quinta-feira, 12 de maio de 2022

.: Grupo Tapa estreia "Papa Highirte", de Oduvaldo Vianna Filho, em São Paulo

O Grupo Tapa estreia "Papa Highirte" no dia 20 de maio, sexta-feira, às 20h, no Galpão do TAPA, localizado na Barra Funda. Espetáculo de Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974), o Vianinha, é uma fábula de um ditador populista de um país fictício sul-americano que deseja voltar ao poder. O texto foi escrito em 1967/1968, ano do AI-5, e acabou sendo proibido pela censura. A montagem tem direção de Eduardo Tolentino de Araujo, o elenco conta com Zécarlos Machado que vive o personagem título, além de Adriano Bedin, Bruno Barchesi, Caetano O’Maihlan, Camila Czerkes, Eduardo Semerjian, Fulvio Filho, Isabel Setti e Mauricio Bittencourt. Foto: Ronaldo Gutierrez


Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974), o Vianinha, foi protagonista da renovação da dramaturgia e do teatro no sentido estético e político por seus trabalhos com o Teatro de Arena de São Paulo, o Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes (CPC), e o grupo Opinião, do Rio de Janeiro. O Grupo Tapa faz um resgate histórico do autor por meio da estreia de "Papa Highirte" no dia 20 de maio, sexta-feira, às 20h, no Galpão do TAPA, localizado na Barra Funda.

A montagem tem direção de Eduardo Tolentino de Araujo, o elenco conta com Zécarlos Machado que vive o personagem título, além de Adriano Bedin (Morales), Bruno Barchesi (Pablo Mariz / Diego), Caetano O’Maihlan (Hermano Arrabal / Manito), Camila Czerkes (Graziela), Eduardo Semerjian (Perez y Mejia), Fulvio Filho (Estrangeiro), Isabel Setti (Grissa) e Mauricio Bittencourt (Menandro). A temporada vai até 17 de julho com sessões sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 18h.

Na trama, "Papa Highirte" é o nome do ditador populista deposto da fictícia Alhambra, exilado na também fictícia Montalva. Em sua conspiração para voltar ao poder, mergulha nas reminiscências de um tempo de exceção onde governava com mão de ferro seu país natal, com a imprensa silenciada e torturas nos porões.  E chega à triste conclusão que nunca passou do fantoche de militares golpistas a serviço de uma potência estrangeira. Metáfora precisa sobre a América latina, que ganha significativa relevância nos tempos atuais.

“O espetáculo se divide em dois núcleos com o protagonista reconstruindo o passado com sua queda e o futuro com o desejo de voltar ao poder. A peça ainda tem um personagem do passado que vem para um acerto de contas. É o confronto de duas faces da mesma moeda”, ressalta Tolentino. O figurino e os elementos cenográficos permeiam pela estética das cores cinza e preto. Tem inspirações dos anos 60 com o lado altamente politizado. Os atores ficam sempre no palco em uma encenação em formato de arena, onde a dramaturgia se adequa ao contorno do espaço.

“É uma fábula de um ditador populista de um país fictício sul-americano que dialoga muito bem com personagens reais como Getúlio Vargas no Brasil e Juan Domingo Perón na Argentina”, compara o diretor. Escrita em 1967/1968, ano do AI-5, a peça foi proibida pela censura e somente ganhou uma montagem profissional em 1980 devido à anistia com o Teatro dos 4 e direção de Nelson Xavier. Tin Urbinatti chegou a dirigir uma montagem pioneira de "Papa Highirte" feita pelo Grupo de Teatro de Ciências Sociais da USP, em 1975. No final dos anos 80 teve uma produção com direção de Reinaldo Maia.

O título da montagem tem alusão ao ditador haitiano que governou de 1957 a 1971, François Duvalier, conhecido como Papa Doc. O texto trabalha em diversas camadas temas como o declínio do populismo caudilhista, a organização das militâncias de luta armada e a influência da política externa estadunidense no continente americano.

A trajetória do Grupo Tapa mostra a presença de Vianna Filho  em seu repertório com a montagem de "Corpo a Corpo" (1995), com o próprio Zécarlos Machado no elenco e vencedor do Prêmio APCA, e "Moço em Estado de Sítio" (1998). As peças fizeram parte da mostra “Panorama do Teatro Brasileiro”, onde foram realizadas 18 peças nacionais no Teatro Aliança Francesa, onde o grupo fazia residência artística. Em 2009, os atores Isabella Lemos e Marcelo Pacífico, alunos do Tapa na época, protagonizaram "Mão na Luva".

Eduardo Tolentino de Araujo enfatizou a importância de encenar "Papa Highirte" neste momento. “Com o fim da ditadura e a chegada da anistia, parece que a história não se repete. Na verdade, a história possui um movimento cíclico e o texto de Vianinha é uma prova disto, pois os líderes populistas estão na moda novamente, não só no Brasil, mas no mundo”.


Sinopse do espetáculo
Papa Highirte é o nome do ditador populista deposto da fictícia Alhambra, exilado na também fictícia Montalva. Em sua conspiração para voltar ao poder, mergulha nas reminiscências de um tempo de exceção onde governava com mão de ferro seu país natal, com a Imprensa silenciada e torturas nos porões.  E chega à triste conclusão que nunca passou do fantoche de militares golpistas a serviço de uma potência estrangeira. Metáfora precisa sobre a América latina, que ganha significativa relevância nos tempos atuais.


Ficha técnica
Espetáculo: 
"Papa Highirte". Autor: Oduvaldo Vianna Filho. Direção: Eduardo Tolentino de Araujo. Elenco: Adriano Bedin (Morales), Bruno Barchesi (Pablo Mariz / Diego), Caetano O’Maihlan (Hermano Arrabal / Manito), Camila Czerkes (Graziela), Eduardo Semerjian (Perez y Mejia), Fulvio Filho (Estrangeiro), Isabel Setti (Grissa), Mauricio Bittencourt (Menandro) e Zécarlos Machado (Papa Highirte). Desenho de luz: Wagner Pinto. Assistente de iluminação: Gabriel Greghi. Design gráfico da divulgação: Mau Machado. Fotógrafo: Ronaldo Gutierrez. Redes sociais: Bianca Nóbrega. Assessoria de omprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Assistente de produção: Nando Barbosa. Produção executiva: Nando Medeiros. Direção de produção: Ariel Cannal.


Serviço:
Espetáculo: 
"Papa Highirte"
De 20 de maio a 17 de julho com sessões às sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 18h.
Preço: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Espectador poderá fazer doação para o SOS TAPA comprando ingressos com valor maior.
Compra on-line: pelo Sympla no link https://bit.ly/PapaHighirte
Classificação: 14 anos. Duração: 110 Minutos
Capacidade: 50 lugares (plateia livre)


Galpão do TAPA
Rua Lopes Chaves, 86 - Barra Funda.
grupotapa.com.br


Atenção
Obrigatória a apresentação do passaporte da vacina com pelo menos duas doses. Não será permitida a entrada após o início da apresentação. "Em vista do Decreto nº 66.575 do Governo de São Paulo (de 17 março de 2022), a Aliança Francesa de São Paulo recomenda fortemente a utilização de máscaras durante a permanência em nosso espaço, a fim de manter hábitos preventivos e complementares ao combate da pandemia do covid-19."

.: “A Tensão” de Leandro Erlich exposta no CCBB São Paulo

Depois de estrondoso sucesso nos CCBBs de Belo Horizonte e Rio de Janeiro, chegou a vez de São Paulo conferir a mostra do artista argentino. Leandro Erlich é conhecido mundialmente por criações baseadas em “lugares-comuns”, mas representadas de maneira a subverter sua condição de “normalidade”. Uma das obras mais emblemáticas do artista, “A Piscina”, ficará instalada no térreo do CCBB São Paulo, prédio histórico da capital paulista. Foto: Agência Galo/divulgação


Parece que o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) foi reformado, mas é uma exposição. Até dia 20 de junho, um conjunto de 16 obras transforma os espaços do CCBB em São Paulo. Barco e elevador flutuantes, janelas para jardins imaginários e até uma piscina em que o visitante pode ficar submerso sem medo de se afogar fazem parte da mostra de um dos nomes mais provocativos e populares da arte contemporânea, o argentino Leandro Erlich.

