“Song Sung Blue: Um Sonho a Dois” chega à Rede Cineflix e aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, dia 29 de janeiro, apostando na delicadeza de uma história real que percorre a música, a persistência e o amor. Dirigido e roteirizado por Craig Brewer, o longa-metragem se inspira no documentário homônimo de 2008 para acompanhar a vida de Mike e Claire Sardina, um casal de músicos de Milwaukee que jamais alcançou o estrelato global, mas construiu uma existência sustentada pela arte e pelo desejo de permanecer no palco.
Hugh Jackman interpreta Mike, um cantor que sobrevive como imitador de Don Ho até cruzar o caminho de Claire, vivida por Kate Hudson, que se apresenta como Patsy Cline em feiras e eventos locais. O encontro dos dois resulta na criação da Lightning & Thunder, uma banda-tributo a Neil Diamond que conquista fama regional e transforma os protagonistas em pequenas celebridades de Wisconsin. A história, no entanto, nunca se rende ao mito do sucesso absoluto. Brewer prefere observar o que acontece quando o reconhecimento é limitado, quando os sonhos se realizam apenas em parte e quando isso, ainda assim, é suficiente.
A opção narrativa dialoga diretamente com a filmografia do diretor, especialmente com “Ritmo de Um Sonho” (2005), ao recusar a lógica da ascensão meteórica. Em vez disso, “Song Sung Blue: Um Sonho a Dois” constrói uma crônica íntima sobre sobreviver, insistir e dividir a vida com alguém que acredita no mesmo sonho, ainda que o mundo não pare para aplaudir. A câmera privilegia os bastidores emocionais do casal, os silêncios, as frustrações domésticas e, sobretudo, os momentos de comunhão no palco, quando a música funciona como abrigo.
Jackman, com sua formação nos musicais da Broadway, assume novamente o posto de showman carismático, cantando ele próprio as músicas do filme. Ainda assim, é Kate Hudson quem concentra o coração dramático da narrativa. Sua Claire equilibra vulnerabilidade e teimosia, esperança e desgaste, tornando-se o eixo emocional da história. Não por acaso, foi a única atuação do filme a receber reconhecimento na temporada de prêmios internacionais, segundo a imprensa especializada.
O elenco de apoio reforça o tom de humanidade cotidiana, com nomes como Michael Imperioli, Fisher Stevens, Jim Belushi, Ella Anderson, King Princess, Mustafa Shakir e Hudson Hilbert Hensley, compondo uma galeria de personagens que orbitam o casal sem caricatura. Há também curiosidades que ajudam a dimensionar a singularidade da trajetória retratada: em 1995, os verdadeiros Lightning & Thunder chegaram a dividir o palco com Eddie Vedder, do Pearl Jam, em um encontro improvável que o filme recria de forma contida.
Ficha técnica “Song Sung Blue: Um Sonho a Dois” | "Song Sung Blue" (título original) Gênero: comédia musical, drama. Classificação indicativa: não recomendado para menores de 14 anos. Ano de produção: 2026. Idioma: inglês. Direção e roteiro: Craig Brewer. Elenco: Hugh Jackman, Kate Hudson, Michael Imperioli, Fisher Stevens, Jim Belushi, Ella Anderson, King Princess, Mustafa Shakir, Hudson Hilbert Hensley. Distribuição no Brasil: Universal Pictures. Duração: 2h13m. Cenas pós-créditos: não.
Assista no Cineflix Cinemas mais perto de você As principais estreias da semana podem ser assistidas na rede Cineflix Cinemas. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem noCineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN. O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.
Cineflix Miramar | Santos 29 de janeiro a 4 de fevereiro | Sessões legendadas | Sala 3 | 15h30 e 20h50 No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.
A reestreia de "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei" na Rede Cineflix e em cinemas brasileiros, neste sábado, dia 24 de janeiro, em versão estendida, recoloca na tela grande o capítulo final da trilogia dirigida por Peter Jackson, agora como parte das comemorações pelos 25 anos de "A Sociedade do Anel", adaptação do clássico de J. R. R. Tolkien. Lançado originalmente em 2003, o longa-metragem - vencedor de 11 Oscars, incluindo Melhor Filme, Diretor e Roteiro Adaptado - volta ao circuito, quando a Warner Bros. Pictures promove a exibição integral da trilogia em sessões especiais, um filme por dia, sempre em versão legendada. Trata-se de um convite tanto à memória afetiva de uma geração quanto à descoberta, em escala monumental, de uma das experiências cinematográficas mais ambiciosas do século XXI.
Concluindo a jornada iniciada dois anos antes, "O Retorno do Rei" acompanha a aproximação do desfecho da Guerra do Anel. Enquanto Frodo (Elijah Wood) e Sam (Sean Astin) avançam rumo à Montanha da Perdição, enfrentando o esgotamento físico e a manipulação final de Gollum (Andy Serkis), os povos livres da Terra-média se reúnem para resistir ao cerco de Sauron. Gandalf (Ian McKellen) tenta salvar Minas Tirith do colapso moral e político imposto por Denethor (John Noble), Aragorn (Viggo Mortensen) assume o peso de sua herança e lidera homens, elfos e anões rumo a uma última esperança, enquanto Éowyn (Miranda Otto) rompe expectativas e protagoniza um dos momentos mais emblemáticos da saga.
