domingo, 23 de junho de 2024

.: Clássico de Graciliano Ramos ganha vida nova com ilustrações modernas


Com um enredo atemporal, a obra explora aceitação e respeito às diferenças através de Raimundo, um menino careca com um olho azul e outro preto, que usa sua imaginação para encontrar felicidade.

"A Terra dos Meninos Pelados" é uma narrativa encantadora que aborda questões delicadas da infância, como a discriminação e a liberdade. Por meio da fantasia, Graciliano Ramos cria um universo em que o protagonista, o menino Raimundo, enfrenta os desafios de ser diferente em uma sociedade que não compreende sua aparência única: um olho azul e outro preto, sem cabelos na cabeça.

Este clássico da nossa literatura infantojuvenil ganha, agora, nova vida com as vibrantes ilustrações de Luiza de Souza, a @ilustralu. Esta edição inédita da obra é uma celebração ao clássico atemporal de Graciliano Ramos e uma oportunidade para os leitores de todas as idades se encantarem com a beleza e a profundidade desta história.

A dureza do olhar daqueles que estranhavam sua fisionomia, levam Raimundo a mergulhar num mundo só seu, onde encontra outras crianças como ele. Assim, a jornada se desenrola na imaginária de Tatipirun, criada pelo menino como refúgio dos olhares e comentários maldosos de sua cidade natal. Em Tatipirun, o garoto descobre um local em que as diferenças são celebradas e a independência de ser quem você é não é apenas aceita, mas valorizada.


Trecho do livro
"Raimundo deixou a serra de Taquaritu e chegou à beira do rio das Sete Cabeças, onde se reuniam os meninos pelados, bem uns quinhentos, alvos e escuros, grandes e pequenos, muito diferentes uns dos outros. Mas todos eram absolutamente calvos, tinham um olho preto e outro azul." (págs. 19 e 20)


As modernas ilustrações de IlustraLu trazem um novo peso ao livro de Graciliano Ramos, reforçando de maneira irreverente, porém profunda, as fundamentais discussões sobre aceitação e liberdade da obra. Com estilo jovem e único, os desenhos complementam perfeitamente a aventura, dando vida aos personagens encantadores que Raimundo conhece em seu caminho, como a princesa Caralâmpia, Sinhá Rã e as aranhas vermelhas.Compre o livro "A Terra dos Meninos Pelados", de Graciliano Ramos, com ilustrações de IlustraLu, neste link.


Sobre o autor
Graciliano Ramos nasceu em Quebrângulo, Alagoas, em 27 de outubro de 1892 e faleceu em 20 de março de 1953, no Rio de Janeiro. Foi romancista, contista, cronista e jornalista. Seus livros integram momentos de destaque da produção literária brasileira, sendo "Vidas Secas", "S. Bernardo", "Angústia" e "Memórias do Cárcere" os mais conhecidos dos leitores.

O mundo das crianças, com suas descobertas e expectativas, fez morada na mente e na alma do escritor. Além de ter escrito Infância, relato autobiográfico no qual revisita os duros desafios enfrentados quando menino em Alagoas e em Pernambuco, Graciliano dedicou-se a escrever livros para crianças e jovens. O primeiro foi este "A Terra dos Meninos Pelados" (1939), com o qual conquistou o Prêmio de Literatura Infantil do Ministério da Educação. Mais tarde, em 1944, publicaria também Histórias de Alexandre.

Num breve texto intitulado “Autorretrato” em que elencou os principais traços de sua personalidade, Graciliano registrou que adora crianças. É justo completar este juízo do autor sobre si, acrescentando sua maravilhosa capacidade de se comunicar com o público infantojuvenil através de suas histórias.


Sobre a ilustradora
IlustraLu
é Luiza de Souza. Nasceu em Currais Novos, Rio Grande do Norte, em 1992. Estudou Comunicação Social com habilitação em Publicidade na Universidade Federal de Rio Grande do Norte. Trabalha como artista visual, se dividindo entre ilustrações, quadrinhos e roteiros empolgantes pra ganhar a vida e alimentar Goiaba e Belmiro, seus gatos. Garanta o seu exemplar de "A Terra dos Meninos Pelados", escrito por Graciliano Ramos e ilustrado por IlustraLu, neste link. 

.: Café Filosófico CPFL recebe Clóvis de Barros e Ilan Brenman no dia 3


Especial é realizado em parceria com a editora Papirus 7 Mares e celebra o lançamento do livro "Filosofia ao pé do ouvido: felicidade, ética, amizade e outros temas"; o encontro acontece no dia 3 de julho, às 19h, no Instituto CPFL, com entrada gratuita e transmissão via Youtube

No dia 3 de julho, quarta-feira, às 19h00, o Café Filosófico CPFL apresenta um encontro especial com o filósofo, professor e escritor Clóvis de Barros Filho e o psicólogo e escritor Ilan Brenman. Realizado em parceria com a editora Papirus 7 Mares, este Café terá como tema o livro “Filosofia ao Pé do Ouvido: felicidade, Ética, Amizade e Outros Temas” (compre neste link), de autoria dos dois escritores, com reflexões sobre temas de ontem, hoje e sempre, que fazem parte do cotidiano.

O Café Filosófico CPFL é o broadcast de reflexões do Instituto CPFL que acontece por meio de palestras presenciais em Campinas, transmissões pelo canal do Café via Youtube, além de uma programação transmitida pela TV Cultura que é dividida em três grades: domingos, às 19h00; terças, às 23h00; e sábados, às 22h00.

O que se diz ao pé do ouvido? Um segredo? Uma inquietação? Talvez uma declaração de amor? E que tal uma aula de filosofia? A partir destas provocações, os autores questionam se é possível ser justo e debatem o papel da educação, entre outros assuntos. “Uma das interpretações da etimologia da palavra ‘educação’ vem do latim e significa ex ducere. Ex é puxar, ducere, para fora. Ou seja, educação é tirar o que o outro tem de melhor. E todo mundo, ou quase todo mundo, tem algo de bom dentro de si”, destaca Ilan Brenman.

