Amanda Klein permanece no telejornal como colunista política, dedicando-se a um quadro diário. Além disso, ela seguirá apresentando o ‘É Notícia' na madrugada de terça para quarta-feira. Por sua vez, Mariana Godoy continuará à frente do talk show semanal exibido às sextas-feiras, às 23h, o "Mariana Godoy Entrevista".
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020
.: Mariana Godoy é a nova âncora do "RedeTV News" e continua no talk-show
sexta-feira, fevereiro 28, 2020Sem Comentarios
Amanda Klein permanece no telejornal como colunista política, dedicando-se a um quadro diário. Além disso, ela seguirá apresentando o ‘É Notícia' na madrugada de terça para quarta-feira. Por sua vez, Mariana Godoy continuará à frente do talk show semanal exibido às sextas-feiras, às 23h, o "Mariana Godoy Entrevista".
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020
.: Terceira temporada de "Westworld" aprofunda inteligência artificial
quinta-feira, fevereiro 27, 2020Sem Comentarios
A superaguardada terceira temporada de "Westworld", produção original da HBO vencedora de três Emmys®, chega ao canal e à HBO GO no domingo, dia 15 de março, às 23h, trazendo à tona discussões sobre a última fronteira da inteligência artificial.
Mais do que uma obra de ficção, a terceira temporada de "Westworld" chega para aprofundar questões do futuro, hoje: smartspearkers, reconhecimento facial, IOT já fazem parte do nosso dia a dia de forma tão integral que dependemos cada vez mais da tecnologia sem notar.
Até que ponto dominamos a máquina, e até que ponto tem a máquina nos direcionado? As temporadas anteriores de "Westworld" e de todas as séries da HBO estão disponíveis na HBO GO.
.: MIS realiza a Mostra Tilda Swinton em celebração ao Dia da Mulher
quinta-feira, fevereiro 27, 2020Sem Comentarios
Com entrada gratuita, a mostra traz uma retrospectiva dos trabalhos da atriz britânica, que completa 60 anos em 2020. Entre os destaques, estão "Suspíria - A Dança do Medo", "Conduta de Risco" e "Expresso do Amanhã", do diretor Bong Joon-hoo
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, o MIS - instituição da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo - realiza a Mostra Tilda Swinton, consagrada atriz britânica que também completa 60 anos em 2020. A mostra acontece de 3 a 8 de março, com entrada gratuita (retirada de ingresso com uma hora de antecedência na recepção).
De sua estreia cinematográfica em "Caravaggio" (1986), passando por obras que lhe renderam prêmios internacionais (como "Conduta de risco", de 2007, quando conquistou Oscar de melhor atriz coadjuvante), a sucessos recentes como "Suspiria - A Dança do Medo" (2018) e "Mortos Não Morrem" (dir. Jim Jarmusch, 2019), a mostra apresenta um panorama da carreira da atriz, conhecida por estrelar tanto blockbusters quanto cultuadas obras independentes. Confira, abaixo, a programação completa:
Terça-feira, 3 de março
15h (Auditório MIS) - "Pecados Ardentes" ("Young Adam", dir. David Mackenzie, 2003, França; Inglaterra, 98min, drama, Digital, 16 anos)
17h (Auditório MIS) - "Um Sonho de Amor" ("Io Sono L’amore", dir. Luca Guadagnino, 2009, Itália, 118min, drama, Digital, 16 anos)
19h30 (Auditório MIS) - "Precisamos Falar Sobre o Kevin" ("We Need to Talk About Kevin", dir. Lynne Ramsay, 2011, EUA, Inglaterra, 110min, drama, Digital, 16 anos)
Quarta-feira, 4 de março
15h (Auditório MIS) - "Orlando - A Mulher Imortal" ("Orlando", dir. Sally Potter, 1992, França; Inglaterra, Itália, Holanda, Rússia, 93min, drama, Digital, 12 anos)
17h (Auditório MIS) - "Queime Depois de Ler" ("Burn After Reading", dir. Joel Coen, Ethan Coen, 2008, EUA, França, Inglaterra, 96min, comédia; policial, Digital, 14 anos)
19h (Auditório MIS) - "Conduta de Risco" ("Michael Clayton", dir. Tony Gilroy, 2007, EUA, 119min, drama, Digital, 12 anos)
Quinta-feira, 5 de março
14h (Auditório LABMIS) - "Caravaggio" ("Caravaggio", dir. Derek Jarman, 1986, Inglaterra, 93min, drama, Digital, 16 anos)
16h (Auditório LABMIS) - "Amantes Eternos ("Only Lovers Left Alive", dir. Jim Jarmush, 2013, Inglaterra; Alemanha; Chipre; EUA; França, 123min, drama; terror, Digital, 14 anos)
Sexta-feira, 6 de março
15h (Auditório MIS) - "Os Mortos Não Morrem" ("The Dead Don’t Die", dir. Jim Jarmush, 2019, EUA; Suécia, 104min, comédia; fantasia, Digital, 16 anos)
17h (Auditório MIS) - "Expresso do Amanhã" ("Snowpiercer", dir. Bong Joon-hoo, 2013, EUA, Coréia do Sul, França, República Tcheca, 123min, ação; drama, Digital, 16 anos)
19h30 (Auditório MIS) - "Suspiria: a Dança do Medo" ("Suspiria", dir. Luca Guadagnino, 2018, EUA, Itália, 152min, fantasia, suspense, terror, Digital, 16 anos)
Sábado, 7 de março
14h (Auditório LABMIS) - "Expresso do Amanhã" ("Snowpiercer", dir. Bong Joon-hoo, 2013, EUA, Coréia do Sul, França, República Tcheca, 123min, ação; drama, Digital, 16 anos)
15h (Auditório MIS) - "Um Sonho de Amor" ("Io Sono L’amore", dir. Luca Guadagnino, 2009, Itália, 118min, drama, Digital, 16 anos)
16h30 (Auditório LABMIS) - "Crepúsculo do Caos" ("The Last of England", dir. Derek Jarman, 1987, Inglaterra; Alemanha, 87min, drama, Digital, 16 anos)
17h30 (Auditório MIS) - "Queime Depois de Ler" ("Burn After Reading", dir. Joel Coen, Ethan Coen, 2008, EUA, França, Inglaterra, 96min, comédia; policial, Digital, 14 anos)
18h30 (Auditório LABMIS) - "Orlando - A Mulher Imortal" ("Orlando", dir. Sally Potter, 1992, França; Inglaterra, Itália, Holanda, Rússia, 93min, drama, Digital, 12 anos)
19h30 (Auditório MIS) - "Precisamos Falar Sobre o Kevin" ("We Need to Talk About Kevin", dir. Lynne Ramsay, 2011, EUA, Inglaterra, 110min, drama, Digital, 16 anos)
Domingo, 8 de março
14h (Auditório LABMIS) - "War Requiem" ("War Requiem", dir. Derek Jarman, 1989, Inglaterra, 92min, drama, Digital, 18 anos)
15h (Auditório MIS) - "Amantes Eternos" ("Only Lovers Left Alive", dir. Jim Jarmush, 2013, Inglaterra; Alemanha; Chipre; EUA; França, 123min, drama; terror, Digital, 14 anos)
16h (Auditório LABMIS) - "Caravaggio" ("Caravaggio", dir. Derek Jarman, 1986, Inglaterra, 93min, drama, Digital, 16 anos)
17h30 (Auditório MIS) - "Um Mergulho no Passado" ("A Big Splash", dir. Luca Guadagnino, 2015, Itália, França, 125min, drama; policial, Digital, 16 anos)
18h (Auditório LABMIS) - "Os Mortos Não Morrem" ("The Dead Don’t die", dir. Jim Jarmush, 2019, EUA; Suécia, 104min, comédia; fantasia, Digital, 16 anos)
Serviço
Mostra Tilda Swinton
De 3 a 8 de março
Horário: consultar programação.
