quinta-feira, 11 de agosto de 2022

.: "Festival Salcity" levará artistas baianos para capital paulista

Festival levará artistas baianos para a capital paulista para lançar o evento

Foto: Kelly (Divulgação)


O Festival Salcity chega à São Paulo levando a ancestralidade e a diversidade baiana, para apresentar todaa experiência que será vivida no dia 27 de agosto, no Centro de Convenções, em Salvador. O evento reunirá três atrações no Cineclube Cortina - São Paulo, que se apresentarão para mostrar um pouco da musicalidade e cultura baiana. Ao som de Nêssa, Afrocidade e Melly, que virão com um repertório preparado especialmente para o dia 11, onde o público paulista poderá ter um gostinho de tudo que acontecerá no Festival.

A festa na capital paulista tem como objetivo, fazer um recorte do evento e apresentar à cidade de SãoPaulo a imersão cultural que acontecerá na capital baiana no dia 27 de agosto.

O Festival Salcity tem como propósito o incentivo à música e à cultura como potências máximas da nossa terra. E terá uma grade de atrações composta exclusivamente por artistas baianos e que levam a cultura da cidade e do estado em suas apresentações. Será uma imersão cultural em uma vivência que trará aopúblico, a possibilidade de conhecer uma nova forma de ser, viver e sentir a música e toda a cultura que vem junto com ela.


Serviço:

Mostra Salcity em SP Data: 11/08/2022Horário: A partir das 20h

Local: Cineclube Cortina - São Paulo

Atrações: Afrocidade, Nêssa e Melly

Vendas:

sympla.com.br/mostra-salcity-shows-melly-nessa-e-afrocidade 1649358? share_id=0


.: Pantanal: Alcides convida Maria para morar com ele

Foto: Reprodução/TV Globo

Desde que chegou nas terras de José Leôncio (Marcos Palmeira), Alcides (Juliano Cazarré) tem sido estimulado pelo cramulhão, através de Trindade (Gabriel Sater), a colocar em prática seu plano de vingança contra Tenório (Murilo Benício). 

Em cenas que vão ao ar a partir desta quinta-feira, dia 11 de agosto, após conversar com Juma (Alanis Guillen) para garantir que ela está com ele e Muda (Bella Campos) nesta empreitada, a esposa de Tibério (Guito) lhe revela o paradeiro de Maria (Isabel Teixeira). 

Movido pela paixão, mas também pelo desejo de vingança, já que pretende usá-la como isca, Alcides vai ao encontro de Maria na chalana de Eugênio (Almir Sater) e a convida para morar com ele. Enquanto ela pensa na proposta, Alcides volta à tapera e pergunta a Juma se a amada poderia ficar com ela por lá; mas a esposa de Jove (Jesuita Barbosa) nega o pedido. 

Portanto, quando Maria é convencida pelo amigo chalaneiro a partir com Alcides, o destino dos dois só poderia ser um: a fazenda de José Leôncio.

"Pantanal" é escrita por Bruno Luperi, baseada na novela original escrita por Benedito Ruy Barbosa. A direção artística é de Rogério Gomes e Gustavo Fernandez, direção de Walter Carvalho, Davi Alves, Beta Richard, Cristiano Marques e Noa Bressane. A produção é de Luciana Monteiro e Andrea Kelly, e a direção de gênero é de José Luiz Villamarim.

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

.: "A Filha do Guardião do Fogo", de Angeline Boulley: adaptação na Netflix


Thriller premiado chega ao Brasil, com adaptação produzida por Michelle e Barack Obama confirmada na Netflix.

Apontado pela revista Time como um dos melhores livros YA de todos os tempos, "A Filha do Guardião do Fogo" é o primeiro romance de Angeline Boulley, com tradução de Bruna Miranda. Na obra, que chega às livrarias brasileiras em agosto pela editora Intrínseca, a autora constrói uma trama frenética e visceral que aborda temas como luto, racismo, resistência e a presença de drogas nas comunidades indígenas. O thriller ganhará uma adaptação na Netflix realizada pela Higher Ground, produtora de Michelle e Barack Obama.

Desde pequena, Daunis Fontaine se vê dividida entre a família da mãe - branca e conservadora - e a do pai, indígenas da reserva Ojibwe de Sugar Island, no Michigan. Aos dezoito anos, ela sonhava com a nova vida que levaria ao se mudar para cursar a faculdade, bem longe dos boatos sobre sua origem, até uma tragédia na família obrigá-la a adiar os planos.

Quando Jamie, um lindo e talentoso jogador de hóquei, chega à cidade, a jovem sente que a monotonia dos seus dias está prestes a acabar. Mas, ao testemunhar um assassinato perturbador, ela se dá conta de que há algo errado com Jamie, seus amigos e sua comunidade.