Clóvis de Barros Filho abre mais o leque: “Por que estudamos tanto a história da França e tão pouco a da África, por exemplo? Se praticamente não há franceses por aqui, mas temos nossos irmãos africanos que, para a nossa sorte, conosco se miscigenaram, deixando aí uma população altamente rica do ponto de vista étnico?”, provoca o professor.

No livro, cujo título é o tema deste Café especial, os pensadores refletem, em uma leitura agradável e provocadora, a respeito de justiça, felicidade, ética, conduta, liberdade e igualdade, também opinam sobre a coragem de ser sábio e a importância da amizade. A obra faz parte da coleção Papirus Debates, criada para dialogar sobre assuntos globais que envolvem o modo de viver em sociedade. Compre o livro "Filosofia ao Pé do Ouvido: felicidade, Ética, Amizade e Outros Temas”, de Clóvis de Barros Filho e Ian Brenman, neste link.

Ambiente inspirador de troca e aprendizado
O espaço do Café Filosófico CPFL, na sede do Instituto CPFL, em Campinas (SP), oferece uma atmosfera convidativa e aconchegante, onde cada detalhe é pensado para proporcionar uma experiência prazerosa. É possível tirar fotos em todos os lugares, incluindo o cenário e palco. O local possui climatização e é acessível para pessoas com deficiência, além de contar com intérpretes de Libras para garantir a participação de todos. Os encontros são presenciais e gratuitos, com entrada por ordem de chegada, a partir das 18 horas. A classificação é de 14 anos e a transmissão online será no canal do Café no Youtube. Garanta o seu exemplar de "Filosofia ao Pé do Ouvido: felicidade, Ética, Amizade e Outros Temas”, escrito por Clóvis de Barros Filho e Ian Brenman, neste link.

Serviço
Café Filosófico CPFL ao vivo - especial Papirus 7 Mares com Clóvis de Barros e Ilan Brenman
Quando: dia 3 de julho, quarta-feira, às 19h
Onde: Instituto CPFL - Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632 - Chácara Primavera, Campinas
Entrada: gratuita, por ordem de chegada, a partir das 18h00.
Transmissão no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=26GpfWrdflU

.: "O Contractador de Diamantes" volta ao Theatro Municipal após 100 anos


Theatro Municipal apresenta "O Contractador de Diamantes", ópera do brasileiro Francisco Mignone, que ganha versão inédita em português. Importante obra nacionalista é repatriada em seu idioma e destaca entre seus momentos mais celebrados a Congada, marco para a presença negra no palco do Municipal de São Paulo no século XX. Com quatro récitas, nos dias 28, 29, 30 de junho e 2 de julho, o espetáculo que foi montado no ano passado no Teatro Amazonas terá direção cênica de William Pereira e direção musical de Alessandro Sangiorgi. Foto: Divulgação/Marcio James/Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Montagem realizada no Teatro Amazonas em 2023


Um século após sua estreia no palco do Theatro Municipal de São Paulo, a ópera brasileira "O Contractador de Diamantes" retorna à casa. Terceira obra da temporada lírica e primeira de autoria nacional, nos dias 28, 29, 30 de junho e 2 de julho, a criação do paulistano Francisco Mignone será apresentada com direção cênica de William Pereira, direção musical de Alessandro Sangiorgi, que fará a regência da Orquestra Sinfônica Municipal, e participação do Coro Lírico Municipal, sob a regência de Érica Hindrikson. Em uma coprodução do Festival Amazonas de Ópera (FAO), essa montagem de "O Contractador de Diamantes" será cantada em português pela primeira vez na história.

O elenco de solistas contará com Lício Bruno, Felisberto Caldeira; Lidia Schaffer, Dona Branca Caldeira; Rosana Lamosa, Cotinha Caldeira; Giovanni Tristacci, Camacho; Douglas Hahn, Magistrado; e Mar Oliveira, Maestro Vicente. Os ingressos variam de R$12 a R$165 (inteira), com classificação indicativa não recomendada para menores de dez anos e duração total de aproximadamente 180 minutos, com intervalo.

A ópera "O Contractador de Diamantes", de Francisco Mignone, voltou a ser apresentada no 25º Festival Amazonas de Ópera, realizado no Teatro Amazonas, após anos perdida e fora dos repertórios. A obra, composta por três atos e originalmente com libreto em italiano de Gerolamo Bottoni, se baseia no drama homônimo escrito por Affonso Arinos.

“O resgate de O Contratador de Diamantes foi por iniciativa do maestro Luiz Fernando Malheiro, diretor do Festival Amazonas de Ópera, que coproduziu essa montagem. Sabia-se que o primeiro e segundo atos estavam intactos, mas o terceiro havia se perdido, restando apenas uma redução para piano. A Academia Brasileira de Música incumbiu o maestro Roberto Duarte de resgatar o terceiro ato, dado seu conhecimento em música brasileira”, explica William Pereira, diretor da ópera.

 Ambientada no século XVIII, em Minas Gerais, mais especificamente na atual cidade de Diamantina, a história narra a vida de Felisberto Caldeira, o terceiro contratador de diamantes do Brasil. Caldeira é um aristocrata que possuía um contrato para a exploração de ouro e diamantes, vislumbrando a emancipação da colônia. A ópera também trabalha a relação entre sua filha e Camacho. O cenário é inspirado na plateia da Casa da Ópera de Ouro Preto, espaço que também é um marco para a música no Brasil, construído de 1746 a 1770, sendo o mais antigo teatro do continente.

Dessa maneira, "O Contractador de Diamantes" trata de temas caros aos mitos nacionais e como uma forma de reapresentá-la ao público brasileiro, para a nova montagem foi tomada a decisão de seu texto ser em português, algo que é inédito. “Existem questões históricas, pois Mignone era um jovem estudante na Itália e 'O Contractador de Diamantes' fazia parte de seu processo de aprendizado durante sua temporada de estudos. A ideia é criar a obra e resgatar a peça, acreditando que uma ópera com discurso nacionalista brasileiro não faria sentido em italiano. Por isso, decidiu-se repatriar essa ópera”, pontua o diretor.

