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Abáz, Marcus Groza e Leonardo Piana, vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2025, durante o lançamento dos livros no Rio de Janeiro. Foto: Alexandre Brum
O lançamento dos livros vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2025, realizado na última segunda-feira, dia 15 de dezembro, no Rio de Janeiro, foi mais do que a apresentação de três títulos ao mercado editorial. Foi, sobretudo, a celebração de um rito de passagem: o momento em que a escrita deixa o território íntimo do inédito e passa a circular, ganhar leitores, provocar encontros. Chegam agora ao público o romance “Goiás”, do paulista Marcus Groza; a coletânea de contos “Massaranduba”, do baiano Abáz; e o livro de poemas “Escalar Cansa”, do mineiro Leonardo Piana. São obras distintas em forma, tom e percurso, mas unidas pelo mesmo ponto de partida: o Prêmio Sesc de Literatura, um dos mais importantes reconhecimentos voltados a autores inéditos no Brasil.
A alegria do primeiro livro impresso atravessou os depoimentos dos vencedores. Abáz, contemplado na categoria Conto, destacou a dimensão afetiva e simbólica do prêmio. Para ele, a possibilidade de circular pelo país e dialogar diretamente com leitores marca o verdadeiro início da trajetória literária. “Agora que tenho um livro nas mãos, estou muito ansioso para trocar experiências e conversar com os leitores”, afirmou.
Já Marcus Groza, vencedor na categoria Romance, refletiu sobre o gesto solitário da escrita e o desejo de compartilhamento que se impõe quando o texto ganha o mundo. “Se uma pessoa ressoar algo das emoções que tentei transmitir no livro, será muito gratificante”, disse, apontando para o que talvez seja o sentido mais profundo da literatura: criar vínculos invisíveis entre quem escreve e quem lê.
Na poesia, Leonardo Piana falou da expectativa de ver seus versos em circulação e da experiência de percorrer o Brasil ao lado do Sesc. “Esse contato é muito especial para mim”, comentou, antecipando o diálogo que se estabelece quando o poema encontra sua escuta.
O evento reuniu leitura de trechos das obras, interpretados por estudantes da Escola Sesc de Artes Dramáticas, uma roda de conversa mediada pela escritora Eliana Alves Cruz - integrante da comissão julgadora desta edição - e sessão de autógrafos. Um encontro que reforçou o caráter formativo e público do prêmio, pensado não apenas como distinção, mas como política cultural de acesso à literatura.
Os livros vencedores já estão disponíveis em livrarias físicas e online de todo o país e também serão distribuídos pela rede de bibliotecas e escolas do Sesc, ampliando o alcance das obras e consolidando o compromisso do projeto com a democratização da leitura. A edição de 2025 recebeu 2.451 originais, distribuídos entre poesia, conto e romance, números que revelam a vitalidade da produção literária contemporânea no Brasil.
Publicados pela Editora Senac Rio, os autores vencedores receberam prêmio em dinheiro no valor de R$ 30 mil cada. Também foram concedidas menções honrosas a Lúcio Cordeiro, Lucas Alves e Eduardo Marques, finalistas nas categorias, incluindo a premiação destinada a trabalhadores e trabalhadoras do comércio de bens, serviços e turismo.
Criado em 2003, o Prêmio Sesc de Literatura já recebeu cerca de 24 mil originais e revelou ao mercado editorial 43 novos autores. Comissões julgadoras formadas por escritores, jornalistas e críticos literários de diferentes regiões do país avaliam os trabalhos sob rigoroso anonimato, garantindo independência e mérito literário como critérios soberanos. Um percurso que começa no silêncio da escrita e encontra, no livro publicado, a possibilidade de permanência.
Livros vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2025
Romance: “Goiás”, de Marcus Groza
Conto: “Massaranduba”, de Abáz
Poesia: “Escalar cansa”, de Leonardo Piana
Disponibilidade: livrarias físicas e on-line em todo o Brasil e rede de bibliotecas e escolas do Sesc
Próxima edição – inscrições
Período: de 2 de fevereiro a 2 de março de 2026
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#PremioSescDeLiteratura #MarcusGroza #Abaz #EscalarCansa #LeonardoPiana
Depois de transformar em cena figuras centrais da cultura brasileira, como Silvio Santos e Ney Matogrosso, Marília Toledo e Emílio Boechat voltam a unir forças para prestar homenagem a uma artista cuja voz atravessou gerações, estéticas e disputas simbólicas da música popular brasileira. "Gal, o Musical" estreia no dia 6 de março de 2026, no 033 Rooftop, no Complexo JK Iguatemi, em São Paulo, e permanece em cartaz até 10 de maio, integrando a programação comemorativa dos dez anos do Teatro Santander, que serão celebrados em 2026.
