quinta-feira, 17 de junho de 2021

.: Entrevista: Isis Valverde relembra primeira protagonista


Em entrevista, a atriz fala sobre a Marcela de "Ti Ti Ti", que vem sendo reprisada na trama do "Vale a Pena Ver de Novo". Foto: TV Globo / Isac Luz

"Ti Ti Ti" marcou a carreira de Isis Valverde de forma muito especial. Na trama de Maria Adelaide Amaral, ela viveu sua primeira protagonista após alguns papéis de destaque na TV. E a personagem é de Minas Gerais, como a atriz. "Marcela foi minha primeira personagem protagonista e ainda tive a oportunidade de interpretar uma jovem mineira como eu. Gravamos em Belo Horizonte e foi muito gostoso na época estar lá, em uma cidade onde vivi, para contar essa história. Acho que me deu sorte!", acredita.   

Em entrevista, Isis relembra o trabalho na novela, os bastidores, os principais desafios e sua relação com a escrita e a moda, universos presentes na trama. Exibida no "Vale a Pena Ver de Novo", "Ti Ti Ti" é escrita por Maria Adelaide Amaral, com direção de núcleo de Jorge Fernando e direção de Marcelo Zambelli, Maria de Médicis e Ary Coslov.


Como está sendo a experiência de rever "Ti Ti Ti" no "Vale a Pena Ver de Novo"? Gosta de rever seus trabalhos?
Isis Valverde - 
 Eu gosto de rever os trabalhos antigos, sim. Eu me divirto relembrando. Além disso, para mim, como atriz, é um ótimo exercício porque ao me ver atuando tenho mais noção do que posso melhorar, ajustar, fazer diferente. Eu gosto de me ver em cena por isso também. 


Qual a importância da Marcela na sua carreira?
Isis Valverde - 
Marcela foi minha primeira protagonista. Era uma personagem mais madura, que tinha um registro bem diferente da Ana do Véu, de "Sinhá Moça", da Camila, de "Caminho das Índias", e da Rakelli, de "Beleza Pura", minhas personagens anteriores. Além disso, eu e Marcela compartilhamos uma coisa muito especial: nós duas somos mineiras (risos). As primeiras cenas que gravei foram em Belo Horizonte e passou um filme na minha cabeça de tudo que vivi ali. Foi muito bom ter essa experiência de gravar lá, um lugar especial para mim, que faz parte da minha história.


Quais foram os principais desafios em sua primeira protagonista de novela?
Isis Valverde -  Cada personagem traz seu desafio. Betina em "Amor de Mãe" me desafiou a contar a história dos profissionais de saúde que estão na linha de frente se arriscando todos os dias para salvar vidas. Foi uma responsabilidade muito grande, e me senti muito honrada de poder fazer isso. No caso da Marcela, o meu desafio era fazer uma mocinha clássica, que sofre muito ao longo da história e, ao mesmo tempo, dar a ela uma leveza, um humor. Jorginho Fernando me ajudou muito nessa parte. Como a história tinha muito humor, conseguimos trazer esse registro para a Marcela também. Acho que isso humanizou ainda mais a personagem e fez o público se identificar com ela.

 
O que carrega de lembranças do trabalho com o Jorge Fernando e com o elenco na época?
Isis Valverde - Jorginho Fernando era maravilhoso, sempre deixava o set com o astral lá em cima, muito comprometido com o trabalho, com uma visão muito clara do que ele queria. Foi muito bom trabalhar com ele em "Ti Ti Ti". E meus colegas de elenco também eram ótimos, era um núcleo muito bom. Os bastidores da novela tinham um clima muito gostoso, estava todo mundo muito feliz de estar ali naquele projeto.
 

Como foi a recepção do público à personagem na época?
Isis Valverde - 
Foi muito boa. A Marcela é uma mocinha que também erra, né? Isso traz uma uma humanidade ainda maior para a personagem e acredito que faz com que o público se identifique mais com ela. Ela tem uma história muito sofrida, mas também traz uma leveza consigo, que eu acho que também ajudou o público a se identificar e torcer por ela. Eu me senti muito acolhida. 


Você se envolveu com o universo da escrita e da moda para compor a personagem?
Isis Valverde - 
Eu sempre gostei de escrever, então acho que isso me ajudou na hora de criar a personagem de alguma maneira. Mesmo que escrevêssemos sobre assuntos e coisas diferentes. Eu não fiz uma grande imersão no universo da moda antes, mas a novela me permitiu esse contato. Por exemplo, gravamos no Fashion Rio e assistimos a cinco desfiles naquele dia. Isso me proporcionou uma contato muito direto com esse universo, com as pessoas que fazem parte dele.


Como é a sua relação com a moda?
Isis Valverde - 
Ao longo dos anos, fui me interessando cada vez mais por moda. Isso fez com que meu olhar mudasse também, se ampliasse para isso. Estou me permitindo cada vez mais brincar, experimentar coisas novas. Eu busco usar a moda a meu favor, não sou de ficar muito refém das tendências, por exemplo. Eu acompanho, gosto de estar por dentro, mas sei que nem tudo vai funcionar para mim. Acho que a graça da moda é conseguir me expressar e mostrar minha personalidade por meio dela.


.: Entrevista: Gleici Damasceno, campeã do "BBB18", lendária em "No Limite"


Campeã da 18ª edição do "Big Brother Brasil", a acreana foi a sexta eliminada do "No Limite". Foto: Globo/ Fábio Rocha

O último episódio do "No Limite" não foi dos melhores para a tribo Calango. Na "Prova da Imunidade", Gleici Damasceno foi a escolhida para guiar os outros integrantes do grupo que, vendados, precisaram encarar os obstáculos de um circuito e encher baldes com areia. A estratégia adotada pelos calangos não foi tão eficaz e a tribo teve a sua primeira derrota da noite, perdendo a cesta com maior quantidade de comida e mantimentos, além da oportunidade de matar um pouco da saudade de casa com uma mensagem da família. 

Já na "Prova da Imunidade", que exigiu muita força e pontaria, Jéssica e Kaysar foram os responsáveis por segurar os cestos enquanto André, Carol Peixinho e Gleici precisavam arremessar os cocos nos cestos da tribo Carcará. A acreana não conseguiu acertar nenhuma vez e saiu das duas derrotas bastante desapontada: "Queria muito ter ido mais longe. Eu fui bem em todas as provas, mas nessas duas, fui mal. Fiquei com aquele sentimento de querer dar a vida nas próximas".

