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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

.: Crítica: "O Convite" faz convocação claustrofóbica para reavaliar a relação


Cartaz de "O Convite"

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em agosto de 2026


Baseada no filme e peça "Sentimental", do cineasta Cesc Gay, a comédia dramática "O Convite" que é uma intrincada armadilha emocional que percorre desentendimentos surpreendentes para permitir que casal reavalie a relação. Ambientado num apartamento bem espaçoso (até que as conversas começam a afunilar os debates), a produção dirigida por Olivia Wilde, apresenta um casal em crise que recebe os vizinhos do andar de cima, o que torna o jantar caótico e totalmente hilário.

De um lado, em meio ao desgaste afetivo e o tédio conjugal, estão os donos do apartamento que "aguardam" a chegada dos visitantes, Joe (Seth Rogen) e Angela (Olivia Wilde). Numa implicância silenciosa, os dois recebem o casal ardente Pinã (Penélope Cruz) e Hawk (Edward Norton). De fato, Joe fica incomodado com os sons das festas sexuais dos vizinhos e, acaba sendo levado a verbalizar tamanho desagrado.

Em meio a cutucadas provocativas e bastantes claustrofóbicas que vão além das paredes daquele apartamento como cenário, surgem diálogos inteligentes regando o desconforto do casal com a curiosidade e vontade de sair do marasmo que mergulharam. Assim, o público embarca, mesmo que com receio, na tensão e humor bem balanceados de um relacionamento longo.

O longa que transita na contramão do moralismo, tem um roteiro reflexivo e maduro para uma trama conflitante e tão humana a ponto de permitir que o público, por vezes, consiga se identificar com determinados episódios de uma vida a dois. Sem forçar um desfecho, "O Convite" tem seus minutos finais em silêncio, deixando livre a interpretação do público, se ocorreu uma reconciliação ou apenas o término pacífico do casamento. Vale muito a pena conferir!


"O Convite" (The Invite). Gênero: Comédia, drama, romance. Direção: Olivia Wilde. Roteiro: Rashida Jones, Will McCormack e Cesc Gay. Duração: 1h 47 minutos. Classificação Indicativa: 16 anos. Distribuição: Diamond Filmes. Elenco:  Seth Rogen (Joe), Olivia Wilde (Angela), Penélope Cruz (Piña) e Edward Norton (Hawk). Sinopse: Joe e Angela formam um casal preso na rotina e com o relacionamento à beira de um colapso. A dinâmica muda quando eles decidem convidar os enigmáticos vizinhos do andar de cima, Hawk e Piña, para um jantar casual. O que seria uma noite tranquila transforma-se em um encontro repleto de revelações, constrangimentos e discussões sobre intimidade e desejos reprimidos.

Trailer de "O Convite" 





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domingo, 16 de agosto de 2026

.: "O Fim da Rua" conquista quase 90% de aprovação no Rotten Tomatoes


Com Anne Hathaway e Ewan McGregor no elenco, produção mistura aventura, suspense e criaturas pré-históricas. Foto: divulgação

Com Anne Hathaway e Ewan McGregor nos papéis principais, "O Fim da Rua" está em cartaz nos cinemas brasileiros cercado por uma recepção bastante positiva da crítica internacional. O novo longa-metragem de ação conquistou quase 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, considerando 91 avaliações registradas até o momento. A produção também vem chamando atenção pelas referências ao cinema de aventura produzido pela Amblin Entertainment, especialmente à tradição iniciada por filmes como "Jurassic Park". Críticos destacam que, embora dialogue diretamente com esse universo de aventuras e criaturas pré-históricas, o longa encontra caminhos próprios para desenvolver sua narrativa.

