domingo, 21 de junho de 2020

.: Baseado no romance de Matt Ruff, "Lovecraft Country" chega em agosto


Baseada no romance "Território Lovecraft", de Mat Ruff, e com J.J. Abrams como showrunner, a série "Lovecraft Country" estreia em agosto na HBO e na HBO GO. A produção tem como personagem central Atticus Freeman (Jonathan Majors), que na década de 1950 viaja pelos Estados Unidos regidos pelas leis segregacionistas em busca do seu pai desaparecido. 

A viagem, realizada na companhia da sua amiga Letitia (Jurnee Smollett-Bell) e do seu tio George (Courtney B. Vance), exige uma luta pela sobrevivência tanto em frente aos horrores racistas da "América Branca", como dos monstros assustadores que parecem terem saído de contos de terror.


sábado, 20 de junho de 2020

.: Macunaíma e a preguiça primordial é tema do "Café Filosófico Expresso"


Nesta terça-feira, dia 23, o terceiro episódio do "Café Filosófico Expresso" reflete acerca da preguiça primordial através do livro Macunaíma, de Mário de Andrade. Parte da série "7 Pecados na Literatura", a edição inédita vai ao ar às 23h, na TV Cultura. 

Se Macunaíma parece ter uma preguiça primordial, que é aquela que ocorre antes mesmo do esforço, não é por que sua preguiça é a de quem nunca trabalhou? Não seria uma preguiça positiva, que abre longas vias ao ócio como antagonista do negócio, desconhecido pela nossa personagem?. Essas são algumas questões debatidas na exibição.

Eneida Maria de Souza e Frederico Barbosa percorrerem um trajeto na cidade de São Paulo entre a Casa Mário de Andrade e o Café Vila Di Vó. No caminho, conversam também sobre o prazer da preguiça, as ideias que Mário de Andrade buscava trazer ao construir o personagem Macunaíma e a necessidade do ativismo constante.

Sobre o Café Filosófico Expresso
"7 Pecados na Literatura". Um encontro entre duas pessoas que se deslocam em uma metrópole. E dialogam sobre o mundo. E tomam café. Ou chá. Ou cachaça. Uma bebida curta. Expresso é uma série do Café Filosófico CPFL, programa de TV produzido pelo Instituto CPFL e exibido na TV Cultura. Cada episódio do Expresso tem cerca de 25 minutos. A série de lançamento é baseada na lista dos 7 pecados. Cada episódio trata de um dos vícios da lista e usa a literatura como procedimento de problematização. Quais são os repertórios narrativos que organizam as compreensões de pecado e de paixão?

.: "Os Olhos da Escuridão": porque livro de 1981 é o mais polêmico de 2020


Em meio à pandemia do novo coronavírus, muitos têm relacionado o atual momento com a obra ficcional "Os Olhos da Escuridão", escrita em 1981 pelo romancista norte-americano Dean Koontz e publicado aqui no Brasil pela Citadel Editora.  Esse livro ganhou as mídias do mundo por apresentar fatos que coincidem com a atual realidade e pelo avanço das Fake News criadas a partir da obra.  Para esclarecer as dúvidas sobre "Os Olhos da Escuridão", separamos quatro curiosidades impressionantes sobre o livro que todos deveriam saber! Confira o que é Fake e o que é Fato:

A obra originalmente escrita em 1981, ganhou uma modificação ainda nos anos 80, que confundiu alguns leitores pelo mundo. Lançado em meio a Guerra Fria entre Estados Unidos e a ex-União Soviética, o nome do vírus ficcional relatado no livro era Gorki-400,porque teria sido criado pelos Russos. Porém, após o fim da Guerra, o autor realmente mudou o nome para Wuhan-400, mas o novo título foi apenas uma incrível coincidência com a cidade que iniciou o surto da COVID-19;

