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domingo, 15 de março de 2026

.: Crítica: "Guerreiras do K-Pop" entrega modernidade na essência "Sailor Moon"

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


Muita ação e cantoria com um colorido belíssimo. A animação disponível na Netflix, "Guerreiras do K-Pop" (K-Pop Demon Hunters), premiada e também indicada ao Oscars 2026 na categoria Animação, apresenta a girl band de sucesso Huntrix, composta por Rumi, Mira e Joey. O trio de amigas mantém dupla vida. Logo, quando não estão nos palcos e participando de programas para agradar a seus fãs, lutam contra demônios que roubam almas.

Usando a música para fortalecer uma barreira mágica, o trio enfrenta rivais sobrenaturais, inclusive minutos antes das apresentações. A produção dirigida por Maggie Kang e Chris Appelhans entrega modernidade nas histórias tão trabalhadas nos anos 90 na série animada "Sailor Moon", assim como no estilo visual vibrante, incluindo recursos de mangá, como olhos expressivos e cores saturadas da estética de animes clássicos das décadas de 90.

Até mesmo a temática de garotas com poderes mágicos combatendo com determinação a demônios vingativos estão em "Guerreiras do K-Pop". Há ainda um personagem lindo, de cabelos pretos, amado e odiado que ainda tem junto de si um gato, uma vez que a própria Sailor Moon tem a gata Luna. 

Em meio a forte carga emocional e firmeza nos enfrentamentos, é a música que dita o ritmo da animação, ainda que complemente o que se vê. É inegável que a produção deixa um gostinho de que uma das três personagens seja descendente da fantástica e inesquecível "Sailor Moon". Talvez uma neta. 

A trilha sonora com canções interpretadas pelos grupos fictícios do filme, o girl group HUNTR/X e o boy group Saja Boys, tem destaque para a música principal, "Golden", que alcançou o topo da Billboard Hot 100, um feito raro para uma trilha de animação. "Guerreiras do K-Pop" ainda quebrou recordes de audiência na Netflix, superando meio bilhão de reproduções. Assim, a Netflix confirmou a produção de "Guerreiras do K-Pop 2" (previsto para 2029) e um terceiro filme. Vale a pena conferir a animação!


Guerreiras do K-Pop (K-Pop Demon Hunters). Ano: 2025 Duração: 1h 35min. Gênero: Animação, Musical, Aventura, Fantasia Urbana. Classificação Indicativa: 10 anos. Direção: Maggie Kang e Chris Appelhans. Produção: Sony Pictures Animation e Netflix. Elenco de Voz (Original - EUA) O grupo principal HUNTR/X é composto por: Rumi (Vocalista Principal): Arden Cho Mira (Visual e Dançarina Líder): May Hong Zoey (Rapper e Maknae): Ji Young Yoo. Sinopse: As aventuras do trio HUNTR/X, que leva uma vida dupla como idols famosas e caçadoras de demônios. 

Trailer de "Guerreiras do K-Pop"


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sábado, 14 de março de 2026

.: Crítica: "A Pequena Amélie" deixa de ser Deus, esbarra no apego e amadurece

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


A delicada poesia da história de uma garotinha apática que deixa de viver pressa em seu mundo e passa a enxergar encantamento no aprender a escrever e descobrir o que há além da porta de sua casa. A coprodução independente entre França e Bélgica intitulada de "A Pequena Amélie" (Amélie et la métaphysique des tubes), indicada ao Oscars 2026 na categoria Animação, apresenta a formação de Amélie, facilmente constatando que é deus até fazer três anos e lidar com eventos inesperados e potentes para mudar totalmente a concepção de quem ela é e de como viver. 

Nos primeiros minutos, após ganhar forma e pensamento, a pequena chega ao seio de uma família composta por pai, mãe, irmão e irmã. Durante 1 hora e 18 minutos de duração, o longa animado leva o público a embarcar numa experiência sensorial em meio a traços simples com toques expressivos capazes de explodirem na telona do cinema. Com o colorido de encher os olhos, a produção marca as emoções raivosas e/ou cheias de dúvidas da garotinha em sequências acinzentadas ou nevoadas, assim como ganham vida quando ela estabelece uma relação mais profunda e libertadora, gerando cenas de cores vibrantes.

