domingo, 21 de abril de 2024

.: "Também Guardamos Pedras Aqui", com Luiza Romão, no Sesc Vila Mariana


Vencedora do Prêmio Jabuti nas categorias Poesia e Livro do Ano em 2022, a obra reconta a Guerra de Troia sob uma perspectiva feminista. Para adentrar no universo dos poemas, a peça, dirigida por Eugênio Lima, utiliza a linguagem do spoken word e coloca a própria autora em cena. Foto: Luiza Sigulem

Para Luiza Romão, a fundação da literatura e do teatro ocidental aconteceu a partir de um massacre. Isso porque as obras consideradas os grandes marcos desse processo, “Ilíada” e “Odisseia”, ambas de Homero, evocam a Guerra de Tróia sob uma ótica estritamente masculina. A atriz e poeta subverteu o clássico e publicou o livro de poemas “Também Guardamos Pedras Aqui” com o objetivo de amplificar narrativas e personagens femininas historicamente apagadas na história oficial . O trabalho ganhou os palcos e faz sua estreia no Sesc Vila Mariana entre os dias 26 de abril e 18 de maio de 2024, com sessões às sextas-feiras e sábados, às 20h00. Nos dias 11 e 18 de maio estão programadas apresentações extras, às 18h00. 

“Na minha visão, tudo o que é considerado saber e humano no Ocidente foi moldado a partir dessas narrativas violentas. E, num contexto de guerra, o corpo feminino também vira um campo de batalha. Assim, quando escolho recuperar essas figuras apagadas da historiografia oficial, como Cassandra, Ilíone, Ifigênia e Polixena, quero discutir os violentos estratagemas do patriarcado e diferentes formas de subjugação do sistema colonial”, comenta Luiza.

Publicado pela editora Nós em 2022, o livro foi uma sensação e venceu o Prêmio Jabuti nas categorias Poesia e Livro do Ano. Seu primeiro desdobramento, ainda no mesmo ano, foi uma vídeo-poesia que teve Menção Honrosa no International Videopoetry Festival (Grécia) e foi exibido no Weimar Poetry Film (Alemanha). Agora, a obra também se transformou em espetáculo – e sob a direção de Eugênio Lima. “Sentimos que o mais importante para a encenação era a palavra ser a grande força. Por isso, optamos pela linguagem do spoken word e utilizamos fotos e vídeos projetados. O foco é a performance de Luiza sobre os seus poemas, ao vivo”, conta. Garanta o seu exemplar de “Também Guardamos Pedras Aqui”, escrito por Luiza Romão, neste link.


Sobre a encenação
Sendo a palavra o centro da ação, Eugênio e Luiza usam-na de variadas formas: como som, como gesto, como ruído, como eco, como coro, como grafia, como pixo, como projeção, como pedra, como música, como sussurro e como testemunho. É uma maneira de a peça se manter fiel à proposta do livro, já que as poesias não seguem necessariamente um estilo tradicional. 

“Brinco muito com a linguagem no livro. Por isso, tem poema que é como uma canção de karaokê, tem poema que é uma mancha gráfica, como se fosse um documento censurado, tem poema em forma de manifesto, tem poema que é homenagem e tem até um escrito que é um acerto de contas”, revela Luiza. 

Na prática, para seguir toda essa diversidade narrativa, os poemas serão performados de inúmeras formas: falados direto no microfone, reproduzidos com efeitos de delay ou sobreposição, falados sem o auxílio de um amplificador de volume ou simplesmente escritos. Eles também podem aparecer em meio às projeções. A trilha sonora é operada ao vivo por Eugenio Lima para criar uma ambiência que remeta à Grécia Antiga, mas sem se descolar do momento presente da encenação.

Para as imagens projetadas, a atriz e escritora fez uma ampla pesquisa.  Viajou por vários países buscando ecos da violência tão celebrada nas narrativas sobre a Guerra de Tróia e fez algumas das fotos e vídeos presentes em “Também Guardamos Pedras Aqui”. Um dos espaços evocados durante o espetáculo, por exemplo, é Vallegrande, região no interior da Bolívia onde Che Guevara foi assassinado. Além disso, o espetáculo utiliza trechos de filmes e registros de ações urbanas na paisagem visual do trabalho. Quem assina a videografia é a VJ Vic Von Poser. 

O espetáculo foi convidado pelo Itamaraty para se apresentar na Feira do Livro de Bogotá, em abril, onde fará a pré-estreia. Além disso, Luiza viaja em maio para a Feira do Livro de Buenos Aires, onde fará apresentações em slams e participará de mesas de debate.


Sinopse do espetáculo
“Também Guardamos Pedras Aqui” é um espetáculo baseado no livro homônimo da poeta e atriz Luiza Romão, publicado pela editora Nós e vencedor do Prêmio Jabuti de Livro do Ano e Livro de Poesia em 2022. Com direção de Eugênio Lima, a encenação estrutura-se a partir da linguagem do spoken word (palavra falada) e do jogo entre a performance dos poemas ao vivo, imagens projetadas (fotografias, intervenções urbanas e vídeos de arquivo sobre o tema) e bases musicais gravadas (coro de vozes, samples e trilha original). 

A dramaturgia reconta a Guerra de Troia desde uma perspectiva feminista a fim de pensar a fundação da literatura e do teatro ocidental. Ao recuperar figuras apagadas da historiografia oficial (como Cassandra, Ilíone, Ifigênia, Polixena, entre tantas outras), o espetáculo discute os violentos estratagemas do patriarcado e diferentes formas de subjugação do sistema colonial. Compre o livro “Também Guardamos Pedras Aqui”, de Luiza Romão, neste link.


