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quarta-feira, 20 de maio de 2026

.: Crítica: "Mortal Kombat II" é puro entretenimento gamer com cultura pop


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em maio de 2026


O longa "Mortal Kombat II", dirigido por Simon McQuoid ("Mortal Kombat I"), é entretenimento gamer nostálgico estampado na telona de cinema em sua forma pura. A nítida evolução em relação ao filme de 2021, capaz de corrigir falhas do antecessor, ao focar diretamente no torneio e nas sequências de cenas de ação. Em 1 hora e 56 minutos, a produção entrega lutas coreografadas com excelência na atmosfera contagiante e facilitadora de estabelecer toda conexão com o clássico jogo.

Com muita pancadaria, sangue jorrando e momentos épicos em cenários que mudam constantemente, a produção automaticamente alimenta no público a sensação de estar assistindo a um modo história dos videogames. De fato, a ambientação com boa qualidade de computação gráfica, assim como cenários icônicos bem elaborados e as luta em meio a luz do dia ou antes do cair da noite, fugindo da constante escuridão para esconder falhas técnicas digitais, fazem o longa fluir a ponto de ser palatável, inclusive para quem não assistiu ao primeiro filme e/ou nunca jogou Mortal Kombat.

Sem tramas confusas, o longa de 2026 entrega a essência caótica e divertida da franquia clássica de lutas mortais por meio de personagens mais do que conhecidos. Assim, Johnny Cage (Karl Urban, saga "O Senhor dos Aneis", "The Boys"), personagem da série de jogos eletrônicos inspirado em Jean-Claude Van Damme, entra na história como todo o peso de ser um ator narcisista famoso por filmes de artes marciais, mas que está ultrapassado e até esquecido pelo público. No entanto, para lutar ele é necessário. Logo, o confuso Cage traz muito alívio cômico para a trama.

Contudo, cabe também a Josh Lawson ("O Fantástico Mundo de Blaze") interpretando Kano entregar muito bom humor com sacadas rápidas e divertidas, equilibrando a tensão e a violência garantindo boas risadas para o público. Destaque também para as cenas de protagonismo de Hanzo Hasashi, o Scorpion, na pele de Hanzo ("Trem Bala", "John Wick 4: Baba Yaga"), assim como a Kitana de Adeline Rudolph ("Hellboy e o Homem Torto"). 

"Mortal Kombat II" pode não ser o melhor filme de todos os tempos por ainda esbarrar em falhas pontuais, como certas representações de poderes, mas garante o seu lugar entre as melhores adaptações de videogames para o cinema. O resultado é um filme de puro entretenimento gamer regado de cultura pop que garante muita diversão. Vale a pena conferir na telona de cinema!

"Mortal Kombat II" ("Mortal Kombat II"). Gênero: Ação, artes marciais. Direção: Simon McQuoid. Roteiro: Jeremy Slater. Duração: 1h 56 minutos. Classificação Indicativa: 18 anos. Distribuição: Warner Bros. Elenco: Carl Urban (Johnny Cage), Adeline Rudolph (Kitana), Lewis Tan (Cole Young), Tadanobu Asano (Raiden), Martyn Ford (Shao Kahn), Hiroyuki Sanada (Scorpion). Sinopse: A sequência do longa de 2021 traz o aguardado torneio entre a Terra e a Exoterra.

Trailer de "Mortal Kombat II"




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quinta-feira, 20 de novembro de 2025

.: Crítica: "Wicked - Parte II" é sombria conclusão épica cheia de ação

 
"Wicked - Parte II", em cartaz na Cineflix Cinemas de Santos


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em novembro de 2025


A conclusão da épica história das bruxas de Oz acontece magistralmente em "Wicked - Parte II", com a química perfeita de Cynthia Erivo como Elphaba e Ariana Grande na pele de Glinda. O desfecho grandioso e comovente, com um visual de cenários e figurinos impecáveis, amarra as pontas soltas da trama paralela a do clássico "O Mágico de Oz". Assim, tudo é retomado durante a construção da estrada de tijolos amarelos. Pelo ar, no caminho para a Cidade das Esmeraldas, surge a demonizada Bruxa Má do Oeste dando o seu recado.

Enquanto Glinda reside na Cidade das Esmeraldas com o apoio do grande mágico, desfrutando de fama e poder como o símbolo da bondade (ainda sem qualquer poder mágico), e prestes a se casar com seu amado Fiyero, Elphaba mergulha no sombrio, vivendo exilada na remota floresta de Oz para escapar das autoridades da Cidade das Esmeraldas e continuar sua luta para expor a verdade sobre o Mágico. No entanto, até os moradores de Oz são embebidos de ódio contra a Bruxa verde, o que acaba unindo Elphaba e Glinda novamente.

