segunda-feira, 8 de junho de 2020

.: Matheus Nachtergaele recita poemas da mãe em live teatral nesta quarta



Matheus Nachtergaele define o monólogo que irá apresentar como "um homem (que por acaso é um ator) diz no palco as palavras escritas por sua mãe". 

Dentro de apresentações teatrais das lives #EmCasaComSesc, quarta-feira, dia 10, Matheus Nachtergaele adapta a peça "Processo de Conscerto do Desejo para Formato Intimista", intitulando-a "Desconscerto". Na apresentação, o ator recita poemas de sua mãe, Maria Cecília Nachtergaele, que morreu quando Matheus tinha três meses de idade. 

"Poucas palavras se confundem tanto em nossa língua quanto 'concerto' e 'conserto'. Aqui, elas se mesclam vertiginosamente", explica o ator. "Quero consertar meu desejo com poesia, num concerto". Ele define o monólogo como "um homem (que por acaso é um ator) diz no palco as palavras escritas por sua mãe. É só isso, se isso for pouco". A peça não é recomendada para menores de 14 anos, e tem direção de Miriam Juvino.

A peça pode ser assistida no YouTube do Sesc São Paulo youtube.com/sescsp -  e no Instagram do Sesc Ao Vivo - @sescaovivo - às 21h30.  Promovidas pelo Sesc São Paulo, as apresentações - sempre às segundas, quartas, sextas e domingos às 21h30 - trazem monólogos interpretativos transmitidos diretamente da casa dos artistas. Já passaram pela série #EmCasaComSesc na categoria teatro os artistas Celso Frateschi, Georgette Fadel, Sérgio Mamberti, Ester Laccava, Jé Oliveira, Gustavo Gasparani, Lavínia Pannunzio, Grace Passô, Denise Weinberg, Cacá Carvalho, Bete Coelho, Gero Camilo e Eduardo Mossri.

Para conferir a programação de teatro, basta acessar as páginas youtube.com/sescsp ou o novo endereço do Sesc São Paulo no Instagram criado especialmente para a série Sesc Ao Vivo instagram.com/sescaovivo, às segundas, quartas, sextas e domingos, sempre às 21h30.


Matheus Nachtergaele em "Desconscerto" no #EmCasaComSesc 



.: Compositora e violonista, Badi Assad se apresenta em live musical na terça


Considerada como uma das mais significativas e expressivas violonistas da sua geração, Badi Assad faz show em live nesta terça. Foto: Edu Pimenta

Dentro da programação de junho do #EmCasaComSesc, nesta terça-feira, dia 9, a cantora, compositora e violonista Badi Assad traz um show em que reúne os sucessos de sua carreira. Com 16 álbuns lançados em todo o mundo e mais de 40 países visitados, ela foi eleita uma das melhores violonistas do planeta pela revista americana Guitar Player e é considerada como uma das mais significativas e expressivas violonistas da sua geração. Há mais de um mês, o Sesc São Paulo promove série de shows diários com transmissões, sempre às 19h, pelo Instagram @sescaovivo e YouTube do Sesc São Paulo - youtube.com/sescsp

Nesta quarta-feira, dia 10, é dia de viajar sem sair de casa com Carlinhos Antunes e Gabriel Levy, dupla formada há quase 30 anos. Carlinhos é diretor da Orquestra Mundana Refugi, e Gabriel é integrante do grupo Mawaca, além de diretor da Magnífica Orquestra Paulistana de Músicas do Mundo. Ambos tocam juntos no grupo Kerlaveo, que une músicos do Brasil e Bretanha francesa. No show, a dupla apresentada composições autorais já conhecidas, bem como músicas e arranjos inéditos produzidos nesse período de isolamento.

Na quinta-feira, dia 11, o cantor e compositor Vidal Assis apresenta o show Negros Sambas, com repertório dedicado aos sambistas negros. Cartola, Paulinho da Viola, Dona Ivone Lara, Jorge Aragão e Elton Medeiros são relembrados na voz do cantor, que se destacou na nova geração da música popular brasileira. Vidal recebeu duas indicações ao 28º Prêmio da Música Brasileira com seu disco de estreia, "Álbum de Retratos".

Em junho, já se apresentaram Cristian Budu, Zé Renato, Filipe Catto, Edgard Scandurra, Teresa Cristina, Francis e Olivia Hime, e Renato Teixeira. Para conferir toda essa programação, basta acessar as páginas youtube.com/sescsp ou o novo endereço do Sesc São Paulo no Instagram criado especialmente para a série Sesc Ao Vivo instagram.com/sescaovivo.

