sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

.: "Escola de Mulheres", de Molière, em cartaz no Teatro Aliança Francesa


A montagem do clássico do dramaturgo francês Molière (1622- 1673) marca a celebração dos 400 anos de nascimento do autor. A direção é de Clara Carvalho e o elenco conta com Ariel Cannal, Brian Penido Ross, Felipe Souza, Fulvio Filho, Gabriela Westphal, Leandro Tadeu, Luiz Luccas, Rogério Pércore e Vera Espuny. Foto: Ronaldo Gutierrez 

Num gesto de transgressão ao patriarcado e ao conservadorismo, Molière (1622 – 1673) traz à tona, com muita ironia, leveza e elegância, a sagacidade feminina em "Escola de Mulheres". Sob direção de Clara Carvalho, a estreia aconteceu no dia 15 de janeiro, dia da celebração dos 400 anos de nascimento do autor. A montagem é protagonizada por Brian Penido Ross, que está ao lado de Ariel Cannal, Felipe Souza, Fulvio Filho, Gabriela Westphal, Leandro Tadeu, Luiz Luccas, Rogério Pércore e Vera Espuny.

“Este é um texto escrito em 1662, quando Molière tinha 40 anos e estava na plenitude de sua potência criativa. Ele também fazia o papel de Arnolfo, personagem que repele frontalmente a ideia de ser traído e, para isso, educa a jovem Inês para que ela se torne sua esposa ideal, criando-a na mais absoluta ignorância. Mas, como em muitas de suas peças, as personagens femininas de Molière são perspicazes, inteligentes e descobrem como se empoderar numa circunstância a princípio desfavorável e o plano de Arnolfo mostra-se muito difícil de implementar. Sente-se no texto a simpatia de Molière pelas mulheres. O machismo patológico é escancarado, ridicularizado e, sentimos um viés francamente feminista. É esse viés que queremos colocar em cena”, comenta Clara Carvalho.

A peça, que foi um sucesso estrondoso na sua estreia em Paris, e gerou infindáveis discussões sobre a polêmica comportamental que trazia, é exemplarmente clássica, com unidade de tempo - tudo se passa em 24h - espaço e ação e a encenação busca mesclar sugestões do século XVII com traços contemporâneos. Tudo se passa numa praça e, ao fundo, um painel com o sol nos remete a Luís XIV, patrono das artes e da trupe de Molière. Por conta da polêmica que seu texto gerou, Molière escreveu logo, depois da estreia, uma outra peça para responder a seus detratores, "A Crítica à Escola de Mulheres", que a produção pretende montar ainda em 2022.

Brian Penido Ross comentou as características de seu personagem e as comparou com outros clássicos do autor: “Arnolfo é um burguês de meia idade e está sujeito às convenções do amor e do casamento, ao contrário do comportamento libertino dos homens e mulheres da corte de Luís XIV. Ele faz toda sorte de intrigas sobre homens que foram traídos e deseja obsessivamente não se tornar um deles. Molière tem uma galeria genial de personagens com comportamentos compulsivos, como Argan, de 'O Doente Imaginário', ou Harpagão, de 'O Avarento'. Num momento em que o Brasil está lidando com pautas conservadoras e repressivas, rir de Arnolfo e acompanhar a rápida e comovente evolução de Inês em sua compreensão do mundo é muito salutar", finaliza.

Durante a preparação da peça a equipe se inspirou em filmes como "A Viagem do Capitão Tornado", (1990, de Ettore Scola; Molière, (1976, de Ariane Mnouchkine); "O Rei Dança", (2000, Gérard Corbiau); "Vatel - Um Banquete para o Rei", (2000, Roland Joffe, além montagens disponibilizadas pela Comédie-Française e pelo Teatro Odéon.
 

Ficha técnica
Idealização: Ariel Cannal, Brian Penido Ross e Clara Carvalho. Autor: Molière. Direção / Tradução / Adaptação: Clara Carvalho. Elenco: Ariel Cannal (Horácio), Brian Penido Ross (Arnolfo), Felipe Souza (Cupido), Fulvio Filho (Crisaldo), Gabriela Westphal (Inês), Leandro Tadeu (Oronte), Luiz Luccas (Henrique), Rogério Pércore (Alain), Vera Espuny (Georgette). Direção de Movimento: Guilherme Sant'Anna.  Músicas / Letras / Direção Musical: Gustavo Kurlat. Arranjos / Produção Musical: André Bedurê. Violão / Baixo / Instrumentos Virtuais: André Bedurê. Violino: Naianne Cunha.  Desenho de Luz: Wagner Pinto. Técnico de Luz: Gabriel Greghi. Cenógrafo: Chris Aizner. Design Gráfico do Cenário: Adriana Alves.  Cenotécnico: Denis Chimanski. Figurinista: Marichilene Artisevskis. Costureiras/Modelistas: Judite Geronimo de Lima, Ateliê Bella Modas. Modelista Casacos: Paula Gaston. Alfaiate: Pedro Almeida Barre. Envelhecista: Foquinha Cris. Design Gráfico da Divulgação: Mau Machado. Fotógrafo: Ronaldo Gutierrez.  Redes Sociais: Bianca Nóbrega. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Assistente de Produção: Nando Barbosa. Produção Executiva: Nando Medeiros. Direção de Produção: Ariel Cannal.


Serviço
"Escola de Mulheres"
Até 27 de março. 
Quinta a sábado, às 20h; e domingo, às 18h
Preço: quinta e sexta: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) / Sábado e Domingo R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia). 
Classificação: 12 Anos. Duração: 85 minutos

Teatro Aliança Francesa
Rua General Jardim 182 – Vila Buarque. Ar-condicionado. Informações: (11) 3572-2379

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

.: Débora Duboc volta em cartaz com "A Valsa de Lili" no Teatro Eva Herz


Espetáculo que rendeu o prêmio APCA em 2019 para a atriz Débora Duboc, "A Valsa de Lili" volta em cartaz no Teatro Eva Herz, para temporada de 5 de março a 1º de maio. O texto de Aimar Labaki é inspirado no livro autobiográfico "Pulmão de Aço", de Eliana Zagui (a Lili da vida real), que vive em um hospital desde os 2 anos de idade por conta de uma poliomielite mal diagnosticada, o que a tornou tetraplégica, só podendo mover os músculos da cabeça e do pescoço. A montagem é dirigida por Débora Dubois. O espetáculo é um convite para reflexão sobre a capacidade humana de superação e os verdadeiros limites do corpo e da alma, uma ode ao poder de superação humana e ao otimismo. Durante a pandemia, em julho de 2020, o espetáculo foi o primeiro a ser apresentado num drive-in, que foi montado num estacionamento em Brasília. Fotos: João Caldas Fº


Sucesso de público e crítica, "A Valsa de Lili" encenado por Débora Duboc e dirigido por Débora Dubois volta em cartaz no Teatro Eva Herz, onde fica em cartaz de 5 de março a 1º de maio. As sessões acontecem aos sábados às 20h e domingos às 18h. O texto de Aimar Labaki é inspirado no livro autobiográfico "Pulmão de Aço", de Eliana Zagui (a Lili da vida real), e promove o contato da plateia com uma personagem única, que está fisicamente paralisada, mas encontra-se intelectual e emocionalmente livre. Eliana aprendeu a ler, escrever, estudou inglês e italiano, tudo dentro do hospital onde vive. Além de escrever e usar o computador com a boca, Eliana também é pintora.

