quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

.: "Persona em Foco" homenageia a atriz Annamaria Dias


O programa "Persona em Foco" de sexta-feira, dia 7, traz como convidada Annamaria Dias. Sua carreira artística começou no ano de 1965 na, hoje extinta, TV Tupi de São Paulo. Lá, participou de novelas como "O Meu Pé de Laranja Lima", "O Amor Tem Cara de Mulher" e outras. Também atuou na TV Cultura, TV Record, TV Globo, TV Paulista e SBT, em diversas novelas. 

No teatro, esteve em algumas peças, como "Um Grito de Liberdade" e "Álbum de Família". É jornalista de formação e exerceu a profissão em emissoras de TV e rádio. Hoje, dedica-se ao teatro como atriz, autora, produtora e diretora. O programa, que tem apresentação de Atílio Bari, conta com a presença de Régis Monteiro e Cléo Ventura, que fazem perguntas à homenageada. Vai ao ar às 22h45, na TV Cultura e no aplicativo Cultura Digital.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

.: Inspirado em "O Cortiço", musical "Bertoleza" dá voz às mulheres negras


Com elenco majoritariamente negro, a Gargarejo Cia Teatral estreia o musical
Bertoleza,  inspirado no livro "O Cortiço", de Aluísio Azevedo, no dia 7 de fevereiro no Sesc Belenzinho. O espetáculo fica em cartaz até 1º de março, com sessões às  sextas e aos sábados, às 21h30, e aos domingos (e no dia 22 de fevereiro), às 18h30. 

A montagem, com adaptação, direção e músicas de Anderson Claudir, conta a história do clássico naturalista de Aluísio de Azevedo, agora sob ponto de vista da Bertoleza, uma mulher negra que é tão importante para a construção do romance quanto o próprio João Romão, o protagonista original. 

Na trama, o oportunista Romão propõe uma sociedade à escrava Bertoleza, prometendo comprar a alforria dela. Eles começam uma nova vida juntos e constroem um pequeno patrimônio formado por um enorme cortiço, um armazém e uma pedreira. 

Depois de acumular capital considerável, o ambicioso João Romão já não sabe mais como se tornar mais rico e poderoso. Envenenado pelo invejoso Botelho, ele decide se casar com Zulmira, a filha de Miranda um negociante português recentemente agraciado com o título de barão. Mas, para isso, precisa se livrar da amante Bertoleza, que trabalha de sol a sol para lutar pelo patrimônio que eles construíram juntos.

Para a companhia, o grande desafio foi fazer com que uma narrativa do século 19 questionasse e problematizasse as relações criadas nos dias de hoje. Por isso, o projeto iniciado em 2015 foi ganhando novos contornos. “Quisemos investigar uma identidade brasileira que vem da diáspora africana e pensar em como isso nos afeta artisticamente. Assim, podemos criar novos signos para essa geração e dar uma voz para essa terra periférica”, conta Claudir. 

No processo, o coletivo procurou a força da figura de Bertoleza em outras mulheres negras brasileiras negligenciadas pela História. Durante a encenação, o elenco relembra as histórias dessas mulheres, como a vereadora Marielle Franco, militante da luta negra assassinada em março de 2018; a escritora Carolina Maria de Jesus, famosa pelo livro "Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada"; a jornalista e professora Antonieta de Barros, defensora da emancipação feminina que foi apagada dos livros de História; a escritora Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista brasileira; e a guerreira Dandara, que viveu e lutou no período colonial.

A protagonista dessa história é interpretada pela atriz Lu Campos,
o elenco também tem como destaque Eduardo Silva (Botelho), que ficou conhecido ao dar vida ao personagem Bongô no "Castelo Rá Tim Bum" e coleciona importantes prêmios teatrais como Mambembe, APCA, APETESP, Moliére e SHELL. 

O time de intérpretes fica completo comTaciana Bastos (Zulmira), Bruno  Silvério (João Romão) e pelos integrantes do coro Ananza  Macedo, Cainã Naira, David Santoza,Gabriel Gameiro, Matheus França, Palomaris e Welton Santos. A direção musical é assinada por Eric Jorge; o dramaturgismo e a poesia, por Le Tícia Conde; e a coreografia, por Emílio Rogê. 


