segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

.: "Roda Viva" de Carnaval entrevista o sambista Nei Lopes


Nesta segunda-feira, dia 24, o "Roda Viva" exibe entrevista inédita com o sambista e compositor Nei Lopes, às 22h, na TV Cultura. Africanista autodidata, já publicou sete dicionários e uma enciclopédia sobre culturas africanas, uma produção que ultrapassa 30 mil verbetes. O "Dicionário da História Social do Samba", escrito em coautoria com Luiz Antonio Simas, venceu, em 2016, o Prêmio Jabuti na categoria Teoria/Crítica Literária, Dicionários e Gramáticas.

Formado em Direito e Ciências Sociais, pela UFRJ, trocou a área jurídica pela música, a literatura e a pesquisa sobre as línguas e a cultura da África. Lopes tem mais de 350 composições gravadas por grandes nomes da música brasileira, transita por gêneros variados, que vão do samba ao maracatu, jongo e choro.

Comandado por Vera Magalhães, o "Roda Viva" terá em sua bancada de entrevistadores João Marcello Bôscoli, produtor musical; Fabiana Cozza, cantora; Roberta Martinelli, jornalista, apresentadora da TV Cultura e da rádio Eldorado; Leonardo Bruno, jurado do Estandarte de Ouro; e Tiago Muniz, chefe de reportagem da rádio Jovem Pan.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

.:Entrevista: André Ramiro, ator e rapper, contra o racismo: "Somos a maioria"


Por Helder Moraes Miranda, editor do Resenhando. Fotos: Carlos Sales.

De segunda a sexta-feira, André Ramiro pode ser visto na tela da Globo como um professor de escola na novela "Malhação - Toda Forma de Amar". Um negro fazendo um professor na TV é ainda, e sempre, motivo de comemoração. Ator e rapper, André Ramiro era bilheteiro de cinema e foi descoberto pela equipe do "Tropa de Elite", filme que o alçou ao estrelato. Hoje ele faz teatro, TV e cinema. Até há pouco estava em cartaz no teatro musical com "O Frenético Dancin Days", de Nelson Motta.  


RESENHANDO - Ator e rapper, como essas profissões tão diferentes se complementam entre si?
ANDRÉ RAMIRO - Acredito que toda as expressões artísticas se complementam e se encaixam entre elas. A profissão de ator exige que você seja completo neste sentido. Todo ator e atriz em busca do autoconhecimento e sucesso em sua trajetória deve aprender a dançar, cantar, praticar esportes, entre outras coisas. O ideal é sair da zona de conforto, valorizando o preparo pra viver novos personagens e não ficar limitado. A cultura hip hop me preparou e ajudou muito na minha formação, não só como rapper mas também como ator. Posso afirmar que sim, embora distintas, essas duas artes se complementam assim como todas as outras. 


RESENHANDO - De bilheteiro de cinema a artista de sucesso conhecido nacionalmente. Como aconteceu?
AR - Nos meses finais de 2005, recebi uma ligação da Zazen Produções me chamando para fazer teste para o filme "Tropa de Elite". Me disseram que o ator João Velho tinha dado meu telefone e me indicado. Nessa época, trabalhava como porteiro de cinema e participava das batalhas de MC's no bairro da Lapa, aqui no Rio de Janeiro, onde conheci o João e nos tornamos amigos. Aceitei fazer o convite do teste para o filme sem pretensão alguma. Gostaram do que apresentei e, desde então, faz 13 anos que trabalho como ator. É importante expressar a minha gratidão ao João Velho, José Padilha e Fátima Toledo, por terem confiado em mim e no meu talento. Por me darem a oportunidade de viver e trabalhar com essa profissão que amo. 



RESENHANDO - Tem alguma história de bastidor do filme "Tropa de Elite"? 
AR - Na época, era tudo muito novo pra mim. Foi uma descoberta a cada dia. O mais importante a dizer é que senti que estava no lugar, na hora e no caminho certos. Nos bastidores o mais interessante foi conhecer os policiais que nos treinaram no cotidiano. Entender seus conflitos perante sua profissão junto às questões da sociedade. 



