Mostrando postagens com marcador Mary Ellen Miranda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mary Ellen Miranda. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de maio de 2026

.: Crítica: "Mortal Kombat II" é puro entretenimento gamer com cultura pop


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em maio de 2026


O longa "Mortal Kombat II", dirigido por Simon McQuoid ("Mortal Kombat I"), é entretenimento gamer nostálgico estampado na telona de cinema em sua forma pura. A nítida evolução em relação ao filme de 2021, capaz de corrigir falhas do antecessor, ao focar diretamente no torneio e nas sequências de cenas de ação. Em 1 hora e 56 minutos, a produção entrega lutas coreografadas com excelência na atmosfera contagiante e facilitadora de estabelecer toda conexão com o clássico jogo.

Com muita pancadaria, sangue jorrando e momentos épicos em cenários que mudam constantemente, a produção automaticamente alimenta no público a sensação de estar assistindo a um modo história dos videogames. De fato, a ambientação com boa qualidade de computação gráfica, assim como cenários icônicos bem elaborados e as luta em meio a luz do dia ou antes do cair da noite, fugindo da constante escuridão para esconder falhas técnicas digitais, fazem o longa fluir a ponto de ser palatável, inclusive para quem não assistiu ao primeiro filme e/ou nunca jogou Mortal Kombat.

Sem tramas confusas, o longa de 2026 entrega a essência caótica e divertida da franquia clássica de lutas mortais por meio de personagens mais do que conhecidos. Assim, Johnny Cage (Karl Urban, saga "O Senhor dos Aneis", "The Boys"), personagem da série de jogos eletrônicos inspirado em Jean-Claude Van Damme, entra na história como todo o peso de ser um ator narcisista famoso por filmes de artes marciais, mas que está ultrapassado e até esquecido pelo público. No entanto, para lutar ele é necessário. Logo, o confuso Cage traz muito alívio cômico para a trama.

Contudo, cabe também a Josh Lawson ("O Fantástico Mundo de Blaze") interpretando Kano entregar muito bom humor com sacadas rápidas e divertidas, equilibrando a tensão e a violência garantindo boas risadas para o público. Destaque também para as cenas de protagonismo de Hanzo Hasashi, o Scorpion, na pele de Hanzo ("Trem Bala", "John Wick 4: Baba Yaga"), assim como a Kitana de Adeline Rudolph ("Hellboy e o Homem Torto"). 

"Mortal Kombat II" pode não ser o melhor filme de todos os tempos por ainda esbarrar em falhas pontuais, como certas representações de poderes, mas garante o seu lugar entre as melhores adaptações de videogames para o cinema. O resultado é um filme de puro entretenimento gamer regado de cultura pop que garante muita diversão. Vale a pena conferir na telona de cinema!

"Mortal Kombat II" ("Mortal Kombat II"). Gênero: Ação, artes marciais. Direção: Simon McQuoid. Roteiro: Jeremy Slater. Duração: 1h 56 minutos. Classificação Indicativa: 18 anos. Distribuição: Warner Bros. Elenco: Carl Urban (Johnny Cage), Adeline Rudolph (Kitana), Lewis Tan (Cole Young), Tadanobu Asano (Raiden), Martyn Ford (Shao Kahn), Hiroyuki Sanada (Scorpion). Sinopse: A sequência do longa de 2021 traz o aguardado torneio entre a Terra e a Exoterra.

Trailer de "Mortal Kombat II"




Leia+

.: Crítica: "Trem-Bala" é proibidão do mundo do crime. Imperdível!

.: "John Wick 4: Baba Yaga" é perfeição do gênero com visual avassalador

.: Crítica: "Não Fale o Mal" entrega tensão pura com McAvoy demoníaco

.: Crítica: "Charuto de Mel" é fuga de aprisionamento feminino nos anos 90

.: Crítica: "Michael" promove reencontro com figura insubstituível da mídia

.: Crítica: "A Noiva!" é saboroso delírio em thriller gótico feminista efervescente

.: Crítica: "Frankenstein" de Guillermo del Toro é deleite visual em trama gótica

.: Crítica: imperdível "Velhos Bandidos" faz rir e entrega desfecho inesperável

.: Resenha: "Fome Animal", comédia e terror gore de Peter Jackson

.: #ResenhandoQuizz: sabe tudo de "O Senhor dos Anéis"? Descubra!

