Antropóloga traz entrevistas e analisa a carreira, a crise do setor após a falência da Varig e como essas profissionais tiveram de se reinventar.
Uma empresa que era o símbolo brasileiro dentro do universo da aviação mundial, a Varig foi do estrelato - sem trocadilhos com a estrela que simbolizava a companha - à falência. Neste triste fim, ela levou consigo sonhos, histórias e pessoas que dedicaram a vida pela aviação. Com mais força e também simbolismo que outros funcionários, as comissárias de bordo foram as mais impactadas e, sem uma oferta de empregos em sua área à disposição, viram a classe que fora tão cultuada por muitos sofrer uma verdadeira parada cardíaca.
Ao analisar essas circunstâncias, entre as quais a de sua tia Claudia Alves, a doutora em antropologia Carolina Castellitti escreveu sua tese de doutorado que foi a base para o lançamento de “Anfitriãs do Céu: Carreira, Crise e Desilusão a bordo da Varig”, lançado pela editora Telha. “As aeromoças por muito tempo representaram um ícone da liberdade feminina. Mas essa liberdade pareceria estar cheia de armadilhas. Eu queria entender que tipo de autonomia e liberdade essas mulheres conquistaram e, ao mesmo tempo, que obstáculos tiveram que superar”, afirma a autora Carolina Castellitti.
O livro traz recortes da sociedade em formato de depoimentos de mulheres que optaram por fugir do formato de família tradicional (para elas, mãe e esposa) para criarem seus próprios “modelos” de família e histórias de vida. As conhecidas “aeromoças” viajavam pelos cinco continentes, conheciam pessoas de diferentes nacionalidades e culturas, podiam acordar em um fuso horário e irem dormir em outro, enfim. Gozavam do requinte que seu trabalho lhes garantia. Era um sem número de oportunidades batendo à sua porta a cada jornada de trabalho.
“Anfitriãs do Céu: Carreira, Crise e Desilusão a bordo da Varig” trabalha de forma contundente em três pilares: a origem social da aeromoça e a trajetória social por elas percorrida até a escolha pela vida regada a jet lag e liberdade; a formação de carreira de uma comissária considerando-se as exigências de disciplina, hierarquia, etiqueta e refinamento que o posto exige; e, por fim, a reconstituição da reprodução social após o declínio da profissão juntamente com a companhia aérea símbolo do nosso país.
“Através de suas histórias de vida é fascinante reconhecer como as pessoas podem encontrar em certas carreiras ou profissões, por mais inusitadas que sejam, seu lugar no mundo. Ao mesmo tempo, quando a entrega é tão incondicional, o fim desse mundo representa um cataclismo, um trauma e uma grande desilusão. É necessário ter coragem para descobrir o estilo de vida que queremos ter. Mas se nenhuma descoberta se faz sozinho, o apoio dos outros é fundamental para enfrentar os obstáculos e quedas da vida", afirma Carolina Castellitti.
Sobre a autora: Carolina Castellittié doutora em Antropologia Social pelo Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Nascida na cidade de Santa Fe, Argentina, se graduou em sociologia na Universidad Nacional del Litoral. Depois de um intercâmbio de um semestre na Universidade Estadual de Campinas, em 2008, veio para o Rio de Janeiro para cursar o mestrado em 2012. Foi consultora, atleta e professora, e hoje é bolsista de Pós-doutorado “Nota 10” da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).
Sobre a editora Telha: Desenvolvida no Rio de Janeiro, a editora Telha foi lançada no fim de 2019 e já alcança, em sua primeira publicação "Motel Brasil: Uma Antropologia Contemporânea", de Jérôme Souty, a marca de obra finalista do Prêmio Jabuti 2020. Interdependente (porque independente ninguém é realmente), a Telha surgiu pelo desejo de editar com maior autonomia e criar mais espaço para textos produzidos por autores fora dos grandes centros.
Netflix e Shondaland divulgaram o trailer oficial e imagens inéditas da segunda temporada de "Bridgerton". Nas novas fotos é possível ver que o jogo de Pall Mall (esporte popular entre os séculos XVI e XVII, conhecido como bilhar de gramado), que está presente nos livros, também aparece nas telas na próxima temporada, que estreia no dia 25 de março de 2022. Ainda mantendo a tradição da literatura, os novos episódios contam a história romântica de Lord Anthony Bridgerton em sua busca do amor. Bridgerton é uma produção da Netflix e da Shondaland, com produção executiva de Shonda Rhimes, Betsy Beers e Chris Van Dusen, que também é criador e showrunner da série.
Sobre Bridgerton: Da Shondaland e do criador Chris Van Dunsen, a segunda temporada de Bridgerton acompanha o Lord Anthony Bridgerton (Jonathan Beiley), irmão mais velho da família e visconde, enquanto ele busca pela esposa ideal. Impulsionado por seu dever de defender o nome da família, a busca de Anthony por uma debutante que atenda aos seus padrões impossíveis parece malfadada até que Kate Sharma (Simone Ashley) e sua irmã mais nova Edwina Sharma (Charithra Chandran) chegam da Índia. Quando Anthony começa a cortejar Edwina, Kate descobre as verdadeiras intenções dele - um amor verdadeiro não estava no topo de suas prioridades - e decide fazer tudo o que pode para interromper esta união. Mas, ao fazer isso, as lutas verbais de Kate e Anthony apenas os aproximam, complicando a situação para ambos os lados. Do outro lado da Grosvenor Square, os Featheringtons dão as boas-vindas ao mais novo herdeiro de sua propriedade, enquanto Penelope (Nicola Coughlan) continua a navegar pela cidade, mantendo seu segredo mais profundo das pessoas mais próximas a ela.