Local: Auditório MIS (172 lugares) Auditório LABMIS (66 lugares).
Ingresso: gratuito. Ingressos distribuídos uma hora antes Recepção MIS.
Classificação: de acordo com cada filme.
Museu da Imagem e do Som – MIS
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo| (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br.
Estacionamento conveniado: R$ 18. Acesso e elevador para cadeirantes. Ar-condicionado.
.: STARZPLAY adquire direitos da série “The Great”
quinta-feira, fevereiro 27, 2020Sem Comentarios
STARZPLAY, o serviço premium de streaming da Starz, anunciou um contrato de licenciamento para a aguardada série “The Great”, da MRC Television, para o Reino Unido, Irlanda, Alemanha, Áustria, Espanha, França, Itália, Suiça, Bélgica, Holanda, Luxemburgo e América Latina. A estreia está prevista para o segundo trimestre de 2020.
Do escritor indicado ao Oscar® Tony McNamara (“A Favorita”), “The Great” é um drama cômico e satírico sobre a ascensão de Catarina, a Grande, de forasteira até a governante que reinou por mais tempo na história da Rússia. Utilizando fatos históricos ocasionalmente, a série é estrelada por Elle Fanning, Nicholas Hoult, Phoebe Fox, Adam Godley, Gwilym Lee, Charity Wakefield, Douglas Hodge, Sacha Dhawan, Sebastian de Souza, Bayo Gbadamosi e Belinda Bromilow.
“The Great” foi criada, escrita e produzida por Tony McNamara. Conta com produção também de Marian Macgowan, Josh Kesselman e Ron West da Thruline, Brittany Kahan Ward, Doug Mankoff e Andrew Spaulding da Echo Lake, Elle Fanning, Mark Winemaker e Matt Shakman. O projeto é produzido pelo Civic Center Media em associação com a MRC Television.
“‘The Great’ tem tudo o que a STARZPLAY busca oferecer ao nosso público global, que espera nada menos do que conteúdo premium”, disse Superna Kalle, EVP, Starz International Digital Networks. “Um escritor premiado, um elenco extremamente talentoso e, não menos importante, uma história altamente divertida que oferece partes iguais de perspicácia e coração. Estamos muito orgulhosos de adicionar "The Great" à nossa biblioteca de conteúdo”.
No Brasil, STARZPLAY, o serviço premium de streaming da Starz, está disponível no STARZPLAY App, lançado recentemente para iOs and Android, assim como na Apple TV para toda a América Latina. Os assinantes dessas plataformas terão acesso a séries aclamadas, como “Mr. Mercedes” e “Das Boot”; séries premiadas, como “The Act”; a série prelúdio de Batman, “Pennyworth”, da DC Comics; a esperada segunda temporada de “Castle Rock”, série de terror psicológico de Stephen King e J.J. Abrams; além de uma crescente seleção de conteúdos exclusivos STARZ Originals, disponíveis no mesmo dia do lançamento nos Estados Unidos, incluindo “The Spanish Princess”, o thriller de suspense “Dublin Murders” e o premiado “Vida”, assim como filmes de sucesso, como a série cinematográfica “Divergente” e “Sex Tape”.
O app STARZPLAY está disponível para download em iPhone e iPad, assim como em uma ampla variedade de dispositivos Android. Até quatro usuários podem assistir aos conteúdos simultaneamente, disfrutando de uma seleção de shows e filmes a serem baixados e assistidos off-line. Os usuários do aplicativo podem aproveitar as recomendações personalizadas de shows e filmes, feitas com base em seus interesses, e selecionar sua linguagem preferida de áudio e legendas.
Assinantes do canal STARZPLAY na Apple TV App também podem assistir online ou aproveitar downloads de seus shows e filmes favoritos através do app STARZPLAY, que está disponível em iPhones, iPads, Apple TV e em smart TVs selecionadas da Samsung.
STARZPLAY: https://www.starz.com/br/pt/. STARZPLAY no Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCjdrN9B87zcFMcasW03rbUA
.: "Daqui Não Saio": o povoado italiano que fez de Hitler um herói
quinta-feira, fevereiro 27, 2020Sem Comentarios
Sucesso de crítica e de vendas na Itália, com mais de 100 mil exemplares vendidos, "Daqui Não Saio" é um dos maiores fenômenos literários da Europa dos últimos anos.
Uma premiada narrativa confessional sobre a relação nem sempre amistosa entre nazismo e fascismo, a obra de Marco Balzano chega pela Editora Bertrand Brasil com tradução de Ivone Benedetti
Quem admira a bela imagem composta por um lago azul-esverdeado e uma torre de igreja medieval que emerge das águas, na região do antigo povoado de Curon (uma localidade do Alto Adigio, na Itália), não imagina que, por trás (ou melhor, abaixo) da deslumbrante paisagem, há um fragmento histórico precioso.
Apenas o inusitado da torre cercada de água por todos os lados e a beleza do quadro já seriam suficientes para fazer do local um ponto turístico, mas Marco Balzano reconstitui em Daqui não saio o que se sucedeu na região na fronteira entre Itália e Áustria no período do início da II Guerra.