A série Música #EmCasacomSesc também tem sido uma oportunidade para promover o Mesa Brasil, programa que conecta empresas doadoras e instituições sociais para o complemento de refeições de pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

Criado há 25 anos pelo Sesc São Paulo e hoje em operação em diversos estados do país, a iniciativa está com uma campanha para expandir sua rede de parceiros doadores e ampliar a distribuição de alimentos, produtos de higiene e limpeza em meio à crise causada pelo novo coronavírus. Também engajados pela causa, os artistas têm aproveitado as transmissões online para convocar as pessoas, principalmente empresários e gestores, a integrarem a rede de solidariedade. Para saber como ser um doador, acesse o site mesabrasil.sescsp.org.br.

domingo, 7 de junho de 2020

.: #ResenhaRápida com Juninho Bill pra presidente do Brasil!


Por 
Helder Moraes Miranda e Mary Ellen Farias dos Santos, editores do Resenhando.

Juninho Bill marcou época e, principalmente, a infância de muitas crianças e adolescentes que viveram os anos 80. Líder do grupo Trem da Alegria, ele foi unanimidade entre uma geração inteira. Um nome tão conhecido quanto os de Xuxa, Renato Aragão, Patrícia Marx, Amanda Acosta, Simony, no auge de suas carreiras, entre outros artistas que encantaram o público infantojuvenil. 

Na voz dele, vários hits da época, como "Fera Neném", "Ioiô", "Thundercats", "Dona Felicidade" e "Pra Ver se Cola", entre muitas outras. O sucesso era tanto que o grupo foi até para o cinema contracenar com a "Rainha dos Baixinhos" no filme "A Princesa Xuxa e os Trapalhões". A carreira de Juninho Bill começou aos seis anos, quando conquistou o terceiro lugar no Festival Internacional da Criança. Em 1985, entrou para o famoso grupo musical de rock-infantil Trem da Alegria, onde permaneceu até 1992. 

Gravou sete álbuns com o grupo, chegando à soma de quatro milhões de cópias vendidas, algo que, hoje, é praticamente impossível. Depois, teve uma carreira meteórica como jogador de futebol e atuou como meia nas categorias de base do Corinthians, Portuguesa e Sinop, quando disputou profissionalmente o Campeonato Mato-Grossense. Voltou ao meio musical e se formou em jornalismo. Nesse intervalo, teve várias bandas, como a Acesso Livre, Schulapa e hoje tem essas musicas no YouTube, com a banda Era Astros - neste link

Ele tem duas filhas e hoje trabalha nos bastidores da TV. O sucesso o persegue e é por isso que, nesta entrevista exclusiva, você pode matar a saudade dele, que é um dos grandes nomes dos anos 80. "Perguntas que lhe parecem fáceis, mas...", como ele mesmo descreveu. Juninho Bill continua com o alto-astral que o levou ao estrelato. Afinal, quem é rei nunca perde a majestade! Diante dos tempos sombrios da política atual, reforçamos: "Juninho Bill pra presidente do Brasil!".