A peça original, de Arinos, foi encenada no Theatro Municipal em 1919 e causou grande impacto devido ao seu conteúdo nacionalista e pela inédita presença de artistas negros no palco do teatro. Este evento foi tão significativo que a cena da congada se destacou e se tornou um marco para a música brasileira e, é claro, na nova montagem, ela será reapresentada ao público por artistas de dança negros e negras.

“A congada acabou se tornando o momento mais famoso da ópera, tendo sido tocada até pela Filarmônica de Viena, regida por ninguém menos que Richard Strauss. Acredito que seja o elo mais importante para que, musicalmente falando, o nacionalismo brasileiro se faça presente nesta ópera, que musicalmente é mais ligada ao fim do século XVIII e início do XIX: as assonâncias com Puccini e Mascagni são evidentes. Evidentemente a congada traz um olhar musical para a cultura popular brasileira”, explica o maestro regente do espetáculo, Alessandro Sangiorgi.

Nesse sentido, Mignone é um importante representante do movimento conhecido como nacionalismo musical. Essa será uma oportunidade única para o público brasileiro ser reintroduzido a sua obra, a partir de novos paradigmas. O compositor buscava, por meio da música clássica, revelar a riqueza do folclore brasileiro, ao mesmo tempo em que incorporava influências de outras tradições musicais como a italiana, por exemplo, trazendo um olhar modernista e antropofágico que é tão vocacional do Theatro Municipal de São Paulo.


Serviço
"O Contractador de Diamantes"
Ópera em três atos de Francisco Mignone com libreto em italiano de Gerolamo Bottoni. Apresentações em 28 de junho de 2024, às 20h00; 29 de junho de 2024, às 17h00; 30 de junho de 2024, às 17h00 e 2 de julho de 2024, às 20h00.


Orquestra Sinfônica Municipal
Coro Lírico Municipal.
Alessandro Sangiorgi, direção musical.
Érica Hindrikson, regência do Coro Lírico Municipal.
William Pereira, direção cênica.
Giorgia Massetani, cenografia.
Caetano Vilela, iluminação.
Olintho Malaquias, figurino.
Ângelo Madureira, coreografia.
Malonna, visagismo.
Ligiana Costa, dramaturgismo e versão em português.
Ana Vanessa, assistente de direção cênica e direção de palco.
Lício Bruno, Felisberto Caldeira.
Lidia Schaffer, Dona Branca Caldeira.
Rosana Lamosa, Cotinha Caldeira.
Giovanni Tristacci, Camacho.
Douglas Hahn, Magistrado.
Mar Oliveira, Maestro Vicente.
Andrey Mira, Taverneiro.
Daniel Lee, Capitão Simone da Cunha.
Sandro Bodilon, Chefe dos Mineradores.
David Marcondes, Dom Cambraia.
Rafael Thomas, Sampaio.
Sérgio Sagica e Sebastião Teixeira, os Guias.
Elayne Caser, Moça 1.
Ludmila de Carvalho, Moça 2.
Monica Martins, Moça 3.
Keila de Moraes, Moça 4.
Heloisa Junqueira, Moça 5.
Laryssa Alvarazi, Moça 6.
Duração aproximada: 180 minutos (com intervalo).
Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 10 anos – Pode conter histórias com conteúdo violento e linguagem imprópria de nível leve.
Ingresso de R$ 12,00 a R$ 165,00 (inteira).

.: Filme "Ninguém Sai Vivo Daqui", de André Ristum, ganha cartaz oficial


Inspirado em livro de Daniela Arbex, "Holocausto Brasileiro", longa resgata história de pacientes do Hospital Psiquiátrico Colônia

Com roteiro inspirado no livro "Holocausto Brasileiro", da jornalista Daniela Arbex, o longa "Ninguém Sai Vivo Daqui"  acompanha a jornada de Elisa, uma jovem que engravida do namorado e, no começo dos anos de 1970, é internada à força pelo pai no hospital psiquiátrico Colônia, em Barbacena, Minas Gerais. Com direção de André Ristum, o filme chega aos cinemas brasileiros em 11 de julho. A produção é da Sombumbo e TC Filmes, em coprodução com Gullane, Geração Entretenimento, Canal Brasil e Karta Film, e a distribuição é da Gullane+.

O longa é protagonizado por Fernanda Marques no papel de Elisa e ainda traz no elenco Andréia Horta, Augusto Madeira, Rejane Faria, Naruna Costa, entre outros. Além do filme, que teve sua estreia mundial na seleção oficial do Festival de Tallin Black Nights na Estônia e foi o filme de abertura do Festival de Brasília de 2023, a história do hospital também rendeu uma série, "Colônia", mas Ristum explica que existem diferenças entre as duas obras.

“No filme, as coisas são mais concentradas. O longa acaba sendo mais impactante do que a série que vai aos poucos entrando naquele sofrimento, na dureza que é a vida dessas pessoas. É uma experiência totalmente diferente, outra proposta sonora e conceitual, outra forma de entrar na história. A gente chega nos pontos mais fortes bem mais rapidamente, e, também, tem cenas exclusivas que foram feitas só para o filme. Ambos contam a mesma história, mas quem for ver o filme vai encontrar uma história que, embora conhecida, é uma nova história pois conta de outra forma”, explica o cineasta.

Ristum, que assina o roteiro com Marco Dutra e Rita Gloria Curvo, conta que quando tomou contato com a história do Colônia, as meninas grávidas que eram internadas pelos familiares foi uma das coisas que mais lhe chamou a atenção. “Aquilo me chocou demais, e entendi que talvez esse fosse o melhor caminho para contar essa história. Depois, eu encontrei inclusive uma afinidade com minha história pessoal pois, minha mãe, quando moça, bem antes de eu nascer, também passou por uma situação de uma gravidez antes do casamento e acabou de alguma maneira sendo obrigada a praticar um aborto".

