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sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

.: Sesc Belenzinho recebe Douglas Mam para show do álbum "Cine Solidão"


O disco é uma homenagem à sétima arte, onde Mam evidencia a tênue fronteira entre a vida real e a ficção, ao interligar suas memórias a obras emblemáticas do cinema. A apresentação tem como convidados especiais a cantora paraense Lívia Mendes e o  cantor e bandolinista sul-mato-grossense Jonavo. Foto: Visconde


"Cine Solidão", segundo disco autoral do cantor e compositor Douglas Mam, será apresentado, pela primeira vez em São Paulo, no teatro do Sesc Belenzinho, nesta sábado, dia 16 de dezembro, às 21h. Mam retorna ao palco da unidade quatro anos após lançar, no mesmo local, seu primeiro álbum, Fahrenheit – trabalho que trazia uma interlocução entre a música e a literatura. Agora, em "Cine Solidão", Mam apresenta um diálogo entre a música e o cinema, conectando suas canções a filmes icônicos que traduzem emoções e sentimentos vivenciados pelo artista. 

Na apresentação, o artista conduz o público a vivenciar a ambiência criada no disco. Para isso, entremeia as canções com samplers de citações de filmes icônicos como “São Paulo  Sociedade Anônima”, “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, “O Bandido da Luz Vermelha”, “Que Horas Ela Volta?”, nas vozes de artistas da cena paulistana que participaram do disco. São eles: Tatá Aeroplano, Mário Bortolotto, Mauro Schames, Daniel Perroni Ratto, Keila Ribeiro e Paulo César de Carvalho.  

No show, Mam ainda recebe as participações especiais da paraense Lívia Mendes (voz) e o sul-mato-grossense Jonavo (bandolim e voz), dois artistas que transitam entre o folk e o pop e que representam a música brasileira atual feita por representantes de outros estados fora do eixo Rio-São Paulo. Por fim, Mam reserva algumas surpresas de sua autoria como bônus no show. 


"Cine Solidão": um disco em três atos
O álbum foi concebido em meio ao distanciamento social imposto pelo contexto pandêmico, quando Mam experienciou reviravoltas e marcos pessoais importantes. O momento de ruptura, descobertas e recomeços, levou o artista a percorrer toda sua produção musical autoral, enquanto, paralelamente, revisitou filmes do cinema nacional e internacional, que o tocavam ou despertavam memórias. Tal processo o levou a identificar pontos de conexão entre suas músicas e o cinema, arte pela qual tem profunda reverência. 

Em um segundo momento, sentindo a necessidade de compartilhar esse processo criativo, convidou Lucas Gonçalves, Victor José, João Rocchetti e Rodrigo Cambará, para realizar a co-produção musical do álbum. Juntos com Mam testaram sonoridades, misturando estilos sonoros como o rock, o folk e o MPB. O resultado foi um disco em 3 atos, com nuances autobiográficas: nascimento, vida e morte - que alterna momentos de solidão, melancolia, esperança, exaustão, acolhimento e solitude. 

Douglas Mam ainda propôs um eco de vozes para ressoar os sentimentos experimentados pelo artista ao ter contato com cada obra cinematográfica abordada no disco. Assim, convidou artistas de diferentes linguagens artísticas (música, teatro, cinema e literatura) para declamar citações de trechos de filmes clássicos, que de algum modo traduziam partes da biografia do artista. O resultado foi um álbum dividido em três atos, que simboliza a trajetória recorrente às biografias humanas: infância, maturidade e a velhice.

O primeiro bloco de canções - "Monte Olimpo", "Amalgamar de Rosas" e "Trem de Papel" - tem um tom alusivo à infância e adolescência. “O tom às vezes onírico, outras lúdico, traz referências arquetípicas. É o material que molda e forma o ser humano: as primeiras experiências e descobertas, o olhar e atitude inocente, a imaginação, o primeiro amor, o novo, o espanto... O pano de fundo é bucólico e nostálgico. O passado em tons de sépia, como em uma fotografia antiga”. Explica, Douglas Mam. 

"Holerite", "Mão com Mão" e "Ventríloquo" compõem o segundo ato, para tratar de temas da vida adulta, como o trabalho, os relacionamentos amorosos, as rupturas, as escolhas, a reconstrução e o recomeço. Os impasses da maturidade também ficam explícitos, como é o caso da música "Ventríloquo", que apresenta dois momentos antagônicos: a citação do filme "O Curioso Caso de Benjamin Button" - “Você pode ficar revoltado com destino, pode xingar os deuses! Mas quando chegar hora, você tem que aceitar" - e o verso criado por Mam: “Se apaixone pelo destino.” 

No terceiro e último ato, o disco remete à velhice e aos movimentos que, normalmente, são inerentes a esse momento. A revisão da vida vivida, a consciência da finitude, o legado, a solidão e a busca pela solitude aparecem nas canções Tivemos um Talvez, Cine Solidão e É algo. Essa última traz uma citação pinçada por Mam do filme "O Bandido da Luz Vermelha" e que remonta seu próprio entendimento sobre a vida: “Sozinho a Gente Não Vale Nada”. 


Douglas Mam
O cantor, compositor, arranjador e poeta paulistano, lançou, em 2019, Fahrenheit, seu primeiro disco solo, que convergia literatura e poesia para sua obra musical e teve produção musical de Juliano Gauche. Antes disso, o músico, compositor, arranjador e poeta passou por diversas bandas da capital, como "Os Babilaques", "Dondoka Junkie", "Os Pilotos", entre outras. Ainda em 2019 criou o festival "Era Uma Vez no Oeste". 

Além de idealizador, atuou como curador e diretor de produção do evento, que tinha o objetivo de celebrar aqueles que pavimentaram o folk nacional e, ao mesmo tempo, ser uma lente de aumento para a cena independente do estilo – mais de 30 artistas se apresentaram em suas 9 edições. Entre 2020 e 2022, com o advento da pandemia, Mam passou por um período introspectivo onde revisitou composições de seus 20 anos como músico. Esse processo culminou em seu segundo disco "Cine Solidão", que homenageia o cinema e será lançado em 2023. 


Ficha técnica do show 
"Cine Solidão". Douglas Mam (voz e violão). João Rocchetti (teclados). Victor José (guitarra). Klaus Sena (baixo). Guib Silva (bateria). Ivan Marcio (gaita). Participações especiais: Jonavo(bandolim e voz) e Lívia Mendes (voz). 

Serviço
Show “Cine Solidão”, de Douglas Mam (Participações especiais Lívia Mendes e Jonavo). Dia 16 de dezembro de 2023. Sábado, às 21h. Local: Teatro (374 lugares). Ingressos: R$ 50,00 (inteira); 25,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$ 15,00 (credencial plena do Sesc - trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes. Ingressos disponíveis pelo portal Sesc SP (www.sescsp.org.br) a partir de 05 de dezembro, às 17h e nas bilheterias das unidades do Sesc a partir de 06 de julho, às 17h.  Recomendação etária: 12 anos. Duração: 90 minutos. Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1000. Belenzinho / São Paulo. Telefone: (11) 2076-9700. www.sescsp.org.br/belenzinhoEstacionamento. De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h. Valores: Credenciados plenos do Sesc: R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 12,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional. Transporte Público. Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m). 

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

.: “O Auto da Compadecida”, clássico em primeira montagem não-musical

Primeira montagem não-musical da escola estreia dia 08 de novembro, no Teatro Clara Nunes. Foto: Marcelo Martins


Encerrando seu calendário de estreias de 2023, a In Cena Casa de Artes e Produções apresenta, no dia 08 de novembro, no Teatro Clara Nunes, “O Auto da Compadecida”, famoso texto de Ariano Suassuna (1927-2014), que já ganhou diversas montagens no teatro, no cinema e na TV.  Com direção da dupla Claudia Ventura e Alexandre Dantas, esta é a primeira peça não-musical do curso “Prática de Montagem” da escola, que vai levar para os palcos uma versão atualizada e contemporânea deste clássico da dramaturgia brasileira, escrito em 1955, com sessões às quartas, quintas e sextas (20h), até 24 de novembro.

Em “O Auto da Compadecida” somos transportados para o sertão nordestino através de uma trupe de circo que recria um retrato abstrato da região. Através das incríveis aventuras e confusões dos conhecidos e amados personagens João Grilo, o típico anti-herói brasileiro, e Chicó, seu fiel escudeiro, a peça aborda temas como a religiosidade popular, corrupção e desigualdade social, sempre com um tom de humor, ironia e irreverência característicos da obra de Suassuna.

Apesar de fiel ao texto, esta não será uma montagem com elementos caricaturais do Nordeste, onde a história se passa. Para narrar as trapaças e artimanhas dos protagonistas, os diretores optaram por uma encenação focada no ator e na palavra, isto é, criada a partir da relação do elenco com a obra. “Acho que o grande diferencial nesta montagem é trazer as origens do circo-teatro, onde o elenco é uma trupe, um grupo de contadores, que chega ali para se divertir e contar essa história, sem cair no óbvio. Quisemos trazer uma encenação diferente que toque e fique nas pessoas”, diz Claudia.

A ausência do sotaque foi uma das escolhas da direção, assim como o cenário e o figurino, trabalhados sem muitos elementos que remetem diretamente e/ou sublinham as características regionais. “O Ariano é tão genial que a estrutura das frases já evoca esse espaço físico nordestino. Por isso, não precisa ter o sotaque, o padre com a batina. Apenas insinuamos esses elementos”, explica Claudia. Segundo ela, a ideia é induzir que cada pessoa na plateia imagine o seu próprio cenário através da palavra, da manipulação dos objetos e do jogo de cena corporal. “A imagem que está sendo construída em cena só termina na cabeça de quem está assistindo”, conclui.

Outra preocupação dos diretores foi tentar manter a originalidade do texto de Suassuna, mas suprimindo aspectos datados, que não cabem mais ser replicados. “Estamos falando de um texto de 1955 e isso nos fez deparar com falas machistas, de um discurso patriarcal que está desatualizado. Nesses casos, optamos por suprimir algumas falas, mas sem perder a piada, claro”, explica Alexandre. O mesmo foi pensado para as cenas de violência, mas, dessa vez, o artifício foi se apoiar no humor. “Outro ponto que nos deparamos foi com a quantidade de mortes. Resolvemos, então, ir na direção do humor, pra palhaçaria e teatralidade, buscando suavizar essa violência presente na trama”, diz.