Relação profunda entre vida e obra
“Bertoleza é uma personagem inspirada em tantas histórias de um povo que resiste às injustiças de uma lógica racista. Sua história resiste ao tempo. Ela representa a força dessas inúmeras mulheres que sustentam a base do nosso país”, comenta Eduardo Silva. Para ele, o inescrupuloso Botelho também é bastante atual. “É a velha manipulação política, que não se preocupa com o povo e justifica suas incoerências sem a menor base social ou científica”,
completa. 

Para Lu Campos, interpretar Bertoleza tem um significado ainda mais profundo. No processo desde 2015, ela conta que vivenciou um chamado ancestral em 2017: suas antepassadas maternas deram-lhe a missão de quebrar o ciclo de opressão vivenciado por sua família desde os tempos de escravidão. “Espero
 que as mulheres pretas se sintam bem representadas na peça e a partir disso, busquem seus lugares de protagonismo nos variados âmbitos da vida”conta. 

Para a atriz, estar nesse processo contribui para a sua expansão de consciência. Em busca de mais respostas sobre sua ancestralidade, ela também cursou a pós-graduação em Matriz Africana pela FACIBRA/Casa de Cultura Fazenda Roseira. “As pessoas precisam perceber quão rica e diversificada é a matriz africana, por isso ela deve ser resgatada e valorizada. Afinal, a África é o ventre do mundo”emociona-se.

Sobre a Gargarejo Cia Teatral
Formada por uma equipe majoritariamente periférica, a Gargarejo Cia Teatral conta com artistas de diversas áreas, como artes plásticas, dramaturgia, artes cênicas, direção, cenografia, musicalidade e produção. A companhia teve início em 2014, em Campinas, reunindo diferentes especialidades artísticas em parceria com renomadas instituições da região, como a Universidade de Campinas (UNICAMP), o Conservatório Carlos Gomes, a Estação Cultura de Campinas, as Prefeituras de Campinas, Sumaré e Vinhedo e o Lar dos Velhinhos de Campinas.

O grupo foca em uma perspectiva étnico-racial que reflete sobre colonização versus identidade. A intenção é articular a vivência periférica na cena como protagonista na sociedade, resgatando a autoestima e recriando autoimagem. Em 2015, iniciou uma pesquisa sobre "O Cortiço", que resultou na microcena "Bertoleza - Uma Pequena Tragédia": ponto de partida para o processo de investigação que, em 2019, completa quatro anos. Em 2017, o grupo se estabelece na cidade de São Paulo e, durante esse período, realiza diversas experimentações cênicas e musicais, propõe leituras, debates, rodas de conversa e apresentações das canções.


Sinopse
Adaptação musical de "O Cortiço", de Aluísio Azevedo, obra clássica da literatura naturalista brasileira, em que o protagonismo é invertido. A voz agora é de Bertoleza: mulher, negra e escravizada que se relaciona com João Romão, um português ambicioso e oportunista. Bertoleza é o dedo na ferida, é o nó expulso da garganta, a voz que pergunta: E a Bertoleza?

Ficha técnica

Direção e adaptação: Anderson Claudir. Direção musical: Eric Jorge.
Dramaturgismo e poesia: Le Tícia Conde. Texto final: Anderson Claudir e Le Tícia Conde. Elenco: Lu Campos, Eduardo Silva, Ananza Macedo, Cainã Naira, Palomaris, Taciana Bastos, Bruno Silvério, David Souza , Edson Teles, Gabriel Gameiro, Matheus França e Welton Santos. Coreógrafo: Emílio Rogê. Preparação vocal e assistência de direção musical: Juliana Manczyk.
Coordenadora de produção: Cláudia Miranda. Produção executiva: Andréia Manczyk. Assistente de produção: Marina Pinho. Cenografia e figurino: Daniela Oliveira. Assistente de cenário e figurino: Gabriela Moreira. Iluminação: Andressa Pacheco. Assistente de iluminação: Stella Pollitti. Vídeo: Aline Almeida. Assessoria de imprensa: Bruno Motta Mello e Verônica Domingues – Agência Fática. Técnico de palco: Maria Clara Venna e Leonardo Barbosa.