Para Jake Kleinman, do Polygon, o filme recupera o espírito das aventuras clássicas da Amblin, daquelas produções capazes de prender o espectador diante da televisão até os créditos finais. Alexander Zalben, do Comic Book Club, também ressaltou o equilíbrio entre humor, suspense e reviravoltas, classificando a obra como uma sucessora à altura da franquia Jurassic. David Ehrlich, do IndieWire, aproximou a atmosfera de "O Fim da Rua" de títulos marcantes dos anos 1980, como "Gremlins" e "Os Goonies". Para o crítico, a produção combina aventura e humor ácido ao recuperar uma espécie de ameaça familiar característica daquele período do cinema.

A ambientação também foi destacada por Gemma Wilson, do Seattle Times. Segundo a crítica, levar criaturas pré-históricas para um bairro residencial cria um contraste especialmente perturbador, transformando espaços cotidianos e familiares em cenários de perigo. Alison Willmore, da Vulture, chamou atenção para a escolha de investir em uma superprodução original e brincou com a presença de Hathaway em sequências de ação, incluindo momentos em que a atriz enfrenta dinossauros armada com um rifle.

Produzido pela Warner em parceria com Bad Robot, Good Fear Content, Jackson Pictures e Tommy Harper Productions, O Fim da Rua acompanha uma família que vive nos anos 1980 e tem sua rotina completamente transformada após um fenômeno cósmico transportar o bairro onde mora para um local desconhecido. Isolados e diante de uma realidade que foge completamente de seu controle, os integrantes da família Platt percebem que a sobrevivência dependerá da capacidade de permanecerem unidos enquanto tentam compreender o que aconteceu.

Além de Anne Hathaway e Ewan McGregor, o elenco reúne Maisy Stella, Christian Convery, Chris Coy, P. J. Byrne, Bethany Anne Lind, Denitra Isler e Hudson Meek. Com direção e roteiro de David Robert Mitchell, de Corrente do Mal, O Fim da Rua está em cartaz nos cinemas brasileiros.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

.: Crítica: "Homem-Aranha: Um Novo Dia" é "absolute cinema" dos heróis

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em julho de 2026


Sozinho e esquecido por aqueles que amava, o amigo da vizinhança agora vive no último andar de um prédio, antes em condições bastante precárias e transformado por Peter Parker (Tom Holland, "A Odisseia") num lar doce lar. Sem cursar uma graduação, ele trabalha em conjunto com a polícia combatendo o crime em Nova York. Em "Homem-Aranha: Um Novo Dia", lidando também conta o luto da tia May (Marissa Tomei) e a ausência dos amigos, o Teioso passa pelo processo de amadurecimento (aliado ao da mutação) diante dos olhos do público.

Sendo reconhecido pelo público como herói, o escalador de paredes acompanha à distância o sucesso escolar de Michelle Jones-Watson (Zendaya, "O Drama") e Ned Leeds (Jacob Batalon, "Novocaine: À Prova da Dor"). Com o retorno da dupla para a Grande Maçã, Peter faz uma visita que o deixa magoado e com a certeza de que o feitiço do Doutor Estranho não foi quebrado.

Contudo, o Cabeça de Teia esbarra num implacável ser repleto de vilanias capaz de entrar na mente de múltiplos indivíduos e superar a vontade de cada um. Até mesmo o clássico inimigo do Homem-Aranha, o Escorpião, acaba sendo manipulado. Mesmo com a mente ágil e o sentido aranha, o Miranha que não tem poder de impedir tamanha invasão, em "Homem-Aranha: Um Novo Dia" repele a telepatia da ainda iniciante Jean Grey (Sadie Sink, "Stranger Things" e "A Baleia").

Em meio as situações hilárias da categoria que só o Miranha é capaz de entregar, o ágil e repleto de ação "Homem-Aranha: Um Novo Dia" reserva uma boa e bem trabalhada dose de drama (provocando até lágrimas). Não somente por conta da solidão de Peter Parker, mas por ele enfrentar além dos poderosos vilões (até o Hulk aparece na sua essência, externando o seu lado ameaçador e bem distante de um integrante de "Os Vingadores"), a árdua passagem para uma nova etapa da vida sem tropeçar no desejo de vingança. 