A montagem conta com 21 atores, entre profissionais e iniciantes, que fazem parte do curso de “Prática de Montagem” da In Cena. Nele, os alunos aprendem todas as etapas de produção de um espetáculo até sua estreia oficial no teatro. Divididos em comissões, cada grupo se responsabiliza por uma área (figurino, cenário, divulgação, produção, entre outros), o que faz com que saiam da formação com uma visão geral do que é fazer teatro para além da atuação.

Esta é a sexta Prática de Montagem que a In Cena apresenta em menos de três anos de funcionamento. Além de “O Auto da Compadecida”, a escola está em cartaz com “Fame”, também no Teatro Clara Nunes, até 25 de novembro. Recentemente, apresentou “Annie – o musical”, que ficou em cartaz no Teatro dos 4, até 8 de outubro. Além disso, a escola já montou “Legalmente Loira”, “Escola do Rock” e “Nas Alturas”, além da produção original, “Poema”, a primeira profissional da escola, vencedora na categoria “Roteiro Original”, do prêmio Musical.Rio. Já “Escola do Rock” recebeu seis indicações ao prêmio, levando três deles: Melhor Ator com Pedro Balu; Melhor Atriz Revelação com Malu Coimbra; e Melhor Prática de Montagem.


SOBRE A IN CENA CASA DE ARTES E PRODUÇÕES:

Um espaço para aprender, trocar experiências, se aperfeiçoar, sem deixar de se sentir em casa. Essa é a proposta da In Cena Casa de Artes e Produções – www.incena.art.br – que funciona em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Com direção artística de Cella Bártholo e coordenação pedagógica de Gabi Levask, a In Cena oferece oficinas, práticas de montagens e mentoria, que abraçam múltiplas vertentes das artes: teatro, teatro musical, dança e música. Em uma espaçosa casa de mais de 400 metros quadrados, a In Cena conta com quatro salas (Bibi Ferreira, Fernanda Montenegro, Ruth de Souza e Amazonas), um estúdio (batizado de Gonzaguinha), camarim, vestiários e um amplo terraço – um local de convivência a céu aberto.


FICHA TÉCNICA:

Direção Geral: Claudia Ventura e Alexandre Dantas

Direção artística: Cella Bártholo

Direção executiva: Pedro Campêlo

Direção de produção: Glauce Carvalho


Serviço 

O Auto da Compadecida

Temporada: 08 de novembro a 24 de novembro de 2023

Local: Teatro Clara Nunes – Shopping da Gávea (R. Marquês de São Vicente, 52 - Gávea, Rio de Janeiro - RJ, 22451-040)

Informações: (21) 967193154

Datas/Horários: Quarta, Quinta e sexta às 20h

Classificação Etária: 12A

Duração: 120 minutos

Ingresso: R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia)- Vendas: Sympla e Bilheteria do Teatro

Direção: Claudia Ventura e Alexandre Dantas

domingo, 15 de outubro de 2023

.: Crítica: musical "Uma Linda Mulher" é a surpresa do ano ao focar no carisma


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

A história de Cinderela é recontada várias vezes, de diversas maneiras e, na maioria das vezes, faz muito sucesso. O clássico contemporâneo "Uma Linda Mulher", em cartaz como musical no Teatro Santander, repete a trajetória bem-sucedida do filme filme-fenômeno-pop de 1990, ao fazer uma releitura feminista do clássico dos irmãos Grimm. Tudo nesse espetáculo é grande, desde os cenários que reproduzem as cenas do longa-metragem, até o talento dos protagonistas.

Nome forte do teatro musical e dos realities voltados a caçar talentos na música, Thais Piza é mais do que carisma e coração ao interpretar Vivian Ward, personagem que alçou Julia Roberts ao estrelato. Para ter credibilidade, papel só poderia ser defendido por uma atriz eloquente. O risco era alto: as comparações com a interpretação clássica do cinema e outro ainda maior, o de ser devorada por uma personagem tão grande. Com experiência de sobra e a entrega de uma atriz em busca do papel de sua vida, Thais Piza brilha com uma personagem capaz de demonstrar ao público toda expressividade, potência vocal e até a vulnerabilidade de uma atriz imensa. 

Par romântico da atriz no espetáculo, Jarbas Homem de Mello consegue ser mais carismático que Richard Gere no papel de Edward Lewis, executivo que contrata uma acompanhante para passar uma semana com ele. Não é novidade que Jarbas entregaria excelência em um papel como esse, mas a voz límpida do artista, que interpreta um personagem um pouco mais romântico que no filme, faz com que a química entre o empresário com a personagem título do musical se torne arrebatadora.

Livre, leve e solta, Andrezza Massei, de "Sunset Boulevard" e "Sweeney Todd", deita e rola com a prostituta engraçada Kit De Luca, uma personagem divertida e "gente como a gente", diferente das últimas personagens que tem feito no teatro e no cinema, quando interpretou a bruxa do mar no live-action de "A Pequena Sereia". É bom ver essa faceta da atriz, que sempre se entrega de corpo e alma às personagens que defende. 

Há outros destaques no espetáculo, como César Mello, na pele do Homem Feliz, narrador do espetáculo que fala sobre sonhos e é também o gerente do hotel que ajuda os protagonistas a escreverem a história de amor. A versatilidade do ator é mostrada no palco, porque ambos os personagens são muito diferentes no gestual e na empostação. Um entrega alegria, o outro, dignidade. Arthur Berges, protagonista do musical "Escola do Rock", finalmente retorna aos grandes musicais com um papel que poderia ser considerado pequeno, mas que é transformado pelo carisma de um artista que pode sempre fazer a diferença em qualquer espetáculo.

Com músicas originais e algumas cenas acrescentadas para contar a história, "Uma Linda Mulher - O Musical" é a grande surpresa do ano. Desde a qualidade dos cenários até a afinação do elenco formada por grandes artistas. Tudo é perfeito neste espetáculo derivado de um filme que fez muito sucesso. Só faltou um pouco mais da música "Oh Pretty Woman", de Roy Orbison, e "It Must Have Been Love", canção da dupla Roxette que marca o rompimento dos protagonistas, mas isso é papo de saudosista. "Uma Linda Mulher - O Musical" é uma injeção de otimismo e, ao mesmo tempo, algo que incentiva as pessoas a acreditarem nos próprios sonhos assim que saem do teatro. Não há um herói ou heroína definidos, ambos salvam um ao outro das vidas que poderiam ter.


Serviço
"Uma Linda Mulher - O Musical". 
Até dia 17 de dezembro (conferir no site todas as datas disponíveis). Horários: Quintas-feiras, às 20h. Sextas-feiras, às 20h. Sábados, às 16h e 20h. Domingos, às 16h e 20h. Local: Teatro Santander. Endereço: Shopping JK Iguatemi - Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041. Classificação etária: livre, menores de 12 anos acompanhados dos pais ou responsáveis legais.

Quintas, às 20h | Domingos, às 20h:
Frisa Balcão: R$ 19,80 meia entrada e R$ 39,60 inteira
Balcão B: R$ 19,80 meia entrada e R$ 39,60 inteira
Balcão A: R$ 75,00 meia entrada e R$ 150,00 inteira
Plateia superior: R$ 130,00 meia entrada e R$ 260,00 inteira
Frisa Plateia Superior: R$ 130,00 meia entrada e R$ 260,00 inteira
VIP: R$ 180,00 meia entrada e R$ 360,00 inteira

Sextas, às 20h | Sábados, às 16h e às 20h |Domingo, às 16h:
Frisa Balcão: R$ 19,80 meia entrada e R$ 39,60 inteira
Balcão B: R$ 19,80 meia entrada e R$ 39,60 inteira
Balcão A: R$ 85,00 meia entrada e R$ 170,00 inteira
Plateia superior: R$ 140,00 meia entrada e R$ 280,00 inteira
Frisa Plateia Superior:: R$ 140,00 meia entrada e R$ 280,00 inteira
VIP: R$ 190,00 meia entrada e R$ 380,00 inteira
*Clientes Santander têm 30% de desconto nos ingressos inteiros, limitados a 2 por CPF.

Ingressos
Internet (com taxa de conveniência):
https://www.sympla.com.br/
Bilheteria física (sem taxa de conveniência):

Teatro Santander
Horário de funcionamento: Todos os dias das 12h00 às 18h00. Em dias de espetáculos, a bilheteria permanece aberta até o início da apresentação. A bilheteria do Teatro Santander possui um totem de autoatendimento para compras de ingressos sem taxa de conveniência 24h por dia. Endereço: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041. 

Descontos
50% de desconto | Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário.

30% de desconto | Cliente Santander - Na compra de ingressos realizada por clientes Santander, limitado a 20% da lotação do teatro. Não cumulativo com meia­-entrada. Limitados a 02 (dois) ingressos por CPF. Esta compra deverá ser realizada com cartões do Banco Santander, para compras on-line somente o cartão de crédito Santander, compras na bilheteria e totem, o pagamento com o desconto poderá ser realizado em débito ou crédito. Verifique em qual setor o desconto está disponível. De acordo com o art. 38, inciso I, da Instrução Normativa nº 1, de 20/03/2017 e com base na Lei Federal nº 8.313 (Lei Rouanet) e Decreto nº 5.761, é proibido comercializar o produto cultural (ingressos) em condições diferentes para clientes Santander, das praticadas ao público em geral.

Venda a grupos: envie um e-mail para grupos-entretenimento@immbr.com 

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

.: "Annie, o Musical" traz a magia da Broadway em versão atualizada

“Annie, o musical”. Foto: Marcelo Martins


Grande sucesso da Broadway, “Annie, o musical”, baseado na história em quadrinhos Little Orphan Annie, de Harold Gray, estreia com nova montagem no Rio, criada pela In Cena Casa de Artes e Produções. Com direção de Gustavo Klein, o espetáculo fica em cartaz de 16 de setembro a 8 de outubro, sábados e domingos, no Teatro dos 4, no Shopping da Gávea.

