quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

.: Crítica: "Matrix Resurrections" é pura arte resgatada em grande estilo

Por: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em dezembro de 2021


Ame ou odeie. Essa continua sendo a essência de "Matrix". Em "Matrix Resurrections", aos que são do clube que amam ou curtem muito, esse é, definitivamente, um retorno em grande estilo. Não somente pelo tempo passado, agora resgatado e ofertado com o melhor da tecnologia para os efeitos especiais, mas por trazer de volta personagens importantes para novas histórias a serem melhor elaboradas em futuras produções.

Para a alegria dos admiradores, "Matrix Resurrections" traz Neo/Thomas Anderson (Keanu Reeves) e Trinity (Carrie-Anne Moss) lado a lado lutando, mas tendo como base uma verdadeira história de amor -esbarrando em clichês. É tão bom ver essa dupla juntinha mais uma vez, os dois envelheceram, mas estão com tudo. 

A verdade é que o longa tem um início até pacato. Muito diferente das atuais produções que nos primeiros segundos trazem pancadaria e explosões para só depois apresentarem a trama. "Matrix Resurrections" opta por criar o enredo e partir para um crescente.

E apesar da ausência de Laurence Fishburne (Morpheus) e Hugo Weaving (Agente Smith), o novo longa dirigido por Lana Wachowski dá um jeitinho de explicar, o que inclusive está relacionado ao retorno de Neo (com aparência de mais velho) e, consequentemente, de Trinity, ou seja, configuração nova esbarrando na antiga. E, acredite, os não convidados a estarem na produção atual aparecem no longa por vezes.

Nessa brincadeira que choca o moderno e o antigo, entra Thomas Anderson, um premiado e famoso criador de games, com direito a troféu datado de 1999. Ao ser contatado pelo novo Morpheus (Yahya Abdul-Mateen II) o longa de 2h28m ganha muito, muito ritmo. Assim, reencontramos as pílulas: vermelha e azul -agora metalizadas. E, claro, o novo agente Smith (Jonathan Groff, do seriado "Glee"). Entre o antigo e o moderno, "Matrix Resurrections" aproveita para fazer diversas autorreferências e atualiza o "bullet time".

"Matrix Resurrections" traz ainda um analista para Thomas, brilhantemente interpretado por Neil Patrick Harris (de "Glee" e "How I Meet Your Mother") que tem uma gatinha com nome um tanto que sugestivo: Déjà vú. A produção tem uma cena pós-créditos que estabelece uma certa conexão com o bichano e, assim, aproveita para lançar uma tremenda crítica ao mercado cinematográfico. Pois é! Você fica com o entretenimento ou a arte?

Em parceria com o Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link.

* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm


Filme: Matrix Resurrections

Diretora: Lana Wachowski

Lançamento: 22 de dezembro de 2021

No Brasil: Matrix 4

Produção: Grant Hill; James McTeigue; Lana Wachowski

Roteiro: Aleksandar Hemon, David Mitchell

Data de lançamento: 22 de dezembro de 2021 (Brasil)

Elenco: Keanu Reeves, Carrie-Anne Moss, Jonathan Groff, Yahya Abdul-Mateen II, Neil Patrick Harris, Priyanka Chopra, Jessica Henwick




← Postagem mais recente Postagem mais antiga → Página inicial

0 comments:

Postar um comentário

Deixe-nos uma mensagem.

Tecnologia do Blogger.