quarta-feira, 22 de abril de 2020

.: Influencer Maíra Medeiros leva feminismo pop à literatura


Quem ensina às meninas o que é "coisa de mulher"? Influencer Maíra Medeiros leva seu feminismo pop ao público teen.

Corpo livre, mansplaining, relacionamentos abusivos, sexismo. Em sua primeira publicação, "Este Livro É Coisa de Mulher", a apresentadora Maíra Medeiros conversa com meninas e meninos sobre temas tabus do feminismo. "Isso é coisa de mulherzinha". Quantas vezes as meninas escutam frases como essa, na escola, em casa, e na sociedade? Quantas vezes esse discurso está relacionado a contextos de autodepreciação e preconceito? 

Em sua primeira publicação, "Este Livro É Coisa de Mulher" (lançamento da Editora Planeta), a influenciadora digital Maíra Medeiros utiliza todo o seu potencial de diálogo com o público jovem para popularizar temas de primeira importância na formação de um indivíduo, seja mulher, homem, cis, trans, não binário, e por aí vai. O primeiro desses temas? A construção do que se entende por papéis de gênero, e como eles funcionam nos lugares que ocupamos no mundo.

Da infância à vida adulta, passando pela decisiva e complexa fase da pré-adolescência, quais são as referências que as meninas recebem ao longo da vida para construírem-se como mulheres? É esse o ponto de partida e ao mesmo tempo o destino final das reflexões do livro. "Essa sociedade machista e maldosa costuma não perdoar com o assunto é a mulher e sua liberdade. Por isso, a concepção deste livro se tornou algo tão essencial para mim. Muito do que você vai ler aqui talvez nunca tenha sido percebido ou questionado por você. Por isso, vamos juntas, página a página, abandonar julgamentos que recaem sobre nós e encontrar caminhos para ganhar mais liberdade e autonomia", propõe a youtuber, conhecida nas redes sociais por seu canal "Nunca te Pedi Nada", e por ser uma das apresentadoras do podcast "Filhos da Grávida de Taubaté".

Com uma linguagem descontraída, informal e bem-humorada, o livro propõe transformar o feminismo em um assunto leve e possível de ser abordado em conversas simples, tanto em casa quanto na escola e na roda de amigos. Formativo sem ser didático nem professoral, "Este Livro É Coisa de Mulher" apresenta um feminismo pop, democrático e inclusivo. Mais do que isso, o livro lembra que educar-se é um processo contínuo que começa na disposição de falar sobre também sobre os temas considerados difíceis, como o machismo, a desigualdade de gênero e a liberdade sexual.

Confira alguns aprendizados compartilhados pela autora no livro:

• Performar feminilidade não é determinante para ser mulher
• É preciso conversar com seus sonhos, desejos e ambições
• Amar o seu corpo não significa que você é obrigada a expor o seu corpo
• Magra e gorda são apenas característica opostas, e não definem o quanto uma mulher se cuida
• Ser livre é poder ser natural: você tem o direito de ser do jeito que bem entender
• Não é preciso rivalizar com outra mulher para se afirmar como a mulher que você é
• Desconstruir o machismo é uma tarefa coletiva, mas também individual e diária
• Não deixe sua aparência ser o combustível do seu amor próprio

Trecho do livro 
"Imagine quantos problemas de autoestima poderiam ser evitados se todas as meninas além da beleza que têm? Imagine se as meninas fossem elogiadas por outras qualidades, não somente as baseadas na beleza? E se desde cedo ensinassem às meninas que não existe um padrão? (...) Ao entender que ser feminina é uma construção social, deve-se considerar que se maquiar ou usar coisas que podem trazer algum desconforto é apenas uma opção da mulher, e não sinônimo de desleixo ou cuidado. Entendendo que fomos soterradas desde pequenas com estereótipos, obrigações, encanações e besteiras, eu pergunto: você é foda por quê? Entender o que o mundo fez com a gente é entender quem realmente somos! Vamos ser mais justas e amáveis com o reflexo que aparece no espelho." (Maíra Medeiros)

Ficha técnica:
"Este Livro É Coisa de Mulher"
Autora: Maíra Medeiros
ISBN: 978.85-422-1878-7
Formato: 14 x 21 brochura
Páginas: 176
Preço: R﹩ 41,90

.: #ResenhaRápida: Beto Hinoto é música pura em pleno isolamento social


Por 
Helder Moraes Miranda e Mary Ellen Farias dos Santos, editores do Resenhando.

Beto Hinoto é um artista que pensa em música 24h. Sobrinho do “Japonês do Mamonas Assassinas”, a banda que, com alegria, quebrou parâmetros na década de 90 e se perpetuou na história da música brasileira. Guitarrista, compositor e cantor, herdou do tio, que entrou para a história da música brasileira a criatividade e a versatilidade de um verdadeira artista.

Ex-integrante do grupo cover mirim dos "Mamonas Assassinas", Beto Hinoto se prepara para gravar uma série de TV sobre a banda e promete lançar em breve o álbum com canções inéditas em carreira solo. Para contribuir com arte e cultura para minimizar os danos causados pelo isolamento social, o artista gravou um mixtape com cinco músicas exclusivas. 

“É um trap contando um pouco de mim, mostrando nas músicas tudo que passei, de forma mais explícita. Essas músicas mostram minha versatilidade nos estilos musicais, é uma pré-estreia para meu álbum que vai vir ainda no primeiro semestre”, conta Beto Hinoto. Quarantine está nas redes sociais e na plataforma SoundCloud, com as músicas "PRADA", "God Game", "Xeque Mate," "Panamera" e "Nascar".

