o Rei do Pop nas redes sociais, antes de conseguir o papel) é puro carisma que encanta. Não por somente imitar tão perfeitamente os trejeitos e passos do astro falecido em 25 de junho de 2009, aos 50 anos, época em que se preparava para a turnê This Is It, mas também por expressar o pavor de conviver com a sombra opressora do pai, Joe Jackson (Colman Domingo, de "Sing Sing") enquanto não vivia normalmente a fase da infância e adolescência.

Apegado à história de "Peter Pan", renomeando o Capitão Gancho com o nome do pai, adulto, Michael revela um comportamento excêntrico, criando uma Neverland própria (rancho do astro, na Califórnia, inspirado na A Terra do Nunca, uma ilha fictícia das obras de J.M. Barrie, onde as crianças não envelhecem). Lá, Michael tinha como amigos os animais, desde o macaquinho Bubbles até uma lhama, Louie. Assim, provocando o público a sentir raiva, fazendo suspirar e rir, "Michael" é indiscutivelmente uma produção envolvente do início ao fim.

Aos fãs e admiradores do astro, o longa é um brinde à história do Rei do Pop, com direito a promessa de uma sequência, sendo que aos apreciadores do bom pop, "Michael" é uma viagem ao ápice ao gênero musical de Michael Jackson. Logo, o tributo visual emocionante, com direito a grandes números musicais é puro deleite. "Michael" é do tipo de filme para se ver e rever, totalmente imperdível!

Pôster: A Cineflix Santos está distribuindo mini cartazes do filme aos clientes que virem assistir as primeiras sessões. Maravilha!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN


"Michael"(Michael). Gênero: Cinebiografia. Direção: Antoine Fuqua. Roteiro: John Logan. Duração: 2h 06min. Distribuição: Universal Pictures Brasil. Elenco: Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller. Sinopse: A trajetória nos Jackson Five até se tornar o maior artista do mundo. Foca na ambição criativa e na vida pessoal do "Rei do Pop".

Trailer de "Michael"



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.: Cineflix Cinemas de Santos exibe "Michael" e Festival IMOVISION

 

"Michaelé a grande estreia Cineflix Cinemas de Santos


A unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, exibe a aguardada cinebiografia "Michael", em cartaz desde dia 21, feriado do Dia de Tiradentes, com a distribuição de mini cartaz ao público (enquanto durar no estoque), além do  Festival IMOVISION, a 2ª edição do Festival de Cinema Europeu Imovision 2026 que ocorre de 23 a 29 de abril em mais de 20 cidades brasileiras, apresentando 14 longas-metragens inéditos e autorais da França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça e Polônia. 

Confira a lista dos nomes de filmes que compõem a programação oficial:

5 Segundos (Five Seconds) — Dir: Paolo Virzì (Itália)

8 Décadas de Amor (8) — Dir: Julio Medem (Espanha)

A Divina Sarah Bernhardt (La Divine Sarah Bernhardt) — Dir: Guillaume Nicloux (França)

Amiga Silenciosa — Dir: Ildikó Enyedi (Alemanha)

As Cores do Tempo (Colours of Time) — Dir: Cédric Klapisch (França)

Beladona — Dir: Giada Colagrande (Itália)

Diva Futura — Dir: Giulia Louise Steigerwalt (Itália)

E Seus Filhos Depois Deles (And Their Children After Them) — Dir: Ludovic & Zoran Boukherma (França)

Erupcja — Dir: Piotr Dumała (Polônia)

Mirrors no.3 — Dir: Lorenzo Di Nola (Suíça)

O Grande Arco de Paris (The Great Arch) — Dir: Stéphane Demoustier (França)

Querendo ou Não — Dir: Morgan Simon (França)

Uma Infância Alemã — Dir: Marco Kreuzpaintner (Alemanha)

Vingança à Italiana — Dir: Alessandro Genovesi (Itália) 

A Cineflix Santos segue em cartaz com o drama nacional "Rio de Sangue", com Giovanna Antonelli, a animação "Super Mario Galaxy: O Filme" e a comédia de ação policial nacional com Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, "Velhos Bandidos". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda baldes colecionáveis da animação "Super Mario Galaxy: O Filme" e "Cara de Um, Focinho de Outro"A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.

"Michael"(Michael). Gênero: Cinebiografia. Direção: Antoine Fuqua. Roteiro: John Logan. Duração: 2h 06min. Distribuição: Universal Pictures Brasil. Elenco: Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller. Sinopse: A trajetória nos Jackson Five até se tornar o maior artista do mundo. Foca na ambição criativa e na vida pessoal do "Rei do Pop".

