PorLuiz Gomes Otero*, em maio de 2019. Lançada recentemente, a coletânea Honk reúne dois CDs com parte da produção musical dos Rolling Stones, a partir de 1971 até os dias atuais, inserindo até as canções do último disco de estúdio, o Blues & Lonesome. Como bônus, inclui ainda mais um CD com faixas gravadas ao vivo, algumas delas com participações especiais de outros astros como Ed Sheeran e Dave Grohl. Honk essencialmente pega onde outra coletânea, intitulada Hot Rocks, parou nos anos 70. Agora são 36 músicas de uma série de discos começando com Sticky Fingers de 1971 e terminando com 2016 de Blue & Lonesome. Se por um lado há uma série de canções emblemáticas desse período, pode-se dizer que o foco dessa iniciativa é estilisticamente apertado. Além de algumas baladas clássicas ("Wild Horses", "Angie"), Honk serve como um lembrete sobre como a banda construiu seu nome: o rock´n roll. Há momentos bem inspirados, como a abertura do album “Exile on Main St.”, “Rocks Off”, e o vocal de Keith Richards no hit “Happy”, desse mesmo álbum, passando por hits mais pop como “Miss You” e a ótima “Beast of Burden”, do álbum Some Girls, de 1978. Passa também por “Love Is Strong ” de 1994, “ Start Me Up ”de 1981, e “ Rock and a Hard Place ”de 1989. E os recentes covers de blues como "Just Your Fool" e "Ride 'On On Down", gravados em 2016, também entraram na lista.
Como os Rolling Stones continuam sendo um dos mais fortes shows ao vivo de todos os tempos, foram incluídas 10 faixas gravadas na estrada entre 2013 e 2018, algumas das quais com participações especiais de Brad Paisley (Dead Flowers), Florence Welch (Wild Horses), Ed Sheeran (Beast Of Burden) e Dave Grohl (Bitch). Honk pode até não ser uma grande novidade para quem coleciona discos do grupo. Mas para quem ainda não conhece, serve como um ótimo aperitivo. O único problema é que, no final das contas, você vai acabar querendo comprar os discos de estúdio da banda.
Wild Horses
Star me Up
Waiting On a Friend
*Luiz Gomes Otero é jornalista formado em 1987 pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Trabalhou no jornal A Tribuna de 1996 a 2011 e atualmente é assessor de imprensa e colaborador dos sites Juicy Santos, Lérias e Lixos e Resenhando.com. Criou a página no Facebook Musicalidades, que agrega os textos escritos por ele.
Está chegando a celebração anual mais esperada pelos fãs de STAR WARS, e a Disney se prepara para unir-se às festas espalhadas por toda a galáxia! Em comemoração ao "May the 4th " - data mais importante para os fãs de Star Wars - o droid BB-8 faz uma participação especial no programa ESPN League na noite de hoje (03). O narrador Everaldo Marques e o comentarista Antony Curti receberam o emblemático personagem nos estúdios da emissora para falar mais sobre a comemoração para o público do programa às 20h no canal ESPN e também na plataforma de streaming WatchESPN. No sábado, 4 de maio, a programação do Disney XD oferecerá a melhor grade dedicada a saga mais famosa de todos os tempos: às 14:00 e às 20:00 será transmitido o especial de Lego Star Wars All Stars, que consiste em um compilado dos curtas que já estão disponíveis no YouTube oficial de Disney XD, com versões LEGO® de personagens icônicos como R2-D2, Chewbacca, Han Solo, Kylo Ren, BB-8 e muitos outros. Além disso, do 12:00 às 15:00 a audiência poderá disfrutar de episódios temáticos de STAR WARS como Phineas y Ferb: Star Wars, Star Wars: A Resistência - O Recruta e Lego Star Wars - As aventuras dos Freemaker. A partir da 22:00 ocorrerá a transmissão do filme ROGUE ONE: UMA HISTÓRIA STAR WARS. Para encerrar o dia completo de comemorações, ao final deste filme será exibido STAR WARS: O DESPERTAR DA FORÇA. A festa continua no YouTube oficial de Disney XD, que no dia 4 de maio será a estrela do último vídeo da série "Star Wars: Escolha seu lado", realizada com a técnica de animação stop motion. O Dia de Star Wars é uma tradição popular anual criada pelos fãs que a Lucasfilm adotou por completo, realçando o espírito de fanatismo compartilhado a nível global com atividades solidárias, novos conteúdos, festas e mais. Os fãs estão convidados a unir-se a esta conversa nas redes sociais usando as hashtags #Maythe4thBeWithYou e #StarWarsDay.
Becca Pires irá comandar uma transmissão AO VIVO, no dia 06 de maio, segunda-feira, às 11h, no MTV Play, além de Facebook, YouTube, Instagram e Twitter do canal
Na próxima segunda-feira, dia 06 de maio, às 11h, Becca Pires comanda uma live para apresentar as categorias e seus indicados ao 'MTV MIAW' 2019, direto do estúdio da MTV, em São Paulo, com transmissão no MTV Play, além dos perfis oficias do canal no Facebook, YouTube, Instagram e Twitter. O MTV MIAW tem um olhar ímpar sobre tudo o que é relevante para a audiência da MTV e celebra a diversidade, reconhecendo os verdadeiros ícones da geração atual: múltipla e inclusiva. As categorias premiarão os favoritos na cultura pop, música e universo digital. A premiação é apresentada por Samsung Galaxy A e conta com patrocínio de Amstel, China In Box, Claro, Coca-Cola, Colgate, Fiat e Havaianas. SERVIÇO – LIVE DE REVELAÇÃO DAS CATEGORIAS E INDICADOS AO 'MTV MIAW' 2019 COM BECCA PIRES Exibição: segunda-feira, 06 de maio, às 11h, no MTV Play, além dos perfis oficias do canal no Facebook, YouTube, Instagram e Twitter.
