quinta-feira, 14 de maio de 2020

.: Farol Santander São Paulo lança uma incrível tour virtual gratuita

Iniciativa gratuita, disponível no site oficial do edifício, é opção de entretenimento e cultura para toda a família. Passeio virtual passa pelo hall de entrada, andares de memória, exposições e mirante. Foto: Renato Suzuki

O Farol Santander São Paulo, que já recebeu mais de 750 mil pessoas desde 2018, lança um tour virtual pelos oito dos 18 andares de visitação do edifício. As atrações que fazem parte da programação são o Hall de entrada; o Espaço Memória (2º ao 5º andar); as exposições “Devaneios – Os Mundos de JeeYoung Lee” (22º andar) e “Constelação – Somos Todos Feitos de Luz” (23º andar), além do tradicional Mirante do 26º. Para realizar a visita online, basta acessar o site https://farolsantander.com.br/#/sp/tour-virtual.

O passeio virtual pelo Farol Santander oferece uma opção cultural para toda a família. É uma mais uma atração online enquanto o edifício se mantiver fechado para visitas presenciais, de acordo com as recomendações das autoridades. O prédio, aberto em 1947, tem sua fachada tombada pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico). Em janeiro de 2018, após grande reforma, foi reaberto e inaugurado o Farol Santander, uma iniciativa que, desde então, tem colaborado com o processo de revitalização do Centro Histórico da cidade.

Roteiro de Visitação – Tour Virtual Farol Santander São Paulo

Hall de entrada
O passeio online às instalações do Farol Santander começa pelo Hall de entrada, que conta com o famoso lustre de 13 metros de altura e pesa mais de uma tonelada.

Espaço Memória
No 2º andar, tombado pelo Patrimônio Histórico, há uma experiência imersiva com um ambiente audiovisual. A partir de uma linha do tempo interativa, o público pode conhecer o processo de construção do edifício, sua relação com a história da cidade e como se tornou um ícone para os paulistanos.

Já no 3º andar, igualmente tombado, é reproduzido o funcionamento de uma agência da época, a partir do final dos anos 40. Nos ambientes estão objetos como calculadoras, cadernetas, fichas de atendimento e documentos gerais, além de uma sonorização que completa a vivência temporal.

Na sequência do Tour Virtual, no 4º andar, há uma instalação permanente e exclusiva do Farol Santander, a obra Vista, desenvolvida pelo artista brasileiro Vik Muniz. O trabalho consiste em uma reprodução de diferentes ângulos da vista do mirante, feita com mais de 20 toneladas de sucatas produzidas na reforma do próprio edifício. São seis painéis de 150x200 cm e 1 painel centra de 100x215 cm, reproduzindo a fachada do edifício vista de frente, que foram fotografados após o processo de construção.

No 5º andar, mais um tombado, as salas da presidência, diretoria e corredores preservam objetos e instalações que fazem parte da história do edifício. Lambris e mobiliários feitos artesanalmente e exclusivamente pelo Liceu de Artes e Ofício, em madeiras nobres como Jacarandá, podem ser vistos pelos visitantes online, que também encontram sonorização ambiente simulando reuniões e diálogos da época. O andar ainda tem duas salas com fotos de todos os presidentes do Banco do Estado de São Paulo e Santander.

Exposições de Arte Imersiva
Além dos espaços permanentes, estão no Tour Virtual do Farol Santander SP as exposições de arte “Devaneios – Os Mundos de JeeYoung Lee” e “Constelação – Somos Todos Feitos de Luz”; ambas apresentada pelo Ministério da Cidadania e pelo Santander, via Lei de Incentivo à Cultura.

Ocupando o 22º andar, a mostra da artista sul-coreana JeeYoung Lee, inédita no Brasil, tem direção artística de Facundo Guerra e apresenta as instalações The Panic Room (O Quarto do Pânico) e My Chemical Romance (Meu Romance Químico).

Lee convida o público a entrar no universo de seus devaneios, transformando os visitantes em coautores, testemunhas e participantes de suas ideias. No tour, o público circula por um caminho pré-determinado no início, que leva de uma instalação para a outra. No último ambiente da mostra, estão expostas fotografias feitas pela artista, que evidenciam seus trabalhos.

