quarta-feira, 21 de julho de 2021

.: Vem aí a Flipop 2021, o Festival de literatura pop da Seguinte

A quinta edição da FLIPOP acontecerá on-line entre os dias 22 e 25 de julho, com transmissão ao vivo, através de uma plataforma exclusiva com simulação de ambientes e espaço para interação.

Entre os dias 22 e 25 de julho, a editora Seguinte promove a Flipop 2021 – Festival de Literatura Pop, que discute temas como representatividade e leitura na adolescência. Dessa vez, o evento, que já está em sua quinta edição, traz uma novidade: ele acontece dentro de uma plataforma virtual exclusiva com simulação dos ambientes físicos e espaços para interação. Além disso, o festival inclui outras editoras (Editora Alt, Grupo Autêntica, Harper Collins Brasil, Editora Nacional, Editora Planeta, Rocco e ainda Suma e Seguinte - selos da Companhia das Letras) tanto com autores na programação, quanto na exposição de seus estandes virtuais onde serão realizadas as vendas de livros com desconto. A Estante Virtual também participa do evento como apoiadora de uma das mesas.

O ambiente virtual conta com diversos espaços, e o principal é a tenda onde acontece a programação oficial do evento. Há também uma galeria ao ar livre com exposição de capas, os estandes das editoras participantes, além da Tenda dos autores, com diversos vídeos da Seguinte. No andar de cima, há um grande solário com a simulação de um café, onde as pessoas poderão conversar por meio de salas virtuais nos intervalos das mesas. E o famoso letreiro do festival, que é sempre destaque no evento presencial, não estará de fora. No ambiente virtual, ele aparece junto a uma cabine de fotos com diversos filtros, para que os participantes possam depois compartilhar essas imagens em suas redes sociais.

Na programação, os destaques internacionais são Leah Johnson, de Espere até me ver de coroa (Editora Alt), Rachel Hawkins, de Sua Alteza Real (Editora Alt), Elizabeth Acevedo, de Agora que ele se foi (Editora Nacional), Ibi Zoboi e Yusef Salaam, de Socando ao ar (HarperCollins Brasil), além das autoras de Blackout (Seguinte), Dhonielle Clayton, Tiffany D. Jackson, Angie Thomas, Ashley Woodfolk e Nicola Yoon. Quem completa a lista é Alice Oseman, de Heartstopper, série cujos dois primeiros volumes chegam como lançamentos ao festival e são grandes apostas da Seguinte. Entre os autores nacionais há uma boa mistura de velhos conhecidos do público de literatura jovem e fenômenos mais recentes, de diversas partes do Brasil. Nomes como Paula Pimenta, Íris Figueiredo, Clara Alves, Isadora Zeferino, Ilustralu, Juan Julian, Pedro Rhuas e Vitor diCastro, entre diversos outros, vão conversar sobre temas que vão de quadrinhos a astrologia, de histórias LGBTQIAP+ à necessária pluralidade geográfica nos livros YA. Por fim, mas não menos importante, os leitores poderão interagir diretamente com os autores em sessões de autógrafos virtuais (veja mais informações abaixo, além da programação completa). As inscrições para a Flipop 2021 são gratuitas e devem ser feitas através site flipop.com.br.

Sessões de autógrafos
Durante o festival, haverá três sessões de autógrafos em encontros fechados com os autores Bruna Vieira, Pedro Rhuas e Clara Alves, no Zoom. Um momento em que leitores poderão falar virtualmente com seus escritores favoritos e ainda receber o livro – com autógrafo nominal – em casa. As vagas são limitadas e as vendas já estão disponíveis no site da Companhia das Letras.

Para participar da sessão de autógrafos, o livro deverá ser adquirido no site da editora, na opção Autografado + Evento. No dia do evento (calendário abaixo) o link de acesso exclusivo ao Zoom e outas informações sobre a dinâmica do evento serão enviadas por email. Em caso de dúvida, escreva um e-mail para eventos@companhiadasletras.com.br.


Programação dos autógrafos

Sexta-feira, 23 de julho, às 10h
Bruna Vieira
"Meu Corpo Virou Poesia"


Sábado, 24 de julho, às 10h
Clara Alves
"Conectadas"


Domingo, 25 de julho, às 10h
Pedro Rhuas
"Enquanto Eu Não te Encontro"


Programação completa do Festival

Quinta-feira, 22 de julho

15h: "YA Ontem e Hoje"
Com Ana Lima, Juan Julian e Paula Pimenta
Mediação: Frini Georgakopoulos
O mercado de livros para o público jovem mudou muito nos últimos anos, e a cara do YA atual já não é a mesma de algum tempo atrás. Quais são as principais diferenças que hoje imperam no mercado? O perfil dos autores já não é o mesmo — e o dos leitores, será? Esta é uma conversa com quem assistiu o YA mudar e evoluir e está fazendo parte dessa mudança.

17h: "Quadrinhos Para Jovens"
Com Isadora Zeferino, Lila Cruz e Monge Han
Mediação: Gabriela Borges (Mina de HQ)
As histórias em quadrinhos são muito queridas e apreciadas há bastante tempo. Com a possibilidade de divulgação de histórias pela internet, acompanhamos um crescimento cada vez maior de quadrinhos que fazem muito sucesso especialmente entre jovens e adolescentes. Esta é uma conversa para descobrirmos mais sobre a arte das HQs dentro e fora das redes sociais.

19h: "Romances em Versos"
Com Elizabeth Acevedo, Ibi Zoboi e Yusef Salaam
Mediação: Isa Souza
Um bate-papo com Elizabeth Acevedo, autora de "Agora que Ele se Foi" (Companhia Editora Nacional), e Ibi Zoboi e Yusef Salaam, autores de "Socando o Ar" (HarperCollins Brasil). Painel com tradução simultânea.

Sexta-feira, 23 de julho

10h: Sessão de autógrafos virtual com Bruna Vieira
Participe de um encontro virtual com a autora e receba o livro autografado em sua casa! Ingresso mediante compra do livro Meu corpo virou poesia no site da editora. Quantidade limitada. Confira as regras da promoção.

15h: "Histórias Escritas nas Estrelas"
Com Leo Oliveira, Luly Trigo, Papisa e Vítor diCastro
Mediação: Gabriela Tonelli
Todas as pessoas parecem cada vez mais interessadas em astrologia, e isso está se refletindo na literatura (especialmente nos livros para jovens). Neste bate-papo, nossos convidados vão conversar sobre como os astros fazem parte de suas histórias (escritas e vividas).

17h: "Be Gay do Crimes Whatever you Want"
Com Brenda Bernsau, Eric Novello e Giu Domingues
Mediação: Clara Alves
É inegável a importância de histórias sobre a descoberta da sexualidade e "sair do armário". Mas também queremos ver histórias em que ser LGBTQIAP+ é apenas mais uma característica dos personagens, que estão mais preocupados em fazer magia, desvendar mistérios ou salvar o mundo.

19h: "Romances entre Garotas"
Com Leah Johnson e Rachel Hawkins
Mediação: Diana Kalaf
Um bate-papo com Leah Johnson, autora de "Espere Até me Ver de Coroa" (Alt), e Rachel Hawkins, autora de "Sua Alteza Real" (Alt). Painel com tradução simultânea.


Sábado, 24 de julho
10h: Sessão de autógrafos virtual com Clara Alves
Participe de um encontro virtual com a autora e receba o livro autografado em sua casa! Ingresso mediante compra do livro "Conectadas" no site da editora. Quantidade limitada. Confira as regras da promoção.

15h: Descentralizando a literatura nacional
Com G. G. Diniz, Ilustralu e Pedro Rhuas
Mediação: Deko Lipe
Apesar de o mercado editorial tradicional estar abrindo os olhos para narrativas ambientadas no Nordeste e escritas por autores da região, esses livros são muitas vezes considerados "regionalistas", por estarem fora do Sudeste. Quais são os caminhos para descentralizar as histórias produzidas no Brasil e alcançar uma produção literária mais plural, que represente as mais diversas realidades do nosso país?

