sábado, 25 de janeiro de 2020

.: "Domingos Musicais" no CCBB com show de Mustache e os Apaches


Dentro da programação especial no aniversário de São Paulo, neste domingo, dia 26, às 16h30, na frente do CCBB. "Domingos Musicais" é uma série de apresentações musicais gratuitas, em palco móvel, com intuito de promover bandas paulistanas de diversas formações, estilos e gêneros. 

A apresentação do próximo domingo é da banda Mustache & Os Apaches, que nasceu da simbiose criativa de cinco excêntricos músicos que também atuam em vários campos da arte, como o circo, artes plásticas, cinema e literatura. Inspirados inicialmente pelas Jug Bands norte-americanas e pelos espetáculos do Circo Vaudeville, iniciaram seu projeto apresentando-se nas ruas de São Paulo e logo destacaram-se por serem capazes de transformar qualquer lugar da cidade em um espaço para shows, sempre juntando pessoas de uma maneira alegre e espontânea. 

A banda é formada por: Pedro Pastoriz (Voz, Violão e Banjo), Tomás Oliveira (Contrabaixo e voz), Axel Flag (Voz e percussão), Jack Rubens (Bandolim) e Lumineiro, que toca o original Washboard, uma antiga tábua de lavar roupa. A programação de "Domingos Musicais" reúne oito grupos musicais distintos que se apresentam na frente do CCBB aos domingos até 1º de março de 2020. Classificação indicativa: livre.

Serviço
CCBB São Paulo - Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, em São Paulo. Aberto todos os dias, das 9h às 21h, exceto às terças. Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô.
Informações: (11) 4298-1270
Site e redes sociais: bb.com.br/cultura | twitter.com/ccbb_sp | facebook.com/ccbbsp | instagram.com/ccbbsp

Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja
Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228. Traslado gratuito até o CCBB (aproximadamente dez minutos), das 14h às 23h. No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô. Valor: R$ 14 pelo período de até seis horas. É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.

.: Último final de semana da mostra de Chiharu Shiota no CCBBSP


O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo oferece atividades especiais gratuitas no fim de semana do aniversário de São Paulo, dias 25 e 26 de janeiro de 2020, sábado e domingo. Há os últimos dias para visitar a exposição “Chiharu Shiota | Linhas da Vida [Lifelines]”. 

A exposição, especialmente concebida para o CCBB, apresenta cerca de 70 obras realizadas no início da carreira da artista (1994) até trabalhos inéditos. Inclui ainda uma instalação site specific ("Além da Memória", na rotunda do CCBB), em diálogo com a arquitetura monumental e histórica do edifício. 

A obra de Shiota existe a partir de seu percurso e de sua existência, o que lhe atribui uma essência autobiográfica. Muito de sua produção, como as instalações, é efêmero, assim como é transitório o próprio ciclo da vida. A curadoria é de Tereza de Arruda e a exposição fica em cartaz até 27 de janeiro (segunda). Entrada gratuita. Último fim de semana da exposição.

Visitação com hora agendada
Opção de visitação com hora agendada pelo site ou app Eventim ou emissão de ingresso gratuito na bilheteria do CCBB, mediante disponibilidade.
Classificação indicativa: livre.

"Chiharu Shiota | Linhas da Vida [Lifelines]"
Local: CCBB São Paulo.
Data: 25 e 26 de janeiro.
Sábado e domingo, das 9h às 21h.


Serviço
CCBB São Paulo - Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, em São Paulo. Aberto todos os dias, das 9h às 21h, exceto às terças. Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô.
Informações: (11) 4298-1270
Site e redes sociais: bb.com.br/cultura | twitter.com/ccbb_sp | facebook.com/ccbbsp | instagram.com/ccbbsp

Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja
Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228. Traslado gratuito até o CCBB (aproximadamente dez minutos), das 14h às 23h. No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô. Valor: R$ 14 pelo período de até seis horas. É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

.: #ResenhaRápida: Roberta Campos responde "aquelas perguntas tortas"


Por Helder Moraes Miranda e Mary Ellen Farias dos Santos, editores do Resenhando.


“Todo Caminho é Sorte - Ao Vivo" é o primeiro registro ao vivo da cantora e compositora Roberta Campos, lançado em CD e DVD. O trabalho é comemorativo aos dez anos de uma carreira brilhante que começou com o álbum independente “Para Aquelas Perguntas Tortas"

Neste primeiro trabalho, já estava clara a marca folk e roqueira que permearia a obra doce e romântica de Roberta, claramente baseada nas harmonias do violão acústico, temperada pela influência de Beatles e dos mineiros do Clube da Esquina. Não foi difícil escolher o repertório para o DVD. Os três álbuns seguintes, lançados pela gravadora Deck, renderam hits perenes e bem assimilados pelo público que acompanha a carreira de Roberta ou conhece a voz da cantora pelas trilhas de novelas, veículo em que tem mantido presença constante. 

A canção “Minha Felicidade”, por exemplo, presente no DVD, foi tema de abertura de "Sol Nascente", da TV Globo. Outros sucessos do set list são “Abrigo”, “Aqui, Ali”, “Diário de Um Dia” e a poderosa “De Janeiro a Janeiro”, gravada originalmente em dueto de Nando Reis e cujo clipe bateu a marca de mais de 40 milhões de visualizações no YouTube. “Juntei músicas que achei importantes, aquelas que eu tinha vontade de cantar e as que as pessoas queriam ouvir. Acho que elas representam bem esse tempo de carreira”, diz a artista mineira, de Caetanópolis, radicada em São Paulo, que hoje contabiliza mais de 500 canções escritas solitariamente ou com parceiros. 

Ao repertório conhecido, acrescentou duas composições próprias inéditas – “Todo Dia” e “Dois Flamingos” – e mais uma versão muito pessoal para “My Love”, uma das grandes canções românticas de Paul McCartney. Outras duas releituras já gravadas por Roberta também ganharam espaço no show: “Casinha Branca”, de Gilson e Joran, e “Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor”, de Lô e Márcio Borges.

A banda que acompanha Roberta foi montada especialmente para a gravação do DVD, no Teatro Porto Seguro, em São Paulo, sob direção musical do pianista e tecladista Fabio Pinc e Rafael Ramos. “Apesar de ser uma banda nova, o processo fluiu muito tranquilamente, pois o Fabio já entendia bem o meu som e conseguiu transmitir isso aos músicos. Também tivemos o cuidado de escolher instrumentistas que já tivessem participado dos meus discos, que tinham uma identificação com as minhas músicas”, conta Roberta. Bastaram duas semanas de ensaio para que a banda estivesse afiada, pronta para a gravação. Fabio Pinc, Fabio Sá (baixos acústico e elétrico), João Erbetta (guitarra, violão e lap steel), Loco Sosa (bateria e percussão) e Patricia Ribeiro (violoncelo) azeitaram o som até o momento da estreia. 

Roberta também participa como instrumentista, tocando violão e guitarra. A cantora e compositora Nô Stopa, é a convidada especial do espetáculo, cantando “Sinal de Fumaça”, uma de suas muitas parcerias com Roberta. Nô faz parte do time de artistas que, encantados com o som da garota de Caetanópolis, tornaram-se, além de fãs, coautores. Uma turma de respeito que inclui Erasmo Carlos, Humberto Gessinger, Fernanda Takai, John Ulhôa, Renato Teixeira, Fagner e Paulo Mendonça. Nesta entrevista, ela responde a tudo o que todos os fãs gostariam de saber, mas ninguém teve coragem de perguntar.

