terça-feira, 21 de julho de 2020

.: #ResenhaRápida: tudo o que você sempre quis saber sobre Paulo Betti


Por Helder Moraes Miranda e Mary Ellen Farias dos Santos, editores do Resenhando.

O teatro, hoje, respira por aparelhos. Ainda bem que há muita gente que se preocupa com isso. Paulo Betti, um dos grandes atores do Brasil, está entre essas pessoas. Também é uma mente brilhante, 
intérprete de tipos inesquecíveis no teatro, no cinema e na televisão.  

No teatro, atuou em peças como "O Doente Imaginário", de Molière, "O Processo", de Franz Kafka, "Boca de Ouro", de Nelson Rodrigues e "O Inimigo do Povo", de Henrik Ibsen. No cinema, só para citar os anos 90, foi Carlos Lamarca e Ed Mort, o personagem emblemático de Luis Fernando Veríssimo. Na televisão, entre os grandes personagens, está Timóteo D'Alamberti, da novela "Tieta", de Aguinaldo Silva, baseada no romance de Jorge Amado, que chegou recentemente ao Globoplay, e o blogueiro Téo Pereira, na novela "Império", do mesmo dramaturgo, que ganhou o Emmy Internacional de Melhor Novela.

Atualmente, Paulo Betti está em cartaz com a peça online "Autobiografia Autorizada", diretamente do teatro para o streamming. São apenas mais duas sessões, dias 23 e 30 de julho, às 17h, por apenas R$ 10. Algo novo, em que o espectador pode ver de casa, na televisão, computador ou até na tela de um telefone celular. A bilheteria irá para os técnicos desempregados. Você pode comprar o ingresso no site www.teatropetragold.com.br. Nesta entrevista, ele responde tudo o que todos sempre quiseram saber, mas nunca tiveram coragem de perguntar.

Espetáculo online com Paulo Betti. Aqui: sympla.com.br/autobiografia-autorizada

#ResenhaRápida com Paulo Betti

Nome completo: Paulo Sergio Betti.
Apelido: Cabra.
Data de nascimento: 8 de setembro de 1952.
Altura: 1,74m.
Qualidade: comprometimento.
Defeito: ansiedade.
Signo: virgem.
Ascendente: áries.
Uma mania: anotar.
Religião: umbanda.
Time: São Bento, de Sorocaba.
Amor: essencial.
Sexo: bom.
Mulher bonita: Dadá Coelho.
Homem bonito: José Bete.
Família é: prioridade.
Ídolo: Betinho, irmão do Henfil.
Inspiração: leitura.
Arte é: razão da existência.
Brasil: tem cura.
Fé: andar.
Deus é: natureza.
Política é: necessária.
Hobby: ping-pong.
Lugar: Rio de Janeiro.
O que não pode faltar na geladeira: suco de uva.
Prato predileto: sopa.
Sobremesa: sorvete.
Fruta: mexerica.
Bebida favorita: (vinho do) porto.
Cor favorita: azul.
Medo de: altura.
Uma atriz: Lílian Lemmertz.
Um ator: Paulo Autran.
Uma cantora: Juliana Betti.
Um cantor: Nelson Gonçalves.
Um escritor: Machado de Assis.
Um filme: "O Pagador de Promessas" (produzido em 1962, escrito e dirigido por Anselmo Duarte, baseado na peça teatral homônima do dramaturgo Dias Gomes, até hoje o único filme brasileiro a conquistar a Palma de Ouro).
Um livro: "Grande Sertão Veredas", de Guimarães Rosa. 
Uma música: "Samba do Arnesto", de Adoniran Barbosa. Ouça neste link.
Um disco: "Saudade do Brasil", de Elis Regina. Ouça neste link
Um show: Jards Macalé
Uma peça de teatro: "Macunaíma", baseada na obra de Mário de Andrade.
Um personagem: Mederix, personagem da novela "Estúpido Cupido".
Uma novela: "Estúpido Cupido", de Mário Prata.
Uma série: "Engraçadinha" (baseada no romance de Nelson Rodrigues, adaptada por Leopoldo Serran, com a colaboração de Carlos Gerbase).
Um programa de TV: "Programa do Jô".
Uma saudade: réveillon no rio com umbanda na praia de Copacabana.
Algo que me irrita: Bolsonaro.
Algo que me deixa feliz é: honestidade.
Uma lembrança querida: minha mãe e meu pai.
Um arrependimento: muitos.
Quem levaria para uma ilha deserta? Minha mulher, pra conversar.
Se pudesse ressuscitar qualquer pessoa do mundo, seria... Adilson Barros, pra dar risada.
Se pudesse fazer uma pergunta a qualquer pessoa do mundo qual seria e a quem? Aos generais: "Como vocês entraram nessa roubada?".
Não abro mão de: teatro.
Do que abro mão: açúcar.
Um talento oculto: não posso dizer...
Você tem fome de quê? Educação.
Você tem nojo de quê? Racismo.
Se tivesse que ser um bicho, eu seria: um bode.
Um sonho: morrer dormindo.
Teatro em uma palavra: vida.
Televisão em uma palavra: novela.
Novela em uma palavra: trabalho.
O que seria se não fosse ator: jornalista.
Ser ator é: observar.
Ser homem, hoje, é: ser digno.
Palavra favorita: cultura.
Paulo Betti por Paulo Betti: sou esforçado.





.: Peça teatral de Carlos Canhameiro ganha livro, live e leitura on-live


Livro "O Canto dos Homens da Terra" do ator, diretor e dramaturgo Carlos Canhameiro será lançado dia 22 de julho pela editora Mireveja. Com distribuição gratuita, edição tem ilustrações inéditas de Cacá Meirelles. Livro completa o díptico do autor, que começou em "O Canto das Mulheres do Asfalto". No lançamento haverá uma leitura dramática do texto em forma de podcast e uma live com o autor e convidados.

Quatro anos depois de escrever "O Canto das Mulheres do Asfalto", em 2014, peça que foi encenada pelas mãos da diretora Georgette Fadel com uma bem-sucedida carreira de apresentações e boas críticas, Carlos resolve falar do masculino. O autor, que já estudava o feminismo e seus desdobramento há anos, tem a percepção da urgência em pesquisar o masculino ao se deparar com uma frase de Virginie Despentes, em Teoria King Kong: “de que autonomia os homens tem tanto medo que continuam a se calar, a não inventar nada? A não produzir nenhum discurso novo, crítico, inventivo sobre sua própria condição? Para quando é a emancipação masculina?”. A partir dai começa a escrita da dramaturgia de "O Canto dos Homens da Terra".

“Em 2018 eu comecei a perceber que não estava falando do masculino, estava há um bom tempo debruçado no feminino, nas feministas, a luta feminista de vários ângulos, desde o feminismo radical até o transfeminismo. Não é o meu lugar de fala, mas artisticamente sempre me interessou abordar e pesquisar este assunto. Aí eu entendi que precisava falar do masculino. A frase do livro de Virginie me pegou e pensei: é verdade, a gente não fala, ficamos pensando sobre o mundo, mas sobre a nossa construção gênero/sexo a gente não elabora. Foi assim que vislumbrei o Canto dos Homens da Terra”, conta Carlos.