Dirigido por Peter Jackson e escrito por ele em parceria com Fran Walsh e Philippa Boyens, a partir da obra de J.R.R. Tolkien, o filme encerra a trilogia com uma combinação rara de espetáculo épico, emoção íntima e rigor técnico. Não por acaso, tornou-se a maior bilheteria mundial de 2003, ultrapassando a marca de US$ 1,1 bilhão, além de figurar entre os títulos mais premiados da história do cinema. Para a crítica internacional, de veículos como The New York Times, The Guardian e Variety, o longa-metragem consolidou o feito de transformar uma obra considerada “infilmável” em fenômeno cultural e industrial, capaz de dialogar com públicos distintos sem sacrificar densidade dramática ou coerência narrativa.
A diferença entre a versão exibida originalmente nos cinemas e a versão estendida agora reapresentada é substancial e vai além do mero acréscimo de minutos. O corte de cinema tem cerca de 201 minutos; a versão estendida ultrapassa 250, acrescentando aproximadamente 50 minutos de cenas inéditas ou ampliadas. Esses acréscimos aprofundam personagens, relações políticas e consequências morais da guerra. Há mais tempo dedicado à loucura de Denethor, ao desgaste psicológico de Frodo, ao protagonismo de Éowyn no campo de batalha e, sobretudo, à dimensão simbólica do poder.
Quais são as cenas adicionais de "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" (com spoiller) Na versão estendida de "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei", a narrativa ganha fôlego adicional e densidade dramática logo nos primeiros movimentos. Após a vitória em Isengard, Saruman surge novamente no alto da torre de Orthanc, protagonizando uma cena ausente do corte de cinema. O antigo mago enfrenta Gandalf, Théoden e Aragorn em um embate verbal carregado de ironia, ressentimento e decadência moral. A sequência encerra definitivamente seu arco, revelando o custo da corrupção pelo poder e oferecendo um desfecho mais coerente para um personagem central da trilogia.
Em Minas Tirith, a versão estendida aprofunda o colapso psicológico de Denethor. Cenas adicionais mostram sua relação abusiva com Faramir, marcada por humilhação e desprezo, deixando mais explícito o contraste entre o amor perdido por Boromir e a rejeição ao filho sobrevivente. O uso do Palantír por Denethor é sugerido de forma mais clara, reforçando que sua loucura não é apenas fruto do desespero, mas também da influência direta de Sauron. Gandalf, por sua vez, ganha mais espaço como figura política e estratégica, não apenas como guia espiritual.
A jornada de Aragorn, Legolas e Gimli pela Senda dos Mortos é significativamente expandida. O Exército dos Mortos não surge apenas como um recurso narrativo imediato, mas como um desafio moral e simbólico: almas presas por juramentos quebrados, que exigem de Aragorn mais do que coragem: querem legitimidade, palavra e liderança. O encontro é mais tenso, sombrio e ritualístico, reforçando o peso histórico da linhagem do herdeiro de Isildur.
A Batalha dos Campos de Pelennor também se torna mais extensa e brutal. Há novas escaramuças, maior atenção aos horrores da guerra e ao impacto humano do conflito. Merry e Éowyn ganham cenas adicionais após a queda do Rei-Bruxo de Angmar, enfatizando não apenas o heroísmo do feito, mas suas consequências físicas e emocionais. Éowyn, ferida e exausta, deixa de ser apenas símbolo de bravura para se tornar corpo vulnerável em meio à devastação.
Um dos acréscimos mais emblemáticos ocorre diante do Portão Negro. A Boca de Sauron aparece como emissário do mal, exibindo supostos pertences de Frodo e provocando desespero nos líderes aliados. A cena explicita a guerra psicológica travada por Sauron e testa os limites da esperança de Aragorn e Gandalf, reforçando que a batalha final não se dá apenas com espadas, mas com informação, medo e manipulação.
Em Mordor, a caminhada de Frodo e Sam é prolongada por momentos de silêncio, exaustão e desespero. A versão estendida enfatiza o colapso físico de Frodo e a solidão radical da missão, enquanto Sam assume, de forma ainda mais clara, o papel de sustentação ética e afetiva da jornada. A tensão com Gollum é ampliada, tornando seu fim ainda mais trágico e inevitável.
O pós-guerra também ganha novos contornos. A coroação de Aragorn é mais cerimonial, reforçando a restauração simbólica da ordem. Os reencontros são mais demorados, permitindo que o espectador assimile o custo emocional da vitória. Por fim, a despedida nos Portos Cinzentos é estendida, sublinhando a melancolia que atravessa o encerramento da trilogia: a vitória sobre o mal não apaga as marcas deixadas pelo caminho, e nem todos podem permanecer no mundo que ajudaram a salvar.
Ficha técnica “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei” | “The Lord of the Rings: The Return of the King” (título original) | “O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei” (título em Portugal) Gênero: fantasia épica, aventura. Classificação indicativa: 12 anos. Ano de produção: 2003. Idioma: inglês. Direção: Peter Jackson. Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh e Philippa Boyens (baseado na obra de J.R.R. Tolkien). Elenco: Elijah Wood, Sean Astin, Ian McKellen, Viggo Mortensen, Orlando Bloom, Miranda Otto, Andy Serkis, Cate Blanchett, Hugo Weaving, entre outros. Distribuição no Brasil: Warner Bros. Pictures. Duração: 251 min (versão estendida). Cenas pós-créditos: não.
Assista no Cineflix Cinemas mais perto de você As principais estreias da semana podem ser assistidas na rede Cineflix Cinemas. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem noCineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN. O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.
Cineflix Miramar | Santos Dia 22 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" | Sala 3 | 18h00 Dia 23 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - As Duas Torres" | Sala 3 | 18h00 Dia 24 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei" | Sala 3 | 18h00 No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.
