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domingo, 4 de outubro de 2026

.: Livro “Que Brazil É Esse?” revela como estrangeiros enxergam o Brasil


Livro de Paulo Otávio Barreiros Gravina reúne declarações de personalidades como Brigitte Bardot, Albert Camus, Frank Sinatra, Barack Obama e Charles Darwin para investigar as imagens construídas sobre o país. Foto: divulgação

Como o Brasil aparece aos olhos de quem vem de fora? A pergunta pode render elogios, estranhamentos, preconceitos e até algumas boas doses de ironia. Em “Que Brazil É Esse? - O que Eles Disseram Sobre o Brasil”,  publicado pela Editora Livros Ilimitados, o escritor e professor de escrita Paulo Otávio Barreiros Gravina reúne declarações de personalidades conhecidas mundialmente para investigar o modo como o país foi e continua sendo percebido por estrangeiros.

Com humor e pesquisa bibliográfica, o autor percorre as opiniões de 30 personalidades, entre elas Brigitte Bardot, Barack Obama, Diego Maradona, Albert Einstein, Frank Sinatra, Albert Camus, Charles Darwin e Walt Whitman. O resultado é um mosaico de impressões que passa por questões como preconceito, desigualdade, conflitos culturais e também pelas potencialidades atribuídas ao Brasil. A publicação ainda reserva espaço para comentários encontrados na internet, trazendo para a discussão as impressões de turistas e internautas. As manifestações ajudam a mostrar tanto as tensões provocadas pelo encontro entre culturas quanto uma característica bastante brasileira: a disposição para rebater críticas feitas de fora. Entre as ideias que ganharam força como uma espécie de retrato internacional do país está a famosa definição de “Brasil, um país do futuro”, título do livro publicado pelo escritor austríaco Stefan Zweig. A frase pode ser lida de maneiras diferentes. De um lado, carrega a expectativa de desenvolvimento de uma nação promissora; de outro, pode sugerir a condição de um país eternamente adiado, sempre esperando pelo futuro que nunca chega.

O passeio pelo imaginário estrangeiro também chega a um dos exemplos mais conhecidos da cultura pop. Em um dos capítulos, Gravina recupera a polêmica envolvendo um episódio de “Os Simpsons” em que a família viaja ao Brasil. A representação do país passa por pobreza, sexualidade explícita e pelo Carnaval tratado como uma espécie de cortina para problemas sociais.

Em determinado momento, Homer Simpson dispara: “Eu adoraria voltar ao Brasil, mas soube que o problema dos macacos está cada vez pior por lá”. As representações preconceituosas analisadas pelo autor aparecem em diferentes momentos da obra, incluindo uma declaração racista atribuída a Diego Maradona e uma fala misógina de Arnold Schwarzenegger. Gravina utiliza essas manifestações como material para discutir as imagens construídas sobre o Brasil e a posição do país no cenário internacional.

O livro também retoma ideias que, de tempos em tempos, voltam ao debate brasileiro, como o próprio conceito de “país do futuro” e o chamado “complexo de vira-lata”. Para o autor, observar o que estrangeiros disseram sobre o Brasil pode servir como uma forma de olhar novamente para o país - inclusive para algumas das imagens que os próprios brasileiros construíram sobre si. 

“Certos temas da história são cíclicos. Volta e meia alguém cita a ideia de o Brasil ser 'o país do futuro' ou aborda o nosso 'complexo de vira-lata'. Por isso, considero que entender as relações do Brasil com o mundo e analisar essas visões estrangeiras nos ajuda a compreender o que estamos passando na contemporaneidade”, afirma Paulo Otávio Barreiros Gravina. Com 164 páginas, “Que Brazil É Esse?” transforma frases, opiniões e episódios curiosos em matéria-prima para uma investigação sobre identidade nacional. Entre elogios e alfinetadas, o livro convida o leitor a encarar uma pergunta que talvez seja menos simples do que parece: afinal, que Brasil é esse que o mundo enxerga?


Sobre o autor
Paulo Otávio Barreiros Gravina é escritor, editor, tradutor, revisor, biógrafo, mestre em Literatura Brasileira e professor de escrita na Coordenação Central de Educação Continuada (CCEC) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). É autor dos livros “Que Brazil É Esse?”, “A Fábula do Príncipe Narseu” e “Família Pacheco - 190 anos”. Também publica ensaios e textos ficcionais no blog “Minhas Traduções Poéticas”.

