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segunda-feira, 15 de abril de 2019

.: A Catedral de Notre-Dame, por Mauricio Fronzaglia

Hoje, vendo o incêndio que continua e continua, parece que as chamas queimam e machucam a história, os sentimentos e todos que frequentaram, pela vida e pela literatura, a igreja de Notre-Dame de Paris

Por: Mauricio Fronzaglia*

Meu primeiro contato com a igreja Notre-Dame de Paris foi um exercício de imaginação. Foi uma construção através da leitura do livro de mesmo nome, de autoria de Victor Hugo, em uma edição em português publicada, se não me engano, pelo clube do livro. Li nos primeiros anos dos anos 1990; em um tempo em que as enciclopédias eram o Google, as imagens disponíveis eram raras.

As descrições feitas por Victor Hugo da cidade de Paris, da Ilê de la Cité e da catedral de Notre-Dame formaram a imagem que fiz da igreja e da cidade anos antes que tivesse a oportunidade de conhecê-las, nos últimos anos do século passado. Ter seguido, pela leitura, os passos, os sentimentos e as angústias de Quasímodo (o corcunda) foi uma das mais belas e intensas experiências de leitura que tive.

Quando entrei pela primeira vez em Notre-Dame, meus passos foram lentos, meus olhares curiosos e meus sentimentos de admiração. Foi um sentimento intenso de estar maravilhado e espantado por tantas coisas e sensações belas. Eu estava entrando em um templo religioso, histórico e literário. Era como se pudesse vivenciar as tramas contadas no livro e os próprios sentimentos do autor ao escrever.

Era como se eu pudesse vivenciar as experiências sagradas dos que estiveram ali. Aos domingos, antes da missa das 18h30, o antiguíssimo órgão de tubos da Catedral acompanha os fiéis nos cantos que precedem e ocorrem durante a cerimônia. E, terminada a missa que nos remete aos rituais da idade média, o órgão continua a ser tocado por alguns minutos acompanhando e dando memórias aos devotos e visitantes que deixam Notre-Dame.

Retornei à igreja muitas e muitas vezes nos meses que vivi em Paris e a visitei todas as outras tantas vezes em que estive na cidade. É um rito obrigatório que me faz reviver e refazer a minha história e as histórias do local.

Hoje, vendo o incêndio que continua e continua, parece que as chamas queimam a machucam a história, os sentimentos e todos que frequentaram, pela vida e pela literatura, a igreja de Notre-Dame de Paris.

*Maurício Fronzaglia é especialista em relações internacionais

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

.: Crítica: "Wish: O Poder dos Desejos" resgata essência encantadora da Disney

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em janeiro de 2024


Para celebrar os 100 anos da famosa Disney, a animação "Wish: O Poder dos Desejos" chega para resgatar a essência encantadora dos estúdios que impactaram -e continuam impactando- a infância de tantas e tantas pessoas ao redor do mundo. A produção dirigida por Chris Buck e Fawn Veerasunthorn, apresenta a história da jovem Asha (Luci Salutes, voz da Fada Azul de "Pinóquio", 2022), habitante do Reino Mágico de Rosas que mora com a mãe, Sakina (Letícia Soares, voz de Tyesha Hillman em "Ms. Marvel") e o avô, Sabino (Carlos Campanile, voz de Odin em "What If...?") que completa 100 anos justamente no dia escolhido pelo Rei Magnífico (Raphael Rossatto, voz de Peter Quill/Senhor das Estrelas, em "Guardiões da Galáxia") para, diante do povo, escolher e realizar um desejo que guarda num salão especial do castelo.

Contudo, a jovem de 17 anos que está prestes a se tornar assistente do rei descobre certa manobra feita por ele em relação aos desejos que mantém confinados por magia, o que, inclusive, tira a chance de tornar real o desejo de seu avô. Indignada, Asha desperta uma estrelinha mágica misteriosa que, meio atrapalhada, desfia completamente um macacão de dormir na cor vermelha, numa floresta que remete aos clássicos, "Cinderella", "Branca de Neve" e "A Bela Adormecida" e, por vezes, estampa árvores de galhos torcidos como "Tarzan" ou outros mais finos, pendurados, que lembram a vovó Willow, de "Pocahontas".

Extremamente forte, a estrela faz os animais da floresta falarem e terem ideias, assim como o bode Valentino (Marcelo Adnet, voz de Mauricinho em "O Grande Mauricinho"), parceiro de aventuras de Asha. Enquanto tenta enfrentar a decisão do ser superior, o rei, a jovem solta a voz em canções que complementam o desenrolar da trama que é recheada de referências a cenas e personagens das mais de 60 animações produzidas pela Disney. 

A forma de Ariel e Bela pegarem nos cabelos soltos, se repete com Asha, assim como o balançar dos fios das madeixas ao vento que remetem ao da Pocahontas. Até a aparência dos personagens pode ser apontada. Dois amigos de Asha, Simon e Dario, lembrar Christoff e Hans de "Frozen", inclusive o avô de Asha carrega uma semelhança grande com o Miguel de "Viva: A Vida é Uma Festa", mas na terceira idade. Há ainda uma amiga da mocinha que lembra a Abby de "Red: Crescer é Uma Fera", assim como a amiga Hal tem similaridade com a mãe de Ethan em "Mundo Estranho". Até quando Asha lembra dela com o pai numa árvore, ali está o perfil, ao longe, do senhor Incrível, de "Os Incríveis".