Em cartaz no site sesc.digital e no app Sesc Digital, o drama brasileiro "Meio Irmão". Dirigido por Eliane Coster, o filme é uma narrativa urbana atravessada por ausências, violência LGBTQIAP+ e dilemas éticos no uso de imagens, ao acompanhar o reencontro tenso entre dois irmãos ligados mais por acontecimentos desesperadores do que pelo afeto.
No filme, a mãe de Sandra está sumida há dias. Desorientada e sem dinheiro, ela pede ajuda a Jorge, seu meio irmão com quem tem pouco contato. Ele, porém, enfrenta uma situação difícil: após gravar uma agressão homofóbica com o celular, passa a sofrer ameaças para não divulgar as imagens. Acesse gratuitamente sesc.digital neste link. Ou baixe o aplicativo, disponível para download nas lojas Google Play e App Store.
"Meio Irmão"
Direção: Eliane Coster | Brasil | 2019 | 97 minutos | Ficção | 16 anos
Elenco: Cris Lopes, Natália Molina, Diego Avelino, André Andrade, Eduarda Andrade
Disponível até 20 de março de 2026
Aplicativo Sesc Digital
Filmes de ficção, documentários, produções originais, shows, mostras e festivais dão vida à nova plataforma de streaming do Sesc São Paulo. Disponível para Apple e Android, o app Sesc Digital é uma ferramenta intuitiva com acesso gratuito a vídeos em até 4K. Compatível com Chromecast e AirPlay, permite ao usuário assistir às obras audiovisuais sem cadastro e gerenciar perfis para toda a família.
Sesc Digital
A presença digital do Sesc São Paulo vem sendo construída desde 1996, sempre pautada pela distribuição diária de informações sobre seus programas, projetos e atividades e marcada pela experimentação. O propósito de expandir o alcance de suas ações socioculturais vem do interesse institucional pela crescente universalização de seu atendimento, incluindo públicos que não têm contato com as ações presenciais oferecidas nas 40 unidades operacionais espalhadas pelo estado. No ar desde 2020, a plataforma Sesc Digital apresenta gratuitamente ao público conteúdos de diversas linguagens artísticas, como teatro, música, literatura, dança, artes visuais, entre outras. Com curadoria do CineSesc, a programação de cinema oferece ao público, filmes premiados, clássicos e contemporâneos, ficções e documentários, produções brasileiras e de várias partes do mundo. Saiba mais em Sesc Digital.
A volta de "O Senhor dos Anéis: As Duas Torres" nesta sexta-feira, dia 23 de janeiro, chega à Rede Cineflix e aos cinemas de agora em versão estendida, não é apenas um gesto comemorativo pelos 25 anos do início da trilogia dirigida por Peter Jackson, mas um convite raro para revisitar, em tela grande, um dos capítulos mais sombrios, políticos e belicamente sofisticados da história do cinema contemporâneo. Exibido novamente entre os dias 22 e 24 de janeiro, dentro da programação especial organizada pela Warner Bros. Pictures, o segundo filme da saga de J. R. R. Tolkien ganha nova densidade dramática ao apresentar cerca de 43 minutos adicionais em relação à versão exibida originalmente nos cinemas em 2002.
Lançado no Brasil em dezembro daquele ano, "As Duas Torres" consolidou a ambição estética e narrativa do projeto iniciado com "A Sociedade do Anel". A história se fragmenta em múltiplos núcleos, acompanhando a dissolução definitiva da antiga aliança e o avanço da guerra na Terra-média. Enquanto Frodo (Elijah Wood) e Sam (Sean Astin) seguem em direção a Mordor sob a tutela ambígua de Gollum (Andy Serkis), Aragorn (Viggo Mortensen), Legolas (Orlando Bloom) e Gimli (John Rhys-Davies) se veem arrastados para o conflito em Rohan, reino ameaçado pela máquina de guerra de Saruman (Christopher Lee).
A direção de Jackson, aliada ao roteiro assinado por Fran Walsh, Philippa Boyens, Stephen Sinclair e o próprio diretor, aposta menos no maravilhamento inaugural e mais na tensão moral, no peso das escolhas e na escalada da violência. A célebre Batalha do Abismo de Helm, marco técnico e narrativo do filme, permanece como uma das sequências de guerra mais influentes do cinema moderno, frequentemente citada pela crítica internacional - de The New York Times a The Guardian - como um divisor de águas no uso combinado de efeitos práticos, digitais e coreografia de massas.
A versão estendida, que agora retorna às salas brasileiras, aprofunda personagens e conflitos de maneira decisiva. Diferentemente do corte original, mais econômico e orientado pela fluidez da ação, a edição ampliada se permite respirar, olhar para trás e expandir dilemas. Um dos acréscimos mais significativos é o flashback em Osgiliath, que revela a relação entre Boromir (Sean Bean), Faramir (David Wenham) e Denethor (John Noble), oferecendo uma compreensão mais complexa da dinâmica familiar e da obsessão de Gondor pelo poder do Anel. Também ganham mais espaço o drama interno de Théoden (Bernard Hill), a melancolia de Éowyn (Miranda Otto) e o debate moral dos ents, liderados por Barbárvore, cuja indecisão frente à guerra passa a fazer mais sentido narrativo.
Do ponto de vista técnico, o filme permanece exemplar. A trilha sonora de Howard Shore, vencedora do Oscar, reforça identidades culturais e emocionais distintas; a fotografia de Andrew Lesnie alterna o épico grandioso com a intimidade sombria; e os efeitos visuais, que renderam à produção o Oscar da categoria, seguem impressionantes mesmo duas décadas depois. Não à toa, "As Duas Torres" alcançou 95% de aprovação no Rotten Tomatoes e ultrapassou a marca de US$ 947 milhões em bilheteria mundial, figurando entre os maiores sucessos comerciais da história.