O "Conexão Repórter" da próxima segunda-feira, dia 6 de maio, traz a história dos filhos de garotas de programa. O jornalístico mostra como em ruas escuras ou construções sofisticadas, da escassez ao luxo, vidas nascem desse universo enigmático. Roberto Cabrini revela o drama dos ‘Filhos da Noite’, mostrando a rotina de mulheres e seus filhos dividida entre dois mundos aparentemente opostos: o da prostituição e o da maternidade. Entre pretensa fragilidade e desconhecida força, eles contam ao jornalista como constroem a sobrevivência. Segundo as mulheres, o instinto de proteção e a defesa sem limites da maternidade são sempre maiores do que as dificuldades da rotina. Cabrini acompanha durante semanas a rotina sombria e solitária destas famílias e as entrevistadas falam sobre o preconceito e maledicências sofridas, vindos de uma sociedade nem sempre disposta a acolhê-las em razão de suas jornadas duplas.
Em março de 2010 celebraram-se em São Paulo os 80 anos de uma determinada casa. Pode-se dizer que comemorar a passagem do tempo de uma casa não é feito pequeno numa metrópole como a capital paulista. A casa de número 961 da rua Itápolis, no bairro de Pacaembu, foi reaberta tal qual no dia da sua inauguração: com uma exposição de artes. Quando inaugurada no dia 26 de março de 1930, Gregori Warchavchik, autor do projeto, ao abrir suas portas ao público, inseriu a arquitetura nas discussões acaloradas do que seria a arte moderna brasileira em sua primeira dentição, debates protagonizados por Mário de Andrade e Oswald de Andrade. Antes dela, Warchavchik já tinha projetado aquela que ficou conhecida como a casa da rua Santa Cruz, no bairro Vila Mariana. Essa, sim, primeira casa modernista do Brasil, erguida em 1927, a “casa-manifesto”. Naquele momento, o que manifestavam as paredes desses projetos? “Construções moderníssimas que despontavam no topo de colinas ainda rústicas”, escreveu o antropólogo Claude Levi Strauss (1908-2009) em seu Saudades de São Paulo. Ou ainda uma tradução em concreto em volumes prismáticos daquilo que, em seu manifesto Acerca da Arquitetura Moderna (1925), Warchavchik afirmou: “O arquiteto moderno deve amar sua época com todas as manifestações do espírito humano”. Por conta dessas duas construções, assim como a casa da rua Bahia, também em São Paulo, erguida em 1930, Warchavchik será reconhecido pelos seus pares e nos primeiros livros de história da arquitetura do Brasil como sendo o pioneiro da nossa arquitetura moderna. Que essas três casas ainda constituam a paisagem de São Paulo é algo que chama atenção. Foram erguidas numa época (que parece nunca passar) em que tudo se destruía, como fez notar Lévi-Strauss, que viveu no Brasil na década de 1930, em seus Tristes Trópicos: “Já que as cidades são novas e tiram dessa novidade a sua essência e justificação, custo a perdoá-las por não continuarem a sê-lo (...). A cidade desenvolve-se a tal velocidade que é impossível manter seu mapa: a cada semana demandaria uma nova edição”. Gregori Warchavchik nasceu na Ucrânia e chegou no Brasil em 1923, após ter passado por uma formação em arquitetura na Itália. Veio justamente por conta de um emprego. E aqui parece ter encontrado, como diria mais tarde Lina Bo Bardi ao aportar no Rio de Janeiro em 1947, “um país também a ser construído”, diz o arquiteto Marco Artigas. Na década de 1980, as três casas foram tombadas pelos órgãos de proteção ao patrimônio nas esferas federal, estadual e municipal. Para um país como o nosso, cuja borracha do esquecimento desliza velozmente, isso não é pouco. Chama particularmente atenção que, por muito pouco, por exemplo, a casa da Rua Santa Cruz não tenha sido demolida: tão logo anunciou-se ali a intenção de construção de um edifício (e logo a sumária destruição da casa), a sociedade civil, mobilizada, solicitou o seu tombamento, o que aconteceu em 1994. A casa da rua Santa Cruz já estava referenciada no livro Arquitetura Contemporânea no Brasil, publicado pela primeira vez em 1981, e escrito pelo francês Yves Bruand, um dos grandes documentos de arquitetura brasileira. Ali, o autor dá atenção à maneira como Gregori Warchavchik construiu um aparato estratégico para criar condições de constituir uma arquitetura desnuda que à época as leis de regulamentação de obras não previam. “[O arquiteto] apresentou então um projeto onde os volumes eram cuidadosamente mantidos, mas sua pureza provocante desaparecia embaixo de acréscimos fictícios: cornijas, enquadramentos de janelas, portas, balcões”, escreveu Bruand. Ao final da obra, Gregori Warchavchik declara aos órgãos municipais de controle urbano que ele não teve meios econômicos para completar a construção. “O que é muito bonito simbolicamente, uma vez que é isso que o moderno tem como uma de suas premissas: a economia e a verdade dos materiais”, diz a arquiteta Marta Bogéa, professora e pesquisadora da Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo (FAU/USP). À época, Warchavchik também participava do debate em torno do ensino. Por dois anos, foi professor da Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro, justamente quando essa tinha em sua direção o arquiteto Lúcio Costa, com quem ele chegou a dividir a criação de alguns projetos. No livro Arquitetura Moderna Brasileira – Depoimentos de uma Geração, organizado em 1987 por Alberto Xavier com textos fundamentais dessa geração de arquitetos modernos, lá está o depoimento de Paulo Santos, que foi aluno da Enba, colocando a presença de Warchavchik como aquele que trazia à escola “o presságio das casas modernas que desde 1927 e 1930 tinha construído na cidade de São Paulo”. O arquiteto ucraniano, portanto, naturalizado brasileiro, está nos primeiros documentos para uma historiografia da arquitetura, como também o é livro Arquitetura Moderna Brasileira, de Henrique E. Mindlin, publicado