Aimar Labaki constrói de forma delicada e emocionante a história de Lili, que, tanto em vida quanto na narrativa, vive numa UTI há quase quarenta anos, desde os 2 anos de idade, por conta de uma poliomielite mal diagnosticada. “Lili vive em uma condição muito singular, mas seus questionamentos, medos e verdades são os mesmos de qualquer pessoa na sua idade: a necessidade de amar e ser amada, a relação com a morte, o que fazer da vida, como conseguir o sustento com o trabalho", diz Débora Duboc.

“A luta de Lili para sobreviver em condições tão adversas, sem perder o humor e o amor, são a metáfora perfeita para os dias sombrios que vivemos, entre a violência e a desesperança”, completa o autor Aimar Labaki. A parceria entre a diretora Débora Dubois e o autor Aimar Labaki é antiga. É de ambos os espetáculos "MotoRboy" e "Pirata na Linha", grandes sucessos para adolescentes, além de "Poda ou Una Notte Intera", que Débora dirigiu para o Festival Intercity, em Florença, na Itália. Ela também já dirigiu Duboc em espetáculo com curadoria de Gianni Ratto. Sobre "A Valsa de Lili", Dubois diz ser “um testemunho forte e sensível, uma forma de vida tão única e singular, que alçou vôo pra falar e tocar fundo em muitos de nós".

Eliana Zagui, a autora do livro, esteve presente em uma sessão de "A Valsa de Lili". “É mais que uma peça, é mais que imaginar. É entrar numa máquina do tempo, no mais profundo inconsciente. Reviver cada detalhe com muita saudade, risada, choro e ver que valeu a pena nunca parar de dançar ao meu ritmo”, conta.

Débora Duboc conta que foi uma grande emoção recebê-la, pois ela se locomove acompanhada de um grande aparato que inclui ambulância, respiradores e profissionais da saúde. “Eu entendi que viver é um ato político. A existência de Lili é uma escolha diária. A personagem diz: Eu posso não mexer nada do pescoço para baixo, mas a minha alma nunca deixou de dançar".

A peça estreou em 2019 no Sesc Ipiranga, em São Paulo, onde Débora Duboc ganhou o Prêmio APCA de melhor atriz. Antes da pandemia iniciou temporada nos Teatros dos CCBB’s Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Em julho de 2020, foi o primeiro espetáculo, no Brasil, a ser exibido num drive-in, que foi montado no estacionamento do Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília.


Sinopse do espetáculo
Lili é uma pessoa extraordinária e única, e, ao mesmo tempo, é uma mulher com questões iguais às de qualquer outro ser humano: o amor, a perspectiva do envelhecimento e da morte, os limites sociais e físicos e a luta pela sobrevivência. A única coisa que a distingue é que só consegue mexer os músculos do pescoço e da cabeça. Em pouco menos de uma hora, ela conta sua história e de seus amigos, mas principalmente, narra a aventura de viver plenamente, transformando as tragédias e dramas do cotidiano.


Ficha técnica
Espetáculo:
"A Valsa de Lili". Texto: Aimar Labaki. Intérprete: Débora Duboc. Direção: Débora Dubois. Cenário e figurinos: Márcio Vinicius. Iluminação: Aline Santini. Trilha sonora: Débora Dubois. Assessoria corporal: Doria Gark. Fotografia: João Caldas Fº. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli. Produção executiva: Fabrício Síndice. Direção de produção: Cristiani Zonzini. Coordenação geral: Edinho Rodrigues (Brancalyone Produções).


Serviço:
"A Valsa de Lili"
De 5 de março a 1º de maio - Sábados às 20h e domingos às 18h.
Classificação indicativa:12 anos
Duração: 70 minutos
Ingressos: R$50 e R$25.
Vendas: Sympla.com.br
Teatro Eva Herz - Livraria Cultura do Conjunto Nacional - Avenida Paulista, 2073, Cerqueira César, 168 lugares.
Bilheteria aberta somente nos dias de espetáculo, duas horas antes da atração.


.: "Pachinko", nova série falada em coreano, japonês e inglês, ganha trailer


Apple TV+ revela o trailer de "Pachinko", sua nova e muito aguardada série dramática, falada em três idiomas - coreano, japonês e inglês. Épica no roteiro e íntima no tom, a história começa com um amor proibido e cresce em uma saga que viaja pela Coréia, Japão e os Estados Unidos para contar uma história inesquecível de guerra e paz, amor e perda, triunfo e acerto de contas. A série estreará globalmente na Apple TV+ na sexta-feira, dia 25 de março, com os três primeiros episódios, seguidos de novos semanais todas as sextas-feiras, durante sua temporada de oito episódios até 29 de abril. Baseada no best-seller homônimo aclamado pelo New York Times, a série foi criada por Soo Hugh. 

Repleto de temas universais sobre família, amor, triunfo, destino e resiliência, o drama narra as esperanças e sonhos de uma família de imigrantes coreanos ao longo de quatro gerações enquanto deixam sua terra natal em uma busca difícil de sobrevivência e prosperidade. Começando na Coréia do Sul no início dos anos 1900, a história é contada pelos olhos de uma matriarca notável, Sunja, que vence todas as dificuldades. A série sobrepõe a história dela com a de seu neto, Solomon, na década de 1980.

"Pachinko" foi escrito e tem produção executiva de Soo Hugh ("The Terror", "The Killing"), que criou a série e atua como showrunner. Kogonada (“Columbus”, “After Young”) e Justin Chon (A saga “Crepúsculo”, “Wendy Wu: A garota kung fu”), são produtores executivos e dirigiram quatro episódios cada um, com Kogonada dirigindo o piloto. Michael Ellenberg (“Prometheus”) e Lindsey Springer (“The Morning Show”) são produtores executivos da Media Res; Theresa Kang-Lowe é produtora executiva da Blue Marble Pictures; e Richard Middleton também é produtor executivo. A produtora executiva da Media Res Dani Gorin produz junto com David Kim e Sebastian Lee.

