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terça-feira, 9 de junho de 2026

Crítica: "Todo Mundo em Pânico 6" é deboche saudosista imperdível



Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em junho de 2026


A volta dos irmãos Wayans no controle do roteiro da franquia de deboche "Todo Mundo em Pânico", que chega ao sexto filme, é recheada de críticas divertidas e pesadas. Desde as bobeiras sem sentido da internet como o "six seven", até altas lições de pura consciência sobre os absurdos naturalizados da atualidade, incluindo o preconceito racial muito bem representados pelos grandes nomes da franquia Cindy (Anna Faris, de "Casa das Coelhinhas") e Brenda (Regina Hall, de "Uma Batalha Após a Outra").

Ver "Todo Mundo em Pânico 6" dirigido por Michael Tiddes ("Inatividade Paranormal" e "Cinquenta Tons de Preto"), na telona do cinema, resgatando o tempero perfeito da comédia mesclada a paródias de importantes produções, como os indicados e vencedores do Oscars 2026, "Pecadores""Uma Batalha Após a Outra". Sendo que o segundo filme abocanhou seis estatuetas, entre elas a de "Melhor Filme", e divide a atuação da atriz Teyana Taylor, que, na comédia entrega tudo com uma barriga tanquinho de entortar a faca do Ghostface enquanto empunha o Globo de Ouro com poder. 

O longa é uma verdadeira explosão de nostalgia durante 1 hora e 36 minutos de duração. Ao promover encontros e reencontros, com roteiro de Marlon Wayans, Shawn Wayans, Keenen Ivory Wayans, Craig Wayans e Rick Alvarez, volta à raiz. Ao colocar  Teyana como a primeira garota do sexto longa, resgata que Carmen Electra foi a primeira das garotas quando atendeu o telefonema do Ghostface em "Todo Mundo em Pânico" (2000), sendo perseguida pelo jardim de casa e tem o silicone retirado.

Sem esconder a fórmula da franquia, "Todo Mundo em Pânico 6" a segue com muita acidez e promove o resgate de personagens clássicos como o quarteto Cindy, Brenda, Ray (Shawn Wayans, de "As Branquelas") e Shorty (Marlon Wayans, de "GOAT"), além de reintegrar o elenco com Greg (Lochlyn Munro, de "As Branquelas"), Gail (Cheri Oteri), Doofy (Dave Sheridan, de "O Pequenino"). Até o ex de Cindy, Bobby (Jon Abrahams, de "A Casa de Cera") e o mordomo Hanson (interpretado pelo comediante Chris Elliott), conhecido como o Mãozinha, retornam. Sabiamente, o sexto filme abre espaço para discutir e criticar as escolhas tomadas dentro da própria franquia de paródias irônicas.

Em meio ao elenco estelar de "Todo Mundo em Pânico 6" há novidades. Assim como alguns filmes do gênero terror encontraram uma saída para dar um novo fôlego, "Todo Mundo em Pânico 6" também apresenta os filhos dos sobreviventes que agora estão na mira do grande vilão da trama. Surge na história Waldinha ou Tuesday, não Wandinha ou Wednesday como em "Família Addams" (Savannah Lee Nassif), uma das duas filhas adotas de Cindy Campbell, assim como Sara (Olivia Rose Keegan). 

Criticando o medo moderno de ser cancelado e a patrulha ideológica da internet, o comportamento das pessoas nas redes sociais, retratando o vício em internet como uma "doença crônica", cutuca ainda a política abusiva de Trump e a função efetiva do ICE. "Todo Mundo em Pânico 6" ironiza até a onda de filmes de terror intelectuais ou "cult", abraçando abertamente a chacota e os clichês óbvios.

Resgatando os personagens marcantes da franquia e com grande elenco, "Todo Mundo em Pânico 6"  diverte, mas dá um recado maior dado e reforça que os personagens matrizes não podem ser substituídos, nem mesmo por seus filhos. De fato, não é a nova geração que entrega saudosismo, mas os coroas. A autocrítica também marca presença quando debate na telona os desvios nas tramas da franquia assim como a trocas de atores ou a ausência deles.