A exposição que chegou em São Paulo, depois de passagens pelo CCBB BH e CCBB RJ, tem um nome bastante explícito, “A tensão” (e sonoramente ambíguo: quem não lê pode ouvir “atenção”), revelador de um dos prováveis sentimentos que os visitantes sentirão diante das instalações do artista. Isso porque Erlich trabalha com referências que são, literalmente, “lugares-comuns”, espaços que estamos acostumados a ver no dia a dia, mas deslocados da condição de normalidade. Como afirma o curador, Marcello Dantas, “a obra de Leandro Erlich é estruturada no mecanismo da dúvida. O que nossos olhos veem está em desacordo com o que nossa mente conhece”, sintetiza.

Leandro Erlich, nascido em 1973 e produzindo suas obras nos seus ateliês em Buenos Aires e Montevidéu, está constantemente rompendo as fronteiras que normalmente acreditamos existir entre a realidade e a ilusão. Em entrevista ao jornal argentino Clarín, o artista explicou seu projeto: “Estou interessado principalmente em transformar elementos que as pessoas acreditam que não podem ser transformados, que não podem ser diferentes. Trata-se de uma utopia de apresentar a possibilidade de transformar o que existe em uma outra coisa, e essa ação nos convida a imaginar a realidade de uma maneira diferente”.

Uma das mais bem sucedidas experiências nesse sentido - que se tornou uma de suas obras mais populares e desconcertantes - é “Swimming Pool” (piscina, em português), que será instalada no piso térreo do CCBB SP. Atração onde quer que seja exposta, a piscina de Erlich provoca sensações absurdas tanto por quem entra nela - sem se molhar - quanto para quem está do lado de fora: uma camada de água entre um lado e outro cria a ilusão de que as pessoas ao fundo estão de fato mergulhadas numa piscina.

Outra obra desconcertante e grande destaque entre as instalações de Erlich que estarão presentes na exposição de São Paulo é “Classroom”. Nela, quando o público entra na sala, sua imagem é refletida num vidro, como se ele fizesse parte de uma cena diferente. Os visitantes ficam parecidos com fantasmas, como se estivessem numa sala de aula abandonada – as memórias de infância se projetam para um cenário de crise e de abandono. 

Em diferentes obras, Erlich recorre à ideia de recorte visual sugerida pelas janelas. Um desses trabalhos se chama, justamente, “Blind Window”. “O que guarda a memória? Nosso cérebro ou nossos olhos?”, perguntou o artista, de forma retórica, durante uma entrevista no Japão. “Gosto da ideia de pensar que o olho, ou o vidro, também são capazes de guardar histórias”. É justamente essa a proposta de Erlich ao fixar paisagens, situações imaginárias e inusitadas, em objetos arquitetônicos ou decorativos, como uma janela ou um falso espelho num elevador.

Erlich participou de algumas grandes exposições no Brasil. Em 1997, integrou o rol de artistas que estiveram na 1ª Bienal do Mercosul e, em 2004, figurou entre os nomes da 26ª Bienal de São Paulo. Em 2001, representou a Argentina na 49ª Bienal de Veneza, onde voltou a estar em 2005. São, também, dezenas as grandes exposições coletivas em que Erlich esteve, assim com são dezenas as exposições individuais de Erlich pelo mundo: New York, Barcelona, Londres, Seul, Paris, Buenos Aires: onde quer que seja exposta, a arte de Leandro Erlich provoca o público.

Ao deslocar o conhecimento prévio do espectador daquilo que poderíamos chamar, agora recorrendo a um lugar-comum da linguagem, de “zona de conforto”, Erlich coloca o expectador necessariamente em confronto com o que dizia sua experiência sobre dada situação, exigindo “um engajamento e uma atenção participativa para desvendar cada obra”, explica o curador Marcello Dantas: “cada situação só se materializa com a presença do público, em que a obra abre um espaço de acontecimento. O título da exposição já conclama essa dúvida: pede-se atenção ao mesmo tempo em que carrega em si o mistério provocado pela tensão que existe no espaço vazio antes da participação”, completa.

As ilusões óticas e a subversão da realidade propostas por Erlich fazem dele um artista, simultaneamente, conceitual e tremendamente popular. A exposição “Ver e Crer”, no Museu Mori de Tokio, aberta no fim de 2017, atraiu 400 mil espectadores pagantes nos três primeiros meses, superando a bilheteria alcançada pelo japonês Takashi Murakami (315 mil ingressos) e se aproximando do resultado obtido pelo Ai Weiwei (460 mil) no mesmo período. À época, o museu destacou o interesse que a obra do argentino provocava entre os jovens e adolescentes, que representavam cerca de metade dos visitantes.

Além de provocar o olhar dessas pessoas em particular, as obras de Erlich convidam à interação nas redes sociais. Por onde passa, o Instagram fica cheio de fotos de pessoas integradas ao espaço expositivo. Quando expôs no Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires (Malba), em 2015, fez “desaparecer” um pedaço de um grande obelisco da capital argentina enquanto uma réplica da ponta do monumento era exibida na porta do museu.

Montar uma exposição de Leandro Erlich não é tarefa simples. Ao trabalhar com peças grandes e instalações que exigem adaptações específicas para os espaços expositivos, e que rompem com a lógica cotidiana da arquitetura e do urbanismo, parte das obras exige uma montagem prévia, feita em galpões no próprio Brasil, antes de serem levadas ao CCBB.

Desse modo, a tensão provocada pelo artista é resultado não apenas de uma percepção aguda das possibilidades visuais de uma dada situação, mas também de uma preocupação com o próprio espaço que abriga as mostras, que se tornam, desse modo, únicas. A percepção da piscina em São Paulo, por exemplo, em num prédio de importância histórica, será bastante diferente da provocada pela instalação no Malba, de Buenos Aires.

Justamente por dialogar com o entorno e com as experiências prévias dos visitantes, o trabalho de Leandro Erlich expressa, como poucos, nossa época. Como explica Marcello Dantas, essa é também uma sensação progressiva: “A cada etapa dessa viagem pela exposição, nos damos conta da relação entre expectativa, tensão e atenção que traduzem o espírito de um tempo de incertezas”.

“A exposição propõe um olhar diferente para aquilo que seria cotidiano. Isso tem muita relação com o nosso dia a dia na BB DTVM, onde estamos sempre buscando oportunidades para inovar e trazer o que existe de melhor para o nosso investidor, contribuindo para uma sociedade cada vez mais sustentável”, afirma Isaac Marcovistz, gerente executivo de produtos, comunicação e marketing da BB DTVM, patrocinadora da exposição.

“Trazer um nome de peso internacional como Erlich, reafirma o compromisso do Banco do Brasil em democratizar o acesso à cultura e contribuir com a promoção, divulgação e incentivo à arte”, afirma Cláudio Mattos, gerente geral do CCBB SP.


Regras para visitação
CCBB São Paulo permanece aberto todos os dias, das 9h às 19h (exceto às terças). A entrada do público é permitida apenas com apresentação do comprovante de vacinação contra a covid-19. Os ingressos podem ser reservados pelo aplicativo ou site Eventim.


Serviço:
Exposição “A Tensão” - Leandro Erlich
Local:
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo.
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 - Centro Histórico, Triângulo - São Paulo
Período: até 20 de junho
Ingressos: agendamento no site bb.com.br/cultura
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita
Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô
Funcionamento: aberto todos os dias, das 9h às 19h, exceto às terças
Informações: (11) 4297-0600
Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228
Valor: R$ 14 pelo período de até 6 horas. É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB
Traslado gratuito até o CCBB. No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô


.: Mostra contestadora criada por Bia Lessa no Sesc Avenida Paulista

A exposição-manifesto "Cartas ao Mundo", inspirada na obra de Glauber Rocha, modifica-se diariamente, várias vezes ao dia, com suportes singulares, filmes, performances e cortejos na Avenida Paulista. Mercadoria - Cartas ao Mundo. Frame de filme. Foto: Bia Lessa.


