sábado, 6 de setembro de 2025

.: "Amores à Parte" retrata sentimentos confusos na não monogamia



Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em agosto de 2025


O longa de comédia romântica "Amores à Parte" é a mais pura representação de relacionamentos conturbados que transpiram modernidade, mas somente até a página 2, uma vez que sentimentos são difíceis de seguir regras. Com a desculpa de que estão numa relação aberta casais buscam algo a mais, mas somente se machucam.

A produção do diretor Michael Angelo Covino, que também atua como Paul, o marido de Julie (Dakota Johnson) passa por um gigante teste quando se vê diante dos amigos Ashley (Adria Arjona) e Carey (Kyle Marvin) e Julie revela ter feito sexo com outro homem.

Numa dança das cadeiras, as relações fervem com direito a tapas e pontapés. "Amores à Parte" faz rir, mas entrega mais drama diante das dificuldades de que cada personagem encontra para se entender dentro das parcerias consolidadas como casamento.

Não é um grande ou marcante filme, mas vale a pena conferir o olhar diferenciado sobre casamentos que se mostram felizes, sem serem, de fato. Na ebulição das emoções, até mesmo os relacionamentos que se rotulam como abertos e sem apego, podem gerar confusões tremendas quando faz o que faz com uma pessoa de fora.


O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN



"Amores à Parte" ("Splitsvill")Ingressos on-line neste linkGênero: romance, comédiaClassificação indicativa: 14 anos (não recomendado para menores) | Ano de produção: 2025 | Idioma: Inglês | Direção: Michael Angelo Covino | Roteiro: Michael Angelo Covino e Kyle Marvin | Elenco: Dakota Johnson, Adria Arjona, Kyle Marvin, Michael Angelo Covino; apoio de Nicholas Braun, O-T Fagbenle, David Castañeda, Charlie Gillespie, Simon Webster e Nahéma Ricci | Distribuição no Brasil: Diamond Films | Duração: aproximadamente 100 minutos (cerca de 1h40min) | Cenas pós-créditos: não. Sinopse: Após o pedido de divórcio da esposa, Carey busca conforto nos amigos Julie e Paul, mas se surpreende ao descobrir que eles mantêm um relacionamento aberto. Experimentando o mesmo, ele acaba extrapolando limites e provocando um verdadeiro caos afetivo entre os envolvidos. Confira os horários: neste link

Trailer "Amores à Parte"


Leia + 

.: "Amores Materialistas" parece filme francês, mas acaba do jeito americano

.: Crítica: "Ainda Estou Aqui" emociona com lado sombrio da história do Brasil

.: 10 motivos para ler "Ainda Estou Aqui", obra que marca a luta pela verdade

.: Crítica: "Uma Família Feliz" faz roer as unhas e entrega desfecho chocante

.: Uma Família Feliz: Raphael Montes chega à lista dos mais vendidos

.: Crítica: "Drácula: Uma História de Amor Eterno" é romântico e apaixonante

.: Crítica: "A Prisioneira de Bordeaux" e a lição recebida por uma desconhecida

.: Crítica: "Uma Sexta-feira Mais Louca Ainda" entrega nostalgia em bom filme

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

.: Crítica: "Invocação do mal 4: O último ritual" emociona enquanto assusta


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em setembro


Para encerrar, a franquia de terror "Invocação do mal 4: O último ritual" vai além de um caso assustador vivido por uma família na Pensilvânia em que Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga) precisam resolver (a contragosto). Ao dar espaço para a carga emocional do amor entre pais e filhos em meio a sacrifícios, a produção volta ao período em que Lorraine está grávida da filha, Judy (Mia Tomlinson), inserindo outros atores na pele do casal. 

Em meio a um parto conturbado, a menina natimorta responde a um milagre, mas cresce perturbada. Assim, a história da mais impactante assombração retorna para a vida dos Warren, a boneca Annabelle. Mesmo com uma repetição capaz de afastar o que lhe apavora -e agora com maior frequência-, Judy, agora uma moça, prestes a se casar, tentar enfrentar seus medos.

Enquanto os casos mais marcantes retornam para a trama -tal qual uma despedida-, os Warren, incluindo, o futuro integrante da família, acabam encarando de frente seus medos mais obscuros e, alguns, que aparentavam estar resolvidos. Enquanto tudo se agiganta, inclusive Annabelle, os bons sustos e a sensação de angústia de certas cenas são garantidos, reforçando a qualidade da franquia dentro do gênero.

É inegável que "Invocação do mal 4: O último ritual", dirigido por Michael Chaves ("Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio", "A Freira 2"), encerra a história dos pioneiros demonologistas com chave de ouro, ainda mais se tratando de uma sequência. De fato, não há como superar o primeiro, uma vez também que surgiram produções derivadas -causando um certo esgotamento dos casos. 

Ao resgatar personagens atendidos pelo casal, o último filme garante uma sensação boa, fazendo lembrar que o caso foi resolvido, mas também desperta saudade, por se tratar do fim, tal qual uma despedida. De fato, "Invocação do mal 4: O último ritual", brinda a família e expõe até onde o amor de pais e filhos pode ir, ainda que seja preciso colocar a vida em risco. Imperdível!