Muitos dos passos de dança de Asha, num número musical, são iguais ao de Esmeralda em "O Corcunda de Notre Dame""Wish: O Poder dos Desejos" garante também breves cenas, num dos musicais que em muito se parece com "À Vontade (Seja a Nossa Convidada)", de "A Bela e a Fera", além inserir rapidamente, em outro momento, uma rosa trancada num vidro. Até os vestidos na cor rosa de "A Bela Adormecida" e de "Cinderella", aparecem. Para não chamar a atenção do rei e seus homens, Asha até coloca uma capa azul igual a da fada madrinha de "Cinderella". Acredite há muito, muito mais a ser apontado ao longo de 1h32 de duração.

"Wish: O Poder dos Desejos" é poderoso, não por somente entregar um recapitula das produções criadas ao longo de 100 anos -aos adultos é divertido identificar cada cena, traços de personagens ou atitudes vistos anteriormente-, mas por deixar claro que desejar é uma liberdade de todos, uma vez que tudo está conectado! Até o próprio Peter Pan para uma pontinha diante da fonte do Reino Mágico de Rosas, com a localização que também remete a do reino de "A Nova Onda Imperador".

Como não sentir um arrepio ao ouvir o instrumental do tema da Disney, "When You Wish Upon a Star", da animação "Pinóquio" (1940) e "Cinderella" fazendo parte da trilha sonora da produção centenária? É pura emoção! Vale destacar que durante os créditos, personagens Disney são contornados pela magia da estrela, assim como há uma pequena cena pós-créditos com o avô de AshaA mensagem que celebra o centenário da Disney é emocionante e cativante. "Wish: O Poder dos Desejos" é uma linda animação imperdível, para ser revista!

Em parceria com o Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link. Compre seus ingressos no Cineflix Cinemas Santos aqui: vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm 


"Wish: o Poder dos Desejos" ("Wish"). Ingressos on-line neste linkGênero: animaçãoClassificação: livre. Duração: 1h32. Ano: 2024. Idioma original: inglês. Distribuidora: Walt Disney Studios. Direção: Chris Buck e Fawn Veerasunthorn. Roteiro: Jennifer Lee, Allison Moore e Chris Buck. Elenco brasileiro: Luci Salutes (Asha), Raphael Rossatto (Rei Magnifico), Marcelo Adnet (Valentino), Shallana Costa (Rainha Amaya), Carlos Campanile (Sabino), Letícia Soares (Sakina), Maíra Paris (Dahlia) e Vagner Fagundes (Simon)Sinopse: no reino mágico de Rosas, Asha faz um desejo tão poderoso que é atendido por uma força cósmica: uma pequena esfera de energia ilimitada chamada Star. Juntas, Asha e Star enfrentam um inimigo formidável: o governante de Rosas, Rei Magnifico. Elas fazem de tudo pra salvar a comunidade e provar que muitas coisas maravilhosas podem acontecer.

Trailer de "Wish: o Poder dos Desejos"

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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

.: Férias de janeiro: Sete espetáculos infantis no Teatro Folha

Entre clássicos, musical e aventuras, sete espetáculos infantis fazem parte da programação


Dia 4 de janeiro começa a 24ª edição do Festival de Férias do Teatro Folha, com sessões diárias de apresentações de espetáculos infantis, que acontecem todos os dias da semana até o dia 31 de janeiro. Sete espetáculos ficam em cartaz, garantindo a diversão durante o recesso escolar. Veja abaixo a programação completa do Festival:

PROGRAMAÇÃO

SÁBADOS E DOMINGOS, às 16h
CINDERELA
O clássico conto de fadas “Cinderela” foi revisitado pelo diretor Isser Korik, que se manteve fiel ao conto original, explorando a forma de narrar a história, com teatralidade, humor e criatividade. Em cena dois atores interpretam doze personagens. Em ritmo dinâmico, eles entram e saem do palco, ora como uma bela donzela, ora como um gato malvado, ora como frágeis ratinhos, ora como megeras, ora como príncipe, ora como fada, e assim por diante. A dinâmica desperta a curiosidade das crianças. É um espetáculo ágil, engraçado, poético e cheio de surpresas.

FICHA TÉCNICA
Elenco: Ian Soffredini e Michelle Zampieri
Figurinos e adereços: Inês Sacay
Produção: Isabel Gomez e Felipe Costa
Preparação corporal: Vanessa Guillén
Preparação vocal: Madalena Bernardes
Assistência de direção: Eduardo Leão
Cenário, iluminação e direção geral: Isser Korik
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: a partir de 3 anos

SÁBADOS E DOMINGOS, às 17h40
PEDRO E O LOBO
Adaptação premiada da fábula musical russa, “Pedro e o Lobo” mescla a manipulação de bonecos e técnicas de teatro negro, sob a direção de Fernando Anhê. Uma das qualidades da montagem é introduzir ao público infantil os sons de uma orquestra e apresentar seus principais instrumentos musicais. Baseado em um antigo conto russo –sobre o menino valente que tenta capturar um lobo para salvar os bichos, seus amigos, na floresta–, o compositor Sergei Prokofiev (1891-1953) designou uma personalidade sonora para cada personagem ao criar a obra, em 1936. O passarinho é representado pelo flautim; o gato, pelo clarinete; a pata, pelo oboé; o lobo, pelas trompas; os caçadores, pela percussão (marimba); o avô pelo fagote; e Pedro, pelas cordas. A base orquestral é pré-gravada, e o maestro Jamil Maluf narra, em off, a entrada de cada instrumento.