Um manifesto. Um grito. Uma necessidade urgente de (re)pensar o mundo atual com os olhos - cabeça e coração - de Glauber Rocha. Três universos em caos controlado, suportes para olhares apurados e críticos dirigidos para a realidade em que estamos inseridos, para um contexto de pouco caso e desinteresse pelo outro, de declínio da capacidade de convivência, do que é público, coletivo, e de tudo aquilo que isso representa.

“’Quis/mudar/tudo’: como no poema de Augusto de Campos, esse foi o mote desse projeto. Essa é a meta desse trabalho – o desejo de tomada de consciência e de mudança”, diz Bia Lessa, criadora e curadora da exposição "Cartas ao Mundo", em cartaz no Sesc Avenida Paulista, em São Paulo, até o dia 29 de maio de 2022.

A mostra modifica-se diariamente, várias vezes ao dia, e tem uma programação semanal definida, com horário para cada atração, incluindo diferentes montagens do ambiente expositivo, exibições de filmes e performances. Além disso, aos domingos, às 13h, ocorrem cortejos contestadores pela Avenida Paulista.

Ao visitar a exposição-manifesto, o espectador assume outros papéis quando se depara com os três capítulos de uma narrativa cinematográfica que estimula, com realidades e ambientes que ganham vida em uma expografia que se transforma incessantemente, com cenários que se modificam durante a visitação. A mostra quebra as barreiras do que se costuma esperar de uma mostra e se encaminha para uma antiexposição, como diria Tadeusz Kantor.

Formas, cores, atos e reflexos conduzem o visitante e são conduzidos por ele. Performances sequenciais, realizadas por uma dezena de artistas, vão preenchendo, assim, os universos dos filmes "Asfixia", "Mercadoria" e "O Comum". Assim como a experiência de uma miríade de obras de 80 artistas, reunidas com a contribuição especial de Vitor Garcez, Flora Süssekind, Ailton Krenak e Guilherme Wisnik.

Uma exposição-instalação, como define a curadora, com um tríptico fílmico cravado no coração de São Paulo e uma obra no Largo do Paissandu “que foi, realmente, o ponto inicial desse projeto e de seu esforço de reimaginar um trecho abandonado da cidade - e, nesse microcosmo, visualizar e pensar o país”.  Essa série, cujos capítulos, ou seja, três universos são vistos em contraste e diálogo mútuo e convidados a um trânsito entre espaço expositivo, e visualização em celulares, sites e TVs. "Cartas ao Mundo" é um projeto intencionalmente expansivo e apresentado em diferentes plataformas, ampliando o diálogo com o público e criando diferentes formas de apreciação.

O tríptico pode ser visto na Globoplay e na plataforma Sesc Digital. A mostra conta com os apoios do Canal Curta, Consulado-Geral da França em São Paulo, Globoplay, Goethe-Institut São Paulo, Instituto Inhotim, LBM e Pinacoteca do Estado de São Paulo, e com realização Sesc.

"Cartas ao Mundo" acontece no Sesc Avenida Paulista, em um local que é símbolo de “cidade” e de “urbanidade”, um espaço expositivo aberto, escancarado para a vida urbana e pronto para ser invadido por tudo aquilo que vem dela: seus olhares, seus sons, seus lamentos, suas opiniões, seus medos, seus desejos, seus sonhos, sua revolta, sua vida que pulsa.

“A intenção é participar de um movimento que diz em alto e bom som ASSIM NÃO. Não a uma cidade e a um país excludentes, que não consegue mais se ver”, anuncia Bia Lessa. E continua: “esse trabalho sai do fundo do estômago, passa pela garganta e cheira mal. Porque ele procura olhar de frente para o que nos sufoca. Porque ele existe com minhas tripas”.

Aos 63 anos, ela dá voz a ações importantes para que este “não!” ganhe corpo, passo inicial para transformação. Assim como na obra de Glauber, em "Cartas ao Mundo" são evidentes a (r)evolução da linguagem, o diálogo com a atualidade, a quebra de barreiras e a ampliação dos limites, a ligação definitiva entre teoria e prática e o indispensável diálogo entre linguagens artísticas. 


Expografia
A expografia é baseada numa ideia de doença e cura, transforma-se a cada hora, criando diferentes ambientes a cada um dos capítulos. A trilha sonora das performances é composta por Dany Roland. O Grivo, responsável pela trilha sonora das exposições, e Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes, responsáveis pela música tema que ganhará a Avenida Paulista nos cortejos. 

O design de luz é de Paulo Pederneiras e a preparação dos atores é de Amalia Lima. Compõem a exposição, três filmes de 60 minutos de duração cada, imagens das obras de 80 artistas, textos e colagens criadas por Arnaldo Antunes. 


Capítulo 1: "Asfixia"
Este capítulo, intitulado Asfixia, mostra a degradação da cidade, diante dos problemas oriundos das grandes metrópoles - problemas geográficos, sociais e econômicos. As questões são tratadas a partir de depoimentos, citações, poemas, imagens reais e imagens virtuais. Utilizamos a obra e a personalidade de Glauber Rocha como elemento condutor da narrativa. Móveis hospitalares, duas grandes telas, 300 sacos de lixo compõem a expografia.


Capítulo 2: Mercadoria
O capítulo intitulado Mercadoria mostra a transformação dos cidadãos em consumidores, questionando os valores humanos. A partir da revolução industrial, o desenvolvimento tecnológico viabilizou a fabricação de produtos em larga escala, e consequentemente fez surgir o homem/consumidor.  O mundo fica de ponta cabeça, os móveis hospitalares ocupam o espaço aéreo, as obras de arte são transformadas em mercadorias.


Capítulo 3: O Comum
O capítulo três tem como ponto de partida o conceito de Comum de Antônio Negri e Michael Hardt. Uma nova forma de ocupação do Largo do Paissandu é proposta, diante da reflexão visceral de Glauber Rocha. Um coro de narradores é constituído, dando ênfase a ideia de que a cidade é construída a partir da necessidade e do desejo plural. O mobiliário hospitalar é substituído por um labirinto de tecido transparente, uma expografia fluida, caixas de papelão se transformam em suportes de obras.  


Sobre Bia Lessa
Bia Lessa, paulista, artista responsável por trabalhos nas áreas de teatro, ópera, artes plásticas e cinema. Recentemente dirigiu os espetáculos: "Macunaíma" de Mario de Andrade, "Grande Sertão:  Veredas", de Guimarães Rosa, e "Pi Panorâmica Insana", a partir de autores contemporâneos. 

Foi responsável pelo Pavilhão Humanidade 2012, no Forte de Copacabana durante a Rio + 20, pelo Pavilhão do Brasil na Expo 2000 na Alemanha, pela Reinauguração dos Painéis Guerra e Paz na ONU em NY, pela exposição "Grande Sertão Veredas" na inauguração do Museu da Língua Portuguesa, pelo Módulo Barroco na Bienal do Redescobrimento, pela exposição "Claro e Explícito", e "Itaú Contemporâneo: Arte no Brasil 1981-2006", no Instituto Cultural Itaú.

