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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

.: Crítica: "Coração Selvagem" é um "Sempre Ao Seu Lado" de aventuras

Imagem de "Coração Selvagem"


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em setembro de 2026


O longa de aventura "Coração Selvagem" (Heart of the Beast), estrelado por Brad Pitt ("Trem-Bala", "F1 - O Filme") com participação de J.K. Simmons ("Homem-Aranha", 2002) e de Anna Lambe (The Grizzlies) entrega a potência que um cachorro pastor-alemão Odin (Uber) é capaz de imprimir numa história de amor e parceria. A produção dirigida por David Ayer de fotografia impecável trabalha o desenvolvimento da sensibilidade e sintonia entre um homem e um animal. 

O intenso drama de sobrevivência começa quando uma moça na estrada tem seu caminho "pausado" por um cachorro. Dali, em diante o público vivencia a aventura de sobrevivência do ex-agente das forças especiais James Belmont (Brad Pitt) ao lado de seu cão de combate aposentado, o pastor-alemão Odin (interpretado pelo cão Uber). Após esbarrar no andarilho Witkins (J. K. Simmons) e ser avisado sobre a tempestade que estava vindo, James e Odin acabam perdidos no Alasca após um acidente aéreo.

No entanto, Odin sofre de estresse pós-traumático tendo pesadelos de guerra, assim como seu parceiro James. Logo, o sofrimento dos dois vira um. Humanizando o cachorro e colocando-o no posto de um autêntico veterano de combate. Em enquadramentos amplos de uma natureza digna de ser apreciada com alegria, a telona do cinema enche os olhos do público com encontros animais. Seja a tensão pura diante de um urso ou quando lobos atacam de modo coordenado a dupla.

"Coração Selvagem" consegue ser uma nova leitura do clássico "Sempre Ao Seu Lado" (2009), com adrenalina, mas passa longe da cidade e seus deveres agitados, pois é repleto de pesadelos do passado e aventuras em busca de sobrevivência na natureza indomada. É notório que Brad Pitt entrega interpretação intensa e teatral, ainda que por vezes tenha seu brilho roubado pelo carisma e olhar expressivo do cachorro. Vale a pena conferir!


Trailer de "Coração Selvagem"


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sábado, 26 de setembro de 2026

.: As novas cenas de "Ultimato Encore", filme requentado para "Doutor Destino"


Relançamento de "Vingadores: Ultimato" acrescenta cenas inéditas que conectam Steve Rogers, o colapso do multiverso e o Doutor Destino ao próximo capítulo da Marvel

Atenção: o texto a seguir contém spoilers de "Vingadores: Ultimato Encore"

Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com.

Sete anos depois de levar a Saga do Infinito a uma conclusão que parecia definitiva, "Vingadores: Ultimato" voltou aos cinemas com uma nova versão. Batizada de "Vingadores: Ultimato Encore", a produção mantém praticamente intacta a aventura lançada originalmente em 2019, mas acrescenta material inédito que muda a maneira como aquele encerramento conversa com o futuro do Universo Cinematográfico Marvel.

O relançamento chegou aos cinemas brasileiros em setembro de 2026 e foi pensado como uma espécie de ponte para "Vingadores: Doutor Destino", próximo grande encontro dos heróis da Marvel. O resultado é curioso: o público revê praticamente o mesmo filme que já conhece, mas descobre que a despedida de Steve Rogers, afinal, ainda tinha uma visita para receber. A primeira novidade aparece quando "Ultimato" parecia ter terminado.

Steve Rogers (Chris Evans) e Peggy Carter (Hayley Atwell) finalmente vivem o momento que o personagem esperou durante décadas. Os dois dançam na casa de Peggy ao som de "It's Been a Long, Long Time", mas, desta vez, a cena não termina ali. Uma batida na porta interrompe a dança.

Peggy atende e encontra Loki (Tom Hiddleston), usando o uniforme da Autoridade de Variância Temporal, a mesma organização apresentada na série "Loki". Steve observa a situação escondido e, quando Loki entra, fica claro que a visita não é casual. A nova versão do longa-metragem deixa os três diante de uma situação que o filme de 2019 jamais apresentou: o Capitão América encontra uma versão de Loki que teve uma trajetória completamente diferente daquela conhecida por ele.

