quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

.: Saiba porque o Mar Morto é considerado o maior spa natural do mundo


Apesar do sugestivo nome, que refere-se ao fato de a água do Mar Morto ser tão salina que impossibilita a vida nas suas águas, este grande lago que fica em Israel, no Oriente Médio, é rico em sais minerais e em ingredientes com capacidades regeneradoras e prolongados da vida, sendo 12 deles só existentes nas suas águas. O local tem atraído milhões de visitantes todos os anos, seja em busca de seus benefícios como para o turismo.

O turismólogo e influenciador digital Gabriel Veronese é um dos especialistas no assunto e revela que o Mar Morto é na verdade o maior spa natural do mundo. “Localizado entre Israel e a Jordânia, com quase três milhões de anos de existência segundo a ciência, este lugar é único no mundo. Já se sabe que os minerais encontrados aqui podem nutrir as camadas mais superficiais da pele, melhorar a elasticidade e tonalidade e removem toxinas, promovendo efeito anti-envelhecimento. Por conta da alta taxa de salinidade encontrada tanto nas águas quanto na lama do lago oriental, os tratamentos feitos à base desses sais têm ação cicatrizante, anti-inflamatória e antisséptica, garantindo a redução das temidas espinhas”, revela.

Segundo especialistas, as águas do Mar Morto são compostas de 34% de minerais, ou seja 10 vezes mais do que qualquer outro mar ou lago, proporcionando muitos benefícios para a saúde e para a pele: "Situado a 430 metros abaixo do nível do mar, mesmo absorvendo as areias do deserto e exposto a um clima tão seco, o Mar Morto é epicentro de pesquisas e conhecido como "o maior e mais natural destino spa do mundo”, conta Veronese.

Indústria da beleza Israelense
Muito além do turismo religioso, que movimenta a economia local e leva milhões à Terra Santa, Gabriel Veronese conta que existe toda uma indústria da beleza associada às incríveis propriedades das águas e da lama do Mar Morto: “existe uma indústria internacional da beleza que vão até Israel para formulação de produtos cosméticos. No Brasil existem diversos produtos que são formulados a partir das pesquisas e descobertas realizadas em Israel. O país é o lar de diversos cientistas brilhantes, ganhadores do prêmio Nobel e pesquisadores entre os mais reconhecidos do mundo”.

Veronese está bastante ligado à industria da beleza de Israel e foi escolhido em 2019 como um dos influenciadores da marca israelense Premier Cosméticos do Mar Morto. O evento, realizado em São Paulo, contou também com a presença de artistas como Rita Cadillac e Luiza Ambiel e teve foco na solidariedade: “é importante celebrar a beleza e o sucesso da marca no país, que é imenso, mas também ajudar as pessoas. O mundo vai muito além da superfície, da pele, da estética. Todos os brinquedos arrecadados no evento foram doados para a ONG Casa José Coltro. Cada convidado, inclusive eu, trouxe um brinquedo novo para doar a crianças que vivem em lugares e famílias mais carentes. A verdadeira beleza vai além do que a gente pode ver”.

.: "O Irlandês" e os laços de poder: intolerantes são rapidamente exterminados


Por Oscar D’Ambrosiojornalista e crítico de arte.

Não são poucos os que apontam “O Irlandês” como o principal favorito para os prêmios Oscar a serem entregues em 2020. O filme de Martin Scorsese tem como um de seus pontos altos as interpretações de Joe Pesci, Robert de Niro e Al Pacino, respectivamente no papel de um líder da máfia, um assassino e um líder sindical, o célebre Jimmy Hoffa.

As relações de poder entre os três ganham diversas conotações e temperaturas durante o filme. Fica evidente que, mesmo no competitivo mundo da máfia, o equilíbrio emocional é importante. Pesci interpreta o líder calmo que evita o uso da violência até o último momento, mas, quando assim decide, sua postura é fria e definitiva.

Cabe a Robert de Niro o papel do caminhoneiro que ingressa no mundo da máfia como transportador de carnes, passando para a esfera sindical e para a ação como matador profissional e guarda-costas de confiança de Jimmy Hoffa (Al Pacino), o maior líder da categoria e perseguido pelo clã Kennedy.

Pacino dá ao líder Hoffa a coloratura de um personagem operístico, que oscila entre o histriônico populista e o delicado admirador de crianças e da esposa. Sua obsessão pelo poder leva a uma morte até hoje não esclarecida. Ele simplesmente desapareceu não se sabe como, e seu corpo nunca foi encontrado

O saldo de toda essa jornada é violento e sanguinário, mas também humano. Cada personagem tem suas motivações e arrependimentos. Muito mais que julgar, o filme expõe situações, intolerâncias e relações caracterizadas pelos laços com o poder e de amizade. Os intolerantes com as diferenças, nesse contexto, são mais rapidamente exterminados.  

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

.: Emicida lança livro para celebrar os dez anos da sua primeira mixtape

"Antologia Inspirada no Universo da Mixtape - Pra Quem já Mordeu um Cachorro por Comida, até que Eu Cheguei Longe..." é uma antologia que reúne textos de artistas, historiadores, poetas, pensadores e pessoas próximas ao rapper, além de ilustrações que remetem ao mundo das HQs

A história é conhecida: aos 24 anos, Leandro Roque de Oliveira, o Emicida, saía diariamente do Cachoeira para vender a sua primeira mixtape"Antologia Inspirada no Universo da Mixtape - Pra Quem já Mordeu um Cachorro por Comida, até que Eu Cheguei Longe..."  (2009), pelas ruas de São Paulo. 