Em cinema dirigiu os longas metragens "Crede-Mi", "Então Morri" e finaliza "Travessia", com estreia prevista para 2023. Dirigiu, ainda, as óperas "Suor Angélica", de Puccini; "Cavalleria Rusticana",  de Pietro Mascagni; "Pagliacci", de Ruggero Leoncavallo, "Don Giovanni", de Mozart, e "Il Trovatore", de Giuseppe Verdi, para a reinauguração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Trabalha atualmente na montagem de "Aida" no Theatro Municipal de São Paulo, com estreia prevista para 2 de junho desse ano. Seus espetáculos e filmes foram apresentados em diferentes países, entre eles no Centre Georges Pompidou, em Paris, no Festival de Outono de Madri, no Festival Theater der Welt, na Alemanha, na Berlinale, em Berlin, em São Francisco, Biarritz, em NY, entre outras cidades.


Black Sun, obra de de Cyril Lancelin. Foto: Carol Vida

Atividades integradas à exposição "Cartas ao Mundo"
O Sesc Avenida Paulista promove atividades integradas à exposição-manifesto "Cartas ao Mundo", criada por Bia Lessa, em cartaz até o dia 29 de maio. A mostra crítica, inspirada na obra de Glauber Rocha, modifica-se diariamente, várias vezes ao dia, incluindo diferentes montagens do ambiente expositivo, exibições de filmes, performances e cortejos contestadores na Avenida Paulista. Além dessa programação, a instituição promove ações educativas paralelas e gratuitas. 

"Black Sun", obra de de Cyril Lancelin, ocupa a área externa do Sesc, até o dia 29 de maio, aos domingos, das 10h às 16h. Lancelin é um artista francês que combina tecnologia e arte, misturando ficção e realidade. O trabalho, em grande escala, convida o público a questionar a sua própria relação com o ambiente construído. Ele cria estruturas complexas e, com a ajuda de um software de computador, imerge essas estruturas num cenário realista.

Todas as instalações físicas do artista estão associadas à relação com o corpo humano, sendo questionada a escala e a identidade de cada imagem social. Seus projetos destacam a “nuvem social”, que define a vida diária dos humanos. As instalações de Lancelin foram exibidas em instituições públicas e privadas em todo o mundo, como China, Oriente Médio, Europa, América do Sul e EUA.

No encontro Ações Inclusivas: proposta de Acessibilidade Comunicacional em Exposições, com Amanda Tojal e Claudia Aoki, dia 11 de maio, das 19h às 22h, serão abordados conteúdos referentes às questões de planejamento de Projetos de Acessibilidade Comunicacional em Exposições e Instituições Culturais e exemplos de programas de acessibilidade implantados nos últimos anos. Também serão apresentados os recursos de acessibilidade desenvolvidos especialmente para Cartas ao Mundo - Ações Inclusivas e as mediações que estão sendo realizadas com esses recursos para os públicos, com e sem deficiência*. 

No dia 21, sábado, das 14h às 16h, acontece o evento on-line "Partilha Pedagógica", com Ka Gestão em Arte, Cultura e Educação. Serão coletadas histórias com os professores sobre suas experiências com as linguagens de cenografia, teatro e cinema em contexto com o Brasil que Glauber Rocha traz, sobre a fúria e as emergências. Como prática, ocorrerá a proposição em grupo com as questões recolhidas na etapa anterior, trazendo ao corpo, os gestos e a respiração, e principalmente a consciência das experiências anunciadas. 

A Ka Gestão em Arte, Cultura e Educação é formada por artistas educadores. Partem do princípio de que todo cidadão é um artista ao desenvolver sua criatividade e atuar em sua comunidade. Acreditam na arte como um campo político de ação que possibilita a reorganização social e desejam promover, por meio da educação não formal, ações que gerem o encontro, a criação coletiva de ideias e a inserção cultural, fomentando a produção e discussão no contexto artístico e educacional.

Serviço
Exposição "Cartas ao Mundo" no Sesc Avenida Paulista
Até  29 de maio de 2022, terça a sexta, das 12h às 21h, sábados e domingos, das 10h às 18h30.
Local: Praça (Térreo).
Classificação etária: livre.
Grátis.
Agendamento de grupos: agendamento.avenidapaulista@sescsp.org.br 

Horário de funcionamento da unidade: 
Terça a sexta, das 10h às 21h30. 
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30. 
É necessário apresentar comprovante de vacinação contra COVID-19. Crianças de 5 a 11 anos devem apresentar o comprovante evidenciando uma dose, pessoas a partir de 12 anos, das duas doses (ou dose única), além de documento com foto para ingressar nas unidades do Sesc no estado de São Paulo.  


Veja a programação: 

Terças
12h - Exposição "Asfixia"
19h30 - Exibição do filme "Asfixia"
20h45 - Exposição "Mercadoria"


Quartas
12h - Exposição "Mercadoria"
19h30 - Exibição do filme "Mercadoria"
20h45 - Exposição "O Comum"


Quintas
12h - Exposição "O Comum"
19h30 - Exibição do filme "O Comum"
21h05 - Exposição "Asfixia"


Sextas
12h - Exposição "Asfixia"
19h30 - Exibição do filme "Asfixia"
20h45 - Exposição "Mercadoria"


Sábados
10h45 - Exposição "Asfixia"
12h - Exibição do filme "Asfixia"
13h15 - Exposição "Mercadoria"
14h30 - Exibição do filme "Mercadoria"
15h45 - Exposição "O Comum"
17h - Exibição do filme "O Comum"


Domingos
10h45 - Exposição "Asfixia"
12h - Exibição do filme "Asfixia"
13h - Exposição "Mercadoria"
13h - "Cortejo"
14h30 - Exibição do filme "Mercadoria"
15h45 - Exposição "O Comum"
17h - Exibição do filme "O Comum"

Instalação Black Sun, de Cyril Lancelin
Ação externa. Até dia 29 de maio, domingos, das 10h30 às 16h. Livre. Ações Inclusivas: proposta de Acessibilidade Comunicacional em Exposições, com Amanda Tojal e Claudia Aoki.


.: "Psicodemia": fotógrafo francês que revela sensíveis retratos da pandemia

Obras expressam olhar único e visceral sobre a pandemia do coronavírus, em mostra inédita na Galeria Lume, Praça das Artes e Parque Lage. FRANCE. Bordeaux. April 2020. Bagatelle Hospital during Covid-19 Outbreak. © Antoine d’Agata


Um momento histórico. Uma das maiores crises sanitárias da humanidade. Um desafio à capacidade mundial de acolhimento. Um olhar sensível para os que precisam de atenção na tentativa de entender o que se passa. Assim pode ser anunciada a série fotográfica "Psicodemia", produzida pelo artista e fotógrafo francês Antoine d’Agata, que pode ser vista até dia 26 de junho na Galeria Lume e de 1º de maio a 1º de julho na Praça das Artes, em São Paulo.

Em sua produção fotográfica, d'Agata costuma revelar um olhar visceral em relação às mais diversas situações humanas ao redor do globo. Em "Psicodemia", o foco foi o dia a dia da pandemia de coronavírus e os desdobramentos entre os mais vulneráveis, particularmente os acamados e a população de rua, com fotografias feitas na França e no Brasil, nas cidades do Rio de Janeiro e em São Paulo.

A ideia surgiu em 2020, logo no começo da pandemia, quando o fotógrafo começou a captar imagens em Paris, na intenção de observar as transformações da geografia social e urbana da cidade, como os espaços públicos cada vez mais desertos e desesperançosos. Na sequência, ele começou a visitar hospitais e centros de saúde, determinado a registrar como as pessoas estavam sendo afetadas e as consequências do estado de emergência.

Em 2021, esteve no Rio de Janeiro para registrar pacientes nas unidades de covid-19 no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e na Fiocruz. Em São Paulo, dedicou-se a registrar cenas de pessoas em situação de rua e a forma como a pandemia estava afetando essa população,  captando de forma muito original e, até mesmo, cheia de ternura, momentos de extrema solidão.