17h: Escritores no mercado editorial
Com Ana Rosa, Iris Figueiredo e Solaine Chioro
Mediação: Jana Bianchi
Quem trabalha no mercado editorial conhece os bastidores do livro e todas as etapas de publicação de uma obra. Mas como esse conhecimento contribui para quem, além de trabalhar no mercado, também escreve seus próprios livros?

19h: "Romances de Fazer Suspirar"
Com Jennifer Niven e Maurene Goo
Mediação: Iris Figueiredo
Um bate-papo com Jennifer Niven, autora de Por lugares incríveis e Sem ar (Seguinte), e Maurene Goo, autora de Um lugar só nosso e Isso que a gente chama de amor (Seguinte). Painel com tradução simultânea.


Domingo, 25 
 de julho
10h: Sessão de autógrafos virtual com Pedro Rhuas
Participe de um encontro virtual com a autora e receba o livro autografado em sua casa! Ingresso mediante compra do livro Enquanto eu não te encontro no site da editora. Quantidade limitada. Confira as regras da promoção.

15h: Bate-papo com Alice Oseman
Mediação:
Ilustralu
Uma conversa entre as quadrinistas Ilustralu, autora de Arlindo, e Alice Oseman, autora de Heartstopper, que será publicado pela Seguinte em setembro. Painel gravado, inclui legendas em português.

17h: "Um Novo Mercado"
Com Alec Costa, Bruna Fontes e Stefano Volp
Mediação: Raíssa Pena
O mercado literário tem passado por grandes mudanças e se reinventado a cada dia, especialmente neste último ano. E são muitas as pessoas que vêm trazendo inovações e criando novas práticas para este espaço tão tradicional. Quais são os principais desafios e o que podemos esperar para o futuro de quem faz, compra e lê livros?
Apoio: Estante Virtual

19h: "Uma Conversa sobre Blackout"
Com Dhonielle Clayton, Tiffany D. Jackson, Angie Thomas, Ashley Woodfolk e Nicola Yoon
Mediação: Érica Imenes
Um bate-papo com cinco das seis autoras de Blackout: O amor também brilha no escuro, que será publicado pela Seguinte em agosto. Seis histórias de amor entrelaçadas. Uma noite que tinha tudo para ser um desastre – mas acaba sendo brilhante. Painel com tradução simultânea.

Sobre o Flipop:
É o festival de literatura pop com foco nos jovens leitores, que discute temas como representatividade e leitura na adolescência. Criado pela Editora Seguinte em 2017, o festival atualmente é realizado em parceria com diversas editoras. Devido à pandemia, desde 2020 a editora optou por realizar a FLIPOP via internet, acrescentando um dia à programação. No ano passado foram 16 bate-papos que reuniram 38 convidados, entre eles Casey McQuiston, Rainbow Rowell, Iris Figueiredo, Vitor Martins, Thalita Rebouças e Bruna Vieira. As conversas somam mais de 34 mil visualizações.
 

Serviço
Flipop 2021
de 22 a 25 de julho
Inscrições no site: flipop.com.br
Evento gratuito

terça-feira, 20 de julho de 2021

.: "A Noiva Fantasma", de Yangsze Choo, em nova edição pela Darkside Books


"A Noiva Fantasma"
é uma história impressionante sobre o amor sobrenatural e o amadurecimento, escrita por uma extraordinária nova voz da ficção contemporânea. Em 1893, Li Lan é uma jovem que recebeu educação e cultura, mas que vive sem grandes perspectivas depois da falência de seus pais. Até surgir uma proposta capaz de mudar sua vida para sempre: casar-se com o herdeiro de uma família rica e poderosa. Há apenas um detalhe: seu noivo está morto.

"A Noiva Fantasma", romance de estreia de Yangsze Choo publicado no Brasil pela Darkside Books encantou não só leitores de todo o mundo como conquistou os corações dos darksiders em seu lançamento, em 2015. A prosa delicada de Yangsze Choo imediatamente transformou o livro em um dos queridinhos da linha DarkLove. 

O amor foi tanto que a história de Li Lan ganhou uma série na Netflix este ano, em uma produção memorável e envolvente. Para celebrar tamanho carinho, a DarkSide® Books apresenta a nova edição do livro, que chega com o lançamento do esperado "A Noite do Tigre", da mesma autora, pronto para arrancar suspiros de qualquer um. Por mais fantásticas que pareçam, as noivas fantasmas ainda resistem até hoje em parte da cultura asiática. A prática, que chegou a ser banida por Mao Tsé-Tung durante a Revolução Cultural, foi muito frequente na China e na Malaia (hoje Malásia) no final do século XIX. 

O casamento era usado para tranquilizar um espírito inquieto e garantir um lar e estabilidade para as mulheres que diziam sim a maridos já falecidos. É claro que elas tinham um preço alto a pagar, e com Li Lan não seria diferente. Leitura indicada para quem não tem medo de encarar os mistérios de outros mundos com narrativas sensíveis e cativantes ― como "Golem e o Gênio", de Helene Wecker, "A Pequena Sereia e o Reino das Ilusões", de Louise O’Neill e as "Crônicas de Amor e Ódio", de Mary E. Pearson ―, "A Noiva Fantasma" é uma história impressionante sobre o amor sobrenatural e o amadurecimento, escrita por uma extraordinária nova voz da ficção contemporânea.


O que disseram sobre o livro
"O estilo claro e encantador de Choo cria uma realidade alternativa onde as apostas são tão altas quanto no mundo real, combinando momentos de narrativa bem fundamenta com o sobrenatural." - Publishers Weekly.

.: Crônica: Cuidado com a fechadura do seu Volkswagen, do contrário...

Por: Mary Ellen Farias dos Santos


Segue aqui o relato de um ocorrido pra lá de irritante...

Tudo começou quando a minha porta do motorista começou a fazer um barulhinho estranho, sempre que eu tirava a chave do contato. Como o nosso carro é de pouco uso e raramente sai da garagem, o problema demorou a se mostrar, de fato.

Em 12 de julho procuramos o rapaz da loja que trocou o aparelho de som do meu antigo carro para o atual, aplicou a película de insulfim e até trocou o novo som instalado. No dia seguinte, levamos o carro para que ele pudesse constatar o problema. Lá foi detectado que era o motorzinho da fechadura que é de trava elétrica. O problema seria solucionado com uma nova fechadura. 

Prontamente ele nos encaminhou dois links no Mercado Livre. A peça mais cara chegaria no dia seguinte e promete 1 ano de garantia, enquanto que o outro mais em conta levaria mais alguns dias para chegar, tendo três meses de garantia da peça. Optamos pela mais cara, considerando a agilidade para  ter o material em mãos e resolver o problema. Custou R$ 179,77.

Ledo engano.

No dia seguinte, quarta-feira, fui até a minha mãe buscar a caixinha. Em casa não é muito confiável receber encomendas e como "Seguro morreu de velho", tudo vai para a casa dos meus pais. Com a peça em mãos, avisei o rapaz da loja que, por sua vez, marcou a ida do carro para sexta-feira de manhã, no primeiro horário. 

Levamos o automóvel e ao ver a peça ele já desconfiou. A original, de fábrica, tinha seis pinos enquanto que a nova apenas cinco. O rapaz até tentou, mas a fechadura trabalhava invertido. Não sei o que isso, de fato, quer dizer em termos de fechadura, mas... Ele voltou com a fechadura original do carro.

Na mesma hora entrei em contato com o vendedor via mensagem do Mercado Livre que nunca chegou a responder. Contudo, o rapaz que faria o serviço encontrou o contato do vendedor, que estava no meio da nota fiscal e mandei mensagem via WhatsApp, às 10h49.  Confesso que até liguei para que fosse identificado o contato e nada.

Fomos embora do rapaz que iria trocar a fechadura.

De tarde, às 15h28, uma mensagem de voz do vendedor chegou no WhatsApp que solicitava a nota fiscal. Prontamente, fui ao Mercado Livre e baixei o arquivo. Enviei. 

Nenhuma resposta!

Ainda na sexta-feira, pesquisamos por telefone nas lojas de peças automotivas em São Vicente -e olha aqui existem boas opções. Nada da tal peça com a quantidade de pinos necessários.