#ResenhaRápida com Roberta Campos

Apelido: Beta.
Data de nascimento: 29 de dezembro de 1977.
Qualidade: honesta.
Defeito: teimosa.
Signo: capricórnio.
Ascendente: aquário.
Uma mania: dormir com luz acesa.
Religião: umbanda.
Time: Cruzeiro.
Amor: Marina e Dado.
Sexo: com amor é mais gostoso.
Mulher bonita: Zozibini Tunzi.
Homem bonito: Jason Momoa.
Família é: a que formei é a minha paz.
Ídolo: Djavan.
Inspiração: o mar.
Arte é: vida.
Brasil: um país lindo que precisa ser melhor cuidado, por todos.
Fé: meus orixás.
Deus é: você, eu, todos nós.
Política é: pra ser levada a sério.
Hobby: tocar violão.
Lugar: minha casa.
O que não pode faltar na geladeira: sorvete.

Prato predileto: feijão tropeiro.
Sobremesa: sorvete.
Fruta: goiaba.
Cor favorita: azul.
Medo de: gente ruim.
Uma peça de teatro: "Neste Mundo Louco, Nesta Noite Brilhante".
Um show: “Quando Deixamos Nossos Beijos na Esquina”, de Vanessa da Mata.
Um ator: Joaquin Phoenix.
Uma atriz: Fernanda Montenegro.
Um cantor: Djavan.
Uma cantora: Elis Regina.
Um escritor: Jostein Gaarder.
Uma escritora: Clarice Lispector.
Um filme: "Na Natureza Selvagem" ("Into The Wild").
Um livro: "O Mundo de Sofia", de 
Jostein Gaarder. 
Uma música: "Casinha Branca".
Um disco: "Verde, Anil, Amarelo, Cor de Rosa e Carvão", de Marisa Monte.
Um personagem: Chicó (de "O Auto da Compadecida", de Ariano Suassuna).
Uma novela: "Avenida Brasil", de João Emanuel Carneiro.
Uma série: "American Crime History - O Assassinato de Versace".
Um programa de TV: "Em Casa com Nelson Motta".
Um podcast: "Aos Cubos".
Uma saudade: minha vó Rosária.
Algo que me irrita: gente mandona, falsidade e mentira.
Algo que me deixa feliz é: comer uma boa comida.

Não abro mão de: minha honestidade.
Do que abro mão: de pessoas que não somam com minha vida.
Digo sim à: vida.
Digo não à: violência.
Sonho: um mundo melhor.
Futuro: colheita de um plantio saudável.
Morte é: a conclusão de uma vida.
Vida é: pra ser vivida com amor.
Uma palavra: gratidão.
Ser cantora é: divertido.



.: "Minha Mãe É Uma Peça 3" é comédia nacional mais assistida



Com menos de um mês em cartaz nos cinemas de todo Brasil e com circuito ainda amplo de 1092 telas, “Minha Mãe É Uma Peça 3” bateu novo recorde e acaba de se tornar a comédia nacional de maior público, ultrapassando seu predecessor "Minha Mãe É Uma Peça 2", até então dono da posição. O novo longa de Paulo Gustavo chegou ontem à marca de 9.333.160 milhões de ingressos vendidos, à frente de “Minha Mãe É Uma Peça 2”, que levou aos cinemas 9.179.625 milhões de pessoas, segundo dados da Rentrak COMSCORE. O filme obteve recentemente outra importante marca: “Minha Mãe É Uma Peça 3” se tornou o longa de maior arrecadação da história do cinema brasileiro com renda acumulada de R$ 146.851.727 (dados coletados até dia 22 de janeiro pela Rentrak COMSCORE).

Nesta quarta, a comédia dirigida por Susana Garcia ainda ultrapassou Jumanji e ficou em primeiro lugar no ranking de público de 209.027 pessoas contra 201.366 do segundo lugar.

No terceiro filme da franquia, essa supermãe vai ter que segurar a emoção para lidar com tantas novidades e um novo cenário de vida: Marcelina (Mariana Xavier) está grávida e Juliano (Rodrigo Pandolfo) vai casar. Também estão no elenco Herson Capri, Samantha Schmütz, Alexandra Richter, Patrycia Travassos, Malu Valle, Stella Maria Rodrigues, Lucas Cordeiro, Cadu Fávero e Bruno Bebianno.

A franquia “Minha Mãe É Uma Peça” é baseada na peça de mesmo nome, criada e estrelada por Paulo Gustavo que levou milhões de espectadores ao teatro ao longo dos anos em cartaz.  Lançados em 2013 e 2016, os dois primeiros filmes levaram juntos mais de 13 milhões de espectadores aos cinemas com uma arrecadação total de R$173.798.332,00 (*Fonte: Filme B).

No último longa da personagem, Dona Hermínia teve que lidar com a “síndrome do ninho vazio”, já que seus filhos, Juliano e Marcelina, resolvem sair de casa. A comédia bateu, na época, o recorde de maior renda do cinema brasileiro (R$ 124.258.727,00) e foi a maior bilheteria entre os filmes nacionais do ano, com público superior a 9 milhões de pessoas. (*Fonte: Filme B).

A produção de “Minha Mãe É Uma Peça 3” é da Migdal Filmes e a distribuição é da Downtown Filmes, em codistribuição com a Paris Filmes, coprodução da Globo Filmes, Telecine, Universal Pictures International e Paramount Pictures Corporation.

Trailer na versão regular: http://twixar.me/tBnT

Trailer na versão de 1 minuto: http://twixar.me/VBnT

Para download do cartaz: http://twixar.me/N171

Para download de fotoshttp://twixar.me/2Cr1

Sinopse: Dona Hermínia (Paulo Gustavo) vai ter que se redescobrir e se reinventar porque seus filhos estão formando novas famílias. Essa supermãe vai ter que segurar a emoção para lidar com um novo cenário de vida: Marcelina (Mariana Xavier) está grávida e Juliano (Rodrigo Pandolfo) vai casar. Dona Hermínia está mais ansiosa do que nunca! Para completar, Carlos Alberto (Herson Capri), seu ex-marido, que esteve sempre por perto, agora resolve ficar ainda mais próximo. “Minha Mãe É Uma Peça 3" conta como a mãe mais divertida do Brasil reage a todas essas confusões.

Elenco
Paulo Gustavo – Dona Hermínia
Mariana Xavier - Marcelina
Rodrigo Pandolfo - Juliano
Herson Capri – Carlos Alberto
Samantha Schmütz - Waldeia
Alexandra Richter – Iesa
Patrycia Travassos – Lúcia Helena
Malu Valle - Dona Lourdes
Stella Maria Rodrigues - Ana
Lucas Cordeiro - Tiago
Cadu Fávero - Sol
Bruno Bebianno - Garib
Ficha técnica
Direção: Susana Garcia
Roteiro: Paulo Gustavo, Fil Braz e Susana Garcia
Produção: Iafa Britz 
Produção executiva: Katiuscha Mello 
Produtor delegado: Marcelo Guerra
Direção de fotografia: Dante Belutti 
Direção de arte: Mônica Costa 
Figurino: Reka Koves 
Produção de elenco: Bruna Bueno
Edição: Leonardo Gouvea 
Supervisão de efeitos:Gustavo leão, Marcelo Siqueira, ABC
Finalização: Ade Muri 
Som direto: Zezé D’Alice 
Desenho de som: Bernardo Uzeda e Tomás Alem 
Mixagem: Rodrigo Noronha 
Trilha sonora original: Zé Ricardo
Distribuição: Downtown Filmes, em codistribuição com a Paris Filmes
Coprodução: Globo Filmes, Telecine, Universal Pictures International e Paramount Pictures Corporation

Sobre a Downtown Filmes: Fundada em 2006, a Downtown Filmes é a única distribuidora dedicada exclusivamente ao cinema brasileiro. Desde 2011, ocupa a posição da distribuidora número 1 no ranking de filmes nacionais. De 2006 até hoje, vendeu mais de 50% de todos os ingressos de filmes brasileiros lançados. Até janeiro de 2020, a Downtown Filmes lançou 147 longas nacionais, que acumularam mais de 157 milhões de ingressos vendidos e contando...

