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sábado, 28 de fevereiro de 2026

.: Crítica: "Sirât" é caminhada infernal de quem não sabe lidar com a ausência

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em fevereiro de 2025


O longa que concorre ao Oscar de Melhor Filme Internacional "Sirât", ao lado do brasileiro "O Agente Secreto", imprime na telona o significado doloroso do termo, "o caminho" ou "a estrada". Em 1 hora e 55 minutos de duração, o suspense do diretor Óliver Laxe, com produção de Pedro Almodóvar, coloca o protagonista Luis e o filho, Esteban, numa perigosa caminhada pelo deserto marroquino em busca de uma filha desaparecida em uma rave nômade, Mar, a irmã do garoto.

Distribuindo panfletos de "procura-se", pai, filho e a cachorrinha Pipa, esbarram num grupo amigável de festeiros e pedem para segui-los pelo deserto no carro da família até a próxima rave. Dali, em diante o público é levado a desbravar o deserto cheio de percalços, tanques militares, refugiados e campos minados. Em tempo, depois da primeira desgraça no trajeto, o inferno mostra que está logo ali e sempre no aguardo da chegada de cada um deles. 

Num cenário árido, a produção distribui socos no estômago enquanto insere cada um na sala de cinema num ambiente imprevisível. "Sirât" que remete a clássica franquia "Mad Max", visualmente, faz cair o queixo por vezes, lançando provocações reflexivas de que quando alguém está fora de nossas vidas, nem sempre pode ser uma boa escolha dar o mais alto esforço para recolocá-la. Às vezes, os danos colaterais podem ser piores do que a dificuldade de lidar com a ausência. Vale muito a pena conferir o longa na telona Cineflix Cinemas!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

"Sirât". (Sirât, 2025). Gênero: drama/thriller imersivo, road movie. Direção: Oliver Laxe. Roteiro: Oliver Laxe e Santiago Fillol. Duração: 1h55. Países de Origem: Espanha / Marrocos. Sinopse: O filme acompanha um pai e um filho que, após a filha/irmã desaparecer em um rave no Marrocos, iniciam uma busca desesperada que os leva a um perigoso e místico deserto. O filme é conhecido por sua atmosfera de suspense e uso de cenas de raves autênticas.


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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

.: Crítica: "Pânico 7" é retorno triunfal de Sidney Prescott e do temível Ghostface

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em fevereiro de 2025


"Pânico 7" vai muito além do que qualquer fã de terror poderia esperar, ainda que tenha enfrentado diversos problemas, implicando em ausências. Nas mãos de Kevin Williamson, o roteirista criador original da franquia, assumindo a direção, sendo um estreante num longa da série, a sétima produção é marcada pelo aguardado retorno de Sidney Prescott (Neve Campbell, "Jovens Bruxas"), a "final girl" do temível, indestrutível e múltiplo Ghostface que carrega sempre uma faca pronta para entrar em ação.

Nas primeiras imagens, puro saudosismo na telona Cineflix Cinemas quando a casa que foi cenário de tantas mortes recebe uma casal pronto para vivenciar o mesmo que Sidney. Marcações de corpos no chão, cartazes da franquia fictícia "Stab", elemento importante para fazer a trama acontecer mais uma vez e até um Ghostface (ou Pânico, se preferir chamá-lo assim) eletrônico, com sensor assusta. Contudo, a simulação avança um nível quando a morte, de fato, espreita o casal.

O terror da franquia marca presença em "Pânico 7", novamente no seu estado mais bruto e assombroso em mortes de fazer cair o queixo. Cada enquadramento transpira a essência dos longas de terror dos anos 90 e trazem uma Sidney ainda mais ativa, embora o alvo seja a filha mais velha dela. No longa há espaço para discutir o formato dos longas do gênero, assim como as máximas da franquia de ser alguém próximo e de ser mais de um assassino. Até mesmo Jamie Lee Curtis é citada por "Haloween".

Assim, a mãe guerreira, mesmo vivendo em uma cidade tranquila em Indiana, precisa proteger a filha Tatum Evans, interpretada por Isabel May. Afinal, o assassino em série, escondido nas vestimentas de Ghostface, quer vê-la sofrer. Com direito a IA e muita modernidade, a trama fica impecável "ressuscitando" um dos assassinos do primeiro longa. Há ainda o retorno de Courteney Cox (Gale Weathers), Joel McHale e Jasmin Savoy Brown, mas, traz de quebra, aparições de Scott Foley, o irmão de Sidney e David Arquette, o policial Dewey. 

