O Theatro Municipal recebe, nos dias 22, 26, 29, 31 de julho e 2 de agosto, a montagem que Alex Aguilera realizou no Teatro de la Maestranza, em Sevilha. Cena da montagem de Tristão e Isolda de Allex Aguilera, no Teatro de la Maestranza. Foto: Roberto Alcain.
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segunda-feira, 15 de junho de 2026
.: Theatro Municipal de SP apresenta "Tristão e Isolda", de Richard Wagner
O Theatro Municipal recebe, nos dias 22, 26, 29, 31 de julho e 2 de agosto, a montagem que Alex Aguilera realizou no Teatro de la Maestranza, em Sevilha. Cena da montagem de Tristão e Isolda de Allex Aguilera, no Teatro de la Maestranza. Foto: Roberto Alcain.
domingo, 14 de junho de 2026
.: Filme “As Pessoas ao Lado” observa a política pela fresta do cotidiano
“As Pessoas ao Lado” | “Les Gens D’À Côté” (título original)
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.: "Exausta, em Cena" retorna temporada na Galeria Metrópole para discutir
Espetáculo idealizado por Carolina Romano ocupa o novo Studio Mistto, na Galeria Metrópole, em sessões de 20 a 29 de junho. A programação inclui DJ set, bar e lojinha do espetáculo. Foto: divulgação
Depois de circular por teatros, centros culturais e galerias de arte, o espetáculo "Exausta, em Cena" retorna em temporada em São Paulo no Studio Mistto, novo espaço cultural da Galeria Metrópole, no centro da cidade. Com dramaturgia, concepção e atuação de Carolina Romano e direção de Victoria Ariante, o monólogo será apresentado de 20 a 29 de junho, com sessões aos sábados, domingos e segundas, às 19h30, no Studio Mistto, na Galeria Metrópole.
Inspirado em um filtro viral criado por Carolina Romano nas redes sociais, o espetáculo acompanha a trajetória de uma artista visual que decide abandonar o emprego tradicional após viralizar na internet. O reconhecimento repentino parece finalmente abrir espaço para viver da própria arte, até que a ansiedade reaparece e transforma o processo em um confronto interno sobre pertencimento, aceitação e adoecimento mental.
Por meio do drama, a peça trata da existência exaustiva do jovem adulto moderno e das aflições de uma artista ao buscar pertencimento e reconhecimento por seu trabalho. A peça também discute como as redes sociais atravessam afetos, relações e a percepção de valor de uma geração acostumada a medir aceitação por likes, números e interações.
O projeto “exausta” teve início quando ela conheceu a obra 'Untitled #137', na qual a fotógrafa Cindy Sherman retrata uma mulher com aparência cansada. Então, Carolina começou a refletir sobre a própria exaustão e todo o efeito que o caos político e social do período pré-pandemia teve sobre ela e seus amigos. A partir dessa reflexão, ela lançou, no fim de 2021, o filtro no Instagram que simula o cartaz de um filme, com o título Exausta e a foto do usuário. Ele viralizou de forma inesperada e alcançou mais de 100 mil usuários apenas em sua primeira versão. Motivada pela identificação gerada em milhares de pessoas, a artista passou a inserir a personagem em diferentes cenários. A transição para o palco foi inspirada em grandes atrizes e dramaturgas contemporâneas: Phoebe Waller-Bridge, Micaela Coel, Leandra Leal e Clarice Falcão, além de Gregório Duvivier.
O cruzamento entre diferentes expressões artísticas é uma marca do trabalho de Romano. Formada em 2017 pelo extinto Instituto Stanislavski, em São Paulo, atuou em peças premiadas, performances híbridas e digitais, curtas-metragens e web séries. "Exausta, em Cena" estreou em 2023 no Teatro Pequeno Ato e seguiu em circulação nos anos seguintes com apresentações no Sesc São Caetano, Pinacoteca de São Bernardo do Campo, Hospital do Servidor Público, Teatro OCA e em galerias de arte como Brotero 39 e BR Arte Galeria. Em 2026, o espetáculo inaugura o Studio Mistto, na Galeria Metrópole, reforçando a adaptabilidade estética e artística da montagem.
