Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em maio de 2026
* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Instagram: instagram.com/maryellen.fsm
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Por: Mary Ellen Farias dos Santos
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* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Instagram: instagram.com/maryellen.fsm
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Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com
Em maio de 2026
No longa nacional de ação, suspense e policial, "Rio de Sangue", em cartaz na Cineflix Cinemas, a policial Patrícia Trindade (Giovanna Antonelli), afastada da corporação, foge de São Paulo para o Pará após ser jurada de morte pelo narcotráfico, numa operação fracassada. Ao tentar se reaproximar da filha, a médica Luiza (Alice Wegmann), ela esbarra numa nova problemática em que põe a vida em risco, quando a jovem é sequestrada por garimpeiros ilegais durante uma missão humanitária no Alto Tapajós.
Unindo amor materno e a experiência profissional Patrícia corre contra o tempo para resgatar Luiza na selva, refém do cabeça dos esquemas, Polaco (Antonio Calloni, de "Anjos de Sol" e "Jogo de Xadrez") que a usa para salvar o filho, Jadson (Ravel Andrade). Na situação desesperadora, ela se vê forçada a ingressar entre os garimpeiros para enfrentar os poderosos que dominam a região empunhando armas e nenhum escrúpulo.
Na telona, as cenas de ação realistas, intensas e cruas, passam longe dos exageros caricatos e impactam, o que é nitidamente favorecido pelo talento do elenco, principalmente da protagonista que desenha a força da trama de modo convincente. Todo o conjunto da produção nacional bem realizada, empolga, facilitando para que o público embarque na história de mãe e filha lutando para sobreviver em meio a um cenário de crime ambiental.
Num papel de fortaleza pronta para a defesa tal qual o personagem Rambo, Antonelli consegue passar vulnerabilidade na medida que torna o filme visceral. "Rio de Sangue" é filme-denúncia sobre a realidade do garimpo ilegal na Amazônia, contra a exploração ambiental e a violência na região. O "grito da floresta" que soma 1 hora e 46 minutos imprime certa angústia e prende a atenção do início ao fim. Vale a pena conferir!
"Rio de Sangue" (nacional). Gênero: Thriller, Ação, Drama. Direção: Gustavo Bonafé. Roteiro: Felipe Berlinck, Dennison Ramalho. Duração: 1h 46 minutos. Distribuição: Disney. Classificação Indicativa: 16 anos. Elenco: Giovanna Antonelli (Patrícia Trindade), Alice Wegmann (Luiza), Antônio Calloni, Felipe Simas, Sérgio Menezes, Fidélis Baniwa, Ravel Andrade. Sinopse: Patrícia, uma policial afastada após uma operação fracassada e jurada de morte, se refugia no Pará. A trama engrena quando sua filha Luiza, médica em missão humanitária, é sequestrada por garimpeiros, forçando Patrícia a agir.
Trailer
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.: Crítica: "Nuremberg" estuda mente de nazista orgulhoso de carnificina
Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com
Em abril de 2026
O drama francês "O Grande Arco de Paris" (L'Inconnu de la Grande Arche), exibido no 2º Festival de Cinema Europeu IMOVISION, na Cineflix Cinemas de Santos, baseado no romance de 2016 de Laurence Cossé, começa na seleção de um projeto audacioso do arquiteto dinamarquês, Otto von Spreckelsen. Pouco conhecido, o vencedor do concurso de 1983 organizado pelo presidente François Mitterrand para projetar o Grande Arco de La Défense alinhado ao Louvre e ao Arco do Triunfo, esbarra em sucessivos desafios para a construção do monumento.
Como se não bastassem as dificuldades de complexidade do projeto e a implicância da administração de Mitterrand para erguer tal projeto audacioso, no caminho surgem disputas políticas e a vida pessoal do dinamarquês, a corrosão da relação dele com a esposa gera um conflito capaz de chegar a ficar por um fio. Embora, na vida real, a esposa de Spreckelsen tenha negado a forma como a relação e os conflitos foram retratados na produção, apontando que certas tensões não ocorreram de fato. Para tanto, o longa exibe um alerta a respeito antes de exibir seus 104 minutos de duração.
Intenso, Claes Bang ("O Homem do Norte" e "Drácula") imprime todas as frustrações de Johan Otto von Spreckelsen diante do projeto que seria sua grande realização profissional, além das igrejas que construiu em seu país natal. No entanto, diante de entraves durante o processo de construção do monumento, que jogam no colo dele restrições técnicas que implicam em sinuosos jogos de poder, precisa ponderar reais desejos para a vida. Vale a pena conferir!
A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.