Apesar dos momentos difíceis que viveu no reality, Gleici avalia que não chegou ao seu limite – mas foi perto! A sexta eliminada conta que a noite de chuva e os mosquitos foram seus maiores desafios. "A fome não era um problema para mim, eu como pouco. Os mosquitos eram a pior coisa, a minha vida seria 90% melhor sem eles ali. E aquela noite de frio. Não foi normal, os meus ossos doíam tanto. Foi um momento para apagar da história. Eu e Kaysar nos abraçamos para tentar nos aquecer", relata.

Aliás, sobre o clima de romance com o sírio, Gleici afirma que seria impossível se relacionar diante das condições que se encontravam. "Esse também não era o meu foco. Eu fui para ganhar provas e testar meus limites. O Kaysar foi uma grande força para mim lá dentro, fomos parceiros e acho que a nossa relação aumentou muito", complementa.

Com a eliminação de Gleici, o jogo aperta ainda mais para a tribo Calango, que segue com dois competidores a menos que a Carcará. Na entrevista a seguir, a eliminada da semana comenta sobre os desafios que viveu no reality e deixa seu recado para a equipe. "No Limite" vai ao ar às terças, após a novela "Império", com apresentação de Andre Marques, direção artística de LP Simonetti e direção geral de Angélica Campos. O reality é mais uma parceria da Globo com a Endemol Shine Brasil, com base no "Survivor", um formato original de sucesso.

Por que você topou participar do "No Limite"?
Gleici Damasceno -
Eu sou muito competitiva e sempre gostei de jogar. Sempre gostei de atividades em grupo e gincanas. Quando me convidaram, me senti desafiada. Foi uma questão pessoal, de superação. Queria muito ter ido mais longe. Eu fui bem em todas as provas, mas nessas duas, fui mal. Fiquei com aquele sentimento de querer dar a vida nas próximas. Não cheguei ao meu limite. 


Como você avalia a sua participação? Quais foram seus pontos fortes e fracos?
Gleici Damasceno - 
Eu dei o meu máximo em tudo. Até mesmo na última prova, que eu estava muito cansada correndo com aqueles cocos para lá e para cá, eu fui até onde eu podia. 


Quais foram seus pontos fortes e fracos?
Gleici Damasceno - 
Eu era muito focada e concentrada, era meu ponto forte. Por outro lado, meu ponto fraco era falar demais. Eu gostava muito de discutir prova. 


Qual foi o momento que mais te fez vibrar? 
Gleici Damasceno - 
O que mais me fez vibrar foi a prova do cadeado, com certeza. Eu senti uma emoção muito louca. Foi uma prova que ninguém esperava mais que a gente conseguisse ganhar. Quando aquele balão estourou em mim, eu não acreditei que seria minha essa responsabilidade. E a gente virou o jogo! Todo mundo vibrou. 


E o maior perrengue, era a comida?
Gleici Damasceno - Sobre os perrengues, a fome não era um problema para mim, eu como pouco. Os mosquitos eram a pior coisa, a minha vida seria 90% melhor sem eles ali. E aquela noite de frio. Não foi normal, os meus ossos doíam tanto. Foi um momento para apagar da história. Eu e Kaysar nos abraçamos para tentar nos aquecer.


Com a sua saída, a tribo Carcará aumenta a vantagem, com dois jogadores a mais que a Calango. Qual recado você deixa para a sua tribo?
Gleici Damasceno - 
O grupo precisa ser mais estrategista, conversar mais. Às vezes, eu ficava com muito medo de dar uma ideia, as pessoas interpretarem mal e acabar levando voto no portal. Acho que isso não precisava acontecer, a gente tinha que se alinhar mais enquanto equipe, dialogar mais. Na hora das provas a gente tinha muitas ideias, mas nunca chegávamos num ponto final. Falta achar a estratégia correta.


E para quem fica a sua torcida?
Gleici Damasceno - 
Para o Kaysar e para a Elana. A Elana é muito minha amiga, é quase uma irmã. Não teria como torcer para outra pessoa. Mas, se ela for eliminada, minha torcida vai para o Kaysar.

.: Alexandre Borges estreia nesta sexta-feira no Teatro das Artes


Alexandre Borges fará única apresentação na "Live Social com o Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo". A apresentação será nesta sexta-feira, dia18 de junho, às 19h, no Teatro das Artes. Foto: João Vasco

Em tempos difíceis de pandemia, como os atuais, a arte se faz ainda mais necessária na vida das pessoas. Pensando nisso, Alexandre Borges fará uma única apresentação ao lado do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo. O repertório eclético vai trazer clássicos nacionais e internacionais e também música erudita cantada pelo coro masculino do corpo musical.

Além de atuar, Alexandre também dirige e produz o espetáculo. Batizado de "Live Social com o Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo", o musical acontecerá com público presencial e também será exibido no perfil do Corpo Musical PMESP no YouTube.

Em cena, o ator vai ler poemas de Guilherme de Almeida (in memoriam), considerado por Manuel Bandeira o maior artista do verso em língua portuguesa. A essência da poesia desse poeta campinense é o ritmo “no sentir, no pensar, no dizer”. Ele domina amplamente os processos rímicos, rítmicos e verbais, bem como o verso livre, explorando os recursos da língua, a onomatopéia, as assonâncias e aliterações. Guilherme foi imortal da Academia Brasileira de Letras, membro da Academia Paulista de Letras e participou da Semana de Arte Moderna. Além de Guilherme, Alexandre também incluiu no roteiro a leitura de poemas do poeta português Fernando Pessoa.

Na atual fase, o Teatro das Artes irá trabalhar com 25% da sua capacidade, cumprindo os protocolos da Vigilância Sanitária. "Com máscara, seguindo todas as regras de protocolo de saúde, nós precisamos voltar aos poucos", acredita Alexandre Borges.