FICHA TÉCNICA
Dramaturgia: Sergei Prokofiev
Direção e adaptação: Fernando Anhê
Direção musical e narração pré-gravada: Jamil Maluf
Elenco: Daniela Sakumoto, Janette Santiago, Valter Felipe e Isa Gouvêa
Cenário, iluminação e figurinos: Fernando Anhê
Realização: Cia. Imago
Duração: 50 minutos
Classificação indicativa: a partir de 3 anos

SEGUNDA-FEIRA às 16h
100 + NEM MENOS
Com técnicas de teatro, dança e animação de objetos e bonecos, “100 + Nem Menos” apresenta esquetes que reinventam brincadeiras folclóricas e temas do cancioneiro popular. Bonecos cheios de vida entram em cena, inspirados no estilo de arte naïf –típica do desenho infantil, caracterizada por traços simples e pela expressão primária de si e do mundo–, abordando o primeiro contato das crianças com o universo dos números, da matemática e do desenho, onde o contar ou riscar aparece de forma lúdica em seu cotidiano. No palco linhas coloridas flutuam pelo ar e formam algarismos, juntos a figuras com traços simples e puros que aparecem e desaparecem inesperadamente. A trilha sonora contém músicas cantadas ao vivo e outras compostas especialmente para a encenação. Uma montagem da Cia Noz de Teatro, Dança e Animação.

FICHA TÉCNICA
Concepção e direção: Anie Welter
Música: Dr Morris e Dani Maia
Cenários e figurinos: Anie Welter
Iluminação: Marisa Bentivegna
Operador de luz e som: Rafael Petri
Criação: Anie Welter, Rafael Petri, Paulo Henrique Alves, Elvira Cardeal, Renata Andrade e Ernandes Araújo.
Elenco: Carla Mercado, Luciana Venâncio, Jota Rafaelli, Renata Andrade e Rafael Bolacha
Stand-in: Sheyla Coelho e Lais Trovarelli
Direção de produção: Rafael Petri
Duração: 42 minutos
Classificação indicativa: a partir de 1 ano

TERÇA-FEIRA às 16h
PINOCCHIO
O espetáculo “Pinocchio”, clássico do italiano Carlo Collodi, conta a história de um boneco feito com madeira mágica que ganha vida e jeito de menino. Como muitos outros garotos, Pinocchio prefere se divertir em vez de ir à escola. Ele não ouve os conselhos de seu pai e criador, o carpinteiro Gepetto, e desvia das aulas para se envolver em muitas aventuras. As peripécias de Pinocchio não impedem que Gepetto saia em busca de seu filho, e o amor que existe entre eles pode ser transformador. O espetáculo, dirigido e concebido por Pamela Duncan, e interpretado pela Cia. Urbana de Teatro, traz ao palco a saga do crescimento de Pinocchio, desde as mentiras contadas, que fazem seu nariz crescer, até os valores que o transformam em um menino de verdade.

FICHA TÉCNICA 
Direção e concepção: Pamela Duncan
Assistente de direção e produção: Luiz Fernando Albertoni
Dramaturgia: Rogerio Favoretto e Pamela Duncan
Atores: Luiz Fernando Albertoni, Jonathan Well, Paulo Arapuan, Anna Carolina Longano e Ricardo Aires
Ator-contrarregra: Bruno Casselli
Narração: Lui Strasburger
Sonoplastia: Aline Meyer
Iluminação: Juarez Adriano
Realização: A Peste, Cia Urbana de Teatro – Pamela Duncan
Patrocínio: Bauducco, Marrucci, Grupo LEF, Arcelor Mittal, Sil Cabos Elétricos
Apoio: Porto Seguro
Duração: 50 minutos
Classificação indicativa: a partir de 4 anos


QUARTA-FEIRA às 16h
O CORCUNDA QUAQUÁ
Quaquá é um sineiro que vive recluso no campanário de uma catedral. Alto e forte, porém solitário, fisicamente deformado e surdo por tocar os sinos da igreja, o rapaz conversa com amigos imaginários, escondido das pessoas que moram na cidade, por ordem de seu perverso padrasto Rollo. A aventura do estranho Quaquá começa na festa do Dia de Reis, quando ele aparece na praça, é coroado rei dos Bobos, e conhece a bela cigana Esmeralda. Cheio de humor, o espetáculo narra a grande aventura de Quaquá para salvar a preciosa cigana, com quem tem uma relação de afeto, das maldades de seu padrasto. Uma montagem vencedora do Prêmio Zé Renato, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, e do Femsa na categoria Melhor Ator Coadjuvante.