Idealizado por Marília Toledo, que também assina o texto e a direção ao lado de Kleber Montanheiro, o espetáculo propõe um mergulho profundo na trajetória de Maria da Graça Costa Penna Burgos, nascida em Salvador, em 26 de setembro de 1945, e que o Brasil aprenderia a chamar simplesmente de Gal. Mais do que revisitar fatos biográficos, o musical se interessa pelo percurso íntimo, simbólico e artístico que transformou Gal Costa na musa da Tropicália, em um ícone feminista e em uma das maiores intérpretes do século XX, reconhecida internacionalmente - a cantora foi eleita pela revista Time como uma das dez maiores vozes femininas do mundo.
A dramaturgia começou a ser gestada em janeiro de 2024, quando Marília Toledo entrou em contato com o livro "A Todo Vapor - O Tropicalismo Segundo Gal", de Taissa Maia. A leitura acendeu o desejo de colocar no centro da narrativa uma protagonista feminina, após uma sequência de obras dedicadas a artistas homens. “Sem sombra de dúvidas, a história de Gal é a que mais se aproxima da minha essência”, afirma a autora e diretora, que encontrou na trajetória da cantora uma chave potente para falar de arte, liberdade e resistência.
Outro pilar conceitual do musical é "A Jornada da Heroína", da psicóloga junguiana Maureen Murdock, que propõe um percurso feminino distinto da narrativa clássica do herói. A equipe contou ainda com a colaboração do pesquisador Tallys Braga, responsável por uma biografia oficial da artista. A partir dessas referências, Gal, o Musical se afasta da ideia de uma sucessão cronológica de sucessos para apostar em uma abordagem psicológica, simbólica e assumidamente feminista.
Como destaca Emílio Boechat, a intenção nunca foi apenas recontar a história de Gal, mas reposicionar seu papel dentro da Tropicália e da música brasileira. “O livro da Taissa Maia defende que a participação de Gal foi muito maior do que a nossa imprensa machista e patriarcal gostaria de admitir. A partir disso, entendemos que o musical precisava ir além da cronologia e mergulhar em um prisma mais profundo, menos factual e mais sensível”, explica o autor.
A trama acompanha momentos decisivos da vida da artista: a infância em Salvador e a relação com a mãe solo, Mariah; o encontro com Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil e Tom Zé, ainda no Teatro Vila Velha; o início da carreira e a parceria com o empresário Guilherme Araújo; e a adoção do filho Gabriel, em 2008. Esses episódios são atravessados por canções que marcaram época e ajudaram a definir o imaginário afetivo do país, como “Força Estranha”, “Baby”, “Divino, Maravilhoso”, “Vaca Profana”, “Azul”, “Vapor Barato”, “Sorte”, “Brasil” e “Balancê”.
No espetáculo, a música não funciona como ilustração, mas como matéria dramatúrgica. “As canções expressam sentimentos e ajudam a contar a história de maneira mais musical do que narrativa”, observa Marília Toledo. Segundo ela, os grandes hits estão presentes, ainda que o espetáculo reserve algumas surpresas ao público. A encenação nasce do diálogo constante entre Marília Toledo e Kleber Montanheiro, parceiro de longa data da diretora.
A escolha se justifica pela visão ampla de Montanheiro, que reúne experiência como ator, cenógrafo, figurinista, iluminador e diretor. “Ele olha para todas as etapas do fazer teatral, e isso sempre me encantou”, comenta Marília. Para Montanheiro, dividir a direção de um espetáculo sobre Gal Costa com uma mulher era não apenas coerente, mas necessário. “Gal foi uma artista que resistiu ao seu tempo e quebrou padrões. Não faria sentido contar essa história sem uma parceria feminina na direção”, afirma.