Em "Os Olhos da Escuridão", a arma biológica viral e altamente letal foi desenvolvida por um cientista chinês chamado Li Chen, em um laboratório secreto nas proximidades de Wuhan. E curiosamente, no mundo real, Li Chentambém é um cientista chinês e, ele publicou em 2018 uma pesquisa densa sobre classes de coronavírus em uma revista especializada, a “Emerging Microbes & Infections";

Por mais que tenha circulado pelas redes sociais que o livro “previu” a atual pandemia, além de mencionar um surto de doenças respiratórias, como uma pneumonia, que se espalharia pelo mundo em 2020, isso não é real. O trecho que muitos viram sobre esse assunto, na verdade foi retirado da obra “End of Days: Predictions and prophecies about the end of the world”, de Sylvia Browne, publicado em 2008. Logo, não tem nada a ver com "Os Olhos da Escuridão".

O vírus ficcional Wuhan-400 tem poucas semelhanças com a COVID-19. O autor descreve o vírus como altamente infeccioso e tem manifestação em até 4 horas, levando o infectado a óbito imediato. Por outro lado, o novo coronavírus apresenta um ciclo de infecção diferente, podendo manifestar a doença de cinco a 14 dias após o contágio. 

Sinopse do livro: 
Um ano se passou desde a morte do pequeno Danny. Um ano desde que sua mãe iniciou o doloroso processo de aceitação. Mas Tina Evans poderia jurar que acabou de vê-lo dentro do carro de um estranho. Na última perturbadora noite sonhou com seu filho. Ao acordar, foi até o quarto de Danny e para sua surpresa lá estava uma mensagem. Três palavras perturbadoras rabiscaram no quadro-negro: não está morto.  

Foi a piada sombria de alguém? Sua mente pregando peças nela? Ou algo ... mais? Para Tina Evans, era um mistério que ela não podia escapar. Uma obsessão que a levará até as últimas consequências atrás da verdade por trás da morte de seu filho. Um terrível segredo que não foi visto por ninguém, apenas pelos Olhos da escuridão.  

Sobre o autor: 
Dean Koontz, autor de vários best-sellers de ficção nos Estados Unidos, vive no sul da Califórnia com sua esposa, Gerda, sua golden retriever, Elsa, e os espíritos de seus pets, Trixie e Anna. Para assistir, acesse: 


.: Programação do Sesc homenageia Dia Mundial do Refugiado em lives


Uma transmissão ao vivo com a leitura de livro infantil, um debate, a exibição de um documentário seguida de apresentação de orquestra e uma exposição virtual marcam a participação do Sesc São Paulo nas celebrações em torno do Dia Mundial do Refugiado, 20 de junho, no Brasil. A agenda está sendo organizada pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e seus parceiros.

No Portal do Sesc São Paulo, a página “Culturas em Transito: Refúgio e Migração” traz conteúdos que abordam a questão do refúgio, além de reunir narrativas de pessoas que vivem essa experiência no Brasil atualmente, e um videoclipe inédito da Orquestra Mundana Refugi, com uma homenagem de Chico Buarque, autor da música “Caravanas”, escolhida especialmente para essa edição do Dia Mundial do Refugiado. 

Neste sábado, dia 20, às 12h, a série Crianças #EmCasaComSesc traz uma transmissão ao vivo com a atriz, bailarina e artista-educadora Marina Esteves, na adaptação do espetáculo “Quando eu Morrer Vou Contar Tudo a Deus”, do coletivo paulista O Bonde, em que é fundadora e pesquisadora. Baseada em fatos reais, a história conta as aventuras de Abou, um menino africano refugiado que foi encontrado dentro de uma mala, tentando entrar no continente europeu. Abou, junto com sua mala Ilê – companheira, abrigo e animal de estimação – enfrentou dificuldades com criatividade, imaginação e coragem. No mesmo dia, às 16h, a transmissão ao vivo do bate-papo “A Questão do Refúgio no Contexto da Pandemia” aborda questões centrais para as pessoas em situação de refúgio no contexto da pandemia de Covid-19 no Brasil, e as projeções para o futuro. Com Carlos Daniel Escalona Barroso, jornalista da Venezuela que vive em situação de refúgio no Brasil, Camila Sombra, do Escritório do ACNUR em São Paulo e Victor Del Vecchio, membro do ProMigra (Projeto de Promoção dos Direitos de Migrantes) da Universidade de São Paulo. O debate será transmitido no YouTube do Sesc São Paulo. 

