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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

.: Em SP, exposição "Pinóquio" ganha vida no Farol Santander e encanta gerações


Mostra inédita integra a programação de férias do Farol para toda a família e revisita o clássico de Carlo Collodi, com mais de 300 itens. Foto: Rodrigo Reis


“As Aventuras de Pinóquio” estão no Farol Santander São Paulo, com mais de 300 itens distribuídos entre esculturas, livros, bonecos, filmes, ilustrações, gravuras, autômatos, instalações sonoras e uma coleção de 31 Pinóquios de diferentes épocas e nacionalidades, produzidos em madeira. Dividida em dois andares, a mostra ocupa 400m² e revisita o clássico de Carlo Collodi (1826–1890) por meio de perspectivas históricas, literárias, cinematográficas e visuais. Apresentada pelo Ministério da Cultura, com patrocínio do Santander Brasil e produzida pela AYO Cultural, a atração tem curadoria de Rodrigo Gontijo e será exibida até 22 de março próximo. 

A mostra explora a simbologia universal do boneco de madeira criado por Collodi e publicado originalmente em fascículos entre 1881 e 1883. Considerada uma das obras mais influentes da literatura infantojuvenil e da cultura italiana, "As Aventuras de Pinóquio" tornou-se um fenômeno mundial, atravessando gerações, linguagens e interpretações – da literatura ao cinema, da marionete ao robô. A experiência integra o circuito de visitação do Farol Santander São Paulo, que reúne exposições, arquitetura, história, gastronomia e vista panorâmica da cidade.

“Nosso compromisso com a cultura se expressa na escolha de projetos que ampliam o acesso, estimulam a imaginação e fortalecem a relação das pessoas com a arte e com a memória que nos acompanha ao longo da vida. Esta exposição revisita um clássico que permanece atual, capaz de despertar questionamentos e novas interpretações a cada encontro”; comenta Bibiana Berg, Head Sênior de Experiências, Cultura e Impacto Social do Santander Brasil e Presidente do Santander Cultural.

Carlo Collodi escreveu a história de Pinóquio originalmente em fascículos para o jornal “Giornale per i bambini” (1881–1883), batizando o boneco de madeira com um nome que, no dialeto toscano, significa “pinhão”. Em 1883, no mesmo ano em que concluiu a série, publicou a obra em formato de livro. Collodi desenvolveu uma narrativa onde a jornada de Pinóquio pode ser vista como uma metáfora para a formação da identidade nacional italiana na época. O boneco de pau representa a falta de uma essência definida, e sua transformação simboliza o processo de formação do futuro cidadão. A ambientação, com personagens como o pobre Gepeto e a ameaça constante da fome, reflete a dura realidade social atravessada pelos italianos naquele momento.

“Depois do sucesso da exposição 'As Aventuras de Alice' (2022), também no Farol Santander São Paulo, apresentamos agora 'As Aventuras de Pinóquio', que convida o público a interpretar e reinterpretar a obra de Carlo Collodi. Essa mostra propõe aos visitantes história, entretenimento, aprendizagem e encantamento, pois são diversas as formas de se ler a complexidade dessa criação”; explica Rodrigo Gontijo, curador da exposição.


Pinóquio como símbolo histórico e cultural (andar 20)
No andar 20 são apresentados núcleos temáticos inspirados nos capítulos do livro original. Portanto, o visitante encontra um panorama histórico-literário com informações sobre Collodi e edições raras do livro. Em seguida, na “Oficina de Criação”, surgem as ilustrações das primeiras edições do clássico, feitas pelos italianos Enrico Mazzanti e Carlo Chiostri. Na sequência, o público encontra também uma série de marionetes em madeira, criadas pelo artista brasileiro e especialista em Pinóquio, Gil Toledo. Há ainda uma biblioteca que celebra as traduções brasileiras da obra e apresenta uma instalação de Adriana Peliano inspirada nos “irmãos” de Pinóquio, criados por Monteiro Lobato, em passagem do livro “Reinações de Narizinho” (1931).

Ao final do percurso neste piso, o visitante encontra a “Sala dos Autômatos”, com modelos feitos em madeira e repletos de movimentos, criados pelos brasileiros Eduardo Salzane e Maurizio Zelada. O ambiente é acompanhado da instalação sonora Constelação, criada pelo duo O Grivo, que explora ritmos, ruídos e estruturas mecânicas, lembrando uma espécie de cidade futurista precária, segundo a dupla.