"Bridgerton" é uma série romântica, escandalosa e inteligente que celebra a atemporalidade de amizades duradouras, famílias encontrando seu caminho e a busca por um amor que conquista tudo. A série também estrela Adjoa Andoh (Lady Danbury), Lorraine Ashbourne (Sra. Varley), Harriet Cains (Philipa Featherington), Bessie Carter (Prudence Featherington), Shelley Conn (Mary Sharma), Nicola Coughlan (Penelope Featherington), Phoebe Dynevor (Daphne Basset), Ruth Gemmell (Violet Bridgerton), Florence Hunt (Hyacinth Bridgerton), Martins Imhangbe (Will Mondrich), Claudia Jessie (Eloise Bridgerton), Calam Lynch (Theo Sharpe), Luke Newton (Colin Bridgerton), Golda Rosheuvel (Rainha Charlotte), Luke Thompson (Benedict Bridgerton), Will Tilston (Gregory Bridgerton), Polly Walker (Portia Featherington), Rupert Young (Jack) e Julie Andrews como a voz de Lady Whistledown. A produção é inspirada pelos livros de Julia Quinn.
Redes sociais: @bridgertonnetflix no Instagram e @bridgerton no Twitter | Netflix.com/Bridgerton
Esse ano a Globo produzirá, ao mesmo tempo e integralmente, duas grandes novelas de dois ícones da dramaturgia nacional, premiados internacionalmente.
De autoria de João Emanuel Carneiro e direção artística de Carlos Araujo, a obra será produzida como um original Globoplay, aprofundando a estratégia da plataforma de investir em novelas para o streaming. A estreia da novela, cujo título ainda será definido, está prevista para o último trimestre de 2022. A novela terá cerca de 80 capítulos e será lançada como uma obra aberta, ou seja, sem que o desfecho da trama esteja definido antecipadamente. É a primeira vez que este recurso será levado a uma plataforma de streaming no Brasil.
Já a TV Globo trará às telas uma obra da dupla vencedora do Emmy, a autora Gloria Perez e o diretor Mauro Mendonça Filho. A novela inédita estreia após Pantanal, também no último trimestre de 2022. "Travessia" terá em torno de 150 capítulos e, como é a marca da dramaturgia de Glória Perez, abordará questões culturais e atuais da sociedade brasileira.
“Em termos de valores de produção e qualidade artística, é como se estivéssemos entregando ao público duas novelas das nove ao mesmo tempo, uma na TV Globo, outra no Globoplay. Isto só é possível graças à capacidade de produção dos Estúdios Globo, que se adaptaram rapidamente às necessidades de criar, desenvolver e produzir conteúdos multiplataforma”, afirma Ricardo Waddington, diretor de Entretenimento da Globo. “Nossa aposta é que entre uma e outra, o público vai optar por acompanhar as duas tramas.”
Além dessas duas obras, ainda estão em produção nos Estúdios Globo cinco novelas inéditas para a TV Globo, além de 15 projetos para o Globoplay e canais pagos da Globo. “Esse novo modelo de gestão de portfólio é resultado do processo de transformação da empresa, que tem permitido uma visão estratégica dos nossos conteúdos para múltiplas plataformas. Com isso, a Globo reafirma sua posição de maior criadora e produtora de conteúdo audiovisual do Brasil. O grande beneficiado é o público brasileiro, que ganha uma oferta cada vez mais robusta de conteúdos Globo”, afirmou Paulo Marinho, diretor-presidente da Globo.
"O 'BBB' é um jogo em que, ou você fala, ou falam por você. E eu quis pagar o preço para ter a minha resposta e tive", afirma a influenciadora digital Jade Picon, sétima eliminada do "Big Brother Brasil". Foto: Globo/João Cotta
O poder de influenciar não se limitou à profissão para Jade Picon. No "Big Brother Brasil 22", a agora ex-participante organizou o jogo do quarto onde não só dormiu, mas também fez amigos que a acompanharam até a metade da temporada. Jade saiu da bolha, aprendeu coisas novas, se permitiu viver um romance shippado por todo o Brasil.
Na vitrine do "BBB", ditou tendências também fora da casa. Focada, ganhou duas lideranças seguidas, mostrando boa memória e inteligência emocional. E exibiu sua coragem e determinação ao atender o Big Fone. “O 'BBB' é um jogo em que, ou você fala, ou falam por você. É um lugar em que você tem que se posicionar e foi nisso que eu me agarrei, em ter uma fala firme e forte”, avalia. Mas, como qualquer outro competidor, Jade também demonstrou suas vulnerabilidades: chorou a saída de alguns “lollipopers”, teve que refazer as táticas e chegou ao limite ao não conseguir segurar o xixi na prova de resistência.
Protagonizou, principalmente, uma rivalidade que a eliminou com 84,93% dos votos na berlinda contra Arthur Aguiar e Jessilane, decidida na última terça-feira, dia 8, em um paredão muito aguardo e que teve a segunda maior votação da história do "BBB". Na entrevista a seguir, Jade Picon conta mais sobre o que motivou a rivalidade com Arthur Aguiar, detalha seu posicionamento no jogo, as escolhas de seus aliados e revela novos planos para a vida pós-"BBB".
O que pesou mais na sua trajetória no "Big Brother Brasil": a razão ou a emoção? Jade Picon - Acho que, na minha trajetória no "BBB", eu fiz um mix entre a razão e a emoção. Às vezes uma sobressaía à outra, mas como uma boa libriana, eu soube dar uma equilibrada. Isso não era uma preocupação minha porque eu tinha as minhas estratégias, mas eu não deixava que elas passassem por cima do meu coração. E também não deixava meu coração mandar em 100% do tempo. Então, eu tentava fazer escolhas equilibradas.
Na sua primeira liderança você surpreendeu o Arthur com uma indicação ao paredão. Mesmo depois de algumas conversas, vocês não conseguiram se entender. Em que momento do jogo você o enxergou como um adversário direto? Jade Picon - Eu enxerguei o Arthur como um adversário direto quando eu falei da segunda chance, mas não houve um movimento de segunda chance de nenhuma parte. Ali eu pensei: "bom, então é isso, é alguém que não vai estar próximo a mim no jogo". Foi no momento em que ele voltou do paredão e a gente não se reaproximou.
Quais os privilégios do líder que você mais curtiu nas suas duas lideranças? Jade Picon - Ser líder é a coisa mais maravilhosa! Eu acredito que o maior privilégio é o quartinho. Tinha muitos looks na minha mala, então o espaço do guarda-roupas era ótimo. O álbum e o momento de colar as fotos também eram muito especiais. Poder montar o seu Vip, que é também uma maneira de montar uma estratégia de jogo foi muito interessante. Eu vivi 14 dias muito bem vividos nas minhas lideranças.