RESENHANDO - "Tropa de Elite" se tornou um clássico do cinema nacional e é falado até hoje. Na época da gravação, já havia essa aura de clássico? 
AR - Já dava pra sentir no set que estávamos fazendo um grande projeto e que o filme iria entrar pra história do cinema nacional - por abordar temas polêmicos e importantes para a sociedade. Falar sobre segurança pública e política social é delicado. Esses temas, entre outros, nos afeta há muito tempo. 


RESENHANDO - Você imaginava o sucesso que esse filme faria? 
AR - Embora sentindo o que senti na época, não tinha como mensurar o sucesso que teríamos e como isso tudo iria mudar a minha vida. 


RESENHANDO - Como foi participar do  "O Frenético Dancin Days"? 
AR - Foi muito importante ter trabalhado e passado pelo processo de montagem e ensaios com Deborah Colker. Aprendi muito com ela sobre a importância do treino árduo, da repetição, sobre se jogar sem medo e experimentar novos caminhos. Foi meu primeiro musical, um novo passo e um novo desafio em minha carreira. Confesso que no início fiquei um pouco inseguro com a Dança e o canto, mas me sinto vitorioso por ter vencido a mim mesmo, grato pela ajuda dos meus companheiros de palco e toda equipe que nos ajudaram nos ensaios. Além da honra de ser dirigido por Deborah, tive o prazer de trabalhar com Nelson Motta e Patrícia Andrade, para dar vida a um texto que retrata uma das décadas mais mágicas existentes: a década de 1970.

RESENHANDO - O mundo avançou ou regrediu dos anos 70 para cá?
AR - O espetáculo, além de ter um tom de chanchada teatral, aborda o conceito libertário e a alegria de ser você mesmo em meio a ditadura militar. Foi uma época difícil, mas de muitas descobertas artísticas e humanitárias. Considero que muita coisa mudou sim, de lá pra cá, mas ainda temos muito a aprender com relação ao respeito às diferenças e empatia pela dor do próximo. Estamos no caminho. 


RESENHANDO - Na época de "Dancin Days" havia uma atmosfera libertária que vem se perdendo para ceder lugar ao conservadorismo. Você concorda ou discorda?  
AR - O que não concordo é com a imposição de um novo padrão de comportamentoseja ele qual for, sem dar ouvidos e voz a quem necessita. Como no caso do direito das mulheres, das mulheres pretas, do povo preto, dos índios, do nordestinos, da classe LGBTQ, do direito à liberdade religiosa e por aí vai...  Estamos tão preocupados com a moral, os bons costumes e a economia do país que entra governo, sai governo, e sempre dizem que "está avançando". Mas não temos saúde pública de qualidade, as escolas continuam sucateadas, ainda temos grande parte da população vivendo em estado de miséria. Nossa água está contaminada, não preservamos a natureza e, em prol do “tal crescimento econômico” desmatamos a Amazônia. Não valorizamos a fauna e a flora, a violência continua a crescer, os direitos dos moradores das favelas não são respeitados e, de fato, a corrupção não deixou de existir em nosso país. Enquanto isso, o salário dos nossos governantes só aumentam, nunca atrasam e não há cortes em seus privilégios e auxílios. Não é de hoje que estamos pagando impostos caríssimos e a conta de tudo isso. Será que, em consequência de prestarmos mais atenção em todos esses quesitos e valorizarmos o “bem estar alheio”, ou seja, “da população” de um maneira geral, a nossa economia não melhoraria de maneira saudável ou, pelo menos, um pouco mais igualitária a todos? Tá aí para todo mundo ver... as críticas desenfreadas, o julgamento, a falta de respeito, o preconceito de grande parte da classe privilegiada, a reprodução disso por parte da população que, sem informação, reproduz o discurso e as atitudes do opressor, a falta de responsabilidade social, de projetos sociais, de empatia e ação de melhora quando o problema não te afeta, mas afeta a maioria. O problema é: estamos todos brigando e fazendo inimizades por causa da política, mas quando o assunto são os direitos e os deveres dos nossos governantes, muito se discute, muito se fala, pouco se ouve e nada se faz. 