Quais são as cenas adicionais de "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" (com spoiller) A versão estendida de "O Senhor dos Anéis: As Duas Torres" começa expandindo o que o corte original apenas sugeria: as feridas políticas e afetivas abertas após a morte de Boromir. Em um longo flashback ambientado em Osgiliath, vemos o primogênito de Denethor sendo enviado para defender a cidade enquanto Faramir é humilhado publicamente pelo pai. A cena não apenas humaniza Boromir, como reposiciona Faramir como um personagem trágico desde a origem, marcado pela rejeição paterna e pela recusa em se render à lógica do poder a qualquer custo.
A jornada de Frodo, Sam e Gollum pelos Pântanos Mortos é consideravelmente ampliada. A câmera permanece mais tempo sobre os rostos submersos dos mortos da antiga guerra, e os diálogos adicionais entre Sam e Gollum aprofundam a ambiguidade moral da criatura, que passa a oscilar com mais clareza entre a submissão, o ressentimento e a manipulação. O Anel passa a pesar mais, não somente como objeto mágico, mas como instrumento psicológico de corrosão lenta.
Em Rohan, a versão estendida se detém no luto. O funeral de Théodred é mostrado com maior solenidade, permitindo que Théoden, Éowyn e Éomer expressem a dimensão íntima da perda. Há mais silêncio, mais tempo para o olhar vazio do rei e para a revolta contida de Éowyn, cuja dor deixa de ser apenas decorativa e se torna parte central da narrativa. Também se alongam os diálogos que revelam a fragilidade do reino diante da manipulação de Gríma Língua de Cobra.
Um dos acréscimos mais emblemáticos envolve Aragorn. Após o ataque dos wargs, a queda dele do penhasco não é apenas um momento de suspense, mas se transforma em um episódio de introspecção. Ferido, delirante, Aragorn revive sua ligação com Arwen em cenas oníricas que reforçam o conflito entre o amor e o dever. O reencontro com o cavalo Brego, que o resgata da morte, ganha contornos simbólicos mais fortes, sublinhando a ideia de retorno e resistência.
A passagem pela Floresta de Fangorn é substancialmente expandida. O conselho dos ents, o Entebate, é mostrado em toda a sua lentidão ancestral. Os diálogos adicionais evidenciam a recusa inicial dessas criaturas em se envolver na guerra dos homens, tornando sua decisão final - marchar contra Isengard após testemunhar a devastação da floresta - muito mais orgânica e politicamente carregada.
No Abismo de Helm, a preparação para a batalha se alonga. Há mais interações entre soldados, mais despedidas silenciosas, mais sensação de que aquele pode ser o último amanhecer. A presença dos elfos liderados por Haldir ganha maior peso emocional, culminando em sua morte de forma ainda mais dilacerante. A batalha em si não é apenas maior, mas mais exaustiva, com pausas que permitem sentir o cansaço, o medo e a inevitabilidade do confronto.
Em Ithilien e Osgiliath, Faramir assume protagonismo ampliado. Sua resistência ao Anel é construída com mais camadas, reforçando o contraste direto com Boromir. O ataque do Nazgûl em Osgiliath é estendido, transformando a sequência em um momento de tensão quase insuportável, no qual Frodo chega perigosamente perto da rendição absoluta. Sam, por sua vez, ganha falas decisivas que reafirmam seu papel como âncora moral da narrativa.
O ataque dos ents a Isengard também se beneficia da ampliação. A destruição das forjas de Saruman é mais detalhada, mais violenta e mais simbólica, funcionando como catarse ecológica e política. Ao final, o filme se encerra com um tom ainda mais amargo: Frodo, Sam e Gollum seguem adiante, e a versão estendida deixa mais claro que aquela jornada já não admite retorno possível.
Ficha técnica “O Senhor dos Anéis: As Duas Torres” | “The Lord of the Rings: The Two Towers” Gênero: aventura, fantasia épica. Classificação indicativa: 12 anos. Ano de produção: 2002. Idioma: inglês. Direção: Peter Jackson. Roteiro: Fran Walsh, Philippa Boyens, Stephen Sinclair e Peter Jackson. Elenco: Elijah Wood, Ian McKellen, Viggo Mortensen, Sean Astin, Cate Blanchett, Orlando Bloom, John Rhys-Davies, Bernard Hill, Christopher Lee, Miranda Otto, David Wenham, Andy Serkis, Sean Bean, Karl Urban, Hugo Weaving, Liv Tyler. Distribuição no Brasil: Warner Bros. Pictures. Duração: cerca de 223 minutos (versão estendida). Cenas pós-créditos: não.
Assista no Cineflix Cinemas mais perto de você As principais estreias da semana podem ser assistidas na rede Cineflix Cinemas. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem noCineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN. O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.
Cineflix Miramar | Santos Dia 22 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" | Sala 3 | 18h00 Dia 23 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - As Duas Torres" | Sala 3 | 18h00 Dia 24 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei" | Sala 3 | 18h00 No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.
Nesta quinta-feira, dia 22 de janeiro, estreia de “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel” na Rede Cineflix e cinemas de todo o Brasil, agora em versão estendida, recoloca na tela grande não apenas um fenômeno pop, mas um marco definitivo da história do cinema contemporâneo. Dirigido por Peter Jackson, transformou um projeto considerado “infilmável” em um acontecimento que alterou a relação entre literatura, cinema de gênero e grande público, o filme que inaugurou a trilogia baseada na obra de J.R.R. Tolkien volta ao circuito exibidor como celebração dos 25 anos do lançamento original, reafirmando o impacto estético, narrativo e industrial de uma produção que redefiniu o cinema épico no início do século XXI.
