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domingo, 29 de março de 2026

.: Crítica: "Frankenstein" de Guillermo del Toro é deleite visual em trama gótica

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


"Frankensteien" por Guillermo del Toro, baseado no romance de Mary Shelley, é puro deleite visual, desde o cenário ao figurino. Tudo na tela transborda o século XVIII, até mesmo quando há carnificina estampada e fogo consumindo um castelo. Inspirado em ilustrações anatômicas do século XVIII, o visual da criatura utilizou 42 peças moldadas à mão (14 apenas para a cabeça e pescoço) para se adaptar à altura de Jacob Elordi que está praticamente irreconhecível. 

O longa dividido em duas partes, inicia a trama pela ótica do criador egoísta, o Victor Frankenstein cheio de perspectivas e termina com os apontamentos da criatura diante de tudo o que experimentou. Focando então, no drama emocional e na relação pai e filho, com alteração no desfecho do enredo original. Assim, "Frankensteien" é mais uma reinterpretação pessoal do que uma adaptação fiel ao romance gótico de Mary Shelley. 

A produção que recebeu 9 indicações ao Oscar 2026, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator, levou três estatuetas, a de Melhor Figurino (Kate Hawley), Melhor Maquiagem e Penteado (Mike Hill, Jordan Samuel e Cliona Furey) e Melhor Design de Produção (Tamara Deverell e Shane Vieau), o que fez jus ao deslumbre visual que o longa de 2 horas e 30 minutos de duração entrega.

No elenco encabeçado por Oscar Isaac na pele de Victor Frankenstein, Jacob Elordi (A Criatura) e Mia Goth, está o pilar do sucesso do filme de del Toro. Há ainda um traço de humanidade conferida no ser criado de uma loucura incutida desde uma infância perturbada do jovem Victor, seguindo a essência de Mary Shelley ao explorar quem é o "verdadeiro monstro". Imperdível!


"Frankenstein"(Frankenstein). Gênero: terror, fantasia, drama. Direção e roteiro: Guillermo del Toro. Baseado em: Romance de Mary Shelley. Duração: 2 h 30. Distribuição: Netflix. Elenco: Jacob Elordi (A Criatura), Oscar Isaac (Victor Frankenstein), Mia Goth (Elizabeth), Charles Dance, Christoph Waltz. Sinopse: Um cientista brilhante, mas egoísta, traz uma criatura monstruosa à vida em um experimento ousado que, em última análise, leva à ruína tanto do criador quanto de sua trágica criação.

Trailer de "Frankenstein"


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terça-feira, 24 de março de 2026

.: Crítica: "Narciso" entrega magia ao tratar a dura realidade de órfãos negros

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


Um garoto retraído, negro e órfão, que aguarda adoção e segue morando na casa de Carmem e Joaquim junto com outras crianças. Eis o drama nacional "Narciso", em cartaz na telona Cineflix Cinemas de Santos, que faz uma releitura do mito grego de Narciso para subverter a ideia de vaidade, uma vez que o jovem protagonista apenas busca por identidade e pertencimento num Brasil envenenado pelo racismo. 

Entregando poesia, a produção que soma 1 hora e 30 minutos de duração usa do silêncio e reações do protagonista para provocar reflexões. Contudo, o órfão negro ganha uma bola reciclada de seu amigo e recebe a visita de um gênio (Seu Jorge) que lhe concede um pedido para um gênio: ter uma família que o ame e aceite, que o veja com os olhos do amor. 

Diante da vida que deseja, o garoto passa a ter pai e mãe e a morar num casarão com piscina. Numa sequência de em preto e branco, Narciso mergulha num universo que remete ao da protagonista de "Coraline e o Mundo Secreto" com pais sorridentes, amáveis e disponibilizando tudo o que é possível imaginar. No entanto, há um preço a se pagar. Frustrado com o vazio da riqueza do vazio, Narciso é capaz de escolher o que é melhor. 