No domingo, dia 21, às 15h, no canal do ACNUR Brasil no Youtube, acontece a “Live de Todos os Povos”, com exibição de documentário sobre a Orquestra Mundana Refugi e um videoclipe com o arranjo para o tema Caravanas, de Chico Buarque, como homenagem às pessoas em situação de refúgio.

Já na terça-feira, dia 23, no Portal do Sesc São Paulo, será lançada a exposição em realidade virtual “Em Casa, no Brasil”, também fruto de uma parceria entre o ACNUR e o Sesc São Paulo. A mostra, que na sua versão presencial já passou pelo Sesc Piracicaba, permitirá aos visitantes conhecer a estrutura de uma unidade de habitação usada em campos e abrigos para pessoas em situação de refúgio – só no Brasil, há 600 dessas unidades instaladas em seis locais diferentes. Os visitantes também poderão ouvir depoimentos sobre memórias e razões que as fazem se sentir em casa, atualmente, no Brasil.

25 anos de parceria 
O governo brasileiro estima que cerca de 43 mil pessoas reconhecidas como refugiadas vivam hoje no país, além de quase 300 mil solicitantes de refúgio. Essas pessoas vieram de mais de 50 países diferentes. Desde 1995, com a assinatura do convênio com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) o ACNUR e a Cáritas Arquidiocesana de São Paulo, o Sesc São Paulo desenvolve atividades socioculturais e educacionais direcionadas a esse público. Entre elas estão o Curso de Português para Refugiados e a emissão da Matrícula de Interesse Social (MIS) – o cartão de matrícula no Sesc estendido a todos os refugiados e solicitantes de refúgio residentes no estado de São Paulo.

Além das noções básicas da Língua Portuguesa, o curso aborda hábitos e costumes da cultura brasileira para pessoas refugiadas e solicitantes de refúgio. O curso é gratuito, tem duração de dois meses e é realizado ao longo do ano nas unidades Vila Mariana, Consolação, Carmo, Bom Retiro, Pompeia, 24 de Maio e Campinas.

Outra iniciativa é o Projeto Refugi, realizado em 2017 no Sesc Consolação, que recebeu e acolheu dezenas de refugiados e imigrantes em oficinas de música e dança, debates, encontros e concertos e apresentações. Dessa experiência nasceu a Orquestra Mundana Refugi, com músicos vindos da Síria, Palestina, Congo, Guiné, Irã, França, China e Cuba, além dos anfitriões brasileiros. Juntos há três anos, levam ao público releituras de temas tradicionais de alguns países, além de composições autorais. Ouça aqui o álbum gravado em 2017.

Sobre o Dia Mundial do Refugiado
Desde 2001, o Dia Mundial do Refugiado é celebrado globalmente em 20 de junho, de acordo com resolução aprovada pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Para o ACNUR, a data é uma oportunidade para homenagear a coragem, a resiliência e a força de todas as mulheres, homens e crianças forçadas a deixar suas casas por causa de guerras, conflitos armados e perseguições. Estas pessoas deixam tudo para trás – exceto a esperança e o sonho de um futuro mais seguro.

.: Scalene lança novo EP com faixas inéditas criadas durante a quarentena


Batizado de “Fôlego”, o trabalho foi produzido com cada integrante em um lugar e prolonga momento de respiro e reflexão

A tensão e o descontrole aos quais estamos submetidos - há anos - passam uma sensação de falta de ar. No ano passado, o Scalene traduziu tal sufocamento em música e deu o nome de “Respiro” ao disco lançado na ocasião. É bastante sintomático que, em 2020, o planeta Terra tenha sido parado justamente por conta de um novo vírus que ataca as vias aéreas do ser humano. 