A série é estrelada pela atriz vencedora do Oscar Yuh-Jung Youn (“Minari: Em busca da felicidade”) como "Sunja mais velha"; Lee Min Ho (“O Rei Eterno”, “Gangnam Blues”) como "Hansu"; Jin Há (“Love Life”, “DEVS”) como "Solomon";  Minha Kim (“Main Street”) como "Sunja adolescente"; Anna Sawai (“Velozes e Furiosos 9”, “Ninja Assassino”) como "Naomi"; Eunchae Jung (“Filha de Ninguém”, Luca) como "jovem Kyunghee"; Inji Jeong em como "Yangjin"; Jimmi Simpson (“Westworld”, “Black Mirror”) como "Tom Andrews"; Junwoo Han (“Sense 8”) como "Yoseb”;  Kaho Minami (“Quatro dias de sangue e neve”, “Noten Paradise”) como "Etsuko"; Steve Sanghyun Noh (“Sense 8”, “Seoul Searching”) como "Isak";  Soji Arai (“S.W.A.T.”, “O Sabor de uma paixão”) como "Mozasu"; e Yu-na Jeon como "jovem Sunja".

Trailer



.: No "Caldeirão", Marcos Mion recebe Carolina Dieckmann e Preta Gil

Marcos Mion recebe Carolina Dieckmann, Preta Gil, Gominho e Elizabeth Savalla no "Caldeirão". Foto: Rede Globo


O 'Caldeirão' deste sábado, dia 26, promete muita risada e diversão. Marcos Mion recebe as duplas Carolina Dieckmann e Léo Fuchs contra Preta Gil e Gominho no 'Sobe o Som'. Na brincadeira, eles precisam adivinhar quem são os artistas escondidos atrás do telão com a ajuda da banda 'Lúcio Mauro e Filhos'.

Já no 'Tem ou não tem', a disputa fica entre os times de Elizabeth Savalla e Alexandre Borges, que têm a missão de acertar as respostas mais recorrentes de 100 brasileiros para diversas perguntas do dia a dia, e concorrem ao prêmio de R$30mil. Mion ainda invade o acervo da Globo para o 'Isso a Globo Mostra!" especial com cenas do 'Big Brother Brasil 22' e conta com a participação do público no 'Mamãe, tô na Globo!".

O ‘Caldeirão’ vai ao ar aos sábados, após a ‘Sessão de Sábado’, e tem apresentação de Marcos Mion, direção artística de LP Simonetti, direção geral de Geninho Simonetti e direção de gênero de Boninho.

 


.: Cineflix traz indicados ao Oscar 2022 e volta a exibir "Duna"

Hoje o Cineflix estreia "Ataque dos cães", longa indicado ao Oscar 2022, inclusive na categoria principal, a de "Melhor Filme". No entanto, volta a exibir na telona produções como "King Richard: Criando campeãs" e "Duna", que também podem levar a estatueta dourada. 

No Cineflix Santos estão em cartaz "A Felicidade Das Pequenas Coisas", "Licorice Pizza", "King Richard: Criando campeãs", "Ataque dos cães", "Duna", além de outros sucesso de público: "Uncharted: Fora do mapa" e "Morte no Nilo". 

Dia 1 de março, haverá a pré-estreia de "The Batman", sendo possível antecipar a compra dos ingressos nos guichês e pela internet.

Cineflix Miramar Shopping

R. Euclides da Cunha, 21 

Gonzaga, Santos – SP


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

.: Entrevista com a eliminada do BBB22: Brunna Gonçalves

Foto: Rede Globo/Divulgação


Participar do "Big Brother Brasil" era um grande sonho para Brunna Gonçalves, realizado na 22ª edição do reality, na qual entrou como integrante do grupo Camarote. Fã de longa data do BBB, ao chegar na casa mais vigiada do Brasil, a bailarina e influenciadora digital percebeu a diferença entre assistir e jogar. Brunna aproveitou as festas, ensinou coreografias, mudou de visual e chegou a atender o Big Fone, mas reconhece que faltou ser mais ativa na competição. Eliminada com 76,18% dos votos em um paredão contra Gustavo e Paulo André, ela conta o que faria diferente, se pudesse: “Eu me forçaria a me expressar mais, a falar sobre o jogo, sobre as pessoas. Eu tenho essa dificuldade de me comunicar, tenho medo de as pessoas não entenderem o que eu falo e isso me retrai. Eu sei em que eu errei no jogo, e o que eu mudaria é o modo de me relacionar com as pessoas”.

Na entrevista a seguir, Brunna Gonçalves avalia seu posicionamento na disputa pelo prêmio de R$ 1,5 milhão, fala sobre os medos que enfrentou ao entrar no BBB e diz para quem fica sua torcida.

 

Entrar no BBB era um sonho antigo seu. O que mais gostou de viver lá dentro? 

Gostei de conhecer pessoas novas. Amava aproveitar as festas e adorava ficar dentro do quarto fofocando com as meninas.

 

E do que mais sentiu falta durante o confinamento?

Tomar banho pelada, trocar de roupa sem precisar ficar me escondendo com a coberta. Senti falta, também, de comer arroz, feijão, macarrão. Eu fiquei quatro semanas na Xepa, comendo fígado, moela...foi tenso! Tinha comida, mas não tinha variedade. Isso foi muito difícil para mim. Na segunda semana, o preço dos alimentos estava alto e a gente não tinha muito dinheiro para comprar, então passamos um aperto na Xepa. Também senti falta de ver televisão, do meu celular, de muita coisa.

 

Você se arrepende de algo ou faria diferente se pudesse? 

A única coisa que eu faria diferente é que eu me forçaria a me relacionar mais com as pessoas; eu tenho ciência desse meu bloqueio. Eu me forçaria a me expressar mais, a falar sobre o jogo, sobre as pessoas. Eu tenho essa dificuldade de me comunicar, tenho medo de as pessoas não entenderem o que eu falo e isso me retrai. Eu sei em que eu errei no jogo, e o que eu mudaria é o modo de me relacionar com as pessoas. Eu poderia me esforçar para construir mais relações. Eu me apeguei mais ao meu quarto e fiquei ali no meu mundinho; não me forcei a criar mais vínculos. Me senti confortável, protegida e quis ficar só ali. O que eu mudaria seriam a convivência e o modo como eu me colocava no jogo, para me comprometer mesmo, sem ter medo do que as pessoas iriam achar.

 

Parte do público te julgou como “planta” no BBB. Você seguiu alguma estratégia de jogo nesse sentido?