RESENHANDO - Quais os maiores desafios que um negro enfrenta hoje na dramaturgia?
AR - O maior desafio para mulheres e homens negros de uma maneira geral (não só como ator e atriz) é vencer a falta de recursos e oportunidades. Ter que se preparar para uma sociedade injusta e meritocrática, em um mercado que é competitivo, que exige qualidade e preparo. Mesmo que em algum momento a oportunidade, como num passe de mágica, apareça, como vou ser competente e me firmar com segurança em qualquer mercado de trabalho quando não tive a vida inteira as ferramentas e os recursos necessários? Como vou buscar e fazer as oportunidades acontecerem sem conhecimento para isso? Essas são perguntas que sempre fazemos a nós mesmos. Dependemos apenas da nossa resiliência, do nosso próprio esforço, da nossa força de vontade para mudarmos a nossa realidade. Isso tudo infelizmente ainda é um reflexo do atraso e da divisão que a escravidão gerou no mundo e, principalmente, no nosso país. E isso explica o porquê de não termos nascido no berço do privilégio. Conhecimento é poder e poder gera oportunidades, no caso do povo preto, além de sermos obrigados a ter paciência com quem diz que tudo isso é "mi-mi-mi" e ter que ficar explicando, ensinando a nossa sociedade como não ser racista, e ainda temos que encarar o fato do negro no século XXI ainda não fazer parte das esferas de poder de decisão na nossa sociedade. Se estamos conquistando isso de alguma maneira -e hoje em dia há uma ascensão do homem e da mulher preta na mídia- não é porque nos deram isso de presente. Mas, sim, porque somos a maioria, porque somos os maiores consumidores do mercado, porque  damos muito lucro, porque já estava ficando feio ter uns dois ou três apenas representando a maioria na tela. Isso não pega bem diante da opinião pública. É porque estamos nos unindo cada vez mais e valorizamos a nossa beleza, a nossa cultura afrodescendente. Ainda falta muito mais, sempre dá pra melhorar e estamos aqui para fazer a diferença. Já foi o tempo que o povo preto dependia apenas de ser artista ou jogador de futebol pra ganhar seu lugar de direito na sociedade. 



RESENHANDO - O estereótipo colocado nos negros na dramaturgia ainda é um problema, ou estamos evoluindo?
AR - Estamos evoluindo, mas é óbvio e evidente que ainda existe e ainda é um grande problema. O que explica isso é que vivemos numa sociedade assim: mesmo eu sendo conhecido, se eu chegar em um restaurante no Leblon pra jantar, eu ainda posso ser confundido com o funcionário do restaurante e não com o gerente ou até mesmo o dono. Em muitos dos casos, não nos dão nem um bom dia e saem te pedindo informações como se, pelo fato de estarem pagando sua estada no estabelecimento, você fosse obrigado a servi-los da maneira que bem entendem, sem o mínimo de educação por parte dessas pessoas. Quando sento à mesa, não vejo quase ninguém do mesmo perfil que eu consumindo nesse restaurante, mas se olho para a cozinha ou para quem está servindo as mesas, vejo a maioria entre eles parecida comigo. Se a maioria esmagadora dos negros e negras ainda vivem nas periferias e favelas e não frequentam os lugares considerados de alta classe ou até mesmo as faculdades, isso significa que ainda existe apartheid. Quanto a ascensão dos negros e negras no meio artístico, o que explica é o talento individual, o autodidatismo, e a força de vontade. Mas ainda falta muito para chegarmos a um lugar de igualdade. 