Mussolini, de um lado, e Hitler, do outro, dividem a preferência dos habitantes. Trina, uma professora de alemão, língua oficial da região, é proibida de lecionar e toda a população se vê obrigada a aprender italiano para a revolta dos locais. A insatisfação se intensificaria mais tarde com a decisão da criação de um lago artificial que inundaria suas vilas e casas. A personagem da professora, segundo o autor, em entrevistas, teria existido e resistido à inundação da aldeia, subindo ao telhado de sua casa e gritando que ali ficaria ("resto qui", daí o título no original em italiano).
Trina era casada com Erich, um dos manifestantes que liderava o “movimento dos descontentes” com o avanço fascista e as mudanças impostas na região, com quem teve um filho e uma filha. Um passeio histórico pelo nazifascismo, a narrativa premiada de Balzano avança pela trajetória de Trina na forma de uma carta escrita à filha, que desapareceu aos dez anos, levada por tios para Berlim. Com a ascensão do nazismo, perdem o outro filho para o exército de Hitler, que se voluntaria ao regime para o desgosto dos pais, ferrenhos antinazistas.
O texto delicado de Marco Balzano analisa com lupa as nuances do período histórico. Neste microcosmo, uma parte comunidade italiana passou a tratar Hitler como um herói (não é o caso dos protagonistas da história, é claro) pela promessa de “livramento” das garras de Benito Mussolini, que empobrecia a população e a fazia sofrer sob seu regime fascista. Quando os nazistas tomaram a Itália, as obras da represa pararam, puderam voltar a falar sua língua e a população passou a ter trabalho – por mais que não soubessem que construíam, na verdade, estradas para campos de concentração nazistas.
Tudo isso é pedaço de vida real entranhado na vida da fictícia Trina, que encontra na palavra, na resistência do idioma que ensinava, uma forma de não se submeter à tirania. Daqui não saio é uma história social atualíssima, que cativa desde a primeira página. Marco Balzano tem a habilidade dos grandes narradores: harmoniza a escrita à respiração das personagens. Com uma voz íntima que devolve vida à história, ele retrata a força de uma comunidade no momento em que, agarrando-se a raiva, opta por resistir.
Sobre o autor
Marco Balzano nasceu em Milão em 1978, onde mora e trabalha como professor. Com mais de 100 mil exemplares vendidos somente na Itália e direitos de tradução adquiridos em diversos países, Daqui não saio, seu sexto romance, foi finalista do Prêmio Strega e ganhador dos prêmios Bagutta, Mario Rigoni Stern, Asti d’Appello, Minerva, Elba, Dolomiti Unesco, Viadana, Latisana, Omegna e Méditerranée.
"Daqui Não Saio" ("Resto Qui")
Marco Balzano
Tradução de Ivone Benedetti
210 páginas | R$ 39,90
Ed. Bertrand Brasil | Grupo Editorial Record
Uma premiada narrativa confessional sobre a relação nem sempre amistosa entre nazismo e fascismo, a obra de Marco Balzano chega pela Editora Bertrand Brasil com tradução de Ivone Benedetti
Quem admira a bela imagem composta por um lago azul-esverdeado e uma torre de igreja medieval que emerge das águas, na região do antigo povoado de Curon (uma localidade do Alto Adigio, na Itália), não imagina que, por trás (ou melhor, abaixo) da deslumbrante paisagem, há um fragmento histórico precioso.
Apenas o inusitado da torre cercada de água por todos os lados e a beleza do quadro já seriam suficientes para fazer do local um ponto turístico, mas Marco Balzano reconstitui em Daqui não saio o que se sucedeu na região na fronteira entre Itália e Áustria no período do início da II Guerra.
Mussolini, de um lado, e Hitler, do outro, dividem a preferência dos habitantes. Trina, uma professora de alemão, língua oficial da região, é proibida de lecionar e toda a população se vê obrigada a aprender italiano para a revolta dos locais. A insatisfação se intensificaria mais tarde com a decisão da criação de um lago artificial que inundaria suas vilas e casas. A personagem da professora, segundo o autor, em entrevistas, teria existido e resistido à inundação da aldeia, subindo ao telhado de sua casa e gritando que ali ficaria ("resto qui", daí o título no original em italiano).
Trina era casada com Erich, um dos manifestantes que liderava o “movimento dos descontentes” com o avanço fascista e as mudanças impostas na região, com quem teve um filho e uma filha. Um passeio histórico pelo nazifascismo, a narrativa premiada de Balzano avança pela trajetória de Trina na forma de uma carta escrita à filha, que desapareceu aos dez anos, levada por tios para Berlim. Com a ascensão do nazismo, perdem o outro filho para o exército de Hitler, que se voluntaria ao regime para o desgosto dos pais, ferrenhos antinazistas.
O texto delicado de Marco Balzano analisa com lupa as nuances do período histórico. Neste microcosmo, uma parte comunidade italiana passou a tratar Hitler como um herói (não é o caso dos protagonistas da história, é claro) pela promessa de “livramento” das garras de Benito Mussolini, que empobrecia a população e a fazia sofrer sob seu regime fascista. Quando os nazistas tomaram a Itália, as obras da represa pararam, puderam voltar a falar sua língua e a população passou a ter trabalho – por mais que não soubessem que construíam, na verdade, estradas para campos de concentração nazistas.
Tudo isso é pedaço de vida real entranhado na vida da fictícia Trina, que encontra na palavra, na resistência do idioma que ensinava, uma forma de não se submeter à tirania. Daqui não saio é uma história social atualíssima, que cativa desde a primeira página. Marco Balzano tem a habilidade dos grandes narradores: harmoniza a escrita à respiração das personagens. Com uma voz íntima que devolve vida à história, ele retrata a força de uma comunidade no momento em que, agarrando-se a raiva, opta por resistir.
Sobre o autor
Marco Balzano nasceu em Milão em 1978, onde mora e trabalha como professor. Com mais de 100 mil exemplares vendidos somente na Itália e direitos de tradução adquiridos em diversos países, Daqui não saio, seu sexto romance, foi finalista do Prêmio Strega e ganhador dos prêmios Bagutta, Mario Rigoni Stern, Asti d’Appello, Minerva, Elba, Dolomiti Unesco, Viadana, Latisana, Omegna e Méditerranée.