#ResenhaRápida com Beto Hinoto

Nome completo: Alberto Hinoto.
Apelido: Beto​.
Data de nascimento: 5 de maio de 1998.​
Qualidade: criativo​.
Defeito: perfeccionista.​
Signo: touro​.
Ascendente: leão. ​
Uma mania: batucar.​
Religião: católico​.
Time: Corinthians. ​
Amor: família.
Sexo: amor​.
Mulher bonita: minha namorada.​
Homem bonito: Jared Leto​.
Família é: tudo, base​.
Ídolo: Bento Hinoto​.
Inspiração: John Mayer.
Arte é: analgésico natural.
Brasil: onde eu nasci​.
Fé: acreditar.
Deus é: força.​
Política é: prefiro não discutir. ​
Hobby: andar de skate​.
Lugar: Poços de Caldas.​
O que não pode faltar na geladeira: Coca-Cola.​
Prato predileto: strogonoff​.
Sobremesa: merengue​.
Fruta: melancia.​
Cor favorita: preto.​
Medo de: tubarão.​
Uma peça de teatro: "Hermanoteu na Terra de Godah", da Companhia de Comédia Os Melhores do Mundo​.
Um show: Matuê.
Um ator: Paulo Gustavo.​
Uma atriz: Margot Robbie.​
Um cantor: Vitão​.
Uma cantora: Billie Eilish.​
Um escritor: Victor Hugo​.
Uma escritora: J.K Rowling.​
Um filme: "Space Jam o Jogo do Século" - assista ao trailer neste link.
Um livro: "Os Miseráveis", de Victor Hugo. ​
Uma música: "Wish You Were Here" - Pink Floyd. Assista o videoclip neste link.
Um disco: "Astroworld​" - Travis Scott.
Um personagem: Mickey Mouse.​
Uma novela: "Chocolate com Pimenta", de Walcyr Carrasco. ​
Uma série: "Stranger Things" (Netflix)​.
Um programa de TV: "Bom dia & Cia" (SBT).​
Indique um site: betohinoto.com.br​.
Indique um canal no YouTube: Comédia Selvagem. ​
Uma saudade: infância.​
Algo que me irrita: falsidade.​
Algo que me deixa feliz é: reconhecimento. ​
Não abro mão de: ajudar quem precisa.​
Do que abro mão: de pessoas que não somam.​
Digo sim a: uma partida de futebol​.
Digo não a: preconceito​.
Sonho: ser reconhecido pelo meu trabalho. ​
Futuro: sucesso​.
Morte é: passagem. ​
Vida é: viver. ​
Uma palavra: esforço. ​
Ser cantor é: se expressar.​
Ser homem hoje é: assumir responsabilidades , ter caráter e respeito.

Hinoto x TUCØ - No Cap (Visualizer)



.: Metallica lança álbum ao vivo com gravações de shows no Brasil


Para os fãs da emblemática banda de rock norte-americana Metallica, hoje seria um dia especial. Nesta terça-feira, dia 21, o quarteto, liderado por James Hetfield‎, começaria sua turnê pelo Brasil, desembarcando em Porto Alegre, onde faria o seu primeiro show

Por conta da pandemia mundial causada pelo novo coronavírus, o grupo teve que adiar para dezembro as apresentações da turnê "WorldWired".  Apesar disso, sempre carinhosos e atenciosos com seus fãs brasileiros, o Metallica resolveu lançar um álbum ao vivo e inédito, com áudios das performances feitas nas mais diversas vindas da banda para o Brasil.

Intitulado "Live in Brazil" (1993-2017), o disco contém 18 faixas com áudios extraídos de shows no Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo, entre o período de 1993 e 1999, além de outras canções remasterizadas dos anos seguintes. O compilado inclui os hits "Nothing Else Matters", "One", "Master of Puppets", entre outros. A notícia surpreendeu os fãs, que, apesar da tristeza em não poder ver a banda ao vivo tocando seus maiores sucessos, vai poder resgatar antigas lembranças e curtir o som do lendário quarteto de rock, em segurança.

"Nossas agendas estavam reservadas para a nossa 17ª visita ao Brasil, desde 1989. Em vez de ficar em casa chateados por não podermos passar a noite com todos vocês, pensamos que seria divertido percorrer antigas lembranças e revisitar tudo de bom que fizemos no passado. A partir de hoje (21), um novo álbum ao vivo está disponível no seu aplicativo de música favorito. As 18 músicas foram tiradas de muitas de nossas visitas ao Brasil nos últimos 27 anos e apresentam algumas gravações de 1993 e 1999 recentemente redescobertas, além de algumas faixas remasterizadas de 2010, 2013, 2014, 2015 e 2017", declarou a banda em um comunicado oficial.

Os shows da turnê "WorldWired" foram remarcados para os dias 14 de dezembro, em Porto Alegre; 16 de dezembro, em Curitiba; 18 de dezembro, em São Paulo; e 20 de dezembro, em Belo Horizonte. Até lá, a banda pede que todos fiquem em casa durante este período de afastamento social imposto pelo novo coronavírus.