De olhos verdes marcantes, toda a trama é contada pela ótica da pequena garotinha nascida na Bélgica, mas que passa a ter certeza de que é japonesa. Diagnosticada em estado vegetativo, após nascer, ela cresce isolada e raivosa. Contudo, a virada de chave acontece quando Amélie recebe a visita da avó que lhe presenteia com um chocolate belga de propriedades mágicas. Junto disso, ela conhece a amável Nishio-san, agora governanta da família.

Tendo o apoio de Nishio-san, Amélie que aprendeu a andar e a falar de modo lento, passa, de modo voraz, a decifrar os códigos da vida humana, conhecendo até os impactos da guerra no Japão, assim como a cultura do país. Atenta a tudo o que Nishio-san faz e sedenta por aprender mais, Amélie desenvolve forte apego pela governanta -o que não agrada todos. 

É Kashima-san, a dona da casa em que a família mora, com seu modo de agir seco e sempre distante, quem força a pequena garotinha, no dia de seu aniversário de três anos, a amadurecer para compreender as complexidades da realidade. Profunda e sensível, a animação é indiscutivelmente imperdível!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

"A pequena Amélie"(Amélie et la Métaphysique des Tubes). Gênero: animação, drama, comédiaDireção: Amélie Nothomb, Liane-Cho Han Jin Kuang. Roteiro: Amélie Nothomb, Liane-Cho Han Jin Kuang, Aude Py. Duração: 1h 17min. Distribuição: Mares Filmes / Alpha Filmes. Elenco de Vozes (Original): Loïse Charpentier (Amélie); Victoria Grosbois (Nishio-San); Yumi Fujimori (Kashima-San); Isaac Schoumsky (André) Laetitia Coryn (Danièle, a mãe); Marc Arnaud (Patrick, o pai); Cathy Cerdà (Claude); Haylee Issembourg (Juliette); François Raison (Médico/Voz Rádio). Sinopse: Amélie é uma criança nascida no Japão e se sente uma divindade até os dois anos e meio. Após um evento marcante, ela descobre sua humanidade e desenvolve um laço profundo com sua babá japonesa, Nishio-san, explorando o mundo ao seu redor. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Animação na 98ª edição da premiação. 

Trailer


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quinta-feira, 12 de março de 2026

.: “O Testamento de Ann Lee” mergulha na fé radical e provoca o espectador


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

“O Testamento de Ann Lee” chega à Rede Cineflix e aos cinemas de todo o Brasil como uma experiência cinematográfica que flerta com o transe espiritual. Dirigido pela cineasta norueguesa Mona Fastvold, que também assina o roteiro ao lado de Brady Corbet, o longa transforma a história da fundadora do movimento religioso Shaker em um híbrido de drama histórico e musical místico. No centro da narrativa está Amanda Seyfried, cuja interpretação da líder religiosa inglesa foi amplamente celebrada pela crítica internacional e apontada como uma das performances mais marcantes da carreira dela.

Ambientado no século XVIII, o filme acompanha a trajetória de Ann Lee, nascida em Manchester em 1736, que cresceu em meio à pobreza e a uma relação conflituosa com a sexualidade - experiência que moldaria a visão espiritual dela e a defesa da abstinência. A partir de encontros com grupos religiosos dissidentes, Lee passa a liderar um movimento que combina confissão pública, dança, cânticos e estados de êxtase coletivo, prática que daria origem aos chamados “Shaking Quakers”, ou simplesmente Shakers. Os seguidores dela passaram a vê-la como uma figura messiânica e, em alguns círculos, como a encarnação feminina de Cristo.