Como editor, revisor e tradutor, participou de projetos envolvendo obras como “Eureca”, de Edgar Allan Poe, e “Prefácio a Shakespeare”, de Samuel Johnson, entre outros trabalhos.

sábado, 12 de setembro de 2026

.: "Barbarella", ficção científica com Jane Fonda, é um delírio psicodélico e sensual


Produção de Roger Vadim leva Jane Fonda ao espaço em uma aventura que mistura erotismo, humor, exagero e uma boa dose de maluquice

Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

No ano 40.000, as guerras ficaram para trás e a humanidade vive em uma sociedade pacificada. O problema é que alguém resolveu mexer nessa tranquilidade. Quando o cientista Durand Durand desenvolve uma arma capaz de provocar uma destruição em escala interplanetária, Barbarella (Jane Fonda) recebe do Presidente da Terra (Claude Dauphin) a missão de encontrá-lo e impedir que o invento caia nas mãos erradas. Dirigido por Roger Vadim e lançado em 1968, "Barbarella" , que estreia na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte, parece ter sido concebido depois de uma reunião em que alguém sugeriu colocar ficção científica, quadrinhos, erotismo, humor camp - aquele que celebra o exagero, a teatralidade e a artificialidade de forma irônica e consciente -, cenários psicodélicos e Jane Fonda dentro de um mesmo foguete. O resultado é tão peculiar que tentar enquadrá-lo nos padrões tradicionais do gênero pode ser uma atividade perigosa.

Quase seis décadas depois, o filme continua sendo uma cápsula espacial dos anos 1960: leva para o futuro as fantasias, os exageros e as contradições de seu próprio tempo. E Jane Fonda, no centro de tudo, permanece como a comandante perfeita para essa viagem tão extravagante quanto impossível de levar completamente a sério. Baseado na personagem criada pelo francês Jean-Claude Forest, o filme acompanha uma heroína espacial de aparência exuberante e comportamento quase ingênuo.

Barbarella percorre planetas, enfrenta vilões, encontra criaturas estranhas e passa por situações que transformam o erotismo em uma espécie de linguagem oficial daquele futuro. A sexualidade está espalhada por praticamente todos os cantos da produção. A famosa abertura, com Jane Fonda despindo-se enquanto os créditos aparecem, ajudou a transformar a atriz em símbolo sexual e continua sendo uma das imagens mais lembradas do filme. A personagem, contudo, também apresenta uma curiosa combinação de sensualidade e inocência: para Barbarella, o prazer não carrega o peso moral que costuma acompanhar personagens femininas em aventuras desse tipo.

Essa liberdade sexual, vista hoje, permite uma leitura dupla. De um lado, existe uma personagem feminina que circula por um universo no qual o desejo não precisa ser tratado como pecado. De outro, a câmera masculina de Vadim encontra inúmeras oportunidades para explorar o corpo de Fonda. A fantasia futurista pode ser libertária, mas também revela bastante sobre os desejos de quem estava atrás das câmeras. E o filme não economiza na imaginação visual. Cenários coloridos, figurinos extravagantes, objetos futuristas e criaturas que parecem ter escapado de uma história em quadrinhos compõem um universo deliberadamente artificial. A direção de arte e a fotografia de Claude Renoir ajudam a sustentar essa estética, que prefere o desenho, a textura e o exagero aos efeitos especiais sofisticados.

A produção foi realizada em uma época em que "2001: Uma Odisseia no Espaço" também chegava aos cinemas, o que torna inevitável a comparação. Só que as ambições são bem diferentes. "Barbarella" não pretende construir uma experiência científica ou filosófica. Roger Vadim abraça o absurdo e trata a ficção científica como uma extensão dos quadrinhos, com humor, erotismo e uma estética deliberadamente exagerada. Essa escolha explica parte da permanência do filme. "Barbarella" envelheceu mal em alguns aspectos técnicos e narrativos, mas sobreviveu de maneira curiosamente interessante em outros. A precariedade de determinados efeitos, que pode provocar risadas involuntárias, também contribui para o charme de uma produção que nunca parece interessada em ser discreta.

A quantidade de roteiristas ajuda a explicar a sensação de irregularidade. Terry Southern escreveu uma primeira versão, enquanto Roger Vadim, Jean-Claude Forest e outros nomes aparecem nos créditos finais. A história passou por sucessivas intervenções durante a produção. Jane Fonda, por sua vez, encontrou em Barbarella uma personagem que se tornaria inseparável de sua imagem naquele período. Antes dela, outras atrizes foram consideradas para o papel, entre elas Brigitte Bardot, Virna Lisi e Sophia Loren. Fonda inicialmente demonstrou dúvidas, mas acabou convencida por Vadim, então seu marido.

O curioso é que a atriz não fica reduzida à função de enfeite espacial. A Barbarella dela possui uma ingenuidade quase infantil diante das situações que encontra, enquanto o mundo ao redor parece empenhado em sexualizar tudo o que se move. Esse contraste ajuda a sustentar o humor da produção e impede que a personagem seja apenas uma sucessão de poses sensuais. Também existe uma boa coleção de bizarrices no caminho: o anjo cego Pygar (John Phillip Law), a Rainha Negra (Anita Pallenberg), o Professor Ping (Marcel Marceau), o revolucionário Dildano (David Hemmings) e o cientista Durand Durand (Milo O'Shea) formam uma galeria de figuras tão excêntricas quanto os cenários que habitam. A cidade de Sogo, inclusive, brinca com a referência bíblica a Sodoma e Gomorra.

