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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

.: Resenha de "It: A Coisa", longa de terror essencialmente perturbador

Por: Mary Ellen Farias dos Santos*
Em setembro de 2017



Sentir medo é próprio do ser humano, mas certos acontecimentos podem potencializá-lo ao extremo. Assim, em pleno 2017, fica certo como dois mais dois são quatro, que colocar jovenzinhos curiosos -no estilo do clássico "Os Goonies" (1985)- para estrelar um longa ambientado nos anos 80 pode ser uma boa saída, mas acrescentar a isso terror, comédia e drama é excelente. "It - A Coisa", reboot de um clássico de Stephen King apresenta essa receita com maestria em uma trama com ritmo eletrizante.

Muita calma! A nova produção tem semelhanças e respeita a de 1990 -"It - Uma obra-prima do medo", feita para televisão-, mas alcança um resultado de excelência. Toda a ambientação passa veracidade e agarra o público, seja com bicicletas, vestimentas, cortes de cabelos ou as referências aos sucessos dos anos 80. Que a verdade seja dita, caso ocorram gritinhos do público nos primeiros minutos de filme, toda a tensão do enredo faz qualquer engraçadinho manter-se em total silêncio até o fim das mais de 2 horas. Ninguém se atreve, de fato!

"It - A Coisa" bebe da fonte, mas a aperfeiçoa e a apresentação final convence. Afinal, quem nunca ouviu histórias de terror protagonizadas por farsantes, não é? Principalmente, as crianças dos anos 80 e 90. "Cuidado com a Kombi dos palhaços!!" Logo, por mais que se desconheça o enredo -que não é novo e é até lenda urbana-, há facilidade em se identificar com alguns dos personagens aventureiros que curtem as férias escolares. Não só pelo elemento principal, o palhaço -ser amado ou odiado-, mas por enfrentarem seus medos por conta e risco. E os sustos? São bons e surpreendem.

Qual é a história de "It - A Coisa"? Na cidade de Derry, no Maine, o número de desaparecimentos é alarmante, embora todos ali lidem com os fatos com naturalidade. Entretanto, num dia chuvoso, o irmão mais novo de Bill, George sai para brincar com um barquinho de papel e desaparece. Embora os pais dele, aceitem a morte do pequeno, o filho mais velho mantém o pensamento de que George está apenas sumido. Sendo assim, por que não procurá-lo durante as férias? 

Bill, junto aos amigos e aos novatos, Beverly, Ben e Mike -que ingressam posteriormente no Grupo dos Otários- tentam lidar com o valentão Henry -que lembra muito o ator Kevin Bacon, quando jovem-, mas esbarram em algo ainda pior e maior, ou seja, a materialização de seus medos: Pennywise, um palhaço assassino com histórico de violência que remonta há séculos. Inicialmente, assume diferentes formas, até dar um show medonho, alimentar-se das vítimas e fazer seus petiscos flutuarem. Eis que tudo isso tem endereço para acontecer: Numa casa abandonada, estilo semelhante ao da animação "A Casa Monstro". O que há lá? Um poço! Sim! Por mais que a história do palhaço seja bem mais antiga do que da garota "Seven Days", não há como deixar de embarcar no #SamaraFeelings, o qual até Annabelle, recentemente desfrutou. 

Contudo, até "It - A Coisa" chegar na luta entre os amigos e a personificação do mal, há um drama forte em algumas das relações pais e filhos, enquanto que em uma delas insinua exageros, noutra transparece o abuso exercido pela parte adulta. Por outro lado, todo esse tratamento confuso e complexo dos pais deixa marca nos filhos, o que é bem representado nas aparições sinistras de Pennywise. É bom destacar que o longa estabelece uma ligação mínima com "Strangers Things". Entretanto, a trama do filme é extremamente bem elaborada e trilha o próprio caminho, embora lembre a série da Netflix, ainda com Finn Wolfhard (Mike) no elenco.




Embora a trilha sonora seja de bom gosto. Tem até New Kids On The Block! Em uma cena de suspense, perto do fim, surge uma música instrumental de "Homem-Aranha", o primeiro com Tobey Maguire -particularmente, a tensão foi completamente quebrada-. Como ficar tenso diante de uma canção de super herói? Ainda mais dessa versão cinematográfica do Aranha que é tão marcante!

As mais de 2 horas de filme são perceptíveis, pois toda a agilidade e cenas perturbadoras amenizam, já perto do fim, assim, o ritmo acaba perdido até que o embate final, com o palhaço dançante, torna a mexer com os nervos. Desqualifica a produção? Nem um pouco! A atuação do elenco é harmoniosa e de qualidade, seja Bill Skarsgård, na pele de It, todos os integrantes do Grupo dos Otários ou os pais deles. Não há dúvida de que "It - A Coisa" é o tipo de filme para ver e rever. O que é melhor nisso? Esse grupo de pré-adolescentes promete uma grande sequência para 2018. Vamos aguardar para flutuar novamente!!


Filme: It: A Coisa (It, EUA)
Data de lançamento 7 de setembro de 2017
Duração: 2h 15min
Direção: Andy Muschietti
Elenco: Bill Skarsgård, Jaeden Lieberher, Finn Wolfhard mais
Gêneros: Terror, Drama, Suspense


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do www.photonovelas.com.br. Twitter: @maryellenfsm 





Sobre o Cine Roxy: Em oito décadas, o Roxy é caso raro de cinema que acompanhou a transformação da maneira de se exibir um filme: dos primeiros e grandes rolos de película ao sistema digital. A rica trajetória se deve à perseverança e o senso empreendedor da família Campos: de pai para filho, chegou ao atual diretor do Roxy, Antônio Campos Neto, o Toninho Campos. A modernização, aliada à tradição, transformou o Roxy no principal cinema do litoral paulista, fato que rendeu a Toninho o Prêmio ED 2013 na categoria Exibição -Destaque Profissional de Programação, considerado o principal do país nos segmentos de exibição e distribuição. E o convite para ser diretor cultural do Santos & Região Convention Visitors Bureau.