De uma hora para outra, Daunis se vê envolvida em uma investigação do FBI sobre uma nova droga que tem feito cada vez mais vítimas. Receosa, ela aceita trabalhar como informante, usando seus conhecimentos de química e da medicina tradicional Ojibwe. Porém, a busca pela verdade se mostra mais perigosa e dolorosa do que ela imaginava, trazendo à tona segredos e abrindo feridas ainda não cicatrizadas. 

Best-seller do jornal The New York Times, "A Filha do Guardião do Fogo" é um thriller impactante, que mergulha nas experiências de uma jovem indígena capaz de tudo para proteger seu povo e sua família. Sucesso de público e de crítica, a obra foi selecionada para o clube do livro da atriz e produtora Reese Witherspoon - um dos mais famosos da atualidade -, além de vencer diversos prêmios, como a Printz Medal, o Morris Award e o Goodreads Choice Awards. Você pode comprar o livro "A Filha do Guardião do Fogo", de Angeline Boulley, neste link.

 
O que disseram sobre o livro

“Um thriller eletrizante e arrebatador.” — The Guardian 

“Uma trama instigante com uma heroína inesquecível.” — Time

Sobre a autora
Angeline Boulley é membro registrado do povo Sault Ste. Marie de indígenas Chippewa e uma contadora de histórias que escreve sobre sua comunidade Ojibwe. Mora no sudoeste de Michigan, mas seu verdadeiro lar sempre será em Sugar Island. Best-seller do jornal The New York Times agraciado com diversos prêmios, entre eles a Printz Medal, A Filha do Guardião do Fogo é seu romance de estreia. Uma adaptação da obra está sendo produzida pela Higher Ground, produtora de Barack e Michelle Obama, e será lançada pela Netflix. Foto: Marcella Hadden.

.: "Bibi, Uma Vida em Musical" retorna para celebrar 100 anos de Bibi Ferreira


Protagonizado por Amanda Acosta e com direção geral de Tadeu Aguiar, espetáculo será apresentado no Teatro Claro. Foto: Ariel Venâncio

Unanimidades costumam ser questionadas, mas há belezas de tal vigor que se impõem acima das diferenças. Bibi Ferreira é uma estrela. O tempo é presente, porque ela permanece cada vez mais importante para a história do teatro brasileiro. Em 2022, ainda mais: é o ano do centenário de uma das maiores atrizes do mundo, rara unanimidade entre seus pares, imprensa e o público.

Bibi. Quatro letras, corpo franzino. Senhora absoluta da cena. Uma vida inteira dedicada aos palcos. Quase 80 anos brilhando em montagens históricas, como "Gota D´Água", "Piaf", "My Fair Lady", "O Homem de la Mancha" e "Alô Dolly", entre outros. Essa trajetória coroada é novamente contada em cena com ‘BIBI, uma vida em musical’, que reestreia em São Paulo em 2 de setembro, no Teatro Claro, após uma temporada vitoriosa no Rio de Janeiro, como parte da celebração do centenário de uma das maiores atrizes brasileiras de todos os tempos.

"Bibi, Uma Vida em Musical" tem texto de Artur Xexéo e Luanna Guimarães, e direção geral de Tadeu Aguiar. Amanda Acosta volta a viver Bibi, em interpretação super premiada (Melhor atriz 2018 - APCA, Bibi Ferreira, Reverência, Cesgranrio, entre outros). O musical tem uma trajetória vitoriosa: 44 prêmios e 110 indicações.  Apresentado pelo Ministério do Turismo e Circuito Cultural Bradesco Seguros, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, o espetáculo é uma realização da Negri e Tinoco Produções Artísticas (‘Excepcionalmente Normal’ e diversos shows de Thereza Tinoco e Áurea Martins).

O musical reúne 17 atores em cena: além de Amanda Acosta, estarão no palco Chris Penna, Gottsha, Simone Centurione, Rosana Penna, João Telles, Fabricio Negri, Carlos Arruza, Carlos Darzé, André Rayol, Julie Duarte, Bela Quadros, Fernanda Misailidis, Flávio Moraes, Larissa Landim, Luísa Vianna, Leonam Moraes, Daruã Góes e Léo Araújo.

“Não consigo lembrar de mim fora de um teatro”. Assim se descrevia Bibi Ferreira, 96 anos de vida e 76 como atriz, cantora, diretora e produtora. A trajetória pessoal e profissional dessa estrela brasileira só poderia ser contada e celebrada levando para o palco o próprio palco, das companhias de comédia, do teatro de revista, dos grandes musicais e do teatro engajado em que ela atuou.