Inicialmente, quando o autor escreveu "O Canto das Mulheres do Asfalto", não tinha em mente que seria a primeira parte de um díptico, Carlos a escreveu de um modo muito rápido, a partir de uma cena que construiu junto com o dramaturgo João das Neves, três anos antes. “Eu só retomei porque estava imbuído de pesquisas e sensações de que o homem era, e acho que ainda é, o grande vilão, para trabalhar uma coisa bem maniqueísta. E eu tinha o Heiner Müller em mente, porque em Hamlet Machine tem a fala de Hamlet - deveriam costurar as mulheres, assim poderíamos nos matar à vontade. E eu penso: não, isso não é uma decisão dos homens. São as mulheres que precisam chegar a essa conclusão, se elas querem ou não parir. Então eu escrevi uma peça na qual as mulheres desistiam de parir. A peça é autônoma, não tinha vontade de escrever uma continuidade, é uma dramaturgia que não deixa brecha para seguir o assunto. Mas falar da masculinidade foi uma necessidade que veio depois e me fez criar essa peça que lanço agora, sobre os dois últimos homens da terra, que são dois coveiros. Então instaurou-se o díptico, no qual as peças não se completam, mas existe uma fricção entre as duas”.

Do ensaio para a impressão do livro
"O Canto dos Homens da Terra" já estava sendo ensaiada para estrear dia 5 de junho no Centro Cultural São Paulo, com o mesmo elenco que fez "O Canto das Mulheres do Asfalto" (Cris Rocha, Paula Carrara, Michele Navarro, Paula Serra, André Capuano e Weber Fonseca), e direção do próprio dramaturgo. Com a pandemia tudo foi adiado e o lançamento da dramaturgia se tornou uma necessidade para que a obra pudesse nascer. “Eu gosto de ver o texto ganhar outros olhares, tenho apego nenhum, podem dirigir, usar pedaços. Em 'O Canto das Mulheres do Asfalto' imprimimos 2 mil livros e distribuímos para as pessoas no final das apresentações. Já teve gente que pediu para montar no Rio, em Osasco, em Portugal, gente que estuda cenas na faculdade. O melhor que pode acontecer com uma dramaturgia é as pessoas quererem encená-la”, comenta o autor. Além das cotas para órgãos públicos, serão enviados livros para entidades e bibliotecas ligadas ao fomento à leitura, ao teatro e à literatura.

Da falta de pontuação
O livro não tem ponto algum, o texto é escrito de forma corrida, e a única alteração visual que existe na narrativa é o uso de letras maiúsculas e minúsculas. Já tem um tempo que essa é a escolha de Carlos Canhameiro ao escrever suas obras. Ele vê essa forma como uma possibilidade de ampliar as possibilidades de entendimento das frases, especialmente para quem vai encená-las no teatro. 

Bastante influenciado por Heiner Müller, que não usa pontuação em algumas de suas obras emblemáticas, Carlos deixa as frases sem pontuação para que a dúvida de seu sentido seja um impulsionador na busca de sentido. “No começo causa uma rejeição, tanto como literatura como dramaturgia para teatro, mas depois fui percebendo que tem muita abertura na forma de construção de sentido da frase, não chega a ser uma escrita dadaísta, sem sentido, mas, se você não coloca ponto final, exclamação, dependendo da forma de construção da frase, algumas você fica na dúvida, outras você tem certeza do que se trata, mesmo sem a pontuação. Para fazer uma cena eu sempre me divirto com as interpretações que vem dos atores e atrizes. Não só quando eu estou dirigindo, em 'O Canto das Mulheres do Asfalto', dirigido pela Georgette Fadel, eu não participei do processo e era surpreendente ouvir uma pergunta em uma frase que quando eu escrevi tinha certeza que era uma afirmação, por exemplo”, completa o dramaturgo.

Sobre Carlos Canhameiro
Carlos Canhameiro é diretor, dramaturgo e ator. Trabalha há mais de 15 anos em São Paulo onde criou dezenas de peças com diferentes artistas e coletivos teatrais. É integrante fundador da Cia. LCT e da Cia De Feitos, além de artista parceiro da Cia. Teatro de Riscos e Cia. 4 pra Nada. Tem doutorado em artes pela Unicamp (universidade onde também fez mestrado e graduação em artes cênicas). É pai do Lucas e da Nina e acredita que a maneira como lidamos com as crianças diz muito (ou tudo) do presente onde estamos inseridos. 

Sobre a editora Mireveja
A Mireveja é uma editora jovem com uma equipe experiente, que já passou nas últimas duas décadas por jornais, revistas e grandes editoras. Foi criada em 2019 pelo jornalista João Correia Filho, autor de quatro guias literários e ganhador do Prêmio Jabuti 2012, na categoria turismo, com Lisboa em Pessoa. A Mireveja tem se dedicado a projetos diferenciados que envolvem literatura, dramaturgia e fotografia, buscando publicar livros que dialoguem com os tempos atuais.

Ficha técnica do podcast:
Realização: Governo do Estado de São Paulo. Secretaria de Cultura, por meio do ProAC - Programa de Ação Cultural Edital 20/2019 - Produção e publicação de obras teatrais. Este projeto foi contemplado pela 9ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro para a cidade de São Paulo - Secretaria Municipal de Cultura.

Ficha técnica
Direção e dramaturgia: Carlos Canhameiro.
Elenco: André Capuano, Weber Fonseca, Cris Rocha, Michele Navarro, Paula Carrara e Paula Serra.
Trilha sonora original: Rui Barossi.

.: Falcon: gibi do herói clássico em vídeo no canal Photonovelas



Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em julho de 2020

"Falcon, o herói de verdade", foi o slogan do boneco de ação lançado pela Brinquedos Estrela em 1977. Inspirado na franquia da marca Hasbro, conhecidos como G-I. Joe. ou Comandos em Ação, na época, o action figure ganhou versão em história em quadrinhos pela Editora Três, com desenho de Antonino Homobono.

Agora, o canal Photonovelas iniciou a montagem em vídeo das histórias dos gibis que totalizam cinco volumes publicados, iniciando pela edição extra. O primeiro vídeo com pouco mais de 10 minutos apresenta as imagens dos quadrinhos com sons de fundo para a primeira história do gibi extra: "As Garras do Abutre". Confira e divirta-se!

Quer ler os gibis com imagem restaurada? Acesse e deleite-se no arquivo recheado de sucessos: rockquadrinhosscans.blogspot.com//Falcon

Confira o vídeo do Photonovelas:


segunda-feira, 20 de julho de 2020

.: Percussionista e baterista Robertinho Silva se apresenta em live


Robertinho Silva toca 
atabaque, pandeiro, berimbau, marimba, campanas, agogô, tamborim, kalimba e até mesmo frigideira em show nesta segunda-feira
. Foto: Gal Oppido

Dentro da programação de junho do #EmCasaComSesc, segunda-feira, dia 20, às 19h, tem apresentação do percussionista e baterista Robertinho Silva. Com mais de 50 anos de carreira nacional e internacional, ele, que é um dos maiores nomes do segmento no Brasil, abre seu ateliê percussivo para partilhar ritmos, sons e histórias, com humor, criatividade e musicalidade. Estarão no set instrumentos como atabaque, pandeiro, berimbau, marimba, campanas, agogô, tamborim, kalimba e até mesmo frigideira, para apresentar ritmos e músicas como "Juazeiro" (Luiz Gonzaga), "Aquele Abraço" (Gilberto Gil), "Ponta de Areia" e "A Lua Girou" (Milton Nascimento). O Sesc São Paulo vem promovendo uma série de shows diários com transmissões pelo Instagram @sescaovivo e YouTube do Sesc São Paulo - youtube.com/sescsp

Robertinho Silva destacou-se no meio musical na década de 1960 com o grupo Som Imaginário, e acompanhou artistas consagrados da música brasileira e internacional, como Milton Nascimento (com quem trabalhou por 26 anos), João Donato, Tom Jobim, Wayne Shorter, Egberto Gismonti, Dori Caymmi, Sarah Vaughn, Gilberto Gil, João Bosco, Toninho Horta, Gal Costa, Nana Caymmi e Chico Buarque.