A cenografia, assinada por Carmen Guerra, transforma o 033 Rooftop em uma experiência imersiva. Inspirado nas instalações de Hélio Oiticica, o espaço sugere ambientes e estados emocionais por meio de elementos plásticos e artísticos, convidando o público a ocupar a cena junto com os intérpretes. Os figurinos, criados por Montanheiro, atravessam a segunda metade do século XX e funcionam como uma camada adicional de dramaturgia, acompanhando as transformações estéticas e simbólicas da artista ao longo do tempo.
A direção musical e os arranjos são de Daniel Rocha, que partiu de transcrições dos arranjos originais com adaptações pensadas para a cena. A montagem também dialoga com o universo espiritual e cultural que atravessa a obra de Gal, incorporando referências ao Candomblé, aos Orixás e às manifestações da cultura popular brasileira. As coreografias e a direção de movimento, assinadas por Semadha S Rodrigues, incluem ainda a presença da LIBRAS, ampliando o campo sensorial e comunicativo do espetáculo. Com produção da Paris Cultural e apresentação da Esfera, Gal, o Musical se anuncia como uma celebração da artista e, ao mesmo tempo, como um gesto político e poético: o de recolocar Gal Costa no centro de sua própria história, como mulher, criadora e voz que ajudou a reinventar a música brasileira.
Serviço
"Gal, o Musical", de Marília Toledo e Emílio Boechat
Temporada: 6 de março a 10 de maio de 2026
Horários: sextas-feiras, às 20h30. Sábados, às 16h30 e 20h30. Domingos, às 15h30 e 19h30.
Duração: 2h30, com intervalo
Primeiro ato: 1h15. Intervalo: 15 minutos. Segundo ato: 1h00.
Local: 033 Rooftop | Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041, Itaim Bibi, São Paulo – Complexo JK Iguatemi
Classificação etária: 14 anos. Menores de 14 anos apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais.
Setores e valores:
Mesa: de R$ 150,00 (meia) a R$ 300,00 (inteira)
Bistrô Alto: de R$ 125,00 (meia) a R$ 250,00 (inteira)
Plateia: R$ 100,00 (meia) e R$ 200,00 (inteira)
Popular: R$ 25,00 (meia) e R$ 50,00 (inteira)
Clientes Santander têm 30% de desconto nos ingressos inteiros, limitados a dois ingressos por CPF, conforme disponibilidade e regulamento.
Ingressos:
Internet: www.sympla.com.br
Bilheteria física:
Teatro Santander
Funcionamento: todos os dias, das 12h às 18h. Em dias de espetáculo, até o início da apresentação.
A bilheteria conta com totem de autoatendimento para compras sem taxa de conveniência, 24 horas por dia.
Descontos:
Meia-entrada: 50% de desconto, mediante apresentação de documento previsto em lei.
Cliente Santander: 30% de desconto, limitado a 20% da lotação do teatro, não cumulativo com meia-entrada, conforme legislação vigente.
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#GalOMusical #GalCosta #teatro #musical #teatromusical
Formada em 2024 na cena de São Paulo, a Mental Trigger surge com o propósito de dar voz às emoções mais viscerais e profundas. O grupo canaliza a energia crua do metalcore em cada nota, verso e grito, incorporando ainda influências de deathcore, new metal, djent e groove metal para criar uma sonoridade interessante.
A banda é integrada por Luis Bom Angelo (vocal), João Pedro Surian (bateria), Gustavo Aliberti (guitarra), Luiz Barreto (guitarra) e Raphael Esteves (baixo) que carregam em seus DNAs a força da inovação e intensidade emocional que marcam o metal contemporâneo.
Com oito faixas autorais e uma faixa bônus especial - um cover poderoso de “Perry Mason”, de Ozzy Osbourne - o álbum presta homenagem ao ícone do metal, falecido em julho deste ano, revisitando sua obra com respeito, agressividade e identidade própria. Produzido por Ryu Morita, o álbum foi gravado na capital paulista, foi mixado por João Felipe Favaro e masterizado por João Pedro Surian. A identidade visual do projeto ganha vida pelas mãos de Gustavo Aliberti, que assina a arte de capa.