Trailer



quarta-feira, 4 de outubro de 2017

.: It: A Coisa tem recorde de bilheteria entre os filmes de terror no Brasil

Público brasileiro da produção, entre os dias 7 de setembro e 1º de outubro, é de mais de 3,6 milhões de pessoas


A Flix Media -empresa especializada na comercialização de publicidade para o mercado de entretenimento que se configura como o maior canal de cinema da América do Sul- comemora o grande sucesso de bilheteria do filme "IT: a Coisa" nos cinemas brasileiros. De acordo com informações da Warner Bros, o longa norte-americano quebrou o recorde de público de todos os tempos em seus primeiros dias de exibição. Entre o dia 7 de setembro, data de sua estreia, e o dia 1º de outubro, 3.686.066 pessoas assistiram a produção em cinemas de todo o Brasil. 

"IT: a Coisa" se configura, então, como um verdadeiro fenômeno de bilheteria. No Brasil, o filme é a maior bilheteria de setembro, registra o maior público em um filme estreado no outono, além de ser o filme de terror com maior bilheteria na história do cinema em nosso país. Segundo informações divulgadas pela empresa de vendas online Ingresso.com, que integra a rede Flix Media, a produção foi o título mais assistido por seus clientes na semana de estreia, sendo responsável por 43% das vendas em suas plataformas, sendo que a faixa etária que mais comprou ingressos para esse filme foi a de 18 a 25 anos (39,3%). 

O mercado brasileiro tem sido considerado um dos territórios que mais contribuíram para os recordes de bilheteria do lançamento mundial de IT: a Coisa, que também bateu recorde de expectadores nos Estados Unidos para um filme de terror durante as suas três primeiras semanas de exibição. No mundo, IT: a Coisa já arrecadou US$ 553 milhões e, devido ao sucesso do filme, a New Line e a Warner Bros. já anunciaram a estreia da continuação, marcada para 06 de setembro de 2019. 

Para a Flix Media, esse é um resultado fascinante, por se tratar de um filme de terror que tem disputado a atenção do público com filmes de ação, de animação e com comédias nacionais, que normalmente lideram os rankings de bilheteria nos cinemas brasileiros. E quem também comemora o desempenho de IT: a Coisa são os mais de 80 anunciantes que, por meio de contratos fechados com a Flix Media, investem em ações publicitárias nos cinemas. 

A Flix Media levou aos cinemas nacionais ações publicitárias de anunciantes dos setores automotivo, bancário, de beleza e saúde, tecnologia, seguros, bebidas, viagens, educação, alimentação, imobiliário e aeronáutico, para citar apenas alguns. “Quando vemos o público brasileiro indo aos cinemas, seja para ver um filme de terror, uma deliciosa comédia nacional ou qualquer outro gênero de produção, fortalecemos nossa crença de que o mercado brasileiro de cinema não para de crescer. E os investimentos publicitários nas salas provam que o cinema é uma excelente estratégia para a veiculação de campanhas publicitárias, ainda mais porque se trata de um meio em que as atenções do público estão totalmente voltadas para a mensagem que é exibida”, afirma Ivan Martinho, diretor geral da Flix Media no Brasil.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

.: IT: A Coisa, obra-prima do mestre do terror Stephen King, em casa

IT: A Coisa, obra-prima do mestre do terror Stephen King, já está disponível para compra e aluguel digital


O palhaço mais assustador de todos os tempos está chegando à sua casa!
Não saia do seu quarto quando ouvir um barulho estranho durante a noite. Deixe todas as luzes acesas. Pennywise, o palhaço mais diabólico e assustador dos últimos tempos, está pronto para entrar na sua casa sem pedir licença!
"IT: A Coisa" – o filme mais buscado em 2017 e sucesso de crítica, público e bilheteria – já está disponível para compra digital no iTunes, Google Play, Microsoft Store e Playstation Store e aluguel digital no NOW, Oi, Looke, SmartVOD e VIVO Play.

Aproveite o conforto (e segurança) da sua casa para assistir em primeira mão esta nova versão baseada no clássico livro escrito por Stephen King. A partir do dia 18 de janeiro, IT chega a todas as plataformas digitais e nas versões físicas (Blu-ray e DVD). Não deixe de conferir este grande sucesso do cinema em primeira mão pelo NOW e depois tenha Pennywise sempre por perto com a versão física do filme. Você também vai flutuar!

IT – A Coisa |Sinopse: A obra-prima do terror de Stephen King ganha vida para apavorar as novas gerações. Na cidade de Derry, no Maine, sete jovens se juntam para combater uma criatura sobrenatural que está assombrando a sua cidade por séculos. Chamado de Pennywise – O Palhaço Dançarino, A COISA é um monstro de força absoluta que toma a forma dos medos mais horrorosos das pessoas. Ameaçados por seus piores pesadelos, a única maneira dos jovens amigos sobreviverem à COISA é se continuarem juntos.

Confira a resenha crítica: http://www.resenhando.com/2017/09/resenha-de-it-coisa-longa-de-terror.html

Disponibilidade:
Aluguel DIGITAL a partir do dia 19/12: NOW, Oi, Looke, SmartVOD e VIVO Play;
Compra DIGITAL a partir do dia 19/12: iTunes, Google Play, Microsoft Store e Playstation Store;
Blu-Ray e DVD a partir de 18/01: Lojas Americanas, Saraiva, Livraria Cultura, FNAC, entre outros;
Aluguel DIGITAL a partir de 18/01: iTunes, Google Play, Microsoft Store, Playstation Store e SKY.
Preços: Compra DIGITAL (R$ 49,90), Aluguel DIGITAL (R$ 16,90), BluRay (R$ 69,90) e DVD (R$ 39,90).

Conteúdos extras exclusivos do DVD:
Cenas Excluídas - Onze cenas extras, excluídas ou estendidas.
Conteúdos extras exclusivos do Blu-Ray:
Pennywise vive! - Descubra como Bill Skarsgård se preparou para interpretar a criatura primordial conhecida como Pennywise, o Palhaço Dançarino;
Clube dos Perdedores - Conheça mais sobre os astros adolescentes de IT e veja como surgiu a sua amizade durante a produção do filme;
Autor do Medo - Stephen King revela as raízes de seu livro best-seller, a natureza do medo infantil, e como ele criou seu monstro mais famoso: Pennywise;
Cenas Excluídas - Onze cenas extras, excluídas ou estendidas.