O livro da Daniela Arbex foi a inspiração inicial, mas não foi o único material, pois Ristum fez uma pesquisa extensa para criar "Ninguém Sai Vivo Daqui". “Fui até Barbacena e conheci o Colônia que hoje é outra coisa, e me conectei com várias histórias locais ali. Visitei o museu, conversei com psiquiatras sobre o contexto da época, assisti documentários, acessei muitas fotos entre as quais as famosas fotos que saíram no Cruzeiro nos anos 60. Mas tudo isso serviu de base para a construção de personagens ficcionais, mas em conexão com figuras reais”.

Ristum também lembra que o tema do longa, hospitais psiquiátricos, é um ponto de debate até hoje no Brasil, mesmo depois da reforma psiquiátrica de 2001. “É muito importante debater esse assunto que não foi superado, resolvido. O filme traz uma discussão que ainda é, infelizmente, muito atual e necessária”.

A ideia de realizar o filme em preto e branco veio da longa parceria com o diretor de fotografia Hélcio Alemão Nagamine pois, para eles, não havia qualquer brilho ou cor na vida daquelas personagens. “O preto e branco é um personagem no filme, como o hospício. Eu não via outra maneira de contar essa história a não ser em preto e branco. E acho que o pb nos facilitou muitas coisas também do ponto de vista da produção, além de ter um interesse estético por explorar o preto e branco”.

Inclusive, trazendo uma proposta inovadora, Ristum conta que trabalhou com o elenco como se fosse uma cooperativa, quase uma produção teatral, na qual todos os atores vestiam e maquiavam a si mesmos a partir de um conceito elaborado previamente com o caracterizador. As cenas, rodadas em longos planos-sequência, foram outro elemento que ajudaram o elenco a dar mais consistência aos seus personagens. “A gente ensaiou bastante já na locação, para já chegar próximo daquilo que era o resultado esperado. E esse trabalho de troca e de colaboração com o elenco foi muito interessante e que trouxe realismo para todo o filme”. "Ninguém Sai Vivo Daqui" será lançado no Brasil em 11 de julho pela Gullane+. Compre o livro "Holocausto Brasileiro", de Daniela Arbex, neste link.

.: Para vencer no Enem: como estudar Língua Portuguesa para o exame?


Levantamento do Aprova Total aponta quais os temas da disciplina que mais aparecem na prova; professora compartilha dicas para se aprofundar


A Língua Portuguesa é uma das principais formadoras da identidade cultural e histórica do Brasil. Desde a colonização até os dias atuais, a língua tem sido um canal de expressão artística, cultural e intelectual. Permeia a música, a literatura, o cinema e outras formas de arte, além de ser um instrumento de unificação nacional em um país de dimensões continentais e múltiplas etnias. 

Além de seus aspectos linguísticos e culturais, o idioma se tornou alvo de estudos e análises de diversos estudantes que se preparam todos os anos para os diferentes vestibulares do país. No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por exemplo, a área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias se tornou uma das principais etapas da prova, abrangendo Língua Portuguesa, Literatura, Artes, entre outros temas.  

Para Daniela Cristina da Silva Garcia, doutoranda em linguística aplicada e professora do Aprova Total, uma das principais plataformas online de pré-vestibulares do país, o estudo da língua portuguesa pode ser feito de outras formas além de exercícios e leitura de material didático. “É essencial diversificar as formas de conhecimento da língua e incluir no cotidiano leituras de revistas, jornais e livros de diferentes gêneros, como romances, suspense e ficção científica. O importante é não perder o hábito de leitura e esvaziar o repertório”, aponta a professora.  

Já nos momentos de foco nos estudos para aprovação ao ensino superior, Daniela sugere ao estudante fazer escolhas de quais assuntos priorizar. Segundo um levantamento feito pelo Aprova Total, os assuntos de língua portuguesa mais cobrados na prova do Enem são Gêneros Textuais (39,8%), Introdução à Língua Portuguesa (23,1%), Linguagem Culta e Coloquial (9,3%), Contexto e Imagens (7,4%), e Funções da Linguagem (6,5%).  Confira a análise da professora sobre como os temas aparecem no exame. Compre livros para estudar Língua Portuguesa e se sair bem no Enem neste link. 

Gêneros textuais
A prova de Linguagens no Enem exige que os candidatos identifiquem e analisem diferentes gêneros textuais, como notícias, reportagens, campanhas publicitárias e artigos de opinião. É importante começar a leitura pelo comando da questão, analisar a estrutura do texto e entender seu propósito.  

Interpretação textual 
Esse é um dos pilares do exame. Os estudantes devem ser capazes de interpretar, não apenas os textos de apoio, mas também os enunciados e as alternativas das questões. A interpretação textual está intimamente ligada ao reconhecimento dos gêneros textuais.  

Variação linguística 
O Enem aborda a diversidade da língua portuguesa, explorando a variação linguística entre a linguagem culta e a coloquial. Os estudantes devem reconhecer essas variações e entender o contexto adequado para cada uma, além de refletir sobre o preconceito linguístico e a língua como patrimônio cultural.  

Contexto e imagens 
As imagens são componentes frequentes nas questões do Enem e nunca são meramente ilustrativas. Elas carregam informações simbólicas e contextuais que os estudantes devem saber interpretar.  


Funções da linguagem
Esse é um tema recorrente na prova. Os estudantes precisam conhecer as diferentes funções da linguagem, suas características e a quais elementos da comunicação estão associadas.

.: Filme "Clube dos Vândalos" ganha exposição de fotos inéditas em SP


"Clube dos Vândalos", novo longa da Universal Pictures em cartaz rede Cineflix Cinemas e é estrelado por Austin ButlerTom Hardy e Jodie Comer, poderá ser visto além das telas de cinema. O filme, que narra a história de um clube de motociclistas de Chicago, "Vândalos", ganhou uma exposição de fotografias exclusivas, com cliques realizados durante as filmagens e que fazem referência ao livro homônimo de Danny Lyon, que deu origem ao filme.