Ficha técnica:
"Live Social com o Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo"
Com Alexandre Borges e Corpo Musical PMESP.
Poemas de Guilherme de Almeida e Fernando Pessoa.
Concepção, direção e produção: Alexandre Borges.
Relações públicas/ Convidados: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho.
Assessoria de imprensa: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho .


Serviço:
"Live Social com o Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo"
Sexta-feira, dia 18 de junho, às 19h (única apresentação).
Lotação: 192 pessoas (25% da ocupação).
Gratuito, com doações para o Hospital da Polícia Militar.
Retirada dos ingressos até às 18h30.
O espetáculo também será transmitido no perfil do Corpo Musical PMESP no YouTube.

Teatro das Artes - Shopping Eldorado
Av. Rebouças, nº 3970, Pinheiros - São Paulo/SP.
Telefone: (11) 3034-0075.

.: Ivan Lins fará Live Concerto com Orquestra Filarmônica

Foto: divulgação


O cantor e compositor carioca Ivan Lins volta a se apresentar acompanhado de uma orquestra no próximo dia 24 de junho, num concerto live que poderá ser acompanhado de qualquer lugar do Brasil.

Com 75 anos recém completados e mais de 50 anos de carreira, ele será acompanhado por 41 músicos da Orquestra Filarmônica de Rio Claro, que vão misturar o erudito com a música popular brasileira. A última apresentação de Ivan Lins com orquestra foi em 2018. “A orquestra contará com bom número de músicos para os tempos atuais. Serão 24 cordas, 8 madeiras, 6 metais e banda de apoio, com arranjos e regência do maestro Carlos Lima, um profissional talentosíssimo e acostumado aos shows com artistas populares", explica Fábio Engle, Spalla da Orquestra Filarmônica de Rio Claro.

O repertório foi selecionado pelo artista e contará com canções consagradas como Madalena, Começar de Novo, Vitoriosa, Chega, entre outras.

O concerto da Orquestra Filarmônica com Ivan Lins volta a colocar a cidade de Rio Claro na rota das grandes apresentações culturais do país, ajudando a movimentar a economia criativa, que hoje representa 4% do PIB do estado de São Paulo. “Considerando a situação atual do país, não é todo dia que se produz um projeto dessa magnitude, dessa complexidade, e a orquestra de Rio Claro é uma das pioneiras nisso e estando numa cidade do interior do estado é de uma importância histórica e cultural”, finaliza Carlos Lima.

Criada em 1995 pelo advogado e percussionista William Nagib Filho, já realizou concertos com grandes nomes da música popular brasileira como Chico César, Mazinho Quevedo, Renato Teixeira, João Bosco, Fafá de Belém e Zeca Baleiro. A OFRC é uma das poucas orquestras brasileiras regida pelos próprios músicos. “Tornar a cultura acessível para o maior número de pessoas sempre foi a nossa missão e eventos como esse são o nosso legado”.

O concerto live Ivan Lins e OFRC será transmitido pelo Youtube oficial da orquestra e pode ser acessado através do site ofrc.com.br

O concerto da Orquestra Filarmônica de Rio Claro com Ivan Lins conta com apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, patrocínio da Whirlpool e apoio da Astra.


Serviço: Concerto Ivan Lins e Orquestra Filarmônica de Rio Claro

Data: 24 de junho a partir das 18h

Live - Link no site ofrc.com.br

quarta-feira, 16 de junho de 2021

.: Clube de Leitura gratuito une Itamar Vieira Junior e Simone de Beauvoir


"As Inseparáveis"
, escrito em 1954 por Simone de Beauvoir, trata de uma questão que permanece central em nossos dias: a amizade entre duas mulheres. Publicado na França apenas em 2020, o romance não demorou a ganhar tradução brasileira em 2021, de Ivone C. Benedetti, publicada pela editora Record, e é o livro do mês do primeiro encontro do Club de Lecture na terça, 29 de junho, às 19h. O escritor Itamar Vieira Junior é o convidado especial da primeira edição. Autor do best-seller  "Torto Arado", que traz igualmente duas personagens femininas protagonistas, e do recém-lançado livro de contos "Doramar ou A Odisseia: Histórias"

O projeto é uma união da Quatro Cinco Um + Embaixada da França + Aliança Francesa de São Paulo e terá uma série de encontros mensais de junho a novembro, sempre na última terça do mês, para falar sobre uma obra de língua francesa publicada no Brasil. "As Inseparáveis" é o livro escolhido para a abertura e coloca em destaque o feminismo e a luta pela emancipação contra as opressões da família e sociedade. Além dos curadores, a primeira edição tem como convidado especial o escritor Itamar Vieira Junior , autor do best-seller "Torto Arado". O evento online é gratuito e dá direito a 30% de desconto na compra do livro no site da editora.

Simone de Beauvoir (1908-1986) é um expoente do feminismo, com obras de ficção e ensaios que dialogam com as pautas contemporâneas e ganham leitoras e leitores entre as novas gerações."As Inseparáveis", escrito em 1954, trata de uma questão que permanece central em nossos dias: a amizade entre duas mulheres. Publicado na França apenas em 2020, o romance não demorou a ganhar tradução brasileira em 2021, de Ivone C. Benedetti, publicada pela editora Record, e é o livro do mês do primeiro encontro do Club de Lecture na terça, 29 de junho, às 19h.

O escritor Itamar Vieira Junior é o convidado especial da primeira edição. Autor do best-seller Torto Arado; que traz igualmente duas personagens femininas protagonistas —as irmãs Bibiana e Belonísia — em uma fazenda no sertão da Bahia, Itamar conquistou importantes prêmios literários, como o LeYa, o Jabuti 2020 e o Oceanos 2020. Ele acaba de lançar uma coletânea de contos, pela editora Todavia.

O novo clube de leitura é iniciativa da Quatro Cinco Um + Embaixada da França + Aliança Francesa de São Paulo. A participação é gratuita, via Zoom, com inscrições pela plataforma de eventos Sympla. O projeto terá uma série de encontros mensais, de junho a novembro, sempre na última terça do mês, para falar sobre uma obra literária de língua francesa publicada no país. Na pauta estarão livros de diferentes países, clássicos e contemporâneos, e de múltiplas sensibilidades, refletindo a grande diversidade da produção em língua francesa nos dias de hoje e a relevante presença dessas obras nas livrarias brasileiras.