.: Crítica: "Omen" é história de choque cultural em busca por pertencimento


"Omen" pode ser assistido no site e aplicativo Reserva IMOVISION

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em maio de 2026


O primeiro longa congolês a estrear em uma mostra competitiva do Festival de Cannes, vencedor do prêmio Nova Voz, o drama fantástico "Omen" (Augure), é um mergulho em histórias distintas que se assemelham quando apresentadas em quatro capítulos que permeiam crenças que fortalecem feridas coloniais. De estética exuberante, repleta de simbolismos e sequências fascinantes, o filme que soma 1 hora e 30 minutos é uma crítica social onírica, que transita em contos de fadas, imprimindo a dinâmica do exílio, luto e desconexão com o próprio povo.

A narrativa de choque cultural pautada nas vidas de cultura africana, escrita e dirigida pelo artista belga-congolês Baloji apresenta histórias paralelas que se conectam por meio dos personagens Koffi (Marc Zinga), o rejeitado pela mãe na juventude por nascer com uma grande marca de nascença, Paco (Marcel Otete Kabeya), o menino de rua que lidera uma gangue que veste em roupas rosa e está em luto pela morte da irmã, Tshala (Eliane Umuhire), a irmã de Koffi, adepta do poliamor que se prepara para imigrar para a África do Sul e Mujila (Yves-Marina Gnahoua), mãe de Koffi, uma figura forte e controversa.

Ainda que Koffi seja introduzido primeiro na trama, a força da matriarca da família, Mama Mujila, o pilar da família, desenha o rumo do filho, Koffi que volta da Bélgica para a República Democrática do Congo acompanhado de sua noiva grávida. Sem conhecer a própria cultura devido a seu banimento, a relação conturbada com a mãe que o mandou para viver longe por considerá-lo feiticeiro. No entanto, é o desconhecido que conecta mãe, filho, filha (Tshala) e um garoto de rua. Todos marcados como um zabolo (feiticeiro maligno na língua suaíli).

Aliás, o ponto central de "Omen" (Augure) está no estigma de cada personagem ser rotulado pela sociedade local tradicional como "diabo" ou portador do "sinal do diabo". De um ritual para o descrédito instantâneo no outro seguindo uma crença para a anulação de cada indivíduo, a marcante colisão entre antigas crenças tribais, misticismo e as expectativas do mundo moderno, fazem com que a produção afrofuturista entregue um choque cultural brutal em meio a tentativas de pertencimento. Imperdível!

Assine a Reserva Imovision, streaming com qualidade e inteligência
A equipe do Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas.

"Omen" (Augure). Gênero: Drama, fantasia, thriller. Direção: Baloji. Roteiro: Baloji e Thomas van Zuylen. Duração: 1h 30 minutos. Classificação Indicativa: 14 anos. Distribuição: MUBI. Elenco: Marc Zinga (Koffi), Lucie Debay (Alice), Eliane Umuhire (Tshala), Yves-Marina Gnahoua (Mama Mujila) . Sinopse: A trama segue quatro personagens estigmatizados e acusados de serem "bruxos" ou "feiticeiros", que encontram uma maneira de se ajudar mutuamente para escapar de seus destinos socialmente impostos.

Trailer de "Omen"



Leia+

.: Crítica: "Não Fale o Mal" entrega tensão pura com McAvoy demoníaco

.: Crítica: "Charuto de Mel" é fuga de aprisionamento feminino nos anos 90

.: Crítica: "Michael" promove reencontro com figura insubstituível da mídia

.: Crítica: "Barba Ensopada de Sangue" é excelente suspense introspectivo

.: Crítica: "Narciso" entrega magia ao tratar a dura realidade de órfãos negros

.: Crítica: "A Noiva!" é saboroso delírio em thriller gótico feminista efervescente

.: Crítica: "Frankenstein" de Guillermo del Toro é deleite visual em trama gótica

