sexta-feira, 18 de julho de 2025

.: A edição especial de “Gita”, de Raul Seixas, prensada em vinil vermelho


O início, o fim e o meio

Por Leonardo Lichote.

Raul Seixas e Paulo Coelho conversavam sob a noite estrelada de Dias d’Ávila, pequeno município baiano onde se localizava o sítio da família dos pais do cantor. A dupla passava ali uma temporada de descanso depois do sucesso de “Krig-ha, Bandolo!”, disco de estreia de Raul lançado em 1973. O papo chegou ao livro sagrado indiano “Bhagavad-gita”, mais especialmente ao trecho no qual o deus Krishna se descrevia para o guerreiro Arjuna: “Eu sou a morte que tudo devora, e Eu sou o gerador de todas as coisas ainda por existir. Eu sou as mulheres, Eu sou a fama, a fortuna, a fala, a memória, a inteligência, a fidelidade e a paciência”.

Daquela troca saiu, em menos de dez minutos, a letra completa de “Gita” - de versos como “Eu sou o início, o fim e o meio”. A parceria de Raul e Paulo batizaria e daria o tom místico do histórico disco que eles lançariam meses depois, em 1974. Agora, em celebração aos 80 anos do baiano, que são celebrados no dia 28 de junho, a Universal Music Brasil relança “Gita” no formato LP, numa edição prensada em vinil vermelho, que já está em pré venda na UMusic Store. Confira aqui: https://www.umusicstore.com/raul-seixas.

A imagem de Raul na capa, de guitarra e boina vermelhas, dedo em riste, se dirigindo no microfone à multidão que não aparece na foto, projetava a imagem de líder guerrilheiro, guru, profeta que se consolidaria a partir dali. O selo da Sociedade Alternativa no canto inferior esquerdo dava um ar misterioso e oficial às ambições que o cantor apresentava no disco. Nada menos que fundar um novo modelo de organização social, que, em plena ditadura, questionava autoridades, instituições como o casamento, a noção burguesa da felicidade - tudo em nome da potência individual de cada ser humano, sintetizada nos versos “Faze o que tu queres/ Pois é tudo da lei”.

O disco traz oito parcerias de Raul e Paulo - oficialmente, pois o autor de “Diário de Um Mago” argumenta que ele compôs sozinho uma delas, “Medo da Chuva”, atribuída à dupla. As outras quatro têm apenas a assinatura de Raul. Todas as canções orbitam, de alguma forma, em torno da ideia da Sociedade Alternativa, desenhada a partir dos ensinamentos do ocultista britânico Aleister Crowley, citado, inclusive, num verso do álbum.

Mesmo tendo o misticismo e as ambições revolucionárias como núcleo, o disco não abre mão do humor - quase sempre ácido - de Raul. Além disso, o artista não tinha o menor desejo de propor manifestos herméticos, para iniciados. Mirava no sucesso popular, nas massas - e a linguagem direta de suas canções, na música e nas letras, reflete isso. Como ele defendeu em entrevista feita exatamente em 1974, ano de lançamento de “Gita”:

“Eu escolhi o caminho da música por ser o meio mais fácil de chegar ao povo. Abandonei o livro porque o Brasil não lê. Abandonamos o teatro, porque o teatro está em plena decadência. Não queremos esquemas underground fechados, porque é hora de abertura, é hora de você abrir o jogo. (...) Eu faço música comercial. Botei oitenta e cinco músicas na parada de sucesso e quero continuar botando. Nunca parar. Tá legal?”.

Seu objetivo de comunicar sem rodeios é confirmado já na primeira faixa do disco, “Super Heróis”. Depois da introdução rock’n’roll clássica, com a guitarra do fiel escudeiro Rick Ferreira, Raul abre alas decretando feriado em plena segunda-feira e trazendo, num tom algo debochado, um desfile de ídolos pop daquele momento: o apresentador Silvio Santos, o enxadrista Mequinho, o piloto Émerson Fittipaldi, o jogador Pelé.

“Medo da Chuva” contesta a ideia do casamento como algo inquebrável. “É pena/ Que você pense que eu sou seu escravo/ Dizendo que eu sou seu marido e não posso partir”, diz a letra. A ideia original era de que ela fosse gravada como uma canção sertaneja de maneira mais marcada, com as duas vozes da tradição caipira - Raul chegou a registrá-la assim. O produtor Marco Mazzola, porém, não aprovou.

Apontada por Raul na época como a sua favorita no disco, “As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor” combina rock’n’roll e raiz nordestina - num estilo que o cantor cravou como assinatura em “Let Me Sing, Let Me Sing”, apresentado no Festival Internacional da Canção, em 1972. Nos versos do repente, ele manda recados como “A arapuca está armada/ E não adianta de fora protestar/ Quando se quer entrar num buraco de rato/ De rato você tem que transar”.

Inspirada no poema cristão “Cantar da Alma que se Regozija de Conhecer a Deus pela Fé”, de São João da Cruz, “Água Viva” se sustenta sobre um belo arranjo de cordas - vale a menção às orquestrações do disco, assinadas por Miguel Cidras, que valorizam com bom gosto e personalidade todas as faixas em que estão presentes.

“Moleque Maravilhoso” nasceu de uma frase que Paulo Coelho viu num adesivo de para-choque nos Estados Unidos: “I don’t make little mistakes, I only make earthquake”. A frase é traduzida no primeiro verso da canção de arranjo à la Sinatra: “Eu nunca cometo pequenos erros/ Enquanto eu posso causar terremotos”. Para evitar problemas com a censura, o letrista inseriu a figura do título para tirar um tanto do tom de afronta da música: “Eu sou um moleque maravilhoso”.    

Pinçada do disco coletivo que Raul lançara em 1971 ao lado de Sérgio Sampaio, Edy Star e Miriam Batucada, “Sessão das 10” mergulha na linguagem do bolero brega seresteiro - dentro da veia paródica que o baiano exercitava tão bem. A história de amor dramática e derramada termina com a voz forçadamente embargada do cantor.