No 23º andar, a exposição “Constelação - Somos Todos Feitos de Luz”, da artista visual croata Maja Petric, tem curadoria de Antonio Curti e apresenta uma nova visão de arte digital.

A mostra foi redesenhada com uma nova versão inédita e exclusiva para o Farol Santander São Paulo. Nela, Petric explora a junção de elementos tecnológicos à natureza e apresenta uma experiência imersiva que simula uma constelação.

Mirante do 26º
Assim como nas visitas presenciais, o passeio virtual pode ser finalizado no Mirante do 26º, também tombado pelo Patrimônio Histórico e que detém uma das vistas mais impactantes da cidade. O Mirante ganhou ainda uma unidade do Suplicy Cafés, que pode ser vista durante a visita online.

.: Live disponibiliza e-book grátis do espetáculo "Cadê Meu Nariz?"


Domingo é dia da live do espetáculo "Cadê Meu Nariz?". Tudo porque no próximo dia 17, às 15h, a companhia O Que De Que fará a apresentação ao vivo no Instagram (@oquedeque) do primeiro trabalho, "Cadê Meu Nariz?", que este ano completa dez anos de estreia. 

Para celebrar este feito, a cia. acaba de publicar na Amazon o e-book deste espetáculo, que terá download gratuito por cinco dias, a partir do dia 17. Todos que participarem desta live receberão um link para o baixar o novo e-book gratuitamente. 

"Cadê Meu Nariz? - Livro Teatrado" foi apelidado carinhosamente conta a história do primeiro espetáculo da O Que De Que, por meio das fotos de cena. O livro traz versões em português, russo e inglês da história. Com poucos textos e fotos do trabalho no palco, os leitores entrarão em contato com esta obra, que gira em torno de um palhaço que perde o nariz vermelho e fica desesperado. Mas uma garota aparece e conta que viu um cachorro pegar o nariz. Na busca pelo cão, a dupla revive quadros clássicos de circo, inspirados em Charles Chaplin, Buster Kiton, Emmet Brown, Chispirito, entre outros.

.: Luiz Felipe Pondé aponta formas de enfrentar a ansiedade em novo livro


Em novo livro, Luiz Felipe Pondé discorre sobre uma das questões mais preocupantes da atualidade: a ansiedade. Na obra, o pensador estuda algumas das inúmeras fontes do problema, como as redes sociais e a internet, o avanço na medicina e a instabilidade do futuro da democracia

Antes da pandemia do novo coronavírus parar o mundo e fazer as pessoas moldarem a rotina, redefinirem prioridades e sofrerem com as incertezas e o medo, Luiz Felipe Pondé já percebia a ansiedade como uma das questões mais preocupantes e inquietantes da nossa era. Enquanto finalizava este livro, e o vírus se espalhava mundo afora, o autor teve a comprovação de que a ansiedade havia se tornado um marco da nossa época. 

Em "Você É Ansioso? - Reflexões contra o Medo", publicado pela Editora Planeta, o pensador elabora um ensaio sobre a era da ansiedade, analisando como o comportamento e a cultura têm produzido e lidado com esse novo paradigma e apontando possíveis formas de lidar com a questão. "Somos todos apanhadores no campo de centeio"

A frase que abre o livro faz referência à obra "O Apanhador no Campo de Centeio", de J.D. Salinger (1951), cujo protagonista e narrador, Holden Caulfield, tornou-se símbolo ao mesmo tempo da rebeldia e vulnerabilidade juvenil. "Ele é um paradigma da sensação nascente de ansiedade entre adolescentes nos anos 1950. (...) Trata-se de um romance sobre o sentimento de que o mundo parece ridículo e sem sentido", conclui. O filósofo explica que a fonte essencial para afirmar que existe uma ansiedade espalhada pelo mundo é o fato de que a ansiedade é verdadeira. "E se somos todos ansiosos, temos razão para sermos", reflete.

Pondé transfere parte da responsabilidade da forte carga da ansiedade em nossa sociedade para a "hiperinformação". "A acessibilidade carrega a ansiedade como um parasita incubado, é um carrier como se diz em inglês. Cidadãos informados são ansiosos, este é um traço essencial da dialética da ansiedade em sua relação com o aumento na qualidade da informação e do conhecimento", ele defende. 