Fastvold constrói esse percurso como uma espécie de ópera espiritual. O filme incorpora mais de uma dezena de hinos tradicionais dos Shakers, recriados em números coreografados pela artista Celia Rowlson-Hall, enquanto a trilha sonora original fica a cargo do compositor Daniel Blumberg, vencedor do Oscar por “The Brutalist”. Em vez de tratar a fé apenas como tema histórico, o longa-metragem tenta traduzir cinematograficamente o fervor religioso, aproximando canto, dança e narrativa dramática.

Além de Seyfried, o elenco reúne nomes como Thomasin McKenzie, Lewis Pullman, Tim Blake Nelson, Christopher Abbott, Stacy Martin, Matthew Beard e Scott Handy. A produção, estimada em cerca de 10 milhões de dólares, estreou mundialmente na competição oficial do Festival de Veneza de 2025, onde disputou o Leão de Ouro. Desde então, o filme tem dividido espectadores entre o fascínio e o estranhamento, uma reação que parece coerente com a própria natureza radical da protagonista.

Parte da curiosidade em torno do projeto surgiu das escolhas ousadas de produção. Algumas sequências musicais foram gravadas ao vivo no set, reunindo dezenas de cantores para recriar a sensação de rituais religiosos coletivos. Em entrevistas, Seyfried revelou ainda detalhes curiosos das filmagens - incluindo o uso de próteses para cenas que exigiam nudez - evidenciando o grau de preparação e imersão exigido pelo papel.

Entre o fervor religioso e a ambição estética, “O Testamento de Ann Lee” parece interessado em algo mais amplo: investigar como a fé pode ser tanto um gesto de libertação quanto uma força capaz de reorganizar comunidades inteiras. Ao transformar essa história real em espetáculo musical, Fastvold cria um filme que oscila entre o sagrado e o teatral.


Ficha técnica
“O Testamento de Ann Lee” | “The Testament of Ann Lee” (Título original)

Gênero: drama histórico, musical, biografia
Classificação indicativa: 14 anos
Ano de produção: 2025
Idioma: inglês
Direção: Mona Fastvold
Roteiro: Mona Fastvold e Brady Corbet
Elenco: Amanda Seyfried, Thomasin McKenzie, Lewis Pullman, Tim Blake Nelson, Christopher Abbott, Stacy Martin, Matthew Beard, Scott Handy, Viola Prettejohn, Jamie Bogyo, David Cale
Distribuição no Brasil: Searchlight Pictures
Duração: 137 minutos
Cenas pós-créditos: não

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De 12 da 18 de março | Sessões legendadas | 18h00 e 20h50 
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quarta-feira, 11 de março de 2026

.: Crítica: "Arco" emociona com robô cuidador e amizade entre Arco e Iris

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


A produção francesa de ficção científica e fantasia, indicada ao Oscars 2026 na categoria Animação, "Arco" traz um garoto com o nome título, vindo do ano 2075, com costumes diferentes do que a humanidade volta e meia supõe. Numa sequência de erros, Arco de 10 anos, rouba a capa da irmã para viajar no tempo, mas pela inexperiência, cai na Terra em tempos atuais. Por sorte, é encontrado na mata pela corajosa Iris que o resgata e dá abrigo.

Ao tentarem corrigir os desencontros, Arco e Iris criam um elo de amizade e apoio, uma vez que Iris vive sem a presença dos pais, por trabalharem muito, e é cuidada pelo robô Mikki, de tecnologia já ultrapassada, também babá de seu irmãozinho ainda bebê. O robô que gerencia a casa e as crianças no futuro distópico de 2075, representa algo no estilo inteligência artificial com uma pitada de apoio emocional para a garota solitária.  

Enquanto Arco precisa voltar para o futuro e reencontrar os pais e a irmã, ele ainda esbarra num trio vestindo blazers em cores vibrantes, Dougie, Stewie e Frankie, agindo num estilo "Os Trapalhões", sempre à espreita para registrar numa gravação tamanho acontecimento, mesmo que escondidos em arbustos. As interferências são hilárias.

