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quarta-feira, 13 de maio de 2026

.: Crítica: "Charuto de Mel" é fuga de aprisionamento feminino nos anos 90

"Charuto de Mel" pode ser assistido no site e aplicativo Reserva IMOVISION

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em maio de 2026


O longa dramático focado em comportamento"Charuto de Mel"dirigido por Kamir Aïnouz, mergulha na naturalização imposta pelo patriarcado, o que, fatalmente, esbarra na falta de liberdade sexual. Assim, os dilemas da jovem Selma (Zoé Adjani), crescem tal qual uma bola de neve, uma vez que ela está numa família argelina tradicional que vive na França dos anos 90. Rebelde para transgredir algumas normas impostas, Selma, metade argelina e outra metade francesa, luta pela liberdade, o que acaba refletindo no modo de a obediente mãe (Amira Casar) tomar decisões, inclusive.

Disponível no site e aplicativo Reserva IMOVISION, a produção de 2020 exibida no Festival de Veneza e na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, permeia tabus de sexualidade e regras patriarcais quando a paixão juvenil entra em pauta. É ao se apaixonar pelo também estudante Julien que brota em Selma a necessidade de transgressão, o que ganha contornos notáveis aos pais.

Na tentativa de encaminhar a filha para um possível casamento com um conhecido e de família endinheirada, os pais a jogam para experimentar o pior de uma vida feminina. Contudo, Selma mantém em silêncio as dores de ser mulher, enquanto amadurece e busca independência. Focando no amadurecimento e comportamento, sem floreios e encantamentos, no excelente  "Charuto de Mel", a história de vida Selma revela aproximação, em certos pontos, com a de qualquer outra mulher. Imperdível!


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A equipe do Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas.

"Charuto de Mel" (Cigare au miel). Gênero: DramaDireção: Kamir Aïnouz. Roteiro: Kamir AïnouzDuração: 1h 40 minutos. Classificação Indicativa: 16 anos (Violência, Conteúdo Sexual, Drogas Lícitas). Distribuição: Imovision. Elenco: Zoé Adjani (Selma)Amira CasarLyès SalemLouis PeresIdir Chender. Sinopse:  história narra a trajetória de Selma, uma jovem argelina de 17 anos que, ao se apaixonar e explorar sua sexualidade, enfrenta as rígidas regras patriarcais de sua família e o crescente fundamentalismo em seu país, buscando sua liberdade.

Trailer de "Charuto de Mel"



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sexta-feira, 8 de maio de 2026

.: Filme “Valor Sentimental”, vencedor do Oscar, em cartaz no Cine Arte Posto 4


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com

Filme que desbancou o premiado longa-metragem brasileiro "O Agente Secreto" no Oscar 2026 na categoria Melhor Filme Internacional, o drama “Valor Sentimental”, novo longa-metragem do cineasta norueguês Joachim Trier, está em cartaz até dia 13 de maio, às 15h00, 17h30 e 20h00, no Cine Arte Posto 4, o cinema localizado na orla da praia de Santos, no litoral de São Paulo. A trama investiga as fissuras emocionais de uma família marcada pela ausência paterna. 

No centro da narrativa está Nora, vivida por Renate Reinsve, atriz de teatro em plena maturidade profissional que se vê obrigada a revisitar conflitos mal resolvidos ao reencontrar o pai, Gustav Borg, interpretado por Stellan Skarsgård, um cineasta outrora celebrado que tenta retomar a carreira com um roteiro inspirado na própria família. 

A recusa de Nora em protagonizar o projeto abre espaço para a entrada de Rachel Kemp, jovem estrela hollywoodiana vivida por Elle Fanning, o que aprofunda ainda mais as tensões entre arte, vaidade e ressentimento. Completam o núcleo principal Inga Ibsdotter Lilleaas, no papel da irmã Agnes, e Anders Danielsen Lie, colaborador frequente do diretor.