É uma pequena sequência, mas com potencial para alterar a leitura daquele desfecho. O Steve Rogers que decidiu permanecer no passado para viver com Peggy agora parece ter sido alcançado por acontecimentos que envolvem o multiverso. Depois, "Ultimato Encore" começa a olhar para um problema ainda maior.

Na Autoridade de Variância Temporal, Mobius (Owen Wilson), O.B. (Ke Huy Quan) e Miss Minutes acompanham uma situação que foge rapidamente do controle. Duas realidades entram em processo de incursão e, em pouco tempo, o número de universos ameaçados cresce de maneira vertiginosa. Entre eles está o Universo 10005, associado aos X-Men dos filmes da Fox. A situação evolui de algumas colisões para centenas e, depois, milhares de incursões. O.B. percebe a dimensão do desastre enquanto a TVA acompanha a destruição das realidades. A conclusão é direta: o multiverso está entrando em colapso.

A sequência funciona como uma explicação visual para um conceito que deve ganhar peso em "Vingadores: Doutor Destino": as incursões, quando universos diferentes entram em rota de colisão e ameaçam destruir uns aos outros. Se Steve Rogers recebe uma visita inesperada, Bruce Banner ganha uma ainda mais problemática. Após os acontecimentos de "Homem-Aranha: Um Novo Dia", Banner (Mark Ruffalo) aparece isolado em uma instalação militar subterrânea, a quilômetros abaixo da superfície. Ele registra seus experimentos e trabalha numa maneira de controlar a radiação gama para impedir que o Hulk volte a assumir o controle.

O isolamento, porém, dura pouco. A instalação começa a apresentar interferências. As imagens falham, os equipamentos sofrem alterações e uma presença surge no local. É Doutor Destino (Robert Downey Jr.), interpretado pelo próprio Robert Downey Jr., embora o personagem não seja mostrado integralmente nessa sequência. Banner pergunta o que ele está fazendo ali. Destino responde que veio "coletá-lo". O cientista se transforma no Hulk e parte para o confronto. A luta, porém, não chega a ser mostrada de maneira convencional. A câmera cai e, quando a situação volta a ser observada, Banner e Destino desapareceram. No chão e nas paredes, ficam as marcas da magia de Destino, sugerindo que os dois foram transportados para outro lugar.

A quarta novidade trabalha com a presença de Robert Downey Jr. no novo capítulo da Marvel. "Ultimato", em sua versão original, terminava com uma referência sonora ao primeiro "Homem de Ferro", de 2008: as batidas metálicas remetiam à construção da armadura de Tony Stark, criando um círculo simbólico para a Saga do Infinito. Em "Ultimato Encore", essa lembrança ganha outro significado. As batidas acompanham imagens de Doutor Destino trabalhando na própria máscara metálica. A associação é inevitável: Tony Stark e Victor von Doom são interpretados por Robert Downey Jr., mas agora o ator ocupa uma posição completamente diferente dentro do universo Marvel.

"Vingadores: Ultimato Encore" não acrescenta uma nova aventura às três horas de filme que o público conhece. O que muda está concentrado principalmente no material adicional, criado para aproximar a conclusão da Saga do Infinito dos acontecimentos de "Vingadores: Doutor Destino". Além dessas sequências, a nova apresentação conta com materiais especiais antes da sessão, incluindo uma mensagem de Robert Downey Jr. e Chris Evans e um vídeo produzido para o público dos cinemas.

O efeito é quase o de uma pós-produção feita anos depois para reposicionar um final conhecido. Steve e Peggy ganham uma visita inesperada; Banner deixa de ser apenas um personagem distante do próximo grande conflito; a TVA identifica o avanço das incursões; e Doutor Destino passa a ocupar um espaço cada vez maior na história.

Para quem esperava cenas deletadas de "Ultimato" ou uma versão significativamente diferente do filme de 2019, a novidade é mais pontual. Para os fãs interessados na continuidade do MCU, entretanto, poucos minutos bastam para transformar um encerramento conhecido em uma espécie de prólogo para a próxima reunião dos Vingadores. "Vingadores: Ultimato" já havia encerrado uma era. "Ultimato Encore" acrescenta algo que o filme original não precisava ter: uma porta aberta para a próxima.


