Em "Através da Chuva", a autora best-seller Ariana Godoy retorna com o desfecho da trilogia "Os Irmãos Hidalgo". A obra conclui a trama iniciada em Através da minha janela, fenômeno literário que se tornou um dos maiores sucessos do Wattpad. Apaixonante e revelador, o livro traz um epílogo em que os fãs poderão reencontrar personagens queridos, como Raquel, Ares, Claudia e Ártemis. A tradução é de Karoline Melo.
Apolo Hidalgo está animado para começar uma nova etapa de sua vida: longe de casa, ele finalmente vai realizar o sonho de cursar Psicologia e se aprofundar na complexidade da mente humana. Mas, no primeiro dia de aula, o garoto enfrenta uma situação aterrorizante. Apolo não é mais o mesmo. O medo se alastra por ele como uma tempestade, e, após o trauma, resta apenas uma esperança: Rain Adams, a garota linda e enigmática que o salvou. Apesar de não saber quem ela é, o jovem não consegue esquecê-la.
Quando finalmente se reencontram, o caçula dos Hidalgo acredita estar diante de uma paixão avassaladora. Por causa de Rain, ele conhece Xan Streva, um barista gentil e muito bonito. Apolo então é atraído por uma força magnética que vai levá-lo a explorar sentimentos e desejos arrebatadores. Mas ele estará disposto a superar seus medos para se entregar a um amor inesperado? Surpreendente e inesquecível, a conclusão de Através da minha janela é um mergulho sedutor nos segredos da família Hidalgo e nas descobertas irresistíveis de Apolo. Compre o livro "Através da Chuva", de Ariana Godoy, neste link.
Natália (Mariana Santos), Renée (Maria Clara Spinelli), Helena (Isabel Teixeira), Taís (Késia), Lara (Deborah Secco), Adriana (Thalita Carauta) e Carol (Karine Teles). Foto: Globo/Fábio Rocha
Na próxima segunda-feira, dia 25 de setembro, , o público vai começar a acompanhar as histórias de Lara (Deborah Secco), Taís (Késia), Helena (Isabel Teixeira), Adriana (Thalita Carauta), Renée (Maria Clara Spinelli), Natália (Mariana Santos) e Carol (Karine Teles). Após 25 afastadas, essas sete mulheres, com trajetórias completamente distintas, vão se reaproximar por um laço que nunca foi definitivamente rompido: o da amizade. Só que esse reencontro, além de alegria, vai trazer grandes revelações e desenterrar mágoas que tinham ficado guardadas no passado.
Na última quinta-feira, dia 14 de setembro, os convidados do evento de lançamento da novela, realizado nos Estúdios Globo, puderam ter um gostinho do que vem por aí. As sete atrizes, além de Lázaro Ramos, intérprete do inesquecível detetive Mario Fofoca, se apresentaram, caracterizados, contando um pouco sobre seus personagens.
"A gente fala de reencontro, de amizade, de pessoas que se gostam. Acho que tudo isso, além de emocionar, vai causar uma grande empatia no nosso público", comenta o autor Alessandro Marson. "É uma novela em que as personagens têm a oportunidade de olhar para o passado e verem o que ficou para trás, o que não realizaram da vida que tinham planejado. A partir daí, começam a rever o presente", complementa Thereza Falcão, que escreve a novela com Alessandro.
"Elas por Elas" é criada por Cassiano Gabus Mendes e escrita por Thereza Falcão e Alessandro Marson, com direção artística de Amora Mautner. A obra tem colaboração de Carol Santos, Letícia Mey e Wendell Bendelack. A direção é de Caetano Caruso, Fellipe Barbosa, Mayara Aguiar e Mariana Duarte. A produção é de Andrea Kelly e Isabel Ribeiro e a direção de gênero de José Luiz Villamarim.
Destacando-se por sua escrita experimental e híbrida, "Terebentina", lançamento da editora Urutau, é o novo livro de contos do escritor Alexandre Gil França. Trazendo a ótica de personagens socialmente invisibilizados, especialmente artistas pequenos ou de pouco reconhecimento, o autor explora suas narrativas, angústias e, principalmente, seus afetos. A obra tem orelha assinada pelo prestigiado poeta, tradutor e ensaísta Guilherme Gontijo Flores, vencedor do Prêmio APCA em 2018, e está à venda no site da editora.
Os 12 contos que integram a obra são protagonizados por essas subjetividades particulares, como, por exemplo, um dançarino de Tiktok, uma cantora de boteco ou um ator de comerciais. Tratando-se também de histórias que evocam pequenos e anônimos artistas, que ainda se veem distantes do mainstream, as temáticas do apagamento e da invisibilidade em "Terebentina" são atravessadas pela dicotomia do sucesso e do fracasso. Nas histórias, esses conflitos impactam e são impactados pelas relações afetivas construídas pelos personagens.
Nascido em Curitiba, no Paraná, em 1982, Alexandre Gil França já trabalhou com música, poesia e teatro. É mestre em Artes Cênicas pela USP e doutorando em Teoria e História Literária pela Unicamp. Estreou na literatura em 2015, com o romance "Arquitetura do Mofo", lançado pelo selo Encrenca/ Arte e Letra. Atualmente, é editor da Mathilda Revista Literária, ao lado da poeta Iamni. Também trabalha em um novo livro de contos e promete uma nova peça de teatro para 2024.
