sábado, 27 de outubro de 2018

.: “O ser humano não vive sem a arte”, afirma atriz Leona Cavalli


Nesta sexta-feira, dia 26 de outubro, a jornalista Mariana Godoy recebe em seu "Mariana Godoy Entrevista" a atriz Leona Cavalli e a banda de rock nacional Biquíni Cavadão.

Durante participação na atração, Leona comenta sobre o espetáculo "Gatão de Meia Idade", no qual atua ao lado de Oscar Magrini, e fala de sua paixão pelo ofício. “O grande barato do teatro é isso, é o ao vivo, e, para a gente, a maior importância são as pessoas, o público. Amo fazer TV, fazer cinema, fazer rádio. Cada um tem uma beleza. Para a gente, o importante é comunicar”, afirma ela, que ainda defende a importância da arte: “É absolutamente necessária. O ser humano não vive sem arte”.

Questionada sobre a preferência por papéis de vilã ou mocinha, a atriz menciona o gosto pelas nuances dos personagens, independentemente do tipo, e faz uma comparação com a vida real. “O grande barato é descobrir a humanidade [dos personagens] porque ninguém é uma coisa só. Acho que nesse momento do mundo a gente tem que integrar as diferenças para poder ser feliz, rir da gente mesmo. (…) Se a gente puder pensar, a vida seria mais tragicômica do que qualquer outra coisa, porque durante o dia, quantas vezes você se emociona e, ao mesmo tempo, dá risada?”, diz.

Ainda no programa, os integrantes do Biquíni Cavadão falam sobre o novo projeto chamado “Ilustre Guerreiro”, no qual homenageiam Herbert Vianna e suas composições, e o vocalista Bruno Gouveia comenta um post que fez recentemente em uma de suas redes sociais sobre a situação política no país. 

“O Facebook é bom para isso, para você jogar algumas ideias. Espero que a gente tenha uma unidade, agora que teremos um novo presidente. Acho que a gente tem que se unir, porque estamos todos no mesmo barco. Não adianta você furar o barco porque todo mundo vai afundar”, compartilha ele, que ainda finaliza: “Os candidatos, para mim, nenhum dos dois me representa e eu só torço para que a gente possa andar com um país melhor, qualquer que seja o caminho trilhado”.

Ao final, a banda nacional de rock toca dois de seus grandes sucessos: "Vento Ventania" e "Janaína". Apresentado por Mariana Godoy, o "Mariana Godoy Entrevista" vai ao ar às sextas-feiras, às 23h, pela RedeTV!.

*Crédito/Fotos: Divulgação/RedeTV!



.: Diário de uma boneca de plástico: 27 de outubro de 2018


Querido diário,


Já passou mais de uma semana que o Auden P!nk trouxe para casa o DVD de "Mamãezinha Querida". Acredita que o clássico protagonizado por Faye Dunaway seria descartado, somente pelo fato de não ter uma capa, embora estivesse num saquinho protetor e sem riscos?


Pois é! Hoje em dia, não há qualquer preocupação em tornar a completa ignorância perceptível. Muito pelo contrário, não ter conhecimento -e nem se interessar por tê-la- é algo até valorizado, principalmente pela grande quantidade de seres que valorizam o crescimento de suas orelhas -de burro.

Sorte que meu maridão viu e questionou o destino do DVD, não é mesmo? O longa que foi lançado na coleção Obras-Primas do Cinema contém o filme, documentário sobre o making of -com entrevistas, o renascimento de Joan Crawford e depoimentos. 

Agora, o disco irá habitar o meu DVD de outro clássico de miss Crawford: "Almas Mortas". Se antes eu já assistia muito, embora tivesse que conectar a minha HD externa... Imagine com DVD?! Acredite! Vou gastar o coitadinho!

Por outro lado, ainda estou indignada de como que um clássico do cinema, em perfeito estado, estava prestes a virar lixo! Salvem a cultura!!