Entre os maiores sucessos da distribuidora estão “Minha Mãe É Uma Peça 1, 2 e 3”,este último ainda em cartaz,  estrelados por Paulo Gustavo; “De Pernas Pro Ar 1 e 2”, e “Loucas Pra Casar”, com Ingrid Guimarães; “Chico Xavier”, “Elis”, “Fala Sério, Mãe!” com Ingrid Guimarães e Larissa Manoela, “Os Farofeiros” com Mauricio Manfrini e Cacau Protásio, “Minha Vida em Marte” com Paulo Gustavo e Monica Martelli, “Cine Holliúdy 1 e 2” e “Simonal”.
Neste primeiro semestre será lançado o “No Gogó do Paulinho”, repetindo a dupla de sucesso Mauricio Manfrini e Cacau Protásio, e “Eduardo e Monica” com Gabriel Leone e Alice Braga.

Sobre a Paris Filmes: A Paris Filmes é uma empresa brasileira que atua no mercado de distribuição e produção de filmes, primando pela alta qualidade cinematográfica. Além de ter distribuído grandes sucessos mundiais, como o premiado “O Lado Bom da Vida”, que rendeu o Globo de Ouro® e o Oscar® de Melhor Atriz a Jennifer Lawrence em 2013 e “Meia-Noite em Paris”, que fez no Brasil a maior bilheteria de um filme de Woody Allen, a distribuidora também possui em sua carteira os maiores sucessos do cinema nacional, como as franquias “De Pernas Pro Ar” e “Até Que a Sorte nos Separe”. Nos últimos anos a empresa esteve à frente de lançamentos como “La La Land – Cantando Estações”; “A Cabana”; “D.P.A: Detetives do Prédio Azul - O Filme”; “D.P.A. 2 - O Mistério Italiano”; “Extraordinário”; “Nada a Perder”, entre outros. Para 2019, a companhia aposta num line-up diversificado, que inclui títulos como “A Cinco Passos de Você”, “De Perna Pro Ar 3”, “John Wick 3 – Parabellum”; “Os Parças 2”; “Playmobil”, entre outros.

Sobre a Migdal Filmes: A Migdal Filmes é uma produtora carioca com diversificada carteira de projetos audiovisuais, à frente das mudanças e tendências do mercado. Em seu line up, a empresa coleciona títulos que vão de grandes recordes de bilheteria a premiadas ficções e documentários.

Dentre seus mais conhecidos projetos estão títulos como "Minha Mãe É Uma Peça", maior bilheteria de 2013; "Minha Mãe É Uma Peça 2", uma das maiores rendas nacionais da história com mais de 9 milhões de espectadores; "Casa Grande", de Fellipe Barbosa, indicado a mais de dez festivais internacionais e premiado no festivais do Rio, de Toulouse, Rotterdam e outros; e o também consagrado documentário musical "Cássia Eller", de Paulo Henrique Fontenelle.

A Migdal também é responsável pela produção de longas como "Linda de Morrer", comédia estrelada por Glória Pires; "Irmã Dulce", de Vicente Amorim, cinebiografia da beata que, em vida, foi indicada ao Nobel da Paz; "Nosso Lar", em parceria com a Cinética Filmes, que levou mais de 4 milhões de espectadores aos cinemas de todo o  Brasil; e, com a Zencrane, o thriller dramático "Mundo Cão", de Marcos Jorge, com Lázaro Ramos, Babu Santana e Adriana Esteves.

Para TV, a Migdal produziu as três temporadas da série antológica "As Canalhas" (GNT); e as cinco temporadas do humorístico "220 Volts" (Multishow), além de mais de 150 horas de conteúdo de shows na TV Paga. Para a VH1 e MTV, produziu duas temporadas do documentário musical "Música.Doc”. Em 2019, prepara a nova série “Matches”, de Carolina Castro e Marcelo Andrade, a ser exibido na Warner Channel.

Em 2019, a Migdal produz também o terceiro filme da franquia “ Minha Mae é Uma Peça”, de Paulo Gustavo. No line up para a virada de 2019/2020, a Migdal tem três filmes com perfis muito variados: "Carlinhos e Carlão", estrelado pelo ator Luis Lobianco e dirigido por Pedro Amorim;  a comédia “Canta pra Subir”, dirigida por Caroline Fioratti, com Cacau Protásio, Ary França e grande elenco; e “ M8 - Quando a Morte Socorre a Vida”, de Jefferson De.

Sobre a Globo Filmes: Desde 1998, a Globo Filmes já participou de mais de 300 filmes, levando ao público o que há de melhor no cinema brasileiro. Com a missão de contribuir para o fortalecimento da indústria audiovisual nacional, a filmografia contempla vários gêneros, como comédias, infantis, romances, documentários, dramas e aventuras, apostando na diversidade e em obras que valorizam a cultura brasileira. A Globo Filmes participou de alguns dos maiores sucessos de público e de crítica como, ‘Tropa de Elite 2’, ‘Minha Mãe é uma Peça 2’ – com mais de 9 milhões de espectadores -, ‘Se Eu Fosse Você 2’, ‘2 Filhos de Francisco’, ‘Aquarius’, ‘Que Horas Ela Volta?’, ‘O Palhaço’, ‘Getúlio’, ‘Carandiru’, ‘Cidade de Deus’ – com quatro indicações ao Oscar e Bacurau que recebeu o prêmio do Júri no Festival de Cannes 2019. Suas atividades se baseiam em uma associação de excelência com produtores independentes e distribuidores nacionais e internacionais.

Sobre o Telecine: Telecine é um hub de cinema. Joint venture do Grupo Globo e dos maiores estúdios de Hollywood, reúne mais de 2 mil filmes, dos mais variados gêneros, selecionados a partir de uma curadoria especializada e comprometida, que alia tecnologia e inovação para promover a melhor experiência. Pela internet, a plataforma de streaming é a única dedicada exclusivamente ao cinema. Lançamentos e clássicos de grandes estúdios de Hollywood, nacionais e do mercado independente compõem o acervo mais completo de filmes. Líder de audiência na TV paga no Brasil, reúne em seis canais lineares segmentados por gêneros as produções que o público quer ver. Pela internet ou na TV, Telecine proporciona o seu momento cinema quando e onde você quiser.

Sobre a Universal Pictures International: Divisão da Universal Studios e parte da NBC Universal, a Universal Pictures é uma das empresas líderes em desenvolvimento, produção e comercialização de mídia, entretenimento e notícias em escala global. Com mais de cem anos de história e valioso portfólio de notícias e entretenimento, a companhia é detentora de um dos maiores catálogos do cinema mundial e também opera em produções significativas na televisão e possui um dos parques temáticos mais renomados em âmbito mundial. A NBC é uma empresa da Comcast Corporation.