A cada encontro, uma grande leitora ou grande leitor como Itamar Vieira Junior - escritores, artistas, críticos literários - vão compartilhar suas impressões de leitura com os participantes, que poderão interagir com o convidado. Em alguns encontros haverá a presença do autor do livro, com tradução simultânea. A curadoria é de Vincent Zonca, do Escritório do Livro da Embaixada da França; Livia Carmona, Gerente Cultural da Aliança Francesa, e Paulo Werneck, editor da Quatro Cinco Um, que também participam do encontro.

O propósito do Club é que os interessados possam fazer a leitura da obra divulgada e, em seguida, venham para uma discussão e ampliem o acesso a este universo literário. A leitura prévia do livro é recomendada, mas não é obrigatória. As Inseparáveis, de Simone de Beauvoir, a obra escolhida para inaugurar os trabalhos, é um romance autobiográfico que retrata a história da amizade passional que uniu Sylvie (Simone de Beauvoir) e Andrée (Élisabeth Lacoin, a Zaza). As duas amigas lutam pela emancipação e contra as opressões da família e sociedade. Parceira do primeiro evento, a editora Record concede aos inscritos no clube um desconto de 30% na compra do livro.

Elas se conheceram aos nove anos, no colégio Désir, em uma Paris em meio à Primeira Guerra Mundial. Andrée é divertida, impertinente, audaciosa; Sylvie, mais tradicional e tímida, logo se sente irremediavelmente atraída por ela. No entanto, por trás da postura rebelde, Andrée tem de lidar com uma família católica fervorosa que, com suas tradições muito rígidas e ambiente opressor, está disposta a esmagar qualquer expressão de individualidade. Juntas, elas trilham o caminho para se libertar das convenções de sua época e das expectativas asfixiantes, mas não fazem ideia do preço trágico que terão de pagar pela liberdade e pelas ambições intelectuais e existenciais. O livro relata as experiências que fundamentaram a revolta e a obra da icônica filósofa francesa: sua emancipação e o antagonismo entre intelectuais e conservadores.

O Club de Lecture se articula com uma ação mais ampla de divulgação da literatura em língua francesa publicada no Brasil, realizada pela Quatro Cinco Um com apoio da Embaixada da França. Além dos encontros realizados na Aliança Francesa, o projeto inclui um espaço editorial dedicado aos livros francófonos que ganham edição brasileira, com resenhas, reportagens, entrevistas e ensaios, e uma newsletter temática que agrega conteúdos sobre literatura e livros em língua francesa, voltada aos leitores brasileiros. O acesso a todos os conteúdos é gratuito.

Serviço:
Club de Lecture
Quatro Cinco Um + Embaixada da França + Aliança Francesa de São Paulo
Dia 29 de junho - toda última terça-feira do mês, de junho a novembro
Horário: 19h
Com Itamar Vieira Junior, Vincent Zonca (Escritório do Livro da Embaixada da França), Livia Carmona (Aliança Francesa) e Paulo Werneck (Quatro Cinco Um).
Duração: 90 minutos
Participação gratuita, inscrição prévia (vagas limitadas) no site
www.sympla.com.br/aliancafrancesasp
(Plataforma: Zoom – symplastreaming)


.: Clara Carvalho dirige Mariana Muniz em Festival de Inverno do Grupo Tapa


O Festival de Inverno - Grupo TAPA continua essa semana com Sete Histórias, de Ezter Liu, nos dias 19 e 20 de junho. A primeira direção de Clara Carvalho com o grupo, no qual é uma das fundadoras. O solo é protagonizado por Mariana Muniz e foi gravado no palco do Teatro Aliança Francesa. Foto: Cláudio Gimenez 


Clara Carvalho dirige Mariana Muniz em Festival de Inverno do Grupo Tapa pelo Teatro Aliança Francesa. Peça é uma adaptação da obra "Das Tripas Coração", de Ezter Liu, uma autora pernambucana que escreveu contos sobre o universo feminino. O público pode adquirir os ingressos pelo Sympla.

O Festival de Inverno - Grupo Tapa continua essa semana com Sete Histórias, de Ezter Liu (19 e 20 de junho). A primeira direção de Clara Carvalho com o grupo, no qual é uma das fundadoras. O solo é protagonizado por Mariana Muniz e foi gravado no palco do Teatro Aliança Francesa. A transmissão será pela plataforma Zoom. Os ingressos têm preços populares de R$ 20 e o público pode contribuir com outros valores para a campanha SOS Tapa. A venda é feito Sympla.

"Sete Histórias" é uma adaptação da obra "Das Tripas Coração", de Ezter Liu, uma autora pernambucana que escreveu contos sobre o universo feminino, no qual sete deles ganham vida pela interpretação solo de Mariana Muniz. As histórias mostram as faces do que é o “ser mulher” em diversas situações, como a história de Rosa e as formigas que estão comendo sua casa; a trama de Jacinta e seus 11 carneiros; a mulher parafuso, entre outras.

“Todas as narrações acompanham essas mulheres em situação limite em função de um abuso mental ou físico. São histórias secas, ao mesmo tempo, muito sensíveis, misturam até elementos fantásticos em torno das personagens. O corpo vai expressar toda essa atmosfera, Mariana Muniz tem uma trajetória na dança que contribui para a construção do universo proposto na peça. Ela é pernambucana assim como Ezter Liu”, conta Clara.

Clara e Mariana são parceiras cênicas e já trabalharam em vários projetos como em "As Criadas, Jean Genet", produção do Tapa. Ezter Liu foi a primeira mulher a ser vencedora do Prêmio Pernambuco de Literatura em 2017 na principal categoria, justamente, com "Das Tripas Coração"

Também estão confirmadas "A Mandrágora", de Nicolau Maquiavel (26 e 27 de junho); "Cecé", de Luigi Pirandello, com a entrada de Norival Rizzo (3 e 4 de julho); "O Urso" (10 e 11 de julho) e "O Pedido de Casamento" (17 e 18 de julho), ambos de Anton Tchekhov. Aguarde para mais novidades na programação em breve.


Serviço
O Festival de Inverno - Grupo TAPA
Ingressos: R$ 20 (Ingresso único), R$ 35 (SOS TAPA), R$ 50 (SOS TAPA), R$ 75 (SOS TAPA), e R$ 100 (SOS TAPA).