Beijinhos pink cintilantes e até loguinho,

Donatella Fisherburg


Redes sociais:
facebook.com/Photonovelas
twitter.com/DonaFisherburg
instagram.com/donatellafisherburg





sexta-feira, 26 de outubro de 2018

.: Almanaque dos brinquedos: Fofolete, Gisele, Minuche, Miudinha e Pipoca

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em outubro de 2018

A Fofolete foi lançada pela Trol, no Brasil


Lançada pela El Greco, fabricante originária da Grécia, em meados dos anos 70, a boneca de olhos de vidro que usa touquinha e cabe na palma da mão, chegou à Itália, pela marca GIG, e recebeu o nome de Fiammiferino (retirando a terminação -no significa fósforo em italiano). Conquistou os Estados Unidos com o nome de William Baby, Matchbox Doll e na França como Feufollettes.

Propaganda italiana da Fiammiferino, Fofolete


No Brasil, a bonequinha de pano que vinha dentro de uma caixinha similar a de fósforos, surgiu no final dos anos 70, pela fabricante Trol e foi batizada com o nome inspirado no francês: Fofolete

Após sumir das prateleiras, nos anos 80, com a falência da Trol, a Fofolete voltou a ser fabricada pela Estrela a partir de 1999. No entanto, as peças em muito se assemelhavam a boneca Miudinha.

Fofolete lançada pela Estrela para comemorar a Copa no Brasil

Ainda nos anos 80, a El Grecco lançou a Le Mimmine, que a Trol colocou nas lojas brasileiras. Um pouco maior do que a soberana de vendas, Fofolete, foi batizada de Gisele. A bonequinha, também com olho de vidro, vinha de vestidinho e chapeuzinho na mesma estampa e dentro de uma caixinha. Na época também estampou a camiseta de muitas meninas, além de ter virado papel de carta.

Propaganda italiana da Le Mimmine, lançada no Brasil como Gisele

Seguindo o formato do que tanto agradou o público infantil, a El Grecco ainda lançou Por Corn, um palhacinho todo colorido, que recebeu o nome no Brasil de Pipoca, além da boneca Paciocchino, que a Trol chamou de Minuche, que vinha de gorrinho e cachecol, combinando.

Paciocchino, que a Trol chamou de Minuche

Durante os anos 80, para concorrer com a Trol, empresa que trouxe todas as variações de bonequinhas de pano, a Brinquedos Estrela conquistou o licenciamento da fabricante italiana Querzola e fabricou Mignolino, batizada de Miudinha/Miudinho. 



*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura e licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Twitter: @maryellenfsm

.: 8x6: AHS Apocalypse arrasa com Jessica Lange e a casa assassina

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em outubro de 2018


CONTÉM SPOILERS!



"Return to Murder House", o sexto episódio da oitava temporada da série "American Horror Story: Apocalyse" é perfeito para atear fogo na artilharia selecionada por Ryan Murphy e Brad Falchuk. Com direção de Sarah Paulson, o episódio começa com direito a câmera área enquadrando o teto do carro em que estão Madison Montgomery (Emma Roberts) e Behold Chablis (Billy Porter). Foco no sapato divino usado por Madison e a chegada do "casal" à famosa "Murder House" -intercaladas as cenas da compra da casa pelos dois.

Com a feitiçaria certa, Behold, ajudado por Madison, faz com que seja possível a comunicação com os mortos dali. Enquanto o público fica bem avisado que regressará à primeira temporada da série, o jogo começa com a aparição dos filhinhos da senhora Langdon. 

Assim, em meio a tiros, porradas e bombas, surge Jessica Lange, na pele de Constance Langdon, a vovózinha querida do anticristo Michael. Como não se impactar com o retorno da diva que se apresenta sem poupar os ouvidos de ninguém? E declara: "I'm Constance Langdon, and this is my fucking house".

As interações dos bruxos com os mortos, principalmente de Madison são as melhores. Seja quando a bruxa magrinha diz a Tate (Evan Peters, seu namorado na vida real) que ele não é tão "gostoso" ou quando Behold e Madison dão um final de arrepiar e até arrancar lágrimas, de tão emocionante para a governanta Moira (Frances Conroy). 

Assim, o bate-papo dos bruxos com os moradores da casa assassina -em busca de informações sobre o anticristo-, gera uma tremenda dança das cadeiras para a trama da série. A curiosidade sem respostas, até então, era sobre qual o fim dos personagens que aprendemos a amar em 2011.

