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sábado, 24 de outubro de 2026

.: Crítica: "Perfume: A História de Um Assassino" trata solidão e necessidade de ser amado

 

Cartaz de "Perfume: A História de Um Assassino"

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em outubro de 2026


A alegoria sobre a solidão humana é a tônica de "Perfume: A História de Um Assassino", longa dirigido por Tom Tykwer ("A Luz"), sobrea vida de Jean-Baptiste Grenouille, personagem fictício que de tão bem estruturado convence a ponto de nas pesquisas na internet, o primeiro complemento para seu nome ser o verbo conjugado no passado: "existiu". O protagonista que nasceu no romance homônimo de Patrick Süskind, nasce na cidade de Grasse, em Paris, numa França suja e abandonada no século XVIII. 

Teimosamente, apesar de falta de higiene, ele resiste e sobrevive ali, num mercado de peixes. Rejeitado pela mãe, Jean-Baptiste cresce e apura o dom de um olfato sobre-humano, embora não tenha cheiro corporal próprio. Até que consegue emprego como aprendiz do perfumista Giuseppe Baldini (Dustin Hoffman) aprende técnicas a ponto de superar o mestre na criação de essências. 

Obcecado por capturar o aroma perfeito da juventude feminina, por meio da maceração para extrair a gordura e o cheiro de suas peles, o impetuoso Jean-Baptiste assassina 13 jovens mulheres, incluindo o alvo principal, Laura Richis. Contudo, ele é capturado, julgado e condenado à morte. No entanto, antes da execução, desepeja em si o perfume supremo que elaborou. A poderosa fragrância automaticamente causa histeria coletiva de adoração e êxtase na multidão.

"Perfume: A História de Um Assassino" reflete a necessidade visceral de conexão por conta da solidão e a ausência dos limites do desejo. Reforçado justamente quando Jean-Baptiste percebe que o perfume supremo apenas faz as pessoas amarem a essência e não a ele, que segue sem um aroma próprio, sem identidade. Excelente filme que faz refletir quando alguém aparentemente diz gostar de você a ponto de guardar num potinho. Imperdível!


Filme: Perfume - A História de um Assassino. Diretor: Tom Tykwer. Roteiro: Andrew Birkin, Bernd Eichinger e Tom Tykwer, com base no romance homônimo de Patrick Süskind. Gênero: Thriller/Fantasia. Duração: 2h 27m. Classificação etária: 16. Estreia no Brasil: 26 de janeiro de 2007. Estreia na Alemanha: 14 de setembro de 2006. Sinopse: A adaptação cinematográfica do romance de Patrick Süskind de 1985 acompanha a vida de Jean-Baptiste, do nascimento, a apuração de seu dom até seu último suspiro.

Trailer de "Perfume: A História de Um Assassino"


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sexta-feira, 23 de outubro de 2026

.: "Minha Melhor Amiga" é longa nacional divertido de fotografia impecável


Cartaz de "Minha Melhor Amiga"

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em outubro de 2026


O longa nacional de comédia, "Minha Melhor Amiga", estrelado por Mônica Martelli e Ingrid Guimarães, entrega uma história empolgante e divertida sobre uma amizade real. Logo, a química entre Ingrid e Mônica na telona transborda a ponto de pegar o público pela mão e trazer para a trama sobre os dilemas das mulheres que já passaram dos 50 anos, desde o envelhecimento feminino, a síndrome do "ninho vazio", a autonomia feminina e a quebra da ideia de que a felicidade está ligada a um romance.

A intimidade genuína entre as atrizes reflete em Clara (Ingrid Guimarães, de "Perrengue Fashion", "Minha Irmã & Eu") e Julia (Mônica Martelli), o que contribui na aceitação do enredo simples da comédia carismática. Ainda que a trama não se aprofunde, é pertinente a abordagem de dilemas das mulheres quinquagenárias. Assim, a comédia leve, caótica e reconfortante, acontece em meio a uma fotografia solar e impecável. 