O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN



"Invocação do mal 4: O último ritual" ("The Conjuring: last Rites")Ingressos on-line neste linkGênero: terrorClassificação indicativa: 16 anos. Duração: 2h15. Idioma original: inglês. Direção: Michael Chaves. Roteiro: Ian Goldberg, Richard Naing, David Leslie Johnson-McGoldrick. Elenco: Vera Farmiga, Patrick Wilson, Mia Tomlinson, Ben Hardy, Steve Coulter, Rebecca Calder, Elliot Cowan, Kíla Lord Cassidy, Beau Gadsdon, John Brotherton e Shannon Kook. Distribuição no Brasil: Warner Bros. Pictures. Cenas pós-créditos: não. Sinopse: Ed e Lorraine Warren investigam o caso mais sombrio de suas carreiras, envolvendo a família Smurl, em uma trama baseada em acontecimentos reais que promete encerrar a franquia com intensidade e terror. Confira os horários: neste link

Trailer "Invocação do mal 4: O último ritual"




Leia + 

.: Entrevista com Wilson Simoninha: ele respira música, por Luiz Gomes Otero


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação

A frase do título está correta, pois Wilson Simoninha, filho de um dos maiores cantores que o país produziu (Wilson Simonal), parece mesmo respirar música. Ele não só atua cantando e tocando suas composições, como ainda trabalha na produção musical de programas da TV, como o "Domingão com Huck" e "Viver Sertanejo" com o cantor Daniel, só pra citar dois exemplos.

Mas como a música não pode parar, Simoninha já está preparando um novo álbum de canções inéditas, que deve marcar um ponto de virada na sua carreira. E continua desenvolvendo vários projetos em paralelo com outros nomes conhecidos, como Xande de Pilares. Em entrevista para o portal Resenhando.com, ele conta como desenvolveu sua carreira em paralelo com a atividade de produtor. “Esse trânsito entre palco, estúdio e audiovisual mantém meu trabalho em movimento e me inspira a explorar diferentes formas de levar música ao público”.


Resenhando.com - Como foi seu início na música? Com quem você tocou antes da carreira solo?Wilson Simoninha - Meu início na música foi bastante natural. Autoditdata, ouvindo as coisas que aconteciam na minha casa. Mais tarde estudei na fanfarra da minha escola e depois estudei piano com vários maestros. Ainda adolescente formei várias bandas com o sobrinho do Jorge Benjor e com o João Marcelo Boscoli

Resenhando.com - Seu pai certamente foi uma fonte de inspiração sua como intérprete. Além dele, quais foram suas referências?
Wilson Simoninha - Sim, meu pai é considerado um dos maiores cantores da história da música brasileira, então não tem como ser diferente. Mas obviamente outros artistas me inspiraram também, como Jorge Benjor, Tim Maia, João Gilberto. Entre os brasileiros a lista é gigante. E entre os internacionais posso citar Stevie Wonder,  Michael Jackson e principalmente Marvin Gaye. A soul music foi uma forte influência na minha caminhada na música.


Resenhando.com - Sua discografia tem ótimos momentos nas músicas autorais. Você gosta de compor sozinho ou também faz parcerias?
Wilson Simoninha - Eu não tenho preferência entre compor sozinho ou em parceria. Tenho ótimos parceiros, como Bernardo Vilhena, Carlos Rennó, Marcelo de Luca entre outros. Tem uma parceria nova com o Xande de Pilares. Mas também gosto de compor sozinho. O importante a colocar a sua inspiração para fora.


Resenhando.com - Você atua também como produtor. Você continua nessa atividade em paralelo com a música?
Wilson Simoninha - Sigo atuando como produtor e diretor musical em paralelo à minha carreira como músico. Essa é uma dimensão fundamental do meu trabalho. Desde 2001, estou à frente da S de Samba, produtora que fundei com Jair Oliveira, onde criamos trilhas publicitárias premiadas e desenvolvemos projetos musicais para marcas, cinema e televisão. Na TV Globo, assino a direção musical do Domingão desde 2016, passando pelas fases com Faustão e agora com Luciano Huck. E também, com a mesma intensidade e carinho, faço a direção musical do programa Viver Sertanejo, apresentado pelo cantor Daniel. Além disso, produzi as duas edições do especial Falas Negras e, mais recentemente, a inédita atração Pagode 90. Fui ainda responsável pela produção artística do documentário Chic Show (Globoplay). Esse trânsito entre palco, estúdio e audiovisual mantém meu trabalho em movimento e me inspira a explorar diferentes formas de levar música ao público


Resenhando.com - Fale sobre seus planos atuais na música. Você pretende gravar um novo álbum?
Wilson Simoninha - Sim, estou preparando um novo álbum de inéditas, que deve marcar mais um capítulo importante da minha trajetória. Depois de tantos projetos como diretor musical, produtor e intérprete, senti que era o momento de voltar ao estúdio para trazer novas canções e ideias. Tenho buscado arranjos que dialoguem com a minha história, mas também apontem para o futuro sempre guiado pela reinvenção, pelo talento das parcerias e pela alegria que a música me proporciona. É um trabalho que está sendo construído com muito carinho e que espero compartilhar em breve com o público.