"Narciso"dirigido por Jeferson De, transita entre o espiritual e a realidade, trabalhando o abismo do desejo de ser adotado e o de continuar à espera. O longa com roteiro de Jeferson De e Cristiane Arenas entrega magia com uma bola de basquete que abriga um gênio que possibilita explorar desejos, a lidar com as frustrações e convence ao retratar tamanha ansiedade de cada criança negra que espera por tal momento. Vale muito a pena conferir "Narciso" na telona Cineflix Cinemas!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

"Narciso"(nacional). Gênero: fantasia, drama. Direção: Jeferson De. Roteiro: Jeferson De e Cristiane Arenas. Duração: 1h 30min. Distribuição: Elo Studios. Elenco: Arthur Ferreira (Narciso), Bukassa Kabengele (Joaquim), Ju Colombo (Carmen) Faiska Alves (Alexandre), Fernanda Nobre (Luiza), Seu Jorge (Gênio - Participação Especial), Juliana Alves (Sonia - Participação Especial), Marcelo Serrado (Fernando - Participação Especial). Sinopse: Narra a história de um menino órfão, interpretado por Arthur Ferreira, que busca uma família após um desejo mágico.

Trailer de "Narciso"



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Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


A comédia dramática nacional "O Velho Fusca", em cartaz na telona Cineflix Cinemas de Santos, apresenta uma história de avô e neto sem vínculo que são unidos por um Fusca abandonado na garagem. Enquanto Junior (Caio Manhente) tenta recuperar o carro dos anos 70, assistindo vídeos na internet e tendo a supervisão do avô, os dois também trabalham na própria relação -ainda que não aconteça uma aprofundamento na trama. 

Focado em ser alguém na vida, tendo um carro, no caso o Fusca do Vovô (Tonico Pereira), Junior que é lavador de pratos num restaurante, também acredita que conseguirá ter a garota amada a seu lado, a colega de trabalho Laila (Giovanna Chaves). Em meio aos percalços da vida, tudo acaba acontecendo como que por mágica para o rapaz que está cansado de andar de bicicleta. 

Seja no fato de Junior passar a trabalhar na recuperação do carro do avô, bem diante da praia do Rio de Janeiro, estando justamente ao lado de seu sonho de namorada. Há ainda muitas outras coincidências que causam estranhamento como que os pais (Danton Mello e Cleo Pires) estarem disponíveis e serem compreensíveis, além de abertos a tratarem de qualquer assunto. Remetendo ao agir pais do outro lado do portal de Coraline (Coraline e o Mundo Secreto), mas sem os botões no lugar dos olhos. De fato, o único problema de Junior é não ter um carro e a garota dos sonhos.

Embora o Jeff de Christian Malheiros represente uma pedra no sapato do rapaz, há apenas a retratação de um chefe completamente babaca que recorre ao assédio moral e também está interessado numa atendente. Até mesmo no ponto da comédia, o longa fica devendo, principalmente quando o Vovô, sem nome e de uma grosseria sem limites externa todo machismo e homofobia logo na primeira aparição, retratando apenas que ali está um homem de um mundo paralelo que segue abraçado ao ato de ser antiquado e desrespeitoso com quem julga não ser do seu agrado. Mesmo que o momento seja o da festa de aniversário do neto.

Apesar de proferir injúrias e não ser devidamente repreendido, Vovô consegue convencer pela atuação de Tonico Pereira. Não há dúvida alguma de que o personagem afasta o público a cada atitude e fala assustadoras, mas conquista um pequeno perdão quando se mostra fragilizado e até um autêntico parceiro do neto. No entanto, fica também a mensagem de que afastamentos acontecem por vários motivos e, às vezes, devem ser mantidos.

A produção dirigida por Emiliano Ruschel que acontece de modo acelerado e com resoluções abruptas mostra que o fusca é capaz de unir gerações e revelar um bela conexão em cena entre Caio Manhente e Tonico Pereira, mesmo que em meio a uma trama superficial de piadas retrógradas. Afinal, a fotografia da produção está impecável e o clima de Sol e praia tornam o visual de "O Velho Fusca"  muito agradável.