"Daqui Não Saio" ("Resto Qui")
Marco Balzano
Tradução de Ivone Benedetti
210 páginas | R$ 39,90
Ed. Bertrand Brasil | Grupo Editorial Record
.: #ResenhandoTeatro em SP: agenda de 27 de fevereiro a 5 de março
quinta-feira, fevereiro 27, 2020Sem Comentarios
Sucesso de público e crítica, "Morte Acidental de Um Anarquista", escrita no inicio dos anos 70, cumpre temporada no Teatro Alfredo Mesquita, até 1º de março, com entrada gratuita. A irreverente comédia de Dario Fo já vista por mais de 250 mil espectadores e fez turnê em 27 das principais cidades brasileiras.
Por Helder Moraes Miranda e Mary Ellen Farias dos Santos, editores do Resenhando.
Maria e os Insetos | 60 minutos | Infantil | Sesc Consolação - Teatro Anchieta (280 lugares) | Até 29 de fevereiro | Sábado, às 11h | Sinopse: no século XVII, mulher decide explorar as florestas tropicais do Suriname. Encontra calor, umidade, plantas exóticas e... insetos! | Dramaturgia: Fernanda Castello Branco, Julia Ianina, Paula Weinfeld e Thaís Medeiros | Direção: Thaís Medeiros| Elenco: Fernanda Castello Branco, Julia Ianina e Paula Weinfeld | Produção: Companhia Delas de Teatro | Ingressos: R$ 6 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes/Credencial Plena), R$ 10 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante) e R$ 20 (inteira). Grátis para crianças até 12 anos. | Rua Doutor Vila Nova, 245, Consolação - São Paulo | Classificação: livre.
As Mãos Sujas | 180 minutos | Gênero | CCSP – Centro Cultural São Paulo (321 lugares) | Até 1º de março | Sexta-feira, sábado e domingo, às 20h | Sinopse: Hugo é um jovem intelectual burguês que se engaja no Partido Comunista numa região ocupada pelo inimigo fascista. Anos depois, fora da prisão, depara-se com os desdobramentos da política do partido. | Autor: Jean-Paul Sartre | Direção: José Fernando Peixoto de Azevedo| Elenco: Gabriela Cerqueira, Georgina Castro, Paulo Balistrieri, Paulo Vinícius, Rodrigo Scarpelli, Thomas Huszar e Vinicius Meloni | Produção: | Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$10 (meia-entrada) |Rua Vergueiro, 1000, Paraíso | Classificação: 14 anos.
Black Brecht: E se Brecht fosse Negro? | 110 minutos | Drama | Centro Cultural São Paulo - Espaço Cênico Ademar Guerra | Até 1º março | Sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 20h | Sinopse: Perante um tribunal, Luculus Brasilis, o general civilizador, precisa prestar contas da sua existência na terra para saber se é digno de adentrar no Reino dos Bem-Aventurados. A montagem mescla música, intervenção e dramaturgia para promover uma reflexão sobre raça, gênero e também o legado colonial dessa construção social. Livremente inspirado na peça "O Julgamento de Luculus", de Bertolt Brecht.| Elenco: Eugênio Lima, Walter Balthazar, Luz Ribeiro, Jhonas Araújo, Palomaris Mathias, Tatiana Rodrigues Ribeiro, Fernando Lufer, Luiz Felipe Lucas, Luan Charles, Marcial Macome e Gilberto Costa | Endereço: Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso | Classificação: 18 anos.
Morte Acidental de Um Anarquista | 90 minutos | Comédia | Teatro Alfredo Mesquita (198 lugares) | Até 1º de março | Sexta e sábado, às 21h, domingo, às 19h | Sinopse: a peça parte de um caso verídico, uma controversa investigação de um caso ocorrido em Milão, em 1969, e tem como pano de fundo os ataques a bomba que feriram e mataram dezenas de pessoas nas cidades de Milão e Roma. O mote é o suposto suicídio de um anarquista acusado pelos atentados que teria se jogado da janela do prédio da polícia durante o interrogatório. | Autor: Dario Fo | Tradução: Roberta Barni | Direção: Hugo Coelho| Elenco: Marcelo Laham, Henrique Stroeter, Claudinei Brandão, Alexandre Bamba, Maira Chasseraux e Rodrigo Bella Dona | Realização: RMR Produção Artística Ltda. | Ingressos: grátis (distribuição uma hora antes da apresentação) | Avenida Santos Dumont, 1770 - Santana - São Paulo | Classificação: dez anos.
UP 9 | 60 minutos | Musical | Teatro União Cultural (276 lugares)| Até domingo, dia 1º de março, às 16h | Sinopse: nona edição do Projeto UP, iniciativa de inclusão social por meio do teatro musical, o grupo apresentará o resultado deste processo, repleto de descobertas, risadas, experiências, arte e muito afeto. | Dramaturgia: Juliana Sanches | Direção e roteiro: Deto Montenegro | Assistente de direção: Evelyn Klein | Elenco: 38 jovens com síndrome de down | Produção: Oficina dos Menestréis | Ingressos: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia) | Rua Mario Amaral, 209, Paraíso - São Paulo | Classificação: 10 anos
Corpo | 60 minutos | Drama | Teatro Cemitério de Automóveis| Até 8 de março | Sábados, às 21h, e domingos, às 20h | Sinopse: criados a partir de texto de Sigmund Freud, os cinco textos que compõem o espetáculo exploram noções de corpo e do efeito de estranhamento que as pessoas encontram no cotidiano. | Dramaturgia: Carla Kinzo, Fernanda Rocha, Lucas Mayor, Marcos Gomes e Silvia Gomez | Direção: Lucas Mayor e Marcos Gomes| Elenco: Andrea Tedesco, Antoniela Canto, Daniela Schitini, Ester Laccava, Monalisa Vasconcelos, Nelson Peres, Pablo Perosa, Rebecca Leão e Pedro Guilherme | Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$20 (meia-entrada) | Rua Frei Caneca, 384, Consolação - São Paulo| Classificação: 16 anos.
Vidas Secas Uma Cantata Nordestina | 70 minutos | Musical infantil | Teatro Raul Cortez | Até 8 de março | Sábados e domingos, às 15h | Sinopse: baseado no clássico da literatura brasileira "Vidas Secas", de Graciliano Ramos, o espetáculo relata a vivência em uma terra seca, este sertão imaginário contido no inconsciente popular | Dramaturgia e direção: Rafael de Castro| Elenco: Márcia Oliveira, Vinícius Franzolini, Lucas Fiorello, Jonathan Well, Valmir D'Fiama e Felipe Rodrigues | Produção: Grupo Artemis de Teatro | Ingressos: Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – Bela Vista, São Paulo | Classificação: livre.