Lançado originalmente em 2001, no Brasil em 2002 por conta de "Xuxa e os Duendes", leia esta história aqui,o longa-metragem apresenta a Terra-média a partir da jornada de Frodo Bolseiro (Elijah Wood), um hobbit encarregado de destruir o anel - artefato forjado pelo Senhor do Escuro, Sauron, e capaz de subjugar todos os povos livres. Ao redor dessa missão, Peter Jackson constrói um épico de fôlego clássico, sustentado por um elenco coral que inclui Ian McKellen como o mago Gandalf, Viggo Mortensen no papel de Aragorn, Liv Tyler como Arwen, Cate Blanchett como Galadriel e Sean Astin como o inesquecível Samwise Gamgee. O roteiro, assinado por Jackson, Fran Walsh e Philippa Boyens, opta por condensações e ajustes narrativos em relação ao romance original, mas preserva o eixo moral da obra: a tensão entre poder, responsabilidade e sacrifício.
A nova exibição ganha peso adicional por apresentar a versão estendida, lançada originalmente em home video e hoje tratada por muitos fãs como a forma “definitiva” do filme. Em termos objetivos, a diferença é clara: enquanto a versão exibida nos cinemas em 2001 tem 178 minutos, a edição estendida chega a aproximadamente 208 minutos, com cerca de 30 minutos adicionais. As cenas incluídas aprofundam personagens, relações e o próprio funcionamento da Terra-média.
Entre os acréscimos mais relevantes estão momentos mais longos no Condado, que reforçam o contraste entre a vida simples dos hobbits e a ameaça que se aproxima; a chamada “Conspiração do Anel”, em que Merry, Pippin e Sam revelam já saber da missão de Frodo, dando mais densidade à amizade entre eles; trechos ampliados do Conselho de Elrond, que tornam mais claros os impasses políticos entre elfos, homens e anões; além de passagens adicionais em Lothlórien, com destaque para a origem e o valor simbólico do lembas e para os presentes oferecidos por Galadriel à Sociedade. Há ainda pequenos, mas significativos, ajustes de ritmo e continuidade que tornam a narrativa mais coesa e emocionalmente envolvente.
Filmado majoritariamente na Nova Zelândia, com fotografia de Andrew Lesnie e trilha sonora de Howard Shore - vencedora do Oscar -, o filme consolidou um novo padrão técnico para o cinema fantástico, especialmente no uso integrado de efeitos visuais, cenografia real e paisagens naturais. O impacto foi imediato: mais de 887 milhões de dólares em bilheteria mundial, quatro estatuetas do Oscar e um lugar garantido na memória afetiva de diferentes gerações de espectadores. Em 2021, o reconhecimento institucional veio com a inclusão do longa no Registro Nacional de Filmes da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que o classificou como cultural, histórica e esteticamente significativo.
Quais são as cenas adicionais de "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" (com spoiller) A versão estendida de “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel” não altera o arco central da narrativa, mas costura uma série de cenas que aprofundam personagens, relações e a própria lógica da Terra-média. Vistas em conjunto, essas sequências funcionam quase como uma “sinopse paralela”, revelando camadas que a versão exibida nos cinemas apenas sugeria.
Logo no início, o Condado ganha mais tempo. Há cenas adicionais que mostram Bilbo lidando com a passagem do tempo após deixar Frodo com a herança do Anel, incluindo conversas mais longas sobre seus escritos e seu cansaço existencial. Gandalf também permanece mais tempo entre os hobbits, reforçando sua desconfiança crescente em relação ao objeto deixado por Bilbo e a tranquilidade apenas aparente daquele mundo rural que está prestes a ser abalado.
A partida de Frodo do Condado é ampliada por uma sequência crucial conhecida entre os fãs como a “Conspiração do Anel”. Nela, Sam, Merry e Pippin revelam que sempre souberam da missão de Frodo e que o seguem por escolha. Esse momento transforma a amizade entre eles em um pacto consciente, diminuindo o tom acidental da jornada e reforçando a ideia de lealdade como força motriz da história.
No caminho até Bri, os Nazgûl são apresentados de forma mais ameaçadora, com perseguições estendidas que intensificam a sensação de cerco. Em Bri, há cenas adicionais dentro da estalagem do Pônei Saltitante que aprofundam a tensão entre Aragorn e os hobbits, além de pequenos gestos que constroem a confiança gradual entre eles. Aragorn, aliás, ganha mais tempo de tela introspectivo, sugerindo desde cedo o peso de sua herança e sua relutância em aceitá-la.
Em Valfenda, a versão estendida desacelera o ritmo para expandir o Conselho de Elrond. Há diálogos adicionais que explicitam os ressentimentos históricos entre elfos e anões, bem como a desconfiança em relação aos homens. Boromir surge menos como antagonista impulsivo e mais como alguém esmagado pela responsabilidade de defender Gondor. A decisão de Frodo de aceitar a missão, nesse contexto ampliado, soa ainda mais desesperada - e, paradoxalmente, mais corajosa.
A travessia da montanha Caradhras também é estendida, com discussões internas da Sociedade que evidenciam o desgaste físico e emocional do grupo antes mesmo de chegarem às Minas de Moria. Já em Moria, além de pequenos acréscimos de exploração do espaço, há um momento mais longo de luto após a queda de Gandalf, permitindo que o impacto da perda seja sentido coletivamente, e não apenas como choque narrativo.
Lothlórien talvez seja o trecho mais enriquecido pela edição estendida. Galadriel e Celeborn têm diálogos adicionais que esclarecem o papel político e espiritual daquele reino élfico. Frodo e Galadriel compartilham mais tempo juntos, aprofundando a dimensão profética do encontro entre ambos. É também nesse trecho que surgem explicações mais claras sobre o lembas, o pão élfico, e sobre os presentes dados a cada membro da Sociedade - elementos que terão consequências diretas nos filmes seguintes.