FICHA TÉCNICA
Texto e direção: Ricardo Ripa (livremente inspirado em “O Corcunda de Notre-Dame”, de Victor Hugo)
Joca Andreazza (Quaquá), Paulo Vasconcelos (Gárgula), ‘ (Rollo), Dani Nega (Esmeralda), Carmo Murano (Belém) e Vitor Bassi (Soldado Sol).
Cenário e figurino: Rosa Berger
Trilha sonora: Ricardo Severo
Iluminação: Will Damas
Coreografia: Eder Cardoso
Assistente de direção: Luciana Azevedo
Assistente de cenário e figurino: Eliana Liu
Adereços: Palhassada Ateliê
Estagiárias/cenografia: Laura Pappalardo e Gabriella Gonçales
Fotografia: Ricardo Ferreira
Direção de produção: Henrique Benjamin
Produção executiva: Hamilton Feltrin
Produção: Dinâmica Eventos
Realização: Dinâmica Eventos e Notábile Filmes
Duração: 50 minutos
Faixa etária: a partir de 4 anos


QUINTA-FEIRA às 16h
O GRANDE CIRCO CIENTÍFICO
Dois cientistas muito malucos e atrapalhados revelam os mais divertidos números do picadeiro como nunca visto antes em “O Grande Circo Científico”, espetáculo que mistura a magia, o encantamento e a nostalgia do circo de antigamente com elementos da ciência moderna. O show revela segredos por trás da magia circense, a partir de experimentos que explicam truques apresentados, como o corajoso homem que cospe fogo, ou a habilidosa bailarina que rodopia, ou o resistente faquir que deita o corpo sobre pregos. De forma divertida, a dupla de cientistas apresenta conceitos como a gravidade, o equilíbrio e reações químicas, sempre presentes no dia a dia das pessoas. Uma montagem da Mad Science, que tem parceria com a NASA.

FICHA TÉCNICA
Direção: Marcelo Klabin
Produção: Mad Science Brasil
Elenco: Tiago Prates e Gigi Bifulco
Cenografia: Edson Expedito
Duração: 60 minutos
Faixa etária: a partir dos 5 anos

SEXTA-FEIRA às 16h
OPERILDA NA ORQUESTRA AMAZÔNICA
​​Neste espetáculo musical, a divertida Operilda sobe ao palco para contar a história da música erudita brasileira, de um jeito alegre e cheio de vida, ao lado de seu livro mágico e de uma camerata de seis músicos. Uma montagem dinâmica, com canções ao vivo, interação com a plateia e repertório de composições formado por nomes históricos da música erudita brasileira, como Alberto Nepomuceno, Padre José Maurício, Carlos Gomes, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Xisto Bahia, Villa-Lobos, Camargo Guarnieri, Guerra-Peixe e Tom Jobim, e também músicas de origens folclóricas, africanas e indígenas brasileiras. O cenário traz referências da floresta Amazônica, com propostas lúdicas e práticas. A peça recebeu os prêmios APCA de 2013 de Melhor Musical Infantil e FEMSA na Categoria Especial, e obteve o 2º lugar dos Melhores do Ano do Guia da Folha de 2013.

FICHA TÉCNICA
Texto e pesquisa: Andréa Bassitt
Elenco: Andréa Bassitt, Elaine Giacomelli (piano), Willians Marques (percussão), Clara Bastos (contrabaixo), Paula Souza Lima (violino), Joca Araújo (clarinete e flauta) e Joyce Peixoto (trombone).
Direção Geral: Regina Galdino
Direção musical: Miguel Briamonte
Cenário e Adereços: Marco Lima
Fotos: João Caldas Filho
Iluminação: Newton Saiki
Programação Visual: Sato - Casa da Lapa
Realização: Oasis Empreendimentos Artísticos Ltda
Duração: 60 minutos
Classificação indicativa: a partir de 4 anos


SERVIÇO – FESTIVAL DE FÉRIAS
Teatro Folha
Estreia: 4 de janeiro
Temporada: 31 de janeiro
Apresentações: segunda a sexta, 16h; sábado e domingo, 16h e 17h40
Ingresso: R$ 30,00
*Valores referentes a ingressos inteiros. Meia-entrada disponível em todas as sessões e setores de acordo com a legislação.

TEATRO FOLHA
Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618 / Terraço / tel.: (11) 3823-2323 - Televendas: (11) / 3823 2423 / 3823 2737 / 3823 2323 Site: www.teatrofolha.com.br
Vendas por telefone e internet/ Capacidade: 305 lugares / Não aceita cheques / Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex / Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais / Clube Folha 50% de desconto / Horário de funcionamento da bilheteria: segunda, 14h; terça a quinta, das 14h às 21h; sexta, das 14h às 23h59; sábado, das 12h às 23h59; e domingo, das 12h às 19h / Acesso para cadeirantes / Ar-condicionado /  Estacionamento do Shopping: R$ 13,00 (primeiras duas horas)  / Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3104-4885 / Patrocínio: Folha de S.Paulo, CSN, Veloce, Brightstar, Nova Chevrolet e Grupo Pro Security.