Meus pais que conhecem uma vendedora de uma concessionária, entraram em contato com a moça e receberam um telefone para que ligássemos, na segunda-feira. E foi aí que a história ficou ainda mais "interessante". 

Com medo, no sábado, solicitei devolução no Mercado Livre, coisa que nunca tinha feito. Para tudo tem uma primeira vez...

Na parte da manhã de segunda-feira, ligamos para a Volkswagem -sim, o Deus de toda a narrativa aqui presente. No 0800, após ter todos os meus dados informados, soube que deveríamos procurar a peça na loja oficial da Volks no Mercado Livre. Lá a fechadura custa R$ 275,00. Ao perguntar no Mercado Livre, a respeito dos pinos, antes de efetuar a compra, soube que não tinham a peça e que eu deveria procurá-la na concessionária. Sendo assim, não se faz negócio com a própria fabricantes, somente com terceiros.

Ainda de manhã, pelo telefone da concessionária de Santos (SP), soubemos que havia um exemplar na loja custando R$ 370,00, mais cara do que o anúncio no ML da Volks. Ok! Uma vez que não teria a espera da encomenda... Valia considerar a compra.

No período da tarde, decidimos retornar a ligação para comprarmos, porém o atendente disse que o valor da peça era de MIL reais. O que houve para o valor ser superfaturado em tão curto espaço de tempo?

Comentei sobre essa lenga-lenga no Facebook e marquei a Volkswagen por consentir que os clientes sejam reféns de concessionárias. A mesma comentou no post que eu deveria enviar uma DM. Cumpri o solicitado, mas não tive retorno.

Eis que nos arrumamos para ir até Santos, cidade vizinha e fazer a encomenda, uma vez que ligamos mais uma vez para a concessionária -os MIL reais eram um tanto que surreais. A peça, na verdade, sairia por R$ 344 e alguns centavos. 

Não é que o rapaz da peça comprada no Mercado Livre resolveu responder no WhatsApp?! Comentou que tinha dois exemplares de seis pinos para venda. Solicitei o link para a compra da fechadura correta e o que recebi foi uma foto do anúncio. Nada mais... 

Ainda bem que a fechadura fecha na chave. 

Enfim... a história continua... 


*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura, licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos e formada em Pedagogia pela Universidade Cruzeiro do Sul. Twitter: @maryellenfsm

.: Tudo sobre "Doce 22", o segundo álbum de Luísa Sonza


Projeto autoral, composto por 14 faixas, mostra novas facetas da artista, que assina a composição e produção musical do álbum, além do roteiro e direção criativa e codireção dos clipes.

Luísa Sonza, uma das principais artistas pop do país e dona de hits e parcerias inigualáveis, acaba de lançar seu tão aguardado segundo álbum de carreira, “Doce 22”. O projeto, que vem sendo elaborado há cerca de um ano, já está disponível em todas as plataformas de streaming. 

Além do lançamento do álbum, Luísa também está divulgando dois clipes das duas primeiras músicas de trabalho do projeto, as faixas “VIP *-*” e “Melhor Sozinha :-)-:”, ambas disponíveis no canal oficial da cantora no YouTube. 

Os 22 anos de Luísa foram marcados pelo crescimento exponencial da carreira e por diversos episódios sensíveis e difíceis envolvendo seu nome, com ondas de ataque e ódio na web, além de várias fake news. Foi um ano marcante, do qual ela se lembrará muito. Vivendo esse turbilhão de acontecimentos, a cantora embarcou em um mergulho interno e extremamente pessoal, que resultou em “DOCE 22”, que é lançado no mesmo dia do aniversário da artista, hoje (18 de julho), em sua virada para um novo ciclo, no qual ela completa 23 voltas ao sol.

“DOCE 22” é, antes de tudo, um presente da artista para si mesma e para seus fãs, uma forma de expor artisticamente os sentimentos de Luísa diante de tudo o que viveu. Nas folhas de papel, nas teclas do piano e nas cordas do violão, em arranjos criados por ela própria, o que gritava eram as mais variadas emoções. Em “DOCE 22”, Luísa se mostra ainda mais empoderada e mais dona de si, mas também expõe, pela primeira vez, suas fragilidades, medos e incertezas.

O novo trabalho é, de longe, o mais pessoal da jovem e intensa carreira de Luísa, que aproveitou a maior disponibilidade de tempo livre, em virtude da pandemia, para se dedicar a cada detalhe do álbum durante pouco mais de um ano. O envolvimento de Sonza no projeto foi, de fato, total. Além de ser compositora de todas as músicas de “DOCE 22”, ela ainda faz sua estreia como produtora musical do álbum, em parceria com Doug Moda, e assina o roteiro e a direção criativa e codireção de dois clipes do projeto, “VIP *-*” e “Melhor Sozinha :-)-:”.

“DOCE 22” marca um novo momento na trajetória de Luísa Sonza, um lugar de liberdade acima de tudo, de poder expressar o que ela quer, da forma que quiser. Procurando fugir da obviedade que, muitas das vezes, pavimenta o caminho de um artista pop, Luísa quer com o novo álbum ir além de apenas emplacar um novo sucesso, subvertendo as exigências do mercado musical, que demanda uma produção cada vez mais intensa de hits. Ao desobrigar-se de cumprir esse papel, ela faz com que “DOCE 22” chegue não como um objeto especificamente estratégico, mas como um fruto da honestidade e da sinceridade de seu olhar artístico, que, certamente, irá reverberar e perdurar exatamente por sua autenticidade.

Nesse sentido, Luísa aproveitou para conceber a estética visual do projeto com um mergulho nos anos 2000, trazendo sua própria versão de um período marcado por divas pop, como Britney Spears e Christina Aguilera. É dessa década também a inspiração para o nome do álbum, uma alusão ao "Sweet 16", celebração que marca o início da maturidade na vida de uma menina em alguns países, e, também, ao "My Super Sweet 16", reality show da MTV, que durante mais de dez anos fez das vidas de jovens meninas um espetáculo aos olhos dos telespectadores, semelhante ao que aconteceu com Luísa Sonza em 2020, quando completou 22 anos.

“Entrei de gaiato, na brincadeira, era 21 de julho de 2020, dia do meu aniversário, Luísa me ligou e falou ‘Vem pra minha casa? Estou começando o processo do meu disco’. Desde então, tudo mudou! Entrei tão de cabeça nesse projeto que em três  meses virei produtor e diretor musical do ‘Doce 22’. Isso para mim, sem dúvidas, é um upgrade na minha carreira e na vida! E, claro, uma super experiência poder trabalhar com uma das principais cantoras pop do país. Pude viver ao lado de Luísa, ver tudo que ela passou neste último ano, e utilizamos como combustível de responder tudo isso com MÚSICA. Foi extremamente desafiador para a gente, e viver isso de dentro trouxe muitas ideias para as músicas do ‘Doce 22’. Foi um processo muito intenso e, assim como o disco, cheio de sentimentos. Estou muito feliz e ansioso para o lançamento”, disse Douglas Moda.

Composto por 14 faixas em diversos estilos musicais, “DOCE 22” pode ser dividido em dois lados, como duas faces de uma mesma moeda, e isso é feito de duas formas no álbum: com uma faixa, “INTERlude :(”, e na grafia dos títulos das canções. O lado A, mais dançante e animado, investe na ousadia, sensualidade, coragem e traz seis músicas, com títulos em letras maiúsculas e a certeza de fazer todo mundo dançar, algo que já é marca registrada de Luísa. Entre as faixas presentes neste lado do álbum, estão “INTERE$$EIRA”, “2000 s2” e “CAFÉ DA MANHÃ ;P”, primeira parceria de Sonza com a cantora Ludmilla, além de “MODO TURBO”, hit lançado como single no final de 2020, com Anitta e Pabllo Vittar, e que acumula mais de 134 milhões de visualizações no YouTube e mais de 85 milhões de plays no Spotify.

A primeira parte de “DOCE 22” acrescenta ainda dois feats internacionais à discografia de Luísa: “VIP *-*”, com o rapper americano 6lack, e “ANACONDA *o* ˜˜˜”, parceria com Mariah Angeliq, americana que é uma das recentes revelações do reggaeton e trap latino.