"Sete Histórias", de Ezter Liu - Estreia
Dias, 19 e 20 de junho, sábado e domingos, às 19h
Texto: Ezter Liu. Direção: Clara Carvalho. Elenco: Mariana Muniz. Fotos: Cláudio Gimenez. Trilha Sonora: Mau Machado. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Design gráfico: Mau Machado. Estagiário: Pedro Scalice. Assistência de produção: Nando Barbosa, Nando Medeiros e Rafaelly Vianna. Produção geral: Ariel Cannal. Duração: 30 minutos. Classificação etária: livre.


.: MAM São Paulo e MAC USP exibem a exposição "Zona da Mata"



Com curadoria de Ana Magalhães e Marta Bogéa, do MAC USP, e Cauê Alves, do MAM, exposição reúne obras de artistas como Claudia Andujar, Marcius Galan, Paulo Nazareth e Rodrigo Bueno Yanomami, da série "A Floresta", 1974-76, Claudia Andujar | exposta no MAC USP e "Sem Título" (da série "Restaurante no Jardim") 2019, Gustavo Utrabo | exposta no MAM São Paulo


A partir de 19 de junho, o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Museu de Arte Contemporânea da USP exibem, simultaneamente, a exposição Zona da Mata. Com curadoria conjunta assinada por Ana Magalhães e Marta Bogéa, do MAC, e por Cauê Alves, do MAM, a mostra adota o termo "Zona da Mata" como metáfora simbólica, não apenas no sentido da geografia física, lança luz às problemáticas latentes do Brasil atual e das relações entre cultura e natureza.

"Diante do Brasil em febril convulsão, violentamente retrógrado, Zona da Mata é hoje todo o país. Alinhados ao desafio mundial, precisamos mais do que nunca nos reposicionarmos frente ao nosso pacto de país e sociedade, a começar por reconhecer saberes ancestrais que não soubemos acalentar, sem aprisioná-los em um passado histórico, mas como parte fundamental de nosso desejável presente", afirma o trio no texto curatorial da mostra.

No MAC USP, a mostra será exibida em uma única montagem, com trabalhos de Brasil Arquitetura (Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci); Claudia Andujar; Fernando Limberger; Gabriela Albergaria; Gustavo Utrabo; Guto Lacaz; Jaime Lauriano; Julio Plaza; Leandro Lima, Gisela Motta e Claudia Andujar; Marcius Galan, Paulo Nazareth e Rodrigo Bueno. Já no MAM, Zona da Mata será exibida em dois momentos, com montagens de artistas diferentes. De 19 de junho a 17 de outubro, a Sala de Vidro do MAM recebe obras de Marcius Galan, Guto Lacaz e Gustavo Utrabo; e de 23 de outubro a 6 de março de 2022, será apresentada, no mesmo espaço, trabalho do artista Rodrigo Bueno feito especialmente para o local.

"A parceria entre o MAM e MAC USP é fundamental, há uma ligação histórica entre essas duas instituições que integram o eixo cultural do Ibirapuera. É essencial somarmos esforços, nos reposicionarmos a partir de parcerias e refletirmos sobre o modo como arte e arquitetura abordam a transformação da paisagem e seus vínculos com questões socioambientais", diz Cauê Alves, curador-chefe do MAM São Paulo.

Ana Magalhães, diretora do MAC USP, lembra que "esta é a segunda parceria com projetos de exposições que o MAC USP realiza com o MAM. O estreitamento dos laços entre as duas instituições, sobretudo com a exposição Zona da Mata, vem de um desejo, pelo menos por parte do MAC USP, em reconhecer-se dentro do circuito artístico-cultural do Ibirapuera".


Visitação presencial
O MAM São Paulo segue um rigoroso protocolo de saúde e higiene implementado em colaboração com a equipe da Consultoria do Hospital Israelita Albert Einstein, além de adotar medidas de proteção estabelecidas pelos órgãos brasileiros de Saúde Pública. O MAC USP segue os protocolos de segurança estabelecidos pelas autoridades sanitárias e acompanhados pela Universidade de São Paulo.

No MAM, os ingressos serão disponibilizados apenas online (https://www.mam.org.br/ingresso) e as visitas ocorrerão com hora marcada. No MAC USP a visita é gratuita mas precisa ser agendada em https://sympla.com.br/visitamacusp. Nos dois museus, o número de pessoas por sala é limitado, o uso de máscara é obrigatório e dispositivos de álcool em gel estão distribuídos em pontos estratégicos.


Sobre o MAM São Paulo
Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de áudio-guias, vídeo-guias e tradução para a língua brasileira de sinais. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.

Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório e restaurante. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.


Sobre o MAC USP
O MAC USP foi criado em 1963, quando a Universidade de São Paulo recebeu o acervo do antigo MAM São Paulo, formado pelas coleções do casal de mecenas Yolanda Penteado e Ciccillo Matarazzo, pelas coleções de obras adquiridas ou recebidas em doação durante a vigência do antigo MAM e pelos prêmios das Bienais de São Paulo, até 1961. De posse desse rico acervo composto o novo museu passa a atender aos principais objetivos da Universidade: busca do conhecimento e sua disseminação pela sociedade.

Realizando intenso trabalho para preservar, estudar e exibir o acervo, o MAC USP atua como um dos principais centros no hemisfério sul a colecionar, estudar e exibir trabalhos ligados às várias vertentes da arte conceitual, às novas tecnologias e obras que problematizam a tradição moderna. Ciente de seu papel como polo formador de novos profissionais nas áreas de teoria, história e crítica de arte, além daquelas conectadas aos universos da museologia e da museografia, o MAC USP é reconhecido como um importante centro em todas essas áreas, assim como naquelas ligadas à educação pela arte.

Instalado em um complexo arquitetônico criado nos anos 1950 pelo arquiteto Oscar Niemeyer e equipe, o MAC USP possui um acervo de cerca de 10 mil obras, entre pinturas, gravuras, tridimensionais, fotografias, arte conceitual, objetos e instalações. É considerado um centro de referência de arte moderna e contemporânea, brasileira e internacional, mantendo à disposição de estudantes, especialistas e do público em geral uma biblioteca e um importante arquivo documental.


