Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
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sexta-feira, 1 de maio de 2026
.: "Trilogia Psicodélica": Ronnie Von e o flerte com o psicodelismo
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
quinta-feira, 30 de abril de 2026
.: Crítica: "O Grande Arco de Paris" retrata frustração de arquiteto
Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com
Em abril de 2026
O drama francês "O Grande Arco de Paris" (L'Inconnu de la Grande Arche), exibido no 2º Festival de Cinema Europeu IMOVISION, na Cineflix Cinemas de Santos, baseado no romance de 2016 de Laurence Cossé, começa na seleção de um projeto audacioso do arquiteto dinamarquês, Otto von Spreckelsen. Pouco conhecido, o vencedor do concurso de 1983 organizado pelo presidente François Mitterrand para projetar o Grande Arco de La Défense alinhado ao Louvre e ao Arco do Triunfo, esbarra em sucessivos desafios para a construção do monumento.
Como se não bastassem as dificuldades de complexidade do projeto e a implicância da administração de Mitterrand para erguer tal projeto audacioso, no caminho surgem disputas políticas e a vida pessoal do dinamarquês, a corrosão da relação dele com a esposa gera um conflito capaz de chegar a ficar por um fio. Embora, na vida real, a esposa de Spreckelsen tenha negado a forma como a relação e os conflitos foram retratados na produção, apontando que certas tensões não ocorreram de fato. Para tanto, o longa exibe um alerta a respeito antes de exibir seus 104 minutos de duração.
Intenso, Claes Bang ("O Homem do Norte" e "Drácula") imprime todas as frustrações de Johan Otto von Spreckelsen diante do projeto que seria sua grande realização profissional, além das igrejas que construiu em seu país natal. No entanto, diante de entraves durante o processo de construção do monumento, que jogam no colo dele restrições técnicas que implicam em sinuosos jogos de poder, precisa ponderar reais desejos para a vida. Vale a pena conferir!
A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.
"O Grande Arco de Paris" (L'Inconnu de la Grande Arche). Gênero: Drama. Direção: Stéphane Demoustier. Roteiro: Laurence Cossé e Stéphane Demoustier (baseado no romance de mesmo nome de Laurence Cossé, publicado em 2016). Duração: 1h 47min. Distribuição: Imovision. Elenco: Claes Bang como Johan Otto von Spreckelsen (o arquiteto dinamarquês), Sidse Babett Knudsen, Xavier Dolan, Swann Arlaud, Michel Fau. Sinopse: França, 1983. Determinado a deixar sua marca na história, o presidente François Mitterrand lança um ambicioso concurso internacional de arquitetura: erguer o monumental Grande Arco de La Défense, alinhado com o Louvre e o Arco do Triunfo.
Trailer de "O Grande Arco de Paris"
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.: Crônica: o ciclo da vida que esbarra num até logo, por Mary Ellen Farias
Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em abril de 2026
A vida é cíclica e grande parte dos quarentões iguais a mim, aprenderam isso com a animação "O Rei Leão", lá em 1994. Eis que em pleno 2026, um até logo doloroso se concretiza hoje.
Desde quando ouvi um grupo comentando sobre o encerramento, a não aceitação do que a princípio, parecia que aconteceria dia 29 de abril, foi inevitável. Contudo, a colher de chá de mais um dia para conseguir lidar com o amargor da pausa veio como um alento.
Em meio a um atropelo de emoções, o 2º Festival de Cinema Europeu IMOVISION com a exibição de filmes tocantes como "As Cores do Tempo" e "Amiga Silenciosa", que tratam as mudanças ao longo dos séculos, trouxeram um afago. Além de ajudar a viver ao máximo, naquele espaço tão agradável, as histórias sonhadas e transformadas em filmes.
Ao assistir pela terceira vez a cinebiografia tão comentada, "Michael", a linda homenagem musical sobre a vida e carreira do Rei do Pop, Michael Jackson, dirigida por Antoine Fuqua e estrelada por seu sobrinho, Jaafar Jackson, recebi a oportunidade como um brinde que resultou na efervescência emocional ao refletir que logo mais aquele lugar deixaria de existir. Inevitavelmente, lágrimas escorreram ao som de um dos maiores ícones culturais do século XX.