Nunca foi tão importante pensar em respiração, seja o ato motor ou aquele que diz respeito ao controle da ansiedade. Com a turnê e agenda de shows adiados devido à pandemia, os integrantes da banda (cada um de um lugar) criaram um EP que funciona como uma extensão de Respiro. Intitulado “Fôlego”, o trabalho de cinco faixas inéditas acaba de chegar nos aplicativos de streaming - ouça aqui – e é um lançamento do slap, selo da Som Livre.

"Por mais que não estivesse previsto e seja fruto do período de distanciamento social, sinto que Fôlego é uma continuação bastante natural do Respiro", pensa o vocalista Gustavo Bertoni, que forma o grupo ao lado de Tomás Bertoni, Lucas Furtado e Philipe "Makako" Nogueira. "É também uma despedida dessa fase em que exploramos um som mais calmo. É um reflexo do momento em que a gente está vivendo, tanto na forma como ele foi produzido - à distância - quanto nos temas das letras", define.

Primeira música a ter surgido no período de quarentena, "Caburé" abre “Fôlego” com um ritmo calmo que convida para um processo de absorção de tudo o que estamos vivendo. Tira a lupa do microcosmo de cada um para buscar uma reflexão macro do que somos (ou podemos ser). "Eu sei que há mais, há de haver mais", diz o refrão. Em seguida, "Passageiro" cria perspectivas diversas para o que rege as vontades e escolhas de cada um. Querer mudar, afinal, é legítimo ou apenas uma projeção?

Pergunta esta que desencadeia na terceira faixa de Fôlego, "Caleidoscópio". "Tem uma vigilância moral que nos afasta de enxergar o outro com empatia. Mesmo na busca por uma melhora, todos encontram limitações no caminho", resume Gustavo. O momento de pandemia não anula outros assuntos urgentes e que devem ser amplificados. "Espelho" surge, então, como uma forma de não ser omisso e com o compromisso de levar aos fãs uma (auto)reflexão sobre a estrutura racista da qual fazemos parte.

Produzido por Diego Marx, também à distância, Fôlego encerra com "Estar a Ver o Mar", única faixa criada antes da quarentena. Se em "Passageiro" a banda fala sobre navegar um mar imenso e um horizonte que não tem fim, aqui a ideia é a de contemplação do mesmo. "É sobre a sensação de observar o que está acontecendo no entorno. Quando você se enxerga como parte desse algo maior, também entende que não é possível ter controle sobre o todo", finaliza Gustavo. As faixas do EP também ganharam um lyric vídeo cada, disponibilizados no canal da banda no YouTube – assista aqui. A arte de capa do EP é assinada por Alice Quaresma.

Tracklist do EP “Fôlego” - Scalene

1. "Caburé"
2. "Passageiro"
3. "Caleidoscópio"
4. "Espelho"
5. "Estar a Ver o Mar"

.: Peça teatral "previu" comportamento de bolsonaristas durante a pandemia


Vencedora do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos em 2002, a peça "Quando Dorme o Vilarejo", do dramaturgo e jornalista José Paulo Lanyi, conta o dia-a-dia de um vilarejo cujos moradores se sentem felizes ao saber que serão enforcados. "Eles não sabem por que serão 'homenageados', embora fiquem honrados e torçam por que sejam os próximos escolhidos", diz o autor. 

"Infelizmente não é difícil comparar essa atmosfera surreal com a que estamos vivemos nesta pandemia. Milhares de bolsonaristas também estão contentes com o seu governo e não ligam para o fato de que poderão ser os próximos mortos", acrescenta. "Estranhamente apoiam uma administração que, por sarcasmo, mau exemplo, negacionismo, insensibilidade e omissão de dados, tem dificultado o combate à doença e desprotegido a população, com consequências trágicas", conclui.