“Valor Sentimental” | “Sentimental Value” (título original)
Gênero: drama.
Classificação indicativa: 14 anos.
Ano de produção: 2025.
Idioma: inglês.
Direção: Joachim Trier.
Roteiro: Joachim Trier e Eskil Vogt.
Elenco: Renate Reinsve, Stellan Skarsgård, Elle Fanning, Inga Ibsdotter Lilleaas, Anders Danielsen Lie.
Distribuição no Brasil: Retrato Filmes / MUBI.
Duração: 2h13.
Cenas pós-créditos: não.
Em cartaz até dia 13 de maio


Cine Arte Posto 4
Av. Vicente de Carvalho - Gonzaga - Santos/SP
Sessões às 15h00, 17h30 e 20h00
Funcionamento: terça a domingo (fechado às segundas-feiras)
Ingressos a R$ 3,00 (inteira) e R$ 1,50 (meia-entrada). Pagamento somente em dinheiro, temporariamente.

quinta-feira, 7 de maio de 2026

.: “Luta Pelo Amanhã” usa muay thai para reconstruir relações quebradas


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico cultural, especial para o portal Resenhando.com.

A estreia de "Luta Pelo Amanhã", nesta quinta-feira, dia 7 de maio,  aposta na fisicalidade das artes marciais para narrar uma história que, no fundo, é menos sobre golpes e mais sobre vínculos partidos. Dirigido por Chan Tai-Lee, o longa-metragem distribuído pel A2 Filmes conduz o espectador pelas ruas densas de Hong Kong, onde passado e presente colidem com a mesma intensidade de um ringue.

No centro da narrativa está Shi San-lung, ex-líder do submundo que tenta reconfigurar a própria existência após anos afastado do crime. O reencontro com o filho, no entanto, não oferece redenção imediata: ao contrário, funciona como gatilho para que antigas rivalidades retornem com força, arrastando ambos para um ciclo de violência que parecia encerrado. É nesse contexto que o Muay Thai surge não apenas como ferramenta de combate, mas como linguagem simbólica: cada luta encena aquilo que não foi dito, cada movimento carrega o peso de culpas acumuladas.

Há um esforço evidente do filme em equilibrar o espetáculo físico com um drama familiar que busca densidade emocional. A presença de Patrick Tam, nome veterano do cinema asiático, contribui para dar corpo a esse conflito, sustentando a ambiguidade de um personagem que oscila entre a brutalidade do passado e a tentativa - talvez tardia - de reconstrução afetiva. Em paralelo, a ambientação reforça esse embate: a Hong Kong retratada aqui não é cartão-postal, mas território de tensões, onde tradições e transformações urbanas coexistem de maneira instável.

Curiosamente, produções recentes do cinema de ação asiático têm investido nesse cruzamento entre combate e melodrama, aproximando-se de um modelo que dialoga tanto com o público global quanto com questões locais de identidade e pertencimento. “Luta Pelo Amanhã” se insere nesse movimento ao utilizar o ringue como extensão do espaço doméstico - um lugar onde pai e filho precisam, literalmente, se enfrentar para que qualquer possibilidade de reconciliação exista.

Sem reinventar o gênero, o filme encontra força na maneira como articula seus elementos: a coreografia das lutas, a tensão entre gerações e a ideia de que o futuro, como sugere o título, é sempre uma conquista instável. Ao final, o que permanece não é apenas a memória dos combates, mas a sensação de que algumas batalhas, especialmente as familiares, jamais se encerram por completo. Locação digital nas melhores plataformas de streaming.


Ficha técnica
“Luta pelo Amanhã” | "Fight For Tomorrow" (título original)
Gênero: ação, drama.
Duração: 101 minutos.
Classificação indicativa: 16 anos.
Ano de produção: 2024.
Idioma: cantonês.
Direção e roteiro: Chan Tai-Lee.
Elenco: Patrick Tam, (demais nomes não amplamente divulgados).
Distribuição no Brasil: A2 Filmes.
Cenas pós-créditos: não.
Locação digital nas melhores plataformas de streaming.

.: “Deixando Neverland 2" desafia legado de Michael Jackson e reacende feridas


Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico cultural, especial para o portal Resenhando.com.

A estreia de “Deixando Neverland 2: Sobrevivendo a Michael Jackson”, nesta quinta-feira, dia 7 de maio, recoloca no centro do debate público uma ferida que nunca cicatrizou e, ao mesmo tempo, evidencia como o audiovisual contemporâneo tem se tornado um espaço de disputa narrativa tão intenso quanto os tribunais. Dirigido por Dan Reed, o longa-metragem que chega ao Brasil pela A2 Filmes retoma a trajetória de Wade Robson e James Safechuck, agora anos depois do impacto global causado por "Deixando Neverland 1", para acompanhar os desdobramentos judiciais e o peso prolongado das acusações contra Michael Jackson.