Na terça-feira, dia 21, Patricia Bastos e Dante Ozzetti apresentam o show Amazônia Live. Parceiros de longa data, a cantora amapaense Patricia Bastos e o músico, compositor e arranjador paulistano Dante Ozzetti, na voz e violão, apresentam um repertório que mescla músicas dos discos de Patrícia produzidos pela dupla, como Zulusa (2013) e Batom Bacaba (2016), que têm como temática os sons amazônicos. Também entoarão músicas de autoria de Dante Ozzetti em parceria com Luiz Tatit, e de outros compositores, como Zeca Baleiro e Joãozinho Gomes.

Quarta-feira, dia 22, Zé Geraldo comanda o show "Canções e Prosa". Com mais de 30 anos de carreira e 15 discos lançados, o cantor mineiro apresenta clássicos do seu repertório, como "Milho aos Pombos", "Senhorita" e "Galho Seco", além de músicas de parceiros que foram consagradas em sua voz e violão, como "Cidadão" (Lúcio Barbosa) e "Aprendendo a Viver" (Renato Teixeira).

Quinta-feira, dia 23, o cantor, compositor, multi-instrumentista, ator e produtor musical Sérgio Pererê se apresenta acompanhado pelo músico Acauã Ranne. Seu trabalho autoral é reconhecido pelo diálogo que estabelece entre a tradição e a experimentação, pela profusão de sonoridades - com destaque para as referências afro-latinas -, e pelo timbre peculiar de sua voz. No show, Pererê irá apresentar músicas de seu novo trabalho, "Ravivências", em que faz releitura de canções de compositores que marcaram sua trajetória, e também canções de trabalhos anteriores que se tornaram referência para o seu público, como "Costura da Vida", "Estrela Natal" e "Velhos de Coroa". Sua poesia sofisticada entrelaça temas cotidianos a enunciados metafísicos e elementos do sagrado de matriz africana, como o culto à ancestralidade e aos orixás. Já se apresentou em várias regiões do Brasil e em países, como Canadá, Áustria, Espanha, Moçambique, China e Argentina.

A série Música #EmCasacomSesc também tem sido uma oportunidade para promover o Mesa Brasil, programa que conecta empresas doadoras e instituições sociais para o complemento de refeições de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Criado há 25 anos pelo Sesc São Paulo e hoje em operação em diversos estados do país, a iniciativa está com uma campanha para expandir sua rede de parceiros doadores e ampliar a distribuição de alimentos, produtos de higiene e limpeza em meio à crise causada pelo novo coronavírus. Também engajados pela causa, os artistas têm aproveitado as transmissões online para convocar as pessoas, principalmente empresários e gestores, a integrarem a rede de solidariedade. Para saber como ser um doador, basta acessar o site mesabrasil.sescsp.org.br.

.: Patricia Bastos e Dante Ozzetti se apresentam em live nesta terça-feira


Músicos apresentam repertório que têm como temática os sons amazônicos. Foto: Gal Oppido

Dentro da programação de junho do #EmCasaComSesc, nesta terça-feira, dia 21, às 19h, Patricia Bastos e Dante Ozzetti apresentam o show "Amazônia Live". Parceiros de longa data, a cantora amapaense Patricia Bastos e o músico, compositor e arranjador paulistano Dante Ozzetti, na voz e violão, apresentam um repertório que mescla músicas dos discos de Patrícia produzidos pela dupla, como Zulusa (2013) e Batom Bacaba (2016), que têm como temática os sons amazônicos. 

Também entoarão músicas de autoria de Dante Ozzetti em parceria com Luiz Tatit, e de outros compositores, como Zeca Baleiro e Joãozinho Gomes. O Sesc São Paulo vem promovendo uma série de shows diários com transmissões pelo Instagram @sescaovivo e YouTube do Sesc São Paulo - youtube.com/sescsp

Quarta-feira, dia 22, Zé Geraldo comanda o show "Canções e Prosa". Com mais de 30 anos de carreira e 15 discos lançados, o cantor mineiro apresenta clássicos do seu repertório, como "Milho aos Pombos", "Senhorita" e "Galho Seco", além de músicas de parceiros que foram consagradas em sua voz e violão, como "Cidadão" (Lúcio Barbosa) e "Aprendendo a Viver" (Renato Teixeira).

Quinta-feira, dia 23, o cantor, compositor, multi-instrumentista, ator e produtor musical Sérgio Pererê se apresenta acompanhado pelo músico Acauã Ranne. Seu trabalho autoral é reconhecido pelo diálogo que estabelece entre a tradição e a experimentação, pela profusão de sonoridades - com destaque para as referências afro-latinas -, e pelo timbre peculiar de sua voz. No show, Pererê irá apresentar músicas de seu novo trabalho, "Ravivências", em que faz releitura de canções de compositores que marcaram sua trajetória, e também canções de trabalhos anteriores que se tornaram referência para o seu público, como "Costura da Vida", "Estrela Natal" e "Velhos de Coroa". Sua poesia sofisticada entrelaça temas cotidianos a enunciados metafísicos e elementos do sagrado de matriz africana, como o culto à ancestralidade e aos orixás. Já se apresentou em várias regiões do Brasil e em países, como Canadá, Áustria, Espanha, Moçambique, China e Argentina.

A série Música #EmCasacomSesc também tem sido uma oportunidade para promover o Mesa Brasil, programa que conecta empresas doadoras e instituições sociais para o complemento de refeições de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Criado há 25 anos pelo Sesc São Paulo e hoje em operação em diversos estados do país, a iniciativa está com uma campanha para expandir sua rede de parceiros doadores e ampliar a distribuição de alimentos, produtos de higiene e limpeza em meio à crise causada pelo novo coronavírus. Também engajados pela causa, os artistas têm aproveitado as transmissões online para convocar as pessoas, principalmente empresários e gestores, a integrarem a rede de solidariedade. Para saber como ser um doador, basta acessar o site mesabrasil.sescsp.org.br.

.: "Eu e Meu Lugar": Vania Abreu fala sobre Riachão em live nesta terça


Vania Abreu é autora do livro infantojuvenil que homenageia o sambista. Foto: Edson Kumasaka

A cantora e historiadora Vania Abreu é a convidada do projeto "Virtualidades", do Sesc Bahia, para uma conversa online sobre o livro "Eu e Meu Lugar" em homenagem ao sambista Riachão, que faleceu no final de março deste ano aos 98 anos. A live acontece nesta terça-feira, dia 21, às 16h, no Instagram @sescBa.

Vania Abreu é autora do livro infantojuvenil sobre o artista, lançado em 2017, pela editora Caramurê. A cantora e produtora musical foi muito próxima do sambista quando ajudou a resgatar sua obra e produziu o CD "Mundão de Ouro", de 2012, eleito Melhor Álbum de Samba pelo Prêmio da Música Brasileira. Os universos da música e da literatura serão discutidos durante o bate-papo a partir das experiências da própria cantora nessas duas artes.

.: Livraria apoia o projeto de retomada das livrarias brasileiras


Elaborado a partir da união de esforços da Câmera Brasileira do Livro (CBL), da Associação Nacional de Livrarias (ANL), do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e de importantes players do mercado editorial do Brasil, entre eles a Livraria Leitura, o Projeto Retomada das Livrarias segue a todo vapor. 