"Return to Murder House" explica tudo, ou melhor, Constance é quem detalha grande parte da vida do anticristo. Ao reencontramos o doutor Ben Harmon (Dylan McDermott) -aquele se diverte diante da janela, chorando e se masturbando-, consultando Tate, novas dúvidas surgem: O que foi feito de Violet e Vivien (Connie Britton)? Como foi a morte de Constance? Como foi a criação e formação de Michael? 

Como passar impune diante da saída encontrada por Constance para os animais que o pequeno ser do mal dava fim? Ou quando o netinho, em um gesto total de rebeldia demoníaca quase a sufoca? Respirando e com lágrimas nos olhos de ambos, Michael pergunta se pode beber um copo de água, mas ela o corrige. Derruba o uso do "can" na pergunta do anticristo com o "May I". Pois é, percebe-se que ele vai dar fim no mundo, mas com classe!

Eis que chega a vez de Ben assumir o controle do quase filho, após a partida de Constance. Entre os momentos divertidos -ou curiosos- está quando Ben age como um pai para Michael. Os dois até brincam! Que momento pai e filho! No entanto, como nem tudo em AHS são flores, Michael descobre quem é seu verdadeiro genitor, além de chegar até a fantasia do velho conhecido, Rubber Man. Que já fez diversas aparições nessa temporada, inclusive!

Seja por meio de cenas impactantes, suaves ou até irônicas. O sexto episódio de AHS Apocalypse elevou completamente a qualidade da série. Se entre as recentes, essa não é temporada que se preze, eu não sei qual é! Que episódio, gente!


Seriado: American Horror Story: Apocalypse
Episódio: Return to murder house
Exibido em 17 de outubro de 2018
Elenco: Sarah Paulson como Wilhemina Venable, Cordelia Goode e Billie Dean Howard, Evan Peters como Sr. Gallant e Tate Langdon, Adina Porter como Dinah Stevens, Billie Lourd como Mallory, Leslie Grossman como Coco St. Pierre Vanderbilt, Cody Fern como Michael Langdon, Emma Roberts como Madison Montgomery, Cheyenne Jackson, Kathy Bates como Miriam Mead, Joan Collins como Evie Gallant, Billy Eichner como Brock, Jeffrey Bowyer-Chapman como Andre Stevens, Kyle Allen como Timothy Campbell, Lesley Fera como Agente da Cooperativa, Erika Ervin, Ashley Santos como Emily, Billy Porter, Jessica Lange como Constance Langdon, Taissa Farmiga como Zoe Benson e Violet Harmon, Gabourey Sidibe como Queenie, Lily Rabe como Misty Day, Frances Conroy como Myrtle Snow, Stevie Nicks como ela mesma, Connie Britton como Vivien Harmon, Dylan McDermott como Dr. Ben Harmon.



*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura e licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Twitter: @maryellenfsm




.: Crítica: "Annie - O Musical" é ato de resistência para tempos sombrios


Por Helder Moraes Miranda, em outubro de 2018.


Antes de qualquer coisa, "Annie - O Musical", em cartaz no Teatro Santander, em São Paulo, é uma experiência para os olhos. A grandiosidade do espetáculo só se compara ao arrasa-quarteirão "Peter Pan", exibido no primeiro semestre do ano, com muito sucesso. Baseado na história em quadrinhos " Annie, a Pequena Órfã ", de Harold Gray, a personagem título é uma espécie de Oliver Twist de saias.


Em comum com o personagem de Charles Dickens, primeiro romance inglês protagonizado por uma criança e considerado uma obra prima da literatura inglesa, está a vontade de aproveitar as oportunidades da vida com unhas e dentes. Acrescente um pouco mais de doçura à obra e estamos diante de "Annie". 


Tudo nessa história inspira. A começar pela protagonista, interpretada por três garotas nas diferentes apresentações brasileiras. Na apresentação em que assistimos, estava Maria Clara Rosis, que transpira carisma e talento. Independentemente da intérprete que defende Annie nas apresentações, o público percebe que está diante de novos talentos. Maria Clara Rosis, no entanto, é uma nova Shirley Temple, com uma pitada de modernidade típica dos jovens de hoje. 