"Sa Marina"

"Flor do Futuro"

"Mais Um Lamento"

.: Entrevista: Delphis Fonseca transforma Sinatra em experiência viva no palco


Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com. Fotos: divulgação

Há quem diga que certas canções sobrevivem ao tempo porque carregam em si um sopro de eternidade. Mas o que acontece quando um artista decide não apenas cantar esses clássicos, e sim dialogar com eles, emprestando corpo, voz e alma a melodias que atravessaram gerações? É esse o risco - e também a ousadia - de Delphis Fonseca, que leva ao palco do Teatro Jardim Sul, em São Paulo, o espetáculo “Sinatra & Cia – Os Maiores Sucessos da Era de Ouro”.

Mais do que um tributo, trata-se de um mergulho afetivo em memórias que pertencem a todos nós, embaladas por Sinatra, Elvis, Nat King Cole, Charles Aznavour e tantos outros. Delphis, que também é jornalista, locutor e apresentador, sabe como poucos transformar um show em experiência: não basta interpretar, é preciso contar histórias, criar cumplicidade, surpreender. Nesta entrevista exclusiva ao Resenhando.com, o artista fala de bastidores, improvisos, riscos e segredos de quem vive entre a reverência ao passado e a urgência do presente. Afinal, como ele mesmo afirma, “as grandes canções não têm prazo de validade”.


Resenhando.com - Se Frank Sinatra pudesse assistir ao seu show “Sinatra & Cia” escondido na plateia, qual você acredita que seria a primeira reação dele: aplaudir, corrigir ou dar uma piscadela cúmplice?
Delphis Fonseca - (Risos) Puxa, pergunta interessante! Já fico imaginando a cena! (Risos) Eu não sou um cover de Frank Sinatra, nem me atreveria. Sou um apaixonado pela boa música, e grande parte dela vem desse artista incrível. Gosto de músicas do mundo inteiro: canto em português, inglês, francês, Italiano, espanhol e japonês. E também tenho meu repertório próprio nesses idiomas com canções com alguns parceiros musicais. Gosto de toda música que me toca o coração. Mas, voltando a sua pergunta, acredito que se o Sinatra estivesse na plateia do meu show, seria melhor eu não saber… (Risos) Essa situação me lembrou uma passagem que aconteceu com o Sinatra no início de carreira, quando ele ainda não era o dono da fama. Ele estava cantando em um jazz bar quando entrou o Cole Porter. Quando ele viu o famoso compositor entrando, falou logo pra banda: “Vou cantar 'Night and Day'". Esse era um dos grandes sucessos escritos por Porter na época. Sinatra não sabia a letra direito e acabou se enrolando na apresentação e improvisando como pode. Cole Porter achou aquilo muito engraçado, pois percebeu que Sinatra estava tentando impressioná-lo. E aí começou uma grande parceria, que anos depois, iria conquistar o mundo. Agora, na verdade, Sinatra tinha um temperamento forte, e muitas vezes, imprevisível. Gosto de imaginar que ele sentiria meu respeito pelo seu legado, e que me apoiaria, mas não sem me chamar de canto e dar uma boas duras! (Risos).


Resenhando.com - Você se define mais como um “tradutor de emoções” ou como um “ator que canta”? Afinal, interpretar clássicos imortais exige muito mais do que afinação.
Delphis Fonseca - Você tem toda a razão! É muito mais que só afinação, perfeito. Eu me defino como intérprete. Amo interpretar, como ator, cantor, palestrante, apresentador, comunicador, essa é a minha veia. Música é vida, e a vida de cada um de nós, por si só, é sempre um grande e exclusivo clássico. Se você entende isso, tudo se encaixa na sua interpretação. Sobretudo, interpretar histórias que agreguem emoções profundas, sejam elas de amor, alegria e, também de tristeza; uma vez que a Vida é uma somatória de todas essas emoções se revezando de forma randômica. As canções tristes fazem parte dessa mesma estrada, onde logo alí adiante, virá uma outra trazendo a alegria, a esperança e o amor de volta à cena.


Resenhando.com - Na era do streaming e do consumo descartável, o que significa insistir na ideia de que “as grandes canções são eternas”? É um ato de resistência cultural?
Delphis Fonseca - De forma nenhuma. Eu não resisto às mudanças. Eu procuro entendê-las e transformá-las em algo adequado às minhas capacidades e objetivos. Resistir às mudanças é desistir de viver nesse mundo que muda a cada instante. Eu canto músicas contemporâneas também: gosto de Ed Sheeran, Adele, Bruno Mars, Sam Smith, Robbie Williams e outros. Mas, mudar não necessariamente significa jogar fora tudo o que foi vivido, e sim aprender outras coisas e fundí-las em um nova criação, potencializar tudo aquilo em novo cenário cultural ainda mais rico. O chamado “descartável" sempre existiu, não é novidade. Entendo que ele traga um registro de momentos superficiais da cultura naquele momento, e nada além. Por isso, é imediatamente reconhecido pelo público. Mas, quando esse momento passa, não deixa sua marca mais profundo no emocional das pessoas, se torna obsoleto. A verdade é que não há receita de sucesso, seja ele instantâneo e passageiro, e, muito menos, duradouro a ponto de se tornar um clássico.