Nas primeiras semanas, era uma estratégia minha dar um passo atrás para analisar e não ir com sede porque eu ainda não entendia do jogo. Eu não sabia como era jogar. Eu fui para o BBB pensando que era uma coisa e, chegando lá, era totalmente diferente do que eu imaginava. O que a gente assiste não tem nada a ver com o que a gente vive lá dentro. Então, inicialmente, eu fui com essa estratégia de ficar mais na minha. Só que eu demorei um tempo para acordar e, quando eu quis despertar, foi tarde demais.

 

Acha que faltou algo na sua postura na casa? 

Sim, de me posicionar, de falar. Mas eu sabia que isso iria acontecer porque eu tenho esse problema e, lá dentro, você convive com todos os seus medos juntos. Até medos que nem imaginava você passa a ter. Você sente tudo ao mesmo tempo e pensa muito também. É o tempo inteiro pensando no que fazer, o que falar, como jogar... é muito louco!

 

Em determinado momento você afirmou que preferia ser planta do que ser cancelada. Ao entrar no BBB, o cancelamento era um medo?

Com certeza. É um medo de todo mundo que está lá dentro, não só meu. Por eu já ter uma carreira, por ser casada com uma pessoa famosa... tudo isso pesa. Não é só a Brunna, tem muita coisa por trás. Tudo que eu fazia eu pensava mil vezes com medo de como iria refletir aqui fora. É uma responsabilidade muito grande entrar no BBB. Eu tinha medo, sim, de ser cancelada, fiz de tudo para não ser e, graças a Deus, não fui (risos).

 

Você mudou de visual várias vezes na casa. Além das laces, apostou no cabelo natural. Essas mudanças fazem parte da sua vida aqui fora também? 

Totalmente! Eu não fico mais de uma semana com o mesmo cabelo. Eu estou com esse, mas amanhã já vou mudar. Eu não consigo me olhar no espelho e ver a mesma cara por muito tempo. Eu sempre tento dar um up. Se meu cabelo está escuro, eu dou uma clareada; se eu estou com uma lace escura, eu troco pela loira. Nunca vão me ver com o mesmo cabelo por muito tempo. As pessoas me veem e já perguntam qual o cabelo que eu vou colocar, perguntam das minhas laces. O povo já me associa bastante à minha mudança de visual.

 

Atender o Big Fone foi um ato de coragem, na sua opinião? 

Óbvio! Tanto é que muita gente ouviu e não correu para atender, só ficou olhando. Quando tocou, eu não pensei duas vezes, saí correndo. Eu só não queria ir para o paredão. Quando eu atendi e ouvi aquela voz “Atenção, preste muita atenção!”, fiquei com receio. Mas quando mandou indicar alguém para o paredão eu respirei aliviada. Pelo menos não seria eu. No fim das contas, acabei indo igualmente e saindo.

 

Você acabou escolhendo indicar o Gustavo. Olhando aqui de fora agora, foi uma decisão assertiva? 

Escolheria de novo, mil vezes se pudesse. 

 

Quando ele chegou na casa, você sentiu o Gustavo como uma ameaça? 

Eu senti que ele já chegou para me desestabilizar, desde o início senti que era uma ameaça para mim. Quando eu descobri que ele e a Larissa teriam um “poder”, eu já pensei que iriam me indicar, não tinha dúvidas. Eles falaram que queriam movimentar o jogo, que tinha gente se escondendo na sombra de pessoas poderosas. A Larissa não consegue esconder nada; o olhar dela diz tudo. Quando perguntaram se já tinha planta na casa, ela disse que sim e, passando o olho, fixou em mim. Naquele momento, eu e a Eslô dissemos que já tínhamos entendido. Pensei “eu sou a planta da edição, pronto”. Logo, se eles tivessem uma indicação, iriam em mim, sem dúvidas. Dito e feito. Eles só não contavam que seria apenas um voto; acreditavam que seria uma indicação direta ao paredão. E não foi. Mas, eu acho que se eles soubessem que o voto valeria como um só, não teriam votado em mim. Ali eu já me senti mega ameaçada. O jeito que o Gustavo chegou na casa, botando peito, dizendo que ia movimentar o jogo... quem ele acha que é para chegar daquele jeito? Tem que ir com calma, conhecer as pessoas. Ele chegou muito acelerado e isso fez com que ele virasse alvo da casa. Depois, ele ficou com medo e pisou no freio. Para a gente lá dentro, nesses últimos dias, ele estava outra pessoa. Mas eu acabei de ver uns VT’s dele aqui fora que... nossa, uma cobra, falso toda vida. Para a gente ele mostra uma coisa, mas faz um monte de VT dizendo que vai fazer e acontecer. Não tem coragem de fazer na nossa frente porque não quer ser alvo.

 

Qual a diferença entre ele e a Larissa, na sua visão, já que ela também deu a entender que você era “planta”?

A Larissa também chegou falando que iria movimentar o jogo, mas quando entrou na casa, estava mais calma, tranquila, disposta a conhecer as pessoas, a ouvir. E o Gustavo, não, chegou totalmente diferente. A Larissa foi para o nosso quarto, foi acolhida, conversou comigo sobre a estratégia deles e eu super entendi. Já com o Gustavo, eu não tive oportunidade de falar. Ele só queria saber de reclamar, de falar que a gente não lavava louça, não fazia nada; que ele ia chegar e botar banca, movimentar o jogo; que ia botar vários emojis no queridômetro. Com a Larissa, eu consegui ter mais troca e ela viu que, realmente, jogar é muito diferente de assistir. Ela foi mais humana. O Gustavo foi arrogante.

 

Seu incômodo com a cantoria recorrente na casa representou o público de alguma maneira. Você imaginava que isso estaria sendo comentado pelos fãs aqui fora também?

Eu falava “Gente, não é possível que o povo está gostando disso”. Eu segurei o máximo que pude para não reclamar porque eu já queria ter reclamado disso há muito tempo. Só que chegou uma hora que não dava mais para segurar porque estava passando dos limites, eu não aguentava mais ouvir. Teve uma vez em que a Naiara ficou o dia inteiro cantando na cozinha. Ela tinha ficado sem voz e, naquele momento, a voz tinha voltado. Ela danou-se a cantar, de manhã até a noite. Eu falei “Gente, não dá mais para mim”. Aí teve uma hora que ela cantou um louvor e eu até fui cantar junto porque gosto. Mas depois o povo todo junto...parecia “High School Musical”. Falavam “céu”, aí puxavam uma música com “céu”; falavam “celular”, alguém puxava uma música com “celular”. Não dava mais! Graças a Deus eles diminuiriam a cantoria, porque senão eu iria apertar aquele botão (risos).

 

Seu posicionamento no jogo foi ao encontro de amizades com pessoas do seu quarto. Acha que isso pode ter lhe prejudicado de alguma forma ou manteria essas alianças? 