Amar, Verbo Intransitivo | 70 minutos | Romance | Teatro Eva Herz – Livraria Cultura do Conjunto Nacional | Até 27 de março | Às sextas-feiras, às 20h | Sinopse: a governanta Fräulein Elza é contratada por uma família tradicional paulista nos anos de 1920 para fazer a iniciação amorosa e sexual de Carlos, o primogênito herdeiro. A partir desse encontro, os personagens vivem uma relação amorosa, revelando críticas sociais e comportamentais. | Autor: Mário de Andrade | Adaptação: Luciana Carnieli | Direção: Dagoberto Feliz | Elenco: Luciana Carnieli e Pedro Daher | Produção: Luminária Produções Artísticas | Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada) | Avenida Paulista, 2073 - Cerqueira César, São Paulo | Classificação: 12 anos.
Achados & Perdidos - O Musical | Teatro Nair Belo | Até 29 de março | Domingos, às 12h e às 15h | Sinopse: O musical narra a comovente jornada de grupo de 15 crianças e adolescente que ficaram sozinhos em um casarão depois que os adultos simplesmente desapareceram sem qualquer explicação. Eles precisam aprender a viver sem ajuda pelos próximos 20 anos e terão que enfrentar questões como as consequências do aquecimento global e o fim do planeta Terra. O que será que acontece quando o pai, a mãe, os avós, professores e responsáveis não estão mais por perto? | Texto: Simone Beghinni | Direção: Cininha de Paula e Gustavo Klein | Direção de ator: Cynthia Falabella | Elenco: (um elenco faz a sessão das 12h e outro faz a sessão das 15h): Menina do Casarão: Clarah Passos / Paola Rabetti; Menina Maluquinha: Mafê Mossini / Lívia Peruzza; Menino Puxa-saco: Ryan Cursino / Daniel Freitas; Menino das Cartas: Marcus Carvalho / Gui Brumatti; Menina do Computador: Bela Moleiro /Annie Leonel; Menina da Praia: Kaká Rufato / Julya Inhota; Menina Bailarina: Aurora Jockyman/ Babi Correia; Menina Fútil: Ludmylla Reis/ Giovanna Leão; Menina do Coelho: Carol Rachid/ Carol Pfeiffer; Menina Novata: Mariana Di Giacomo/ Duda Mota; Menina do Riso: Pietra Lucas / Bia Bom; Menina(o) do Pijama: Rafa Calazans/ Anthony Caio; Menina(o) do Calendário: Miguel Varela/ Bruna Rodrigues; Menina do Balão: Erin Borges / Manu Reis; Menina Órfã: Natália Calanca/ Leticia Natal | Endereço: Rua Frei Caneca, 569 - 401A – Consolação | Classificação: Livre
Até 29 de março | Sextas, às 21h30, sábados e domingos, às 20h | Sinopse: Teresa, uma senhora com mais de 70 anos, depois de morta, sua última visita à casa onde morava. O imóvel foi vendido e sua alma foi despejada. | Texto: Andréa Bassitt | Direção: Elias Andreato | Elenco: Irene Ravache | Oasis Empreendimentos Artísticos Ltda. | Endereço: Shopping Pátio Higienópolis, Av. Higienópolis, 618 / Terraço | Classificação: 14 anos.
O Vendedor de Sonhos | 70 minutos | Drama | Teatro Fernando Torres | Até 29 de março | Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 19h | Sinopse: A trama conta a história do personagem Júlio César (Mateus Carrieri), que tenta o suicídio e é impedido de cometer o ato por intermédio de um mendigo, o Mestre (Luiz Amorim), que lhe vende uma vírgula, para que continue a escrever a sua história. Juntos encontram Bartolomeu, um bêbado boa-praça que decide unir-se a eles na missão de vender sonhos e de despertar a sociedade doente. Mas a revelação de um passado conflituoso do Mestre pode destroçar a grande missão do Vendedor de Sonhos. | Adaptação: Augusto Cury, Erikah Barbin e Cristiane Natale | Direção: Cristiane Natale | Elenco: Luiz Amorim, Mateus Carrieri, Adriano Merlini, Fernanda Mariano, Marcus Veríssimo, Maurício Colatoni e Guilherme Carrasco | Endereço: Rua Padre Estevão Pernet, 588, Tatuapé, São Paulo | Classificação: 10 Anos
Mãe Fora da Caixa | 80 minutos | Monólogo | Teatro das Artes | Até 26 de abril | Às sextas e aos sábados, às 21h; aos domingos, às 18h. Sessões Bebê Bem-vindo, aos domingos, às 11h (de 15 em 15 dias). | Sinopse: Na trama, uma mulher que já tem uma filha com sete anos aguarda ansiosa em seu banheiro pelo resultado de um novo teste de gravidez. | Texto: Cláudia Gomes | Direção: Joana Lebreiro | Elenco: Miá Mello | Shopping Eldorado - Av. Rebouças, 3970, Loja 409, Pinheiros, São Paulo, SP | Classificação: 12 anos.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
.: "Amar, Verbo Intransitivo" em nova temporada no Teatro Eva Herz
quarta-feira, fevereiro 26, 2020Sem Comentarios
A partir do romance de Mário de Andrade e dirigida por Dagoberto Feliz, a peça coloca em pauta o papel de subordinação da mulher na sociedade patriarcal. Elenco traz Luciana Carnieli (indicada ao Prêmio APCA de Melhor Atriz por este papel) e Pedro Daher. Fotos: João Caldas Filho
Escrito em 1927 e considerado o primeiro romance do escritor modernista Mário de Andrade (1893 1945), "Amar, Verbo Intransitivo" ganha uma adaptação teatral com dramaturgia de Luciana Carnieli e direção de Dagoberto Feliz. O espetáculo estreou em maio de 2019 e volta em cartaz no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, para uma temporada às sextas-feiras, às 20h, de 31 de janeiro a 27 de março de 2020.
A trama narra a história da governanta Fräulein Elza (interpretada pela própria Luciana Carnieli), que é contratada por uma família tradicional paulista nos anos de 1920 para fazer a iniciação amorosa e sexual de Carlos (vivido por Pedro Daher), o primogênito herdeiro. A partir desse encontro, os personagens vivem uma relação amorosa, revelando críticas sociais e comportamentais.
Leitor da alma feminina, Mário de Andrade constrói uma protagonista que se destaca por sua multiplicidade. A governanta, professora de línguas, de piano e de amor deixa a terra onde nasceu, a Alemanha, e torna-se sujeito de seu próprio destino em território brasileiro. Uma prostituta alemã inserida na sociedade aristocrática de disfarces. A protagonista, apesar de estar colocada no contexto histórico do início do século XX, é ideal para discutir o constante papel de subordinação da mulher na sociedade burguesa e patriarcal.