A iniciativa tem como objetivo arrecadar fundos para ajudar financeiramente as micro e pequenas livrarias do país. Com a reabertura dos estabelecimentos e atividades comerciais em diversas cidades brasileiras, as empresas do setor livreiro precisam receber incentivos para fortalecer seus negócios diante de um novo cenário. A Livraria Leitura, por exemplo, na contramão da crise, irá inaugurar mais 4 lojas ainda em 2020 (Santana Parque Shopping em São Paulo-SP, Shopping Mestre Álvaro em Vitória-ES, ParkShopping em BrasílIia-DF e Shopping Jardim Norte em Juiz de Fora-MG).

Os empresários interessados pode registrar seu interesse em receber a ajuda originária de doações de pessoas físicas e jurídicas. Uma comissão irá avaliar os dados das empresas cadastradas, validar a participação de cada uma delas de acordo com o perfil dos micro e pequenos negócios do setor para, então organizar o repasse da verba entre as participantes do projeto. As doações podem ser feitas para a conta que encontra-se no site: projetoretomada.org.br.

.: Ana Cristina Colla apresenta o espetáculo solo "SerEstando Mulheres"


"SerEstando Mulheres" é uma história dançada pela atriz, sobre si mesma e sobre outras mulheres.
Foto: Arthur Amaral 

Dentro de apresentações teatrais das lives #EmCasaComSesc, segunda-feira, dia 20, às 21h30, a atriz Ana Cristina Colla, do Lume Teatro, núcleo de pesquisa ligado à Unicamp, apresenta o espetáculo solo "SerEstando Mulheres", em que revela o universo feminino em diversas personagens. Em sua busca por "ser-estar" na cena, a atriz, ao longo de seus 20 anos de pesquisa junto ao Lume, visitou pessoas, cidades, mestres, recantos. 

Entre encontros e confrontos, foi depurando seu fazer teatral, passando pela mímesis das corporeidades, a dança pessoal, visitando o butoh, como portas para a própria singularidade. A peça pode ser assistida no YouTube do Sesc São Paulo youtube.com/sescsp -  e no Instagram do Sesc Ao Vivo - @sescaovivo.  

"SerEstando Mulheres" é uma história dançada pela atriz, sobre si mesma e sobre outras mulheres. Uma colcha de retalhos, pedaços conhecidos e sempre ressignificados, espalhados por diversos espetáculos. A matéria que o compõe surge de momentos distintos do seu caminhar de atriz e mulher no Lume Teatro e no mundo. Um encontro forte e delicado com o feminino, em que a atriz narra, por meio das imagens que cria e corporifica, seu saber impresso no corpo. Criado e dirigido por Colla e Fernando Villar, a peça tem indicação etária de 14 anos.

Darson Ribeiro encena "O Homem que Queria ser Livro" nesta quarta-feira, dia 22. Escrita pelo renomado Flavio de Souza, a peça, idealizada pelo ator, tem a intenção de propiciar uma análise crua e real, mas divertida e emocionante, da influência que o livro tem na vida das pessoas - sem ser panfletário ou maniqueísta. Ressaltando a importância do contato e da palavra, que amplia a visão de mundo, o enredo conta a trajetória de um homem que demorou para descobrir qual era sua missão na vida: fazer parte do grupo que mantém acesa a chama da sabedoria no mundo, neste momento histórico em que a falta de valores da maior parte da humanidade leva cada vez mais à desvalorização de virtudes.

Nesta sexta-feira, 24, o ator Rodrigo Bolzan apresenta o monólogo "projeto b". Com dramaturgia e direção de Marcio Abreu, a peça apresenta um conjunto de diferentes ações, performances, imagens e pensamentos articulados entre si, que existem como proposta no presente. O discurso de um homem a partir de temas como política, igualdade, consumismo exacerbado, ética, e a ânsia por compreender e se comunicar. Novas tentativas, novos planos. O teatro como o lugar de onde saímos, para onde sempre retornamos, e para onde voltaremos, em breve. Onde se pode reprocessar sensibilidades e resgatar os sentidos. O texto foi construído a partir do material criado nos espetáculos "Oxigênio" (2011) e "PROJETO bRASIL" (2015), realizados pela companhia brasileira de teatro, que assina a criação e produção.

E, encerrando a programação da semana, o ator Thiago Lacerda encena "Quem Está Aí". Com monólogos extraídos de "Hamlet", "Medida por Medida" e "Macbeth", de William Shakespeare, sob direção de Ron Daniels, um dos maiores diretores teatrais e especialista na dramaturgia shakesperiana. Após a trajetória de sucesso no teatro, ator, novamente sob direção de Daniels, traz para a série Teatro #EmCasaComSesc momentos em que Hamlet, Ângelo e Macbeth revelam-se a si mesmos e à plateia. 

Hamlet, com a espada em mão, tem a chance de matar seu tio, o rei Claudius, e vingar a morte de seu pai - mas, em vez de cumprir esse intento, reflete sobre sobre o próprio ato de vingança e suas motivações. Ângelo, o juiz puritano de "Medida por Medida", revela a sua corrupção e sua podridão moral, pouco antes de assediar a jovem freira. Com a batalha final prestes a começar, Macbeth, o rei assassino, acuado pelos seus inimigos e pronto para enfrentar a morte, sozinho no palco, revela o horror que sente consigo mesmo. A classificação indicativa é 14 anos. Para conferir a programação de teatro, basta acessar as páginas youtube.com/sescsp ou o novo endereço do Sesc São Paulo no Instagram criado especialmente para a série Sesc Ao Vivo instagram.com/sescaovivo, às segundas, quartas, sextas e domingos, sempre às 21h30. 

"Cena Inquieta": nova série documental do SescTV investiga formações, conceitos e trajetórias de grupos e artistas do teatro brasileiro
Além das lives no YouTube, o SescTV lança em 23 de julho uma série de documentários dedicados ao teatro: "Cena Inquieta", com curadoria de Silvana Garcia e direção de Toni Venturi. A série é uma abrangente cartografia sobre a nova geração do teatro de grupo produzido no Brasil. Composta por 26 documentários de 55 minutos cada, o trabalho mapeou os mais importantes coletivos teatrais de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Recife.

São 48 companhias estáveis de teatro e mais 10 artistas solos que vem desenvolvendo trabalhos relevantes de experimentação de linguagem nos eixos do teatro negro, político e de gênero. Cada episódio apresenta dois grupos teatrais, alguns programas exibem também espetáculos solos de artistas que marcaram a cena nacional na última década, e um especialista (pesquisador, crítico ou jornalista) que comenta e contextualiza a cena ou proposta exibida. O primeiro documentário, exibido no dia 23 de julho, às 23h, investiga as formações, conceitos e trajetórias do Grupo Clariô de Teatro e Capulanas Cia. de Arte Negra.

A programação faz parte do projeto "#Do13ao20 - (Re)Existência do Povo Negro", que faz alusão aos marcos do 13 de maio e do 20 de novembro, propõe diálogos sobre a condição social da população negra e objetiva reiterar os valores institucionais, bem como o reconhecimento das lutas, conquistas, manifestações e realidades do povo negro. Para sintonizar o SescTV: Canal 128 da Oi TV ou consulte sua operadora. Assista também online em sesctv.org.br/aovivo. Siga o SescTV no twitter: http://twitter.com/sesctv. E no facebook: https: facebook.com/sesctv.

domingo, 19 de julho de 2020

.: Entrevista: Paulo Vieira e Fernando Caruso, "Cada Um no Seu Quadrado"


Paulo Vieira e Fernando Caruso estão em "Cada Um no seu Quadrado", exclusivo Globoplay. Foto: Divulgação/Ilana Sales


A melhor mesa de bar em que você poderia estar nesta quarentena. Todos juntos, reunidos, com uma premissa básica: "Cada Um no Seu Quadrado". Assim será o novo programa de humor exclusivo do Globoplay em que Fernando Caruso e Paulo Vieira vão “receber”, a cada episódio, quatro convidados para brincadeiras e uma conversa intimista por aplicativo de encontros à distância. Além do papo bem-humorado, vão rolar jogos e dinâmicas em um clima de “game night” entre amigos. E não só os encontros serão virtuais. 