SOBRE A CONTEÚDO TEATRAL
O grupo empresarial paulista Conteúdo Teatral atua há quase quinze anos em duas vertentes: gestão de salas de espaços e produção de espetáculos. Como gestora é responsável pela operação do Teatro Folha, no Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo, e do Teatro Amil, no Parque D. Pedro Shopping, em Campinas. Essa frente conta com direção artística de Isser Korik e direção comercial de Léo Steinbruch, programando espetáculos para temporada em regime de coprodução. No período de atuação da empresa, ao todo, as casas somam mais de 2 milhões de espectadores.

Como produtora de espetáculos, viabilizou dezenas de peças para os públicos adulto e infantil, como “Gata Borralheira”, “O Grande Inimigo”, “Os Saltimbancos”, “A Pequena Sereia”, “Grandes Pequeninos” e “Branca de Neve e os Sete Anões” e “Cinderela” para as crianças. Para os adultos foram realizadas, entre outras montagens, “A Minha Primeira Vez”, “Os Sete Gatinhos”, “O Estrangeiro”, “Senhoras e Senhores”, “O Dia que Raptaram o Papa”, “Te Amo, São Paulo”, a trilogia “Enquanto Isso...”, “Dez Encontros”, “Ivan Lins em Cena”, projetos de humor – como “Nunca Se Sábado...” –, e em parceria com a produtora carioca Moeller & Botelho os musicais “Um Violinista no Telhado”, “Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 minutos”, “Nine – Um Musical Felliniano” e “Beatles num Céu de “Diamantes”, além de mostras como o “IMPROVISORAMA” – Festival Nacional de Improvisação Teatral.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

.: Resenha de "A Bela e a Fera", produção Disney com Emma Watson

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em abril de 2017



O clássico conto de fadas de origem francesa, "A Bela e a Fera", ganhou nova roupagem dos estúdios Disney. No formato live action, a história respeita mais a original, escrita por Gabrielle-Suzanne Barbot. Portanto, antes de qualquer comentário sobre a nova produção, é preciso que, ao se acomodar na poltrona, da sala de cinema, deixe de lado a marcante animação de 1991. De fato, é um exercício complicado, uma vez que as músicas do antigo estão no novo com algumas alterações. Contudo, faça-o! É uma grande necessidade.

Assim, não há como esperar uma Bela meiga e  extremamente humilde. A Bela de Emma Watson tem uma pegada de Merida ("Valente", animação), a moça é mais destemida, beirando até a soberba. Com o vestido de camponesa levantado em um dos lados, perambulando pela vila transparece ser uma moça segura, embora torne a questionar o pai Maurice (Kevin Kline) se ele também a acha estranha -por perceber que não se adapta ao povo dali.

Certa de seus quereres, ela esnoba o Gaston (Luke Evans) e até tenta ensinar outra menina a ler. A audácia dela é um grave erro para as mentes pequenas daquela aldeia. Confusão boa! Assim, novas canções surgem para aumentar ainda mais a diferença entre a clássica animação e o longa estrelado por Emma Watson. "A Bela e a Fera" de 2017 é muito mais contextualizada e elimina muitos questionamentos que a animação deixa pendente.

Enriquecendo a produção, há outros grandes personagens nessa trama, como por exemplo, Lefou (Josh Gad). O capacho de Gaston está mais requintado e apaixonante. Confessa que é analfabeto e está ainda mais sensível do nunca, roubando a atenção em cada cena. Sim! Gad deu muita força ao personagem. Como não amar a mudança de lado dele durante a invasão de Gaston ao castelo da Fera?

Já a Fera de Dan Stevens é extremamente humana, o que justifica todo o sofrimento que passou anos a fio, após ter agido com total ganância egocêntrica e, em troca, ser amaldiçoado. Entretanto, na sequência da Fera ao ganhar a forma humana, mais uma vez, o beijo entre os protagonistas não transmite todo o encanto que contagia na animação. Uma pena! Embora a cena seja bonita.




Como se sabe, os criados também sofrem com o feitiço, e mesmo em forma de objetos, é de muita valia a atuação de grandes nomes como Ewan McGregor, como Lumiere, Ian McKellen, na pele do relógio de bolso crescido, Horloge, Emma Thompson, dando vida à Madame Samovar e até Stanley Tucci, interpretando o piano do castelo. É indescritível a alegria dos fãs na cena da transformação de todos!

A verdade que é fácil torcer o nariz para "A Bela e a Fera"! Como mexer em um sucesso que faz parte da memória afetiva de grande parte das pessoas e escapar impune? Entretanto, é preciso soltar qualquer amarra, além de abrir bem os olhos e a mente para esse novo filme que também tem o seu valor. 

De fato, "A Bela e a Fera" somente agrega, ainda mais usufruindo de forma tão primorosa dos efeitos especiais e da tecnologia 3D moderna. Sim! Não há qualquer dúvida de que essa produção exige óculos tridimensionais para tornar a vivência emocionante. Assim, o público é levado a conhecer um castelo adormecido e seus seres mágicos, participando de cada cena com total imersão.

Silêncio na sala? Completamente. Somente nas músicas é que um fã e outro tentam acompanhar as canções que tiveram algumas palavras trocadas ou, no máximo, trechos inteiros. Não há como negar, "A Bela e a Fera" é um show cinematográfico para ser visto e revisto nos cinemas!