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quinta-feira, 15 de junho de 2023

.: Crítica: "The Flash" explica teoria espaço-tempo com espaguete

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em junho de 2023


"The Flash", o novo filme de herói da DC Comics, em cartaz no Cineflix Cinemas, aposta no lado humano do jovem acertado por um raio em seu laboratório, quando rodeado por misturas químicas. Para tanto, no longa dirigido por Andy Muschietti ("It - A Coisa" e "Mama"), Barry Allen (Ezra Miller), sendo um jovem adulto, não consegue aceitar a morte da mãe, caso que levou o pai para a prisão, injustamente. Contudo, num encontro inesperado com uma colega e paixonite de faculdade, o rapaz faz uma leitura própria para umas falas "filosóficas". Determinado, aproveita para voltar no tempo e reescrever a história.

longa de 2h35 é o resultado da troca de lugar de um pote de tomate, ou seja, deixa claro que no passado não se mexe. Afoito e cheio de coragem, mesmo após ser aconselhado por Bruce Wayne (Ben Affleck), Barry usa o poder da velocidade para fazer uma mudança importante na própria vida: crescer tendo o pai e a mãe ao lado. Contudo, um erro o coloca diante do outro "eu-Barry" daquele espaço-tempo, levando-o até um desconhecido Bruce Wayne (Michael Keaton).

É nesse ponto que o filme com roteiro descontraído de Christina Hodson ganha corpo, ainda que nos primeiros minutos garanta participações importantes, como a presença da "Mulher-Maravilha" de Gal Gadot. Rever Keaton como o morcegão, mesmo sem ser dirigido por Tim Burton é um presente entregue embrulhado com laço vermelho a todo fã do Homem-Morcego. E, de quebra, leva o público a adentrar a mansão dos Wayne e, claro, na Bat-Caverna que ainda guarda o icônico Bat-Móvel da era Burton (incluindo a trilha de fundo). Cenas que certamente empolgam!

A saída para não trazerem Henry Cavill como Superman é o que garante a presença da Supergirl (Sasha Calle). Contudo, é na maioria das cenas da heroína que os efeitos especiais desagradam e, na telona, remetem exatamente aos videogames, mas não os atuais com excelente definição de imagem. A cena que seria uma linda homenagem aos heróis não deixa mentir e se restringe a uma animação aumentada nas telas de cinemas a ponto de cortar qualquer possível emoção. Até um Nicolas Cage herói surge nesse CGI que não convence.

Apesar dessa falha visual que incomoda a todos tipos de público, "The Flash" tem seu mérito, seja por expor o lado humano e juvenil de um herói passível de erros e, principalmente, resgatar o Batman de Michael Keaton que esbanja talento ao vestir por completo a capa do Morcegão novamente. O filme com referencias nostálgicas e da cultura pop, entrega um fim um tanto que surpreendente. No entanto, traz uma cena pós crédito, querendo "anunciar" a sequência de "Aquaman" e acaba reforçando o tremendo furo (duas versões do mesmo Flash no mesmo "espaguete") sobre a lógica espaço-tempo tão bem explicada por meio do macarrão. Todavia é entretenimento para toda a família. Vale muito a pena assistir "The Flash" no Cineflix Cinemas!


Em parceria com o Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link. Compre seus ingressos no Cineflix Cinemas Santos aqui: vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm



"The Flash"Ingressos on-line neste link
Gênero: ação e aventura. Classificação: 14 anos. Duração: 2h35. Ano: 2023.  Idioma: inglês. 
Distribuidora: Warner Bros. Pictures. Direção: Andy Muschietti. Roteiro: Christina Hodson. Elenco: Ezra Miller, Michael Keaton, Ben Affleck, Sasha Calle, Michael Shannon, Kiersey Clemons, Maribel Verdú, Ron Livingston e outros. Sinopse: os mundos colidem quando Flash viaja no tempo para mudar os eventos do passado. No entanto, quando sua tentativa de salvar sua família altera o futuro, ele fica preso em uma realidade na qual o General Zod voltou, ameaçando a aniquilação.




segunda-feira, 12 de junho de 2023

.: The Flash no Cineflix: garanta seus ingressos para a pré-estreia


Na próxima quarta-feira, dia 14 de junho, no Cineflix Cinemas acontecerá a pré-estreia do aguardado filme da DC Comics, "The Flash", dirigido por Andy Muschietti ("It - A Coisa" e "Mama") e protagonizado pelo talentoso e polêmico Ezra Miller. O longa de 2h35 é o resultado de quando mundos colidem devido a viagem no tempo do jovem Flash com o objetivo de mudar os eventos do passado. 

Contudo, na tentativa de salvar a família, cancelando a morte do pai e da mãe, ele altera o futuro e fica preso em uma realidade na qual o General Zod voltou, ameaçando a aniquilação. Todavia, uma das principais fraquezas de The Flash é a sua vulnerabilidade a substâncias químicas que podem anular suas habilidades. Assim como, pode ser prejudicado por vibrações de alta frequência e por determinadas frequências de luz. O filme tem participação do "Batman" do diretor Tim Burton, interpretado pelo ator Michael Keaton. Garanta seus ingressos no Cineflix! 

"The Flash"Ingressos on-line neste link
Gênero: ação e aventura. Classificação: 14 anos. Duração: 2h35. Ano: 2023.  Idioma: inglês. 
Distribuidora: Warner Bros. Pictures. Direção: Andy Muschietti. Roteiro: Christina Hodson. Elenco: Ezra Miller, Michael Keaton, Ben Affleck, Sasha Calle, Michael Shannon, Kiersey Clemons, Maribel Verdú, Ron Livingston e outros. Sinopse: os mundos colidem quando Flash viaja no tempo para mudar os eventos do passado. No entanto, quando sua tentativa de salvar sua família altera o futuro, ele fica preso em uma realidade na qual o General Zod voltou, ameaçando a aniquilação.