A mostra exclusiva, que teve início no último fim de semana, no festival Against The Wind em Curitiba, no Paraná, chegou a São Paulo, onde ficará durante todo o mês de junho. O filme "Clube dos Vândalos" acompanha a jornada de um clube de motoqueiros do centro-oeste americano, os "Vândalos". Através da vida de seus membros, o filme narra, ao longo de uma década, a transformação do clube, de ponto de encontro de motoqueiros à margem da comunidade local, no início, à gangue sinistra que ameaça e coloca em risco até o modo de vida autêntico e único do grupo original.

Confira a programação:
Até este domingo, dia 23 de junho, no Deus Café – Av. Rebouças, 3658, Pinheiros, São Paulo/SP, 05402-600
De 24 de junho a 30 de junho, no Cinesystem Frei Caneca – Shopping Frei Caneca, R. Frei Caneca, 569, Consolação, São Paulo/SP, 01307-001


Assista na Cineflix
Filmes de sucesso como "Assassino por Acaso" ("Hit Man") são exibidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

sábado, 22 de junho de 2024

.: Crítica: "Ainda Dá Tempo" surpreende porque pode transformar o público


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

Divertida e reflexiva ao mesmo tempo, a peça teatral "Ainda Dá Tempo", em cartaz até dia 28 de julho no Teatro Uol, em São Paulo, faz o público pensar na vida. Seriam as escolhas corretas as que tomamos ao longo do caminho? No espetáculo, que vem lotando todas as sessões, três casais de diferentes gerações se encontram em uma casa que está à venda. Os talentosos Bia Arantes e Igor Cosso fazem os jovens que querem comprar a casa. Bruna Thedy e Ricardo Tozzi, um casal de meia-idade, pais de um adolescente, que querem vender o local. Eliete Cigaarini e Norival Rizzo, um casal experiente que já morou naquele ambiente e quer matar a saudade.

Com atuações doces e complementares, por ora engraçadas e por outras emocionantes, os atores fazem a festa no texto escrito por Jeff Gould e dirigido com muita sensibilidade por Isser Korik, que já demonstrou que espetáculos sobre as relações humanas são o forte dele, que já dividiu o palco com Eliete Cigaarini em "Divórcio!", outra história que trata do mesmo tema, com uma abordagem diferente. 

Klayton Pavesi, o adolescente que tem papel fundamental para a história girar, merece menção especial, pois não é fácil brilhar entre um elenco de feras - algo que ele faz com muita naturalidade. "Ainda Dá Tempo" é uma delícia e não vai pelo caminho mais fácil da "risada pela risada". É riso e reflexão. Discute escolas. Faz pensar. 

Todos os atores brilham em um exercício de generosidade raro de se ver em um palco e - sobretudo - no ambiente artístico, repleto de competitividade. Cada um tem o seu momento e absolutamente todos ali estão com o objetivo de contar uma boa história e, de uma maneira surpreendente, fazer pensar. Conseguem mais. O público sai com a esperança de que existe um mundo melhor e com a intenção de consertar as coisas ou simplesmente fazer diferente. Um mérito e tanto para uma peça teatral tão despretensiosa e afetiva.


Parceria de sucesso
A comédia “Ainda Dá Tempo” é o mais recente texto assinado pelo americano Jeff Gould. Durante vinte e cinco anos, o dramaturgo tem feito o público rir ao explorar os territórios do amor, do sexo e do casamento com seu olhar atento sobre aos relacionamentos. “Definitivamente meus textos têm pitadas autobiográficas. Muitos diálogos são baseados no meu relacionamento com minha ex-mulher. Mas não é só isso. Se você quer ser escritor, tenho duas sugestões: seja um pouco louco e seja amigo de alguns deles”, fala o autor sobre o seu trabalho.

“Jogo Aberto”, um dos sucessos anteriores do autor já foi montado em vários países, incluindo o Brasil (2016), traduzido e dirigido por Isser Korik e protagonizado por Ricardo Tozzi. “Eu gosto de repetir parcerias que dão certo. Alguns autores são recorrentes no meu trabalho: João Bethencourt já fiz dois textos, Jeff Gould já é o terceiro que traduzo e enceno. Retomar a parceria com o Tozzi, com a Bruna e com a Eliete, nesse elenco que é um 'dream team' é muito gratificante para mim”. O espetáculo é apresentado pela empresa Metlife e patrocínio do Banco Luso e Consigaz pela Lei Nacional de Incentivo à Cultura.

Ficha técnica
Espetáculo "Ainda Dá Tempo".
Comédia de Jeff Gould.
Tradução e direção de Isser Korik.
Elenco: Ricardo Tozzi, Bruna Thedy, Norival Rizzo, Eliete Cigaarini, Igor Cosso, Bia Arantes e Klayton Pavesi.
Cenografia: Ricardo Tozzi.
Figurinos: Renata Ricci.
Produção executiva e cenotecnia: Will Siqueira.
Trilha sonora: Wagner Bernardes
Fotografia: Guilherme Assano
Assistência de direção: Roana Paglianno
Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação
Criação gráfica: Letícia Andrade  e R+Marketing
Administração: Paloma Espíndola
Prestação de contas: Sonia Kavantan
Coordenação de marketing: Emanoela Abrantes
Iluminador e Operação: Rafael Pereir
Mídias sociais: Renata Castanho
Realização: Referendum Participações e Serviços Ltda e Ministério da Cultura

Serviço:
Espetáculo "Ainda Dá Tempo"
De: Jeff Gould
Tradução e direção: Isser Korik
Gênero: comédia
Duração: 80 minutos
Classificação: 12 anos
Temporada: até 27 de julho. Sextas, sábados e domingos, às 20h00.

Ingressos:
Sextas e Domingos – Setor A R$ 100,00 e Setor B R$ 70,00
Sábados – Setor A R$ 120,00 e Setor B R$ 90,00
Ingressos promocionais com descontos de 70% e 80%, no site e na bilheteria, para os primeiros compradores de cada sessão.