Quais foram os momentos mais emocionantes no programa para você? Jade Picon - O primeiro foi a prova Bate-Volta, que foi um momento em que eu chorei de alívio porque era um medo meu ir ao paredão sem ter tido tempo de mostrar o que eu queria para o público. Toda a prova de quebrar os porquinhos foi muito legal e emocionante para mim. Outro momento foi a minha primeira prova de liderança. Eu me esforcei muito e a dinâmica era bem difícil. Eu ficava pensando: "Jade, só depende de você. Você consegue, vai, vai, vai!". E foi. Então, eu fiquei muito feliz. As minhas lideranças permitiram com que eu me aproximasse mais das pessoas da casa. Eu não repeti as pessoas no cinema do líder, nos almoços. Eu consegui levar praticamente a casa toda para o Vip, para o almoço ou para o cinema. Além da prova Bate-Volta e das minhas lideranças, o "Big Fone" foi, com certeza, outro grande momento. Foi uma coisa inexplicável para mim eu ter acordado no meio do nada, ter sentido que algo muito forte iria acontecer. Ter me trocado, sentado no sofá, afastado o banco para eu não tropeçar, sentindo que iria tocar. Foi muito doido na hora que tocou. Eu falei "Meu Deus do céu, era para eu ter acordado, era para ser".
Mesmo sendo muito próxima de nomes como Paulo André, Pedro Scooby e mesmo do Arthur Aguiar, no início do jogo, você decidiu jogar junto com os Pipocas do quarto Lollipop. O que fez você tomar essa decisão? Jade Picon - Eu acredito que pelo fato de ser o meu quarto, eu me apeguei a isso de ser o lugar onde eu dormia, onde ficavam minhas coisas, onde já havia um grupo meio formado; eu senti que daria para jogar junto com eles. Porque os meninos eram muito divertidos, eu adorava passar o tempo com eles, mas na hora de jogar eu não os via muito ativos. O Scooby e o P.A. - principalmente o Scooby - não falavam muito de jogo. E no Lollipop eu senti essa abertura para conversar sobre o assunto.
Muita gente te enxergava como a “cabeça estrategista” do seu grupo. Você concorda que tinha essa posição de liderança junto aos seus aliados? Jade Picon - Confesso que lá de dentro eu não via dessa forma, era sempre um espaço que a gente criava. Eu de fato convocava as reuniões, falava "gente, bora reunir, bora pensar". Mas eu não determinava o que seria feito. Eram momentos em que a gente parava, levantava as ideias, avaliávamos as opções e o que cada um se sentia confortável de fazer. Até porque cada um do Lollipop se envolvia com alguém de fora: eu com o P.A.; Eli com a Naty; a Eslô com o Lucas... Então a gente procurava um caminho em comum. Mas eu não me via como a “cabeça” do Lollipop, e sim como alguém que, lá dentro, ajudava a organizar os pensamentos e gostava de jogar, era algo que eu amava. E as pessoas me davam esse espaço de pensar, escutar e de a gente achar uma estratégia viável que poderia ou não ser seguida, como a gente viu aí.
Você viu suas amigas do quarto Lollipop saírem uma a uma. Em algum momento pensou em mudar a estratégia? Jade Picon - O louco é que a minha estratégia foi sempre me jogar na experiência e fazer o que o meu coração mandava de acordo com a minha leitura do jogo. Mas acaba que, lá dentro, você acredita no que você quiser, então eu acho que eu não queria acreditar que as minhas amigas estavam saindo por ter algo de errado com o círculo em que eu estava, pelo fato de eu estar tão envolvida com as pessoas. A gente levantava esse questionamento: "será que é a gente ou será que são as pessoas individualmente?". Lá a gente não tem as respostas concretas do que está certo realmente. Eu ficava com medo de não ser leal às pessoas que estavam ao meu lado.
O que você acha que levou à sua eliminação? Jade Picon - Eu ter acordado no meio do nada, atendido o "Big Fone", e ter batido na mesma tecla. Lá dentro eu tinha essa questão com o Arthur, que foi criada no meio do programa, não foi resolvida e eu coloquei na minha cabeça que precisava ser resolvida para que eu criasse outras movimentações na casa. E eu quis pagar o preço para ter a minha resposta e tive. Então, acredito que foi isso: passou pela minha cabeça puxar outra pessoa que eu considerasse um adversário não tão forte. Mas eu falei "vou ser coerente do início ao fim, e vou resolver com essa pessoa nem que eu saia". E saí.
Se pudesse, hoje você teria indicado outra pessoa no lugar do Arthur ao atender o "Big Fone"? Jade Picon - Acredito que seria burrice minha, agora, vendo todo o panorama do jogo de fora, falar que eu faria o que eu fiz. Pode ter sido precipitada a minha atitude, mas foi o que eu senti que eu deveria ter feito na hora. Mas vendo agora de fora, acho que poderia ter sido mais inteligente ter colocado outro adversário.
Você chegou a mencionar que o relacionamento com o Paulo André não viraria um namoro aqui fora. Mas você acredita que o relacionamento beneficiou sua estratégia de jogo? Jade Picon - Não sei se a minha estratégia de jogo, mas a minha estadia na casa, com certeza. Deixou os meus dias mais leves; era um abraço a que eu recorria; uma brincadeira que a gente fazia. O P.A., antes de qualquer coisa e mais do que qualquer coisa, foi um grande amigo meu lá dentro. A gente se zoava, a gente dançava, a gente brincava. Foi alguém que me fez muito bem na casa.
E as amizades? Quais foram as mais especiais e que você deseja manter fora do reality? Jade Picon - Eu tive um bom relacionamento com quase toda a casa. O Pedro e o P.A., em especial; o quarto Lollipop; a Lina. Acredito que aqui fora eu vou ter uma boa relação com todos.