Sobre a Paramount Pictures Corporation: A Paramount Pictures Corporation (PPC), uma importante produtora e distribuidora global de entretenimento filmado, é uma unidade da Viacom (NASDAQ: VIAB, VIA), casa de marcas globais famosas que cria emocionantes programas de televisão, filmes de longa-metragem, conteúdo de curta-metragem, apps, jogos, produtos de consumo, experiências nas mídias sociais e outros conteúdos de entretenimento para audiências de mais de 180 países.

.: Estrelas internacionais e nacionais estarão no TUDUM Festival Netflix


Noah Centineo, Lana Condor, Larissa Manoela, Maisa, MC Jottapê, Bruna Mascarenhas, Christian Malheiros, Whindersson Nunes, Giovanna Ewbank e Thalita Rebouças participam de painéis no palco principal do evento.

Foram dois dias de fortes emoções nas redes sociais nesta semana, com anúncios-surpresa de talentos que levaram os fãs à loucura na internet. Agora, confira a lista completa de estrelas da família Netflix que farão parte da programação de painéis do TUDUM Festival Netflix, entre 25 e 28 de janeiro, em São Paulo. 

No sábado de abertura, 25 de janeiro, Larissa Manoela estará pertinho do público para falar de seu recente trabalho com a Netflix, o filme "Modo Avião", revelar uma novidade e conferir em primeira mão a experiência imersiva do longa-metragem no festival. MC Jottapê, Christian Malheiros e Bruna Mascarenhas também subirão ao palco principal para conversar sobre o sucesso da série Sintonia, além, é claro, de dar uma passadinha para curtir a ativação da série no evento. 

O domingo, dia 26, promete divertir todo mundo com o painel de Whindersson Nunes, que é dono do stand-up Whindersson Nunes: Adulto, na Netflix. Já na segunda, dia 27, é a vez de Giovanna Ewbank subir ao palco para contar novidades sobre "The Circle", reality show que ela apresenta para Netflix, com lançamento ainda neste ano, e que vai questionar sobre como expomos nossas vidas, hoje em dia, nas redes sociais. 

O último dia do festival, dia 28, fecha a experiência dos fãs brasileiros com chave de ouro. O clima será de romance com os protagonistas de "Para Todos os Garotos Que Já Amei", Noah Centineo e Lana Condor, que visitam o Brasil para divulgar a sequência do filme de sucesso. "Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você" será lançado em 12 de fevereiro.

No mesmo dia, Maisa Silva sobe ao palco com a escritora Thalita Rebouças para contar novidades sobre o primeiro de três filmes que vai estrelar para a Netflix, em primeira mão, para os fãs presentes no festival. 

Além dos painéis com as estrelas, o TUDUM Festival Netflix ainda trará um line-up caprichado de bate-papos com personalidades como Bruna Vieira ("Depois dos Quinze"), Kaique Brito ("Tik Tok"), Kaerre Neto ("LDRV"), Dora Figueiredo, Maíra Medeiros, Mandy Candy, Jonas Maria, Karol Conka, Rafael Mantesso, Mahmoud Baydoun, Mc Soffia e Yuri Marçal. 

O TUDUM Festival Netflix será aberto ao público, e menores de 16 anos deverão estar acompanhados por um responsável. A programação completa estará disponível em breve no site www.tudumnetflix.com.br.  Os ingressos estão esgotados. 


TUDUM Festival
De 25 a 28 de janeiro, das 13h às 20h. Pavilhão Ciccillo Matarazzo - Fundação Bienal de São Paulo - Parque Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Portão 3 - Vila Mariana, em São Paulo. Entrada gratuita.

A Netflix oferecerá transporte gratuito a partir das estações de metrô Paraíso (linhas Azul e Verde) e AACD-Servidor (linha Lilás). Saída do Metrô: das 11h30 às 20h. Saída da Bienal: das 11h45 às 21h.

Sobre a Netflix
A Netflix é o principal serviço de entretenimento por streaming do mundo. São mais de 158 milhões de assinaturas pagas em mais de 190 países assistindo a séries, documentários e filmes de diversos gêneros e idiomas. O assinante Netflix pode assistir a quantos filmes e séries quiser, quando e onde quiser, em praticamente qualquer tela com conexão à internet. O assinante pode assistir, pausar e voltar a assistir a um título sem comerciais e sem compromisso.

.: Resumo do sistema educacional brasileiro para concursos públicos


Conteúdo que tem caído em provas de concursos públicos voltados para a educação, o sistema educacional brasileiro, que tem gerado muitas críticas até hoje. Desde o Brasil República, o país tem tentado criar um sistema educacional a partir de políticas públicas, de infraestrutura, de legislação, mas os resultados nem sempre são os desejados. Talvez porque esse sistema, de fato, não exista.

Quando se fala em sistema, fala-se também de ideias, conjunto, unidade, recursos, ou seja, tudo o que se une  em torno de uma intenção, de uma unidade e que faz existir uma relação entre esses elementos forma um sistema. Quais são as ideias e as instituições que existem no Brasil em termos educacionais? De que forma todas estão unidas para que se possa dizer que existe um sistema educacional? O professor Dermeval Saviani afirma que, para que exista um sistema e se fale nele, pelo menos três condições têm que existir. 

Primeira condição: o Brasil é um país de grandes dimensões, por esse motivo é preciso existir conhecimento da realidade e das dificuldades de cada região. Regiões sul e nordeste, sul e norte, sudeste e nordeste são diferentes. Cada região tem suas dificuldades particulares. Cada região tem uma sociedade diferente, costumes, condições sociais, aspectos econômicos. Não vamos nos esquecer que o sistema educacional brasileiro é muito influenciado pelo fator econômico, pela economia do Brasil. Principalmente no estado neoliberal, em que investir em educação é, muitas vezes, é investir em estrutura. Esse fator econômico vai ser fundamental para nós consolidarmos o sistema educacional no Brasil.

A segunda condição é analisar a realidade da estrutura que nós temos e dos recursos disponíveis. É preciso analisar que tipo de tecnologia se tem no Brasil. Tecnologia é um dos fatores que influenciam na construção desse sistema, assim como a formação do professor. Isso tudo representa o que eu tenho em mãos: que estrutura eu tenho disponível para trabalhar e criar o sistema educacional?

Terceira condição: ter conhecimento teórico sobre educação. Essas condições são necessárias para que seja criado o sistema educacional. O que o Brasil tem criado em termos educacionais? O que nós temos desenvolvido do ponto de vista teórico, do ponto de vista do currículo, do ponto de vista da legislação e das diretrizes?

Quando nós integramos essas condições, é possível falar sobre a criação de um sistema educacional. Mas se o Brasil não tem um sistema educacional, o que de fato o Brasil tem? De acordo com o professor Saviani, o Brasil ainda não construiu um sistema educacional brasileiro. O Brasil tem construído uma estrutura educacional. A gente fala de níveis, de modalidade, de inclusão, mas para o professor Saviani, isso tudo o que o Brasil construiu até hoje representa uma estrutura educacional, mas não um sistema.

Diferenças entre sistema educacional e estrutura educacional
A estrutura educacional brasileira é composta, principalmente, por leis que criam programas, normas, procedimentos, currículos. Tudo o que nós temos na educação brasileira hoje faz parte de um conjunto de leis. Aliás,  a coluna vertebral da educação no Brasil é a Constituição Federal de 1988 e a LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que é de 1996. Mas o que que falta, segundo o próprio Saviani?