#ResenhaRápida com Juninho Bill

Nome completo: Luiz Carlos Figueiredo Mello.
Apelido: Juninho, Bill.
Data de nascimento: 7 de julho de 1977.
Altura: 1,82 m.
Qualidade: criação. 
Defeito: sinceridade demais.
Signo: carvalho.
Uma mania: roer unhas.
Religião: tempo divino.
Time: Santos F.C. 
Amor: minhas filhas.
Mulher bonita: Marisa Tomei.
Homem bonito: Joey Ramone.
Família é: festa.
Ídolo: o sol.
Inspiração: a lua.
Arte é: expressão. 
Brasil: é penta.
Fé: topo.
Deus é: sim.
Política é: uma farsa.
Hobby: filmes.
Lugar: Ilha Grande (Rio de Janeiro).
O que não pode faltar na geladeira: ovo.
Prato predileto: salmão cru.
Sobremesa: chocolate.
Fruta: jabuticaba. 
Bebida favorita: cerveja.
Cor favorita: amarelo.
Medo de: não dar tempo de mostrar minhas composições. 
Uma peça de teatro: “O Mistério de Irma Vap” com Marco Nanini e Ney Latorraca, direção de Marília Pêra. 
Um show: Faith no More.
Um ator: Selton Mello. 
Uma atriz: Carolina Dieckmann.
Um cantor: Tim Maia.
Uma cantora: Cássia Eller.
Um escritor: Jack Miles.
Uma escritora: Ana Miranda.
Um filme: "De Volta para o Futuro"
Um diretor: Robert Zemeckis.
Um livro: "Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã" - Yuval Noah Harari.
Uma música: "Um Lugar do Caralho", Júpiter Maçã
Um disco: "Titanomaquia" - Titãs.
Um personagem: Solomon Kane (personagem de HQ de Robert E. Howard).
Uma novela: "Top Model", de Antônio Calmon.
Uma série: "Friends".
Um programa de TV: "TV Pirata". 
Um blog: Jesus Manero.
Um podcast: Murilo Couto.
Um Twitter: Rolê Aleatório
Um canal no YouTube: Jaala 
Uma saudade: escola
Algo que me irrita: desonestidade
Algo que me deixa feliz é: vitória do Santos 
Quem levaria para uma ilha deserta: Laura Zerra ou Kimberly Kelly. São boas de sobrevivência no “Largados e Pelados”.
Se pudesse ressuscitar qualquer pessoa do mundo, seria: Akhenaton, porque queria comprovar uma tese sobre Moisés.
Se pudesse fazer uma pergunta a qualquer pessoa do mundo, seria: “Moisés, o senhor foi Faraó?”.
Não abro mão de: corrigir.
Do que abro mão: economia. 
Se tivesse que ser um bicho, eu seria: golfinho.
Ser homem hoje é: andar com fé.
O que seria se não tivesse sido artista: astronauta. 
Anos 80 em uma palavra: trilhas.
Trem da Alegria em uma palavra: trilhos.
Música em uma palavra: alma.
Futebol em uma palavra: paixão. 
Juninho Bill por Juninho Bill: compositor.

Juninho Bill Presidente

Juninho Bill em "A Princesa Xuxa e os Trapalhões"

Trem da Alegria no Cassino do Chacrinha - "Ioiô"

Juninho Bill e aparições do Trem da Alegria no "Xou da Xuxa"

Reencontro da turma do Trem da Alegria no "TV Xuxa".

.: Livro sobre racismo está na lista dos mais vendidos no mundo


Escrito por Robin Diangelo, o livro “Não Basta Não Ser Racista: Sejamos Antirracistas” aborda as sutilezas do racismo de quem não se acha racista. O livro, que chegou ao Brasil pela Faro Editorial, está na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times.

A autora fez um estudo aprofundado das atitudes racistas e de como cada um de nós pode refletir sobre elas, fato que fez a obra estar entre os trabalhos mais respeitados da atualidade sobre o preconceito estrutural presente em nossas sociedades.

Eu não sou racista, mas... Essa simples composição de frase já demonstra que existe sim um viés racista em algum pensamento, mesmo que involuntário. Ainda mais quando quem diz essa frase é um branco, que teve em sua criação algum traço de racismo e que luta contra isso. Negação, silêncio, raiva, medo, culpa... essas são algumas das reações mais comuns quando se diz a uma pessoa que agiu, geralmente sem intenção, de modo racista. Mas mais do que negar ou se defender, é preciso entender suas atitudes e não apenas não ser racista, mas se tornar um antirracista.

Robin Diangelo, autora do livro, é professora universitária e consultora em justiça racial e social nos Estados Unidos. Neste livro, ela apresenta um estudo do racismo e mostra como um sistema de autodefesa sustenta a ideia de uma superioridade branca. Ser abertamente racista não é algo socialmente aceitável. Ninguém quer ser visto assim. Mas cada vez que se nega o racismo, impede-se que ele seja abordado, que os preconceitos sejam discutidos, e tudo volta para debaixo do tapete. As reações de negação não servem apenas para silenciar quem sofre o preconceito, mas escondem um sentimento que a autora passou a chamar de fragilidade branca.

Robin fez um experimento muito interessante: catalogou frases, palavras, sentimentos das pessoas que se veem sem qualquer preconceito e demonstrou que, no fundo, ele estava lá. E apresenta muitas histórias e depoimentos para comprovar isso. Sua proposta é de que comecemos todos a ouvir melhor o outro, estabelecer conversas mais honestas e reagir a críticas com educação e abertura ao outro.