Com abordagem direta e sem recorrer a reconstituições dramáticas, o filme investe novamente na força dos depoimentos, ampliando o escopo para além da denúncia inicial e mergulhando nas engrenagens legais que atravancam processos dessa natureza. A narrativa expõe audiências, recursos e entraves jurídicos que, mais do que adiar decisões, revelam o quanto a figura pública de Jackson ainda mobiliza estruturas de defesa institucional e emocional. Ao mesmo tempo, Reed opta por manter o foco nas consequências íntimas: relações familiares tensionadas, traumas persistentes e o custo psicológico de enfrentar uma opinião pública frequentemente hostil.

A nova produção também surge em um contexto simbólico: enquanto cinebiografias e revisões da obra de Michael Jackson voltam a ganhar força na indústria, o documentário atua como contraponto incômodo, tensionando a memória coletiva e questionando a facilidade com que o entretenimento absorve ou silencia controvérsias. Há, inclusive, um dado curioso que atravessa sua trajetória recente: diferentemente do original - que estreou no Festival de Sundance e teve ampla difusão pela HBO -, esta sequência enfrentou dificuldades de distribuição internacional, chegando a ser disponibilizada de forma mais restrita e até considerada insatisfatória pelo próprio diretor em termos de alcance.

Esse deslocamento, longe de diminuir sua relevância, reforça o caráter quase insurgente da obra. Ao escapar dos circuitos tradicionais, “Deixando Neverland 2” se posiciona como um produto que insiste em existir apesar das barreiras, sejam comerciais, jurídicas ou simbólicas. O resultado é um filme que amplia o campo de discussão sobre abuso, poder e memória, reafirmando o documentário como instrumento de confronto e não de conciliação. Locação digital nas melhores plataformas de streaming.


Ficha técnica
“Deixando Neverland 2: Sobrevivendo a Michael Jackson” | "Leaving Neverland 2" | "Deixando Neverland 2: Sobrevivendo a Michael Jackson"

Gênero: documentário.
Duração: 53 minutos.
Classificação indicativa: 16 anos.
Ano de produção: 2025.
Idioma: Inglês.
Direção e roteiro: Dan Reed.
Elenco: Wade Robson, James Safechuck.
Distribuição no Brasil: A2 Filmes.
Cenas pós-créditos: não.
Locação digital nas melhores plataformas de streaming.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

.: Na Reserva Imovision, “Omen” expõe feridas coloniais e provoca o espectador


Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico cultural, especial para o portal Resenhando.com.

Após anos vivendo na Europa, Koffi retorna à República Democrática do Congo em busca de reconexão com as origens, mas encontra um território marcado por desconfiança, conflitos culturais e feridas históricas ainda abertas. É nesse terreno simbólico e profundamente político que se constrói “Omen” (“Augure”), filme dirigido pelo multiartista congolês Baloji, que também assina o roteiro ao lado de Thomas van Zuylen. O filme estreia nesta quinta-feira, dia 7 de maio, na plataforma de streaming Reserva Imovision

Protagonizado por Marc Zinga, ao lado de Yves-Marina Gnahoua e Marcel Otete Kabeya, o drama acompanha o retorno de um homem que já não pertence completamente nem à Europa, onde viveu, nem ao Congo, de onde saiu. A narrativa parte de um gesto simples, o pagamento de um dote ao pai, para desdobrar tensões familiares e sociais que revelam camadas profundas da experiência pós-colonial africana.

Selecionado para a mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes 2023, quando venceu o prêmio Nova Voz, o longa-metragem se destaca não apenas pelo reconhecimento internacional, mas pela forma como articula estética e discurso. Baloji, que construiu carreira na música antes de migrar para o cinema, imprime à obra uma linguagem visual marcada pelo simbolismo e pelo realismo mágico, dialogando com tradições cinematográficas europeias e latino-americanas.

Entre as imagens mais fortes do filme está a raspagem do cabelo de Koffi antes do retorno à África, gesto que sintetiza o apagamento cultural e a desconexão identitária do personagem. Ao chegar a Kinshasa, ele enfrenta acusações de feitiçaria e manifestações físicas interpretadas como possessão, evidenciando o choque entre crenças locais e influências ocidentais - muitas delas herdadas do próprio processo colonial.

Inspirado, segundo o próprio diretor, pela morte do próprio pai, “Omen” também carrega uma dimensão íntima, refletida na busca constante de Koffi por uma figura paterna ausente. Esse vazio ecoa como metáfora das rupturas provocadas pela diáspora africana e pelas imposições históricas da colonização europeia, tema que atravessa o filme com força e complexidade. Ainda que enfrente oscilações narrativas, especialmente na introdução de subtramas que nem sempre se sustentam, o filme se firma como uma obra relevante pela capacidade de provocar e tensionar. 