Cheio de referências críticas a filmes que  dão liga para cada narrativa diversa estão "Escape Room", "Terrifier", "M3gan", "Pânico", "Pecadores", "Halloween", "Sorria", "A Substância" e o prazo de validade da idade feminina aceita em Hollywood, citando até Demi Moore. "Todo Mundo em Pânico 6"  contempla com deboche um dos maiores marcos do cinema LGBTQIA+ e do drama romântico moderno "O Segredo de Brokeback Mountain", assim como o recente sucesso nos cinemas "Michael"

Vale muito a pena assistir "Todo Mundo em Pânico 6" dublado, uma vez que as vozes na versão nacional são de Priscila Amorim (Anna Faris como Cindy), Marisa Leal (Regina Hall como Brenda), Duda Ribeiro (Shawn Wayans com Ray) e Jorge Lucas (Marlon Wayans como Shorty). Boa diversão e não perca!


"Todo Mundo em Pânico 6" ("Scary Movie"). Gênero: Comédia, Paródia. Direção: Michael Tiddes. Roteiro: Marlon Wayans, Shawn Wayans, Keenen Ivory Wayans, Craig Wayans e Rick Alvarez. Duração: 1h 36 minutos. Classificação Indicativa: 18 anos. Distribuição: Paramount Pictures. Elenco: Anna Faris como Cindy Campbell, Regina Hall como Brenda Meeks, Marlon Wayans como Shorty Meeks, Shawn Wayans como Ray Wilkins, Jon Abrahams como Bobby Prinze, Lochlyn Munro como Greg Phillipe, Dave Sheridan como Doofy Gilmore, Cheri Oteri como Gail Hailstorm, Chris Elliott como Hanson, Anthony Anderson. Sinopse: A trama se passa 26 anos após os eventos originais. O grupo de amigos formado por Cindy, Brenda, Shorty e Ray encontra-se novamente na mira de um assassino mascarado implacável, em uma história recheada de sátiras aos maiores sucessos recentes do cinema de terror (como Halloween, Sorria e Pecadores).


Trailer de "Todo Mundo em Pânico 6"



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sexta-feira, 5 de junho de 2026

.: Crítica: "Mestres do Universo" tem a força para manter a essência e inovar


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em junho de 2026


A essência da animação de sucesso dos anos 80, chega aos cinemas em 2026 mesclada a uma releitura cinematográfica humanizada para os tempos de hoje. Eis "Mestres do Universo" a aguardada produção do herói fortão de tanguinha e botas que, diante do perigo, para salvar seu povo, ergue a espada do poder a um sonoro: "pelos poderes de Grayskull... eu tenho a força!". Vale destacar aos saudosistas que é uma boa priorizar a versão dublada do longa, uma vez que Garcia Júnior reinterpreta o príncipe Adam (Nicholas Galitzine, de "Continência ao Amor"), com bônus de ter a voz da dubladora Marisa Leal (Ariel na animação Disney, Baby em "Família Dinossauro") como Roboto.

Com direção de Travis Knight ("Bumblebee"), o filme de 2026 é um resgate de nova roupagem que absorve um pouco da história de "Superman". Quando criança, o pequeno príncipe Adam sobrevive a um ataque tenebroso de Esqueleto (voz de Luiz Carlos Persy como Esqueleto, Jared Leto, de "Esquadrão Suicida", "Morbius" e "Tron-Ares") a Eternos. Enviado para a Terra junto de sua espada os dois se desencontram. 

A produção não retrata como Adam se formou, se foi adotado ou cresceu num orfanato. Agora, um homem que ainda tenta encontrar a espada perdida e também sua cara-metade, tenta sobreviver no maçante trabalho para se manter vivo. Outra falha do longa, no caso visual, está no primeiro embate do herói em Etérnia com um vilão, numa ponte estreita em que com um gancho, o rival marca o chão. Contudo, em todo o confronto, tal feito simplesmente some da tela, deixando a ponte em perfeitas condições.

Perdido na Terra, vivendo como um reles mortal com lembranças curiosas da infância, após 10 anos, ele é reencontrado por Teela numa situação de puro enfrentamento. Toda a pancadaria remete muito a sequência de "Homem-Aranha De Volta para Casa" (2021) quando doutor Octopus encontra o cabeça de teia na ponte ou ainda o mais antigo "Deadpool" (2016) no confronto que acontece durante os créditos iniciais do filme. Em tempo, Adam tem Hussein (Christian Vunipola) como amigo na Terra, o que também remete a nova franquia de "Homem-Aranha" com Ned Leeds (Jacob Batalo).