ONU e Millôr
Com direção de Lilian Grünewald, a peça foi exibida em 10 de dezembro de 2008 no Teatro São Bento, em São Paulo, com entrada franca, em uma apresentação especial para as celebrações dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O espetáculo teve o apoio da ONU. Antes de começar, o público assistiu a um vídeo oficial das Nações Unidas em que o secretário-geral Ban Ki-moon falou sobre a relevância dessa data.

A peça também foi apoiada por várias instituições e entidades de defesa da cidadania, como o Movimento Nacional de Direitos Humanos e as comissões de direitos humanos da Prefeitura de São Paulo, da OAB/SP e da Câmara dos Deputados, Secretaria de Estado da Cultura (SP) e Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo. O cartunista Millôr Fernandes cedeu uma ilustração para o cartaz e os convites do espetáculo.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

.: Crítica musical: Ira! 2020 é rock nacional de qualidade

Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical.

A banda Ira! está de volta com um novo álbum e treze canções inéditas. O novo trabalho mantém a sonoridade que consagrou a banda nos anos 80. E comprova o som do grupo permanece atual em pleno 2020. A banda conta com dois membros originais: O guitarrista Edgard Scandurra e o vocalista Nasi Valadão. O baixista Johnny Boy e o baterista Evaristo Pádua completam essa nova formação, que consegue executar as novas canções de forma convincente.

O principal núcleo criativo é Scandurra, sem sombra de dúvida. Ele assina as composições, algumas em parceria com outros autores, como Silvia Tape. A veia roqueira segue intacta em faixas como "Respostas", "Eu Desconfio de Mim" e "Você Me Toca".

Nasi e Scandurra parecem ter realmente esquecido as desavenças do passado que resultaram na paralisação das atividades da banda. A impressão para quem ouve o disco é que eles resolveram partir exatamente de onde tinham terminado. Há um interessante senso de continuidade, de manter o padrão estabelecido pelo grupo nos álbuns anteriores.

Ao invés de soar datado, o que se nota é o som da banda revigorado. O velho Ira! dos anos 80 permanece atual em 2020. Isso é um fato que pode ser facilmente constatado ao ouvirmos faixas como "O Amor Também Faz Errar", "A Nossa Amizade" e "Mulheres à Frente da Tropa".

Destaco aqui a ótima balada "Efeito Dominó", onde Nasi canta em dueto com Virginie Boutaud (vocalista da banda Metrô nos anos 80). Trata-se de uma canção com quase oito minutos,  na qual Virginie canta em francês a sua parte. A inusitada mescla ficou perfeita dentro dos padrões da banda.

O Ira! 2020 traz poucas novidades em relação ao que eles já fizeram antes. Isso acabou sendo positivo, porque conseguiram provar que o som da banda se encaixa perfeitamente nos padrões atuais. E é um alento em um período de vacas magras de lançamentos do rock nacional.


"O Amor Também Faz Errar"

"Efeito Dominó"

"Mulheres a Frente da Tropa"

.: Conheça "Perry Mason", o fenômeno literário que chega às telas da HBO


A HBO estreia no domingo, 21 de junho, às 22h a série "Perry Mason", que conta a história do mais famoso investigador da ficção norte-americana. Na produção, que tem estreia simultânea na HBO GO, o papel será vivido por Matthew Rhys, ator britânico ganhador do Emmy® de Melhor Ator em Série de Drama, em 2018.

Criado pelo escritor Erle Stanley Gardner, o icônico protagonista desvendou centenas de mistérios, provando a inocência de seus clientes em mais de 80 livros e contos publicados entre 1933 e 1973. Sucesso ao redor do mundo, as aventuras de Perry Mason foram, a partir de 1957, adaptadas para o rádio, a televisão e o cinema. O carisma do personagem resultou em mais de 30 filmes, em sua maioria estrelados por Raymond Burr, que faleceu em 1993.

