quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

.: Crítica: "Tralala", musical francês de belíssima fotografia e trama inusitada


Por: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em dezembro de 2021


"Tralala", a comédia musical francesa que evidencia a era pandêmica da atualidade, tem como foco um cantor de rua, que aos 40 anos, vive numa situação precária. Certo dia, o trovador que dá nome ao longa pelo apelido, conhece uma linda moça e, por sua vez, interpreta que esteve diante de uma aparição, no caso, de Nossa Senhora de Lourdes -considerando a cor das roupas dela e por ter deixado uma mensagem. 


O encantamento de Tralala (Mathieu Amalric) é instantâneo e cada vez mais fica intrigado com a mensagem deixada por ela: "Acima de tudo, não seja você mesmo". Assim, ele embarca na busca pela jovem sagrada, mesmo implicando na saída dele da grande Paris. 

Entretanto, a cereja do bolo acontece justamente fora do reduto de Tralalá, ele perde o seu instrumento musical -por pura maldade alheia-, mas acaba topando com uma senhora emocionada por revê-lo. Na verdade, ela acredita que Tralala é seu filho Pat, desaparecido há 20 anos, nos Estados Unidos. Sem ter eira e nem beira, ele assume o papel do desconhecido e ainda ganha uma nova e afetuosa família.


Enquanto encontra a vocação que não sabia ter, os amores do passado de Pat fazem a trama ficar ainda mais agitada. A produção dos diretores Jean-Marie Larrieu e Arnaud Larrieu está longe dos habituais musicais que volta e meia assistimos. Com a musicalidade pendendo para o falado -algo do francês-, fazendo com que a sensualidade acabe ditando o rumo da história. 

E não é que por ter no elenco uma atriz longe de ser jovem no papel da grande mãe, "Tralala" acaba remetendo a sequência de "Mamma Mia", o musical "Mamma Mia: Lá Vamos Nós". Contudo, a aproximação fica somente em certos momentos pela estética.


"Tralala" é diferente e até flerta com produções de Bollywood, não pelos figurinos coloridos e brilhantes, mas pelo fato de em uma cena ou outra apresentar algumas coreografias fora do padrão americano que tanto estamos habituados a ver na telona. Por outro lado, é nítido que não há qualquer pretensão, o longa apenas usa a música para fazer a trama acontecer, pois os atores não são lá tão afinados -o que acaba frustando quem curte produções do gênero. 

Em duas horas de duração, o longa que transita entre o sagrado e o profano, faz uma apresentação visual de encher os olhos, seja quando as cenas são feitas no período diurno ou noturno. O musical está em cartaz no Brasil como parte do Festival Varilux de Cinema Francês.

Em parceria com o Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link.


Data de lançamento: 25 de novembro de 2021 (Brasil)

Diretores: Jean-Marie Larrieu, Arnaud Larrieu

Música composta por: Elise Luguern

Elenco: Mathieu Amalric, Josiane Balasko, Mélanie Thierry

Duração: 120 min

Distribuidora: Bonfilm

Gênero: Musical  

Classificação: 12 Anos


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm

Trailer de "Tralala"


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