A sequência do primeiro longa, "Wicked", que estreou nos cinemas há quase 1 ano, entrega um visual belíssimo e encantador, como por exemplo, na do casamento de Glinda e Fiyero, que são cenas de encher os olhos e perfeitamente cinematográficas. Muita ação e adrenalina ficam a cargo de uma Elphaba vingativa e muito sombria, mas que também tenta arrumar os erros alheios -e segue incompreendida. 

Numa dualidade mais latente, "Wicked - Parte II" retrata o poder da fama dada a um grande vilão bom de lábia (que pode até ter um laço sanguíneo), a força dos boatos, que mesmo sendo mentirosos, dificilmente são desfeitos, a verdadeira amizade entre personagens opostas capaz de superar até o amor pelo mesmo homem, mas acima de tudo, reflete a importância de aceitar as diferenças e crescer com o outro.

Assistir "Wicked - Parte II" na telona do cinema é um prazer que resgata o universo da magia tão bem trabalhada nos cinemas há mais de 20 anos com a saga Harry Potter, mas também entrega um visual de confrontos, que faz lembrar do épico "O Senhor dos Aneis", principalmente, nas sequências soturnas. É inegável que a história das bruxas agora encerrada já tem um lugar entre os clássicos filmes de fantasia. 

"Wicked - Parte II" pode não agradar a todos, pois não segue a linha da primeira produção em que é pautada nas rusgas que fortalecem o elo de amizade entre Elphaba e Glinda, logo há mais comédia e drama com magia. A segunda parte dos dois filmes dirigidos por Jon M. Chu entrega revelações fortes, embora muitas dicas tenham sido dadas, de modo discreto anteriormente. Em meio a muita ação, acaba pesando um pouco mais no drama. Tal qual acontece no espetáculo teatral, incluindo, a divisão que é exatamente igual, quando há um intervalo. No caso dos filmes, gerou uma divisão em duas partes e, para uma parcela do público, pode não justificar a necessidade de dois longas.

Não há como negar que "Wicked - Parte II" é poderoso, emociona e encanta. Fazendo valer cada centavo pago no ingresso de cinema, incluindo menção na cena final ao cartaz famoso do musical da Broadway. Mas também deixa claro que tudo em torno de "Wicked" é transformado em puro comércio, uma vez que ao longo dos anos, quando o livro de Gregory Maguire foi parar nos palcos, virando um fenômeno mundo afora. "Wicked - Parte II" é imperdível e, sem dúvida, para ser visto mais de uma vez na telona!


O Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021. Para acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no GonzagaConsulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN.

"Wicked - Parte II". (Wicked For Good). Direção: Jon M. Chu. Roteiro de Winnie Holzman e Dana Fox. Elenco: Cynthia Erivo, Ariana Grande, Jonathan Bailey, Jeff Goldblum. Duração: 2h 18 min. Gênero : Fantasia, musical. Distribuidora: Universal Pictures. Sinopse: Elphaba, agora conhecida como a Bruxa Má do Oeste, vive exilada na floresta de Oz, tentando revelar a verdade sobre o Mágico.

Trailer de "Wicked - Parte II"


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sábado, 1 de abril de 2023

.: Crítica: "Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes" é filmaço imperdível

Por: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em abril de 2023


"Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes" é aventura completa que chega ao Cineflix Cinemas com pinta de saga clássica cheia de sequências aguardadas por legiões de fãs. O longa dirigido por John Francis Daley e Jonathan M. Goldstein é totalmente agradável de se assistir, pois trabalha o enredo de modo leve, mesmo seja cheio de desmembramentos, com a dose certa para os confrontos que sempre empolgam. 

No filme de 2h14 a história evolui agilmente deixando sempre no público muita curiosidade sobre o que irá acontecer na próxima cena. Aos fãs da animação dos anos 80, "Caverna do Dragão", há de lambuja a participação de Hank, Sheila, Diana, Presto e Bobby (sem Uni) numa arena em que um labirinto cheio de armadilhas compõe um jogo pela vida, algo estilo a saga "Jogos Vorazes" e a sequência é de fazer roer as unhas.