.: Crítica: imperdível "Velhos Bandidos" faz rir e entrega desfecho inesperável

.: Crítica: "Um Gato Em Paris" é cinema noir animado para todas as idades

"Um Gato Em Paris" pode ser assistido no site e aplicativo Reserva IMOVISION

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em maio de 2026


A animação francesa "Um Gato Em Paris" (Une vie de chat) é uma perfeita história de gato e rato, cabendo ao felino em questão o trabalho de costurar toda a trama. De estética artesanal feita à mão, numa atmosfera inspirada no Cinema Noir (estilo cinematográfico, fortemente associado a suspenses e dramas criminais de Hollywood), a produção dirigida por Jean-Loup Felicioli e Alain Gagnol, apresenta a história da garotinha Zoé que perdeu o pai nas mãos de um mafioso e tem uma mãe policial muito atarefada.

A menina muda cuida de seu animal de estimação, o gato Dino, sem imaginar que seu bichinho é um autêntico representante da vida boêmia a ponto de levar uma vida dupla, uma vez que no cair da noite ele é parceiro de um gatuno, o ladrão de bom coração, Nico. Contudo, o crime volta a bater de frente com a pequena Zoé que ao ser raptada, acaba sendo a chave para a solução de uma rede de criminalidade e ajuda a mãe a chegar em quem tanto deseja.

O longa de 1 hora e 10 minutos de duração, tem traços à mão em visual vibrante e cores quentes que remetem a pinturas em movimento que contribuem para a criação da atmosfera perfeita de suspense. Logo, o enredo policial, em cenários de linhas tortas e distorcidas, prende a atenção, gerando curiosidade em torno das reviravoltas e do desfecho. 

De enorme prestígio internacional e indicado ao Oscar de Melhor Filme de Animação, "Um Gato Em Paris" é voltado para todas as idades por transitar com maestria por temas diversos como luto, traumas, vingança e corrupção com maturidade e sobriedade. Vale a pena conferir na Reserva IMOVISION!

PRÊMIOS: A produção de trajetória celebrada em eventos do cinema mundial acumulou indicações a prêmios, além do Oscar (2012), na categoria de Melhor Filme de Animação, também esteve entre os favoritos do Prêmio César (2011), na categoria Melhor Filme de Animação (a principal premiação do cinema francês), no European Film Awards (2011) na categoria Melhor Filme de Animação Europeu e no Annie Awards (2012) esteve na categoria de Melhor Direção em uma Produção de Longa-Metragem.

Assine a Reserva Imovision, streaming com qualidade e inteligência
A equipe do Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas.

"Um Gato Em Paris" (Une vie de chat). Gênero: Animação, aventura, policial, infantil. Direção: Alain Gagnol e Jean-Loup Felicioli. Roteiro: Alain Gagnol e Jacques-Rémy Girerd. Duração: 1h 10 minutos. Classificação Indicativa: livres. Distribuição: Bonfilm. Vozes originais: Dominique Blanc (Jeanne, a comissária de polícia), Bruno Salomone (Nico, o ladrão), Jean Benguigui (Victor Costa, o principal gângster/vilão), Bernadette Lafont ( Claudine), Oriane Zani (Zoé, a garotinha), Patrick Descamps (Lucas), Patrick Ridremont (Sr. Sapo). Sinopse: Dino, um gato que vive uma vida dupla: de dia mora com uma garotinha muda, e à noite ajuda um simpático ladrão a escalar os telhados da cidade.

Trailer de "Um Gato Em Paris"



Leia+

.: Crítica: "Não Fale o Mal" entrega tensão pura com McAvoy demoníaco

.: Crítica: "Charuto de Mel" é fuga de aprisionamento feminino nos anos 90

.: Crítica: "Michael" promove reencontro com figura insubstituível da mídia

.: Crítica: "Barba Ensopada de Sangue" é excelente suspense introspectivo

.: Crítica: "Narciso" entrega magia ao tratar a dura realidade de órfãos negros

.: Crítica: "A Noiva!" é saboroso delírio em thriller gótico feminista efervescente

.: Crítica: "Frankenstein" de Guillermo del Toro é deleite visual em trama gótica

.: Crítica: imperdível "Velhos Bandidos" faz rir e entrega desfecho inesperável

segunda-feira, 18 de maio de 2026

.: Crítica: "Não Fale o Mal" entrega tensão pura com McAvoy demoníaco


Por 
Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do portal Resenhando.com