O Lado B de “DOCE 22”, mais sensível e melódico, mostra uma face mais vulnerável e intimista, ressaltado nos títulos redigidos com letras em minúsculo, traz também “penhasco.” +  uma parceria com o cantor Jão, na faixa “fugitivos :)”, além de “melhor sozinha :-)-:” e “caos/flor ***”.

A relação de afeto e parceria com o pai também inspirou uma das canções. Na faixa “o conto dos dois mundos (hipocrisia)”, a cantora abre o coração para Cezar Luíz, demonstrando ter saudade da vida calma e simples que levava no interior do Rio Grande do Sul antes do sucesso estourar, ao mesmo tempo em que revela um certo desajuste em relação ao seu lugar no mundo, uma espécie de ausência de pertencimento, já que Luísa não mais se encaixa naquela realidade do passado nem na que vivencia atualmente na “cidade grande”. “DOCE 22” ainda proporcionou à Sonza a oportunidade de realizar o sonho de cantar com um de seus maiores ídolos. Lulu Santos, classificado por ela como uma grande inspiração, faz uma participação mais que especial em “também não sei de nada :D”, faixa que encerra o álbum. Alguns detalhes presentes na música, inclusive a gaita, foram sugestão dele. 

Apesar de estarem indicadas na tracklist de “DOCE 22”, as parcerias com Ludmilla, Jão e 6lack nas faixas “CAFÉ DA MANHà ;P”, “fugitivos :)” e “ANACONDA *o* ˜˜˜”, respectivamente, não estarão disponíveis neste primeiro momento, sendo lançadas posteriormente.

Importante ressaltar que a direção dos videoclipes de “VIP *-*” e “Melhor Sozinha :-)-:” contam com direção da própria Luísa Sonza e de João Monteiro. No primeiro videoclipe, Luísa reforça o empoderamento feminino e o lado empreendedor das mulheres. Já em “Melhor Sozinha :-)-:” é possível observar uma Luísa vulnerável diante de um novo amor. Além disto, o clipe de  “VIP *-*” conta com Product Placement da marca Trident. 

“Depois de alguns trabalhos que fizemos juntos no passado, Luísa me procurou novamente, desta vez para assinar a direção de dois clipes , 'VIP *-*' e 'Melhor Sozinha :-)-:' , que serão lançados juntos. Ambos vêm carregados de referências dos anos 2000, tanto estética como cinematográfica. Propomos todo este roteiro onde ela emula esta empresária, empoderada e dona de si e da própria empresa, e trazendo também um pouco de humor, característica dos anos 2000 e do cinema desta época. E além, é claro, do fator pop, que para nós é muito importante, com cenas e coreografias empolgantes e divertidas. Já em 'Melhor Sozinha :-)-:', que também traz esta estética dos anos 200, exploramos um lado menos pop e mais conceitual, um pouco mais intimista, com sequências de cenas mais longas, entendendo melhor o que está acontecendo, e entramos na energia da música, que é sobre estar sozinha e a relação consigo mesma”, disse João Monteiro, diretor do clipe.

Em ação inédita no Brasil, Luísa irá disponibilizar o Enhanced Álbum "DOCE 22", que estará exclusivo, a partir do dia 18 de julho, no Spotify, incluindo conteúdo de vídeos exclusivos, Canvas, Storylines e mais surpresas. 

Além disso, Luísa será a primeira artista do Brasil a lançar um álbum em Áudio Espacial com Dolby Atmos no Apple Music. Essa tecnologia proporciona uma experiência imersiva na qual o usuário tem a sensação do som estar se movendo por todos os lados, mesmo com o uso de um fone de ouvidos comum. Essa tecnologia também oferece aos artistas o poder de mixar suas músicas de forma que os instrumentos e as vozes tenham mais profundidade e clareza. Esta riqueza de detalhes faz com que a música chegue aos ouvidos dos fãs mais viva que nunca. Fãs podem curtir o “DOCE 22” em Áudio Espacial com Dolby Atmos no Apple Music.

Atualmente, Luísa Sonza está entre as cinco cantoras mais ouvidas do Spotify Brasil e reúne uma legião de fãs nas redes sociais, somando no total mais de 50 milhões de seguidores. No YouTube, a artista possui mais de 1 bilhão de views em seus vídeos e mais de 6 milhões inscritos em seu canal. 


Confira a tracklist:

1.    "INTERE$$EIRA"

2.    "VIP *-*"

3.    "MODO TURBO"

4.    "CAFÉ DA MANHÃ ;P"

5.    "2000 s2"

6.    "ANACONDA *o* ~~~"

7.    "MULHER DO ANO XD"

8.    "INTERlude :("

9.    "melhor sozinha :-)-:"

10.    "fugitivos :)"

11.    "penhasco."

12.    "caos/ flor ***"

13.    "o conto dos dois mundos (hipocrisia)"

14.    "também não sei de nada :D"


Assista “VIP *-*” - Luísa Sonza: 

Assista “Melhor Sozinha :-)-:” - Luísa Sonza:


.: "Modernismo 22+100": podcast discute os rumos da Semana de 1922


Projeto "Modernismo 22+100", da Prefeitura de São Paulo, propõe curadoria coletiva para celebração do Centenário da Semana de Arte Moderna de 1922. Participam do podcast nomes como Kondzilla, Fióti, Zé Celso Martinez Corrêa, Tom Zé, Bia Lessa, Eliane Dias (empresária dos Racionais MCs) e Renata de Almeida (da Mostra de Cinema de São Paulo).


Tendo em vista o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), iniciou os preparativos para a comemoração da data propondo para uma série de profissionais da cultura, intelectuais, artistas e produtores uma discussão sobre as celebrações. O Ciclo "Modernismo 22+100" é esse conjunto de encontros que forma agora uma curadoria inicial e um marco de reflexões para as celebrações do Centenário da Semana de Arte Moderna de 1922. Os encontros do Ciclo são divulgados também em formato de podcast. Os cinco primeiros episódios já estão disponíveis nas principais plataformas.

Os primeiros debates trouxeram nomes de grande relevância para a cultura da cidade, que atuam em diversas áreas e linguagens artísticas. Entre eles, estão Zé Celso Martinez Corrêa, Tom Zé, Bia Lessa, Kondzilla, Marco Antonio Villa, Pedro Meira Monteiro, Fióti, Arissana Pataxó, José Miguel Wisnik, Sérgio Vaz, Carlos Augusto Calil, Maria Bonomi, Anelis Assumpção, Baby Amorim (do Bloco Afro Ilu Obá de Min), Silvio Almeida, Eliane Dias (empresária dos Racionais MCs) e Renata de Almeida (da Mostra de Cinema de São Paulo).

Os episódios do podcast estão divididos por encontro. Por exemplo: "Fluxos Subterrâneos do Canibalismo Moderno", em referência à postura modernista de "canibalizar" a cultura de fora e transformá-la em uma outra; "Qual é a Cor do Nosso Modernismo Hoje?", que discute o protagonismo de negros no que há de mais inovador na cultura hoje; e "Subdesenvolvimento e Identidade". O primeiro episódio, "+Modernismo +Modernisma +Modernisme", traz Kondzilla, Eliane Dias, Renata de Almeida e Marco Antonio Villa introduzindo essa discussão sobre o modernismo hoje.

A curadoria conjunta do Ciclo Modernismo 22+100 foi desenvolvida tendo em vista três eixos: História, Linguagens Artísticas e Território. Membros das instituições que fazem parte da Comissão de Instituições Culturais do Modernismo 22+100 também participaram do Ciclo.

O projeto vai também engendrar reflexões sobre como estabelecer na cidade um Novo Modernismo - cujo eixo nasce nas periferias, com diversas expressões culturais originais e significativas para um novo pacto civilizatório. "O Novo Modernismo é a antropofagia a partir das periferias", propõe o secretário de Cultura da cidade de São Paulo, Alê Youssef. "Muito da cultura brasileira a partir de 1922 foi antropofágico: o Carnaval de Rua, o Tropicalismo, o Punk da Periferia, o Hip Hop, o Funk."