Além de cantar muito bem, a intérprete da personagem emblemática do musical da Broadway e até de um filme clássico muito exibido nos anos 80 e 90 na "Sessão da Tarde" também confere à personagem a força que ela deve ter. Porque Annie é uma menina travessa e geniosa, mas também de bom coração e, recém-saída do musical "Peter Pan", de Billy Bond, como a personagem Sininho, ela consegue cativar.


Até porque para que a personagem - e o espetáculo - dêem certo, precisam da torcida do público. Desde o início, Maria Clara Rosis, liderando o elenco infantil, cativa ao retratar a situação de um orfanato sucateado, em que as órfãs, apenas meninas, sofrem nas mãos da vilã Sra. Hannigan, um papel feito sob medida para a talentosíssima Ingrid Guimarães. "Vida Dura Irmão", seguramente, um dos números mais lindos dos musicais que já foram encenados no teatro brasileiro, contextualiza a história de crianças jogadas ao abandono e a falta de amor.


No meio termo entre a comédia e a vilania, Ingrid se destaca em todas as cenas. É engraçada, canta bem e (no musical) é muito má - uma receita e tanto para musicais e, sobretudo, para que uma atriz do porte de Ingrid se esbalde em várias nuances, já que o espectador consegue sentir tudo por ela durante o espetáculo, até, pasmem, compaixão - tudo pelas cores que a atriz consegue pintar na personagem. E como ela é (ainda mais) bonita, e alta, pessoalmente!


Propositalmente, ou não, a personagem dela mistura "A Mulher de 30 Anos", de Honoré de Balzac, com toda a sensualidade amadurecida e a força do sexo feminino, com algo over, grandiloquente e mágico, próprios da construção que ela traçou. Ingrid Guimarães é hipérbole pura em "Annie", mas ao mesmo tempo representa a celebração de um grande talento em uma personagem que celebra toda a trajetória de alguém que se sai tão bem em tudo o que se propõe a fazer seja no cinema, teatro ou televisão.

Em "Annie" sobressaem-se as cores azul e vermelho, que são quase personagens. Desde o ruivo dos cabelos da menina protagonista, à escada com o W que remetem à inicial do senhor Oliver Warbucks até as cores frias de inverno. Cores primárias como o verde, em várias tonalidades, que ajudam a envolver e encantar. Afinal, é Natal no espetáculo e nas cores que gritam aos olhos do público, em uma paleta meticulosamente pensada para conduzir ao espectador a essa história tão emocional que é impossível não sair comovido e mais empático do que quando entrou.


Cleto Baccic, cover de Miguel Falabella, é uma surpresa agradável e um grande trunfo desse lindo espetáculo. Ele não deixa nada a dever ao querido protagonista dos musicais "Os Produtores" e "O Beijo da Mulher-Aranha" e, apesar de lembrar Falabella pelo timbre da voz, impõe o seu próprio estilo em uma atuação em que a tônica é a ternura. Outra que se destaca é a governanta Grace, Sara Sarres, em uma atuação suave e marcante. 


Marcel Octavio (cover de Rooster, papel de Cleto Baccic que, na apresentação que o Resenhando assistiu, interpretou o sr. Warbucks) e Carol Costa (Lilly), que completam o time dos vilões, ajudam a mover a história e emprestam seus talentos às motivações duvidosas dos personagens. Os cãezinhos que se revezam em cena são a "cereja do bolo" na "fofurice" toda. 


Não é possível deixar de comentar o desempenho de Ludmillah Anjos, finalista do programa "The Voice" que, com seu carisma, vem desempenhando papéis memoráveis em musicais como a Oda Mae em "Ghost - O Musical" (crítica neste link) e, desta vez, demonstra toda a sua versatilidade com personagens que exigem dramaticidade, comicidade e puro gogó (coisa que ela tem de sobra).


"Annie - O Musical" é quase um neon de tão luminoso e deveria voltar todos os finais de ano para fazer lembrar que a vida pode e deve ser mais musical e colorida, mesmo quando a país precede tempos sombrios que parecem se aproximar. "Annie" é sobre tudo isso e mais.


