domingo, 12 de julho de 2026

.: “O Rei e Eu” desembarca no streaming e reacende o fascínio dos grandes musicais


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

“O Rei e Eu” chega ao catálogo da plataforma de streaming Belas Artes À La Carte resgatando um dos musicais mais celebrados de Hollywood. Lançado em 1956, o filme dirigido por Walter Lang adapta para o cinema o sucesso da Broadway assinado por Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, com roteiro de Ernest Lehman. No elenco, Yul Brynner, Deborah Kerr e Rita Moreno conduzem uma narrativa que combina romance, embate cultural e espetáculo visual.

Ambientada no antigo Sião, a trama acompanha a professora britânica Anna Leonowens (Deborah Kerr), contratada para educar os filhos do rei Mongkut (Yul Brynner). O encontro entre os dois personagens se transforma em um jogo de forças marcado por diferenças de visão de mundo, protocolos rígidos e uma curiosidade crescente. Entre lições, rituais e tensões políticas, o vínculo que se estabelece evita simplificações e ganha densidade ao longo da narrativa.

O longa-metragem conquistou cinco Oscars, incluindo Melhor Ator para Yul Brynner, que superou nomes como James Dean e Kirk Douglas. A atuação consolidou o ator como a face definitiva do rei Mongkut, papel que ele interpretou milhares de vezes também nos palcos ao longo da vida. Deborah Kerr, por sua vez, teve suas canções dubladas por Marni Nixon, voz recorrente em grandes musicais da época, como “West Side Story” e “My Fair Lady”.

A produção também guarda episódios curiosos. Cogitou-se Marlon Brando para o papel do rei, enquanto Maureen O’Hara chegou a ser considerada para viver Anna. A escolha de Deborah Kerr partiu do próprio Brynner. Durante as filmagens, os figurinos pesados - alguns com mais de 15 quilos - exigiram esforço físico considerável da atriz. Já a famosa sequência ao som de “Shall We Dance?” demandou ensaios rigorosos para equilibrar elegância e tensão dramática.

Apesar do reconhecimento internacional e do sucesso de público, “O Rei e Eu” enfrentou resistência na Tailândia, onde foi proibido por ser considerado desrespeitoso à figura histórica do rei Mongkut. Ainda assim, o filme se mantém como referência estética e narrativa dentro do gênero musical, ocupando posição de destaque em listas do American Film Institute. A chegada ao streaming oferece uma nova oportunidade para revisitar um clássico que reúne cenários grandiosos, figurinos marcantes e uma história construída sobre choque cultural, poder e transformação.


Ficha técnica
“O Rei e Eu” | (“The King and I” (Título original)
Gênero: musical, romance. Duração: 133 minutos. Classificação indicativa: livre. Ano de produção: 1956. Data de lançamento: 28 de junho de 1956. Idioma: inglês. Direção: Walter Lang. Roteiro: Ernest Lehman. Elenco: Yul Brynner, Deborah Kerr, Rita Moreno, Martin Benson, Rex Thompson. Distribuição no Brasil: Belas Artes à La Carte. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.


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