A produção era no estilo “faça você mesmo”. Um CD-R gravado em casa, embalado por papel craft e uma capa "impressa" por carimbo. O preço? Dois reais. O que parecia o "corre" por uma carreira (ou pela sobrevivência) se tornou, na verdade, aquilo que revolucionaria a indústria do rap no Brasil. Em um ano, foram mais de 10.000 cópias vendidas e a história continua sendo escrita por aquele que é, hoje, um dos principais artistas do país. 

Se a trajetória dele é coerente, é porque tem um alicerce forte (sim, aquela primeira mixtape) somado ao entendimento de que é necessário voltar ao começo. Por isso, após dez anos, Emicida lança o livro "Antologia Inspirada no Universo da Mixtape - Pra Quem já Mordeu um Cachorro por Comida, até que Eu Cheguei Longe..." (Ed. LiteraRUA em parceria com a Laboratório Fantasma).

A mixtape inicia com o verso verso “É difícil plantar ambição, sem ver a ganância nascer” e se encerra com “E antes de escrever um rap, me liga e pergunta se pode”. Da faixa 1 a 25, são muitas ideias, histórias de vida, contextos e sentimentos. Como Emicida sempre entendeu a música como um diálogo, ele decidiu convidar outras pessoas para se debruçar sobre a sua estreia fonográfica em um formato de faixa a faixa comentado. 

Ao longo das 168 páginas que compõem o livro, o público se aproxima do artista e da sua obra pela perspectiva histórica, coletiva e afetiva. Mas não só, pois o resultado da leitura reflete o retrato social, político e econômico do Brasil (dez anos depois do lançamento, a mixtape ainda soa extremamente atual).

Partindo de um prefácio comovente escrito por Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil em 2009 (quando Emicida, no Cachoeira, no quartinho calado, preparava sua mixtape de estreia), a antologia ressalta a importância do mestre(a) de cerimônias e da cultura hip hop, por exemplo. Isso se dá pela caneta da atriz-MC Roberta Estrela D’Alva, incumbida de comentar “Intro (É Necessário Voltar ao Começo)”. “Por meio da sua voz, abre caminho para que muitas outras vozes sejam ouvidas”, afirma. 

O poeta Sérgio Vaz, por sua vez, traduz “Pra Mim (Isso É Viver)” como um filme que passa diante dos seus ouvidos e resume: “cantar a quebrada é entender que a periferia não é um lugar, é um sentimento”. Em seguida, a sambista Leci Brandão faz um paralelo entre o rap e o samba presentes em “Ainda Ontem”: “ele faz freestyle, a gente faz partido alto”.

A jornalista Eliane Brum ressignifica a visão dos nossos olhos domesticados ao comentar “Só Isso”. Sua fala é sobre “reexistir”, tendo como desacato a delicadeza. Já Mateus Potumati, também jornalista, identifica – em “Sei Lá” – a desconstrução de temas feita pelo rapper paulista. “Ao assumir abertamente, logo na introdução, sua vulnerabilidade em relação à mulher que o faz sofrer, Emicida rompe com a postura inabalável do eu lírico (normativo) de uma crônica de relacionamento”, explica.

“Quando Emicida retrata a vida do jovem negro e pobre da periferia das grandes cidades, ele lida com o efeito palpável deste processo de abandono e de ódio secular”, diz o necessário texto – sobre “Cidadão –  do professor, escritor e sociólogo nordestino Jessé Souza. E continua: “O jovem da periferia já nasce sem futuro. Nasce para morrer jovem, sem que sua morte produza dor ou luto”.

Força de expressão seria dizer que “Triunfo”, faixa que catapultou o nome de Emicida, é um capítulo à parte. E é mesmo. Autor do livro “Rastros de Resistência”, Ale Santos faz uma contextualização primorosa (afinal, é o Negro Drama do Storytelling) dos séculos de escravidão que paralisaram a história de vários povos africanos e chega em “Triunfo” ao  perceber o rapper paulista como alguém que “reconhece o poder das narrativas ancestrais, como consegue moldá-lo para construir seu próprio império em diáspora”

CEO e fundadora do Movimento Black Money, Nina Silva fala como o racismo estrutural resultou também em um abismo socioeconômico. Profissional do texto, Arthur Dantas define em sua vez: “‘Triunfo’, uma dessas faixas que encapsulam um breve espaço de tempo em espécie de manifesto urgente, apresentado perfilando versos angulosos e contundentes, descarregando todo um arsenal de temas imagens numa sequência inaudita de punchlines venenosas”.

Ao todo, 105 pessoas mostram a sua interpretação das faixas de "Antologia Inspirada no Universo da Mixtape - Pra Quem já Mordeu um Cachorro por Comida, até que Eu Cheguei Longe...". Cada capítulo é precedido ainda por um curto comentário de rappers e músicos, entre eles Karol Conka, Rael, Djonga, Thaide e Criolo. As 25 faixas foram ainda reinterpretadas por artistas em ilustrações que remetem ao universo das histórias em quadrinhos que tanto inspiram Leandro Roque de Oliveira, o Emicida, aquele das sete letras e um propósito: "eu não vou parar".