“Sociedade Alternativa” é o manifesto sobre o qual o disco se organiza. Trafegando entre o  nonsense (“Se eu quero e você quer/ Tomar banho de chapéu/ Discutir Carlos Gardel/ Ou esperar Papai Noel”) e o épico (o coro de “Viva a Sociedade Alternativa” repetido de forma marcial), a canção se tornou um dos símbolos de Raul. Mesmo com sua proposta de revolução em tempos de autoritarismo, ela ganhou clipe no programa “Fantástico”, da TV Globo, uma enorme e cobiçada vitrine. Em 2013, ela reafirmou sua força ao ser cantada por Bruce Springsteen no Rock in Rio.

Cruzando, numa linguagem oracular, memórias da infância e referências ao Apocalipse, “Trem das 7” fascina por sua linguagem interiorana, simples, que cresce na direção da imponência final. A ideia do bem e do mal de braços dados reflete a influência de Aleister Crowley sobre aquela fase do cantor. A letra traz também referência a uma nova era cósmica, o “Novo Aeon” - termo que viria a batizar seu álbum seguinte.

“S.O.S” conversa com “Ouro de Tolo” em sua denúncia do vazio da existência da classe média, “lá por detrás da triste, linda Zona Sul”, e na atenção ao disco voador como símbolo de algo que está além dessa realidade limitada. Sua melodia traz semelhanças impressionantes com “Mr. Spaceman”, lançada pela banda americana The Byrds oito anos antes - o que não era raro na trajetória de Raul.

Vinheta de pouco mais de um minuto, “Prelúdio” versa sobre o sonho e o real a partir de uma estrutura que evoca a canção de ninar, repetindo a reflexão: “Sonho que se sonha só/ É só um sonho que se sonha só/ Sonho que se sonha junto é realidade”. Trata-se da adaptação de um texto atribuído erradamente a Miguel de Cervantes, supostamente numa fala de Dom Quixote.

Composta anos antes mas perfeitamente adequada ao espírito do disco, “Loteria da Babilônia” simula uma performance ao vivo - referência à apresentação que Raul fizera da canção no show Phono 73. A letra, inspirada num conto homônimo de Jorge Luis Borges, provoca o personagem a quem ela se dirige, que parece saber tanto e nada: “Você não tem perguntas pra fazer/ Porque só tem verdades pra dizer”.

Depois de “Gita”, faixa-título descrita na abertura deste texto, o álbum segue com “Um Som para Laio”. Canção menos lembrada do disco, ela fez parte da trilha sonora da novela “O Rebu”, encomendada à dupla Raul e Paulo - Laio era o personagem de Carlos Vereza na trama. A letra desafia o interlocutor: “Trago um par de fones nos ouvidos/ Pra não lhe escutar/ O que você tem pra dizer/ Ouvi há cem anos atrás”.

O álbum se encerra com um imperativo: “Não Pare na Pista”. Foi composta na mesma viagem ao sítio onde nasceu “Gita”, a partir das placas que Raul e Paulo viam na estrada. A mensagem é direta - ao Brasil de então e ao de hoje, aos ouvintes de então e de hoje. Não ficar parado enquanto a vida e o mundo seguem velozes. Aos 80 anos, ainda vale o chamado do canto de Raul nos versos finais: “Meu bem, me dê a mão/ Que eu vou te levar/ Sem carro e sem medo/ Pra outro lugar”.  


Lista de faixas de “Gita”:

Lado A
1 – "Super Heróis" (Raul Seixas / Paulo Coelho)
2 – "Medo da Chuva" (Paulo Coelho / Raul Seixas)
3 – "As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor" (Raul Seixas)
4 – "Água Viva" (Paulo Coelho)
5 – "Moleque Maravilhoso" (Raul Seixas / Paulo Coelho)
6 – "Sessão das 10" (Raul Seixas)


Lado B
1 – "Sociedade Alternativa" (Paulo Coelho / Raul Seixas)
2 – "O Trem das 7" (Raul Seixas)
3 – "S.O.S." (Raul Seixas)
4 – "Prelúdio" (Raul Seixas)
5 – "Loteria da Babilônia" (Raul Seixas / Paulo Coelho)
6 – "Gita" (Raul Seixas / Paulo Coelho)

.: "Gay HBO Max Song" de Trixie Mattel disponível nas plataformas de música


Atendendo a diversos pedidos dos fãs nas redes sociais, a HBO Max lançou a "Gay HBO Max Song", da superestrela drag e DJ Trixie Mattel, nas principais plataformas de streaming de música, para animar os dias e noites dos fãs quando quiserem.

Apresentada pela primeira vez durante o Mês do Orgulho, junto de seu videoclipe oficial, a faixa rapidamente tornou-se uma alegre celebração da comunidade LGBTQ+, com presença em diversos eventos ao redor do mundo.  O lançamento é uma homenagem à comunidade, e uma forma de manter viva a energia festiva para comemorar o Orgulho durante o ano inteiro.

quinta-feira, 17 de julho de 2025

.: Resenha: para a família, "Smurfs" tem colorido vibrante e ritmo acelerado

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em julho de 2025


Nova animação de colorido vibrante, musical, mesclada com cenas reais, "Smurfs" (2025), é um reboot divertido dos clássicos personagens azuis de gorro branco. Nas telas da "Cineflix Cinemas", a produção apresenta feiticeiros malvados, sendo que, desta vez o ataque capaz de capturar o Papai Smurf é feito não por Gargamel, mas seu irmão, Razamel. Tentando reverter tamanho abuso, os Smurfs embarcam em uma missão para o mundo real com o intuito de resgatá-lo. 

Assim, os pequeninhos deixam a Vila dos Smurfs e conseguem a ajuda de alguns novos amigos, como por exemplo Kenneth, chamado de Ken, irmão de Papai Smurf. Em meio a aventuras com outros Smurfs habitantes de um globo de discoteca, reviravoltas fazem os pequeninos descobrirem algo além, incluindo um deles que ainda desconhece seu dom e precisa ser batizado de um nome adequado. Assim, Sem Nome (Diego Martins) e o grupo esbarram em algo fantástico. 

Buscando se descobrir, estando em grupo numa missão maior, ao lado da líder Smurfette (Rihanna, dublada de Jennifer Nascimento de "Encanto", voz de Dolores Madrigal), feitiços explodem na tela e a verdadeira magia, usadas em união para um bem maior é o que, de fato, importa. Com uma trilha sonora impecável, no Brasil, garante o encontro vocal de Diego Martins e  Jennifer Nascimento, fazendo a magia acontecer na produção.