Serviço
"Vingadores: Ultimato Encore"
Gênero: ação, aventura, ficção científica.
Direção: Anthony Russo e Joe Russo.
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Tom Hiddleston, Owen Wilson, Ke Huy Quan, entre outros.
Distribuição: Marvel Studios / Disney.
Estreia nos cinemas brasileiros: setembro de 2026.
Atenção: a disponibilidade de determinados materiais adicionais pode variar de acordo com o formato e a sala de exibição. "Vingadores: Doutor Destino" está previsto para chegar aos cinemas brasileiros em dezembro de 2026.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

.: Crítica: "O Convite" faz convocação claustrofóbica para reavaliar a relação


Cartaz de "O Convite"

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em agosto de 2026


Baseada no filme e peça "Sentimental", do cineasta Cesc Gay, a comédia dramática "O Convite" é uma intrincada armadilha emocional que percorre desentendimentos surpreendentes para permitir que casal reavalie a relação. Ambientado num apartamento bem espaçoso (até que as conversas começam a afunilar os debates), a produção dirigida por Olivia Wilde, apresenta um casal em crise que recebe os vizinhos do andar de cima, o que torna o jantar caótico e totalmente hilário.

De um lado, em meio ao desgaste afetivo e o tédio conjugal, estão os donos do apartamento, Joe (Seth Rogen) e Angela (Olivia Wilde), que "aguardam" a chegada dos visitantes. Numa implicância silenciosa, os dois recebem o casal ardente Pinã (Penélope Cruz) e Hawk (Edward Norton). De fato, Joe fica incomodado com os sons das festas sexuais dos vizinhos e, acaba sendo levado a verbalizar tamanho desagrado.

Em meio a cutucadas provocativas e bastantes claustrofóbicas que vão além das paredes daquele apartamento como cenário, surgem diálogos inteligentes regando o desconforto do casal com a curiosidade e vontade de sair do marasmo que mergulharam. Assim, o público embarca, mesmo que com receio, na tensão e humor bem balanceados de um relacionamento longo.

O filme que transita na contramão do moralismo, tem um roteiro reflexivo e maduro para uma trama conflitante e tão humana a ponto de permitir que o público, por vezes, consiga se identificar com determinados episódios de uma vida a dois. Sem forçar um desfecho, "O Convite" tem seus minutos finais em silêncio, deixando livre a interpretação do público, se ocorreu uma reconciliação ou apenas o término pacífico do casamento. Vale muito a pena conferir!


"O Convite" (The Invite). Gênero: Comédia, drama, romance. Direção: Olivia Wilde. Roteiro: Rashida Jones, Will McCormack e Cesc Gay. Duração: 1h 47 minutos. Classificação Indicativa: 16 anos. Distribuição: Diamond Filmes. Elenco:  Seth Rogen (Joe), Olivia Wilde (Angela), Penélope Cruz (Piña) e Edward Norton (Hawk). Sinopse: Joe e Angela formam um casal preso na rotina e com o relacionamento à beira de um colapso. A dinâmica muda quando eles decidem convidar os enigmáticos vizinhos do andar de cima, Hawk e Piña, para um jantar casual. O que seria uma noite tranquila transforma-se em um encontro repleto de revelações, constrangimentos e discussões sobre intimidade e desejos reprimidos.

Trailer de "O Convite" 





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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

.: Filme "Homem-Aranha: Um Novo Dia" alcança 10.ª maior bilheteria da história


Novo filme da Marvel ultrapassa US$ 1,7 bilhão e entra para o ranking das maiores arrecadações do cinema mundial. Imagem: divulgação

"Homem-Aranha: Um Novo Dia" acaba de alcançar mais uma marca expressiva nas bilheterias. Duas semanas depois de chegar aos cinemas, a nova aventura do herói da Marvel já ultrapassou US$ 1,7 bilhão em arrecadação mundial e ocupa a décima posição entre as maiores bilheterias de todos os tempos. O longa-metragem também já havia feito história no Brasil ao registrar a maior estreia da história do cinema no país. Agora, com US$ 1.708.805.242 acumulados, segundo dados do Box Office Mojo, o filme supera outras grandes produções e passa a integrar um ranking dominado por alguns dos maiores fenômenos comerciais da história do cinema.