Para o trabalho como um todo, Antoine optou por usar uma câmera térmica, que o permite captar os contrastes entre as áreas de calor e frio em uma diversidade de tons que vão dos mais quentes, como o laranja e o vermelho, onde há calor e portanto vida, aos mais frios, como o azul e o violeta, onde não há ninguém ou quando a vida cessa. Fotografando pessoas em situação de cuidado ou mesmo abandono, é como se ele mapeasse algo em seu interior, sua insegurança, seus desconfortos, sua esperança e a vida ainda existente dentro de cada um, sem revelar as identidades dos fotografados, já que essa técnica mostra apenas suas silhuetas.

“Essa palavra, ‘psicodemia’, evoca, sugere, intriga, parece dizer algo enquanto tentamos encontrar seu sentido. O desafio da exposição e do livro homônimo que a acompanha é justamente o de interpretar, sem preconceitos nem certezas, o acontecimento que vivemos”, diz Antoine d’Agata.

Realizada por Fábio Furtado, Roberta Saraiva Coutinho e Rodrigo Villela, a exposição conta com 40 imagens impressas em grande formato na área externa da Praça das Artes e outras 20 obras com impressão especial na galeria Lume, também em São Paulo, permitindo que o público aprecie pela primeira vez as imagens produzidas no Brasil, entre novembro de 2021 a fevereiro de 2022, além de algumas entre as mais icônicas feitas na França.

“Mais do que representar o horror da crise sanitária, acredito que o trabalho constante e obsessivo de Antoine nesses dois anos e meio de pandemia nos devolve algo que ainda não conseguimos definir nem elaborar completamente. Luto, angústia, a necessidade do outro, carinho – a lista é imensa, como todos sabemos. É algo que nos transformou e cujas consequências ainda não conhecemos direito. E é um pouco dessa possibilidade de elaboração o que Antoine também nos oferece. Talvez por isso, ao olhar para as imagens e pensar nesse trabalho, tenho sempre a vontade de dizer, 'obrigado’”, afirma Fábio Furtado.

Para Andrea Caruso, diretora geral do Theatro Municipal, trazer as obras para a Praça das Artes é de suma importância para expor ao público uma realidade diferente daquela que, possivelmente, eles viveram durante a pandemia do coronavírus. “Acredito que o trabalho feito pelo Antoine demonstra, por meio da fotografia, justamente tudo aquilo que as pessoas estavam vivendo, todas as angústias e a superação do ser humano ao enfrentar diferentes tipos de situações”.

“É uma honra abrir as portas da Lume para uma exposição tão importante e impactante como a do Antoine d’Agata, com uma série de obras bem alinhada ao nosso propósito de dar destaque a inovações nas artes plásticas e fomentar reflexões sobre questões relevantes. Psicodemia aborda com leveza e alta qualidade artística um tema muito atual, um sensível registro histórico deste momento em que vivemos”, declara Victoria Zuffo, diretora da Galeria Lume. 

O Parque Lage, no Rio de Janeiro, também contará com uma mostra com fotografias de d'Agata, com curadoria do próprio artista, que poderá ser vista a partir do dia 27 de abril. As experiências vividas pelo artista ao longo dos dois anos de pandemia também são contadas nos livros Vírus (2020) e Psychodemie (2022), este já com uma sessão dedicada às imagens produzidas no Brasil.


Sobre Antoine d'Agata
Antoine d’Agata nasceu em 19 de novembro de 1961, em Marselha, França. Aos 17 anos interrompeu seus estudos para viver no mundo da noite. Durante 12 anos viveu e viajou por 20 países. Em 1991, durante uma estadia em Nova York e sem nenhuma experiência fotográfica, matriculou-se no Centro Internacional de Fotografia (ICP - International Center of Photography), onde estudou com Nan Goldin e Larry Clark.

Em 1993 voltou para a França, trabalhou como pedreiro e deixou de praticar a fotografia até 1997. Em 1998 teve seu primeiro livro publicado, Mala Noche. No ano seguinte, incorporou-se à galeria VU, criada por Christian Caujolle. Em 2001 recebeu o prêmio Niépce. Em setembro de 2003, inaugurou em Paris a exposição “1001 Nuits”, acompanhada da publicação de dois livros, "Vortex" e "Insônia". Em 2004 foi incorporado à agência Magnum Photos, publicou seu quinto livro, "Stigma", e dirigiu seu primeiro curta-metragem, "El Cielo del Muerto".

Em 2006, rodou seu segundo filme, "Aka Ana", em Tóquio, e seu mais recente longa-metragem, com 4 horas de duração, White Noise, que reúne as vozes de 24 mulheres. Antoine d’Agata ganhou ainda o prêmio do Livro Fotográfico nos Rencontres Internationales de la Photographie de Arles, na França, em 2013, por seu livro Anticorps, publicado nesse mesmo ano em uma grande exposição no Le Bal, em Paris.

A obra de Antoine d'Agata pode ser lida como uma exploração da violência contemporânea a partir de duas abordagens distintas: a violência do dia, ou violência econômica e política (migrações, refugiados, pobreza, guerra), e a violência da noite, ou violência gerada por grupos sociais marginalizados pela pobreza (sobrevivência através da delinquência, vício em drogas, excessos sexuais). Seus últimos livros (esgotados) são "Virus" (2020), publicado por Studio Vortex, que documenta a pandemia de covid-19, e "Antoine d'Agata - Francis Bacon" (2020), publicado por The Eye, que reúne as obras de ambos os artistas.

Durante os últimos trinta anos, Antoine d'Agata viveu e fotografou em uma grande diversidade de países e localidades. Até o presente, publicou cerca de cinquenta obras. Escritor, fotógrafo e cineasta, é membro da prestigiosa agência internacional de fotógrafos Magnum Photos e sua obra é representada pela Galerie les Filles du Calvaire, de Paris, pela Magnum Gallery, de Londres, pela MEM Gallery, de Tóquio, pela Kahmann Gallery, de Amsterdã e pela Carles Taché Gallery, de Barcelona. Reconhecido internacionalmente, sua obra foi objeto de muitas exposições individuais, exposta em numerosos museus e está presente em coleções públicas e privadas de diversas nações. Livros de Antoine d'Agata na Amazon.

Serviço:
Exposição: "Psicodemia", de Antoine d’Agata

Praça das Artes
Até dia 1º de julho
Endereço: Avenida São João, 281 / Rua Conselheiro Crispiniano, 378 - São Paulo. Entrada gratuita.

Galeria Lume
Até dia 26 de junho
Horários de visitação: de segunda a sexta, das 10h às 19h, sábados, das 11h às 15h
Endereço: Rua Gumercindo Saraiva, 54 - Jardim Europa - São Paulo.
Entrada gratuita
Outras informações para o público: (55) 11 4883-0351 | contato@galerialume.com

quarta-feira, 11 de maio de 2022

.: O relançamento de "Moby Dick": edição de luxo com ilustrações e extras

Um dos maiores romances da literatura mundial, "Moby Dick" chega em Antofágica em uma edição de luxo com mais de 160 ilustrações de Letícia Lopes e tradução inédita de Rogerio Galindo. 

Obra que influenciou grandes artistas, de Jackson Pollock a Led Zeppelin e Orson Welles, o clássico "Moby Dick", de Herman Melville, ganha uma edição de luxo lançada pela editora Antofágica. Narrado pelo tripulante Ismael, este livro conta a história do capitão Ahab, um misterioso e vingativo marujo que tem uma missão pessoal para a qual está disposto a arrastar toda a população de seu navio: capturar Moby Dick. 

Tomado por esta ideia fixa, Ahab vai à caça da lendária baleia que devorou sua perna e que, embora cravejada de arpões, segue nadando em liberdade e intimidando até os marinheiros mais bravos. Tão grandioso e inacreditável quanto a missão de Ahab, este romance é um marco da literatura, com sua ousada mistura de estilos, como o teatro, o ensaio e a aventura. 

Publicada pela primeira vez em 1851, inspirada em relatos reais da época, a obra-prima de Herman Melville tornou-se uma das mais importantes de seu país e do mundo, reverenciada e reverberando na cultura pop até os dias de hoje. A edição da Antofágica conta com tradução inédita de Rogerio Galindo e mais de 160 ilustrações da artista plástica Letícia Lopes.