Mental Trigger - "Where Angels Sin"
Qual é a importância da Ellen para o desfecho dessa história?
Camila Pitanga - Eu acho que a Ellen vem com a missão de dar uma perturbada no coração da Leo (Clara Moneke). Ela vai, de alguma maneira, ter uma situação de disputa, de mistério, de desvendamento e de muito amor também. Acho que a Ellen vem para trazer alegria para essa criança que ama, que sempre foi criada renovando o vínculo com a sua mãe, mas com novas relações. A família Boaz ama muito a Sofia (Elis Cabral). Então, acho que o público vai ficar com o coração dividido. Essa mãe ama a filha, mas também é uma personagem contraditória, que faz coisas erradas. Por isso, vou entender a torcida contra a Ellen, mas eu estou ali, com meu coração inteiro, a favor de Ellen, mas também a favor do gosto do público, que é o redentor.
Ela retorna mostrando um lado que ninguém conhecia. Como você descreve a Ellen?
Camila Pitanga - A Ellen tem essa dualidade de ser alguém que ama de verdade, mas que teve de sublimar o seu próprio amor em face do que ela considerou melhor para a filha dela. E acho que ela vai trazer múltiplas leituras, porque também é alguém que aplica golpes, que faz coisas erradas. Então, é para o público ficar dividido, torcer, discutir, pensar. Mas, se fosse para definir, ela é alguém que ama de verdade, alguém que realmente nutre um amor verdadeiro pela filha, mas que tem muitas contradições. Uma pessoa humana com muitas falhas.
Fale sobre a relação dela com Hudson.
Camila Pitanga - Um casal trambiqueiro, golpista, cambalacheiro. A Ellen faz cambalachos e ama o Hudson (Emílio Dantas). Eles aplicam golpes, e o Hudson respeita muito o amor que a Ellen tem pela Sofia (Elis Cabral). O que leva a Ellen a voltar à filha é descobrir que o Vanderson (Armando Babaioff) morreu e que agora a filha está protegida da violência que ela própria foi submetida no passado. E que ela, em favor do amor e da proteção da filha, precisou desaparecer. Essa foi a escolha triste, difícil, dolorosa feita pela Ellen. Mas agora ela retorna para amar essa filha. E o Hudson respeita muito isso. Então, a gente vai ver flashbacks que contam a história de como eles se conheceram. Foi um prazer imenso trabalhar com o Emílio, esse cara gente boa, paizão, apaixonado pelos filhos, pela família dele. Está sendo muito legal trabalhar com ele.
Como tem sido contracenar com Elis Cabral e Theo Matos?
Camila Pitanga - Contracenar com a Elis e com o Theo está sendo um sonho, porque são dois seres de tanta luz. São duas crianças, então a gente dá vazão ao lúdico, a campeonato de desenhos, a contar piadas. Mas ao mesmo tempo a gente passa o texto, se ajuda para concentrar. Porque, se deixar eu, Emílio, Elis e Theo juntos viramos quatro crianças, mas a gente se diverte, se curte, se admira. Está sendo muito prazeroso, uma honra enorme poder acompanhar de pertinho duas crianças que são muito amadas, que têm famílias lindas, que realmente abraçaram e são abraçadas pela família da novela.
Como foi a construção para dar vida a Ellen?
Camila Pitanga - Foi deixar o coração vazar e também se divertir. Eu estou pegando a reta final da novela e vim com alegria, com alegria de gostar de jogar, de brincar com os atores, com a equipe técnica. A sorte de poder estar junto e comungar desse projeto tão lindo, tão feliz, que já está fazendo o maior sucesso, e poder somar nessa reta final. Foi uma honra contracenar com Tony Ramos e, pela primeira vez, com a Cláudia Abreu, uma atriz fantástica, amada pelo Brasil e por mim, sempre admirei o trabalho dela. E estar numa novela protagonizada por Clara Moneke é um luxo, é uma honra.
Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com
Em dezembro de 2025
O drama "Uma Jornada de Bicicleta", exibido durante o Festival de Cinema Francês do Brasil de 2025, na Cineflix Cinemas de Santos, uma história de família, focada num pai e filho, mas que firma uma linda amizade. Assim, no road movie de fotografia impecável Mathias (Mathias Mlekuz, de "O Americano Tranqüilo") e Philippe (Philippe Rebbot, de "Terapia nas Montanhas") vão cruzando cidades da Europa e saindo do país, ou seja, de La Rochelle até Istambul, Turquia.