"Annie, O Musical" - 'Vida Dura Irmão' ("It's The Hard Knock Life")


"Annie, O Musical" - "Amanhã" ("Tomorrow")

"Annie, O Musical" - "Eu Só Preciso de Você"

Serviço:
Local: Teatro Santander (Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi – São Paulo – dentro do Shopping J.K Iguatemi)
Horários: Quintas e Sextas às 21h – Sábados às 16:30h e às 21h – Domingos às 15:30h e às 20h
Ingressos: De R$ 75,00 a R$ 310,00
Duração: 2 horas e 40 minutos (com 15 minutos de intervalo)
Capacidade: 1.100 lugares
Classificação: Livre

Estacionamento terceirizado com manobrista 
Vendas em: 
www.ingressorapido.com.br (sujeito a taxa de conveniência), ou diretamente na bilheteria do Teatro Santander (horário de funcionamento: Domingo a quinta-feira: 12h às 20h ou até início do espetáculo. Sexta e sábado: 12h às 22h)


*Helder Moraes Miranda escreve desde os seis anos e publicou um livro de poemas, "Fuga", aos 17. É bacharel em jornalismo e licenciado em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos, pós-graduado em Mídia, Informação e Cultura, pela USP - Universidade de São Paulo, e graduando em Pedagogia, pela Univesp - Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Participou de várias antologias nacionais e internacionais, escreve contos, poemas e romances ainda não publicados. É editor do portal de cultura e entretenimento Resenhando.


.: Gal se renova com "A Pele do Futuro", por Luiz Gomes Otero


Por Luiz Gomes Otero*, em outubro de 2018.

É possível renovar sua musicalidade olhando para o futuro? Para a cantora Gal Costa, a resposta pode ser encontrada nas faixas de seu mais recente lançamento, o CD "A Pele do Futuro". Com sonoridade inspirada na música dançante dos anos 70, ela mostrou que a força da intérprete continua intacta nos dias atuais.

O disco tem direção artística de Marcus Preto e produção musical de Pupillo. E inclui canções inéditas de Gilberto Gil, Adriana Calcanhoto, Emicida, Djavan, Guilherme Arantes, Hyldon, Nando Reis, Erasmo Carlos, Silva e Jorge Mautner, além de participações especiais das cantoras Maria Bethânia e Marília Mendonça.

"A Pele do Futuro" não chega a ter a mesma força dos álbuns das décadas de 70 e 80. E nem tem essa pretensão, pelo que se sabe. O que vale a pena é ouvir Gal investindo em um material inédito ao invés de cantar canções já consagradas. É tão consistente quanto o trabalho anterior, o ótimo "Estratosférica".

Com Bethânia, amiga de longa data, Gal canta a balada "Minha Mãe", repetindo o dueto que marcou os anos 70, inclusive no show "Os Doces Bárbaros", com Gilberto Gil e Caetano Veloso. E com Marília Mendonça ela canta a ótima "Cuidando de Longe". Ela dá um show de sensibilidade em "Viagem Passageira" e "Realmente Lindo". E em "Mãe de Todas as Vozes" flerta com uma batida próxima do blues

Com esse trabalho, Gal mostra que tem seu foco voltado para o futuro. Foi e voltou no tempo muitas vezes, vasculhando na própria história qual é a melhor tradução para o presente. E parece que acertou mais uma vez.

"Cuidando do Futuro"

"Palavras no Corpo"

"Minha Mãe"

*Luiz Gomes Otero é jornalista formado em 1987 pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Trabalhou no jornal A Tribuna de 1996 a 2011 e atualmente é assessor de imprensa e colaborador dos sites Juicy Santos, Lérias e Lixos e Resenhando.com. Criou a página no Facebook Musicalidades, que agrega os textos escritos por ele.



.: Musical "Tick, Tick...Boom!" estreia dia 30 no Teatro FAAP


Obra universal já traduzida para mais de dez idiomas e há 17 anos em cartaz pelo mundo ganha sua primeira montagem brasileira. Espetáculo vencedor do Prê̂mio Outer Critics Circle Awards de Melhor Musical Off-Broadway. Sete indicações ao drama Desk Awards, entre eles Melhor Musical, Melhor Roteiro, Melhor Composição Musical, Melhor Letra.
  
O que você quer ser? Até que ponto você está disposto a lutar por seus sonhos? Qual é o caminho certo? O que é importante? Como ser alguém em meio à multidão? E se desse tudo errado? E se o seu tempo estivesse acabando?