Teatro Uol
Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618 / Terraço / tel.: (11) 3823-2323
Televendas: (11) / 3823-2423 / 3823-2737 / 3823-2323
Vendas on-line: www.teatrouol.com.br
Capacidade: 300 lugares
Acesso para cadeirantes / Ar-condicionado / Estacionamento do Shopping: consultar valor pelo tel: 4040-2004 / Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3661-5896, (11) 99605-3094

Horário de funcionamento da bilheteria
Quartas e quintas das 17h às 20h, sextas das 16h às 20h, sábados, das 13h às 22h e domingos, das 13h às 20h; não aceita cheques / Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex / Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais / Clube UOL e Clube Folha 50% desconto.Patrocínio do Teatro Uol: Uol, Folha de S.Paulo, Genesys, Banco Luso Brasileiro e MetLife.

.: "A Extraordinária Livraria de York" para renovar a esperança no mundo


Emocionante e encantador, o livro "A Extraordinária Livraria de York", de Stephanie Butland, explora o poder da literatura, sua capacidade de inspirar, curar e renovar a esperança. Uma história sensível e reconfortante que mostra que, apesar das adversidades, a vida pode continuar. Stephanie Butland é autora best-seller e já publicou nove livros, entre eles sete romances. A tradução é de Cecilia Camargo Bartalotti. Uma ode ao poder da literatura, o romance presenteia o público com uma história sensível e reconfortante que mostra que, apesar das adversidades, a vida pode continuar.

No livro, Loveday Cardew é dona da adorável e aconchegante livraria Lost For Words, em York, na Inglaterra. Apaixonada por livros, ela sabe que uma livraria não é somente um espaço físico - o lado de dentro comporta um universo inteiro. E, mais do que ninguém, sente que há sempre um livro capaz de proporcionar o que cada pessoa necessita.

Até que a chegada inesperada da Covid-19 deixa a vida de Loveday, e a livraria, de cabeça para baixo. Justo quando as pessoas mais precisam de livros, as portas da Lost For Words estão fechadas. Sem seu público habitual, as finanças começam a despencar, e a situação da livraria precisa de uma solução urgente. Após um pedido inusitado de uma antiga cliente, fica evidente para Loveday qual será o seu papel em meio à crise. Ela pode recomendar livros para ajudar as pessoas a enfrentarem as situações em que se encontram: medo, tédio, solidão, desejo de rir e de fugir. Loveday anuncia, então, sua ideia: uma farmácia de livros, que prescreve as obras ideais para cada pessoa. Afinal, um bom livro é capaz de curar feridas. Compre o livro "A Extraordinária Livraria de York", de Stephanie Butland, neste link. 


Sobre a autora
Stephanie Butland mora perto do mar, na Inglaterra, com seu marido Alan e seu cão Harris. Para se divertir, ela lê, tricota, cozinha, caminha e vai ao cinema e ao teatro. Também adora conversar sobre livros e conhecer leitores, e ocasionalmente é poetisa performática. Garanta o seu exemplar de "A Extraordinária Livraria de York", escrito por Stephanie Butland, neste link.

.: "Divertidamente 2": nova personagem ensina sobre como a ansiedade age


O filme “Divertida Mente 2”, em cartaz na rede Cineflix Cinemas, traz a continuação do filme de 2015 que usa personagens coloridos e engraçados para demonstrar de forma bastante lúdica o que acontece no cérebro de uma pessoa enquanto ele cresce e descobre as emoções. No novo longa, um personagem surge prometendo agitar as coisas dentro da cabeça da protagonista, a ansiedade.

Apesar de ser representada como um pequeno ser laranja, o desenho animado nos ajuda a entender melhor como a ansiedade age no nosso corpo, é o que explica o médico psiquiatra Dr. Flávio H. Nascimento.“É preciso entender que a ansiedade é um processo natural do corpo humano, desenvolvido ao longo da evolução humana para a nossa sobrevivência, o grande problema surge quando ela se torna excessiva”, alerta.


A  diferença entre a ansiedade natural e a patológica
A melhor forma de identificar quando a ansiedade está “passando do ponto” é observar os impactos dela no seu dia a dia e nas suas tarefas rotineiras. “Os sintomas de ansiedade, seja ela normal ou patológica, variam apenas na frequência e intensidade. Enquanto a ansiedade normal surge em momentos de perigo real ou ameaças imediatas, a patológica se manifesta em situações cotidianas, com uma intensidade maior que pode causar outros problemas e afetar a saúde mental e física do indivíduo. Quando a ansiedade se torna patológica, ela gera sintomas muito característicos como dor no peito, taquicardia, sudorese e dores de cabeça”, explica Dr. Flávio H. Nascimento.


Sintomas de ansiedade
1. Preocupação excessiva sem motivo plausível;
2. Inquietação ou sensação de estar "no limite";
3. Fadiga excessiva;
4. Dificuldade de concentração;
5. Irritabilidade;
6. Tensão muscular;
7. Distúrbios do sono;


É possível prevenir que a ansiedade se desregule?
Alguns cuidados podem ajudar a manter a ansiedade controlada em níveis normais no organismo, explica Dr. Flávio. “Manter a ansiedade controlada é uma tarefa que exige um controle de muitas variáveis, como a dieta, o sono, equilíbrio entre trabalho e lazer, exercício físico, entre outros. Mas quando há histórico negativo em relação à ansiedade é importante buscar ajuda profissional através das terapias comportamentais e uso de medicamentos, que sempre devem ser indicados por um especialista”, explica.

Sobre Dr. Flávio H. Nascimento
Dr. Flávio Henrique Nascimento é formado em medicina pela UFCG, com residência médica em psiquiatria pela UFPI e mais de 10 anos de experiência na área de psiquiatria. Diagnosticado com superdotação, tem 131 pontos de QI o que equivale a 98 de percentil e é membro do CPAH - Centro de Pesquisa e Análises Heráclito como pesquisador auxiliar.