O livro pretende, antes de tudo, reconhecer as fontes imediatas da ansiedade em nossa era, como redes sociais e internet, avanço na medicina, maior longevidade, emancipação feminina e suas consequências, disseminação das práticas psicoterápicas de estilo coaching, instrumentalização das relações, instabilidade do futuro da democracia, dissolução da família em geral e obsessão com a alimentação. Apesar disso, o objetivo do livro não é apontar "métodos infalíveis" para lidar com a questão. "Talvez uma das melhores formas de enfrentar a ansiedade seja aceitar que jamais a venceremos e que o que nos humaniza é o fracasso", defende ele.

Sobre o autor
Luiz Felipe Pondé é filósofo, escritor, diretor do laboratório de política, comportamento e mídia da PUC-SP, professor da FAAP e colunista do jornal Folha de S.Paulo. Já publicou inúmeros livros, entre eles "Como Aprendi a Pensar", "Filosofia para Corajosos", "Amor para Corajosos" e "Espiritualidade para Corajosos" - todos pela Editora Planeta.

Ficha Técnica - "Você É Ansioso? - Reflexões contra o Medo"
Autor: Luiz Felipe Pondé. Páginas: 160. Preço livro físico: R$39,90. Preço e-book: R$24,90. Editora Planeta.

.: Segundo episódio de série aborda impactos do Covid19 na saúde


O coronavírus Covid19, em apenas alguns meses, deixou o mundo de joelhos. Há uma batalha diária de cientistas que correm contra o tempo para produzir um imunizante (uma vacina). Esse processo, que exige forte dedicação, testes e aprimoramento – leva um certo tempo, mas há esperanças na comunidade científica – que está tentado abreviar pesquisas e buscar uma resposta. 

Desde que surgiram os primeiros casos de Coronavírus Covid-19 — inúmeras pessoas têm se perguntando sobre o tratamento e a cura dessa doença. Essas interrogativas conduziram o segundo episódio da série documental a ‘Tirania da Minúscula Coroa:Covi19, que abordará os impactos na Saúde. A previsão de lançamento é na próxima segunda-feira, dia 18. 

Com depoimentos de médicos que estão na linha de frente como Leticia Kawano Dourado, Doutora em Pneumologia pela Faculdade de Medicina da USP Médica e integrante do Instituto de Pesquisa do Hospital do Coração (São Paulo), que está envolvida em estudos de tratamento do Covid 19 no País, do médico otorrinolaringologista Alexandre Colombini, do pneumologista Rodrigo Santiago, da médica carioca Ticyana D’Azambuja, formada na Universidade Federal Fluminense (UFF) e anestesista pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), do infectologista Álvaro Furtado Costa, do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Instituto Emílio Ribas, da pediatra Ana Carolina Leite Hernandez, Especialista e Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e outros profissionais – o capítulo mostra uma nova história sob a óptica destes novos heróis que, diariamente, enfrentam esse duro combate.  

“Temos aclamados com salvas de palmas, em todos os cantos do planeta, os profissionais de saúde que enfrentam um maiores desafios da história recente: atuar na linha de frente no combate ao coronavírus. São os heróis em uma guerra contra um inimigo invisível. Esse capítulo é uma homenagem para todos esses profissionais. Nossa gratidão”, explicou o jornalista Gustavo Girotto, à frente da iniciativa.

Ricardo Sartori, diretor de arte, e Juliano Sartori, diretor de produção, destacam que o novo capítulo ganhou recursos de edição. “Fomos agraciados com um banco de imagens do Oslaim Brito, do 'YouTube nas Ruas', que entendeu a importância do trabalho e, voluntariamente, colaborou conosco. O resultado do segundo episódio nos surpreendeu”, explicaram.