Ficha técnica
Espetáculo “Também Guardamos Pedras Aqui”
Atriz e spoken word: Luiza Romão
Direção e direção musical: Eugênio Lima
Produção executiva: Iramaia Gongora
Iluminação: Matheus Brant
Figurino: Claudia Schapira
Videografia e pesquisa imagética: Vic Von Poser
Cenário: Wanderley Wagner
Assistentes de produção: Julia Fávero e Isadora Fávero
Técnicos de som: João Souza e Clevinho Souza


Serviço
Espetáculo “Também Guardamos Pedras Aqui”
Datas: 26 e 27 de abril e 3, 4, 10, 11, 17 e 18 de maio, às sextas e sábados, às 20h00. Dias 11 e 18 de maio, sessão extra às 18h00.
Local: Auditório: 1º andar – Torre A do Sesc Vila Mariana
Endereço: R. Pelotas, 141 - Vila Mariana, São Paulo
Duração: 50 minutos
Faixa etária: 16 anos
Ingressos: disponíveis pelo aplicativo Credencial Sesc SP e pelo Portal Sesc SP e nas bilheterias do Sesc em todo o Estado – R$ 12,00 (credencial plena); R$ 20,00 (estudante, servidor de escola pública, idosos, aposentados e pessoas com deficiência) e R$ 40,00 (inteira).


Sesc Vila Mariana | Informações
Endereço: Rua Pelotas, 141, Vila Mariana - São Paulo
Central de Atendimento (Piso Superior – Torre A): terça a sexta, das 9h às 20h30; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h (obs.: atendimento mediante agendamento).
Bilheteria: terça a sexta, das 9h às 20h30; sábado, das 10h às 18h e das 20h às 21h; domingos e feriados, das 10h às 18h.
Estacionamento: R$ 8,00 a primeira hora + R$ 3,00 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 17 a primeira hora + R$ 4,00 a hora adicional (outros). 125 vagas.
Paraciclo: gratuito (obs.: é necessário a utilização travas de seguranças). 16 vagas
Informações: 11 5080-3000

.: Surpreendente, "Bruxas é o novo livro da autora mexicana Brenda Lozano


Lançado pela Companhia das letras, "Bruxas" é o novo romance da autora mexicana Brenda Lozano, uma das mais surpreendentes vozes da nova geração de escritoras latino-americanas. A escritora cria uma reflexão profunda acerca de tradições ancestrais, das pequenas subversões do dia a dia e, sobretudo, do poder arrebatador da linguagem. No livro, uma bruxa-curandeira de um povoado no interior, uma jovem jornalista da cidade grande e o encontro de dois mundos que se revelam perturbadoramente próximos.

Em "Bruxas", Feliciana, conhecida dentro e fora do México por seus feitos prodigiosos, é a primeira mulher em uma linhagem de curandeiros homens. Ricos, pobres, famosos, pessoas comuns — adoecidos de toda sorte peregrinam até o povoado de San Felipe, escondido em meio às montanhas, na esperança de se verem livres de suas enfermidades. No entanto, quando é informada do assassinato de sua mentora Paloma, repentinamente Feliciana perde seus poderes.

O caso chama a atenção de Zoé, jornalista que vive na metrópole mexicana. Interessada em compreender o assassinato de Paloma e, ao mesmo tempo, curiosa para conhecer Feliciana, Zoé decide entrevistá-la para o jornal onde trabalha. Se, na superfície, as realidades de Feliciana e Zoé não poderiam ser mais diferentes, o desenrolar de seus depoimentos revela um conjunto semelhante de medos, anseios, violências e afetos. Ao aproximar essas duas vozes tão singulares com sua prosa impecável, Brenda Lozano cria uma reflexão profunda acerca de tradições ancestrais, das pequenas subversões do dia a dia e, sobretudo, do poder arrebatador da linguagem. Compre o livro "Bruxas", de Brenda Lozano, neste link.


O que disseram sobre o livro
“Um romance sobre a pura magia da linguagem e o repetido fracasso do mundo em controlar o poder feminino.” — Catherine Lacey

“Brenda Lozano é uma escritora esplêndida, brilhante, divertida, sutilmente perversa, sempre comovente.” — Francisco Goldman

“Extremamente original, belamente escrito, hipnoticamente envolvente.” — Jon Lee Anderson


Sobre a autora
Brenda Lozano nasceu na Cidade do México, em 1981. É autora dos romances "Todo Nada" (2009), "Cuaderno Ideal" (2014) e "Soñar como Sueñan los Árboles" (2024) e do volume de contos "Cómo Piensan las Piedras" (2017). Em 2017, foi selecionada pelo Hay Festival para integrar o Bogotá39, projeto que elegeu os mais destacados autores com menos de quarenta anos da América Latina. Foi editora da revista literária Make, de Chicago, e fundou o selo Señal da editora Ugly Duckling Presse, de Nova Iorque. Garanta o seu exemplar de "Bruxas", escrito por Brenda Lozano, neste link.

.: "Um Prego no Espelho", o novo livro da autora cearense Tércia Montenegro


A Companhia das Letras lança "Um Prego no Espelho", livro da autora cearense Tércia Montenegro. No livro, Tércia reflete sobre os antepassados e o destino de Thalia, sua personagem principal. Uma mulher que leva uma vida normal até que tem sua trajetória abalada quando pensa ver, em uma ação rotineira, o rosto de seu irmão falecido. Ao se lançar no abismo da genealogia de uma família, a autora reflete sobre os enlaces que a constituem, e como um prego no espelho — algo que se fixa numa superfície volátil — tenta capturar uma imagem que parece sempre escapar aos personagens deste livro.