Características do livro:
Título: "Antologia Inspirada no Universo da Mixtape - Pra Quem já Mordeu um Cachorro por Comida, até que Eu Cheguei Longe..." 
Autor: Emicida
Categorias: Antologia / Arte / Música / Rap / Graphic Novel
Editora: Laboratório Fantasma / LiteraRUA
Páginas: 168
Dimensões: 32X23 cm.
ISBN: 9788566892246
Ano: 2019


.: "Push Up" reestreia dia 14 de janeiro no Viga Espaço Cênico


"Push Up" é um texto do talentoso e reconhecido autor e diretor alemão Roland Schimmelpfennig, um dos mais prolíficos em seu país, com peças já traduzidas em mais de 20 línguas e amplamente elogiadas na Europa. A peça trata de pessoas que trabalham no mundo corporativo e que, ao dedicar seu tempo a essa grande empresa, parecem não escapar do pêndulo entre os campos profissional e privado.

Cada um dos executivos e executivas da empresa tenta convencer o CEO que seu projeto é o melhor e mais adequado, o que será um trampolim para a grande filial em Nova Délhi, na Índia. A luta entre Angelika e Sabine vai além da competência profissional de ambas por conta de uma possível traição, o que provoca uma desestabilização na relação entre as duas. 

Patrizia e Robert, por sua vez, após uma noite épica de amor não sabem como lidar com a situação e são colocados, por seu chefe, diante de mais um impasse: aprovar ou não o projeto de Patrizia. Assim como os outros, Hans e Frank concorrem simultaneamente a um cobiçado cargo em Délhi, o que traz à tona o embate entre as gerações e a ética nesse tipo de relação. Os dois concièrges, Henrique e Maria, estão a postos do início ao fim da peça, assim como na entrada e saída dos gladiadores na arena de um mundo dirigido pela lógica do capitalismo neoliberal, da qual ambos parecem ser os únicos livres dessa determinação que precariza a condição humana.

Essas pessoas conseguirão atingir o sucesso? Ou estariam mais perto de um desastre profissional e pessoal? Chegam ao topo ou são descartadas? São felizes? Será que elas vão aprender a discernir seus reais desejos das frustrações ou continuarão imersas na solidão e na alienação, condições essas impostas pela sociedade contemporânea?

"Push Up"
Ficha Técnica
Texto: Roland Schimmelpfennig
Direção: César Baptista
Elenco: Antoniela Canto, Daniel Faleiros Migliano, Fabio Acorsi, Fulvio Filho, Isabella Lemos, João Bourbonnais, Karlla Braga, Monalisa Vasconcelos
Assistência de direção: Chico Ribas
Produção: Nathalia Gouvêa
Designer de Luz: Wagner Pinto
Figurino: André Do Val

Serviço
"Push Up"
Viga Espaço Cênico
Sala Piscina (35 lugares)
Rua Capote Valente, 1323
Informações: 3801.1843
Terças e quartas às 21h
Ingressos:
R$ 50
Duração: 80 minutos
Recomendação: livre
Estreou dia 15 de outubro de 2019
Reestreia dia 14 de janeiro de 2020

.: Cynthia Falabella dirige espetáculo sobre nostalgia e juventude no Sesc Santo Amaro


A descoberta do outro, ruídos das relações familiares, dilemas sobre o futuro e outras questões que envolvem o mundo dos jovens é tema da peça "Rapte-Me Agora - Deve Haver Vida Inteligente em Outra Parada de Ônibus". Com direção de Cynthia Falabella, dramaturgia de Ed Anderson e com José Sampaio e Michelle Boesche no elenco, a estreia acontece dia 17 de janeiro, sexta-feira, às 21h, no Espaço das Artes do Sesc Santo Amaro. A temporada tem sessões às sextas, às 21h, sábados, às 20h, e domingos, às 18h, até 16 de fevereiro.

Na montagem, UMA vai ao encontro de OUTRO, e isso seria um fato corriqueiro se este OUTRO não se recordasse mais de UMA. A trama traz o (des)encontro de dois jovens desajustados, e a sua relação com o meio em que vivem - amores, família, amigos, - permeando entre “verdades padronizadas” e “mentiras originais”. A encenação acontece em um ambiente cotidiano, ao se passar em um ponto de ônibus.

O enredo faz alguns giros sobre a memória e a afetividade dos personagens. Elenca o que nos é caro e o que está sujeito ao descarte. Será que o que guardamos foi realmente o mais importante? E este ato de “guardar” não seria uma prisão ao espírito das juventudes?

O dramaturgo Ed Anderson contou sobre o universo da peça. “Existe uma lacuna em peças que retratam jovens protagonistas. O grande mote do texto é a memória, um jogo sobre verdade e mentira. Os personagens mostram suas fragilidades, querem romper o caos urbano, são encontros e desencontros que não sabe onde vai parar. Representam uma negação até das redes sociais, são seres que questionam essas novas mídias”Uma das inspirações para a criação dramatúrgica foram os filmes dos Irmãos Dardenne, cineastas belgas que trabalham com um viés mais humanista e de transformações em suas obras, características que estão impregnadas no texto.

O ator José Sampaio ressaltou a atmosfera que envolve a montagem. “É uma relação ambígua e misteriosa, trazendo identificação e distância entre os dois em cena. São jovens adultos que não têm uma carga de maturidade, diferentemente das gerações anteriores. Eles são altamente ligados à infância e juventude. Meu personagem está em um ponto de ônibus e não sabe qual o destino final. Se encontra no meio em um limbo cheio de fragilidades diante desse mundo”.