Confira a tracklist completa de "Live in Brazil (1993-2017)":

1. "Hardwired" (Live in São Paulo, Brazil - March 25th, 2017)
2. "Master of Puppets" (Live in Rio de Janeiro, Brazil - September 19th, 2013)
3. "The Four Horsemen" (Live in São Paulo, Brazil - January 30th, 2010)
4. "The Thing That Should Not Be" (Live in Rio de Janeiro, Brazil - May 9th, 1999)
5. "The Unforgiven" (Live in São Paulo, Brazil - May 2nd, 1993)
6. "That Was Just Your Life" (Live in São Paulo, Brazil - January 30th, 2010)
7. "The End of the Line" (Live in Porto Alegre, Brazil - January 28th, 2010)
8. "Bleeding Me" (Live in Rio de Janeiro, Brazil - May 9th, 1999)
9. "Sad But True" (Live in São Paulo, Brazil - March 22nd, 2014)
10. "Of Wolf and Man" (Live in São Paulo, Brazil - May 2nd, 1993)
11. "Moth Into Flame" (Live in São Paulo, Brazil - March 25th, 2017)
12. "One" (Live in Rio de Janeiro, Brazil - September 19th, 2013)
13. "For Whom the Bell Tolls" (Live in São Paulo, Brazil - March 22nd, 2014)
14. "Fade to Black" (Live in São Paulo, Brazil - May 2nd, 1993)
15. "Creeping Death" (Live in Porto Alegre, Brazil - May 6th, 1999)
16. "Fight Fire with Fire" (Live in São Paulo, Brazil - January 31st, 2010)
17. "Nothing Else Matters" (Live in Rio de Janeiro, Brazil - September 19th, 2015)
18. "Enter Sandman" (Live in São Paulo, Brazil - March 25th, 2017)

.: "Diários Índios": editora Global reedita importante obra de Darcy Ribeiro


"Diários Índios" traz os registros de duas temporadas de Darcy Ribeiro entre os anos de 1949 e 1951 entre os Urubus-Kaapor, em plena região amazônica. 

"Diários Índios", um dos últimos livros publicados por Darcy Ribeiro, é um instigante relato de seu amor pelos índios. Organizador do Museu do Índio e responsável pelo plano de criação do Parque Indígena do Xingu, o antropólogo conheceu como poucos a alma daqueles que habitavam o Brasil antes da chegada dos europeus.

Com uma linguagem fluente e de maneira bastante despretensiosa, o livro traz os registros de duas temporadas de Darcy Ribeiro entre os anos de 1949 e 1951 entre os Urubus-Kaapor, em plena região amazônica, além de aspectos cruciais sobre a economia dos Urubus-Kaapor, sua rica tradição oral, suas ligações com os elementos da natureza, suas relações de parentesco, suas práticas de caça, pesca e coleta, todo um sistema de valores, enfim, que compunham os modos de vida deste importante grupo étnico. 

De forma apaixonante, o antropólogo concebe suas observações como se estivesse relatando-as para sua companheira Berta Ribeiro, o que acaba por conferir ao texto um tom de correspondência, o qual atrai e aproxima o leitor. Assim, Darcy Ribeiro recompõe um universo de valores que nos apontam para formas de convivialidade distintas daquelas praticadas e conhecidas no mundo urbano.

Sobre o autor:
Darcy Ribeiro nasceu em Montes Claros (MG), em 26 de outubro de 1922. Formou-se em Ciências Sociais na Escola de Sociologia e Política de São Paulo, em 1946. Construiu uma brilhante carreira intelectual de projeção internacional, notadamente nos campos da antropologia e da etnologia. Destacou-se como escritor, educador e político, além de ter sido figura presente nos momentos centrais da história brasileira da segunda metade do século XX. Foi senador da República entre 1991 e 1997, e membro da Academia Brasileira de Letras. Faleceu em Brasília, em 17 de fevereiro de 1997.

Sobre o livro:
Título: "Diários Índios - Os Urubus-Kaapor"
Autor: Darcy Ribeiro
Número da edição:
Número de páginas: 624
Formato: 16 X 23 cm
Valor: R$ 69,00

.: “Música na Band” exibe live de Felipe Araújo nesta sexta-feira


O "Música na Band Live" desta sexta-feira, dia 24, apresenta um show exclusivo de Felipe Araújo direto da casa dele, a partir das 22h45. Depois de sair na frente como a primeira emissora a transmitir uma live ao vivo na TV aberta com Léo Santana, a Band dá sequência à sua programação de entretenimento durante a quarentena.

O repertório do cantor sertanejo inclui sucessos como “Espaçosa Demais”, “Mentira”, “A Mala é Falsa”, “Amor da Sua Cama” e “Atrasadinha”. Nascido em Goiânia em 2 de julho de 1995, Felipe começou a cantar profissionalmente aos 15 anos. Depois de formar duas duplas, ele decidiu atender a um pedido de seu pai, João Reis Araújo, e deu início à carreira solo, em 2015.

Atualmente, o artista acumula mais de 4,48 milhões de inscritos em seu canal do YouTube e 7,8 milhões de seguidores no Instagram. "Música na Band Live" vai ao ar nesta sexta-feira, às 22h45, na tela da Band, com apresentação de Mônica Simões e transmissão simultânea no Facebook e YouTube da rádio Band FM. 

terça-feira, 21 de abril de 2020

.: Entrevista: Luiz Fernando Almeida e os nove anos do monólogo "Dama da Noite"



Por Helder Moraes Miranda, editor do ResenhandoFotos: Claudio Vitor Vaz e Camila Vech

Nesta terça-feira, 21 de abril de 2020, fazem nove anos que o ator e produtor Luiz Fernando Almeida encenou, pela primeira vez, o monólogo "Dama da Noite", baseado no conto do escritor e jornalista Caio Fernando Abreu (entrevista com ele neste link), morto em 1996 e redescoberto pela internet.