Não basta apenas sustentar visões progressistas, condenar os racistas toscos nas mídias sociais. A mudança começa conosco. É hora de todos os brancos assumirem sua responsabilidade e abandonarem a ideia de superioridade. Ser antirracista é um passo além, proativo, na luta contra o racismo no mundo. Aém do The New York Times, "Não Basta Não Ser Racista – Sejamos Antirracistas" ocupa as primeiras posições das listas de mais vendidos do mundo inteiro desde seu lançamento.

O que foi dito sobre o livro 

“DiAngelo é uma afirmação fundamental no momento em que o debate está tão polarizado. Parece que falamos sobre racismo a toda hora. Ou falamos sobre a dificuldade de discutir racismo na sociedade. O problema não é a falta de conversa, mas os diferentes níveis de entendimento sobre o que é racismo” - The Guardian

"Este livro faz a exposição metódica e irrefutável do racismo no pensamento e na ação, é um pedido de humildade e vigilância” - New Yorker

“DiAngelo fornece uma lente poderosa para examinar e lidar com o racismo nos dias de hoje” - Publishers Weekly


Você pode comprar o livro aqui: amzn.to/3zAvnXs

.: Mordomo da família de João Moreira Salles é tema de documentário



Santiago, mordomo da família Moreira Salles

Durante 30 anos, Santiago foi mordomo da família Moreira Salles, famosa sobretudo no Rio de Janeiro por sua riqueza, influência e erudição. Um dos membros do clã, o premiado diretor João Moreira Salles  – à frente de filmes como "Futebol" (1998), "Nelson Freire" (2003), "Entreatos" (2014), "No Intenso Agora" (2017)  , reconhece seu potencial como personagem e passa a focar suas lentes para dentro de sua própria casa – que hoje se tornou o Instituto Moreira Salles – para contar sua história. 

“Santiago”, a ser exibido no canal Curta!, dentro da programação da Quarta do Cinema, dia 10, às 22h30, mostra a história de um homem singular e mira na forma como o próprio Moreira Salles o enxergava. O documentário começou a ser gravado em 1992 e mostra Santiago já aposentado, vivendo em um pequeno apartamento no bairro do Leblon, colecionando cerca de 30 mil páginas escritas por ele mesmo, sobre famílias nobres e dinastias de diversos lugares do mundo. 

As gravações são interrompidas e, apenas em 2005, João Moreira Salles retoma o filme e insere nele um olhar crítico diante de sua própria falta de percepção sobre as relações de poder latentes nas cenas da década de 1990 e sobre a estrutura hierárquica construída entre a família e o antigo funcionário. “Santiago” é uma produção da VideoFilmes, vencedora do Grande Prêmio do Festival Cinéma du Reel, em Paris.

.: Ases do rap nacional, Dexter e Rincon Sapiência estarão no #Provoca



Fotos: Nathalie Bohm

No "#Provoca em Casa" desta terça-feira, dia 9 de junho, Marcelo Tas entrevista remotamente dois ases do rap nacional: Dexter e Rincon Sapiência. No programa duplo, os artistas reagem às provocações feitas pelo apresentador e falam sobre liberdade, racismo, política e, também, sobre as dificuldades enfrentadas pela periferia. Vai ao ar a partir das 22h15, na TV Cultura e no canal oficial do programa no YouTube.

Na edição, Rincon comenta sobre sua experiência com a polícia no Brasil, enquanto homem preto: "Eu sou um cara que desde muito novo, dez, 11 anos, tenho histórico de ser abordado pela policia. Então, hoje, eu ficou pensando: 'Caramba, o cara falava tudo aquilo para uma criança que estava indo comprar agulha para mãe'".

Enquanto isso, Dexter, que criou seu primeiro grupo musical, 509-E, enquanto estava inserido no sistema prisional, revela como ele enxerga a liberdade hoje. "Em todos os momentos, em tudo que eu estiver fazendo, a liberdade tem de estar sempre ali. Mas eu procuro lembrar que a liberdade também tem seus limites, para que eu não faça mal para o outro. Então, acho que é isso: a liberdade é algo que se conquista todo dia, você ganha a liberdade".



.: Cláudia Missura está na live teatral "Paixões da Alma" nesta segunda


Cláudia Missura apresenta a peça "Paixões da Alma", baseada em três livros de Descartes, nesta segunda-feira, às 21h30, em live. Foto: Andrea Pedro

Dentro de apresentações teatrais das lives #EmCasaComSesc, nesta segunda-feira, dia 8, Cláudia Missura está em "Paixões da Alma", baseado na filosofia de René Descartes. Dirigida e adaptada por Marcelo Romagnoli, a peça se passa numa cozinha, onde a atriz prepara um ensopado e dá a receita de como se proteger das paixões que atacam nossa alma. A peça pode ser assistida no YouTube do Sesc São Paulo youtube.com/sescsp -  e no Instagram do Sesc Ao Vivo - @sescaovivo - às 21h30. 