O outro lado da história fica com o papel interpretado por Michelle Boesche. “Minha personagem vive com a bicicleta, possui uma visão crítica em relação a poluição e tecnologia, é extrovertida, criativa, poética, tem sempre opinião para tudo. Ela tenta uma conexão com o outro personagem. Valoriza a questão da presença física em tempos virtuais”.

“O espetáculo abre muitas interpretações, é um jogo sobre memória, relações perdidas, trabalha com a questão de nostalgia. São pessoas que vivem no mundo da fita K7, vinil e possuem uma nostalgia de outra época. Fala sobre uma juventude que todos temos ou já tivemos”, conclui Cynthia Falabella.

Ficha Técnica
Texto: Ed Anderson. Direção: Cynthia Falabella. Elenco: José Sampaio e Michelle Boesche. Assistente de direção: Ana Paula Lopez. Cenário: Heron Medeiros. Figurino e visagismo: Rosângela Ribeiro. Assistente de figurino: Eduardo Dourado. Iluminação: Marisa Bentivegna. Trilha sonora: Chuck Hipólitho e Thiago Guerra. Vídeo design: Alexandre Gonzalez. Programação visual: Alexandre Brandão. Direção de produção: Ricardo Grasson. Produção executiva: Heitor Garcia e Lucas Melo. Produção: Nosso Cultural. Gestão de Projeto: Lumus Entretenimento. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Fotos: Leekyung Kim.

Serviço:
"Rapte-Me Agora – Deve Haver Vida Inteligente em Outra Parada de Ônibus"
De 17 de janeiro a 16 de fevereiro.
Sextas, às 21h; Sábados, às 20h; Domingos, às 18h.
Espaço das Artes| 80 lugares.
Classificação: 16 anos.
Duração: 80 Minutos.
Ingressos: R$ 30 (inteira). R$ 15 (estudantes, +60 anos e aposentados, pessoas com deficiência e servidores da escola pública). R$ 9 (credencial plena válida: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes). 
Vendas online a partir de 7 de janeiro, terça-feira, a partir das 12h, e 8 de janeiro, quarta-feira, venda presencial nas bilheterias do Sesc a partir das 17h30.

Sesc Santo Amaro
Endereço: Rua Amador Bueno, 505, Santo Amaro
Acessibilidade: universal.
Horário de funcionamento da unidade e bilheteria: terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Estacionamento da unidade: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2 por hora adicional (Credencial Plena); R$ 12 a primeira hora e R$ 3 por hora adicional (outros).
Disponibilidade: 158 vagas para carros e 36 para motos. A unidade possui bicicletário gratuito.

.: MASP anuncia Sandra Benites como nova curadora adjunta de arte brasileira


Sandra Benites é a nova curadora adjunta de arte brasileira do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - MASP. Sandra é Guarani Nhandewa, doutoranda em Antropologia Social pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e curadora.

Trata-se de um marco, já que essa é a primeira vez que uma curadora indígena é contratada por um museu de arte no Brasil. Sandra trabalhará em diversas iniciativas do MASP, que tem procurado trazer, cada vez mais, artistas e histórias indígenas de diversas maneiras em suas iniciativas. A contratação fortalece a presença de vozes e arte indígenas no programa do museu e sua presença será especialmente importante em 2021, quando o MASP dedicará toda a sua programação às “Histórias indígenas” ao redor do mundo.  

Este projeto recentemente ganhou o Sotheby’s Prize, que visa reconhecer excelência curatorial e apoiar exposições que exploram temas negligenciados ou sub-representados da história da arte.

Sandra Benites trabalha, desde 2004, com educação indígena. Foi professora de arte em uma escola de ensino fundamental em Aracruz, Espírito Santo, na comunidade Guarani entre 2004-2012 e coordenadora pedagógica na Secretaria de Educação em Maricá, no Rio de Janeiro, assessorando escolas indígenas. Foi curadora da exposição DjaGuata Porã: Rio de Janeiro Indígena no Museu de Arte do Rio em 2017-18 e é co-curadora de exposição sobre lideranças indígenas no Sesc Ipiranga a ser realizada em 2020.

“O projeto da exposição ‘Histórias Indígenas’ no MASP é muito importante para despertar memórias indígenas, muitas das quais se encontram adormecidas. Quando falamos em histórias, sempre falamos de um conhecimento ancestral, e o objetivo será o de narrar essas histórias a partir de uma visão indígena sobre o ‘ywy rupa’, que é a territorialidade Guarani”, afirma Sandra.

“Estamos nos sentindo extremamente sortudos em poder trazer Sandra para nosso time e já estamos colaborando com ela de diferentes formas”, afirma Adriano Pedrosa, diretor artístico da instituição. “Essa é uma virada para MASP e também para o cenário museológico como um todo, já que lideramos esse caminho para construção de narrativas mais plurais, diversas e inclusivas, não apenas discutindo e exibindo arte indígena, mas ao conseguir fazer isso sob a orientação excepcional de Benites”, finaliza.

.: Filme francês “A Melodia” é sobre educar com alegria


Por Oscar D’Ambrosiojornalista e crítico de arte.

Por que os alunos mais brilhantes geralmente não são bem aceitos no sistema educacional? Por que todos falam que a educação tem que mudar, mas poucos têm a coragem de efetivar essas transformações? Por que a educação parece estar em um beco sem saída, perdida em reflexões muitas vezes teóricas sem aplicação prática?