“Escolhi esse romance porque gosto muito da literatura de Mário de Andrade. Ele construiu uma personagem muito complexa, fascinante, redonda e vertical e eu tive muita curiosidade de me lançar nesse trabalho. Apesar de se passar nos anos de 1920, o romance espelha muito a nossa sociedade atual, na qual a mulher é subordinada ao homem o tempo todo. Por mais que Fräulein tenha sua dignidade e seja intelectualmente e culturalmente superior àquela família, é tratada como um ser inferior – não só pelo fato de ela ser prostituta, mas por ser mulher. Na história, vemos claramente que a sociedade paulistana, a aristocracia e a burguesia não mudaram nada”, revela a atriz Luciana Carnieli, que idealizou a montagem.
A encenação tem como foco central o jogo cênico entre os dois atores, que narram a história e simultaneamente interpretam os personagens. Assim, a linguagem cênica se alterna entre narração e dramatização. A ação transcorrerá em um cenário que simula um estúdio cinematográfico. As partes dramatizadas acontecerão como se estivessem sendo filmadas, acrescentando mais um degrau à história e à linguagem do espetáculo. Literatura, teatro e cinema se intercalam nessa transposição do romance para o palco.
A criação dos figurinos conta com elementos essenciais e necessários para a construção desse universo. A música e a iluminação também darão suporte para retratar o ambiente de aparências e a sociedade patriarcal em que estão inseridos os personagens.
Sobre Dagoberto Feliz – direção
Diretor, ator e diretor musical. Entre seus trabalhos como Diretor Teatral, estão “Godspell”, “Single Singers Bar”, “Chiquita Bacana no Reino das Bananas”, “Avental Todo Sujo de Ovo”, “Folias D’Arc”, “The Pillowman”, “Folias Galileu” e “Hamlet ao Molho Picante”. Como ator, esteve em espetáculos como “Cantando na Chuva”, “Roque Santeiro, o Musical”, “Peer Gynt”, “Palhaços”, “L’Ilustre Molière”, “El Dia Que Me Quieras” e “Otelo”. É vencedor de dois Prêmios APCA com os espetáculos “Chiquita Bacana no Reino das Bananas” (melhor espetáculo infantil) e “Folias Galileu” (melhor direção) e de um Prêmio Shell de Melhor Direção Musical pelo espetáculo “El Dia Que Me Quieras”.
Sobre Luciana Carnieli – dramaturgia
Atriz formada pela Escola de Arte Dramática/ ECA/ USP. Em teatro, atuou em espetáculos como “Roque Santeiro, o Musical”, dirigido por Débora Dubois; “Rainhas do Orinoco”, por Gabriel Villela; “Lampião e Lancelote”, por Débora Dubois (vencedora do Prêmio Femsa de Melhor Atriz Coadjuvante por seu trabalho neste espetáculo); “O Libertino”, por Jô Soares; “Absinto”, por Cássio Scapin; “Estranho Casal”, por Celso Nunes; e “Simpatia”, por Renata Melo.
Ficha técnica
Autor: Mário de Andrade. Adaptação: Luciana Carnieli. Direção: Dagoberto Feliz. Elenco: Luciana Carnieli e Pedro Daher. Música: Dan Maia. Figurino: Kleber Montanheiro. Cenário: Marcela Donato. Iluminação: Túlio Pezzoni. Operação técnica: Sylvie Laila. Assessoria de imprensa: Pombo Correio. Produção: Luminária Produções Artísticas.
Serviço
"Amar, Verbo Intransitivo", a partir da obra de Mário de Andrade
Teatro Eva Herz – Livraria Cultura do Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073 - Cerqueira César, São Paulo. Temporada: 31 de janeiro a 27 de março de 2020. Às sextas-feiras, às 20h. Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada). Telefone: (11) 3170-4059. Classificação: 12 anos. Duração: 70 minutos.
.: Musical "UP 9", com atores com síndrome de down, terá apresentações
quarta-feira, fevereiro 26, 2020Sem Comentarios
Musical “UP 9”, da Oficina dos Menestréis, com direção de Deto Montenegro, leva ao palco um elenco de jovens com síndrome de down, dias 29 de fevereiro e 1º de março, no Teatro União Cultural. Fotos: Trópico Filmes
Como parte de seus projetos sociais, cuja proposta é trabalhar o seu programa de treinamento artístico com os mais diversos públicos, a Oficina dos Menestréis leva ao palco 38 jovens com Síndrome de Down, que compõem o elenco do musical “UP 9”.
Com direção de Deto Montenegro e contando com Evelyn Klein como assistente, o espetáculo fará temporada no Teatro União Cultural. As próximas apresentações ocorrerão nos dias 29 de fevereiro e 1º de março, sábados e domingos, sempre às 16h.
"UP 9"Trata-se da nona edição do Projeto UP, iniciativa inovadora de inclusão social por meio do teatro musical, com elenco de jovens com síndrome de down e criado e dirigido por Deto Montenegro. Após dez meses de treinamento artístico no curso de teatro musical inclusivo gratuito Oficina dos Menestréis, o grupo formado por 38 alunos, apresentará o resultado artístico deste nono processo, repleto de descobertas, risadas, experiências, arte e muito afeto.
No musical, cuja dramaturgia é assinada por Juliana Sanches, cenas do repertório da Oficina dos Menestréis, além de criações originais para o grupo, integram a programação da Rádio ZYBembom, roteirizada de forma leve e divertida com a presença da banda e de convidados especiais.
A ideia de trabalhar com inclusão surgiu quando Deto Montenegro encontrou, em Brasília, onde fazia um projeto na Universidade Dulcina de Morais, uma amiga em reabilitação no Hospital Sara Kubichek, após ficar paraplégica. Foi então que começou esse grande desafio para o diretor: adaptar o treinamento para um grupo de deficientes físicos. Ao longo dos anos essa iniciativa tornou-se referência de superação e inclusão por meio da arte, pelo ineditismo de desenvolver teatro musical com deficientes. Após um ano de curso experimental e beneficente o grupo estreou o musical “Noturno” de Oswaldo Montenegro, o primeiro trabalho dos menestréis paulistas, carro-chefe da Oficina dos Menestréis, adaptado e rebatizado de “Noturno Cadeirante”, que em 2016 completa 13 anos.