Em "Paixões da Alma", a descoberta dos mecanismos do corpo, a dissecação dos sentimentos, a análise das emoções e dos sentidos são tratadas de forma clara e precisa, assim como na obra do filósofo francês que inaugurou a filosofia moderna. Baseada principalmente em três livros de Descartes - "Discurso sobre o Método", "Meditações" e "As Paixões da Alma", a peça tem classificação indicativa de 14 anos.

Nesta quarta-feira, dia 10, Matheus Nachtergaele adapta a peça "Processo de Conscerto do Desejo para Formato Intimista", intitulando-a "Desconscerto". Na apresentação, o ator recita poemas de sua mãe, Maria Cecília Nachtergaele, que morreu quando Matheus tinha três meses de idade. "Poucas palavras se confundem tanto em nossa língua quanto 'concerto' e 'conserto'. Aqui, elas se mesclam vertiginosamente", explica o ator. "Quero consertar meu desejo com poesia, num concerto". Ele define o monólogo como "um homem (que por acaso é um ator) diz no palco as palavras escritas por sua mãe. É só isso, se isso for pouco". A peça não é recomendada para menores de 14 anos, e tem direção de Miriam Juvino.

Promovidas pelo Sesc São Paulo, as apresentações - sempre às segundas, quartas, sextas e domingos às 21h30 - trazem monólogos interpretativos transmitidos diretamente da casa dos artistas. Já passaram pela série #EmCasaComSesc na categoria teatro os artistas Celso Frateschi, Georgette Fadel, Sérgio Mamberti, Ester Laccava, Jé Oliveira, Gustavo Gasparani, Lavínia Pannunzio, Grace Passô, Denise Weinberg, Cacá Carvalho, Bete Coelho, Gero Camilo e Eduardo Mossri.

Para conferir a programação de teatro, basta acessar as páginas youtube.com/sescsp ou o novo endereço do Sesc São Paulo no Instagram criado especialmente para a série Sesc Ao Vivo instagram.com/sescaovivo, às segundas, quartas, sextas e domingos, sempre às 21h30.


.: Violinistas Ricardo Herz e Vanille Goovaerts apresentam concerto em live


Enquanto Herz traz o resfolego da sanfona, o ronco da rabeca e as belas melodias do choro tradicional e moderno, Vanille soma a experiência em festivais de jazz na França a paixão pelo forró. Foto: Ricardo Herz

Dentro da programação de junho do #EmCasaComSesc nesta segunda-feira, 8 de junho, dois grandes nomes do violino popular se encontram para relembrar as noites de Sesc Instrumental Brasil: Ricardo Herz e Vanille Goovaerts. A francesa, que também toca rabeca (instrumento de origem árabe, precursor do violino), e o brasileiro, que conquistou o posto de maior nome no violino popular no país, tocam um repertório que inclui composições próprias, clássicos do choro, valsa francesa, forrós, xote e outros gêneros. Enquanto Herz traz em sua técnica no violino o resfolego da sanfona, o ronco da rabeca e as belas melodias do choro tradicional e moderno, Vanille soma à sua experiência em festivais de jazz na França a sua paixão pelo forró, que a levou a viajar pelo Nordeste brasileiro e a aprender rabeca com o Mestre Luiz Paixão.

Há mais de um mês, o Sesc São Paulo promove série de shows diários com transmissões, sempre às 19h, pelo Instagram @sescaovivo e YouTube do Sesc São Paulo - youtube.com/sescsp. Nesta terça-feira, 9, a cantora, compositora e violonista Badi Assad traz #EmCasaComSesc um show em que reúne os sucessos de sua carreira. Com 16 álbuns lançados em todo o mundo e mais de 40 países visitados, ela foi eleita uma das melhores violonistas do planeta pela revista americana Guitar Player e é considerada como uma das mais significativas e expressivas violonistas da sua geração.

Na quarta-feira, 10 de junho, é dia de viajar sem sair de casa com Carlinhos Antunes e Gabriel Levy, dupla formada há quase 30 anos. Carlinhos é diretor da Orquestra Mundana Refugi, e Gabriel é integrante do grupo Mawaca, além de diretor da Magnífica Orquestra Paulistana de Músicas do Mundo. Ambos tocam juntos no grupo Kerlaveo, que une músicos do Brasil e Bretanha francesa. No show, a dupla apresentada composições autorais já conhecidas, bem como músicas e arranjos inéditos produzidos nesse período de isolamento.