A recepção crítica sempre oscilou entre o encanto e a irritação. Algumas avaliações enxergam em "Barbarella" uma fantasia adulta refrescante, visualmente inventiva e assumidamente camp. Outras encontram uma narrativa frouxa, humor irregular e uma exploração excessiva da sensualidade de Fonda. Essa combinação explosiva transformou o filme em objeto de culto. "Barbarella" pode ser lento, exagerado, sexualmente datado e narrativamente irregular. Também pode ser colorido, inventivo, divertido e estranhamente fascinante. Depende bastante do quanto o espectador aceita entrar na brincadeira.


Ficha técnica
"Barbarella" (título original) 
Gênero: Ficção científica, aventura, comédia e fantasia. Duração: 98 minutos. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 1968. Data de lançamento: 25 de dezembro de 1968, no Brasil. Idioma: nglês.
Direção: Roger Vadim. Roteiro: Terry Southern, Roger Vadim, Claude Brulé, Vittorio Bonicelli, Clement Biddle Wood, Brian Degas, Tudor Gates e Jean-Claude Forest. Elenco: Jane Fonda, John Phillip Law, Anita Pallenberg, Milo O'Shea, Marcel Marceau, David Hemmings, Ugo Tognazzi e Claude Dauphin.
Distribuição no Brasil: Paramount Pictures. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.

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terça-feira, 8 de setembro de 2026

.: "Jacques Tati, Caído da Lua" revela gênio quase destruído por "PlayTime"


Documentário de Jean-Baptiste Péretié revisita a trajetória do criador e mostra como perfeccionismo, ambição e uma cidade construída do zero ajudaram a produzir uma obra-prima - e uma ruína financeira

Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico cultural, especial para o portal Resenhando.com. 

Jacques Tati tinha um problema sério com limites. Para fazer cinema, precisava controlar o enquadramento, o movimento dos atores, o cenário, os ruídos e até aquilo que o espectador deveria descobrir sozinho. Em "Jacques Tati, Caído da Lua", documentário dirigido por Jean-Baptiste Péretié, essa obsessão aparece como uma das chaves para entender tanto a grandeza quanto a derrocada do cineasta francês. A produção estreia na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte, e percorre a carreira de Tati por meio de imagens de arquivo, cenas de filmes, entrevistas e registros pouco conhecidos de seu processo criativo.

Com 60 minutos de duração, o documentário acompanha a trajetória do artista desde os primeiros trabalhos no music-hall até o sucesso internacional e o desastre financeiro provocado por "PlayTime". A narração é de Denis Podalydès, ator da Comédie-Française, e o elenco de imagens de arquivo reúne, entre outros, o próprio Tati e nomes como Marcel Amont, Brigitte Bardot, Olivia de Havilland e Charles de Gaulle.

O título original, "Jacques Tati, Tombé de la Lune", traduz a ideia de alguém que parece ter chegado de outro planeta para observar o mundo. A expressão combina perfeitamente com Monsieur Hulot, personagem que Tati transformou em uma espécie de alter ego: alto, desajeitado, educado, distraído e quase sempre deslocado diante das engenhocas, dos costumes e da velocidade do mundo moderno. A diferença é que Hulot tropeça nas situações enquanto Tati parecia arquitetar cada tropeço com régua, compasso e uma paciência quase criminosa.

Péretié recupera um aspecto essencial dessa filmografia: Tati fez da observação cotidiana uma forma particular de comédia. O diretor preferia Buster Keaton a Charlie Chaplin e chegou a criticar Chaplin por concentrar demais a comicidade no protagonista. Tati caminhou em outra direção, espalhando a gag pelo quadro e permitindo que personagens aparentemente secundários participassem da engrenagem humorística. 

O som também ocupa lugar central. Tati pertence ao cinema falado, mas muitas vezes parece trabalhar como se estivesse reinventando o cinema mudo. Portas, motores, passos, máquinas, campainhas, copos, telefones e ruídos urbanos assumem funções que normalmente seriam entregues aos diálogos. A comicidade nasce tanto do que se vê quanto do que se escuta. Em seus filmes, uma porta pode ter personalidade e uma máquina pode parecer mais humana do que quem a opera.

Essa obsessão alcança uma escala quase delirante em "PlayTime". Para filmar a produção de 1967, Tati construiu uma enorme cidade cenográfica conhecida como Tativille, com prédios, escritórios, ruas e interiores concebidos para que o diretor pudesse organizar sua coreografia visual. O projeto consumiu anos de trabalho e extrapolou sucessivamente o orçamento. O resultado hoje é tratado como uma das grandes obras-primas do cinema, mas sua recepção inicial foi bem menos generosa. O fracasso comercial levou Tati a uma crise financeira que envolveu a liquidação de sua empresa e a perda do controle sobre seus filmes, já que ele praticamente apostou a própria vida em uma obra que o público da época não estava preparado para receber. 