A captação, direção e edição também serão remotas, de acordo com as normas de segurança deste período de isolamento social. O projeto, que estreou no último dia 3 de julho, foi idealizado pela roteirista Daniela Ocampo e tem direção artística de Daniela Gleiser. Toda semana, às sextas, novos episódios serão disponibilizados.
 
Criadora e roteirista do projeto, Daniela Ocampo conta que pensou no formato a partir da nova rotina imposta pela pandemia. “A ideia deste programa surgiu a partir do momento em que me deparei com a quarentena. No primeiro momento em que a gente foi trancafiado em casa, já comecei a pensar que soluções criativas poderíamos ter para produzir nessa nova realidade. Fiquei imaginando que, para esse momento, seria muito interessante fazer algo leve, divertido, em que as pessoas se sentissem mesmo íntimas dos convidados, da mesma forma como a gente é íntimo das pessoas com as quais resolvemos fazer um papo virtual para tomar um vinho. Vamos ter a possibilidade de ver papos de amigos de verdade, com suas piadas internas, intimidades”, conta.
 
Na atração, os comediantes e seus convidados vão abrir as portas de suas casas, relembrando histórias e rindo uns dos outros. “A ideia é que seja mais que uma roda de amigos. Queremos mesmo que as pessoas se sintam na melhor mesa de bar do mundo. Nesse momento de isolamento social, os aplicativos têm sido a forma de a gente se encontrar, relaxar, se divertir. Cada um fica ali, literalmente, no seu quadrado, e foi daí que surgiu o nome do programa, autoexplicativo. Estamos transformando essa nova realidade em entretenimento”, detalha a diretora Dani Gleiser. Segundo ela, todos os convidados já têm uma relação de amizade. “Pensamos assim para ser uma mesa de bar crível, com química, histórias legais para um contar do outro, zoações. ‘Cada Um no Seu Quadrado’ é um programa para relaxar e alegrar, mas com a cara do que estamos vivendo. É um programa feito nesse momento de quarentena, para esse momento”, revela.
  
Fernando Caruso e Paulo Vieira são os anfitriões dessa mesa animada. “Caruso e Paulo são a combinação ideal para apresentar esse programa. Ambos vêm do stand up, têm muita habilidade para falar sobre qualquer assunto de uma maneira cômica”, explica Dani Ocampo. Segundo a roteirista, Caruso é um cara que ama jogos. “Ele conhece todos os jogos de tabuleiro, adora propor um game night e conhece tudo sobre improvisação”. Para ela, com Paulo a dupla terá a matemática perfeita: “Paulo é um gênio da comunicação. Ele é a melhor mesa de bar do mundo mesmo. Eu sabia que ao juntá-los formaríamos uma dupla muito engraçada. Cada um com seu estilo, eles são muito complementares”.
 
Fernando Caruso e Paulo Vieira se conheceram em Palmas, no Tocantins, há muitos anos. Segundo Paulo, foi Caruso um dos responsáveis por sua carreira no stand up comedy. “A gente se conheceu quando ele fazia parte do grupo Comédia em Pé. É maravilhoso agora estar fazendo parte do programa com ele, um cara que anima o lugar, que propõe jogos, que integra e que faz as pessoas se sentirem à vontade. Vai ser lindo vê-lo brilhar e poder surfar nessa onda”, elogia Paulo. Caruso também faz elogios ao amigo. “É ótimo trabalhar com ele. A impressão que dá é que o Paulo é capaz de fazer qualquer programa totalmente sozinho. Estar do lado, acompanhando, é um privilégio”. Além de "Cada Um no Seu Quadrado", Caruso e Paulo também trabalham juntos no "Zorra".
 
Caruso conta que todo o processo do novo programa tem sido divertido. “Está sendo uma delícia participar de tudo. Todas as pessoas envolvidas no projeto são muito animadas, engraçadas. A criação já renderia um programa. O único aspecto negativo são as louças que empilham enquanto a gente está conectado”, brinca. Para ele, o programa, além de divertir, vai também estimular novas opções de entretenimento nas casas das pessoas nesse período de isolamento social. “Vai ser a melhor reunião de amigos que você vai ter, talvez até com amigos melhores que os seus! Acho que do programa podem sair ótimas ideias de papo e brincadeiras para incrementar as próximas reuniões de todo mundo”, afirma.
 
Paulo Vieira conta que ele e Caruso têm mergulhado de cabeça em todas as etapas do projeto. “Estamos 100% no programa. A gente se envolve no roteiro, nos jogos, nos temas, nos convidados. Muito generosamente, a nossa equipe quer que a gente esteja muito à vontade. E temos na mão uma oportunidade de fazer um programa muito legal, porque é uma união de gente muito boa”, fala. Para ele, o papo entre amigos é o que vai nortear "Cada Um no Seu Quadrado". “Imagina quantas pessoas vão poder acompanhar e fazer parte da melhor mesa de bar do mundo? Essa mesa é virtual por acaso, pelo momento que estamos vivendo. O clima que norteia o programa é a gente batendo papo. Na nossa lista de convidados, só amigos: para falar besteira, para brincar, para jogar. Unidos pela amizade e a vontade de estar junto e de se divertir para fazer esse tempo passar logo”, conta Paulo.
 
Em todos os episódios, além das conversas intimistas, as brincadeiras vão dar o tom leve a "Cada Um no Seu Quadrado". Dani Ocampo faz questão de explicar que a dinâmica dos jogos não é de uma competição. “São jogos que geram assunto, que revelam intimidades, que propõem uma noite mais divertida. Em alguns, você ganha ou perde, mas não necessariamente acumula pontos e no fim tem um vencedor. O objetivo final é todo mundo se divertir e ficar à vontade, relaxar, falar besteira, fazer piada”, revela a roteirista. Estão entre as brincadeiras, jogos como "Adedanha", "Stop", mímica, "Verdade ou Consequência", jogos de improvisação e de criatividade – todos que podem facilmente ser reproduzidos em casa, com os amigos.
  
Para as dinâmicas, convidados e apresentadores receberão seus kits de gravação e também de brincadeiras. “São placas para escrever, desenhos, palavras para mímicas, coisas assim, além de iluminação e equipamento para a filmagem. Paulo e Caruso, que coordenam todas as brincadeiras, têm um kit de apresentador, com roleta e outras coisinhas para explicar os jogos”, detalha Dani Gleiser, que faz a direção remota. "Cada Um no Seu Quadrado" é uma criação de Daniela Ocampo, que também assina a redação com Paulo Vieira, Bia Braune, Eduardo Rios e Fernando Caruso. O programa, exclusivo Globoplay, tem direção de Lao de Andrade e direção artística de Daniela Gleiser. Nesta entrevistas, Fernando Caruso e Paulo Vieira falam sobre o programa.
 