Resenhando.com - Há espaço para improviso num show de tributo, ou seguir a partitura com precisão é uma forma de respeito? Você já quebrou protocolos no palco e surpreendeu o público?
Delphis Fonseca - Sem dúvida, isso no que eu acredito e é a forma que interpreto. Talvez, não haja esse espaço em um show cover, de personificação, onde o público espera ouvir o artista original. No meu caso, sou intérprete, e como tal, me dou a liberdade de deixar a minha emoção trabalhar comigo de forma autêntica. Quando eu canto, eu me emociono de fato, não simulo isso. Emoção só é, de fato, emoção se for real, e a platéia sente isso de imediato. Acho que isso seja respeitar a obra do autor, é permitir à ela cumprir o seu papel junto ao público: emocionar. Não penso, necessariamente, em quebrar protocolos só pra ser diferente. Mas, é da minha natureza não me prender a regras que me vão contra a minha identidade. Eu converso muito com o público durante o show, conto histórias da minha vida, das músicas, divido pensamentos, peço opiniões do público. E brinco: “Não se preocupem, eu também vou cantar hoje!" (risos). Eu respeito e sou muito grato ao público que me acompanha, que vai aos meus shows, adoro interagir com ele. Não digo que essa seja a forma certa de se fazer, mas é assim que eu faço, essa é a minha verdade.


Resenhando.com - Elvis, Nat King Cole, Charles Aznavour… cada um deles tinha também suas sombras pessoais. Quando você canta esses ícones, pensa mais no mito ou no ser humano?
Delphis Fonseca - Todos temos nossas sombras. Todos, sem exceção. Cabe a cada um de nós conseguir iluminá-las, mas cada qual a sua própria. Nossas sombras dizem respeito somente à nós mesmos, desde que, obviamente, não afete as vidas de outras pessoas. O que chamamos de "mito" é uma pessoa, como todas as outras, mas que diferente da maioria, traz consigo a necessidade de expressar sua arte em forma de música, e sofre inúmeras pressões que o próprio meio impõe, tudo isso somado aos seus próprios desafios particulares de vida. Cada um tem uma forma de se comportar diante disso tudo. Toda essa vivência, dá a ele a bagagem emocional para ser quem ele é artisticamente. Portanto, isso é muito particular. Não posso mistura isso com a minha vida, ou então estaria procurando interpretar as canções como ele, e isso só teria validade se eu fosse um “impersonator”. Não tenho nada contra a esse tipo de trabalho, aliás, gosto muito quando ele é bem feito. Por exemplo, o trabalho feito pelo Dean Zee, vivendo Elvis Presley, é maravilhoso. Faz com respeito e com primor. Cada um na sua.

Resenhando.com - O espetáculo acontece em São Paulo, mas a lista de artistas que você interpreta atravessa fronteiras. Qual foi a canção internacional que mais mexeu com plateias brasileiras? E com você?
Delphis Fonseca - Não tenho uma única música, mas muitas! rs Tous Les Visages De L’Amour (She), de Charles Aznavour é uma canção de amor sensacional e que eu amo e o público também. Tem mais impacto em francês. Ela tem tudo a ver comigo, sou romântico por natureza. "Bridge Over Troubled Water", de Paul Simon e Art Garfunkel, é outra canção que faz muito sucesso com o público. Ela é realmente muito impactante e com uma letra linda, que muitos conhecem. "That's Life" é uma música de vida. É divertida, mas muito profunda. Foi resgatada dos anos 70 para ser tema do primeiro filme do Coringa. É uma música incrível! Vou cantar todas elas nesse show.


Resenhando.com - Você também é jornalista, locutor e apresentador. O que o Delphis comunicador emprestou ao Delphis cantor - e vice-versa?
Delphis Fonseca - Eu acredito que somos o que somos devido a tudo aquilo que vivenciamos em nossa existência, desde antes mesmo de nos reconhecermos por gente. Tudo aquilo que fazemos na vida, seja em âmbito pessoal ou profissional, real ou virtual, tudo aquilo que aprendemos, forma quem nós somos. Tudo se mistura. Essas atividades que você citou: jornalista, apresentador, cantor. Todas elas são funções de comunicação, cada qual da sua forma, dentro de seu próprio cenário, mas são atividades onde uma pessoa se comunica com várias outras. Então, eu diria que eu unifiquei tudo isso em uma única atividade onde eu apresento minhas interpretações musicais, contando histórias e entretendo o público com boa música.


Resenhando.com - O palco exige presença. Mas fora dele, no silêncio, qual é a música que você canta só para si, quase como uma prece íntima?
Delphis Fonseca - Uma música que eu sempre gostei foi "Canção da América" de Milton Nascimento, esse gênio da música. A letra fala de relacionamento humano, de amor e de amizade de verdade, exatamente como eu acredito que deva ser e como procuro vivenciar.