Sala 3 (dublado) 
14/6/2023 - Quarta-feira: 18h

sábado, 30 de abril de 2022

.: Livro sobre John Wayne Gacy conta a história do terrível palhaço assassino

"Killer Clown Profile: Retrato de um Assassino", de Terry Sullivane e Peter T. Maiken,  traz detalhes de investigações e audiências de John Wayne Gacy pela voz de quem caçou e prendeu o assassino em série brutal. Raramente é possível fazer um retrato tão profundo e fiel de um monstro.

Três anos após o lançamento da série documental "Conversando com Um Serial Killer: As Fitas de Ted Bundy", a Netflix lançou um novo capítulo: "John Wayne Gacy, o Terrível Palhaço Assassino". Com áudios inéditos do interrogatório e entrevistas de investigadores e sobreviventes dos ataques do palhaço assassino, a série traz um olhar arrepiante a respeito de um dos serial killers mais assustadores dos Estados Unidos.

"Conversando com um Serial Killer: As Fitas de John Wayne Gacy" tem direção de Joe Berlinger (que também dirigiu a série sobre Ted Bundy), e conta com três episódios lançados simultaneamente na plataforma que tentam responder uma pergunta crucial: como uma figura pública como Gacy conseguiu cometer tantos assassinatos sem ser descoberta?

John Wayne Gacy trabalhava em uma empresa de calçados e era membro da Jaycees, uma associação que focava em desenvolver habilidades de negócio e gestão para homens. Após seu casamento e o nascimento do primeiro filho, mudou-se com a família para Waterloo, onde trabalhava como gerente de 3 restaurantes KFC. Gacy continuou a atuar na Jaycees e ganhou bastante reconhecimento, sendo visto como o típico cidadão americano.

A vida em Waterloo não se resumia a trabalho, Jaycees e família: Gacy começou a se envolver com prostituição, pornografia, drogas e passou a aliciar e abusar de menores, sendo condenado e preso por sodomia. Gacy se separou, casou novamente e reconstruiu a vida, sendo visto pelos vizinhos como uma pessoa confiável. Em pouco tempo passou a integrar um clube de palhaços chamado “Jolly Jokers” e criou seus próprios personagens: Pogo e Patches, palhaços que animavam festas comunitárias e políticas.

Sua vida paralela envolvia atrair e assassinar jovens adolescentes, levando-o a confessar cerca de 30 assassinatos em 1978. Segundo o próprio Gacy, muitas sessões de tortura foram realizadas enquanto ele estava vestido de palhaço. Toda a história foi contada no livro "Killer Clown Profile: Retrato de Um Assassino", lançado pela editora DarkSide® Books.

O livro  traz detalhes de investigações e audiências de John Wayne Gacy pela voz de quem caçou e prendeu o assassino em série brutal. Capítulo a capítulo vemos o caso se desenrolar, e as duas faces de Gacy - a do empresário bem-sucedido que ainda encontrava tempo para se dedicar aos interesses da comunidade e aquela que os psiquiatras nomeados pelo tribunal pintaram em seu julgamento - se mesclarem. Raramente é possível fazer um retrato tão profundo e fiel de um monstro.

A figura do palhaço nas obras de terror
O palhaço Pennywise, de "It: A Coisa", é apenas uma ficção macabra perto de Pogo, o alter ego de John Wayne Gacy. Cidadão modelo. Empresário de sucesso. Voluntário do hospital. Um dos assassinos em série mais sádicos de todos os tempos. Poucas pessoas podiam ver o monstro cruel sob a maquiagem colorida de palhaço que Gacy usava para entreter as crianças. Poucas pessoas podiam imaginar o que estava enterrado em sua casa de horrores.

Quando um adolescente desapareceu pouco antes do Natal de 1978, Gacy foi detido e uma equipe de investigadores foi enviada até sua casa com um mandado de busca. Enquanto vasculhavam o local procurando por pistas, toparam com indícios cada vez mais comprometedores e sinistros. O promotor do caso, Terry Sullivan, começava então a maior caçada de sua carreira.

Sullivan reconstruiu a investigação - de registros de violência no passado de Gacy à horrível descoberta de mais de trinta vítimas atribuídas ao assassino e ao chocante relato de testemunhas oculares - para levar o leitor ao centro de um julgamento e seus desdobramentos.

"Killer Clown Profile: Retrato de um Assassino", livro da linha Crime Scene®, da DarkSide® Books, traz detalhes de investigações e audiências de John Wayne Gacy pela voz de quem caçou e prendeu o assassino em série brutal. Capítulo a capítulo vemos o caso se desenrolar, e as duas faces de Gacy - a do empresário bem-sucedido que ainda encontrava tempo para se dedicar aos interesses da comunidade e aquela que os psiquiatras nomeados pelo tribunal pintaram em seu julgamento - se mesclarem. Raramente é possível fazer um retrato tão profundo e fiel de um monstro.

A história de Gacy veio à tona e perturbou profundamente os moradores de Chicago. Como confiar novamente nas figuras que os rodeavam? O julgamento foi repleto de depoimentos e conjecturas obscenas da defesa, mas terminou com Gacy condenado à morte. Ele aguardou a execução de sua sentença por catorze anos, e usou seu período de isolamento para pintar diversos quadros (palhaços, autorretratos, figuras religiosas e bastante polêmicas), muitos dos quais foram vendidos - outros tantos queimados.

Poucos anos depois da condenação de Gacy, as pessoas viriam a se assustar novamente com palhaços, mas dessa vez na ficção: Stephen King lançou "It: A Coisa" em setembro de 1986, deixando para sempre a imagem perturbadora do palhaço Pennywise na mente de todos. Apesar de nunca ter confirmado a inspiração, os fãs do escritor de coração assombrado relacionam a origem do personagem com o visual de Gacy. E para quem sofre de coulrofobia, meio sorriso distorcido pela maquiagem excessiva já basta para causar pesadelos.