Citando brevemente os eventos passados com Sam (Melissa Barrera) e Tara (Jenna Ortega), protagonistas dos dois filmes anteriores, "Pânico 7" resgata a essência de "Pânico", o que foi a melhor escolha para reviver uma franquia importante e que gerou uma série também maravilhosa, "Scream", há pouco mais de 10 anos. O retorno para as mãos de seu criador, chega a remeter o que aconteceu com o brinquedo assassino, "Chucky", mas na série. É a essência em seu estado puro num mundo moderno. Filmaço imperdível! 

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"Pânico 7". (Scream 7). Direção: Kevin Williamson. Sinopse: Com Sidney Prescott (Neve Campbell) de volta ao centro da história. Agora vivendo uma vida pacata com sua família, ela se torna novamente o alvo de um novo Ghostface, mas desta vez o perigo é mais pessoal, pois sua filha, Tatum Evans (Isabel May), é o alvo principal. Elenco: Neve Campbell retorna como Sidney Prescott. Courteney Cox reprisa seu papel como Gale Weathers. Isabel May interpreta a filha de Sidney. Patrick Dempsey (rumorado) e Joel McHale aparecem no elenco, com McHale interpretando o marido de Sidney.  Duração: 1 hora e 55 minutos.


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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

.: Crítica: "Anêmona" flerta com a essência de filme cult, mas se perde

 

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em fevereiro de 2025


Nenhum diálogo ou uma enxurrada de falas com emoções fortes despejadas. Eis um ponto marcante no longa "Anêmona", estrelado por Daniel Day-Lewis ("Gangues de Nova York" e "Trama Fantasma") e Sean Bean (O Senhor dos Anéis) que estão na pele de dois irmãos que se reencontram numa cabana primitiva que para ser localizada, precisa de coordenadas uma vez que está nas profundezas das florestas do norte da Inglaterra.

Após tantos anos de distância, Jem Stoker (Sean Bean) decide procurar o ex-soldado britânico que vive em um exílio autoimposto, Ray Stoker (Daniel Day-Lewis) para entregar-lhe uma carta, uma vez que o filho, criado sem o verdadeiro pai está em crise. Logo, segredos guardados e ressentimentos vêm à tona.

Com uma fotografia belíssima e flores de anêmona em torno da cabana, a produção dirigida por Ronan Day-Lewis, em sua estreia no posto em longas-metragens, a partir de um roteiro que coescreveu com o pai (Daniel Day-Lewis, que também protagoniza e faz a produção executiva do longa com Brad Pitt), o drama psicológico transita pelos caminhos de um filme cult, chega a flertar, porém entrega imagens e ideias soltas, deixando no público a sensação de confusão e insatisfação. 

Em meio a tamanha frustração para o público, fica nítido o mal aproveitamento do duo Daniel Day-Lewis e Sean Bean ainda que o longa entregue uma trama com entrelinhas tão fortes. No fim, fica o gosto amargo de decepção, uma vez que Lewis retornou especialmente de sua aposentadoria anunciada há oito anos em algo descabido.


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* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Siga: @maryellen.fsm


"Anêmona" (Anemone)Gênero: drama. Direção: Ronan Day-Lewis. Elenco: Daniel Day-Lewis como Ray Stoker, Sean Bean como Jem Stoker, Samantha Morton como Nessa Stoker, Samuel Bottomley como Brian Stoker, Safia Oakley-Green como Hattie. Sinopse: Segredos ocultos e ressentimentos há muito guardados vêm à tona quando dois irmãos afastados se reencontram em uma cabana primitiva nas profundezas das florestas do norte da Inglaterra.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

.: Crítica: "Isso Ainda Está de Pé?" nos altos e baixos de um casal no stand-up

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em fevereiro de 2025


Uma casamento desgastado, perto do fim e 15 dólares levam Alex Novak (Will Arnett) ao stand-up comedy em "Isso Ainda Está de Pé?". Vagamente baseado na vida do comediante inglês John Bishop, que recebeu crédito pela história, o longa dirigido por Bradley Cooper (que também interpreta o personagem Arnie) revela nos bastidores, por meio de conversas de profissionais, os segredos de como fisgar o público contando situações cotidianas engraçados, tendo diante de si um microfone. 