Para Saviani, faltam alguns elementos que caracterizam a construção de um sistema e não simplesmente a de uma estrutura. Falta intenção (todos trabalhando pelo mesmo propósito), unidade (diferenças muito grandes do padrão nacional país afora, educação de qualidade em uma região e escolas precárias em outras, temos um profissional da educação em um lugar e outro totalmente diferente em outro lugar. 

As variações e as regionalidades são fundamentais, mas falta essa unidade para a educação brasileira), coerência interna e coerência externa. São elementos que faltam para que a estrutura da educação brasileira formada até hoje deixe de ser uma simples estrutura e passe a ser um sistema educacional, algo que funciona, algo que se move positivamente. Que não sofre com os entraves com os quais se convive na educação brasileira.

Espinhas dorsais da educação brasileira
A Constituição Federal de 1988 e a LDB representam a espinha dorsal da educação brasileira. Dentro delas, nós temos princípios. A Constituição Federal vai trazer, por exemplo, a colaboração. 

A própria LDB no artigo 8º fala disso também. Nesse regime de colaboração, a União, juntamente a Estados e municípios e Distrito Federal vão desenvolver políticas eduacionais em regime de colaboração. Não tem aquela coisa de "a União faz e todos os Estados, municípios e Distrito Federal simplesmente reproduzem aquilo que a União desenvolveu". O sistema de desenvolvimento de educação é em regime de colaboração. Esse regime de colaboração vale também para o financiamento da educação. Há um sistema de colaboração no financiamento da educação, como acontece, por exemplo, com o Fundeb. 

A Constituição Federal afirma que a educação é um direito subjetivo do aluno. É um direito dele enquanto pessoa, enquanto ser humano. É um direito que não pode, de forma alguma, ser retirado do aluno. A criança, o adolescente e até mesmo o adulto, se a educação de jovens e adulto for considerada, do aluno com deficiência, todos tem acesso à educação de qualidade para que possam exercer o acesso à cidadania e participar dela. Igualdade de condições de acesso e permanência na escola.

Um dos objetivos do PDE - Plano de Desenvolvimento de Educação do Programa de Educação Para Todos é manter o aluno na escola, diminuir a evasão escolar, diminuir a defasagem entre idade e série (aquele aluno que está com 15 anos e está no 8º ano, por exemplo), eliminar o problema de desistência, de evasão, em todos os estados do Brasil.  

Mas o artigo 3º da LDB traz princípios que vão reger esse sistema educacional brasileiro. No inciso 1 deste artigo, tem igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. Esse inciso 1 diz respeito a uma questão chamada universalização do acesso e também da qualidade. Nós temos que ter escola para todos e com a mesma qualidade. No inciso 2, liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber (dentro dos currículos, diretrizes e parâmetros). 

Inciso 3: pluralismo de ideias e concepções pedagógicas (a partir do momento em que o Brasil se tornou um estado laico, não mais confessional, e deixou de ter uma religião oficial, pode preparar o currículo com base em valores diversificados - até porque isso caracteriza bem o que é a sociedade brasileira: uma sociedade miscigenada e pluralista no sentido das ideias, porque muitas culturas contribuíram com a  cultura brasileira). Inciso 4: respeito à liberdade e apreço à tolerância (se for imaginado os pilares da educação: 1. saber fazer; 2. saber aprender; 3. saber ser, muitos autores consideram que a palavra tolerância diz respeito a saber conviver, ou seja, apreço à convivência). Ou seja, o papel de todo cidadão a partir da educação é saber conviver. É reconhecer as diferenças e respeitar e valorizá-las. Inciso 5: coexistência de instituições públicas e privadas de ensino. 

Outras: gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. Valorização do profissional da educação escolar (de toda equipe pedagógica e de toda equipe escolar, e não só de professores e diretores). Gestão pedagógica do ensino público na forma desta lei e da legislação dos sistemas de ensino. Gestão democrática: não apenas a postura do diretor, mas a existência de uma estrutura democrática na escola, por exemplo, a existência de um conselho de escola, a atuação da APM (Associação de Pais e Mestres), a relação escola-comunidade, a construção do projeto político-pedagógico, tudo isso caracteriza uma gestão democrática.

Garantia de padrão de qualidade (o Estado precisa realizar anualmente um diagnóstico sobre a educação brasileira, por isso existe a avaliação do aluno, a avaliação institucional e a avaliação em larga escala). Valorização da experiência extraescolar (considerar aquilo que o aluno traga de fora da escola, para que seja, a partir de um processo mediador do professor, para que isso gere uma síntese, na visão do professor Saviani, em que o aluno traz as experiências, sofre a mediação do professor, e ocorre um processo de síntese, que é a formação do aluno com base naquilo o que se quer para o nosso país e a nossa cultura).Vinculação entre a educação, o trabalho e as práticas sociais: a finalidade da educação é preparar cidadão não apenas para o exercício da cidadania, mas também para o trabalho, para os seus deveres e para a vida em sociedade. 

Esses princípios irão dar um norte para tudo aquilo que se construir na educação brasileira. Toda vez que for falado em sistema educacional brasileiro, fala-se, na verdade, da intenção de todos os profissionais da educação e até mesmo do Estado, da esfera pública, em aplicar todos esses princípios e toda e qualquer iniciativa em prol da educação. O professor Saviani afirma que não adianta só existir a lei e princípios, tem que haver uma intenção, tem que haver uma unidade, uma coerência para que esses elementos sejam aplicados.   

Esfera administrativa
No âmbito federal, nós temos o MEC, que é o Ministério da Educação, e o CNE (Conselho Nacional da Educação). No âmbito estadual, temos as Secretarias de Educação (Sed, ou Seed, em alguns lugares), os CEE (Conselhos Estaduais de educação), as DRE (Delegacias Regionais de Educação). No âmbito municipal, as SME (Secretarias Municipais de Educação) e os CME (Conselhos Municipais de Educação). Dentro desses órgãos, nós temos uma comunicação e essa comunicação é a que precisa estar cada vez mais afiada para que o Brasil deixe de ter uma mera estrutura de ensino e passe a ter um sistema educacional. 

O MEC tem uma série de recomendações que são enviadas para os estados e municípios, mas os municípios também podem contribuir a partir de projetos, a partir do seu trabalho pedagógico, e enviar também dados e informações que orientem as políticas que serão produzidas no âmbito federal. Até porque o MEC e o Conselho Nacional de Educação trabalham com a questão de produção de currículo, de diretrizes, e essas diretrizes para existir precisam de uma legislação. Ou seja, o poder público é o legislador, e é orientado pelo Ministério da Educação e Conselho Nacional de Educação para  legislar, muitas vezes, sobre educação. Esse diálogo é fundamental entre essas estruturas.

.: Grátis: passeio a pé pelo Centro Histórico da cidade de São Paulo


No Aniversário de São Paulo, sábado, dia 25 de janeiro, às 11h e às 15h, o CCBB promove gratuitamente um passeio a pé pelo Centro Histórico da cidade de São Paulo com guia de turismo. 

O ponto de encontro é no CCBB e no trajeto estão cartões postais como a Praça da Sé, Largo São Bento e o Pátio do Colégio. Na volta, os participantes podem conhecer o prédio do CCBB e aproveitar sua programação gratuita. Passeio a pé. Inscrições a partir de uma hora antes do início do passeio

Serviço
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, em São Paulo. Aberto todos os dias, das 9h às 21h, exceto às terças. Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô.
Informações: (11) 4298-1270
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja
Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228. Traslado gratuito até o CCBB (aproximadamente dez minutos), das 14h às 23h. No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô. Valor: R$ 14 pelo período de até seis horas. É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.