Em "Bibi, Uma Vida em Musical", a história familiar, profissional e amorosa da artista se enredam. A formação em música, dança e línguas estrangeiras foi estimulada pela mãe Aida Izquierdo, bailarina espanhola. A estreia profissional no teatro, aos 19 anos, foi pela mão do pai, o ator Procópio Ferreira, em papel escrito por ele para a filha. Assim, o musical percorre todas as fases da vida de Bibi, da escolha do seu nome, sua preparação para os palcos, os espetáculos musicais como os inesquecíveis "Gota d’Água", de Paulo Pontes e Chico Buarque, "My Fair Lady", "Alô Dolly" e "Piaf, a Vida de Uma Estrela da Canção", seus casamentos, o nascimento da filha única, Tina Ferreira, as viagens para Portugal e Inglaterra a trabalho, a homenagem da escola de samba Viradouro até sua chegada a um teatro da Broadway, aos 90 anos.

O espetáculo celebra ainda o legado de Artur Xexéo, que partiu no ano passado. Um dos maiores jornalistas brasileiros, autor de espetáculos como "Cartola - O Mundo é um Moinho", "Eu Não Posso Lembrar que Te Amei - Dalva e Herivelto", "Hebe, o Musical", era fã confesso e avaliou a importância de Bibi Ferreira na profissionalização do ator no Brasil, em relação ao seu ofício. “No teatro musical, ela foi, sem dúvidas, a primeira atriz brasileira pronta para o gênero. Antes dela, havia as vedetes de revista, não necessariamente atrizes”, diz o coautor do texto.

Sob direção musical de Tony Lucchesi ("A Cor Púrpura", "Eu Não Posso Lembrar que Te Amei - Dalva e Herivelto") o elenco interpreta 33 canções. Cinco delas foram criadas especialmente para o espetáculo, com letra e música de Thereza Tinoco, que já teve composições gravadas por Simone, Ney Matogrosso, Lucinha Araújo, entre outros. Um dos grandes sucessos compostos por Thereza foi a canção "O Viajante", tema do personagem de Tony Ramos, na novela "Baila Comigo", da TV Globo. Thereza compôs ainda para vários espetáculos infantis, como "Fica Combinado Assim", de Herval Rossano, além de dois números musicais para "Bibi in Concert Pop III", a pedido de Bibi Ferreira.

"Bibi, Uma Vida em Musical" tem direção geral de Tadeu Aguiar ("A Cor Púrpura", "Quase Normal", "Ou Tudo ou Nada", "Essa É a Nossa Canção", "4Faces do Amor", "Para Sempre Abba", "Eu Não Posso Lembrar que te Amei - Dalva e Herivelto"). A direção musical é de Tony Lucchesi, com música original de Thereza Tinoco.


Amanda Acosta
Foi integrante do Trem da Alegria, de 1988 a 1992, quando o trio se desfez. Atriz de cinema e TV, ela tem cada vez mais se tornado um dos principais nomes do teatro musical, participando de espetáculos como "Essa é a Nossa Canção", "Baby, o Musical" e "4Faces do Amor", todas sob direção de Tadeu Aguiar. Amanda viveu também no palco outra grande estrela nacional, Carmem Miranda, além de ter interpretado Eliza Doolittle na montagem paulista de "My Fair Lady", de 2006, o mesmo papel que Bibi Ferreira fez na primeira encenação brasileira da peça americana.


Circuito Cultural Bradesco Seguros
www.bradescoseguros.com.br/circuito_cultural

Manter uma política de incentivo à cultura é compromisso permanente do Circuito Cultural Bradesco Seguros. Nos últimos anos, o Grupo Bradesco Seguros orgulha-se de ter patrocinado e apoiado projetos nas áreas de música, dança, artes plásticas, teatro, literatura e exposições, além de outras manifestações artísticas.

Dentre as atrações realizadas recentemente, destacam-se os musicais “Mudança de Hábito”, “Chacrinha, O Musical”, “Elis - A Musical”, “A Família Addams”, “O Rei Leão”, “Bem Sertanejo”, “Les Misérables”, “60 – Década de Arromba”, “Cinderella” e “Wicked”, além da “Série Dell'Arte Concertos Internacionais”, “Ballet Zorba, O Grego” e a exposição “Cavaletes de Cristal de Lina Bo Bardi no MASP”.