Com o sucesso da iniciativa, a Oficina cria outros projetos sociais, que atendem de forma beneficente públicos especiais, criando o conceito de promover a inclusão social e a formação de público ao tornar as atividades de teatro musical acessíveis a qualquer pessoa. Surgiram os projetos “Mix Menestréis”, com elenco formado por cadeirantes e deficientes visuais; “Juntos”, que possibilita que jovens em situação de risco sejam incluídos por meio de treinamento artístico; “Maturidade”, somente com atores com 50 anos ou mais, “Aut”, com elenco de autistas e o “UP”, com jovens com de síndrome de down. Desde 2009, estes projetos sociais recebem o apoio institucional do Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo Fiscal - Rouanet.
Oficina dos Menestréis
Em 1981, o cantor e compositor Oswaldo Montenegro passou a trabalhar com um novo método para dirigir seu elenco de atores, cantores e bailarinos, a fim de atingir maior agilidade, mais noção de conjunto e atenção redobrada dos atores. Desta maneira, ele criou alguns exercícios baseados no método do reflexo e atenção para o treinamento de seus elencos.
Deto Montenegro, irmão de Oswaldo e ator de suas peças, desenvolve e adapta para profissionais de todas as áreas este treinamento artístico, acreditando que o desenvolvimento do reflexo, da percepção e da capacidade intuitiva melhora as condições de vida do indivíduo. Em 1986, monta sua primeira turma de Teatro Musical no Rio de Janeiro, estabelecendo um trabalho de sucesso nos anos seguintes. Em 1991, desembarca em São Paulo junto com a Companhia Oswaldo Montenegro, criando sua primeira turma na cidade, que resultou no musical “Noturno”, em cartaz até hoje na capital paulista.
Em 1993, Deto Montenegro estabelece sociedade com o ator Marco André Brandão de Magalhães, o Candé, que desde 1987 o acompanha e estuda o treinamento, como aluno até 1990 e como professor, a partir de 1991. Cria-se dessa sociedade a Oficina dos Menestréis, foca em teatro musical com linguagem original e vocabulário próprio, contribuindo para a formação de público para o gênero.
Serviço e Ficha técnica - "UP 9"
Direção e roteiro: Deto Montenegro. Assistente de direção: Evelyn Klein. Dramaturgia: Juliana Sanches. Elenco: Caca, Caião, Carol Peixoto, Cibi Cibele, Di Sampaio, Didica, Diogo Lima, Fafa, Fernanda Domingues, Gabriela Benassi Ferreira, Giba, Giovana Bartolomei, Giulia Merigo, Ingrid Amor, Isa Brigo, João Marcelo, Joyce, Julia Estela, Julia Marinho, Juliana Marques, Lala Girão, Laura Tasso, Leandro Palhares, Leo, Lillian Dias, Luan Kendy, Luzia Mei, Marcos Zardo, Mari Germano, Mel Mesquita, Pati Franjinha, Paty Bertoni, Pedrão, Pisetta, Sessé, Tati Holanda, Thiago Donato,Tomás Pimentel. Convidados: Aline Leony, Matheus Montenegro, Henrique Khede, Ivan Santarem, Danilo Breda, Eric Tanaka, Ju Sanches, Igor Pires e Mari Me. Direção de produção: Evelyn Klein. Produção executiva: Rony de Vita e Kátia Bortoletto. Assistência de produção: Vivian Oliveira. Contrarregra: Damião. Atendimento: Katita. Designer: Denis Gomes.
Serviço
Apresentações: sábados e domingos, dias 29 de fevereiro e 1º de março. Horário: 16h (todas as sessões). Classificação: 10 anos. Duração: 60 minutos. Ingressos: R$70 (inteira) e R$ 35 (meia).
Teatro União CulturalCapacidade: 276 lugares. Rua Mario Amaral, 209, Paraíso - São Paulo. Telefone: 11 2148-2923. Site: www.oficinadosmenestreis.com.br. Rede social: facebook.com/oficinadosmenestreis.
.: "Maria e os Insetos" em cartaz para crianças no Sesc Consolação
quarta-feira, fevereiro 26, 2020Sem Comentarios
Companhia Delas de Teatro estreia novo espetáculo infantil. Foto: Ligia Jardim
Com direção geral de Thaís Medeiros (diretora revelação do ano de 2019 no Prêmio APCA de Teatro Infantil e Jovem), dramaturgia da Companhia Delas de Teatro e com Fernanda Castello Branco, Julia Ianina e Paula Weinfeld no elenco, “Maria e os Insetos” é o segundo espetáculo da trilogia Mulheres e Ciência, na qual a companhia conta para crianças e adultos histórias de vida de mulheres que mudaram o curso da ciência. O espetáculo fica em cartaz até o próximo dia 29 no Sesc Consolação, às 11h.
Seguindo o mesmo princípio que inspirou o espetáculo “Mary e os Monstros Marinhos”, a vida de Maria Sybilla Merian e seu material de estudo serviram como base para a criação de um espetáculo lúdico, que une uma linda história de vida ao magnetismo da ciência e seus desafios.
Sinopse
No início do século XVII uma mulher decide explorar sozinha as enigmáticas florestas tropicais do Suriname. Lá ela encontra calor, umidade, plantas exóticas e... insetos! O que para alguns era motivo de repulsa, para ela era material de pesquisa. Seu olhar e paciência em acompanhar o processo de metamorfose das borboletas revolucionou a maneira como esses animais foram compreendidos. A vida de Maria nos fala sobre determinação, coragem e persistência.
Um pouco sobre a encenação
A criação da encenação e dramaturgia do espetáculo foram feitas a partir de duas linhas: a vida de Maria Sybilla Merian, suas reviravoltas, desafios e criações; e a vida invisível dos insetos tornada visível pelo trabalho e pela imaginação de Maria. Hoje, mais do que nunca, se sabe da importância dos insetos para a manutenção de qualquer ecossistema. E infelizmente sua gradual diminuição vem preocupando muitos cientistas. A habilidade da cientista e ilustradora ao retratar detalhes em seus desenhos em oposição ao tamanho real dos insetos que ela observava cria uma relação interessante de inversão de perspectiva que foi explorada em cena.
A concretude do trabalho da entomologista está no palco: a persistência, a resiliência diante dos desafios, o talento para registrar artisticamente esse trabalho, a atenção e observação apuradas. Maria, atenta ao maravilhoso mundo que observa, também parece brincar com o lúdico, seus desenhos, que podem ter parecido vir de sonhos malucos, possibilitaram que muitos pudessem enxergar o que antes era invisível.