O texto de Thomas Meehan gira em torno da pequena Annie, uma menina de 12 anos que vive em um orfanato comandado pela divertidíssima senhora Hannigan. Depois de tentar fugir para encontrar seus pais (que ela crê estarem vivos) e adotar o cachorro Sandy, a menina é trazida de volta para o orfanato e acaba sendo escolhida para passar o Natal na mansão do milionário Oliver Warbucks. Annie se aproxima do homem ranzinza e solitário, subvertendo seu cotidiano, fazendo-o aproximar-se dos valores da amizade, da compreensão e do amor.

Na montagem criada pela In Cena, a história, que originalmente se passa em Nova Iorque, foi adaptada para o Brasil, onde, segundo relatório divulgado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), no fim de 2021, o número de crianças órfãos cresceu muito por conta da pandemia, chegando a 130 mil em todo o país. “Fizemos uma pesquisa para entender como é essa realidade no Brasil e descobrimos que muitos orfanatos estão superlotados por conta de óbitos pela Covid 19”, explica Cella Bartholo, diretora artística da In Cena.  

A ideia, segundo o diretor Gustavo Klein, é justamente mostrar que o que acontece com a pequena Annie, acontece em qualquer lugar, é universal. “Como é um clássico, que já foi montado muitas vezes no Brasil e no exterior, quisemos trazer uma visão mais moderna e anacrônica, que o público brasileiro pudesse se identificar mais diretamente. Brincar com a ideia que se trata de uma história universal, que pode acontecer em qualquer década, em qualquer lugar e que, essa mensagem linda de positividade e esperança, se relaciona com todos nós”, explica Gustavo.

Pensando nessa identificação imediata com o público, o cenário, assinado por Glauce Carvalho, tem como inspiração as favelas brasileiras e foi todo confeccionado com material reciclado. “Nada foi fabricado. É tudo feito com caixas de papelão, remédios e sucata”, conta Glauce, que contou com a ajuda dos alunos do primeiro “Curso de Produção”, ministrado por ela na escola.

Com coreografias de Bella Mac e direção musical de Anna Priscilla Lacerda, a montagem traz 20 números musicais e um elenco total de 36 atores (se revezando em cena), que fizeram parte do curso de “Prática de Montagem”, da In Cena, no qual o aluno passa por todas as fases de criação de um musical, até a apresentação final no teatro. Além de Annie, a escola também estreia este ano “Fame”, outro sucesso da Broadway; e “O Auto da Compadecida”, a primeira montagem teatral (sem ser musical) da escola.

Ao todo, desde que abriu suas portas em 2021, a In Cena já apresentou quatro espetáculos fruto da “Prática de Montagem”, todos, de grande sucesso: os musicais “Legalmente Loira”, “Escola do Rock” e “Nas Alturas”, além da produção original, “Poema”, a primeira profissional da escola, vencedora na categoria “Roteiro Original”, do prêmio Musical.Rio. Já “Escola do Rock” recebeu seis indicações ao prêmio, levando três deles: Melhor Ator com Pedro Balu; Melhor Atriz Revelação com Malu Coimbra; e Melhor Prática de Montagem.

Sobre A IN CENA Casa De Artes e Produções: Um espaço para aprender, trocar experiências, se aperfeiçoar, sem deixar de se sentir em casa. Essa é a proposta da In Cena Casa de Artes e Produções – www.incena.art.br – que funciona em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Com direção artística de Cella Bártholo e coordenação pedagógica de Gabi Levask, a In Cena oferece oficinas, práticas de montagens e mentoria, que abraçam múltiplas vertentes das artes: teatro, teatro musical, dança e música. Em uma espaçosa casa de mais de 400 metros quadrados, a In Cena conta com quatro salas (Bibi Ferreira, Fernanda Montenegro, Ruth de Souza e Amazonas), um estúdio (batizado de Gonzaguinha), camarim, vestiários e um amplo terraço – um local de convivência a céu aberto.


Serviço

Temporada: 16 de setembro a 08 de outubro de 2023

Local: Teatro dos 4 – Shopping da Gávea (Rua Marques de São Vicente, 52 - Gávea)

Informações: (21) 2239-1095

Datas/Horários: Sábados e Domingos, às 15h 

Classificação Etária: Livre

Duração: 120 minutos

Ingresso: R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia)- Vendas: Sympla e Bilheteria do Teatro

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

.: Musical “Os Últimos 5 Anos” retorna para curta temporada em São Paulo


Espetáculo que conquistou público e crítica, somando 14 indicações e dez prêmios entre as celebrações do gênero, retorna em agosto para curta temporada no Teatro Nair Bello. Beto Sargentelli e Eline Porto estrelam e produzem o espetáculo, que retorna a São Paulo para a terceira temporada. Foto: Gustavo Arrais


O conceito de que toda história de amor dá certo pelo tempo em que dura é o mote de “Os Últimos 5 Anos”, que ganhou sua primeira montagem no circuito Off-Broadway em 2001. Adaptada para diversos idiomas em mais de 20 países, a produção chegou oficialmente ao Brasil em 2018, produzida pela H Produções Culturais em parceria com a Lumus Entretenimento e Andarilho Filmes, que retornam com a obra de Jason Robert Brown para uma terceira temporada de sucesso, de apenas quatro semanas, a partir de 5 de agosto, no Teatro Nair Bello, localizado no Shopping Frei Caneca, em São Paulo. Confira a crítica do musical: "Os Últimos 5 Anos" deixa público de alma lavada.

Em cena, o ator Beto Sargentelli reprisa o papel de Jamie, que o sagrou Melhor Ator no Prêmio Bibi Ferreira e rendeu outras indicações, como no Prêmio Destaque Imprensa Digital, bem como a atriz Eline Porto, que volta a interpretar Cathy, que lhe rendeu o destaque no Prêmio Melhores do Ano Uol. 

Conhecidos especialmente no eixo Rio-São Paulo por diversos trabalhos em teatro musical, a dupla é responsável por encenar os dilemas atemporais retratados na versão brasileira de “The Last Five Years”, e encaram o desafio dobrado, de não apenas protagonizar o espetáculo como também produzi-lo, repetindo o formato bem sucedido em "Bonnie & Clyde" e "Nautopia". 

À frente da direção está o premiado João Fonseca, que, instigado pela originalidade da proposta de encenação, aceitou o desafio de ser o responsável por conduzir os encontros e desencontros que, nesta versão, conta com toques de brasilidade, a exemplo do pano de fundo, que destaca os tons e arquiteturas da cidade de São Paulo.

Baseado em fatos reais, os cinco longos anos que no palco transcorrem em intensos 80 minutos, são inspirados no relacionamento do autor do texto e músicas, Jason Robert Brown e Theresa O'Neill, com quem teve um casamento fracassado. Considerado um dos mais aclamados compositores de musicais contemporâneos dos EUA, Brown inovou ao unir dois atores em cena sem que, para isso, precisassem interagir diretamente, exceto pela lembrança do dia do casamento, quando uma das 14 músicas possibilita um cruzamento entre as duas linhas de tempo.

Com muitas nuances, elas estão presentes também na trilha sonora, vencedora do Drama Desk Award de Melhor Música e Letra em 2002, que mescla pop, jazz, clássico, rock e folk. A direção musical é de Thiago Gimenes, as versões são de Rafael Oliveira, a direção de movimento de Keila Bueno, o design de luz de Paulo César Medeiros, design de som de Tocko Michelazzo, o visagismo de Marcos Padilha e a produção executiva de Lucas Mello. 

Ficha técnica
Musical "Os Últimos 5 Anos". Elenco: Beto Sargentelli e Eline Porto. Direção: João Fonseca. Direção musical: Thiago Gimenes. Direção de movimento: Keila Bueno. Visagismo: Marcos Padilha. Versão brasileira: Rafael Oliveira. Designer de luz: Paulo César Medeiros. Designer de som: Tocko Michelazzo. Músicos: Leonardo Córdoba, Tiago Saul e Leandro Tenório. Assessoria de imprensa: GPress Comunicação | Grazy Pisacane. Designer gráfico: Caio Bonicontro. Mídias sociais: 1812 Comunicação. Produção executiva: Lucas Mello. Gerente de produção: Andréa Sargentelli. Realização: H Produçōes Culturais, Lumus Entretenimento e Andarilho Filmes.


Serviço
Musical "Os Últimos 5 Anos". Sessões: de 5 a 27 de agosto. Horário: Sábados, às 21h00, e domingos, às 19h00. Duração: 80 minutos. Classificação: 12 anos. Teatro: Teatro Nair Bello. Rua Frei Caneca, Nº 569, 3º Piso - São Paulo. Bilheteria: (11) 3472-2414. Lotação: 200 poltronas. Valores dos ingressos: R$120,00 (inteira) | R$ 60,00 (meia-entrada) | R$ 30,00 (alunos da Escola de Atores Wolf Maya).

domingo, 11 de junho de 2023

.: Mariana Elisabetsky lança o primeiro livro "Seu Vô e a Baleia"


Com 30 anos de carreira no teatro, TV e cinema, Mariana Elisabetsky lança seu primeiro livro, o infantil Seu Vô e a Baleia, A atriz, cantora, dubladora e roteirista tem se destacado recentemente por assinar as versões brasileiras dos musicais "Wicked" e "Once" e do filme live-action "A Pequena Sereia", da Disney


Dona de uma carreira bem-sucedida no teatro, na música, na TV e no cinema, Mariana Elisabetsky tem se destacado nos últimos anos como atriz, apresentadora, manipuladora de bonecos, locutora, dubladora, roteirista e versionista/tradutora de musicais, séries de TV e filmes.

Agora, ela se prepara para estrear no universo da literatura ao lançar o livro infantil "Seu Vô e a Baleia" (editora Martins Fontes – selo Martins), com ilustrações de Valentina Fraiz. O evento acontece no dia 24 de junho, às 15h, na Livraria Martins Fontes – Jardins, seguido por um pocket show, às 16h.

"Seu Vô e a Baleia" conta a história de como o garoto Mundinho, filho e neto de pescadores, aprende a lidar com a morte de Seu Vô. O vazio deixado por ele ganha corpo de uma forma inesperada. Com o tempo, ele se lembra como sorrir e brincar e vai processando a perda até a dor virar saudade.