Pinóquio como clássico: múltiplas interpretações (andar 19)
A galeria do andar 19 parte de uma premissa fundamental: Pinóquio é um clássico. Como definiu Ítalo Calvino, “um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer”. A exposição destaca essa permanência por meio de reflexões do próprio Ítalo Calvino e demais autores como Giorgio Manganelli, Umberto Eco, Giorgio Agamben e Alberto Manguel, que se dedicaram a analisar Pinóquio sobre diferentes óticas, ampliando as leituras possíveis sobre a jornada do personagem.

Em vídeos, a presença da primeira adaptação cinematográfica de Pinóquio, dirigida pelo cineasta italiano Giulio Antamoro em 1911, aparece ao lado das detalhadas ilustrações do também italiano Roberto Innocenti. O visitante observa ainda a diversidade cinematográfica de Pinóquios criados em diferentes países, até a versão recente de Guillermo del Toro (2022), na última montagem para a grande tela.

O espaço apresenta também esculturas em madeira do artista cearense Zé Bezerra – sete peças criadas a partir de troncos que evocam criaturas prestes a ganhar vida, gerando assim uma correlação direta com a história de Pinóquio. No núcleo do País dos Brinquedos, surgem cinco ilustrações do paulistano Alex Cerveny, para uma versão do livro lançada em 2012 pela editora Cosac Naify, além de gravuras do artista norte-americano Jim Dine.

Em referência a um dos momentos cruciais da história, a passagem pelo tubarão-baleia é representada pelas intensas ilustrações do renomado artista italiano Lorenzo Mattotti, que ilustrou em 2019 uma nova versão do livro de Ítalo Collodi. Nesta sala, haverá também uma instalação composta por madeira, objetos e projeção, reunindo um compilado de cenas de filmes de diferentes épocas e nacionalidades que retratam o momento em que Pinóquio é engolido pelo monstro marinho.

A última sala, num clima futurista-retrô, revela um espaço imersivo com projeções de códigos computacionais nas paredes. A instalação tecnológica tem pedaços do boneco se transformando em menino e uma composição com múltiplos monitores de TV que exibem cenas do filme “I.A. - Inteligência Artificial” (2001) de Steven Spielberg e trechos do capítulo final do livro de Collodi, gerando assim um diálogo e uma provocação entre as obras.

Ativação no Café do andar 26
De 19 de dezembro a 22 de fevereiro uma dupla de atores interpretando os personagens Pinóquio e Fada Azul estará sempre aos sábados e domingos no Café do Mirante, andar 26 do Farol Santander, para interagir e tirar fotos com os visitantes. A iniciativa propõe gerar ainda mais registros para a memória dos visitantes que passarem pelo Farol Santander São Paulo durante as férias.


Serviço
Exposição "As Aventuras de Pinóquio"
Até 22 de março de 2026
Local: Farol Santander São Paulo - Galerias do 20 e do 19
Endereço: Rua João Brícola, 24 - Centro / São Paulo
Funcionamento: Terça a domingo, das 9h00 às 20h00
Ingressos: R$ 45,00 (inteira) / R$ 22,50 (meia) - disponíveis pelo site farolsantandersaopaulo.com.br e na bilheteria local.


terça-feira, 30 de dezembro de 2025

.: "Pinóquio - O Musical" na programação do 42º Festival de Férias do Teatro Uol


De 5 de janeiro a 1º de fevereiro, o Teatro Uol, em São Paulo, recebe sete clássicos infantis que atravessam gerações e seguem vivos no repertório afetivo de muita gente. Dentro da programação do 42º Festival de Férias do Teatro Uol, às terças-feiras, às 16h00, será apresentado "Pinóquio - O Musical". No espetáculo, em uma casinha iluminada dentro de um antigo vilarejo, vivia Gepeto, um talhador de madeira de grande talento e coração ainda maior. 