A pré-estreia foi na sala Plinio Marcos, localizada na Oficina Cultural Pagu, onde antigamente funcionava a Cadeia Velho no Centro de Santos. Nada mais simbólico para tratar de um tema ainda tão marginalizado ainda no século XXI como a comunidade LGBTQIA+. A primeira temporada do espetáculo foi no Casarão Santa Cruz, na General Câmara, zona do meretrício santista. 

Desde então, fez uma temporada de quinta a domingo, sendo as quintas e sextas com o projeto "Teatro ao Meio-dia", em parceria com a secretaria de Cultura da cidade, e fazia sessões gratuitas no horário para os trabalhadores da região - alguns assistiram a uma peça de teatro pela primeira vez. 

De lá para cá, sete temporadas na capital de São Paulo e cidades como Araçatuba, Ribeirão Preto, Catanduva, Mogi das Cruzes, Taubaté, São Carlos, Cubatão, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, entre outras. A peça seguiu para outros estados, como o Rio de Janeiro, Salvador, Bahia, Curitiba,  Rio Branco ( Acre), contabilizando mais de mil apresentações e um público de aproximadamente seis mil pessoas em muitos teatros e espaços alternativos.

"Dama da Noite" rendeu ao intérprete a indicação ao Prêmio Aplauso Brasil nas categorias melhor ator, melhor espetáculo independente, melhor direção, melhor figurino e melhor cenografia em 2014. Também foi indicado a premiações da comunidade LGBT nos portais Papo Mix e Guia Gay por muitos anos consecutivos.

Luiz Fernando Almeida já atuou em diversos segmentos que vão desde a economia criativa até a produção cultural e outras peças teatrais, como "Gotas de Codeina", que encenava dentro de um apartamento secreto para um público que reservava os ingressos antecipadamente. Mas este ano, enquanto "Dama da Noite" completa nove anos, pela primeira vez, por conta da pandemia do covid 19, o ator terá de comemorar em casa, assim como grande parte do público que já assistiu ao espetáculo. Esta entrevista exclusiva é parte da comemoração do espetáculo resistente e atemporal. Nela, Luiz Fernando Almeida fala sobre "Dama da Noite", a luta pelo respeito à diversidade e a importância de Caio Fernando Abreu.  



RESENHANDO - Nove anos de "Dama da Noite". O que diferencia o Luiz Fernando de nove anos atrás e o de agora? 
LUIZ FERNANDO ALMEIDA - Eu estreei com 36, tenho 45. O mundo mudou muito desde então, e por consequência eu também me modifiquei, amadureci e tenho um olhar completamente diferente do que eu tinha naquela época para o mundo, as pessoas e sobretudo para mim. Um olhar mais tranquilo e amoroso, eu diria. Estamos sempre em movimento, tudo é transitório e a partir do momento em que entendemos isso, conseguimos acompanhar as evoluções internas e externas sem resistência, sem achar que tudo precisa ser de uma forma específica. Em nove anos, a roda girou muitas vezes, como diz a personagem, e eu tenho girado com ela. Horas em cima, horas embaixo, sempre tentando entender o fluxo e aberto para o novo.


RESENHANDO - Como é comemorar nove anos em um momento em que os teatros fechados?
LUIZ FERNANDO ALMEIDA - É a primeira vez que não comemoro nos palcos. Estaríamos em temporada em São Paulo neste momento e tudo foi adiado por conta da pandemia. Fica em casa minha gente, por favor! Dá uma saudade de estar em cena, em contato com o público... Mas eu estou feliz e comemorando aqui em casa no meu isolamento social. Eu poderia ter feito uma live, mas esse espetáculo precisa do público perto, respirando junto comigo. A frase ”A responsabilidade máxima do espectador” tem me acompanhado ao longo da trajetória deste espetáculo, o que torna um desafio permanente pensar o lugar do espectador neste trabalho, porque estabeleço uma relação direta, interdependente, sempre me questionando se o espetáculo pode ou não acontecer sem a intervenção direta do espectador.


RESENHANDO - O que a protagonista da peça mais se assemelha e se distancia de você?
LUIZ FERNANDO ALMEIDA - A Personagem é aquela pessoa que vive em bares todas as noites, fala alto, mexe com todo mundo, gosta de dizer verdades que machucam mas, no fundo, é alguém que sofre por ter sido excluída da vida simplesmente por ser diferente. Acho que todos nós já nos sentimos assim e carregamos um pouco dessa "Dama da Noite" em nosso íntimo. Quando estreei este trabalho, sentia que trazia muito desta personagem em mim. Hoje já não vejo dessa forma, eu mudei, o espetáculo mudou porque está vivo e sempre atualizado, dialogando com os novos tempos. Hoje consigo me ver distante dela, porém ainda ligado, internamente, porque no fundo ela está ali, dentro de todos nós, adormecida.


RESENHANDO - O que essa personagem tem a dizer para o público que a assiste?
LUIZ FERNANDO ALMEIDA - A fala da personagem ecoa e traz consigo a força de milhares de outros corpos, almas, pessoas que se encontram na mesma situação niilista, se sentindo "por fora do movimento da vida". É o eco reflexo de uma multidão que aprisiona seus sentimento e suas angústias por se encontrarem em um mundo que ainda não aprendeu a respeitá-los.