“O livro é um convite para as famílias falarem com as crianças sobre assuntos delicados como a perda, o luto, o vazio, e a saudade. O assunto não é fácil, mas necessário. E às vezes, achar uma maneira de dividir a perda é uma forma de dizer ‘Vamos ficar tristes juntos até a saudade virar outra coisa?’”, filosofa a autora.

Elisabetsky ainda conta que a história foi tomando a forma de um livro infantil quase que sem querer. “Comecei a escrever achando que era uma peça de teatro ou um roteiro audiovisual, mas, aos poucos, a história me contou que queria ser um livro. Me surpreendi, já que nunca havia escrito um livro antes. Mas deixei a narrativa me mostrar pra onde ela queria ir. Acho que o meu repertório teatral e minha experiência em roteiro ajudam a trazer um aspecto bem imagético ao livro. E, ainda que tenha nascido em forma de literatura, já consigo enxergar essa história sendo contada num curta de animação ou até em cima de um palco. Vai saber pra onde a onda leva...”.

Para ela, produzir cultura para crianças é expandir os olhares dos pequenos para além do imediato. “É nutrir a imaginação e a curiosidade; é arrancar essas gerações das telas e do conteúdo que já vem mastigado; é ajudar a formar leitores, escritores, plateias, consumidores de arte, ilustradores, diretores, roteiristas e contadores de histórias", completa.

E, para marcar o lançamento de "Seu Vô e a Baleia", a atriz e cantora ainda promete que, no evento, vão rolar pipoca para a criançada e uma apresentação no melhor estilo voz e violão de canções de Dorival Caymmi e Clara Nunes. Compre o livro "Seu Vô e a Baleia" neste link.

Mais sobre Mariana Elisabetsky
Mariana Elisabetsky
teve sua estreia nos palcos aos 13 anos e, desde então, integrou o elenco de “Estado de Sítio”, ”Boca de Ouro”, “Peer Gynt”, “Um Réquiem para Antonio”, todos dirigidos por Gabriel Villela. Além disso, fez parte dos elencos dos musicais “Mudança de Hábito”, “Godspell”, “Meu Amigo, Charlie Brown”, “Sitio do Picapau Amarelo”, “A Flauta Mágica”, “O Mágico de Oz”, “Pinocchio”, “Grease”, “Cazas de Cazuza”, “Pocket Broadway”, entre outros. 

Ela também integra o elenco fixo do projeto “Aprendiz de Maestro”, com diversas apresentações anuais na Sala São Paulo, nas quais atua e canta com orquestra, sob regência do Maestro João Maurício Galindo. Integrará o elenco da próxima edição, no dia 1° de Julho de 2023.

Dentre seus diversos créditos em televisão, apresentou durante três anos os programas “Turma da Cultura” e “Traquitana”, ambos na TV Cultura e atuou como manipuladora de bonecos nas séries “Igarapé Mágico” (TV Brasil) e “Rádio Zoo” (ZooMoo / Canal Futura – Globoplay). Além de fazer a voz original para séries brasileiras e dublar séries internacionais.

Foi responsável pela versão brasileira dos musicais “Once”, “Meu Amigo, Charlie Brown” (pelo qual recebeu o Prêmio Bibi Ferreira de melhor versão brasileira) e “RENT” (2016/2017). Em parceria com Victor Mühlethaler, versionou para o português os musicais “Charlie, A Fantástica Fábrica de Chocolate” (2021), “A Escola do Rock” (2019, versão vencedora do Prêmio Bibi Ferreira), “Billy Elliot” (2019, versão indicada ao Prêmio Bibi Ferreira), “Sunset Boulevard” (2019), “Cantando na Chuva” (2017, vencedor do Prêmio Bibi Ferreira), “A Pequena Sereia” (indicada ao Prêmio Bibi Ferreira) e “Wicked” (2016 e 2023, indicada ao Prêmio Bibi Ferreira, além de ter feito atualização do script de “O Fantasma da Ópera” para a montagem de 2018/2019. 

Fez supervisão de roteiro e escreveu letras para o musical original “O Pequeno Príncipe” (2022), colaborou no roteiro do musical “Dois Filhos de Francisco” (2018) e escreveu, em parceria com Daniela Cury, a dramaturgia do espetáculo infantil “Bento Batuca”, ganhador do Prêmio APCA de melhor espetáculo musical infantil de 2018. O texto também foi indicado ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem (antigo Prêmio Femsa).

Suas versões para cinema incluem os filmes “A Pequena Sereia” (live action da Disney), “Matilda” (Netflix), “Pinocchio” (Disney), “Pinocchio” (Netflix), “Encanto” (Disney), “Red, Crescer É Uma Fera”(Disney/Pixar), Ä Fera do Mar” (Netflix), “Próxima Parada: Lar Doce Lar (Netflix) , “Vivo” (Netflix), “Arlo, O Menino Jacaré” (Netflix), “Cruella”, “Soul” (Disney/Pixar), “A Dama e o Vagabundo”, “Mulan” (live action), “Frozen 2”, “O Rei Leão” (live action) “Aladdin” (live action), “O Retorno de Mary Poppins”, “Dumbo”, “Viva, a Vida É Uma Festa”, “Moana”, “A Bela e a Fera” (live action), “Carros 4”, “Christopher Robin”, “Ralph Wi-fi”, entre outros. Além de adaptar para o português as canções de mais de quarenta séries da Disney e dez séries da Netflix. Garanta o seu exemplar de "Seu Vô e a Baleia" neste link.

Serviço
Lançamento do livro "Seu Vô e a Baleia". Dia 24 de junho, às 15h | Pocket show: às 16h. Livraria Martins Fontes – Alameda Jaú, 1742, Jardins/São Paulo. Entrada grátis.  Editora: Martins Fontes – Selo Martins.

terça-feira, 25 de abril de 2023

.: Teatro: "Gabriel só quer ser ele mesmo" tem temporada popular

Com texto de Renata Mizrahi, direção de Renata e Priscila Vidca e direção musical de Marcelo Rezende, o espetáculo conta a história de um menino de 8 anos, vivido por Vinicius Teixeira, que ama dançar e defende isso dentro da sua escola. Foto: Dalton Valério


Gabriel é um menino de 8 anos que gosta de dançar, ao mesmo tempo em que joga futebol e toca rock. Mas na escola onde estuda, não querem que ele faça aula de dança só porque é menino. Será que o garoto vai desistir de fazer o que gosta? Com texto da premiada Renata Mizrahi, conhecida por suas peças infantis de qualidade e conteúdo, direção de Renata e Priscila Vidca e direção musical de Marcelo Rezende, o musical infantil “Gabriel só quer ser ele mesmo” encerra sua temporada popular, neste domingo (30/04), no Teatro Glauce Rocha, no Centro.

As músicas originais, criadas por Renata e Marcelo Rezende, são interpretadas pelo elenco que, além de cantar, toca instrumentos como violão, pandeiro, kazoo, escaleta, tambor grave, castanhola, agogô de côco, chocalho pequeno, ukulele e triângulo. Em cena, estão Vinicius Teixeira, Flora Menezes, Vicente Coelho, Marcos França, Nathália Colón e Clara Santhana/Paula Cavalcanti, que vivem diferentes personagens.

A peça leva à cena uma história que, com leveza e humor, questiona as diferenças na educação de meninos e meninas e as expectativas de pais e professores em relação às crianças. O musical, que já está há três anos em cartaz, sempre com sucesso de público, marca a primeira parceria de Renata Mizrahi com o produtor Bruno Mariozz, que, há oito anos, desenvolve um importante trabalho teatral voltado para o diálogo entre adultos e crianças, com temas profundos e sem subestimar a lógica infantil.

A trama tem início no aniversário de 9 anos de Gabriel (Vinicius Teixeira), quando o garoto expõe o medo de que ninguém apareça na sua festa devido aos inúmeros questionamentos feitos durante o ano na escola. A história, então, é contada em flashback, mostrando momentos em que tentaram impor a ele comportamentos baseados em estereótipos de gênero.

A ideia surgiu depois que Renata assistiu ao documentário americano “The Mask You Live In”. Segundo o filme, desde a infância os garotos começam a brigar se alguém lhes diz “Quem aqui é a mulherzinha?”, demonstrando como o não reconhecimento da sua masculinidade parece torná-los fracos e “menininhas”. Ser “menininha” é considerado insulto. “Isso tem início nos primeiros anos e se arrasta por toda a vida”, lamenta a autora. “A hipermasculinização e hiperfeminilização se impõem às crianças desde o começo da vida. Até os brinquedos que são destinados para um ou para o outro são reflexos de uma tentativa de simplificar o mundo baseado em estereótipos de gênero, cuja origem não passa de mera construção social. Com este espetáculo, quero provocar a reflexão sobre educação infantil, sobre o quanto deixamos as crianças serem quem são, ou se estamos oprimindo a partir de uma conduta social automatizada”, completa.

O cenário de Mina Quental foi idealizado em cima cubos coloridos e de acessórios que simbolizam as mudanças de ambientes como o apartamento de Gabriel, a sala de aula e o pátio da escola. Também fazem parte da equipe criativa Ana Luzia Molinari (iluminação) e Flávio Souza (figurino).

Sinopse: Gabriel tem 8 anos, adora dançar e vai lutar para ter aulas de dança para meninos na escola em que estuda.


Ficha técnica

Texto: Renata Mizrahi

Direção: Renata Mizrahi e Priscila Vidca

Elenco: Clara Santhana/Paula Cavalcanti, Flora Menezes, Marcos França, Nathália Colón, Vicente Coelho e Vinicius Teixeira

Músicas: Renata Mizrahi e Marcelo Rezende

Direção musical: Marcelo Rezende

Direção de produção: Bruno Mariozz

Cenário: Mina Quental

Iluminação: Ana Luzia Molinari

Figurino: Flávio Souza

Assessoria de Comunicação: Rachel Almeida (Racca Comunicação)

Design gráfico: Patrícia Clarkson

Fotografias: Dalton Valério

Produção: Palavra Z Produções Culturais

Idealização: Renata Mizrahi e Teatro de Nós Produções Artísticas.


Serviço

Espetáculo "Gabriel só quer ser ele mesmo"

Apresentações: 08/04 a 30/04

Teatro dos Glauce Rocha: Av. Rio Branco, 179 - Centro, Rio de Janeiro - RJ, 20040-007

Telefone teatro: 2220-0259

Datas: sábados e domingos, às 16h.