"Rio de Sangue" (nacional). Gênero: Thriller, Ação, DramaDireção: Gustavo Bonafé. Roteiro: Felipe Berlinck, Dennison RamalhoDuração: 1h 46 minutos. Distribuição: Disney. Classificação Indicativa: 16 anos. Elenco: Giovanna Antonelli (Patrícia Trindade), Alice Wegmann (Luiza), Antônio Calloni, Felipe Simas, Sérgio Menezes, Fidélis Baniwa, Ravel Andrade. Sinopse: Patrícia, uma policial afastada após uma operação fracassada e jurada de morte, se refugia no Pará. A trama engrena quando sua filha Luiza, médica em missão humanitária, é sequestrada por garimpeiros, forçando Patrícia a agir.  

"Super Mario Galaxy: O Filme" (The Super Mario Galaxy Movie). Gênero: Animação, Aventura, Comédia. Direção: Aaron Horvath e Michael Jelenic. Roteiro: Matthew Fogel. Duração: 1h 39 minutos.  Distribuição: Universal Pictures. Sinopse: Desta vez, a trama expande o universo cinematográfico para uma missão intergaláctica onde Mario e seus amigos devem deter uma nova ameaça cósmica. O filme marca a introdução da Princesa Rosalina e conta com a participação de Bowser Jr.

"Velhos Bandidos"(nacional). Gênero: Comédia, ação, policialDireção: Cláudio Torres. Roteiro: Cláudio Torres, Fábio Mendes e Renan Flumian. Duração: 1h 33min. Distribuição: Paris Filmes. Elenco: Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Bruna Marquezine, Vladimir Brichta, Lázaro Ramos. Sinopse: O longa acompanha o casal de aposentados que planeja um assalto audacioso a um banco para garantir uma aposentadoria tranquila. Para executar o plano, eles recrutam dois jovens comparsas, mas acabam sendo perseguidos por um obstinado investigador.



O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


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.: "Visita a Domicílio" estreia em maio no Teatro Sérgio Cardoso

Sucesso do Festival de Curitiba, espetáculo faz temporada em São Paulo de 20 de maio a 25 de junho, na Sala Paschoal Carlos Magno, no mês da diversidade. Cicero de Andrade e Juan Manuel Tellategui. Foto: Rafa Marques


O que você faria se encontrasse seu primeiro amor da adolescência 25 anos depois de forma inesperada? A situação surpreendente movimenta o espetáculo "Visita a Domicílio", peça em coprodução internacional Brasil-Argentina que fez sua estreia nacional com sucesso de público e de crítica no 34º Festival de Curitiba, e agora chega a São Paulo, onde cumpre temporada no Teatro Sérgio Cardoso (R. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, SP), às quartas e quintas, às 19h, de 20 de maio a 25 de junho, ficando em cartaz no mês da diversidade, com ingressos na Sympla.

O ator argentino Juan Tellategui e o ator brasileiro Cícero de Andrade protagonizam o texto inédito do argentino Alberto Romero, dirigido pelos brasileiros Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado. No time criativo, a obra ainda tem direção de movimento de Zuba Janaina, cenografia e figurino de Kleber Montanheiro, iluminação de Nicolas Manfredini, sonoplastia de Eder Sousa, produção executiva de Fabio Camara e assistência de direção de Julia Zann e Luiza Carvalho. A realização é das produtoras Arcanjo e 4Ever, em coprodução com Lugibi e Mosaico e coprodução internacional associada da Mundo Giras. A tradução do texto original Tu Hipocampo y Mi Caballito de Mar, de Alberto Romero, é de Juan Tellategui, com adaptação dramatúrgica de Miguel Arcanjo Prado.

"Visita a Domicílio" é uma sensível comédia dramática sobre um amor entre dois homens que foi interrompido bruscamente durante a adolescência. Por um acaso do destino, 25 anos depois, Gabo(Juan Tellategui) e Fernando (Cícero de Andrade) ganham a chance de acertar as contas com o passado. A história se passa em um apartamento da icônica Avenida Corrientes, no centro deBuenos Aires, capital da Argentina.

Idealizador do projeto, o ator Juan Tellategui comemora 30 anos de carreira com o espetáculo, no qual interpreta Gabo: ​"Celebrar 30 anos de carreira com Visita a Domicílio é consolidar uma travessia que começou em Buenos Aires e floresceu em São Paulo, onde vivo há 15 anos. Metade da minha trajetória foi construída no Brasil. Um personagem tão rico como o Gabo confirma o meu desejo de manter e estimular essa ponte cultural entre os dois países. A peça traz um recado forte que sempre precisamos lembrar: o preconceito não destrói o amor. Fazer esta peça agora significa compartilhar com o público o meu momento de maior liberdade criativa e maturidade no palco, conectado com tudo o que aprendi nesta caminhada de três décadas."