Como tem sido participar deste projeto, feito de forma totalmente remota, mas ao mesmo tempo de forma tão intimista? 
Caruso: Uma delícia. Todas as pessoas envolvidas no projeto são muito divertidas, a criação do projeto já poderia até ser o projeto em si. As reuniões de elaboração demoram horas, e o único aspecto negativo são as louças que empilham enquanto a gente está conectado (risos). 
Paulo: Todos nós tivemos que aprender como trabalhar nesse projeto de maneira remota. Entender como que se dariam as reuniões, as gravações... um encontro por aplicativo com a equipe toda já é um aprendizado, né? Encontrar o momento certo para falar, essas coisas. Então, já por isso é uma experiência interessante. Nosso maior desafio dentro disso é fazer com que as pessoas se sintam em casa, aconchegantes. É um projeto que tem como objetivo fazer as pessoas se sentirem à vontade na internet.
 
Vocês têm se envolvido no roteiro do programa? Dão sugestões de nomes de convidados, jogos, temas? 
Caruso: Sim, estamos todos envolvidos em todos os aspectos do programa, desde a escolha dos convidados até às plaquinhas que vão ser usadas na identidade visual do programa.
Paulo: Muito generosamente, a nossa equipe quer que a gente esteja muito à vontade. E a gente tem na mão uma oportunidade de fazer um programa muito legal, porque é uma união de gente muito boa. 
 
Vocês se conhecem há algum tempo. Como é trabalhar ao lado de um amigo? 
Caruso: É ótimo. A impressão que dá é que o Paulo é capaz de fazer qualquer programa totalmente sozinho. Estar do lado acompanhando é um privilégio.
Paulo: Eu e Caruso temos uma história muito bonita. Ele foi um dos responsáveis pela a minha carreira dentro dos stand up comedy. A gente se conheceu há muito tempo, em Palmas, Tocantins, quando ele fazia parte do grupo "Comédia em Pé". É maravilhoso agora fazer parte do programa com ele. Sem contar também o nosso tempo de "Zorra". Adoro o Caruso e acho que este projeto é a cara dele! Tem a alma que o Caruso desempenha em todo o lugar que está, que é de ser o cara que anima o lugar, que propõe jogos, que integra e que faz as pessoas se sentirem à vontade. Vai ser lindo ver ele brilhar e eu poder surfar nessa onda. Tenho certeza que ele vai fazer tão bem que não vou precisar nem me preocupar. (risos)
 
Como têm sido os dias de isolamento de vocês? Como é a rotina, o que têm feito que nunca imaginaram antes? 
Caruso: Minha rotina no início era só louça e quadrinhos. Agora ela complicou um pouco: além desse programa novo, tenho as cenas do "Zorra" gravadas em casa, meu podcast, meu canal no youtube, um programa de rádio, as aulas que dou no Tablado toda segunda e, claro, as louças. O que eu tenho feito que eu nunca imaginei é esteira. Todos os dias de quarentena eu consegui fazer esteira, estou invicto.
Paulo: Acordo, tomo café da manhã e vou para as reuniões virtuais. Estou gravando o "Zorra", com o podcast do "Fora de Hora", podcast da "Escolinha" e gravando o quadro para o "Fantástico". Então, administrar as reuniões de produção roteiro e gravação disso tudo tem sido a minha rotina. E ainda tem uma vida pessoal que vez ou outra preciso administrar. Estou sendo salvo pelo trabalho. Se não fosse ele, nesses tempos, eu não teria ânimo. Tem sido maravilhoso passar esse tempo com meus amigos na internet, trabalhando, propondo e inventando coisas.
 
O que o público pode esperar do "Cada Um no Seu Quadrado"? 
Caruso: Eu acho que vai ser a melhor reunião de amigos que você vai ter, talvez até com amigos melhores que os seus! (risos) Acho que dali podem sair ótimas ideias de papo e brincadeira para incrementar as próximas reuniões de todo mundo!
Paulo: Nossa intenção é que o público se divirta durante essa meia hora, que esqueça um pouco os sofrimentos e consiga pensar no melhor da vida, que são os amigos, estar junto e compartilhar. 
 

.: "Mestre do Sabor" terá final ao vivo e finalistas falam sobre as expectativas



Os finalistas Ana Zambelli, Dário Costa, Júnior Marinho e Serginho Jucá. Foto: Globo/Samuel Kobayashi

"Mestre do Sabor" chegará ao fim mantendo a tradição do formato: terá sua final ao vivo, no dia 23, direto dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro. A final será cercada de cuidados, com toda a segurança e com algumas mudanças no cenário e nas provas, mas mantendo o sabor, a paixão pela culinária e a animação já característica de um time que enfrentou muitos desafios em sua segunda temporada. 

Depois de 12 programas, mais de 100 pratos, 14 eliminações, 1 repescagem e muita emoção, Ana Zambelli, Dário Costa, Júnior Marinho e Serginho Jucá se destacaram e são os quatro finalistas da competição. Para LP Simonetti, diretor artístico do programa, a emoção foi o que guiou a temporada. "A começar pelas histórias de vida que cada candidato trouxe pro público na fase 'Prato de Entrada', passando pelas disputas sempre muito acirradas e pelas eliminações de candidatos que já haviam conquistado a todos, posso dizer que é uma temporada onde a emoção esteve presente em todas as provas. O excelente trabalho da nossa equipe junto à qualidade da cozinha dos chefs finalistas só nos leva a comemorar. Eu desejo sorte aos quatro para a nossa final”, comenta o diretor.   

Para o santista Dário Costa, a final será, acima de tudo, acirrada. “Eu tenho certeza que independente de eu ter mandado bem durante o programa, teve muita gente que não teve a oportunidade de mostrar seu trabalho individual. É possível observar que depois que as provas em grupo acabaram, muitos chefs se destacaram. O Serginho, o Juninho e a Ana mandaram muito bem nas provas individuais, por exemplo. Então, o que vem pela frente é incerto, será uma surpresa para todo mundo. O que eu tenho certeza é que será uma disputa acirrada e digna para quem está ali. Vai ser lindo”, comenta o chef. 

Ana Zambelli, única mulher a chegar na final, acredita que precisará trabalhar a mente para a prova. “Eu espero que a minha mente não me boicote, pois os três finalistas que estão comigo são pessoas com quem eu tenho amizade, pessoas que gosto demais, e isso me abala um pouco. Principalmente o Serginho. pois nos falamos todos os dias. Penso que será uma degustação entre amigos e um deles vai ganhar um prêmio”, diz a chef carioca. Sobre o programa ser ao vivo, Ana é certeira. “É tudo ou nada. Vejo como uma decisão nos pênaltis, quem conseguir lidar melhor com o tempo e com a emoção tem mais chances de levar”, finaliza. 

Já o goiano Júnior Marinho diz estar confiante para a final. "Dediquei meu tempo nestes últimos meses para estudar e focar em pratos que eu possa usar vários tipos de proteínas. Aprimorei algumas técnicas minhas, foquei em estudar sobremesas, que são meu ponto fraco. Vou chegar confiante para fazer qualquer tema proposto”, comenta o rapaz. “O programa ao vivo mexe um pouco mais com meu coração. Mesmo quando é gravado, tudo é feito naquele determinado tempo, não temos para onde correr. Mas o que muda é que o público verá mais nossas caras e a correria. Acho que vai ser mais legal. Fico triste porque não vou poder abraçar as pessoas, vou sentir falta desse momento. Mas entendo que é por um bem maior”

Serginho Jucá, de São Miguel dos Milagres, em Alagoas, está animado com a aproximação da prova. “Minha expectativa está lá em cima. Só tem fera! Eu espero que todos no dia estejam tranquilos e felizes, para que a gente possa fazer uma super final”, diz. “Eu tenho mania de olhar as coisas pelo lado bom, então encaro a final como uma oportunidade de recebermos de uma só vez a energia boa que estamos recebendo há meses. Além disso, estamos mais confiantes. Agora, ao vivo, queimou a panela, queimou a panela”, brinca o chef. Serginho concorda com Júnior na falta que sentirá das demonstrações de afeto. “Todo mundo já ganhou, estar na final é legal para caramba. O mais complicado vai ser não poder se abraçar. A gente criou uma amizade e não poder transmitir esse carinho será a prova mais difícil”, finaliza. 