As aparências enganam e podem até custar a vida de quem nelas acredita, mesmo quando são completamente mentirosas. "Não Fale o Mal", dirigido por James Watkins leva uma família composta de pai, mãe e filha, da movimentada Londres até a exuberante Itália. Contudo, os segredinhos e dificuldades dos três, Ben Dalton (Scoot McNairy), Louise Dalton (Mackenzie Davis) e Agnes (Alix West Lefler) são as pontas soltas que unidas pelo vilão fazem a trama de puro suspense caminhar prendendo a atenção do público gerando total curiosidade quanto ao desfecho. O filme é um dos mais assistidos da plataforma de streaming Reserva Imovision.

Assim, na linda Itália, a família Dalton conhece os alegres e sempre harmoniosos Paddy (James McAvoy) e Ciara (Aisling Franciosi), também pais, mas de um menino, o Ant (Dan Hough) que tem um problema na fala. Envolvidos, os Daltons acreditam estabelecer uma amizade sincera a ponto de visitar por alguns dias o outro casal no sítio em que vivem.

Dependente emocional de um coelhinho de pelúcia, Agnes leva o brinquedo com ela e é justamente por causa dele que a família mergulha profundamente numa história de luta pela sobrevivência, enquanto que lidam com a própria transfiguração do demônio na Terra. Por vezes, a dúvida sobre o que vai acontecer na sequência faz roer as unhas, uma vez que as reviravoltas são chocantes.

Não há como negar, James McAvoy é incrivelmente talentoso de tão versátil que é. Num show de atuação como o insano Paddy, no remake do longa dinamarquês de 2022, é quem dita o ritmo da trama, dando destaque também para Mackenzie Davis brilhar em cena. Ela que se mostra muito mais valente e necessária na história do que seu marido, interpretado por Scoot McNairy.

As crianças também foram sabiamente escaladas, não deixando uma cena que seja soar falsa. A dupla, Alix West Lefler e Dan Hough complementam à altura cada momento de tensão, mesmo quando Ant tenta fazer revelações e Agnes não as entende por completo. 

Tendo a Blumhouse envolvida, "Não Fale o Mal" é certamente uma recente produção de qualidade no patamar do fabuloso "O Telefone Preto", embora no novo filme haja força maior de um terror social, longe de espíritos. E ainda tem a música "Eternal Flame", da banda The Bangles para tornar tudo ainda mais sinistro e um pouquinho romântico. Filmaço imperdível! 

Ficha técnica
"Não Fale o Mal"
| "
Speak No Evil" (título original)
Gênero: terror. Classificação: 18 anos. Duração: 1h50. Ano: 2024. Distribuidora: Universal Pictures.
Direção: James Watkins. Roteiro: James Watkins. Elenco: James McAvoy (Paddy Field), Mackenzie Davis (Louise Dalton), Aisling Franciosi (Ciara Field). Sinopse: Uma família anseia em passar suas férias no campo. Contudo, o que era pra ser um sonho em família para relaxarem e descontraírem, acaba virando um terrível pesadelo. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.


Assine a Reserva Imovision, o streaming que respeita a sua inteligência
A equipe do Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas. 
Você pode assinar a plataforma de streaming Reserva Imovision neste link.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

.: Crítica: "Charuto de Mel" é fuga de aprisionamento feminino nos anos 90

"Charuto de Mel" pode ser assistido no site e aplicativo Reserva IMOVISION

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em maio de 2026


O longa dramático focado em comportamento"Charuto de Mel"dirigido por Kamir Aïnouz, mergulha na naturalização imposta pelo patriarcado, o que, fatalmente, esbarra na falta de liberdade sexual. Assim, os dilemas da jovem Selma (Zoé Adjani), crescem tal qual uma bola de neve, uma vez que ela está numa família argelina tradicional que vive na França dos anos 90. Rebelde para transgredir algumas normas impostas, Selma, metade argelina e outra metade francesa, luta pela liberdade, o que acaba refletindo no modo de a obediente mãe (Amira Casar) tomar decisões, inclusive.