Curiosidades:

* Emma Watson seria a Bela em "Beauty", filme da Warner, mas abandonou o projeto para viver a personagem da Disney;

* Ryan Gosling recusou o papel de Fera para fazer "La La Land: Cantando Estações" (2016), Emma Watson desistiu de viver Mia no mesmo filme para ser a Bela do live-action da Disney;

Nas primeiras conversas entre o diretor Bill Condon e os representantes da Disney sobre a nova adaptação de "A Bela e a Fera" (1991), a companhia não tinha certeza se o live-action seria um musical. Condon, por sua vez, achou que seria uma loucura investir na produção sem aproveitar as músicas do filme original;

* Alan Menken, responsável pela trilha sonora de "A Bela e a Fera" (1991), também trabalha como compositor do live-action, que, por sua vez, conta com novas músicas, escritas por Menken e Tim Rice;

Para Ewan McGregor, a parte mais difícil em interpretar Lumiere era acertar no sotaque francês do personagem;

A escolha de Emma Watson para interpretar Bela agradou Paige O'Hara, dubladora de Bela em A Bela e a Fera (1991), e Susan Egan, que foi Bela na Broadway;

Ian McKellen desistiu de dublar Horloge na animação "A Bela e a Fera" (1991);

Segundo a Disney, o primeiro teaser trailer do live-action teve 91.8 milhões visualizações nas primeiras 24;

* Bill Condon fez com que os atores cantassem "Hakuna Matata" de "O Rei Leão" (1994) nas audições para testar suas vozes cantando. Foi assim que ele escolheu o elenco final para o filme;

Emma Watson e o roteirista Stephen Chbosky se aproximaram durante a produção de "As Vantagens de Ser Invisível" (2012);

*É o primeiro trabalho de Emma Watson para a Disney.

Josh Gad, Kevin Kline e Emma Thompson já dublaram alguns personagens para Disney: Josh foi Olaf em "Frozen: Uma Aventura Congelante" (2013); Kevin foi Phoebus em "O Corcunda de Notre Dame" (1996); e Emma foi Capitã Amelia em "Planeta do Tesouro" (2002) e Rainha Elinor em "Valente" (2012);


* Parte do filme foi filmado em Berkhamsted Golf Club, onde também foram feitas as filmagens de alguns filmes da franquia "Harry Potter";

No Indiana Comic Con 2015, Paige O'Hara, que dubla a Bela na animação, disse que ofereceu ajuda à Emma Watson com seu personagem;

Durante a cena em que os protagonistas dançam no salão, Emma Watson teve dificuldade em não olhar para os próprios pés. Dan Stevens estava usando sapatos de aço especiais e a atriz ficou com medo de que ele pisasse nela;

Neste, Bela também é inventora. Emma Watson queria que a personagem tivesse um pano de fundo que explicasse o porquê de ela ser tratada de forma diferente dos outros moradores da vila;

Emma Watson e Emma Thompson trabalharam anteriormente na franquia "Harry Potter". Luke Evans e Ian McKellen também já se viram na produção de "O Hobbit: A Desolação de Smaug" (2013) e "O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos" (2014). Kevin Kline e Audra McDonald participaram em "Ricky" (2008) e "The Flash: De Volta Para Casa" (2015). Dan Stevens e Hattie Morahan estiveram juntos em "Razão e Sensibilidade" (2008) e "A Arte da Paixão" (2013);

* A Bela vivida por Emma Watson trocou as sapatilhas por botas e deixou o avental de lado. Ideias da própria Emma. A atriz também se recusou a usar espartilho como parte do figurino da sua personagem;

* A música do Gastão tem uma nova letra, escrita pelo falecido Howard Ashman. A canção ficou mais longa e mais madura do que a exibida na animação;

Antes de optarem por imagens computadorizadas, o rosto da fera seria feito com maquiagem e por meio de uma prótese;

Jean Dujardin foi considerado para o papel de Lumiere. Lily Collins, Amanda Seyfried, Kristen Stewart e Emma Roberts foram cogitadas para o papel de Bela. Outros nomes que também iriam integrar o elenco foram Robert Pattinson, Danny DeVito, Simon Pegg, Josh Brolin e Laura Linney;

É o quinto live-action musical da Disney. Os outros foram "Mary Poppins" (1964), "Encantada" (2007), "Caminhos da Floresta" (2014) e "Cinderela" (2015);

Emma Watson também foi considerada para protagonizar o filme "Cinderela" (2015);

* Ewan McGregor e Ian McKellen participaram de grandes franquias: Star Wars e "O Senhor dos Anéis";

Josh Gad, que interpreta Le Fou, já trabalhou com Jesse Corti - a voz original de Le Fou - em "Frozen: Uma Aventura Congelante" (2013);

* Luke Evans teve que usar dentes falsos durante as filmagens;

* É o segundo filme musical que Ewan McGregor faz e que se passa na França. O primeiro foi "Moulin Rouge - Amor em Vermelho" (2001);
Polêmica

* Um teatro no theater no Alabama se recusou a exibir o filme depois que foi revelado que Le Fou seria retratado como gay no filme;

* Emma Watson revelou que, para filmar a cena que Bela é golpeada com uma bola de neve, foram feitas numerosas tentativas;

* É o segundo live action do filme de A Bela e a Fera (1991) a ser lançado em três anos. O primeiro foi o francês "Belle et la Bête". Confira a resenha aqui: http://www.resenhando.com/2014/09/resenha-de-bela-e-fera.html;

* Emma Watson revelou aos fãs que interpretaria o papel de Bela antes mesmo de iniciar as filmagens. A atriz ainda acrescentou que é fã de "A Bela e a Fera" (1991) desde os seis anos de idade;

O vestido que Bela usa no baile foi trabalhoso e conta com 2.160 cristais.