O livro traz ainda posfácios de Vinicius Duarte Figueira, especialista em "Moby Dick" com doutorado pela UFRGS, além do escritor Luiz Ruffato, da psicanalista e doutora em Letras Rita Isadora Pessoa, e do tradutor e professor Caetano Galindo.

Ao escanear o QR Code da cinta, o leitor tem acesso a duas videoaulas sobre o livro. A primeira aula deve ser vista em um momento anterior à leitura, e a segunda, após a experiência do livro. A edição da Antofágica traz textos de:


Luiz Ruffato
Autor de obras como "Eles Eram Muitos Cavalos" e "Inferno Provisório". Seus livros ganharam os prêmios Machado de Assis, APCA, Jabuti e Casa de las Américas e estão publicados em 13 países. Em 2016 recebeu o Prêmio Internacional Hermann Hesse, na Alemanha.


Caetano W. Galindo
Professor da UFPR, nasceu e mora em Curitiba, acompanhado de um piano que não toca, de livros que não leu e de uma esposa que não merece. Escreveu o guia "Sim, Eu Digo Sim: Uma Visita Guiada ao Ulysses de James Joyce" para acompanhar sua tradução do romance. É pai de sua própria Beatriz e tio de sobrinhos fascinantes.


Rita Isadora Pessoa
Escritora nascida no Rio de Janeiro, é mestre em Teoria Psicanalítica (UFRJ) e doutora em Literatura Comparada (UFF). Publicou em 2016 seu primeiro livro, "A Vida nos Vulcões". Foi vencedora do Prêmio Cepe Nacional de Literatura, com "Mulher Sob a Influência de Um Algoritmo", e seu terceiro livro, "Madame Leviatã", foi lançado em 2020.


Vinicius Duarte Figueira
Doutor em Literatura Comparada, sua tese de doutorado “Jornada Rumo ao Crepúsculo: Uma Leitura Nietzschiana de Moby Dick”, foi defendida e aprovada com louvor, em 2007, no programa de Pós-Graduação em Letras da UFRGS. Você pode comprar a edição de luxo de "Moby Dick", de Herman Melville, neste link.

.: Literatura: instalação "O Conto da Ilha Desconhecida" homenageia Saramago

Barca inflável com sete metros de comprimento, criada pela companhia Pia Fraus e inspirada no livro de mesmo nome do autor português, pode ser visitada gratuitamente no Saguão B do Museu da Língua Portuguesa. Fotos: Ciete Silvério

Uma enorme barca inflável ocupa o Saguão B do Museu da Língua Portuguesa, instituição do Governo do Estado de São Paulo. A obra, criada pela companhia Pia Fraus, é livremente inspirada no livro “O Conto da Ilha Desconhecida”, de José Saramago, e fica em cartaz, gratuitamente, até 24 de julho.

A instalação "O Conto da Ilha Desconhecida" é mais uma homenagem que o Museu da Língua Portuguesa faz ao centenário do escritor, o único em língua portuguesa a receber o Nobel de Literatura. O projeto tem como foco as crianças e jovens, que, muitas vezes, não são considerados leitores da obra de Saramago. Ele é o autor de clássicos como “A Caverna” e “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”. A ideia da instalação é proporcionar uma experiência cenográfica imersiva, que poderá ser usufruída de forma lúdica pelo público, principalmente as crianças.

Todo o ambiente do Saguão B foi construído e desenvolvido pela companhia teatral Pia Fraus, que tem uma trajetória reconhecida de performances para o público infantil. Durante todo o período de exposição, será promovida uma série de oficinas e atividades, dialogando com a barca cênica e as temáticas abordadas em “O Conto da Ilha Desconhecida” e outras obras de Saramago.

A instalação "O Conto da Ilha Desconhecida" é uma parceria do Museu da Língua Portuguesa com a Companhia das Letras, editora de Saramago no Brasil, e a Fundação Saramago, que apoia as ações do centenário do autor em todo o mundo. Você pode comprar as obras de José Saramago neste link.


Sobre o Museu da Língua Portuguesa  
Localizado na Estação da Luz, o MLP tem como tema o patrimônio imaterial que é a língua portuguesa e faz uso da tecnologia e de suportes interativos para construir e apresentar seu acervo. O público é convidado para uma viagem sensorial e subjetiva, apresentando a língua como uma manifestação cultural viva, rica, diversa e em constante construção.  

O Museu da Língua Portuguesa é uma realização do Governo Federal e do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, concebido e realizado em parceria com a Fundação Roberto Marinho. O IDBrasil é a Organização Social de Cultura responsável pela sua gestão.  


Patrocínio e parcerias
A reconstrução do Museu tem patrocínio máster da EDP e patrocínio do Grupo Globo, Itaú Unibanco e Sabesp – todos por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O apoio é da Fundação Calouste Gulbenkian.  

A Temporada 2022 conta com patrocínio do Grupo Volvo, do Instituto Cultural Vale e do Itaú Unibanco, apoio da Booking.com e do Grupo Ultra e das empresas parceiras Cabot, Marsh McLennan, escritório Mattos Filho, Verde Asset Management, Faber-Castell e Bain&Company. Rádio CBN, Revista Piauí, Guia da Semana, Dinamize e JCDecaux são seus parceiros de mídia. A Temporada é realizada pelo Ministério do Turismo, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.  

Serviço 
Instalação "O Conto da Ilha Desconhecida"
Em cartaz até 24 de julho 
Terça a domingo, das 9h às 18h
Saguão B do Museu da Língua Portuguesa 
Grátis 

.: "Surrender", a biografia de Bono Vox, vocalista do U2 e "mulher do ano"

Em seu livro de memórias, vocalista do U2 relembra a infância, detalha a sua incrível trajetória como músico e os vinte anos dedicados ao ativismo.

Poucos lembram, mas em 2016, Bono Vox, foi o primeiro homem a ser agraciado com o prêmio “Mulheres do Ano” da revista britânica Glamour. A honraria se deu pelo ativismo humanitário em prol das mulheres. Não se sabe se este episódio da vida do artista estará no aguardado livro de memórias de Bono Vox-− artista, ativista e vocalista da banda irlandesa de rock U2 - que chegará às lojas pela Intrínseca. "Surrender: 40 Músicas, Uma História" será lançado em 1º de novembro de 2022 simultaneamente em diversos países, inclusive no Brasil.

Um dos artistas mais icônicos da música de todos os tempos, Bono Vox teve sua carreira amplamente documentada. Mas em Surrender, o músico escreve pela primeira vez sobre sua vida notável e sobre aqueles com quem ele a compartilha. Com sua narrativa envolvente, Bono nos transporta para sua infância em Dublin, e fala da morte repentina da mãe, quando ele tinha 14 anos. O autor também detalha a jornada improvável do U2 até se tornar uma das mais influentes bandas de rock do mundo, além dos seus 20 anos de ativismo dedicado à luta contra a aids e a pobreza extrema.

O subtítulo "40 Músicas, Uma História" faz referência aos 40 capítulos do livro, cada um com o nome de uma música do U2. Bono também criou 40 desenhos originais para a obra e ainda uma animação em vídeo, narrada por ele e baseada em alguns desses desenhos, disponível nas plataformas digitais do U2. O vídeo ilustra um trecho do capítulo "Out of Control", no qual Bono conta a história da composição da primeira música do U2 em 10 maio de 1978, seu 18º aniversário, há exatos 44 anos.