Com direção de Chris Miller ("O Poderoso Chefinho"), codireção de Matt Landon ("O Pequeno Príncipe") e roteiro de Pam Brady ("South Park: Maior, Melhor e Sem Cortes"), a produção entrega muito da essência dos "Smurfs", ao som da tradicional canção feliz e apresentação de todos os personagens, incluindo o "perdido" Sem Nome. Todavia, mesmo com uma mitologia aprofundada do universo dos seres azuis, o longa segue com tamanho ritmo que, por vezes, confunde o público. De toda forma, "Smurfs" é entretenimento para toda a família. Vale a pena conferir na telona Cineflix Cinemas.

O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN



"Smurfs" ("Smurfs"). Ingressos on-line neste linkGênero: animação, infantil, musical, comédiaClassificação: livre. Duração: 1h32. Direção: Matt Landon, Chris Miller. Roteiro: Pam BradyElenco: Rihanna (Smurfette), Dan Levy, Natasha Lyonne, Kurt RussellSinopse: Feiticeiros malvados capturam o Papai Smurf e os Smurfs embarcam em uma missão para o mundo real para salvá-lo. Com a ajuda de alguns novos amigos, eles devem descobrir o que define seu destino para salvar o universo.. Confira os horários: neste link

Trailer "Smurfs"




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Por 
Helder Moraes Miranda, especial para o portal Resenhando.com. Foto: Django Sibley

Isabela Quilodrán não é apenas uma atriz em ascensão, mas uma autora do próprio destino. Ela não nasceu para os papéis secundários, tampouco para as molduras pré-fabricadas de uma indústria que ainda tenta, de tempos em tempos, definir quem pode ou não ser protagonista. É uma artista que nasceu em solo brasileiro, tem sangue chileno pulsando sob a pele e uma carreira que corta continentes como quem avança no palco com um monólogo incendiário.

Da Record TV às tábuas de Shakespeare, dos palcos independentes do Fringe Festival à selva burocrática dos festivais internacionais, Isabela Quilodrán não pede licença - ela acende as luzes e se posiciona no centro para falar. Com um sotaque que é misto de alma e resistência, carrega no corpo o traço de um tempo novo, em que a atriz também escreve, produz, dirige e, principalmente, ousa. E não é qualquer ousadia: é latino-americana, feminista, intensa e autoral - uma combinação explosiva que Hollywood ainda tenta decifrar com legendas em atraso.

Na entrevista a seguir, exclusiva para o portal Resenhando.com, Isabela fala sobre a trajetória entre o teatro clássico e o cinema de gênero, a solidão dos bastidores, o glamur nada glamuroso das premiações, os sustos e fantasmas que alimentam seus roteiros, e as ideias perigosas que costuma ter no silêncio das coxias. O tom é direto, reflexivo e, por vezes, desconcertante, assim como o talento dela.


Resenhando.com - Em uma Hollywood ainda viciada em estereótipos, como é carregar um nome latino de sonoridade poética e, ao mesmo tempo, recusar-se a interpretar a “doméstica caliente” ou a “traficante de coração mole”?
Isabela Quilodrán - Dá muito orgulho carregar esse nome justamente porque sempre se impressionam comigo. Sempre me perguntam de onde sou, porque nunca têm certeza. Brasileiro, na cabeça do estrangeiro, tem um visual muito diferente, então, quando me perguntam, eu explico a mistura com muito orgulho. Sobre os papéis, geralmente sou estereotipada como a "sexy", o que me incomoda. Porém, sei que isso sempre vai acontecer. Não recuso papel pelos estereótipos, recuso mais pela história: o que quero passar? Vai me desafiar? Isso é o que mais me move. Penso que, se me derem o espaço para brilhar, eu vou brilhar. E também vou atrás dos papéis que têm algo a dizer, para provar que sou mais do que o estereótipo em que me colocam.


Resenhando.com - Você estudou Shakespeare e Molière em inglês, mas cresceu ouvindo português e espanhol. Quando o palco exige de você intensidade, qual dessas línguas grita mais alto dentro de você?
Isabela Quilodrán - Português. Sempre português. Nossa língua é tão rica! Temos tantos ditados, gírias e palavras que só existem no português e que fazem tanto sentido... Então, quando me dá vontade de falar algo que vem das profundezas do meu ser, o português é o que grita mais alto.


Resenhando.com - Já que você atua, escreve e produz, diga com sinceridade: qual das três funções mais testa sua vaidade - e qual a salva dela?
Isabela Quilodrán - Produção é a que mais testa minha vaidade, com toda certeza! Parece até irônico, mas na produção lidamos com muita responsabilidade e poder - um produtor tem, muitas vezes, a decisão final. A que me salva dela é a atuação. Criar um personagem baseado no texto é uma mistura perfeita de caos e entrega. É se perder para renascer, e é o que me reconecta comigo mesma.


Resenhando.com - “Audition” e “Feast” têm tons sombrios e psicológicos. Você tem medo de quê - e como transforma isso em matéria-prima para o cinema?
Isabela Quilodrán - Nossa, acho que todo mundo tem muitos medos. Eu tenho fobia de aranhas. Poucas foram as vezes em que acessei esse medo para um personagem - eu evito trazer muito de mim para eles. Prefiro criar do zero e existir naquela vida imaginada, descobrindo dentro dela os medos e paixões.


Resenhando.com - Você já interpretou reis, loucos, fantasmas e mártires no palco. Mas e fora dele? Qual foi o papel mais difícil que a vida a forçou a improvisar?
Isabela Quilodrán - Fora dele, acho que o papel mais difícil ainda é ser você mesmo e tentar ser fiel às suas origens e à sua própria autenticidade. Um papel que a vida me forçou a improvisar é esse papel social. Sempre me vi muito dividida por ser brasileira e chilena. Sempre ouvi muitos comentários sobre como foi crescer numa casa com duas culturas semelhantes em muitos aspectos, mas também muito diferentes. Acredito que ainda luto muito com isso - minha família no Brasil não entende muito a do Chile, e vice-versa. Vivo no meio de dois mundos que, muitas vezes, colidem.