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 reais (meia-entrada). Pagamento em dinheiro ou pix

Lotação: 130 pessoas

Duração: 50 minutos

Classificação: Livre.

Compra: bilheteria do teatro, a partir das 14h.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

.: Paramount+ libera trailer e estreia de "Grease: Rise Of The Pink Ladies"


Fãs de "Grease - Nos Tempos da Brilhantina" tem muito a comemorar. Tudo porque o Paramount+ acaba de divulgar o trailer e a data de estreia da nova série original "Grease: Rise Of The Pink Ladies", produção que estreia na plataforma de streaming no dia 7 de abril.

A série musical se passa quatro anos antes do "Grease" original - protagonizado por John Travolta e Olivia Newton John. Tudo começa em 1954, antes do rock 'n' roll reinar, antes dos T-Birds serem os melhores da escola, quatro colegas se atrevem a se divertir em seus próprios termos, provocando um pânico moral que mudará Rydell High para sempre.

"Grease: Rise Of The Pink Ladies" foi escrito e produzido por Annabel Oakes (“Atypical”, “Transparent”), que também atua como produtora executiva e diretora. Marty Bowen e Wyck Godfrey são os produtores executivos de Temple Hill, Adam Fishbach também é produtor executivo e Alethea Jones ("Made For Love", "Dollface", "Evil") dirigiu o piloto, mais dois episódios e é produtor executivo. Erik Feig e Samie Kim Falvey são os produtores executivos da PicturesArt, com a produção de Grace Gilroy. Coreografia de Jamal Sims, que também dirigiu, e música do indicado ao Grammy e produtor musical executivo, Justin Tranter.

A produção do streaming é estrelada por Marisa Davila, como Jane, Cheyenne Isabel Wells, como Olivia, Ari Notartomaso, como Cynthia, Tricia Fukuhara, como Nancy, Shanel Bailey, como Hazel, Madison Thompson, como Susan, Johnathan Nieves, como Richie, Jason Schmidt, como Buddy, Maxwell Whittington-Cooper, como Wally, e Jackie Hoffman como assistente.

 "Grease: Rise Of The Pink Ladies" - Trailer legendado




 


 


 


SERVIÇO >> ESTREIA -- GREASE: RISE OF THE PINK LADIES


Estreia: 07 de abril, sexta-feira, na plataforma premium de streaming Paramount+.



quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

.: Tudo sobre a nova temporada de "Grease, o Musical", que chega a SP


Inspirado em sucesso na Broadway e nos cinemas, "Grease - O Musical" faz nova temporada no Teatro Claro SP em janeiro de 2023. Com canções originais cantadas em português, adaptação oficial brasileira é dirigida e produzida por Ricardo Marques, vencedor em 2022 do conceituado prêmio inglês Olivier Awards. Foto: Caio Gallucci 


A bem-sucedida versão brasileira de "Grease - O Musical" retorna em 2023 ao palco do Teatro Claro SP para uma curta temporada entre os dias 5 de janeiro e 5 de março, com apresentações de quinta a domingo. O espetáculo é inspirado no musical da Broadway de 1971, que foi transformado no icônico filme de 1978, estrelado por John Travolta e Olivia Newton-John.

Com canções clássicas eternizadas pelo filme e outras composições inéditas, a produção oficial está em cartaz simultaneamente em Londres e ambas as encenações foram produzidas por Ricardo Marques, que venceu o prêmio conceituado prêmio inglês Olivier Awards de 2022 pela produção de "De Volta o Futuro – O Musical" (que estreia na Broadway em 2023). Na versão brasileira, todas as músicas são cantadas em português, mas, no final, o elenco volta ao palco para um mix com as canções originais em inglês. 

Já o elenco traz os talentosos Tiago Prado, Luli, Alice Zamur, Nathan Leitão, Sofie Orleans, Carol Pita, Camila Brandão, Julio Oliveira, Pedro Nasser, Rafa Diverse, Julia Pronio, Vicky Maila, Celso Till, Talihel, Ruy Brissac, Nick Vila Maior, Carla Hossri, Larissa Fernandes, Yasmin Lifer, Julio Felix, Vinicius Cosant, Josemara Macedo e André Gomes. 

Um retrato da revolução sexual e comportamental dos anos 50, "Grease - O Musical" retrata um romance improvável entre a tímida Sandy e o popular Danny. Eles se apaixonaram durante um verão inesquecível nas praias da Califórnia. Quando voltam às aulas, eles descobrem que frequentam a mesma escola. Danny lidera a gangue do Burguer Palace Boys, um grupo que gosta de jaquetas de couro e muito gel no cabelo, e Sandy passa tempo com as Pink Ladies, lideradas pela firme e sarcástica Rizzo. Quando os dois se reúnem, Sandy percebe que Danny não é o mesmo por quem se apaixonou e, por isto, ambos precisam mudar caso queiram ficar juntos.

Para contar essa história leve e divertida, o musical conta com efeitos especiais caprichados, como um voo em cena. O cenário reproduz 12 ambientes; a produção até comprou a carcaça de um carro de verdade para transformá-lo em um Ford Custom de 1951. A montagem ainda tem 90 figurinos e 40 perucas! "Grease, o Musical" é uma realização da 4Act Entretenimento, produtora conhecida por produções como "Ghost - O Musical", "A Era do Rock" e "Castelo Rá-Tim-Bum - O Musical". 


Sobre o produtor Ricardo Marques
Após montar diversos musicais de sucesso no Brasil (entre eles destacam-se “Ghost - O Musical”, “A Era do Rock” e “Castelo Rá-Tim-Bum - O Musical”), o produtor Ricardo Marques, à frente da 4Act Entretenimento, decidiu se aventurar no berço do gênero teatral, o West End de Londres. 

Com um sonho a ser realizado, ele começou a trabalhar em dois projetos para estrearem nos palcos da Inglaterra. Com a diminuição nos casos de Covid-19 e a retomada dos teatros no Reino Unido, as peças, finalmente, puderam marcar sua estreia no West End: Grease – o musical (2022), no Dominion Theatre, e De Volta para o Futuro – o musical (2021), no Adelphi Theatre.

Ficha técnica
"Grease - O Munsical"
Equipe Criativa
Direção: 
Ricardo Marques
Assistente de direção: Igor Pushinov
Direção musical: Paulo Nogueira
Coreografias:  Elcio Bonazzi
Assistente de coreografia: Victoria Ariante
Cenógrafia: J. C. Serroni
Figurinista: Márcio Vinícius
Visagista: Antonio Vanfill
Desenho de som: Tocko Michelazzo
Desenho de luz: Rogério Cândido
Versionistas: Silvano Vieira e Sofia Bragança
Produtor de objetos: Clau Carmo

Equipe de Stage
Production stage manager (PSM): 
Esteban Grossy
Stage manager: Tatah Cerquinho
Stage manager: Vivian Rodrigues

Equipe de produção
Gerente de produção: 
Bia Izar
Assistente de produção: Clayton Epfani
Produtora administrativa: Juliana Lorensseto
Produtora de conteúdo: Marilia Di Dio

Elenco
Danny: 
Tiago Prado
Sandy: Luli
Rizzo: Alice Zamur
Kenickie: Nathan Leitão
Frenchy: Sofie Orleans
Marty: Carol Pita
Jan: Camila Brandão
Sonny: Julio Oliveira
Doody: Pedro Nasser
Roger: Rafa Diverse
Patty: Julia Pronio
Cha Cha: Giulliane Mallen
Eugene: Celso Till
Johnny Casino: Talihel
Vince Fontaine / Officer Maiale: Ruy Brissac
Teen Angel: Nick Vila Maior
Miss Lynch: Carla Hossri
Ensemble: Alice Zamur, Yasmin Lifer e Julio Felix
Dance captain: Vinicius Cosant
Swing: Josemara Macedo e André Gomes

Orquestra
Maestro / Pianista1: 
Paulo Nogueira
Pianista 2: André Repizo
Reed: Chiquinho de Almeida
Trombonista: Douglas Freitas
Trompetista: Bruno Belasco
Baterista: Douglas Andrade
Baixista: Mauro Domenech
Guitarrista: Thiago Lima
Pianista (ensaio): Roniel de Souza / André Luz Coletti


Serviço
"Grease - O Musical"
Temporada a partir de 5 de janeiro de 2023
Local:
 Teatro Claro SP – Shopping Vila Olímpia - R. Olimpíadas, 360 - Vila Olímpia, São Paulo - SP, 04551-000
Capacidade: 799 pessoas
http://teatroclarosp.com.br/
Classificação:
 12 anos
Duração: 140 minutos
Capacodade: 799 pessoas
Acessibilidade
Ar-condicionado


Sessões
Quintas, sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 19h.
Ingressos: 
de R$ 50 a R$ 200.
Até dia 15 de dezembro, os ingressos estão em pré-venda e custam entre R$ 40 e R$ 150.
Confira legislação vigente para meia-entrada.


Canais de venda oficiais
www.sympla.com.br - com taxa de serviço

Bilheteria física - sem taxa de serviço
Teatro Claro (Shopping Vila Olímpia)
De segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingos e feriados, das 12h às 20h.
Telefone: (11) 3448-5061


sábado, 17 de dezembro de 2022

.: Musical "Ney Matogrosso - Homem com H" terá nova temporada em 2023

Com texto de Emilio Boechat e Marília Toledo, segunda produção teatral da Paris Cultural homenageia a trajetória de um dos artistas mais autênticos da cultura brasileira. Foto: Adriano Doria 

Depois do enorme sucesso de sua primeira temporada, o musical "Ney Matogrosso - Homem com H", produção da Paris Cultural, volta em cartaz no 033 Rooftop, do Teatro Santander, localizado no Complexo JK Iguatemi, para uma nova temporada entre os dias 13 de janeiro e 5 de fevereiro de 2023. As apresentações acontecem às quintas e sextas, às 20h30, aos sábados, às 20h30 e às 15h30; e aos domingos, às 15h30 e às 20h.