O título "Tick, Tick... Boom!" faz referência ao som emitido pelo relógio, que marca o indestrutível passar do tempo. O musical nos apresenta a jornada de Jon (Bruno Narchi), uma eterna promessa do teatro musical americano, um aspirante a escritor e compositor que sonha em realizar um grande espetáculo.

Sob a pressão da véspera de seu aniversário de 30 anos, de Susan (Giulia Nardruz), sua namorada que quer uma vida estável fora da cidade grande, e de Michael (Thiago Machado), seu melhor amigo disposto a convencê-lo a trocar tudo pela lucrativa carreira da publicidade insistindo em lhe oferecer um trabalho “normal”, Jon sente-se como uma bomba relógio, prestes a explodir!

"Tick, Tick...Boom!" também é considerado uma autobiografia musical de Jonathan Larson e sua luta para realizar um dos maiores sucessos da Broadway, o musical "Rent", que marcou a história americana e foi recentemente montado no Brasil por Bruno Narchi associado à produtora Bel Gomes.

Depois do sucesso de "Rent", Bruno e Bel decidiram criar uma Companhia ao lado de Leopoldo Pacheco e Thiago Machado. Assim nasceu a Companhia Paralela, para produzir espetáculos com alta qualidade artística enriquecendo o cenário alternativo. "É uma experiência muito gostosa juntar pessoas que têm uma vontade e uma maneira de trabalhar muito parecidas. É um movimento amoroso em relação ao teatro”, afirma Leopoldo Pacheco que agora assina a direção do musical ao lado de Bel Gomes.

Os novos produtores escolheram temas caros aos jovens como insegurança e solidão. O musical mostra no palco a crise dos 30 anos de idade, uma crise profissional, amorosa, pessoal. “Enquanto 'Rent' explora uma doença moderna que é a solidão, Tick Tick fala de outro mal que aflige a juventude: a insegurança”, diz Bruno. “E traz um importante questionamento da vida: por que seguir líderes que não sabem liderar?”, completa Thiago. “Esse início de trabalho revela nosso desejo de falar sobre assuntos pertinentes, como crise da idade e verdades que são duvidosas. Muitos artistas sabem que conquistamos um público jovem que não se via retratado. Oferecemos representatividade”, comenta Bel Gomes.

"Tick, tick...Boom!"
Teatro FAAP (486 lugares)
Rua Alagoas, 903 – Higienópolis.
Informações e Vendas: (11) 3662.7233 e 3662.7234.
Vendas: faap.br/teatro
Bilheteria: de terça a sábado, das 14h às 20h. Domingo das 14h às 17h.
Aceita cartão de débito e crédito: Visa, Master ou Dinners. Não aceita cheque.
Estacionamento gratuito, com vagas limitadas. Acesso para deficiente. Ar-condicionado.
Terças e quartas-feiras, às 21h.

Ingressos:
R$ 80
R$ 60 (plateia popular – 98 lugares por sessão)

Duração: 90 minutos
Recomendação: 12 anos

Estreia dia 30 de outubro de 2018
Temporada: até 12 de dezembro

Ficha Técnica:
Texto: Jonathan Larson 
Versã̃o: Bruno Narchi e Thiago Machado 
Direç̧ã̃o artística: Leopoldo Pacheco e Bel Gomes
Direç̧ã̃o musical: Jorge De Godoy 
Direção de movimento: Fabricio Licursi
Elenco: Bruno Narchi, Thiago Machado, Giulia Nadruz, Lara Suleiman (atriz substituta)
Banda: Jorge de Godoy, Artur Silveira, Thiago Lima, Rosângela Rhafaelle
Sound design: Paulo Altafim
Luz: Wagner Freire e Alessandra Marques
Cenário e figurino: Companhia Paralela 
Direç̧ã̃o de produç̧ã̃o: Bel Gomes 
Realizaç̧ã̃o: BELELEO e IBELIEVE

facebook.com/CompanhiaParalela
instagram.com/CompanhiaParalela


.: DC Comics para bebês, coleção que apresenta o universo nerd


Lançamento da Editora Ciranda Cultural, cada box da DC Comics possui seis minilivros com histórias eletrizantes de personagens como Batman, Super-Homem  e Mulher Maravilha.