"Killer Clown Profile: Retrato de um Assassino" não pode faltar na sua estante. A coleção Profile, da linha Crime Scene®, já publicou "Ted Bundy: Um Estranho ao Meu Lado" e "BTK Profile: Máscara da Maldade", obras completas para quem quer investigar a mente dos psicopatas. O trabalho de Terry Sullivan e seu coautor, Peter T. Maiken, revelam os detalhes do caso de Gacy com uma narrativa envolvente e informativa que os verdadeiros fãs de true crime apreciam. A tradução é de , Lucas Magdiel e Mariana Branco. Você pode comprar o livro "Killer Clown Profile: Retrato de Um Assassino", de Terry Sullivan e Peter T. Maiken, neste link.




segunda-feira, 17 de junho de 2019

.: “It’s Your Life” - Entrevista com Zeeba e a cantora Isadora


Por Raphaela Ribeiro e Danilo Dias, da #LigaDoJornalismo, em junho de 2019.

Com uma carreira em ascensão, o cantor Zeeba lançou no último dia 17 a sua mais nova música, “It’s Your Life”, em parceria com a cantora Isadora e a DJ Marina Diniz. 

Marcos Lobos Zeballos, conhecido como Zeeba, é um cantor e compositor estadunidense, filho de brasileiros, que iniciou sua carreira ainda cedo em uma banda, mas somente quando começou sua experiência solo que teve mais notoriedade mundial. Um dos seus sucessos mais conhecidos é a música “Hear Me Now” em parceria com o DJ Alok e o produtor Bruno Martini.

A música “It’s Your Life” foi lançada, em lyric vídeo, no YouTube, dia 17 de maio, e tem um estilo musical bem pop e dançante, coisa que pega muito bem na pista. Sua letra trata sobre a positividade e com seu ritmo contagiante, ela consegue levantar o astral de qualquer um. A Liga do Jornalismo realizou uma entrevista com o cantor para saber um pouco mais sobre ele e esta nova canção.

Zeeba gosta bastante de pensar de maneira positiva e suas canções sempre expressam esse sentimento do cantor, transmitindo para seus fãs uma vibe mais leve e boa. Além da letra que nos passa a mensagem de que nunca devemos desacreditar ou desistir dos nossos sonhos, o ritmo da canção não nos decepciona e nos dão energia e alegria suficiente para levantarmos da cadeira e começarmos a dançar. Aproveite agora para escutar a música “It’s Your Life” do cantor e entrar nessa onda de positividade e diversão.


RESENHANDO - De quem partiu a inspiração da letra da música?
ZEEBA - A letra de “It’s Your Life” já existia. A Marina trouxe um rascunho dela, já tinha parte da letra, uma letra super positiva e otimista, que é o que eu me identifico muito. E eu só completei com outras coisas, fiz alguns versos. Mas é isso, na minha vida eu levo muito isso comigo de acreditar, mentalizar, visualizar as coisas que você quer que aconteça e essa é uma música que fala sobre isso, de acreditar e ir atrás dos seus sonhos.


RESENHANDO - Na letra de “It’sYour Life” você fala sobre não desistir dos seus sonhos, poderia nos dizer qual é o seu maior sonho e se já o realizou?
ZEEBA - Eu estou vivendo o meu maior sonho. Eu lembro que visualizava muito, eu, assim em cima do palco com uma multidão cantando uma música minha e, foi muito louco quando isso aconteceu né. Aliás, assim, foi muito louco quando eu estava na Argentina, a primeira vez que eu saí do Brasil depois que a música “Hear Me Now” tinha estourado na época, e estava todo mundo cantando, era um mar de gente no Lollapalooza Argentina e a galera cantando minha música junto comigo. Aquilo foi um sonho realizado e é muito gratificante isso, mas é óbvio que nós sempre temos objetivos, estamos sempre sonhando cada vez mais alto para chegar cada vez mais longe.

ISADORA - Olha, eu faço das palavras do Marcos as minhas palavras, porque eu acho que a gente está em construção, e eu estou desenvolvendo a minha carreira agora, começando a pensar em montar o meu show, então isso para mim realmente já é um sonho, sempre almejei isso. Já estou vivendo meu sonho, estou construindo a minha carreira e estou muito feliz com isso, a música “Sun Goes Down” foi muito positiva na minha carreira, me ajudou bastante na questão dessa projeção, assim como a “It’s Your Life” vai me ajudar bastante e já está abrindo portas para mim. E é isso, almejando sempre mais e construindo isso com parceiros como o Zeeba e a Marina.



RESENHANDO - Há quanto tempo você conhece a Isadora e Marina Diniz? Já tinha pensado em fazer parceria com elas antes?
ZEEBA - Bom, nós nos conhecemos há uns cinco anos. Eu conheci a Isa, ela estava cantando em um bar com uma banda cover na época, e eu a vi cantando e a achei incrível, fui falar com ela e depois já a levei para o estúdio do Bruno Martini e já fizemos um projeto juntos, que foi a música “Sun Goes Down”, sendo essa a nossa primeira parceria, mesmo que eu tenha ficado por trás das cortinas nela. Desde então, sempre trabalhamos cantando juntos. E quando chegou essa música, que a ideia era ter um dueto, a Isadora foi a primeira pessoa que eu pensei para chamar e deu super certo.

ISADORA - Eu também já participei de shows do Marcos, então nós já vínhamos orquestrando essa parceria, desenvolvendo isso. Por exemplo, em shows nós cantamos a música “Sun Goes Down” juntos de vez em quando, enfim, fazemos um cover ou outro também. Eu comecei fazendo backing vocal para ele no início da carreira e assim nós fomos construindo uma amizade.


RESENHANDO - Você diria que o hit “Hear Me Now” com o Alok, ajudou a alavancar sua carreira?
ZEEBA - Eu acho que sim. A “Hear Me Now” não só me ajudou como também o Alok e o Bruno Martini. Foi uma música e parceria que deu super certo, abriu diversas portas. Nós viajamos o mundo todo cantando essa música, o mundo inteiro a conheceu assim como os nossos nomes. “Hear Me Now” foi uma música que, ela começou sendo mais um indie rock no meu EP que o Bruno estava produzindo, mas um dia o Alok escutou e curtiu bastante, então resolveu fazer uma versão mais eletrônica, a que todos conhecem. A letra dessa música é muito positiva, que é um dos motivos principais dela ter dado tão certo. Eu estava em uma fase que eu tinha acabado de sair da minha banda, que eu acreditava muito em uma banda que tinha ganhado um Grammy, mas que infelizmente não deu certo e depois que saí me vi em um momento que eu fiquei muito “Meu Deus, o que eu vou fazer da minha vida?”, então comecei a gravar esse EP e o Alok veio. Enfim, foi uma combinação que deu muito certo.