O cineasta chegou a hipotecar a casa e outros bens para sustentar a produção. O projeto, concebido com uma ambição monumental, acabou contribuindo para sua ruína. Décadas depois, a história tratou de devolver a "PlayTime" o lugar que Tati imaginava que merecia. O documentário também ajuda a reposicionar o cineasta diante da modernidade. Tati não tratava a tecnologia apenas como vilã. O que o interessava era o modo como os seres humanos se comportavam diante dela. 

Esse olhar continua particularmente atual. A arquitetura padronizada, a obsessão pela eficiência, a proliferação de dispositivos e a dificuldade de estabelecer relações em meio a ambientes cada vez mais automatizados poderiam facilmente alimentar uma comédia contemporânea. Tati percebeu esse mundo quando ele ainda estava começando a tomar forma. Talvez por isso Monsieur Hulot continue parecendo perdido: o problema é que nós também estamos.

"Jacques Tati, Caído da Lua" funciona como uma porta de entrada para uma filmografia pequena em quantidade e enorme em influência. O documentário não precisa transformar Tati em santo da comédia para demonstrar sua importância. Basta acompanhar o homem que começou no music-hall, criou um dos personagens mais reconhecíveis do cinema, ganhou o Oscar por "Meu Tio", construiu uma cidade para realizar "PlayTime" e terminou pagando uma conta brutal por sua própria ambição. Tati morreu em 1982, aos 75 anos, mas sua obra continuou crescendo depois dele. 

O melhor elogio que se pode fazer a "Jacques Tati, caído da Lua" talvez seja lembrar que o cineasta permanece difícil de encaixar. Ele é comediante, ator, roteirista, diretor, mímico e arquiteto de situações. É francês, mas seu humor atravessou fronteiras porque dependia pouco de idioma. É herdeiro de uma tradição burlesca, mas não cabe confortavelmente nela. E criou um personagem que parecia estar sempre alguns segundos atrasado em relação ao mundo, porque Tati estiva, na verdade, alguns anos à frente.


Ficha técnica
"Jacques Tati, caído da Lua" | "Jacques Tati, Tombé de la Lune" (título original)
Gênero: documentário. Duração: 60 minutos. Classificação indicativa: a confirmar no lançamento brasileiro. Ano de produção: 2021. Data de lançamento: a confirmar para a estreia na Belas Artes à La Carte. Idioma: francês. Direção: Jean-Baptiste Péretié. Roteiro: Jean-Baptiste Péretié. Elenco: Jacques Tati, Denis Podalydès (narração), Marcel Amont, Brigitte Bardot, Olivia de Havilland, Charles de Gaulle, entre outros, em imagens de arquivo. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.

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domingo, 15 de março de 2026

.: Vencedores! E as estatuetas do Oscars 2026 foram para...


A cerimônia da 98ª edição do Oscars, aconteceu dia 15 de março de 2026, e o grande vencedor da noite foi "Uma Batalha Após a Outra", com seis estatuetas e "Pecadores" com quatro.

Embora o filme brasileiro "O Agente Secreto", dirigido por Kleber Mendonça Filho tenha recebido quatro indicações, saiu sem uma estatueta. Contudo, antes do Oscar, o filme nacional já havia vencido prêmios importantes como o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não Inglesa e Melhor Ator em Filme de Drama para Wagner Moura. 

No in memorian, assim como no ano anterior, nomes foram esquecidos, entre eles Brigitte Bardot, Robert Carradine, Eric Dane, James Van Der Beek e Malcolm-Jamal Warner, sendo que em 2025 foi o Alain Delon. Confira a lista com os vencedores da noite!


Melhor Filme

O Agente Secreto

Uma Batalha Após a Outra [VENCEDOR]

Bugonia

F1: O Filme

Frankenstein

Hamnet

Pecadores

Marty Supreme

Valor Sentimental

Sonhos de Trem


Melhor Filme Internacional

O Agente Secreto

Foi Apenas Um Acidente 

Valor Sentimental [VENCEDOR]

Sirât 

A Voz de Hind Rajab 


Melhor Ator

Timothée Chalamet - Marty Supreme

Ethan Hawke - Blue Moon

Wagner Moura - O Agente Secreto

Michael B. Jordan - Pecadores [VENCEDOR]

Leonardo DiCaprio - Uma Batalha Após a Outra


Melhor Atriz

Jessie Buckley - Hamnet [VENCEDORA]

Rose Byrne - Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria

Kate Hudson - Song Song Blue: Um Sonho a Dois

Renate Reinsve - Valor Sentimental

Emma Stone - Bugonia


Melhor Direção

Chloé Zhao - Hamnet

Josh Safdie - Marty Supreme

Paul Thomas Anderson - Uma Batalha Após a Outra [VENCEDOR]

Joachim Trier - Valor Sentimental

Ryan Coogler - Pecadores


Melhor Ator Coadjuvante

Benício Del Toro - Uma Batalha Após a Outra

Jacob Elordi - Frankenstein

Sean Penn - Uma Batalha Após a Outra [VENCEDOR]