Disponível no site e aplicativo Reserva IMOVISION, a produção de 2020 exibida no Festival de Veneza e na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, permeia tabus de sexualidade e regras patriarcais quando a paixão juvenil entra em pauta. É ao se apaixonar pelo também estudante Julien que brota em Selma a necessidade de transgressão, o que ganha contornos notáveis aos pais.

Na tentativa de encaminhar a filha para um possível casamento com um conhecido e de família endinheirada, os pais a jogam para experimentar o pior de uma vida feminina. Contudo, Selma mantém em silêncio as dores de ser mulher, enquanto amadurece e busca independência. Focando no amadurecimento e comportamento, sem floreios e encantamentos, no excelente  "Charuto de Mel", a história de vida Selma revela aproximação, em certos pontos, com a de qualquer outra mulher. Imperdível!


Assine a Reserva Imovision, streaming com qualidade e inteligência
A equipe do Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas.

"Charuto de Mel" (Cigare au miel). Gênero: DramaDireção: Kamir Aïnouz. Roteiro: Kamir AïnouzDuração: 1h 40 minutos. Classificação Indicativa: 16 anos (Violência, Conteúdo Sexual, Drogas Lícitas). Distribuição: Imovision. Elenco: Zoé Adjani (Selma)Amira CasarLyès SalemLouis PeresIdir Chender. Sinopse:  história narra a trajetória de Selma, uma jovem argelina de 17 anos que, ao se apaixonar e explorar sua sexualidade, enfrenta as rígidas regras patriarcais de sua família e o crescente fundamentalismo em seu país, buscando sua liberdade.

Trailer de "Charuto de Mel"



Leia+

.: Resenha crítica: "Rio de Sangue" é filme-denúncia sobre garimpo ilegal

.: Crítica: "Michael" promove reencontro com figura insubstituível da mídia

.: Crítica: "O Drama" é a potencialização de possibilidades paranoicas

.: Crítica: "Nuremberg" estuda mente de nazista orgulhoso de carnificina

.: Crítica: "Barba Ensopada de Sangue" é excelente suspense introspectivo

.: Crítica: "Narciso" entrega magia ao tratar a dura realidade de órfãos negros

.: Crítica: "A Noiva!" é saboroso delírio em thriller gótico feminista efervescente

.: Crítica: "Frankenstein" de Guillermo del Toro é deleite visual em trama gótica

.: Crítica: imperdível "Velhos Bandidos" faz rir e entrega desfecho inesperável

segunda-feira, 4 de maio de 2026

.: Crônica: os lamentos da perda do que não faz parte do gosto da massa santista


Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em maio de 2026


Lamentos pela perda de mais um espaço cultural em Santos pipocando nas redes sociais. Contudo, acaba sendo irônico que enquanto lá estava, a mesma "adoração" não era nada externada. Eis a verdadeira face do santista de não ser chegado em cultura como gosta de se pintar.

É sabido que o ingresso de cinema não é tão acessível, mas para quem realmente ama, as chances de desfrute de puro entretenimento, num espaço novo e muito bem cuidado, vinham nas recorrentes promoções ou até no "todo mundo paga meia".

A verdade é que quando se diz algo sem ser, lamenta-se somente quando a perda acontece -e informada por terceiros. 

Ainda que surja a dúvida de que tal comportamento possa mudar, fica o gosto amargo por sabermos bem a resposta. Um sonoro: Não! Afinal, numa região litorânea com o comércio totalmente voltado para o consumo de bens e com as praias para glamourizar em fotos e vídeos curtos, socializar em salas em que se exige concentração e silêncio por no mínimo 1 hora, acaba sendo um exercício um tanto que complicado.

Enquanto se cultua fervorosamente o ter e não o ser, desprezando em massa o conhecer, ao acrescentar desculpas diversas para a falta de interesse, perde-se um cinema de qualidade. Agora resta torcer para que o povo praia-grandense faça valer o que vem por aí!