"O Grande Arco de Paris" (L'Inconnu de la Grande Arche). Gênero: Drama. Direção: Stéphane Demoustier. Roteiro: Laurence Cossé e Stéphane Demoustier (baseado no romance de mesmo nome de Laurence Cossé, publicado em 2016). Duração: 1h 47min. Distribuição: Imovision. Elenco: Claes Bang como Johan Otto von Spreckelsen (o arquiteto dinamarquês), Sidse Babett Knudsen, Xavier Dolan, Swann Arlaud, Michel Fau. Sinopse: França, 1983. Determinado a deixar sua marca na história, o presidente François Mitterrand lança um ambicioso concurso internacional de arquitetura: erguer o monumental Grande Arco de La Défense, alinhado com o Louvre e o Arco do Triunfo.
Trailer de "O Grande Arco de Paris"
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Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em abril de 2026
A vida é cíclica e grande parte dos quarentões iguais a mim, aprenderam isso com a animação "O Rei Leão", lá em 1994. Eis que em pleno 2026, um até logo doloroso se concretiza hoje.
Desde quando ouvi um grupo comentando sobre o encerramento, a não aceitação do que a princípio, parecia que aconteceria dia 29 de abril, foi inevitável. Contudo, a colher de chá de mais um dia para conseguir lidar com o amargor da pausa veio como um alento.
Em meio a um atropelo de emoções, o 2º Festival de Cinema Europeu IMOVISION com a exibição de filmes tocantes como "As Cores do Tempo" e "Amiga Silenciosa", que tratam as mudanças ao longo dos séculos, trouxeram um afago. Além de ajudar a viver ao máximo, naquele espaço tão agradável, as histórias sonhadas e transformadas em filmes.
Ao assistir pela terceira vez a cinebiografia tão comentada, "Michael", a linda homenagem musical sobre a vida e carreira do Rei do Pop, Michael Jackson, dirigida por Antoine Fuqua e estrelada por seu sobrinho, Jaafar Jackson, recebi a oportunidade como um brinde que resultou na efervescência emocional ao refletir que logo mais aquele lugar deixaria de existir. Inevitavelmente, lágrimas escorreram ao som de um dos maiores ícones culturais do século XX.
Assim, para a Cineflix Cinemas fica a mensagem final do longa "Michael", "e sua história continua...". Afinal, a produção de Michael: Parte 2 foi oficialmente confirmada.
Portanto, fica um valeu para a cidade de Santos, pois está aí a promessa de novos e melhores ares em Praia Grande. Que venha a evolução do lugar da diversão!
* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Instagram: instagram.com/maryellen.fsm
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Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com
Em abril de 2026
Heranças sempre trazem labirintos a serem decifrados. Na produção francesa e belga "As Cores do Tempo" (La Venue De L'avenir ), há complicações maravilhosas que, ao longo de 2 horas e 4 minutos, entrega poesia visual de perfeita contemplação. Exibido no 2º Festival de Cinema Europeu IMOVISION, na Cineflix Cinemas de Santos, o longa dirigido por Cédric Klapisch ("O Próximo Passo") entrega drama, enquanto transita pela comédia.
Em "As Cores do Tempo" um grupo de mais de trinta herdeiros, no tempo presente, descobre estar conectado por laços familiares, uma vez que cada um é descendente de Adèle Meunier (Suzanne Lindon, de "Jovens Amantes"), mulher que deixou uma casa de família na Normandia, fechada desde 1944. Reunidos pelo interessado na compra do terreno com a antiga casa com previsão para ser estacionamento de um grande shopping, alguns herdeiros acabam se aproximando por conta de uma pintura que chama a atenção do professor Abdelkrim (Zinedine Soualem, de "Bonecas Russas").
No filme de fotografia belíssima e contemplativa, é um retrato impressionista que desenha a trama que envolve do início ao fim, incluindo o pintor Claude Monet e a prostituta Odette (Sara Giraudeau, de "O Destino de Haffmann") para formar a narrativa de Adèle Meunier. Ora saindo do presente para o passado, entrelaça duas linhas temporais (1895 e 2024/2025).
Enquanto num tempo distante, uma jovem sai de um vilarejo, após a morte da avó, em busca da mãe na grande Paris, em tempos mais modernos, seus descendentes decidem o que será feito de seu imóvel fechado desde os anos 40. Com delicadeza, "As Cores do Tempo" constrói constantemente um espiral em que as vivências de gerações distintas se sobrepõem, relacionando a arte, a memória e a passagem do tempo. Imperdível!
A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.