Na trama Alex e Tess (Laura Dern, "Um Filho", "Jurassic World: Domínio") concluem que o divórcio é a solução para ambos, uma vez que o casamento não funciona mais. No entanto, entre eles há dois filhos de 10 anos. Na luta para não contar a real situação, entram na jogada os pais de Alex em conversas tumultuadas na cozinha, mas também como apoio.

A grande fuga encontrada no stand-up comedy vai aprimorando ao se envolver em conversas com outros experientes. Assim, descobre a importância de escrever para melhorar. E com a separação, num dia de estadia dos filhos com ele, os garotos encontram as anotações do pai e mergulham num conflito emocional, embora Alex reforce que muita informação ali é inventada.

Embora não seja um grande filme, justamente por não desenvolver e aprofundar temas levantados, o longa consegue retratar os altos e baixos de uma relação a dois e suas mais diversas interferências. "Isso Ainda Está de Pé?" é um drama com pegada de comédia numa história em que o comodismo imperava. De fato, levar a vida a dois com leveza sempre é a melhor opção e nesse ponto o filme acerta em cheio. Vale a ida ao cinema, sim!


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"Isso Ainda Está de Pé?" Gênero: comédia dramática. Direção: Bradley Cooper. Elenco: Will Arnett como Alex, Laura Dern como Tess, Bradley Cooper (atua e dirige). Sinopse: A trama acompanha um casal (Alex e Tess) que decide se divorciar de forma amigável após anos de casamento, enquanto Alex tenta se encontrar no cenário da comédia stand-up em Nova York.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

.: Crítica: "Um Cabra Bom de Bola" ensina a criar raízes profundas e sonhar

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em fevereiro de 2025


Sonhar grande e criar raízes profundas. Assim, a animação "Um Cabra Bom de Bola" apresenta o jovem Zeca Brito, um cabrito que, com o apoio da mãe, mergulha no sonho do berrobol, um esporte de alta intensidade e contato total, dominado pelos animais mais velozes e ferozes do mundo. Mesmo sem o tamanho suficiente, hoje um rapaz, Zeca com sotaque nordestino, vive sozinho e sem dinheiro para pagar o aluguel.

Até que uma grande oportunidade surge enquanto tenta defender Jaque Fonseca, lenda do esporte que é o fundamento da inspiração do pequeno. Contudo, estando diante de seu ídolo, nem tudo é o que sempre acreditou ser. Assim, após pura sorte, entrar para o time dos sonhos, Jaque também vira um desafio, fazendo com que Zeca prove o seu valor ao lado dela em busca do título.

A versão brasileira de nomes na dublagem dá um toque todo brasileiro, seja pelas brincadeiras, inclusive no nome do protagonista ou até do esporte praticado pelos animais. O sotaque nordestino de Zeca Brito também imprime uma brasilidade na animação estadunidense, desenvolvida pela Sony Pictures Animation, estúdio responsável por “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso" e "K-Pop Demon Hunters".

A produção entrega um colorido de encher os olhos e deixar a telona de cinema com um brilho e cores vibrantes, ultimamente tão apagados em outros estúdios há um certo tempo. "Um Cabra Bom de Bola" pode não surpreender com inovações, como aconteceu em Aranhaverso, mas firma a qualidade de seus traços em cima de tramas muito bem elaboradas e fundamentadas.

"Um Cabra Bom de Bola" é um filme para toda a família, não somente como entretenimento, mas também pela mensagem que reforça a respeito de origens e nunca esquecer seu sonho maior apesar das dificuldades diversas. Afinal, a produção de Stephen Curry, focada em superar limitações físicas, ainda entrega um bom humor e visual belíssimo que faz valer cada centavo do ingresso. Imperdível!


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"Um Cabra Bom de Bola". Gênero: animação. Direção: Tyree Dillihay. Elenco: Carolina Dieckmann (Kátia), Júlia Rabello (Léo) e Caco Ciocler (Zeca). Sinopse: Uma pequena cabra com grandes sonhos recebe uma oportunidade única na vida de se juntar aos profissionais. A história acompanha Zeca Brito (Will na versão original), uma pequena cabra com grandes sonhos que recebe uma oportunidade única de se juntar aos profissionais e jogar berrobol — um esporte de alta intensidade que lembra o basquete. Zeca precisa provar que, mesmo sendo pequeno, tem talento para brilhar no esporte e mudar a história do jogo.

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