Serviço
"Bertoleza", da Gargarejo Cia. Teatral 
De 7 de fevereiro a 1º de março de 2020. Sexta e sábado, 21h30. Domingo, 18h30. Dia 22 de fevereiro, sábado, às 18h30.
Local: Sala de Espetáculos I (100 lugares).
Valores: R$ 30 (inteira). R$ 15 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante). R$ 9 (credencial plena do Sesc: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes). Ingressos disponíveis pelo portal Sesc SP (www.sescsp.org.br) e nas bilheterias das unidades do Sesc. Limite de quatro ingressos por pessoa.
Duração: 90 minutos.
Recomendação etária: 12 anos.

Sesc Belenzinho
Rua Padre Adelino, 1000 - Belenzinho - São Paulo.
Telefone: (11) 2076-9700.
www.sescsp.org.br/belenzinho

Estacionamento
De terça a sábado, das 9h às 22h. Domingos e feriados, das 9h às 20h.
Valores: credenciados plenos do Sesc: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 12 a primeira hora e R$ 3 por hora adicional.

Para espetáculos pagos, após as 17h: R$ 7,50 (Credencial Plena do Sesc - trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo). R$ 15 (não credenciados). Transporte Público - Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400 metros).

.: Dorotéia em temporada no Sesc Belenzinho até 16 de fevereiro

O espetáculo poético de teatro gestual, dança e parkour narra a história de uma simpática velhinha, gatos travessos, encontros e amores

Foto: Ian Maenfeld

Dorotéia gosta de ouvir e dançar as músicas que põe para tocar na vitrola, ao lado de seu gato Casimiro. A simpática velhinha segue sua alegre rotina até que a visita de uma gata desencadeia novos acontecimentos e rumos inesperados para sua vida. O lúdico espetáculo infantil retorna com temporada em São Paulo, no Teatro do Sesc Belenzinho, entre os dias 01 e 16 de fevereiro. Gratuito para crianças até 12 anos. Concepção, dramaturgia e direção de Miló Martins (de A Menina e o Sabiá) que fez livre adaptação do livro homônimo de Margareth Brandini Park.

Baseado na linguagem visual, Dorotéia, a velhinha que gostava de dançar explora principalmente o teatro gestual e o parkour – a técnica de saltos e transposição de obstáculos, que em cena realça a movimentação dos gatos, os bichos de estimação que encantam as crianças. A atenção da plateia também é capturada pelo primoroso visual colorido, do cenário e figurinos criados por Márcio Vinícius, além da sensibilidade das luzes coloridas de Marisa Bentivegna e a luz negra que surpreende com efeitos em neon. Todos os adereços, tecidos, flores e objetos receberam uma atenção especial com trabalhos manuais de tapeçaria, crochê, tricô e bordado.

A peça poética aborda o amor e encontros inesperados que também podem acontecer na terceira idade. No elenco, Dora Bueno como Dorotéia, Ari Willians (Augustus), Danilo Alves (gato Casimiro) e Mariana Taques (gata Catarina), que além de atores são praticantes de parkour.

Uma história que rompe alguns estereótipos sociais sobre os idosos, de como enxergamos as possibilidades na terceira idade. "No geral, vislumbramos os idosos de outra maneira e creio que no espetáculo, as crianças poderão ver os mais velhos e o envelhecimento de outra forma, encontrando em suas histórias infantis românticas não só jovens princesas e seus pares, mas também avôs e avós", compartilha Miló.  

A trilha sonora original é de Fernando Narcizo e Bruno Buarque, além das músicas Carinhoso do Pixinguinha e The Tender Trap de Frank Sinatra. O espetáculo é o segundo Idealizado pela Emme Cultural, o primeiro foi A Menina e o Sabiá que encantou plateias com acrobacias aéreas.

Criada especialmente para as crianças, mas dedicada aos idosos, é um programa para a família e o público de todas as idades poderá se encantar. 

Serviço / Temporada
Dorotéia, a velhinha que gostava de dançar
Data:  01 a 16 de fevereiro de 2020  (sábados e domingos)
Horário: 12h 
Local: Sesc Belenzinho (Teatro)
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000 
Fone: (11) 2076-9700
Capacidade: 364 lugares
Duração: 50 minutos 
Classificação: livre 
Acesso para pessoas com deficiência
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) l R$ 10,00 (meia) l R$ 6,00 (credencial Plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes). Gratuito para crianças até 12 anos (com retirada de ingressos).
Venda de ingressos nas bilheterias de qualquer unidade do Sesc.