RESENHANDO - Por que encenar "Dama da Noite"?
LUIZ FERNANDO ALMEIDA - Caio foi o primeiro autor que me arrebatou. Lendo sua obra ainda na adolescência eu sentia que tudo o que ele escrevia me atravessava profundamente. Sempre fui fã. Eu nunca tinha assistido a encenação deste conto e quando morei no Rio de Janeiro, em 1998, assisti o Gilberto Grawronski fazendo de maneira primorosa. Naquele momento, eu trabalhava apenas como produtor. Estava fora dos palcos e assisti inúmeras vezes esta montagem pensando que se um dia voltasse a atuar, gostaria de montar este texto. E assim, 11 anos depois, num momento de muitos ataques homofóbicos onde figuras como Jair Bolsonaro começam a ganhar uma certa visibilidade atacando a comunidade LGBTQIA+ em programas toscos de TV, minha militância tornou-se fundamental e eu decidi fazer, entendendo que a melhor maneira de sensibilização para este tipo de temática é através da arte.


RESENHANDO - Por que esse espetáculo sobrebrevive, mesmo depois de nove anos em cartaz?
LUIZ FERNANDO ALMEIDA - Sempre digo que ele sobrevive porque tem gente querendo assistir, porque o texto do Caio é atemporal e ganha novos leitores o tempo todo. Para além disso, tem muita vontade de fazer ainda, muita cara de pau, persistência, e gente que me fortalece, acredita, oportuniza e ainda vibra junto comigo. Eu pensei em parar inúmeras vezes, sempre ouvindo argumentos de artistas que costumam dizer que: “um ator não deve ficar muitos anos fazendo a mesma personagem para não ficar estigmatizado”. Já ouvi coisas como: ”O Luiz precisa fazer outras coisas” porque na ultima década minha pesquisa no teatro ficou em torno de temáticas LGBTQIA+. Eu não planejei isso, as coisas foram se encaixando e eu precisava falar sobre temas que considero importantes. Pensei em parar porque as dificuldades são imensas pra circular, sem aporte de editais ou instituições. Toda vez que decidia parar, surgia um convite, uma oportunidade de estar em cena e lá ia eu... Hoje eu me sinto um vitorioso, acho que esse papo de que “não se pode ficar muitos anos fazendo a mesma personagem” não me atinge porque este trabalho está vivo, pulsante, em constante transformação e dialogando com o público que ainda quer assistir e se eles querem assistir eu vou continuar fazendo.


RESENHANDO - Como surgiu a ideia de montar a peça?
LUIZ FERNANDO ALMEIDA - Eu precisava de um novo desafio porque sempre fui um ator comediante. Nunca tinha feito um texto dramático e um monólogo era algo impensável. Então eu quis me jogar de cabeça, sair da zona de conforto e me possibilitar viver novas experiências artísticas.


RESENHANDO - Como foi adaptar o conto de Caio Fernando Abreu para o teatro?
LUIZ FERNANDO ALMEIDA - Nós (eu e André Leahun- diretor do espetáculo - entrevista com ele neste link) fizemos uma adaptação bem fiel ao texto original inserindo alguns trechos que dialogam melhor com esta geração. Nossa preocupação era respeitar a obra e aproximá-la do público que, em sua maioria, conhece Caio pela internet. Essa geração mais consciente de seus direitos e que não tem vergonha de sair do armário.



RESENHANDO - Por que Caio Fernando Abreu, mesmo após 24 anos de morto, continua sendo tão atual e necessário?
LUIZ FERNANDO ALMEIDA - Basicamente porque evoluímos muito pouco de lá pra cá. Há muita modernidade, muito "progresso". No entanto, a sociedade continua cada vez mais autocentrada sem entender o verdadeiro significado de empatia.


RESENHANDO - Em que o autor - Caio Fernando Abreu - dialoga com os dias de hoje? 
LUIZ FERNANDO ALMEIDA - Caio escrevia autoficção. Existe sempre um cruzamento entre a realidade e a ficção, embora seja uma obra literária. Talvez por isso ele seja tão adaptado para o teatro, porque seus textos e personagens transbordam humanidade.


RESENHANDO - Você considera Caio Fernando Abreu melhor na prosa ou no teatro?
LUIZ FERNANDO ALMEIDA - Sua obra literária é muito mais conhecida e adaptada para o teatro e cinema. Nota-se que sua obra teatral e pouco citada, montada e reverenciada. O livro "O Teatro Completo de Caio Fernando Abreu" traz oito peças em ordem cronólogica para que todos possam conhecer mais sua obra e vale a pena a leitura. Eu, particularmente, gosto mais do Caio na prosa, embora ame textos teatrais dele como "A Maldição do Vale Negro", escrito em parceria com Luiz Arthur Nunes.


RESENHANDO - Como você imagina que será a comemoração de dez anos de "Dama da Noite"?
LUIZ FERNANDO ALMEIDA - Eu quero apenas ter a oportunidade de continuar fazendo este espetáculo e chegando em lugares novos, me conectar com os novos e antigos fãs de Caio e colaborar para manter viva a sua obra. O resto é consequência.


RESENHANDO - Gostaria de adaptar outra obra do Caio Fernando Abreu - ou algum outro autor - para o teatro?
LUIZ FERNANDO ALMEIDA - Eu já pensei nesta possibilidade, mas acho que por enquanto não. Estou em outro momento artístico, em busca de um trabalho mais autoral.