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Instagram: instagram.com/maryellen.fsm


Leia+

.: Crônica: o ciclo da vida que esbarra num até logo, por Mary Ellen Farias

.: Crítica: "Michael" promove reencontro com figura insubstituível da mídia

.: Crítica: "As Cores do Tempo" é espiral constante de vivências geracionais

.: Crítica: "O Grande Arco de Paris" retrata frustração de arquiteto

.: "Devorador de Estrelas": Ryan Gosling enfrenta o fim do sol e redefine herói

.: Crítica: "O Drama" é a potencialização de possibilidades paranoicas

.: Crítica: "Super Mario Galaxy, o Filme" é nostalgia deslumbrante empolgante

.: Crítica: imperdível "Velhos Bandidos" faz rir e entrega desfecho inesperável

sábado, 2 de maio de 2026

.: Resenha crítica: "Rio de Sangue" é filme-denúncia sobre garimpo ilegal

"Rio de Sangue" está em cartaz na Cineflix Cinemas

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em maio de 2026


No longa nacional de ação, suspense e policial, "Rio de Sangue", em cartaz na Cineflix Cinemasa policial Patrícia Trindade (Giovanna Antonelli)afastada da corporação, foge de São Paulo para o Pará após ser jurada de morte pelo narcotráfico, numa operação fracassada. Ao tentar se reaproximar da filha, a médica Luiza (Alice Wegmann), ela esbarra numa nova problemática em que põe a vida em risco, quando a jovem é sequestrada por garimpeiros ilegais durante uma missão humanitária no Alto Tapajós.

Unindo amor materno e a experiência profissional Patrícia corre contra o tempo para resgatar Luiza na selva, refém do cabeça dos esquemas, Polaco (Antonio Calloni, de "Anjos de Sol" e "Jogo de Xadrez") que a usa para salvar o filho, Jadson (Ravel Andrade). Na situação desesperadora, ela se vê forçada a ingressar entre os garimpeiros para enfrentar os poderosos que dominam a região empunhando armas e nenhum escrúpulo.

Na telona, as cenas de ação realistas, intensas e cruas, passam longe dos exageros caricatos e impactam, o que é nitidamente favorecido pelo talento do elenco, principalmente da protagonista que desenha a força da trama de modo convincente. Todo o conjunto da produção nacional bem realizada, empolga, facilitando para que o público embarque na história de mãe e filha lutando para sobreviver em meio a um cenário de crime ambiental.

Num papel de fortaleza pronta para a defesa tal qual o personagem Rambo, Antonelli consegue passar vulnerabilidade na medida que torna o filme visceral. "Rio de Sangue" é filme-denúncia sobre a realidade do garimpo ilegal na Amazônia, contra a exploração ambiental e a violência na região. O "grito da floresta" que soma 1 hora e 46 minutos imprime certa angústia e prende a atenção do início ao fim. Vale a pena conferir!

"Rio de Sangue" (nacional). Gênero: Thriller, Ação, DramaDireção: Gustavo Bonafé. Roteiro: Felipe Berlinck, Dennison RamalhoDuração: 1h 46 minutos. Distribuição: Disney. Classificação Indicativa: 16 anos. Elenco: Giovanna Antonelli (Patrícia Trindade), Alice Wegmann (Luiza), Antônio Calloni, Felipe Simas, Sérgio Menezes, Fidélis Baniwa, Ravel Andrade. Sinopse: Patrícia, uma policial afastada após uma operação fracassada e jurada de morte, se refugia no Pará. A trama engrena quando sua filha Luiza, médica em missão humanitária, é sequestrada por garimpeiros, forçando Patrícia a agir.  

Trailer

Leia+

.: Crítica: "Michael" promove reencontro com figura insubstituível da mídia

.: Crítica: "O Drama" é a potencialização de possibilidades paranoicas

.: Crítica: "Nuremberg" estuda mente de nazista orgulhoso de carnificina

.: Crítica: "Barba Ensopada de Sangue" é excelente suspense introspectivo

.: Crítica: "Cara de Um, Focinho De Outro" une avó e neta pela natureza

.: Crítica: "Narciso" entrega magia ao tratar a dura realidade de órfãos negros

.: Crítica: "A Noiva!" é saboroso delírio em thriller gótico feminista efervescente

.: Crítica: "Frankenstein" de Guillermo del Toro é deleite visual em trama gótica

.: Crítica: imperdível "Velhos Bandidos" faz rir e entrega desfecho inesperável

Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.