Episódios do Ciclo Modernismo 22+100

Episódio 1 - "+Modernismo +Modernisma +Modernisme" (8 de julho)
• Mediado pelo Diretor geral da Fundação Theatro Municipal, Hugo Possolo, o primeiro episódio conta com os convidados:
• Marco Antonio Villa, historiador, escritor, colunista da ISTOÉ e comentarista da TV Cultura
• Renata de Almeida, produtora de cinema, cineasta, curadora e diretora geral da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
• Eliane Dias, advogada e empresária da produtora Boogie Naipe, que gerencia carreiras de artistas como Racionais MC’s, Mano Brown e Liniker
• Konrad Dantas, mais conhecido pelo nome artístico KondZilla, fundador das produtoras Kondzilla Filmes e Kondzilla Records, diretor de criação, produtor e empresário


Episódio 2 - "Subdesenvolvimento e Identidade" (15 de julho)
• Apresentado e mediado pelo diretor geral da Fundação Theatro Municipal, Hugo Possolo, o segundo episódio conta com os convidados:
• Pedro Meira Monteiro, doutor em teoria literária pela Unicamp e professor de literatura brasileira da Universidade de Princeton
• Evandro Fióti, músico, compositor, empresário, produtor, diretor artístico e sócio fundador da LAB Fantasma
• Anna Maria Kieffer, musicóloga, pesquisadora e cantora lírica
• Chapinha, sambista, compositor, militante cultural e fundador do Samba da Vela


Episódio 3 - "Qual é a Cor do Nosso Modernismo Hoje?" (22 de julho)
• Apresentado pela Diretora da SPCine, Viviane Ferreira, o terceiro episódio conta com os convidados:
• Carla Caffé, arquiteta e diretora de arte para cinema, televisão e teatro. Trabalhou em filmes como Central do Brasil e Era o Hotel Cambridge
• Adriana Couto, jornalista que há 12 anos atua como apresentadora do programa Metrópolis, da TV Cultura
• José Miguel Wisnik, pianista, escritor e compositor, atualmente é professor aposentado da Universidade de São Paulo
• Marcia Camargos, jornalista, escritora e doutora em História Social pela USP

Episódio 4 - "Fluxos Subterrâneos do Canibalismo Moderno" (29 de julho)
• Apresentado pela Secretária Adjunta da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, Ingrid Soares, o quarto episódio conta com os convidados:
• Carlos Augusto Calil, ex-Secretário Municipal de Cultura de São Paulo, professor do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da ECA/USP
• Maria Montero é artista, curadora independente, produtora executiva especializada em exposições e galerista
• Moisés Patrício, artista visual e arte educador, que trabalha com fotografia, vídeo, performance, rituais, e instalações em obras que lidam com elementos da cultura latina e afro-brasileira
• Sérgio Vaz, poeta, escritor, agitador cultural, idealizador da Semana de Arte Moderna da Periferia, fundador da Cooperifa


Episódio 5 - "Identidade Visual, Liberdade e Projeto Utópico do Brasil" (5 de agosto)
• Apresentado e mediado pela jornalista e Diretora da Biblioteca Mário de Andrade, Joselia Aguiar, o quinto episódio conta com as convidadas:
• Maria Bonomi, uma das mais importantes gravuristas da atualidade, também escultora, pintora, muralista, curadora, figurinista, cenógrafa e professora
• Arissana Pataxó, artista plástica brasileira, mestre em Estudos Étnicos e Africanos, com projetos voltados para a arte-educação
• Claudia Jaguaribe, fotógrafa, artista plástica e escritora, formada em História da Arte pela Boston University
• Anelis Assumpção, cantora, compositora e diretora geral do projeto MU.ITA (Museu Itamar Assumpção)


Episódio 6 - "Mais Modernista e Menos Bandeirante" (12 de agosto)
• Apresentado e mediado pelo Diretor do Museu da Cidade, Marcos Cartum, o sexto episódio conta com os convidados:
• Silvio Almeida, advogado, filósofo, escritor e professor universitário. Também preside o Instituto Luiz Gama
• Martin Grossmann, professor titular da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo / ECA-USP
• Baby Amorim, produtora cultural do bloco Ilú Obá De Min, que promove as culturas afro-brasileira e africana e atividades para o fortalecimento da mulher
• Paulo Miyada, curador do Instituto Tomie Ohtake e co-coordenador da Escola Entrópica.


Episódio 7 - "Expressões Internacionais de Uma Semana Brasileira, 100 Anos Depois" (19 de agosto)
• Apresentado e mediado por Paula Rocha, Coordenadora do Programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais (PROMAC), o sétimo episódio conta com os convidados:
• Giselle Beiguelman, artista, curadora e Professora Associada da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo
• Alex Allard, empreendedor francês responsável pelo projeto Cidade Matarazzo
• Cauê Alves, bacharel, mestre e doutor em Filosofia pela FFLCH-USP, é curador-chefe do Museu de Arte Moderna de São Paulo


Episódio 8 - "Um Grande Terreiro no Coração da Cidade" (26 de agosto)
• Apresentado e mediado por Priscila Machado, Coordenadora de Casas de Cultura da Cidade de São Paulo, o oitavo episódio conta com os convidados:
• Miguel De Almeida, editor, escritor e diretor de cinema, colunista no jornal O Globo, colaborador da Folha de S.Paulo e Diretor Editorial de OBeijo.com.br
• José Celso Martinez Correa, conhecido como Zé Celso, é um dos nomes mais importantes ligados ao teatro brasileiro. Destacou-se como um dos principais diretores, atores, dramaturgos e encenadores do Brasi
• Débora Garcia é poeta e escritora. Idealizadora e artista no coletivo Sarau das Pretas, também atua como mediadora de leitura e trabalha no Anexo de Violência Doméstica e Familiar da Comarca de Suzano
• Marília Bonas é historiadora, especialista em Museologia (CEMMAE-USP), mestre em Museologia Social e compõe a diretoria do Conselho Internacional de Museus - Brasil (ICOM Brasil) desde 2018


Episódio 9 - "Zémana de Arte Moderna" (2 de setembro)
• Apresentado e mediado pelo Diretor geral do Theatro Municipal, Hugo Possolo, o nono episódio conta com os convidados:
• Tom Zé foi parte essencial do movimento tropicalista, nos anos 60-70. Sua arte combina a linguagem musical das canções de trabalho do povo e o conhecimento musical adquirido na Universidade de Música da Bahia
• Elias Thomé Saliba, historiador, professor titular de Teoria da História na USP especializado em História Cultural. É coordenador do grupo de pesquisadores em História Cultural do Humor da USP
• Marcelino Freire é escritor e conhecido por suas obras, constantemente adaptadas para o teatro, e por sua atuação como professor de oficinas de criação literária, além de produtor cultural
• Ana Gonçalves Magalhães, professora Livre-docente, curadora e Diretora do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo


Episódio 10 - "A Cidade como Instalação e o Fluxo da 22" (9 de setembro)
• Apresentado pela diretora do Departamento do Patrimônio Histórico, Maria Emilia Nascimento Soares, o décimo episódio conta com os convidados:
• Bia Lessa, atriz, diretora e artista multimídia. Seus espetáculos e filmes foram apresentados em diferentes países, como França, Espanha, Alemanha e Estados Unidos
• Eleilson Leite, coordenador da Área Cultura da ONG Ação Educativa, membro do Colegiado de Coordenação onde concebeu e lidera projetos como a Agenda Cultural da Periferia, o Ponto de Cultura Periferia no Centro e o Episódio Estéticas das Periferias
• Regina Maria Salgado Campos, professora sênior da FFLCH da USP e coordenadora do grupo de pesquisa Brasil/ França (Grupebraf) do Instituto de Estudos Avançados da USP
• Andreia de Araujo Nogueira, historiadora, mestre e doutora em História Cultural do Humor e Gerente do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo. 

Os encontros restantes do "Ciclo Modernismo 22+100" serão gravados no mês de julho de 2021.