"As Cores do Tempo" (La Venue De L'avenir ). Gênero: Drama, Comédia. Direção: Cédric Klapisch. Roteiro: Cédric Klapisch. Duração: 2h 06min. Distribuição: Imovision. Elenco: Suzanne Lindon: Adèle Meunier (1895), Paul Kircher: Anatole (2025), Vassili Schneider: Lucien, Abraham Wapler: Seb / Claude Monet (1874), Olivier Gourmet: Claude Monet (1895), Philippine Leroy-Beaulieu: Sarah Bernhardt, Vincent Pérez: Tio Théophraste, Cécile De France: Calixte de La Ferrière, Vincent Macaigne: Guy, Julia Piaton: Céline. Sinopse: O filme destaca a transição da ancestral Adèle, de 20 anos, que sai da Normandia para Paris no final do século XIX, conectando sua história com a de seus descendentes. A trama é descrita como um épico familiar com o estilo humanista do diretor.
Trailer de "As Cores do Tempo"
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Em abril de 2026
A cinebiografia "Michael" entrega a história conhecida do astro da música, Michael Jackson, começando na infância quando o pai preparava com rigidez extrema, os cinco filhos para o estrelato, até alcançar a consolidação como o Rei do Pop, na "Era Thriller" (1982-1984). Tendo o álbum mais vendido da história, impulsionado por hits como "Billie Jean", "Beat It" e "Thriller", revoluciona a MTV e o formato de videoclipes, com produções cinematográficas destas canções.
O longa de 2 horas e 7 minutos deixa um gostinho de quero mais, uma vez que encerra justamente no período da turnê "Bad" (final dos anos 1980), sendo que o astro manteve o ápice avassalador artístico e comercial até 1993. Logo, as controvérsias judiciais ficam de fora. Assim, pode-se dizer que "Michael" é a história já conhecida de sucesso e auge de Michael Jackson, que torna visível os bastidores do artista em família (focando nos tratos do pai) e na mídia (incluindo, as queimaduras de terceiro grau sofridas no couro cabeludo num comercial, assim como o vitiligo mantido escondido atrás de maquiagem).
Embora não faça revelações, a produção dirigida por Antoine Fuqua e escrito por John Logan promove um reencontro do público com o gigante e insubstituível astro da mídia. Outro ponto alto da produção é o fato de colocar Jaafar Jeremiah Jackson, sobrinho do Rei do Pop na pele do tio. A semelhança física e performance aliada a uma maquiagem de qualidade, por vezes, deixa a sensação de que Michael segue vivo, estando bem diante dos olhos do público revivendo tudo de bom e ruim, até perto do final dos anos 80.
O pequeno Michael interpretado por Juliano Krue Valdi (dançava como o Rei do Pop nas redes sociais, antes de conseguir o papel) é puro carisma que encanta. Não por somente imitar tão perfeitamente os trejeitos e passos do astro falecido em 25 de junho de 2009, aos 50 anos, época em que se preparava para a turnê This Is It, mas também por expressar o pavor de conviver com a sombra opressora do pai, Joe Jackson (Colman Domingo, de "Sing Sing") enquanto não vivia normalmente a fase da infância e adolescência.
Apegado à história de "Peter Pan", renomeando o Capitão Gancho com o nome do pai, adulto, Michael revela um comportamento excêntrico, criando uma Neverland própria (rancho do astro, na Califórnia, inspirado na A Terra do Nunca, uma ilha fictícia das obras de J.M. Barrie, onde as crianças não envelhecem). Lá, Michael tinha como amigos os animais, desde o macaquinho Bubbles até uma lhama, Louie. Assim, provocando o público a sentir raiva, fazendo suspirar e rir, "Michael" é indiscutivelmente uma produção envolvente do início ao fim.
Aos fãs e admiradores do astro, o longa é um brinde à história do Rei do Pop, com direito a promessa de uma sequência, sendo que aos apreciadores do bom pop, "Michael" é uma viagem ao ápice ao gênero musical de Michael Jackson. Logo, o tributo visual emocionante, com direito a grandes números musicais é puro deleite. "Michael" é do tipo de filme para se ver e rever, totalmente imperdível!
Pôster: A Cineflix Santos está distribuindo mini cartazes do filme aos clientes que virem assistir as primeiras sessões. Maravilha!
A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.
"Michael". (Michael). Gênero: Cinebiografia. Direção: Antoine Fuqua. Roteiro: John Logan. Duração: 2h 06min. Distribuição: Universal Pictures Brasil. Elenco: Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller. Sinopse: A trajetória nos Jackson Five até se tornar o maior artista do mundo. Foca na ambição criativa e na vida pessoal do "Rei do Pop".
Trailer de "Michael"
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.: Crítica: "O Beco do Pesadelo" tem pinta de clássico e trama riquíssima