* Emma Thompson, Luke Evans e Emma Watson fazem aniversário em 15 de abril.

Bill Condon foi escolhido para dirigir "A Bela e a Fera" (2017) por causa do seu trabalho em "Dreamgirls: Em Busca de um Sonho" (2006);

* O filme se passa na França, país natal de Emma Watson;

As filmagens foram finalizadas em 27 de agosto de 2015;


Filme: A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, EUA)
Elenco: 
Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans, Ewan McGregor, Ian McKellen, Emma Thompson, Kevin Kline, Josh Gad, Audra McDonald, Gugu Mbatha-Raw, Stanley Tucci
Gênero: Fantasia, Romance, Musical
Duração: 
2h 09min.
Direção: Bill Condon
Roteiro: 
Estreia: 16/03/2017
Distribuidor: Disney, Buena Vista
Classificação: 14 anos



*Editora do site cultural www.resenhando.com. É jornalista, professora e roteirista. Twitter: @maryellenfsm


Sobre o Cinesystem Cinemas: Divertir, ensinar, documentar e entreter - este é o papel do cinema: uma das formas de expressão cultural das mais intensas e que desperta no público todo tipo de emoção. O cinema traz, através da sua história, uma grande responsabilidade, como propor a reflexão para pessoas ao redor de todo o mundo. A Rede Cinesystem Cinemas vai além e cria "um jeito novo de curtir cinema"!

O mercado cinematográfico brasileiro investe, ano a ano, para atender com excelência a uma demanda crescente de público, concentrando a exibição dos filmes em multiplex. É nesta ascendente que a empresa paranaense Cinesystem vem se posicionando, inovando e fazendo de seus cinemas um grande espetáculo, com máxima qualidade de som, imagem, conforto e segurança.

Quinta maior do Brasil em público e renda (segundo ranking Rentrak - dezembro de 2010), a Rede Cinesystem Cinemas foi eleita "Destaque Exibidor 2010" na 3ª edição do Prêmio ED - Exibidores e Distribuidores, uma iniciativa do Sindicato das Empresas Exibidoras Cinematográficas do Estado de São Paulo - Seecesp.

A Rede é, hoje, uma das principais exibidoras do País graças a um agressivo plano de expansão iniciado em 2003 que a colocou, ao fechar o ano de 2010, na quinta posição do ranking nacional. Foram 6 milhões de ingressos vendidos em seis estados brasileiros, do Maranhão ao Rio Grande do Sul passando pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

Além disso, a Cinesystem investe pesado em tecnologia, sendo a primeira e única empresa a operar complexos 100% digitais no Brasil, nas cidades do Rio de Janeiro e Paranaguá - PR.


CINESYSTEM PRAIA GRANDE, SÃO PAULO: Litoral Plaza Shopping - Av. Ayrton Senna da Silva, 1511 - Sítio do Campo, Praia Grande - SP, 11726-000

Trailer do filme "A Bela e a Fera"


*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura, licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos e formada em Pedagogia pela Universidade Cruzeiro do Sul. Twitter: @maryellenfsm

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

.: Quatro filmes para ajudá-lo a tirar os projetos do papel

Ter grandes anseios para a carreira profissional e não se empenhar em realizá-los é entregar-se preguiçosamente ao destino


Um dos maiores escritores românticos da França no século XIX, autor de "Os Miseráveis" e "Corcunda de Notre Dame", entre outras obras célebres, Victor Hugo (1802-1885) afirmava que “não há nada como o sonho para criar o futuro”. “Utopia hoje”, escreveu Victor Hugo. “Carne e osso amanhã.” O pensamento do escritor francês não poderia ser mais atual: de fato, o primeiro passo para se realizar um projeto é pensá-lo, planejá-lo, colocá-lo no papel. Em outras palavras, é preciso sonhar. Mas apenas bolar planos mirabolantes para o futuro – ou ter grandes anseios para a carreira profissional, por exemplo – e não buscar formas de realizá-los é entregar-se preguiçosamente ao destino. No fim das contas, o melhor sonho é aquele que se torna realidade.

No Mês do Empreendedor, o Centro Brasileiro de Cursos (Cebrac) montou uma pequena lista de filmes que podem inspirar quem estiver disposto a tirar os projetos do papel – as dicas fazem parte do e-book “No Rumo Certo!”. Se você tem sonhos, lute contra a preguiça e seja ambicioso no sentido de torná-los realidade. Como disse certa vez o escritor, médico e empresário norte-americano Orison Swett Marden (1850 - 1924), “todos os homens que realizaram grandes coisas eram grandes sonhadores”.