Entretanto, o vilão da trama é um ex-amigo dos protagonistas de "Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes" e, para combatê-lo, conforme vimos em "O Senhor dos Aneis", aqui, o bando de aventureiros vai aumentando a cada busca por justiça -com toque de vingança- de Edgin (Chris Pine, "Mulher-Maravilha"), Holga (Michelle Rodriguez, "Lost" e "Velozes e Furiosos"), Doric (Sophia Lillis) e Simon (Justice Smith, "Pokemón: Detetive Pikachu" e "Jurassic World").

No filme com roteiro de John Francis Daley, Jonathan M. Goldstein e Michael Gilio, com diversas cenas que parecem de jogo em primeira pessoa, há várias histórias -dramáticas e divertidas- dentro da trama principal que é a aventura do ladrão Edgin que recruta um bando para uma jornada épica em nome de recuperar uma relíquia: a Tábua da Ressurreição. 

Em "Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes", com o grupo formado o confronto final surpreende, afinal o vilão não esconde a sede por "rótulos" e, o principal, tesouros, mesmo que use e abuse da filha de Edgin. Assim, para conquistar a fortuna almejada, ele se alia a maquiavélica Sofina (Daisy Head) - que traz o ponto certo da maldade. Filmaço imperdível para se assistir na telona do Cineflix Cinemas! 

Você pode comprar os ingressos online neste link


Em parceria com o Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link. Compre seus ingressos no Cineflix Cinemas Santos aqui: vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm

Filme: "Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes". Você pode comprar os ingressos online neste link
Gênero: aventura, fantasia

Classificação: 12 anos
Ano de produção: 2023
Direção: John Francis Daley, Jonathan M. Goldstein
Roteiro: John Francis Daley, Jonathan M. Goldstein, Michael Gilio
Duração: 2h14
Distribuidora: Paramount Pictures
ElencoChris Pine (Edgin Darvis), Sophia Lillis (Doric), Michelle Rodriguez (Holga Kilgore), Regé-Jean Page (Xenk Yendar), Justice Smith (Simon Aumar), Daisy Head (Sofina), Hugh Grant (Forge Fitzwilliam), Chloe Coleman (Kira Darvis)
Estreia: 13 de abril de 2023

Trailer




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sábado, 19 de novembro de 2022

.: Crítica: "Desencantada" não é um novo "Encantada" e usa a magia da memória

Por: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em novembro de 2022


"Desencantada" (Disenchanted), volta com o conto de fadas real de Gisele (Amy Adams) e Robert (Patrick Dempsey), após quinze anos de quando o público se maravilhou com o longa "Encantada". Para, a sequência, a nova produção retrata o depois do "felizes para sempre" usando técnica similar do filme de 2007, mas com um toque moderno, sem o livro em pop-up. Em Andalasia, logo em desenho, Pippin resume a primeira história da princesa Gisele para o filhos esquilos -e para o público. Até que guarda o livro e pega um outro, a segunda parte do conto de fadas.

Em Nova Iorque, após a passagem de tempo, a antiga moradora de Andalassia é mãe de uma linda bebezinha, continua amando a filhinha de Robert, Morgan (Gabriella Baldacchino), mesmo tendo se tornado uma adolescente cheia de sarcasmo, enquanto que Edward (James Marsden) e Nancy (Idina Menzel) são rei e rainha de Andalasia -com tempo para visitas no mundo real. E, por incrível que pareça, o personagem de Robert não tem tanto peso na trama.



De fato, "Desencantada" é uma história sobre o poder da memória, mas as construídas entre Gisele e Morgan, tanto é que a menina vê e chama a madrasta como mãe dela. Ao trabalhar a relação de mãe e filha, há ainda a bebê que esbanja talento, seja pelo lindo sorriso ou até em cena, quando, na nova casa, Gisele abraça Morgan e a pequena coloca uma das mãozinhas no braço, como que acolhendo a jovem.

"Desencantada" não é um novo "Encantada", mas tem a mesma magia. Talvez tenha sofrido pela estreia  ter sido direto no Disney Plus, e não nos cinemas. Solar e colorido, desperta, por inúmeras vezes, o desejo de assistir nas telas enormes de cinemas. E como trata de memórias, "Desencantada" ainda esbarra no fato de o filme ter sido exibido nas telonas. Reduzí-lo, logo na estreia, a uma tela de TV, de computador ou de celular, acaba sendo frustrante. 

Em 118 minutos, ainda há espaço para trechos em animação que não estampam a mesma magia nos traços dos personagens de 2007, mas agrada. Há diversas referências aos clássicos Disney, como a vila de "A Bela e a Fera" ou quando Morgan canta e sobe numa carroça, ao se apoiar nos produtos, alguém atrás joga água como em "A Pequena Sereia", no mar, cantando na pedra. "A Princesa e o Sapo" aparece por um vagalume que voa por várias cenas e ainda, numa performance de Gisele, o críquete de "Alice no País das Maravilhas" é contemplado.