primeiramente em francês, inglês e alemão, em 1956. Sua obra é atualizada pelo pesquisador José Lira, no livro Warchavchik. Fraturas da Vanguarda (2011). Mas por que então uma sensação de que esse arquiteto ucraniano naturalizado brasileiro tem sido pouco lembrado em escolas de arquitetura do Brasil? “Eu poderia supor ser uma necessidade de construir ícones de unicidade, assim como Lúcio Costa foi deslocado do debate sobre o projeto de Brasília evidenciando Oscar Niemeyer. Tem a ver com uma fragilidade cultural que, ao invés de caberem muitos, cabe apenas um ou dois, enquanto na verdade é no diálogo entre muitos que a arquitetura moderna se estabeleceu no Brasil”, diz Marta. Em 2010, para a comemoração do aniversário da casa da rua Itápolis, o também arquiteto Carlos Eduardo Warchavchik, que recuperou e restaurou a casa desenhada pelo seu avô, realizou, além da citada exposição, um registro do momento. Com o escritório Piratininga Arquitetura, ao lado do arquiteto Marco Artigas, compôs pequenos filmes de entrevistas com arquitetos e estudiosos brasileiros. Tratava-se, à luz daquela efeméride, de responder à seguinte questão: “Existe na arquitetura e urbanismo de hoje o mesmo potencial de transformação que houve há 80 anos?”. Difícil pensar assim quando se imagina que no surgimento das três casas modernistas existiam na cidade 900 mil habitantes e, após 80 anos, já éramos cerca de 20 milhões de pessoas em solo paulista. Mas o que atravessa esse tempo e nos alcança hoje é justamente pensar a arquitetura enquanto produção da cultura. À sombra dos cactos das antigas casas modernas de Warchavchik, o que cabe retomar é o gesto inicial de colocar a arquitetura em debate com a sociedade – o que “permite pensar uma questão que é não olhar nostalgicamente para estas casas mas provocar aquilo que elas trazem de mais intrigante”, diz Marta Bogéa. Ao fazer da casa ponto do debate em torno de nossa produção em arte, cultura, ensino e em política, Warchavchik parece ainda hoje nos convidar a pensar de que maneira, a partir deste tempo presente em que vivemos, vamos ativar com propriedade as questões que são de nossa época, e respondendo-as com criações que se inscrevam no tempo, na paisagem e nas pessoas, como fez ele àquela época, por meio de seus desenhos e ações. Mariana Lacerda jornalista e cineasta (Este texto faz parte da publicação produzida pelo Itaú Cultural especialmente para a Ocupação Gregori Warchavchik) Ocupação Gregori Warchavchik De 27 de abril a 23 de junho
No Itaú Cultural Terças-feiras a sextas-feiras, das 9h às 20h (permanência até as 20h30) Sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h Piso térreo Classificação indicativa: livre Entrada gratuita Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô Telefones: (11) 2168-1777 Acesso para pessoas com deficiência Ar-condicionado Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108 Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural: 3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10. Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas. www.itaucultural.org.br
No Museu Lasar Segall Quartas-feiras a segundas-feiras, 11h às 19h Classificação indicativa: livre Entrada gratuita Rua Berta, 111 Fone: 11. 2168-1777 Café | Wi-Fi | Fraldário | Bicicletário Ar-condicionado www.mls.gov.br/o-museu/
Por Helder Moraes Miranda, em abril de 2019. Há três coisas sobre essa entrevista que gritam. A primeira delas é que a vida que vale a pena ser lembrada é aquela construída a partir de encontros felizes. A segunda, é que Michel Joelsas conta com a melhor garota-propaganda possível: a mãe dele. Explico: quando os editores do Resenhando estavam indo para uma apresentação do espetáculo "Amor Profano", com Vivianne Pasmanter e Marcello Airoldi no Teatro Raul Cortez, perto da Avenida Paulista, em São Paulo. O objetivo era elaborar a crítica que hoje pode ser lida neste link. Marisa, mãe do rapaz, percebendo que íamos para o mesmo lugar nos abordou e pediu para ir junto - afinal era noite e a violência nas metrópoles pode fazer qualquer um virar estatística na primeira oportunidade. Fomos conversando e descobrimos que ela encontraria o filho, ator, que a havia convidado para assistir a peça teatral, já em fim de temporada. Com palavras orgulhosas e cheias de afeto, ela falou do filho, sem imaginarmos quem era, porque ela ainda não havia dito o nome. Até aquele momento, era astro em carreira ascendente sendo apresentado pela ótica amorosa da mãe. Poderia ser qualquer outro ator, mas era ele... Michel Joelsas. O feliz encontro com a mãe dele reverberou em outro ainda mais especial e foi na plateia do Teatro Raul Cortez que fomos apresentados nominalmente. Michel Joelsas, o menino do filme sobre ditadura, o adolescente que quase representou o Oscar, sem a proteção de nenhum personagem. Era ele mesmo, em carne, osso e coração, com a doçura que apresenta nos filmes. Ao mesmo tempo em que é atencioso, é polido e suave. Claro que ele é mais que o galã que encantou milhares de telespectadores em "Malhação", pois é profundo e complexo como os personagens com que conquistou o mundo nos filmes "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias" e "Que Horas Ela Volta?". Também é mais do que um personagem de si mesmo, como tantos astros que conhecem a fama cedo sucumbem e se tornam. Ele é, antes de ator, um ser humano fantástico e, com isso, pensante - o que é raro e lindo, sobretudo nos dias de hoje. Só isso o torna necessário para o mundo de agora e para os milhares que se espelham nele. Conheça um pouco mais desse ator que considerou esta... "uma das melhores entrevistas" que ele já respondeu. A terceira delas é que o universo conspira a favor dos talentosos e puros de coração. Sendo assim, guarde este nome: Michel Joelsas. Você verá ele brilhando em vôos cada vez mais altos!