Ficha técnica
Espetáculo "Exausta, em Cena"
Idealização, concepção, dramaturgia e elenco: Carolina Romano
Direção e concepção: Victoria Ariante
Direção de produção: Carolina Romano
Trilha sonora original: Gui Leal - Despertar
Produção executiva: Brunna Laurino e Rafael Fontenele
Assistente de Produção: Camila Johann
Concepção de luz: Rafa Bernardino
Operação de projeção: Camila Johann
Operação de áudio: Brunna Laurino
Direção de arte, identidade visual e redes sociais: Carolina Romano e Enzo Malaquias
Realização: Studio Mistto
Apoio Cultural: Espaço Co.lab e Studio A Flor da Vida
Nas redes sociais: @exaustaemcena / @_carolinaromano
Serviço
Espetáculo "Exausta, em Cena"
Temporada: de 20 a 29 de junho de 2026. Sábados, domingos e segundas, às 19h30
Abertura da casa: 18h30, com DJ set, bar e lojinha do espetáculo
Studio Mistto, Galeria Metrópole
Rua Basílio da Gama, 148, República
Entrada pela garagem Ingressos: preço único R$ 35
Vendas: https://www.sympla.com.br/produtor/exaustaemcena
.: Mostra "20 Textos sob as Luzes de 100 Artistas" traduz literatura e pensamento
Mostra integra a programação especial de 20 anos do evento e reúne 100 artistas em uma grande experiência coletiva. Nesta imagem, a obra de Carolina Melo. Foto: Mega Artesanal/ Divulgação
Como parte das celebrações de duas décadas da Mega Artesanal, maior feira de produtos e técnicas para arte, artesanato e artes manuais da América Latina, a WR ART Galeria apresenta, de 11 a 15 de julho, no São Paulo Expo, a exposição “20 Textos sob as Luzes de 100 Artistas”, uma mostra coletiva que propõe um diálogo potente entre literatura, memória e criação contemporânea. Idealizado por Wander Mazzotti, o projeto reúne 100 artistas convidados de diferentes regiões do Brasil em torno de um mesmo desafio: transformar palavras em linguagem visual. A curadoria é assinada por Paulo Mattos e pelo próprio Wander.
A exposição parte de 20 textos inéditos, escritos especialmente para o projeto, que funcionam como ponto de partida para as criações. A partir deles, grupos de cinco artistas interpretam livremente personagens históricos, pensadores, artistas e figuras simbólicas, construindo leituras visuais que atravessam cultura, política, arte e o imaginário coletivo.
A mostra propõe um exercício de interpretação contemporânea. Técnicas como bordado, pintura, colagem, assemblagem, fotografia, costura, desenho e escultura se articulam em um grande mosaico visual que explora temas como liberdade, memória e criação. Ao integrar a programação da Mega Artesanal, a exposição reforça o papel da arte manual dentro da economia criativa e seu diálogo com o pensamento contemporâneo.
“Esta exposição traduz muito bem o espírito da Mega ao longo desses 20 anos: um espaço de encontro, troca e valorização da criatividade brasileira. Ao reunir 100 artistas em torno de uma mesma proposta, conseguimos mostrar a força da produção coletiva e como o fazer manual pode dialogar com reflexão, arte e inovação”, afirma Rita Mazzotti, diretora comercial e operacional da WR São Paulo.
“20 Textos sob as Luzes de 100 Artistas” evidencia, ainda, a potência da criação coletiva e a diversidade da produção artística brasileira, aproximando diferentes repertórios, técnicas e trajetórias em uma mesma experiência expositiva. A Mega Artesanal acontece de 11 a 15 de julho, no São Paulo Expo, em São Paulo, e deve receber cerca de 90 mil visitantes em cinco dias de negócios, lançamentos, capacitação e experiências, consolidando-se como um dos principais pontos de encontro do setor no país.