Bono levou sete anos para escrever seu livro de memórias. Com uma profunda autorreflexão e senso de humor, ele analisa sua vida até agora, assim como a fé, família e amigos que o sustentaram, desafiaram e moldaram. Sobre a publicação, Bono diz: “Quando comecei a escrever este livro, minha ideia era desenvolver em detalhes coisas que eu havia apenas esboçado nas músicas. As pessoas, lugares e possibilidades em minha vida. Para mim, 'surrender' (do inglês, “entrega”) é uma palavra repleta de significados. Crescer na Irlanda nos anos 1970, de punho para cima (musicalmente falando), não era um conceito natural. 'Entrega' era uma palavra que, até começar a reunir material para este livro, eu só havia contemplado e, até hoje, ainda luto para compreender um comando que requer tamanha humildade. Na banda, no casamento, na fé, em minha vida como ativista. 'Surrender' é a história de um peregrino com dificuldade de progredir... Com uma boa dose de diversão ao longo do caminho.

“Toda essa paixão que Bono traz para sua música e para sua vida ele também coloca no livro”, diz Reagan Arthur, Publisher da Knopf, a editora americana do original em inglês. “Há sete anos o lendário editor da Knopf, o falecido Sonny Mehta, comprou o livro porque Bono é parte da tradição de grandes contadores de histórias irlandeses e porque sabia que Bono tinha uma história pessoal dramática para contar. Ele é um escritor verdadeiramente talentoso que dedicou os últimos sete anos a documentar sua notável jornada de vida e o resultado é uma história fascinante, ricamente detalhada da família, da fé e da vida de um artista, músico e ativista. Surrender será um dos livros mais empolgantes publicados este ano”. Bono é representado por Jonny Geller na Curtis Brown, Ltd.

Vocalista do U2, Bono já recebeu inúmeros prêmios pela música e ativismo. Foto: John Hewson

Vocalista do U2, Bono Vox nasceu Paul David Hewson em Dublin. Ele conheceu The Edge, Larry Mullen e Adam Clayton na escola e juntos, em 1978, eles formaram o U2. A banda lançou seu primeiro álbum, "Boy", pela Island Records em 1980 e até hoje o grupo lançou um total de 14 álbuns gravados em estúdio, que venderam 157 milhões de cópias no mundo todo. Eleita pela Rolling Stone como "uma apresentação ao vivo simplesmente sem igual", a turnê recordista 360° Tour (2009-2011) continua sendo a de maior bilheteria de todos os tempos de uma banda.

O U2 ganhou inúmeros prêmios, incluindo 22 Grammys, bem como uma indicação ao Oscar, o Prêmio Embaixador da Consciência da Anistia Internacional e um BRIT Award por “Excelente Contribuição à Música Britânica”, a primeira vez que o prêmio foi dado a um não britânico. Em 2005, o U2 entrou para o Rock n' Roll Hall of Fame.

Ao lado de seu papel no U2, Bono é um ativista inovador. Líder da campanha Drop the Debt do Jubileu 2000, ele assumiu a luta contra o HIV/aids e a pobreza extrema, cofundando as organizações irmãs ONE e (RED). ONE é um movimento de milhões de pessoas dedicadas à luta contra a pobreza extrema e doenças evitáveis. Com o ONE, Bono influenciou chefes de Estado e legislaturas em todo o mundo, ajudando a garantir a aprovação de programas, como o programa de aids dos EUA, o PEPFAR, que ajudou a salvar dezenas de milhões de vidas nos últimos 20 anos. (RED) – que faz parceria com empresas para aumentar a conscientização pública e contribuições corporativas para a crise da aids - já gerou mais de US$ 700 milhões para o Fundo Global para tratar e prevenir a AIDS na África. Desde 2020, ONE e (RED) também lutam contra a covid-19 e seu impacto no mundo em desenvolvimento.

Em 2016, Bono cofundou The Rise Fund, um fundo de impacto global que investe em empresas empreendedoras que impulsionam mudanças sociais e ambientais positivas em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Bono já recebeu inúmeros prêmios por sua música e ativismo, incluindo o Liberdade da Cidade de Dublin (com o U2), a Medalha de Honra Pablo Neruda, do Chile, a Legião de Honra do governo francês, um título honorário de cavaleiro britânico, o Fulbright Association Prize for International Understanding e a Pessoa do Ano da revista TIME (junto com Bill e Melinda Gates). Ele mora em Dublin com sua esposa Ali Hewson.


.: Curta "Culpa e Preconceito" marca os dez anos da Batom Produções

Ao completar dez anos, a Batom Produções alcança reconhecimento do público e conquista editais.

O curta-metragem "Culpa e Preconceito", premiado em diversos festivais, agora foi contemplado com o Proac 27/2021. Com exibições agendadas no interior de São Paulo e palestras para debater sobre violência contra a mulher, o filme terá acessibilidade com libras e audiodescrição.

“A contemplação em um edital é o reconhecimento do nosso trabalho. Além de ser um espaço preenchido por mulheres criadoras no audiovisual”, afirma a atriz, roteirista e diretora Alexia Annes, à frente da Batom Produções. No filme "Culpa e Preconceito",  Eleonora Albuquerque (Isabela Prado) e Maurice (Daniel Jorge) formam um casal que vive um relacionamento repleto de aparências para a sociedade burguesa.

Durante a quarentena, o mundo encantado se torna um universo de violência e medo. O roteiro e direção é de Alexia Annes. Direção de fotografia: os próprios atores realizaram os takes em suas casas a partir de telefones celulares e enviaram para edição. Toda a produção foi feita de maneira remota, via celular. Classificação etária: 14 anos. Finalização e realização: Batom Produções.

.: "Extra!Ordinárias" segue em cartaz no Clube Barbixas de Comédia

Show é formado por esquetes sobre temas clássicos e atuais e traz estrelas da internet para o palco do Clube Barbixas de Comédia. Com humor ácido sobre sexo, política e cotidiano, o espetáculo de humor Extra!Ordinárias segue nas noites de quarta-feira no Clube Barbixas de Comédia


Arrojado e divertido, o show de humor foi idealizado pela produtora Juliana Mesquita e conta com um time roteiristas que arrasta multidões nas redes sociais. O show também se destaca pelo emprego de mulheres em todas as funções, inclusive técnicas. E se tornou referência para jovens comediantes que buscam espaço no humor. Apesar do aumento das mulheres nesta área, ela ainda é dominada por homens: apenas uma mulher figurou na lista dos 10 comediantes mais bem pagos de 2021. “Quero que esse projeto seja uma porta aberta para muitas outras mulheres brilharem junto com a gente”, conta Mesquita.

"Extra!Ordinárias", que não é stand-up e nem improviso, nasceu do desejo de empregar mulheres de ponta a ponta de um espetáculo de humor. “Havia um buraco, um desejo muito grande de conhecer um trabalho assim encabeçado só por comediantes mulheres. O humor era um lugar muito masculino, inclusive a programação deste clube. A partir de agora, este lugar também é nosso”, diz.

Embora o olhar feminino para o cotidiano dê voz às vivências e aos anseios das mulheres, o dinamismo das esquetes perpassa todos os públicos, com situações que vão gerar identificação para todos os gêneros. O espetáculo estreou em novembro de 2021 e tem esgotado todas as sessões desde então.

Ficha Técnica:

Idealização e Produção: Juliana Mesquita. Roteiro final: Tatá Lopes. Atrizes:  Carla Zanini, Cecília Villar, Fafá Rennó, Helen Ramos, Jamile Godoy e Lilian Regina. Luz: Lica Barros. Som: Lays Somogyi. Direção de arte: Maria Carolina Marchi. Vídeos e edição: Raquel Nogueira e Mayara Blanco. Mídias sociais: Juliana Pithon. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli. Apoio: Converse via Agência Lema e Marca FALA Realização: Extra!Ordinárias.


Serviço:

EXTRA!ORDINÁRIAS

Dias 4 e 11 de maio

Direção: Tatá Lopes. Roteiristas: Paula Rocha, Luiza Yabrudi, Renata Corrêa e Tatá Lopes.

Dias 18 e 25 de maio

Direção: Rhena de Faria. Roteiristas: Thais Pontes, Maria Shu e Renata Andrade.