Serviço:
Local: MAM São Paulo
Endereço: Parque Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portões 1 e 3)
Horários: terça à domingo, das 12h às 18h
Telefone: (11) 5085-1300
Agendamento prévio: https://www.mam.org.br/ingresso

.: Livro ensina a se tornar o próprio guru e ajuda no desenvolvimento pessoal


O desapego de uma ilustre carreira no centro financeiro do Estados Unidos e a superação da angústia com Kundalini Yoga, a ciência que conecta a mente, o corpo e eleva o espírito. 

“Sat Nam - Você É Seu Próprio Guru”, da autora Daniela Mattos, instrutora de Kundalini Yoga e meditação guiada, focada em proporcionar dias mais calmos é o mais recente lançamento da editora Novo Século. Por muitos anos, a autora teve uma rotina extremamente corrida. Trabalhou no mercado financeiro de Nova York, onde não se permitia parar por um momento. 

Ela pensava que as práticas de yoga e meditação, era apenas para pessoas serenas, e que não se encaixava no seu estilo de vida. Até que grandes desafios surgiram em seu caminho, e permitiu-se olhar para novos horizontes. Um deles aconteceu logo após à sua segunda gestação, uma dor intensa na lombar que quase lhe paralisou.

Um período sabático foi necessário para cuidar da sua saúde e de seus filhos, e nessa época descobriu o caminho para uma vida mais espiritualizada. Sem saída, Daniela Mattos precisou encarar as causas de suas dores físicas de frente. Até compreender que não se tratava de uma hérnia de disco na coluna, nem de uma musculatura frágil que causava dores e sim emoções de uma vida inteira que foram ignoradas.

Em sua jornada interior, a autora provou algumas práticas de yoga e meditação, mas quando, por causa de um sonho, experimentou a Kundalini Yoga percebeu que tudo mudou.  Já na primeira prática conseguiu sentir a energia que estava bloqueada fluir em seu corpo. 

Naquele momento compreendeu que a causa da sua dor era porque em nenhum momento, havia alinhado seu corpo, sua mente e sua alma de uma única vez. A partir das práticas que são divididas nesse livro, podemos descobrir que em cada um de nós existe uma sabedoria infinita, o nosso próprio guru, que estará pronto para nos conduzir em uma nova jornada.


Sobre a autora:
Daniela Mattos
nasceu em Criciúma, Santa Catarina. Aos 19 anos mudou-se para Rochester, em Nova York e se formou em Biotecnologia pela faculdade Rochester Institute of Technology. Durante mais de uma década ela trabalhou no mercado financeiro na cidade New York, onde conheceu seu marido Marko, e hoje eles têm dois filhos; Isabela e Mateo. Após sua segunda gestação, passou por alguns momentos difíceis e teve que enfrentar muitos desafios. Durante esse processo conheceu a Kundalini Yoga e se reconectou com sua alma.

.: Disney: os 35 anos de Pixar em uma linha do tempo emocionante


Em 2021, são comemorados os 35 anos de Pixar e o lançamento do 24º filme do estúdio, "Luca", que estreia dia 18 de junho no Disney+.  Em comemoração ao 35º aniversário da Pixar e ao lançamento do seu 24º filme, “Luca”, conheça a história da Pixar Animation Studios.

Nesta sexta-feira, dia 18 de junho, estreia o novo filme de animação da Pixar e Disney, “Luca”, no Disney+. O longa-metragem de animação original relata uma divertida e comovente história sobre amizade, sair da sua zona de conforto e dois monstros marinhos adolescentes que vivenciam um verão que transformará suas vidas.

Mas como surgiu a empresa que produz as animações mais emocionantes do mundo e que encanta todas as idades? Qual a história por trás da Pixar? Em 2021, a Pixar Animation Studios completa 35 anos e, para celebrar, preparamos uma linha do tempo sobre um dos maiores e mais famosos estúdios de produções animadas.


1986
A Pixar começou em 1979 como parte da Divisão de Computadores da Lucasfilm, um grupo encarregado de criar tecnologia computacional de última geração para a indústria cinematográfica e responsável posteriormente pelo desenvolvimento do computador gráfico Pixar Image Computer. Mas foi em 1986, após ser comprado por Steve Jobs, que oficialmente o grupo virou uma empresa independente.

O primeiro trabalho da Pixar foi para um projeto da Disney. Na época, a Walt Disney Studios se interessou pela tecnologia da empresa para o CAPS, o Sistema de Produção de Animação por Computador, que revolucionaria a criação de filmes de animação tradicionais.

Neste mesmo ano, é lançado o primeiro curta-metragem da Pixar: "Luxo Jr.", que apresenta a história do abajur que se tornou a marca registrada do estúdio. Com direção de John Lasseter, o curta foi o primeiro filme de animação por computador a ser indicado ao Oscar®, recebendo uma indicação de Melhor Curta-Metragem Animado.


1987
No ano seguinte, mais um curta é lançado pelo estúdio, O Sonho do Red. A estreia aconteceu na SIGGRAPH, conferência de computação gráfica, tendo uma parte do filme renderizada inteiramente no Pixar Image Computer.


1988
O sistema de animação Marionette (Menv) e o renderizador RenderMan® são usados para produzir "Tin Toy", o terceiro curta da Pixar. Uma versão parcialmente concluída de "Tin Toy" é exibida na SIGGRAPH. Já a estreia do filme finalizado aconteceu no Ottawa International Film Festival. "Tin Toy" foi o primeiro filme de animação por computador a receber um Oscar®, na categoria Melhor Curta-Metragem Animado em 1989.


1989
O curta "Knick Knack", primeira animação da Pixar produzida em 3D estereoscópico, é lançado. A primeira versão comercial do "RenderMan"® é lançada. A Pixar começa a produzir comerciais. O primeiro é um anúncio do suco de laranja Tropicana, “Wake Up”, dirigido por John Lasseter.


1990
Os animadores Andrew Stanton e Pete Docter ingressam na Pixar. No final do ano, cada um anima um comercial, Andrew Stanton produz “Quite A Package” para Trident e Pete Docter anima “Boxer” para Listerine. A experiência de produzir comerciais traz para a empresa a expertise em argumentos de venda, narração de histórias e trabalho com clientes, além de permitir que ela desenvolva e refine suas técnicas de produção.