Entre cucos, caixinhas de música e brinquedos coloridos, havia um que era especialmente querido: Pinóquio, uma simpática marionete de madeira. Para felicidade de Gepeto, em uma noite muito especial surgiu no céu a brilhante Estrela dos Desejos, capaz de ouvir e realizar o sonho do coração das pessoas e o velho talhador tinha apenas um pedido: que seu querido Pinóquio pudesse se tornar um menino de verdade. Elenco:  Miguel Ryan, Lucas Godoy, Beto Macedo e Ariadne Okuyama. Texto: Ella Dalcin. Direção: Rodrigo Gomes.  Realização: Dos Clássicos Produções. De 6 a 27 de janeiro, terças-feiras, às 1600. Duração: 60 minutos. Classificação: livre - indicação: a partir de 2 anos.


Sobre o Festival de Férias do Teatro Uol
Graças a uma curadoria rigorosa e consistente desde a primeira edição, o Festival de Férias do Teatro Uol, que em 2026 completa 25 anos de atividade, consolidou-se como o mais longevo de São Paulo. Localizado no Shopping Pátio Higienópolis, o Teatro Uol oferece uma experiência completa, reunindo conforto, segurança e fácil acesso, criando um cenário ideal para um programa de férias completo: entrar na sala, desligar o celular, se encantar com as histórias e sair com a cabeça cheia de arte e imaginação.


Serviço
Festival de Férias do Teatro Uol
De 5 de janeiro a 1º de fevereiro
Ingressos: R$ 100,00 (inteira) | R$ 50,00 (meia-entrada)
Televendas: (11) / 3823-2423 / 3823-2737 / 3823-2323
Vendas on-linewww.teatrouol.com.br
Horário de funcionamento da bilheteria em janeiro: segundas e terças, das 14h00 às 16h00, quartas, quintas e sextas das 14h00 às 20h00, sábados, das 13h00 às 22h00, e domingos, das 13h00 às 20h00. Não aceita cheques. Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex.  Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais. Clube Uol e Clube Folha têm 50% desconto.


Teatro Uol
Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618, Terraço. Tel.: (11) 3823-2323 
Acesso para cadeirantes- Ar-condicionado- Estacionamento do Shopping: consultar valor pelo tel: 4040-2004- Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3661-5896, (11) 99605-3094 – Patrocínio do Teatro UOL: UOL, Folha de S. Paulo, Germed e Interfood.


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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

.: Festival de Férias do Teatro Uol reúne clássicos infantis em programação


Cena de "Alice no País das Maravilhas", que integra a programação do Festival de Férias do Teatro Uol. Foto: Ronaldo Gutierrez

Da redação do portal Resenhando.com

Os contos clássicos que atravessam gerações ganham novas leituras no 42º Festival de Férias do Teatro UOL, que acontece de 5 de janeiro a 1º de fevereiro, no Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo. Ao longo do período, o teatro recebe uma programação dedicada ao público infantil e familiar, com sete espetáculos diferentes distribuídos ao longo da semana, sempre em sessões vespertinas.

A proposta do festival é apresentar histórias amplamente conhecidas da literatura e do imaginário popular em montagens teatrais que combinam música ao vivo, recursos cênicos, tecnologia, humor e narrativa acessível para diferentes faixas etárias. A cada dia, um título distinto ocupa o palco, permitindo que o público acompanhe mais de um espetáculo ao longo das férias escolares.

A programação começa com "Aladdin", apresentado às segundas-feiras. O musical acompanha a trajetória do jovem órfão que sobrevive nas ruas até encontrar a lâmpada mágica e o Gênio capaz de realizar desejos. Totalmente cantado ao vivo, o espetáculo utiliza bonecos e efeitos especiais como parte da encenação.

Às terças-feiras, é a vez de "Pinóquio - O Musical", que revisita a história do boneco de madeira criado por Gepeto e o desejo de vê-lo transformado em um menino de verdade. A montagem se passa em um vilarejo antigo e mantém como eixo narrativo o encontro entre sonho, afeto e transformação.

As quartas-feiras ficam reservadas para "Peter Pan - O Musical", que apresenta Wendy Darling e sua dúvida diante do crescimento, interrompida pela visita de Peter Pan e o convite para conhecer a Terra do Nunca, espaço onde a infância permanece e a imaginação conduz as aventuras.

"O Pequeno Príncipe", inspirado na obra de Antoine de Saint-Exupéry, será atração às quintas-feiras. A encenação acompanha o encontro entre um piloto perdido no deserto do Saara e o menino vindo de um pequeno asteroide, que compartilha histórias sobre personagens singulares e aprendizados sobre amizade e responsabilidade.