Da premiada autora de "Turismo para Cegos""Em Plena Luz", o novo romance da autora questiona até que ponto a vida de alguém não é uma repetição disfarçada do destino de seus antepassados? Na superfície, Thalia é uma mulher feliz e bem-sucedida. Incansável, divide seu tempo entre dar aulas de literatura em colégios particulares e atuar nas peças de uma companhia de teatro. A trajetória da personagem é abalada quando, durante a encenação de uma peça, ela pensa ver, debaixo das luzes do palco, o rosto do irmão falecido. 

A visão traz à tona uma série de traumas reprimidos e serve de ponto de partida para uma viagem pela história de seus pais e avós. "Um Prego no Espelho" é um romance singular, impactante e altamente literário, em que a memória se apresenta como um centro gravitacional incontornável, que insiste a todo momento em arrastar pais e filhos de volta ao mesmo conjunto de medos, mistérios e frustrações. Compre o livro "Um Prego no Espelho", de Tércia Montenegro, neste link.

Sobre a autora
Tércia Montenegro
 nasceu em 1976, em Fortaleza. É fotógrafa e professora da Universidade Federal do Ceará. Publicou diversos livros de contos e crônicas, além de obras voltadas para o público infantil e juvenil. Seus textos já integraram antologias nacionais e estrangeiras. É autora de "Em Plena Luz" (2019), e seu primeiro romance, "Turismo para Cegos", recebeu o prêmio Machado de Assis, da Biblioteca Nacional, de melhor romance brasileiro de 2015. Ambos foram publicados pela Companhia das Letras. Garanta o seu exemplar de "Um Prego no Espelho", escrito por Tércia Montenegro, neste link.

.: Animação “Divertida Mente 2’’ chega aos cinemas brasileiros em 20 de junho


A continuação da amada animação apresentará novas emoções que prometem dominar a mente da, agora, adolescente Riley.

A Disney acaba de divulgar novo pôster de “Divertida Mente 2”, continuação da animação de mesmo nome lançado em 2015, que se tornou um grande sucesso entre o público de diferentes idades. Dirigido por Kelsey Mann, com produção de Mark Nielsen, o filme estreia na rede Cineflix Cinemas em 20 de junho de 2024.

O novo filme retorna à mente da adolescente Riley durante o momento em que a sede de seus sentimentos (sua mente) está passando por uma demolição repentina para dar lugar a algo totalmente inesperado: novas emoções! Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Nojinho, que há muito tempo administram uma operação bem-sucedida em todos os sentidos, até Ansiedade, Inveja, Vergonha e Tédio aparecerem para dominar a mente da menina.

Assista na Cineflix
Filmes de sucesso como "Guerra Civil" são exibidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.


“Divertida Mente 2” - Trailer dublado

“Divertida Mente 2” - Trailer legendado


.: Universal Music lança reedição em vinil do álbum "Vida", de Chico Buarque


Disco é o primeiro de uma série composta por quatro álbuns, que serão lançados em vinil ao longo deste ano.


A Universal Music lança reedição em vinil do álbum “Vida” (1980), do cantor e compositor Chico Buarque, o primeiro de uma série que reúne quatro icônicos álbuns, que serão apresentados ao longo deste ano. Saiba mais aqui: https://www.umusicstore.com/chico-buarque .

Além de “Vida”, que ganha agora uma versão em vinil verde translúcido, também os discos “Meus Caros Amigos” (1976), “Chico Buarque” (1978) e “Chico Buarque de Hollanda N.º4” (1970) também ganharão versões em vinil. Esses antológicos discos serão disponibilizados na UMusic Store, plataforma de e-commerce da Universal Music.

Recheado de clássicos, “Vida” traz um artista em fase exuberante, inspirado em letra, música e canto. Aos 36 anos, mesmo ao gravar músicas que já tinham feito sucesso em registros marcantes, como “Bastidores” (que reaqueceu a carreira de Cauby Peixoto) e “Morena de Angola” (estourada por Clara Nunes), Chico Buarque mostra-se excelente intérprete da própria obra.

Lançado em dezembro de 1980, quando, entre bombas e atentados, o Brasil ensaiava sua redemocratização, o disco traz um autor menos visado pela censura. No irresistível samba de gafieira “Deixa a Menina”, ele se diverte, encaixando uma resposta feminista ao clássico sincopado “Sem Compromisso”, de Geraldo Pereira: “Por trás de um homem triste, há sempre uma mulher feliz/ E atrás dessa mulher, mil homens, sempre tão gentis”.

A faixa-título, de acento cubano, foi composta para a peça “Geni”, de Marilena Ansaldi, e revela uma personagem que, perto da morte, faz um balanço doce-amargo, mas se agarra ao amor pela vida. “Luz, quero luz”, canta Chico, parafraseando as famosas últimas palavras de Göethe (“luz, mais luz”), em meio à orquestração sublime de Francis Hime.

“Vida” consolida o período áureo da sinergia com o parceiro Francis. É ele quem assina os magistrais arranjos em dez das doze canções, expandindo a delicadeza de joias antológicas como “Mar e Lua” e “Qualquer Canção”, e conferindo a grandiosidade adequada a “Fantasia”.

Na obra-prima “Eu te Amo”, escrita com Tom Jobim para o filme homônimo de Arnaldo Jabor, o arranjo e o piano são do próprio Tom. Tal qual o paletó que enlaça o vestido da amante nos versos lapidares de Chico, música e letra valsam abraçadas — e a voz ímpar da mineira Telma Costa, um cometa que a MPB perdeu em 1989, aos 35 anos, torna tudo mais perfeito.