O que achou dos memes que fizeram com você na casa? Jade Picon - Eu dei muita risada! O meu meme caindo da cadeira no monstro, meu meme falando do pão com ovo...Ainda tem muitos outros para ver, mas com os que eu vi eu já chorei de rir. Só não fiz xixi de tanto rir porque eu deixei isso lá para dentro da casa (risos).
Que movimentos você acredita que podem acontecer nas próximas semanas do jogo? Jade Picon - Eu acredito que agora o pessoal deve ir com tudo para cima do quarto Lollipop, porque ninguém de lá que bateu no paredão voltou para contar história; eu inclusive. Então, acredito que essa seja uma movimentação da casa. E não sei se as pessoas do Lollipop vão se juntar a Lina, Jessi e Naty porque teve também uma briga delas com os meninos; o Lucas se afastou também. Não sei exatamente como o jogo vai seguir, mas acredito que agora a casa vai dar uma mexida.
Antes de entrar na casa você afirmou que o "BBB" seria uma forma de sair da sua zona de conforto, de experimentar algo diferente de tudo que já tinha vivido. Quais as diferenças entre a Jade que entrou no "BBB" e a que está saindo? Jade Picon - Nossa, muitas diferenças! No "Big Brother Brasil", você passa por coisas e sente coisas que você jamais sentiria no mundo aqui fora. É uma experiência muito única que pouquíssimas pessoas tiveram o privilégio de viver de verdade. Cada momento lá te agrega em algum sentido. Eu realmente me joguei lá dentro.
O que você leva dessa experiência? Jade Picon - Hoje eu sinto uma abertura maior para conhecer histórias diferentes, de me aprofundar nelas; de ter a fala ativa. O "BBB" é um jogo em que, ou você fala, ou falam por você. É um lugar em que você tem que se posicionar e foi nisso que eu me agarrei, em ter uma fala firme e forte. A Jade que entrou lá dentro não aplicava tanto isso na vida quanto aprendeu a aplicar lá. Foi muito importante para mim. Fora todas as tarefas que eu aprendi, né? Lavar roupa, passar um cafezinho, comer uma rapadura e várias outras coisas que eu aprendi e que vão vir aqui para fora também.
Quem tem mais chances de levar o prêmio, na sua opinião? Jade Picon - Não tenho a menor ideia, de verdade. Eu percebi que a visão lá dentro é totalmente diferente da visão aqui de fora. É uma loucura, eu não sei mesmo quem tem mais chances de levar esse prêmio. Ainda tem mais de 45 dias pela frente e muda muito o jogo de acordo com o que vai rolando. Vou estar aqui assistindo.
E para quem fica sua torcida? Jade Picon - Estou torcendo para as pessoas que me faziam bem lá dentro: Pedro, P.A. e a galera do meu quarto.
Tem planos para a vida pós-"BBB"? Pretende aproveitar a visibilidade para tentar outros caminhos, além das redes sociais e da sua marca? Jade Picon - Com certeza, do mesmo jeito que eu me joguei em novas experiências dentro do "BBB", esse é um movimento que eu quero fazer fora dele, também. Estou aberta a muitas oportunidades que virão, tenho muito interesse em fazer trabalhos como atriz - sempre foi um sonho meu - e acredito que portas se abrirão. Estarei lá, tocando na maçaneta ou não - veremos -, aproveitando.
Onde a imaginação pode nos levar? Essa e outras perguntas permeiam a trama do espetáculo “A Minicostureira”, dirigido pelas irmãs Cynthia e Débora Falabella. Foto: Leenkyung Kim
Com Fran Ferraretto, Antoniela Canto, Bruno Ribeiro e Mateus Monteiro, o espetáculo "A Minicostureira" será apresentado neste domingo, dia 13 de março, às 16h, no Sesc Sorocaba. "Que saudade do palco, de teatro, de trocar com o público, que saudade de fazer essa peça! 'A Minicostureira' foi e continua sendo um sonho imenso realizado, domingo é dia de celebração, de festa e eu não vejo a hora", afirma a atriz Fran Ferraretto que, além de protagonizar o espetáculo, também assina a autoria dele.
Na peça teatral, Clara é uma menina muito talentosa e criativa. Com agulhas, linhas e tesouras ela cria o seu próprio mundo e dá vida à criaturas fantásticas como a Santinha Protetora das Minicostureiras, e o seu melhor amigo Fidalgo, um peixe dourado. Mas apesar de todas essas criações, a menina ainda se sente muito sozinha e vive sonhando com um irmão pra te fazer companhia.
Guiada por essa expectativa nossa pequena artesã começa uma expedição fabulosa, onde tudo é possível, inclusive realizar seus maiores sonhos. Onde a imaginação pode nos levar? Essa e outras perguntas permeiam a trama do espetáculo “A Minicostureira”, dirigido pelas irmãs Cynthia e Débora Falabella. Uma história pra encantar crianças e adultos. O Resenhando.com já assistiu ao espetáculo e publicou uma crítica: Espetáculo "A Minicostureira" torna lúdico um drama universal.
Serviço Os ingressos para “A Minicostureira” custam de R$ 12 a R$ 24, sendo grátis para crianças até 12 anos. Já as vendas presenciais acontecem na Central de Atendimento da unidade, que fica na rua Barão de Piratininga, 555, Jardim Faculdade, em Sorocaba.
Ficha técnica: Espetáculo: "A Minicostureira" Texto: Fran Ferraretto. Orientação dramatúrgica: Silvia Gomez. Direção: Cynthia Falabella. Co-direção: Débora Falabella. Elenco: Antoniela Canto, Bruno Ribeiro, Fran Ferraretto e Mateus Monteiro. Assistente de direção: Flávia Fernandes. Cenário e figurino: Kleber Montanheiro. Trilha: Trio Pompéia – Chuck Hipólito, Thiago Guerra e Tiago Mago. Desenho de luz: Aline Santini e Laiza Menegassi. Fotos e vídeos: Leenkyung Kim. Design gráfico: Alexandre Brandão. Consultoria de movimento: Leonardo Bertholini. Operação de som: Bubu Moreti. Operação de luz: Ian Bessa. Manipulação de bonecos: Gisele Pereira. Produção: Mesa2 Produções Artísticas Ltda. Produção executiva: Elisangela Monteiro. Adereços e cabeças: Michele Rolandi. Bordados e finalizações: Luma Yoshioka. Costureira: Creuza Medeiros. Cenotécnico: Agilson dos Santos. Visagismo: Louise Helène.