Resenhando.com - O circuito de festivais é uma vitrine ou uma selva? Já foi mordida por algum tapete vermelho?
Isabela Quilodrán - Festival é definitivamente uma vitrine. Uma vitrine selvagem. Pensa bem: você vai para um evento onde tem diretores, produtores, executivos, atores... é uma loucura só! E você se vê fazendo entrevistas, vendo gente conhecida ganhando espaço - é uma mistura de sensações incríveis. É um ótimo lugar para fazer networking e mostrar todo o seu carisma e potencial. Sim! Nossa, lembro de um evento em que eu estava me sentindo minúscula porque tinha tanta gente incrível que vi na TV e no cinema desde nova... Eu não conseguia acreditar que eu, lá do Brasil, estava no meio dessa galera. Nunca vou esquecer como foi ver Javier Bardem, Kevin Costner e Ebon Moss. Juro, até hoje fico boba!


Resenhando.com - Ao estudar na tradicional Stella Adler, você bebeu da fonte de ícones como Marlon Brando e Judy Garland. Há espaço, nesse olimpo, para uma atriz latino-americana com sotaque e cicatrizes?
Isabela Quilodrán - Nossa, tem muito espaço! A indústria está fazendo de tudo para mostrar esse espaço. Ainda é difícil, mas é muito possível, e eu parto do princípio de que nada é impossível. Eu coloquei na minha mente que vou levar o Brasil e o Chile para o mundo. E estou nessa missão até hoje - e seguirei até conseguir.


Resenhando.com - O que mais move você: a raiva contra o apagamento latino em Hollywood ou o desejo de ocupar a cena com outra narrativa possível?
Isabela Quilodrán - Raiva nunca me moveu. Meu desejo de ocupar a cena com a minha narrativa, com a visão de quem foi ganhando espaço aos poucos, é muito mais gostoso e interessante do que lutar contra algo que já aconteceu. Quem vive de passado é museu, e eu uso o conhecimento do passado que tenho para mostrar, para quem não sabe, como é ou como pode ser daqui para frente. Vamos mudar a mente dos outros para melhor, e juntos a gente faz história - uma nova história.


Resenhando.com - Se a sua trajetória fosse uma peça teatral, qual seria o título e quem você escalaria para interpretá-la em cena?
Isabela Quilodrán - Genial essa pergunta! Nunca pensei muito num nome... Talvez "Confissões de Uma Eterna Estrangeira". E eu interpretaria a mim mesma - não sei se vejo outra pessoa no meu lugar. Digo isso porque sempre busquei representatividade em atores, mas eles não representam exatamente quem eu sou ou de onde eu vim. Sinto falta de poder representar alguém como eu. Essa conversa é longa... São muitos pontos.


Resenhando.com - Você prefere o silêncio das coxias ou o ruído do set? E em qual deles você costuma ter as ideias mais perigosas?
Isabela Quilodrán - Para sempre, o silêncio das coxias. O palco é um lugar de muita entrega, tentativa e erro. A energia que a plateia emana... são muitas variáveis que eu amo e que me dão um prazer enorme. O set é bem divertido, mas não dá para brincar ou interagir tanto como num palco. Num set, você vem com uma ou duas escolhas e decide de acordo com o que o diretor quer. Gravou, é isso. No palco, às vezes, você está no meio de uma fala ou monólogo, tem um insight completamente diferente, descobre algo novo, faz a intenção levemente diferente ou se deixa influenciar pela energia que está recebendo da plateia. O diretor lapida o que tem que ser, mas você vive ele de formas diferentes em cada apresentação. A experiência é bem diferente.

.: Sábado, Lilian Sais encontra leitores na próxima edição do "Diálogo Literário"


Encontro gratuito no Edifício Oswald de Andrade promove conversa sobre literatura brasileira contemporânea. Foto: divulgação


O "Diálogo Literário", promovido pelo programa CULTSP PRO – Escolas de Profissionais da Cultura, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, chega à sua próxima edição neste sábado, dia 19 de julho, das 15h00 às 17h00, com a presença da poeta e romancista Lilian Sais. Realizado no Edifício Oswald de Andrade, o encontro tem entrada gratuita e não precisa de inscrição prévia. A atividade é voltada para maiores de 16 anos. O CULTSP PRO é gerido pelo idg - Instituto de Desenvolvimento Social.

Nesta edição, o encontro convida o público a mergulhar na literatura brasileira contemporânea a partir da trajetória da escritora, percorrendo obras como O Livro do Figo, Palavra Nenhuma e A Cabeça Boa, entre outras. O Diálogo Literário é um espaço de encontro entre o público e personalidades do campo literário, promovendo conversas sobre livros, processos criativos e temas contemporâneos ligados à literatura. Compre os livros de Lilian Sais neste link.


Sobre Lilian Sais
É poeta e romancista, formada em letras pela USP, onde também concluiu o mestrado e o doutorado em letras clássicas. Publicou, entre outros livros, "O Funeral da Baleia" (Patuá, 2021), fomentado pelo Proac e finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, "Motivos para Cavar a Terra" (Cepe Editora, 2022), vencedor do 6º Prêmio Cepe Nacional de Literatura, "O Livro do Figo" (Macondo, 2023), também fomentado pelo Proac, e "A Cabeça Boa" (DBA, 2025), seu livro mais recente. Compre os livros de Lilian Sais neste link.


Serviço
"Diálogo Literário" com Lilian Sais
Neste sábado, dia 19 de julho de 2025
Horário: das 15h00 às 17h00
Edifício Oswald de Andrade – Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro/São Paulo
Entrada gratuita - não precisa de inscrição, aberto ao público
Classificação indicativa: 16 anos

.: Netflix anuncia elenco principal e início das gravações da minissérie "Brasil 70"



Rodrigo Santoro
(João Saldanha), Bruno Mazzeo (Zagallo) e  Lucas Agrícola (Pelé) são os protagonistas de "Brasil 70, A Saga do Tri", nova minissérie de ficção da Netflix e O2 Filmes sobre a campanha da equipe nacional brasileira de futebol rumo ao tricampeonato no mundial de 1970. As filmagens já começaram e acontecem em cidades do Brasil e do México. Ainda sem data de estreia, a minissérie vai recriar, de forma imersiva, lances clássicos e momentos de bastidores que ajudaram a construir o legado de uma das maiores equipes de futebol de todos os tempos. 