.: Programação especial no aniversário de São Paulo no CCBB


Para esta edição do Derivas da Memória, o Programa CCBB Educativo Arte & Educação convida o público para uma conversa sobre a história do centro de São Paulo desde o período colonial até o apogeu do café no Estado. 

Sábado, dia 25 de janeiro, às 10h, às 12h e às 14h. Domingo, dia 26 de janeiro, às 10h e às 14h. Duração de cada sessão: duas horas. Local: rotunda e ambiente externo Programação completa no site ccbbeducativo.com]ccbbeducativo.com ou na bilheteria.

Serviço
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, em São Paulo. Aberto todos os dias, das 9h às 21h, exceto às terças. Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô.
Informações: (11) 4298-1270
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja
Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228. Traslado gratuito até o CCBB (aproximadamente dez minutos), das 14h às 23h. No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô. Valor: R$ 14 pelo período de até seis horas. É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

.: #ResenhandoTeatro em SP: agenda de 23 a 30 de janeiro


Fotos: divulgação / Sillas H


"O Mágico di Ó" | 80 minutos | Infantil | Teatro Folha | Até 31 de janeiro | Sextas, às 16h | Grátis para crianças até 12 anos | Sinopse: Um local sem chuva e esperança, de onde um grupo de nordestinos sai rumo à São Paulo em busca de uma vida melhor. Versão em cordel do clássico "O Mágico de Oz", o musical idealizado por Vitor Rocha e Luiza Porto trata de temas como lar, partidas e mudanças de pontos de vista. "O Mágico di Ó" traz um olhar abrasileirado dos personagens do clássico e narra a história de Dorotéia, uma menina que não queria deixar sua casa no Nordeste, mas sem poder de escolha, embarca em um pau-de-arara junto com seus tios e outros retirantes em direção à capital paulista. | Texto: Vitor Rocha | Direção cênica: Ivan Parente e Daniela Stirbulov | Endereço: Shopping Pátio Higienópolis, Av. Higienópolis, 618 / Terraço Classificação: Livre


Lyson Gaster no Borogodó | 90 minutos | Musical | Teatro Itália | Até 16 de fevereiro | Quintas a sábados às 21h e domingos às 19h | Sinopse: A peça homenageia a atriz e cantora nascida na Espanha e criada em Piracicaba, Lyson Gaster, que se consagrou nas décadas de 1920 a 1948. A montagem, com música ao vivo, tem pesquisa de Maria Eugenia de Domenico, dramaturgia de Fábio Brandi Torres, direção e figurinos de Carlos ABC, produção e cenários de Marcos Thadeus e direção musical de Tato Fischer | Texto: Fábio Brandi Torres | Direção geral: Tato Fischer | Elenco: Bruno Parisoto, Felipe Calixto, Alexia Twister, Tiago Mateus, André Kirmayr, Marcos Thadeus, Giovani Tozi e Patrick Carvalho | Endereço: Av. Ipiranga, 344 – República | Classificação: livre


A Cor Púrpura - O Musical | 180 minutos aproximadamente | Drama musical | Theatro NET São Paulo | Até 16 de fevereiro | Sexta às 20h30 | Sábado às 17h e 21h | Domingo às 19h (janeiro e fevereiro) | Sinopse: É a trajetória e luta de Celie contra as adversidades impostas pela vida a uma mulher negra, na Geórgia, no decorrer da primeira metade do século XX. Na adolescência, tem dois filhos de seu suposto pai, que a oferece a um fazendeiro local para criar seus herdeiros, lavar, passar e trabalhar sem remuneração. Ela é tirada à força do convívio de sua irmã caçula Nettie e passa a morar com o marido Mister. Enquanto Celie resigna-se ao sofrimento, Sofia e Shug entram em cena, mostrando que há possibilidade de mudanças e novas perspectivas, esperança e até prazer. A saga de Celie é permeada por questões sociais de extrema relevância até os dias atuais como a desigualdade, abuso de poder, racismo, machismo, sexismo e a violência contra a mulher | Texto: Marsha Norman | Direção geral: Tadeu Aguiar | Elenco: Letícia Soares, Sérgio Menezes, Lilian Valeska, Flavia Santana, Jorge Maia, Alan Rocha, Ester Freitas, Analu Pimenta, Suzana Santana, Claudia Noemi, Erika Affonso, Caio Giovani, Renato Caetano, Thór Jr., Gabriel Vicente, Leandro Vieira, Nadjane Rocha | Endereço: Rua Olimpíadas, 360 – Shopping Vila Olímpia/5° andar | Classificação: 12 anos



Inferno - Um Interlúdio Expressionista100 minutos | Drama | VIGA Espaço Cênico | Capacidade: 80 lugares | Sinopse: Inspirado no texto "Not About Nightingales", de Tennessee Williams, dentro do projeto "Homens À Deriva". A montagem retrata a atrocidade que realmente ocorreu em uma prisão em Holmesburg, Pennsylvania, em 1938. Um grupo de 25 presos realizou uma greve de fome e como punição foi trancado em uma cela fechada com vapor aquecido. Quatro deles morreram assados, e quando a notícia da brutalidade foi disseminada por meio dos jornais, a opinião pública americana ficou indignada | Direção: André Garolli | Elenco: Camila dos Anjos, Fernando Vieira, Fabrício Pietro, Athos Magno, Simone Rebeque e mais 36 atores | Endereço: Rua Capote Valente, 1323 -  Próximo ao metrô Sumaré | Classificação: 16 anos


"Alma Despejada" | 80 minutos | Comédia dramática | Teatro Folha|
Até 29 de março | Sextas, às 21h30, sábados e domingos, às 20h | Sinopse: Teresa, uma senhora com mais de 70 anos, depois de morta, sua última visita à casa onde morava. O imóvel foi vendido e sua alma foi despejada. | Texto: Andréa Bassitt | Direção: Elias Andreato | Elenco: Irene Ravache | Oasis Empreendimentos Artísticos Ltda. | Endereço: Shopping Pátio Higienópolis, Av. Higienópolis, 618 / Terraço | Classificação: 14 anos.



Mãe Fora da Caixa | 80 minutos | Monólogo | Teatro das Artes | Até 26 de abril | Às sextas e aos sábados, às 21h; aos domingos, às 18h. Sessões Bebê Bem-vindo, aos domingos, às 11h (de 15 em 15 dias). | Sinopse: Na trama, uma mulher que já tem uma filha com sete anos aguarda ansiosa em seu banheiro pelo resultado de um novo teste de gravidez. | Texto: Cláudia Gomes | Direção: Joana Lebreiro | Elenco: Miá Mello | Shopping Eldorado - Av. Rebouças, 3970, Loja 409, Pinheiros, São Paulo, SP | Classificação: 12 anos.


O Vendedor de Sonhos | 70 minutos | Drama | Teatro Fernando Torres | Até 29 de março | Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 19h | Sinopse: A trama conta a história do personagem Júlio César (Mateus Carrieri), que tenta o suicídio e é impedido de cometer o ato por intermédio de um mendigo, o Mestre (Luiz Amorim), que lhe vende uma vírgula, para que continue a escrever a sua história. Juntos encontram Bartolomeu, um bêbado boa-praça que decide unir-se a eles na missão de vender sonhos e de despertar a sociedade doente. Mas a revelação de um passado conflituoso do Mestre pode destroçar a grande missão do Vendedor de Sonhos. | Adaptação: Augusto Cury, Erikah Barbin e Cristiane Natale | Direção: Cristiane Natale | Elenco: Luiz Amorim, Mateus Carrieri, Adriano Merlini, Fernanda Mariano, Marcus Veríssimo, Maurício Colatoni e Guilherme Carrasco | Endereço:  Rua Padre Estevão Pernet, 588, Tatuapé, São Paulo | Classificação: 10 Anos

.: Tudo sobre o TUDUM Festival Netflix e as atrações que vão movimentar SP


Na Bienal, em São Paulo, os fãs de "O Mundo Sombrio de Sabrina", "Sex Education", "Sintonia" e muitos outros títulos poderão mergulhar em uma experiência única.