Ficha técnica
"Bibi, Uma Vida em Musical"
Autores:
Artur Xexéo e Luanna Guimarães
Direção: Tadeu Aguiar
Direção musical:  Tony Lucchesi
Música original:  Thereza Tinoc
Duração: 165 minutos
Indicação etária: 10 anos
Cenários: Natalia Lana
Figurinos: Ney Madeira e Dani Vidal
Coreografia e direção de movimentos: Sueli Guerra
Desenho de luz: Rogerio Wiltgen
Desenho de som: Gabriel D’Ângelo
Assistência de direção: Flavia Rinaldi
Assistência de coreografia: Olivia Vivone
Assistência de direção musical: Alexandre Queiroz
Assistência de iluminação: Wagner Azevedo
Coordenação  Geral de Produção: Thereza Tinoco
Coordenação de Produção: Gheu Tibério
Produção Executiva: Edgard Jordão
Direção de Produção: Claudia Negri
Assistentes de produção: Magnólia Gomes e Valter Teixeira
Idealização e realização:  Negri e Tinoco Produções

Serviço
Teatro Claro (Shopping Vila Olímpia)
Temporada:
de 2 de setembro a 1 de outubro
Horários: quinta-feira a sábado, às 20h30. Domingo, às 19h.

.: "Condomínio Visniec" reestreia no Teatro Aliança Francesa


O espetáculo "Condomínio Visniec" reestreia no Teatro Aliança Francesa. A montagem é inspirada em seis monólogos do dramaturgo romeno Matéi Visniec. Os personagens, de contornos surrealistas, são criados na encenação pela figura de uma escritora que escreve compulsivamente. Elas trazem à tona a solidão, os desejos, as angústias, as obsessões, os impulsos predatórios e a busca por uma possível redenção.

A direção é de Clara Carvalho e o elenco é composto por Ana Clara Fischer, Dimitri Biá, Felipe Souza, Mônica Rossetto, Rogério Pércore e Suzana Muniz. As sessões são sempre sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 18h, de 12 de agosto até 25 de setembro. O Teatro Aliança Francesa fica na rua General Jardim, 182, Vila Buarque, em São Paulo.

.: Pinacoteca Benedicto Calixto recebe exposição inédita "Olha pra Mim"


A Pinacoteca Benedicto Calixto recebe exposição inédita na Baixada Santista do projeto "Olha pra Mim". A exposição fica em cartaz até 29 de agosto. O fotógrafo Thiago Santos fotografou olhares anônimos e famosos como Anitta, Caetano Veloso, Criolo, Elza Soares, Ivete Sangalo, Nara Couto, Liniker, Luedji Luna e Sabrina Sato para o projeto.

A mostra, inédita na Baixada Santista, também tem frases que convidam o visitante à reflexão, como “Fecha os olhos. Agora abre”, de Mateus Solano e “O que importa é que a gente reconhece e se reconhece em cada olhar. Em cada troca de olhares”, de Astrid Fontenelle. O projeto tem como objetivo igualar todas as pessoas fotografadas, independente da personalidade, classe social, religião, gênero ou caráter, para mostrar que, apesar de muitas diferenças, todos são iguais. 

Entre as frases que convidam à reflexão estão: "Olha pra mim! Olha bem no fundo dos meus olhos se tiver coragem de se despir de todo pré-conceito. Olha pra mim para me enxergar como sou de verdade, pois seu olhar não me veste", de Preta Ferreira, e "O olhar é o panorama da alma, o espelho de cada um, o poço das emoções, a luz e a escuridão", de Otto. 

Todo o material é resultado de viagens de Santos para diferentes partes do mundo como Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Belém do Pará, Santa Maria - RS, Salvador, Portugal, França, Espanha, Índia e Argentina. A exposição e o livro são realizados por meio do Programa de Ação Cultural do PROAC/ICMS – (Programa de Ação Cultural) do Governo do Estado de São Paulo. Até dia 29 de agosto, com entrada gratuita, de terça a domingo, das 9h às 18h. A Pinacoteca Benedicto Calixto fica na Av. Bartolomeu de Gusmão, 15, em Santos.

terça-feira, 9 de agosto de 2022

.: Homenagem a Olivia Newton-John: os sonhos não envelhecem



Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

Tomei emprestada a frase que Marcio Borges usou para a melodia de Milton Nascimento e Lô Borges no título desse texto em homenagem a Olivia Newton-John. Porque creio que resume bem o sentimento que todos os fãs tiveram em relação a sua partida, ocorrida na última segunda-feira, dia 8 de agosto. Felizmente ela foi em paz, junto com a família, que recebeu o carinho de várias partes do mundo, inclusive do Brasil.

Olivia se foi depois de passar por duros e longos tratamentos contra o câncer que se manifestou em tempos diferentes de sua vida. Tinha 73 anos, mas ainda conservava o mesmo ar angelical daquela cantora que acabou sendo escalada para protagonizar o filme "Grease - Nos Tempos da Brilhantina" na segunda metade dos anos 70.