Quais são as suas principais influências? Alexandre Gil França -Tive contato com "Ulysses", de James Joyce, muitos anos atrás, nos meus 18 pra 19 anos. Nessa época, esse livro era um vulto difícil de atravessar. Fui ler “entendendo” somente no começo do doutorado na Unicamp, em que me debrucei pra valer sobre ele. Uma obra que parece locupletar os recursos narrativos de inventividade: mistura de campos semânticos, de estilos, épocas, a dessacralização do espaço, as coincidências ultra arquitetadas, todo o espírito de ruínas da modernidade nessa figura sem pátria ou religião que é o Bloom. Isso tudo me impregnou definitivamente, e está presente, de uma forma ou de outra em “Terebentina”. Considero os contos de Jorge Luis Borgescomo pequenas catedrais de sabedoria. Precisão na maneira de contar e no conteúdo. Seus labirintos de sentido também fizeram parte da minha formação literária, e influenciaram também os jogos de linguagens utilizados em “Terebentina”. Já o Gilles Deleuzeé sem dúvida o filósofo que mais estudei na vida. Sua ideia de diferença, de sentido, de acontecimento, fazem parte da minha rotina, da minha forma de pensar. Eu tento enxergar o mundo de uma maneira deleuziana, ou seja, para além das imagens do pensamento, do senso comum fabricado pela sociedade forjada no metal duro das identidades e das categorias: na maioria das vezes, eu fracasso. Penso que “Terebentina” é, um pouco, a dramatização desses fracassos e dos raros acertos. Além disso, cito os cineastas Charlie Kaufman e Eduardo Coutinho. Os dois trabalham com a ideia de “pessoa comum”. Kaufman, de uma maneira, digamos, mais borgeana; Coutinho, de uma maneira documentarista, tentando pegar a verdade do depoimento. A ideia de “comum” tanto de um, quanto do outro, está bem presente no meu livro.
O que motivou a escrita do livro? Como foi o processo de escrita? Alexandre Gil França -O livro foi motivado pelo enclausuramento da pandemia. Como minhas atividades artísticas estavam suspensas (a música e o teatro), a escrita foi um refúgio e ao mesmo tempo um momento de imersão em mim mesmo. Acho que, de certa forma, todos nós “fracassamos” com essa pandemia, seja perdendo pessoas próximas, seja suspendendo nossas atividades. Terebentina reflete, em parte, esse espírito da época.
Escreve desde quando? Como começou a escrever? Alexandre Gil França -Escrevo desde a adolescência. Acho que comecei com uns 15 anos de idade. Se bem que desde pequeno me fascinei pela ideia de livro — sempre quis fazer um livro; esse tipo de porta-histórias, porta-vidas. Um episódio marcante da minha adolescência foi uma tentativa de livro que mostrei, um dia, na praia, para a filha de um amigo dos meus pais. Ela criticou duramente o que eu havia feito (disse que faltava enredo, personagens consistentes etc.). Olha, eu devia ter uns 12 pra 13 anos: não sabia de nada! Aquilo me marcou bastante - como se, de certa maneira, a cada novo conto, eu precisasse completar aquele primeiro livro que não havia dado certo. Mais pra frente, um professor da graduação em comunicação, o Caibar, foi fundamental para que eu não parasse de escrever. Eu mostrava os contos pra ele, e ele me devolvia com comentários precisos sobre o que eu estava fazendo, e o que eu poderia melhorar.
Se você pudesse resumir os temas centrais do livro, quais seriam? Por que escolher esses temas? Alexandre Gil França -Como vivem esses artistas invisíveis que estão por aí, incrustados no ao redor que esquecemos às vezes de observar? Penso que a descoberta do amor por essas pessoas invisíveis se configura como um território profundo de descobertas humanas. Minha intenção com o livro foi investigar justamente como o afeto pode circular por esses meios (como o set de filmagem de um comercial, o ensaio de uma coreografia viralizada no TikTok ou a apresentação de uma cantora de meia-idade em um botequim). É sobre isso, também, o título do livro – “Terebentina”: palavra usada para designar o solvente para pincéis, mas também um apelido popular para cachaça. Ou seja, apagamento e embriaguez andam juntas nessas histórias.
“Terebentina” é estruturado como se fosse uma exposição artística. Poderia comentar um pouco sobre essa escolha e estilo de escrita? Alexandre Gil França -Acho que é um estilo múltiplo, que se utiliza de recursos diversos na construção de um cenário singular de leitura. A ideia é sempre dar a melhor possibilidade de imaginação e participação para o leitor. Vou utilizando recursos formais diferenciados, e, até mesmo, delirantes em alguns momentos. A linguagem dramatúrgica é misturada à poesia, à prosa e a um roteiro de cinema escrito por uma das personagens. Sobre a estrutura, remete à questão do artista e de sua exposição. Tem a abertura, o hall de entrada, o primeiro andar, onde são distribuídos alguns personagens, que seriam as “obras”. E esses personagens são indivíduos comuns e invisíveis que transitam, na minha opinião, em certos ambientes singulares onde podemos encontrar a maior concentração de humanidade possível. Acho que o livro vasculha justamente esses espaços e tenta dar carne e nervos para essas pessoas comuns.
Como é o seu processo de escrita? Alexandre Gil França -Geralmente, sento e escrevo até onde o fôlego aguentar. Não tenho uma preparação para a escrita. Mas, é um ato de recolhimento. Preciso estar sozinho para a coisa fluir bem. Para contos, a meta é sempre ir até a página dez, mais ou menos. Depois, vou cortando o que considero gordura.
Você tem algum ritual de preparação para a escrita? Tem alguma meta diária de escrita? Alexandre Gil França -Não. Escrevo quando dá na telha. Geralmente, nos períodos sem muitas obrigações profissionais.
Quais são os seus projetos atuais de escrita? O que vem por aí? Alexandre Gil França -Já estou escrevendo um novo, de contos. E, penso que para 2024, devo ter uma nova peça de teatro também escrita. São obras que estão ainda na primeira gestação: acho difícil detalhar sobre o que se trata, mas posso dizer que a temática do homem comum deverá estar presente nas duas.
Horror Expo: Zumbis do Espaço, banda icônica de Horror Punk, é a primeira atração musical confirmada na Horror Expo 2023
Primeira atração musical confirmada! A banda Zumbis do Espaço, uma das pioneiras do horror punk no Brasil, fará um show especial no dia 4 de novembro na Horror Expo, que acontece no Centro de Eventos Pro Magno, em São Paulo.
Com sua mistura de metal, punk, country e rockabilly, aliada a letras que exploram o universo das histórias de terror e ficção, o Zumbis do Espaço se tornou uma das bandas mais cultuadas do cenário underground brasileiro. O grupo, que conta com quase três décadas de estrada, promete um show imperdível para todos os amantes do horror punk. No repertório, os fãs poderão ouvir sucessos como "Onde os Fracos Não Tem Vez ", "O Chamado da Estrada", "Eu Era Um Zumbi Adolescente” e muitos outros.