Delroy Lindo - Pecadores

Stellan Skarsgård - Valor Sentimental


Melhor Atriz Coadjuvante

Elle Fanning - Valor Sentimental

Inga Ibsdotter Lilleaas - Valor Sentimental

Teyana Taylor - Uma Batalha Após a Outra

Wunmi Mosaku - Pecadores

Amy Medigan - A Hora do Mal [VENCEDORA]


Melhor Roteiro Original

Blue Moon

Foi Apenas Um Acidente

Marty Supreme

Valor Sentimental

Pecadores [VENCEDOR]


Melhor Roteiro Adaptado

Bugonia

Frankenstein

Hamnet

Uma Batalha Após a Outra [VENCEDOR]

Sonhos de Trem 


Melhor Direção de Elenco

Hamnet

Marty Supreme

Uma Batalha Após a Outra [VENCEDOR]

O Agente Secreto

Pecadores

Melhor Animação

Guerreiras do K-Pop [VENCEDOR]

Zootopia 2

Elio

Arco 

A Pequena Amélie


Melhor Documentário

Alabama: Presos do Sistema

Embaixo da Luz de Neon

Rompendo Rochas

Mr. Nobody Against Putin [VENCEDOR]

A Vizinha Perfeita


Melhor Fotografia

Marty Supreme

Frankenstein

Pecadores [VENCEDOR]

Uma Batalha Após a Outra

Sonhos de Trem


Melhor Figurino

Avatar: Fogo e Cinzas

Frankenstein [VENCEDOR]

Hamnet

Marty Supreme

Pecadores


Melhor Montagem

F1: O Filme

Marty Supreme

Uma Batalha Após a Outra [VENCEDOR]

Valor Sentimental

Pecadores


Melhor Design de Produção

Frankenstein [VENCEDOR]

Hamnet

Marty Supreme

Uma Batalha Após a Outra

Pecadores


Melhor Trilha Sonora

Bugonia

Frankenstein

Hamnet

Pecadores [VENCEDOR]

Uma Batalha Após a Outra


Melhor Canção Original

"Dear Me" - Diane Warren: Relentless

"Golden" - Guerreiras do K-Pop [VENCEDORA]

"I Lied to You" - Pecadores

"Sweet Dreams of Joy" - Viva Verdi

"Sonhos de Trem" - Sonhos de Trem


Melhor Maquiagem e Penteado

Frankenstein [VENCEDOR]

Kokuho

Pecadores

Coração de Lutador: The Smashing Machine

A Meia-Irmã Feia


Melhor Som

F1: O Filme [VENCEDOR]

Pecadores

Sirât

Frankenstein

Uma Batalha Após a Outra


Melhores Efeitos Visuais

Avatar: Fogo e Cinzas [VENCEDOR]

F1: O Filme

Jurassic World: Recomeço

Pecadores

O Ônibus Perdido


Melhor Curta Animado

Butterfly

Forevergreen

The Girl Who Cried Pearls [VENCEDOR]

Retirement Plan

The Three Sisters


Melhor Curta Documentário

All the Empty Rooms [VENCEDOR]

Armed with a Only a Camera: The Life and Death of Brent Renaud

Children No More: "Were and Are Gone"

The Devil is Busy

Perfecly a Strangeness


Melhor Curta

Butcher's Stain

A Friend of Dorothy

Jane Austen's Period Drama

The Singers [VENCEDOR]

Two People Exchanging Saliva [VENCEDOR]


Leia+

.: Crítica: "O Agente Secreto" é filmaço imperdível com a cara do Brasil

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.: Crítica: "Uma Batalha Após a Outra" é filmaço que vai dar Oscar a Sean Penn

.: Resenha: "Pecadores" é experiência cinematográfica vampiresca de blues

.: Crítica: "Bugonia" faz deboche que reforça conspirações ideológicas

.: “Hamnet: a Vida Antes de Hamlet” não "passa pano" para William Shakespeare

.: Crítica: "Marty Supreme" reflete a imaturidade de quem nega a realidade

.: Atuação forte de Timothée Chalamet será pedra no sapato de Wagner Moura

.: Crítica: “F1 - O Filme” acelera com emoção e homenagens a Ayrton Senna

.: "Zootopia 2" é dinâmico ao tratar preconceito, discriminação e opressão

.: Crítica: "Elio" é versão masculina de Lilo sem um Stitch criador do caos

.: Crítica: "Avatar: Fogo e Cinzas" é novelão empolgante pautado na família

.: Crítica: “Song Sung Blue: Um Sonho a Dois” vai do felizes para sempre e cai no real

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

.: "Zona Zen", de Rita Lee e Roberto de Carvalho, relançado em edição especial


Denso e bem paulistano, o álbum chega em LP vermelho marmorizado pela Universal Music Brasil

Por Guilherme Samora, jornalista e estudioso do legado cultural de Rita Lee.
 