Ficha técnica
“Omen” | “Augure” (título original)
Gênero: drama
Duração: 1h32
Classificação indicativa: 14 anos
Ano de produção: 2023
Idioma: francês e lingala
Direção: Baloji
Roteiro: Baloji e Thomas van Zuylen
Elenco: Marc Zinga, Yves-Marina Gnahoua, Marcel Otete Kabeya, Lucie Debay, Eliane Umuhire
Distribuição no Brasil: Imovision
Cenas pós-créditos: não


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Trailer de "Omen"


segunda-feira, 4 de maio de 2026

.: "Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor": Sandra Bullock e Nicole Kidman voltam


A Warner Bros. Pictures acaba de lançar o primeiro teaser trailer de "Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor", que traz um novo capítulo à história da querida dupla de bruxas. Sandra Bullock e Nicole Kidman estão de volta ao universo mágico do filme de 1998, dessa vez acompanhadas de Joey King ("A Barraca do Beijo"), Maisie Williams ("Game of Thrones"), Xolo Maridueña ("Besouro Azul") e Lee Pace ("Guardiões da Galáxia"). Stockard Channing e Dianne Wiest também voltam aos seus papéis originais de "Da Magia à Sedução", como as tias Jet e Franny.

O filme leva o público mais uma vez a um mundo repleto de magia e aventuras entre irmãs, enquanto Sally (Bullock) e Gillian (Kidman) ainda são assombradas pela maldição da família: todos que amam acabam morrendo. Agora, as duas devem confrontar poderes que ameaçam acabar com sua família de uma vez por todas." Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor" chega aos cinemas brasileiros em setembro de 2026 e promete entregar nostalgia, romance e boas risadas.

sábado, 2 de maio de 2026

.: Resenha crítica: "Rio de Sangue" é filme-denúncia sobre garimpo ilegal

"Rio de Sangue" está em cartaz na Cineflix Cinemas

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em maio de 2026


No longa nacional de ação, suspense e policial, "Rio de Sangue", em cartaz na Cineflix Cinemasa policial Patrícia Trindade (Giovanna Antonelli)afastada da corporação, foge de São Paulo para o Pará após ser jurada de morte pelo narcotráfico, numa operação fracassada. Ao tentar se reaproximar da filha, a médica Luiza (Alice Wegmann), ela esbarra numa nova problemática em que põe a vida em risco, quando a jovem é sequestrada por garimpeiros ilegais durante uma missão humanitária no Alto Tapajós.

Unindo amor materno e a experiência profissional Patrícia corre contra o tempo para resgatar Luiza na selva, refém do cabeça dos esquemas, Polaco (Antonio Calloni, de "Anjos de Sol" e "Jogo de Xadrez") que a usa para salvar o filho, Jadson (Ravel Andrade). Na situação desesperadora, ela se vê forçada a ingressar entre os garimpeiros para enfrentar os poderosos que dominam a região empunhando armas e nenhum escrúpulo.

Na telona, as cenas de ação realistas, intensas e cruas, passam longe dos exageros caricatos e impactam, o que é nitidamente favorecido pelo talento do elenco, principalmente da protagonista que desenha a força da trama de modo convincente. Todo o conjunto da produção nacional bem realizada, empolga, facilitando para que o público embarque na história de mãe e filha lutando para sobreviver em meio a um cenário de crime ambiental.

Num papel de fortaleza pronta para a defesa tal qual o personagem Rambo, Antonelli consegue passar vulnerabilidade na medida que torna o filme visceral. "Rio de Sangue" é filme-denúncia sobre a realidade do garimpo ilegal na Amazônia, contra a exploração ambiental e a violência na região. O "grito da floresta" que soma 1 hora e 46 minutos imprime certa angústia e prende a atenção do início ao fim. Vale a pena conferir!

"Rio de Sangue" (nacional). Gênero: Thriller, Ação, DramaDireção: Gustavo Bonafé. Roteiro: Felipe Berlinck, Dennison RamalhoDuração: 1h 46 minutos. Distribuição: Disney. Classificação Indicativa: 16 anos. Elenco: Giovanna Antonelli (Patrícia Trindade), Alice Wegmann (Luiza), Antônio Calloni, Felipe Simas, Sérgio Menezes, Fidélis Baniwa, Ravel Andrade. Sinopse: Patrícia, uma policial afastada após uma operação fracassada e jurada de morte, se refugia no Pará. A trama engrena quando sua filha Luiza, médica em missão humanitária, é sequestrada por garimpeiros, forçando Patrícia a agir.  