1991
Disney e Pixar anunciam um acordo “para fazer e distribuir pelo menos um filme de animação gerado por computador”. A Pixar começa então a trabalhar no projeto do filme "Toy Story", enquanto continua a produzir comerciais e outros materiais curtos, incluindo anúncios para a televisão.


1995
Com direção de John Lasseter, "Toy Story", o primeiro longa-metragem de animação por computador do mundo, é lançado nos cinemas em 22 de novembro. O filme estreou em primeiro lugar no fim de semana e se tornou o filme de maior bilheteria do ano, arrecadando US$ 192 milhões no mercado interno e US$ 362 milhões no mundo inteiro.


1996
"Toy Story" é indicado ao Oscar® nas categorias de Melhor Canção Original, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Roteiro Original, sendo a primeira vez que um filme de animação tem seu roteiro reconhecido. John Lasseter recebe um Oscar® de Contribuição Especial por sua “liderança inspiradora da Equipe Pixar Toy Story, resultando no primeiro longa-metragem de animação por computador”. A Pixar anuncia que vai parar de fazer comerciais para se concentrar em formatos mais longos e entretenimento interativo. 


1997
The Walt Disney Studios e Pixar Animation Studios anunciam acordo para produzir conjuntamente cinco filmes ao longo de dez anos.


1998
Como resultado do sucesso dos últimos anos, a Pixar inicia a construção de um novo estúdio inovador em Emeryville, na Califórnia (EUA). "Vida de Inseto" é lançado nos cinemas no dia 25 de novembro, acompanhado do curta-metragem "O Jogo de Geri". 

1999
"Toy Story 2" é lançado nos cinemas em 24 de novembro. É o primeiro filme da história a ser totalmente criado, masterizado e exibido digitalmente. O lançamento é acompanhado do relançamento do curta "Luxo Jr".


2000
Pixar muda-se para seu novo prédio em Emeryville, Califórnia (EUA)


2001
"
Monstros S.A" é lançado nos cinemas em 2 de novembro, acompanhado do curta-metragem "Coisas de Pássaros". 


2002
“A Bug's Land”, uma área temática baseada em "Vida de Insetos", é inaugurada no Disney California Adventure Park.


2003
"Procurando Nemo" é lançado nos cinemas em 30 de maio, acompanhado por uma versão remasterizada do curta "Knick Knack". 


2004
"
Os Incríveis" é lançado nos cinemas em 5 de novembro, acompanhado pelo curta-metragem "Pular". “Turtle Talk with Crush”, atração inspirada em "Procurando Nemo", é lançada no Epcot, no Walt Disney World Resort.


2005
A primeira exposição da Pixar é inaugurada no Museu de Arte Moderna de Nova York. Repleta de pinturas, desenhos e esculturas, foi a maior mostra de animação que o museu havia promovido até aquele ano, e a primeira vez que o material foi visto fora do estúdio da Pixar.


2006
"Carros" chega aos cinemas no dia 9 de junho acompanhado do curta-metragem "A Banda de Um Homem Só". A Walt Disney Company anuncia a compra dos estúdios da Pixar Animation. Como parte do acordo, Ed Catmull e John Lasseter também assumem a liderança da Walt Disney Animation Studios. A Pixar celebra seu 20º aniversário!


2007
"Ratatouille" estreia nos cinemas no dia 29 de junho, acompanhado do curta-metragem "Quase Abduzido". "Finding Nemo Submarine Voyage", parque temático de "Procurando Nemo" inagura em Tomorrowland, no Disneyland Park, na Califórnia. 


2008
"WALL- E" estreia nos cinemas no dia 27 de junho, acompanhado do curta-metragem "Presto". “Toy Story Midway Mania!”, atração de "Toy Story", é inaugurada nos parques da Disney na Califórnia e na Flórida. 

2009
"
Up: Altas Aventuras" torna-se o primeiro longa-metragem de animação a abrir o Festival de Cannes. Ele estreou em grande escala em 29 de maio com o curta-metragem Parcialmente Nublado. A atração "Monsters, Inc. Ride & Go Seek" é inaugurada na Tokyo Disneyland.


2010
"Toy Story 3" chega aos cinemas no dia 18 de junho, acompanhado do curta-metragem "Dia e Noite". “Toy Story Playland”, uma área temática da franquia de filmes "Toy Story", estreia no Walt Disney Studios Park na Disneyland Paris.


2011
"Carros 2" é lançado nos cinemas em 24 de junho, acompanhado pelo primeiro "Toy Story Toons, Férias no Havaí". Pixar comemora 25 anos. A construção do segundo novo prédio da Pixar, em Emeryville, é concluída. “Toy Story Land”, área temática da franquia, é inaugurada na Disneyland de Hong Kong.

2012
"Valente" estreia nos cinemas no dia 22 de junho, acompanhado do curta-metragem La Luna. "Cars Land", área temática de Carros, é inaugurada no Disney California Adventure Park. O sistema de animação Menv é oficialmente aposentado em favor de um sistema também próprio, porém completamente novo, chamado Presto, em homenagem ao curta-metragem de 2008 do estúdio. "Valente" é o primeiro filme animado usando esse novo sistema - que ainda é conhecido internamente como "menv". A Pixar, em parceria com a San Francisco Symphony, lança "Pixar in Concert", uma apresentação sinfônica das trilhas sonoras dos filmes da Pixar.


2013
"Universidade Monstros" é lançado nos cinemas em 21 de junho, acompanhado pelo curta-metragem "O Guarda-Chuva Azul". "Universidade Monstros" é o maior sucesso de bilheteria da Disney-Pixar em  final de semana de estreia na América Latina. O especial de TV "Toy Story Of TERROR!" vai ao ar no canal ABC.


2014
O especial de TV "Toy Story That Time Forgot" vai ao ar no canal ABC. A atração "Ratatouille: The Adventure" estreia no Walt Disney Studios Park na Disneyland Paris.


2015
Depois de sua estreia no 68º Festival de Cannes em maio, "Divertidamente" é lançado em 19 de junho, acompanhado do curta-metragem "LAVA". "O Bom Dinossauro", acompanhado do curta-metragem "Os Heróis de Sanjay", chega aos cinemas no dia 25 de novembro.