Algumas dessas questões podem começar a ganhar luz ao assistir ao filme francês “A Melodia”, que trata de um erudito professor de violino que vai lecionar o instrumento em uma humilde escola parisiense. Encontra adolescentes desmotivados, agressivos e que convivem com conflitos e preconceitos por serem filhos de famílias de imigrantes negros ou árabes.

A direção de Rachid Hami privilegia a relação entre o professor e um menino negro que revela grande talento. Inicialmente pode-se pensar que ambos estão lá desperdiçando o seu tempo. O músico, por abrir mão de sua carreira pelo envolvimento com as crianças; e o menino, por dedicar-se a uma atividade que aparentemente não renderá retorno financeiro.

O essencial está na discussão do papel da cultura no universo educacional. Ninguém discute que ela precisa ocupar um lugar primordial, mas o entendimento do que é cultura e quais manifestações devem ser valorizadas passa por interpretações. É preciso, portanto, tornar o espaço da cultura uma reflexão sobre o que significa ser uma pessoa integrada á sociedade.

Como bem diz o professor, o mais importante é que as pessoas se divirtam naquilo que fazem. A técnica é importante no tocar o instrumento e no educar, mas, se não houver prazer, qualquer fazer perde o sentido. É na alegria de interpretar uma música e no sentimento que cada nota expressa que a raça humana pode se aprimorar de alguma maneira.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

.: "Como Ter Uma Vida Quase Normal" em curta temporada no Teatro Nair Bello


A partir de 11 de janeiro, no Teatro Nair Bello, Monique Alfradique protagoniza "Como Ter Uma Vida Quase Normal" (crítica neste link),  comédia sobre a vida de uma mulher contemporânea tentando sobreviver nos dias de hoje. Inspirado no livro homônimo, o espetáculo foi adaptado e é dirigido por Rafael Primot (Prêmio Shell). 

Ágil, inteligente e engraçado, o texto narra a história de uma mulher moderna, que depois de passar por decepções amorosas, fracassos profissionais e experiências nada convencionais na vida virtual, permanece incansável tentando lidar e sobreviver com seus dilemas contemporâneos (e que no fundo são os de todos nós). As apresentações seguem até o dia 16 de fevereiro.

Dona de seu destino, ela tenta fazer suas próprias escolhas, apesar da pressão constante da sociedade para que ela leve uma vida considerada “normal”. E afinal será que se encaixar nos padrões é assim mesmo tão necessário? Sufocada, ansiosa, impulsiva, ela muitas vezes se perde no turbilhão de informações que recebemos por todos os lados nos dias de hoje. A peça fala sobre a vida, as dores, os amores e todas as mazelas que assolam os 30 e poucos anos: Venci na vida? Sou suficientemente independente? Sou bem sucedida? Sou amada? Sei amar?

Os efeitos da ansiedade na vida desta mulher aparecem sob o filtro de uma cabeça fervilhante de pensamentos, mãos trêmulas, falta de ar e, sobretudo, humor. E, claro, sempre rindo de si mesma o que confere a tudo isso graça, humanidade e identificação. Ansiosa e caótica ela atravessa seus dias na busca por encontrar a si mesma e acaba descobrindo que talvez precise de muito menos do que imagina para ser feliz.

Ficha Técnica
Livremente inspirado no livro de Camila Frender & Jana Rosa “Como Ter Uma Vida Normal Sendo Louca”
Dramaturgia e direção: Rafael Primot
Elenco: Monique Alfradique
Direção de arte: Carolina Bertier
Cenografia: Willian Linitch
Figurino: Karen Brusttolin
Desenho de luz: Aline Santini
Trilha sonora: Daniel Maia
Preparação corporal: Rodrigo Frampton
Assistente de direção: Haroldo Miklos
Coordenação de comunicação: Beth Gallo
Assessoria de imprensa: Daniela Bustos E Thaís Peres – Morente Forte Comunicações
Coordenação do projeto gráfico: Haroldo Miklos e Carolina Bertier
Fotografia: Caio Gallucci
Conteúdo: Web Jady Forte
Redes sociais: Gabriela Torres, Lorraine Fonseca e Paloma Adeodato
Coordenação de produção: Egberto Simões
Produção executiva: Martha Lozano
Coordenação administrativa: Dani Angelotti
Assistência administrativa: Alcení Braz
Administradora: Magali Morente
Idealização: Monique Alfradique & Enkapothadoartes Ltda
Produtores associados: Selma Morente, Celia Forte, Monique Alfradique E Rafael Primot
Uma produção: Morente Forte Produções Teatrais
Patrocínio: Audi

Serviço
"Como Ter Uma Vida Quase Normal"
Teatro Nair Bello (201 lugares)
Shopping Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 569 – 3° andar.
Telefone: 3472-2414
Bilheteria: de quarta a sábado, das 15h às 21h; domingos a partir das 15h.
Acessibilidade. Aceita todos os cartões de débito e crédito. Não aceita cheque.
Estacionamento R$ 12 até duas horas.
Vendas: www.tudus.com.br
Sábados às 21h | Domingos às 19h

Ingressos:
R$ 60
Duração: 70 minutos
Recomendação: 14 anos
Estreou dia 21 de setembro de 2019
Temporada 2020: de 11 de janeiro até 16 de fevereiro

.: “Era Uma Vez em Hollywood” e a violência em cada um de nós


Por Oscar D’Ambrosiojornalista e crítico de arte.

Uma das principais funções da arte é discutir o sentido do ser humano em sua caminhada existencial. Por isso, filmes como “Era Uma Vez em Hollywood”, do consagrado cineasta Quentin Tarantino, são sempre uma forma de refletir. A sua visão pode não ser agradável, mas é necessária para ter uma interpretação enriquecedora do que somos e do que podemos ser.