Um mergulho nos desafios, emoções e temores que acompanharam os jogadores como Pelé, Tostão, Félix, Carlos Alberto, Jairzinho, Gérson e Rivellino, além dos técnicos Saldanha e Zagallo durante a preparação e a disputa do torneio. O enredo se desenrola em um dos momentos mais marcantes tanto do futebol quanto da História política brasileira, em meio à fase mais dura do regime militar, enquanto a equipe demonstra sua genialidade em campo sob a enorme pressão de representar um país inteiro.

A direção geral é assinada por Paulo Morelli e Pedro Morelli, com episódios dirigidos também por Quico Meirelles. A criação é de Naná Xavier e Rafael Dornellas. A produção está a cargo de Paulo Morelli e Pedro Morelli, ao lado de Cris Abi, com Guto Gontijo na produção executiva de desenvolvimento. Felipe Sant'Angelo assina com Naná Xavier a redação final dos roteiros. Completam o elenco nomes como Marcelo Adnet (Eusébio Teixeira), Bruna Mascarenhas (Rosemeri), Gui Ferraz (Jairzinho), Ravel Andrade (Tostão), Maicon Rodrigues (Paulo Cézar Caju), Caio Cabral (Carlos Alberto), Daniel Blanco (Rivellino), Val Perré (Mário Américo), Lara Tremouroux (Rosa), Felipe Frazão (Leo), Fillipe Soutto (Gérson), Hugo Haddad (Félix), Victor Salomão (Dadá Maravilha) e José Beltrão (Parreira).

.: Filho de Christopher Reeve aparece como repórter no "Superman" de 2025


No novo "Superman" de 2025, dirigido por James Gunn, há um momento que vai além das explosões e efeitos especiais: a participação do filho do lendário Christopher Reeve, o jornalista Will Reeve, surge brevemente como repórter de TV - um eco moderno daquele que é conhecido como um dos primeiros Clark Kent. Aos 33 anos, Will empresta ao filme uma ligação emocional pura com o legado de Reeve e reforçando o reboot como um tributo vivo e sincero. 

Ele aparece em cena durante uma cobertura jornalística, vestindo o figurino e o tom que lembram o alter ego do Superman. Will Reeve diz que gravou a participação em Cleveland no verão de 2024, em um único dia, e que quando retornou ao aeroporto a notícia já tinha vazado on-line. Will Reeves serviu como uma ponte viva entre a era de Christopher Reeve e a nova era DCU, lembrando que a mitologia do "Superman" não é só efeitos ou figurinos, mas também histórias humanas.

O elenco do filme incluiu um ritual simbólico antes das filmagens: a equipe assistiu ao documentário "Super/Man - The Christopher Reeve Story", emocionando-se com a trajetória do homem por trás do herói - e unindo as gerações no set com reverência e intensidade emocional 

Will Reeve, que encontrou seu lugar como correspondente da ABC News, admite que teve mais nervosismo filmando essa única cena do que em anos de aparições na TV ao vivo. “Tinha que decorar uma fala, muita gente por perto... fiquei mais nervoso ali do que quando estou no meu trabalho normal”, afirmou. 


Assista no Cineflix mais perto de você
As principais estreias da semana e os melhores filmes em cartaz podem ser assistidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.


Programação do Cineflix Santos
“Superman” | Sala 4
Classificação:
 PG13. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês. Direção: James Gunn. Elenco: David Corenswet, Rachel Brosnahan, Nicholas Hoult e outros. Duração: 2h09. Cenas pós-créditos: sim. Cineflix Santos | Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos/SP.


Dublado
17/7/2025 - Quinta-feira: 15h20
18/7/2025 - Sexta-feira: 15h20
19/7/2025 - Sábado: 15h20
20/7/2025 - Domingo: 15h20
21/7/2025 - Segunda-feira: 15h20
22/7/2025 - Terça-feira: 15h20
23/7/2025 - Quarta-feira: 15h20


Legendado
17/7/2025 - Quinta-feira: 18h00 e 20h40
18/7/2025 - Sexta-feira: 18h00 e 20h40
19/7/2025 - Sábado: 18h00 e 20h40
20/7/2025 - Domingo: 18h00 e 20h40
21/7/2025 - Segunda-feira: 18h00 e 20h40
22/7/2025 - Terça-feira: 18h00 e 20h40
23/7/2025 - Quarta-feira: 18h00 e 20h40

quarta-feira, 16 de julho de 2025

.: "Quarteto Fantástico" terá pré-estreia dia 23 no Cineflix Cinemas

O Cineflix já prepara o terreno para a chegada de uma das estreias mais comentadas do ano: "Quarteto Fantástico - Primeiros Passos", novo capítulo da Marvel Studios que promete revitalizar o grupo de super-heróis em uma proposta radicalmente diferente. O filme tem sessões de pré-estreia agendadas para 23 de julho. No Cineflix Santos, localizado no Miramar Shopping, as sessões ocorrem na Sala 4, às 15h30, em versão dublada, e às 18h00 e 20h30, na versão legendada. No cinema, há distribuição de mini-pôsteres nas primeiras sessões. O lançamento oficial do filme será no dia 24 em todo o Brasil.

O longa-metragem mergulha em uma ambientação retrofuturista inspirada na estética dos anos 1960, porém situada em um universo paralelo dentro do multiverso da Marvel. A estreia, portanto, não é apenas um novo começo, mas um reposicionamento da equipe no tabuleiro cósmico da saga. Dirigido por Matt Shakman, que já havia encantado os fãs com WandaVision, e roteirizado por Eric Pearson, o longa evita repetir a velha fórmula da origem dos personagens. 

Em vez disso, apresenta um Quarteto já consolidado, atuando como heróis há cerca de quatro anos, e lidando com o impacto existencial e emocional que os superpoderes provocam em suas vidas. Essa maturidade narrativa abre espaço para explorar temas mais densos, como a gravidez de Sue Storm, que pode representar a introdução de Franklin Richards, uma figura central nos quadrinhos por seu potencial quase ilimitado. A gravidez, aliás, não é um mero detalhe, mas o fio condutor que entrelaça drama familiar e apocalipse cósmico em doses quase simétricas.