Serviço
Exposição "Mega Artesanal 2026"
Data: até dia 15 de julho de 2026
Local: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5, Água Funda - São Paulo/SP)
Horários: das 10h00 às 18h00
Ingressos: wrsaopaulo.com.br/megaartesanal
Valores: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) até dia 22/06/2026
Restrições: Proibida a entrada de menores de 12 anos (exceto lactentes de até 2 anos) e animais de estimação
Vans gratuitas: saindo do Metrô São Judas
.: Delicado, “Linda e Selvagem” revela Diane Keaton diretora e surpreende
O filme “Linda e selvagem” chega na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte, como um daqueles achados que parecem sussurrados pela memória da televisão dos anos 1990. Dirigido por Diane Keaton, em uma incursão rara atrás das câmeras, o filme aposta na observação paciente de relações afetivas que nascem onde antes só havia isolamento. Baseado no livro "Alice", de Sara Flanigan - que também assina o roteiro -, o longa acompanha uma jovem surda e com crises epilépticas, mantida à margem da convivência social por um padrasto violento. A narrativa se passa em 1938 e ganha fôlego quando dois irmãos, vividos por William McNamara e uma ainda iniciante Reese Witherspoon, descobrem a existência da garota e insistem em romper o cerco de abandono que a aprisiona.
Patricia Arquette, em início de carreira, sustenta o filme com uma atuação de entrega física e emocional notável, evitando caricaturas e construindo uma personagem que se comunica pelo olhar, pelo gesto e pela resistência. Há algo de cru em sua presença, uma vulnerabilidade que nunca se rende ao sentimentalismo fácil. Ao redor dela, Beau Bridges e Susan Blakely ajudam a compor um ambiente familiar marcado por tensões e silêncios impostos - ainda que o filme prefira sugerir a violência a explorá-la de forma gráfica.
Diane Keaton conduz tudo com discrição. Sua direção não busca virtuosismo, e sim proximidade. A câmera se mantém atenta às relações, aos pequenos deslocamentos emocionais, aos instantes em que a confiança começa a nascer. Esse olhar encontra eco na fotografia de Janusz Kamiński, anos antes de sua consagração ao lado de Steven Spielberg, já demonstrando cuidado com luz natural e ambientação.
Produzido para a televisão e exibido originalmente nos Estados Unidos em 3 de dezembro de 1991, o filme carrega marcas desse formato - duração mais elástica, ritmo menos urgente -, mas transforma essas limitações em terreno fértil para o desenvolvimento dos personagens. Não por acaso, a obra conquistou duas premiações e acumulou indicações, consolidando-se como um título lembrado pela delicadeza com que aborda temas espinhosos.
Há também um charme adicional em revisitar “Linda e Selvagem” hoje: reconhecer, em estado embrionário, nomes que se tornariam centrais em Hollywood. Reese Witherspoon aparece aqui em sua estreia televisiva, enquanto Patricia Arquette já indica o alcance dramático que marcaria sua trajetória. O filme não tenta reinventar a roda. Prefere girá-la com cuidado, deixando que cada gesto, cada aproximação, construa um caminho possível entre brutalidade e afeto.
Ficha técnica
“Linda e Selvagem” | "Wildflower" (título original) | "Uma Flor Selvagem" (em Portugal)
Gênero: drama, romance. Duração: 120 minutos. Classificação indicativa: não classificado. Ano de produção: 1991. Idioma: inglês. Direção: Diane Keaton. Roteiro: Sara Flanigan. Elenco: Beau Bridges, Susan Blakely, Patricia Arquette, Reese Witherspoon, William McNamara. Distribuição no Brasil: Não disponível comercialmente (filme para televisão). Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Belas Artes À La Carte.
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.: Personagens infantins se encontram em espetáculo com história inédita
"Elyntra - O Resgate de Rapunzel" é um infanto-juvenil repleto de música, humor, fantasia e emoção que vai entrar no universo do público infantil e jovem. Em 2025, Luccas Papp fez uma adaptação com a peça de Peter Pan - Crescer é Preciso que levou mais de 15 mil pessoas ao teatro. O novo projeto também dialoga com essa atmosfera lúdica dos contos de fadas
Espetáculo "Elyntra - O Resgate de Rapunzel"
Covers: Alexandra Mayrhofer (Cover Rapunzel / Alice), Giulia Lavínia (Cover Sofia / Tecelã), Priscila Jardim (Cover Branca / Dorothy), Marcus Maia (Cover Masculino), Felipe Brito (Cover Chapeleiro).