Os capítulos podem ser vistos pelo canal (https://www.youtube.com/c/ViadIdea). O teaser do segundo episódio já está pronto e circulando nas redes sociais e no canal da série. Com edição de Via d’Ideia, trabalho jornalístico de Gustavo Girotto, com colaboração jornalística de Tércio David Braga e orientação de Adalberto Piotto - o teaser do segundo episódio "A Tirania da Minúscula Coroa: Covid19" impressiona.


quarta-feira, 13 de maio de 2020

.: #ResenhaRápida com Bruna Longo, atriz: "Tudo me inspira"


Por Helder Moraes Miranda Mary Ellen Farias dos Santos, editores do Resenhando.


Bruna Longo é uma mulher aguerrida não só pela trajetória brilhante, mas pela força das personagens que representa. Atriz, pesquisadora corporal, dramaturga, a trajetória dela fala por si só: é uma artista multifacetada. Mestre em Movement Studies pela Royal Central School of Speech and Drama - University of London, no Reino Unido.

Atuou e dirigiu diversas peças teatrais. No ano passado, protagonizou o espetáculo "Criatura, Uma Autópsia", fruto de dois anos de pesquisas dentro e fora da sala de ensaio. É também preparadora corporal e diretora de movimento, tendo trabalhado em projetos na Europa, Brasil e Estados Unidos. 

Nesta entrevista, concedida no início do ano, Bruna Longo revela-se um pouco mais para o público que a admira. Saber mais sobre ela nunca é demais. Saber sobre artistas como ela sempre é necessário. Ainda mais em tempos em que a arte precisa sobreviver.

Nome completo: Bruna Fernanda de Lima Longo.
Apelidos: Bruni e Pi.
Data de nascimento: 18 de janeiro de 1979.
Qualidade: perseverança.
Defeito: intransigência.
Signo: Jerzy Grotowski.
Ascendente: Giulietta Masina.
Uma mania: fazer lista de tarefas e desejos.
Religião: budista.
Time: nenhum.
Amor: um exercício.
Sexo: sim.
Família é: quem te apoia incondicionalmente.
Ídolo: não tenho, nem acredito em ídolos.
Inspiração: tudo me inspira.
Arte é: canal para compreender e expressar a vida. 
Brasil: país adolescente e sem consciência histórica.
Fé: não uso essa palavra. 
Deus é: uma invenção humana.
Política é: toda interação humana.
Hobby: astronomia.
Lugar: Londres.
Prato predileto: Parmigiana.
Sobremesa: arroz doce.
Fruta: cereja.
Cor favorita: preto.
Medo de: não realizar tudo o que quero.
Uma peça de teatro: "aux pieds de la lettre", cie. dos a deux.
Um show: Metallica, sempre.
Um ator: Buster Keaton.
Uma atriz: Giulietta Masina.
Um cantor: Caetano Veloso.
Uma cantora: Fiona Apple.
Um escritor: Manoel de Barros.
Uma escritora: Jane Austen.
Um filme: "O Poderoso Chefão I" e "II".
Um livro: "Fragmentos de Um Discurso Amoroso", Roland Barthes.
Uma música: "Boots of Spanish Leather", de Bob Dylan.
Um disco: "Elis & Tom".
Um personagem: Antigone.
Uma novela: não vejo.
Uma série: "Penny Dreadful".
Um programa de TV: "Cosmos" (BBC).
Um podcast: "Making sense", com Sam Harris.
Uma saudade: Meus avós.
Algo que me irrita: atrasos.
Algo que me deixa feliz é: bom teatro.
Digo sim a: convites para teatro.
Digo não a: qualquer coisa que fira alguém.
Sonho: que artistas sejam respeitados nesse país.
Futuro: muitos espetáculos a fazer.
Morte é: fim.
Vida é: tempo presente.
Uma palavra: entusiasmo.
Ser atriz é: vocação.


.: Netflix anuncia série baseada em novo livro de Elena Ferrante


"A Vida Mentirosa dos Adultos" chega ao Brasil pela Intrínseca e os assinantes do clube intrínsecos receberão o livro em primeira mão em junho.

Após cinco anos de espera, "A Vida Mentirosa dos Adultos", o novo livro de Elena Ferrante, será publicado no Brasil pela Intrínseca. O livro chega primeiro em junho, exclusivamente para os assinantes do clube de livros da editora, o intrínsecos. A obra será adaptada para uma série original da Netflix, ainda sem data prevista de lançamento.