"A Bela e a Fera" será apresentada às sextas-feiras e traz a narrativa de Bela, que troca sua liberdade pela do pai e passa a conviver no castelo da Fera. A história acompanha o desenvolvimento da relação entre os dois personagens e a convivência com os criados encantados. 

Nos fins de semana, o festival amplia a programação com dois espetáculos. "Alice no País das Maravilhas", aos sábados e domingos às 14h30, aposta no uso de projeções em 3D, com óculos de lentes azul e vermelha, além de músicas originais, para contar a jornada da jovem Alice por um universo onde a lógica é constantemente desafiada. Já "Cinderela", apresentado às 16h00, propõe uma versão enxuta e dinâmica do conto, com apenas dois atores interpretando todos os personagens, em uma encenação marcada por trocas rápidas, humor e jogo cênico.

Com curadoria contínua desde a primeira edição, o Festival de Férias do Teatro Uol se consolidou como um dos mais longevos de São Paulo, chegando a quase 25 anos de atividade em 2026. Realizado em um espaço localizado dentro de um shopping center, o evento reúne características que favorecem a circulação de famílias, escolas e grupos durante o período de recesso escolar.

Serviço
42º Festival de Férias do Teatro Uol
De 5 de janeiro a 1º de fevereiro

Programação
"Aladdin" – segundas-feiras, às 16h
"Pinóquio - O Musical" - Terças-feiras, às 16h00
"Peter Pan - O Musical" - Quartas-feiras, às 16h00
"O Pequeno Príncipe" - Quintas-feiras, às 16h00
"A Bela e a Fera" - Sextas-feiras, às 16h00
"Alice no País das Maravilhas" (com efeitos 3D) - Sábados e domingos, às 14h30
"Cinderela" - Sábados e domingos, às 16h00

Teatro Uol - Shopping Pátio Higienópolis
Av. Higienópolis, 618, Terraço - São Paulo
Tel.: (11) 3823-2323

Ingressos
R$ 100,00 (inteira) | R$ 50,00 (meia)

Televendas
(11) 3823-2423 | 3823-2737 | 3823-2323

Vendas on-line
www.teatrouol.com.br

Bilheteria
Segundas e terças: das 14h00 às 16h00
Quartas, quintas e sextas: das 14h00 às 20h00
Sábados: das 13h00 às 22h00
Domingos: das 13h00 às 20h00
Aceita cartões Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex. Não aceita cheques.
Descontos legais para estudantes e pessoas com 60 anos ou mais.
Clube Uol e Clube Folha: 50% de desconto.

Acesso para cadeirantes. Ar-condicionado.
Estacionamento do shopping: consultar valores pelo telefone 4040-2004.
Venda para grupos e escolas: (11) 3661-5896 | (11) 99605-3094.
Patrocínio: Uol, Folha de S.Paulo, Germed e Interfood.

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sábado, 2 de agosto de 2025

.: Pinóquio é trans? Edição da Maralto mostra o que você não viu na Disney


Por Helder Moraes Miranda, especial para o portal Resenhando.com.

Em italiano toscano, a palavra "pinocchio" significa “pinhão”. De acordo com o estudioso Gérard Génot, há algo nessa simbologia: o pinhão é a carne escondida dentro da madeira, a semente dura que precisa ser arrancada antes que a pinha seja jogada ao fogo. Pinóquio, então, é a promessa de carne dentro da madeira. Uma alma tentando nascer dentro de uma casca. Por isso, a verdadeira jornada de Pinóquio não é moral, mas existencial e por isso, talvez o personagem de Carlo Collodi, seja o primeiro trans da literatura universal. 

Pinóquio é, antes de tudo, um símbolo legítimo de metamorfose - madeira tentando virar carne e osso, como alguém que espreme a alma em um corpo a que não pertence. Ele é um boneco de madeira, mas se sente um menino. E é exatamente esse lado visceral, poético e inquietante que reaparece e agora pode ser observado mais atentamente na edição luxuosa de "As Aventuras de Pinóquio", lançada pela Maralto Edições. 