RESENHANDO - Você ficou nacionalmente conhecido ao protagonizar o filme "O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias". Particularmente, de que maneira esse filme mudou a sua vida? MICHEL JOELSAS - É uma honra e uma benção ter começado a carreira com "O Ano...". Por ser um filme lindo, relevante, e muito bem feito, algumas portas se abrem. E sou grato por ter sido esse filme especialmente que me iniciou na carreira que amo. Em termos de infância, nada mudou... continuei jogando bola e sendo criança, uma decisão que meus pais deixaram eu tomar. Somente mais tarde comecei a enxergar atuação e arte como uma perspectiva profissional. RESENHANDO - O filme é de 2006 mas, 13 anos depois, continua mais atual do que nunca. Que semelhanças e diferenças você aponta, em termos gerais, para o Brasil de 2006 e o de hoje? M.J. - De um ponto de vista pessoal, acho que o Brasil cresceu muito em diversos pontos, diminuindo diferenças sociais e dando um pouco mais de oportunidade para os menos favorecidos. Por outro lado, hoje há um avanço de um pensamento conservador e retrógrado que me assusta. Parece que a inteligência sensível das pessoas foi ocultada pela inteligência puramente racional, e no racional monta-se qualquer argumento, inclusive os mais absurdos e desumanos, e ainda assim parecerá "lógico". Sem a sensibilidade é impossível perceber o absurdo desses pensamentos. Acho que a maior semelhança entre o Brasil dessas épocas é a existência da necessidade de percebermos, como sociedade e cidadãos brasileiros, como temos origens e cultura em comum, um exemplo: apesar de os meus avós serem lituanos vindos para o Brasil em 1928, toda família cresceu em um país com séculos de escravidão, colonização, imigração, entre outros processos que formam a nossa história e cultura. Essa identificação, em minha opinião, tem que existir em todo brasileiro. RESENHANDO - Enquanto hoje se fala muito na volta da censura e da ditadura, o que o protagonista do filme, que é considerado um dos cem melhores do cinema nacional, tem a dizer sobre isso? M.J. - Não sei reponder bem. Inclusive não vivi a ditadura na pele. Vivemos tempos obscuros. Acho que uma outra ditadura seria "travestida" de democracia. Isso é perigoso.
RESENHANDO - Como foi interpretar a infância de um diretor tão importante quanto Jayme Monjardim, na minissérie "Maysa - Quando Fala o Coração"? M.J. - Na época era criança, não enxerguei como uma responsabilidade interpretar a infância de um "diretor importante". Era só outro papel, outra criança como eu, com sonhos, medos, necessidades e faltas. Essa visão trazia uma leveza genuína e liberdade para trabalhar. E também foi uma participação muito rápida.
RESENHANDO - Qual a lembrança mais marcante que tem de "Julie e os Fantasmas"? M.J. - Lembro de ser um set muito divertido. Ia trabalhar feliz. Ainda mais para um menino de 16 anos... Era muito mais interessante ir pro set do que ir para a escola.
RESENHANDO - Em "Que Horas Ela Volta", a diferença entre ricos e pobres é mostrada como uma crítica social. Acredita que essa barreira entre as classes sociais irá acabar um dia? M.J. - Difícil responder. Não sei. Mas tem que acabar, no mínimo diminuir muito. Precisa-se agir nesse tema. Por isso precisamos da política nesse assunto, educação. Acho difícil agir em algo em que não acredita-se que vai dar certo. RESENHANDO - Você declarou que apesar da semelhança com a vida estudantil de seu personagem em "Que Horas Ela Volta", o vestibular mais atrapalhou do que ajudou na construção da personagem: "Sempre acreditei que excesso de informação limita a criatividade". Explique essa frase. M.J. - O aluno do vestibular clássico é forçado a ser uma máquina de informação, de resolução de questões de vestibular. Essa automatização de pensamento atrapalha, o horizonte é fechado para aquele mundo de internalizar informações. A criatividade é livre e não pode ser reduzida à essa máquina, a esse modo de pensamento cristalizado. No fim do ano de vestibular já se está saturado. Automatizado para acessar aquele turbilhão de informações decoradas na mente. Na minha opinião, isso atrapalha a criatividade. RESENHANDO - Como foi trabalhar com Regina Casé? M.J. - Foi muito bom. Ela é ótima atriz! Aprendi muito com ela.
RESENHANDO - Em "Eu Fico Loko", você interpretou um amigo de Christian Figueiredo, um dos YouTubers mais conhecidos do Brasil. Qual é a importância da internet na vida de um ator? M.J. - É essencial! O ator precisa estudar... e a internet é um ótimo meio de pesquisa, de comunicação. Dá para ler peças, ver filmes, acessar pdf de livros, pesquisar assuntos necessários para qualquer personagem... E se comunicar com o mundo também! RESENHANDO - Você trancou o curso de administração porque quis se arriscar e seguir o caminho de ator. Qual foi a motivação que lhe fez tomar essa coragem? M.J. - Eu escolhi um curso errado para mim... depois de um ano iniciei a graduação em artes cênicas, e deixei de lado algumas influências sociais que me fizeram, ao 17 anos, escolher um curso que não tem nada a ver comigo. E decidi seguir uma vontade minha, uma intuição. Respeitar a algumas "dicas" que a vida nos da. Viver a experiência. Hoje sei que quero viver e fazer arte, na época não afirmava isso com certeza... Somente quando saí da arte, que percebi o quanto para mim é difícil estar longe. Enfim, segui meu coração. Intuição. Alma. Sei lá. Uma vontade, necessidade maior. RESENHANDO - Além de ator, você pretende se aventurar em outras áreas, como direção? M.J. - Quando tiver mais experiência e for mais velho, quero escrever e dirigir cinema também. Colocar algumas ideias e histórias no papel e fazer virar filme. Dialogar com o mundo de outra maneira. Por enquanto, estou focado na atuação, e acho que ser um bom ator é um ótimo caminho para dirigir e escrever também. RESENHANDO - Ter dois filmes indicados para representar o Brasil no Oscar aumenta a sua responsabilidade de escolher papéis, ou você é mais intuitivo? M.J. - Tento escolher projetos legais dentro do leque de possibilidades que tenho. Algo que me identifique, acredite, que seja um desafio, que me mova, ou mova o mundo. Mas não por causa da minha participação em filmes que tiveram indicações em festivais importantes, ou tiveram um reconhecimento legal.