Espetáculo "Elyntra - O Resgate de Rapunzel"
.: "Roda Viva" entrevista Miguel Falabella ao vivo nesta segunda-feira
Artista fala na TV Cultura fala sobre a trajetória no teatro, na televisão e na literatura, além dos projetos em cartaz e do novo livro. Foto: Renato Rocha Miranda / TV Globo
O programa "Roda Viva" recebe nesta segunda-feira, dia 15 de junho, ao vivo na TV Cultura, o ator, diretor, dramaturgo e escritor Miguel Falabella. Considerado um dos artistas mais versáteis e multifacetados do Brasil, Falabella construiu uma carreira de sucesso no teatro, no cinema, na televisão e na literatura. Sua trajetória reúne grandes musicais, trabalhos de destaque no audiovisual e personagens inesquecíveis, como o irreverente Caco Antibes, do humorístico Sai de Baixo.
Atualmente, o artista está em cartaz no Rio de Janeiro com o espetáculo Victor ou Victoria. Recentemente, também lançou o livro "A Partilha e Outras Peças Teatrais", publicado pela Matrix Editora, que reúne quatro textos fundamentais de sua dramaturgia, escritos entre 1990 e 2025. Com apresentação de Ernesto Paglia, o "Roda Viva" vai ao ar às 22h00, na TV Cultura, com transmissão simultânea no YouTube e site oficial da emissora. Leia a crítica do livro - "'A Partilha' e Outras Peças Teatrais" é um convite à reflexão profunda - neste link.
sexta-feira, 12 de junho de 2026
.: Crítica musical: Julie Wein, um talento entre pianos e canções
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Isabela Espindola
.: "Bem Brasil" recebe Sandra Sá neste domingo, com grandes sucessos
A cantora Sandra Sá é a convidada do programa "Bem Brasil" neste domingo, dia 14 de junho, às 12h00, em um show especial transmitido ao vivo pela TV Cultura, a partir do meio-dia, diretamente do Sesc Itaquera, em São Paulo. A apresentação reúne sucessos que marcaram mais de 40 anos de carreira de uma das vozes mais importantes da música brasileira, como "Retratos e Canções", "Joga Fora", "Bye Bye Tristeza" e "Olhos Coloridos".
Com uma trajetória marcada pela mistura de MPB, soul, samba, funk e pop, Sandra Sá leva ao palco canções que evidenciam a diversidade musical de sua obra e sua capacidade de dialogar com diferentes gerações de público. Wandi Doratiotto apresenta o Bem Brasil, que conta ainda com a participação da jornalista Roberta Martinelli, que interage com o público presente no Sesc Itaquera. O programa tem transmissão ao vivo pela TV Cultura, canais da TV Cultura, sesc.tv e no canal do youtube.com/sescsp. O público também pode acompanhar as apresentações do "Bem Brasil" no Sesc Itaquera. Os ingressos são gratuitos.
Sobre o "Bem Brasil"
Reconhecido como um dos mais importantes programas musicais da TV pública brasileira, o "Bem Brasil" voltou à TV Cultura após 18 anos, em 7 de junho, por meio de uma parceria entre a emissora e o Sesc São Paulo. A nova fase da atração tem apresentação de Wandi Doratiotto e participação da jornalista Roberta Martinelli. Ao longo da trajetória, o programa tornou-se um registro vivo da diversidade e da riqueza da música brasileira, contribuindo para a democratização do acesso à música na televisão aberta.
A atração estreou em 5 de maio de 1991, na TV Cultura, com a proposta de levar shows musicais ao vivo à televisão aberta, sempre com plateia presente. O nome do programa foi inspirado no choro Bem Brasil, de Altamiro Carrilho, que também participou da edição de estreia ao lado do grupo Isaías e Seus Chorões. Inicialmente exibido ao vivo do anfiteatro da USP, em São Paulo, o programa rapidamente se consolidou como um palco democrático da música brasileira, reunindo artistas de diferentes estilos e gerações.
Ao longo de sua história, o "Bem Brasil" realizou mais de 600 programas e recebeu artistas como Maria Bethânia, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Djavan, Tim Maia, Gal Costa, Cássia Eller, Chico Science & Nação Zumbi, Zeca Baleiro, Lenine, Elba Ramalho, Alceu Valença, Martinho da Vila e Alcione, entre muitos outros. O programa também abriu espaço para bandas de rock e pop, como Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Skank, além de valorizar o choro, a música instrumental e novas gerações da música brasileira.