Imagine gravar um funk como o MC Doni no estúdio de "Sintonia"; tomar um milkshake no Corner Cafe, como a Lara Jean em "Para Todos os Garotos que Já Amei"; e dar uma espiadinha no futuro no Flash Tarot, inspirado em "O Mundo Sombrio de Sabrina". E que tal participar de um bate-papo com as suas estrelas preferidas para ficar sabendo das novidades dos filmes e séries em primeira mão? A Netflix vai reunir tudo isso e muito mais no TUDUM Festival Netflix, evento gratuito que acontece entre os dias 25 e 28 de janeiro no Pavilhão da Bienal no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Além das experiências citadas, "Sex Education", "Modo Avião", "Stranger Things", "Big Mouth", "Atypical", "The End of the F***ing World", "A Barraca do Beijo", "Você" e "Whindersson Nunes: Adulto" também vão ganhar ativações multissensoriais e inspirar conversas sobre rituais de amadurecimento, do primeiro beijo às histórias de amizade, passando pela força que as redes sociais têm hoje e a necessidade de ficar fora da internet de vez em quando. Independentemente de onde você está no mundo, a Netflix oferece uma história para você, e você vai encontrá-la no TUDUM Festival Netflix.

O TUDUM Festival Netflix será aberto ao público, e menores de 16 anos deverão estar acompanhados por um responsável. A programação completa estará disponível em breve no site www.tudumnetflix.com.br.  Os ingressos estão esgotados. 

TUDUM Festival
De 25 a 28 de janeiro, das 13h às 20h. Pavilhão Ciccillo Matarazzo - Fundação Bienal de São Paulo - Parque Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Portão 3 - Vila Mariana, em São Paulo. Entrada gratuita.

A Netflix oferecerá transporte gratuito a partir das estações de metrô Paraíso (linhas Azul e Verde) e AACD-Servidor (linha Lilás). Saída do Metrô: das 11h30 às 20h. Saída da Bienal: das 11h45 às 21h.

Sobre a Netflix
A Netflix é o principal serviço de entretenimento por streaming do mundo. São mais de 158 milhões de assinaturas pagas em mais de 190 países assistindo a séries, documentários e filmes de diversos gêneros e idiomas. O assinante Netflix pode assistir a quantos filmes e séries quiser, quando e onde quiser, em praticamente qualquer tela com conexão à internet. O assinante pode assistir, pausar e voltar a assistir a um título sem comerciais e sem compromisso.

.: "Inferno", de Tennessee Williams, volta em cartaz no Viga Espaço Cênico


Fabrício Pietro e Camila dos Anjos em cena no texto raro de Tennessee Williams. Foto: Alexandre Inserra

Espetáculo indicado ao Prêmio Shell de Teatro de melhor direção para André Garolli, e com três indicações no Prêmio Aplauso Brasil (Melhor Arquitetura Cênica, Melhor Ator e Melhor Espetáculo de Grupo), "Inferno – Um Interlúdio Expressionista" volta em cartaz de 27 de janeiro a 18 de fevereiro, no Viga Espaço Cênico. As sessões acontecem às segundas e terças-feiras, às 21h. Também foi eleito, por voto popular, como a Melhor Estreia de 2019 pelo Guia Da Folha.

Inspirada em "Not About Nightingales", obra escrita por Tennessee Williams (1911 – 1983) quando tinha apenas 27 anos de idade e descoberta somente nos anos 90, a encenação é dedicada à memória de quatro homens que morreram de tortura em uma prisão americana, em agosto de 1938. O elenco conta com Camila dos Anjos, Fernando Vieira, Fabrício Pietro, Athos Magno, Simone Rebeque e mais 36 atores. 

A montagem retrata a atrocidade que realmente ocorreu em uma prisão em Holmesburg, Pennsylvania, em 1938. Um grupo de 25 presos realizou uma greve de fome e como punição foi trancado em uma cela fechada com vapor aquecido. Quatro deles morreram assados, e quando a notícia da brutalidade foi disseminada por meio dos jornais, a opinião pública americana ficou indignada.

“Essa dramaturgia tem uma grande dose de horror, violência, sangue e morte. Ela nos mostra os problemas e as consequências de usarmos ações disciplinares arcaicas e brutais, e que infelizmente, ao relermos setenta anos depois, percebemos que pouca coisa mudou. É uma história verídica que serviu para rever questões do sistema carcerário nos Estados Unidos e dos direitos humanos”, conta Garolli.

Cenograficamente, o espetáculo é dividido em duas características: realista com os móveis da diretoria da prisão e expressionista com a representação das celas. O enclausuramento foi um dos temas focados durante o processo, o que refletiu no cenário que evoca o sentido de aglomeração das pessoas por meio de um empilhamento de cadeiras. Os figurinos incorporam uma época que se passa em meio aos anos 30 e 40, pós crise de 1929. Preto e cinza marcam a palheta de cores predominantes em cena, a maquiagem contribui para causar o efeito padronizado do aprisionamento.

O reaparecimento desse trabalho engavetado de um autor como Tennessee Williams chocou e surpreendeu muitos críticos e estudiosos, quando foi realizada a montagem pela primeira vez em Londres no ano de 1998. Escrito no final de 1938, mas nunca produzido até sessenta anos depois, a obra oferece um retrato muito diferente de seu autor ícone, um dramaturgo que é mais conhecido por seu lirismo e comoventes retratos de personagens tão vulneráveis como Laura Wingfield ("À Margem da Vida") e Blanche DuBois ("Um Bonde Chamado Desejo").

André Garolli ressalta a importância desse texto do dramaturgo. “Tennessee defendia uma crítica aos padrões estabelecidos pelo ‘mainstream’ e coloca em pauta o marginalizado, ‘os perdedores’ e os fora do padrão normativo (à deriva). Lança um olhar crítico e distanciado sobre a sociedade, uma vez que se recusa a julgar os personagens e estabelecer morais de conduta”.

A peça surgiu a partir do projeto "Homens À Deriva", contemplado no 32º edital de Fomento ao Teatro, iniciativa que aborda as possibilidades de aprisionamento que uma sociedade pode levar uma pessoa. Durante o processo, houve uma convocatória pública direcionada para atores e estudantes da área e atraiu 217 pessoas que participaram de diversas fases até fechar o elenco de 40 atores/atrizes, composto por um núcleo principal de três artistas e um coro com jovens atores.

Na primeira etapa, a Cia. Triptal realizou a apresentação de quatro espetáculos que abordam o tema do aprisionamento, três deles do seu próprio repertório, além de um ciclo de seminários. A segunda focou em oficinas de preparação para atores/atrizes. A terceira contou com estudos de texto, pesquisa de linguagem, improvisação de cenas até a consolidação dos ensaios. 