Os ingressos já estão disponíveis em lote promocional por dia:
➡️ R$ 110,00 (+ taxa de conveniência) para Ingresso Solidário (+ doação de 1 kg de ração para cães ou gatos no dia do evento)
➡️ R$ 110,00 (+ taxa de conveniência) para Meia-Entrada (estudantes, professores e idosos)
➡️ R$ 220,00 (+ taxa de conveniência) para Ingresso Inteiro
Também é possível adquirir o Passaporte para os dois dias de evento:
➡️ R$ 220,00 (+ taxa de conveniência) para Ingresso Solidário (+ doação de 1 kg de ração para cães ou gatos no dia do evento)
➡️ R$ 220,00 (+ taxa de conveniência) para Meia-Entrada (estudantes, professores e idosos)
➡️ R$ 440,00 (+ taxa de conveniência) para Ingresso Inteiro
A Horror Expo 2023 promete trazer uma experiência imersiva de arrepiar os cabelos, com áreas de labirinto do horror, escape games e o espaço onde quadrinistas, escultores, escritores e artesãos do gênero apresentarão suas obras. Além disso, haverá estandes e ativações de marcas e lojas repletas de produtos relacionados ao mundo do horror, geek, jogos e cultura pop. O evento ainda contará com desfile cosplay, atrações musicais e painéis com convidados.
Junte-se a nós e embarque nessa jornada aterrorizante! Viva o mundo do Horror!
No dia 20 de setembro, das 19h30 às 21h, o CPF Sesc receberá o curso especial ministrado por Patrícia Campos Mello. Este curso, intitulado "O Papel Social do Jornalismo na Atualidade", oferece uma oportunidade única para explorar o impacto do jornalismo na sociedade contemporânea. A inscrição é gratuita e estará aberta até o próprio dia 20 de setembro, desde que ainda haja vagas disponíveis.
Patrícia Campos Mello é repórter especial da Folha de S.Paulo e comentarista da TV Cultura. Há 25 anos cobre política, tecnologia, relações internacionais e direitos humanos. Já fez coberturas jornalísticas em mais de 50 países. Foi vencedora do Prêmio Maria Moors Cabot da Universidade Columbia, prêmio Internacional de Liberdade de Imprensa do CPJ, prêmio especial Vladimir Herzog, prêmio de Jornalismo do Rei da Espanha (2018) e prêmio de Jornalismo Humanitário do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
É formada em Jornalismo pela USP e tem mestrado pela Universidade de Nova York. Foi pesquisadora associada da Universidade Columbia, com um projeto sobre desinformação política e regulação de internet. Foi correspondente em Washington do jornal Estado de S. Paulo de 2006 a 2010. Nos últimos anos, esteve algumas vezes na Síria, Iraque, Turquia, Líbia, Líbano, Quênia e Ucrânia fazendo reportagens sobre os refugiados e a guerra.
Sobre o Sesc CPF O Centro de Pesquisa e Formação – CPF Sesc é uma unidade do Sesc São Paulo, localizada no bairro da Bela Vista, que proporciona ao público um espaço articulado entre produção de conhecimento, formação e difusão nas áreas da Educação, Cultura, Arte, Gestão e Mediação. A unidade é composta por três núcleos: Núcleo de Formação – um centro de formação, reflexão e conhecimento, proporcionando acesso à cultura de forma ampla, tematicamente, por meio de cursos, palestras, oficinas, bate-papos, debates e encontros nas diversas áreas que compreendem a ação da entidade, como artes plásticas e visuais, ciências sociais, filosofia, história, literatura e artes cênicas.
No foco destas atividades está um público heterogêneo, de diferentes faixas etárias, entre os quais estudantes universitários, profissionais da área da cultura, professores e interessados em geral. Núcleo de Pesquisas - dedicado à produção de bases de dados, diagnósticos e estudos em torno das ações culturais e dos públicos.
Núcleo de Difusão - voltado para o lançamento de trabalhos nacionais e internacionais que ofereçam subsídios à formação de gestores e pesquisadores, disponibiliza conteúdos ligados às áreas de atuação do Centro de Pesquisa e Formação e do Sesc como um todo, por meio de textos e demais materiais (gravação de áudio, filmagem), disponibilizados no site do CPF (sescsp.org.br/cpf), multiplicando o conhecimento socialmente produzido nos campos de ação da instituição. O CPF Sesc - Centro de Pesquisa e Formação do Sesc fica na Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar - Bela Vista/São Paulo. Telefone: (11) 3254-5600. Para inscrições acesse: https://centrodepesquisaeformacao.sescsp.org.br/.
O show “Escuro Brilhante ” acontece no dia 23 de setembro, sábado, 20h, no Teatro do Sesc Santos. Ingressos à venda. Foto: Larissa Zaidan
Em nova turnê intitulada "Escuro Brilhante", nome também de novo álbum que ainda será lançado, o rapperRico Dalasam chega ao palco do Sesc Santos no dia 23 de setembro em apresentação única. Os ingressos podem ser adquiridos portal do Sesc SP e aplicativo Credencial Sesc SP, e presencialmente, nas bilheterias.
Após três anos da estreia de "Dolores Dala Guardião do Alívio", o disco que refrescou tudo o que Rico Dalasam vem fazendo desde 2016, para o início deste ano, o artista preparou sua nova turnê intitulada "Escuro Brilhante", nome também de seu novo álbum que está previsto para 2023 ainda.
Algumas canções já foram reveladas em seu último EP "Fim das Tentativas" e também já fazem parte de seus shows, mas outras inéditas serão lançadas nos próximos meses e farão parte da tour e do disco. As rimas de intervalos quebrados se encontrarão com violões cavacos e guitarras nesse novo show. Apresentação dia 23/9, sábado, às 20h, no Teatro do Sesc Santos. Ingressos de R$ 10,00 a R$ 30,00. Classificação: livre.
Sobre Rico Dalasam Rico Dalasam ingressou no rap nacional, tornando se uma das principais apostas da música nacional contemporânea. Lançou em 2015, seu primeiro trabalho o EP "Modo Diverso", reunindo seis músicas autorais que narram suas experiências de vida enquanto jovem, negro e gay, morador da periferia da Grande São Paulo.