Resenhando.com - Se tivesse de incluir no repertório um hit da música pop atual - digamos, de Lady Gaga, Adele, Bruno Mars ou qualquer outro artista, nacional ou internacional - qual você ousaria transformar em “canção eterna”?
Delphis Fonseca - "Photograph", do Ed Sheeran. Acho que ele é um artista incrível!


Resenhando.com - Você já cantou com orquestra, quinteto, piano solo… mas qual seria a formação mais “maluca” com a qual toparia revisitar os clássicos? Talvez um DJ, um trio de jazz ou até uma escola de samba?
Delphis Fonseca - Recentemente regravei "Tous Les Visages de L’Amour" em um ritmo mais para cima, uma versão pop. Está no meu Spotify. Também, demos novas roupagens para "Blue Velvet", "Garota de Ipanema", em português e em inglês; e outras que ainda serão lançadas. Músicas próprias e inéditas também estão em estúdio e logo serão lançadas. Agora eu fiquei impressionado com a sua pergunta! Tá me espionando?? (Risos). É que, entre outras coisas, estou fazendo um trabalho com um DJ muito conhecido em São Paulo, que ainda não posso revelar. Tem fusão musical vindo por aí! E acho que você vai gostar!

.: Crítica literária: Luna Vitrolira, poetisa e performer, de Recife para o mundo


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. 

A poetisa e performer pernambucana Luna Vitrolira desembarca em São Paulo com uma agenda intensa de apresentações, mesas de conversa e oficinas que antecipam sua primeira tour literária na Europa, programada para setembro e outubro, com passagens por Portugal, França, Inglaterra, Alemanha e Espanha.

A programação em São Paulo destaca a força da poesia nordestina e feminina contemporânea. No dia 9 de setembro, Luna divide a mesa “Entrelinhas Pernambucanas” com as poetisas Cida Pedrosa e Dayane Rocha, no Sesc CPF, abordando as ancestralidades, resistências e a potência da poesia produzida no Nordeste. No dia 10 de setembro, no Sesc 24 de Maio, apresenta o espetáculo “Em Nome da Liberdade”, em que entrelaça poesia falada, música e performance corporal para revisitar memórias de resistência da população negra.

No Sesc Taubaté, em 11 de setembro, repete a mesa “Entrelinhas Pernambucanas”. Já no Sesc Vila Mariana, conduz no próximo dia 13, uma oficina de criação poética e performance, seguida de apresentação pública gratuita dia 14 de setembro, às 15h00, na Praça de Eventos da unidade.

Após os compromissos em São Paulo, Luna segue para Juazeiro do Norte (12 de setembro, Balada Literária do Cariri) e Niterói (17 a 20 de setembro, com o grupo Mulheres de Repente no edital Pulsar). Logo depois, embarca para Lisboa, onde lança o livro “Memória Tem Águas Espessas” (23 de setembro, Livraria Travessa – Galeria Verso) e abre o Festival de Poesia de Lisboa (25 de setembro). A turnê inclui ainda apresentações no Festival Middle Ground, em Berlim, e no Festival FÓLIO, em Óbidos.

Luna Vitrolira é uma multiartista de destaque, sendo poetisa, cantora, compositora, pesquisadora e palestrante. Com uma trajetória marcada pela oralidade e pela poética das vozes, ela já se apresentou em eventos como a Flip e a Bienal do Livro de Pernambuco. Além de sua carreira artística, Luna é uma voz ativa em projetos de inclusão social e equidade de gênero, e atua em programas voltados para as juventudes periféricas.

Natural de Recife, iniciou sua trajetória artística aos 15 anos na cena da poesia falada, no sertão do Pajeú. Para Luna, a poesia é uma forma de existir, conectando-a ao mundo e à espiritualidade. Sua obra reflete processos de autorreconhecimento e de cura, marcados por sua busca por suas raízes ancestrais. "Memória tem Águas Espessas", nasce dessa imersão na memória canavieira da Zona da Mata de Pernambuco, abordando temas como ancestralidade, perdão e identidade, influenciado por escritoras negras como Conceição Evaristo e Grada Kilomba.

Luna estreou na literatura com "Aquenda - O amor Às Vezes É Isso", finalista do Prêmio Jabuti em 2019, transformado em um projeto transmídia. Além da poesia, ela é idealizadora do projeto "Mulheres de Repente" e jurada de prêmios literários como o Jabuti e o Oceanos. Luna também se destaca como CMO da 99Jobs, atuando em projetos que promovem equidade de gênero e combate ao racismo, voltados para a juventude periférica e instituições educacionais.