Erle Stanley Gardner e Raymond Burr contaram a história de Mason como ninguém e cativaram milhares de fãs internacionalmente. Na série da HBO, o público terá a oportunidade de conhecer o detetive a partir de sua própria perspectiva e acompanhar a evolução deste herói da literatura. Os episódios revelarão suas reflexões sobre a culpa e a inocência, o correto e o legítimo.

Criada por Rolin Jones e Ron Fitzgerald, a produção original é ambientada nos Estados Unidos dos anos 30 e dirigida por Timothy Van Patten, ganhador do Directors Guild of America Awards® por seu trabalho em SEX AND THE CITY e do Emmy® de Melhor Diretor em Série de Drama pela temporada final de "Lost" .

A produção executiva é de Robert Downey Jr., Amanda Burrell, Joe Horacek, Rolin Jones, Ron Fitzgerald, Susan Downey e Timothy Van Patten. A coprodução executiva é de Aida Rodgers e a produção, de Matthew Rhys.

Além de Matthew Rhys, o elenco conta com John Lithgow, Tatiana Maslany, Juliet Rylance, Chris Chalk, Shea Whigham, Stephen Root, Gayle Rankin, Nate Corddry, Veronica Falcon, Jefferson Mays, Lili Taylor, Andrew Howard, Eric Lange e Robert Patrick. 

"Perry Mason" - Trailer legendado 

.: Flavia Lima, primeira ombudsman negra Folha, na bancada do "Roda Viva"


Na bancada de entrevistadores do "Roda Viva", que entrevistará o filósofo, professor e jurista Silvio Almeida, a presença inédita de um ombudsman em atividade, do jornal Folha de S.Paulo, cargo ocupado pela jornalista Flavia Lima. 

Ela é a primeira negra a exercer o cargo no veículo, e deve trazer ao debate a perspectiva do racismo na imprensa brasileira, a presença dos negros nas redações e a discriminação racial na mídia. Silvio Almeida irá falar, principalmente, sobre a onda de protestos antirracistas ao redor do mundo. Com apresentação de Vera Magalhães, o programa vai ao ar a partir das 22h, ao vivo, na TV Cultura, no site da emissora, Twitter, Facebook, YouTube e LinkedIn.

Entre as pautas do programa estão a representatividade negra em diversas esferas, o racismo estrutural, violência policial e a onda de protestos antirracistas ao redor do mundo.

Para a âncora do programa, Vera Magalhães, a participação de Flavia vai enriquecer o debate. “Há uma discussão muito importante a ser feita sobre o espaço dado à diversidade nas redações e também nas páginas dos jornais e pautas dos telejornais. Não apenas com notícias sobre racismo, mas trazendo negros de várias áreas para falar como especialistas e fontes”, afirma Vera.

Também integram a bancada de entrevistadores Thiago Amparo, professor de direito da FGV-SP e colunista do jornal Folha de S.Paulo; Paulo Cruz, professor de filosofia e colunista da Gazeta do Povo; Paula Miraglia, antropóloga e diretora geral do Nexo Jornal; e Joyce Ribeiro, apresentadora do Jornal da Tarde da TV Cultura.

Almeida é doutor em filosofia e teoria do direito pela USP, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) e da Universidade Mackenzie, professor visitante da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e presidente da Fundação Luiz Gama. O jurista é também autor de diversas obras sobre filosofia, racismo e consciência de classe, como o livro "Racismo Estrutural", que discute como o racismo está na estrutura social, política e econômica da sociedade brasileira.

A bancada de entrevistadores será formada por Thiago Amparo, professor de direito da FGV-SP e colunista do jornal Folha de S.Paulo; Paulo Cruz, professor de filosofia e colunista do jornal Gazeta do Povo; Paula Miraglia, antropóloga e diretora geral do Nexo Jornal; Flavia Lima, ombudsman do jornal Folha de S. Paulo; e Joyce Ribeiro, apresentadora do Jornal da Tarde, da TV Cultura. Haverá ainda a participação remota do cartunista Paulo Caruso.