RESENHANDO - Pretende fazer alguma turnê nacional?
ZEEBA - Irei fazer alguns shows este mês, então quem ainda não me segue, dá uma olhada lá no meu Instagram (@zeeba) que tem tudo lá. Vou fazer algumas coisas aqui no Brasil agora, depois vou para a Europa passar um tempo lá, mas depois estarei de volta para fazer mais shows. Inclusive estarei no Game XP Rio de Janeiro dia 27 de julho, que será um show bem legal e já estou com a presença marcada no Rock In Rio junto ao Alok no palco principal do pop mundo e no pop eletrônico com o Bruno Martini, ou seja, vocês me verão duas vezes no Rock In Rio esse ano.

ISADORA - Eu estou fazendo umas coisas pelo Rio e São Paulo, mas principalmente em estúdio agora, trabalhando principalmente em composições minhas e montando meus shows.


RESENHANDO - Pode nos dizer se tem mais hits como esse chegando ou quais parcerias tem em mente?
ZEEBA - Bom, meu álbum vai sair no final desse ano e tem algumas coisas bem legais, vai ter mais parcerias com o Alok, vai ter músicas em português também então eu já estou pensando em ‘colabs’ com algumas pessoas. E é isso, então podem esperar por muitas coisas legais.

ISADORA - Então, tem uma parceria pra sair com o Dj Bhaskar, também voltada a cena eletrônica e, assim, vontade de fazer parcerias com outros artistas eu tenho bastante, sempre pensei nos artistas que me inspiram como a Iza, gosto muito da Glória Groove, do Liniker, do Jão que vem fazendo um trabalho bem bacana. Enfim, vários artistas em ascensão que eu admiro bastante.


RESENHANDO - O seu ingresso ao mundo da música foi conturbado ou algo que fluiu naturalmente?
ZEEBA - Para mim foi naturalmente, mas é óbvio que temos nossos altos e baixos, momentos que ficamos meio na dúvida do que devemos fazer e o que vai acontecer, mas eu acho que é isso, devemos sempre acreditar, manter a cabeça sempre erguida e com pensamentos positivos, pois há momentos que são realmente mais difíceis. Mas, apesar de ter dito que foi algo natural e fácil, já passei por muita coisa conturbada também.


RESENHANDO - Além de cantar, sabemos que você também compõe hits que bombam nas rádios e plataformas de streaming. O que você sente quando vê que uma canção sua está tocando em todo lugar?
ZEEBA - É muito gratificante! É uma conquista, assim como para qualquer músico ou artista, saber que sua música está tocando muitas pessoas e que está fazendo a diferença na vida dessas pessoas.

ISADORA - É engraçado, porque quando eu escutava a “Sun Goes Down”, às vezes eu nem acreditava, ficava pensando “Gente, será que sou eu mesma que estou cantando? Gente, mentira que é a minha voz mesmo!”. Mas é muito legal ver esse reconhecimento depois de um trabalho árduo, de um trabalho duro, de muitos anos construindo entende? Você ver isso é muito positivo e te encoraja cada vez mais a continuar. É muito bom!


RESENHANDO - Poderia nos dizer se tem algum álbum vindo com todos estes incríveis hits?
ZEEBA - Vai ter álbum sim este ano, cheio de músicas novas, bem legais e nessa linha que eu já venho demonstrando com outras, como “Hear Me Now”, “Live In The Moment”, “Never Let Me Go” etc, e tem outras com uma pegada mais diferente, num estilo que eu nuca lancei, que é mais piano e voz, uma coisa mais orgânica também irá ter no CD. Entre outras novidades também, como algumas coisinhas em português também.



Lyric video:


sábado, 18 de outubro de 2014

.: Entrevista com Kel Costa, a escritora da "Fortaleza Negra"

“Eu me considero uma psicóloga dos meus personagens”.
Kel Costa

Por Helder Miranda
Em outubro de 2014

Carioca, Kel Costa fez faculdade de Interpretação Cênica. Aficionada por séries, livros e filmes, administra o site It Cultura. Em 2008, sob o pseudônimo “K®”, criou Fanfics da saga “Crepúsculo” e as ambientou em universos diferentes. Fez muito sucesso e, recentemente, após várias fanfics de sucesso na internet, ela se aventurou em história própria, sobre seres sobrenaturais. 

O livro é “Fortaleza Negra, A Chegada da Nova Era”, que pertence ao selo editorial “Jangada”, do “Grupo Editorial Pensamento”, e vem com a responsabilidade de ser o primeiro romance da autora e, além disso, o primeiro de uma trilogia que apresenta um enredo que se apropria da fantasia para tratar de assuntos comuns ao universo real dos jovens: escolhas, romance, muitas descobertas e tomadas de decisões.

Para quem achava que as histórias sobre vampiros já estavam esgotadas, a autora Kel Costa pretende, em seu livro de estreia, provar o contrário. A autora aborda a temática de um jeito, no mínimo, inusitado. Tendo como pano de fundo inicial o período pós-Guerra Fria, a autora recria no planeta Terra uma realidade distópica na qual seres humanos e vampiros precisam conviver em harmonia em prol da sobrevivência de ambas espécies. Na obra, ela conduz o leitor a uma viagem ao mundo da literatura fantástica e propõe uma aventura com doses de romance em meio a uma batalha entre vampiros e seres mitológicos. 