Enquanto faz o público rir, em "Minha Melhor Amiga" há espaço para uma delicada, mas emocionante homenagem ao ator Paulo Gustavo que faz referência a cena hilária de falar "sorry". A trama que coloca duas amigas viajando entre Portugal e Espanha reforça a importância da amizade feminina, reavalia o peso e desafios do envelhecimento, o mode de ver a liberdade, assim como o rumo de suas próprias vidas. Vale a pena conferir a produção que transborda o carisma da dupla de protagonistas!

Trailer


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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

.: Crítica: "Digger" vai além da figura endinheirada para chegar ao teatro

Cartaz de "Digger"

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em outubro de 2026


O homem mais poderoso do mundo provoca um desastre ambiental de proporções globais, ingressa numa missão intensa para reparar os danos causados e provar que é o salvador da humanidade. Eis "Digger", o longa do diretor vencedor do Oscar Alejandro G. Iñárritu ("O Regresso") em uma inédita parceria com Tom Cruise ("Top Gun: Maverick", "Missão Impossível 7").

A empreitada da dupla embora pareça trabalhar uma trama surreal, na verdade, flerta fortemente com a atualidade ao refletir sobre responsabilidade e impactos da ambição desenfreada, colocando em pauta crise climática, negacionismo e manipulação de informação. De fato, a vida no planeta Terra corre risco estando nas mãos dos mais poderosos fazendo o que bem entendem e desejam.

Contudo, a história de um reizinho bilionário, Digger Rockwell, que cruza com figuras influentes, como por exemplo, o presidente dos Estados Unidos, na tentativa de recuperar credibilidade, vai além. Logo, no drama épico da sátira política e climática sobre um magnata do petróleo que causa um desastre apocalíptico, surge uma trama paralela que enaltece o teatro. 

Desprendido de sua beleza, Tom Cruise foge de seus papéis de sucesso para viver Digger Rockwell e dá um show de atuação com próteses e uma caracterização pesada, enquanto que a fotografia de Emmanuel Lubezki complementa com precisão tudo que se vê em cada enquadramento impressionante, assim como a estética monumental e sombria que reflete a decadência do poder. Como não perceber os fundos estampados nos cenários e, ao retratar a degradação, com infiltrações e baldes na tentativa de melhorar o ambiente?

No elenco da produção ousada que se sustenta da atuação impecável de Tom Cruise ainda estão Sandra Hüller ("Anatomia de Uma Queda" e "Zona de Interesse"), Riz Ahmed ("Venom"), Sophie Wilde ("Fale Comigo", "O Portal Secreto"), Jesse Plemons ("Guerra Civil", "Bugonia"), Emma D'Arcy ("A Casa do Dragão") e John Goodman ("Os Flintstones: O Filme"). Vale a pena conferir!


"Digger" (Digger). Duração: 2h 09min. Gênero: ação, comédia. Direção: Alejandro González Iñárritu. Roteiro: Alejandro González Iñárritu, Sabina Berman. Elenco: Tom Cruise, Sandra Hüller, Riz Ahmed, John Goodman. Sinopse: Em uma corrida contra o tempo, ele precisa enfrentar as consequências de suas decisões antes que a crise saia completamente do controle e ameace o futuro do planeta. Nessa trajetória, o bilionário cruza o caminho de algumas das figuras mais influentes do mundo, incluindo o presidente dos Estados Unidos, enquanto tenta recuperar sua credibilidade. O filme mistura drama épico e reflete sobre responsabilidade e os impactos da ambição desenfreada em uma narrativa repleta de tensão.

Trailer de "Digger"


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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

.: Resenha: "Cara-de-Barro" é excelente tormenta psicológica da nova fase DCU


Cartaz de "Cara-de-Barro"

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em outubro de 2026


Um ator de Hollywood no ápice do sucesso, com indicação ao Oscar, no auge do egocentrismo, corresponde às investidas de Mia Torrez (Joana Ribeiro), namorada de um poderoso chefão do crime de Gotham City, Markos Szabo (David Dencik, "O Homem das Castanhas"), e tem como resultado, após uma noite de amor, um ataque sanguinolento que lhe dá um rosto talhado. Assim, Matt Hagen (Tom Rhys Harries, de "O Retorno") sai do homem comum, passa pelo anti-herói, vingando-se daqueles que lhe fizeram mal, até se tornar, de fato, o vilão “Cara-de-Barro” (Clayface), que dá nome ao longa de terror da DC, antagonista de Batman (promessa de confronto num filme futuro). 