Nunca é cedo demais para apresentar o universo da leitura para as crianças. Os bebês, por exemplo, gostam de livros que estimulam a visão, a audição e o tato. A leitura, mesmo intermediada por um adulto, auxilia a criança no desenvolvimento da imaginação e a experimentar sensações e sentimentos de forma significativa.

Neste recente lançamento da Editora Ciranda Cultural, cada Box DC Comics apresenta seis minilivros com capa dura, feitos em material resistente e com ilustrações lindas e vibrantes. Indicada para crianças a partir de dois anos, a coleção ainda estimula a participação dos pais nessa fase do desenvolvimento que é fundamental para novas descobertas e aprendizagens.

De forma divertida e lúdica, os pequenos irão conhecer o universo dos super-heróis, e ainda obter noções do que é certo e errado. Personagens como Batman e Super-Homem, por exemplo, estão sempre prontos para ajudar quem precisa, e dão um show quando o assunto é a vitória do bem contra o mal. Adorados em todo o planeta, introduzir a criança no universo desses personagens é algo que pode ajudar no desenvolvimento do pequeno leitor como cidadão. Além das histórias cheias de aventura, cada box traz também um quebra-cabeça, capaz de incentivar a curiosidade e a coordenação motora dos jovens leitores. 

A Coleção Box DC Comics apresenta quatro títulos: "DC Super Friends - Trabalhando em Equipe", "Super-Homem - As Histórias do Homem de Aço", "Batman - Histórias de Herói" e "Mulher Maravilha - Aventuras da Super-heroína". Cada minilivro da coleção permite a criança manusear e a se envolver com as ilustrações, inspirando futuramente nas brincadeiras, jogos e também no desenhar.

Box DC Comics
Preço: R$ 29,90 (cada)
Editora: Ciranda Cultural

.: Diário de uma boneca de plástico: 26 de outubro de 2018

Querido diário,

Ontem foi um dia maravilhoso. Trabalhei bastante. Garanti uma tremenda dor nas costas e no muque -parte do que corpo nem pensei sentir tanta dor. Ainda estiquei até a cidade vizinha, Praia Grande, para visitar a minha bisa Aurora.


Eu e Auden, passamos no mercado, compramos um bolinho de chocolate -faço até melhor, mas... e o tempo para isso?"-, além do clássico pãozinho com a sensacional protagonista: mortadela. 

Com aquele lanchão da noite, nós três, conversamos tanto, regando o fala-fala com muito chá. Ah! Minha bisa coloca cravo junto ao matte. Huuuuuuuuuuuuuuuuuuuuum!

E hoje? Já está sendo maravilhoso, sim!!


Beijinhos pink cintilantes e até loguinho,

Donatella Fisherburg


Redes sociais:
facebook.com/Photonovelas
twitter.com/DonaFisherburg
instagram.com/donatellafisherburg



.: Ana Paula Renault critica Nadja Pessoa: “Uma pessoa horrível”


O "São Paulo no Ar" exibe, nesta sexta-feira, 26 de outubro, uma entrevista exclusiva com a jornalista Ana Paula Renault, que participou da décima edição do reality show "A Fazenda".  A jornalista participa do quadro "Fabíola Mostra Tudo", comandado por Fabíola Gadelha. Juntas, elas têm uma experiência inusitada ao visitar um restaurante itinerante que serve um brunch em uma mesa suspensa a 50 metros de altura por um guindaste.

Durante a refeição, Ana Paula falou de sua participação no reality, das situações polêmicas que viveu no confinamento e da sua eliminação: “Não era para eu ter ficado porque eu não tinha reais chances de ganhar R$ 1,5 milhão”. A peoa ainda criticou alguns participantes, como a empresária Nadja Pessoa e o humorista Evandro Santo. “Ela  sabe que mentiu, sabe que articulou feio, sabe que jogou baixo”, afirmou. “Eu dei uma chance pra Nadja e ela demonstrou ser uma pessoa horrível. Uma pessoa completamente dissimulada, seca, fria”.

Sobre o ex-integrante do programa "Pânico", ela deixou clara sua decepção: “Eu o admirava como profissional, como humorista, mas eu descobri que é uma pessoa que tem indícios de racismo”. O "São Paulo no Ar" vai ao ar de segunda a sexta, das 7h às 8h30.

← Postagens mais recentes Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.