Serviço:

"Dama da Noite" - Monólogo com Luiz Fernando Almeida, baseado no conto de Caio Fernando Abreu. O Instagram da peça é @damadanoiteteatro, a página da peça no Facebook é www.facebook.com/damadanoiteteatro. No Twitter, Luiz Fernando Almeida - https://twitter.com/lfalmeidastos - escreve sobre assuntos da atualidade. 



Veja também:

.: "Estar em cena é um risco iminente" - Entrevista com Luiz Fernando Almeida, ator

.: Crítica: "Caio Fernando Abreu - Contos Completos" é o lançamento do ano

.: "SuperNormal": como salvar o mundo se você não tem superpoderes?


No primeiro livro dessa nova série infantojuvenil, super-heróis estão em apuros e só podem ser salvos por um menino de 11 anos que não tem nenhum superpoder

Murph Cooper não aguenta mais mudar de cidade por causa do trabalho da mãe. Foi por esse motivo que, há quatro anos, deixaram para trás aquela antiga casa de que ele e o irmão tanto gostavam, com sótão, jardim e árvores para explorar. De lá para cá, não sossegaram em canto algum. Dos amigos das escolas, restam apenas lembranças e dedicatórias nas camisas do uniforme. 

Mas, como diz o ditado, nada é tão ruim que não possa piorar. Sua família acaba de fazer mais uma mudança,e Murphfoi matriculado por engano em uma escola secreta e estranha. Todos os seus colegas têm alguma habilidade inesperada: voar, controlar o clima ou até mesmo fazer cavalinhos aparecerem do nada. Mas qual é a habilidade extraordinária de Murph? Bem... nenhuma. Ele é só um garoto normal.

Quando Murph começa a se enturmar, professores e alunos da escola de super-heróis são raptados por uma abominável criatura com DNA de vespa. O que fazer, já que Murph é a única esperança que resta para pôr um fim a esta detestável ameaça? Para completar, sua mãe está falando em se mudar de novo. Então, com ou sem poderes, o menino vai precisar dar um jeito nesse caos se quiser continuar na escola mais incrível de todas junto com seus novos amigos. É hora de o "SuperNormal" entrar em ação!

Nesse primeiro volume da série, que a Intrínseca lança em abril, acompanhamos o surgimento dos SuperZeróis - uma equipe de combate ao crime um tanto inusitada. Em uma narrativa hilária, repleta de ilustrações, piadas e personagens cativantes, Murph vai se aventurar para salvar não só os colegas, mas também todos os piqueniques do mundo.



Sobre os autores
Greg James apresenta diversos programas de rádio e TV no Reino Unido. Também gosta de esportes e, em 2016, arrecadou mais de um milhão de libras para uma causa social ao completar cinco triatlos em cinco cidades em cinco dias. Greg não tem superpoderes, mas adora seus hobbies, mesmo que, na verdade, tenha transformado todos eles em trabalho.

Chris Smith é um premiado jornalista e locutor de rádio do Reino Unido. Ainda criança, no início de sua “brilhante” carreira literária, venceu o H.E. Bates Short Story Competition. Chris também não tem superpoderes, embora goste de fingir que sua gata Mabel pode voar quando a pega e sai correndo com ela pela casa.


"SuperNormal", de Greg James e Chris Smith 
Ilustração: Erica Salcedo. Tradução: Marina Vargas. Páginas: 336. Editora: Intrínseca. Livro impresso: R$ 44,90. E-book: R$ 29,90.


.: #ElasNaCatraca: programação de lives ganha festival com artistas brasileiras


Catraca Livre e SÊLA trazem artistas como Tiê, Bia Ferreira, Bárbara Eugênia e Doralyce nas redes sociais entre os dias 21 e 25 de abril

Entrando na onda das lives, a Catraca Livre, um dos maiores veículos online brasileiros, em parceria com a SÊLA , projeto que conecta mulheres do mercado da música, criou o festival #ElasNaCatraca , dedicado à arte feminina. Serão 30 artistas performando meia hora cada dentro dos cinco dias de evento. Os shows serão exibidos simultaneamente no perfil delas no Instagram, além do Youtube , Twitter e Facebook oficiais do portal.

"Criamos o festival #ElasNaCatraca com o intuito de manter o cenário da arte e da música independentes ativos mesmo durante a quarentena. Queríamos que fosse um evento com a nossa cara e, por isso, reunimos artistas de grande representatividade, que, assim como nós, defendem bandeiras como igualdade racial, de gênero e direitos LBGTQ", conta Camila Passetti, Editora da Agenda da Catraca Livre e uma das produtoras do projeto.

As apresentações contam com estilos diversos, cobrindo todos os gostos. O ritmos variam entre indie-pop, funk soul, dancehall, hip-hop, sertanejo, música erudita, reggae, r&b, pop contemporâneo, funk, samba, trip hop, neosoul, ijexá e pagodão.

No line-up, grandes musicistas como Tiê ("A Noite", "Mexeu Comigo", "Amuleto"), Bia Ferreira ("Cota Não É Esmola", "Miss Beleza Universal", "Não Precisa Ser Amélia"), Bárbara Eugênia ("Vou Ficar Maluca", "Por Aí", "Coração") e Doralyce ("Miss Beleza Universal', "Mulher", "Tá na Cara") como grandes destaques.