Assim, para a Cineflix Cinemas fica a mensagem final do longa "Michael", "e sua história continua...". Afinal, a produção de Michael: Parte 2 foi oficialmente confirmada.
Portanto, fica um valeu para a cidade de Santos, pois está aí a promessa de novos e melhores ares em Praia Grande. Que venha a evolução do lugar da diversão!
* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Instagram: instagram.com/maryellen.fsm
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"Michael" é a grande atração da Cineflix Cinemas de Santos
A unidade Cineflix Cinemas de Santos, localizada no Shopping Miramar, exibe hoje, dia 30 de abril de 2026, a cinebiografia sobre o eterno Rei do Pop "Michael", o drama nacional "Rio de Sangue", com Giovanna Antonelli, a animação "Super Mario Galaxy: O Filme" e a comédia de ação policial nacional com Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, "Velhos Bandidos" Compre antecipadamente os ingressos aqui: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.
Estão disponíveis para venda baldes colecionáveis da animação "Super Mario Galaxy: O Filme" e de "O Diabo Veste Prada 2". A unidade de Cinemas Cineflix Santos, fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga.
O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.
"Michael". (Michael). Gênero: Cinebiografia. Direção: Antoine Fuqua. Roteiro: John Logan. Duração: 2h 06min. Distribuição: Universal Pictures Brasil. Elenco: Jaafar Jackson, Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller. Sinopse: A trajetória nos Jackson Five até se tornar o maior artista do mundo. Foca na ambição criativa e na vida pessoal do "Rei do Pop".
"Rio de Sangue" (nacional). Gênero: Thriller, Ação, Drama. Direção: Gustavo Bonafé. Roteiro: Felipe Berlinck, Dennison Ramalho. Duração: 1h 46 minutos. Distribuição: Disney. Classificação Indicativa: 16 anos. Elenco: Giovanna Antonelli (Patrícia Trindade), Alice Wegmann (Luiza), Antônio Calloni, Felipe Simas, Sérgio Menezes, Fidélis Baniwa, Ravel Andrade. Sinopse: Patrícia, uma policial afastada após uma operação fracassada e jurada de morte, se refugia no Pará. A trama engrena quando sua filha Luiza, médica em missão humanitária, é sequestrada por garimpeiros, forçando Patrícia a agir.
"Super Mario Galaxy: O Filme" (The Super Mario Galaxy Movie). Gênero: Animação, Aventura, Comédia. Direção: Aaron Horvath e Michael Jelenic. Roteiro: Matthew Fogel. Duração: 1h 39 minutos. Distribuição: Universal Pictures. Sinopse: Desta vez, a trama expande o universo cinematográfico para uma missão intergaláctica onde Mario e seus amigos devem deter uma nova ameaça cósmica. O filme marca a introdução da Princesa Rosalina e conta com a participação de Bowser Jr.
"Velhos Bandidos". (nacional). Gênero: Comédia, ação, policial. Direção: Cláudio Torres. Roteiro: Cláudio Torres, Fábio Mendes e Renan Flumian. Duração: 1h 33min. Distribuição: Paris Filmes. Elenco: Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Bruna Marquezine, Vladimir Brichta, Lázaro Ramos. Sinopse: O longa acompanha o casal de aposentados que planeja um assalto audacioso a um banco para garantir uma aposentadoria tranquila. Para executar o plano, eles recrutam dois jovens comparsas, mas acabam sendo perseguidos por um obstinado investigador.
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quarta-feira, 29 de abril de 2026
.: Crítica: "As Cores do Tempo" é espiral constante de vivências geracionais
Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com
Em abril de 2026
Heranças sempre trazem labirintos a serem decifrados. Na produção francesa e belga "As Cores do Tempo" (La Venue De L'avenir ), há complicações maravilhosas que, ao longo de 2 horas e 4 minutos, entrega poesia visual de perfeita contemplação. Exibido no 2º Festival de Cinema Europeu IMOVISION, na Cineflix Cinemas de Santos, o longa dirigido por Cédric Klapisch ("O Próximo Passo") entrega drama, enquanto transita pela comédia.