RESENHANDO - Ser um dos protagonistas de "Malhação" marcou, de alguma maneira, a transição da imagem de criança para papéis adultos? M.J. - Talvez sim. A Globo traz visibilidade. E o filme "O Ano..." ficou marcado. E como fazia uma criança no filme, e adulto na novela, talvez essa transição tenha sido evidenciada. Lembro que na época a Globo fez, em algum portal, uma reportagem falando dessa transição entre o menino de dez anos de "O Ano..." e do personagem da "Malhação". RESENHANDO - O que muda para um ator - em relação ao reconhecimento do público - a escalação para uma das maiores vitrines da Rede Globo? M.J. - A Globo tem um alcance grande, então é natural que o ator se torne mais conhecido. O que me chamou a atenção foi que, às vezes, as pessoas associam o sucesso de um ator com trabalhar na Globo, enquanto que existem diversos atores bem sucedidos em teatro, cinema, bem como na televisão. Além de que o conceito de sucesso é algo bem amplo. Mas essa é uma concepção que muitas pessoas do público fazem.
RESENHANDO - Como foi esse período para você? M.J. - Foi um período de muito aprendizado, tanto pessoal como profissional. Estava acostumado a fazer cinco cenas por dia em cinema, já na televisão grava-se mais de 30 cenas em um dia... isso exige muito do ator. RESENHANDO - Em que as tradições judaicas contribuem ou interferem no ofício de atuar? M.J. - Pessoalmente, atuo melhor quando estou me sentindo conectado. A sabedoria e a mística judaica ajudam muito a me conectar e também propiciam um entendimento mais profundo do ser humano, necessário ao ator. Além disso, essa busca interna e esse entendimento ajudam a descobrir como e porque um personagem age e pensa de tal maneira. E é a forma de agir e pensar no conjunto das circunstâncias dadas no roteiro ou na dramaturgia que constitui a personagem.
RESENHANDO - "Manual para se Defender de Aliens, Ninjas e Zumbis"... Em uma entrevista, você disse que dá para fazer várias metáforas. Qual é a maior delas? M.J. - Na série, os Aliens querem dominar o planeta Terra para extrair as riquezas necessárias - por exemplo, o CO2 - e levar para o planeta deles. Por isso, eles aparentam como humanos e ocupam posições de liderança na sociedade, como empresários, políticos e etc... e agem do jeito que agem no mundo. Acho isso uma grande metáfora da nossa sociedade. RESENHANDO - Ainda em relação à série, como foi fazer esse trabalho? M.J. - Amo fazer séries. É parecido com cinema. Lembro de voltar muito feliz para a casa depois dos dias de filmagem, e exausto também. Cansado e energizado. Feliz. Fazer um protagonista sempre exige muito. E também a equipe era muito legal. Isso muda muito o trabalho. Fora isso, a série foi filmada quando eu estava prestes a passar por uma forte evolução como ator... É bom se assistir e perceber um crescimento.
RESENHANDO - "Rotas do Ódio"... Por que uma série sobre crimes de ódio é necessária, em pleno século XXI? M.J. - É uma série extremamente necessária atualmente. Intolerância e preconceito tem ganhado muito espaço na Brasil. E dentre outras ações desse tipo, esses crimes têm ocorrido muito. A série se passa em São Paulo, e é inspirada em fatos reais. Uma forma de conscientização e denúncia por meio de uma arte e entretenimento muito bem feito. A arte tem esse poder de penetração no ser humano, seja por catarse ou por reflexão. Algo que uma discussão racional usualmente não consegue fazer com a mesma potência. RESENHANDO - Qual é o seu livro favorito? M.J. - Não tenho um livro favorito. Atualmente estou lendo "O Estrangeiro" do Camus. E terminei recentemente o "Dois Irmãos" do Hatoum, que me atravessou completamente. Gosto também de poesia, filosofia, e livros de estudo da sabedoria e mística judaica.
*Helder Moraes Miranda é bacharel em jornalismo e licenciado em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos, pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura, pela USP - Universidade de São Paulo, e graduando em Pedagogia, pela Univesp - Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Participou de várias antologias nacionais e internacionais, escreve contos, poemas e romances ainda não publicados. É editor do portal de cultura e entretenimento Resenhando.
AI WEIWEI RAIZ é a primeira exibição do artista plástico Ai Weiwei no Brasil e também a maior já realizada por ele. Com projeto desenvolvido e curado por Marcello Dantas, a mostra chega para apresentar no Sul do País a história deste brilhante artista por meio de seus mais icônicos trabalhos, além de obras inéditas nascidas de uma imersão profunda pelo Brasil e suas tradições. A exposição entra em cartaz no dia 3 e fica em exibição até o dia 28 de julho.
Exposições em Cartaz O que é original? Autoria e originalidade na arte contemporânea, por Marcelo Conrado. até 18 agosto | sala 2
Mestre de Obras Obras de Ivens Machado poucas vezes exibidas no Brasil. Até 28 julho | sala 4 Experimentando Le Corbusier Reflexões sobre o modernismo no Brasil. até 11 agosto | sala 11
Kidsbooks da série “Garotas Incríveis” trazem obras com recursos audiovisuais e integram o projeto “Leia Para Uma Criança”. Como parte do projeto “Leia Para Uma Criança”, o Itaú Unibanco lança neste mês de abril a coleção digital “Garotas Incríveis”. Serão três livros no formato kidsbook, que contam com recursos audiovisuais e podem ser lidos por meio de aplicativo e nas redes sociais. Em comum, as histórias foram criadas por mulheres e dão voz a personagens femininas fora do comum, trazendo uma importante mensagem de promoção à igualdade de gêneros pela perspectiva feminina. “Ouvir histórias, principalmente na primeira infância, ajuda as crianças a explorarem melhor a criatividade e a imaginação, apresentando a elas um mundo de novas possibilidades. Escolhemos esses livros e autoras porque são novas histórias para as crianças de hoje, com personagens que quebram os estereótipos femininos, criadas por mulheres”, diz Juliana Cury, superintendente de marketing do Itaú Unibanco. “São histórias para crianças de uma sociedade mais igualitária e plural, que integram e reforçam dois assuntos que são pilares no Itaú: educação e diversidade”.