RESENHANDO - Fazer um professor de História nesta temporada de "Malhação" representa um avanço na teledramaturgia?
AR - Interpretar  um professor de história negro no Brasil significa um novo olhar, uma nova perspectiva e uma realidade que existe, mas que as pessoas ainda não estão habituadas  a presenciar. É necessário explorar e compreender muito mais sobre a inserção e o protagonismo negro de varias formas na nossa sociedade. Não existe um só padrão de beleza e tão pouco um só padrão de perfil para esse tipo de personagem. Faço votos que tenhamos cada vez mais artistas e cidadãos negros ocupando seu lugar e exercendo seus protagonismos. Já passou da hora de quebrarmos o tabu e o pensamento atrasado de que o negro só serve pra escravo ou subalterno. No mais, estou feliz em estar interpretando o professor Celso em "Malhação". Essa profissão tão linda e necessária para o crescimento de qualquer nação. Gratidão a Adriano Mello, a toda equipe de "Malhação" e a Rede Globo pela oportunidade! 


André Ramiro - "Nicotina"

.: Em podcast, Arnaldo Antunes revela trauma de ser pop


No podcast "Essenciais", da Deezer, o músico também conta que Tribalistas não tinham pretensão de ser um estouro e que "Nome" primeiro solo, era seu "Yellow Submarine".

Do rock, do pop, da MPB; cantor, compositor, poeta, artista visual, titã, tribalista, pequeno cidadão... "Sou inclassificável". E essencial. Por isso Arnaldo Antunes, dono das aspas citada, está no novo episódio do 'Essenciais ', podcast original da Deezer, que convida nomes fundamentais da música brasileira para revisitarem e contarem os processos de sua discografia.

Durante o programa, recheado de referências e vivências em diversos contextos culturais e sociais das últimas décadas - da Contracultura à Lactomia (movimento social nascido na década de 90, na Bahia) - Arnaldo conta que começou a compor na escola. “No colégio que eu estudava Paulo Miklos era da minha classe, foi meu primeiro parceiro. Mas os outros Titãs todos, a gente começou a fazer música ali nesse período, com 15, 16 anos”.

Arnaldo Antunes deixou a icônica banda de rock em 1992 para lançar seu primeiro disco solo "Nome", um projeto multimídia com VHS, livro e CD, numa época em que a internet ainda engatinhava: “Tinha saído do Titãs e queria de certa forma afirmar que estava fazendo uma coisa radicalmente diferente, porque também era o que estava me seduzindo. Tem esse caráter experimental do projeto que foi recebido com certo estranhamento. Depois disso ficou um trauma tão grande, que a cada disco que eu fui lançando os jornalistas vinham me entrevistar e sempre perguntavam: ‘poxa, agora ficou mais pop, né?", diverte-se . Sobre esse trauma, ele explica: “Para mim, na época que eu lancei o 'Nome' aquilo era pop. Achava que as músicas davam para tocar na rádio. Era uma ilusão assim... para mim era meu 'Yellow Submarine', desenho animado, tinha criança que via e curtia. Eu falava: ‘Qual a dificuldade disso?’”.

No passeio pelos Tribalistas, fruto da gravação de seu disco "Paradeiro", feito na Bahia e co-produzido por Carlinhos Brown, que sem pretensão tomou as rádios, Arnaldo reflete sobre seus hits: “Foi esse sucesso que surpreendeu até a gente. Foi tudo feito com tanta espontaneidade. Não tinha muito dessa meta de fazer sucesso ou da previsão de que aquilo ia ser um estouro. O retorno foi muito maior do que a gente mesmo esperava, enfim; a gente não tinha essa expectativa ou esse plano de marketing para isso”, conta.

Ele ainda comenta o mesmo sobre a música “A Casa é Sua”: “Foi surpreendente também para mim. Acho que todos meus sucessos me surpreenderam. 'O Pulso', que era talvez a música mais estranha daquele disco 'Õ Blésq Blom', que é uma música toda falada. E de repente aquilo virou um estouro, as rádios começaram a tocar; não era um música de trabalho escolhida”

.: "Amor de Cabelo", inspirado em curta vencedor do Oscar, lançado em livro


O prêmio de melhor curta de animação do Oscar 2020 foi para o filme “Hair Love”. Entendendo a necessidade de representar famílias negras em projetos de animação, o autor Matthew A. Cherry resolveu publicar o sucesso também em formato literário. Com ilustração de Vashti Harrison, a obra chega às livrarias em abril, pela Galera Record, com o título traduzido para ‘Amor de cabelo’.