Além delas, o evento ainda terá participação das artistas: Cremosa Vinil (DJs), EKENA, MOXINE, AÍLA, Gali Galó, ÀIYÉ, Sue Cavalcante, Dandara Manoela, Nath Rodrigues, Obinrin Trio, Rafa Jazz (beatmaker), Liège, Drik Barbosa, Larissa Alves, Ana Paula Brito, Luísa e os Alquimistas, Marina Peralta, Alice Marcone, Mariana Aydar, Nina Oliveira, Roberta Zerbini, Luê, Mulamba, Jadsa, Danna Lisboa e Gê Nunciato (DJ).

Para conhecer melhor as participantes, a Catraca Livre produzirá conteúdos especiais no Instagram sobre cada uma delas. Além disso, já é possível conhecer alguns dos principais hits por meio da playlist #ElasNaCatraca no Spotify.

Terça-feira, dia 21 de abril
17h20 | Tiê (@tiemusica)
18h | Cremosa Vinil (@cremosavinil)
18h40 | EKENA (@falaekena)
19h20 | MOXINE (@moxine)
20h | AÍLA (@ailamusic)
20h40 | Gali Galó (@gali.musica)

Quarta-feira, dia 22 de abril
17h20 | Bárbara Eugenia (@barbaraeu)
18h | Doralyce (@missbelezauniversal)
18h40 | ÀIYÉ (@aiyemusic)
19h20 | Sue Cavalcante (@suecavalcante)
20h | Dandara Manoela (@dandaramanoela)
20h40 | Nath Rodrigues (@a_nathrodrigues)

Quinta-feira, dia 23 de abril
17h20 | Obinrin Trio (@obinrintrio)
18h | Rafa Jazz (@rafajazz_sp)
18h40 | Liège (@liegemusica)
19h20 | Bia Ferreira (@igrejalesbiteriana)
20h | Drik Barbosa (@drikbarbosa)
20h40 | Larissa Alves (@larissaalvesok)

Sexta-feira, dia 24 de abril
17h20 | Ana Paula Brito (@anapaulahbrito)
18h | Luísa e os Alquimistas (@luisaeosalquimistas)
18h40 | Marina Peralta (@originalmarinaperalta)
19h20 | Alice Marcone (@alice.marcone)
20h | Mariana Aydar (@marianaaydar)
20h40 | Nina Oliveira (@cantanina)

Sábado, dia 25 de abril
17h20 | Roberta Zerbini (@betazerbini)
18h | Luê (@luemusica)
18h40 | Mulamba (@mulambaoficial)
19h20 | Jadsa (@jadsaaa)
20h | Danna Lisboa (@dannalisboa)
20h40 | DJ Gê Nunciato (@genunciato)

.: #TabPraContar: mães influenciadoras contam histórias no Instagram



Entre esta terça-feira, 21 de abril, e 4 de maio, um time com oito influenciadoras se revezará para contar histórias, diariamente, em seus perfis na rede social.

O período de trabalho remoto, aliado à suspensão das aulas escolares presenciais, gerou um novo desafio aos pais: manter a produtividade nas atividades profissionais e, ao mesmo tempo, dar atenção aos filhos. Levando em consideração este cenário, a Samsung, em parceria com a Cheil Brasil, desenvolveu a ação #TabPraContar. Nos próximos 14 dias, oito influenciadoras que vivem a maternidade, como Fernanda Gentil, Thaís Fersoza e Tania Khalill, se revezarão para contar uma história voltada ao público infantil, diariamente, sempre às 10h (de Brasília), no Instagram.

“É fundamental elaborarmos ações que estejam conectadas ao momento atual, fazendo da nossa tecnologia uma opção para auxiliar as pessoas com os desafios do dia a dia. Com a #TabPraContar, oferecemos não só uma alternativa de entretenimento na rotina das crianças, mas também de comodidade aos pais”, afirmou Loredana Sarcinella, diretora sênior de marketing da divisão de dispositivos da Samsung.

A partir desta terça-feira e até o próximo dia 4 de maio, todos os dias, às 10h, no Instagram, uma influenciadora contará uma história utilizando o tablet Galaxy Tab S6 como suporte da ação. Thais Fersoza (@TataFersoza) será a primeira a participar da campanha, que ainda terá Fernanda Gentil (@GentilFernanda), Tania Khalill (@TaniaKhalill) e @GrandesPequeninos, Carol Levy (@CarolLevy), Emília Nuñez (@MaeQueLe), Marina Bastos (@MarinaBastosHistorias), Fafa (@FafaConta) e o grupo @Tiqueque

Ao final das histórias, as influenciadoras irão interagir com os participantes da live, com espaço aberto para perguntas. Com a live já encerrada, o conteúdo permanecerá disponível no IGTV. Confira a agenda completa das lives da ação #TabParaContar (também disponível como highlight na página @SamsungBrasil no Instagram):

Terça-feira, dia 21, às 10h
Thais Fersoza (@tatafersoza)

Quarta-feira, dia 22, às 10hTania Khalill (@TaniaKhalill) e @Grandes Pequeninos

Quinta-feira, dia 23, às 10h@Tiqueque

Sexta-feira, dia 24, às 10hFafa @FafaConta

Sábado, dia 25, às 10hMarina Bastos (@MarinaBastosHistorias)

Domingo, dia 26, às 10hEmília Nuñez (@MaeQueLe)

Segunda-feira, dia 27, às 10h
Carol Levy (@CarolLevy)

Terça-feira, dia 28, às 10h
Fernanda Gentil (@GentilFernanda)

Quarta-feira, dia 29, às 10hTania Khalill (@TaniaKhalill) e @Grandes Pequeninos

Quinta-feira, dia 30, às 10h@Tiqueque

Sexta-feira, dia 1° de maio, às 10hFafa @FafaConta

Sábado, dia 2, às 10hMarina Bastos (@MarinaBastosHistorias)

Domingo, dia 3, às 10hEmília Nuñez (@MaeQueLe)

Segunda-feira, dia 4, às 10h
Carol Levy (@CarolLevy)

.: Canal Brasil promove live com Julia Lemmertz nesta terça-feira


O cinema não para no Canal Brasil, mesmo durante a quarentena.  Convidados ilustres que brilham no audiovisual e na música participam de lives toda semana no nosso Instagram (@canalbrasil). Nesta terça-feira, dia 21, às 14h, a conversa é com Julia Lemmertz.