Quem foi Maria Sibylla Merian
Nascida na Alemanha em 1647, Maria Sibylla Merian combinou ciência e arte para se tornar uma das maiores ilustradoras científicas de todos os tempos. Desde jovem, ela começou a coletar insetos para estudar seu comportamento. O padrasto ensinou-a a pintar, habilidade que ela usou para ilustrar os diferentes estágios da vida de seus insetos favoritos. Maria se interessava especialmente pelas borboletas. Na época, ninguém entendia realmente a conexão entre as lagartas e as borboletas. Em 1679, ela publicou um livro sobre metamorfose, repleto de anotações científicas e ilustrações.
A partir daí, a vida de Maria mudou drasticamente. Ela deixou o marido e levou a mãe e suas duas filhas para a Holanda. Elas se juntaram a um grupo religioso estrito que tinha laços com uma colônia holandesa na América do Sul, o Suriname. O grupo religioso mal administrado acabou se desfazendo, mas o interesse de Maria pelo Suriname permaneceu. Aos 52 anos de idade, curiosa a respeito dos novos insetos, Maria desbravou as florestas da América do Sul. Ela documentou insetos nunca vistos antes e enfrentou os perigos da chuva e do calor. Infelizmente, a viagem terminou antes do previsto, pois ela contraiu malária e teve que voltar à Europa. Mas ela já tinha feito as ilustrações de que precisava para criar seu maior livro. “A metamorfose dos insetos do Suriname” foi publicado em 1705 e se tornou um sucesso em toda a Europa. O trabalho de Maria ajudou os cientistas futuros a classificar e entender os insetos. Suas ilustrações belas e detalhadas surpreendem e ensinam pessoas até hoje.
Por que contar essa história? Pela Companhia Delas de Teatro
“As mulheres são praticamente metade de nossa população e simplesmente não podemos nos dar ao luxo de ignorar esse poder cerebral: o progresso da humanidade depende de nossa busca contínua pelo conhecimento. Mulheres como Mary Anning e Maria Sybilla Merian provam ao mundo que não importa o gênero, a raça ou os antecedentes: qualquer pessoa pode realizar coisas grandiosas. O legado delas está vivo. Hoje, mulheres de todo o mundo continuam arriscando tudo para descobrir e explorar. Celebremos essas desbravadoras para que possamos inspirar a próxima geração. Juntas, podemos continuar do ponto em que elas pararam e seguir na busca do conhecimento. Acreditamos no poder de espalhar histórias inspiradoras como essa e em contribuir para a transformação dessa realidade. Essa é nossa parte nesse trabalho de formiguinha”.
Sobre a Companhia Delas de Teatro
A Companhia Delas de Teatro é um grupo de produção e pesquisa teatral criado em 2001. Formado apenas por atrizes (Ciça Magalhães, Fernanda Castello Branco, Julia Ianina, Paula Weinfeld e Thais Medeiros), são elas as idealizadoras, produtoras e coordenadoras de todo o processo de criação de seus trabalhos. Com 11 espetáculos em seu repertório, a Companhia já trabalhou sob a direção artística de Rhena de Faria, Silvana Garcia, Eric Lenate, Nelson Baskerville, Carla Candiotto, Mira Haar, Ana Roxo, Marco Antonio Rodrigues, entre outros. Ao longo de 18 anos de atuação, a Companhia acumula 14 indicações e 7 prêmios entre APCA, Shell, PANAMCO, Coca-Cola FEMSA, Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem. Dentre seus espetáculos infantis estão: “Mary e os Monstros Marinhos”, com a direção de Rhena de Faria (Prêmio APCA de 2018 de Melhor Espetáculo de Texto Original, indicado em 9 categorias no Prêmio SP de estímulo ao teatro Infantil e jovem); “A famosa invasão dos ursos na Sicília”, inspirado no romance homônimo de Dino Buzzati, com a direção de Carla Candiotto (Prêmio APCA 2014 de Melhor Elenco de espetáculo infantil, indicado em 4 categorias no 1o Prêmio São Paulo); “Histórias por Telefone”, a partir do livro de Gianni Rodari, com a direção de Carla Candiotto (APCA 2011 de Melhor Espetáculo; Prêmio APCA 2011 de Melhor Direção e Prêmio Coca-Cola FEMSA 2011 de Melhor Direção); “Quase de Verdade”, baseado na obra de Clarice Lispector com direção de Ulisses Cohn (Prêmio APCA 2001 de Melhor Espetáculo Adaptado).
Ficha técnica
Direção: Thaís Medeiros. Dramaturgia Original: Fernanda Castello Branco, Julia Ianina, Paula Weinfeld e Thaís Medeiros. Elenco: Fernanda Castello Branco, Julia Ianina e Paula Weinfeld. Direção de Arte: Mira Haar. Iluminação: Wagner Freire. Trilha sonora original e sonoplastia: Arthur Decloedt. Gravações de campo: Projeto Sonora – MIHNA (Museu Imaginário de História Natural da Amazônia). Preparação corporal: Mauricio Flórez. Consultora de biologia: Profa. Me. Elaine Machado. Vídeo "Metamorfose": Cia. Pavio de Abajour. Aderecista: Carlos Rebecca. Flipbook: Victor Merseguel. Animação imagens Flipbook: André Catoto. Modelagem e costura: Ateliê Judite de Lima. Chapéus: Juliano Lopes. Pintura piso e cavaletes: Fabin Cenografia. Design painel e material gráfico: Lorota. Design reproduções e estudos: Theo Haar de Souza. Cenotécnico: Mateus Fiorentino Nanci. Contrarregra: Jean Marcel Silva. Assistente de iluminação: Alessandra Marques. Operação de Luz: Sylvie Laila. Vozes: Carlos Moreno, Luiza Lian e Mira Haar. Operação de som: Samuel Gambini. Assessoria de imprensa e redes sociais: Pombo Correio. Fotografia e vídeo "Metamorfose": Ligia Jardim. Apoio institucional: Goethe-Institut. Produção executiva: Cecília Magalhães. Idealização e produção geral: Companhia Delas de Teatro.
Serviço
"Maria e os Insetos"
Temporada: de 1 a 29 de fevereiro, sábados às 11h. Local: Teatro Anchieta (280 lugares). Duração: 60 minutos. Classificação: livre. Ingressos: R$ 6 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc e dependentes/Credencial Plena) | R$ 10 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante) | R$ 20 (inteira) | Grátis para crianças até 12 anos.
Sesc Consolação
Rua Doutor Vila Nova, 245, Consolação - São Paulo. Outras informações: (11) 3234-3000. Site: sescsp.org.br. Redes sociais: Facebook, Twitter e Instagram.
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