Ainda que mostre a adolescência como uma fase complicada de se lidar, "Desencantada" é sobre preservar memórias. Não espere um filme brilhante, toda a pompa segue com a primeira produção. A jovialidade perdida dos personagens que retornam a seus papeis, às vezes, salta aos olhos. Contudo, Amy Adams, que assina a produção, ainda segura  muito bem o protagonismo enquanto um personagem encantado, ainda que dê destaque para a antes criança e, agora, jovem, Morgan, que vive descaradamente o papel de Cinderella, sendo, inclusive, presa "na torre". São muitas as referências aos clássicos que amamos assistir desde a infância.


A cantoria mesmo sendo de Alan Menken, compositor de "A Bela e a Fera", "Aladdin", "A Pequena Sereia", não imprime o mesmo vigor. Não são músicas poderosamente chicletes, mas muito bonitas. Com quem fica a vilania em "Desencantada"?! Não há uma nova Narissa, personagem fabuloso, que chega a virar o dragão de "A Bela Adormecida", interpretado por Susan Sarandon. Contudo, aqui há duas vilãs. Uma com o perfil e trejeitos típicos, enquanto que outra surpreende com seu toque de dupla personalidade, que, por vezes, remete ao conturbado "Gollum/Smeagol" de "O Senhor dos Aneis"

Entretanto, o filme é lindo e resgata a magia do primeiro, sendo também uma linda homenagem aos clássicos Disney que, merecidamente, deveria estrear nos cinemas. Um erro da Disney? Sem dúvida. Aliás, mais um. Assim como "Red: Crescer é Uma Fera", "Desencantada" tem o poder de encantar nos cinemas, mas, infelizmente, esse gostinho foi tirado ao estrear diretamente no streaming. Imperdível!


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm


Filme: Desencantada (Disenchanted)

Direção: Adam Shankman 

Roteiro J. David Stem, David N. Weiss 

Canções: Alan Menken

Estreia: 18 de novembro de 2022

Elenco: Amy Adams, Patrick Dempsey, James Marsden, Idina Menzel 


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Trailer






quarta-feira, 2 de março de 2022

.: Crítica: "Batman" é filmaço sem lutas nitidamente coreografadas

Por: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em março de 2022


"Batman", protagonizado por Robert Pattinson, com direção de Matt Reeves é uma tremenda surpresa. O novo filme do morcegão, apresenta um herói mais comedido numa história longa de quase 3h de duração que simplesmente vai acontecendo na telona. Em cartaz na Rede de Cinemas Cineflix, "Batman" (The Batman) contextualiza o enredo que conhecemos muito bem, mas foge o tempo todo da trama apelativa de heróis que logo começa com pancadaria ou explosões. Vale destacar também a cena pós-crédito, uma brincadeira debochada, para a Marvel e seus fãs.

O novo longa do vigilante de Gotham City é de Pattinson que deixa espaço para que Zoë Kravitz faça seu show como Selina, a Mulher-Gato. Não há o que discutir, ambos entregam muito bem seus personagens. Ele em nada se assemelha ao Edward de "Crepúsculo" ou o jovem Cedrico da saga "Harry Potter", e Zoë Kravitz também é muito diferente da marcante Bonnie de "Big Little Lies". 

E qual é o resultado desse encontro de talentos? Uma química gigante entre os dois. Assim, é fácil enraivecer quando o Homem-Morcego "promete" um beijo e não cumpre, mas aprovamos uma Mulher-Gato cheia de atitude -e beijoqueira. Juntos, formam uma dupla incrível na telona. Lindo de se ver o laço de companheirismo entre eles sendo criado pelas consequências, além de não protagonizarem lutas descaradamente coreografadas.

A verdade é que o novo "Batman" tem os traços conhecidos de Bruce Wayne que são a riqueza absurda, usada para o bem de Gotham City e seus habitantes, mas ele também tem um toque emo. Cabelos lisinhos, olhos escurecidos e a fala comedida como uma pessoa bastante depressiva. Para melhorar essa marca, ao lado dele temos o incrível Andy Serkis ("O Senhor dos Aneis" e "King Kong") que interpreta o mordomo Alfred Pennyworth. Além de ser um verdadeiro amigo do herói, ainda tem participação importante na solução das charadas do vilão da trama. 