Rico percorreu um longo caminho, construindo novas narrativas até lançar seu primeiro álbum "Orgunga", onde conta seus melhores orgulhos. Lançou em julho de 2017 seu novo EP "Balanga Raba" e escolheu a faixa "Fogo em Mim" para um clipe que alcançou mais de 2 milhões de visualizações. Rico encerrou a turnê de "Balanga Raba" no fim de 2017 e iniciou o projeto "Elefantes, Mantras e Trava Línguas" onde explora novas sonoridades com sua habilidade em rimas e poesia com músicas já conhecidas pelo público e ao mesmo tempo experimenta novas sonoridades que caminham na contra-mão de tudo já criado em seu processo musical.
No final de 2020, em comemoração aos cinco anos de lançamento de "Modo Diverso", Rico une-se a Jup do Bairro, Hiran, Bruna BG, Lucas Boombeat, Glória Groove, Murilo Zyesz, Di Cerqueira, Luana Hansen e Enme Paixão para trazer novos ares para o EP que impactou uma geração. Já em março de 2021, Rico promove o lançamento de seu segundo álbum "Dolores Dala Guardião do Alívio" que revisita suas emoções, seus afetos, vida e carreira, trazendo a dualidade que costura toda a sua obra, mas desta vez embasada no reino da fábula, retirando do mundo real ensinamentos dos últimos anos de vida. Seu último lançamento foi o single "30 Semanas", uma farofinha sincera celebrando um coração recuperado após muito chororô.
Desde o retorno aos palcos, após a pandemia, Rico circulou com a turnê "Encontro DDGA" que já passou por São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Feira de Santana, Brasília, etc. Em seu canal do Youtube é possível conferir os vídeoclipes das faixas "Braille" e "30 Semanas" registradas ao vivo.
Serviço Show "Escuro Brilhante", com Rico Dalasam. Sábado, dia 23 de setembro, às 20h. Teatro do Sesc Santos. Livre. R$ 10,00 (credencial plena), R$ 15,00 (meia) e R$ 30,00 (inteira). Ingressos à venda on-line a partir no portal do Sesc SP e no aplicativo Credencial Sesc SP ou presencialmente, nas bilheterias do Sesc SP.
Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento Terças a sextas-feiras, das 9h às 21h30 | Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.
Realizado pela Guarnicê Produções e pela EH! Filmes, dirigido por Diego Freitas, estrelado por Lília Cabral, Stepan Nercessian e grande elenco, "Tire 5 Cartas" está em cartaz em todo o Brasil. A distribuição nacional é da Vinny Filmes e EH! Filmes Distribuidora.
O filme conta a história de Fátima (Lília Cabral), uma taróloga que enrola seus clientes com a ajuda de seu marido, Lindoval (Stepan Nercessian). Sua sorte muda quando um valioso anel roubado cruza o seu caminho. Decidida a ficar com o anel, Fátima foge dos bandidos e vai para sua terra natal, São Luís do Maranhão, embarcando numa aventura para lá de engraçada e emocionante. "Tire 5 Cartas" foi totalmente produzido e rodado em São Luís.
O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem noCineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.
Sobre Joaquim Haickel Além de roteirista, Joaquim Haickel é diretor e produtor de cinema, é membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, da Academia Maranhense de Letras e dirige o MAVAM - Museu da Memória Audiovisual do Maranhão, que entre outras coisas congrega mais de 20 produtoras audiovisuais. Além disso Joaquim é presidente do SIAMA, Sindicato da Indústria do Audiovisual do Maranhão. "Tire 5 Cartas" é um sonho antigo de Joaquim, que sempre desejou implantar em sua cidade, São Luís, um polo de cinema.
Sobre Elisa Tolomelli Responsável pela produção executiva de filmes de sucesso internacional, como Central do Brasil, Cidade de Deus e Lavoura Arcaica, fundou há 30 anos, a produtora EH! Filmes, onde se consolidou como uma das principais produtoras de cinema do país.
"Tire 5 Cartas", protagonizado por Lilia Cabral, é o 9º longa-metragem de sua empresa, que conta em seu portfólio com os filmes Maria do Caritó, Berenice Procura, Como Esquecer, Margareth Mee e a Flor da Lua, A Floresta Que Se Move entre outros.
Diego Freitas Roteirista e diretor, apaixonado por cinema de gênero. Em 2016, dirigiu o consagrado curta-metragem de suspense Sal, selecionado para importantes festivais como Gramado e premiado em outros, como CinePE. Em 2017 estreou em longa-metragem como diretor e roteirista do suspense psicológico O Segredo de Davi, que estreou no Festival de Cinema de Montreal, foi escolhido pelo Sesc com um dos melhores filmes de 2018,
Seu último curta "A Volta para Casa", protagonizado por Lima Duarte, representou o Brasil no Festival Internacional de Vancouver, Drama na Grécia e no Festival Internacional de Havana, em Cuba. Lançado em outubro/2022, o longa "Depois do Universo" foi um sucesso na Netflix e se firmou no top 10 do streaming.
Guarnicê Produções Dirigida por Joaquim Haickel, a Guarnicê Produções, já realizou mais de 100 filmes entre curtas, médias, séries e longa metragens e tem pontuação máxima na ANCINE. Seu curta Pelo Ouvido, foi selecionado para mais de 130 festivais e foi premiado em 28 deles, inclusive como melhor filme no Festival de Cartagena de 2009. As séries A pedra e a palavra, Manufatura Fashion, Luzes, Cores e Formas, os documentários Celso Antônio, brasileiro, Haroldo, o que ousou sonhar, os curtas Maktub e As Aventuras de Tracajaré, são algumas outras de suas produções.
EH! Filmes Distribuidora A EH! Filmes foi fundada em 1944, por Elisa Tolomelli, produtora executiva de sucessos expressivos do cinema brasileiro, como “Central do Brasil”, “Lavoura Arcaica” e “Cidade de Deus”. A EH! Filmes produz seus próprios filmes e séries de TV desde 2001 e hoje atua também como distribuidora de cinema.