Até 31 de maio é possível se associar ao clube intrínsecos (www.intrinsecos.com.br) e receber a obra em junho. Para não assinantes, o lançamento nas livrarias será em setembro. Em "A Vida Mentirosa dos Adultos", Ferrante esmiúça a crucial transição da juventude para a vida adulta usando a voz de Giovanna, moradora de um respeitável bairro de classe média de Nápoles. Seu destino é selado por um comentário do pai, que compara a falta de beleza da filha com a de Vittoria, tia da menina há muito afastada da família.

Cultuada pela crítica e por uma legião de fãs em todo o mundo, Ferrante ficou conhecida por manter em sigilo sua real identidade. Até hoje não se sabe o verdadeiro nome da escritora italiana, que se recusa a aparecer publicamente e dá raras entrevistas, apenas por e-mail. No Brasil, a Intrínseca lançou outros três livros da autora: "Um Amor Incômodo", "A Filha Perdida" e o infantil "Uma Noite na Praia".

.: Jornalistas criam série documental pelo celular sobre Covid19


Jornalistas criam pelo celular durante a quarentena série documental sobre o coronavírus.

Visão plural diante dos fatos e entrevistados das mais diversas áreas. Esse é o roteiro de uma série documental que nasce, no período da quarentena, intitulada "A Tirania da Minúscula Coroa: Covid19", fruto de uma parceria inédita entre o jornalista Gustavo Girotto e Ricardo e Juliano Sartori, da Via d’Ideia – especialistas na produção de vídeos documentários.

Mais de 300 horas de material foram transformadas em uma série documental do YouTube, em capítulos que serão lançados ainda nesta semana por meio do canal https://www.youtube.com/c/ViadIdea. O teaser já está pronto e circulando nas redes sociais e pode ser visto no canal. A produção demandou estudo, cuidado e concentração, mas, acima de tudo, um roteiro de orientação que cativa o telespectador para entender a gravidade dos fatos.

Médicos, economistas, artistas, jornalistas e profissionais de áreas de pesquisa integram o conteúdo transmitidos pelas rádios Planeta Verde e Canal Um FM, de Taquaritinga (interior de São Paulo), que agora fora transformado em uma narrativa jornalística de série documental.

“Criamos um documentário in house – até como desafio pessoal - respeitando a quarentena. Doamos uma parte do tempo para construir esse material, cujo objetivo é esclarecer quais os cuidados, os impactos na economia e até uma visão espiritual diante desta crise sob a ótica de grandes profissionais. Foi um trabalho totalmente voluntário – de todos os envolvidos. Só temos uma certeza: o mundo nunca mais será o mesmo”, destacou Girotto.

A busca e o encontro da ideia foram a causa de partida da série documental, amarrada em um roteiro didático e estruturado. “Quando o Girotto sugeriu a ideia e o propósito - que é levar informação de qualidade e conscientização – aceitamos o desafio da parceria. Acreditamos que, neste momento, todo talento deve ser doado para causas que ajudem a população nessa dura travessia. Foram horas de dedicação para alcançar esse resultado”, exemplificou Ricardo Sartori, diretor de arte do material, relembrando que “tudo foi produzido por vídeos depoimentos no celular, o que aumenta o desafio”.

Girotto relata que, sem a parceria dos irmãos Sartori, esse trabalho não seria possível. “O trabalho de produção e edição deles (Juliano e Ricardo Sartori) são inquestionáveis, de um talento já consolidado. O jornalista Tercio David Braga, que passou pelo Estadão e Metro, também colaborou na estruturação dos temas. A orientação conta com um nome de peso: o jornalista Adalberto Piotto, autor do filme 'Orgulho de Ser Brasileiro'. Uma honra contar com essas parcerias, que entenderam que o conteúdo é de grande relevância social. Agradeço especialmente aos entrevistados que me atenderam neste período, além das rádios da cidade que abriram esse espaço. Vamos continuar produzindo o material, até termos uma janela de esperança no horizonte”, relatou o jornalista.