.: "A Mais Forte", de August Strindberg, discute a rivalidade feminina


O Festival de Inverno - Grupo TAPA chega em seu último mês no Teatro Aliança Francesa com uma peça online diferente toda semana, sempre aos sábados e domingos, às 19h, até 1º de agosto. Dentro da programação do festival, a estreia de "A Mais Forte", de August Strindberg, será dias 24 e 25 de julho, sábado e domingo, às 19h. 

O grupo volta a se encontrar com o autor sueco, um dos nomes mais recorrentes no repertório do Tapa com montagens de "Camaradagem", "Credores", "Senhorita Julia" e "Brincando com Fogo". O espetáculo "A Mais Forte" acontece na tarde que antecede o Natal. Em uma casa de chá, uma senhora ao ver em outra mesa, sua rival na carreira artística e suposta amante do seu marido, vomita cobras e lagartos. 

Depois de "A Mais Forte", de August Strindberg, o espetáculo que encerra a mostra é "Despedida de Solteiro", de Arthur Schnitzler, que será apresentado dias 31 de julho e 1º de agosto, com Adriano Bedin, Antoniela Canto, Ariel Cannal e Bruno Barchesi. O festival finaliza com outro parceiro recorrente do Tapa, o austríaco Arthur Schnitzler, que desenvolveu uma série de sete peças curtas ("O Ciclo Anatol"), escritas entre 1882 e 1892, que trata sobre as aventuras e desventuras de um namorador incansável.

"Despedida de Solteiro" foi um dos textos desta coletânea que o Grupo TAPA montou em 2018 e que agora está no repertório online. Na história, o protagonista se vê em apuros no dia do seu casamento quando uma conquista da véspera acorda no seu quarto e se recusa a ir embora. O elenco é formado por Adriano Bedin, Antoniela Canto, Ariel Cannal e Bruno Barchesi. 

“Cada episódio do ciclo tem vida própria e traz como elementos comuns Anatol e, seu amigo e alter ego, Max. Com sólida carreira na medicina, o autor não podia esperar que seus textos escritos como exercícios dramatúrgicos fizessem tanto sucesso, rendessem toda uma série e lhe abrissem as portas para se tornar um dos expoentes da literatura ocidental”, diz o diretor. 

As montagens têm direção de Eduardo Tolentino de Araujo e a transmissão será pela plataforma Zoom. Os ingressos têm preços populares de R$ 20 e o público pode contribuir com outros valores para a campanha SOS TAPA. A venda é feito Sympla. Todos os espetáculos foram gravados no palco do Teatro Aliança Francesa.

Ficha técnica
Texto: August StrindbergDireção: Eduardo Tolentino de Araujo. Elenco: Clara Carvalho e Sandra Corveloni. Fotos: Ronaldo Gutierrez. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Captação de vídeo e fotografia da transmissão: Gito Fernandez. Captação e edição de áudio: Henrique Maciel e Lucas Bulhões. Design gráfico: Mau Machado. Assistência de produção: Nando Barbosa, Nando Medeiros e Rafaelly Vianna. Produção geral: Ariel Cannal. Duração: 30 minutos. Classificação etária: livre.


Serviço
O Festival de Inverno - Grupo TAPA
https://www.sympla.com.br/produtor/teatroaliancafrancesaonline
Ingressos: R$ 20 (ingresso único), R$ 35 (SOS TAPA), R$ 50 (SOS TAPA), R$ 75 (SOS TAPA), e R$ 100 (SOS TAPA).

segunda-feira, 19 de julho de 2021

.: Livro "Crimes Vitorianos Macabros" remexe histórias obscuras e esquecidas


Uma verdadeira viagem no tempo repleta de sangue, crimes e castigos. A Darkside Books investiga uma era sombria da existência ao lado de quatro renomados historiadores capazes de revelar os dois lados da moeda. Uma realidade chocante que nos oferece não apenas o perfil dos criminosos e suas vítimas, mas também de policiais, cientistas forenses e outros personagens que transformaram e marcaram o século XIX.

O livro "Crimes Vitorianos Macabros" tem a medida certa para todos que amam investigar e mergulhar no lado sombrio da mente humana. Prepare-se para se surpreender a cada página. Aqui o verdadeiro horror não é mera ficção. Poucas coisas evocam mais a Grã-Bretanha daquela época do que seus criminosos. Junto com as ferrovias, os lampiões a gás e a névoa constante, eles são ingredientes vitais em qualquer narrativa que procure retratar o período. A verdade, no entanto, era com frequência mais estranha, emocionante e assustadora do que a ficção.

Em "Crimes Vitorianos Macabros", quatro renomados historiadores do tema revelam as realidades terríveis desse aspecto da vida vitoriana, oferecendo um perfil não apenas dos criminosos e suas vítimas, mas também de policiais, cientistas forenses e outros que mergulharam nas densas sombras do século XIX. Crimes notórios - o assassinato de Road Hill, o mistério de Balham e Jack, o Estripador - se somam aos casos esquecidos e negligenciados. 

A obra apresenta histórias chocantes e aterrorizantes e expõe também os horrores do cotidiano da época, em relatos impressionantes e contundentes. Entre eles, temos o de Amelia Dyer, a “criadora de bebês” que anunciava um lar amoroso a bebês indesejados, mas os matava impiedosamente, e a história de Mary Anne Cotton, que envenenou vários maridos, filhos e outros parentes a fim de obter o dinheiro do seguro de suas mortes. Outro caso notável é o de James “Babbacombe” Lee, condenado por matar seu empregador. Ele sobreviveu a três tentativas de enforcamento e escapou em liberdade. 

Entre os carrascos do período, destacam-se James Berry (que tentou executar Lee sem sucesso), Thomas Calcraft e William Marwood. Embora vista hoje como uma época violenta, a era vitoriana registrou poucas tentativas de assassinato de personalidades. Apesar de alguns atentados contra a rainha Vitória durante seu longo reinado, ela nunca chegou sequer a ser ferida. A única vítima realmente ilustre foi Edward Drummond, secretário do primeiro-ministro Robert Peel. 

O livro também fala sobre Charles Dickens, talvez o maior escritor de ficção policial da época; e sobre o triste episódio da lendária Dorset Street, no East End, apelidada como “a pior rua de Londres” devido à sua história de superlotação, abuso de álcool, prostituição, violência doméstica e assassinatos. Obra de referência única, "Crimes Vitorianos Macabros" é uma leitura imprescindível para todos que se interessam por crimes reais, repleta de indicações e recomendações para quem deseja se aprofundar na atmosfera misteriosa e macabra do período vitoriano.

.: "O Farol", livro de estreia de Emma Stonex, mistura terror e sobrenatural


Excelente romance de estreia, segundo o jornal britânico The Guardian, "O Farol" conjuga terror, investigação psicológica e thriller com ares sobrenaturais.

Primeiro livro publicado da inglesa Emma Stonex, "O Farol" entrou para a lista dos best-sellers do Sunday Times logo após seu lançamento em março deste ano. Traduzida para mais de vinte idiomas, a obra foi considerada pelo The Telegraph uma das melhores já publicadas em 2021. 

Stonex consegue capturar o leitor logo nas primeiras páginas, com sua narrativa madura e envolvente,  que estabelece um clima de mistério e desperta dúvidas que aumentam a curiosidade sobre o desfecho da história. Uma estreia impactante, que cria boas expectativas para os próximos livros da autora.

Inspirado em uma história real ocorrida em 1900, o livro narra o desaparecimento de três faroleiros em um farol remoto, e os desdobramentos desse acontecimento misterioso. Os indícios são intrigantes: uma porta fechada por dentro, uma mesa posta apenas para duas pessoas e dois relógios parados exatamente na mesma hora. Com peças que não se conectam, o quebra-cabeça desse estranho desaparecimento segue sem resolução por quase duas décadas. O que afinal aconteceu com os homens naquele farol? 

Em 1992, as viúvas dos faroleiros ainda lutam para deixar para trás um passado de angústia. Afastadas por mágoas e desavenças antigas, as três têm a oportunidade de se reconectar com o surgimento de um escritor interessado em contar a história delas e dos homens desaparecidos. Porém, para a verdade vir à tona, essas mulheres vão precisar encarar os medos e as mágoas cultivados ao longo dos vinte anos passados sem respostas sobre o que aconteceu com seus maridos. 