Ficha Técnica 
Concepção, Dramaturgia e Direção: Miló Martins 
Adaptação do livro de Margareth Park 
Elenco: Ari Willians (Augustus), Danilo Alves (gato Casimiro), Dora Bueno (Dorotéia) e Mariana Taques (gata Catarina)
Assistência de direção e coreografia: Angela Etell 
Direção de movimento e coreografia: Henrique Lima 
Trilha sonora original: Fernando Narciso e Bruno Buarque 
Desenho de luz: Marisa Bentivegna 
Cenografia e figurinos: Márcio Vinícius 
Assistência de cenografia e figurinos: André Aires 
Maquiagem: Márcio Merighi 
Direção de produção: Cau Fonseca | Mítica!
Assessoria de Imprensa: Tatiana Pugliesi | Cais Cultura
Fotos: Ian Maenfeld
Idealização: Emme Cultural  

.: Fábio Arruda ministrará palestra em feira para até 50 mil pessoas

Foto: divulgação

Entre os dias 11 e 15 de Fevereiro acontecerá a maior feira da América Latina no setor de decoração, mesa posta, utilidade, presentes, flores e têxtil - a ABCasa Fair. E dentre os muitos especialistas que marcarão presença na sexta edição do evento, está o expert em etiqueta e comportamento Fábio Arruda.

Com o tema “Atitude e postura elegante no Séc. XXI”, Fábio ministrará a palestra no Espaço CasaClube, que terá foco especialmente os lojistas e decoradores. "A idéia de criar um espaço voltado ao Receber Bem surgiu da necessidade de levar ao setor conteúdos de relevância e auxiliar os lojistas e decoradores a utilizarem as ferramentas adequadas para fortalecer o seu negócio", explica a diretora da CasaClube, Luciana Locchi.

A palestra do Fábio Arruda será ministrada no dia 12, às 14h. 

.: Baseado em história real, "Sergio" estreia em abril na Netflix


Em cinemas selecionados e na Netflix a partir de 17 de abril, o filme "Sergio" tem no elenco os atores Wagner Moura e Ana de Armas. No filme, o carismático e complexo Sergio Vieira de Mello (Wagner Moura) dedica a maior parte de sua carreira como diplomata da ONU trabalhando nas regiões mais instáveis do mundo, negociando habilmente com presidentes, revolucionários e criminosos de guerra para proteger a vida de pessoas comuns. 

Mas, assim como ele se prepara para uma vida simples com a mulher que ama (Ana de Armas), Sergio assume uma última missão - em Bagdá, recém-mergulhada no caos após a invasão americana. A missão era para ser breve, até que a explosão de uma bomba faz com que as paredes da sede da ONU caiam literalmente sobre ele, desencadeando uma emocionante luta entre vida e morte. Inspirado em uma história real, "Sergio" é um drama com foco em um homem levado aos seus limites físico e mental enquanto é forçado a confrontar suas próprias escolhas sobre ambição, família e sua capacidade de amar. Outras informações em breve no site netflix.com/sergio.

"Sergio" | Trailer oficial | Netflix

.: Série "Club 57" estreia na TV Cultura e fala sobre viagem no tempo

A programação infantil da TV Cultura ganha mais um destaque. Nesta quarta-feira, dia 5, estreia a série "Club 57". A produção traz a história que Eva e seu irmão, Ruben, que ficam aos cuidados de seu avô depois que seus pais viajam. O avô, quase um cientista maluco, possui uma máquina do tempo escondida em casa. Eva descobre o objeto e, ao tentar usá-lo, acaba viajando para o ano de 1957 ao lado de seu irmão. Vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 18h, na TV Cultura.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

.: Espetáculo "Floresta", de Alexandre Dal Farra encerra temporada dia 9

Peça cria reflexão sobre o medo irracional e inexplicável que as pessoas têm diante do desconhecido

Foto: Otávio Dantas


Público tem mais essa semana para conferir o espetáculo Floresta, com texto e direção de Alexandre Dal Farra, que está em cartaz no Sesc Ipiranga. As sessões acontecem às terças e quartas, às 19h30; quintas, sextas e sábados, às 21h; e aos domingos, às 18h,  até 9 de fevereiro.

Gilda Nomacce, Clayton Mariano e Sofia Botelho vivem uma mãe, um pai e uma filha que encontram-se refugiados em uma casa isolada no meio da mata, por razão não muito clara a princípio. A família recebe dois visitantes inesperados, papel de André Capuano e Nilcéia Vicente. À medida que as relações se estabelecem, a tensão aumenta e o acerto de contas mostra-se mais complexo do que parecia. Enquanto eles são obrigados a rever as próprias convicções, o mundo lá fora parece entrar em colapso.