O desenvolvimento de "Homem-Aranha: Um Novo Dia" foi anunciado em outubro de 2024 pela Marvel Studios e pela Sony Pictures. Desde então, o projeto se tornou um dos mais acompanhados pelos fãs, impulsionado pelas notícias sobre as filmagens, rumores envolvendo o elenco e pela campanha de divulgação protagonizada por Tom Holland e Zendaya. Na trama, Peter Parker tenta seguir em frente depois que sua identidade foi apagada da memória das pessoas. Enquanto continua atuando como o Amigão da Vizinhança e protegendo Nova York, o herói se depara com uma série de crimes misteriosos que o conduz até uma conspiração de proporções muito maiores.

Tom Holland retorna ao papel de Peter Parker ao lado de Zendaya, novamente como MJ, e Jacob Batalon, que interpreta Ned. O elenco também reúne Mark Ruffalo como Bruce Banner/Hulk e Michael Mando como Escorpião. Outra novidade é a presença de Jon Bernthal como o Justiceiro, personagem que faz sua estreia nos cinemas. Liza Colón-Zayas, conhecida por The Bear, e Sadie Sink, de Stranger Things, também fazem parte da produção.

A direção é de Destin Daniel Cretton, responsável por Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis. O roteiro foi escrito por Erik Sommers e Chris McKenna, dupla que já trabalhou em outros filmes do universo do Homem-Aranha. Distribuído pela Sony Pictures, "Homem-Aranha: Um Novo Dia" é produzido pela Columbia Pictures em parceria com a Marvel Studios e a Pascal Pictures.


As dez maiores bilheterias da história do cinema
Na liderança está "Avatar" (2009), de James Cameron, com US$ 2.923.710.708 arrecadados mundialmente. Em segundo lugar aparece "Vingadores: Ultimato" (2019), com US$ 2.799.439.100, seguido por "Avatar: O Caminho da Água" (2022), também dirigido por Cameron, com US$ 2.334.484.620. A quarta posição pertence à animação chinesa "Ne Zha 2" (2025), que soma US$ 2.270.700.370. Logo atrás está "Titanic" (1997), outro fenômeno de Cameron, com US$ 2.264.812.968. Em sexto lugar aparece "Star Wars: O Despertar da Força" (2015), com US$ 2.071.310.218, enquanto "Vingadores: Guerra Infinita" (2018) ocupa a sétima colocação, com US$ 2.052.415.039. Na oitava posição está outro filme do herói aracnídeo: "Homem-Aranha: Sem Volta para Casa" (2021), que acumulou US$ 1.921.426.073. "Zootopia 2" (2025) aparece em nono lugar, com US$ 1.866.647.950. Fechando o top 10, "Homem-Aranha: Um Novo Dia" registra US$ 1.708.805.242. Os dados são da Box Office Mojo.

O cinema foi buscar o público em casa
Depois de anos marcados pelos efeitos da pandemia e pela consolidação do streaming, 2026 desponta como um dos períodos mais fortes para a indústria cinematográfica desde a retomada das atividades. O ano já reúne cinco filmes com mais de US$ 1 bilhão em arrecadação mundial: "A Odisseia", de Christopher Nolan, "Homem-Aranha: Um Novo Dia", "Super Mario Galaxy", "Michael" e "Toy Story 5".

A lista ainda pode crescer. As projeções do mercado apontam "Duna: Parte Três" e "Vingadores: Doomsday" como candidatos a alcançar a marca até o fim do ano. Se as previsões se confirmarem, 2026 terá o maior número de produções bilionárias desde 2019, quando nove filmes ultrapassaram US$ 1 bilhão. Parte importante desse movimento passa pela Gen Z. O público entre 14 e 29 anos representou quase 40% dos espectadores pagantes na América do Norte no último ano e teve participação decisiva no desempenho de "Homem-Aranha: Um Novo Dia", respondendo por metade de sua audiência de estreia na região.

A recuperação também está relacionada ao próprio modelo de consumo. O aumento no preço médio dos ingressos nos Estados Unidos, que passou de cerca de US$ 9 em 2019 para aproximadamente US$ 13,50 atualmente, elevou a receita por espectador. Ao mesmo tempo, formatos premium como IMAX, Dolby Cinema, ScreenX e 4DX transformaram a ida ao cinema em uma experiência mais sofisticada e imersiva. O cenário de 2026 revela ainda uma diversidade de produtos capazes de atrair públicos diferentes: animações, cinebiografias musicais, superproduções de heróis e adaptações de obras literárias de enorme tradição. No caso de "Homem-Aranha: Um Novo Dia", o fenômeno ajuda a explicar como um personagem conhecido há décadas continua encontrando novas gerações dispostas a acompanhá-lo nas salas de cinema.