Quem não se lembra da doce Sandy que acabou formando o par perfeito com Danny Zucko, interpretado pelo amigo John Travolta? A trilha desse filme tinha pelo menos dois clássicos cantados pela dupla: "Summer Nights" e  "You´re The One That I Want". Ambas tocaram bastante nas rádios. Nessa época ela foi o crush de muitos adolescentes que hoje em dia são senhores com mais de 50 anos

Depois desse filme ainda viriam outros hits radiofônicos, como "A Little More Love", "Physical" e a trilha do filme "Xanadu", que não fez o mesmo sucesso que "Grease", mas tinha canções marcantes que até hoje estão no inconsciente popular ("Magic" e a canção título do filme são dois exemplos).

Curiosamente, depois dessa época áurea, pouco se ouviu de Olívia nas rádios. Não que ela não estivesse lançando discos. Continuou gravando ótimos trabalhos, mas de uma certa forma se afastou da mídia. Alguns de seus álbuns nem foram lançados no Brasil. Estrelou até outro filme com John Travolta, mas sem o mesmo impacto de "Grease".

Contudo, isso não conseguiu apagar a lembrança daquele ar jovial que ela tinha nos anos 70. Nem mesmo a sua partida precoce. Foi como se o passado se unisse ao presente e resgatasse aquela doce Sandy na nossa mente. Realmente, o Marcio Borges tinha razão: "os sonhos não envelhecem jamais".

"You´re The One That I Want"

"A Little More Love"

"Xanadu"


.: "A Morte de Vivek Oji", um romance sobre personas sexuais na sociedade


Sensação da nova ficção nigeriana, livro de Akwaeke Emezi é irresistivelmente contemporâneo e propõe um olhar apurado sobre o amadurecimento, a sexualidade, o luto e o amor.

Enredo fluido, conduzido a partir de idas e vindas temporais e múltiplas perspectivas, o livro "A Morte de Vivek Oji", de Akwaeke Emezi, sensação da nova ficção nigeriana, acompanha as vidas de personagens que orbitam ao redor de Vivek, cuja morte é anunciada já no título, mas que só com o avançar da trama é possível entenders como ela se deu e o que significa. 

O livro lançado pela editora Todavia apresenta uma narrativa de descobertas e reinvenções, atravessada por questões de gênero que ora são profundamente desconhecidas, ora bastante familiares, tudo magistralmente orquestrado numa obra de autoria não binária que, na prática, é uma excelente resposta a quem ainda hoje insiste em reduzir existências trans a uma história única. 

Inúmeros estranhamentos nos tomam quando mergulhamos em "A Morte de Vivek Oji", o que não quer dizer que a obra será de difícil compreensão. Estranhamentos com os nomes próprios, muito distintos dos que usamos por aqui e que só com o avançar da leitura descobriremos se se referem a homens ou mulheres, como Osita, Kavita, Chika, Vivek, Nnemdi e outros tantos.

Com os termos inusitados que aparecem por todo o romance, sobretudo nos diálogos, mas não apenas neles, como "abeg", "nna mehn", "nko" etc. Estranhamentos com questões culturais, indicativos da pouca intimidade que temos com a(s) história(s) da Nigéria, como no caso das Nigesposas. No entanto, a despeito desses estranhamentos, será difícil abandonar a leitura. 

Escrito com sensibilidade e graça, este romance apresenta um olhar apurado sobre o amadurecimento, a sexualidade, o luto e o amor. Você pode comprar o livro "A Morte de Vivek Oji", de Akwaeke Emezi, neste link.

Sobre a autora
Akwaeke Emezi nasceu em 1987, na Nigéria. Identifica-se como Ọgbanje (espírito intruso que nasce em forma humana e resulta em um terceiro gênero). Publicou "Água Doce" e "Pet".


.: The Killers lançam single "boy" e começam turnê

The Killers. Foto: Anton Corbijn. A partir da esquerda: Ronnie Vannucci, Brandon Flowers, Dave Keuning

 

Don't overthink it, boy/ White arrows will break

The black night / Don't overthink it, boy


The Killers estão fazendo seu primeiro lançamento inédito após o sétimo album, “Pressure Machine”, lançado no ano passado. O single “boy” será disponibilizado em todas as DSPs. Composta pelo frontman Brandon Flowers, a canção é um retorno da banda aos hinos que levantam estádios. Ela foi tocada ao vivo pela primeira vez no mês passado, no Mad Cool Festival, em Madri, na Espanha. Segundo Flowers, “boy” foi composta antes do material de “Pressure Machine”, e foram os temas explorados na música que levaram The Killers aos caminhos seguidos para compor e gravar o álbum.