A dramaturgia surgiu em torno do seguinte questionamento: como lidar com o inimigo? “Comecei a fazer essa pergunta para algumas pessoas e fiz entrevistas com lideranças indígenas enquanto escrevia o texto, muito embora o foco nunca tenha sido a questão indígena enquanto tema, mas sim, a possibilidade de pensar um pouco sobre maneiras diversas de lidar com essa pergunta, talvez aparentemente ‘nova’ para alguns de nós”, revela o dramaturgo e diretor Alexandre Dal Farra.

A ideia de floresta que estrutura o trabalho é a de um lugar desconhecido, que pode assustar e gerar curiosidade e que, ao mesmo tempo que se desenvolve por meio de disputas constantes, também envolve e abraça. “A peça se funda em uma espécie de susto: de repente essas pessoas se veem obrigadas a lidar com uma situação de embate que não planejavam enfrentar, e da qual estavam possivelmente fugindo. Ou seja, o trabalho no fundo também fala sobre o medo, em suas diversas manifestações. E sobre a inércia que esse medo provoca. De certa forma as personagens são todas emanações diversas do medo”, acrescenta o autor.

SINOPSE: Uma família encontra-se refugiada em uma casa isolada. Ao receber estranhas visitas com as quais não sabem lidar, são obrigados a rever suas próprias convicções. Paralelamente, temos notícias de um mundo em colapso.

Ficha técnica:
Texto e Direção: Alexandre Dal Farra. Elenco: Gilda Nomacce, Nilcéia Vicente, Sofia Botelho, André Capuano e Clayton Mariano. Composição Original: Miguel Caldas. Operação de som: Tomé de Souza. Desenho de Luz: Wagner Antônio. Assistente de Iluminação: Dimitri Luppi Slavov. Cenografia e Figurinos: Alexandre Dal Farra e Clayton Mariano. Vídeo: Flávio Barollo. Direção de Produção: Carla Estefan. Produção Executiva: Gabriela Elias. Administração: Metropolitana Gestão Cultural. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli. Fotos: Otávio Dantas.

Serviço:
Espetáculo FLORESTA
Duração: 90 minutos. Classificação: 18 anos. Gênero: Drama.
Ingressos: R$40 (inteira); R$20 meia-entrada); R$12 (credencial plena).
Temporada: Terças e quartas, às 19h30. De quinta a sábado, às 21h; e aos domingos, às 18h.
Até 9 de fevereiro.

SESC IPIRANGA – Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga
Horário de Funcionamento: Terça a sexta, das 7h às 21h30; aos sábados, das 10h às 21h30; domingos e feriados, das 10h às 18h30. Capacidade: 198 lugares.
Informações: (11) 3170-4059.
Vendas pelo site sescsp.org.br/ipiranga e nas unidades do Sesc.

.: "A Cor Púrpura", o musical moderno que você precisa assistir urgentemente


Por Helder Moraes Miranda, editor do Resenhando.


O musical "A Cor Púrpura", em cartaz no Theatro Net, é um presente para a negritude. Também é um grito de liberdade quando a arte parece pedir socorro em terras brasileiras. A começar por uma história edificante, em que os personagens lidam com os problemas e sempre saem melhores e fortalecidos. 

Tudo começa a partir da história de Celie, interpretada com muita graça e doçura por Letícia Soares, adolescente que tem dois filhos do suposto pai (Jorge Maya), que a oferece a um fazendeiro local para criar seus herdeiros, lavar, passar e trabalhar sem remuneração. Ela é tirada à força do convívio de sua irmã caçula Nettie (Ester Freitas) e passa a morar com um marido que a submete a torturas físicas e psicológicas. Separada dos filhos e da irmã, ela sonha em revê-los algum dia e conduz a vida sempre com otimismo e palavras de bondade.
Depois de uma trajetória bem-sucedida no Rio de Janeiro, o espetáculo, que na literatura venceu o Prêmios Pulitzer, no cinema teve 11 indicações ao Oscar, e no teatro venceu o Grammy de Melhor Álbum de Teatro Musical e o Tony, despede-se de São Paulo com a certeza de que vai deixar saudade. No palco, são 17 atores, oito músicos, 90 figurinos, um palco giratório de seis metros de diâmetro e uma escada curva com sistema de travelling em volta do cenário. 