É o Charada (Paul Dano) quem movimenta totalmente a história criando armadilhas estilo "Jogos Mortais" para os corruptos de Gotham, marcando o peso que a cidade sofre diante de tanta corrupção. De fato, esse vilão é tão demoníaco quanto o Duende Verde de "Homem-Aranha". Sendo que o embate dos herói e do vilão provocativo é bastante eletrizante, mas não tanto quanto com o Pinguim (Colin Farrell). Esse outro vilão é somente um ricaço do mal que rende uma cena de perseguição pra lá de cinematográfica -com explosão e jogos de câmeras sensacionais.

"Batman" é pautado na justiça, o que justifica a mensagem do cartaz "desmascare a verdade", uma clara charada a respeito do protagonista que desempenha o duplo papel de detetive de Gotham City, dando vida ao alter ego. De um lado o morcegão justiceiro e do outro o bilionário solitário Bruce Wayne. No entanto, com o herói, está a Mulher-Gato e Jim Gordon (Jeffrey Wright, o Vigia da série "What If...", da Marvel). 

Não há como ficar indiferente à cena de resgate no início da inundação de Gotham. Batman estende a mão para as vítimas, o que remete à animação "Alladin", faltando só perguntar "você confia em mim?". Contudo, ainda fica outra má impressão que se assemelha a filmes de terror em as pessoas, perto da morte, agem de modo totalmente indiferente e errado. Apesar disso, "Batman" é um filmaço!


Em parceria com a rede Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link.


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm

Filme: The Batman

Data de lançamento: 3 de março de 2022 (Brasil)

Diretor: Matt Reeves

Orçamento: US$ 150 milhões

Roteiro: Matt Reeves; Mattson Tomlin

Companhia(s) produtora(s): DC Entertainment

Baseado em: Batman; da DC Comics

Elenco: Robert Pattinson, Jeffrey Wright, Zoë Kravitz, Paul Dano, Andy Serkis, Colin Farrell, John Turturro.


terça-feira, 20 de abril de 2021

.: Resenha: "Fome Animal", comédia e terror gore de Peter Jackson


Por Mary Ellen Farias dos Santos


São muitos os filmes antigos esquecidos em meio a trocentas novidades fresquinhas disponíveis por aí que esbanjam efeitos tecnológicos aos sedentos pelo novo. Contudo, entre os longas com quase 30 anos está a produção de Peter Jackson, diretor de clássicos cinematográficos como a saga de "O Senhor dos Aneis", "O Hobbit" e "King Kong"

Em 1992, o diretor entregou ao público, gastando 3 milhões de dólares, o filme gore "Fome Animal"O longa de 1h 44m apresenta uma história de amor. Não somente entre Paquita (Diana Penalver) e Lionel (Timothy Balme), mas também entre Vera (Elizabeth Moody) e Lionel, ou seja, entre mãe e filho. Na verdade, a mãe não quer dividir o filho com ninguém, muito menos com uma latina. 

Ao perseguir Lionel num encontro com Paquita, no zoológico, Vera é mordida por um macaco raro e pavoroso. Acamada, a mãe precisa de toda a atenção do jovem que tenta esconder o problema da mãe que se acentua com o passar do tempo. Enquanto Lionel tenta jogar o grave problema para debaixo do tapete, até a última consequência, Vera transmite a doença a outros inocentes.


Assim, o mal começa a se espalhar pela cidade, Lionel tenta acalmar os ânimos com soluções tranquilizantes enquanto luta para não perder o amor de Paquita. O longa é cheio de sangue escorrendo pelas paredes, membros decepados. Em contrapartida, é um meio de critiar o protecionismo exarcebado de muitas mães por seus filhos já crescidos e até bem acompanhados.

"Fome Animal" não é para ser levado a sério e nem tem esse objetivo. O filme de Peter Jackson segue o estilo de outro clássico mais antigo, "A Casa do Espanto" (1986), de Steve Miner. Ambos são filmes com histórias que usam e abusam de monstros pavorosos que expelem muita escatologia e faz a trama acontecer, na maioria das vezes, dentro de casa. As fãs de terror gore com toque trash, "Fome Animal" é um prato cheio de pura diversão!



Filme: Fome Animal (Braindead)

Gênero: Terror/Comédia

Diretor: Peter Jackson

Elenco: Timothy Balme, Diana Penalver, Elizabeth Moody e mais.

Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh, Stephen Sinclair

Orçamento: 3 milhões USD

Bilheteria: 242.623 USD

Data de lançamento: 13 de agosto de 1992 (Nova Zelândia)



*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura, licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos e formada em Pedagogia pela Universidade Cruzeiro do Sul. Twitter: @maryellenfsm

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