A narrativa começa na Era Reagan, no final da Guerra Fria, em 1985. Nessa época, os vampiros se revelam à humanidade, tomam posse do poder mundial e se estabelecem como senhores absolutos do planeta em todas as esferas do poder. Sob o comando deles, armas de destruição em massa deixam de existir, e os seres da noite acabam com a Guerra Fria – com um exército de vampiros pondo abaixo o Muro de Berlim – em uma cena de tirar o fôlego. Regidos por um novo conjunto de regras, as duas espécies parecem ter um bom convívio. No entanto, um novo caos se instala na Terra no início dos anos 1990, com a chegada de uma terceira espécie: a dos seres mitológicos. Extremamente fortes e mais violentos, centauros e minotauros colocam em risco a existência dos humanos e dos próprios vampiros, que precisam do sangue dos humanos para sobreviver. 

No meio da batalha eminente, está a jovem Aleksandra Baker, protagonista da trama, e sua família. O pai de Aleksandra, biólogo à frente de importante pesquisa em prol da descoberta de algo que coloque fim à existência dos mitológicos, é convidado pela Realeza Vampírica, para deixar sua terra natal, nos EUA, e se mudar, com toda a família para a Rússia, mais precisamente, na impenetrável “Fortaleza Negra”, o quartel general dos Mestres, o único lugar onde é possível viver sem a presença e os ataques constantes dos mitológicos. 

Em prol da segurança da esposa e dos filhos, o convite é aceito e, a partir disso, um mundo completamente diferente de tudo o que a jovem conhece passa então a fazer parte de sua realidade cotidiana.  Vampiros por todos os lados causam estranhamento à Sasha – como é chamada pelos seus convives mais próximos – que se sente incomodada e angustiada por não saber se sua melhor amiga, Helena, que continua nos EUA, sobreviverá à batalha entre vampiros e mitológicos. 

Por outro lado, o novo endereço lhe traz novos amigos e um, em especial, lhe aguçará ainda mais os sentidos. Trata-se de Mestre Mikhail, um dos Mestres mais poderosos da Realeza Vampírica, que no início implica com a jovem e a deixa irritada, mas que, com o desenrolar da trama, vai revelando que tanta implicância gratuita não seria à toa. 

Dividida, Sasha trava uma batalha interna quase tão grande quanto a que assola o planeta. Se por um lado ela se sente atraída pelos jogos de poder e sedução de Mestre Mikhail, por outro, o fim do caos na Terra representaria para ela e sua família o retorno à normalidade de suas vidas. Quem vencerá a batalha? Que rumos serão traçados na vida da protagonista? As dúvidas são muitas e, pelo menos por enquanto, a única certeza é a de que a vida de nenhum dos personagens da Fortaleza Negra jamais será como antes. 



RESENHANDO - Como e por que você começou a escrever fanfics? 
KEL COSTA - Eu estava apaixonada pela saga “Crepúsculo” e comecei a procurar por comunidades e fãs da história lá no (extinto site de rede social) Orkut. Foi quando descobri a existência das fanfics (até aquele momento, eu nunca tinha ouvido essa palavra) e comecei a ler algumas. Depois me deu vontade de criar uma também. 


RESENHANDO - E quando percebeu que era boa fazendo isso?
K.C. - A primeira foi bem curtinha, era sobre a lua de mel de Edward e Bella, pois no livro a autora cortava a “parte boa e quente” da coisa. E aí, quem leu adorou e eu fui criando outras fanfics, empolgadíssima com a aceitação das pessoas. Quando os leitores começaram a aumentar, sempre elogiando minha escrita, minhas ideias, foi que eu percebi que estava mesmo fazendo alguma coisa certa.



RESENHANDO - Por que, depois de fazer sucesso com fanfics, você resolveu investir em um projeto autoral?
K.C. - Porque eles me incentivavam a publicar livros. Queriam que eu adaptasse várias fanfics para que virassem livros, mas isso não era simples (eu até cheguei a fazer esse processo com a fanfic mais famosa, “The Cullen’s Secret”). Porque comecei a perceber que usava muitas ideias legais e originais nas fanfics. Eu estava escrevendo histórias que dariam bons livros e as desperdiçando como fanfics. Então decidi que ia escrever um livro, um enredo original e que não tivesse ligação nenhuma com o universo de “Twilight” e fanfics. Até hoje eu penso como teria me arrependido se tivesse usado a ideia de Fortaleza Negra como uma fanfic de “Crepúsculo” (risos).


RESENHANDO - Neste romance, você se aproxima do universo dos jovens:  escolhas, romance, muitas descobertas e tomadas de decisões... Como você utiliza a linguagem para cativar os leitores que estão iniciando a vida?
K.C. - Eu leio muito e, principalmente, leio muita literatura juvenil e new adult. Tenho 31 anos, mas gosto bastante dos livros voltados para esse público. Também vejo muitos filmes e seriados para esse segmento. Sou fã de bandas e cantores adolescentes, ou seja, gosto de muita coisa que as meninas mais novas curtem. Justamente por escrever para esse público, procuro sempre estar ligada nessas coisas, então acabo me sentindo muito à vontade na hora de escrever para o jovem. Dessa forma, eu consigo saber que tipo de protagonista as meninas de hoje preferem, como é o galã dos sonhos de todo mundo, o que agrada em termos de comédia e piadinhas, etc.. 


RESENHANDO – Você utiliza alguma referência?
K.C. - Tenho um cuidado maior na hora de escrever o livro, para evitar uma linguagem que possa estar ultrapassada para eles (e que não estaria para uma pessoa de 40 anos), assim como sempre procuro usar referências que possam interessá-los. O ideal é que o leitor, ao ler o livro, possa se imaginar vivendo aquela história ou, mesmo que não chegue a tanto, que ele pelo menos se identifique com algum personagem.