O ator Cícero de Andrade comemora 20 anos de carreira com "Visita a Domicílio", na qual dá vida a Fernando. Ele reforça a importância do espetáculo. “Em tempos em que tantas narrativas e identidades ainda correm o risco de serem apagadas, colocar essa história em cena é um gesto de presença e de resistência. Celebrar meus 20 anos de carreira interpretando Fernando não  é apenas significativo, mas também profundamente simbólico”, afirma. 

A proposta cênica bebe de fontes como a telenovela, a comédia e o drama, além de recriar a atmosfera do centro portenho. Para os diretores Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado, a peça mostra que histórias mal resolvidas atravessam o tempo. “São situações que, por não terem sido elaboradas ou encerradas, acabam influenciando escolhas, relações e caminhos, podendo desviar completamente o curso de uma vida. A peça convida o público a olhar para esses atravessamentos, para aquilo que fica em aberto, e a refletir sobre o impacto silencioso que essas questões podem ter ao longo do tempo”, diz o encenador Zé Guilherme Bueno. “'Visita a Domicílio' vem para tocar profundamente o coração do público. Traz um amor que o preconceito ao redor tentou destruir, mas que ganha uma chance de ser revivido e, quem sabe, resolvido”, complementa Miguel Arcanjo Prado. 

O dramaturgo argentino Alberto Romero define como “uma honra” ter seu primeiro texto encenado no Brasil e lembra que a peça mostra que todos merecem ser felizes no amor. “Muitas pessoas da comunidade LGBT+ não tiveram a chance de viver um primeiro amor em sua adolescência, porque era difícil assumir quem éramos, porque nos dava vergonha ou simplesmente porque negávamos o que sentíamos. Os personagens Gabo e Fernando se arriscaram na adolescência e hoje, 25 anos depois, ganham a oportunidade de fechar ou reabrir essa primeira história que ficou inconclusa. Visita a Domicílio é uma peça otimista e que traz a mensagem que o amor é mais forte, como canta um roqueiro argentino”, finaliza.

Siga a peça no Instagram @visitaadomicilio


Serviço:

Visita a Domicílio

Gênero: Comédia Dramática.

Duração: 60 minutos.

Classificação: 16 anos.

Teatro Sérgio Cardoso, Sala Paschoal Carlos Magno

Rua Rui Barbosa,153, Bela Vista, São Paulo

De 20 de maio a 25 de junho de 2026.

Quartas e quintas, 19h

Ingressos: R$ 35 a R$ 70. Promoção no 1º Lote até 30/4 a R$ 30.

Site para compras: https://bileto.sympla.com.br/event/118922/d/377769/s/2516886


Ficha técnica:

Visita a Domicílio

Uma coprodução internacional Brasil-Argentina

Idealização: Juan Tellategui

Direção artística e de produção: Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado

Autor: Alberto Romero

Tradução: Juan Tellategui

Adaptação dramatúrgica: Miguel Arcanjo Prado

Elenco: Juan Tellategui e Cícero de Andrade

Encenação: Zé Guilherme Bueno

Direção de movimento: Zuba Janaina

Produção Executiva: Fabio Camara

Assistência de direção: Julia Zann e Luiza Carvalho

Iluminação: Nicolas Manfredini

Sonoplastia: Éder Sousa

Cenografia e figurino: Kleber Montanheiro 

Assistentes de produção: Jean Lizo, João Schelbauer e Runan Braz

Estagiária: Júlia Brum

Design: Aro 8 - Vinicius Campiolo

Direção de Comunicação: Miguel Arcanjo Prado

Direção de Marketing e Parcerias: Julia Zann e Miguel Arcanjo Prado

Direção de Arte e IA: Juan Tellategui

Fotografia: Rafa Marques

Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes em São Paulo e André Nunes em Curitiba 

Apoio institucional: Consulado da Argentina, Festival de Curitiba – Mostra Fringe, Espaço Cia da Revista, Escola A Voz em Cena, Aro 8, Teatro Sérgio Cardoso - APAA

Produtoras associadas: Lugibi e Mosaico

Produtora internacional associada: Mundo Giras

Realização: Arcanjo Produção e 4Ever Produções


.: Anselmo Bandeira traz a São Paulo o monólogo “Solo”

O ator, diretor e produtor mineiro Anselmo Bandeira traz a São Paulo o monólogo “Solo”. Curta temporada de 29 de abril a 10 de maio no Teatro de Arena Eugênio Kusnet


O texto escrito pelo próprio ator, com colaboração dramatúrgica da italiana Anita Mosca, reflete sobre a solidão no mundo contemporâneo. Foto: Elizabete Guimarães


“O objetivo não é explicar a solidão, mas fazê-la ser sentida, lembrada, projetada no corpo, por todos os sentidos.”