O primeiro livro é "Meu Amigo Robô", que conta a história de uma menina que sonha em ter um amigo de lata e pede para que um “faz tudo” o construa. O homem fica intrigado, pensando em como atender o pedido da garota, até que em um sonho visualiza o projeto. O livro foi escrito por Giselda Nicolelis, com ilustrações de Dika Araujo, e tem como base o filme da campanha de divulgação do projeto "Leia Para Uma Criança" de 2018, criado pela agência DPZ. De forma lúdica, "Meu Amigo Robô" traz a mensagem de que é possível sonhar e, mais que isso, concretizar os sonhos com foco e dedicação. Também fará parte da coleção "Malala, a Menina que Queria Ir Para a Escola", com a história da mais jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, a ativista paquistanesa Malala Yousafzai, que se tornou famosa ao redor do mundo por sua luta em prol da igualdade de gêneros no acesso à educação e por ressaltar o poder da leitura na vida das pessoas. Em julho de 2018, ela participou de um evento realizado pelo Itaú em São Paulo que debateu educação e empoderamento feminino. A obra é uma adaptação do livro original de mesmo nome, de Adriana Carranca, e as ilustrações são de Bruna Assis. O terceiro título é "As Bonecas da Vó Maria", escrito por Mel Duarte e com ilustrações de Giovana Medeiros, é inspirada na história de três empreendedoras de sucesso. Ele conta a trajetória de três irmãs e a relação delas com a avó, que estimulava a imaginação das netas por meio da leitura de forma lúdica, contando com um desfecho inspirador.
As três histórias reforçam o propósito da campanha de incentivo à leitura do banco – que desde sua criação promove que “imaginar é o primeiro passo para uma criança ser o que quiser”. Meu Amigo Robô já está disponível para download no site www.itau.com.br/leiaparaumacrianca; os outros dois títulos serão publicados nas próximas semanas. "Leia Para Uma Criança" Lançado em 2010 junto à Fundação Itaú Social, o programa seleciona anualmente livros infantis por meio de edital – as obras passam por uma curadoria de especialistas e as escolhidas são distribuídas gratuitamente. Mais de 54 milhões de unidades de livros físicos já foram distribuídas, além de mais de 12 mil obras em braile e com fonte expandida para pessoas com deficiência visual. Na edição 2018, 1,6 milhão de kits foram enviados para famílias de todo o país. Os livros ficam disponíveis em outubro.
No meio digital, a coleção conta atualmente 11 títulos de autores renomados como Fernando Veríssimo, Marcelo Rubens Paiva, Tulipa Ruiz e Zeca Baleiro, entre outros. As histórias da série KidsBook Itaú Criança – assinadas por autores e ilustradores convidados pelo banco – são idealizadas para serem lidas por adultos para crianças em sua primeira infância, pelo celular ou tablet. Unem a simplicidade da leitura com a tecnologia e as funcionalidades do Facebook Canvas, formato de anúncio full-screen interativo para mobile. A iniciativa do "Leia para uma Criança" integra uma das causas que o Itaú Unibanco apoia, a da Educação.
Disponível em Quatro Formatos: Deluxe Edition (Com Blu-ray/DVD/2CD), 3LP Vinil (pela primeira vez, incluindo faixas inéditas com Lennon-Richards-Clapton-Mitchell o Supergrupo The Dirty Mac), Double-CD e Digital. No Brasil, somente no formato físico DVD e em todos os demais formatos digitais FLV e e-Álbum.Pré-venda e stream do primeiro single, “Parachute Woman”
A ABKCO Films e a ABKCO Music & Records lançarão em conjunto, totalmente restaurado, o 4K Dolby Vision do filme “The Rolling Stones Rock and Roll Circus” em Blu-ray pela primeira vez. Além disso, o filme será lançado em DVD e para download digital (TVOD). Filmado durante dois dias em dezembro de 1968, o filme apresenta The Who, Jethro Tull, Taj Mahal, Marianne Faithfull, o improvisado supergrupo The Dirty Mac (John Lennon, Keith Richards, Mitch Mitchell, Eric Clapton), Yoko Ono, além das músicas originais dos The Rolling Stones. A Edição Deluxe Limitada é um pacote multiformato com Blu-Ray, DVD, 2CD com a trilha sonora e um livro de 44 páginas que traz a reportagem original de David Dalton, da Rolling Stone, feito em 1969, e com fotografias de Michael Randolf. A trilha sonora de “The Rolling Stones Rock and Roll Circus” foi ampliada para 28 faixas, recebeu um novo mix e 192k HD 24 de restauração. O material bônus, acrescentado pelo falecido pianista Julius Katchen, inclui três músicas adicionais do Taj Mahal e gravações nunca antes ouvidas do The Dirty Mac, apresentando o clássico dos Beatles "Revolution", com o apropriado título "Warmup Jam". Lançado pela primeira vez em vinil com 3 LPs, a trilha sonora também será lançada em CD e em todos os formatos digitais. Filmado em um estúdio de televisão no norte de Londres pelo diretor Michael Lindsay-Hogg ("Let It Be", "Ready Steady Go!") e o diretor de fotografia Tony Richmond ("Sympathy For The Devil" / "ONE PLUS ONE", "Let It Be"), “The Rolling Stones Rock and Roll Circus” foi um concerto filmado contra um pano de fundo de um circo no estilo dos filmes de Federico Fellini, tendo a própria banda como anfitriões, além de se apresentarem como artistas. Pela primeira vez na frente de uma plateia, “A Maior Banda de Rock and Roll do Mundo” apresenta seis clássicos dos Stones (“Jumpin’ Jack Flash,” “Parachute Woman,” “No Expectations,” “You Can’t Always Get What You Want,” “Sympathy for the Devil” e “Salt of The Earth”). O público, composto por membros do fã-clube, vencedores de concursos e de amigos, testemunhou o que inicialmente foi considerado um especial da BBC para promover o álbum “Beggars Banquet”. Esses planos foram abandonados com a saída de Brian Jones da banda e sua subsequente morte; o filme não foi oficialmente lançado nos 28 anos seguintes. Produzido pela equipe vencedora do Prêmio Grammy da ABKCO, “The Rolling Stones Rock and Roll Circus” é o primeiro filme de um concerto a ser mixado usando Dolby Atmos Technology e Dolby Vision para uma experiência envolvente sem precedentes. Tratando o som como informação espacial em 3D, Dolby Atmos faz pelo som o que a Dolby Vision faz para os efeitos visuais. O Dolby Vision é uma tecnologia avançada de HDR que oferece contraste, detalhes e dimensionalidade aprimorados à tela, capacitando cada pixel com uma gama muito mais ampla de cores e brilho do que os métodos anteriores. Não só os espectadores poderão experimentar essa versão aprimorada do filme em suas próprias casas, tanto no formato original 4x3 quanto no widescreen 16:9, como eles também poderão ouvir as faixas com os comentários de Mick Jagger, Keith Richards, Tony Richmond e Michael Lindsay-Hogg, Yoko Ono e Marianne Faithfull, bem como assistir a uma entrevista com Pete Townshend e uma série de extras.