"Eu Acredito no Amor"


.: "O Turista Aprendiz" revela Mário de Andrade uma pessoa à frente do tempo


Maior clássico brasileiro da literatura de viagem ganha nova edição pela Tinta-da-China Brasil, com 14 fotografias tiradas pelo autor e apresentação de Flora Thomson-De Veaux. Na imagem, Praia do Chapéu Virado Belém, maio 1927. Fundo Mário de Andrade/Acervo IEB-USP/MA-F-0175


O escritor Mário de Andrade morreu aos 52 anos em 1945. Para os parâmetros do século XXI, muito cedo. Seu legado, no entanto, é digno de uma dinastia. Romances, poemas, ativismo cultural, implementação de políticas públicas culturais, um acervo de mais de 30 mil obras, e uma pesquisa etnográfica colhida em dezenas de viagens pelo Brasil. Foi uma dessas viagens, para a região Amazônica, que Mário transformou, a princípio sem grandes pretensões, no maior clássico brasileiro de literatura de viagem: "O Turista Aprendiz". No livro, agora relançado pela editora Tinta da China Brasil, o escritor relata a viagem que fez pela Amazônia em 1927 na comitiva da amiga e mecenas Olívia Guedes Penteado. A prosa leve, ora reflexiva, ora irônica, sugere um escritor entregue à experiência e à realização do sonho de conhecer o Brasil.

A nova edição recupera o manuscrito original de 1943, revisto pelo autor, e é acompanhada de 14 fotos tiradas com sua "codaque" ao longo da viagem e um mapa detalhado do trajeto percorrido.  O livro é organizado e apresentado por Flora Thomson-DeVeaux, diretora de pesquisa da Rádio Novelo e tradutora do livro para o inglês, conta com capa dura e design assinado pela artista portuguesa Vera Tavares.


O olhar de aprendiz sobre a Amazônia
"Há uma espécie de sensação ficada de insuficiência, de sarapintação, que me estraga todo o europeu cinzento e bem-arranjadinho que ainda tenho dentro de mim." (Mário de Andrade, 1927) A viagem aconteceu cinco anos depois da Semana de Arte de 22. Mário de Andrade embarcou no Rio de Janeiro rumo a Belém do Pará. A bordo de um vaticano - embarcação a vapor típica da região, que fazia paradas periódicas para abastecimento de lenha - navegou pelos rios Amazonas, Solimões e Madeira, até as fronteiras do Peru e da Bolívia. Se hoje a Amazônia ainda oferece desafios de acesso aos visitantes, em 1927 uma viagem dessas era uma epopeia.

Os contratempos que todo mundo experimenta quando viaja não faltaram. Ele constata que levou itens errados na mala e para dar conta do calor, decide mandar fazer novas roupas em Belém, de linho branco. O escritor se besunta de repelente para evitar as picadas de uma grande fauna de mosquitos: “é um desespero [...] Pela primeira vez, não resisto e me emporcalho da tal pomada inglesa”.

Sem pretensões de uma pesquisa etnográfica rigorosa, como faria na sua viagem ao Nordeste no ano seguinte, o autor concentrou em menos de 200 páginas um impressionante manancial de informações sobre um Brasil até então completamente desconhecido. Mário aproveita para conversar com a população ribeirinha, provar frutas como graviola e guaraná, peixes e pratos típicos como salada de abacate, banhar-se nas praias, remar barquinhos e encalhar num banco de areia, cantar ao luar, beber uísque com água de coco. Ele não poupa a si mesmo, e nem suas companheiras de viagem, em comentários divertidos com seu olhar de “aprendiz”.


Uma viagem que inspira gerações
"Nos orgulhamos de ser o único (grande?) país civilizado tropical… Isso é o nosso defeito, a nossa impotência. Devíamos pensar, sentir como indianos, chins, gente do Benin, de Java… Talvez então pudéssemos criar cultura e civilização próprias. Pelo menos seríamos mais nós, tenho certeza." (Mário de Andrade, 1927).

Nos registros do diário de viagem, revela-se a personalidade e o senso de humor de Mário. O tom íntimo por vezes lembra a correspondência do escritor, que ao lado desses diários de viagem tem ganhado destaque nas últimas décadas, não apenas pela importância documental, mas por seu alto valor literário.

Consagrado como um clássico da literatura de viagem no Brasil, "O Turista Aprendiz" é um dos livros mais referenciados de Mário de Andrade. Ele vem frequentando cabeceiras de diversas pessoas através de décadas, e influenciando artistas para além das letras. O título dá nome ao documentário da fotógrafa Maureen Bisilliat, em 1979; a uma coleção de roupas do estilista Ronaldo Fraga em 2010; e ao longa-metragem de ficção de Murilo Salles, exibido na 48ª Mostra de Cinema de São Paulo. Também serviu de base para a construção do samba-enredo da escola de Samba Mocidade Alegre em 2024 - ano em que a agremiação se consagrou campeã do Carnaval paulista.

O entusiasmo do escritor com o país e a diversidade de suas culturas e paisagens nos dão fôlego para encarar os dilemas culturais, políticos e sociais que o Brasil vive hoje. Como destaca Flora Thomson-DeVeaux em sua apresentação, O turista aprendiz não é apenas um documento literário, mas também um testemunho da aposta de Mário de Andrade na cultura como uma chave para enfrentar os impasses do Brasil. A leitura de "O Turista Aprendiz" ganha nova relevância no cenário contemporâneo, em que a Amazônia está no centro das discussões sobre mudanças climáticas, desmatamento e sustentabilidade. Um clássico.