Para a grande final, Claude Troisgros, Batista, Monique Alfradique, Kátia Barbosa, Leo Paixão, Rafa Costa e Silva, os finalistas e a reduzida equipe seguirão um rigoroso protocolo de segurança. Todos serão testados e terão a temperatura checada ao entrar nos Estúdios. O uso de máscaras será obrigatório e os camarins individuais, com acesso e trânsito proibido entre eles.  Dentro do estúdio, estarão apenas os apresentadores, os mestres e os quatro finalistas, além de uma pequena equipe devidamente protegida. 

Câmeras robôs, já existentes na gravação do reality, estarão presentes em maior número. No cenário, as ilhas utilizadas pelos candidatos estarão ainda mais afastadas, respeitando o distanciamento seguro. Utensílios não poderão ser compartilhados durante a competição e uma barreira de acrílico irá separar os mestres Kátia, Leo e Rafa na bancada onde julgarão os pratos. Desta vez, cada um dos mestres receberá uma porção individual para degustar e escolher o melhor sabor do dia. 

O "Mestre do Sabor", que sempre teve procedimentos de higiene rigorosos, agora terá redobrado o cuidado com a higienização dos alimentos, cenário e utensílios. Entre as medidas adotadas estão ainda a suspensão de plateia e da presença de familiares e convidados. E como serão as provas? Quantos pratos? Qual a dinâmica e os ingredientes? Essas serão algumas das surpresas que o reality só vai revelar na sua final, no dia 23. 

"Mestre do Sabor" é um formato original Globo, com direção artística de LP Simonetti e direção geral de Aida Silva. A segunda temporada do reality gastronômico é exibida semanalmente, às quintas-feiras, após "Fina Estampa". O programa também é exibido no GNT, sempre às sextas-feiras, às 22h.

.: "OtaLab": UOL lança programa semanal ao vivo com Otaviano Costa


O UOL, maior empresa brasileira de conteúdo, tecnologia e serviços digitais, por meio da MOV, a produtora de vídeos do UOL, anuncia parceria com Otaviano Costa para lançar o "OtaLab". O novo programa semanal é inovador por misturar a experiência de um programa de televisão em um ambiente digital. Poderá ser assistido ao vivo todas as quintas-feiras, às 15h, ou on demand ao longo da semana no UOL, em www.uol.com.br/otalab, e em todas as suas redes sociais.

"OtaLab" traz um cenário que remete a um laboratório. Nele, o apresentador vai misturar conteúdo informativo, entretenimento, celebridades, humor e música. Com duração de 1 hora, a nova atração, filmada direto do estúdio do apresentador no Rio, intercala quadros de variedades e entretenimento com a seriedade do jornalismo do UOL. Toda semana, Otaviano receberá os colunistas das diversas áreas do site para comentar os assuntos que estão em evidência.

“O OtaLab no UOL é mais um conteúdo e formato que vem ao encontro de todo planejamento que pensei para minha reinvenção artística e em especial, imersão digital, que eu tanto desejei ao deixar a TV aberta. É uma live, é um programa, é um mix de entretenimento e informação, ao vivo, com música, quadros, games, famosos, anônimos, com humor, seriedade, enfim, com um pouco de tudo e potencial gigantesco de acontecimentos, com cross de conteúdo com o UOL e todos seus parceiros e suas plataformas, além claro, das minhas redes sociais. É algo diferente que indica um novo passo nos formatos de lives, que até se aproxima da conversa da TV, porém, com a velocidade e capacidade de mutação e geração de novas possibilidades que só podemos encontrar no mundo digital”, declara Otaviano Costa.

A diversão também é o ponto forte do OtaLab. Serão vários quadros que irão propiciar maior dinâmica e interação do apresentador com o público na plateia virtual. Desde comentar as últimas notícias que bombaram na imprensa com o quadro “Química de Notícias”; passando pelo “Tubo de Ensaio”, que trará atrações musicais; o “Grupo da Família”, game show que convida duas famílias do público para disputarem, diretamente de suas casas, jogos divertidos e inusitados; até o “Deu Química” quadro de "dates" com um olhar atualizado sobre relacionamentos em tempos de quarentena.

“Para o UOL é uma oportunidade de trazermos ainda mais entretenimento com conteúdo de qualidade em nossa programação. O Otaviano é um apresentador já reconhecido pelo público e o UOL é um veículo de tradição, com o qual as pessoas têm uma relação de confiança. Com a união de ambos, teremos um programa de qualidade, carisma e que todos podem acompanhar pelo site”, comenta Paulo Samia, CEO do UOL Conteúdo e Serviços.

Recentemente, em maio, o UOL bateu novo recorde de acessos ao site, com 114 milhões de usuários únicos e um alcance de 93% da população digital brasileira. O apresentador Otaviano Costa também contabiliza números expressivos em suas redes: 7,8 milhões de seguidores no Instagram, 3,9 milhões no Facebook, além de 1,3 milhões no TikTok.

“O 'OtaLab' é um marco para o UOL. Provavelmente é o maior e mais caprichado programa de entretenimento que já lançamos e combina um apresentador muito querido do público com nossa criatividade e capacidade de produção. E o interessante é que a fórmula, criada em uma troca muito bacana de ideias entre MOV e o próprio Otaviano, nos permitirá trazer algo diferente a cada semana. Será um programa vivo, pulsante, que se adapta ao que acontece no mundo”, finaliza Murilo Garavello, diretor de conteúdo do UOL. O programa irá ao ar pelo www.uol.com.br/otalab, além das redes Youtube, Facebook e Twitter e o público poderá interagir por meio da #OtaLabNoUOL.


.: “In [Cubo]”, peça de Tábata Makowski sobre bullying, estreia com Bia Herrero


História real de superação e conscientização inspirou a criação da personagem central. 
O projeto foi selecionado no edital do ProAC 2019 e é voltado ao público adolescente; estreia dia 25 de julho e será transmitido pelo Canal do YouTube de Bia Herrero. Após as sessões, terá bate papo via chat entre o público, a equipe do espetáculo e a participação da psicóloga Giovana Martini Orsi.

De 25 de julho a 30 de agosto, o público terá a oportunidade de saber mais a respeito de um tema que é comum aos jovens e que nem sempre é tratado com o cuidado que merece.  Passado, presente, futuro, escola, quarto, redes sociais, momentos turbulentos, descobertas transformadoras, sofrimentos profundos e risadas sem motivo se alternam e se fundem nesta peça; assim como acontece na vida dos adolescentes, assim como acontece no coração de Ana; de 13 anos, que sofre bullying por ter nariz grande. O espetáculo, com temática voltada para o público juvenil, é direcionado principalmente para jovens entre 12 e 15 anos, estendendo-se para adultos agregados por relação familiar ou escolar.