Para além de um livro de mistério que flerta com o sobrenatural,  "O Farol" é também uma história sobre o amor, o luto e como os nossos medos mais íntimos e aterradores podem nos fazer questionar o que é real e o que é imaginação. Um livro que vai instigar os leitores do início ao fim.

O que disseram sobre o livro

“Uma realização extraordinária.  'O Farol' é um thriller, um livro de terror e uma investigação psicológica arrebatadora, tudo em uma obra só. Um texto escrito com perfeição.” — The Guardian

“Uma história cheia de suspense e incrivelmente inteligente.” — The Observer


Sobre a autora
Emma Stonex nasceu em 1983, cresceu em Northamptonshire, na Inglaterra, e trabalhou como editora antes de se dedicar à escrita. Traduzido para mais de vinte idiomas,  "O Farol" surgiu da paixão da autora por faróis e tudo relacionado ao mar. Emma vive em South West com a família. Foto: Melissa Lesagi.


Ficha técnica
Livro: "O Farol"
Autora: 
Emma Stonex
Tradução: Carolina Selvatici
e Diego Magalhães
Páginas:
352
Editora: Intrínseca
Link na Amazon: https://amzn.to/3ilyhrL

.: Flipocinhos oferece programação gratuita de literatura infantojuvenil


Procurando uma programação incrível para crianças nesse mês? Entre os dias 21 e 25 de julho, acontece o Festival Literário Internacional de Poços de Caldas (Flipoços). Por meio do Espaço Sesc Flipocinhos, será oferecida uma programação especial voltada para o público infanto-juvenil, com a proposta de despertar nas crianças o interesse pela literatura, promovendo atividades lúdicas e recreativas, oficinas e contação de histórias. A participação é gratuita e todas as atividades serão realizadas através do site oficial da Flipoços: www.flipocos.com.

O Sesc realiza, mais uma vez, diversas atividades lúdicas e recreativas no Festival Literário Internacional de Poços de Caldas. Entre os dias 21 e 25 de julho, acontece o Festival Literário Internacional de Poços de Caldas (Flipoços). Pelo segundo ano consecutivo, o festival acontecerá em formato 100% virtual e, mais uma vez, o Sesc em Minas é parceiro cultural do evento. Por meio do Espaço Sesc Flipocinhos, será oferecida uma programação especial, voltada para o público infantojuvenil.

Com o tema “Literatura, Design e Tecnologia: a nova década em suas mãos”, o Flipoços 2021 será aberto ao público, que poderá acessar toda a programação no site www.flipocos.com. Por sua vez, o Espaço Sesc Flipocinhos tem a proposta de despertar nas crianças o interesse pela literatura, promovendo atividades lúdicas e recreativas, oficinas e contação de histórias.


Confira a programação:



Teatro de Sombras e Contação de Histórias

Datas e horários:
21
 de julho - 11h às 12h
24 de julho - 15h às 15h40

Sinopse: as apresentações de teatro de sombras serão feitas pela “Passarinho Casa de Brincar”, que é um desdobramento do Instituto O Pequeno Pajé. Uma das apresentações será a história "Molibá Makassi", criada a partir de uma canção antiga da cultura africana e que traz uma linda mensagem sobre coragem.  A outra é o conto “A Sereia Yara contra o Malvado Porcalhão", que traz uma releitura da lenda indígena da Yara com uma mensagem ambiental para as crianças.  A Estação Criativa também contará a história “Leco no Mundo dos Heróis”, onde o personagem descobre o gosto pela leitura a partir do contato com o universo dos quadrinhos. Trata-se de uma história lúdica, com uma trilha sonora especial, manipulação de bonecos e cenário bem dinâmico, que tem o objetivo de incentivar o gosto das crianças pela leitura.


Palavra e Imagem: ilustração de histórias infantis para crianças

Datas e horários:

21 de julho - 13h30 às 14h
22 de julho - 13h30 às 14h
25 de julho - 15h às 15h30

Sinopse: a oficina, ministrada por Jesuane Salvador e Davi Daniel, pretende uma imersão lúdica para que os alunos experimentem as etapas de criação de um livro ilustrado. A proposta é que, ao final da oficina, cada aluno seja incentivado a produzir o protótipo de um livro ilustrado a partir de histórias ouvidas ou criadas por ele mesmo, dando asas à imaginação. A atividade é voltada para crianças de 6 a 11 anos de idade.



Contação de Histórias | Estação Criativa – Leco o Sonhador no Mundo das Letras

Datas e horários:

21 de julho - 15h às 15h30
22 de julho - 15h às 16h
25 de julho - 11h30 às 12h

Sinopse: o conto “Leco o Sonhador no Mundo das Letras”, criado pela Estação Criativa, apresenta de forma lúdica a alegria e os encantos de ler. Uma excelente forma de envolver e apresentar às crianças os benefícios da leitura.



Oficina de Modelagem de massinha | Marcelo Xavier

Datas e horários:
22
 de julho - 10h às 11h
23 de julho - 13h30 às 14h30
25 de julho - 10h às 11h

Sinopse: Marcelo Xavier busca mostrar os caminhos encantados e extremamente simples da modelagem com massinha. Os participantes são estimulados, pela observação das ilustrações tridimensionais dos livros, a se entregarem a um exercício de criação individual, fazendo um boneco de massinha a partir das orientações do autor. Marcelo Xavier possui as maiores premiações da literatura infantil do Brasil e sua obra tem gerado, ao longo de 30 anos, grande transformação e impacto em centenas de crianças, escolas, pais e profissionais da educação, em todos os cantos do país.



Grupo Trama – LivroCenAção | Exibição de cenas + oficina

Datas e horários:

23 de julho - 15h às 15h45
24 de julho - 13h30 às 14h15
25 de julho - 13h30 às 14h15

Sinopse:  LivroCenAção é uma proposta do Grupo Trama de Teatro que une as artes cênicas com a literatura, por meio da criação de 13 cenas inspiradas em livros e textos de autores e autoras de Contagem (MG). A oficina propõe às crianças um “mergulho” na integração entre literatura e teatro, por meio de jogos teatrais, brincadeiras e contação de histórias, possibilitando que elas desenvolvam suas próprias narrativas.


Sobre o Flipoços
Idealizada pela GSC Eventos Especiais, O Festival Literário Internacional de Poços de Caldas, Flipoços, é um festival literário consolidado como um dos mais importantes festivais de literatura do Brasil. O Festival procura apresentar, não só escritores ilustres e reconhecidos nacional e internacionalmente, como também os expoentes que têm conteúdo agregador e que precisam de oportunidade para apresentar seus trabalhos.

Parceiro de longa data do Flipoços, mais uma vez, o Sesc em Minas, reitera o seu compromisso em levar experiências marcantes por meio da cultura e, há mais de 70 anos, cumpre a sua missão de promover o encontro das pessoas com o bem-estar e a qualidade de vida.

.: "Políticas da Imagem": lançamento de Giselle Beiguelman na Ubu


A editora Ubu lança em agosto o livro "Políticas da Imagem - Vigilância e Resistência na Dadosfera", da professora da FAU-USP e artista Giselle Beiguelman. Neste novo livro, Beiguelman discute o estatuto da imagem no mundo contemporâneo e o surgimento de um regime de vigilância. O título sai pela coleção "Exit", que reúne reflexões sobre fenômenos atuais.

As imagens tornaram-se as principais interfaces de mediação do cotidiano, ocupando a comunicação, as relações afetivas, a infraestrutura, as estéticas da vigilância e os sistemas de escaneamento dos corpos na cidade. Ao falar em políticas da imagem, a autora defende que as imagens são, para além de lugar da transmissão de ideias e linguagens, o próprio campo das tensões e disputas políticas da atualidade.

Beiguelman associa a invenção e a distribuição massiva de smartphones a um novo regime de vigilância, não mais instituído pelo Estado, mas resultado da captação sistemática de dados pessoais, oferecidos deliberadamente pelos usuários às plataformas de mídias sociais – a dadosfera. A incontável produção de imagens nos feeds e stories de redes sociais, câmaras de vigilância e registros oficiais configuram, segundo ela, uma nova estética da vigilância.