Essa grandiosidade é para entreter, emocionar e contar uma história universal de opressão às mulheres e de superação das mesmas. Além de outros assuntos que estão diretamente ligados ao universo feminino, como a participação da mulher na sociedade e o papel delas nas relações amorosas e como se portam diante de situações de machismo e racismo. 

Escrito há 37 anos por Alice Walker, a primeira escritora negra a ganhar o Pulitzer, "A Cor Púrpura" acontece na primeira metade do século XX, na zona rural do Sul dos Estados Unidos, com personagens típicos dessa região. A direção sensível de Tadeu Aguiar e versão brasileira de Artur Xexéo dão a tônica dessa narrativa, que evoca a força da mulher e também as possibilidades que a vida traz para quem ousa querer mais da vida. 

Não é possível falar de "A Cor Púrpura" sem citar o carisma inegável de Flávia Santana, que dá leveza ao espetáculo ao interpretar uma mulher livre e atenta aos sinais do amor. A engraçadíssima e empoderada personagem de Lilian Valeska rende boas risadas e é o alívio cômico do espetáculo - mesmo passando por situações pesadas, já que nenhum personagem de "A Cor Púrpura" está livre disto. Entre os destaques, também está Sérgio Menezes, cujo personagem, Mister, começa odioso e, conduzido com tantas camadas pelo ator, faz com que o público torça por uma redenção. 

Os caminhos que "A Cor Púrpura" traça no palco, a fome de viver dos personagens, as músicas repletas de poesia defendidas por vozes potentes e uma história edificante fazem desse espetáculo algo inesquecível. Ao mostrar de maneira crua as relações humanas que atravessam amor, poder, ódio, em um mundo que divide as pessoas por diferenças econômicas, sociais, étnicas e de gênero, o espetáculo, mesmo escrito há quase 40 anos, continua mais moderno do que nunca.

"A Cor Púrpura - O Musical"
Ficha Técnica
Texto: Marsha Norman
Músicas: Brenda Russell, Allee Willis e Stephen Bray
Versão brasileira: Artur Xexéo
Direção geral: Tadeu Aguiar
Direção musical: Tony Lucchesi
Elenco: Letícia Soares, Sérgio Menezes, Lilian Valeska, Flavia Santana, Jorge Maia, Alan Rocha, Ester Freitas, Analu Pimenta, Suzana Santana, Claudia Noemi, Erika Affonso, Caio Giovani, Renato Caetano, Thór Jr., Gabriel Vicente, Leandro Vieira, Nadjane Rocha
Assistência de direção: Flavia Rinaldi
Produção de elenco: Marcela Altberg
Cenário: Natalia Lana
Figurino: Ney Madeira e Dani Vidal
Desenho de luz: Rogério Wiltgen
Desenho de som: Gabriel D’Angelo
Coreografia: Sueli Guerra
Assistência de cenografia: Gisele Batalha
Assistência de coreografia: Olivia Vivone
Assistência de direção musical: Thalyson Rodrigues
Registro Videográfico: Paulo Severo
Comunicação em redes sociais: Rafael Nogueira
Assessoria de imprensa: Morente Forte Comunicações
Projeto gráfico: Alexandre Furtado
Coordenação de produção: Norma Thiré
Produção Geral: Eduardo Bakr

Serviço
"A Cor Púrpura - O Musical"
Theatro NET SP (800 lugares)
Rua Olimpíadas, 360 – Shopping Vila Olímpia/5° andar
Bilheteria: terça a domingo a partir das 14h.
Vendas: www.ingressorapido.com.br / 4003.1212
Sexta às 20h30 | Sábado às 17h e 21h | Domingo às 19h

Ingressos:
R$ 220 (plateia) | R$ 170 (balcão nobre) | R$ 75 (balcão)
Duração: 180 minutos
Recomendação: 12 anos
Gênero: musical

Encerramento do espetáculo


.: "Physical": Dua Lipa anuncia próximo álbum e lança single espertinho



“Future Nostalgia” será lançado em abril e, além da versão digital, terá quatro edições especiais para os fãs em vinil, CD e cassete.