O elenco reúne grandes nomes. Pedro Pascal vive Reed Richards, o Senhor Fantástico, enquanto Vanessa Kirby assume o papel de Sue Storm, a Mulher Invisível. Joseph Quinn interpreta o impetuoso Johnny Storm, o Tocha Humana, e Ebon Moss-Bachrach dá vida a Ben Grimm, o resistente Coisa. Mas são as adições de Julia Garner, como uma versão alternativa da Surfista Prateada, e Ralph Ineson, no papel colossal de Galactus, que dão ao filme sua atmosfera verdadeiramente intergaláctica. Também fazem parte do elenco Paul Walter Hauser, Natasha Lyonne, Sarah Niles e John Malkovich — este último envolto em mistério quanto ao papel que irá desempenhar.

Visualmente, o longa aposta em um estilo singular: inspirado no visual clássico da Nova York dos anos 1960, mas com um viés tecnológico que remete a sonhos futuristas da Guerra Fria. A fotografia, feita com câmeras de 16 mm sob o comando de Jess Hall, confere à produção um charme vintage que se distingue dos blockbusters digitais convencionais. A trilha sonora de Michael Giacchino reforça esse clima nostálgico e emocional, resgatando tons de aventura e descobrimento.

A narrativa se estrutura em torno da chegada de Galactus à Terra, com a Surfista Prateada como emissária da destruição iminente. Há também um olhar sensível sobre o impacto psicológico que a missão heroica causa em cada membro da equipe. Sue Storm, por exemplo, parece estar à beira de uma ruptura entre maternidade e dever, enquanto Reed enfrenta o peso de salvar o planeta e, ao mesmo tempo, manter unida uma família que está prestes a se expandir. É uma fábula científica com contornos humanos, e talvez aí resida seu maior trunfo.

Embora ambientado em um universo alternativo, o filme se conecta ao grande arco do multiverso da Marvel. E, como não poderia deixar de ser, há cenas pós-créditos - pelo menos uma, de acordo com fontes confiáveis. Nela, Sue aparece lendo para um garotinho loiro, possivelmente Franklin, quando retorna ao cômodo e encontra um visitante inesperado: ninguém menos que o Doutor Destino, sugerindo que o caos ainda está apenas começando. A cena, enigmática e carregada de tensão, planta sementes que poderão germinar em "Vingadores: guerras Secretas" ou mesmo em "Doomsday", especulado como o próximo grande evento da saga.

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As principais estreias da semana e os melhores filmes em cartaz podem ser assistidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

Programação do Cineflix Santos
“Quarteto Fantástico - Primeiros Passos” | The Fantastic Four - First Steps | Sala 4
Classificação: 12 anos. Ano de produção: 2025. Idioma original: inglês. Direção: Matt Shakman. Roteiro: Josh Friedman, Eric Pearson, Jeff Kaplan e Ian Springer. Elenco: Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Ebon Moss-Bachrach, Joseph Quinn, Julia Garner, Natasha Lyonne, Paul Walter Hauser, Ralph Ineson e outros. Duração: 1h55. Cenas pós-créditos: sim. Cineflix Santos | Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos/SP.


Dublado
23/7/2025 - Quarta-feira: 15h30

Legendado
23/7/2025 - Quarta-feira: 18h00 e 20h30

.: Mais de 1,3 milhão de pessoas já assistiram "Superman" no Brasil


Primeiro filme da DC Studios dirigido por James Gunn já arrecadou mais de R$32 milhões em bilheteria no país. Foto: divulgação


Um dos filmes mais aguardados do ano, "Superman" chegou aos cinemas e o público brasileiro já deixou clara sua paixão pelo herói: mais de 1,3 milhão de pessoas já assistiram ao longa e a produção arrecadou mais de R$32 milhões em bilheteria, considerando as sessões antecipadas, que aconteceram nos dias 8 e 9 de julho. Leia a crítica completa neste link: "Superman": herói menos mártir e mais humano chuta sombras da DCU. 

Ação, humor e coração, além de alguns latidos de Krypto, o supercão, dão o tom deste filme que marca início do novo universo DC nos cinemas. Dirigido por James Gunn, que também produz o longa ao lado de Peter Safran, Superman é estrelado por David Corenswet (Superman/Clark Kent), Rachel Brosnahan (Lois Lane), e Nicholas Hoult (Lex Luthor). "Superman" está em cartaz nos cinemas de todo o país, também em IMAX e com versões acessíveis. Para mais informações, consulte a programação do cinema de sua cidade. 

"Superman" é o primeiro longa-metragem da DC Studios a chegar às telonas, com sua estreia marcada para 10 julho nos cinemas de todo o mundo. Distribuído pela Warner Bros. Pictures, James Gunn, em seu estilo característico, assume a nova história do super-herói original, no recém-imaginado universo DC, com uma combinação singular de ação épica, humor e coração, um Superman movido pela compaixão e por uma crença inerente na bondade da humanidade. Os CEOs da DC Studios, Peter Safran e Gunn, produziram o longa-metragem, com direção e roteiro de Gunn, baseado nos personagens da DC. Superman foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster.  

O filme é estrelado por David Corenswet (“Twisters”, série “Hollywood”) no papel duplo de Superman/Clark Kent; Rachel Brosnahan (série “The Marvelous Mrs. Maisel”) como Lois Lane, e Nicholas Hoult (os filmes “X-Men”, “Jurado Nº 2”) como Lex Luthor. Coestrelam Superman os atores Edi Gathegi (série “For All Mankind”); Anthony Carrigan (séries “Barry”, “Gotham”); Nathan Fillion (os filmes “Guardiões da Galáxia”, “O Esquadrão Suicida”); Isabela Merced (“Alien: Romulus”); Skyler Gisondo (“Licorice Pizza”, “Fora de Série”); Sara Sampaio (“At Midnight”); María Gabriela de Faría (série “The Moodys”); Wendell Pierce (“Selma: Uma Luta pela Igualdade”; série “Jack Ryan”); Alan Tudyk (série “Andor”); Pruitt Taylor Vince (“Bird Box”); e Neva Howell (“Greedy People: Pessoas Gananciosas”). 

Os produtores executivos de Superman são Nikolas Korda, Chantal Nong Vo e Lars Winther. A equipe de produção criativa de James Gunn nos bastidores inclui seus colaboradores frequentes como o diretor de fotografia Henry Braham, a designer de produção Beth Mickle, a figurinista Judianna Makovsky, e o compositor John Murphy, ao lado dos editores William Hoy (“Batman”), Jason Ballantine (filmes “IT”, “The Flash”) e Craig Alpert (“Deadpool 2”, “Besouro Azul”).