O ator, diretor e produtor mineiro Anselmo Bandeira chega a São Paulo para apresentar o monólogo “Solo”, em curta temporada, no Teatro de Arena, de 29 de abril a 10 de maio. O texto escrito pelo próprio ator, com colaboração dramatúrgica da italiana Anita Mosca, reflete sobre a solidão no mundo contemporâneo e a urgência de falar sobre o tema. O artista investiga como lidar com esta condição cada vez mais presente no século XXI, atravessando, em cena, diferentes atmosferas, revelando facetas do estar solo: as cruéis, quando são impostas, e as libertadoras quando procuradas.

“Falar sobre solidão é urgente na nossa sociedade. ‘Solo’ traz à tona questões casuais e polêmicas que circundam aspectos íntimos e subjetivos dos indivíduos quando estão ou se sentem sozinhos”, diz Anselmo Bandeira.

“Falar sobre solidão é uma urgência da nossa sociedade, e isso precisa ser apontado nas escolas, teatros, cinemas, jornais, documentários, bem como nas salas de terapia”, completa.

“Solo” é um projeto iniciado em 2015 e conta com a colaboração cênica e dramatúrgica da italiana Anita Mosca. A artista possui 25 anos de experiência em palcos de diversos países, atuando como atriz, diretora e dramaturga. As técnicas de improvisação com imagens, palavras, gestos e movimentos são complementares aos materiais textuais que compõem uma estrutura sensível e inovadora.

Anita destaca que “solo” em português e em italiano significa sozinho, mas pode significar, na linguagem teatral, um trabalho com um único ator ou atriz. “A partir dessa proposta do título, encontramos uma intenção comum e tentamos provocar um ao outro sobre a solidão, que pode ser escolhida, procurada ou imposta. E também como se vive essa condição e como a solidão muda a sua cor e a sua consistência”, conta.

“A ideia é que eu convide o público a vivenciar comigo, em cena, atmosferas da solidão, do estar só metafórica e fisicamente. Quero que cada um saia pensando na própria solidão, revivendo e reconstruindo, se reconhecendo”, aponta Anselmo.

Este projeto é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) e apoio do Ministério da Cultura, do Governo Federal e do Governo de Minas Gerais/Secult-MG. O espetáculo tem apoio do PROGRAMA FUNARTE ABERTA 2026 – OCUPAÇÃO DOS ESPAÇOS CULTURAIS DA FUNARTE.


Sinopse: Um ator investiga a solidão no mundo contemporâneo e as possíveis formas de lidar com essa condição, cada vez mais presente no século XXI, atravessando diferentes atmosferas e revelando facetas do estar solo.


Ficha Técnica:

Realização: doispontos: Plataforma Artística Direção e atuação: Anselmo Bandeira.

Colaborações artístico-cênicas: Anita Mosca e Carolina Cândido. Colaboração dramatúrgica: Anita Mosca.

Iluminação: Gabriel Corrêa. Operação de Luz: Ismael Soares

Trilha Sonora: Anselmo Bandeira e Gabriel Ventura. Composição e Violão: Gabriel Ventura.

Música Eletrônica: João Gabriel Morais Passos (DJ Bill). Operação de Som: Camila Felix

Figurino: Thiago Helmer Comunicação: Anselmo Bandeira

Identidade Visual: Carolina Cândido - CÂ Design

Assessoria de Imprensa: Ofício das Letras - Adriana Monteiro Produtor: Tiago Leão

Assistente de Produção: Guilherme Conrado Social Media: Tadeu Ramos

Tráfego Pago: Dona Sinhá Produções - André Hã

Acessibilidade (Audiodescrição e Libras): Incluir Pela Arte - Vanessa Bruna

Fotos e Vídeos: André Rodrigues e Elizabete Guimarães Gestão de Projeto: Patrícia Vieira e Anselmo Bandeira

Agradecimentos: Isabela Arvelos, Vitória Fonseca, Ana Prado, Claudete Bandeira e Maria José do Prado.