Com patrocínio da Petrobras, produziu o projeto “Oficinas Itinerantes de Cinema”, cujo objetivo principal foi formar e reciclar estudantes e profissionais do mercado de cinema brasileiro nas regiões fora do eixo Rio-São Paulo, como Maceió, Salvador, Teresina e Fortaleza.
Atualmente a EH! Filmes está trabalhando no lançamento de seu novo longa-metragem: “Tire 5 Cartas”, dirigido por Diego Freitas, com estreia marcada para o dia 07/09/23. A empresa também está finalizando a série “Sotaques – A Bossa da Língua Portuguesa no Brasil”, dirigida por Rubens Camelo, que será exibida ainda em 2023, no canal Traval Box Brasil. Além disso, está coproduzindo o documentário “Porto Caribe”, dirigido por Marco André.
Vinny Filmes A Vinny Filmes é uma distribuidora nacional responsável pelo lançamento de grandes sucessos de bilheteria como “Tropa de Elite 2”, “S.O.S. Mulheres ao Mar 2”, “Faroeste Caboclo”, “11-11-11”, entre muitos outros. Fundada em 1990, a empresa atua no mercado audiovisual, distribuindo filmes nacionais e internacionais em cinema, home video e streaming, incluindo em seu portfólio filmes de diversos gêneros e estilos, para atender público brasileiro e latino-americano.
Ficha técnica Espetáculo "Tire 5 Cartas". Elenco: Lilia Cabral, Stepan Nercessian, Cláudia Di Moura, Guilherme Piva, Gabriel Godoy, Sérgio Malheiros, Giulia Bertolli, César Boaes, Allan Souza Lima, Claudiana Cotrim, Thaynara OG e Mathy Lemos. Participação Especial: Alcione e Sidney Magal. Empresas produtoras: Guarnicê Produções e EH! Filmes. Direção: Diego Freitas. Produção: Joaquim Haickel e Elisa Tolomelli. Roteiro: Joaquim Haickel, Gustavo Pinheiro, Melina Dalboni, Diego Freitas, Giulia Bertolli e Julia Antuerpem. Produção executiva: Thais Mello. Direção de produção: Sheury Manu Neves. Direção de fotografia: Victor Alencar. Direção de arte: Sérgio Silveira. Figurino: Kika Lopes. Efeitos visuais: Fabrício Rabachim. Som direto: Roberto Oliveira. Montagem: Alexandre Boechat e Fábio Jordão. Música: Ed Côrtes. Desenho de som e mixagem: Rodrigo Ferrante. Classificação Indicativa: 12 anos. 2023. Duração: 88 min. Classificação indicativa: 12 anos
Produção coreana de 20 anos, premiada no Festival de Cannes em 2004, reestreia nos cinemas completamente restaurado. "OLDBOY", em cartaz no Cineflix Cinemas, é uma fábula de vingança protagonizada por Choi Min-sik, (Oh Dae-su), um homem que fala com a filha num telefone público, carregando asas de anjo como presente. Contudo, ele some e é misteriosamente encarcerado por 15 enlouquecedores anos, com direito a muitas horas de televisão.
No entanto, quando Oh Dae-su é solto, ganha cinco dias para desvendar quem foi seu raptor, além de descobrir o que aconteceu para que ele tivesse virado prisioneiro e, claro, realizar vingança. Enquanto mantém seu foco, ele ganha a companhia de Mi-do (Kang Hye-jeong) por quem se encanta. Todavia, há um jogo mental maquiavélico entre Oh Dae-su e Mi-do que garante muitas reviravoltas na trama movida por hipnose e incesto.
Adaptado de um mangá de Garon Tsuchiya e Nobuaki Minegishi, ao retornar às telonas, "OLDBOY" alcançou o mérito de fazer uma média de público por sessão boa, perdendo apenas para “Barbie”. O que confirma o fato de o tempo não ter tornado o filme obsoleto, imprimindo inclusive um visual moderno.
Filme precursor do vencedor do Oscar "Parasita", da série de sucesso "Round 6", da trilogia de vingança do diretor Park Chan-wook, "Mr. Vingança" (2002), "Oldboy" (2003), "Lady Vingança" (2005), garante cenas de tortura que facilmente fazem o público se contorcer, uma vez que são retratadas com naturalidade. Apesar das sequências com certos exageros, no estilo dos filmes do lutador de artes marciais, Chuck Norris, ou das até excessivas explicações sobre o que levou a que para Oh Dae-su, "OLDBOY" é um filme a ser apreciado ainda nos dias de hoje em tela grande de cinema. Vale a pena!
Distribuidora:Pandora Filmes.Direção: Park Chan-Wook. Roteiro:Park Chan-Wook, Jo-Yoon Hwang.Elenco:Min-sik Choi, Yoo Ji-tae, Kang Hye-Jeong. Sinopse:Oh Dae-su (Choi Min-sik) é um homem comum, bem casado e pai de uma garota de 3 anos, que é levado a uma delegacia por estar alcoolizado. Ao sair ele liga para casa de uma cabine telefônica, para logo em seguida desaparecer, dexando como pista apenas o presente de aniversário que havia comprado para a filha. Pouco depois ele percebe estar em uma estranha prisão, onde há apenas uma TV ligada, no qual ele recebe pouca comida e respira um gás que o faz dormir diariamente. Através do noticiário da TV ele descobre que é o principal suspeito do assassinato brutal de sua esposa e sem ter outra opção, ele passa a se adaptar à escuridão de seu quarto e a preparar seu corpo e sua mente para sobreviver à pena que está sendo obrigado a cumprir sem saber o porquê.
Em parceria com o Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link. Compre seus ingressos no Cineflix Cinemas Santos aqui: vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN
O detetive belga Hercule Poirot (Kenneth Branagh) é tirado de férias para investigar um assassinato enquanto participa de uma sessão espírita de Halloween em um palazzo assombrado em Veneza, Itália.
"A Noite das Bruxas", em cartaz no Cineflix Cinemas, terceiro longa baseado em livro de Agatha Christie, dirigido por Kenneth Branagh ("Assassinato no Expresso do Oriente" e "Morte no Nilo"), tem visual belíssimo, é cheio de reviravoltas e garante empolgação para a esperada cena de revelação dos culpados e inocentes da trama.