Ainda em março, visitantes poderão participar de ações educativas presenciais e on-line. Foto: Divulgação
Em março, a agenda do Museu da Imigração (MI) – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – contará com jogos educativos, oficina de artesanato e celebrações pelo Dia Nacional da Comunidade Árabe e pelo Mês Internacional da Mulher. As programações serão oferecidas presencialmente e também em ambiente digital.
Entre as ações idealizadas pelo Núcleo Educativo, o público poderá participar, aos fins de semana, da proposta Se joga no Museu!. A partir de materiais elaborados pelo setor, atividades e jogos serão promovidos, às 14h. Não é necessário reservar antecipadamente.
Ainda entre as iniciativas dessa equipe, a oficina "Ponto a Ponto" acontecerá no dia 26 (sábado), às 14h, de maneira híbrida. Na ocasião, os educadores Bruna Marques e Luiz Gregório ensinarão o passo a passo da encadernação copta. A versão presencial terá capacidade máxima de dez pessoas, que deverão se direcionar à sala de acolhimento para garantir a vaga. Já, para acompanhar pelo Zoom, é preciso se inscrever até o dia 25 (sexta-feira), às 17h.
O Dia Nacional da Comunidade Árabe, celebrado em 25 de março (sexta-feira), pautará uma programação especial, no dia 26 (sábado). Com início às 14h30, a abertura terá a presença do Embaixador Osmar Chohfi, presidente da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), e da diretora-executiva do MI, Alessandra Almeida.
Na sequência, serão oferecidas as palestras "A imigração árabe no Brasil", com a diretora de cultura da CCAB, Silvia Antibas, "Pesquisa H2R/Ibope sobre os árabes no Brasil", com a diretora da CCAB, Alessandra Frisso, e "Digitalização da imigração árabe no Brasil – projeto em parceria com a Université Saint-Esprit de Kaslik e a CCAB", com a coordenadora da proposta, Heloísa Dib.
Depois das apresentações, os visitantes terão a oportunidade de assistir à exibição de quatro curtas-metragens: "25 de Março – A Memória do Mundo Árabe", "Ao Mundo Novo", "Arabescos – Do Mascate ao Doutor" e "O Cheiro de Zattar". As atrações desse primeiro dia serão proporcionadas em parceria com a CCAB.
Continuando a comemoração, a peça "Cartas Libanesas" poderá ser prestigiada, no domingo (27), durante todo o dia, no canal do MI no YouTube. O espetáculo narra a história de um jovem libanês que migra para as terras brasileiras, visando prosperar e retornar à sua origem, onde deixou a sua esposa grávida.
Em referência ao Mês Internacional da Mulher, o Museu realizará um evento voltado para as mulheres migrantes no dia 31 (quinta-feira), a partir das 11h. Desenvolvido com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o cronograma contará com visita guiada à exposição temporária "Mulheres em Movimento", rodas de conversa, palestras e oficinas, além de cadastro para vagas de emprego e orientação sobre serviços e regularização migratória.
Serviço
Se joga no Museu!
Datas: 12, 13, 19, 20, 26 e 27 de março
Horário: 14h
Local: Museu da Imigração
Oficina "Ponto a Ponto: encadernação copta"
Data: 26 de março
Horário: 14h
Local: Museu da Imigração
Inscrição (versão on-line): até 25 de março, às 17h
Plataforma: Zoom
Dia Nacional da Comunidade Árabe
Datas: 26 e 27 de março
Horário: 14h30
Local: Museu da Imigração
Plataforma: YouTube
Mês Internacional da Mulher
Data: 31 de março
Horário: 11h
Local: Museu da Imigração
Museu da Imigração
Rua Visconde de Parnaíba, 1.316 – Mooca – São Paulo/SP
CEP: 03164-300
Tel.: (11) 2692-1866
Funcionamento: de terça a sábado, das 9h às 18h, e domingo, das 10h às 18h (fechamento da bilheteria às 17h)
R$ 10 e meia-entrada para estudantes e pessoas acima de 60 anos | Grátis aos sábados
Acessibilidade no local – Bicicletário na calçada da instituição – Não possui estacionamento
Zélia Duncan estava passando o som no nosso palco quando recebeu a notícia que o show teria que ser adiado por causa da pandemia de covid 19. Quase dois anos se passaram até que finalmente pudéssemos anunciar as novas datas do show "Tudo É Um", que seria realizado nos dias 13 e 14 de março de 2020. É com muita alegria que anunciamos que nos dias 11 e 12 de março de 2022. Zélia Duncan subirá ao palco do Teatro Rival Refit para realizar as apresentações que precisaram ser canceladas em 2020. A cantora e compositora será acompanhada por Ézio Filho (direção musical e baixo), Webster Santos (violões e guitarra), Léo Brandão (teclado e acordeon) e Christiano Galvão (bateria). No repertório, músicas do álbum "Tudo É Um" e canções que marcaram sua trajetória nesses 40 anos de carreira.
Data Extra - 13 de março de 2022: No mês de aniversário do Teatro Rival Refit, o público ganha um presente: show extra de Zélia Duncan. Além das datas remarcadas para os dias 11 e 12 de março de 2022, do show “Tudo é um”, a cantora fará uma apresentação extra no domingo, dia 13 de março.
Zélia será acompanhada por Ézio Filho (direção musical e baixo), Webster Santos (violões e guitarra), Léo Brandão (teclado e acordeon) e Christiano Galvão (bateria). No repertório, músicas do álbum “Tudo é um” e canções que marcaram sua trajetória nesses 40 anos de carreira.
Local: Teatro Rival Refit – Rua Álvaro Alvim, 33/37 - Centro/Cinelândia - Rio de Janeiro.
Horário de funcionamento da bilheteria:
De quarta a sexta – Das 15 às 20h
Sábado e feriados - Das 16h às 20h30
Abertura da casa às 18h30.