SERVIÇO

Espetáculo Solo

TEATRO DE ARENA EUGÊNIO KUSNET

(Rua Teodoro Baima, 96)

Sala Augusto Boal - 99 pessoas

De 29 de abril a 10 de maio (quarta a domingo)

Quarta a sexta às 20h, sábado às 18h e domingos às 17h. Duração: 50 min.

Classificação: 16 anos

Ingressos: Disponíveis no Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/solo-circulacao-sao-paulo/3349089) ou uma hora antes das apresentações na bilheteria do teatro.

Ingressos promocionais: Nas 24 horas que antecedem cada apresentação, os ingressos terão virada de lote.

Acessibilidade:

Sessão “Solo” - 01 de maio, às 20h* Audiodescrição e Libras.

Sessão “Solo” - 08 de maio, às 20h* (Libras) - Haverá bate-papo após o espetáculo.


Trechos da peça em vídeo:


 

domingo, 19 de abril de 2026

.: As "Antologias Mínimas" de Fernando Pessoa, lançadas pela Tinta-da-China


Organizadas por Jerónimo Pizarro, a novidade da Coleção Pessoa da editora Tinta-da-China Brasil inclui dois livros de bolso e uma caderneta mínima para o leitor escrever sua própria antologia

No dia 5 de maio celebra-se o Dia Mundial da Língua Portuguesa — e Fernando Pessoa, maior elo literário entre Portugal e o mundo contemporâneo, é um dos nomes que conferem peso e sentido à comemoração. Pessoa publicou pouco em vida, mas deixou uma quantidade gigantesca de textos em verso e prosa que foram e seguem sendo organizados, editados e lançados graças ao trabalho paciente dos estudiosos e a novas descobertas que vieram a público a partir de seu espólio continuamente revisitado.

É desse movimento que nascem as "Antologias Mínimas: Prosa e Poesia", publicadas pela Tinta-da-China Brasil e organizadas por Jerónimo Pizarro, o maior especialista nos manuscritos do escritor português e o responsável pela Coleção Pessoa na editora no Brasil e em Portugal. Com uma seleção significativa e enxuta de sua poesia e uma coletânea reveladora de sua prosa, o lançamento promove um encontro completo com Pessoa. Os volumes estão disponíveis separadamente e também em kit especial, que tem como brinde uma caderneta para estimular o leitor a criar sua própria antologia mínima.

Em formato de bolso e com grafia atualizada, as Antologias mínimas reforçam o projeto da casa editorial de trazer ao público edições caprichadas da obra pessoana, enriquecidas com fotografias e fac-símiles, além de materiais inéditos.  Só em 2025, por exemplo, quando se completaram noventa anos da morte de Pessoa, a coleção dirigida por Pizarro  ganhou dois títulos importantes - "Cartas de Amor" e "Obra Completa de Ricardo Reis" - somando-se a outros, como "Livro do Desassossego", "136 Pessoas de Pessoa", "Obra Completa de Álvaro de Campos" e "Obra Completa de Alberto Caeiro". Nas palavras do organizador da coleção: “Pessoa sempre foi pessoas e cada vez mais. Quão crescentemente múltiplo não será...”Compre as "Antologias Mínimas: Prosa e Poesia", de Fernando Pessoa, neste link.


"Antologia Mínima: Poesia"
Durante décadas, muitos dos poemas de Pessoa ficaram dispersos em arquivos ou soterrados entre papéis ainda por decifrar, o que tornava quase impossível propor uma seleção abrangente. Antologia mínima: poesia surge agora não como uma coletânea definitiva, mas como uma contribuição para o diálogo constante que se estabelece, geração após geração, entre os versos de Pessoa e seus leitores.

É complexa a tarefa de selecionar poemas de um autor que se desdobrou em vozes e heterônimos. Pessoa deixou planos editoriais, listas e projetos, mas também uma infinidade de versões e manuscritos que demandam escolhas delicadas. Optar por um texto em detrimento de outro, decidir entre variantes, incluir ou excluir determinados poemas — tudo isso faz parte do trabalho silencioso de quem edita. Ao lado dos textos, esta antologia apresenta fac-símiles que revelam detalhes preciosos: notas marginais ou até outros escritos que dividem o mesmo papel. É uma forma de partilhar o gosto pelo arquivo e de mostrar ao leitor os bastidores da obra.

O livro se divide em cinco partes. Na primeira, há poemas assinados pelo próprio Pessoa, enquanto a segunda, a terceira e a quarta são reservadas à poesia de seus três heterônimos principais: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. A última parte da antologia inclui poemas assinados por autores fictícios, ou seja, uma pequena amostra dos mais de cem nomes inventados por Pessoa, como Dr. Pancrácio, Vicente Guedes, Charles Robert Anon, Alexander Search e Joaquim Moura-Costa.