Juliano Sartori explica que, o padrão de produção, está alinhado com essa tendência moderna de seriados da Netflix. “Nos inspiramos nesta dinâmica - de transformar o conteúdo em capítulos de uma série documental - que cresce em cada episódio em uma lógica de time line. A narrativa jornalística diante dos fatos - cercada de depoimentos de grandes nomes de cada área – aliado a essa edição dinâmica, são os pontos fortes da produção. É um forma de devolver para sociedade, por meio de um trabalho voluntário, o que gostamos de fazer: gerar conteúdo que provoque transformação. Democratizar conteúdo de qualidade, neste momento, que ajudem a mitigar riscos deste inimigo invisível – é essencial”, exemplificou Juliano, que dirigiu toda roteirização.

Por fim, com edição de Via d’Ideia, trabalho jornalístico de Gustavo Girotto, com colaboração jornalística de Tercio David Braga e orientação de Adalberto Piotto – estreia a série documental "A Tirania da Minúscula Coroa: Covid19".

Teaser de "A Tirania da Minúscula Coroa: Covid19"

.: Dois covers de Henry Gaspar para ouvir nessa quarentena


A dica de hoje são dois covers do ator, cantor e músico Henry Gaspar, para você ouvir nessa quarentena. Durante essa quarentena, revisitamos o canal do ator e cantor Henry Gaspar para que você possa aproveitar seu tempo em casa com alguns covers. 

Cantor, músico, ator e dublador, Henry Gaspar estreou profissionalmente como Mário Ayala em “Carrossel, o Musical”, com a direção de Zé Henrique de Paula e Fernanda Maia. No mesmo ano atuou como o Zequinha na montagem para os palcos de “Castelo Ra-Tim-Bum - O Musical”. Interpretou John Darling em “Peter Pan de J.M. Barrie, O Musical”, sob a direção de José Possi Neto. Em 2019 teve grande destaque na montagem brasileira do musical da Broadway “Escola do Rock”, interpretando o tecladista Lawrence. Confira dois covers de Henry Gaspar para deixar sua quarentena mais leve:

1. "Hey, Soul Sister" - Train
A música de 2009 é o maior sucesso da banda de rock norte-americana Train e fala de um amor de forma bem delicada e poética.



2. "Sol" - Vitor Kley

Sucesso de Vitor Kley, é uma ótima opção para aquecer nossos corações e nos lembrar para abrir as janelas, já que mesmo sem poder sair de casa, o sol continua brilhando lá fora.


.: Escritor Sérgio Sant'Anna e cantor Carlos José são homenageados


Sérgio Sant'Anna, um dos principais escritores brasileiros, faleceu no último dia 10, vítima de coronavírus. Ao longo de 50 anos de carreira, venceu quatro vezes o prêmio Jabuti, três vezes o APCA e uma vez o prêmio da Biblioteca Nacional. Para homenageá-lo, o Canal Brasil exibe na sexta, dia 15, às 20h25, o filme “Bossa Nova”, comédia romântica inspirada no conto “A Senhorita Simpson”, do livro homônimo lançado em 1989. Dirigido por Bruno Barreto, o longa traz no elenco Amy Irving, Antonio Fagundes, Alexandre Borges. A produção também está disponível on demand nas plataformas NOW (NET/Claro), Vivo Play e Oi Play.

Também nos deixou essa semana por complicações com Covid-19 o cantor e compositor Carlos José, revelado nos 1960 e famoso pela voz grave inigualável em serestas Brasil afora. Ele, que tinha predileção pelo samba-canção, é o destaque de um episódio de “MPBambas”, que está disponível no YouTube do Canal Brasil.

Homenagem a Sérgio Sant'Anna
Bossa Nova (2000)
Horário: Sexta, dia 15, às 20h25
Sinopse: Viúva há dois anos, a americana Mary Ann Simpson dá aulas de inglês no Rio de Janeiro. A professora vive afastada dos homens até conhecer Pedro Paulo, que se recupera de um casamento fracassado.
 Classificação: 12 anos

Homenagem a Carlos José
MPBambas
Canal YouTube do Canal Brasil


terça-feira, 12 de maio de 2020

.: Tudo sobre "Franny & Zooey", de J. D. Salinger: família e fim da infância


J. D. Salinger cativou o público com histórias que capturam toda a irrefreável energia da juventude, os dilemas familiares, sociais e espirituais da vida moderna, bem como as angústias e alegrias do amor, da indiferença e da liberdade. 