PROTOCOLOS DE SEGURANÇA CONTRA COVID-19
Segundo decreto municipal sobre o público nas casas de espetáculo, o Teatro Rival Refit está autorizado a funcionar com lotação máxima, mas continuará com os processos de higienização e sanitização, feitos por empresa especializada antes de cada show.
O uso de máscara ainda é obrigatório, assim como a apresentação do comprovante de vacinação – carteira de vacinação digital do ConecteSUS, a própria caderneta física ou um papel timbrado da Secretaria Municipal de Saúde – para entrar no Teatro Rival Refit. A regra da Prefeitura do Rio vale para todas as casas de show e outros lugares públicos fechados.
O Teatro Rival Refit começa a receber o público uma hora antes, com som ambiente, ar condicionado e serviço de bar, seguindo, claro, todos os protocolos sanitários para proteger público, artistas e funcionários.
Na entrada, todos terão temperatura aferida, e haverá dispensers de álcool 70° em gel distribuídos pelas dependências do teatro.
Clientes só podem retirar a máscara para o consumo de bebida e comida, sentados em seus devidos lugares.
Cuidar da própria saúde e da saúde dos outros é também uma forma de resistência.
A entrada inesperada de um dummy na casa vai aumentar a suspeita dos jogadores sobre um possível retorno em plantão ao vivo na tarde desta quinta-feira. Foto: Globo/João Cotta
Não, não é exatamente um paredão falso. Mas já que tem brother achando que a eliminação de Jade Picon no "Big Brother Brasil 22" foi falsa e que, na quinta-feira, dia 10 de março, a participante retornará à casa mais vigiada do Brasil, o "BBB"vai entrar na brincadeira. Para quê? Para nada, só para dar um sustinho nos participantes. No primeiro momento, a entrada inesperada de um dummy na casa vai aumentar a suspeita dos jogadores sobre um possível retorno.
Mas, com um envelope em mãos, o dummy vai mesmo apenas fazer um anúncio de rotina aos brothers. Para quem ficou curioso sobre o conteúdo, anota aí: às 13h desta quinta, dia 10, o momento será transmitido ao vivo em um plantão exclusivo na TV Globo, além de ser exibido no Globoplay, para assinantes, e no pay-per-view. Alguém imagina quais serão as reações dos participantes à trollagem?
O "BBB 22" tem direção artística de Rodrigo Dourado, direção de gênero de Boninho e apresentação de Tadeu Schmidt. O programa vai ao ar de segunda a sábado, após "Um Lugar ao Sol", e domingos, após o 'Fantástico'.
O fazendeiro Percy Schmeiser seguia sua vida pacata com a família até receber uma notificação tão importante que o leva para uma tremenda batalha nos tribunais contra a gigante corporação do agronegócio: Monsanto. Esse é o fio condutor de "Uma Voz Contra o Poder" (Percy vs Goliath), brilhantemente protagonizado por Christopher Walken ("Prenda-me Se For Capaz", "Click" e o inesquecível videoclipe do Fat Boy Slim, "Weapon of Choice", vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua atuação em "O Franco Atirador").
Em 2 horas de duração, o longa dirigido por Clark Johnson desenvolve a marcante batalha do homem que conseguiu se fazer ouvir mundo afora mesmo sendo apenas um pequeno agricultor. É nesse sentimentalismo que "Uma Voz Contra o Poder" aposta para envolver o público, basta considerar o títutlo original que se se refere a vitória de Davi contra Golias. Mesmo sem toda a emoção dos tribunais para dar ritmo, o enredo consegue despertar interesse, embora torne a trama um pouco arrastada, por vezes.
Sem a agonia clichê das discussões e enfrentamentos gerados nos julgamentos, além da ausência do martelinho de juiz sendo batido de tempo em tempo e determinando a evolução do caso, tudo é colocado na conta somente da indignação do protagonista. Por sorte, Walken tem talento de sobra e cria um coro de torcida do público para que a situação dele tenha um final feliz. Contudo, a jornada desse herói é apresentada sem o ponto alto dos embates, acaba não fazendo crescer proporcionalmente a raiva em quem assiste. Logo, quando se está diante da cena ápice a emoção é morna.
A cinebiografia de Percy Schmeiser tem ainda Christina Ricci ("Familia Addams" e "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça"), Zach Braff ("Oz: Mágico e Poderoso"), Roberta Maxwell ("Os Últimos Passos de Um Homem" e "O Segredo de Brokeback Mountain") e Luke Kirby ("Vidro" e "The Deuce"), personagens que dão total suporte para que a história do protagonista se desenvolva.
Assim, "Uma Voz Contra o Poder" assume o posto de filme-denúncia, pois de um lado estão os agricultores pequenos que querem seguir seu modo de cultivo ancestral enquanto que a empresa quer modernizar tudo e, claro, fazer uso de agrotóxicos mais fortes e sempre de modo abusivo. Contudo, a figura central do filme a quem é uma homenagem, Percy Schmeiser , faleceu em 13 de outubro de 2020. No entanto, fica registrada a façanha desse senhor que ganhou conhecimento público na década de 90 após ter uma disputa judicial na Suprema Corte do Canadá.
"Uma Voz Contra o Poder" é um super filme para refletir sobre o que de fato importa na vida. O filme está disponível para compra e aluguel nas plataformas digitais Claro Now, Vivo Play, iTunes/Apple TV, Google Play e YouTube Filmes. Imperdível!
Data de lançamento: 16 de setembro de 2020 (mundial)
Diretor: Clark Johnson
Produção: Daniel Bekerman
Elenco: Zach Braff (“Scrubs”), Christina Ricci (“Matrix Resurrections”), Roberta Maxwell (“Brokeback Mountain”), Adam Beach (“Esquadrão Suicida”), Luke Kirby (“Marvelous Mrs. Maisel”), Martin Donovan (“Homem-Formiga”) e Peter Stebbings (“Imortais”)
Autor de clássicos como "A Droga da Obediência", "Pântano de Sangue", "A Marca de Uma Lágrima", entre outros, ele já publicou mais de 130 ivros e vendeu cerca de 28 milhões de exemplares no Brasil e no mundo. Foto: divulgação / Pedro Bandeira, autor exclusivo da editora Moderna
Em março, um dos autores mais vendidos de literatura infantojuvenil no país, completa 80 anos.Pedro Bandeira, autor exclusivo da editora Moderna, vem se dedicando há mais de 40 anos a escrever histórias que encantam crianças e adolescentes e já atravessam gerações de leitores.