Ela estreou na carreira de atriz ainda criança, tendo feito a sua primeira atuação no cinema, aos cinco anos de idade, ao lado da mãe, a atriz Lílian Lemmertz, no filme "As Amorosas", em 1968. Em 2014, estrou a novela "Em Família", de Manoel Carlos, como sua primeira protagonista do gênero, a geniosa Helena. A atriz foi escolhida especialmente pelo autor em homenagem à sua falecida mãe, Lílian Lemmertz, que interpretou a primeira "Helena" em uma novela de mesma autoria, "Baila Comigo", de 1981.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

.: #NaQuarentenaEu: Henry Gaspar faz aulas online e lê clássico da literatura


Por Helder Moraes Miranda e Mary Ellen Farias dos Santos, editores do Resenhando. Fotos: Instagram do artista


Com a confirmação do status de pandemia do novo coronavírus (Covid-19), feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a principal recomendação é ficar em casa. Pensando nisso, o Resenhando convidou uma série de artistas para dar sugestões sobre o que fazer diante do cenário de quarentena. O ator de musicais Henry Gaspar 
deu dicas que podem inspirar muita gente.

"
Minha rotina tem sido bem movimentada nesta quarentena, sigo com as minhas aulas do colégio, inglês, canto, piano, interpretação para TV e cinema, todas por vídeo aulas, de forma online. No tempo livre tenho assistido a série da Netflix 'La Casa de Papel', além de vários filmes também na Netflix e Globoplay. Li o livro 'O Mistério do Cinco Estrelas', de Marcos Rey, que será usado em uma das minhas provas do colégio. Tenho jogado PS 4, Mimecraft e Fortnite online com meus amigos e meu primo. Também tenho gravado selfie tapes para alguns jobs online."Henry Gaspar.

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.: “Dave: o Monstro Solitário” dá lição de respeito ao próximo e diversão

Após o sucesso de “Cachorros Não Dançam Balé” e “A Pior Princesa do Mundo”, a escritora Anna Kemp e a ilustradora Sara Ogiliv lançam pela Paz e Terra “Dave: o Monstro Solitário”, uma história sobre a importância da gentileza uns com os outros.

Dave é um monstro que, apesar de grandalhão e um pouco medonho, toda criança vai querer ter como amigo ao final da história. Em "Dave: o Monstro Solitário", ele é expulso do povoado onde morava, por conta das confusões que causava e do barulho de sua guitarra. 

O monstro vai então morar sozinho na Gruta Sonora. Após seis décadas com apenas a companhia de suas músicas, aparece o cavaleiro Sr. Percival, o Forte. Apesar das diferenças, os dois se tornaram grandes amigos.

Enquanto Sr. Percival, o Forte, e Dave, o monstro, passavam os dias cantando, assistindo TV e andando de moto, os moradores da cidade já estavam entediados com tanta tranquilidade. Em um dia qualquer, decidiram ir até o monstro para lhe jogar frutas podres, mas, com a defesa de seu amigo, a agressão não continuou por muito tempo. As visitas acabaram se arrependendo da atitude e foram convidadas a entrar na gruta para fazer uma festa (dessa vez sem as frutas).

Com uma escrita leve e engraçada, de Anna Kemp, e as ilustrações lúdicas e criativas, de Sara Ogiliv, "Dave, o Monstro Solitário" mostra às crianças a importância e as vantagens de respeitarem as diferenças. Afinal, que graça teria se fôssemos todos iguais?

Sobre a autora
Anna Kemp é autora de livros infantojuvenis. Foi indicada a vários prêmios, incluindo o Booktrust Early Years Award (2010), o Roald Dahl Funny Prize (2010, 2012), o Waterstones Children's Book Prize (2011, 2013), o Oscar's Book Prize (2015) e O Dundee Picture Book Award (2018). Seu trabalho foi adaptado para televisão, teatro de bonecos, dança, música e teatro. Atualmente, ela está trabalhando em novos livros ilustrados e em uma série de fantasia. Anna adora visitar escolas e bibliotecas e participar de eventos em festivais.

Sara Ogilvie recebeu o prêmio Booktrust's Best New Illustrators. Estudou Ilustração e Impressão na Edinburgh College of Art. Mora em Newcastle Upon Tyne, na Inglaterra.

O que foi dito sobre o livro
“Esta é uma história engraçada com uma mensagem adorável, que incentiva o leitor a refletir sobre os sentimentos de outras pessoas e sobre como a aparência pode enganar.” – Just Imagine

“A história passa uma excelente mensagem sobre amizade, bondade, julgamento e consideração pelos sentimentos dos outros.” Kids’ Book Review

"Dave: O Monstro Solitário" ("Dave, The Lonely Monster")
| Tradução: Bhuvi Libanio | 32 páginas | R$ 59,90 | Paz & Terra | Grupo Editorial Record

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