Para o cineasta americano, a violência é um elemento essencial. Na sua concepção de mundo, nada elogiosa para a espécie, existe em cada um de nós um potencial destruidor, animalesco, em que os sentimentos mais desprezíveis vêm à tona com toda força, num ato de desespero que brota das entranhas.

Na nova narrativa de Tarantino, três são os eixos principais: nos anos 1960, Leonardo DiCaprio interpreta um ator de um seriado de faroeste em busca de novos desafios; Brad Pitt dá vida ao seu dublê, que é um assistente pessoal de temperamento irascível; e Margot Robbie ilumina a tela com a sua interpretação de Sharon Tate, grávida do cineasta Roman Polanski.

Os dois primeiros se envolvem em uma matança ao serem atacados por integrantes de uma comunidade hippie. Ao serem ameaçados, reagem, respectivamente, com um lança-chamas e com as próprias mãos, arrebentando literalmente a cabeça de uma das invasoras contra a parede, na cena que é o clímax da narrativa.


Na casa vizinha, onde Sharon Tate reina, vive-se um mundo de fantasia, de festas e de confiança no futuro. A aproximação entre esses dois universos na cena final é a maneira como o Tarantino lida com a realidade. É, em sua concepção, perfeitamente real e possível que, após uma cena de extrema violência, as pessoas se aproximem e confraternizem. É a vida!

.: "Fóssil", novo texto de Marina Corazza, estreia no Sesc Pompeia

"Fóssil", novo texto de Marina Corazza, com direção de Sandra Corveloni, estreia no Sesc Pompeia dia 9 de janeiro. Idealizado pela atriz Natalia Gonsales, espetáculo aborda o tema da guerra curda na revolução da libertação da mulher e a democracia direta no Oriente Médio. Natalia também está em cena, ao lado de Nelson Baskerville. Foto: Ronaldo Gutierrez

Após o sucesso de público e imprensa de “Carmem” e “A última dança”, Natalia Gonsales, em constante pesquisa sobre personalidades e fatos que desafiam a ordem imposta, idealiza e atua em “Fóssil” de Marina Corazza. Criado a partir da pesquisa de três anos da atriz e da dramaturga a respeito do povo curdo e da revolução de Rojava, na Síria, a peça tem direção de Sandra Coverloni e estreará no dia 9 de janeiro no Sesc Pompeia. A temporada será de quinta a domingo até 2 de fevereiro.

A peça se passa dentro da sala de Luiz Henrique (Nelson Baskeville),  diretor da maior empresa de gás liquefeito de petróleo. Anna (Natalia Gonsales), uma jovem cineasta, vai ao seu encontro em busca de recursos para a realização de um filme sobre a Revolução de Rojava, no norte da Síria.

A cineasta narra o roteiro de seu filme e a importância político-social deste, cruzando histórias de mulheres curdas torturadas da Síria com memórias de mulheres na ditadura brasileira de 64. “Ao olhar para nós à luz dessa revolução, vemos as mulheres que nos geraram, e antes delas, as que geraram nossas mães, e antes delas, as outras, e as outras, e as outras e todas nós. Ao olhar para nós à luz da Revolução de Rojava, sabemos que queremos e que podemos acreditar em utopias por meio de um trabalho diário que deixe nascer outras formas mais justas e libertárias de se pensar e viver”. Complementa a dramaturga Marina Corazza.  

A tensão entre os dois personagens vai crescendo durante o espetáculo. Luiz, que viu Anna crescer, tem um olhar paternal para com ela e conforme a cineasta conta sobre o seu projeto e a importância da luta curda, relações dúbias de opressão e falta de escuta são estabelecidas. Em um plano que atravessa o presente, a jovem cineasta fala de sua mãe, presa política na ditadura de 64. O papel contraditório de financiamento das artes por grandes empresas também perpassa toda a peça. 

Abre-se com isso mais uma camada crítica na peça a respeito da política cultural e as contradições que incluem valores éticos e morais para a realização de um produto altamente desvalorizado no mercado atual. “Encenar a luta curda pela democracia revela contradições do sistema democrático ocidental que se apresenta na forma atual do patriarcado, sustentado pelo Estado e pela hierarquia. A forma de Estado-Nação aliado ao Capitalismo é um modelo baseado nas dominações de classe, gênero, etnia e religião associado à competitividade econômica, impossibilitando assim, que a nação alcance os objetivos de liberdade, igualdade e justiça social”, explica Natalia.

A encenação de Sandra Corveloni propõe um encontro entre teatro e audiovisual tendo projeções sensitivas e trilha sonora original, criando um clima de sala de cinema, para falar da Revolução de Rojava ou Confederalismo Democrático do Norte da Síria. "Fóssil possui uma dramaturgia bastante profunda, com camadas de informações e sentimentos que aparecem à medida em que o texto avança. A montagem que é ao mesmo tempo teatral e cinematográfica, nos leva a refletir sobre questões como os direitos das mulheres, a democracia, as fronteiras e a arte", comenta a diretora. 

Natalia Gonsales finaliza: “hoje é comum ouvir a população curda de Rojava e de outras regiões do Curdistão defender a vida sem um Estado. Os curdos lutam pela autonomia de seu povo e de outras etnias sem representatividade. Buscam a conscientização democrática, o direito à educação na língua nativa, o acesso ao sistema público de saúde, a proteção do meio ambiente e a liberdade de expressão. Uma política que se tornou referência libertária no mundo.”