Outra faixa clássica é “Bye Bye, Brasil”, feita em parceria com Roberto Menescal para o filme homônimo de Cacá Diegues. É uma versão abolerada, diferente da gravação funky lançada em single em 1979, com arranjo classudo de Menescal. Na letra, com humor pop, Chico destrincha o Brasil profundo em transformação na década que terminava. Tesouro da memória afetiva de diversas gerações de fãs de MPB, “Vida” ganha agora reedição em vinil da Universal Music.

“O valor artístico e histórico da obra de Chico Buarque é gigantesco e deve ser multiplicado e perpetuado nas mais variadas plataformas, para todas as gerações. A reedição  desses quatro álbuns em vinil certamente alcançará novos, mas também os eternos fãs de Chico, em qualquer tempo”, afirma Paulo Lima, presidente da Universal Music Brasil. Ouça os sucessos de Chico Buarque na playlist Clássicos da MPB, do UMusicPlay, aqui: https://umusicplay.lnk.to/ClassicosDaMPB

Tracklist de “Vida”, de Chico Buarque:
 

Lado A
1. “Vida”
2. “Mar e Lua”
3. “Deixe a Menina”
4. “Já Passou”
5. “Bastidores”
6. “Qualquer Canção”
7. “Fantasia”

Lado B
1. “Eu Te Amo”
2. “De Todas as Maneiras”
3. “Morena de Angola”
4. “Bye Bye, Brasil”
5. “Não Sonho Mais”

.: Entrevista: Eduardo Moscovis fala sobre a novela "Alma Gêmea"


Na imagem, Serena (Priscila Fantin) e Rafael (Eduardo Moscovis). Foto: Globo/João Cotta

Nos próximos dias, o público vai voltar a viajar pelos anos 20 e 40, com o casal Serena (Priscila Fantin) e Rafael (Eduardo Moscovis), em "Alma Gêmea" no "Vale a Pena Ver de Novo". A  partir do dia 29 de abril, a trama, criada e escrita por Walcyr Carrasco, com a direção artística de Jorge Fernando, volta ao ar dividida em duas fases, com início na década de 1920, e ambientada, na sequência, nos anos 1940. Na história, Rafael tem a chance de recomeçar, após ter sua vida marcada por uma tragédia. O botânico, que cria rosas, se apaixona por Luna (Liliana Castro), uma jovem bailarina doce e delicada. É amor à primeira vista. Logo, eles têm um filho, mas um assalto armado pela governanta da casa, a amargurada Cristina (Flávia Alessandra), provoca a morte da jovem. 

Vinte anos depois, o botânico é surpreendido pela chegada da empregada Serena (Priscila Fantin), que desperta sua atenção. Um sinal de nascença no mesmo lugar onde Luna levou um tiro, e outras semelhanças com a amada que se foi, o fazem acreditar novamente no amor. Para o autor da obra, Walcyr Carrasco, ver a novela ser exibida pela segunda vez no "Vale a Pena Ver De Novo" é uma alegria imensa. “Não tenho palavras pra expressar o que significa ver ‘Alma Gêmea’ de novo. Poder rever Serena e todos aqueles personagens e poder sentir a mesma emoção de quando eu escrevi a trama”, relata o autor. 

A novela conta ainda com Alexandre Barillari, Ana Lucia Torre, Ângelo Antônio, Drica Moraes, Elizabeth Savala, Emiliano Queiroz, Emilio Orciollo Netto, Erik Marmo, Ernesto Piccolo, Fernanda Machado, Fernanda Souza, Fúlvio Stefanini, Kayky Brito, Luigi Baricelli, Malvino Salvador, Marcelo Faria, Mariah da Penha, Rita Guedes, entre outros, no elenco. Criada e escrita por Walcyr Carrasco, com a colaboração de Thelma Guedes, direção deFred Mayrink e Pedro Vasconcelos, direção-geral e direção artística deJorge Fernando, a trama estreou em 2005, foi reexibida em 2009 na TV Globo, também no "Vale a Pena Ver de Novo", e no Viva, em 2022. Confira a entrevista abaixo com o ator Eduardo Moscovis.

Como construiu o Rafael de "Alma Gêmea", que fez tanto sucesso na sua carreira?
Eduardo Moscovis - Rafael é um herói clássico, um mocinho romântico clássico, potencializado por ser uma novela de época, o que ajuda bastante nesse romantismo. Ele é um cara muito ético, íntegro e perde o seu amor muito jovem. Passa uma grande fase da vida enlutado, com a casa fechada, deixa a barba crescer, não se relaciona com ninguém. É amargurado, triste, um personagem clássico e lindo que ainda cria rosas. Ele cria uma rosa branca, que simboliza o amor dele, esse amor eterno pela Luna.
 

Qual foi a cena mais difícil de gravar durante "Alma Gêmea"? E a mais divertida?
Eduardo Moscovis - A cena mais difícil foi a sequência final, próxima à morte do Rafael, do incêndio. É uma sequência mais delicada porque também tinha muita emoção. As cenas na pensão eram sempre muito gostosas de fazer, as com Ana Lucia Torre e Flávia Alessandra também, porque era uma mãe e uma filha, e elas eram as vilãs. Nos divertíamos quando a gente ensaiava com as maldades e as estratégias delas.

Quais foram os momentos mais difíceis de Rafael na trama?
Eduardo Moscovis - O Rafael passa muito tempo na novela nessa dúvida em relação a Serena. Tinham sequências longas e difíceis, em que ele ficava com muita dúvida, ficava angustiado. 