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quinta-feira, 30 de julho de 2026

.: Crítica: "Homem-Aranha: Um Novo Dia" é "absolute cinema" dos heróis

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em julho de 2026


Sozinho e esquecido por aqueles que amava, o amigo da vizinhança agora vive no último andar de um prédio, antes em condições bastante precárias e transformado por Peter Parker (Tom Holland, "A Odisseia") num lar doce lar. Sem cursar uma graduação, ele trabalha em conjunto com a polícia combatendo o crime em Nova York. Em "Homem-Aranha: Um Novo Dia", lidando também conta o luto da tia May (Marissa Tomei) e a ausência dos amigos, o Teioso passa pelo processo de amadurecimento (aliado ao da mutação) diante dos olhos do público.

Sendo reconhecido pelo público como herói, o escalador de paredes acompanha à distância o sucesso escolar de Michelle Jones-Watson (Zendaya, "O Drama") e Ned Leeds (Jacob Batalon, "Novocaine: À Prova da Dor"). Com o retorno da dupla para a Grande Maçã, Peter faz uma visita que o deixa magoado e com a certeza de que o feitiço do Doutor Estranho não foi quebrado.

Contudo, o Cabeça de Teia esbarra num implacável ser repleto de vilanias capaz de entrar na mente de múltiplos indivíduos e superar a vontade de cada um. Até mesmo o clássico inimigo do Homem-Aranha, o Escorpião, acaba sendo manipulado. Mesmo com a mente ágil e o sentido aranha, o Miranha que não tem poder de impedir tamanha invasão, em "Homem-Aranha: Um Novo Dia" repele a telepatia da ainda iniciante Jean Grey (Sadie Sink, "Stranger Things" e "A Baleia").

Em meio as situações hilárias da categoria que só o Miranha é capaz de entregar, o ágil e repleto de ação "Homem-Aranha: Um Novo Dia" reserva uma boa e bem trabalhada dose de drama (provocando até lágrimas). Não somente por conta da solidão de Peter Parker, mas por ele enfrentar além dos poderosos vilões (até o Hulk aparece na sua essência, externando o seu lado ameaçador e bem distante de um integrante de "Os Vingadores"), a árdua passagem para uma nova etapa da vida sem tropeçar no desejo de vingança. 

O longa de 2 horas e 25 minutos de duração, com cena pós-créditos (que indicam a presença de uma variante do Homem-Aranha ou uma ponte para os próximos filmes dos Vingadores, no caso, "Guerras Secretas") entrega tudo, além de confrontos de "absolute cinema" dos filmes de heróis. Não só do Hulk, mas a sequência com os ninjas que é de deixar qualquer um boquiaberto. Perfeita, inclusivo nas cores na telona. Redondinho e sem deixar pontas soltas, mesmo com a grande responsabilidade por vir após o emocionante e marcante encontro dos três Miranhas, "Homem-Aranha: Um Novo Dia" consegue ser estupendo. Filmaço imperdível!


"Homem-Aranha: Um Novo Dia". (Spider-Man: Brand New Day). Diretor: Destin Daniel Cretton. Roteiro: Chris McKenna e Erik Sommers. Gênero: Ação, Aventura e Ação. Duração: 145 minutos (2h 25min). Elenco principal: Tom Holland (Peter Parker/Homem-Aranha), Zendaya, Jon Bernthal e Sadie Sink. Trilha Sonora: Ludwig Göransson. Sinopse: Após o mundo ter esquecido seu nome, Peter Parker inicia um novo capítulo em sua vida, conciliando as aulas da faculdade, um trabalho de meio período e sua responsabilidade como o Homem-Aranha. Mas quando uma força misteriosa começa a desmantelar a cidade de dentro para fora, Peter se vê preso entre inimigos poderosos, legados antigos e aliados inesperados.