Quinta-feira, 11, o cantor e compositor Vidal Assis apresenta o show Negros Sambas, com repertório dedicado aos sambistas negros. Cartola, Paulinho da Viola, Dona Ivone Lara, Jorge Aragão e Elton Medeiros são relembrados na voz do cantor, que se destacou na nova geração da música popular brasileira. Vidal recebeu duas indicações ao 28º Prêmio da Música Brasileira com seu disco de estreia, "Álbum de Retratos".


Em junho, já se apresentaram Cristian Budu, Zé Renato, Filipe Catto, Edgard Scandurra, Teresa Cristina, Francis e Olivia Hime. Para conferir toda essa programação, basta acessar as páginas youtube.com/sescsp ou o novo endereço do Sesc São Paulo no Instagram criado especialmente para a série Sesc Ao Vivo instagram.com/sescaovivo.

A série Música #EmCasacomSesc também tem sido uma oportunidade para promover o Mesa Brasil, programa que conecta empresas doadoras e instituições sociais para o complemento de refeições de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Criado há 25 anos pelo Sesc São Paulo e hoje em operação em diversos estados do país, a iniciativa está com uma campanha para expandir sua rede de parceiros doadores e ampliar a distribuição de alimentos, produtos de higiene e limpeza em meio à crise causada pelo novo coronavírus. Também engajados pela causa, os artistas têm aproveitado as transmissões online para convocar as pessoas, principalmente empresários e gestores, a integrarem a rede de solidariedade. Para saber como ser um doador, acesse o site mesabrasil.sescsp.org.br.

sábado, 6 de junho de 2020

.: Música atemporal: Sam Cooke e a luta contra o preconceito


Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical.

As recentes manifestações realizadas nos Estados Unidos e em países da Europa parecem trazer de novo o espírito do movimento pelos direitos civis ocorrido nos anos 60 na América do Norte. E analisando a produção musical dos anos 60, parece incrível constatar que muitas das canções feitas naquela ocasião permanecem atuais ainda hoje.

Uma dessas canções mais emblemáticas é "A Change Is Gonna Come", do cantor e compositor de soul Sam Cooke, cuja  família já havia sentido os efeitos do preconceito racial nos anos 40. Seus pais se mudaram do Sul dos Estados Unidos para Chicago, em busca de uma via mais próspera e sem tantas barreiras raciais para serem superadas.

Cooke começou cantando em coro de igrejas motivado pelo pai, que era pastor protestante. Integrou o grupo vocal Soul Stirrers ainda nos anos 50. E a partir de 1957 desenvolveu uma carreira solo que terminou de forma trágica e repentina em dezembro de 1964, assassinado a tiros em condições obscuras e pouco esclarecidas.

"A Change Is Gonna Come" foi gravada em janeiro de 1964. Praticamente dois meses após o assassinato do presidente John F. Kennedy . Mas a gravação só foi lançada em 1965, após a morte de Sam Cooke.

Uma referência importante nessa composição de Cooke foi Bob Dylan, que na época começava a despontar como poeta da contracultura e da chamada geração beat no rock. As letras profundas de Dylan serviram como fonte de inspiração para Cooke abordar a questão da luta contra o preconceito.

Como artista, Cooke  também teve uma contribuição significativa nesse processo ao não aceitar cantar para públicos segregados, separados pela cor da pele. Ele foi pioneiro a fundar sua própria gravadora (SAR Records) e lançar vários artistas de música soul, como Mel Carter e Johnnie Taylor.

A interpretação de Cooke em "A Change Is Gonna Come" é tão intensa que até hoje é considerada definitiva, ainda que algumas releituras interessantes tenham sido feitas por outros grandes nomes, como Aretha Franklin e Al Green, só para citar dois exemplos. Ninguém jamais conseguiu chegar perto do feeling que Cooke demonstrou nessa gravação, cujo arranjo instrumental também é considerado antológico.

Infelizmente em dezembro de 1964 Cooke foi morto a tiros por uma gerente de um motel de Los Angeles. As condições do crime nunca foram esclarecidas de fato pelas autoridades. Coincidência ou não, no ano seguinte o ativista negro Malcom X foi assassinado em fevereiro de 1965 em Nova Iorque. E o reverendo Martin Luther King, outro ativista negro importante na época, teve o mesmo destino em abril de 1968. A sucessão desses acontecimentos resultaram em violentas manifestações em várias cidades dos Estados Unidos.