O espetáculo tem texto de Emilio BoechatMarilia Toledo, que assina também a direção ao lado de Fernanda Chamma, e direção musical de Daniel Rocha. O cantor camaleônico Ney Matogrosso, grande homenageado no musical, é vivido no palco pelo ator Renan Mattos, escolhido por meio de um intenso processo de audições. 

O elenco ainda conta com Vinícius Loyola (Cazuza), Hellen de Castro (Rita Lee), Adriano Tunes (Gérson Conrad), Arthur Berges (Vicente Pereira), Bruno Boer (cover Ney Matogrosso), Murilo Armacollo (Ney jovem), Fábio Lima (ensemble), Giselle Lima (Beíta), Juliana Romano (Regina Chaves), Marcos Lanza (Moracy do Val), Maria Clara Manesco (Luli), Maurício Reducino (Ensemble), Natália Antunes (Dance Captain), Rhener Freitas (João Ricardo), Tatiana Toyota (Elvira) e Vitor Vieira (Matto Grosso).

A ideia de montar essa produção, de acordo com a diretora e autora Marilia Toledo, surgiu depois que ela soube que seus sócios Marcio Fraccaroli e Sandi Adamiu tinham adquirido os direitos para realizar um longa-metragem sobre a vida de Ney Matogrosso. “Eu logo pedi para que eles também adquirissem os direitos para levar a história para o teatro. Tivemos um almoço com o Ney, quando pudemos compartilhar com ele nossa visão sobre esse espetáculo musical”, revela.

“Ney é um artista único, com uma visão cênica impressionante. Ele cuida de todas as etapas de sua performance. Além da escolha de repertório e banda, pensa no figurino, na iluminação, na direção geral.  E, quando está em cena, transforma-se em diferentes personagens. Ele nunca estudou dança e, quando o vemos em cena, parece que nasceu sabendo dançar. Mas ele jamais se coreografa. É sempre um movimento livre”, admira-se a encenadora. 

Já para Renan Mattos é extremamente desafiador interpretar uma figura tão importante para a nossa cultura. “O Ney é um ser camaleônico, tem um lado íntimo reservado, mas ao mesmo tempo é catártico no palco e apresenta um leque de personas a cada música. Cada uma dessas personas tem algo de místico, de misterioso, de selvagem, um ser ‘híbrido’ como definido por muitos, indecifrável. Então eu não me sinto interpretando o Ney e sim pedindo licença e pegando emprestado tudo aquilo que ele transformou na música e na vida das pessoas, todos os caminhos que ele abriu para pessoas e artistas como eu e isso é muito significativo”.

O musical chega para apresentar ao público essa figura tão importante para a nossa cultura, “algo obrigatório para qualquer brasileiro”, como considera Toledo. “A discografia de Ney Matogrosso passeia pelos compositores mais importantes do nosso país, o que reflete a nossa história. E sua história de vida é extremamente interessante. Ele sempre foi um homem absolutamente autêntico. Experimentou e ousou como nenhum outro artista, enfrentando os militares de peito aberto e nu, literalmente”.


A montagem
"Ney Matogrosso - Homem com H" explora momentos e canções marcantes na trajetória do cantor sem seguir necessariamente uma ordem cronológica. A história começa em um show do Secos & Molhados, em plena ditadura militar, quando uma pessoa da plateia o xinga de “viado”. Essa cena se funde com momentos da infância e adolescência do artista. E, dessa forma, outros episódios vão se encadeando na cena.

Para contar essa história, Marilia ToledoEmilio Boechat mergulharam nas três biografias já publicadas sobre Ney Matogrosso, além de matérias jornalísticas, vídeos e o próprio artista. “Com a ajuda do próprio Ney, tentamos ser fiéis aos fatos mais importantes de sua vida privada e profissional, mas com a liberdade lúdica que o teatro pede”, revela a diretora.

Em relação às canções do homenageado, o musical também não segue uma cronologia - exceto naqueles momentos em que a dramaturgia precisa ser mais fiel à realidade. As músicas vão sendo encaixadas no contexto de cada cena e as letras acabam estabelecendo um diálogo interessante com a vida de Ney Matogrosso.  

Quanto à encenação, as diretoras apostam em um ensemble potente, que irá apoiar o protagonista do começo ao fim – e praticamente sem sair de cena. As trocas de figurinos e até maquiagens, inclusive, serão feitas na frente do público, brincando com as ideias de oculto e o explícito o todo o tempo. 

Além da própria trajetória do homenageado, o musical discute um tema cada vez mais relevante para a realidade brasileira: a liberdade. “Principalmente, a liberdade de ser quem se é, a qualquer custo. Ney combateu a ditadura não com palavras, mas com sua atitude cênica, entrando maquiado e praticamente nu no palco e na televisão, na época de maior censura que o país já viveu. As ambiguidades que ele sempre trouxe para o público foram pauta na década de 70 e permanecem em pauta até os dias de hoje. Ele também sempre foi adepto do amor livre e deixou clara a sua bissexualidade desde o início”, destaca Toledo.

Outro aspecto que tem bastante importância na montagem são os icônicos e provocantes figurinos de Ney Matogrosso. A diretora conta que a figurinista Michelly X está mergulhada em uma intensa pesquisa dos trajes originais usados pelo artista-camaleão para poder reproduzi-los com bastante fidelidade. “Para a direção musical, demos total liberdade a Daniel Rocha na concepção musical e sonora. Ele tem uma inteligência profunda na arte de contar histórias por meio de seus arranjos e escolhas de instrumentos e vozes para cada momento da trama", explica.


Ficha técnica
"Ney Matogrosso - Homem com H"
Texto:
Marilia Toledo e Emílio Boechat
Direção: Fernanda Chamma e Marilia Toledo
Coreografia: Fernanda Chamma
Direção musical: Daniel Rocha
Cenografia: Carmem Guerra
Figurinos: Michelly X
Visagismo: Edgar Cardoso
Desenho de som: Eduardo Pinheiro
Desenho de luz: Fran Barros & Tulio Pezzoni
Preparação vocal: Andréia Vitfer
Realização: Paris Cultural
Apresentado por: Santander Seguros e Previdência
Patrocínio: Santander e EMS
Apoio: Trousseau
Produção geral: Paris Cultural
Elenco em ordem alfabética: Adriano Tunes (Gérson Conrad), Arthur Berges (Vicente Pereira), Bruno Boer (Cover Ney Matogrosso), Murilo Armacollo (Ney jovem), Fábio Lima (ensemble), Giselle Lima (Beíta), Hellen de Castro (Rita Lee), Juliana Romano (Regina Chaves), Marcos Lanza (Moracy do Val), Maria Clara Manesco (Luli), Maurício Reducino (ensemble), Natália Antunes (dance captain), Renan Mattos (Ney Matogrosso), Rhener Freitas (João Ricardo), Tatiana Toyota (Elvira), Vinícius Loyola (Cazuza) e Vitor Vieira (Matto Grosso).


Sobre a Paris Cultural
Criada pelos sócios Marcio Fraccaroli, Sandi Adamiu e Marilia Toledo, a Paris Cultural é uma empresa cem por cento brasileira dedicada ao desenvolvimento e produção de espetáculos teatrais, musicais e exposições originais focadas em personalidades e temas nacionais. Com a intenção de valorizar dramaturgos, diretores, compositores e outros artistas brasileiros, a primeira estreia foi o musical Silvio Santos Vem Aí, em março de 2019. Acreditando no potencial dos nossos talentos, a Paris Cultural afirma seu compromisso na criação de um legado para a cultura nacional.


Sobre o 033Rooftop
Inaugurado em 2018 e localizado no topo do Teatro Santander, apontado como um dos melhores espaços de eventos da capital, o 033 Rooftop oferece uma excelente infraestrutura para eventos de qualquer natureza, com modernidade e flexibilidade. Já passaram pelo palco do local os espetáculos Natasha, Pierre e o Grande Cometa de 1812, Zorro – Nasce uma Lenda, Silvio Santos vem aí e Sweeney Todd.

Com o número 033, identificação do Santander em seu nome, o 033 Rooftop tem 1000m² de área total. O empreendimento possui pé direito alto e amplas janelas que exploram o conceito de industrial chic, mesclando obras de arte com um design em linhas retas e tons neutros. O local conta com lounge, terraço, salão principal, bar, varanda privada, sala de reunião VIP, camarim, cozinha industrial e salas técnicas e de apoio.


Sobre o Teatro Santander
O Teatro Santander abriu as cortinas em 2016, com a proposta de ser um espaço multifuncional, moderno, sofisticado e inovador. É o único espaço no Brasil que possui o sistema de recolhimento automático das poltronas e de varas cênicas automatizadas, que permitem a mudança de configuração do espaço em questão de minutos.

Pelo palco do Teatro Santander já passaram musicais como: “We Will Rock You”, “My Fair Lady”, “Alegria, Alegria”, “Cantando na Chuva”, “Se meu apartamento falasse”, “A Pequena Sereia”, “Annie: O Musical”, “Sunset Boulevard”, “Escola do Rock”, “Turma da Mônica”, “O Som e a Sílaba”, “Donna Summer” e “Chicago”.

O Teatro Santander também já recebeu diversos eventos corporativos importantes, além de desfiles, jantares, premiações para empresas, seminários e workshops. Graças a sua versatilidade e tecnologia, o espaço está preparado para receber qualquer tipo de evento sem necessidades de mudanças na configuração. O Teatro Santander também dispõe de acessibilidade para comodidade e locomoção necessária.

Sobre o JK Iguatemi
Projetado sob novo conceito de shopping center, desde 2012, o Shopping JK Iguatemi reúne arte, moda, entretenimento, lazer, tecnologia, cultura, design, gastronomia e excelentes serviços em um único lugar. Faz parte do seu DNA os pilares de inovação e experiência, fazendo com que cada visita seja única e proporcionando oportunidades diferentes e inéditas para todos os públicos. Com a expertise e o diferencial em oferecer o mais completo e diversificado mix, o JK Iguatemi inova com qualidade e antecipa tendências para continuar sendo referência no setor.