“Foi uma filmagem incrível, acho que foram 36 horas ou algo assim. Lembro-me de não me lembrar de tudo no final... mas foi divertido... Nos apresentamos para dois públicos... me esgotou... foi ótimo!", disse Keith Richards.
"The Rolling Stones Rock and Roll Circus" (4K Film) O Filme "Song For Jeffrey" - Jethro Tull "A Quick One While He's Away" - The Who "Ain't That A Lot Of Love" - Taj Mahal "Something Better" - Marianne Faithfull "Yer Blues" - The Dirty Mac "Whole Lotta Yoko" - Yoko Ono & Ivry Gitlis, and The Dirty Mac "Jumpin' Jack Flash" - The Rolling Stones "Parachute Woman" - The Rolling Stones "No Expectations" - The Rolling Stones "You Can't Always Get What You Want" – The Rolling Stones "Sympathy for the Devil" - The Rolling Stones "Salt Of The Earth" - The Rolling Stones
Extras Widescreen Feature, Aspect Ratio: 16:9 (65 min) Entrevista Pete Townshend, Aspect Ratio: 4x3 (18 min) The Dirty Mac: ‘Yer Blues’ Tk2 Quad Split, Aspect Ratio: 4x3 (5:43) Taj Mahal: -Checkin’ Up On My Baby, Aspect Ratio: 4x3 (5:37) -Leaving Trunk, Aspect Ratio: 4x3 (6:20) -Corinna, Aspect Ratio: 4x3 (3:49) Julius Katchen: -de Falla: Ritual Fire Dance, Aspect Ratio: 4x3 (6:30) -Mozart: Sonata In C Major-1st Movement, Aspect Ratio: 4x3 (2:27) Mick & The Tiger/ Luna & The Tiger, Ratio: 4x3 (1:35) Bill Wyman & The Clowns, Aspect Ratio: 4x3 (2:00) Lennon, Jagger, & Yoko backstage, Aspect Ratio: 4x3 (45sec)
Comentários das faixas do fillme: Life Under The Big Top (Artistas) Apresentando: Mick Jagger, Ian Anderson, Taj Mahal, Yoko Ono, Bill Wyman, Keith Richards (65 min) Framing The Show (Diretor & Diretor de Fotografia) Apresentando: Michael Lindsay Hogg, Tony Richmond (65 min) Musings (artistas, escritor, fãs que estiveram na gravação) Apresentando: Marianne Faithfull, David Dalton, David Stark (50 min)
"The Rolling Stones Rock and Roll Circus" Edição de Áudio Ampliada 1. Mick Jagger's Introduction Of Rock And Roll Circus - Mick Jagger 2. Entry Of The Gladiators - Circus Band 3. Mick Jagger's Introduction Of Jethro Tull - Mick Jagger 4. Song For Jeffrey - Jethro Tull 5. Keith Richards' Introduction Of The Who - Keith Richards 6. A Quick One While He's Away - The Who 7. Over The Waves - Circus Band 8. Ain't That A Lot Of Love - Taj Mahal 9. Charlie Watts' Introduction Of Marianne Faithfull - Charlie Watts 10. Something Better - Marianne Faithfull 11. Mick Jagger's and John Lennon's Introduction Of The Dirty Mac 12. Yer Blues - The Dirty Mac 13. Whole Lotta Yoko - Yoko Ono & Ivry Gitlis with The Dirty Mac 14. John Lennon's Introduction Of The Rolling Stones + Jumpin' Jack Flash - The Rolling Stones 15. Parachute Woman - The Rolling Stones 16. No Expectations - The Rolling Stones 17. You Can't Always Get What You Want - The Rolling Stones 18. Sympathy for the Devil - The Rolling Stones 19. Salt Of The Earth - The Rolling Stones Bonus Tracks 20. Checkin' Up On My Baby - Taj Mahal 21. Leaving Trunk - Taj Mahal 22. Corinna - Taj Mahal 23. Revolution (rehearsal) - The Dirty Mac 24. Warmup Jam - The Dirty Mac 25. Yer Blues (take 2) - The Dirty Mac 26. Brian Jones' Introduction of Julius Katchen - Brian Jones 27. de Falla: Ritual Fire Dance - Julius Katchen 28. Mozart: Sonata In C Major-1st Movement - Julius Katchen
Trailer do filme "The Rolling Stones Rock and Roll Circus":
Rauzitos mostra composições de Raul Seixas para as crianças em show no Sesc Bom Retiro
Foto: Nino Andrés
Com referências míticas, além de narrativas e metáforas irônicas e bem-humoradas, a banda Rauzitos levam a música de Raul Seixas para crianças em show no Sesc Bom Retiro, dia 5 de maio, domingo, às 16h. Entrada gratuita.
A banda é formada por Daniel Xingu (violão e voz), Ângelo Kanaan (bateria e efeitos) e Marcelo Dworecki (baixo e vocais) e coloca no palco as músicas desse ícone que mais divertem os pequenos. O trio criou a banda em 2017 e, desde então, se dedica a homenagear o rei do rock brasileiro em apresentações que já reuniram cerca de 10 mil pessoas.
Canções como Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás, Mosca na Sopa, Maluco Beleza, Sociedade Alternativa, Carimbador Maluco, Cowboy Fora da Lei, O Conto do Sábio Chinês, O Dia Em Que A Terra Parou, Capim-Guiné, Como Vovó Já Dizia, O Trem das 7, Abre-te Sésamo estão no set-list.