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Programação do Cineflix Santos
“Superman” | Sala 4
Classificação:
 PG13. Ano de produção: 2025. Idioma: inglês. Direção: James Gunn. Elenco: David Corenswet, Rachel Brosnahan, Nicholas Hoult e outros. Duração: 2h09. Cenas pós-créditos: sim. Cineflix Santos | Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos/SP.


Dublado
16/7/2025 - Quarta-feira: 15h20
17/7/2025 - Quinta-feira: 15h20
18/7/2025 - Sexta-feira: 15h20
19/7/2025 - Sábado: 15h20
20/7/2025 - Domingo: 15h20
21/7/2025 - Segunda-feira: 15h20
22/7/2025 - Terça-feira: 15h20
23/7/2025 - Quarta-feira: 15h20


Legendado
16/7/2025 - Quarta-feira: 18h00 e 20h40
17/7/2025 - Quinta-feira: 18h00 e 20h40
18/7/2025 - Sexta-feira: 18h00 e 20h40
19/7/2025 - Sábado: 18h00 e 20h40
20/7/2025 - Domingo: 18h00 e 20h40
21/7/2025 - Segunda-feira: 18h00 e 20h40
22/7/2025 - Terça-feira: 18h00 e 20h40
23/7/2025 - Quarta-feira: 18h00 e 20h40

.: "Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado" estreia nesta quinta-feira


Depois de quase três décadas de silêncio, o assassino do gancho está de volta. A estreia de "Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado", versão 2025, promete reacender os gritos abafados de uma geração e, ao mesmo tempo, fisgar um novo público com sangue fresco e nostalgia calculada. Com direção de Jennifer Kaytin Robinson, conhecida por dar um toque ácido e contemporâneo às histórias adolescentes, o longa assume o formato de “sequência legado” - um híbrido entre reboot e continuação - apostando na memória afetiva de quem sobreviveu aos terrores do final dos anos 1990.

Jennifer Love Hewitt e Freddie Prinze Jr. retornam aos papéis de Julie James e Ray Bronson, agora mais maduros, marcados pelas tragédias do passado e convocados por uma nova geração para encarar os fantasmas que nunca foram enterrados de verdade. A trama gira em torno de cinco universitários que cometem um crime no verão anterior e fazem um pacto de silêncio. Um ano depois, como em um ritual macabro, eles começam a ser perseguidos por alguém que sabe exatamente o que fizeram — e que está disposto a fazê-los pagar com sangue. Diante da ameaça, os jovens recorrem a Julie e Ray, tentando entender como sobreviver ao tipo de horror que parecia ter acabado junto com a década de 90.

O elenco mescla rostos familiares e nomes em ascensão: Madelyn Cline, Chase Sui Wonders, Jonah Hauer-King, Tyriq Withers e Sarah Pidgeon são os novos alvos do assassino do gancho. Completam o time Lola Tung, Nicholas Alexander Chavez, Austin Nichols, Billy Campbell e Gabbriette Bechtel. Camila Mendes chegou a ser confirmada no elenco, mas deixou o projeto antes das filmagens por conflitos de agenda. A produção é de Neal H. Moritz, o mesmo da trilogia original, o que reforça o compromisso de manter o espírito do slasher clássico, mas com doses de ironia e brutalidade ajustadas ao gosto contemporâneo.

O roteiro assinado por Jennifer Kaytin Robinson e Sam Lansky, com história de Leah McKendrick, evita qualquer ligação com o terceiro filme da franquia e ignora completamente a série de TV lançada pela Amazon em 2021. Este novo capítulo se conecta diretamente com "Eu Ainda Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado" (1998), assumindo que o tempo passou, mas que certas dívidas ainda precisam ser cobradas.

As filmagens aconteceram entre outubro de 2024 e março de 2025, em locações na Austrália e em Los Angeles. Com 111 minutos de duração, o filme tem classificação indicativa para maiores de 16 anos no Brasil e um orçamento estimado em 15 milhões de dólares. O título original, "I Know What You Did Last Summer", permanece inalterado, mas em Portugal o filme foi batizado de "Eu Sei o que Fizeram no Verão Passado – O Regresso", um nome que sintetiza o clima de ressurgimento vingativo que domina a narrativa.

A estreia mundial trouxe uma onda de reações positivas. Críticos especializados apontaram a mistura eficiente de tensão, atmosfera vintage e reviravoltas inteligentes, destacando ainda a presença carismática de Jennifer Love Hewitt, que assume uma postura mais sombria e maternal, como se fosse a guardiã dos erros passados. A direção de Robinson foi elogiada por encontrar um equilíbrio entre cenas gore e o subtexto emocional que sempre rondou a franquia.

Há quem diga que o verdadeiro terror deste novo capítulo não está apenas no gancho assassino, mas na herança mal resolvida de uma juventude que insiste em repetir os erros dos seus antecessores. Afinal, como pontuam os próprios protagonistas, ninguém sai impune de um pacto de silêncio. Nem mesmo depois de 20 anos.


Cena pós-créditos misteriosa
Durante a pré-estreia do novo capítulo da franquia "Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado", a atriz Jennifer Jennifer Love Hewitt fez uma revelação curiosa e instigante: há uma cena escondida após os créditos finais. Embora tenha brincado que talvez enfrentasse problemas por antecipar a informação, ela aconselhou o público a permanecer nas poltronas até o último segundo. “Pode ser uma morte… ou algo realmente divertido”, disse, deixando os fãs em polvorosa.

A declaração alimentou especulações sobre a possível aparição surpresa de personagens clássicos da série. Entre as teorias mais comentadas está o retorno de Brandy, que viveu Karla no segundo filme da franquia e sobreviveu ao massacre. A cena pós-créditos, portanto, pode não ser apenas um bônus, mas um indicativo de novos caminhos para a série, ou até mesmo uma deixa para futuras continuações. Com estreia marcada para 17 de julho nos cinemas brasileiros, o longa já movimenta as redes com teorias, nostalgia e expectativas altas.


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Programação do Cineflix Santos
"Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado" | "I Know What You Did Last Summer" | Sala 1 | Terror
Classificação:
 16 anos. Ano de produção: 2025. Idioma original: inglês. Direção: Jennifer Kaytin Robinson. Elenco: Jennifer Love Hewitt, Freddie Prinze Jr., Chase Sui Wonders e outros. Duração: 1h30. Cenas pós-créditos: sim. Cineflix Santos | Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos/SP.