Flowers desenvolve: “Foi a primeira canção escrita depois que tivemos que cancelar a turnê Imploding The Mirage, por causa da pandemia. Eu tinha me mudado para Utah havia pouco tempo e estava começando a fazer viagens a Nephi, onde cresci. O lugar de onde eu queria fugir tão desesperadamente quando tinha 16 anos agora era um lugar ao qual eu não conseguia parar de voltar. Tenho um filho chegando perto da idade que eu tinha naquela época. Com “boy”, tento voltar e dizer a mim mesmo e a meu filho para não pensar demais nas coisas. E procurar as ‘flechas brancas’ (‘white arrows’) nas suas vidas. Hoje, pra mim, as flechas brancas são minha mulher, meus filhos, minhas canções e o palco.

Produzida por The Killers, Stuart Price e Shawn Everett, a nova faixa chega após uma recente turnê por estádios do Reino Unido. A excursão foi vista por mais de 400 mil fãs e incluiu duas noites de euforia coletiva no Emirate Stadium de Londres.

“boy” chega pouco antes de uma nova turnê por estádios e arenas da América do Norte, a maior da banda em toda sua carreira. Ela começa em 19 de agosto na Rogers Arena, em Vancouver, no Canadá.

Streaming: umusicbrazil.lnk.to/KBoy

Lyric video de "boy"




.: Os livros de Jô Soares que não podem faltar na sua biblioteca

Jô Soares, um dos homens mais inteligentes e carismáticos que o Brasil já teve, em performance no palco do "Programa do Jô". Foto: Zé Paulo Cardeal/TV Globo

José Eugênio Soares, conhecido nacionalmente como Jô Soares, nasceu no Rio de Janeiro em 1938. Comediante, humorista, dramaturgo e romancista, foi também um dos mais importantes entrevistadores da televisão brasileira. Em 60 anos de carreira, representou mais de 200 personagens humorísticos e criou dezenas de bordões que entraram para o repertório oficial do Brasil.

Durante 28 anos de talk show - "Jô Soares Onze e Meia", no SBT, e "Programa do Jô", na TV Globo - ele fez mais de 14 mil entrevistas. Apresentou oito espetáculos solos em longas temporadas, dirigiu 24 peças de teatro e fez dez peças como ator. Escreveu oito livros que já venderam centenas de milhares de exemplares no mercado brasileiro, tendo sido traduzidos em vários países, entre eles Estados Unidos, França, Itália, Japão e Argentina.

Consagrou-se escrevendo romances policiais, como "O Xangô de Baker Street" e "O Homem que Matou Getúlio Vargas". Além do mistério, característico do gênero, suas tramas traziam um humor sutil e diversos personagens e elementos da nossa cultura. Entre 2017 e 2018, também publicou os dois volumes de sua "Autobiografia Desautorizada: O Livro de Jô", escrita em parceria com Matinas Suzuki Jr. Nela, narra com humor os bastidores dos episódios que nesses 84 anos fizeram dele um dos maiores artistas brasileiros.

“Multipliquem esses números pela quantidade de profissionais que trabalharam comigo ao longo desses anos. Impossível lembrar de tudo e de todos. A única certeza é que eu não teria feito nada disso sozinho. Eu sou o conjunto dessas pessoas - e felizmente sou gordo o bastante pra que todas caibam no meu corpinho", escreveu Jô no segundo volume de “O Livro de Jô”, obra em que compartilha suas memórias. Abaixo, saiba mais sobre as obras de Jô Soares:


"O Xangô de Baker Street" (1995)
Neste livro hilariante, Jô Soares alia uma rigorosa pesquisa histórica sobre a vida no Rio de Janeiro do Segundo Reinado à sua inventividade sem fronteiras. Romance "cômico-policial", "O X0angô de Baker Street" constitui uma engraçada mistura de cenário muito preciso do passado - a capital do país por ocasião da primeira visita da legendária atriz francesa Sarah Bernhardt -, figuras conhecidas da história política e cultural do país - como Olavo Bilac, Chiquinha Gonzaga, Paula Nei, d. Pedro II -, e personagens de ficção - Sherlock Holmes e o indefectível dr. Watson, importados para desvendar o desaparecimento inconveniente de um violino Stradivarius que deixara o imperador em sérios apuros. Você pode comprar o livro neste link.


"O Homem que Matou Getúlio Vargas" (1998)
Biografia de um anarquista fictício que, entre 1914 e 1954, percorre várias partes do mundo para cumprir uma gloriosa e desastrada missão: matar tiranos. Romance em que até a História (a verdadeira) parece coisa de humorista. Você pode comprar o livro neste link.