Eu super manteria, não me arrependo. Eles me protegeram, a gente conversava, falávamos sobre jogo... Foi o grupo com o qual eu me identifiquei. O fato de eu não ter me posicionado mais foi porque nada acontecia diretamente comigo, então eu não tinha o que falar. Eu realmente me escondia. Na hora do jogo da discórdia, eu não tinha o que falar, não acontecia nada comigo. Ninguém votada em mim. Eu comecei a dar uma visão mais por alto das coisas que aconteciam e me posicionava do jeito que eu sabia. Mas não deu muito certo (risos).

 

Quando a Jade ganhou a liderança pela segunda vez, você e a Eslovênia ficaram um pouco chateadas por não terem sido levadas para o Vip. Isso abalou sua confiança nela?

Um pouco. Mas ela foi muito estratégica. A escolha do Vip dela foi menos coração e mais estratégia. Ela levou a Bárbara e a Laís, que eram as pessoas mais próximas dela; o PA e o Pedro por estratégia, já que eles estavam muito perto do Arthur e ela queria leva-los para perto dela. Depois que eu soube disso, entendi. Mas mesmo assim, fiquei chateada porque nós estávamos na Xepa há vários dias. Na semana anterior, ela tinha dito que queria nos escolher, mas que não tinha dado porque não havia pulseiras suficientes. Ela disse que queria muito levar a gente, que queria colocar só meninas no Vip. Então, na segunda liderança, a gente criou uma expectativa e...Xepa de novo.

 

Quais eram seus maiores aliados no jogo?  

No último jogo da discórdia, eu dei o colar para a Eslô. Ela esteve comigo em vários momentos, conversando, puxando a orelha, dizendo o que ela achava. Nós tínhamos essa troca. Depois que a Bárbara saiu, ela era a pessoa com quem eu mais conversava, por isso a coloquei como a minha maior aliada. Mas, na verdade, eu não era prioridade de ninguém daquele quarto. Eu tinha noção de que eu era protegida pelo grupo, mas, se tivessem que escolher entre mim e outra pessoa, eles escolheriam quem tivessem mais proximidade. Eu tinha total consciência disso. Olhando agora, com a visão de fora, eu acho que não tinha um aliado ali dentro, só a Maria, antes de ela sair. Eu jogava sozinha. Tanto é que meus votos não batiam com os votos do quarto. Eu jogava sozinha, mas ouvindo o conselho deles.

 

Isso te incomodou em algum momento?

Eu não me senti mal por isso. Às vezes eu me sentia sozinha, mas não deixava isso me abalar. Eu pensava “Vim sozinha para cá, não nasci grudada com ninguém. Vamos jogar esse jogo assim mesmo”. As meninas já se conheciam antes porque chegaram um pouquinho mais cedo, já criaram um elo. Eu cheguei depois, era camarote – elas têm um pouco esse receio. Mas eu falo que eu sou Camarote mais Pipoca que existe. Eu amei conhecer todos do meu quarto, tive uma conexão muito grande com eles, mas eu sabia que não era prioridade de ninguém. Mesmo assim, não me deixei abater por isso.

 

Para quem fica sua torcida agora? E quem acha que tem mais chances de vencer o ‘BBB 22’? 

Para a Lina. Ela é demais! Ela é uma jogadora que se expressa bem, coloca você para pensar, não faz um jogo sujo. Eu acho que ela ainda tem muito a crescer no BBB. E agora ela vai virar alvo de voto da casa. Mas a mulher é top e eu tenho certeza de que ela não sai. Eu torço também pela Eslô, pelo Vyni, pelo Eli, pela Laís, mas acho que a Lina tem muito mais chance de ir longe pela forma como ela está se posicionando no jogo agora.

 

Como pretende aproveitar esse momento depois da sua participação no reality? Já tem planos para essa nova fase? 

É tudo muito novo. Acabei de sair e ter contato com o mundo real novamente. Vou com calma, vou analisar tudo, criar estratégias para ver o que é bom para mim. Mas estou muito feliz, quero trabalhar muito! Nesse pós-reality, quero dar meu sangue, fazer meu nome e mostrar um pouco do que eu não consegui dentro da casa. Pretendo estudar bastante, também, para conseguir me expressar e me comunicar com o meu público melhor.

 

O 'BBB 22' tem direção artística de Rodrigo Dourado, direção de gênero de Boninho e apresentação de Tadeu Schmidt. O programa vai ao ar de segunda a sábado, após ‘Um Lugar ao Sol’, e domingos, após o 'Fantástico'.

.: Crítica: "Sempre em Frente" mostra o mundo pelos olhos das crianças


Por: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em fevereiro de 2022


"Sempre em Frente", em cartaz na Rede de Cinemas Cineflix, é um filme em preto e branco, dirigido e roteirizado por Mike Mills. Em 1h49m, o drama do jornalista Johnny (Joaquin Phoenix) incumbido de ajudar sua irmã, Viv (Gaby Hoffmann), cuidando do jovem sobrinho, Jesse (Woody Norman), acontece na telona de modo suave e gradativo.

Após a morte da mãe, Johnny logo precisa se reerguer, pois Viv está com o casamento prestes a desmoronar, e precisa estar presente com o marido que deverá ser tratado numa clínica psiquiatra. Apesar do parentesco, o menino e o tio, não se conhecem o suficiente. Diante da necessidade, Johnny e Jesse estabelecem uma relação tardia, mas transformadora.

Enquanto Johnny segue com o documentário em que entrevista crianças dizendo o que pensam do futuro, vai junto do jornalista e sua equipe, o garoto prodígio, dono de pensamentos avançados, o público passar por Detroit, Nova York e Nova Orleans. Assim, em meio ao caos e pensamentos para uma vida que está por vir, os dois, conseguem servir de apoio e consolo, lado a lado.

Não há como deixar de lembrar do marcante "Coringa" de Joaquin Phoenix, que lhe rendeu um Oscar. Seja pela diferente forma física do ator nos dois filmes ou pela loucura do personagem anterior, enquanto que, o atual, só quer dar o melhor na tentativa de uma boa convivência com uma criança, tal qual um paizão. 

Entre as cenas de destaque, está o duelo explosivo de gritos de tio e sobrinho num parque. É de arrepiar! assim como os depoimentos enquanto sobem os créditos finais do filme. "Sempre em Frente" recebeu indicações aos prêmios de Melhor Filme, Melhor Roteiro e Melhor Direção no Film Independent Spirit Awards e de Melhor Ator Coadjuvante no BAFTA. Imperdível!


Em parceria com o Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link.