Serviço
"Ney Matogrosso - Homem com H"
Temporada:
13 de janeiro a 5 de fevereiro de 2023.
Sessões: às sextas-feiras às 20h30; aos sábados às 15h30 e às 20h30; e aos domingos às 15h30 e às 20h.
Duração do espetáculo: 2 h (com 15 minutos de intervalo)
Local: 033 Rooftop (cobertura do Teatro Santander)
Capacidade: 313 lugares
Setores e preços:  Setor VIP R$ 250 e Setor 2 R$ 75
Vendas online em: https://bileto.sympla.com.br/event/75548
Classificação indicativa:
16 anos
** Clientes Santander possuem 15% de desconto nas compras no bar do 033 Rooftop

Canais de vendas oficiais
Internet (com taxa de serviço): https://www.sympla.com.br/

Bilheteria física (sem taxa de serviço):
Atendimento presencial
: todos os dias 12h às 18h. Em dias de espetáculos, a bilheteria permanece aberta até o início da apresentação. Não é possível o parcelamento em ingressos adquiridos na bilheteria. Autoatendimento: a bilheteria do Teatro Santander possui um totem de autoatendimento para compras de ingressos sem taxa de conveniência 24 horas por dia.
Formas de pagamento: dinheiro, cartão de débito e cartão de crédito.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

.: "Grease, o Musical" em janeiro: pré-venda para apresentações em SP


Após uma temporada de sucesso, "Grease - O Musical" volta aos palcos paulistanos em 2023. Pré-venda especial de ingressos a preços reduzidos. A pré-venda está aberta pelo site da Sympla e tem ingressos com até 25% de desconto. Os valores são válidos até esta quinta-feira, dia 15 de dezembro, quando as entradas passam a ter preço cheio para inteira e meia-entrada. 

Musical de sucesso criado em 1971, nos EUA, ganhou reconhecimento mundial em 1978 com o filme estrelado por John Travolta e Olivia Newton-John. A obra ganhou versão nacional com a adaptação da montagem original encantando fãs de todas as idades. Na Califórnia de 1959, a popular Sandy e o metido Danny se apaixonam e aproveitam um verão inesquecível na praia.

Quando voltam às aulas, eles descobrem que frequentam a mesma escola. Danny lidera a gangue do Burguer Palace Boys, um grupo que gosta de jaquetas de couro e muito gel no cabelo, e Sandy passa tempo com as Pink Ladies, lideradas pela firme e sarcástica Rizzo. Quando os dois se reúnem, Sandy percebe que Danny não é o mesmo por quem se apaixonou e, por isto, ambos precisam mudar caso queiram ficar juntos.

A estreia está marcada para o dia 5 de janeiro no Teatro Claro São Paulo e os fãs já podem garantir seus lugares pelo site  www.sympla.com.br e bilheteria do teatro na pré-venda antecipada, que vai até dia 15 de dezembro. Durante este período, os ingressos contam com preços especiais e custam a partir de R$  40. A partir do dia 16 de dezembro, o valor será cheio tanto para inteira, quando para meia-entrada, custando a partir de R$ 50. "Grease - O Musical" é apresentado pela 4Act Entretenimento, produtora conhecida por produções como "Ghost - O Musical", "A Era do Rock" e "Castelo Rá-Tim-Bum - O Musical".


Ficha técnica
"Grease - O Munsical"
Equipe Criativa
Direção:
Ricardo Marques
Assistente de direção: Igor Pushinov
Direção musical: Paulo Nogueira
Coreografias:  Elcio Bonazzi
Assistente de coreografia: Victoria Ariante
Cenógrafia: J. C. Serroni
Figurinista: Márcio Vinícius
Visagista: Antonio Vanfill
Desenho de som: Tocko Michelazzo
Desenho de luz: Rogério Cândido
Versionistas: Silvano Vieira e Sofia Bragança
Produtor de objetos: Clau Carmo

Equipe de Stage
Production stage manager (PSM):
Esteban Grossy
Stage manager: Tatah Cerquinho
Stage manager: Vivian Rodrigues

Equipe de produção
Gerente de produção:
Bia Izar
Assistente de produção: Clayton Epfani
Produtora administrativa: Juliana Lorensseto
Produtora de conteúdo: Marilia Di Dio

Elenco
Danny:
Tiago Prado
Sandy: Luli
Kenickie: Nathan Leitão
Frenchy: Sofie Orleans
Marty: Carol Pita
Jan: Camila Brandão
Sonny: Julio Oliveira
Doody: Pedro Nasser
Roger: Rafa Diverse
Patty: Julia Pronio
Cha Cha: Giulliane Mallen
Eugene: Celso Till
Johnny Casino: Talihel
Vince Fontaine / Officer Maiale: Ruy Brissac
Teen Angel: Nick Vila Maior
Miss Lynch: Carla Hossri
Ensemble: Alice Zamur, Yasmin Lifer e Julio Felix
Dance captain: Vinicius Cosant
Swing: Josemara Macedo e André Gomes

Orquestra
Maestro / Pianista1:
Paulo Nogueira
Pianista 2: André Repizo
Reed: Chiquinho de Almeida
Trombonista: Douglas Freitas
Trompetista: Bruno Belasco
Baterista: Douglas Andrade
Baixista: Mauro Domenech
Guitarrista: Thiago Lima
Pianista (ensaio): Roniel de Souza / André Luz Coletti


Serviço
"Grease - O Musical"
Temporada a partir de 5 de janeiro de 2023
Local:
Teatro Claro SP – Shopping Vila Olímpia - R. Olimpíadas, 360 - Vila Olímpia, São Paulo - SP, 04551-000
Capacidade: 799 pessoas
http://teatroclarosp.com.br/
Classificação:
12 anos
Duração: 140 minutos
Acessibilidade
Ar-condicionado


Sessões
Quintas, sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 19h.
Ingressos:
de R$ 50 a R$ 200.
Até dia 15 de dezembro, os ingressos estão em pré-venda e custam entre R$ 40 e R$ 150.
Confira legislação vigente para meia-entrada.


Canais de venda oficiais
www.sympla.com.br - com taxa de serviço

Bilheteria física - sem taxa de serviço
Teatro Claro (Shopping Vila Olímpia)
De segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingos e feriados, das 12h às 20h.
Telefone: (11) 3448-5061


domingo, 23 de outubro de 2022

.: Entrevista: Willie de Oliveira e Medusa Trio juntos no Sesc Santos, dia 26


Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

No dia 26 de outubro, a partir das 20 horas, o cantor Willie de Oliveira, ex-vocalista do Rádio-Taxi, se apresenta com o grupo Medusa Trio no Sesc, com entrada gratuita para o público (os ingressos devem ser retirados com uma hora de antecedência na bilheteria do Sesc, na Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida). Será uma ótima oportunidade para reviver hits que marcaram os anos 80 e conhecer também o trabalho instrumental do Medusa Trio, comandado pelo guitarrista Milton Medusa. Em entrevista para o Resenhando, Willie explica como surgiu essa parceria com os músicos santistas e revela que está procurando estruturar a sua produção autoral. “Estou aprendendo a jogar o jogo dos canais de streaming como fontes de divulgação”.


Resenhando – Como foi que surgiu essa sua parceria com o grupo do Milton Medusa? Willie de Oliveira – Ih, já faz tempo, rapaz. Desde 2008. O Milton foi aluno da escola do falecido e saudoso Wander Taffo (também ex-RadioTaxi). Então, a partir daí passamos a nos conhecer. E em um evento que teve na escola, chamei ele para tocar e me surpreendi ao ver como ele conhecia as músicas de minha época. Rolou uma química musical muito legal. Os demais músicos que compõem o trio também são talentosos. Então acabou dando tudo certo e estamos aí fazendo shows por aí.


Resenhando – Sua antiga banda (Radio Taxi) tinha músicos que, como você, já possuíam um currículo respeitável na música. Como foi essa experiência? Willie de Oliveira – Eu costumo dizer que tínhamos sido estagiários no Secos e Molhados, Rita Lee e Tutti-Frutti, entre outros. Mas é fato que, com o Rádio Taxi, passamos de coadjuvantes para protagonistas emplacando hits nas rádios. O primeiro disco tinha composições do Nelson Motta, Rita Lee e Roberto de Carvalho... além da experiência, nós tivemos foi muita sorte de contar com esse apoio no início.


Resenhando – Você saiu logo depois do segundo disco. Foi para tentar uma carreira solo? Willie de Oliveira – Na verdade minha saída não foi algo planejado. Foi como uma briga de moleques, pois éramos bem mais jovens e imaturos. O que aconteceu é que a canção Eva estava estourando nas paradas e o público começou a perguntar onde estava o cantor? Foi aí que lancei o single Sinal de Paixão, que foi tema de novela da Rede Globo. Depois toquei no grupo KGB com outras figuras lendárias: o guitarrista Piska, que tocou no Casa das Máquinas, e o baixista Pedro Baldanza, do Som Nosso de Cada Dia. Lançamos um single com a canção Ponte Aérea para Shan-Gri-La, que chegou a ser bem executada nas rádios. Mas o projeto não teve continuidade.


Resenhando – É verdade que você começou na música tocando em bailes? Willie de Oliveira – É sim. Na minha época não havia a internet com todas as facilidades que ela proporciona. Aprendia as letras das músicas ouvindo no toca-discos e anotando. Me guiava pelo som das palavras que os cantores internacionais cantavam. Acabou sendo um aprendizado e tanto.


Resenhando – E como é tocar música nesta era do streaming? Willie de Oliveira – Eu estou fazendo uma espécie de cursinho desse mundo. Em breve lançarei o meu canal oficial no spotfy e demais plataformas. A bem da verdade, estou me inteirando melhor sobre o mercado autoral, para poder proteger a minha produção. Não por acaso músicos como Djavan já têm a sua própria editora, justamente para proteger sua obra das grandes gravadoras ou de empresários inescrupulosos.


Resenhando – E o que o público santista pode esperar do show no dia 26? Willie de Oliveira – Vai ser muito legal. O Medusa Trio abre com o som instrumental deles, depois eu subo no palco e canto uma música deles, a única cantada deles, inclusive. E depois revisitamos alguns hits dos anos 80 e mais algumas surpresas com foco no Classic Rock dos anos 60 e 70. Quem for não vai se arrepender.