Os dois, cada um numa bicicleta, levam um cachorrinho sentido a uma aventura em que a memória acaba sendo o verdadeiro guia, uma vez que conforme avançam até o ponto final, refazem caminhos e registram a passagem no mesmo lugar do filho de Mathias, Youri, já falecido. Num caminho fora de ser em linha reta e plano, Mathias e Philippe passam até pelo Mar Negro, na tentativa de refazer o percurso que Youri havia iniciado antes da morte trágica.
"Uma Jornada de Bicicleta" é de uma fotografia belíssima que emociona, sensível e humano, mescla na dose certa, a comédia e o drama, conseguindo ser tocante ao abordar a amizade, o luto e a superação. É por meio da viagem cheia de surpresas que a dor da perda do jovem consegue encontrar uma forma de cura. Vale a pena conferir o longa!
O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.
"Uma Jornada de Bicicleta". (“À bicyclette!”). Gênero: comédia, drama. Duração: 1h29. Direção: Mathias Mlekuz. Roteiro: Mathias Mlekuz e Philippe Rebbot. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025 (estreia oficial em 2024 na França). Idioma: francês. Elenco: Mathias Mlekuz, Philippe Rebbot, Josef Mlekuz (além de participações de Adriane Gradziel, Marzieh Rezaee, Laurent Jouault entre outros). Distribuição no Brasil: Bonfilm. Cenas pós-créditos: não. Sinopse: Mathias leva seu melhor amigo Philippe numa viagem de bicicleta por diferentes cantos da Europa. De La Rochelle até Istambul, do Atlântico até o Mar Negro, os dois amigos de longa data partem numa aventura em a memória é o verdadeiro guia.
Trailer de "Uma Jornada de Bicicleta"
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Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com
Em dezembro de 2025
A comédia "Sonho, Logo Existo", exibida durante o Festival de Cinema Francês do Brasil de 2025, na Cineflix Cinemas de Santos, traz Pierre Richard ("A Cabra") aos 91 anos, na direção e estrelato da produção sobre a amizade improvável de um eremita e um rapaz autista. Juntos, embora sejam de gerações diferentes, dividem o mesmo objetivo, o de proteger um urso que escapou de um circo -ainda que o animal coma salsichas especiais do senhor Grégoire (Pierre Richard).
Após a morte de um bom amigo da região, no evento de despedida quando um drone paira até sob o caixão, o eremita Grégoire e o jovem Michel passam a se aproximar. Solitários e também em luto, tem o gatilho de um vínculo intergeracional promovido pelo selvagem fugitivo de pelos.
De modo tocante, com ternura, em meio a erros e acertos na amizade, ambos descobrem seus limites, assim como o do outro. O respeito aos animais também tornam a trama uma empolgante fábula, com direito a aparições da Chapeuzinho Vermelho, enquanto aproveita para lançar críticas sociais, como o duo e distinto encontro do desmatamento com a sede por dinheiro.
O longa que marca o retorno de Richard à direção após quase 30 anos, sendo ele o ator homenageado de 2025, no Festival de Cinema Francês do Brasil, ainda abre espaço para valorizar a Amazônia. Vale a pena conferir tal encantadora poesia cinematográfica!
O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.
"Sonho, Logo Existo". (“L'Homme qui a vu l'ours qui a vu l'homme”). Classificação indicativa: 12 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: francês. Direção: Pierre Richard. Roteiro: Pierre Richard e Anne‑Sophie Rivière. Elenco: Pierre Richard, Timi-Joy Marbot, Gustave Kervern, entre outros. Distribuição no Brasil: Bonfilm. Duração: 1h28. Cenas pós-créditos: não há indicação pública de cenas pós-créditos. Sinopse resumida: Grégoire, um eremita recluso, e Michel, um jovem com autismo Asperger, formam uma amizade improvável. Juntos, acolhem um urso que fugiu de um circo, num gesto de afeto à natureza, compartilhando sonhos, diferenças e ternura.
Trailer de "Sonho, Logo Existo"
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