Dua Lipa mais uma vez surpreende seus fãs ao anunciar, nesta sexta-feira, o início da pré-venda do novo projeto, “Future Nostalgia” com o lançamento do single “Physical”. A faixa chega às plataformas digitais e com clipe, dirigido por Lope Serrano, uma das mentes criativas por trás do coletivo CANADA.

O novo álbum, segundo de sua carreira e que será lançado no dia 3 de abril, terá quatro edições físicas especiais para os fãs da cantora, além da edição digital: vinil colorido ou com a arte de capa, CD e cassete metalizado, além de um box deluxe com vinil, music book, poster e um carta assinada pela cantora. A pré-venda está disponível no site da cantora, neste link!

“Eu estou muito empolgada em lançar a pré-venda do meu novo álbum 'Future Nostalgia'. Gravar esse disco tem sido uma experiência incrível e eu mal posso esperar que todos vocês escutem... e agora falta muito pouco”, revela a cantora.

Desde que chegou em grande estilo, em 2015, o álbum de estreia de Dua Lipa atingiu 4 milhões em vendas mundiais e gerou ainda 40 milhões de vendas em single - é oficialmente o álbum de uma artista feminina com mais streams na história do Spotify. A cantora é também a artista feminina solo mais nova a alcançar 1 bilhão de visualizações no YouTube e a ganhar três vezes o BRIT Awards e duas vezes o Grammy.

Dua Lipa - "Physical"

.: "Troco em Dobro", com Mark Wahlberg e Winston Duke, estreia na Netflix


Mark Wahlberg e Winston Duke estão em "Troco em Dobro", filme que estreia na Netflix em 6 de março. Completam o elenco Alan Arkin, Iliza Schlesinger e Austin Post. O filme é sobre Spenser (Mark Wahlberg), um ex-policial mais conhecido por arrumar problemas do que resolvê-los, acabou de sair da prisão e quer deixar Boston. 

Mas antes, ele é obrigado a ajudar seu ex-treinador de boxe e mentor, Henry (Alan Arkin), com um iniciante promissor. Esse é Hawk (Winston Duke), um lutador de MMA, forte, comprometido e certo de que será um adversário mais difícil do que Spenser já foi. 

Após o assassinato de dois ex-colegas de Spenser, ele recruta Hawk e sua ex-namorada desbocada Cissy (Iliza Shlesinger) para ajudá-lo a investigar e levar os culpados à justiça. Com direção de Peter Berg, Troco em Dobro é uma comédia de ação com Bokeem Woodbine, Marc Maron e Austin Post no elenco. Baseado no livro Robert B. Parker's Wonderland, um best-seller de Ace Atkins.

Dirigido por: Peter Berg. Elenco: Mark Wahlberg, Winston Duke, Alan Arkin, Iliza Schlesinger e Austin Post. Roteiro de: Sean O’Keefe e Brian Helgeland. Escrito por: Ace Atkins e Robert B. Parker. Produzido por: Mark Wahlberg, Peter Berg e Neal H. Mortiz.

.: Em cartaz no FAMA: exposições coletivas e mostra de Gilberto Salvador

Programação inclui obras de artistas de Itu e arredores 


Academia de Arte do FAMA museu. Créditos Beto Mellao 

O museu FAMA - Fábrica de Arte Marcos Amaro, instituição sediada em Itu, no interior de São Paulo, tem exposições e atrações em cartaz nos seus espaços expositivos. Artista multidisciplinar, Gilberto Salvador apresenta A onda, a água e o mundo flutuante, mostra que reúne na sala 5 gravuras e pinturas. Com curadoria de Ana Carolina Ralston e orientação de Katia Salvany, 19 artistas de Itu e arreadores exibem suas criações nas salas 6 e 7. A Academia de Arte, novo espaço do museu, apresenta obras emblemáticas do acervo de Marcos Amaro, colecionador e presidente da instituição. Figuram trabalhos de artistas como Nuno Ramos, Alexandre da Cunha, Amélia Toledo, Lais Myrrha e Luca Parise. 

A onda, a água e o mundo flutuante | exposição Gilberto Salvador 
A imensidão do oceano sempre instigou o artista Gilberto Salvador. Ele velejou pelo alto mar em um barco catamarã e, a partir da sintonia, do balanço da água e das ondas que quebram o artista apresenta agora monotipias e uma série de quatro gravuras em matrizes de metal na mostra A onda, a água e o mundo flutuante. Com curadoria de Ricardo Resende, a exposição fica em cartaz até 1 de março e traz obras que transitam entre a abstração e o figurativo, nem geométricas e nem totalmente orgânicas, mas sim formas híbridas como na natureza. 