"Assassinatos na Academia Brasileira de Letras" (2005)
Tudo parece bem no Rio de Janeiro da década de 1920 - menos para os imortais da Academia Brasileira de Letras, que começam a tombar mortos, um depois do outro. O comissário Machado Machado está obstinado em provar que os crimes não são mera coincidência, mas obra de um assassino. Neste romance, Jô Soares (e o leitor) revisita uma deliciosa época da então capital do país e seus tipos exóticos e burlescos. Você pode comprar o livro neste link.


"As Esganadas" (2011)
Rio, 1938. Um perigoso assassino está à solta nas ruas. Seu alvo: mulheres jovens, bonitas e... gordas. Sua arma: irresistíveis doces portugueses. Ele mata sem piedade suas vítimas, e depois expõe seus cadáveres acintosamente, escarnecendo das autoridades. Com a verve que lhe é característica, Jô consegue realizar a façanha de narrar uma série de crimes brutais, com requintes inimagináveis de crueldade, e deixar o leitor com um sorriso satisfeito nos lábios. Você pode comprar o livro neste link. 


"O Livro de Jô - Uma Biografia Desautorizada - Volume 1" (2017)
Com verve mais afiada do que nunca, Jô Soares compartilha sua trajetória de astro midiático num livro de memórias escrito para fazer rir, chorar e, sobretudo, não esquecer. O primeiro volume resgata fatos, lugares e pessoas marcantes da juventude de Jô e reconstitui seus primeiros passos no mundo dos espetáculos, nas décadas de 1950 e 1960. Entre a infância dourada no Copacabana Palace e a dura conquista do estrelato, acompanhamos o autor do nascimento aos trinta anos. Você pode comprar o livro neste link.


"O Livro de Jô - 
Uma Biografia Desautorizada - Volume 2" (2018)
No volume 2 desta autobiografia desautorizada, revela como chegou a distribuir hóstias ao lado de Dom Hélder Câmara, sua vida de motoqueiro encerrada com dois acidentes, o processo que sofreu durante o período da presidência do general Emílio Garrastazu Médici (e como foi absolvido com um testemunho do poeta Carlos Drummond de Andrade), a saída para o SBT no auge do sucesso na Globo, os casamentos, a perda do filho Rafael, além de sua admiração profunda por figuras – gordas – como Orson Welles e Winston Churchill. Mas, mais do que tudo, o leitor se deliciará novamente com as histórias dele e dos outros, contadas com o melhor da verve de Jô Soares. Você pode comprar o livro neste link.

.: Crítica musical: o retrato em branco e preto de Alba Mariah


Por Helder Bentes, professor e crítico de literatura.

Chico Buarque é um dos maiores compositores em língua portuguesa. Sua obra é literária por excelência. Se na literatura Machado de Assis chancela nossa independência, Chico Buarque a sacramenta definitivamente, reaproximando poesia e música, como os trovadores medievais, explorando as propriedades rítmicas da linguagem e imprimindo ao nosso cancioneiro popular uma arte universal, baseada nos recursos funcionais e figurativos de nosso idioma.

Tanto que em 2019, ele foi contemplado com a maior comenda de produção literária em língua portuguesa, o prêmio Camões. Chico é então fonte de inspiração para o trabalho de outros grandes artistas. Mas dentre os que o tomam como matéria-prima de sua interpretação, aqui em Belém, ninguém consegue dar vida aos eus-líricos das canções de Chico Buarque como a cantora Alba Mariah, nossa Albinha, como é carinhosamente chamada pelos boêmios paraenses.

Após uma temporada no teatro Heleny Gauriba, em São Paulo, Alba volta a Belém com o show "Retrato em Branco e Preto", em homenagem aos 78 anos de Chico Buarque. Ao lado do pianista Paulo José Campos de Melo e com participação especial de artistas convidados, Alba apresenta-se no próximo dia 13 de agosto de 2022, a partir das 22h30, na Confraria Dom.

No repertório, só composições de Chico Buarque, na voz afinadíssima e plena de Alba Mariah, que dá vida aos eus-líricos de "Futuros Amantes", "Retrato em Branco e Preto", "Folhetim", "Meu Guri", "Trocando em Miúdos", "Olhos nos Olhos", "Atrás da Porta", "O Meu Amor", "Geni e o Zepelim" e outras belíssimas composições de Chico, com novas releituras e a interpretação genuína e encantadora.

Destaque para a interpretação da personagem "Terezinha", que narra seu histórico de vida amorosa com os homens, com o qual toda mulher se identifica, pois os homens de Terezinha agradam-na com presentes, tentam conquistá-la com vantagens; ou tentam relacionamentos abusivos; ou simplesmente acontecem e a conquistam.