O mais importante hoje é constatar dois fatos fundamentais: se por um lado a mensagem da canção continua atual, a sua essência, que passa pelo reconhecimento do irmão de cor negra como um ser humano sem quaisquer tipos de preconceitos ou diferenças, também permanece intacta. A luta de Sam Cooke continuará viva em qualquer lugar onde houver  o preconceito racial.




Sam Cooke - A Change Is Gonna Come (Official Lyric Video)


.: Crítica musical: Def Leppard toca Hysteria ao vivo em Londres


Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical.

Um dos grupos britânicos de hard rock mais respeitados, o Def  Leppard se apresentou em Londres na O2 Arena para tocar na íntegra as faixas do seu álbum de maior sucesso nos anos 80: "Hysteria". E o registro pode ser conferido em um CD que conseguiu captar com perfeição o clima de festa e celebração com os fãs.

Para quem não conhece, o Def Leppard foi fundado no final dos anos 70. Mas estourou somente na década seguinte, com discos que se confundiam um pouco com o glam rock dos anos 80, mas que no fundo tinham uma sonoridade com pegada dos anos 70.

Durante a trajetória do grupo ocorreram duas tragédias terríveis.  A primeira em 1984, com o acidente automobilístico que resultou na amputação do braço esquerdo do baterista Rick Allen. Com isso, a banda, que estava cotada para se apresentar no Brasil em 1985 na primeira edição do Rock In Rio, suspendeu todas as atividades por quatro anos. A segunda aconteceu em 1991, com a morte do guitarrista Steve Clark, que enfrentava problemas com o alcoolismo.

O fato é que os integrantes remanescentes da formação original (o vocalista Joe Elliot, o baixista Rick Savage e o guitarrista Phil Collen) nunca desistiram de seguir adiante. Mantiveram Rick Allen em uma bateria adaptada que permitia a marcação do ritmo com os pés. Vivian Campbell, que tocou no Whitesnake, foi recrutado para preencher a vaga de Clark. O que veio depois acabou escrevendo uma bonita história de superação e solidariedade.

"Hysteria", o álbum que é tocado na íntegra nesse show, foi lançado originalmente em 1987 e é um baita disco. Tem canções com apelo hard rock, mas que também se enquadravam no padrão da MTV dos anos 80. A balada "Love Bites" fez muito sucesso no Brasil. Ganhou inclusive uma versão em português do grupo Yahoo ("Mordida de Amor").

Mas são as canções mais agitadas que dão o tom certo de "Hysteria". A começar pelo hit "Poor Some Sugar On Me", passando pela energia positiva de "Rocket" e "Run Riot". Não por acaso, todas as canções são cantadas em uníssono pelo público presente na O2 Arena.

Se por um lado a banda não apresenta nada de novo nesse disco ao vivo, por outro comprova que a força das canções permanece intacta. Isso pode ser confirmado ouvindo o coro do numeroso público presente nessa antológica apresentação em sua terra natal.


 "Rocket"

 "Run Riot"

 "Hysteria"


.: Lições dos livros de ficção científica para pensarmos o presente e o futuro


Os livros de ficção científica falam sobre outros mundos, aqueles que jamais pensaríamos viver, mas que, durante a pandemia, nos fazem refletir sobre nosso estilo de viver e a vida em sociedade no presente e no futuro. As obras de ficção científica nos levam a refletir sobre casos distópicos, em futuros longínquos e mundos totalmente diferentes daquele em que vivemos. 

O gênero surgiu no século XIX e costuma abordar temas relacionados à ciência, como viagem espacial, viagem no tempo, robótica e tecnologias avançadas - assuntos que vêm cada vez mais despertando a reflexão e a curiosidade nesses tempos em que estamos vivendo, um cenário inimaginável tempos atrás.

É o que acontece com as obras de George Orwell, em "A Revolução dos Bichos" (compre neste link) e "1984" (compre neste link) que se tornaram atemporais, e estão entre os livros mais vendidos na lista da Amazon. Segundo o Book Advisor Eduardo Villela, "faz todo o sentido esses dois livros do Orwell estarem na lista dos mais vendidos, porque se a gente lembrar de ‘1984’, onde é instaurado um governo totalitário, as pessoas passam a ser espionadas e monitoradas dentro de suas próprias casas. O Big Brother da vida real que tem o poder de controlar a vida das pessoas", comenta.