Trailer

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quinta-feira, 30 de abril de 2026

.: Crítica: "O Grande Arco de Paris" retrata frustração de arquiteto

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em abril de 2026


O drama francês "O Grande Arco de Paris" (L'Inconnu de la Grande Arche), exibido no 2º Festival de Cinema Europeu IMOVISION, na Cineflix Cinemas de Santosbaseado no romance de 2016 de Laurence Cossé, começa na seleção de um projeto audacioso do arquiteto dinamarquês, Otto von Spreckelsen. Pouco conhecido, o vencedor do concurso de 1983 organizado pelo presidente François Mitterrand para projetar o Grande Arco de La Défense alinhado ao Louvre e ao Arco do Triunfo, esbarra em sucessivos desafios para a construção do monumento.

Como se não bastassem as dificuldades de complexidade do projeto e a implicância da administração de Mitterrand para erguer tal projeto audacioso, no caminho surgem disputas políticas e a vida pessoal do dinamarquês, a corrosão da relação dele com a esposa gera um conflito capaz de chegar a ficar por um fio. Embora, na vida real, a esposa de Spreckelsen tenha negado a forma como a relação e os conflitos foram retratados na produção, apontando que certas tensões não ocorreram de fato. Para tanto, o longa exibe um alerta a respeito antes de exibir seus 104 minutos de duração.

Intenso, Claes Bang ("O Homem do Norte" e "Drácula") imprime todas as frustrações de Johan Otto von Spreckelsen diante do projeto que seria sua grande realização profissional, além das igrejas que construiu em seu país natal. No entanto, diante de entraves durante o processo de construção do monumento, que jogam no colo dele restrições técnicas que implicam em sinuosos jogos de poder, precisa ponderar reais desejos para a vida. Vale a pena conferir!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN


"O Grande Arco de Paris" (L'Inconnu de la Grande Arche). Gênero: Drama. Direção: Stéphane Demoustier. Roteiro: Laurence Cossé e Stéphane Demoustier (baseado no romance de mesmo nome de Laurence Cossé, publicado em 2016). Duração: 1h 47min. Distribuição: Imovision. Elenco: Claes Bang como Johan Otto von Spreckelsen (o arquiteto dinamarquês), Sidse Babett Knudsen, Xavier Dolan, Swann Arlaud, Michel Fau. Sinopse: França, 1983. Determinado a deixar sua marca na história, o presidente François Mitterrand lança um ambicioso concurso internacional de arquitetura: erguer o monumental Grande Arco de La Défense, alinhado com o Louvre e o Arco do Triunfo.

Trailer de "O Grande Arco de Paris"




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"Michaelé a grande atração da Cineflix Cinemas de Santos


A unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, exibe hoje, dia 30 de abril de 2026, a cinebiografia sobre o eterno Rei do Pop "Michael", o drama nacional "Rio de Sangue", com Giovanna Antonelli, a animação "Super Mario Galaxy: O Filme" e a comédia de ação policial nacional com Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, "Velhos Bandidos". Compre antecipadamente os ingressos aquihttps://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

Estão disponíveis para venda baldes colecionáveis da animação "Super Mario Galaxy: O Filme" e de "O Diabo Veste Prada 2"A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.

O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


"Michael"(Michael). Gênero: Cinebiografia. Direção: Antoine Fuqua. Roteiro: John Logan. Duração: 2h 06min. Distribuição: Universal Pictures Brasil. Elenco: Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller. Sinopse: A trajetória nos Jackson Five até se tornar o maior artista do mundo. Foca na ambição criativa e na vida pessoal do "Rei do Pop".

"Rio de Sangue" (nacional). Gênero: Thriller, Ação, DramaDireção: Gustavo Bonafé. Roteiro: Felipe Berlinck, Dennison RamalhoDuração: 1h 46 minutos. Distribuição: Disney. Classificação Indicativa: 16 anos. Elenco: Giovanna Antonelli (Patrícia Trindade), Alice Wegmann (Luiza), Antônio Calloni, Felipe Simas, Sérgio Menezes, Fidélis Baniwa, Ravel Andrade. Sinopse: Patrícia, uma policial afastada após uma operação fracassada e jurada de morte, se refugia no Pará. A trama engrena quando sua filha Luiza, médica em missão humanitária, é sequestrada por garimpeiros, forçando Patrícia a agir.  