Mais do que uma simples reunião de poemas, "Antologia Mínima: Poesia" é um convite à leitura para públicos diversos, tanto para quem deseja um primeiro contato com a poesia pessoana quanto para os que já a conhecem e desejam redescobri-la sob novos ângulos. É também uma chamada aos estudantes e aos “amadores” da poesia, no sentido mais nobre da palavra: aqueles que se deixam surpreender e que continuam a aprender e se admirar com cada verso.

Assim, esta antologia se inscreve numa tradição de leituras e releituras que jamais se esgotam. Pessoa foi sempre múltiplo, e cada nova seleta confirma sua incessante capacidade de reinvenção. Entre poemas consagrados — como “Autopsicografia” e “Ode marítima” — e joias menos difundidas, o leitor encontrará um testemunho da riqueza e da pluralidade de um dos maiores poetas do século XX.


"Antologia Mínima: Prosa"
Fernando Pessoa é celebrado especialmente como poeta, mas a maior parte de seu espólio está em prosa — e a Tinta-da-China Brasil traz um panorama dessa produção menos visível em Antologia mínima: prosa. Além de ficções breves e de excertos do incontornável Livro do desassossego, a seleção reúne escritos sociopolíticos, filosóficos, esotéricos, epistolares e teóricos, somando-se ainda notas e apontamentos que revelam um pensamento em constante atividade. Pessoa se aventurou também fora dos limites de sua língua nativa, escrevendo textos em inglês e francês que aqui são acompanhados de tradução. 

Reunir em antologia esse material vasto e heterogêneo significa lidar com escolhas nem sempre fáceis, em meio a versões múltiplas, fragmentos que se repetem e esboços que depois se desenvolvem em escritos mais longos. O resultado é inevitavelmente parcial, mas também revelador: cada seleção abre novas possibilidades de leitura e redescoberta.

"Antologia Mínima: Prosa" também se divide em cinco partes: a primeira é reservada a textos assinados pelo próprio Pessoa, enquanto a segunda, a terceira e a quarta contêm material dos três heterônimos mais conhecidos do escritor. A quinta parte, intitulada “E outros”, destina-se a produções textuais atribuídas a alguns dos tantos nomes inventados por Pessoa — como Horace James Faber, Charles Robert Anon, Jean Seul de Méluret, Sr. Pantaleão e Raphael Baldaya — que, embora não tenham alcançado o status de heterônimos, ganharam existência literária por meio daquilo que supostamente escreveram.

Entre os textos escolhidos por Pizarro estão páginas conhecidas, como a carta a Adolfo Casais Monteiro sobre a origem dos heterônimos, mas também peças mais leves e divertidas — aforismos, contos, cartas a Ofélia — e algumas preciosidades que podem surpreender até leitores experientes, como a hilariante “Crônica Decorativa”.

Há espaço também para a própria reflexão de Pessoa sobre os limites entre poesia e prosa. Em textos críticos e teóricos, o autor discute as diferenças entre as duas formas da palavra escrita, ora aproximando-as, ora sublinhando suas especificidades. Essa dimensão metalinguística aponta a natureza experimental da obra pessoana e mostra como o escritor se pensava tanto poeta quanto prosador. Nas palavras de Pizarro no prefácio da edição, “se há mais antologias de sua obra em verso do que da sua obra em prosa é simplesmente porque os críticos costumam privilegiar os poetas em detrimento dos prosadores”.

Sem a pretensão de delimitar um corpus definitivo, "Antologia Mínima: Prosa" é um convite à descoberta. Ao lado de textos consagrados, o livro apresenta páginas que permitem “desaprender Pessoa”, para citar Alberto Caeiro, e reencontrar sua obra com o frescor da primeira leitura.


Fernando Pessoa
Fernando Pessoa (1888‑1935)
é hoje o principal elo literário de Portugal com o mundo. Sua obra em verso e em prosa é a mais plural que se possa imaginar, pois tem múltiplas facetas, materializa inúmeros interesses e representa um autêntico patrimônio coletivo: do autor, das diversas figuras autorais inventadas por ele e dos leitores. Algumas dessas personagens - Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos - Pessoa denominou “heterônimos”, reservando a designação de “ortônimo” para si próprio. Diretor e colaborador de várias revistas literárias, autor do "Livro do Desassossego" e, no dia a dia, “correspondente estrangeiro em casas comerciais”, Pessoa deixou uma obra universal em três línguas que continua a ser editada e estudada desde que escreveu, antes de morrer, em Lisboa, “I know not what tomorrow will bring” [“Não sei o que o amanhã trará”].