No final de 1988, “Zona Zen”, de Rita Lee & Roberto de Carvalho, teve a missão de ser o sucessor do arrasa-quarteirão “Flerte Fatal”, o colorido disco que arrombou as paradas de sucesso e teve uma enorme turnê dedicada a ele. A capa - com fotos em preto e branco - já dava sinais de que os dois trabalhos não seriam parecidos.

O disco, denso, é a cara de São Paulo: da foto da capa, cheia de grafites em um muro da Rua Purpurina, na Vila Madalena, ao som mais urbano e majoritariamente pesado. O grafite é de Mauricio Villaça, que reuniu uma turma da pesada para auxiliá-lo na empreitada. Nas músicas, Rita apresenta a maneira como enxergava a si mesma e o mundo à sua volta, na maior parte das vezes com um olhar bastante afiado e sem festa. Hoje, a Universal Music Brasil relança o álbum em vinil vermelho marmorizado, com artes e encartes originais. 

“Nunca Fui Santa”, música e letra de Rita, vem numa mistura de autodeboche com autoterapia. “Sou nova demais pra velhos comícios / Sou velha demais pra novos vícios”. “Independência e Vida” - outra só de Rita - aparece a seguir, com um olhar um tanto desgostoso para o mundo, mas apontando a saída naquilo que ela sempre prezou: a liberdade. “Dia desses meu chapa/ Sumo do mapa/ Vou pra zaca do lhoraca/ Viver sei lá de quê/ Talvez de brisa”. O palavrão camuflado é um toque especial de quem havia enfrentado a censura durante anos.

O disco é um belo registro da voz de Rita, linda e cristalina. A produção de Roberto é impecável, bela e na medida certa para cada canção. No álbum, ele toca guitarra, violão, teclados e piano, além de fazer a programação da bateria eletrônica. Rita, além da voz e dos vocais, toca autoharp, castanholas e kalimba.

“Livre Outra Vez” é o grande sucesso, com clipe gravado no centrão de São Paulo: na Estação da Luz, nos trens, na escadaria e no topo do Copan… A letra e a voz de Rita tocam profundamente em uma canção que é uma das mais doloridas de toda a sua carreira. Uma curiosidade: a música, de Roberto, foi a primeira versão de “Vírus do Amor” (do disco de 1985, aquele que também tem a capa em preto e branco). Com a mudança de planos, Rita acabou colocando essa nova letra na canção.

Belíssima, a faixa-título é etérea, misteriosa e melancólica, marcada pelas castanholas de Rita e pelos teclados de Roberto. Ao se deparar com a zona do momento presente, Rita, genial, resume: “Saudade do futuro, eu juro”. Uau!

“Cruela Cruel” é uma porrada. “Sou um ninho no estranho / Mundo perigoso, insano / Nexo, yogas e roquebrou / Nunca a vida se mostrou assim tão cruela cruel”, dispara Rita em uma canção completamente desiludida. Curiosamente, as músicas mais pra cima do disco são uma regravação de Wanderléa - a impagável “Sem Endereço” (versão de Rossini Pinto para “Memphis Tennessee”, de Chuck Berry), que ficou perfeita na interpretação de Rita & Roberto — e “Cecy Bom”. A versão de Rita para “C’est si bon”, de Henri Betti e André Hornez, é uma delícia. No disco, é a preferida de Rita, que descreve a canção como “uma homenagem a Brigitte Bardot quando veio ao Brasil”. Outra curiosidade: 21 anos depois, em 2009, ela foi escolhida para a trilha sonora da novela “Caras & Bocas”, da TV Globo.

“Mana Mané” fecha o disco. Música e letra de Rita, fala sobre o verão da lata, quando toneladas de cannabis apareceram flutuando no mar brasileiro, no fim de 1987. O clima mais denso fez com que "Zona Zen" tivesse vendas inferiores às de “Flerte Fatal”. Ainda assim, o álbum foi certificado com Disco de Ouro. Com o relançamento, é uma boa hora para revisitar esse trabalho, uma joia um tanto incompreendida da dupla Rita & Roberto.

domingo, 22 de dezembro de 2024

.: Com Maria Fernanda Cândido, "Balada Acima do Abismo" estreia dia 25


No palco, a atriz Maria Fernanda Cândido interpreta momentos da vida e da obra de Clarice, com o acompanhamento da premiada pianista Sônia Rubinsky. Foto: Daniela Petrel 

Tendo estreado em Paris em 2022, o espetáculo "Balada Acima do Abismo" ganha a primeira versão brasileira, especialmente criada para a abertura do Teatro-D-Jaraguá. Protagonizado por Maria Fernanda Cândido e criado a partir de diversos textos de Clarice Lispector, o espetáculo passeia pelo universo literário da escritora mesclando elementos cênicos e musicais.