Incorporando eus-líricos masculinos, Alba Mariah dá um show de dramaturgia, cantando "A Rita" e "Samba do Grande Amor". Em ambas fazendo um homem abandonado por seu amor e desiludido com o amor romântico, no reverso do que fizera Chico Buarque, ao seguir o trovador das cantigas de amigo medievais, onde os compositores cantavam eus-líricos femininos. O show traz outros números do cancioneiro de Chico, mas não vou entregar-lhes tudo aqui. Vão lá assistir ao show. Ninguém vai se arrepender.

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

.: Crítica: "O Palestrante" é comédia brasileira de primeira


Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em agosto de 2022 


"O Palestrante", em cartaz nos Cinemas Cineflix, começa da pior forma possível para Guilherme Assis (Fábio Porchat) que recusa o almoço e descontração com os amigos do trabalho para cumprir uma ordem antecipada pelo patrão. Apesar de todo esforço, é demitido e ao chegar em casa descobre que a mulher está esvaziando o apartamento e o abandonando. Contudo, vê a sorte virar no dia seguinte quando o típico homem perto da terceira idade que só fala por meio de trocadilhos, geralmente, de cunho sexual, o chefe, no escritório, pela manhã, falece. 

Assim, para todos os efeitos, Guilherme continua empregado. Sem ninguém mais dali sabendo que foi dispensado, guarda o segredo e desfruta de uma viagem de avião. Atrasado, embarca e senta ao lado  de Manoel (Evandro Mesquita) um homem que o questiona sobre a maior loucura já feita na vida. Sem uma resposta plausível, Guilherme, um homem engravatado com cabelo arrumadinho para o lado, fica intrigado com tal desafio. Esta era a provocação que ele precisava!

No aeroporto, vê duas plaquinhas, a com o nome dele feita com caneta, em papel de caderno, e outra toda personalizada. Sem voltar atrás, faz uma escolha um tanto que insana, segue com Denise (Dani Calabresa) e diz ser Marcelo Gonçalves, um palestrante motivacional. Logo, para a contratante, criadora da tomada de três pinos, odiada pelos funcionários, assim como para todos os participantes do evento que o aguardam no hotel, Guilherme é Marcelo. 

No entanto, o trio de amigos interpretado por Paulo Vieira, Miá Melo e Otávio Muller, inicialmente, não se engana com o farsante e resiste a tudo o que ele diz, e consegue apoio do motorista Josué (Antônio Tabet). Afinal, por uma confusão na recepção de uma mensagem entre os dois, o falso Marcelo deixa escapar a verdade sobre não ser o verdadeiro palestrante. Em troca de silêncio, ele é obrigado a deixar Josué usufruir do quarto em que está hospedado. 

É o motorista, que faz uso de cantadas ridículas e atrai a atenção de Márcia, a personagem de Maria Clara Gueiros, que, por vezes, apimenta a trama, mas sempre com muita comicidade. O texto do longa é indiscutivelmente excelente. Solto e sagaz. Tudo nele está na medida certa fazendo com que a história evolua fazendo rir, mas sem perder a parte do romance, seja entre o falso Marcelo e Denise ou algo mais caliente com Márcia e Josué. 

Quando é para fazer graça, ninguém do elenco deixa a desejar. Tudo contribui para com que "O Palestrante" seja uma comédia brasileira de primeira. Faz rir e gargalhar naturalmente. A produção que ainda apresenta uma fotografia bonita, é dirigida por Marcelo Antunez e roteirizado por Cláudia Jouvin e Fábio Porchat é definitivamente imperdível!

Em parceria com a rede Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - uma oportunidade para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link.

Filme: "O Palestrante" ("O Palestrante")

Duração: 1h44

Gênero: comédia

Diretor: Marcelo Antunez

Roteiro: Cláudia Jouvin e Fábio Porchat

Classificação: 14 anos

Elenco: Fábio Porchat (Guilherme), Dani Calabresa (Denise), Miá Mello (Mari), Letícia Lima (Luciana), Evandro Mesquita (Manoel), Antonio Tabet, Otávio Muller, Maria Clara Gueiros (Márcia),  Rodrigo Pandolfo (Flávio), Ernani Moraes (Roberto), Débora Lamm (Neide), Simone Mazzer (Mãe Adenilson), Camillo Borges (Helio), Luciano Vidigal (Adenilson), Breno de Filippo, Saulo Arcoverde (Rodrigson), Paulo Vieira

Mary Ellen Farias dos Santos, editora do portal cultural www.resenhando.com. É jornalista, professora e roteirista. Twitter: @maryellenfsm


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