Assim como no curta, que hoje atinge mais de 16 milhões de visualizações no Youtube, o livro reúne emoção e reflexão, tudo de uma forma leve e divertida. Na história, Zuri acorda empenhada em fazer um penteado para um dia especial, e seu pai, Stephen, vendo a dificuldade da filha em lidar com seu cabelo crespo, resolve ajudá-la. 

O papel, antes desempenhado pela mãe, enfrenta problemas no início, mas nada que muito amor - e um tutorial na internet - não consigam resolver. Matthew A. Cherry, autor das duas versões, revela o cuidado com a aceitação, a importância da representatividade e do papel dos pais na criação das filhas, inclusive quando se trata de cuidados capilares.


.: "Katy Keene": série da HBO traz quatro ícones da Archie Comics


O aguardado spin-off de "Riverdale" chega na HBO e na HBO GO no dia 6 de março.

A série dramática "Katy Keene", baseada em personagens da Archie Comics, se soma ao catálogo de produções da HBO Latin America inspiradas em livros de quadrinhos, como as recém-estreadas "O Monstro do Pântano", "Shazam" e "Watchmen", da DC Comics. Esta nova série de 13 episódios de uma hora cada, desenvolvida por Roberto Aguirre-Sacasa ("Riverdale") e Michael Grassi, estreia no dia 6 de março, às 21h, na HBO e na HBO GO.

"Katy Keene" é um spin-off da série "Riverdale" e narra a vida e os amores de quatro personagens icônicos da Archie Comics - a futura lenda da moda Katy Keene, a cantora e compositora Josie McCoy, o artista Jorge López/Ginger e a "it girl" Pepper Smith - enquanto eles correm atrás dos seus sonhos em Nova York.

Katy (Lucy Hale) cria roupa para qualquer um que pedir, como sua amiga e vizinha Josie (Ashleigh Murray), cujo talento como cantora chama a atenção de Alexander Cabot (Lucien Laviscount), CEO de uma gravadora que busca reerguer o império empresarial do pai. Mas o sonho de Alexander de assinar um contrato com Josie encontra resistência da poderosa vice-presidente sênior da Cabot Media, Alexandra (Camille Hyde), que além de sócia também é irmã gêmea dele.

Enquanto isso, Jorge (Jonny Beauchamp) - vizinho de Josie e Katie que trabalha na vinícola da família e sonha em chegar à Broadway - espera poder desenvolver com sucesso sua carreira como a drag Ginger depois de várias tentativas frustradas. Já a misteriosa Pepper Smith (Julia Chan) planeja abrir sua própria versão da famosa Factory de Andy Warhol: ela tem as conexões, mas ninguém sabe claramente como conseguiu o dinheiro, nem se realmente conta com os recursos para isso.

Já Katy tenta lidar com as pressões do seu trabalho na rede de lojas Lacy e da sua exigente chefe Gloria (Katherine LaNasa), uma famosa personal shopper. Felizmente, Katy conta com o apoio do namorado, KO Kelly (Zane Holtz), cujo sonho é ser lutador profissional de boxe.

Enquanto buscam seus espaços nas passarelas, na gravadora, na Broadway e na vida social de Nova York, estes jovens vão encontrar algo a mais do que uma carreira na cidade das oportunidades: uma amizade para a vida toda.

A série "Katy Keene" tem direção de Maggie Kiley e roteiro de Roberto Aguirre-Sacasa e Michael Grassi. Os produtores executivos são Greg Berlanti, Roberto Aguirre-Sacasa, Michael Grassi, Sarah Schechter e Jon Goldwater. A série é uma produção da Berlanti Productions, em associação com a Archie Comics, a Warner Bros. Television e a CBS Television Studios.

.: “BoomBoom Dance”: lançado o primeiro single cantado por um robô


Foto: Paulo Guanaes

Depois das participações memoráveis no Carnaval de Salvador ao lado de Will.I.am, vocalista do Black Eyed Peas (2011), na gravação do DVD Asa 3D, do grupo Asa de Águia (2009) e no Baile da Santinha com Leo Santana (2018 e 2019), o palco se tornou o lar do Robozão. 