No palco, momentos emblemáticos da vida e da obra de Clarice dialogam com importantes obras do repertório para piano, interpretadas ao vivo pela premiada pianista Sonia Rubinsky. Concebido e adaptado por Catarina Brandão e inédita em São Paulo, a montagem recebe cenário e figurino de Fábio Namatame, luz de Caetano Vilela e produção de Darson Ribeiro.


Sobre o novo Teatro-D-Jaraguá
Instalado no charmoso edifício modernista, em importante esquina da região central e construído para o 4º centenário da cidade para abrigar a sede do Jornal O Estado de SP. Com diversas obras de arte espalhadas pelos 24 andares, além de painéis gigantes de Di Cavalcanti na fachada, e um mural de Clóvis Graciano no lobby (que passa a ter o Bar do Clóvis, em sua homenagem). 

O hotel tem história. Passaram por lá Alain Delon, Ella Fitzgerald, Sophia Loren, Frederico Fellini, Brigitte Bardot, Louis Armstrong, Gina Lollobrigida, Edith Piaf, Tony Curtis, Ginger Rogers, Mick Jagger, Henry Ford II, rainha Elizabeth II, Robert Kennedy, Fidel Castro, Yuri Gagarin, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, Prestes Maia e Carlos Lacerda. O Teatro-D-Jaraguá é uma sala de espetáculos localizada no Hotel Nacional Inn Jaraguá na cidade de São Paulo. Localizado no Hotel Nacional Inn Jaraguá, fica na rua Martins Fontes, 71 - Jaraguá / São Paulo.

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

.: Resenha: "A Substância" e o terror da beleza feminina "perdida" na velhice

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em setembro de 2024


Usufruir da beleza jovial deixa de ser realidade quando a idade avança, uma dificuldade maior para mulheres que vivem na mídia. Contudo, nem todas sabem lidar com tal passagem e, muito menos, aceitam as transformações. No longa dirigido por Coralie Fargeat ("Vingança"), "A Substância", estrelado por Demi Moore ("Ghost - Do Outro Lado da Vida" e "Proposta Indecente") e Margaret Qualley ("Tipos de Gentileza" e "Pobres Criaturas") é essa não aceitação que leva a famosa por liderar um programa de aeróbica, Elisabeth Sparkle (Demi Moore), com uma estrela na calçada da fama e tudo, a buscar uma versão melhor de si quando, por obra do destino, ouve de seu chefe, Harvey (Dennis Quaid) que está ultrapassada (velha) e pretende substituí-la por uma moça.

Todavia, no dia do aniversário Elisabeth -outro pânico de quem luta para não envelhecer- se envolve num acidente de trânsito e é levada ao hospital. Sem ferimentos graves, cruza com um enfermeiro jovem que promete uma incrível mudança. Apesar da relutância a senhora Sparkle faz uma ligação e vai até um local ermo, iniciando uma misteriosa jornada capaz de gerar a perfeita Sue (Margaret Qualley). No entanto, há regras a serem seguidas, como por exemplo, a de fazer a troca entre ambas a cada sete dias. 

Sue, tal qual uma jovem sem limites, pensa saber tudo e tenta resolver os probleminhas das trocas de seu modo, afetando Sparkle que ganha um dedo podre -inicialmente. Numa batalha dela com ela mesma, ou seja, Elisabeth e Sue, que são uma só -algo como acontece na animação clássica "Jem e as Hologramas", quando Jerrica tem ciúmes de Jem. Numa rivalidade com seu próprio eu, o pior acontece e se faz presente, num programa ao vivo de Natal, quando toda a beleza vira uma assombrosa monstruosidade. 

"A Substância" é tão ágil e surpreendente na telona a ponto não fazer sentir as 2h20 de filme passarem. De texto perspicaz entregando dualidades a todo momento, focando as cobranças do mundo dos homens com as mulheres que precisam sempre estarem lindas, poderosas e, claro impecáveis, mesmo após os 50 anos. Por outro lado, dos homens o que se vê são atos asquerosos e selvagens exigindo do objeto mulher a obrigação de se manter perfeita nos padrões da beleza eterna.

A produção com roteiro também de Coralie Fargeat, faz uma dobradinha excelente em cena com Demi Moore e Margaret Qualley, além das participações importantes de Dennis Quaid e até Oscar Lesage ("Brigitte Bardot"). Com toque dos clássicos "Crepúsculo dos Deus", "Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio", "Carrie, a Estranha", "A Mosca", "A Morte Lhe Cai Bem", "O Iluminado", ou o mais recente "Jogos Mortais", "A Substância" transborda o ar da série antológica "American Horror Story", o início da temporada "1984", com o maiô e as polainas de Elisabeth e Su fazendo aeróbica quando estão prestes a viverem o puro horror. Há também um pouco da primeira parte de "American Horror Story: Double Feature", "Red Tide", sendo que no filme não são ingeridas pílulas, mas injeções satisfazem o protagonista.