O longa de 2 horas e 25 minutos de duração, com cena pós-créditos (que indicam a presença de uma variante do Homem-Aranha ou uma ponte para os próximos filmes dos Vingadores, no caso, "Guerras Secretas") entrega tudo, além de confrontos de "absolute cinema" dos filmes de heróis. Não só do Hulk, mas a sequência com os ninjas que é de deixar qualquer um boquiaberto. Perfeita, inclusivo nas cores na telona. Redondinho e sem deixar pontas soltas, mesmo com a grande responsabilidade por vir após o emocionante e marcante encontro dos três Miranhas, "Homem-Aranha: Um Novo Dia" consegue ser estupendo. Filmaço imperdível!


"Homem-Aranha: Um Novo Dia". (Spider-Man: Brand New Day). Diretor: Destin Daniel Cretton. Roteiro: Chris McKenna e Erik Sommers. Gênero: Ação, Aventura e Ação. Duração: 145 minutos (2h 25min). Elenco principal: Tom Holland (Peter Parker/Homem-Aranha), Zendaya, Jon Bernthal e Sadie Sink. Trilha Sonora: Ludwig Göransson. Sinopse: Após o mundo ter esquecido seu nome, Peter Parker inicia um novo capítulo em sua vida, conciliando as aulas da faculdade, um trabalho de meio período e sua responsabilidade como o Homem-Aranha. Mas quando uma força misteriosa começa a desmantelar a cidade de dentro para fora, Peter se vê preso entre inimigos poderosos, legados antigos e aliados inesperados.

Trailer de "Homem-Aranha: Um Novo Dia"



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sexta-feira, 17 de julho de 2026

.: Crítica: "A Odisseia" é "absolute cinema" com epopeia clássica

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em julho de 2026


A história das histórias da literatura ocidental em uma produção impecável de grudar os olhos do público na telona, do início ao fim. Eis "A Odisseia" dirigida e roteirizada por Christopher Nolan (Dunkirk), quem entrega uma adaptação épica do poema, a epopeia clássica atribuída a Homero. Assim, a nova produção torna-se totalmente indispensável a ponto de ser necessário assistir ao espetáculo numa grande sala de cinema, não somente pela imagem gigantesca e as belas panorâmicas, mas por apresentar conteúdo e, por vezes, ditar o ritmo tal qual o poema.

Em cartaz nos cinemas, a produção que soma 2 horas e 53 minutos de literatura visual de narrativa não-linear é puro deleite. Não somente pelo elenco estelar (e nitidamente muito bem escalado) que inclui Matt Damon (Air: A História por Trás do Logo) na pele do protagonista Odisseu, Anne Hathaway (Instinto Materno) como a fiel esposa que tece a mortalha interminável para a escolha de um novo pretendente, além de Tom Holland (Telêmaco), Robert Pattinson (Antínoo), Lupita Nyong'o (Helena de Troia), Zendaya (deusa Athena) e outros (todos com tempo de tela proveitosos), mas pela entrega final de tamanha epopeia que é tal qual o meme atual muito usado: "Absolute Cinema".

A grandiosidade do poema que narra feitos heroicos, intervenções divinas e aventuras extraordinárias por meio de uma linguagem colossal se faz presente no longa de edição ágil, roteiro extremamente amarradinho e trilha sonora de arrepiar. Em meio a idas e vindas na narrativa, acompanha-se as aventuras do herói grego Odisseu (Matt Damon) e sua trajetória enfrentando monstros e a fúria de deuses como Poseidon ao regressar para casa após a Guerra de Troia, para reencontrar a esposa Penélope e o filho Telêmaco que resistem bravamente a pretendentes ao trono.