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm


Filme: Sempre em Frente (C Mon C Mon)

Gênero: drama

Duração: 01h49

Diretor: Mike Mills

Roteiro: Mike Mills

Estrelando: Joaquin Phoenix, Woody Norman, Gaby Hoffmann, Jaboukie Young-white

Ano: 2021

Classificação: 10 anos

.: "Obra Incompleta" de Oswald de Andrade é lançada pela Edusp


Publicação organizada por Jorge Schwartz apresenta poesias, romances, manifestos e textos críticos, à exceção do primeiro poema que o modernista procurou a vida toda.

A Editora da Universidade de São Paulo (Edusp) lança o livro “Obra Incompleta”, organizado por Jorge Schwartz em dois volumes que trazem as várias faces do trabalho e vida de Oswald de Andrade, com obras conhecidas, manuscritos inéditos e discursos críticos feitos por autores como Gênese Andrade, Maria Augusta Fonseca e Haroldo de Campos, entre outros. Diferentemente de antologias, Schwartz apresenta também as nuances do trabalho do modernista.

Mesmo a escolha do título é uma referência à incompletude que Oswald via no próprio trabalho. Schwartz conta que, ao terminar a segunda redação de “Serafim Ponte Grande”, o escritor fez uma anotação de que aquela era a versão “provisoriamente definitiva”. Da mesma maneira, uma extensa busca por manuscritos entre especialistas, herdeiros, familiares, colecionadores e instituições culturais mostrou versões diferentes de um mesmo poema. Mais interessante, porém, é a lembrança constante em outros textos que o escritor fazia do desaparecimento do primeiro poema dele, "O último passeio de um tuberculoso, pela cidade, de bonde”.

“Essas repetidas menções a um poema fundacional porém ausente, recuperado em forma de poesia, de ensaio, de depoimento e finalmente registrado no discurso memorialístico, acabam por configurar uma espécie de metáfora da incompletude, e das variantes que se produzem entre uma e outra forma de narrar ou de recriar a mesma experiência”, escreve Schwartz, na introdução.

O que o leitor terá em mãos é a união de três livros, um de poesia, outro de ficção e um terceiro de manifestos, textos de tese e de crítica. As notas de mais de uma dezena de pesquisadores colaboradores revelam como a obra e a personalidade do autor se fundem, com características como aversão à metodologia, desprendimento e espontaneidade, o que faz com que Schwartz o chame de “o mais radical dos modernistas e um revolucionário em caráter permanente”. Trabalho que começou com uma conversa ainda em 1985, entre Schwartz e o também poeta Haroldo de Campos, colaborador de “Obra Incompleta”.

Jorge Schwartz é professor titular em Literatura Hispano-Americana da Universidade de São Paulo, com doutorado e livre docência em Teoria Literária e Literatura Comparada, também pela USP. Tem experiência em Literaturas Estrangeiras Modernas, principalmente em temas como Oswald de Andrade, Vanguardas, Modernismo, Oliverio Girondo e Jorge Luis Borges.

Schwartz é autor de "Vanguarda e Cosmopolitismo" (Editora Perspectiva) , "Vanguardas latino-americanas" (Edusp), "Borges no Brasil" (Editora Unesp), "Nuevo Homenaje a Girondo" (Editora Beatriz Viterbo), entre outros, além de ser curador de exposições e coordenador de traduções. Você pode comprar "Obra Incompleta", de Oswald de Andrade, neste link.


.: Bate-papo com elenco e direção do espetáculo "Misery" no Teatro Porto

Espetáculo é uma adaptação do livro de Stephen King, traduzida por Claudia Souto e Wendell Bendelack. A montagem teatral tem direção de Eric Lenate e traz no elenco Mel Lisboa, Marcello Airoldi e Alexandre Galindo. Fotos de cena: Leekyung Kim


Nesta quinta-feira, dia 24 de fevereiro, às 19h, o Teatro Porto Seguro recebe elenco e direção do espetáculo "Misery" para um bate papo sobre o processo de adaptação de uma obra literária para o palco. O espetáculo é uma adaptação do livro de Stephen King, traduzida por Claudia Souto e Wendell Bendelack. A montagem teatral tem direção de Eric Lenate e traz no elenco Mel LisboaMarcello Airoldi e Alexandre Galindo.

O evento terá as presenças da cineasta Carissa Vieira, que produz conteúdo com foco em estudos de horror e o autor Felippe Barbosa, que destrincha obras de horror e fantasia em seu canal no Youtube. A ação formativa de plateia é uma parceria com a editora Suma, representante de Stephen King no Brasil, que recentemente lançou a edição especial de "Carrie". Com entrada gratuita, o evento é voltado para o público em geral, estudantes de teatro, alunos de escolas públicas e integrantes de ONGs de reconhecido trabalho social.

O romance "Misery - Louca Obsessão", escrito nos anos 1980 pelo autor norte-americano Stephen King, um dos autores mais traduzidos e adaptados para o cinema e teatro no mundo inteiro, ganhou versão para o cinema assinada por William Goldman. A montagem de Lenate é a primeira adaptação direta do texto de William Goldman. Ao todo, "Misery" já foi montado para o teatro em dez países.

Muitos autores clássicos tiveram suas obras transpostas para o teatro, a exemplo de William Shakespeare, Oscar Wilde, Mollière, entre outros. O bate papo vai apresentar a temática de adaptações literárias para a linguagem teatral e como elas podem se complementar. Livro e teatro, as duas linguagens te atingem da mesma forma?

O espetáculo "Misery" segue em cartaz no Teatro Porto Seguro, com sessões às sextas e sábados às 20h e domingos às 19h, até 27 de março. A peça conta a história de Paul Sheldon (Marcello Airoldi), um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados pela personagem Misery Chastain. Após sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira Annie Wilkes (Mel Lisboa). A simpática senhorita é também uma leitora voraz de sua obra e se autointitula principal fã do autor. Você pode comprar o livro "Misery - Louca Obsessão", de Stephen King neste link.


Sobre os convidados

Carissa Vieira
Recifense radicada em São Paulo, formada em Cinema e Audiovisual pela UFPE. Atua como pesquisadora e roteirista em diversas mídias audiovisuais e produz conteúdo para internet voltado ao estudo de gênero e raça dentro do audiovisual, com foco no horror. É fã de Stephen King e da maneira como ele constrói seus personagens. 


Felippe Barbosa
É autor mineiro de fantasia que vive em São Paulo. Criador do Canal “Felippe Barbosa” no Youtube onde tem como foco destrinchar obras de horror e fantasia. Vencedor do Prêmio Pólen de Literatura, publicou seu primeiro livro em 2018, pela editora Arqueiro, "Os Quase Completos", uma fantasia urbana sobre autodescoberta e amor próprio.