Bebendo da fonte de "Superman""Mestres do Universo" faz lembrar da cena das cartas na saga "Harry Potter", sendo que aqui o que voa pelo ambiente são os desenhos do menino que retratam lembranças de sua infância. Há também um pouco de "O Senhor dos Anéis" na Montanha da Perdição quando Adam joga um rival direto no fogo ardente.

Assim, Adam volta para Etérnia que está destruída tendo o Esqueleto no comando, estando sedento pelo poder absoluto, almejando ter em mãos a espada do poder. Sem ter conhecimento da força descomunal que tem, por carregar o descrédito do pai, o jovem Adam tenta se enturmar com as figuras que conheceu na infância e pareciam sem sentido para os humanos. Afinal, Adam prioriza a conversa antes de partir para o braço o que só alimenta a desconfiança dos outros.

Ao ser enjaulado com Teela, Adam reencontra Mentor, que acaba sendo a representação viva do que Esqueleto fez com Etérnia. Destruído, o pai de Teela encontra a força que precisava no regresso do herói, voltando a seus tempos áureos de auxiliar a família do rei de Etérnia. Em meios a diversos embates, Adam se redescobre e a magia do herói da música brasileira do "Trem da Alegria", acontece na telona de cinema. Sim! "Mestres do Universo" é o tipo de produção para se assistir na telona de cinema com estilo.

Para alguns que imaginavam ver nos cinemas a reprodução das animações dos anos 80, "Mestres do Universo" pode ser frustrante. Contudo, para amarrar todo o histórico do príncipe Adam, certas mudanças são aceitáveis. Vale lembrar que o herói dos músculos de aço já ganhou um longa-metragem em 1987 que fracassou, mesmo tendo Dolph Lundgren como protagonista. E ele marca presença na nova produção em um encontro do tipo o antigo e o atual Adam, numa academia quando o jovem pede um conselho de iniciante. 

Com três cenas pós-créditos, "Mestres do Universo" pode não ser um filmaço que preencha os requisitos de fãs de produções da Marvel, mas consegue ser um super filme de resgate saudosista com potencial para sequências de qualidade. Imperdível!


"Mestres do Universo" ("Masters Of The Universe"). Gênero: Ação, Aventura e Fantasia. DireçãoTravis Knight. Roteiro: Chris Butler, Aaron Nee e Adam Nee. Duração: 2h 13 minutos. Classificação Indicativa: 14 anos. Distribuição: Sony Pictures. Elenco: Nicholas Galitzine como Príncipe Adam / He-Man, Camila Mendes como Teela, Idris Elba como Duncan / Man-At-Arms, Jared Leto como Esqueleto, Alison Brie como Maligna. Sinopse: O filme acompanha a jornada do Príncipe Adam para salvar Eternia e aceitar seu destino como He-Man

Trailer de "Mestres do Universo"



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sábado, 30 de maio de 2026

.: Dez motivos para não perder "Curto-circuito" com Luiz Fernando Guimarães

Luiz Fernando Guimarães e Leticia Augustin - Foto: Leo Aversa

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em maio de 2026


O espetáculo "Curto-circuito" que celebra os 50 anos de carreira do ator Luiz Fernando Guimarães por meio da comédia inteligente, leva ao palco do Teatro Renaissance o grande nome do humor brasileiro ao lado da atriz Leticia Augustin numa viagem mental hilária. O resultado são reflexões do cotidiano, desde faz um exame médico a uma prova do Enem. Para tanto, nós do Resenhando.com elencamos dez motivos para não perder a montagem dirigida por Gustavo Barchilon e escrita por Gustavo Pinheiro que fica em cartaz até o dia 31 de maio. Confira!

1. A peça de celebração aos 50 anos de carreira de Luiz Fernando Guimarães, que traz de volta aos palcos, externa reflexões hilárias sobre situações do cotidiano por meio do que se passa literalmente na mente de variados personagens. 

2. A homenagem à trajetória de Luiz Fernando Guimarães no teatro e televisão, leva o público a acompanhar a personificação de partes do cérebro em surto com o estresse moderno.