Por isso, é com entusiasmo que a editora Todavia anuncia que, pela primeira vez no Brasil, os livros de J. D. Salinger serão lançados em versão digital. A partir deste sábado, 9 de maio, os e-books de "Franny & Zooey", "Nove Histórias""O Apanhador no Campo de Centeio" ficaram disponíveis para compra nas principais plataformas. 

"Franny & Zooey": um retrato da vida em família e do fim da infância
Na obra, que traça um panorama lírico, ocasionalmente cômico e sempre cortante da vida familiar, Salinger continua a explorar os meandros da família Glass, que os leitores conheceram em "Nove Histórias". Em “Franny”, a mais jovem dos Glass se encontra com o namorado, mas o que prometia ser um fim de semana aprazível acaba se tornando uma descida ao mal-estar espiritual que a domina. Em “Zooey”, encontramos Franny em meio a um colapso nervoso, e cabe a seu irmão tentar ajudá-la.

O autor
J. D. Salinger nasceu em 1919, em Nova York, nos Estados Unidos. É autor de "O Apanhador no Campo de Centeio" (1951), "Nove Histórias" (1953), "Franny & Zooey" (1961) e de "Pra Cima com A Viga, Carpinteiros & Seymour - Uma Introdução" (1963). Sua última história foi publicada na revista New Yorker em 1965. Morreu em 2010 em Cornish, New Hampshire.

"Franny & Zooey"
Gênero: ficção estrangeira. Tradução: Caetano W. Galindo. Capa: Pedro Inoue. Formato: 13,5 × 20,8 × 1,1 cm. Páginas: 176. Peso: 0,240 kg. ISBN: 978-65-80309-63-4. Ano de lançamento: 2019.

.: Alexia Annes participa do festival de cinema Quarentena Film Festival


A atriz Alexia Annes é uma das atrações do festival de cinema Quarentena Film Festival. Ela participa com o curta-metragem "Saudade", escrito e dirigido por ela. O filme foi criando especialmente para o período de quarentena e faz parte do festival. 

A mostra competitiva em diversas categorias, e entre elas o Júri Popular onde o público pode participar.  O Festival acontece até dia 20 de maio. O público pode participar do @quarentenafilmfestival votando nas obras que mais gostarem de novos e produtivos artistas.

Curta-metragem "Saudade"

Link para votar:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScmZOvJa7lTieU_RE9jdKsKdgN9cgMdK4xHy8z0IAEpBQzxgw/viewform 

.: TV Cultura lança série inédita sobre o Modernismo, com direção de Ricardo Elias


Produzida pela TV Cultura, com direção do cineasta Ricardo Elias, a emissora lança a série Modernistas, que apresenta um dos movimentos mais importantes da cultura brasileira, o Modernismo. Quatro documentários inéditos relatam a vida e a obra dos principais artistas que participaram da Semana de Arte Moderna de 1922 - Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Victor Brecheret.

Composta por quatro episódios de 26 minutos cada, a série foi elaborada a partir de uma ampla pesquisa, misturando depoimentos, fotos de acervo pessoal, acervo da TV Cultura e imagens de arquivo. “O documentário busca um olhar intimista e pessoal dos personagens, mesclando depoimentos de autoridades no assunto com parentes próximos. A ideia é atualizar as figuras dos modernistas, destacando não só o seu legado, mas a influência que exercem até hoje. Já que os modernistas pensaram o Brasil como poucos na história da nossa cultura e estamos sempre recorrendo a eles quando precisamos discutir ou rever a nossa identidade”, diz Ricardo Elias.

A série estreia na TV Cultura nesta quarta-feira, dia 13, às 22h45, com o episódio sobre Tarsila do Amaral. Nas demais semanas (dias 20 e 27 de maio, e 3 de junho), respectivamente, vão ao ar a vida e obra de Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Victor Brecheret.


Episódio 1 - Tarsila do Amaral
Conduzido pela sobrinha-neta de Tarsila conhecida como Tarsilinha, a edição destaca a carreira artística da pintora até seu recente sucesso no MOMA - Museu de Arte Moderna de Nova York -, em 2018, com uma exposição exclusiva Inventing Modern Art in Brazil, que a expôs para o mercado internacional.