Acompanhar cada etapa da façanha mais extraordinária da literatura universal, seja das aventuras de Odisseu, esbarrando no gigante ciclope Polifemo, filho de Poseidon, na poderosa deusa e feiticeira da ilha de Eeia, Circe (Samantha Morton, de "A Baleia"), ouvir o canto das sereias, ser aprisionado por Calipso (Charlize Theron, de "O Escândalo"), a ninfa da ilha de Ogígia, assim como a luta de Penélope e Telêmaco em protegerem Ítaca de modo inteligente é um entretenimento totalmente empolgante. Tudo é como uma aula ilustrada na mais alta categoria. Com uma fotografia de encher os olhos, "A Odisseia" é sem dúvida um filme que marcará presença no Oscar 2027 e tem tudo para levar o prêmio em importantes categorias. Imperdível!

A Odisseia. (The Odyssey). Diretor: Christopher Nolan. Roteiro: Christopher Nolan. Gênero: Épico, Aventura e Ação. Duração: 172 minutos (2h e 52min). Elenco principal: Matt Damon (Odisseu), Anne Hathaway (Penélope) e Tom Holland (Telêmaco). Trilha Sonora: Ludwig Göransson. Sinopse: Odisseu, rei de Ítaca, embarca em uma jornada para retornar para casa após a Guerra de Troia.


Trailer de "A Odisseia"


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quarta-feira, 15 de julho de 2026

.: Crítica: "Moana" é o live action que ninguém pediu, mas é agradável

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em julho de 2026


A história da princesa de uma comunidade da etnia Motonui, a desbravadora da Disney, "Moana" virou live action e antes mesmo de as gravações ganharem força, choveram críticas sobre a real necessidade de adaptar "Moana: Um Mar de Aventuras", recente animação de sucesso, com atores reais. Eis que "Moana" chega as telas de cinema (sem o público pedir) trazendo uma adaptação bastante fiel ao infantil de 2016.

Muito agradável de se ver na tela gigante de cinema, mesmo com os efeitos visuais defeituosos. De fato, há pontos favoráveis pela coragem de manter a história bastante solar, o que evidencia tais problemas, muito por movimentos bruscos. Contudo, a história repleta de magia faz lembrar que ali há uma trama de ficção.

Assim, "Moana" tem sequências nitidamente preparadas por computação gráfica, mas entrega o respeito de seguir a obra original e, claro, trazer Dwayne Jackson como o semideus egocêntrico Maui. E é um deleite vê-lo em carne e osso no papel que é a cara dele.

Como aquela que dá o nome da produção está a novata Catherine Laga'aia que encarna todo carisma e poder de Moana. De rostinho delicado e bem mais bonita do que a da animação, a atriz ganha o público já nos primeiros minutos de apresentação e fica fácil torcer pela Moana humana. 

"Moana' é extremamente agradável de se assistir e é uma excelente opção de entretenimento. As sequências musicais mantém as letras conhecidas e a empolgação de quem é fã simplesmente acontece. Na versão dublada Moana Waialiki leva a voz de Bia Vasconcellos, enquanto que Maui segue com Saulo Vasconcelos (o mesmo da animação de 2016) e a Vovó Tala tem a voz de Nabia Villela. Vale a pena conferir!


"Moana" (Moana). Gênero: Animação, Aventura, Musical. Direção: Ron Clements e John Musker. Roteiro: Jared Bush, Ron Clements, John Musker, entre outros. Trilha Sonora Original: Lin-Manuel Miranda, Opetaia Foa'i e Mark Mancina. Elenco de Voz (Original): Auli'i Cravalho (Moana), Dwayne Johnson (Maui). Duração: 107 minutos. Sinopse: Moana acompanha uma corajosa jovem que, para salvar seu povo, parte em uma jornada épica pelo oceano para encontrar o semideus Maui e devolver o coração místico de Te Fiti

Trailer de "Moana"



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quarta-feira, 8 de julho de 2026

.: CineSesc promove mostra gratuita de clássicos e ambientação histórica


Os antigos cinemas de rua que marcaram gerações de paulistanos voltam a ocupar o imaginário da cidade a partir do feriado de 9 de julho, no CineSesc. A iniciativa "Cinemas de Rua: Da Augusta à Cinelândia Paulistana" vai transformar o hall da unidade em um espaço de imersão histórica e afetiva por meio de uma ambientação cenográfica inédita - equipada com letreiros luminosos, pôsteres reinterpretados e um grande mapa iconográfico. Para complementar a homenagem à era de ouro dos cinemas de rua, o CineSesc realiza uma mostra gratuita com clássicos restaurados da cinematografia mundial.