Cheio de apontamentos críticos sobre a solidão, as relações familiares, conexões entre as gerações, o uso confuso da tecnologia e, claro, o futuro da humanidade com a relação a natureza, "Arco" se mostra como uma animação primorosa produzida por Ugo Bienvenu, Natalie Portman, Félix de Givry, Sophie Mas, Audrey Tondre.

Os traços e cores vibrantes na telona de encher os olhos, entregam um visual nitidamente influenciado por Moebius, pseudônimo de Jean Giraud, um artista francês de história em quadrinhos, além do Studio Ghibli, estúdio de animação japonesa, fundado em 1985 por Hayao Miyazaki, Isao Takahata e Toshio Suzuki, com produções estilo artístico em 2D detalhado em narrativas fantásticas.

"Arco", uma fábula sobre infância, responsabilidade e esperança em um futuro coexistente, transita por temas importantes de modo maduro e sensível. O resultado é impressionante, até mesmo quando entra em cena um robô capaz de impactar o público emocionalmente. Além da indicação ao Oscar, o longa venceu o prêmio de Melhor Animação no National Board of Review. Imperdível! 

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"Arco" (Arco). Gênero: animação, ficção científica, aventuraDireção: Ugo Bienvenu. Duração: 1h 29m. Sinopse: Arco é um menino de dez anos de um futuro pacífico que acidentalmente viaja no tempo para o ano de 2075. Ao descobrir um mundo em perigo, ele se une a uma jovem e seu robô cuidador em uma jornada para voltar para casa. 


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terça-feira, 10 de março de 2026

.: Crítica: "Mother´s baby" reforça o que até mãe de primeira viagem sabe bem

 "Mother´s Baby" está em cartaz na Cineflix Cinemas de Santos


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


O thriller "Mother´s baby", coescrito e dirigido por Johanna Moder (Once Were Rebels) coloca na telona Cineflix Cinemas o mistério de um bebê retirado de sua mãe logo após o parto, sem detalhes e explicações, embora seja devolvido certo tempo depois e com naturalidade. A dúvida sobre quem é, de fato, aquele ser diante da maestrina Julia, de 40 anos, que tanto desejava ser mãe, é o fio condutor.

Assim, após um parto conturbado, Julia suspeita que o bebê recém-nascido que trouxe para casa não é seu. Desconfia, inclusive, pela ausência de choro, não se tratar de um ser humano. Enquanto todos ao redor parecem certos, Julia embarca em pensamentos diversos. 

Ao não se conectar com o bebê nascido de um procedimento de fertilidade bem-sucedido, Julia mergulha na fragilidade de ser mulher diante de uma maternidade repleta de fragilidades e questionamentos, alimento uma atmosfera de suspense e terror psicológico. 

"Mother´s baby"explora a depressão pós-parto e a angústia, principalmente do afastamento da rotina de trabalho. Vale a pena conferir a confirmação de que toda mãe sempre sabe !

O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


"Mother´s baby"(Mother´s baby). Gênero: thriller psicológico. Direção e roteiro: Johanna Moder. Roteiro (Adicional): Arne Kohlweyer. Duração: 108 minutos. Distribuição: Autoral Filmes. Elenco: Marie Leuenberger (Julia), Hans Löw (Georg), Claes Bang (Dr. Vilfort), Julia Franz Richter (Gerlinde). Sinopse: Julia, uma maestrina de sucesso, enfrenta um pós-parto traumático e, ao reencontrar seu bebê, passa a desconfiar que a criança não é sua, mergulhando em uma espiral de paranoia e mistério.

Trailer de "Mother´s baby"




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sexta-feira, 6 de março de 2026

.: Crítica: "A Noiva!" é saboroso delírio em thriller gótico feminista efervescente

 "A Noiva!" está em cartaz na Cineflix Cinemas de Santos


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em março de 2026


Transbordando energia, "A Noiva!", entrega puro caos numa história de amor monstruosa, para a criatura famosa internacionalmente, da escritora britânica Mary Shelley. O longa dirigido por Maggie Gyllenhaal, reúne na telona Cineflix Cinemas o saboroso talento de Jessie Buckley (A Noiva) e Christian Bale (Frankenstein) e o que se vê é puro deleite. As atuações memoráveis são o brilho do longa com cenas soturnas que remetem aos filmes de criminosos e vampiros, flertando com grandes filmes como "Inimigos Públicos", "Sin City", "Entrevista com o Vampiro", "30 Dias de Noite" e "Anjos da Noite".