O longa de 1h44 leva mistério na noite de Halloween, para a linda cidade de Veneza, quando uma morte misteriosa ainda tira o sono dos moradores do local. Em meio a noite da véspera de todos os santos, e a virada, novos crimes acontecem, enquanto que o detetive Poirot é envolvido na história fantasmagórica do local, chegando a quase ser ludibriado.
Com uma fotografia linda e enquadramentos de tirar o chapéu, a produção empolga por vezes com a caçada aos ratos de Veneza envolvidos no crime do passado e nos da noite em que as bruxas estão à solta -e mascaradas. Ágil e envolvente, "A Noite das Bruxas" é uma excelente opção de entretenimento que faz valer o ingresso para prestigiar a produção que tem no elenco Kenneth Branagh (Oppenheimer), que também dirige o longa, assim como a vencedora do Oscar 2023 de Melhor Atriz Michelle Yeoh (Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo), Kelly Reilly (Yellowstone), Kyle Allen (American Horror Story: Apocalypse), Jamie Dornan (Cinquenta Tons de Cinza), Riccardo Scamarcio (John Wick: Um Novo Dia Para Matar) e Camile Cottin (Casa Gucci).
"A Noite das Bruxas" resgata a estrutura da narrativa brilhante de Agatha Christie, recheada de mistérios e imprime até um flerte com o terror -garantindo alguns sustos. Com roteiro de Michael Green, o filme prende do início ao fim e deixa uma centelha de ânimo para que outro livro de Agatha Christie seja adaptado com o toque de Kenneth Branagh. Imperdível!
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"A Noite das Bruxas" ("A Haunting in Venice") Ingressos on-line neste link. Gênero:policial, drama, suspense. Classificação:14 anos.Duração: 1h44.Ano:2023. Idioma:inglês.
Distribuidora:20th Century Studios.Direção: Kenneth Branagh. Roteiro:Michael Green.Elenco:Kenneth Branagh, Tina Fey, Camille Cottin. Sinopse:Baseado no livro "A Noite das Bruxas" de Agatha Christie, Hercule Poirot (Kenneth Branagh) volta para mais um mistério na cidade mais bonita do mundo: Veneza. Em uma festa de Halloween na casa de Rowena Drake em Woodleigh Common, Joyce Reynolds, de treze anos, diz a todos os presentes que ela já viu um assassinato, mas não percebeu que era um até mais tarde. Ariadne Oliver, participando da festa enquanto visitava sua amiga Judith Butler, chama Hercule Poirot para investigar o assassinato e a alegação de Joyce.
Marcadas por uma escrita intensa e por vezes frenética, as palavras de Mauro Felippe têm a capacidade de libertar e expressar o âmago do ser humano. Em "Catarse", quinto livro publicado pelo catarinense, ele afugenta, por meio das palavras, as angústias, inquietações e dilemas da humanidade. Longe das poesias sobre relacionamentos e amor-próprio, os textos do poeta ganham ainda mais força com as ilustrações de Rafael Nobre.
Com um projeto gráfico de tirar o fôlego e edição luxuosa em capa dura, Mauro aborda temas como corrupção, descaso com povos indígenas, quilombolas, e negligência ambiental. Conheça um pouco mais sobre a obra e o autor, que promete, por meio de suas críticas e reflexões, deixar uma marca no mundo, uma prova inequívoca de que é preciso questionar para melhorar. Compre o livro "Catarse", de Mauro Felippe. neste link.
A palavra “catarse” significa a liberação de emoções ou tensões reprimidas. Qual mensagem você quis transmitir aos leitores ao dar este nome para a obra que acaba de lançar? Mauro Felippe - A grande maioria dos meus textos, senão todos, traz, de certa forma, mensagens ou reflexões ao leitor para a busca de resoluções de um conflito pessoal ou social que convivera ou convive. Os temas são advindos de pensamentos meus, cujos pontos de partida à escrita eu observei, vivenciei ou solucionei após caminhos que até tempos atrás não havia me alertado e que, agora, creio corretos ou prudentes. Gosto de livros com títulos com uma palavra só, como nos casos dos anteriores. Este novo título engloba uma mescla dos temas, pois Catarse também significa libertação de pensamentos, ideias, etc. Também expõe algo que é seu pensamento que estava reprimido, mas que agora foi externado no papel, em diversas figuras de linguagem.
Quais foram suas principais inspirações para compor as poesias de Catarse? Mauro Felippe - Os temas abordados, por exemplo, não são direcionados a uma só causa ou efeito, como se fosse uma trilogia ou a sequência, o livro dois. São quase psicografados, parafraseando, desde uma simples poça d´água que a transformo numa reflexão enorme até outro tema complexo, que atinja o humano, psicologicamente. Todos os textos são elaborados em poucos minutos; já vêm prontos do pensamento. Geralmente, transformo o tema pensado na hora em parábolas e metáforas, para aliviar o pensamento do leitor e fazê-lo entender onde quero chegar. Por exemplo, a morte é inerente ao ser, assim como a vida. Entre uma e outra há um infinito pensar. Se eu escrever um livro somente com um tema, em poemas, torna-se monótono e desprezível para mim. A cada página há um novo caminho, um recomeçar, e nenhum nos meus livros é interligado um com outro. São independentes, como os textos. Os temas abordados são exatamente extraídos dos meios que convivo ou convivi deste o meu nascimento, incluindo os que os leio e fazem refletir, seja no país, seja no escritório, seja no planeta, onde estiver. Têm que me sensibilizar.
Na obra Catarse, você traz um olhar crítico e reflexivo para pautas mais atuais, como descaso com povos originários, negligência ambiental, fake news e corrupção. O que te fez abordar tais assuntos? Mauro Felippe - Sinceramente, todas essas pautas sempre existiram e sempre estão em evidências, no verbo presente. Jamais, na história da humanidade, ao menos até onde li ou desde quando nasci, tais temas nunca saem de pauta e, consequentemente, do meu convívio na escola, em casa, no escritório, nos eventos, nas matérias que leio, entre outros. A raça humana, exclusivamente, que mudou e muda a correnteza, e provoca a autodestruição do espécime a troco de obtenção de posses na maioria injustas e dinheiro. O poder é um divisor de classes e de pensamentos que antes valiam e agora não valem mais. Sempre tive um olhar crítico das coisas, no bom sentido, nada pejorativo. Sou um observador contumaz, vem do meu ser. Talvez me vejo nesse exercício devido ao hábito da leitura e minha profissão como advogado, onde esta é concreta – um enfrentamento a um caso real e ao vivo. As pautas acima sempre existiram, sempre foram combatidas pelos de bom senso, mas enquanto houver poderes sempre haverá súditos.