A escolha do CineSesc como palco para esta celebração reforça o valor do próprio espaço. Localizado na Rua Augusta, o cinema inaugurado em 1979 ocupa um endereço historicamente ligado ao circuito exibidor paulistano e preserva a tradição da calçada, do letreiro luminoso e da experiência de assistir a um filme em uma sala de rua. A nova ambientação permite discutir como, apesar de transformações, a cidade pode preservar experiências coletivas.

Ação convida o público a refletir sobre a permanência da experiência coletiva do cinema em meio às transformações da cidade. Programação conta com exibições de clássicos restaurados, como "Este Mundo É Um Teatro", dia 9, às 20h30, “Casablanca”, dia 10, às 20h00, e “Cantando na Chuva”, dia 17, às 20h00, conectando a memória das antigas salas de exibição aos filmes que ajudaram a construir a mística dessas telas urbanas.

Uma viagem no tempo pelo hall do CineSesc
A ambientação inédita idealizada pela equipe do CineSesc, com curadoria e direção de arte de Mauro Amorim e produção executiva de Patrícia Almeida, recriará a atmosfera de encanto das salas que funcionaram entre as décadas de 1940 e 1970 na capital paulista. O projeto oferece um mergulho na paisagem urbana do centro histórico de São Paulo por meio de intervenções visuais e artísticas. Confira os destaques.

Pinturas artísticas dos pôsteres: desenvolvidas pela artista Fernanda D’Boer, a série de cinco pinturas sobre papel (no formato clássico de cartazes de 100 × 70 cm) homenageia salas históricas do centro, como o Cine Marabá, Cine Comodoro, Cine Ipiranga, Cine Marrocos e o próprio CineSesc. As artes entrelaçam as fachadas arquitetônicas desses espaços a referências iconográficas de clássicos como Tubarão, La Dolce Vita, Vertigo, Bye Bye Brasil e Laranja Mecânica.

Grande mapa ilustrado: criado pelo estúdio Radiográfico, um painel detalhado guiará o público em uma jornada geográfica e cronológica, conectando os tradicionais cinemas da Rua Augusta à efervescente Cinelândia paulistana. Efeito cromático RGB: uma intervenção visual assinada por Marcos Muzi e Rafael Cotait propõe novos jogos de luzes e cores na recepção do público.

Cenografia nostálgica: o espaço contará ainda com uma fachada cenográfica inspirada nos antigos cinemas da cidade, um letreiro em neon exclusivo, vitrines expositivas com objetos históricos do universo cinematográfico e referências às saudosas bombonieres.

Programação de filmes – Mostra Especial Cinemas de Rua
Conectando a ambientação do hall à magia da projeção na tela grande, o CineSesc exibirá uma seleção especial de filmes de época com sessões gratuitas para o público. A programação vai contar com exibições de cópias restauradas de obras que fazem parte da história da arte cinematográfica.


Quinta-feira, dia 9 de julho, às 20h30 - "Este Mundo É Um Teatro" ("Stage Struck")
Direção: Allan Dwan, EUA, 1925, 70 minutos. 12 anos.

Uma jovem sonha em se tornar uma grande atriz. Quando seu namorado começa a flertar com uma artista de verdade, ela é consumida pelo ciúme e decide enfrentar sua rival. Entrada Gratuita.

Sexta-feira, dia 10 de julho, às 20h00 – "Casablanca"
Direção: Michael Curtiz, EUA, 1942, 102 minutos. 12 anos.
Durante os tensos anos da Segunda Guerra Mundial, o amargurado Rick reencontra um amor do passado em sua movimentada casa noturna na cidade de Casablanca, no Marrocos. Entrada Gratuita.