Assista na Cineflix
Filmes de sucesso como "Clube dos Vândalos" ("The Bikeriders") são exibidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

.: Tudo sobre "Clube dos Vândalos", filme estrelado por Austin Butler e Tom Hardy


Astro de "Clube dos Vândalos", novo longa-metragem da Universal Pictures em cartaz rede Cineflix Cinemas, o ator Austin Butler, conhecido mundialmente ao interpretar Elvis Presley na cinebiografia dirigida por Baz Luhrmann e por ser o vilão de "Duna: Parte 2", agora dá vida a Benny, um motoqueiro apaixonado por velocidade e aventura. Em entrevista, ele detalhou o enredo do filme, que traz ainda Tom Hardy, Jodie Comer, Mike Faist e Michael Shannon no elenco. 

O filme, que narra a história de um clube de motociclistas de Chicago, "Vândalos", faz referência ao livro homônimo de Danny Lyon“Benny se desentendeu com a família e se tornou um lobo solitário. Mas há algo em cada ser humano que faz com que todos precisem de comunidade. Quando ele encontrou os 'Vândalos', encontrou uma figura paterna em Johnny e camaradagem com todos os caras”, conta Austin. 

Segundo o diretor Jeff Nichols, o filme aborda diretamente a busca do ser humano por uma identidade única e como, muitas vezes, as pessoas recorrem a grupos para essa ajuda na definição de quem se é. “É da natureza humana querer pertencer, mas esse sentimento se intensifica quanto mais único é o grupo ao qual escolhemos pertencer - quanto mais específico, mais palpável a identidade. Em certos casos, isso pode ser maravilhoso e estimulante em nossas vidas. Em outros, pode ser terrivelmente destrutivo. 'Clube dos Vândalos' representa ambos”, completa Nichols, reforçando o que Austin comenta.

"Clube dos Vândalos" acompanha a jornada de um clube de motoqueiros do centro-oeste americano, os "Vândalos". Através da vida de seus membros, o filme narra, ao longo de uma década, a transformação do clube, de ponto de encontro de motoqueiros à margem da comunidade local, no início, à gangue sinistra que ameaça e coloca em risco até o modo de vida autêntico e único do grupo original.

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Filmes de sucesso como "Assassino por Acaso" ("Hit Man") são exibidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

.: Música Popular Brasileira em festa: Chico Buarque - 80 anos na "Roda Viva"


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

Alguns nomes da MPB seguem como unanimidade junto ao público. Um deles com certeza é Chico Buarque, que completou 80 anos no dia 19 e continua sendo um dos mais cultuados compositores de nosso cancioneiro. Suas canções clássicas permanecem sempre atuais, ainda que tenham sido elaboradas em outras épocas.

Carioca de nascimento e torcedor fanático do Fluminense, Chico Buarque praticamente surgiu para a nossa mídia em 1966, quando disputou o festival da canção da TV Record com a canção "A Banda", acompanhado pela cantora Nara Leão. Dividiu o título desse festival com a canção "Disparada", de Geraldo Vandré e Theo de Barros, que foi interpretada por Jair Rodrigues.

Os anos seguintes ainda teriam Chico em festivais, com as canções "Roda Viva" (em 1967) e "Sabiá" em 1968, esta segunda em uma polêmica decisão dos jurados e com a insatisfação do público presente no evento, que preferia a canção de Geraldo Vandré, "Prá Não Dizer que Não Falei das Flores".

Chico Buarque foi sempre uma voz crítica contra a censura imposta durante o período do governo comandado pelos militares. E de uma forma magistral, sempre driblava a censura, criando até um pseudônimo de Julinho da Adelaide, que assinou apenas três canções: "Acorda Amor", "Milagre Brasileiro" e "Jorge Maravilha", sendo esta última um recado subliminar ao então presidente da República, Ernesto Geisel, cuja filha era admiradora das canções de Chico Buarque.

Outra característica marcante é a sua capacidade de escrever canções sobre a ótica do mundo feminino. "Com Açúcar e Com Afeto", "Atrás da Porta", "Olhos nos Olhos" são apenas alguns exemplos que evidenciam sua genialidade. Chico também investiu em trilhas de cinema e peças de teatro. Escreveu a célebre "Ópera do Malandro", cuja trilha sonora também é assinada por ele, além de outras peças marcantes como "Gota D´Água", "Calabar" e "O Grande Circo Místico". Na literatura também se destacou ganhando prêmios com seu trabalho nessa área.

Sua extensa discografia tem vários momentos brilhantes. Um dos pontos altos de sua produção é o álbum "Construção", de 1971, aclamado pela crítica como um dos seus melhores trabalhos. Mas podem ser incluídos ainda o disco de 1978 (com "Apesar de Você" e "Cálice") e de 1984 (com "Vai Passar" e "Pelas Tabelas").

Com a abertura democrática a partir de 1979, a obra de Chico Buarque deixou de ter aquele tom mais contestador para assumir um lado mais lírico, mas sempre com conteúdo relevante. Suas produções, ainda que tenham espaçado cada vez mais nas últimas décadas, sempre brindam o público ouvinte com pérolas musicais, sempre muito bem produzidas. Mas o que impressiona é que o tempo parece não passar para Chico Buarque. Até o tempo conspira a favor dele, pois sua obra continua relevante. Vida longa ao grande compositor.

"Quem Te Viu Quem Te Vê"

"Que Tal Um Samba?"

"Tanto Mar"

.: História viva: musical infantil "Operilda Cai no Choro" estreia no CCBB SP


Com muito humor e criatividade, Operilda (Andréa Bassit), sua amiga Vassorilda e o grupo musical Chorildos passeiam pelo Brasil colonial até chegar aos dias atuais, traçando um paralelo entre o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro e a invenção do chorinho. Foto: João Caldas Filho


O espetáculo musical infantil "Operilda Cai no Choro", concebido por Andréa Bassitt, tem pré-estreia no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo no dia 27 de junho, quinta, às 11h00. A temporada acontece até 28 de julho - sextas, sábados e domingos, às 11 horas, incluindo sessões extras nos sábados do mês de julho, às 16h30. Os ingressos são gratuitos e podem ser adquiridos pelo site bb.com.br/cultura ou na bilheteria do CCBB SP, a partir do dia 21 de junho.