Com 130 obras produzidas ao longo da carreira, Pedro Bandeirajá vendeu mais de 28 milhões de exemplares, e recebeu diversos prêmios, como Jabuti, APCA, Adolfo Aizen e Altamente Recomendável, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Nascido em Santos, no litoral de São Paulo, em 1942, Pedro Bandeira mudou-se para a cidade de São Paulo em 1961. Trabalhou em teatro profissional como ator, diretor e cenógrafo. Foi redator, editor e ator de comerciais de televisão.
Como escritor, a carreira dele começou com primeiras histórias infantis publicadas em revistas de banca da editora Abril, em 1972. A partir de 1983, tornou-se exclusivamente escritor, com o livro "O Dinossauro que Fazia Au-au". A obra de Pedro Bandeira, direcionada para crianças, jovens e jovens adultos, reúne contos, poemas e narrativas de diversos gêneros.
Segundo o autor, o objetivo é continuar produzindo. “Estou com tantos planos que preciso de mais 20 anos pela frente. Nunca trabalhei tanto”, afirma o escritor alegre, enquanto planeja lançamentos, além de postagens e vídeos para suas redes sociais. “Nos últimos anos, me adaptei muito bem ao virtual, esse avanço tecnológico de comunicação foi ótimo. Espero poder continuar conversando com os meus milhões de netinhos espalhados pelo Brasil”, destaca.
E para comemorar a data e homenagear o autor, a editora Moderna realizará live especial de aniversário no dia 10 de março, às 18h, pelos canais da Moderna no YouTube e Facebook e no perfil do Pedro Bandeira no Instagram (@eupedrobandeira).
É tempo de celebrar tudo que envolve a mulher na sociedade. O livro "Breve História das Artistas Mulheres", conta a história completa - desde os avanços que as artistas mulheres fizeram na luta pela igualdade de gênero, às importantes contribuições registradas em movimentos artísticos dominados até então por homens, e às artistas esquecidas e ofuscadas que agora estão sendo redescobertas e reavaliadas.
A luta feminina por igualdade acontece há muito tempo e, apesar das muitas conquistas, ainda há o espaço para essa mudança de panorama. E a arte das mulheres em perspectiva histórica é um ponto que deve ser ressaltada. Acessível, conciso e ricamente ilustrado, o texto de Susie Hodge revela as conexões entre diferentes períodos, artistas e estilos, dando aos leitores uma compreensão completa e ampla apreciação das realizações das artistas mulheres. A autora inglesa registra nomes e obras que destacam a participação feminina na história da arte, desde o Renascimento até a arte conceitual.
Embora seja provável que muitos artistas pré-históricos fossem mulheres (existem evidências de marcas deixadas por mãos femininas) e Plínio, o Velho (23-79 d.C.) tenha mencionado seis artistas do gênero feminino da Grécia antiga na obra "História Natural" de 77 d.C., as artistas mulheres raramente foram reconhecidas e, durante séculos, foram impedidas de ingressar em sociedades e academias de arte, fazer cursos de arte, frequentar aulas com modelos-vivos, participar de concursos artísticos e expor suas obras.
Até o século XVI, com exceção das freiras, poucas mulheres eram instruídas (apenas Bolonha, na Itália, teve uma universidade para mulheres a partir do século XI, e a primeira escola para moças foi aberta em Cracóvia, na Polônia, no século XV). Em geral, as principais opções das mulheres eram o casamento ou entrar para um convento. Além disso, as mulheres costumam mudar seus nomes ao se casarem e, embora a maioria não trabalhasse depois do casamento, quando o faziam, suas obras muitas vezes eram atribuídas aos seus companheiros, mais conhecidos.
Apesar das dificuldades, muitas mulheres atuavam como artistas, mas raramente eram tão aclamadas quanto seus equivalentes masculinos. Hoje, esse equilíbrio está se alterando. As barreiras estão sendo eliminadas e mais artistas mulheres estão sendo reconhecidas e reavaliadas. Este livro apresenta um pouco da arte produzida por mulheres desde o renascimento até os dias atuais, ao longo dos movimentos artísticos, obras, temas e inovações. O formato exclusivo possibilita que tudo seja complementado e esclarecido por meio de referências cruzadas, ao mesmo tempo em que homenageia a dedicação e as realizações de tantas mulheres, levando em consideração sua importância e contextualizando sua obra.
Movimentos A maioria dos movimentos surge quando um grupo de artistas rompe com as tradições, tendo, em geral, um nome atribuído por artistas ou historiadores para categorizar a história da arte. Alguns movimentos artísticos se desenvolvem de forma orgânica, por meio de influências mútuas ou ocorrências externas.
Alguns surgem diretamente de um movimento anterior ou em reação a ele. Alguns têm um foco bem específico e outros são mais amplos. Alguns duram muitos anos; outros começam e terminam em poucos meses. Eles podem se espalhar pelos continentes ou se concentrar numa pequena área. Seus nomes podem ser elogiosos ou depreciativos e os próprios movimentos podem ser aceitos, rejeitados ou até mesmo desconhecidos pelos artistas envolvidos.
A maioria dos movimentos artísticos envolvia predominantemente artistas do gênero masculino e, embora alguns acolhessem de bom grado as mulheres, a maior parte as excluía. Tal como acontece no resto da história da arte, de modo geral, as mulheres que atuaram em certos movimentos não são tão conhecidas quanto os homens, e este capítulo do livro aborda algumas delas no contexto de sua obra e de sua contribuição para os movimentos a que estão relacionadas.
Obras Este capítulo examina 60 obras de arte notáveis, criadas por artistas mulheres entre os séculos xvi e xxi. Cada uma dessas obras foi produzida com maestria e originalidade, ampliando e enriquecendo o repertório da história da arte. Entre elas estão pinturas, esculturas, instalações, performances e outras, que usam uma ampla variedade de temas, materiais e técnicas.