O projeto "Homens à Deriva" faz parte de uma trilogia que iniciou com "Homens Ao Mar" (2004-2009) com peças de Eugene O'Neill, o segundo foi "Homens à Margem" (2011- 2014) com trabalhos que focavam na marginalidade. “'Homens à Deriva' vem do sentindo que quando eles são retirados da sociedade para o cárcere, ao retornar, ficam a esmo, emprego e família ficam destruídas. Todos esses tipos de violência foram gatilhos que inspiraram toda a montagem”, enfatiza o diretor. 

André Garolli também foi convidado para participar do Provincetown Tennessee Williams Theater Festival, realizado em setembro de 2019 em Provincetown, cidade localizada no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos. Uma forma de ficar ainda mais próximo com o universo do dramaturgo e uma valorização dos projetos realizados nos últimos anos.

Ficha Técnica:
"Inferno - Um Interlúdio Expressionista"
Inspirado no texto "Not About Nightingales", de Tennessee Williams, dentro do projeto "Homens À Deriva". Direção: André Garolli. Assistente de direção: Mônica Granndo. Elenco: Camila dos Anjos, Fernando Vieira, Fabrício Pietro, Athos Magno, Simone Rebequi e mais 36 atores. Produção: Cia. Triptal. Assistência de produção geral: Giulia Oliveira. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Projeto contemplado pelo Programa Municipal De Fomento Ao Teatro Para A Cidade De São Paulo 32ª Edição – 2018.

Serviço:
VIGA Espaço Cênico.
Rua Capote Valente, 1323 -  Próximo ao metrô Sumaré. Telefone: (11) 3801-1843. Temporada:  de 27 de janeiro até 18 de fevereiro de 2020. Segundas e terças, às 21h. Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Duração: 100 minutos. Classificação: 16 anos. Capacidade: 80 lugares.


.: "Dois Papas": o livro que inspirou o filme da Netflix


Livro que inspirou o filme homônimo da Netflix, ”Dois Papas - Francisco, Bento e a Decisão que Abalou o Mundo” faz um minucioso exame da Igreja Católica e dos motivos que levaram Bento XVI a tomar a decisão histórica da renúncia. 

A obra analisa os motivos que cercam a decisão a escolha do novo Papa Francisco, o liberal, e expõe fatos da vida dos dois, como a leveza com que Bento retrata o nazismo em suas memórias e o silêncio de Francisco sobre as torturas cometidas pelo governo argentino quando cardeal.

“A história a seguir se passa, no geral, em um Vaticano em crise, atolado em escândalos, mas incapaz de seguir soluções simples, ciente da necessidade de mudar, porém temeroso das perdas que tais mudanças trarão, com um papa que - graças ao seu passado - sente não ter a autoridade moral, as habilidades e a força para lidar com tais escândalos, e um novo papa que - graças ao seu passado - baseia sua liderança espiritual sobre dois bilhões de seguidores na admissão de que é um pecador”.

“Na longa história da Igreja, três papas renunciaram, enquanto outros 263 mantiveram a função até o fim da vida”. O papa Gregório XII renunciou em 1415 em meio a uma disputa política entre a Itália e a França pelo controle da Igreja Católica. Mas precisamos voltar até 1294, para Celestino V, para encontrar um pontífice que decidiu abandonar o cargo por vontade própria - em nome do “anseio pela tranquilidade de sua vida anterior”.

Tudo ia bem após a morte do Papa João Paulo II - um nome-fenômeno que havia alçado a Igreja Católica a áureos patamares de mídia e alcance global. O então cardeal Joseph Ratzinguer assumiu a frente das cerimônias póstumas e conduziu a Igreja ao Conclave – processo de escolha de um novo Papa - que elegeria o 265º chefe máximo da Igreja Católica, quando os fieis veriam a tão esperada fumaça branca, que anuncia a escolha, saindo da chaminé da Capela mais famosa do mundo. 

Nos bastidores, rumores e vazamentos davam conta de que a disputa estava entre um desconhecido argentino chamado Jorge Mario Bergoglio, um nome que dividia opiniões dentro da Igreja por suas visões mais progressistas e um polonês, Joseph Ratzinger, que dividia o grupo pelo oposto motivo: um ferrenho conservador. Longe de desejar para si tanto poder e notoriedade, Bergoglio voltaria para casa feliz após Bento XVI, o cardeal Ratzinger, ter assumido o papado. Prepararia sua aposentadoria enquanto chefe da Igreja na Argentina, em Buenos Aires, e passaria a viver como sempre desejou: dedicando-se aos necessitados. 

Para a surpresa de todos, o papa Bento XVI fez história rapidamente: foi o primeiro a renunciar em quase 600 anos, o que desnorteou e abalou a Santa Sé. Em rápido Conclave, não houve escapatória para o argentino, agora eleito Papa Francisco, o primeiro Papa latino-americano da História. Como podem conviver dois Papas, líderes máximos, com visões tão opostas? Como resistiria a Igreja frente a tão inédito acontecimento? Quem os fieis e líderes católicos reconheceriam como líder? Como se dividiria a Igreja a partir de agora: conservadora ou reformista?

Todos estes aspectos suscitados pela renúncia de Bento e pela ascensão de Francisco se contornam com os frequentes escândalos de acusação de abusos infantis envolvendo membros da Igreja Católica, incluindo cardeais e a trajetória de cada um. Francisco, hoje de opiniões liberais, fora acusado durante toda a carreira eclesiástica de ser um conservador, porém atento à necessidade da Igreja se adequar aos costumes seculares e a reconhecer os erros que cometeu durante sua trajetória; e Bento, que no início da carreira como teólogo tinha tendências progressistas e libertadoras, mas que acabou tornando-se um conservador de referência na Igreja. 

A postura de ambos daria o tom do papado de cada um, mas como definir cada um dos papas vivos? São inimigos? Ou suas ideias convergem? Como fica a igreja com dois papas? O senso comum nos leva a pensar que, sim, divergem, mas a história narrada por McCarten em “Dois Papas - Francisco, Bento e a decisão que Abalou o Mundo” revela que há aspectos na trajetória de ambos que os fieis desconhecem – e que os unem de maneira que não poderíamos imaginar.

Tidos como pontífices “opostos” por suas visões e opiniões sobre o papel da Igreja no Séc. XXI, os dois têm origens distintas na vida, na igreja, nos passos da ascensão eclesiástica e no que acreditam ser obrigação da Igreja quando o assunto é política, mas ganharam notoriedade no Vaticano por obra do mesmo nome: João Paulo II, o homem que os convidou para ocupar cargos importantes na Santa Sé. 

Com forte referencial histórico, o livro aborda curiosidades sobre o Vaticano, a Cúria, parte do papado de João Paulo II, “o Grande” (assim chamado informalmente), e mergulha nos rituais e tradições católicos, como o Conclave, os Sínodos (reunião magna de bispos com o Vaticano) e os jogos políticos que estão por trás da escolha de um nome para comandar a Igreja. 

Que mensagem quer passar a Igreja ao mundo? Deveria ela se adaptar à rápida transformação social pela qual passam as nações ou reafirmar as tradições? Como responder ao declive de fieis? São alguns dos desafios do Papado de Francisco, que, hoje, dialoga ativamente com o Papa Emérito Bento XVI – questões essas que tenta responder o livro.

Sobre o autor
Anthony McCarten é escritor, roteirista e produtor neozelandês. Já escreveu diversos livros e peças de teatro, e foi indicado ao Oscar de Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado pelos filmes A teoria de tudo e O destino de uma nação.

”Dois Papas - Francisco, Bento e a Decisão que Abalou o Mundo”
Anthony McCarten
Páginas: 252
Preço: R$39,90
Editora Best Seller | Grupo Editorial Record

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