Durante a jornada pelo rio Anduin, há cenas que reforçam a tensão crescente em torno de Boromir e sua obsessão pelo Anel. Seu conflito interno deixa de ser abrupto e passa a ser construído em pequenos gestos e olhares, preparando melhor o terreno para sua queda moral. Em Parth Galen, o confronto entre Boromir e Frodo ganha nuances adicionais de culpa, desespero e arrependimento.
O desfecho da versão estendida se alonga levemente para mostrar as consequências imediatas da dissolução da Sociedade. A decisão de Frodo de seguir sozinho é cercada de mais silêncio e hesitação, enquanto a escolha de Sam de acompanhá-lo assume contornos ainda mais emocionais. Paralelamente, Aragorn, Legolas e Gimli discutem com mais clareza o novo rumo que devem tomar, reforçando a sensação de que aquela não é uma pausa entre filmes, mas o fim definitivo de um primeiro capítulo.
Ficha técnica “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel” | “The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring” (título original) | “O Senhor dos Anéis: A Irmandade do Anel” (título em Portugal) Gênero: fantasia épica, aventura. Classificação indicativa: 12 anos. Ano de produção: 2001. Idioma: inglês. Direção: Peter Jackson. Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh e Philippa Boyens, baseado na obra de J.R.R. Tolkien. Elenco: Elijah Wood, Ian McKellen, Viggo Mortensen, Sean Astin, Liv Tyler, Cate Blanchett, Orlando Bloom, Sean Bean, Hugo Weaving, Ian Holm, Christopher Lee, entre outros. Distribuição no Brasil: Warner Bros. Pictures / New Line Cinema. Duração: aproximadamente 208 minutos (versão estendida). Cenas pós-créditos: não.
Assista no Cineflix Cinemas mais perto de você As principais estreias da semana podem ser assistidas na rede Cineflix Cinemas. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem noCineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN. O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.
Cineflix Miramar | Santos Dia 22 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" | Sala 3 | 18h00 Dia 23 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - As Duas Torres" | Sala 3 | 18h00 Dia 24 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei" | Sala 3 | 18h00 No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.
"O Diário de Pilar na Amazônia", que surgiu para o púbico, há 25 anos, por meio de um livro escrito por Flávia Lins e Silva, anos depois chegou os palcos de teatro, está em cartaz nos cinemas com uma história de conscientização para a preservação da natureza. O longa de aventura e fantasia que agrada a todos da família, encanta o público de idades diferentes nas salas de cinemas Cineflix.
A produção começa com a trama da garota Pilar (Nina Flor) recebendo de seu avô Pedro (Roberto Bomtempo) uma rede amarela que é mágica. Logo depois, a menina fica indignada com a derrubada de uma árvore próxima a casa dela e resolve protestar. Contudo, após receber alguns sinais do item mágico, incluindo um gato, a menina e o amigo Breno (Miguel Soares) são embalados na rede a ponto de chegar na Amazônia.
Lá, esbarram em Maiara (Sophia Ataíde) que está perdida dos pais, após ter seu povoado destruído por criminosos ambientais. No caminho de promover o reencontro da garota com os pais, entra em cena Bira (Thúlio Naab). Com o quarteto formado e unido para enfrentar a missão de impedir a derrubada de mais árvores, na telona, os vilões caricatos de Emílio Dantas como Serra, Marcelo Adnet como Dr. Ernesto, Rafael Saraiva como Zé Minhoca e Babu Santana como Montanha acrescentam deboche com um toque de medo. É nítido o quanto a escalação do elenco foi certeira.
Nessa jornada, lendas brasileiras tornam a trama ainda mais rica, como por exemplo, a do Curupira, mesclando de modo agradável e envolvente a fantasia, sem deixar de acrescentar a educação ambiental e a identidade cultural. Ao longo de 1 hora e 30 minutos, a trama é desenvolvida sem subestimar a inteligência do público jovem, uma vez que o elenco mirim dá conta do recado, entregando com muita naturalidade a interpretação dos amigos que amam a natureza.
O ritmo envolvente e fotografia impecável de "O Diário de Pilar na Amazônia", tornam o filme com direção de Duda Vaisman ("No Corre: Partiu Entrega") e Rodrigo Van Der Put ("Dois é Demais em Orlando"), uma produção cinematográfica brasileira de qualidade, desde a trama, incluindo todo o elenco, do mirim ao adulto, locações detalhadas e reviravoltas convincentes. Em certos momentos remete ao filme do mesmo gênero e também lindo "Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa".
De roteiro assinado por João Costa Van Hombeeck em parceria com a autora Flávia Lins e Silva, "O Diário de Pilar na Amazônia"dá vida à própria Amazônia que sofre ameaça severa, tendo ainda no elenco a atriz Nanda Costa, na pele da mãe de Pilar, uma jornalista, além de Rocco Pitanga, namorado da mãe da garota e Roberto Bomtempo, como o avô Pedro.
Produzido pela Conspiração, com coprodução e distribuição da The Walt Disney Company no Brasil, o filme é um infantil que transita pela responsabilidade social, ética e a informação sobre a realidade do nosso clima ambiental reforçando a necessidade de preservação do que ainda nos resta da natureza. Vale a pena conferir e em família!
Em parceria com a Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem noCineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.