“Catarse” é a quinta coletânea que você publica e todos os seus livros tem como característica a poesia reflexiva. De onde vem essa veia filosófica e ao mesmo tempo artística? Mauro Felippe - A minha leitura e a escrita não são voltadas ao modismo ou obrigatórias, forçosas, mas sim na busca exigente do que realmente me agrada e me completa. É como se no livro que eu estiver lendo o autor esteja no mesmo compasso psicológico que o meu, em sintonia. Tem que me sensibilizar ou trazer algo de inédito para mim, algo surpreendente. A Filosofia, como o Direito, este último que exerço exatamente há trinta anos, são provocativas, ou seja, uns entendem de uma forma - outros de outra. Isso gera o embate e com tal, quiçá, uma solução. Se não houver a solução, ao menos surgiu a reflexão.
A obra tem um projeto gráfico de tirar o fôlego, todas as cores e formas tornam os textos ainda mais profundos. Como foi o processo de criação das imagens junto com ilustrador Rafael Nobre? Mauro Felippe - Em todos os meus livros publicados, sem exceção, ao findar um texto já ocorre em minha mente a ilustração do tema exposto. Como dito, o texto é obviamente escrito e é um poema ou aforismo, ou ainda o haicai. Na minha visão, a ilustração deve estar em sintonia com o texto ou complementá-lo, o que gera algo impressionante, pois a minha veia ilustrativa é o surrealismo. É como se a ilustração fosse outro poema, independente do texto. Para as ilustrações do Catarse, após contato com Rafael Nobre, sugeri diversas ilustrações não impositivas, mas como ideias para ele perceber o meu gosto, a minha linha – a harmonia. Ao entender a minha linha ilustrativa proposta lhe dei liberdade para criação. Ele entendeu perfeitamente onde eu queria chegar, e confesso que foi além do esperado.
Por fim, se pudesse voltar no tempo, o que diria ao Mauro Felippe de 2014, quando publicou um livro pela primeira vez? Mauro Felippe - Boa pergunta! Já meditei sobre isso. O tempo é irmão do tempo. Se tudo que fizemos no passado fosse desfeito em segundos tão somente pelo motivo de não se gostar mais daquilo, achar ultrapassado, eu estaria cometendo a aniquilação da minha própria história. Temos que contar, somar e agradecer o início, onde tudo começou. Tem que ter o pontapé, senão nada sai do papel ou da própria vida. O Mauro de 2014 é o mesmo de 2023, perseverante. Apenas foi lapidado para busca do crescimento interior, do melhor, do conhecimento, da maturidade com conteúdo. Admito que eu possa ter feito algo indesejável para mim no passado, mas se não fosse aquele algo não haveria a busca do crescimento - em todos os sentidos. Garanta o seu exemplar de "Catarse", escrito por Mauro Felippe. neste link.
O espetáculo, que traz de volta às agitadas sessões da madrugada em São Paulo, discute o amor, o sacrifício e preconceito contra o público LGBTQIA+ no Brasil. Com Glamour Garcia, Bárbara Bruno e Augusto Zacchi. Crédito: Barnabé Fotos
"A Rouxinol e a Rosa - Um Amor que Não Ousa Dizer Seu Nome" é um projeto teatral que promove, através da arte, a reflexão sobre o preconceito, a importância da liberdade de expressão e o direito a igualdade para a comunidade LGBTQIA+. Escrito e dirigido por Rony Guilherme Deus, o espetáculo é inspirado em conto do escritor, poeta e dramaturgo Oscar Wilde (Irlanda 1854 - Paris 1900), símbolo da luta pelos direitos homossexuais. No elenco estão Bárbara Bruno, Augusto Zacchi e Glamour Garcia, primeira artista Trans a vencer um prêmio revelação por sua atuação.
O espetáculo nos leva ao final do século 19, quando um jovem soldado declara o seu amor a um outro soldado. Sua coragem vai além: ele declara que se reconhecia como mulher no corpo de um homem. Sua audácia lhe custa a vida e seu corpo é jogado em um poço seco, que logo passa a verter muita água e a realizar milagres.
A cada noite de lua cheia uma linda figura, que mescla a imagem de uma mulher transgênero e um rouxinol, sai do poço dando início a lenda de que aquele Ser, quase mitológico, é o guardião do amor e dos casais apaixonados. Certa noite um jovem aristocrata vai ao poço pedir ajuda para se declarar à sua amada Donzela com uma inexistente rosa-vermelha.
A paixão pelo jovem é imediata e, aconselhada por uma velha feiticeira, a bela figura decide arriscar sua própria vida encostando o peito nos espinhos de uma roseira, tentando dar vida, com o sangue de seu coração, a rosa-vermelha.
Sobre o projeto “Como escritor e diretor teatral, busco histórias que provoquem uma mudança de pensamento e toquem o público de maneira significativa”, fala Rony Guilherme Deus sobre "A Rouxinol e a Rosa - Um amor que não ousa dizer seu nome". O cenário é minimalista, mas belo. Esta simplicidade é fundamental para transmitir a mensagem de forma impactante, concentrando a energia no desenvolvimento dos personagens e na força das palavras de Oscar Wilde e a urgência de combater as injustiças e preconceitos presentes em nossa sociedade. A equipe técnica reúne renomados profissionais ligados a arte: assina a direção de movimento Ciro Barcelos e Cláudio Tovar os figurinos. “Acredito que essa peça tem o poder de tocar as pessoas, despertar a discussão sobre a necessidade de mudança e motivar ações em prol de uma sociedade mais justa e inclusiva”, finaliza o diretor.