Em "As Cores do Tempo" um grupo de mais de trinta herdeiros, no tempo presente, descobre estar conectado por laços familiares, uma vez que cada um é descendente de Adèle Meunier (Suzanne Lindon, de "Jovens Amantes"), mulher que deixou uma casa de família na Normandia, fechada desde 1944. Reunidos pelo interessado na compra do terreno com a antiga casa com previsão para ser estacionamento de um grande shopping, alguns herdeiros acabam se aproximando por conta de uma pintura que chama a atenção do professor Abdelkrim (Zinedine Soualem, de "Bonecas Russas").
No filme de fotografia belíssima e contemplativa, é um retrato impressionista que desenha a trama que envolve do início ao fim, incluindo o pintor Claude Monet e a prostituta Odette (Sara Giraudeau, de "O Destino de Haffmann") para formar a narrativa de Adèle Meunier. Ora saindo do presente para o passado, entrelaça duas linhas temporais (1895 e 2024/2025).
Enquanto num tempo distante, uma jovem sai de um vilarejo, após a morte da avó, em busca da mãe na grande Paris, em tempos mais modernos, seus descendentes decidem o que será feito de seu imóvel fechado desde os anos 40. Com delicadeza, "As Cores do Tempo" constrói constantemente um espiral em que as vivências de gerações distintas se sobrepõem, relacionando a arte, a memória e a passagem do tempo. Imperdível!
A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.
"As Cores do Tempo" (La Venue De L'avenir ). Gênero: Drama, Comédia. Direção: Cédric Klapisch. Roteiro: Cédric Klapisch. Duração: 2h 06min. Distribuição: Imovision. Elenco: Suzanne Lindon: Adèle Meunier (1895), Paul Kircher: Anatole (2025), Vassili Schneider: Lucien, Abraham Wapler: Seb / Claude Monet (1874), Olivier Gourmet: Claude Monet (1895), Philippine Leroy-Beaulieu: Sarah Bernhardt, Vincent Pérez: Tio Théophraste, Cécile De France: Calixte de La Ferrière, Vincent Macaigne: Guy, Julia Piaton: Céline. Sinopse: O filme destaca a transição da ancestral Adèle, de 20 anos, que sai da Normandia para Paris no final do século XIX, conectando sua história com a de seus descendentes. A trama é descrita como um épico familiar com o estilo humanista do diretor.
Trailer de "As Cores do Tempo"
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terça-feira, 28 de abril de 2026
.: Nova edição de “Desemprego e Outras Heresias”: romance de Bruno Inácio
Com escrita fragmentada e fluxo de consciência, livro esgotado desde 2023 ganha nova edição pela Sabiá Livros e consolida a linguagem cortante do autor paulista.
Com uma escrita fragmentada, direta e construída em fluxo de consciência, o romance "Desemprego e Outras Heresias", escrito por Bruno Inácio, ganha nova edição pela Sabiá Livros, após o esgotamento da primeira edição. A obra investiga os efeitos duradouros do fanatismo religioso no ambiente familiar e reafirma a força literária de um autor que aposta na tensão entre forma e conteúdo.
Família, fanatismo e desamparo
Linguagem própria e amadurecimento literário
Referências literárias e o fascínio pelo poeta do rock brasileiro
Trecho do livro (p. 24)
segunda-feira, 27 de abril de 2026
.: Entre "O Pai, a Faca e o Beijo", Thiago Sobral escreve o romance da omissão
Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico cultural, especial para o portal Resenhando.com.
Há romances que não se contentam em apenas contar uma história. Eles cutucam, provocam, obrigam o leitor a encarar a vida de uma maneira mais pragmática. "O Pai, a Faca e o Beijo", de Thiago Sobral, é um desses livros que estabelece uma relação de gato e rato com o leitor justamente porque não entrega facilmente o que ele quer. A cada página desse excelente livro de estreia, publicado pela Editora Patuá, a sensação é de se estar diante de uma tragédia anunciada - e, ao mesmo tempo, a de testemunhar um beijo negado, ou acompanhar a trajetória daqueles que se suicidam em vida.