RESENHANDO - É uma tendência os autores investirem tanto no universo sobrenatural, principalmente vampiros, e histórias com continuidade - trilogias, quadrilogias - para o público jovem? 
K.C. - As séries e trilogias viraram mesmo tendência. Hoje em dia, raro é o livro que eu pego para ler e descubro que é único. Acho que os autores e editoras descobriram que o jovem gosta de se apegar a uma série, aos personagens... e se deixar ele não larga mais. Basta pegar o caso “Harry Potter”. Se a J. K. (Rowling) quisesse escrever mais uns dez volumes da série, os fãs festejariam (risos). Só que tudo tem dois lados, né? E acho que isso se torna negativo a partir do momento em que o autor enrola, estica dali e daqui, coloca coisa que não precisava colocar, só para poder render mais alguns volumes. Eu, como leitora, fico muito chateada quando começo a ler uma trilogia/série e percebo que não há enredo para uma continuação. Então eu torço para que a tendência continue (porque eu adoro), mas com histórias de qualidade e com estrutura para tal. O foco no universo sobrenatural acho que tende a aumentar cada dia mais. Existe uma gama bem variada de seres que podem ser explorados dentro desse gênero e, se o autor fizer um bom trabalho, dá para fugir do mais do mesmo. Já o mito do vampiro, eu acho que enfraqueceu um pouco. Noto um preconceito grande com livros desse gênero, principalmente aqui no Brasil. Muita gente ainda olha para uma história de vampiro e imagina algo trash, clichê e cafona.


RESENHANDO - Dizem que a juventude hoje em dia não lê. Os livros de uma saga, com várias continuações, desmentem isso? 
K.C. - Com certeza. Claro que não dá para dizer que alcançamos o nível desejado, mas que o jovem hoje lê muito mais do que lia há dez anos, isso não dá para negar. Basta ver como ficam as sessões de autógrafos dos autores de literatura juvenil. Nem precisa citar autor internacional não. Paula Pimenta, Carina Rissi, Thalita Rebouças, Bruna Vieira, o casal Raphael e Carolina... olha quantos jovens esses autores arrastam por onde passam! E claro, acho que esse número só tende a aumentar.


RESENHANDO - Os personagens das sagas são tão bem construídos, a ponto de terem fôlego para serem escritos em vários livros? 
K.C. - Bem, os meus eu considero que sim (risos). Criei personagens que possuem possibilidade de crescimento durante a trilogia. Minha protagonista começa o primeiro livro ainda imatura e inocente e vai traçando uma evolução ao longo da história. É algo bem perceptível ao leitor e acho isso importante, principalmente por ela estar numa fase turbulenta e cheia de descobertas. Os meus vampiros são bem complexos e não entrego todo o ouro no primeiro volume. 


RESENHANDO - O que fazer para manter a coerência da personalidade deles nestes casos?
K.C. - Deixo o leitor saber apenas o que me interessa, pois vou mostrando aos poucos as personalidades de cada um. Acho que o mais importante é: o leitor não pode descobrir tudo no primeiro capítulo, mas o autor precisa conhecer a fundo o seu personagem. Saber como ele agiu no passado, o que o influenciou nas ações do presente e como tudo que ele já viveu vai refletir no futuro. Eu me considero uma psicóloga dos meus personagens (risos). Conhecê-los é uma das coisas mais importantes na hora de escrever um livro.



RESENHANDO - O que você tem da Aleksandra Baker, protagonista de seu livro, e por que os leitores irão se identificar com ela?
K.C. - Eu não tenho nada (risos)! Ok, para não dizerem depois que eu fico mentindo, confesso que gosto muito de cabelos coloridos (já fui ruiva há alguns anos, quase do tom da Aleksandra). Mas nossa semelhança termina aí. Se eu tivesse metade do atrevimento que a Sasha (Aleksandra) tem, eu seria demais! Sério, acharia muito sem graça criar uma personagem parecida comigo. Acho que os leitores se identificam porque ela é aquela típica adolescente-problema. A Sasha não leva desaforo para casa, faz o que tem vontade, é alegre, moderninha e muito gata! Em compensação, apesar dessa imagem de durona que ela transmite, Sasha também é uma menina cheia de dúvidas e indecisões, que está descobrindo o amor pela primeira vez e não sabe direito como se comportar em relação a isso. E eu conheço muitas meninas que adorariam ser poderosa como ela ou que estão passando (ou já passaram) pelos mesmos momentos conturbados. De uma forma ou de outra, alguém sempre acaba se identificando. Tenho leitoras que dão até uma de ombro amigo para a Sasha. Que me escrevem para dar conselhos a ela (risos)!



RESENHANDO - Como surgiu a ideia de criar o site “It Cultura”?
K.C. -
Foi numa época que eu e minha amiga Mayara ficávamos sempre conversando sobre os livros que lemos ou queríamos ler. A gente conversava muito sobre isso e também sobre outros assuntos em comum, como esmaltes, filmes, música, etc. Como os blogs estavam na moda, resolvemos criar o “It Cultura” juntas. O que a gente queria era poder dar nossa opinião e deixar que as pessoas soubessem. Dividir isso com mais alguém, sabe? E foi uma das melhores coisas que já fiz. Amo o “It Cultura”, ele é meu cantinho de fuga, é uma terapia. Hoje a May não contribui mais com o blog, mas eu não consigo me desapegar. Mesmo com o tempo corrido, tento sempre dar um jeito de postar de vez em quando. Só que agora falo somente sobre livros. Deixei os outros assuntos de lado por falta de tempo.



RESENHANDO - Quais são as suas predileções como leitora? 

K.C. - Literatura fantástica e qualquer coisa que envolva o sobrenatural (risos)! Também curto muito distopias e romances voltados para o “new adult”, com pegada mais hot. De autores, sou muito fã de Anne Rice, André Vianco, Richelle Mead, J. R. Ward, Suzanne Collins, Stephen King. E adoro romances mais lights, como os da Fernanda Belém, da Tammy Luciano, Maurício Gomyde, Sophie Kinsella, Meg Cabot... Enfim, deu para ver que é uma mistureba, né?


RESENHANDO - Pensa em escrever para o público adulto? Pode nos adiantar algo?
K.C. - Não vou dizer “nunca”, mas por enquanto não. Eu gosto muito de escrever para o público jovem ou no máximo jovem adulto (o famoso new adult) e só publicaria algo fora desse universo se surgisse uma história daquele tipo que não deixa o autor em paz, entende? Quando a gente sonha, dorme, acorda, escova os dentes, sempre pensando na história e precisa colocar tudo no papel. Mas não tenho planos para isso no momento e depois da trilogia “Fortaleza Negra”, já tenho outro livro esperando para ser escrito. Para os jovens (risos)...

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