Serviço
"Bem Brasil" - TV Cultura
Domingo, dia 14 de junho, às 12h00
Show com Sandra Sá
Sesc Itaquera – Avenida Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000 – Itaquera – São Paulo
Ingresso gratuito
Transmissão para São Paulo e Brasil por meio da TV Cultura, afiliadas e canais digitais da emissora, sesc.tv e no canal do youtube.com/sescsp.
quinta-feira, 11 de junho de 2026
.: Museu da Língua Portuguesa recebe poetas para sarau neste sábado
Ismar Tirelli Neto, Simone Brantes e Ana Martins Marques no Sarau no Museu de junho, sob comando do tradutor e professor Matheus Guménin Barreto. Fotos: Ismar Tirelli Neto (Luiza Sigulem), Simone Brantes (divulgação); Ana Martins Marques (Mauro Figa); Matheus Guménin Barreto (Fred Gustavos)
O Museu da Língua Portuguesa terá um fim de tarde do próximo sábado, dia 13 de junho, com muita poesia. Nesta data, a partir das 16h00, vai acontecer mais uma edição do Sarau no Museu, com entrada gratuita e microfone aberto para quem quiser participar. Localizado no histórico prédio da Estação da Luz, o Museu, que celebra 20 anos em 2026, é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.
Sob comando do poeta, tradutor e professor da USP Matheus Guménin Barreto, o Sarau no Museu de junho receberá três convidados especiais: Ana Martins Marques, Simone Brantes e Ismar Tirelli Neto. Eles já têm uma série de livros publicados e reconhecimento em importantes premiações, como a APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e o Jabuti.
Mineira de Belo Horizonte, Ana Martins Marques é autora de duas obras que ganharam os prêmios de melhor livro de poesia pela Associação Paulista de Críticos de Arte: "O Livros das Semelhanças" e "Risque Esta Palavra". Simone Brantes é autora dos livros de poemas "Pastilhas Brancas" e "Quase Todas as Noites" - este ganhou o Prêmio Jabuti -, entre outros. Ela também atua como professora de língua portuguesa na educação básica. Autor de "Os Postais Catastróficos e Alguns Dias Violentos", Ismar Tirelli Neto tem textos publicados em jornais como O Globo e Folha de S.Paulo. Ele também ministra oficinas de escrita criativa.
Além de lerem poemas de suas autorias, Matheus, Ismar, Simone e Ana vão falar sobre processos de escrita, revelar quais são algumas de suas influências artísticas e comentar o momento da poesia contemporânea brasileira. O microfone ficará aberto para quem quiser mostrar a própria arte, e haverá tradução em Libras. Com entrada gratuita, o Sarau ocorre no Pátio B.
Serviço
Sarau no Museu com Ana Martins Marques, Simone Brantes e Ismar Tirelli Neto. Mediação de Matheus Guménin Barreto
Sábado, dia 13 de junho, às 16h00
Grátis – com tradução em Libras
Pátio B
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº - Luz – Centro histórico de São Paulo
quarta-feira, 10 de junho de 2026
.: “Autobiografia Autorizada”, com Paulo Betti, terá apresentação no Sesc Santos
Dirigido por Juliana Betti e Rafael Ponzi, o ator revisita sua trajetória no espetáculo Autobiografia autorizada. Dia 12 de junho, sexta, às 20h, no Teatro do Sesc Santos. Ingressos à venda on-line e nas bilheterias do Sesc SP. Foto: Mauro Khouri
Com mais de cinco décadas dedicadas às artes cênicas, o ator Paulo Betti sobe ao palco para compartilhar a própria trajetória em um monólogo que mistura memória, emoção e humor. O espetáculo "Autobiografia Autorizada" será apresentado na sexta-feira, 12 de junho, no Sesc Santos, conta com iluminação, figurinos, trilha sonora, cenário e projeções concebidos especialmente para a montagem.
Aos 73 anos, o ator revisita uma história de vida marcada por desafios e superações. Nascido em uma família numerosa, ele foi o décimo quinto filho de uma camponesa analfabeta que deixou o campo para trabalhar como empregada doméstica na cidade. Seu avô, imigrante italiano, trabalhava em regime de parceria para um fazendeiro negro, enquanto seu pai enfrentava a esquizofrenia. Entre dificuldades materiais e afetivas, Betti construiu um percurso improvável: estudou em boas escolas, cursou um Ginásio Industrial em período integral, formou-se pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP) e tornou-se professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
No palco, o artista assume diferentes vozes e personagens que marcaram sua existência. Pai, mãe, avó, irmãos e tantas outras figuras surgem em uma narrativa pessoal que alterna momentos de comicidade, ternura e reflexão. O resultado é um relato profundamente humano, conduzido por quem viveu cada uma das histórias que conta. Segundo Paulo Betti, a ideia do espetáculo nasceu da leitura de anotações acumuladas ao longo de toda a vida. Ao revisitar esses registros, percebeu que sempre esteve se preparando para compartilhar as circunstâncias extraordinárias que lhe permitiram sobreviver e construir sua trajetória.