Trailer de "Homem-Aranha: Um Novo Dia"



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sexta-feira, 12 de junho de 2026

.: Crítica musical: Julie Wein, um talento entre pianos e canções


Por
Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Isabela Espindola

Cantora, compositora, atriz, instrumentista e Doutora em Neurociências pela UFRJ, Julie Wein celebra a tradição do piano popular na canção brasileira no álbum "Pianos e Canções", reunindo músicas de compositores como Johnny Alf, Tom Jobim, Ivan Lins e Benito di Paula. “A seleção desse repertório foi um mergulho na memória afetiva e um resgate da pluralidade que fundamenta a nossa identidade musical. Gravei compositores que sempre me inspiraram a escrever canções e a me acompanhar ao piano, cantando e tocando, aproximando no mesmo disco universos tão distintos quanto os de Benito di Paula e Tom Jobim”, pontua Julie Wein.

Além de figurarem no álbum como compositores, dois destes mestres dividem os vocais com Julie Wein: Francis Hime em “Trocando em Miúdos” (Francis Hime e Chico Buarque), e Ivan Lins em “Bilhete” (Ivan Lins e Vitor Martins). O repertório reúne ainda “Retalhos de Cetim” (Benito di Paula), “Rapaz de bem” (Johnny Alf), “Olha Maria” (Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Chico Buarque) e “Balada do Louco” (Arnaldo Batista e Rita Lee). A autoral “Homem Virtuoso”, composta por Wein e Matheus Prevot, completa a seleção.  

Em um país cuja tradição do violão na canção popular é muito presente, Julie Wein lembra que, em outras épocas, a cidade do Rio de Janeiro chegou a ser apelidada de “Pianópolis”: “Este disco nasce também do desejo de celebrar a tradição do piano popular brasileiro, através de artistas que tiveram o instrumento como elemento fundamental de suas composições. Espero produzir novos volumes, gravando compositores como João Donato, Marcos Valle, Guilherme Arantes, Eduardo Dusek, Flávio Venturini, Arrigo Barnabé, Tania Maria, Angela Ro Ro, entre outros”, finaliza Julie Wein.

Com direção e produção musical de Jorge Helder, “Pianos e Canções” repete a dobradinha da artista com a gravadora Biscoito Fino, por onde lançou seu projeto de estreia, “Infinitos Encontros”, em 2020. Com um currículo longo nas artes e na ciência, Julie Wein se destaca na nova cena musical brasileira. Seja na pesquisa acadêmica ou frente ao microfone, a música é a sua matéria-prima. Premiada no Festival de Música da Rádio MEC e eleita Melhor Intérprete de MPB pelo Prêmio Profissionais da Música (PPM), Julie foi vencedora do Prêmio TOCA 2025.

 Participou de espetáculos musicais como “Musical Noel Rosa: Coisa Nossa” (2023) e “Peça Dois Amores e Um Bicho (2017-2020), como atriz e cantora, e como preparadora vocal em peças como “Ayrton Senna - o musical” (2017) e “Haddad e Borghi”(2025). Em 2022, estreou o show “Julie Wein canta Chico Buarque”. É  pesquisadora do Instituto D´Or de Pesquisa e Ensino desde 2011, onde percorreu todas as etapas acadêmicas, da Iniciação Científica ao Pós-Doutorado (posição atual). Graduada em Biofísica pela UFRJ. Doutoranda em Neurociências (Ciências Morfológicas - Biomedicina UFRJ), foi duas vezes premiada pela Jornada Giulio Massarani e Graduada com Dignidade Acadêmica. Recebeu também Menção Honrosa do Prêmio Juarez Aranha Ricardo.

"Retalhos de Cetim"

"Bilhete"

"Trocando em Miudos"

sexta-feira, 5 de junho de 2026

.: Crítica: "Mestres do Universo" tem a força para manter a essência e inovar


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em junho de 2026


A essência da animação de sucesso dos anos 80, chega aos cinemas em 2026 mesclada a uma releitura cinematográfica humanizada para os tempos de hoje. Eis "Mestres do Universo" a aguardada produção do herói fortão de tanguinha e botas que, diante do perigo, para salvar seu povo, ergue a espada do poder a um sonoro: "pelos poderes de Grayskull... eu tenho a força!". Vale destacar aos saudosistas que é uma boa priorizar a versão dublada do longa, uma vez que Garcia Júnior reinterpreta o príncipe Adam (Nicholas Galitzine, de "Continência ao Amor"), com bônus de ter a voz da dubladora Marisa Leal (Ariel na animação Disney, Baby em "Família Dinossauro") como Roboto.