Mas ele não parou por aí e foi para terras além do Brasil, se apresentando no "Ballando con le Stelle" - a versão italiana de "Dancing With The Stars" ("Dança dos Famosos") - em 2018 e 2019, e numa tradicional corrida de camelos no deserto da Arábia Saudita (2019). E agora chegou a hora de se lançar em galáxias mais distantes, com seu primeiro single: o “BoomBoom Dance”.

Esta é a primeira das cinco faixas musicais que serão lançadas até o fim do ano. E os hits, de acordo com seu idealizador, Lei Almeida, prometem fluir entre os estilos funk carioca, reggaeton e eletrônica. “O Robozão é o alter ego do homem baiano que seduz com toda sua expressão corporal na dança, como o Xanddy e Léo Santana”, explica.

Trajetória 
Em atividade desde 2009, o cantor cibernético é um projeto que une a robótica à performance artística, fruto da experiência de seu criador por  20 anos no Carnaval de Salvador para artistas como Durval Lelys e a banda Asa de Águia. Nas apresentações o Robozão contará com uma equipe formada por duas dançarinas e um DJ. “Nosso artista faz pouquíssimas exigências. No camarim, por exemplo, ele só pede 1 litro de óleo diesel com gelo”, brinca Lei.

Ficha Técnica do single "BoomBoom Dance":
Composição: Lei Almeida e Don Allan.
Produção Musical: RBZ Entretenimento.
Gravado nos Estúdios: ETA Studios e Artesanal Studios em 2019.
Disponível nas principais plataformas de distribuição: Spotify, Deezer, SuaMúsica, ITunes, Youtube, Instagram, Facebook.

“BoomBoom Dance”

sábado, 22 de fevereiro de 2020

.: "Coragem" de Raina Telgemeier narra os desafios de crescer

Vencedora de três Eisner Awards e best-seller do jornal The New York Times, Raina Telgemeier é cartunista e uma das autoras de literatura jovem mais prestigiadas pela crítica atual. Na HQ "Coragem", ela narra, com seu traço único e com base em suas próprias experiências, os desafios de crescer. 

No meio da noite, a jovem Raina acorda com uma terrível dor no estômago e muito enjoada. Sua mãe sente o mesmo, então deve ser algo que comeram. Mas quando ela retorna à escola, a dor persiste e coincide com suas crescentes preocupações sobre os estudos, a rotina familiar, as amizades e a comida. O que será que está acontecendo com Raina? 

Com grande sensibilidade e humor, Raina Telgemeier explora a coragem necessária para enfrentar os nossos medos e a ansiedade que envolvem a infância e o amadurecimento. "Coragem" foi um sucesso instantâneo nos Estados Unidos, vendendo milhões de exemplares e tornando Raina um dos maiores fenômenos editoriais dos últimos tempos.

Raina Telgemeier é uma cartunista norte-americana muito prestigiada. "Coragem" é um delicado registro autobiográfico, inspirado em sua infância. É autora também de "Ghosts" e adaptou e ilustrou a série de graphic novels "The Baby-Sitters Club". Entre muitos prêmios, conquistou três Eisner Awards e um Stonewall Honor Award. Best-sellers do jornal The New York Times, seus livros já somam quase 20 milhões de exemplares nos Estados Unidos e foram traduzidos para 22 idiomas. Mora em São Francisco, Califórnia.

.: Pet Shop Boys mescla melancolia com música dançante em "Hotspot"


Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical.

Ícones da música pop dançante dos anos 80, o duo britânico Pet Shop Boys segue em plena forma em 2020, com o lançamento do seu mais recente álbum, "Hotspot". O trabalho é o 14º disco da dupla e traz dez novas composições com a mesma receita que a consagrou.