A novela fez muito sucesso. Como era a repercussão da personagem? Quais as principais lembranças que guarda desse trabalho e da rotina de gravação?
Eduardo Moscovis - Lembro muito do Jorginho, do Jorge Fernando, querido. Jorginho tinha um ritmo e um astral muito peculiar, muito dele. Ele imprimia um humor nas gravações, mas acho que o que mais me marcou foi a forma como fui convidado pelo Walcyr Carrasco. Eu estava gravando "Senhora do Destino", uma novela das nove, e estava viajando em turnê com um espetáculo que eu produzia, que era o "Tartufo". Eu gravava a novela no meio de semana até sexta-feira, e viajava os finais de semana em turnês pelo Brasil. O ritmo de trabalho estava muito puxado. Um dia saímos do estúdio encontrei o Walcyr sentado numa das cadeiras da sala de maquiagem. E Walcyr falou: “quero falar com você”. Aí me deu um nervoso. Eu pensei naquele volume de trabalho que eu estava e pedi cinco minutos. Ele já tinha o anel pronto e me contou rapidamente a sinopse. Tive menos de um mês entre o final da "Senhora do Destino" e o começo da gravação de "Alma Gêmea".
 

Como foi a parceria com o elenco?
Eduardo Moscovis - Foi ótima. Ela sempre muito querida, atenta, envolvida no trabalho, é parceira de jogo de cena. Foi muito bom trabalhar com a Priscila, como foi bom também trabalhar com a Flávia. Tínhamos um elenco muito potente, bom de contracenar. Com Liliana Castro também foi muito legal de trabalhar, ainda fiz um espetáculo com ela também. Ela fez um personagem muito difícil, muito delicado. Foi muito bom fazer.

Gosta de rever trabalhos antigos? De que forma mexem com você
Eduardo Moscovis - Eu não fico revisitando os trabalhos antigos. Eventualmente acontece, principalmente novela, que reprisa agora no "Vale a Pena Ver de Novo". "Alma Gêmea" certamente vou assistir bastante coisa, até porque gravo "No Rancho Fundo", e a novela vai passar enquanto espero para gravar ou estudo. Não mexe muito porque é um contexto, um momento, uma fase. Faz parte da vida. Às vezes remete para aquele momento pessoal que eu passei. 
 

Você estará no ar em "No Rancho Fundo" e em "Alma Gêmea". Já teve essa experiência? Qual a expectativa para as duas estreias?
Eduardo Moscovis - Esse tipo de situação não lembro de ter passado. "Alma Gêmea" tem quase 20 anos e é uma novela completamente diferente de "No Rancho Fundo". É uma novela de época, personagens diferentes um do outro. Não sei exatamente o que esperar, mas vai ser uma experiência que eu vou ter que passar, mas vai ser bom ver meus trabalhos, muito legais, cada um no seu lugar, na sua existência.

sábado, 20 de abril de 2024

.: "Jenipapo Western", de Tito Leite, é um autêntico bangue-bangue nordestino


O poder, a opressão e a revanche compõem um cenário de violência e inconformismo no romance "Jenipapo Western", de Tito Leite. O livro é um autêntico bangue-bangue nordestino. Nele, os irmãos gêmeos Ivanildo e Sandro vivem em Jenipapo, cidadezinha árida do sertão nordestino. Trabalham, como quase todos ali, na lavoura de algodão. E também como quase todos, são explorados pelos figurões locais, em especial Roberto, o usineiro que detém o poder ao longo de todo o processo de produção e comercialização da matéria-prima. A capa é de Giovanna Cianelli. 

Os agricultores plantam, colhem e se submetem aos compradores, que estão sempre secundados por jagunços. Não há banco na cidade, e o pagamento vem com o rendimento das safras futuras. A sensação geral é de exploração pura e simples. Gerações inteiras parecem não sair do lugar. A modorra é econômica, social e emocional. Diante desse quadro, poucos — devido ao medo de violentas represálias — se articulam contra essa injustiça secular. Um dos raros a fazê-lo é Ivanildo, o “sonhador”, que não se conforma com a vida que ele e sua família levam, não admite ser comandado por pessoas brutais e sente-se cada vez mais impelido a falar sobre os desmandos e injustiças em Jenipapo. Claro que isso desagrada aos chefões. E num atentado planejado contra ele, acabam ceifando a vida de Sandro, o irmão gêmeo que sempre foi alguém conformado com a vida besta (e a iniquidade sem fim) do lugar.

A partir daí o leitor de Jenipapo western é engolfado numa espiral de violência e vingança — um acerto de contas familiar, mas também uma revanche sangrenta contra séculos de aviltamento. Com realismo seco mesclado a um tom lírico, repleto de cenas de ação e um olhar crítico sobre as desigualdades ainda muito presentes na sociedade brasileira, o livro de Tito Leite investiga a violência que perpassa a vida das pessoas comuns. Um autêntico bangue-bangue nordestino (que parece evocar tanto Sergio Leone quanto Graciliano Ramos), em que todos podem se tornar vilões ou heróis de uma hora para outra. Compre o livro "Jenipapo Western", de Tito Leite, neste link.


Sobre o autor
Tito Leitenasceu em Aurora, no Ceará, em 1980. É mestre em filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Poeta e ficcionista, é autor dos livros de poemas "Digitais do Caos", "Aurora de Cedro" e "A Palavra em Seu Deserto". Estreou na prosa em 2022 com o elogiado romance "Dilúvio das Almas", publicado pela Todavia. Garanta o seu exemplar de "Jenipapo Western", escrito por Tito Leite, neste link.

.: Entrevista: Rodrigo Simas, fora de "Renascer", volta a ser Hamlet no teatro


Sucesso com o  Venâncio de "Renascer", Rodrigo Simas comenta encerramento do ciclo na novela e volta para o teatro paulistano em nova temporada de "Prazer, Hamlet". Foto: Ronaldo Gutierrez

A morte de José Venâncio acontece nos próximos capítulos e Rodrigo Simas já se prepara para voltar ao teatro. Em maio, em São Paulo, ele reestreia o monólogo "Prazer, Hamlet". Dirigido por Ciro Barcelos, o ator se desnuda em seu primeiro monólogo que teve ingressos esgotados na primeira temporada no Rio de Janeiro e em São Paulo. Se no teatro ele entrega tanto, na novela "Renascer", em que ele se despede, a rivalidade entre os Inocêncio e a família Coutinho atravessa gerações e desta vez fará mais uma vítima em "Renascer".