3. Garantindo boas risadas, a peça convida a pensar sobre as pressões que todos enfrentamos diariamente. Situações que chegam a parecer tão particulares, mas são comuns.

4. Assinada por Gustavo Pinheiro, um dos grandes dramaturgos atuais, a peça é inteligente, provocante e ácida.

5. O espetáculo cheio de ritmo e dinamismo tem direção de Gustavo Barchilon, que equilibra o ritmo de cada piada, assim como das pausas dramáticas.

6. A química perfeita entre o veterano Luiz Fernando e a versátil Leticia Augustin dita o tom da dupla afinada nas mais diversas cenas. 

7. A montagem focada nos perrengues cotidianos vai da tensão de fazer uma ressonância magnética, estando preso e sem poder ser mexer, dentro de uma máquina, liderar um grupo passando turbulência durante um voo, lutar contra a implacável insônia e até fazer a prova do Enem e até zerar. Não há como deixar de se identificar com alguma situação-limite.

8. A produção apresenta personagens inusitados em situações absurdas, como por exemplo, uma amígdala cerebral prestes a pedir demissão.

9. As múltiplas personas assumidas em esquetes rápidas pelo mestre do humor Luiz Fernando Guimarães tecem no palco dinamismo e entrosamento perfeito com Leticia Augustin, tendo ainda participações de vozes como Fernanda Montenegro e Fernanda Torres.

10. Numa localização privilegiada, no sofisticado Teatro Renaissance, em São Paulo, o espetáculo de comédia tem ingressos acessíveis que podem ser adquiridos diretamente pelo site oficial.


Serviço
Espetáculo "Curto Circuito"
Local: Teatro Renaissance - Alameda Santos, 2233 – São Paulo / SP
Temporada até dia 31 de maio
Dias e horários: sábados, às 21h00, e domingos, às 18h30


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sexta-feira, 29 de maio de 2026

.: 11 motivos para assistir "Flashdance - O Musical" e se emocionar com clássico

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em maio de 2026


Um clássico do cinema dos anos 80 está em cartaz no Teatro Claro Mais, em São Paulo numa adaptação cheia de energia coreográfica e muita música. Eis a superprodução brasileira "Flashdance - O Musical", montagem com coreografias que mesclam jazz e ritmos urbanos com movimentos intensos ao apresentar a história da jovem Alex Owens, uma operária que trabalha como soldadora durante o dia e como dançarina em um bar à noite. 

Enfrentando desafios e preconceitos para realizar o sonho de passar em um teste para um prestigiado conservatório de balé quando esbarra numa paixão confusa com um homem poderoso. Para tanto, nós do Resenhando.com listamos 11 motivos para você não perder o espetáculo da produtora 4ACT Entretenimento, com direção geral e idealização de Ricardo Marques!


1. É uma adaptação inédita e oficial do clássico nos palcos brasileiros, com uma roupagem exclusiva feita pela 4Act Entretenimento.

2. Testemunhar tamanha nostalgia no palco, diante dos olhos, é reviver a atmosfera dos anos 80 com uma trilha sonora que marcou gerações.

3. De trilha sonora inesquecível, o espetáculo conta com os maiores sucessos do filme como, "Maniac" e "I Love Rock 'n Roll". E, claro, apresenta uma sequência de tirar o fôlego do público com o hit vencedor do Oscar "Flashdance... What a Feeling".

4. Coreografias intensas e de encher os olhos do público mesclam jazz, dança de rua e balé. Assinadas por Tutu Morasi, as danças combinam a energia contagiante dos anos 80, exigindo uma performance física impressionante do elenco. 

5. A icônica e sensual sequência do banho de água na cadeira é recriada no palco com forte impacto visual, o que emociona muito o público.

6. O elenco talentoso, estrelado por Marisol Marcondes e Rhener Freitas, soma 24 artistas selecionados entre mais de 600 candidatos.

7. O espetáculo com música ao vivo ganha mais peso tendo a banda com seis músicos no fosso, diferente de produções com trilhas gravadas.

8. A trama de inspiração e superação sobre a jornada de Alex Owens, uma jovem operária que luta para realizar o sonho de se tornar bailarina profissional, tem identidade própria, sendo uma releitura autoral brasileira de 4Act Entretenimento. E o que se vê no palco é incrível!