Com Neil Tennant no vocal e Chris Lowe comandando os teclados, o duo investe em uma sonoridade dançante que contrasta com um certo tom melancólico na interpretação. Isso fica evidente em faixas mais densas como "You Are The One" e "Hoping For a Miracle", e nas mais dançantes como "Happy People" e "Dreamland".

Talvez a faixa que mais simbolize esse trabalho seja "Monkey Business", com uma batida eletrônica bem significativa e um vocal bem colocado de Tennant, com aquela aura melancólica que nós nos acostumamos a ouvir desde os anos 80.

Chris Lowe continua sendo um ótimo programador de samples e sons eletrônicos com seus teclados. Basta ouvir a introdução de "I Don´t Wanna" para se chegar a essa conclusão. Essa faixa é a que mais se aproxima do período fértil da dupla nos anos 80.

Esse clima saudosista foi reforçado por Tennant durante entrevistas para a imprensa brasileira. Ele revelou que Lowe utilizou teclados analógicos, justamente para reforçar a sonoridade que era feita nos anos 80.

"Hotspot" pode ser considerado, para os padrões atuais, um disco acima da média com produção caprichada para o vocal melancólico de Tennant e os teclados de Lowe. Ainda que repita fórmulas já conhecidas, porém, infalíveis.

"Monkey Business"

"Happy People"


"Burning The Heather"


.: Lígia Cortez será Rainha Elizabeth I pela segunda vez na carreira


A atriz, ao lado de Marcelo Lazzaratto, participará do ciclo de leituras “De e a partir de Shakespeare”, do Itaú Cultural, dia 26 de fevereiro. Foto: João Caldas

A atriz Lígia Cortez terá mais uma vez que se dividir entre a direção do Célia Helena Centro de Artes e Educação e o seu ofício de atriz. Na quarta-feira de cinzas, dia 26 de fevereiro, às 20h – atendendo ao convite do ator Marcelo Lazzaratto – ela participará do ciclo “De e a Partir de Shakespeare”, do Itaú Cultural, com a leitura do texto “A Noite que Nunca Existiu”, do mexicano Humberto Robles. O autor recebeu o Prêmio Emilio Carballido (2014), o maior da dramaturgia mexicana.

A peça narra um encontro secreto e fictício entre Shakespeare e a rainha Elizabeth I, interpretada por Lígia pela segunda vez em sua carreira. A primeira foi no espetáculo Maria Stuart, em 2009. A atriz dividirá o palco com Lazzaratto, que fará o mais influente dramaturgo do mundo. A tradução do texto é de Marcos Daud e a direção de Lazzaratto.

Serviço
“A Noite que Nunca Existiu”
Quarta-feira, dia 26 de fevereiro, às 20h. Texto: Humberto Robles. Direção: Marcelo Lazzaratto. Elenco: Lígia Cortez e Marcelo Lazzaratto. Duração: 90 minutos. Classificação indicativa: 14 anos. 

Sala Itaú Cultural (Piso Térreo).
Capacidade: 224 lugares. Entrada gratuita.

Distribuição de ingressos: 
Público preferencial: 1 hora antes do espetáculo (com direito a um acompanhante).
Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo (um ingresso por pessoa).

Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11. 2168-1777

.: "Talentos", reality musical da TV Cultura, prorroga inscrições


Devido à grande procura, a TV Cultura prorrogou o prazo para as inscrições do reality musical Talentos, com Jarbas Homem de Mello, para o dia 1º de março. Amadores e atores iniciantes e veteranos podem se inscrever para o programa, que começa a ser gravado em abril e tem estreia prevista em maio na Cultura.

O concorrente deve ter idade entre 16 e 45 anos, se cadastrar no site da emissora (https://tvcultura.com.br/programas/talentos) e enviar um vídeo caseiro com uma performance individual de um número de teatro musical. Serão selecionadas 24 candidatos, que irão disputar as eliminatórias, a fim de chegar à grande final - transmitida ao vivo pela TV Cultura. O programa tem estreia prevista para o mês de maio.

Apresentado por Jarbas Homem de Mello e com roteiro de Mariana Elizabetsky, o "Talentos" vai escolher o grande nome do teatro musical brasileiro da atualidade. Com um júri formado por especialistas do segmento, a nova atração da TV Cultura terá 13 programas, que serão exibidos semanalmente pela emissora.