2016
"Procurando Dory", acompanhado do curta-metragem "Piper: Descobrindo o Mundo", estreia nos cinemas no dia 17 de junho. As atrações "The Toy Story Hotel" e "Buzz Lightyear Planet Rescue" estreiam com a inauguração do Shanghai Disney Resort.


2017
"Carros 3", acompanhado do curta-metragem Lou, estreia nos cinemas no dia 16 de junho. A Pixar lança seu software RenderMan®, vencedor do Oscar®, para uso não comercial. O programa educacional online “Pixar in a Box” é lançado em parceria com a Khan Academy. "Piper", escrito e dirigido por Alan Barillaro e produzido por Marc Sondheimer, ganhou o Oscar® de Melhor Curta de Animação.

"Viva - A Vida É Uma Festa" estreia em 20 de outubro durante o Festival Internacional de Cinema de Morelia, no México. Ele se tornou o filme de maior bilheteria do México de todos os tempos e foi lançado na América do Norte em 22 de novembro.


2018
"Os Incríveis 2" é lançado nos Estados Unidos em 15 de junho e estabelece o recorde de melhor estreia para um filme de animação, faturando mais de US$ 1,2 bilhões em todo o mundo. É o filme de maior bilheteria da Pixar até agora. O curta "Bao" foi lançado com "Os Incríveis 2".

2019
"Bao", escrito e dirigido por Domee Shi e produzido por Becky Neiman-Cobb, ganhou o Oscar® de Melhor Curta de Animação. A atração “Racing Academy de Lightning McQueen” é inaugurada em 31 de março no Disney's Hollywood Studios. "Toy Story 4" é lançado nos Estados Unidos em 21 de junho. No final de julho, Ed Catmull, co-fundador original da Pixar, aposenta-se de seu cargo como presidente da Pixar Animation Studios.

Disney+ é oficialmente lançado em 12 de novembro nos Estados Unidos e com ele estrearam os curtas "Garfinho Pergunta", escritos e dirigidos por Bob Peterson, e Flutuar e Wind, ambos parte do SparkShorts, uma série de curtas-metragens de animação da Pixar.


2020
"
Fitas" ("Loop") é lançado no Disney+ em 10 de janeiro. "Toy Story 4" ganha o Oscar® de Melhor Animação.  Dirigido por Dan Scanlon e produzido por Kori Rae, o filme "Dois Irmãos" é lançado nos cinemas em 6 de março.

Em 16 de março, com aproximadamente sete semanas restantes de produção do longa-metragem "Soul", os funcionários da Pixar começaram a trabalhar em casa devido à pandemia do coronavírus. Com a saúde e segurança de todos em primeiro lugar, o "Soul" é concluído a tempo no mês seguinte.

"Segredos Mágicos" é lançado na Disney+ em 22 de maio.

A série de documentários "Inside Pixar", que apresenta os diversos tipos de trabalho realizados pelos funcionários da Pixar, é lançada no Disney+ em 13 de novembro.

"Soul", dirigido por Pete Docter, produzido por Dana Murray e co-dirigido por Kemp Powers, é lançado na Disney+ em 25 de dezembro junto com o curta Burrow.


2021
Em 18 de junho, estreia "Luca", com direção de Enrico Casarosa, no Disney+. A Pixar comemora 35 anos.

terça-feira, 15 de junho de 2021

.: Resenha de "Black Dog: Os Sonhos de Paul Nash", de Dave McKean


Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em junho de 2020

Uma graphic novel de encher os olhos. Assim é "Black Dog: Os Sonhos de Paul Nash", o livro em capa dura sobre a vida do pintor surrealista britânico, um dos mais influentes e importantes de seu tempo, sob o olhar do premiadíssimo Dave Mckean, editado pela Darkside Books é um primor na montagem visual e o conteúdo apresentado em 120 páginas.

Dave McKean, muito conhecido por ser colaborador do escritor de "Coraline", Neil Gaiman, na série "Sandman", apresenta uma programação de cinco anos de novas obras culturais em comemoração ao centenário da Primeira Guerra Mundial. Com esse tema de pano de fundo, Dave McKean, assombra o universo dos quadrinhos mais uma vez -o que faz desde a estreia nos anos 80. 

Assim, o mestre dos quadrinhos modernos cria por meio das lembranças de Nash e sua vivência, em pinturas, influenciadas pela época em que combateu a guerra, aos 25 anos, a refletir a respeito do que pode ser definitivo para mudar o ser humano: a perda, a dor e o trauma. A obra apresenta jóias em quadros como que painéis fantásticos e multifacetados os quais provocam inquietação no leitor das mais diversas formas, seja causando perturbação ou encantamento.

Descrito como um artista romântico, Paul Nash, por meio de diversas técnicas e estilos,  expõe as explosões internas geradas durante sua atuação na guerra, usando de genialidade na criação de imagens que também narram de forma atemporal. Ao mostrar fragilidade, cria o cão negro (Black Dog), que ao ser a personificação da depressão e o presságio da morte, permeia os caminhos da trama, tal qual um fio condutor que segue pela loucura e os devaneios do artista britânico. 

Black Dog: Os Sonhos de Paul Nash, de Dave McKean é uma verdadeira obra-prima.

“Quando me deparo com a obra de Paul Nash, sempre me sinto como se estivesse assistindo a um sonho. É como se estivéssemos olhando para o mundo real através do filtro de sua imaginação. Tantas e tantas pessoas afastam e escondem suas experiências de guerra e não querem falar a respeito – mas artistas como Nash conseguem transmitir suas impressões das pessoas e do panorama e refletir sobre a psicologia daquela experiência”, comentou o escritor Dave McKean ao jornal britânico The Guardian. 


Você pode comprar Black Dog: Os Sonhos de Paul Nash, de Dave McKean aqui: amzn.to/3wwjyjO

Livro: Black Dog: Os Sonhos de Paul Nash
Título original: 
Black Dog: The Dreams of Paul Nash
Autor: 
Dave McKean
Editora: Darkside Books
120 páginas

*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura e licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Twitter: @maryellenfsm
← Postagens mais recentes Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.