O longa cheio de meandros e criticidades é impecável, não à toa levou o prêmio no Festival de Cannes por melhor roteiro. "A Substância" é profundo, delicado e surpreendente, e em meio a objetificação estética feminina, consegue estampar uma sequência de filme de terror gore digna do desfecho de Ash em "Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio" ou da sabotagem no baile à protagonista de "Carrie, a Estranha". Sim! Há sangue jorrando para todos os lados enquanto um monstro só pede para voltar a ser amado mesmo que não tenha mais a beleza a seu favor. Filmaço imperdível!

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"A Substância" (The Substance). Ingressos on-line neste link. Gênero: terror, ficção científica. Classificação: 18 anos. Duração: 2h20. Ano: 2024. Distribuidora: Mubi. Direção: Coralie Fargeat. Roteiro: Coralie Fargeat. Elenco: Demi Moore, Margaret Qualley, Dennis Quaid. Sinopse: Elisabeth Sparkle, renomada por um programa de aeróbica, enfrenta um golpe devastador quando seu chefe a demite. Em meio ao seu desespero, um laboratório lhe oferece uma substância que promete transformá-la em uma versão aprimorada. Confira os horários: neste link

Trailer de "A Substância"

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sábado, 23 de dezembro de 2023

.: 1x6: Bardot traz "A Verdade" de filme para a vida real

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em dezembro de 2023


No sexto e último episódio do seriado "Bardot", "A Verdade", escrito e dirigido por Danièle Thompson e seu filho Christopher Thompson, Brigitte Bardot (Julia de Nunez) toma conhecimento da situação do marido, por conta da desistência e quebra de contrato: Jacques Charrier (Oscar Lesage) está sofrendo um processo. O que acentua seus surtos e o sentimento de fracasso numa promissora carreira de ator nos cinemas.

Em meio a tantos desentendimentos, Jacques acaba precisando de cuidados médicos, incluindo internação. Assim, B.B. cai nos braços de seu atual parceiro de cena, Sami, que é noivo e completamente frio. Embora o rapaz pareça ter certeza de não querer estar na cama com Bardot, um certo dia, uma parada na estrada entrega os sentimentos guardados.

Assim, Jacques é retirado de cena, junto com o filho de Bardot. E tal qual acontecia anteriormente, a atriz se apaixona por seu parceiro de filme e mistura a encenação com a vida real. Após mais fofocas, até íntimas, espalhadas, Brigitte descobre que Alain era quem liberava as informações para um informante. Para tanto, Bardot segue tentando suicídio até terminar isolada, numa casinha, após receber a ajuda de seu primeiro marido, Vadim (Victor Belmondo), estando com Sami (Jules Benchetrit) por perto. 

Vale a pena conferir o seriado "Bardot", tema da identidade visual do Festival Varilux de Cinema Francês 2023, disponível, grátis, até 22 de dezembro, no site variluxcinefrances.com/2023/assista-a-serie-brigitte-bardot-em-streaming!



Distribuição: Bonfilm
Elenco: Julia de Nunez (Brigitte Bardot), Valentine Bourgeois (Brigitte Bardot quando criança), Géraldine Pailhas (Anne-Marie Mucel, a mãe de Brigitte Bardot), Hippolyte Girardot (Louis Bardot, o pai de Brigitte Bardot), Lou Gable (Mijanou Bardot), Romane Lavrard Vancraeynest (Mijanou criança),
Gaïa Muguet Notter como quando criança, Bernard Murat (Le Boum), Léon Mucel (pai de Toty e avô de Brigitte), Victor Belmondo (Roger Vadim), Yvan Attal (Raoul Lévy), Anne Le Ny (Olga Horstig, agente de Brigitte), Laure Marsac (Christine Gouze-Renal), Louis-Do de Lencquesaing (Henri-Georges Clouzot), Charles Clément (diretor Marc Allégret), Noham Edje (Jean-Louis Trintignant), Oscar Lesage como Jacques Charrier, Jules Benchetrit como Sami Frey, César Chouraqui como Christian Marquand, Mikaël Mittelstadt (Gilbert Bécaud), Fabian Wolfrom como Sacha Distel, Laurent Stocker como Pierre Lazareff, Giuseppe Maggio (Enzo), Nicolas Beaucaire (Jean Cau), Florence Muller como Lucienne Lévy, Ludmilla Makowski (Stéphane Audran, esposa de Jean-Louis Trintignant), Natalia Pujszo (Monique Bécaud), Crystal Shepherd-Cross como Hélène Lazareff, Caroline Gay como Véra Clouzot, Xavier Lemaître como Georges Cravenne, Valentina Romani (Peggy, substituta de Brigitte), Jean Franco (Alain Carré, secretário particular e motorista de Brigitte), Lucy Loste Berset como Simone, Anna Mihalcea como Odette, Jean-Paul Bordes como Coronel Joseph Charrier, Juliette Allain como Évelyne, Quitterie Majorel (Suzanne), Daniel-Jean Colloredo (Doutor Marineau), Julie Arnold (Mouissa, babá de Mouissa, Jacques e Brigitte)

* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm 

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