“Minha fixação pela memória da infância e adolescência, passada num ambiente inóspito e, ao mesmo tempo, poético, talvez mereça ser compartilhada no intuito de provocar emoção, riso, entretenimento e entendimento”, afirma o artista. A montagem dialoga diretamente com um momento especial da carreira dele. Em 2025, Paulo Betti celebrou 50 anos de atuação profissional e lançou sua autobiografia, reunindo histórias presentes no espetáculo e episódios inéditos de sua vida. Paralelamente, prepara o lançamento de “Notas que Tomei”, obra que promete revelar bastidores da teledramaturgia brasileira e reflexões sobre acontecimentos marcantes da vida política nacional. Compre o livro "Autobiografia Autorizada", de Paulo Betti, neste link.
Ficha técnica
Espetáculo "Autobiografia Autorizada"
Texto e interpretação: Paulo Betti
Direção: Juliana Betti e Rafael Ponzi
Elenco: Paulo Betti
Cenário: Mana Bernardes
Figurino: Leticia Ponzi
Iluminação: Dani Sanchez e Luiz Paulo Neném
Direção de movimento: Miriam Weitzman
Programação visual: Mana Bernardes
Trilha sonora: Pedro Bernardes
Fotografia: Mauro Khouri
Coordenador de produção: Fabrício Chianello
Serviço
Espetáculo "Autobiografia Autorizada"
Sexta-feira. dia 12 de junho, às 20h00
Teatro do Sesc Santos
Ingressos: R$ 18,00 (credencial plena) R$ 30,00 (meia-entrada). R$ 60,00 (inteira)
Duração: 80 minutos
Gênero: comédia dramática
Classificação: 10 anos
Venda de ingressos
On-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e no site centralrelacionamento.sescsp.org.br
Presencialmente, nas bilheterias das unidades.
Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta-feira, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30
Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida - Santos/SP
Telefone: (13) 3278-9800
terça-feira, 9 de junho de 2026
Crítica: "Todo Mundo em Pânico 6" é deboche saudosista imperdível
Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com
Em junho de 2026
A volta dos irmãos Wayans no controle do roteiro da franquia de deboche "Todo Mundo em Pânico", que chega ao sexto filme, é recheada de críticas divertidas e pesadas. Desde as bobeiras sem sentido da internet como o "six seven", até altas lições de pura consciência sobre os absurdos naturalizados da atualidade, incluindo o preconceito racial muito bem representados pelos grandes nomes da franquia Cindy (Anna Faris, de "Casa das Coelhinhas") e Brenda (Regina Hall, de "Uma Batalha Após a Outra").
Ver "Todo Mundo em Pânico 6" dirigido por Michael Tiddes ("Inatividade Paranormal" e "Cinquenta Tons de Preto"), na telona do cinema, resgatando o tempero perfeito da comédia mesclada a paródias de importantes produções, como os indicados e vencedores do Oscars 2026, "Pecadores" e "Uma Batalha Após a Outra". Sendo que o segundo filme abocanhou seis estatuetas, entre elas a de "Melhor Filme", e divide a atuação da atriz Teyana Taylor, que, na comédia entrega tudo com uma barriga tanquinho de entortar a faca do Ghostface enquanto empunha o Globo de Ouro com poder.
O longa é uma verdadeira explosão de nostalgia durante 1 hora e 36 minutos de duração. Ao promover encontros e reencontros, com roteiro de Marlon Wayans, Shawn Wayans, Keenen Ivory Wayans, Craig Wayans e Rick Alvarez, volta à raiz. Ao colocar Teyana como a primeira garota do sexto longa, resgata que Carmen Electra foi a primeira das garotas quando atendeu o telefonema do Ghostface em "Todo Mundo em Pânico" (2000), sendo perseguida pelo jardim de casa e tem o silicone retirado.