No capítulo previsto para ir ao ar na segunda, 22, Egídio (Vladmir Brichta) arma uma tocaia na estrada para se vingar de José Inocêncio (Marcos Palmeira) mesmo que o alvo seja um dos filhos do fazendeiro. A caminho da fazenda, João Pedro (Juan Paiva) dirige a caminhonete com o irmão, José Venâncio (Rodrigo Simas), no banco do carona. Depois que Buba (Gabriela Medeiros) dá um ultimato e põe o namorado para fora de casa, Venâncio repensa toda a situação e viaja para Ilhéus disposto a contar toda a verdade para "painho".

Mas um tiro certeiro de Egídio acaba com os planos. Aguardando à espreita, o coronel acerta não somente o carro, que faz João Pedro perder o controle e quase cair na ribanceira, como José Venâncio. José Inocêncio parece pressentir a tragédia e sai a galope em direção à estrada, mas só encontra o carro abandonado e conclui que algo grave aconteceu.

Ferido e perdendo muito sangue, Venâncio é acudido por João Pedro, que carrega o irmão, e consegue chegar à casa de Morena (Ana Cecília Costa) gritando por socorro. Delirando, Venâncio ainda chama por Maria Santa (Duda Santos), mas não resiste ao ferimento e morre antes da chegada de José Augusto (Renan Monteiro) ao local. Todos ficam chocados e incrédulos. Especialmente João Pedro, que se sente culpado pela morte do irmão e jura vingança.

"Renascer" é uma novela escrita por Bruno Luperi baseada na obra de Benedito Ruy Barbosa. A direção artística é de Gustavo Fernández, direção geral de Pedro Peregrino e direção de Walter Carvalho, Alexandre Macedo, Ricardo França e Mariana Betti. A produção é de Betina Paulon e Bruna Ferreira e a direção de gênero de José Luiz Villamarim. A seguir, Rodrigo Simas fala sobre o trabalho em "Renascer".


Você se despede de "Renascer" nos próximos capítulos. Que análise você faz sobre a trajetória do José Venâncio na história?
Rodrigo Simas - José Venâncio estava vivendo crises. Sempre tentando acertar e curar alguns traumas, mas dificilmente conseguia. Ele teve uma trajetória de encontros e desencontros terminando a vida numa tocaia sem nem saber de onde surgiu, mas sendo a consequência por ser um Inocêncio.
 

O que mais te chamou a atenção no Venâncio?
Rodrigo Simas - O que mais me chamou a atenção no personagem foi observar como ele deixou de viver suas verdades e repetir padrões para agradar o próprio pai. Uma prisão dentro da própria cabeça.

De que forma as relações sociais com o pai, Buba, Teca e Eliana influenciaram a pessoa que ele se tornou?
Rodrigo Simas - Cada relação influencia de uma maneira diferente da outra. Mas todas são relações de convivências. Talvez o fato dele querer a aprovação dessas pessoas o fazia ter dificuldade de acertar nas escolhas.                 

Como foi gravar a sequência da morte de José Venâncio ao lado de Juan Paiva?
Rodrigo Simas - O Juan é uma pessoa admirável e um dos melhores atores da geração. Foi uma sequência difícil e trabalhosa. Não fizemos as cenas em ordem cronológica, viajamos para gravar na serra do Rio de Janeiro, mas conseguimos nos divertir.

E sobre a experiência de gravar dentro de um caixão durante o velório. Como foi?
Rodrigo Simas - Já havia morrido em cena uma vez, mas nunca tinha gravado dentro de um caixão. Sempre me perguntam se fiquei com aflição ou tive algum desconforto, mas não. Fiquei zero agoniado e tenso, pelo contrário. Estava confortável e ainda fecharam o caixão por alguns segundos. Em alguns momentos tinha vontade de rir durante os ensaios.
 

Você destacaria alguma cena mais marcante ao longo desses últimos meses?
Rodrigo Simas - Começando por essa cena inédita com Mainha (Duda Santos), que será a última cena de José Venâncio na história e que foi bem especial fazer. Mas destaco ainda as cenas do início da trama com a Buba (Gabriela Medeiros) e outras com a Eliana (Sophie Charlotte) também.


Quais são seus projetos após a novela?
Com o término da novela vou fazer Teatro. Dia 3 de maio já reestreia o meu monólogo: “Prazer, Hamlet” em São Paulo.

.: Taylor Swift lança álbuns “The Tortured Poets Departament” e se expõe mais


O tão aguardado 11º álbum de estúdio de Taylor Swift, “The Tortured Poets Departament”, chegou às plataformas de streaming na 1h00 da manhã (horário de Brasília) da última sexta-feira, dia 19 de abril, com 16 faixas. Para a produção do novo projeto, Taylor conta com seus parceiros habituais, Aaron Dessner e Jack Antonoff, além da participação e uma composição com Florence Welch, vocalista do grupo Florence + The Machine. 

Ouça e baixe aqui: https://taylor.lnk.to/thetorturedpoetsdepartment. Duas horas depois, a cantora apresentou uma versão surpresa do disco, com outras 15 faixas também inéditas. Ouça e baixe aqui: https://taylor.lnk.to/TTPD-theanthology. O novo single da cantora, “Fortnight”, uma composição conjunta de Taylor com Post Malone, está no Top 3 dos vídeos de áudio de música mais vistos do YouTube, ultrapassando 2.3 milhões de views. 