Já em "A Revolução dos Bichos", os bichos , que antes eram escravizados, rebelam-se e tomam o poder, mas, em seguida, também se tornam ditadores, subjugando os humanos e os demais animais. "Ler ‘A Revolução dos Bichos’ é uma forma de tentar entender melhor o que vem acontecendo na atualidade, sobre as posições e ações questionáveis de governos em diferentes partes do mundo e a melhor maneira de agir como cidadãos perante a tudo o que vem acontecendo durante essa pandemia. Não é coincidência livros como esses estarem sendo muito lidos no momento", completa Eduardo Villela.

Ainda que ficcionais, as obras mostram situações em que podemos traçar paralelos com a realidade, daí a atualidade e a popularidade desses dois livros em nosso contexto atual de fake news, descredibilização da imprensa, vazamento de dados pessoais pela internet, ascensão de políticas totalitárias e extremas pelo mundo, tudo isso pode ser situado nas obras de Orwell. Compre o livro "1984", de George Orwell, neste link. Compre "A Revolução dos Bichos", do mesmo autor neste link.

Sobre Eduardo Villela - Graduou-se em Relações Internacionais e cursou mestrado em administração, ambos na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica). Trabalha com escrita e publicação de livros desde 2004, já lançou mais de 600 livros de variados temas, entre eles comportamento, gestão, negócios, universitários, técnicos, ciências humanas, interesse geral, biografias e ficção infanto-juvenil e adulta. Trabalhou como editor de aquisições de livros universitários e de negócios na Editora Saraiva, editor de livros de negócios na editora Campus-Elsevier, gerente editorial de todas as linhas de publicações na Editora Gente e copublisher e diretor comercial na Editora Évora. 

.: Eduardo Mossri apresenta uma versão do espetáculo "Cartas Libanesas"


Eduardo Mossri transformou em espetáculo as cartas do avô, imigrante libanês, que tentava ganhar a vida no Brasil no início do século XX. Foto: Leekyung Kim

Dentro de apresentações teatrais das lives #EmCasaComSesc, neste domingo, dia 7 de junho, Eduardo Mossri apresenta uma versão do espetáculo "Cartas Libanesas". Em conversa intimista e direta com o telespectador, ele contará, por meio da figura do mascate Miguel Mahfuz, um pouco do processo da imigração sírio-libanesa no Brasil. 

Em 2009, o ator encontrou as cartas que sua avó recebia do seu avô, imigrante libanês, que tentava ganhar a vida no Brasil no início do século XX. Nas mãos do autor José Eduardo Saad Vendramini, junto de outros relatos verídicos de imigrantes libaneses no Brasil, surgiu o texto deste monólogo. A direção é de Marcelo Lazzaratto e a classificação indicativa 12 anosA peça pode ser assistida no YouTube do Sesc São Paulo youtube.com/sescsp -  e no Instagram do Sesc Ao Vivo - @sescaovivo - às 21h30. 

Promovidas pelo Sesc São Paulo, as apresentações - sempre às segundas, quartas, sextas e domingos às 21h30 - trazem monólogos interpretativos transmitidos diretamente da casa dos artistas. Já passaram pela série #EmCasaComSesc na categoria teatro os artistas Celso Frateschi, interpretando, de sua autoria, "Diana", Georgette Fadel em "Terror e Miséria no Terceiro Milênio", de Bertolt Brecht; Sérgio Mamberti em "Plínio Marcos, Um Homem do Caminho"; Ester Laccava com "Ossada", Jé Oliveira com, de sua autoria, "Farinha com Açúcar ou Sobre a Sustança de Meninos e Homens"; Gustavo Gasparani em "Ricardo III", de Shakespeare; Lavínia Pannunzio, com Elizabeth Costello, Grace Passô, interpretando "Frequência 20.20"; Denise Weinberg em "O Testamento de Maria"; Cacá Carvalho, com "O Carrinho de Mão", trecho do espetáculo "A Poltrona Escura", de Luigi Pirandello; Bete Coelho com "Mãe Coragem", de Bertolt Brecht; Gero Camilo,  com "A Casa Amarela".

Para conferir a programação de teatro, basta acessar as páginas youtube.com/sescsp ou o novo endereço do Sesc São Paulo no Instagram criado especialmente para a série Sesc Ao Vivo instagram.com/sescaovivo, às segundas, quartas, sextas e domingos, sempre às 21h30.



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