Uma Mente Brilhante (2001)

John Nash é um gênio da matemática que, aos 21 anos, formulou um teorema que provou sua genialidade e o tornou aclamado no meio onde atuava. Mas aos poucos o belo e arrogante Nash se transforma em um sofrido e atormentado homem, que chega até mesmo a ser diagnosticado como esquizofrênico pelos médicos que o tratam. Porém, após anos de luta para se recuperar, ele consegue retornar à sociedade e acaba sendo premiado com o Nobel.

Walt Antes do Mickey (2014)

Ainda criança, Walt Disney tinha por hábito desenhar os animais da fazenda onde morava. Ao crescer, ele decidiu tentar a sorte como animador na cidade grande. Decidido a ter uma empresa própria, que lhe permitisse trabalhar no que gostasse, ele enfrenta diversos obstáculos até ter a grande ideia de sua vida: um pequeno rato chamado Mickey Mouse.

O menino que descobriu o vento (2019)

Baseado em uma história real, William Kamkwamba é um menino que mora em um vilarejo que foi assolado pela seca. Apesar da miséria, ele não desistiu e construiu uma turbina que mudou a vida dele e de todo o povoado.

A teoria de tudo (2015)

O filme mostra como o outro lado de Stephen Hawking, que fez descobertas importantes sobre o tempo. Mesmo com complicado diagnóstico de uma doença motora degenerativa, o consagrado astrofísico continuou em busca do sentido da vida.

sexta-feira, 22 de março de 2019

.: Lançamento: Livro "Isto Não É Um Assassino" homenageia René Magritte

“Doutor, todas as noites eu tenho o mesmo sonho, mas no final, eu não consigo vê-lo”. Em uma homenagem ao pintor belga René Magritte (1898-1967), neste livro nem tudo é o que parece ser.

Uma noite, um assassinato: na busca pelo desconhecido, ache em sua mente um significado para as imagens. Isto Não É Um Assassino, publicado pela SESI-SP Editora, é baseado em fatos surreais e tem roteiro de Hugo Aguiar e arte de Gustavo Machado.

Nesta obra, o leitor é seduzido pelas fortes imagens, com traços marcantes e pela intrigante trama que envolve os personagens. Quem é o verdadeiro autor do crime? Ao final, o uso da tecnologia QR Code ajuda o leitor a desenhar o rosto do assassino.

Sobre os autores
Hugo Aguiar
Desistente de cinco faculdades, formou-se em Design Gráfico. Trabalha com Design Editorial desde 2013. Em 2016, publicou a web quadrinho Isto Não é Um Assassino, em parceria com o ilustrador Gustavo Machado, homenageando o pintor belga René Magritte, que foi indicada ao 29º Troféu HQMIX, em 2017, na categoria Melhor Web Quadrinhos, posteriormente, selecionada pelo Challenge Digital 2018 para exposição no 45º Festival International de la Bande Dessinée d'Angoulême e, agora, publicada no formato impresso pela SESI-SP Editora.

Gustavo Machado
Começou como desenhista profissional em 1977, na revista em quadrinhos do Sítio do Pica-Pau Amarelo. Mudou-se para São Paulo e, de 1983 a 1988, trabalhou fazendo desenhos animados para vários estúdios da capital paulista. Criou os modelos das figuras da Xuxa e Gugu Liberato para uso em histórias em quadrinhos. De 1988 a 1997, desenhou vários personagens, como: Zé Carioca, Os Trapalhões, Sergio Mallandro, Corcunda de Notre Dame, Hércules, Mulan e Tarzan. Recebeu dois prêmios Abril de Jornalismo, dois prêmios Angelo Agostini e dois troféus Dona Beja de Quadrinhos. Em 2015, no 31º Troféu Angelo Agostini, foi homenageado como “Mestre do Quadrinho Nacional”. Em 2016, em parceria com Hugo Aguiar, desenhou a HQ Isso Não é Um Assassino, uma homenagem aos 50 anos de morte do pintor René Magritte.

Sobre René Magritte
René François Ghislain Magritte foi um dos principais artistas surrealistas do século XX. Nascido em 21 de novembro de 1898, na cidade de Lessines, na Bélgica, tornou-se um dos expoentes do surrealismo belga, ao lado de Paul Delvaux. René Magritte faleceu em 15 de agosto de 1967, em decorrência do câncer. Seu trabalho foi influência primária para muitos artistas pop, como Andy Warhol, e continua sendo reverenciado no mundo todo.

Ficha Técnica
Título: "Isto Não É Um Assassino"
Roteiro: Hugo Aguiar
Arte: Gustavo Machado
Editora: SESI-SP
Páginas: 56
Preço: R$ 34

Lançamento
Dia: 27 de março, quarta-feira
Horário: 19h30
Local: Tapera Taperá (Galeria Metrópole - Av. São Luís, 187, 2º andar, loja 29 - República, São Paulo)
Evento: Bate-papo com o roteirista Hugo Aguiar, o desenhista Gustavo Machado e Vivian Villanova, do Canal Vivieuvi. Mediação de André Cáceres, repórter de O Estado de S. Paulo


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