Assim que o ator de Hollywood perde sua identidade, sem se reconhecer no espelho ou por aqueles que o cercam, Matt busca um tratamento experimental, esbarrando na Doutora Caitlyn Bates (Naomi Ackie, "I Wanna Dance With Somebody: A História de Whitney Houston" e "Mickey 17") que consegue reverter o aspecto monstruoso, porém nele também passa a habitar uma criatura de barro. Desta forma, acaba sendo estabelecida uma relação criador e criatura que costura uma história assustadora com bons sustos para o público.

A adaptação do ser desfigurado a mando do gângster local, surgiu originalmente nos quadrinhos em 1940, sendo historicamente um dos vilões mais clássicos e perigosos do Cavaleiro das Trevas, com direção de James Watkins ("Não Fale o Mal" e "A Mulher de Preto") e roteirizado por Mike Flanagan ("A Maldição da Mansão Bly" e "A Maldição da Residência Hill"), entrega terror, no estilo gore que consegue flertar, em partes, com o estilo de Sam Raimi ("Uma Noite Alucinante - A Morte do Demônio" e "Homem-Aranha"), porém mesmo expondo detalhes incômodos, acaba sendo um pouco mais recatado. Tal qual o próprio Raimi fez em "Doutor Estranho no Multiverso da Loucura", por exemplo.

Tendo uma excelente trilha sonora, incluindo a clássica "If You Leave Me Now", da banda Chicago, na voz de Jasmine Jethwa, uma nova e mais sombria Gotham City é desenhada, seguindo o oposto das já vistas nas tramas do herói Batman (ou Bruce Wayne) quem nem mesmo se faz presente. Paralelamente, a ausência de luz e o peso dramático na vida de Matt transmitem a tormenta psicológica, dividindo a agonia com quem assiste a tudo. Vale destacar a atuação marcante do ator galês Tom Rhys Harries.

O longa que integra o novo DC Studios (DCU) soma 1 hora e 48 minutos de duração de horror visceral, sem cenas pós-créditos. Com elementos de terror corporal tal qual o grande sucesso recente de cinema "A Substância", a produção exibe a transformação de Matt diante dos olhos do público, regada no terror sanguinolento capaz de incomodar quem está diante de tais sequências. Contudo, é numa grande festa que a grande sacada do poder de Cara-de-Barro se faz gerando grande envolvimento, além de surpreender por vezes. Vale muito a ida ao cinema!

Cara-de-Barro (Clayface, 2026). Gênero: Terror corporal, suspense. Direção: James Watkins. Roteiro: Mike Flanagan e Hossein Amini. Elenco principal: Tom Rhys Harries, Naomi Ackie e Max Minghella. Sinopse: acompanha Matt Hagen (Tom Rhys Harries), um ator em ascensão que tem o rosto desfigurado por um chefe do crime de Gotham. Desesperado, ele usa um tratamento experimental clandestino que restaura sua aparência, mas o transforma em um monstro de argila e corrói sua sanidade. Estreia no Brasil: 22 de outubro de 2026 

Trailer de "Cara-de-Barro"


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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

.: Crítica: "Verity" fisga pelo talento do elenco, mas se perde na pegada erótica

Imagem de  "Verity"


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em outubro de 2026


Uma escritora desconhecida do grande público consegue a chance na carreira literária, mas como ghost writer (escritor-fantasma) de um nome de sucesso estrondoso. No suspense psicológico "Verity" com Anne Hattaway, Josh Harnett e Dakota Johnson, adaptado do livro de mesmo nome da escritora norte-americana Colleen Hoover ("É Assim Que Acaba"),um a profissional da escrita é contratada para seguir na produção de novos livros da queridinha Verity (Anne Hattaway, "Instinto Materno"). Assim, Lowen (Dakota Johnson, de "Madame Teia") ingressa mna trama ao aceitar organizar anotações da grande escritora, sem receber crédito público ou assinatura pela autoria da obra, mas embolsando uma grande bolada.