.: CeeLo Green antecipa novo disco com single e vídeo “People Watching”



Álbum “CeeLo Green is... Thomas Callaway” será lançado dia 26 de junho via BMG
 

CeeLo Green retorna às suas raízes na mistura de R&B, pop, soul com tons de música gospel do sul dos Estados Unidos em “People Watching”, seu novo single que antecipa “CeeLo Green is… Thomas Callaway”, novo disco produzido por Dan Auerbach (The Black Keys). A faixa está disponível em todas as plataformas de streaming e com um vídeo que dialoga com o clima retrô da música.
Ouça “People Watching”: bmgbrazil.lnk.to/PeopleWatching


Veja o vídeo
 

Conhecido por ter produzido álbuns de artistas como The Pretenders e Lana Del Rey, Dan Auerbach convidou CeeLo algumas sessões de criação em seu estúdio em Nashville sem a intenção de criar um álbum, mas esses encontros demonstraram uma química diferente e o disco nasceu naturalmente. Pela primeira vez, Green gravou com uma banda ao vivo na mesma sala e o resultado foi um álbum positivo e inspirador que soa como uma jornada de redenção.

"Eu não entrei no estúdio como CeeLo Green. Entrei como eu, o Thomas Callaway. CeeLo Green só interpretou as músicas que Thomas Callaway escreveu”, explica ele. "Eu sou um xamã para essa alma velha que surgiu neste álbum."



Ouça “Doing It All Together”:
 

Ouça “Lead Me”: ffm.to/ceelogreenleadme

A escolha por incluir o nome de nascença do artista no título é um vislumbre do clima emotivo que cerca o disco. Com tons de soul e gospel e mergulhado nas sonoridades de Nashville, o álbum é um aceno à história do artista no sul dos Estados Unidos.

Nascido e criado em Atlanta, na Georgia, CeeLo Green é um homem de muitos projetos. Vencedor de 5 Grammys, ele é cantor, compositor produtor, ator, empreendedor e ícone da moda. Sua longa discografia solo conta, além do novo disco, com “CeeLo Green and His Perfect Imperfections” (2002), “CeeLo Green… Is the Soul Machine” (2004), “The Lady Killer” (2010) - com o hit mundial “Forget You (F**K You)”, “CeeLo’s Magic Moment” (2012), “Heart Blanche” (2015). Além disso, ele lançou dois álbuns como Gnarls Barkley (incluindo o megahit “Crazy”) e cinco álbuns com seu grupo de rap Goodie Mob. “CeeLo Green is... Thomas Callaway” será lançado no Brasil via BMG com promoção da HQ Music no dia 26 de junho.

Ouça “People Watching”: bmgbrazil.lnk.to/PeopleWatching


Veja o vídeo:
 

.: Roda Vida: filósofio, professor e jurista Silvio Almeida nesta segunda-feira






Nesta segunda-feira (22/6), o filósofo, professor e jurista Silvio Almeida é o convidado do Roda Viva. Ele irá falar, principalmente, sobre a onda de protestos antirracistas ao redor do mundo. Com apresentação de Vera Magalhães, o programa vai ao ar a partir das 22h, ao vivo, na TV Cultura, no site da emissora, Twitter, Facebook, YouTube e LinkedIn.

Almeida é doutor em filosofia e teoria do direito pela USP, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) e da Universidade Mackenzie, professor visitante da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e presidente da Fundação Luiz Gama. O jurista é também autor de diversas obras sobre filosofia, racismo e consciência de classe, como o livro Racismo Estrutural, que discute como o racismo está na estrutura social, política e econômica da sociedade brasileira.