Com direção de Travis Knight ("Bumblebee"), o filme de 2026 é um resgate de nova roupagem que absorve um pouco da história de "Superman". Quando criança, o pequeno príncipe Adam sobrevive a um ataque tenebroso de Esqueleto (voz de Luiz Carlos Persy como Esqueleto, Jared Leto, de "Esquadrão Suicida", "Morbius" e "Tron-Ares") a Eternos. Enviado para a Terra junto de sua espada os dois se desencontram. 

A produção não retrata como Adam se formou, se foi adotado ou cresceu num orfanato. Agora, um homem que ainda tenta encontrar a espada perdida e também sua cara-metade, tenta sobreviver no maçante trabalho para se manter vivo. Outra falha do longa, no caso visual, está no primeiro embate do herói em Etérnia com um vilão, numa ponte estreita em que com um gancho, o rival marca o chão. Contudo, em todo o confronto, tal feito simplesmente some da tela, deixando a ponte em perfeitas condições.

Perdido na Terra, vivendo como um reles mortal com lembranças curiosas da infância, após 10 anos, ele é reencontrado por Teela numa situação de puro enfrentamento. Toda a pancadaria remete muito a sequência de "Homem-Aranha De Volta para Casa" (2021) quando doutor Octopus encontra o cabeça de teia na ponte ou ainda o mais antigo "Deadpool" (2016) no confronto que acontece durante os créditos iniciais do filme. Em tempo, Adam tem Hussein (Christian Vunipola) como amigo na Terra, o que também remete a nova franquia de "Homem-Aranha" com Ned Leeds (Jacob Batalo).

Bebendo da fonte de "Superman", "Mestres do Universo" faz lembrar da cena das cartas na saga "Harry Potter", sendo que aqui o que voa pelo ambiente são os desenhos do menino que retratam lembranças de sua infância. Há também um pouco de "O Senhor dos Anéis" na Montanha da Perdição quando Adam joga um rival direto no fogo ardente.

Assim, Adam volta para Etérnia que está destruída tendo o Esqueleto no comando, estando sedento pelo poder absoluto, almejando ter em mãos a espada do poder. Sem ter conhecimento da força descomunal que tem, por carregar o descrédito do pai, o jovem Adam tenta se enturmar com as figuras que conheceu na infância e pareciam sem sentido para os humanos. Afinal, Adam prioriza a conversa antes de partir para o braço o que só alimenta a desconfiança dos outros.

Ao ser enjaulado com Teela, Adam reencontra Mentor, que acaba sendo a representação viva do que Esqueleto fez com Etérnia. Destruído, o pai de Teela encontra a força que precisava no regresso do herói, voltando a seus tempos áureos de auxiliar a família do rei de Etérnia. Em meios a diversos embates, Adam se redescobre e a magia do herói da música brasileira do "Trem da Alegria", acontece na telona de cinema. Sim! "Mestres do Universo" é o tipo de produção para se assistir na telona de cinema com estilo.

Para alguns que imaginavam ver nos cinemas a reprodução das animações dos anos 80, "Mestres do Universo" pode ser frustrante. Contudo, para amarrar todo o histórico do príncipe Adam, certas mudanças são aceitáveis. Vale lembrar que o herói dos músculos de aço já ganhou um longa-metragem em 1987 que fracassou, mesmo tendo Dolph Lundgren como protagonista. E ele marca presença na nova produção em um encontro do tipo o antigo e o atual Adam, numa academia quando o jovem pede um conselho de iniciante. 

Com três cenas pós-créditos, "Mestres do Universo" pode não ser um filmaço que preencha os requisitos de fãs de produções da Marvel, mas consegue ser um super filme de resgate saudosista com potencial para sequências de qualidade. Imperdível!


"Mestres do Universo" ("Masters Of The Universe"). Gênero: Ação, Aventura e Fantasia. Direção: Travis Knight. Roteiro: Chris Butler, Aaron Nee e Adam Nee. Duração: 2h 13 minutos. Classificação Indicativa: 14 anos. Distribuição: Sony Pictures. Elenco: Nicholas Galitzine como Príncipe Adam / He-Man, Camila Mendes como Teela, Idris Elba como Duncan / Man-At-Arms, Jared Leto como Esqueleto, Alison Brie como Maligna. Sinopse: O filme acompanha a jornada do Príncipe Adam para salvar Eternia e aceitar seu destino como He-Man

Trailer de "Mestres do Universo"



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