Antes de meados do século XVI, no Ocidente, a menos que se tornassem freiras, as mulheres não eram ensinadas a ler ou escrever nem aprendiam matemática ou ciências; elas não podiam viajar livremente e o aprendizado artístico era proibido. Em 1582, Baldassare Castiglione publicou "O Cortesão", que tratava sobre etiqueta, comportamento e moral, livro que se tornou extremamente popular.
A afirmação radical era a de que todos os aristocratas, fossem homens ou mulheres, deviam ter uma formação elevada em certas artes incitou o surgimento de mais artistas do gênero feminino. Mas as coisas ainda eram limitadas para as mulheres. Por exemplo, até o fim do século xix, as aulas com modelos-vivos eram proibidas para elas e, durante séculos, a maioria teve que aprender sozinha, estudando em galerias e realizando suas próprias experiências.
Inovações O escritor e filósofo romano Plínio, o Velho (23-79 d.C.), relacionou várias artistas de sucesso da Grécia e da Roma antigas. No entanto, após a queda de Roma, as mulheres não tiveram mais permissão para exercer funções tão importantes e somente no século xvi passaram a obter um mínimo de reconhecimento por suas habilidades.
Devido, em grande parte, a uma mudança de atitude em relação à educação feminina, promovida sobretudo pela obra "O Cortesão", as primeiras artistas de renome vieram da Itália durante o renascimento. A partir dali, mulheres especialmente determinadas lutavam contra as restrições de vez em quando e produziam obras de arte que abriam novos caminhos.
Este capítulo do livro explora algumas dessas inovações, como as primeiras mulheres a se tornarem membros da Royal Academy e da Académie Royale; as primeiras pinturas abstratas; as artistas que eram responsáveis pelo sustento da família; e obras de arte que transformaram o que tradicionalmente se considerava “artesanato feminino” em arte erudita.
Temas Diferentemente do assunto, o tema geralmente é uma presença implícita numa obra de arte. Os temas podem ser óbvios ou obscuros, universais ou singulares, complexos ou simples, e cada artista os interpreta de uma forma.
Este capítulo do livro contempla 22 temas que têm sido explorados pelas artistas mulheres. Ele investiga por que as pessoas escolheram certos temas e por que os interpretaram de tal forma. Uma vez que os pontos de vista e as atitudes das mulheres costumam contrastar com os de seus colegas homens, seus temas muitas vezes parecem diferentes e essas diferenças é que são particularmente exploradas neste capítulo.
Há 63 anos, em 9 de março de 1959, na Feira Anual de Brinquedos de Nova York, a fabricante Mattel lançava a boneca que era a miniatura de uma mulher: a Barbie. Com um rabo de cavalo nos cabelos, salto alto, usando apenas um maiô listrado em preto e branco, levava os óculos como acessório, tendo os cabelos nas versões loira e morena, a figura que seria grande representante do ser feminino, inclusive no campo profissional, era vendida a três dólares.
Idealizada pela empresária Ruth Handler e criada pela Mattel, a boneca com a beleza de moças de quase 30 centímetros, feita em plástico, teve 350 mil unidades produzidas, mas a maioria não resistiu ao tempo. Logo, a primeira Barbie é uma raridade. Tudo começou em um lar norte-americano, enquanto a mãe, a senhora Handler, observava a filha, Barbara, brincar com bonecas de papel. Dois anos depois, foi criado o boneco Ken inspirado em outro filho do casal, Kenneth, morto em 1994 de tumor cerebral.
Contudo, há fortes sinais de que Ruth tenha adaptado a boneca alemã chamada Bild Lilli que circulava desde 1955, após conhecê-la durante uma viagem à Europa quando trouxe três exemplares para a filha. A boneca da Alemanha com as proporções perfeitas para uma mulher em miniatura, foi originada de uma tirinha de jornal voltada ao público adulto, do jornal alemão Bild. Tanto é que algum tempo depois a Mattel comprou os direitos da boneca Bild Lilli que parou de ser fabricada em 1964.
Ao longo desses anos a boneca Barbie protagonizou diversas animações. Entre elas estão "Barbie, a Estrela do Rock", "O Diário da Barbie", "Barbie Lago dos Cisnes" e "Barbie e o Portal Secreto", além das animações curtinhas exibidas no YouTube, intituladas de "Barbie Life in the Dreamhouse", transmitidas originalmente de 20 de janeiro de 2012 a 25 de setembro de 2015.
Em 2017, a série ganhou um reboot e foi batizado de "Barbie Dreamhouse Adventures" com novos personagens. Além de a Barbie ganhar a amiga Daisy, personagem com corpinho mais cheinho e cabelos na cor pink, a protagonista e as irmãs passaram a viver numa casa com os pais. George Roberts e Margaret Rawlins Roberts, que surgiram em 1960 como personagens de livro. Em 2018, o casal ressurgiu em novas profissões, ele de engenheiro passou a ser documentarista e a dona de casa agora assumiu a ocupação de engenheira da computação.
No decorrer dos anos Barbie viveu rodeada de amigas além da ruivinha Midge, as mais conhecidas Teresa (1988), Summer (2004), Nikki (2006), Raquelle (2007) e Grace (2009). Barbie também recebeu outras irmãs caçulas como os gêmeos Tutti e Todd (1966), Stacie (1990), Kelly (1995) e Krissy (1999). Contudo, as irmãs da Barbie passaram a ser três: Skipper, Stacie e Chelsea.
Barbie com os irmãos Stacie e Todd (acima), Kelly e amiguinhas (abaixo, à esquerda) e Krissy (abaixo, à direita)
Ao longo de 63 anos, a Barbie teve diversos vestidos de noiva, mas exerceu profissões diferentes. E como a Barbie pode ser o que quiser, tal qual uma mulher livre, ela inspirou a ser veterinária, roqueira, professora, astronauta, estilista, sereia, fada, secretária, boxeadora, juíza, e até candidata à presidência dos Estados Unidos, além de se alistar ao exército americano.