"Super Mario Galaxy: O Filme" (The Super Mario Galaxy Movie). Gênero: Animação, Aventura, Comédia. Direção: Aaron Horvath e Michael Jelenic. Roteiro: Matthew Fogel. Duração: 1h 39 minutos.  Distribuição: Universal Pictures. Sinopse: Desta vez, a trama expande o universo cinematográfico para uma missão intergaláctica onde Mario e seus amigos devem deter uma nova ameaça cósmica. O filme marca a introdução da Princesa Rosalina e conta com a participação de Bowser Jr.

"Velhos Bandidos"(nacional). Gênero: Comédia, ação, policialDireção: Cláudio Torres. Roteiro: Cláudio Torres, Fábio Mendes e Renan Flumian. Duração: 1h 33min. Distribuição: Paris Filmes. Elenco: Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Bruna Marquezine, Vladimir Brichta, Lázaro Ramos. Sinopse: O longa acompanha o casal de aposentados que planeja um assalto audacioso a um banco para garantir uma aposentadoria tranquila. Para executar o plano, eles recrutam dois jovens comparsas, mas acabam sendo perseguidos por um obstinado investigador. 


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quarta-feira, 29 de abril de 2026

.: Crítica: "As Cores do Tempo" é espiral constante de vivências geracionais



Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em abril de 2026


Heranças sempre trazem labirintos a serem decifrados. Na produção francesa e belga "As Cores do Tempo" (La Venue De L'avenir ), há complicações maravilhosas que, ao longo de 2 horas e 4 minutos, entrega poesia visual de perfeita contemplação. Exibido no 2º Festival de Cinema Europeu IMOVISION, na Cineflix Cinemas de Santos, o longa dirigido por Cédric Klapisch ("O Próximo Passo"entrega drama, enquanto transita pela comédia.

Em "As Cores do Tempo" um grupo de mais de trinta herdeiros, no tempo presente, descobre estar conectado por laços familiares, uma vez que cada um é descendente de Adèle Meunier (Suzanne Lindon, de "Jovens Amantes"), mulher que deixou uma casa de família na Normandia, fechada desde 1944. Reunidos pelo interessado na compra do terreno com a antiga casa com previsão para ser estacionamento de um grande shopping, alguns herdeiros acabam se aproximando por conta de uma pintura que chama a atenção do professor Abdelkrim (Zinedine Soualem, de "Bonecas Russas").

No filme de fotografia belíssima e contemplativa, é um retrato impressionista que desenha a trama que envolve do início ao fim, incluindo o pintor Claude Monet e a prostituta Odette (Sara Giraudeau, de "O Destino de Haffmann") para formar a narrativa de Adèle Meunier. Ora saindo do presente para o passado, entrelaça duas linhas temporais (1895 e 2024/2025). 

Enquanto num tempo distante, uma jovem sai de um vilarejo, após a morte da avó, em busca da mãe na grande Paris, em tempos mais modernos, seus descendentes decidem o que será feito de seu imóvel fechado desde os anos 40. Com delicadeza, "As Cores do Tempo" constrói constantemente um espiral em que as vivências de gerações distintas se sobrepõem, relacionando a arte, a memória e a passagem do tempo. Imperdível!


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"As Cores do Tempo" (La Venue De L'avenir ). Gênero: Drama, Comédia. Direção: Cédric Klapisch. Roteiro: Cédric Klapisch. Duração: 2h 06min. Distribuição: Imovision. Elenco: Suzanne Lindon: Adèle Meunier (1895), Paul Kircher: Anatole (2025), Vassili Schneider: Lucien, Abraham Wapler: Seb / Claude Monet (1874), Olivier Gourmet: Claude Monet (1895), Philippine Leroy-Beaulieu: Sarah Bernhardt, Vincent Pérez: Tio Théophraste, Cécile De France: Calixte de La Ferrière, Vincent Macaigne: Guy, Julia Piaton: Céline. Sinopse: O filme destaca a transição da ancestral Adèle, de 20 anos, que sai da Normandia para Paris no final do século XIX, conectando sua história com a de seus descendentes. A trama é descrita como um épico familiar com o estilo humanista do diretor.

Trailer de "As Cores do Tempo"





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