É indiscutível que Jessie Buckley ("Hamnet: a Vida Antes de Hamlet") e Christian Bale ("Batman Begins", "Trapaça", "Vice"), numa química contagiante de um Bonnie & Clyde mesclados com terror, são o coração da produção intensa e repleta de ironia. No entanto, o longa vai além entregando uma protagonista autônoma, elétrica, anárquica, ainda que romântica, estampando com afinco a luta feminina contra o machismo. Mesmo que a história dela ao lado de Frankenstein volte a Adão e Eva. Sim! Ele estava sozinho e procurou o cientista pioneiro Dr. Euphronious (Annette Bening, de "Beleza Americana", "Meu Querido Presidente") para ter uma companheira.

Assim, Frankie vive aventuras com uma jovem ressuscitada. Os elementos literários e cinematográficos também enriquecem a produção, não pelo fato de a protagonista ter Mary (a própria Mary Shelley, escritora) como a voz da consciência, mas por fazer diversas referências, como por exemplo, instigar que a atriz favorita dela era a atriz e cantora alemã, Marlene Dietrich ("O Anjo Azul", "Julgamento em Nuremberg", "Testemunha de Acusação").

"A Noiva!" ainda presta uma linda homenagem ao cinema quando coloca Frankie como um grande consumidor de tal arte e fã do astro de musicais de Hollywood, Ronnie Reed (Jake Gyllenhaal, de "Zodíaco", "O Segredo de Brokeback Mountain", "Donnie Darko"). Como obra do destino, enquanto segue num alucinante circuito cinematográfico com a companheira, esbarra com o ator numa festa e o resultado é uma cena memorável que começa numa declaração de admiração confusa de um fã, passa por uma sequência icônica de dança e termina com tiros e muita correria. 

Em tempo, ver Jake Gyllenhaal e Christian Bale frente a frente, torna a sequência ainda mais emblemática, tendo em vista que o irmão da diretora também foi um dos finalistas para interpretar o papel de Bruce Wayne em "Batman Begins" (2005), mas perdeu a disputa para Christian Bale, que estrelou a trilogia de Christopher Nolan. 

Diante de tamanha ebulição de emoções estourando a cada cena, há ainda o toque apimentado do puro suco do caos ofertado pela protagonista. No efervescente thriller gótico feminista "A Noiva!" há ainda espaço para outra mulher ganhar destaque: Myrna Mallow (Penélope Cruz, de "Vanilla Sky", "Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas"), a grande mente que trabalha com o detetive Jake Willes (Peter Sarsgaard, de "A Órfã", "Plano de Voo"). 

Considerando ainda que quem proporcionou a ressurreição da protagonista foi uma mulher (não um homem), fica inevitável afirmar que o longa punk é feminista. Todavia, o filme é totalmente libertário passando longe de estereótipos. Com uma fotografia de "absolute cinema" e figurinos impecáveis, o empolgante "A Noiva!" é um filmaço para se ver e rever. Imperdível!


O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.


"A Noiva!"(The Bride!). Gênero: terror, ficção científica. Direção e roteiro: Maggie Gyllenhaal. Duração: 127 minutos. Distribuição: Warner Bros. Elenco: Jessie Buckley como A Noiva, Christian Bale como Frankenstein, Penélope Cruz, Annette Bening, Peter Sarsgaard. Sinopse: Na Chicago da década de 1930, um Frankenstein solitário busca a ajuda da Dra. Euphronia para criar uma companheira para si. Eles revivem uma jovem assassinada, dando origem à Noiva. No entanto, ela transcende as intenções de seus criadores, desenvolvendo uma identidade própria e desencadeando um romance fervoroso e mudanças sociais radicais.

Trailer de "A Noiva!"



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