Jerónimo Pizarro
Professor, tradutor, crítico e editor, Jerónimo Pizarro é o responsável pela maior parte das novas edições e novas séries de textos de Fernando Pessoa publicadas em Portugal desde 2006. Professor da Universidade dos Andes, titular da Cátedra de Estudos Portugueses do Instituto Camões na Colômbia e prêmio Eduardo Lourenço (2013), Pizarro voltou a abrir as arcas pessoanas e redescobriu a “biblioteca particular de Fernando Pessoa”, para utilizar o título de um dos livros da sua bibliografia. Foi o comissário da visita de Portugal à Feira Internacional do Livro de Bogotá (Filbo) e à Festa do Livro e da Cultura de Medellín, e coordena há vários anos a visita de escritores de língua portuguesa à Colômbia. Coeditor da revista Pessoa Plural, assíduo organizador de colóquios e exposições, dirige atualmente a Coleção Pessoa na Tinta‑da‑China no Brasil e em Portugal.


Sobre a Tinta-da-China Brasil
A Tinta-da-China Brasil foi fundada em 2012, no Rio de Janeiro, por Bárbara Bulhosa, para trazer ao país a excelência da casa fundada em 2005 em Lisboa. Em 2022, a editora brasileira passou para os cuidados da Associação Quatro Cinco Um, em São Paulo, organização sem fins lucrativos voltada para a difusão do livro no Brasil, que deu prosseguimento ao projeto editorial, concentrado nos eixos de literatura, história e ciência, com desvios pelo humor, jornalismo, quadrinhos e crítica literária.

.: O caso do ônibus 911, e por que errar, às vezes, pode valer a pena


Thiago Sobral é escritor. Também publica semanalmente no site Minha Arca Literária e no Instagram @thiago.sobral_. É autor do livro "O Pai, a Faca e o Beijo", publicado pela Editora Patuá.


Calma, agora não tem mais jeito. Vamos relaxar e olhar a paisagem  — foi o que disse a avó à neta e ao bisneto, ao perceberem que estavam no ônibus errado.

Era uma viagem curta e a intenção era utilizar apenas uma linha de ônibus. Mas devido a distrações, embarcaram no ônibus errado, o que provocou um nervosismo hostil na neta, que bradava a todos uma insatisfação modorrenta:

Vó, não fala comigo que não tô pra conversa! Já não sei mais o que fazer.

E a velhinha insistia, com uma doçura de dar inveja:

Se o ônibus mudou a placa, que culpa temos nós? Pergunta ao chofer se ele vai voltar por São Vicente, que aí ficamos nesse ônibus mesmo. Vamos aproveitar para conhecer mais um lugar.

E a viagem transcorreu daquele jeito: a jovem nervosa e áspera em suas palavras torturantes; a velhinha, serena como uma criança que acaba de nascer. Era possível ler em seu semblante — mesmo estando com a saúde debilitada — a alegria de que desfrutava, brotada de um erro. Já a neta, em plena saúde, apresentava um rosto obscuro por causa do erro causador do fatal atraso.

O bisneto assistia a tudo. Em alguns momentos até tentou intervir, questionando sobre o itinerário que o coletivo estava tomando, mas era prontamente interrompido pela inteligência da mãe, que o inibia peremptoriamente.

No fim das contas, desceram em Cubatão, onde tomaram outra condução, que os deixaria no lugar de destino.

No ônibus, permaneceu a saudade da senhorinha.

E o bisneto, como será? Está entre a cruz a espada. Tomara que se pareça mais com a bisavó.

.: Comédia jovem "A.M.I.G.A.S." retorna a São Paulo a partir de 1º de maio


Ernesto Piccolo dirige texto de Duda Ribeiro adaptado por Julia Iorio, Luiza Lewicki e Isabel Castello Branco, numa montagem que transpõe afetos da vida real para o palco. A produção é de Joana Motta. Foto: Paulo Aragon

Sucesso de público a comédia "A.M.I.G.A.S.", criada para para o público jovem e adulto a partir no livro homônimo de Cláudia Mello, retorna a São Paulo para uma temporada de  1º a 31 de maio no Teatro Sabesp Frei Caneca, com apresentações às sextas e sábados às 20h00 e domingos às 19h00 (uma sessão acontece no dia 28 de maio às 20h00), O patrocínio é da Bradesco Seguros. A história gira em torno das amigas Aline, Dil e Dadá, com seus encontros e desencontros amorosos, suas expectativas nas relações, suas frustrações e seus desejos. Julia Iorio, Leticia Braga e Isabel Castello Branco interpretam essas personagens que criam a Associação das Mulheres Interessadas em Gargalhadas, Amor e Sexo. 