O romance gira em torno de Santiago e Davi, o “Pirueta”. À primeira vista, parece uma história simples: dois homens tentando se aproximar, ainda que cercados por obstáculos, o principal deles é o embate com um pai que faz o que faz para proteger o filho da maledicência de uma cidade pequena. Mas Sobral não entrega um romance de amor no molde previsível. Em vez disso, o autor cria um campo de batalha em que as palavras são mal-entendidas, cada gesto se converte em desentendimentos e cada omissão para evitar o confronto carrega mais peso do que qualquer briga consumada.
Santiago é o retrato da desesperança: um jovem que parece já ter desistido de si mesmo. Ele também é um paradoxo ambulante: homossexual e homofóbico, negro e racista, puritano e promíscuo, apaixonado e cruel, detestável e vítima das circunstâncias. O protagonista despeja todo tipo de chorume verbal, na fala e nos pensamentos, e ainda assim o leitor insiste em torcer por ele, como se a esperança de redenção pudesse surgir exatamente de quem mais nega a própria possibilidade de mudança e, sobretudo, de ser feliz.
Esse jogo perverso de expectativas é uma das forças do livro. Thiago Sobral não oferece personagens fáceis, mas desafia o leitor a se apegar a eles mesmo assim, como quem insiste em cuidar de uma planta que já nasceu murcha. Essa insistência faz parte da experiência da leitura desse livro: torcer pelo impossível. Mas não são apenas Santiago e Davi que sustentam o enredo de personagens carismáticos e fortes.
Ao redor deles, um coro de personagens secundários amplia a sensação de claustrofobia emocional. A mãe, apresentada como doce e pilar da família, falha justamente por se omitir - a bondade dela é uma forma de covardia. O padre, que poderia ser refúgio espiritual, é ao mesmo tempo hipócrita e humano até demais, pois também revela-se incapaz de escapar dos dilemas dele. E Severo, o pai opressor e antagonista do próprio filho, representa a insatisfação destilada em cada atitude controversa.
A falta de conciliação é a espinha dorsal de um livro que se constrói sobre a falha, a omissão e a impossibilidade. Cada gesto que poderia resolver é adiado e cada fala que poderia curar é engolida em um universo onde ninguém é de ninguém e todos se rejeitam o tempo todo. A escrita de Thiago Sobral é impregnada de fé, que no livro não aparece como dogma, muito menos como consolo. O autor, ex-seminarista, sabe quando a religião aperta e escreve sobre espiritualidade sem devoção cega, nem medo de expor as contradições de um universo que insiste em pregar amor enquanto ignora conflitos que poderiam ser resolvidos com uma fala mais incisiva. É uma literatura de coragem porque não teme nomear a ferida.
A influência de Machado de Assis é visível. Não se trata de copiar estilo do Bruxo do Cosme Velho, mas de herdar a ironia fina, a capacidade de desmontar o humano pela sutileza, o gosto pelo pessimismo elegante. Thiago Sobral parece olhar para os personagens que ele cria com a mesma frieza do autor de "Dom Casmurro" diante de Bentinho e Capitu: sem absolvições fáceis e muito menos recorrer ao melodrama.
Curiosamente, a leitura também evoca o cinema. Como no clássico "Casablanca", há uma sensação de destino interrompido, de que os protagonistas sempre carregarão um espaço vazio, um amor não realizado, um “barraco” abandonado em Cubatão, cidade que é cenário de toda essa história, e que traz o peso de uma geografia real para dentro do mito da separação eterna."O Pai, a Faca e o Beijo" é uma ode à liberdade, que nasce do confronto com o que se tentou calar.