Depois do sucesso de público e crítica da montagem "Operilda na Orquestra Amazônica" - Prêmio APCA de Melhor Musical Infantil e Prêmio FEMSA na Categoria Especial - a feiticeira Operilda entra em cena novamente, agora para contar a história da origem do chorinho. "Operilda Cai no Choro" tem direção geral de Regina Galdino e direção musical assinada por Chico Macedo.

Operilda (Andréa Bassitt) é uma jovem feiticeira de 225 anos. Apaixonada por música brasileira, ela precisa deixar o celular de lado e usar somente sua memória e imaginação para falar sobre o surgimento do choro, estilo musical que nasceu no Rio de Janeiro, no final do século XIX. Com muito humor e criatividade, Operilda, sua amiga Vassorilda e o grupo musical Chorildos passeiam pelo Brasil colonial até chegar aos dias atuais, traçando um paralelo entre o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro e a invenção do chorinho.

Nascido da mistura de ritmos europeus e africanos, o choro foi criado e popularizado por músicos geniais, personagens que entram nessa história junto com Operilda. São eles: Joaquim Callado, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Anacleto de Medeiros, Abel Ferreira, Pixinguinha, Zequinha de Abreu, Jacob do Bandolim e tantos chorões que tornaram esse estilo um Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

De maneira lúdica e divertida a história do chorinho é contada, cantada e tocada ao vivo. Os Chorildos, músicos que acompanham e interagem com Operilda nessa aventura pelo ritmo brasileiro, são: Chico Macedo (sax, flauta e clarineta), Deni Domenico (cavaquinho e bandolim), Helô Ferreira (violão de 7 cordas) e Nelson Essi (percussão). O cenário e o figurino, assinados por Fabio Namatame, trazem referências do enredo com resoluções lúdicas e encantatórias.

Ao longo do espetáculo, Operilda mostra peculiaridades, particularidades e curiosidades que passam pelo bandolim trazido pelos portugueses, pelos salões de baile com as polcas, pelos quintais com o lundu e as percussões africanas, e pelo ritmo acelerado do maxixe até chegar ao chorinho e seus chorões. No repertório estão músicas como “Tico-Tico no Fubá” (Zequinha de Abreu), “Flor Amorosa” (Joaquim Callado), “Corta Jaca” (Chiquinha Gonzaga), “Brejeiro” (Ernesto Nazareth) e “Carinhoso” (Pixinguinha e Braguinha), entre outros.

Passagens como a chegada da Família Real no Brasil e a história de “Brasileirinho”, composto quando o sobrinho de Waldir Azevedo lhe pediu para tocar uma música, mas no cavaquinho tinha uma corda só, prometem divertir e encantar a plateia. E assim, a bruxinha engraçada Operilda vai conquistando a simpatia das crianças e dos adultos, levando todo mundo a cair no choro.

Ao receber esse espetáculo, o Centro Cultural Banco do Brasil reafirma seu compromisso de ampliar a conexão dos brasileiros com a cultura, formando plateias, aproximando as crianças das artes e valorizando a produção teatral nacional.


Ficha técnica
Texto: Andréa Bassitt.
Elenco: Andréa Bassitt (Operilda), Chico Macedo (sax, flauta e clarineta), Deni Domenico (cavaquinho e bandolim), Helô Ferreira (violão de 7 cordas) e Nelton Essi (percussão).
Direção geral e iluminação: Regina Galdino.
Direção musical e arranjos: Chico Macedo.
Cenário e figurino: Fabio Namatame.
Fotos: João Caldas Filho.
Design gráfico: Alexandre Furtado.
Assistência de direção: Marcos Damigo.
Administração: Maurício Inafre.
Cinegrafia e edição de vídeo: Paulo Arizati.
Coordenação de produção: Andréa Bassitt.
Produção executiva: Regilson Feliciano.
Produção: Oasis Empreendimentos Artísticos.
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena.
Patrocínio: Banco do Brasil.
Realização: Ministério da Cultura e Centro Cultural Banco do Brasil.
 

Sinopse "Operilda Cai no Choro"
Operilda é uma jovem feiticeira de 225 anos, apaixonada por música brasileira, que precisa deixar o celular de lado e usar somente sua memória e imaginação para contar uma história sobre o surgimento do choro, estilo musical que nasceu no Rio de Janeiro no final do século XIX. Com humor e criatividade, Operilda, sua amiga Vassorilda e o grupo musical Chorildos passeiam pelo Brasil colonial até chegar aos dias atuais, traçando um paralelo entre o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro e do chorinho. Nascido da mistura de ritmos europeus e africanos, o choro foi criado e popularizado por músicos geniais que entram nessa história junto com Operilda.
 

Serviço
Espetáculo "Operilda Cai no Choro"
Pré-estreia: 27 de junho, quinta, às 11h
Temporada: 28 de junho a 28 de julho
Dias/Horário: Sextas, sábados e domingos, às 11h
Sessões extras aos sábados do mês de julho, às 16h30
Ingressos: gratuitos em bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB SP – Disponíveis a partir do dia 21 de junho.
Classificação: Livre (recomendado para crianças a partir de 5 anos).
Local: Teatro (120 lugares). Duração: 50 minutos. Gênero: Musical infantil.

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico. São Paulo/SP.
Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô.
Informações: (11) 4297-0600 | Funcionamento: todos os dias, das 9h às 20h, exceto às terças.

Acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida | Ar-condicionado | Cafeteria
Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228. Valor: R$ 14,00 (por até 6h). É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB. Traslado gratuito até o CCBB - ida e volta.

Transporte público: o CCBB fica a 5 minutos da estação São Bento do Metrô. Linhas de ônibus com embarque e desembarque nas Ruas Líbero Badaró e Boa Vista.
Táxi/Aplicativo: desembarque na Praça do Patriarca e siga a pé pela Rua da Quitanda até o CCBB (200 m).
Van: ida e volta gratuita, saindo da Rua da Consolação, 228. No trajeto de volta, há também uma parada no metrô República. Das 12h às 21h. (Excepcionalmente, em dias de sessão do Operilda, a van começará a funcionar às 10h)

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