A bancada de entrevistadores será formada por Thiago Amparo, professor de direito da FGV-SP e colunista do jornal Folha de S.Paulo; Paulo Cruz, professor de filosofia e colunista do jornal Gazeta do Povo; Paula Miraglia, antropóloga e diretora geral do Nexo Jornal; Flavia Lima, ombudsman do jornal Folha de S. Paulo; e Joyce Ribeiro, apresentadora do Jornal da Tarde, da TV Cultura. Haverá ainda a participação remota do cartunista Paulo Caruso.


quinta-feira, 18 de junho de 2020

.: "Universo ao Meu Redor" fez Marisa Monte perder para si mesma


Lançado em 25 de março de 2006, mesmo dia que o álbum pop “Infinito Particular“, "Universo ao Meu Redor", disco de samba de Marisa Monte, foi o primeiro de Marisa a não alcançar a primeira posição no Brasil, pois o disco "Infinito Particular", estreou na primeira posição e ocupou essa colocação: ou seja, Marisa Monte só perde para ela mesma. 

Sétimo álbum de Marisa Monte, Vendeu 250 mil cópias no Brasil, sendo certificado com duas vezes platina. Ganhou vários prêmios incluindo: Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Samba, Prêmio TIM de Música na categorias Melhor Cantora Samba e Melhor Cantora Voto Popular. Para promover tanto este quanto o álbum “Infinito Particular“, Marisa embarcou na turnê “Universo Particular Tour 2006/2007", que percorreu diversos lugares do mundo entre 2006 e 2007.

O álbum contém tanto faixas novas de autoria da própria Marisa com alguns parceiros, e algumas regravações. A faixa “Statue of Liberty” conta com a participação de Fernandinho Beat Box, David Byrne fazendo as vozes em Inglês e da própria Marisa tocando ukulele. “Meu Cantinho” conta com Marisa tocando kalimba. Os singles de "Universo ao Meu Redor" foram "O Bonde do Dom" e "Universo ao Meu Redor".

Nas palavras de Marisa: "Eu sabia, através do meu contato com o samba carioca e, principalmente, pelo convívio com a Velha Guarda da Portela e pelo trabalho de pesquisa para o disco deles em 99, que havia um repertório incrível, presente apenas na tradição oral, que estava se perdendo pouco a pouco. A curiosidade me fez querer saber mais sobre isso, ampliando o conhecimento para além dos limites da Portela. Comecei a fazer uma série de encontros e entrevistas, orientada por conversas com Monarco, Paulinho da Viola, D. Yvonne Lara e meu pai, entre outros. Ouvi compositores, parentes e parceiros de sambistas antigos em busca não somente da obra deles, como também das referências criativas; da gênese do samba feito por eles. E os sambas de Jaime Silva, Argemiro, Dona Yvonne, Casemiro, Moraes e Galvão, alguns com mais de cinquenta anos, uniram-se à produção contemporânea da Adriana, do Paulinho, do Arnaldo, do Carlinhos e minha, no repertório de “O Universo ao Meu Redor”, esse meu disco focado mais do que no samba, eu diria, na atmosfera do samba, com seus assuntos mais frequentes — o amor, a natureza, a própria música, a condição humana, o canto dos passarinhos, o quintal, o convívio através da arte…"


Tracklist de "Universo ao Meu Redor"
1. "Universo ao Meu Redor" (3:11)
2. "O Bonde do Dom" (4:03)
3. "Meu Canário" (3:13)
4. "Três Letrinhas" (4:10)
5. "Quatro Paredes" (3:14)
6. "Perdoa, Meu Amor" (3:05)
7. "Cantinho Escondido" (3:50)
8. "A Alma e a Matéria" (3:29)
9. "Lágrimas e Tormentos" (4:31)
10. "Satisfeito" (3:09)
11. "Para Mais Ninguém" (3:16)
12. "Vai Saber?" (4:00)
13. "Pétalas Esquecidas" (2:32)


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