Dublado
17/7/2025 - Quinta-feira: 15h50
18/7/2025 - Sexta-feira: 15h50
19/7/2025 - Sábado: 15h50
20/7/2025 - Domingo: 15h50
21/7/2025 - Segunda-feira: 15h50
22/7/2025 - Terça-feira: 15h50
23/7/2025 - Quarta-feira: 15h50

Legendado
17/7/2025 - Quinta-feira: 18h20 e 20h50
18/7/2025 - Sexta-feira: 18h20 e 20h50
19/7/2025 - Sábado: 18h20 e 20h50
20/7/2025 - Domingo: 18h20 e 20h50
21/7/2025 - Segunda-feira: 18h20 e 20h50
22/7/2025 - Terça-feira: 18h20 e 20h50
23/7/2025 - Quarta-feira: 18h20 e 20h50

.: Espetáculo “Cachorro!” segue em cartaz na Cia. dos Atores


A montagem mergulha nas entranhas de um triângulo amoroso e se utiliza do melodrama para desvelar o ser humano e seus defeitos mais íntimos. Foto: Renato Mangolin


Inspirado no universo de Nelson Rodrigues, o espetáculo “Cachorro!”, de Jô Bilac, segue em cartaz na Sede da Cia dos Atores, todas as quartas-feiras do mês, às 20h00, até o dia 30 de julho. Com direção de Cesar Augusto, o elenco é composto por Caique Ordeno, Julia Raposo e Thiago Miyamoto, além da voz off de Drica Moraes. A montagem mergulha nas entranhas de um triângulo amoroso e se utiliza do melodrama para desvelar o ser humano e seus defeitos mais íntimos.

A temporada de “Cachorro!” faz parte da programação do Sede Viva, iniciativa que reúne espetáculos, leituras e festas, com curadoria do ator e diretor Cesar Augusto. O espetáculo foi desenvolvido por participantes do projeto Residentes da Sede ao longo do ano passado e abriu a temporada do projeto em março deste ano. O projeto Sede Viva foi contemplado pelo edital Pró-Carioca, programa de fomento à cultura carioca, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Cultura.

O espetáculo narra a história do romance clandestino entre Almeidinha e Solange, que está tendo um caso com o melhor amigo de seu marido. Não estando ciente do triângulo amoroso em que está inserido, Apoprígio leva Almeidinha para almoçar todos os dias em sua casa, alimentando a paixão entre o rapaz e sua esposa. Enroscados nesse mafuá, os três personagens vivem à beira de um desfecho rodrigueano, do qual a única saída é a tragédia. Ai, não vai sobrar mais nada. Não tem choro, nem vela… Só silêncio.


Sede da Cia. dos Atores
Em atividade ininterrupta desde 2006, a Sede da Cia. dos Atores, localizada na Escadaria do Selarón, na Lapa, foi palco de inúmeros espetáculos e atividades culturais – residências, ensaios, mostras de dramaturgia contemporânea, festivais e oficinas – realizadas na Sala Bel Garcia e nas dependências do espaço. Sob a gestão da Cia dos Atores, renomado grupo teatral com 35 anos de existência, o espaço multicultural é um dos locais há mais tempo em atividade na área das artes cênicas na cidade.

A Sede já recebeu importantes festivais como TEMPO_FESTIVAL, Câmbio e Panorama, além de eventos como o Festival Trans Arte (2019) sobre transexualidade e identidade de gênero. A programação mantém acesso com entrada franca para moradores locais e o passe “trans-free” (ingressos gratuitos para pessoas transexuais). O espaço também promove festas, recitais e saraus. Durante o ano, são apresentados cerca de 50 espetáculos e circulam mais de 12 mil pessoas pelo espaço, entre público e alunos.


Ficha técnica
Espetáculo "Cachorro!"
Texto: Jô Bilac
Direção: Cesar Augusto
Elenco: Caique Ordeno, Julia Raposo e Thiago Miyamoto
Voz off: Drica Moraes
Assistente de direção: Camila Olivieri
Cenografia: Marcella Amorelli
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Trilha sonora original: André Poyart
Figurino: Marcelo Olinto e Julia Raposo
Preparação corporal: Milena Codeço
Produção: Caique Ordeno e Julia Raposo
Fotos divulgação: Luiza Coqueiro
Fotos de palco: Renato Mangolin
Assessoria de imprensa: Catharina Rocha e Paula Catunda
Social media e filmmaker: Camila Moyano
Projeto gráfico: Raquel Alvarenga
Operador de luz: Marcella Amorelli
Operador de som: Igor Borges
Costureira: Romilda Silvares Feio
Projeto Sede Viva


Serviço
Espetáculo “Cachorro!”
Local: Sede da Cia. dos Atores - Rua Manuel Carneiro, 12 – Escadaria Selarón, Lapa
Temporada: de 2 a 30 de julho de 2025
ias e horários: quartas-feiras de julho, às 20h00
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 55 minutos
Ingressos: R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 50,00 (inteira)
Vendas pela Sympla

: HBO divulga a 1‭ᵃ imagem de Rúbeo Hagrid na nova série de "Harry Potter"

Nick Frost se transformou no icônico personagem pela primeira vez para as gravações da produção. Foto: divulgação

A HBO revelou a primeira imagem de Nick Frost caracterizado como Rúbeo Hagrid na nova série original de "Harry Potter". A produção, que já está sendo gravada nos estúdios da Warner Bros. em Leavesden, tem estreia prevista para 2027, na HBO e na HBO Max. 

O registro inédito foi divulgado um dia após a revelação da primeira imagem de Dominic McLaughlin como o protagonista da série. Além dessas novidades, o elenco anunciado ontem inclui Rory Wilmot como Neville Longbottom, Amos Kitson no papel de Duda Dursley, Louise Brealey como Madame Rolanda Hooch e Anton Lesser como Garrick Olivaras. 

A série é uma produção da HBO em parceria com a Brontë Film and TV e a Warner Bros. Television. O roteiro e a produção são de Francesca Gardiner, com Mark Mylod na direção de vários episódios e produção executiva. Também integram a equipe de produção executiva J.K. Rowling, Neil Blair, Ruth Kenley-Letts e David Heyman. 

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