Os músicos incorporam o estilo de Raul Seixas ao usarem um figurino que faz referências aos personagens criados pelo “Maluco Beleza” em suas composições: Durango Kid, O Sábio Chinês e O Carimbador Maluco.
Raulzitos Dia 5 de maio - Domingo, às 16h. Classificação: Livre Grátis Duração: 90 minutos. Local: Praça de convivência
História em quadrinhos criada pelo autor é um thriller de ficção-científica.
No dia 8 de maio, quarta-feira, a partir das 19hs, o ator e quadrinista Felipe Folgosi lança sua mais nova graphic novel "Chaos", no restaurante Jazz Restô e Burgers, em São Paulo. "Chaos" é a sequência do universo iniciado pelo autor em "Aurora", lançado em 2015. Felipe começou a desenvolver o roteiro logo após o lançamento de "Aurora", devido a resposta positiva de público e crítica. Em 2018, após uma bem-sucedida campanha de financiamento coletivo pelo site Catarse, a produção foi iniciada em parceria com o artista argentino Emilio Utrera. Sobre a nova história, Felipe comenta "Ela começa onde a anterior parou, mas com o Gabriel dominando a cena no combate à Nova Ordem Mundial, ao lado dos personagens que conhecemos, Ryan, Cláudia e Annabelle. Claro que também teremos novos heróis e vilões, muitas sequências de ação eletrizantes, e como no Aurora, tudo isso muito bem amarrado numa trama que envolve ciência, filosofia, política, sociedades secretas, transhumanismo, ação, sacrifício, emoção e aventura. Enfim, um thriller de ficção-científica com muita teoria da conspiração, do jeito que a gente gosta! ". Em "Chaos", Felipe desenvolve uma história de ação surpreendente que mistura fatos científicos e questões filosóficas. "Como fã do gênero, penso que as melhores histórias partem de premissas reais combinadas de forma inusitada e levadas às últimas consequências, então pesquisei muito para que cada termo científico usado, cada dado técnico citado gerasse uma sensação de verossimilhança no leitor", explica o autor, que levou dez anos para escrever "Aurora", mas que precisou apenas de seis meses para concluir o roteiro de "Chaos", no final de 2015. "Como já havia feito a pesquisa para o Aurora, que foi extensa e detalhada, começando com dados sobre astronomia e física, passando por partículas cósmicas, precessão dos equinócios, aceleradores de partículas, agências de inteligência militar, sociedades secretas e toda essa loucura, quando chegou a hora de escrever o Chaos foi muito mais rápido porque o universo já estava criado", relata. Com "Chaos", Felipe comemora o primeiro título a ser lançado por nova editora Yosemite. "Tenho aprendido muito ao longo desses anos, e acredito ser um processo natural. Estou muito feliz com o resultado da HQ e agora com a editora espero poder continuar produzindo quadrinhos por muitos a Felipe estudou cinema em São Paulo e fez especialização em roteiro na UCLA, Estados Unidos. Ele desenvolveu inicialmente o roteiro de "Aurora" para o cinema, mas adaptou a trama para história em quadrinhos ao perceber seu imenso potencial gráfico. Em "Chaos", ele segue a receita de sucesso. "O que mais gosto na nova história são as novas personagens, com seus dramas pessoais e poderes fantásticos que acredito, irão cativar os leitores " finaliza. Fã de quadrinhos, Felipe conta que a inspiração de "Chaos" vem tanto do universo das HQs quanto da ciência e para isso, precisaria encontrar um artista a altura. A missão foi dada ao desenhista argentino Emilio Utrera, que além do traço e arte final, também colore a obra. Felipe, que procurou um artista por quase dois anos, enfatiza "Encontrei no Emi um parceiro que estava buscando faz algum tempo, um cara completo, ponta firme e extremamente sensível na tradução do roteiro e layout para o papel. Estou bem satisfeito com o trabalho dele e acredito que o público brasileiro também ficará". Serviço Lançamento do novo HQ de Felipe Folgosi - "CHAOS" Data: 08/05/2019 Horário: 19 horas Onde: Restaurante Jazz Restô e Burgers Endereço: Rua Vergueiro, 2080 - Vila Mariana, São Paulo 132 páginas R$: 49 reais
O grupo The Pambazos Bros utiliza as linguagens de teatro, circo e música para montar seus espetáculos. No show "Flamingos Del Fuego Trio", a trupe recria o ambiente dos boleros dos anos 50 no Sesc Bom Retiro, no dia 4 de maio, sábado, às 18h. A entrada é gratuita. Formado por Jorge Zagarzazu, Diego Martinez e Ivan Gomes, o grupo também traz ao público ritmos como cumbia e chachacha em versões cômicas com direção de Ricardo Puccetti em mais uma produção do The Pambazos Bros.
A performance une técnicas de clown excêntrico, música, humor, manipulações e mágicas. Conta com um estilo natotalidade acústica, composta por contrabaixo, clarinete, maracas, acordeão e serrote. O resultado são melodias capazes de nos transportar a um lugar de romantismo, ritmo e alegria.
The Pambazos Bros conta com mais de 10 anos de trabalho e pesquisa na área. Formado pelos uruguaios Diego Martínez e Jorge Zagarzazú, a trupe chegou no Brasil em 2004 após entrarem em contato com o Lume (Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa Teatral, Unicamp). O encontro ocorreu durante o II Festival Internacional de Teatro de Calle de Zacatecas, no México em 2002, e desde então, reside e desenvolve projetos em São Paulo.
O coletivo tem como foco de estudo mestres como Pierre Byland, Avner O Excêntrico, Ricardo Puccetti, Marcio Ballas, Chacovachi. Já apresentaram espetáculos em 14 países como Cuba, México, Venezuela, Colômbia, Alemanha, Hungria, Bélgica, Holanda, entre outros. Atualmente estão com um repertório com seis espetáculos: Magikamerluza, La Mutante Varieté, Porongo Vaudeville e os projetos cênicos musicais Flamingos Del Fuego Trio, Pakitos Cuecacuela e Sonora Dromedário.
Flamingos Del Fuego Trio Dia 4 de maio - sábado, às 18h. Classificação: Livre Grátis Duração: 90 minutos. Local: Praça de Convivência.