Dia 1º e 8 de junho

Direção: Fernanda Castelo Branco e Paula Weinfeld. Roteiristas: Thais Pontes, Renata Andrade, Renata Corrêa e Paula Rocha.

Dias 15 e 22 de junho

Direção: Érica Montanheiro. Roteiristas: Joana Penna, Luíza Yabrudi, Renata Corrêa, Thaís Ponte e Renata Andrade.

Clube Barbixas de Comédias

Rua Augusta, 1129, Cerqueira César, São Paulo.

Ingressos: Entre R$30 e R$60 (couvert artístico).

Vendas: Sympla.com.br

Classificação etária: 16 anos.

Duração: 60 minutos.

Bilheteria: Segunda a Sábado, das 19h às 21h; Domingos e feriados, das 17h às 21h.


terça-feira, 10 de maio de 2022

.: 5x17 de "9-1-1": "Hero Complex" coloca Hen e Chimney na mira de assassino

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em maio de 2021


O 17º episódio da quinta temporada de "9-1-1", intitulado "Hero Complex", chega prometendo uma vez que, anteriormente, a bombeira Hen (Aisha Hinds) nos deixou com um circo de pulgas atrás das orelhas sobre a postura misteriosa de Jonah (Bryce Durfee). No entanto, tudo começa quando o motorista de um ônibus escolar passa mal e um garotinho consegue salvá-lo. Daí o título do episódio. ao som de "I Need a Hero" o garotinho ganha fama. Ele é Jonah. 

Na casa de Athena Grant (Angela Bassett), a policial, a filha e Bobby Nash (Peter Krause) conversam sobre a morte da rival de May Grant. Para a moça, a morte da parceira de trabalho foi culpa de alguém. Na casa de Chimney (Kenneth Choi), ele conversa com Hen sobre uma possibilidade para a morte da atendente do "9-1-1". 

Para a bombeira, a coincidência é grande por ter Jonah envolvido. A ponto de relembrar o caso do rapaz que conseguiu um bico de cuidador de aranhas, um dos casos apresentados no episódio 13º, "Fear-O-Phobia". Juntos, numa busca, descobrem alguns segredinhos, mesmo estando num dia de folga aparecem no trabalho. 

Eddie (Ryan Guzman) acaba cercado de mulheres,  mas as de sua família, avós e mãe. Assim, conhecemos também o pai do bombeiro que mostra um prêmio de reconhecimento pela aposentadoria.  Até que confessa estar perdido sem ter uma obrigação a cumprir. Enfim, sabemos bem o quanto Eddie conhecer bem a posição de estar desnorteado por perder uma vaga no trabalho.

Por meio das conversas entre Bobby e Athena, depois de Hen e Karen, a culpa de Jonah vai sendo cada vez melhor desenhada. Assim, Hen detetive entra em ação, fazendo a trama ir além. Ainda mais por envolver os personagens de modo pessoal e profissional para solucionar tal caso. Até Buck e Taylor acabam sendo envolvidos nessa história para ajudar na descoberta de informações importantes. E toda a história fica ainda mais de arrepiar. Para Buck, Jonah pode ser somente um paramédico ruim, mas Taylor já o vê como um possível serial killer

No lar latino, cercado pela família Eddie precisa entrar em ação. Com o pai consciente, após o ataque do coração, Eddie revela ter sofrido ataque de pânico. Cena bastante comovente sobre relação pai e filho, e a importância dos membros de uma família. Longe, na casa da policial Athena, Hen e Chimney procuram ela e Bobby para expor o que descobriram sobre Jonah. Enquanto isso, Taylor já planeja levar essa história para a imprensa. No entanto, ela assume um combinado com Buck para não expor esse caso. 

Hen recebe uma ligação assustadora de Jonah. Quase se vê um momento estilo filme "Pânico", mas é quase algo no estilo "O Albergue" -com uma dose muito leve, claro. A bombeira rapidamente liga para Karen e Denny saírem o mais rápido possível de casa. Grande momento de tensão. Para deixar os nervos em alta, a bombeira acorda após ser dopada. Diante dela está Chimney que recebe uma droga na veia capaz de parar o coração. 

Sem fazer ideia de onde está o pai de sua filha, Maddie chega em casa com a bebê e não encontra Chimney, até que o celular do paramédico, ao chão, toca e é Karen. E apesar de todo a sequência de fazer roer as unhas, Chimney dá um jeito no assassino com complexo de herói de infância. Que episódio! Agora é esperar com toda curiosidade o próximo episódio que será o desfecho da quinta temporada: "Starting Over"! 


Seriado: 9-1-1
Temporada: 5
Episódio: 17, "Hero Complex"
Exibição: 9 de maio de 2022
Emissora original: Fox Broadcasting Company
Criadores: Ryan Murphy, Brad Falchuk, Tim Minear
Produtores executivos: Ryan Murphy, Brad Falchuk, Tim Minear, Alexis Martin Woodall, Bradley Buecker
Elenco: Angela Bassett (Athena Grant), Peter Krause (Bobby Nash), Jennifer Love Hewitt (Maddie Buckley), Oliver Stark (Evan "Buck" Buckley), Aisha Hinds (Henrietta "Hen" Wilson), Kenneth Choi (Howie "Chimney" Han), Marcanthonee Reis (Harry Grant), Ryan Guzman (Eddie), Arielle Caroline Kebbe (Lucy Donato), Bryce Durfee (
Jonah Greenway), Rockmond Dunbar.

*Editora do site cultural www.resenhando.com. É jornalista, professora e roteirista. Twitter: @maryellenfsm

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.: "La Fuerza": Christina Aguilera lança videoclipe de " La Reina"

A poderosa ranchera é uma resposta ao clássico "El Rey" de Vicente Fernandez. "La Reina" faz parte de seu EP em espanhol, "La Fuerza"


Christina Aguilera apresenta o videoclipe oficial de "La Reina", que faz parte de seu EP "La Fuerza", seu segundo projeto em espanhol. A superestrela global exibe sua voz inconfundível nesta ranchera acompanhada por um grupo com violões, cantando letras potentes que exemplificam a força feminina.

Com um cabelo vermelho deslumbrante, rodeada de cores vibrantes e pela tradição mexicana, Christina Aguilera assume o centro do palco no vídeo dirigido por Nuno Gomes. Criando a réplica feminina do clássico de José Alfredo Jiménez "El Rey", que foi interpretado pelo ícone mexicano Vicente Fernández.

"Eu sempre presto homenagens aos melhores e Vicente Fernández é um deles. Sua canção 'El Rey' fala sobre ser o rei e o quão grande ele é. Com 'La Reina' eu respondo a este grande clássico enfatizando como um rei não seria um rei sem sua rainha", diz Christina.  

Em "La Fuerza", Christina presta homenagem a algumas das lendas mais proeminentes da música latina, como Chavela Vargas e Vicente Fernández e inclui seis canções como a balada "Somos Nada", escrita por Mario Domm, e "Pa Mis Muchachas", ao lado de Nathy Peluso, Nicki Nicole e Becky G. Com este EP Christina também explora o gênero urbano com "Santo", onde uniu forças com o artista porto-riquenho Ozuna.

Siga Christina Aguilera nas redes sociais:

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.: Diário de uma boneca de plástico: 10 de maio de 2022


Querido diário,

Hoje venho desabafar aqui. Não me recrimine. Não sou de lamuriar assim, só meu maridão é quem faço ouvir meus desgostos. Sou de ficar no meu cantinho e vou tolerando ao máximo. No entanto, às vezes, após repetitivas desfeitas acabo dando um sinal de chega. Já passou do limite.

Talvez seja por sempre pensar na situação emocional alheia, antes de responder adequadamente. Contudo, entra em questão o meu lado. E o meu emocional?!

Fico só levando um desaforo aqui e outro acolá e que me vire?!

Será que devo engolir tudo e abrir um sorriso?! Acho que não aguento tanto assim. Sou de tolerar, mas também sem sucessivos excessos.

Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,

Donatella Fisherburg




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