Bia Herrero, que integra o elenco e estreia no teatro, se tornou “influenciadora” após decidir que iria usar a net a favor de todos os jovens que sofrem discriminação, queria falar de bullying entre colegas de sua geração e seguidores interessados ou impactados pelo assunto. Bia tem uma história de superação, sofreu na pele por não se enquadrar nos padrões de beleza convencionais e ainda sofre porque agora faz sucesso e todos querem achar algo para classificá-la como politicamente incorreta; mas sua vontade combativa sempre a faz persistir e experimentar o novo. Por isso, escolheu o teatro como nova ferramenta para mostrar que existem caminhos para fazer o que acredita.

Foi do encontro entre Bia e a produtora Catarsis (de "É Tudo Família!", inspirado no livro infantil alemão de Alexandra Maxeiner e Anke Kuhl. O espetáculo com direção de Kiko Marques, venceu o Prêmio APCA 2018 de melhor espetáculo de teatro para o público infantil com texto adaptado; venceu o Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem 2018 nas categorias: melhor espetáculo infantil e melhor texto adaptado; ficou entre os finalistas do Prêmio Aplauso Brasil 2018 como melhor espetáculo infantojuvenil; foi eleito como melhor espetáculo infantil da temporada 2018 pelo Jornal O Estado de São Paulo e classificado com quatro estrelas pela Revista Veja SP e pelo jornal Folha de São Paulo) instalada em Itupeva que nasceu o espetáculo.

Em janeiro de 2019 foi realizada uma pesquisa com 62 jovens entre 12 e 15 anos, em cinco encontros para falar a respeito desses hábitos, costumes, anseios e aspirações. “A partir desta “escuta”, explodiu no grupo que forma a Catarsis a vontade de provocar essa geração criando um trabalho para o público juvenil; um trabalho expressivo e complexo que comova o jovem espectador, que o instigue a buscar sentido para o mundo e que permita o acesso aos seus instintos criativos, estimulando-o a lançar um novo olhar ao universo cotidiano que o cerca”, diz o diretor da peça Marcelo Peroni. “A questão do bullying entre adolescentes nos parece emergente e necessita ser discutida", afirma.

Segundo o 10º Anuário de Segurança Pública de 2016, o Estado de São Paulo é o estado brasileiro onde o maior número de adolescentes e jovens das escolas públicas e privadas disse ter sofrido ou praticado bullying. Ainda segundo a pesquisa 9% dos jovens entrevistados diz ser vítima de bullying sempre, enquanto 44,8% diz ter sofrido bullying pelo menos uma vez. "Diante desses números e entendendo o teatro como o lugar que põe no centro das discussões temas potentes e atuais e como uma arte que pode ajudar a compreender melhor o presente para ser capaz de se colocar criticamente na sociedade, acreditamos ser de extrema importância a realização deste espetáculo", complementa Peroni.

Em modo online, em uma transmissão ao vivo e com um turbilhão de “stories”, mensagens, chamadas de vídeo; com muitas emoções contidas querendo explodir; com vontade de falar, gritar e sumir... Esta atmosfera permeia a encenação, o jogo cênico e a interação entre os atores e as atrizes. Situações vividas no passado ou encontros que ainda não aconteceram, mas que guardam inúmeras possibilidades e aprendizado.

“Quebrar” a tela ou a quarta parede e fazer com que o público jovem sinta-se confidente da Ana em seu quarto é o principal foco deste trabalho. Um quarto que se abre e que engole o mundo. A Catarsis foi criada em 2013 com o intuito de fomentar e difundir as linguagens artísticas através da criação e/ou produção de espetáculos de teatro, dança, música, mostras, exposições e festivais que apresentem excelência e qualidade. Desde então já produziu diversas temporadas de espetáculos adultos e infantis de outros grupos teatrais.

Em 2015, na Itália, realizou residência artística com foco no teatro para crianças com o Principio Attivo Teatro, ocasião em que tomou contato com a 11ª Edição do Festival de Teatro para a Primeira Infância, “Visioni di Futuro, Visioni di Teatro”, na cidade de Bolonha, com a obra do diretor e autor teatral Roberto Frabetti e com a pesquisa do Grupo La Baracca – Testoni Ragazzi. De volta ao Brasil e após 15 meses de pesquisa estreou em agosto de 2016 seu primeiro espetáculo de teatro autoral, Scaratuja, que segue apresentando-se em diversos espaços e cidades.

Em 2016 e 2018, elaborou e produziu as duas edições do festival Um Novo Olhar: Festival de Artes para Primeira Infância, realizado em parceria com o Sesc Jundiaí. Ainda em 2018, viabilizou a produção do espetáculo para crianças É tudo família!, segundo espetáculo autoral do grupo, que estreou em 22 de julho no Sesc Jundiaí; cumpriu quatro temporadas na cidade de São Paulo, continua apresentando-se em festivais e em outros municípios brasileiros.

Pelo espetáculo "É Tudo Família!", recebeu o Prêmio APCA de melhor espetáculo de teatro infantil com texto inédito e o Prêmio SP nas categorias melhor espetáculo infantil e melhor autoria de texto adaptado. Desde maio de 2019, a Catarsis Produções é associada à da ASSITEJ Brasil, através do Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude (CBTIJ) e em outubro do mesmo ano passou a integrar a rede internacional Small Size Network!

Iniciou 2020 cumprindo uma temporada simultânea com seus dois espetáculos autorais – Scaratuja e É tudo família! – no Teatro Cacilda Becker / SP, de 11 de janeiro a 2 de fevereiro de 2020, aos sábados e domingos e, em seguida, o espetáculo Scaratuja cumpriu uma temporada de 8 a 16 de fevereiro de 2020, no Teatro Vivo / SP, também aos sábados e domingos.

Sinopse
Ana é uma adolescente de 13 anos, que está em seu quarto, na noite antes do primeiro dia de aula, pensando em todas as vezes que o Felipe zoou do tamanho do nariz dela, em todas as risadas que os colegas deram por conta das zoadas do Felipe, na professora que quis ajudar, na Nina se tornando sua grande amiga, nos conselhos da Nonna e da Dona Filó, na roupa com que ela deve ir no primeiro dia de aula, no ano novo que está começando e deve ser diferente do anterior, nos colegas que estarão na sua classe, nas frases da mãe, nos consolos do pai, no jogo que ela inventou para fazer seus stories, nas muitas coisas que ela quer que não se repitam, nas outras tantas coisas que ela quer que aconteçam de novo...

Ficha técnica - “In [Cubo] Virtual”
Dramaturgia: Tábata Makowisk
Direção e cenografia: Marcelo Peroni
Trilha sonora: Yuri Righi
Música original: Yuri Righi e Pedro Cavallaro
Intérpretes música original: Bia Herrero e Vladimir Camargo
Criação de luz: Rodrigo Gatera
Figurinos: Vladimir Camargo
Elenco: Aline Volpi, Ana Paula Castro, Bia Herrero e Vladimir Camargo
Design gráfico: Giovana Del Masso
Produção: Catarsis Arte para Infância e Juventude
Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro

Serviço:
Espetáculo juvenil “In [Cubo] Virtual” – Estreia em 25 de julho
Temporada: sábados e Domingos, às 18h30. Até 30 de agosto.
Duração: 60 minutos (sessão + bate-papo).
Classificação: livre.
Ingressos: grátis (projeto selecionado pelo ProAc Editais 2019)

A transmissão será feita pelo Canal do YouTube da influenciadora digital Bia Herrero.
Após as sessões, será aberto um bate papo via chat entre o público e a equipe do espetáculo. Haverá também a presença da psicóloga Giovana Martini Orsi.

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