Serviço:
Bate papo com elenco e direção de "Misery - O Processo de Adaptação de Uma Obra Literária Para o Palco".
Convidados:
Carissa Vieira e Felippe Barbosa.
Dia 24 de fevereiro, quinta-feira, às 19h.
Ingressos: grátis.
Classificação:  14 anos.
Duração: 60 minutos.


Teatro Porto Seguro
Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.
Telefone (11) 3366-8700

Bilheteria:
Aberta somente nos dias de espetáculo, duas horas antes da atração.
Clientes Cartão Porto Seguro têm 50% de desconto.
Clientes Porto Seguro têm 30% de desconto.
Vendas: www.sympla.com.br/teatroportoseguro
Capacidade:
508 lugares.
Formas de pagamento: cartão de crédito e débito (Visa, Mastercard, Elo e Diners).
Acessibilidade: dez lugares para cadeirantes e 5 cadeiras para obesos.
Estacionamento no local: Estapar R$ 20 (self parking) - Clientes Porto Seguro têm desconto.


.: Temporada do espetáculo "A Fuzarca dos Descalços" no Sesc Belenzinho


A montagem é livremente inspirada em "Esperando Godot", Samuel Beckett, e cria reflexões sobre as contradições sociais e raciais brasileiras. A nova dramaturgia levanta a questão da espera, partindo da premissa de que a população negra não tem o privilégio de aguardar por algo inalcançável. Eder dos Anjos, idealizador do projeto, está em cena ao lado de Salloma Salomão e dos músicos Ito Alves e Juh Vieira, que tocam ao vivo a trilha sonora em diálogo constante com a dramaturgia. Em todas as unidades do Sesc no estado de São Paulo é necessário apresentar o comprovante de vacinação contra a covid-19. Foto: Amanda Barreto


Tendo como ponto de partida a premissa proposta pelo dramaturgo irlandês Samuel Beckett em "Esperando Godot", o Coletivo dos Anjos cria uma série de reflexões sobre as lutas das pessoas pretas e as contradições sociais e raciais brasileiras em "A Fuzarca dos Descalços". O espetáculo segue em cartaz no Sesc Belenzinho até 6 de março, com apresentações às sextas e aos sábados, às 21h30; e aos domingos, às 18h30.

O trabalho foi idealizado por Eder dos Anjos, que está em cena ao lado de Salloma Salomão e dos músicos Ito Alves e Juh Vieira, que tocam ao vivo a trilha sonora em diálogo constante com a dramaturgia, como se a música também fosse narradora da peça. A direção é assinada por Aysha Nascimento, e a dramaturgia, por Victor Nóvoa. O projeto foi selecionado no 24º Cultura Inglesa Festival.

Na trama, Atsu e Baakir estão do outro lado da cerca. Eles não sabem se estão presos ou do lado de fora, apartados de um mundo ao qual não têm nenhum acesso. Ambos são corpos marginalizados que compartilham sonhos, cicatrizes e dores. Mesmo nas situações mais violentas e oníricas, eles permanecem juntos, tentando compreender e romper com tudo aquilo que os segrega da sociedade.

A peça é apenas livremente inspirada na obra de Beckett, já que tem como proposta romper com o pensamento niilista do pós-guerra ocidental, fortemente presente no texto original. Para isso, a nova dramaturgia problematiza essa questão da espera, partindo da premissa de que a população negra não tem esse privilégio de aguardar por algo inalcançável.

“Em 'Esperando Godot', as duas personagens entregam a salvação de suas vidas a alguém que nunca chega e vão aliviando as dores da existência na convivência entre eles. Na nossa Fuzarca dos Descalços, permanece a potência do convívio como força de existência, mas não há espera, há grande compreensão dos processos históricos e a memória é o chão onde se planta novas pulsões de vida. Há muito o que fazer e continuaremos apostando em uma ação conjunta”, explica o dramaturgo Victor Nóvoa.

Sobre essa questão, a diretora Aysha Nascimento complementa: “A comunidade negra sempre precisou agir ou reagir. Infelizmente, não temos a possibilidade de espera ou de encontrar um lugar pacífico. Estamos sempre no processo de construção da nossa própria humanidade. E, para representar isso, eu bato na tecla de que os atores estejam sempre fazendo e falando algo, praticamente não há silêncio. É uma adaptação não-obediente a Esperando Godot, porque queremos contradizer, contranarrar as narrativas hegemônicas que já estão há muito tempo ditando a nossa desumanidade”.

Ela revela que o grupo procurou deslocar o momento histórico do texto de Beckett. “Discutimos muito essa questão de que Esperando Godot estaria no pós-guerra europeu e para a população negra esse período poderia muito bem corresponder ao período pós-escravidão. O ator Salloma Salomão, que também é historiador e africanista, foi fundamental nesse processo para trazer referências que nos ajudassem a pensar as consequências desse processo para o nosso povo. Ele trouxe, por exemplo, pontos de vistas de Áfricas aos quais não temos muito acesso”, acrescenta a encenadora.

À medida que coloca em cena dois personagens masculinos de idades bem diferentes, "Fuzarca dos Descalços" também trata da questão da afetividade negra e da importância da polifonia na construção de um novo processo de humanização desses corpos. “A encenação vai trazer o lugar do amor, em que dois homens possam ter um diálogo e uma reflexão sobre o afeto, possam ser afetuosos um com o outro para além da sua sexualidade. E, para falar sobre essa questão da masculinidade negra, uma referência muito importante para mim foi o livro Representação e Raça, da Bell Hooks”, conta Aysha.

Outros temas discutidos pelo espetáculo são as possibilidades de reconstrução dos povos negros, as relações sociais que se estabelecem com a negritude e como as pessoas precisam construir juntas uma nova nação. E, para acentuar esse efeito de empatia e espelhamento no público, os espectadores precisam tirar os sapatos ao entrar na apresentação e ficar descalços, tal como os personagens. E os calçados da plateia também são ressignificados de diversas formas ao longo da montagem.


Sobre o Coletivo dos Anjos
Criado em 2014 na cidade de Jandira, o Coletivo dos Anjos trabalha a partir de duas frentes de pesquisa. A primeira delas busca dar voz a personagens e histórias que, de alguma, forma representam figuras que estão à margem de algo, assim como a própria cidade de Jandira está à margem da capital. A segunda vertente tem como proposta levar à população textos baseados em obras de grandes autores da literatura e dramaturgia clássica universal, trazendo também novas referências vindas de diretores conhecidos do cenário teatral nacional.