9. A mágica montagem do clássico, com cenário de estrutura metálica industrial, escadas e iluminação azul intensa, emociona demais a ponto de fazer escorrer lágrimas de ver a história do filme clássico acontecer ao vivo, diante dos olhos do público. 

10. As apresentações acontecem no moderno e confortável Teatro Claro MAIS SP, dentro do Shopping Vila Olímpia, com acessibilidade e ingressos a preços democráticos, com diversos benefícios de meia-entrada e combos promocionais.

11. "Flashdance - O Musical"  está encerrando a temporada de apresentações em 31 de maio, sendo a última semana de chance para conferir a obra.


Serviço
"Flashdance, o Musical"

Temporada: 9 de abril a 31 de maio de 2026
Às quintas e sextas-feiras, às 20h; aos sábados, às 16h30 e às 20h30; e aos domingos, às 15h30 e às 19h30.
Teatro Claro Mais SP - Shopping Vila Olímpia - Olimpíadas, 360, 5º Piso - Vila Olímpia, São Paulo - SP, 04551-000
Ingressos: de R$ 25,00 a R$ 250,00
Vendas on-line em https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/flashdance-15824
Bilheteria: de segunda a sábado, das 10h00 às 22h00; e aos domingos e feriados, das 12h00 às 20h00
*Clientes Claro Clube têm 50% de desconto em até quatro ingressos
Classificação: 18 anos
Duração: 120 minutos
Capacidade: 801 lugares
Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm 



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terça-feira, 26 de maio de 2026

.: Crítica: "Hokum: O Pesadelo da Bruxa" é terror com mocinho desagradável



Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em maio de 2026


O terror psicológico "Hokum: O Pesadelo da Bruxa", dirigido e roteirizado por Damian McCarthy ("Oddity - Objetos Obscuros", "Madame Teia"), mergulha no folclore irlandês para entregar uma história de perdão entre mãe e filho. Contudo, um alerta precisa ser dado logo a princípio, uma vez que o protagonista, o romancista Ohm Bauman (Adam Scott, "Big Little Lies") de postura constantemente grosseira, age sempre de modo desagradável. Ainda que esteja sozinho e em outro país para espalhar as cinzas de seus pais, impede o público de torcer por sua sobrevivência numa pousada mal-assombrada por uma bruxa que arrasta correntes.

A qualidade da trama e a montagem repleta de sequências de pura tensão tornam a produção perfeita para os fãs do gênero. Muito por priorizar o desconforto psicológico por meio de silêncios e a desconstrução da realidade do protagonista em detrimento de soluções narrativas fáceis. No entanto, "Hokum: O Pesadelo da Bruxa" segue uma fórmula para assustar o público, o que vira alerta a ponto de permitir que alguns sustos sejam evitados.

Em certos pontos o longa se conecta com outros. Remete ao clássico "O Chamado" pelas figuras usadas, como por exemplo, o círculo nos primeiros minutos da história paralela do longa, embora estabeleça uma maior conexão com o clássico de terror psicológico "O Iluminado", uma vez que o protagonista está isolado e confuso em um hotel assombrado. "Hokum: O Pesadelo da Bruxa" consegue usar elementos do terror (já conhecidos) a favor. Por fim, consegue ser único.

É inegável que o terror atmosférico de "Hokum: O Pesadelo da Bruxa" fisga a atenção do público ao colocá-lo para embarcar na desordem mental de Ohm e a dificuldade de lidar com um trauma de infância. Vale muito a pena assistir na telona de cinema e garantir uns bons sustos!


"Hokum: O Pesadelo da Bruxa" ("Hokum"). Gênero: Terror. Direção: Damian McCarthy. Roteiro: Damian McCarthy. Duração: 1h 47 minutos. Classificação Indicativa: 16 anos. Distribuição: Diamond Films. Elenco: Adam Scott, David Wilmot e Florence Ordesh. Sinopse: O terror psicológico e folclore acompanha um romancista de terror que visita uma pousada na Irlanda para espalhar as cinzas de seus pais, sem saber que o lugar tem fama de ser assombrado.

Trailer de "Hokum: O Pesadelo da Bruxa"

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