Imagem digital, selfies, memes, aplicativos de envelhecimento da imagem, waze e google maps, vídeos deep fakes, escaneamento corporal, a internet das coisas, máquinas de reconhecimento facial, inteligência artificial, projeções de protesto em empenas nas cidades, censura digital, todas essas novidades do mundo contemporâneo são analisadas por Giselle Beiguelman para descrever (e ao mesmo guiar o leitor a reconhecer no mundo a sua volta) o papel da imagem nas relações sociais hoje.

Sobre a autora
Giselle Beiguelman nasceu em São Paulo, em 1962. Formou-se em história na FFLCH-USP em 1984 e doutorou-se em história social pela mesma instituição em 1991. Atua como artista e professora livre-docente da FAU-USP. Promove intervenções artísticas no espaço público e com mídias digitais. Entre seus projetos recentes, destacam-se "Memória da Amnésia: Políticas do Esquecimento" (2015), "Odiolândia" (2017), "Monumento Nenhum" (2019) e "nhonhô" (com Ilê Sartuzi, 2020). 

Foi curadora do projeto "Arquinterface: a Cidade Expandida pelas Redes" (2015). É membro do Laboratório para Outros Urbanismos (FAU-USP) e do laboratório interdisciplinar Image Knowledge, da Humboldt-Universität zu Berlin, e coordenadora do Gaia (Grupo de Arte e Inteligência Artificial do Inova–USP). Suas obras integram acervos de museus no Brasil e no exterior, como o ZKM e o Jewish Museum Berlin, na Alemanha; o Latin American Colection – Essex University, na Inglaterra; o Yad Vashem, em Israel; e o MAR, o MAC-USP e a Pinacoteca de São Paulo, no Brasil. 

Recebeu da Associação Brasileira dos Críticos de Arte o Prêmio ABCA 2016, na categoria Destaque. Suas pesquisas abordam a produção e a preservação de arte digital, arte e ativismo na cidade e as estéticas da memória no mundo contemporâneo. Foi editora-chefe da revista Select de 2011 a 2014 e é colunista da Rádio USP e da revista Zum. Site: desvirtual.com.


Trechos selecionados

"Um outro paradigma de consumo e produção está se montando e evidenciando que as imagens deixaram de ser planos emolduráveis. Transformaram-se nos dispositivos mais importantes da contemporaneidade, espaço de reivindicação do direito de projeção do sujeito na tela, subvertendo os modos de fazer (enquadrar, editar, sonorizar), mas também os modos de olhar, de ser visto e supervisionado."

"A economia liberal dos likes, e suas fórmulas de sucesso, tende a homogeneizar tudo que produzimos e vemos. Padroniza ângulos, enquadramentos, cenas, estilos. O que está por trás disso são os critérios de organização dos dados para que sejam mais rapidamente 'encontráveis' nas buscas e os modos como os algorítmicos contextualizam os conteúdos nas bolhas específicas a que pertencemos (algo que não controlamos e que nos controla)."

"Nas redes sociais, as imagens aparecem atreladas ao lugar e à hora em que são produzidas, e são contextualizadas pelos seus algoritmos, em relação a um determinado grupo e segundo padrões internos dos arquivos digitais. É nesse ponto que a cultura do compartilhamento se cruza com a cultura da vigilância."

"A lógica da vigilância passa a operar segundo um novo paradigma. A ameaça não é mais a de sermos capturados por um olho onipresente do tipo Big Brother. Mas o reverso, o medo de não sermos visíveis e desaparecermos"

"A Amazon implantou [um] tipo de câmera em seus depósitos para monitorar o contágio [da Covid-19] entre seus funcionários. Ela funciona como um porteiro eletrônico. Caso o indivíduo esteja com febre, não entra. O corpo transforma-se, assim, na senha do novo normal."

"Imagine a seguinte situação. Você é cliente de uma loja onde experimentou várias roupas. A loja usa etiquetas invisíveis de RFID [identificação por radiofrequência] nas peças que vende. Meses depois, você volta a essa mesma loja e uma tela lista, automaticamente, todos os produtos de que você pode vir a gostar. E se você gostar de alguma coisa, não precisará sequer passar seu cartão de crédito no caixa. Suas informações já estão no banco de dados e sua roupa nova será debitada automaticamente."

"Toda imagem digital é potencialmente não humana, carregando uma série de camadas e informações que são legíveis apenas por máquinas. E é esse reduto inalcançável aos olhos e à linguagem humana que dá à visão computacional o poder de interferir no cotidiano, determinando o acesso a lugares, por meio de reconhecimento facial ou mapas de calor, na obtenção de um emprego, por meio de leitura da íris, e na prevenção da probabilidade de um delito, através do sensoriamento dos seus movimentos e informações dispersas em incontáveis bancos de dados."

"Como se sabe, computadores não enxergam. Os conteúdos visuais são mapeados pelas palavras que os descrevem e pelo reconhecimento de alguns padrões, como linhas, densidades e formas. Esses padrões designam, por exemplo, o que supostamente são seios, nádegas e pênis nas fotos que postamos na internet. Podem, por isso, funcionar como primeiro operador da censura das imagens nas redes sociais, fato que vem se tornando cada vez mais corriqueiro."

"Quanto mais o discriminador aprende a reconhecer as imagens falsas, mais o gerador aprende a enganá-lo. Essa é a receita por trás de um vídeo deepfake e o que explica a razão de celebridades e personalidades públicas serem mais vulneráveis que outros usuários das redes a se transformar em protagonistas de um vídeo 'profundamente falso'. A quantidade de imagens disponíveis on-line dessas pessoas é muito maior que a de outros usuários, fornecendo mais dados para o aprendizado de seus gestos, expressões faciais e fala."

"Esse universo de relações sociais que está na base das IAs [inteligências artificiais] esclarece que a suposta misoginia e o racismo dos algoritmos têm dimensões humanas e políticas incontestes. O tema é de extrema importância e urgência. Conforme se expandem os sistemas de visão computacional, seus algoritmos podem impor novas modalidades de exclusão, determinando o que é ou não visível para nós, nas bolhas dos aplicativos e socialmente."

"Antes que se comece com os argumentos de que não há nada de novo nisso, que o stalinismo fez vasto uso de fotos adulteradas, que o nazismo e o fascismo fraudaram inúmeras outras e que depois do Photoshop ninguém mais se surpreende com manipulações de imagens, é bom frisar: o deepfake não é colagem, tampouco edição e dublagem. O deepfake é imagem produzida algoritmicamente, sem mediação humana no seu processamento, que utiliza milhares de imagens estocadas em bancos de dados para aprender os movimentos do rosto de uma pessoa, inclusive os labiais e suas modulações de voz, para prever como ela poderia falar algo que não disse."

"Pandemia global, a Covid-19 é também uma pandemia de imagens. Nela se consolidou um novo vocabulário visual, fundado em estéticas da vigilância e da extroversão da intimidade, cruzando a aceleração do cotidiano, pela digitalização da vida, com a perda de horizontes plasmada pela resiliência da Covid-19."

"Ao longo de toda a campanha eleitoral, diante das (próprias) câmeras, o candidato Bolsonaro ria, ficava sério, desafiava 'a mídia', preparava o pão com leite condensado do seu café da manhã, ia ao açougue e fazia churrasco. Aparecia no barbeiro, posava com a filha, descansava no sofá e compartilhava mimos recebidos de seguidores anônimos. De camiseta esportiva, shorts, e mesmo de terno e gravata, já no posto de presidente, ele não fala com seu eleitor, ele o exprime. E, ao exprimi-lo, transforma-o em um herói, convidando o eleitor a eleger-se a si próprio."


Ficha técnica
Livro: 
"Políticas da Imagem - Vigilância e Resistência na Dadosfera"
Autora: Giselle Beiguelman
Coleção:
Exit
Páginas: 224
Editora: Ubu
Link na Amazon: https://amzn.to/3ewgg8X



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