Sem esconder a fórmula da franquia, "Todo Mundo em Pânico 6" a segue com muita acidez e promove o resgate de personagens clássicos como o quarteto Cindy, Brenda, Ray (Shawn Wayans, de "As Branquelas") e Shorty (Marlon Wayans, de "GOAT"), além de reintegrar o elenco com Greg (Lochlyn Munro, de "As Branquelas"), Gail (Cheri Oteri), Doofy (Dave Sheridan, de "O Pequenino"). Até o ex de Cindy, Bobby (Jon Abrahams, de "A Casa de Cera") e o mordomo Hanson (interpretado pelo comediante Chris Elliott), conhecido como o Mãozinha, retornam. Sabiamente, o sexto filme abre espaço para discutir e criticar as escolhas tomadas dentro da própria franquia de paródias irônicas.
Em meio ao elenco estelar de "Todo Mundo em Pânico 6" há novidades. Assim como alguns filmes do gênero terror encontraram uma saída para dar um novo fôlego, "Todo Mundo em Pânico 6" também apresenta os filhos dos sobreviventes que agora estão na mira do grande vilão da trama. Surge na história Waldinha ou Tuesday, não Wandinha ou Wednesday como em "Família Addams" (Savannah Lee Nassif), uma das duas filhas adotas de Cindy Campbell, assim como Sara (Olivia Rose Keegan).
Criticando o medo moderno de ser cancelado e a patrulha ideológica da internet, o comportamento das pessoas nas redes sociais, retratando o vício em internet como uma "doença crônica", cutuca ainda a política abusiva de Trump e a função efetiva do ICE. "Todo Mundo em Pânico 6" ironiza até a onda de filmes de terror intelectuais ou "cult", abraçando abertamente a chacota e os clichês óbvios.
Resgatando os personagens marcantes da franquia e com grande elenco, "Todo Mundo em Pânico 6" diverte, mas dá um recado maior dado e reforça que os personagens matrizes não podem ser substituídos, nem mesmo por seus filhos. De fato, não é a nova geração que entrega saudosismo, mas os coroas. A autocrítica também marca presença quando debate na telona os desvios nas tramas da franquia assim como a trocas de atores ou a ausência deles.
Cheio de referências críticas a filmes que dão liga para cada narrativa diversa estão "Escape Room", "Terrifier", "M3gan", "Pânico", "Pecadores", "Halloween", "Sorria", "A Substância" e o prazo de validade da idade feminina aceita em Hollywood, citando até Demi Moore. "Todo Mundo em Pânico 6" contempla com deboche um dos maiores marcos do cinema LGBTQIA+ e do drama romântico moderno "O Segredo de Brokeback Mountain", assim como o recente sucesso nos cinemas "Michael".
Vale muito a pena assistir "Todo Mundo em Pânico 6" dublado, uma vez que as vozes na versão nacional são de Priscila Amorim (Anna Faris como Cindy), Marisa Leal (Regina Hall como Brenda), Duda Ribeiro (Shawn Wayans com Ray) e Jorge Lucas (Marlon Wayans como Shorty). Boa diversão e não perca!
"Todo Mundo em Pânico 6" ("Scary Movie"). Gênero: Comédia, Paródia. Direção: Michael Tiddes. Roteiro: Marlon Wayans, Shawn Wayans, Keenen Ivory Wayans, Craig Wayans e Rick Alvarez. Duração: 1h 36 minutos. Classificação Indicativa: 18 anos. Distribuição: Paramount Pictures. Elenco: Anna Faris como Cindy Campbell, Regina Hall como Brenda Meeks, Marlon Wayans como Shorty Meeks, Shawn Wayans como Ray Wilkins, Jon Abrahams como Bobby Prinze, Lochlyn Munro como Greg Phillipe, Dave Sheridan como Doofy Gilmore, Cheri Oteri como Gail Hailstorm, Chris Elliott como Hanson, Anthony Anderson. Sinopse: A trama se passa 26 anos após os eventos originais. O grupo de amigos formado por Cindy, Brenda, Shorty e Ray encontra-se novamente na mira de um assassino mascarado implacável, em uma história recheada de sátiras aos maiores sucessos recentes do cinema de terror (como Halloween, Sorria e Pecadores).
Trailer de "Todo Mundo em Pânico 6"
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