O longa começa de modo forte e num encontro ao acaso, porém tremendamente medonho entre Jeremy (Josh Harnett, de "Oppenheimer" e "Armadilha") e Lowen. O resultado é uma forte tensão entre os dois quando o destino consegue uni-los novamente, mas tendo como desculpa uma excelente oportunidade de trabalho. Embora considere por minutos recusar, Lowen aceita a proposta ao assinar um contrato de confidencialidade. Assim, vai passar alguns dias na casa da família Crawford.

Neste jogo de contar e recontar histórias, "Verity" garante bons sustos, mas põe a perder o bom do suspense em nome de pesar a mão em sequências de pegadas eróticas, o que acaba ligando a atriz Dakota Johnson novamente ao sexy "50 tons de cinza", longa que catapultou a filha de Melanie Griffith em Hollywood. Aos fãs de Josh Hartnett também cabe a leve desconfiança em torno das revelações de seu personagem -e parte dela pode ser confirmada.

Embora "Verity" traga a talentosa Hattaway na pele de um personagem inconstante, não espere algo estilo o excelente longa "Instinto Materno". Inicialmente, até se aproxima e faz lembrar, mas conforme a trama se desenrola, acaba parecendo uma releitura de "A Empregada", sem o desfecho desejado e plausível. Uma vez que Lowen mergulha de cabeça nas tragédias da família que vive na casa afastada com um lago adiante -cenário de uma morte dolorosa. 

A brincadeira com os nomes das personagens femininas, a dona da verdade (Verity) que tem em seu caminho alguém mais baixo, considerando as três primeiras letras do nome de Lowen, é uma riqueza que mais impacta na escrita. Assim, ordenando apontamentos de Verity, uma mulher acamada, Lowen passa a desejar ser a outra e suas confusões a levam a um final duvidoso. Infelizmente, a adaptação dirigida por Michael Showalter consegue ser bastante previsível.


Trailer de "Verity"

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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

.: Crítica: "A Ilha Esquecida" até lembra "Red", mas foca na amizade e encanta

Imagem de  "A Ilha Esquecida"

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em setembro de 2026


A animação que mescla aventura e comédia, "A Ilha Esquecida", entrega colorido de dar inveja nas novas criações Disney, além de estampar os traços artísticos sempre presentes nas produções do mesmo gênero de "Homem-Aranha no Aranhaverso". Da DreamWorks Animation, "A Ilha Esquecida" chega a remeter o também excelente "Red: Crescer é Uma Fera", mas vai além fugindo do realismo, com traços 2D expressivos, dinâmicos e exagerados, inspirados em animes japoneses, o que faz lembrar o sucesso "As Guerreiras do K-Pop", da Netflix.

"A Ilha Esquecida" traz um peso emocional de uma das protagonistas com a avó, como também acontece em "Cara de Um, Focinho de Outro", mas é muito ágil na trama garantino várias reviravoltas. A diferença está no fato de a produção ser focada na amizade e o acerto é em sequência, muito por trazer uma trilha sonora sem defeitos, incluindo "Don't Stop Believin'", "Never Tear Us Apart" e "Nothing's Gonna Stop Us Now", por exemplo. Tanto é que os créditos finais celebra a amizade exibindo fotos reais de amigos e familiares da equipe de produção, em uma homenagem aos temas de memória e amizade do filme.

Sem muita pretensão, a produção de divulgação encabulada, é puro deleite visual e narrativo. Na animação que soma 1 hora e 40 minutos de duração, as melhores amigas Jo e Raissa criam um forte elo desde a primeira topada enquanto aguardavam atendimento da diretora após agirem de modo equivocado em aula. Elas viram adolescentes e quando tudo parecia normal, planos mudam. 

No entanto, as duas se deparam com um portal misterioso que as transporta para a ilha fantástica chamada Nakali. Enquanto vivenciam o que juravam não existir, como por exemplo, criaturas mágicas, Jo e Raissa descobrem a importância da amizade verdadeira de longos anos, uma vez que o preço para voltar para casa são as memórias da relação construída por elas. Por outro lado, juntas elas buscam uma forma de sair do lugar dos sonhos sem que uma esqueça da outra para sempre. Imperdível!


Trailer de "A Ilha Esquecida"




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