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN


"O Velho Fusca"(nacional). Gênero: comédia, drama, família. Direção: Emiliano Ruschel. Roteiro: Bill Labonia. Duração: 1h 37min. Distribuição: A2 Filmes. Elenco: Caio Manhente (Junior), Tonico Pereira (Vovô), Cleo Pires (Elaine), Danton Mello (Mauricio), Giovanna Chaves (Laila), Christian Malheiros (Jeff). Sinopse: Junior (Caio Manhente) encontra um velho fusca abandonado na garagem de seu avô (Tonico Pereira) e cria um plano para ficar com o carro, o que o obriga a se reaproximar do avô amargurado e remendar uma antiga briga familiar.

Trailer de "O Velho Fusca"




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quarta-feira, 18 de março de 2026

.: Diário de uma boneca de plástico: 18 de março de 2026

Querido diário,

Estava pensando a respeito do senso comum totalmente raso da atualidade e que acaba sendo abraçado de bom grado. É nítida a gigante preguiça de praticar o pensamento próprio. Então, com o celular em mãos e sem nem ler todo um texto ou assistir um vídeo por completo, apenas se replica, sem nem saber do que se trata tal conteúdo, muitas vezes. 

Seja pela necessidade de ser um dos primeiros a espalhar algum acontecimento ou pela falta de compreensão a respeito do assunto. Afinal, usar a massa encefálica é um exercício que requer um certo tempo. Assim, proliferar a ignorância é muito palatável. 

Há falas descabidas e sem conexão que o não uso do cérebro reflete as justificativas sem profundidade e infundadas. Perdendo até mesmo para certas conversas de botequim com palavras soltas em meio a um gole e outro.

É um tanto que lamentável testemunhar tamanha alienação uma vez que a internet está aí para ser usada e, com sabedoria, acrescenta muito e para o bem. Ainda mais em tempos de inteligência artificial em que uma mentira pode ser revelada numa simples pesquisa.

De toda forma vale lembrar que espalhar fake news é crime, previsto no Código Penal. Logo, a melhor forma de evitar problemas jurídicos e não contribuir para a desinformação é checar as informações antes de compartilhar. 

Bora sair do senso comum e refletir por conta própria e pela mente alheia!


Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,




.: Crítica: "O Testamento de Ann Lee" é maçante ao tratar a fé extrema

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


O radicalismo levado ao ponto máximo pela fé. Eis a cinebiografia musical "O Testamento de Ann Lee" (The Testament of Ann Lee), inspirado na vida de uma das primeiras líderes femininas religiosas. A produção com o protagonismo e o poderoso vocal de Amanda Seyfried ("Meninas Malvadas", "Mama Mia!") leva o público ao estranhamento diante da transe cinematográfica de fé na telona Cineflix Cinemas de Santos.

Reverenciada por seus seguidores, Ann Lee prega a igualdade social e de gênero como fundadora da seita devocional dos Shakers, resumindo a filosofia de organização extrema e funcionalidade dos Shakers com a máxima: "Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar". Logo, os seguidores de Ann Lee são moldados a defender que o caos exterior reflete um caos interior, sendo necessário manter a ordem era um ato de devoção e disciplina espiritual. 

Tal máxima ia além da regra de organização doméstica, mas também servia como uma expressão profunda da espiritualidade Shaker, que via ordem, limpeza e utilidade como formas de adoração e perfeição divina. Assim, a garota traumatizada por presenciar atos obscenos entre os pais, cresce e vive uma relação abusiva com seu parceiro, entrega-se de corpo e alma ao celibato, repassando tal prática para seus seguidores, ainda que precise manter de fora da religião familiares. 