O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link. Compre seus ingressos no Cineflix Cinemas Santos aqui: vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN
Ficha técnica “O Diário de Pilar na Amazônia” (título original) Gênero: aventura, drama, família. Classificação indicativa: livre. Ano de produção: 2025. Idioma: português. Direção: Duda Vaisman e Rodrigo Van Der Put. Roteiro: João Costa Van Hombeeck e Flávia Lins e Silva. Elenco: Lina Flor, Miguel Soares, Sophia Ataíde, Marcelo Adnet, Emílio Dantas, Babu Santana, Nanda Costa, Roberto Bomtempo. Distribuição no Brasil: The Walt Disney Company Brasil. Duração: 90 minutos. Cenas pós-créditos: não.
Em dezembro de 2001, o Brasil decidiu esperar. Enquanto o resto do mundo entrava na Terra-média antes do Natal, no Brasil "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel", que volta em versão estendida depois de 25 anos à Rede Cineflix e em cinemas de todo o Brasil, ficou do lado de fora dos cinemas. Tudo para dar espaço ao filme brasileiro "Xuxa e os Duendes", lançado uma semana antes e tratado como aposta segura para as férias escolares.
Naquele momento, Xuxa Meneghel vinha de uma sequência de sucessos nas bilheterias, ocupava salas inteiras, ditava calendário. J. R. R. Tolkien, apesar do prestígio literário, ainda era visto como risco, afinal, "O Senhor dos Anéis" era uma fantasia longa, densa, sem apelo infantil direto, falada em nomes estranhos e sem rosto conhecido para o grande público brasileiro. A solução foi adiar o filme.
A estreia, prevista para 21 de dezembro, escorregou para 1º de janeiro de 2002, sem alarde. "A Sociedade do Anel" abriu o ano atropelando expectativas. Mais de 1,2 milhão de espectadores na primeira semana, salas lotadas, boca a boca imediato. Não derrubou Xuxa, o filme dela também foi sucesso, mas deixou claro que a aposta não era excludente. Existia público para ambos. Logo, o erro não foi escolher Xuxa, mas subestimar Tolkien.
O episódio virou folclore porque cristaliza um momento específico do cinema no Brasil: um mercado que ainda pensava em blocos fechados: “filme de criança”, “filme adulto”, “filme cult”, e que não imaginava que uma fantasia épica de quase três horas pudesse dialogar com tanta gente ao mesmo tempo. A trilogia dirigida por Peter Jackson se tornaria um dos maiores fenômenos da história do cinema, com quase US$ 3 bilhões em bilheteria mundial e 17 Oscars no currículo, incluindo Melhor Filme para "O Retorno do Rei". A "Rainha dos Baixinhos", por sua vez, encerrou com os duendes o ciclo mais forte dela nas telas. Vinte e cinco anos depois, o entrevero retorna como uma memória curiosa. A trilogia volta aos cinemas a partir desta quinta-feira, dia 22 de janeiro, em versões estendidas.
Assista no Cineflix Cinemas mais perto de você As principais estreias da semana podem ser assistidas na rede Cineflix Cinemas. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem noCineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN. O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.
Cineflix Miramar | Santos Dia 22 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel" | Sala 3 | 18h00 Dia 23 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - As Duas Torres" | Sala 3 | 18h00 Dia 24 de janeiro | "O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei" | Sala 3 | 18h00 No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.
Janeiro devolve aos cinemas um ritual que muita gente conhece de cor, mas prefere reviver no escuro da sala: a travessia pela Terra-média. Entre os dias 22, 23 e 24, a trilogia "O Senhor dos Anéis" volta à Rede Cineflix e a outras salas de cinema do país em sessões especiais, com versões estendidas e aquela sensação persistente de que o tempo, ali dentro, opera em outro compasso.
A maratona começa com "A Sociedade do Anel", nesta quinta-feira, dia 22 de janeiro. A programação segue com "As Duas Torres", na sexta, dia 23, e se encerra no sábado, dia 24, com "O Retorno do Rei". O relançamento marca os 25 anos do primeiro filme, dirigido por Peter Jackson, e ocupa salas de diferentes formatos, com preços promocionais.
No Brasil, a relação com a trilogia sempre teve algo de singular. "A Sociedade do Anel" estreou por aqui apenas em 1º de janeiro de 2002, depois de um adiamento peculiar: a estreia foi empurrada para não dividir espaço com "Xuxa e os Duendes", numa época em que os filmes da apresentadora dominavam as férias escolares e as telas do país.
A aposta se mostrou equivocada. O universo criado por J. R. R. Tolkien atravessou o réveillon quebrando recordes de público e deixando claro que havia mais gente interessada naquela jornada do que o mercado previa. Duas décadas depois, a história retorna em outro registro: versões estendidas que somam mais de 12 horas, uma bilheteria acumulada próxima de US$ 3 bilhões, 17 Oscars no currículo - incluindo Melhor Filme para "O Retorno do Rei". A Warner Bros. já sinalizou novos capítulos desse universo, como The Hunt for Gollum, previsto para 2027. Por ora, porém, o convite é outro: sentar, apagar as luzes e caminhar de novo, sem pressa, por uma história que insiste em permanecer.
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O longa dramático, ambientado no mundo esportivo, "Marty Supreme", inspirado no mesatenista Marty Reisman, que viveu diversos episódios curiosos e reais em sua trajetória pessoal e esportiva, apresenta uma história tão cheia de reviravoltas que parece um novelão ao longo de suas 2 horas e 29 minutos de duração. De fato, o longa dirigido por Josh Safdie ("Bom Comportamento" e "Se Eu Tivesse Pernas Eu Te Chutaria") vai além da vivência do esportista, entregando muito o que somente uma produção cinematográfica é capaz de realizar.