.: Paula Pequeno e Bibi Perigosa trocam de lugar no "Troca de Esposas"



Bicampeã olímpica Paula Pequeno vai à Rocinha, no Rio de Janeiro, enquanto Fabiana Escobar, mais conhecida como Bibi Perigosa, joga vôlei de praia ao lado de parceira da atletaCrédito das imagens: Antonio Chahestian/Record TV, Edu Moraes/Record TV e Divulgação/Record TV

No quarto episódio do "Troca de Esposas", que vai ao ar nesta quarta-feira, dia 26 de fevereiro, a bicampeã olímpica Paula Pequeno deixará de lado a rotina exaustiva de treinamentos e preparação física para conhecer de perto como é viver na Rocinha, uma das maiores comunidades da América Latina, no Rio de Janeiro. 

A jogadora de vôlei vivenciará por alguns dias a rotina de Fabiana Escobar, mais conhecida como Bibi Perigosa, que mora com o marido, o diretor de fotografia Washington Santos, a mãe, dois sobrinhos e o neto. Na capital fluminense, Paula vai andar de moto e ainda dançar funk. Extremamente organizada, ela também tentará impor uma alimentação mais saudável nas refeições do clã de Bibi.

Por outro lado, Fabiana terá de suar a camisa em um treino de vôlei de praia ao lado de Mari, parceira de Paula nas quadras. Além disso, conviverá, em uma residência localizada em Osasco, na Grande São Paulo, com o marido da jogadora, o empresário e comerciante Alexandre Folhas, e sua filha adolescente. Como será que ela vai lidar com todas essas novidades?

Sobre o "Troca de Esposas"
Versão brasileira da atração “Wife Swap”, que já foi produzida em mais de 20 países e coleciona prêmios e grande audiência por onde passa, o "Troca de Esposas" é uma experiência de autoconhecimento. Afinal de contas, promove uma interação entre grupos que dificilmente, fora de um projeto como este, manteriam contato.

A dinâmica funciona da seguinte maneira: ao trocar de família, a esposa (ou o marido, como acontece em alguns episódios) vive metade dos oito dias sob as regras da dona da casa. Na segunda metade, tudo muda, e a recém-chegada (ou recém-chegado) terá a oportunidade de trocar as regras e reorganizar o lar segundo suas próprias normas. Como os “novos familiares” vão reagir a tantas transformações?

O reality show "Troca de Esposas" terá íntegras exibidas no PlayPlus, plataforma de streaming do Grupo Record, além de trechos disponibilizados no Facebook, YouTube e no portal R7. Além de live-tweeting comentando os melhores momentos do programa, os memes vão garantir a diversão no Instagram, e os spoilers dos próximos episódios, com exclusividade para o digital, ficarão a cargo da apresentadora Ticiane Pinheiro. No Brasil, a produção é da Teleimage, com direção-geral de Edu Pupo e direção do núcleo de realities de Rodrigo Carelli.



.: “Meu carnaval é o ano inteiro”, declara Claudia Krappel


Com shows de samba, a musa revelou ter ganhos de aproximadamente R$ 100 mil reais



Fotos: Divulgação | CO Assessoria





Tentar a vida fora do Brasil é um sonho de muitos brasileiros. Muitos imaginam chegar no outro país com uma nova profissão, trabalhar em escritórios, fábricas ou lojas, mas uma brasileira se destacou em pensar diferente ao levar o samba como trabalho para a Alemanha.

Claudia Krappel fez do samba o seu trabalho na Europa e leva os seus shows para diversas regiões da Alemanha. “Meu Carnaval é o ano inteiro, eu ganho a vida com o samba”. São dezenas de shows que hoje a musa faz por mês e revelou ter ganhos de aproximadamente R$ 100 mil reais.

“É um trabalho sério, que exige dedicação e paixão pelo o que você faz”. “Eu me preparo o ano todo para o carnaval”, disse.
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