Meios e Processos | exposição coletiva 
Criações em suportes diversos que, em comum, resultam de investigações dos meios e processos criativos dos artistas. É este o cerne da mostra Meios e Processos, coletiva que reúne pinturas, performances, esculturas, desenhos, fotografias e vídeos dos artistas Alexandre Silveira, Dagô, Eliete Della Violla, Fábio Florentino, Gil, Ilana Wajcberg, Bella Tozini, Isis Gasparini, Larissa Camnev, Lídice Salgot, Luhly Abreu, Malu Pessoa Loeb, Marília Scarabello, Nathalia Favaro, Raffa Gomes, Silvana Sarti, Stenio Oliveira, Tangerina Bruno e Thatiana Cardoso. Em cartaz até 1 de março, a mostra tem curadoria de Ana Carolina Ralston e orientação de Katia Salvany. 

Academia de Arte | exposição coletiva 
A Academia de Arte, novo anexo do museu FAMA, abriga obras em grande escala que fazem parte da coleção de Marcos Amaro, que preside e dá nome à instituição. Figuram trabalhos de artistas como Nuno Ramos, Alexandre da Cunha, Amélia Toledo, Beto Shwafaty, Carlos Melo, Daniel Melim, Didu Losso, Erika Verzutti, Guilherme Teixeira, Jarbas Lopes, Lais Myrrha, Luca Parise, Marcos Amaro, Mario Cravo Jr, Mundano, Nuno Ramos, Renata Lucas e Sérvulo Esmeraldo. 

Serviço 
A onda, a água e o mundo flutuante, individual de Gilberto Salvador 
Período expositivo: até 1 de março 
Curadoria: Ricardo Resende 
Local: Sala 5 | Fábrica de Arte Marcos Amaro 
Endereço: Rua Padre Bartolomeu Tadei, 9, Itu -- SP. 
Visitação: segunda a sexta-feira, das 11h às 19h e sábado de 11h às 15h 

Meios e Processos, coletiva 
Período expositivo: até 1 de março 
Curadoria: Ana Carolina Ralston 
Local: Salas 6 e 7 | Fábrica de Arte Marcos Amaro 
Endereço: Rua Padre Bartolomeu Tadei, 9, Itu -- SP. 
Visitação: segunda a sexta-feira, das 11h às 19h e sábado de 11h às 15h 

Academia de Arte 
Exposição permanente 
Local: FAMA - Fábrica de Arte Marcos Amaro 
Endereço: Rua Padre Bartolomeu Tadei, 9, Itu -- SP. 
Visitação: segunda a sexta-feira, das 11h às 19h e sábado de 11h às 15h

.: “...eu teria que morrer e nascer de novo para ser modelo” diz Renata Kuerten


Nascida em Braço do Norte, interior de Santa Catarina, Renata teve uma infância simples, trabalhava na roça junto com a família, mas já sonhava em ser modelo. Aos 15 anos saiu de casa para conquistar as passarelas  internacionais. “Sempre falei que iria conseguir tudo que eu quisesse. Eu dizia: ‘Vou ser modelo internacional’. E consegui!”. Hoje, aos 31, já foi capa de conceituadas revistas de moda e viajou o mundo desfilando em importantes eventos.

Para seguir com o sonho, Renata encarou muitos "nãos" e revela não ter recebido incentivo da família. “As pessoas falavam que eu teria que morrer e nascer de novo para ser modelo. Isso nunca me deixou abalar ou desistir”, conta. “Meus pais não me apoiaram muito (...) Minha mãe nunca achou que tivesse jeito para modelo”, completa.

Em 2011, participou da "Dança dos Famosos" e com um "empurrãozinho" de Fausto Silva, a loira decidiu investir também na carreira de apresentadora. “Ele dizia: Você precisa investir nisso. Precisa investir na televisão’. E fiquei com isso na cabeça”, diz ela, contando que quatro anos depois estreou na RedeTV! com um programa dominical. A entrevista completa foi ao ar no programa "Sensacional", que vai aos ar às quintas-feiras, às 22h45, na RedeTV!

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