O protagonista nitidamente abraçado por Timothée Chalamet até consegue fazer o público torcer por ele, apesar do estilo extravagante, personalidade narcisista e somente ter interesse em ganhar dinheiro com apostas e jogos de exibição. Usando chapéus e roupas coloridas, Marty é um tanto que insuportável por condutas desonestas e absurdas. Seja por negar veementemente a paternidade ou passar a mão no dinheiro de um acidentado e, de quebra, sumir com o animal de estimação o qual combinou levar no veterinário.
Marty é o tipo de pessoa que transpira problemas e mais problemas, sempre levando a todos ao seu redor para o mesmo abismo, sobrando sempre algo extremamente desagradável. E, claro, com a personalidade de quem não se compromete com nada, além do tênis de mesa, ou ninguém, Marty "leva a vida na flauta" com tamanha naturalidade. Sendo totalmente competente para se esquivar de qualquer responsabilidade elabora planos mirabolantes para conseguir o dinheiro alheio de modo fácil.
O mentir parece algo familiar e habitual, uma vez que a própria mãe o faz. Perfeitamente doutrinado com mentiras, Marty é o tipo de personagem traiçoeiro, porém Timothée Chalamet entrega tanto a ponto de conquistar o público e, facilmente, mergulha cada um dentro da sala de cinema na trama cheia de ação, conseguindo até com que, hora ou outra, acabemos torcendo por este homem tão errado.
Chalamet dá um show de atuação, interpretando com maestria o jogar do tênis de mesa. Tendo a trilha sonora como complemento perfeito e de excelente seleção, o longa inicia com "Forever Young", da banda Alphaville e termina com um momento emocionante e que representa a virada na chave da mudança de vida daquele que viveu o auge da imaturidade, estando, então, ao som de "Everybody Wants To Rule The World", de Tears For Feavers. De fato, o trecho "Welcome to your life, there's no turning back" (Bem-vindo à sua vida, não há volta) diz tudo e consegue concluir tantos disparates. Excelente filme que tem ainda no elenco Gwyneth Paltrow e Odessa A'Zion!
"Marty Supreme". (Marty Supreme). Gênero: Biografia, Comédia Dramática, Esporte. Direção: Josh Safdie. Roteiro: Josh Safdie, Ronald Bronstein Elenco Principal: Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow, Odessa A'Zion, Tyler, the Creator, Fran Drescher, Abel Ferrara. Duração: 2h 29min. Sinopse: Baseado na vida de Marty Reisman, um jogador de tênis de mesa.
Antes superestimado sem mostrar a que veio, Timothée Chalamet finalmente abandona a pose blasé que o acompanhou por anos e assume um papel que exige presença física, risco emocional e fúria em “Marty Supreme”, em cartaz em sessões antecipadas na Rede Cineflix e em cinemas de todo o Brasil. O resultado é uma atuação expansiva, suada, agressiva, rigorosamente construída, a melhor da carreira dele até agora e, sem nenhum exagero, material legítimo de Oscar. Chalamet ocupa a cena, domina o ritmo do filme e impõe um personagem mal-caráter e extremamente carismático que vive no limite da obsessão. Será uma pedra no sapato de Wagner Moura na disputa pelo Oscar
Dirigido por Josh Safdie, em seu primeiro longa solo, o filme rejeita a ideia de cinebiografia ilustrativa e prefere a vibração do mito. Inspirado de forma livre na trajetória do lendário mesatenista Marty Reisman, o roteiro transforma a ascensão esportiva em discussão de tensão social, psicológica e moral. O tênis de mesa aparece como espaço de disputa em que classe, ego, sobrevivência e espetáculo se misturam.
A entrega física de Chalamet é decisiva para essa credibilidade. O ator treinou tênis de mesa por cerca de sete anos, desde 2018, atravessando outras produções de grande escala, levando mesas para sets de filmagem, praticando obsessivamente entre uma cena e outra. Esse investimento aparece na tela de forma nítida. Não há cortes que disfarçam, muito menos dublês que salvam a cena. Cada movimento do ator carrega precisão, cansaço, cálculo e risco.
Ao longo de duas horas e meia, o filme se sustenta sem desgaste. O tempo não pesa porque as sequências se encadeiam por tensão. A montagem mantém o espectador em estado de alerta, enquanto o protagonista afunda em relações instáveis, alianças interesseiras e conflitos que nunca se resolvem de forma limpa. O elenco de apoio reforça essa instabilidade, com destaque para Odessa A’zion, que interpreta uma mocinha controversa, e Gwyneth Paltrow, em uma atuação corajosa de mulher seca, ambígua, desconfortável, muito distante de personagens conciliadores.
A trilha sonora, repleta de hits dos anos 1980, funciona como escolha estética deliberada, não como erro de época de uma história que se passa mais ou menos na década de 1950. O filme não manipula para forçar uma empatia automática do protagonista, nem oferece uma redenção confortável. É um retrato cru da ambição como motor e veneno, como se fosse um estudo sobre homens que confundem talento com direito e desejo com destino. Nesse terreno instável, Chalamet encontra o espaço ideal para romper com a própria imagem pública e provar, finalmente, do que é capaz quando o cinema exige mais do que beleza e minimalismo.
Ficha técnica “Marty Supreme” (título original) Gênero: cinebiografia, drama. Classificação indicativa: 16 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês. Direção: Josh Safdie. Roteiro: Josh Safdie e Ronald Bronstein. Elenco: Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow, Odessa A’zion e outros. Distribuição no Brasil: Diamond Films. Duração: 2h29m. Cenas pós-créditos: não.
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Cineflix Miramar | Santos De 16 e 17 de janeiro | Sessões legendadas | 21h00 No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.