Para contracenar com o elenco feminino, o ator Bernardo Coimbra dá vida a vinte personagens diferentes no decorrer das cenas. Na montagem anterior, quem se desdobrava em diversos papéis era Ernesto Piccolo, diretor da montagem atual. A primeira montagem desse texto aconteceu há 26 anos com grande sucesso de público. A ideia de remontá-lo surgiu em 2025, motivada pelo encontro do diretor com Julia Iorio, filha do autor Duda Ribeiro, que faleceu em 2016. Essa reunião foi o impulso que faltava para viabilizar o sonho que ela tinha desde os 10 anos, quando assistia à fita da peça na casa do pai. 

Assim, Iório convidou suas amigas Isabel Castello Branco, filha de Maneco Quinderé (que também esteve na primeira versão da peça), e Luiza Lewicki para adaptar o texto para os nossos dias. Também foi convidada ao projeto a produtora Joana Motta, que, assim como o diretor, era muito amiga do autor. “O teatro é feito de equipe, então é muito legal, 26 anos depois, trabalhar com os filhos dos parceiros da primeira equipe. Julia, Luiza e Isabel são três meninas cheias de gás, de energia, muito criativas, que adaptaram o texto brilhantemente para os tempos modernos, mais o Bernardo arrebentando com suas várias personagens. Ando me divertindo muito. Tá sendo feito com amor”, diz o encenador.

Além da direção e da produção ficarem a cargo de profissionais experientes, o design de luz assinado por Quinderé e Ronald Teixeira, que também integrou a equipe anterior. Já os figurinos são assinados por Antonio Rocha; a programação visual e cenografia, por Antonia Motta; e a direção de movimento, por Julia Varga e Marcela Pires. O sucesso total de público na nova montagem de "A.M.I.G.A.S." garantiu outras temporadas no ano passado , e tanto Julia Iorio quanto Bernardo Coimbra foram indicados ao Prêmio FITA 2025 (Festa Internacional de Teatro de Angra), na categoria Ator Revelação. Bernardo foi o vencedor do prêmio. "A.M.I.G.A.S." é uma peça leve que promete divertir o público e que ressalta sobretudo, a amizade, com todas as dores, delícias, confusões e intensidades presentes nessa relação afetiva que desafia o tempo.


Ficha técnica
Espetáculo "A.M.I.G.A.S." 
Baseado no livro de Cláudia Mello
Elenco: Isabel Castello Branco, Julia Iorio, Leticia Braga e Bernardo Coimbra
Texto: Duda Ribeiro
Adaptação: Julia Iorio, Luiza Lewicki e Isabel Castello Branco
Direção: Ernesto Piccolo
Desenho de luz: Maneco Quinderé
Cenografia: Antonia Motta
Figurino 1ª temporada: Helena Araujo
Figurino: Antonio Rocha
Trilha musical: Rodrigo Penna
Stand in meninas: Carolina Matos
Assistência de direção: João Maia P
Assistência de cenografia: Felipe Loureiro
Supervisão e consultoria técnica de cenografia: Ronald Teixeira
Direção de movimento: Julia Varga e Marcela Pires
Programação visual: Antonia Motta
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Social media: Agência Nuah
Assistente administrativo: Marilene Teixeira
Controller - Físico Financeiro: Mariana Teixeira
Jurídico: Joaquim Motta
Fotos: Paulo Aragon
Produção geral: Joana Motta
Assistência de produção: Bels Ferrari


Serviço
Espetáculo "A.M.I.G.A.S."
Temporada: de 1° até 31 de maio - sextas e sábados às 20h00 e domingos às 19h00, com uma sessão extra na quinta dia 28 de maio, às 20h00.
Teatro SABESP Frei Caneca - Rua Frei Caneca, 569 - Consolação, São Paulo (dentro do Shopping Frei Caneca, 7º andar).
Ingressos: plateia baixa - R$150 (inteira), R$75 (meia-entrada); plateia - R$140 (inteira), R$70 (meia-entrada).
Venda on-line: https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/amigas-15904
Bilheteria: de terça a sexta-feira, das 12h00 às 15h00 e das 16h00 às 19h00; aos sábados, domingos e feriados, das 14h00 às 20h00. Em dias de evento, a bilheteria permanece aberta até 30 minutos após o início do espetáculo.
Duração: 80 minutos
Gênero: comédia
Classificação indicativa: 16 anos
Capacidade: 600 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

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