Sobre Flora Thomson-DeVeaux
É escritora, tradutora e pesquisadora. Traduziu para o inglês Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, e O turista aprendiz, de Mário de Andrade. É diretora de pesquisa da Rádio Novelo. 


Sobre a Tinta-da-China Brasil
É uma editora de livros independente, sediada em São Paulo, gerida desde 2022 pela Associação Quatro Cinco Um, organização sem fins lucrativos. Sua missão é a difusão da cultura do livro.

.: Cineflix Santos oferece terror, drama intimista e clássico da literatura


A semana no Cineflix Santos, no Miramar Shopping, traz três estreias de peso: o aguardado capítulo final da franquia “Invocação do Mal”, a adaptação de Stephen King “A Vida de Chuck” e a adaptação do clássico da literatura universal “O Retorno”, baseado em "A Odisseia" de Homero. 

Para quem ainda não conferiu, seguem em cartaz títulos de destaque como “Ladrões”, “Os Caras Malvados 2”, “Os Roses” e o brasileiro premiado “O Último Azul”. Das novidades hollywoodianas ao cinema nacional celebrado nos festivais, há opções variadas para diferentes públicos. Confira os lançamentos, horários e informações de cada produção. Programação completa e ingressos: clique aqui.


"Invocação do Mal 4" ("The Conjuring: Last Rites"; em Portugal, "The Conjuring 4: Extrema-Unção)
Ed e Lorraine Warren retornam às telas em sua investigação mais perigosa. Dirigido por Michael Chaves, o longa encerra a franquia de terror que redefiniu o gênero nos últimos dez anos, trazendo de volta Vera Farmiga e Patrick Wilson como o casal de demonologistas. Produzido por James Wan e Peter Safran, o filme aposta em sustos eficazes, atmosfera sombria e o confronto final entre o bem e o mal.

Sessões legendadas/dublada na Sala 3
De 4 a 10 de setembro: todos os dias às 14h40 (dublado), 18h20 e 21h00 (legendados).
Classificação: 16 anos | Duração: 112 minutos | Distribuição: Warner Bros.


"A Vida de Chuck" ("The Life of Chuck")
Baseado no conto de Stephen King, o drama dirigido por Mike Flanagan apresenta a vida de Charles Krantz de trás para frente, em três atos que misturam fantasia, drama e reflexão existencial. Tom Hiddleston interpreta o protagonista, acompanhado por Mark Hamill, Karen Gillan e Chiwetel Ejiofor. O filme foi aclamado no Festival de Toronto e emociona ao tratar da finitude da vida sob um olhar poético.

Sessões legendadas na Sala 1
De 4 a 10 de setembro: todos os dias às 15h50 e 20h50
Classificação: 14 anos | Duração: 121 minutos | Distribuição: Universal Pictures.


"O Retorno" ("The Return"; em Portugal, "O Regresso")
No suspense político dirigido por Thomas Vinterberg, um diplomata vivido por Mads Mikkelsen se vê envolvido em uma conspiração internacional que coloca sua família em risco. Alicia Vikander e Matthias Schoenaerts completam o elenco. Com roteiro de Tobias Lindholm, o filme combina intriga geopolítica e dilemas pessoais em uma narrativa intensa e atual.

Sessões legendadas na Sala 1
De 4 a 10 de setembro: todos os dias às 18h20
Classificação: 16 anos | Duração: 119 minutos | Distribuição: Paris Filmes/Netflix.


Continuam em cartaz no Cineflix Santos
"Ladrões" ("Caught Stealing")
Dirigido por Darren Aronofsky, o thriller adapta o livro de Charlie Huston e acompanha Hank Thompson (Oscar Isaac), ex-jogador de beisebol que mergulha em uma espiral de violência após aceitar um favor aparentemente inofensivo. Willem Dafoe e Sam Rockwell completam o elenco desta narrativa de sobrevivência nas ruas de Nova York.
Sessões legendadas na Sala 4
De 4 a 10 de setembro: todos os dias às 15h30.
Classificação: 18 anos | Duração: 110 minutos | Distribuição: Sony Pictures.


"Os Caras Malvados 2" ("The Bad Guys 2"; em Portugal, "Os Mauzões 2")
A sequência da animação da DreamWorks traz de volta Sr. Lobo e sua turma de ex-vilões em novas trapalhadas para provar que podem ser heróis. Entre planos mirabolantes e perseguições frenéticas, o longa mantém o humor e o estilo vibrante que conquistaram o público infantil e juvenil.

Sessões dubladas na Sala 2
De 4 a 10 de setembro: todos os dias às 15h00
Classificação: livre | Duração: 105 minutos | Distribuição: Universal Pictures.


"Os Roses: Até que a Morte os Separe" ("The Roses"; em Portugal "Um Casal (Im)Perfeito")
Na comédia de humor ácido dirigida por Jay Roach, Olivia Colman e Benedict Cumberbatch interpretam um casal aparentemente perfeito que entra em guerra durante o divórcio. O roteiro de Tony McNamara aposta em diálogos cortantes e situações extremas que mesclam drama e humor negro.