A página de contagem regressiva para o novo álbum de Taylor, quebrou o recorde de pre-saves no Spotify, sendo o álbum mais aguardado pelos usuários da plataforma. Versões físicas do álbum estão disponíveis para venda na UMusic Store, em versões em CD e vinil. As edições limitadas contam com capas colecionáveis e um livreto com as letras da músicas. Saiba mais aqui: https://www.umusicstore.com/Taylor-Swift.

A cantora divulgou o lançamento de seu novo trabalho durante a cerimônia do Grammy®, em fevereiro deste ano. Em suas redes sociais, a cantora definiu seu novo trabalho como "uma antologia de novas criações que capturam acontecimentos, opiniões e sentimentos de um momento tanto emocionante quanto melancólico". “The Tortured Poets Departament” chega 18 meses depois do aclamado álbum “Midnights”, de 2022.


Taylor Swift - “Fortnight” (feat. Post Malone) 



.: Entrevista: Priscila Fantin fala sobre a novela "Alma Gêmea", que estreia dia 29

 

Na imagem, a protagonista da novela com Elizabeth Savalla, em outro grande momento da carreira. Foto: Globo/João Miguel Júnior

Nos próximos dias, o público vai voltar a viajar pelos anos 20 e 40, com o casal Serena (Priscila Fantin) e Rafael (Eduardo Moscovis), em "Alma Gêmea" no "Vale a Pena Ver de Novo". A  partir do dia 29 de abril, a trama, criada e escrita por Walcyr Carrasco, com a direção artística de Jorge Fernando, volta ao ar dividida em duas fases, com início na década de 1920, e ambientada, na sequência, nos anos 1940. Na história, Rafael tem a chance de recomeçar, após ter sua vida marcada por uma tragédia. O botânico, que cria rosas, se apaixona por Luna (Liliana Castro), uma jovem bailarina doce e delicada. É amor à primeira vista. Logo, eles têm um filho, mas um assalto armado pela governanta da casa, a amargurada Cristina (Flávia Alessandra), provoca a morte da jovem. 

Vinte anos depois, o botânico é surpreendido pela chegada da empregada Serena (Priscila Fantin), que desperta sua atenção. Um sinal de nascença no mesmo lugar onde Luna levou um tiro, e outras semelhanças com a amada que se foi, o fazem acreditar novamente no amor. Para o autor da obra, Walcyr Carrasco, ver a novela ser exibida pela segunda vez no "Vale a Pena Ver De Novo" é uma alegria imensa. “Não tenho palavras pra expressar o que significa ver ‘Alma Gêmea’ de novo. Poder rever Serena e todos aqueles personagens e poder sentir a mesma emoção de quando eu escrevi a trama”, relata o autor. 

A novela conta ainda com Alexandre Barillari, Ana Lucia Torre, Ângelo Antônio, Drica Moraes, Elizabeth Savala, Emiliano Queiroz, Emilio Orciollo Netto, Erik Marmo, Ernesto Piccolo, Fernanda Machado, Fernanda Souza, Fúlvio Stefanini, Kayky Brito, Luigi Baricelli, Malvino Salvador, Marcelo Faria, Mariah da Penha, Rita Guedes, entre outros, no elenco. Criada e escrita por Walcyr Carrasco, com a colaboração de Thelma Guedes, direção deFred Mayrink e Pedro Vasconcelos, direção-geral e direção artística deJorge Fernando, a trama estreou em 2005, foi reexibida em 2009 na TV Globo, também no "Vale a Pena Ver de Novo", e no Viva, em 2022. Confira a entrevista abaixo com a atriz Priscila Fantin.

A novela fez muito sucesso. Como era a repercussão da personagem?
Priscila Fantin - 
A repercussão da personagem foi gigantesca, assim como a da novela. Passava no horário das seis e alcançou bons índices na audiência. Até hoje muita gente me chama de Serena. Foi uma personagem muito querida e que as pessoas têm muito carinho.
 

Qual foi a cena mais difícil de gravar durante "Alma Gêmea"? E a mais divertida?
Priscila Fantin - 
A mais difícil foi dentro da gruta azul, porque o acesso é muito restrito. É um lugar de conservação, não era um set fácil de transitar, não dava para colocar tripé nas rochas, luzes, câmeras, era uma equipe muito reduzida, a gente ficava lá muitas horas, até para ir ao banheiro era uma operação diferenciada, é um lugar muito preservado, conservado e com muitas regras para que ele continue sendo o que ele é, um santuário. É muito lindo. Um lugar de estudos e pesquisas.
 

Quais foram os momentos mais difíceis de Serena na trama?
Priscila Fantin - 
Eu acho que o momento difícil da Serena foi quando ela ficou presa, mais para o fim da novela, quando a Cristina (Flávia Alessandra) a sequestra. Ali foi difícil.
 

Como construiu a Serena de "Alma Gêmea", que fez tanto sucesso na sua carreira?
Priscila Fantin - 
Estudei toda a história da cultura e etnia que são os Kadiwéu e tive a oportunidade de visitar uma tribo Kadiwéu, onde Giovani foi batizado. Tive essa proximidade e vivência, e ainda o apoio de um antropólogo estudioso de cultura indígena, Giovani José da Silva.
 