A primeira montagem do grupo foi "A Gaivota" (2014), de Anton Tchekhov. Com direção de Diego Mosckhovich, a encenação usou a voz do personagem Treplev para discutir, através de sua insatisfação com as formas estabelecidas e sua indignação com a espetacularização, o lugar da arte e o ofício do artista. Em seu segundo projeto, intitulado "Ser Tão Seco - Rapsódia Graciliana" em um ato e uma andança (2015), com direção de Luiz Carlos Laranjeiras, o coletivo se aprofundou na obra "Vidas Secas", do grande escritor Graciliano Ramos. A encenação, em formato para a rua, trouxe à tona a história de luta de uma família migrando de um lugar para o outro, buscando sobreviver em meio a um mundo injusto, revelando também histórias de pessoas que vieram de outras cidades para morar em Jandira.

Em 2017, o coletivo realizou seu terceiro espetáculo, "Sobre Meninos e Pipas", com direção de Karen Menatti, da Cia do Tijolo. Em cena, quatro atores e dois músicos contam algumas histórias sobre meninos e meninas que questionam os regulamentos, assim como histórias em que a manutenção das regras vigentes é repetida. Através de um suposto mundo imaginado, os atores criaram, a partir do texto "Aquele que Diz Sim", de Bertold Brecht, um espetáculo que convida o público a refletir se é realmente possível subverter alguma regra pré-estabelecida.


Ficha técnica:
Esoetáculo:
Idealização e concepção geral:
Eder dos Anjos. Direção: Aysha Nascimento. Dramaturgia: Victor Nóvoa. Elenco: Eder dos Anjos e Salloma Salomão. Músicos: Ito Alves e Juh Vieira. Direção de arte, cenografia e figurino: Thays do Valle. Iluminação: Danielle Meireles. Assistente de arte e técnica:  Cesar Riello e Renan Vinícius. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli.

Protocolos de segurança para acesso e permanência na unidade: permanece obrigatório o uso de máscaras, cobrindo adequadamente boca e nariz.


Apresentação do comprovante de vacina
Em todas as unidades do Sesc no estado de São Paulo é necessário apresentar o comprovante de vacinação contra a Covid-19. Desde dezembro de 2021, o acesso às unidades passa a ser realizado mediante comprovação de duas doses da vacina ou da dose única, e um documento oficial com foto. O público pode apresentar o comprovante físico, recebido no ato da vacinação, ou o comprovante digital, disponibilizado pelas plataformas VaciVida e Conecte SUS, ou pelo aplicativo e-saúdeSP.


Serviço:
"A Fuzarca dos Descalços" do Coletivo dos Anjos. De 11 de fevereiro a 6 de março de 2022. Sextas e sábados, às 21h30; domingos, às 18h30. Local: Teatro (374 lugares). Acesso somente com uso de máscara e apresentação do comprovante de vacinação com esquema vacinal completo. Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada/Credencial Sesc). Venda on-line em sescsp.org.br/belenzinho. Venda presencial nas bilheterias de todas as unidades da rede Sesc. Recomendação etária: 12 anos
Duração: 60 minutos. 


Sesc Belenzinho
Endereço:
Rua Padre Adelino, 1000.
Belenzinho - São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700
sescsp.org.br/belenzinho


Estacionamento
De terça a sábado, das 9h às 21h. Domingos e feriados, das 9h às 18h. Valores: credenciados plenos do Sesc R$ 5,50 a primeira hora e R$ 2 por hora adicional. Não credenciados no Sesc: R$ 12 a primeira hora e R$ 3 por hora adicional. Para espetáculos pagos, após as 17h: R$ 7,50 (credencial plena do Sesc - trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo). R$ 15 (não credenciados).

Transporte Público
Metro Belém (550m) | Estação Tatuapé (1400m)


.: Faustão lançará novo ídolo sertanejo no quadro “A Hora da Decisão”

Prêmio final será o contrato com uma gravadora, além de uma música de trabalho

Fausto Silva comanda competição para descobrir novo talento no universo sertanejo. Crédito da foto: Rodrigo Moraes/Band


O programa Faustão na Band está com inscrições abertas para o quadro “A Hora da Decisão”, que vai eleger o novo ídolo sertanejo do Brasil. O anúncio foi feito oficialmente por Anne Lottermann, nesta terça-feira, em entrevista exclusiva à rádio Nativa FM.

Segundo a apresentadora, vinte e quatro candidatos serão selecionados para passar por seletivas individuais cantando à capela e com banda. Depois disso, doze seguem para a segunda fase e formam duplas entre si. “A Hora da Decisão é uma mistura de competição musical com reality show porque tem vários processos ao longo da disputa. Queremos mostrar os bastidores, a preparação para estar no palco e fora dele também, ou seja, como é a vida de um grande artista de música sertaneja”. 

As duas melhores duplas vão encarar a estrada abrindo shows de artistas já consagrados, mas, no final, apenas uma será a vencedora. A decisão final pode revelar uma grande surpresa.

O prêmio será o contrato de um ano com uma gravadora, além de uma música de trabalho para mostrar o talento nas rádios e programas de todo o país. “O Faustão tem esse perfil de lançar novos artistas e ele está ansioso para chancelar uma nova estrela, assim como fez com Cristiano Araújo, Thaeme & Thiago, Munhoz & Mariano, entre outros”, entrega Anne. 

Para participar, é necessário ser maior de 18 anos, fazer um cadastro neste link e enviar um vídeo de até 3 minutos cantando. 

Saiba mais sobre o programa Faustão na Band no site oficial.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

.: Lei: por que a Europa discute a saída de redes sociais?

O programador Bendev Junior analisa as consequências de uma possível saída do Facebook e do Instagram da Europa, e de que forma isso afeta anunciantes


Após a divulgação de um relatório preliminar da Comissão de Proteção de Dados da Irlanda, várias notícias abordaram o impacto da saída de redes sociais da Europa, como Facebook e Instagram, ambos da Meta.


Mas como essa nova lei impacta de fato?

A Meta usa inteligência artificial para coletar dados dos usuários e exibir anúncios customizados, seja de acordo com a região, com os gostos, etc. É possível até coletar informações de outros aplicativos e dados por meio da opção “atividades fora do Facebook”. Quando uma empresa que vive de anúncio tem essa restrição, acontece a quebra do seu maior ganho.

O programador Bendev Junior analisa as consequências dessa mudança nas contas das redes e sinaliza de que forma o mesmo fato aconteceria no Brasil. “Eu imagino o tamanho da movimentação e trabalho que iria levar para uma mudança tão repentina, porém, não acredito que a Meta saia”.

No Brasil está vindo com força as novas normas de segurança na internet, como chamamos de Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Não acredito que será da mesma forma, como a Europa está aplicando, mas o objetivo é chegar em uma internet segura”, complementa.

A LGPD é fruto de debates internos entre o Ministério da Economia e outras entidades com o objetivo de propor caminhos sustentáveis para a proteção aos dados pessoais. Por enquanto, a ideia é oferecer orientações técnicas e legais para encontrar o equilíbrio na implementação da lei.

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