Sessões legendadas na Sala 4
De 4 a 10 de setembro: todos os dias às 18h10 e 20h40
Classificação: 14 anos | Duração: 116 minutos | Distribuição: 20th Century Studios.


"O Último Azul" ("O Último Azul")
Dirigido por Gabriel Mascaro, o longa brasileiro premiado em Berlim mistura poesia e ficção científica ambientada na Amazônia. Tereza (Denise Weinberg), uma idosa de 77 anos, resiste ao exílio compulsório de idosos e embarca em uma jornada pelos rios amazônicos, encontrando o misterioso caracol Baba Azul, que revela vislumbres do futuro. Rodrigo Santoro e Miriam Socarrás também integram o elenco.

Sessões na Sala 2
De 4 a 10 de setembro: todos os dias às 17h10, 19h05 e 20h55.
Classificação: 14 anos | Duração: 87 minutos | Distribuição: Vitrine Filmes.


Serviço Cineflix Santos
Miramar Shopping - Rua Euclides da Cunha, 21, Gonzaga, Santos/SP
Programação completa e ingressos: clique aqui
Disponível também no app da Cineflix
O portal Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

.: "Os Roses" faz público mergulhar no divórcio mais divertido do cinema


Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

A nova versão cinematográfica de "Os Roses: até que a Morte os Separe" ("The Roses), em cartaz nos cinemas de todo o Brasil, surge como uma provocativa reinvenção de um clássico das comédias sobre o colapso civilizado do matrimônio. A produção, lançada em agosto, traz à tona a corrosiva disputa conjugal com a precisão afiada da crítica social e humor de inteligência. 

A trama apresenta Theo e Ivy Rose, interpretados por Benedict Cumberbatch e Olivia Colman, marido e esposa que aparentam viver um casamento glorioso: ele, arquiteto de prestígio; ela, chef de cozinha bem-sucedida. No entanto, quando Theo enfrenta o fracasso profissional e Ivy explodir na cena gastronômica, as pequenas tensões e ressentimentos se convertem em sabotagem emocional refinada - tudo com leveza britânica e diálogos mordazes 

O diretor Jay Roach - conhecido por sucessos como "Austin Powers", "Entrando Numa Fria" e "Um Jantar para Idiotas" - conduz o roteiro assinado por Tony McNamara, que se baseia no romance "The War of the Roses" (1981), de Warren Adler, e refaz o icônico filme homônimo de 1989, estrelado por Kathleen Turner, Michael Douglas e Danny DeVito. 

Nos bastidores, é interessante notar que a produção reuniu novamente Cumberbatch e Colman, que também estão entre os produtores do projeto, sob a batuta criativa de Roach e McNamara. As filmagens tiveram início em junho de 2024, na charmosa região de Devon, na Inglaterra. A narrativa ganha ainda mais camadas com o elenco adicional de apoio expressivo: Andy Samberg e Kate McKinnon como amigos do casal; Allison Janney, Ncuti Gatwa, Sunita Mani, Jamie Demetriou, Zoë Chao, Belinda Bromilow. 


Assista no Cineflix mais perto de você
As principais estreias da semana e os melhores filmes em cartaz podem ser assistidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

Ficha técnica
“Os Roses: até Que a Morte os Separe” | “The Roses” | “Um Casal (Im)perfeito” (em Portugal) | Sala 4
Classificação indicativa: 
16 anos. Ano de produção: 2025. Idioma original: inglês. Direção: Jay Roach. Roteiro: Tony McNamara (baseado no romance "The War of the Roses", de Warren Adler). Elenco: Benedict Cumberbatch (Theo Rose), Olivia Colman (Ivy Rose), Andy Samberg, Kate McKinnon, Allison Janney, Belinda Bromilow, Ncuti Gatwa, Sunita Mani, Jamie Demetriou, Zoë Chao e outros. Distribuição no Brasil: Searchlight Pictures (Disney). Duração: aproximadamente 1h 45min (105 minutos) | Cenas pós-créditos: não.


Sinopse resumida de “Os Roses: até Que a Morte os Separe”:
Theo e Ivy Rose formam um casal que aparenta levar uma vida ideal – ele, um arquiteto talentoso; ela, uma chef bem-sucedida. Quando o projeto de Theo fracassa e sua reputação despenca, enquanto o negócio de Ivy decola, antigas tensões vêm à tona, transformando amor em competição feroz e colocando em risco tudo o que construíram. 


Sessões legendadas
4/9/2025 - Quinta-feira: 18h10 e 20h40.
5/9/2025 - Sexta-feira: 18h10 e 20h40.
6/9/2025 - Sábado: 18h10 e 20h40.
7/9/2025 - Domingo: 18h10 e 20h40.
8/9/2025 - Segunda-feira: 18h10 e 20h40.
9/9/2025 - Terça-feira: 18h10 e 20h40.
10/9/2025 - Quarta-feira: 18h10 e 20h40. Ingressos neste link. 

← Postagens mais recentes Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.