Sexta-feira, dia 17 de julho, às 20h00 – "Cantando na Chuva" ("Singin' in The Rain")
Direção: Stanley Donen e Gene Kelly, EUA, 1952, 103 minutos. Livre.

Uma das maiores obras-primas do cinema musical acompanha os bastidores de Hollywood e os desafios hilários e complexos enfrentados por uma produtora e seu elenco na transição do cinema mudo para o cinema falado. Entrada gratuita.

Serviço
CineSesc
Exposição Cinemas de Rua - Da Augusta à Cinelândia Paulistana

Início da visitação: dia 9 de julho
Horários: segunda a domingo, das 13h15 às 22h00
Local: Hall | CineSesc - Rua Augusta, 2075 - São Paulo


Mostra de filmes
9 de julho, às 20h30 |
"Este Mundo É Um Teatro"
10 de julho, às 20h00 | "Casablanca"
17 de julho, às 20h00 | "Cantando na Chuva"
Entrada gratuita.Classificação indicativa: livre. 

terça-feira, 30 de junho de 2026

.: Crítica: “Caso 137” mira na alienação com vídeos de gatinhos contra crimes

"Caso 137" pode ser assistido no site e aplicativo Reserva IMOVISION

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em junho de 2026


Vídeos de gatinhos em sequência ou encarar problemas dentro da própria corporação. Eis o contraponto da protagonista do drama “Caso 137”: Stéphanie Bertrand interpretada pela versátil Léa Drucker. Com direção de Dominik Moll, alemão radicado na França, o longa que soma 1 hora e 56 minutos de duração apresenta um jogo de gato e rato em que quem tem culpa encontra uma rede de apoio para esconder os abusos cometidos, enquanto que quem tenta dar um basta nos erros de conduta, acaba a ponto de até perder o emprego.

Flertando com o true crime, o thriller investigativo ficcional inspirado em fatos reais “Caso 137” é o palco da agente da corregedoria francesa, Stéphanie que apenas tenta ser justa nas análises de cada situação delicada. Assim, ela acaba como responsável pela investigação interna do complexo caso de violência contra o jovem de uma cidade distante, Guillaume Girard (Côme Peronnet), que acaba gravemente ferido pela polícia em Paris durante um protesto caótico dos Coletes Amarelos (movimento de protesto de origem espontânea, que começou com manifestações na França em outubro de 2018 e, posteriormente, se espalhou para outros países). 

Disponível na plataforma de streaming Reserva Imovision, o roteiro, assinado por Moll em parceria com Gilles Marchand de “Caso 137”, une um evento fictício por meio de situações reais amplamente documentadas pela imprensa europeia, que resultaram em casos de manifestantes atingidos por balas de borracha, prática questionada por organismos de direitos humanos.

Na mescla de ficção a realidade, a produção pauta a trama no faro de apuração técnica, uma vez que o estrago feito na vida do jovem que participava de seu primeiro protesto é irreversível. Ao analisar discursos e unir provas contra os colegas de profissão, Stéphanie passa a viver num dilema mais profundo ao contornar o drama pessoal, incluindo o ex-marido (com uma nova namorada provocativa), o filho e a mãe. 

Em meio aos aparentemente infinitos e convidativos vídeos de gatinhos nas redes sociais, Stéphanie enfrenta o processo burocrático e psicológico da investigação, tendo a tensão do suspense com a sobriedade do drama social. O longa com estreia mundial no Festival de Cannes de 2025, que disputou a Palma de Ouro e levou o César de Melhor Atriz com Léa Drucker é imperdível!



Filme: "Caso 137" (Dossier 137). Gênero: policial, drama. Duração: 1h56min. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: francês. Direção: Dominik Moll. Roteiro: Dominik Moll e Gilles Marchand. Elenco: Léa Drucker, Jonathan Turnbull, Mathilde Roehrich, Guslagie Malanda, Stanislas Merhar. Distribuição no Brasil: Autoral Filmes. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.

Trailer de "Caso 137"

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