Sinopse A Rouxinol (Glamour Garcia), uma figura mitológica e transgênero no corpo de homem, mulher e pássaro, vive intensa paixão por um Jovem Aristocrata (Augusto Zaccchi) mas, aconselhada por uma velha Feiticeira (Bárbara Bruno) abre mão de seus sentimentos e luta para conseguir uma rosa vermelha para que o jovem conquiste a sua amada.
Sobre Oscar Wilde A vida e a obra de Oscar Wildeforam marcadas por sua identidade queer e seu confronto com as convenções sociais. Seu julgamento e prisão em virtude de sua homossexualidade despertaram debates sobre a injustiça das leis discriminatórias da época. Sua experiência pessoal refletiu a repressão e a perseguição enfrentadas pela comunidade LGBTQIA+ na sociedade vitoriana. Além disso, Wilde foi um dos primeiros escritores a abordar abertamente a homossexualidade em sua literatura, mesmo que de forma velada.
Escrito por ele, "O Retrato de Dorian Gray" é considerado um marco na representação da sexualidade não heterossexual na literatura inglesa. Através de personagens e temas que questionam a moralidade sexual, Wilde desafiou as normas e ofereceu uma visão alternativa da sexualidade humana. Oscar Wilde também deixou um legado duradouro como símbolo de resistência e orgulho para a comunidade LGBTQIA+. Sua coragem em viver autenticamente, apesar das consequências adversas, inspirou gerações posteriores de ativistas e escritores LGBTQIA+. Sua história é um lembrete do poder da arte e da literatura como meios de expressão e luta pelos direitos e pela igualdade.
Ficha técnica Espetáculo "A Rouxinol e a Rosa - Um Amor que Não Ousa Dizer Seu Nome". Texto e direção: Rony Guilherme Deus. Inspirado na obra de Oscar Wilde. Figurino: Claudio Tovar . Direção de movimento: Ciro Barcelos. Visagismo: Anderson Bueno. Elenco: Glamour Garcia, Bárbara Bruno, Augusto Zacchi e Guilherme Conradi. Direção de produção: Fernanda Ferrari Produção executiva: Fabiana Franco. Administração: Luciene Cunha e Cristine Natale. Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação. Produção: Estúdio Mágico. Assistente de direção: Josi Ventura. Assistentes de produção:Émile Dias e Isadora Strada. Assistente de coreografia: Fernando Callegaro. Fotografia e audiovisual: Maria Gabriella Ferrari. Design: Mariana Persi, Mariah Gabriella Ferrari e Fernanda Ferrari. Cenário: Pedro Gabriel Kaleniuk. Sonoplastia/DJ: Milton Lemos. Iluminação: Tiago Sanches e Fernando Braga. Direção musical e trilha sonora: Julio Cesar Silva. Trilha sonora: Music Solution. Cenotécnicos: André da Hora e Ronaldo Pereira. Costura: Débora Muniz e Ateliê Valerie. Duração: 80 minutos. Recomendação 16 anos.
Serviço Espetáculo "A Rouxinol e a Rosa - Um Amor que Não Ousa Dizer Seu Nome". Temporada: até dia 28 de outubro, sessões sextas e sábados, às 23h50. Ingressos: de R$ 60,00 a R$ 120,00. Ingressos on-line: https://teatrob32.byinti.com/#/event/a-rouxinol-e-a-rosa-um-amor-que-nao-ousa-dizer-o-nome. Bilheteria: das 14h às 18h. Local: Teatro B32. 478 Lugares. Avenida Brigadeiro Faria Lima, 3.732 - Itaim Bibi. Localizado no complexo multiuso B32 o teatro é considerado o mais moderno e tecnológico do país. Estacionamento valet no local.
Ao ser candidato para se tornar um “imortal” na Academia Brasileira de Letras e a ocupar a cadeira de número 5, após o falecimento do historiador José Murilo de Carvalho, o escritor e filósofo Daniel Munduruku, o pajé Jurecê da atual novela “Terra e Paixão”, da TV Globo, será o primeiro indígena na história da Academia a se tornar um membro, caso seja aprovado. “Não quero cumprir cota de escritor indígena, tenho condições absolutas para concorrer de forma igualitária com os outros candidatos”, destaca.
Com 64 livros publicados, o escritor é especializado no público infanto-juvenil e já conta com cerca de 6 milhões de livros vendidos no Brasil, além de outros países como Estados Unidos, Canadá, Áustria, Coreia do Sul e México. Caso aprovado na ABL, Munduruku, por sua trajetória em produzir conteúdo a crianças e jovens, acredita que será um “choque de cultura, uma mudança de mentalidade”. O objetivo, segundo ele, é aproximar mais a Academia Brasileira de Letras da sociedade, além de reforçar a importância da literatura infanto-juvenil.
Entre suas obras, destaque ao “Histórias de Índio” (Editora Companhia das Letras) com cerca de 300 mil livros comercializados em 25 edições. “Coisas de Índio" (Ed.Callis), que conquistou o prêmio Jabuti, além da obra internacionalmente premiada “Meu Avô Apolinário” (Editora Studio Nobel), são mais destaques. Durante a Bienal do Livro, em setembro, mais dois livros foram lançados: “Árvore Teia”, uma fábula sobre o envelhecimento, e “Redondeza”, destinado a crianças de até seis anos com conteúdo focado em imagens.
“Daniel é um talento brasileiro admirável que eleva a arte e a cultura de nosso país incentivando milhares de crianças e jovens a ingressarem nesta jornada fascinante de apreciar a literatura e o conhecimento por meio de um conteúdo leve e ao mesmo tempo reflexivo. Temos o maior orgulho de prestar o nosso apoio, aqui em Santa Catarina”, destaca a diretora da “A Livraria”, Miriam Almeida que, por meio da loja localizada no BravaMall, na Praia Brava de Itajaí, em Santa Catarina, apoia a candidatura de Munduruku e reconhece a relevância de sua contribuição literária e cultural.
Daniel Munduruku, 59, é paraense, de povo indígena e, atualmente, reside no interior de São Paulo. Além de escritor, é formado em filosofia, psicologia e história. Tem mestrado e doutorado em educação pela USP, e pós-doutorado em Linguística pela Universidade Federal de São Carlos.