O episódio destaca também o sucesso da exposição Tarsila Popular, em 2019, no Masp, em São Paulo, que contou com a visitação de 402 mil pessoas - recorde de público. E o caráter didático das suas obras, já que a pintora é uma das primeiras artistas a serem apresentadas para as crianças.

Uma curiosidade a destacar é que a edição tem um dos únicos registros em vídeo de Tarsila, feito em 1972, e que pertence ao acervo da TV Cultura. A atriz Victoria Blat, que atuou na série Dois Irmãos da Rede Globo, interpreta em alguns momentos a pintora.


Episódio 2 - Oswald de Andrade
Narrado pela sua filha mais nova, Marilia de Andrade, dançarina e professora da Unicamp, o episódio fala da convivência com o mais ousado e controverso modernista. E aborda o esquecimento que Oswald foi submetido até ser resgatado pelo Teatro Oficina.

Poético, inovador, ousado, o documentário mescla os poemas do artista com imagens de seus livros e biografia pessoal. Como diz um dos depoentes na edição, a obra de Oswald se pauta pela sua biografia. Sua trajetória artística e sua obra se misturam com fatos cotidianos, como a briga com Mário de Andrade, com quem se desentendeu e amargou um arrependimento até o fim da vida.

Episódio 3 - Mário de Andrade
Mário de muitas faces, como diz um dos seus poemas, “Eu Sou 300, Sou 350”. Pesquisador, musicista, professor de piano, escritor, agente cultural, folclorista, fotógrafo. Ele exerceu múltiplas atividades e em cada uma delas foi mais genial do que na outra.

O autor do clássico "Macunaíma" também é um dos mais importantes pesquisadores da cultura brasileira. É responsável pelo registro e resgate de muitas danças e músicas folclóricas de todo o Brasil.

Ele também criou uma série de aparatos culturais como bibliotecas itinerantes, a Biblioteca Pública de São Paulo, hoje Biblioteca Mário de Andrade, e o Coral Lírico Paulistano.

O episódio é conduzido pelo seu sobrinho Carlos Augusto de Andrade, e ilustrado por um rico acervo de fotografias, além de uma visita à antiga casa do artista, hoje um centro cultural. O ator Paschoal da Conceição interpreta Mário de Andrade em alguns momentos.


Episódio 4 – Victor Brecheret
Gênio, escultor conhecido pelas obras espalhadas pela cidade de São Paulo, a trajetória de Brecheret se mistura com alguns momentos importantes da história da capital Paulista.

Ele também possui obras diversas que dialogam com a cultura brasileira. Na edição, a filha de Victor Brecheret, Sandra Brecheret fala da biografia do pai, do período em que viveu na Europa, seus grandes monumentos e também das esculturas funerárias que fez ao longo da vida, entre elas a Musa Impassível, exposta na Pinacoteca de São Paulo.

Sobre Ricardo Elias
Premiado diretor de cinema e televisão, dirigiu os filmes "Mare Nostrum" (2018), "Os 12 Trabalhos" (2006), "De Passagem" (2003) e o média-metragem "Um Filme de Marcos Medeiros", além dos programas de televisão "Manos e Minas', "Telecurso" e 'TerraDois", eleito Melhor Programa da TV Brasileira de 2017 pelo Prêmio APCA. O longa-metragem "Os 12 Trabalhos" foi premiado na categoria Terceiro Troféu Coral no Festival de Havana e Troféu Horizons no Festival de San Sebastián, em 2006, e Melhor Direção e Melhor Roteiro no Cine PE, em 2007.

Pelo longa-metragem "De Passagem", Elias recebeu os prêmios de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro e Troféu da Crítica no Festival de Gramado; Melhor Filme na Mostra de São Paulo e Melhor Roteiro e Melhor Direção no Festival de Cinema Brasileiro de Miami, todos em 2003. Já "Um Filme de Marcos Medeiros" levou o Troféu Pery Ribas e Troféu Especial do Júri no Festival de Gramado, em 2000.

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