Quais as principais lembranças que guarda desse trabalho e da rotina de gravação?
Priscila Fantin - Eu tinha muito prazer em gravar cenas de ação. Teve uma perseguição em uma fazenda que eu subia no telhado, cenas de nado que não podia mexer muito para não subir a areia e turvar a imagem, as cenas com os animais, arara, cobra, jacaré. Fomos em uma fazenda de jacarés. Eu gosto muito das cenas de ação, encontrava muito prazer em fazê-las.

sexta-feira, 19 de abril de 2024

.: "Guerra Civil" realiza possibilidades assombrosas colocando armas como lei

 

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em abril de 2024


A realidade nua e crua de armas apontadas para matar civis, inclusive num povoado em que os habitantes chegam a aparentemente viver numa realidade totalmente paralela. Eis "Guerra Civil", o longa da Diamond Films e A24, protagonizado por Kirsten Dunst ("Entrevista com Vampiro", "O Sorriso de Monalisa") e Wagner Moura ("Tropa de Elite", "Praia do Futuro") em que o olhar jornalístico, isento, tenta contar uma história de enfrentamentos -e muitas mortes- entre o próprio povo americano que tanto ama o vermelho, branco e azul da bandeira dos Estados Unidos.

Após o presidente dos E.U.A. iniciar a trama ensaiando um discurso falso, uma sequência de cenas pavorosas quando a reivindicação de um povo é respondida com tamanho destempero dos que acreditam ter o poder de ditar a lei ali. Assim, enquanto a fotojornalista Lee (Kirsten Dunst) e o jornalista Joel (Wagner Moura) registram o caos urbano daqueles que estão, inclusive, sem água e ficam na mira de militares, entra para a trama a novata Jessie (Cailee Spaeny, "Priscilla"). Admiradora declarada de Lee, leva nas mãos a máquina fotográfica do pai que vive num lugar afastado como se aquela guerra não estivesse acontecendo.

Num hall de hotel, três jornalistas trocam provocações veladas: Lee, Joel e Sammy (Stephen Henderson). Afinal, o objetivo é o de cobrir os fatos com exclusividade. No dia de partida rumo a D.C. (Distrito de Colúmbia) para uma entrevista com o presidente, a dupla Lee e Joel, ganham a companhia de Sammy e Jessie, quem se mostra disposta a aprender a não se abalar diante das atrocidades que presencia.

No percurso, muitas mortes e ameaças tornam o longa dirigido por Alex Garland tenso até o fim de 1h49 de duração. Em "Guerra Civil" não há foco na motivação dos embates sangrentos entre os americanos de extremos diferentes, o que importa é o fazer jornalismo, retratando com isenção tudo o que presencia para que quem assista, com total liberdade, possa interpretar os fatos e tome -ou não- um lado para defender. 

A produção é simplesmente maravilhosa, não somente por ser nitidamente aberta a diversas interpretações, mas por ter a coragem de retratar a selvageria humana quando se tem uma arma carregada de balas em mãos. "Guerra Civil" tem o brilhantismo de Wagner Moura numa dobradinha incrível com a também talentosa Kristen Dunst. O resultado é um filmaço. Imperdível! 

Em parceria com o Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link. Compre seus ingressos no Cineflix Cinemas Santos aqui: vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm 



"Guerra Civil" ("Civil War"). Ingressos on-line neste linkGênero: drama bélico, açãoClassificação: 14 anos. Duração: 1h49. Ano: 2023. Idioma original: inglês. Distribuidora: A24, Diamond Films. Direção: Alex Garland. Roteiro: Alex Garland. Elenco: Kirsten Dunst, Wagner Moura, Cailee Spaeny, Stephen McKinley Henderson, Sonoya Mizuno, Nick OffermanSinopse: Num futuro próximo, uma equipe de jornalistas viaja pelos Estados Unidos durante uma guerra civil em rápida escalada que envolveu toda a nação.


Trailer de "Guerra Civil"

.: Dori Caymmi – 80 anos com Prosa e Papo, por Luiz Otero

Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.


Não são muito músicos que chegam aos 80 anos ainda em plena forma, produzindo novas canções com a maestria de sempre. Dori Caymmi com certeza está inserido nesse seleto grupo, com seu mais recente lançamento, o álbum Prosa e Papo, que contou com participações de vários convidados especiais.

Das 11 canções do álbum, oito são inéditas: além do poeta e compositor Paulo César Pinheiro, Roberto Didio divide com Dori a autoria de duas canções.

Todas as músicas do disco são letras que Dori musicou de forma brilhante. O MPB4 surge na música título e também em “Um Carioca Vive Morrendo de Amor”, da safra recente de parcerias com Paulo César Pinheiro. A canção exalta o sentimento do cidadão carioca, amenizando um pouco as notícias que chocam os leitores de jornais e noticiários sobre o Rio de Janeiro. Nesta faixa participam ainda Joyce Moreno e Zé Renato (do Boca Livre).

Foto: Nana Moraes

Falando em Joyce Moreno, a cantora e compositora brilha ainda em “Evoé, Nação!”, faixa na qual divide os vocais com Mônica Salmaso. Duas vozes femininas que sempre abrilhantam as canções que ambas interpretam. Joyce e Mônica aliás já haviam participado juntas de um disco lançado em 2015, com textos de Mario Lago musicados por Dori.

O cantor Renato Braz dá voz a “Canto para Mercedes Sosa”, uma bela homenagem a cantora que foi uma das maiores intérpretes da América Latina. E o mais jovem dos convidados é o cantor e compositor João Cavalcanti, na bem humorada “Chato”. A gravação de “Canção Partida” conta com as participações de Ana Rabello no cavaquinho e Julião Pinheiro no violão 7 cordas.

O disco traz lembranças do pai de Dori, Dorival Caymmi, ao utilizar expressões que o velho mestre da MPB usava nas conversas. A sua voz grave e suave segue impecável, assim como o som inconfundível de seu violão. Prosa e Papo é um daqueles lançamentos para ser apreciado por todos que curtem uma MPB de qualidade.


Um carioca vive morrendo de amor


Prosa e Papo


Evoé Nação



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