Uma cineasta busca, em uma grande distribuidora de gás, recursos para realização de seu filme sobre a Revolução de Rojava, onde nasce um processo radical de democracia participativa com forte atuação das mulheres curdas. Durante a apresentação do projeto, ela é atravessada pelo passado recente da nossa história e se defronta com as contradições de ter sua obra patrocinada.

"Fóssil"
Ficha Técnica
Idealização:
Natalia Gonsales

Dramaturgia: Marina Corazza
Direção: Sandra Corveloni
Com: Natalia Gonsales e Nelson Baskerville
Música Original: Marcelo Pellegrini
Desenho de luz: Aline Santini
Figurino: Leopoldo Pacheco
Cenário: Carol Bucek
Videografismo e videomapping: André Grynwask e Pri Argoud (Um Cafofo)
Assistência de direção: Felipe Samorano
Assistência e operação de luz: Pajeú Oliveira
Operação de som: Pedro Ricco
Projecionista: André Grynwask
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Assessoria de midias sociais: Barbara Berta
Fotos de divulgação: Ronaldo Gutierrez e Haroldo Miklos
Registros fotográficos do Curdistão:  Alexandre Auler,  Fabio Braga e Virginia Benedetto
Agradecimento especial: Gabriel Chaim
Aulas sobre os conflitos do Oriente Médio: Reginaldo Nasser
Realização: Bem Casado Produções Artísticas
Direção de produção: Leticia Gonzalez e Contorno Produções
Produção executiva: Leticia Gonzalez
Agradecimentos: Alexandra DaMatta, André Luis de Oliveira Santos, Anelise Csapo, Angela Fernandes, Angélica Inês Corazza, Angélica Freitas, Atílio Bari, Bia Toledo, Bruno Guida, Cia dxs Terroristas, Décio Previato, Diego Dac, Emerson Mostacco, Flávio Tolezani,  Gabriel Chaim, Haroldo Miklos, Lívia Carmona, Luiz Farina, Malú Bazán, Marcelo Dantas, Marco Antonio Gonsales, Marcos Litran, Marco Antonio G. R. de Oliveira, Maria Fernanda Vomero, Marina Tranjan,  Melike Yasar, Murilo Gaulês, Natália Corazza Padovani,  Patrícia Campos Melo, Pedro Granato, Reginaldo Nasser, Renato Caldas, Riba Carlovich, Silvana Janeiro e Virginia Cavendish.

Serviço:
"Fóssil"
De 9 de janeiro até 2 de fevereiro, quinta a sábado às 21h30 e domingo às 18h30. Espaço Cênico.
Duração: 70 minutos.
Classificação: 14 anos.
Venda online a partir de 17 de dezembro, terça-feira, às 12h.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 18 de dezembro, quarta-feira, às 17h30. 
Ingressos: R$ 9 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$ 15 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 30 (inteira).
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93.
Não temos estacionamento. Para informações sobre outras programações, acesse o portal: sescsp.org.br/pompeia



.: Gloria Groove lança e comenta “A Caminhada”, último clipe do EP visual

Foto: Rodolfo Magalhães

Depois de lançar quatro faixas do álbum visual, em todas as plataformas digitais, Gloria Groove dá a cartada final na sequência de lançamentos, que apresenta novas nuances sonoras e de caracterização da drag, cada vez mais plural e multifacetada.  “Mil Grau” foi o primeiro clipe do EP a ser lançado e, com ajuda dos fãs, “Magenta Ca$h” e "Sedanapo" foram desbloqueados na sequência. Juntos, ultrapassam 12 milhões, em menos de um mês. Agora, “A Caminhada” está no ar.
Partindo do conceito do que é o alegórico, Gloria reflete sobre militância, pink money e fervo em quatro faixas do seu primeiro EP visual. “Mil Grau”, “Magenta Ca$h”, “Sedanapo” e “A Caminhada” possuem conexões visuais que os fãs descobrem vídeo a vídeo. “A narrativa de alegoria não segue nenhuma cronologia, mas se destaca pelo fato de que tanto as faixas quanto os vídeos são um conjunto de metáforas”, explica a cantora.

“Mil Grau” abriu a série de lançamentos visuais. “Essa música é uma abertura pop quebradeira e o elemento do fogo é usado para representar a libertação de nossas expressões sexuais e artísticas”, comenta Gloria. Repetindo a bem sucedida parceria com os produtores Pablo Bispo, Ruxell e Sérgio Santos, também conhecidos como Dogz, o EP explora estéticas e referências musicais que passam pelo house, pop, trap e reggae, alguns territórios ainda inexplorados na carreira da artista.

 “Magenta Ca$h” conta ainda com os vocais da rapper Monna Brutal, que tem ganhado cada vez mais espaço na cena underground com rimas preciosas e afiadas no freestyle. “Em “Magenta”, falo sobre o eufemismo do tal pink money e a ostentação que retrata esse momento ao som de um trap moderno”, explica Gloria Groove.

“Já 'Sedanapo', um pop-reggae-fofo é uma simples gíria de quebrada que figura toda uma história lúdica sobre ser a segunda opção de alguém. E em ‘A Caminhada’, um hino de resistência com ares de rap, house e vogue, o universo ballroom e o teor político ilustram a nossa ascensão”, finaliza. 