É a liberdade que pode ser percebida nos escombros, no beijo interdito, no pai irredutível e violento, no filho em fuga, naquilo que se faz escondido e no que se varre para baixo do tapete. Não é exagero dizer que também é um soco no estômago. Não há catarse porque não há reconciliação, e talvez esteja aí a ousadia maior do livro: recusar ao leitor a ilusão de que a vida sempre encontra um jeito. Compre o livro "O Pai, a Faca e o Beijo", de Thiago Sobral, neste link.
domingo, 26 de abril de 2026
.: Entrevista com Ana Paula Renault, a campeã do "BBB 26"
Dez anos após a polêmica participação no "BBB 16", a veterana retornou ao reality com intensidade, sem máscaras e sem medo de se expor. Foto: Beatriz Damy
Durante a competição, você foi vista como uma jogadora estratégica e sagaz. Quais eram suas estratégias de jogo para conquistar o grande prêmio?
Os “Eternos” permaneceram juntos apesar das divergências internas. Como você ajudava a equilibrar essas diferenças entre os integrantes do quarto?
Um dos seus destaques no "BBB 26" foram os apelidos que você criou para seus adversários, e a forma bem-humorada e irônica com que conduzia as conversas. De que forma isso a ajudou no jogo?
Enquanto esteve na casa, Alberto Cowboy e Jonas foram seus alvos no "BBB". O que te incomodava no jogo deles e qual era sua estratégia para eliminá-los?
Quais foram os momentos mais especiais da temporada para você?
.: Entrevista: Milena Moreira Lages, a "Tia Milena" do "BBB 26" fez história
Com personalidade marcante, Milena Moreira Lages fez história no "Big Brother Brasil". Foto: Beatriz Damy
Além de tudo isso, a babá e recreadora mergulhou num intenso processo de autoconhecimento. Seu maior medo no "BBB", declara, era ser esquecida. Hoje, ela acredita que a rebeldia e a coragem foram características que lhe levaram tão longe. “Eu deitava na cama e pensava: ‘Gente, o que eu vou fazer?’ Era procurar uma treta ou um paredão, está entendendo? Era o único jeito de ser o centro. Machucar não dava, não era opção. Então era paredão ou tretar”, detalha. A ex-participante já planeja um possível retorno ao reality como veterana, e na entrevista a seguir, conta quais são seus planos mais próximos. Tia Milena também revela suas primeiras percepções depois de deixar o confinamento.
Pouco antes do final da temporada, você afirmou que não era mais a mesma pessoa que entrou pela porta no dia 12 de janeiro. O que mudou na Milena de 100 dias atrás e a Milena que saiu ontem como a segunda colocada do ‘BBB 26’? De que forma essa experiência te transformou?
Milena Moreira Lages - Mudou tudo! Aquela Milena existiu, eu sei que ela está aqui dentro ainda, mas ela deu espaço para uma Milena melhor, para uma evolução. Essa experiência me transformou de todas as maneiras.
Logo nos primeiros dias na casa, você estabeleceu uma relação de amizade com a Ana Paula Renault. Como se deu essa conexão entre vocês duas?
A organização do seu pódio mudou do início do jogo para o final. Enquanto a Samira foi para o segundo lugar, a Ana Paula foi para o terceiro. O que provocou essa mudança?
Você foi apontada pelo público como uma das mais marcantes Pipocas do "Big Brother Brasil". O que te levou ao segundo lugar do "BBB 26", na sua opinião?
Você também foi reconhecida pelo jogo arriscado e dizia, lá dentro, que gostava da adrenalina. Qual era a sua estratégia para vencer o "BBB"?
Alberto Cowboy e Jonas foram grandes adversários seus ao longo da temporada. O que a incomodava no jogo deles?
Com a postura mais provocativa, você se tornou alvo logo na primeira semana, mas também demonstrava segurança ao encarar as berlindas. Como lidou com essa ameaça constante de deixar o reality?
Quais foram os momentos mais especiais da temporada para você? E os mais difíceis?
Na prova do finalista, você se desentendeu com a Ana Paula por conta do apoio ao Leandro. Como foi essa questão para você?
Se tivesse a chance, faria algo diferente no "BBB"?
Que aprendizados ficam dessa experiência tão longa e tão intensa?
Quais são seus próximos planos depois de participar do ‘BBB 26’? O que deseja realizar daqui para frente?
Que amizades deseja cultivar fora da casa?













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