Ann Lee também pregava que a purificação da alma vinha do trabalho manual rigoroso, assim como da vida comunitária organizada. Enquanto que Deus era visto como masculino e feminino, naquela comunidade era proibido o orgulho e o excesso material, sempre para voltar o pensamento a algo maior, daí o lema "Mãos ao Trabalho, Corações a Deus". 

Embora existam pontos envolventes na trama a falta de ritmo por de 2 horas e 17 minutos de "O Testamento de Ann Lee" acaba pesando. Sem contar no didatismo com uma narração, do início ao fim. Nem mesmo a parte musical consegue escapar e torna a experiência um tanto que maçante diante da fé extrema. A trama ambientada na segunda metade do século XVIII, entrega forte denúncia da intolerância religiosa e seus abusos (breve momento do filme em que fisga o público). Aos fãs de filmes religiosos, "O Testamento de Ann Lee" é imperdível!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN



"O Testamento de Ann Lee"(The Testament of Ann Lee). Gênero: biografia, drama, musical,  históricoDireção: Mona Fastvold. Roteiro: Mona Fastvold e Brady Corbet. Duração: 2h 17min. Distribuição: Walt Disney Studios. Elenco: Amanda Seyfried (Ann Lee), Thomasin McKenzie, Lewis Pullman, Tim Blake Nelson, Christopher Abbott. Sinopse: A trajetória de Lee como o "Cristo feminino" na criação de uma sociedade utópica no século XVIII. O drama histórico e musical dirigido por Mona Fastvold, estrelado por Amanda Seyfried como a fundadora do movimento Shaker. 

Trailer


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terça-feira, 17 de março de 2026

.: Diário de uma boneca de plástico: 17 de março de 2026

Querido diário,

Peço desculpas por deixá-lo de canto, esquecido. Embora não tenha sido proposital, viu?! Quantas vezes quis vir aqui registrar minhas observações, mas a correria anda tanta, mas tanta... Que quando sobra tempo eu quero é dormir e acabo protelando minhas anotações que são perdidas.

Contudo, meu querido, não tinha como deixar passar batido algo tão amargo que vi nas redes sociais. Sim. Eu sei, a internet é perigosa e bastante doentia também, mas a minha indignação com certas posturas é que vai marcar o que escreverei.

A noite de 15 de março de 2026 foi a concretização de algo gigante para o cinema nacional, com o ator Wagner Moura subindo até no palco do Oscars, por conta do filme "O Agente Secreto". Ver ali um brasileiro, representando o nosso cinema sempre tão menosprezado pelo próprio povo do Brasil foi de um orgulho imenso.

Pois não foi justamente essa mesma gente que se rotula patriota (ou até quem não se diz tanto) que postou textos e alguns se gravaram em vídeos passando papel de ridículos para atacar "O Agente Secreto", o mesmo filme que transborda brasilidade e em língua não inglesa -algo rejeitado pelos gringos. Sim! Existem as legendas em inglês e vimos no telão da 98ª edição do Oscar.

Contudo, para mentes rasas de papagaios, uma vez que tanto o protagonista quanto o diretor não sigam a ideologia do retrocesso e totalmente arcaica, os mesmos "patriotas" se julgaram no direito de fazer ataques virtuais. Sem contar nos comentários rasos que afloraram total ignorância, inclusive afirmando não terem entendido o filme. Entre os mais repetitivos estava de que o filme não levou uma estatueta das quatro indicações por ser ruim (fora o uso aberto de termos escatológicos).

Saudade de quando as pessoas não sabiam algo, por falta de conhecimento e ficavam em silêncio para logo pesquisar farto material e estabelecer uma opinião por conta própria. Lamentável ver tamanha ignorância exposta deliberadamente.

Também pudera, em "O Agente Secreto" há muita poesia, leituras de entrelinhas, o que justamente os reprodutores de ideais retrógrados desconhecem, além da exaltação do Brasil, assim como a denúncia dos abusos que aconteceram nos anos 70 e seguem vivos em pleno 2026.


Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,



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