Gloria Groove - “A Caminhada”

.: Resumo do 429º ao 433º capítulo de "As Aventuras de Poliana", do SBT

"As Aventuras de Poliana"
Resumo dos Capítulos 429 a 433 (6.01 a 10.01)

Capítulo 429, segunda-feira, 6 de janeiro


Devido aos acontecimentos, Pendleton estuda uma maneira de implantar sons que simulem batimentos cardíacos no corpo de Ester. Foto: Lourival Ribeiro / SBT

Ester pede para ouvir o coração de Luisa e a mulher estranha sua atitude. Sophie escuta o pedido e também fica desconfiada. Filipa ganha um "Espelho Amigo", o novo projeto de Roger. Mirela e Raquel veem uma sombra passando pela janela do quarto em que estão e ficam assustadas. Glória conta para o neto sobre o resultado de seus exames. Devido aos acontecimentos, Pendleton estuda uma maneira de implantar sons que simulem batimentos cardíacos no corpo de Ester. Poliana e Luisa procuram por Pendleton e Ester na casa, mas não os encontram. Raquel retorna para casa a pé e se encontra com Jerry no caminho, o menino a acompanha no percurso.


Capítulo 430, terça-feira, 7 de janeiro


Roger inicia o processo seletivo para escolher o próximo estagiário da O11O. Foto: Beatriz Nadler / SBT

Luisa e Pendleton conversam sobre o passado. Lorena, Gael e Benício decidem provar para Mário que Ester não tem coração. Raquel decide expor que é a autora de Dark Lady e pede a ajuda dos amigos. Iure conta a Marcelo que encontrou Luisa, Pendleton, Poliana e Ester no restaurante. Roger inicia o processo seletivo para escolher o próximo estagiário da O11O. Poliana e Kessya pedem para Ester terminar seu namoro com Mário pois ela só gosta dele como amigo. Roger conta para Nadine que a ideia do projeto "Geração O11O" foi de Waldisney, e ela desconfia. Mário fica arrasado com o término do namoro. João e Bento não entregam o trabalho e são punidos. Sophie recebe uma maçã podre  da suposta Dark Lady.


Capítulo 431, quarta-feira, 8 de janeiro


Luigi pede conselhos amorosos para Iure e o professor sugere que contracene uma cena romântica com Poliana. Escondido, Hugo fotografa a cena. Foto: Bruno Correa / SBT

Todos os professores recebem maçãs podres com bilhetes assinados pela suposta Dark Lady. Mosquito apanha de sua gangue e Gleyce o ajuda. Filipa começa a se aproximar de Eric e Paola fica com ciúmes. Luigi pede conselhos amorosos para Iure e o professor sugere que contracene uma cena romântica com Poliana. Escondido, Hugo fotografa a cena. Ruth diz que João é uma má influência para Bento e pede que eles se afastem. Luisa escuta barulhos estranhos vindos do quarto de Ester e vai verificar. João fica chateado devido a situação com Ruth. Antônio entrega a Marcelo uma carta escrita por Alice.


Capítulo 432, quinta-feira, 9 de janeiro


Roger dá uma entrevista para falar sobre a boa fase da empresa após a sua gestão. Foto: Beatriz Nadler/ SBT

Yasmin vê a cena entre Luigi e Poliana e fica chateada. Durval vai conversar com a enteada. Roger dá uma entrevista para falar sobre a boa fase da empresa após a sua gestão. Luca faz uma campanha para ajudar Mirela a recuperar suas redes sociais. Lorena dá dicas sobre sua mãe para Afonso. Ruth fica sabendo das maçãs podres e decide tomar uma atitude para deter a suposta Dark Lady. Lindomar e Arlete empacotam seus pertences e se preparam para a mudança. Mário desabafa sobre sua situação amorosa com seus pais. Waldisney vai até a casa de Nanci e convida Dona Branca para tomar um café. Jeff fica furioso por Gleyce ter ajudado Mosquito. Arlete e sua família se mudam para a mansão. Raquel e seus amigos encurralam a falsa Dark Lady. Ruth e Helô verificam as câmeras de segurança e descobrem que foi Leticia quem distribuiu as maçãs podres aos professores. Após ler a carta de Alice, Marcelo chama Luisa para conversar e compartilha com ela uma importante descoberta.


Capítulo 433, sexta-feira, 10 de janeiro


Gael, Benício e Lorena tentam convencer Mário de que Ester é uma robô. Foto: Beatriz Nadler/ SBT

Luisa desconfia de que Pendleton possa ter alterado os resultados dos exames de DNA de Poliana. Arlete fica deslumbrada com a nova vida na mansão. Luisa confronta Pendleton quanto a relação dele com Alice. Mosquito pede para Jeff dar a ele uma chance de provar que mudou de verdade. Gael, Benício e Lorena tentam convencer Mário de que Ester é uma robô. Chateada, Yasmin se tranca dentro do quarto. Waldisney tenta conquistar a aprovação de Branca para namorar sua neta. João vê a foto de Poliana e Luigi e estranha a situação. Leticia diz a Ruth e Helô que a própria Dark Lady pediu para que a menina entregasse as maças podres na escola. Falcão e Zóio entram na casa de Gleyce a procura de Mosquito, mas ela o encobre. As crianças do Clubinho contam para Poliana sobre o laboratório de Pendleton e a menina faz uma busca na casa.


“As Aventuras de Poliana” é exibida de segunda a sexta às 20h50 no SBT. Site oficial: https://www.sbt.com.br/novelas/as-aventuras-de-poliana

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