 "Um Amor de Verão"


"Sweet Home" Chicago


"Eva"


"Com o Rádio Ligado"






sexta-feira, 30 de setembro de 2022

.: Crítica musical: Duo Lumme//Prismo lança o primeiro álbum "Ovis Aries"


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

O duo de rock experimental Lumee//Prismo lançou em todas as plataformas digitais o primeiro álbum, intitulado "Ovis Aries". O trabalho traz uma interessante mescla de sons influenciados pela música eletrônica e pelo rock alternativo.

Formado em 2017 em São Paulo, o duo tem Luma Garcia (Lumee - vocais, piano e synths) e Guilherme da Matta (Prismo - guitarra). Luma participou de diversos outros projetos musicais, com os quais se apresentou pelo Brasil e pelos Estados Unidos, sempre conciliando com outras paixões suas, como as aulas de canto e o teatro. Atualmente, ela integra a Companhia Yara de Canto Lírico, e também já integrou o Núcleo Erínias, da Companhia de Teatro d`Os Satyros.

Guilherme, por sua vez, já comandou bandas de rock e tocou vários tipos de evento. Bacharelado em guitarra jazz e pós-graduado em educação musical, hoje gerencia sua própria escola, a Allemande Escola de Música. Participa também do quarteto de Guitarras Tesla.

Nesse trabalho, o duo investe em um repertório autoral composto em inglês, provavelmente visando o mercado internacional. É possível notar traços de influência de bandas como Audioslave, Rage Against the Machine, Evanescence, King Crimson e Linkin Park. No plano nacional, citam Sepultura e Mutantes como fontes de inspiração.

Uma das faixas mais recentes, "Human Again", já pode ser conferida no canal do YouTube da banda, assim como as demais que compõem esse álbum. As canções tratam de temas atuais, com alguns momentos densos, como se percebe nas faixas "Violence" e "Routine".

A sonoridade vai agradar quem curte rock alternativo denominado indie rock, com uso de efeitos e samplers. A impressão que se tem é que eles investem em uma produção que busca contar histórias por intermédio das canções. Há um certo clima cinematográfico em alguns momentos, como se a canção pudesse se tornar trilha de algum filme.

A voz de Luma é um ponto forte do duo, trazendo sempre interpretações convincentes para os temas densos. As texturas de Guilherme nos arranjos complementam de forma perfeita as canções.O disco foi lançado pelo selo Maxilar, de Gabriel Thomaz (Autoramas) e Henrique Roncoletta, que vêm investindo em lançamentos com foco na diversidade musical. E vale a pena ser conferido.

"Human Again"

"Routine"


"Fear" 

sexta-feira, 19 de agosto de 2022

.: Crítica: musical "A Família Addams", requintado e sensual, é contagiante


Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em agosto de 2022


O clássico musical "A Família Addams" volta aos palcos paulistanos com uma história original e poderosa o suficiente para enlouquecer os que zelam por seus rebentos a ponto de não se darem conta de que já cresceram. Até mesmo Mortícia (Marisa Orth, de "Sunset Boulevard") e Gomez Addams (Daniel Boaventura, de "Peter Pan - O Musical da Broadway") fazem parte desse grupo de pais. 

Na montagem de 2022, da Time For Fun, a jovem princesinha das Trevas, Wandinha Addams (Pamela Rossini, de "Isso Que é Amor"), está apaixonada por um rapaz de boa família. Contudo, a relação da adolescente com Lucas (Dante Paccola, de "Chaves - Um Tributo Musical") precisa dar um passo importante, o que leva os pais do jovem a um jantar na mansão dos Addams.

Assim, entram em cena Alice Beineke (Kiara Sasso, de "A Noviça Rebelde" e "Um Sonho de Natal") e Mal Beineke (Fred Silveira, de "Forever Young" e "O Fantasma da Ópera"), os pais de Lucas. Contudo, Gomez e Morticia mantém o pacto de não guardarem segredos, mas por amor a filha, o senhor Addams tenta levar o jantar de uma forma que Mortícia não suspeite o real envolvimento da filhinha amada nesse evento familiar. Contudo, Feioso (Raphael Souza, de "Castelo Rá-Tim-Bum, o Musical"), sabendo que perderá a irmãzinha que o tortura, também resolve dar um jeitinho e complica ainda mais a situação.

No palco, o cenário impecável que é modificado por vezes, gira ou até se abre tal qual uma caixa partida ao meio, faz a produção requintada deixar qualquer um boquiaberto com as muitas cenas que fascinam, incluindo números de dança, com direito a tango. Como não se encantar com a introdução feita pelo "mãozinha" que, no caso, é a do maestro - com direito a efeitos luminosos? Ou ainda quando numa "explosão", voam serpentinas da cor das trevas em direção a plateia ou até, antes do intervalo, com a história cheia de provocações lançadas sobre o que pode acontecer na segunda parte da montagem, simplesmente invoca a chuva que cai no palco. 

A montagem que está na quarta edição é riquíssima, pois une grandes nomes do teatro musical para brilhar no palco ao lado dos queridos Marisa Orth e Daniel Boaventura. Nós do Resenhando.com assistimos uma apresentação com Jana Amorim (de "A Escola do Rock - O Musical") substituindo a mamãe Addams e foi perfeita. Belíssima no figurino de encher os olhos, a atriz ainda é capaz de fazer peripécias quando desce a escada da mansão, pela primeira vez, e, até, garante uma cena que a Samara de "O Chamado" não colocaria defeito, durante um passeio noturno. A atriz assume a responsabilidade de alternar a protagonista, entregando muita atuação e uma linda voz para o canto.

Outra voz poderosa e marcante em "A Família Addams" é a de Pamela Rossini que interpreta Wandinha. Dona de solos no musical esbanja talento, o que rapidamente convida o público para acompanhar todo o seu drama -que acaba envolvendo todos os personagens da história. O dueto dela com Daniel Boaventura, o Gomez, é lindo, daqueles que fazem escapar algumas lágrimas. Ali, os dois entregam uma completa cumplicidade de pai e filha. Emoção garantida! 

Há ainda outro personagem que lida diretamente com Wandinha: o irmãozinho Feioso, intepretado por Raphael Souza. Com um vocal jovial e na medida certa, dá vida ao mais novo membro da família e, ainda que que goste de sofrer nas mãos da irmã, o que o leva a fazer coisas erradas, desperta uma vontade de convencê-lo a não ser tão macabro, muito mais com Wandinha. No entanto, ele é um Addams e ser "normal" não é agradável. Assim, o cíume de irmão tempera o espetáculo com revelações bombásticas.

Na mansão dos Addams, estão ainda a sagaz Vovó, intepretada por Liane Maya, o falante e divertido Tio Fester, vivido por Bernardo Berro (de "A Escola do Rock - O Musical") e o mordomo que fala por murmúrios, Tropeço, que por Tiago Kaltenbacher protagoniza uma tremenda surpresa ao final. Como se já não bastassem os moradores da mansão serem incríveis, são acrescidos outros três personagens para a trama: Alice Beineke (Kiara Sasso), Mal Beineke (Fred Silveira) e Lucas Beineke (Dante Paccola). Não há como deixar de mencionar o vocal dos pais do garoto que gera o caos para os Addams. Kiara Sasso, em sua cena revelação durante o jantar brilha demais, além de fazer um dueto perfeito com Fred Silveira. Vozes que arrepiam!

"A Família Addams", na versão 2022, é contagiante e emociona desde o início, quando a mãozinha, ao som da famosa trilha sonora dos Addams, apresenta ao público, com deboche, a essência do lendário cartunista americano Charles Addams. Deixando, assim, o palco ser tomado por personagens ácidos, macabros e bizarros, mas que transbordam muito bom humor, com umas boas pitadas sensuais. O espetáculo fica em cartaz no Teatro Renault, em São Paulo, até o dia 28 de agosto. Imperdível!

* Mary Ellen é editora do portal cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do www.photonovelas.com.br. Twitter:@maryellenfsm

Elenco principal
Morticia Addams – Marisa Orth
Gomez Addams – Daniel Boaventura
Alice Beineke – Kiara Sasso
Mal Beineke – Fred Silveira
Vovó – Liane Maya
Wandinha – Pamela Rossini
Lucas Beineke – Dante Paccola
Fester – Bernardo Berro
Feioso – Raphael Souza
Feioso – Rodrigo Spinosa
Tropeço – Tiago Kaltenbacher

Ensemble femininoJana Amorim
Anna Preto
Lara Suleiman
Vania Canto

Ensemble masculinoDaniel Cabral
Wagner Lima
Marcelo Ferrari
Felipe Carvalhido

Swing
Swing feminino - Marília Nunes
Swing feminino - Keila Bueno
Swing masculino - Matheus Paiva
Swing masculino - Vicente Oliveira
"A Família Addams"
Apresentado por BrasilprevPatrocínio: Farmacêutica EMS/ Abastece-Aí
Fornecedor oficial: Família Salton
Apoio: Premier Pet
Produção: Time For Fun

Local: 
Teatro Renault - Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista, São Paulo
Sessões: quintas e sextas, às 21h. Sábados, às 17h e 21h, e Domingos, às 16h e 20h.
Capacidade: 1.570 lugares.
Assentos: o teatro conta com 53 assentos para pessoas com deficiência. São 37 lugares para pessoas com deficiência e 16 para pessoas obesas.
Classificação etária indicativa: livre. Menores de 12 anos: permitida a entrada acompanhados dos pais ou responsáveis legais.
Estacionamento: o teatro não possui estacionamento próprio.
Ingressos: a partir de R$ 25 (meia-entrada)

Sextas, às 21h. Sábados, às 17h e 21h, e domingos, às 16h.
Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário.
Bilheteria oficial - Sem taxa de conveniênciaTeatro Renault - Segundas-feiras: fechada / Terça a domingo, das 12h às 20h (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista)
•     Ingressos a preços populares estarão disponíveis na bilheteria oficial, limitados à disponibilidade da casa.
•     Preços populares: R$ 50 (inteira)/ R$ 25 (meia)
Locais de venda - Com taxa de conveniência
Pela internet: www.ticketsforfun.com.br
Retirada na bilheteria e E-ticket - taxas de conveniência e de entrega.
Formas de Pagamento: dinheiro, cartões de crédito American Express®, Visa, MasterCard, MasterCard débito, Diners e cartões de débito Visa Electron.
Venda a grupos: grupos@t4f.com.br
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