Pode parecer uma heresia vincular essa teoria a uma figura tão consagrada no imaginário infantil. Mas é um personagem que, aos olhares atentos, oferece diversas interpretações. Não se engane: Pinóquio nunca foi feito para agradar ou para mudar a personalidade de crianças desobedientes - pelo contrário: talvez até incentivasse a rebeldia. Tampouco surgiu para ser mascote de estúdio de animação, ícone da cultura pop e das lojas de brinquedo, ou estampa de camiseta descolada, como acabou se tornando ao longo de gerações. 

Visualmente, o livro é uma pequena obra de arte em formato narrativo. Com projeto editorial assinado por Raquel Matsushita, tradução primorosa de Vanessa C. Rodrigues, e ilustrações da argentina Juliana Bollini, essa edição é um clássico apresentado com o cuidado gráfico meticulosamente pensada para ser um objeto de desejo. Nascida em Buenos Aires e radicada em São Paulo, a ilustradora da obra transforma lixo em milagre. No ateliê que mantém desde os 24 anos, cria personagens a partir de papel, tecido, madeira, brinquedos quebrados, garrafas pet e toda sorte de material que carregue histórias e texturas esquecidas. 

Nessa obra, cada personagem foi literalmente construído. Mais que meros enfeites de uma edição bonita e bem cuidada, as imagens do livro são esculturas fotografadas, teatralizadas e vibrantes. O tubarão, por exemplo, foi feito com um pedaço de madeira trazido pelo mar. Há, nessa materialidade, um lúdico coerente com a história que vem sendo contada. É o clássico tratado com muito respeito e reverência que merece.

Isso faz todo o sentido, porque a obra italiana, publicada originalmente em 1883, não é a história suavizada que muitos conhecem pela animação da Disney. Trata-se de um folhetim áspero e filosófico escrito por Carlo Collodi (pseudônimo de Carlo Lorenzini, jornalista e crítico teatral envolvido nos movimentos de unificação da Itália), que criou um herói insuportável: egoísta, mentiroso, impulsivo, teimoso e inconsequente que só quer ser amado por quem quer que seja. 

A tradução de Vanessa C. Rodrigues não suaviza essa crudelidade da vida perante o personagem. Pelo contrário, ao manter a ironia madrasta do texto original, a tradutora devolve ao leitor a complexidade de um texto que se recusa a ser apenas uma “fábula da moralidade”. Quando a Maralto Edições publica esse clássico - à venda no e-commerce da Maralto Edições e em livrarias parceiras - com tanta força, respeito e beleza, ela faz mais do que um resgate editorial. Seja adulto ou jovem, quem lê esse livro sai diferente. É um clássico e, talvez, um livro infantil. Pinóquio, mesmo quando mente, obriga o leitor a encarar verdades. A luta por pertencimento - o mais moderno dos desejos - faz com que Pinóquio tente ser alguém melhor do que é. Isso é lindo. 

quinta-feira, 25 de julho de 2024

.: Últimas apresentações de "A Princesa e o Sapo" no Teatro das Artes


Clássico dos Irmãos Grimm estreia em São Paulo em junho desmistificando a visão Disney e trazendo um olhar para as lições presentes no conto original. Foto: Janderson Pires


Em cartaz até o próximo domingo, dia 28 de julho, no Teatro das Artes do Shopping Eldorado, o espetáculo infantil “A Princesa e o Sapo” uma adaptação do autor e diretor Daniel Porto a partir do conto original dos Irmãos Grimm. O espetáculo é mais uma produção da Cineteatro, especializada em teatro para crianças, que já produziu os sucessos “Pedro e o Lobo”, “O Lago dos Cisnes” e “As Aventuras de Pinóquio” já exibidos na capital paulista.

A história narra a trajetória de uma princesa em um reino muito distante. Ela está desolada, pois deixou sua bola de ouro cair num poço. Enquanto chora, um pequeno sapo aparece, e diante das lágrimas da princesa, ele se oferece para recuperar a bola. Mas em troca o sapo pede para que a princesa lhe prometa moradia, alimento e companhia.

Pensando que poderia enganar o sapo, a princesa aceita a oferta e quando o animal retorna com a bola na boca, a princesa pega o objeto e foge apressadamente para o castelo, deixando o sapo triste para trás. Num belo dia, o rei e a princesa recebem uma visita inesperada no castelo: o sapo. Ao saber da história, o rei exige que sua filha cumpra a promessa feita ao animal, colocando-os numa situação em que ambos devem aprender a conviver e a encontrar o melhor um no outro.

Um espetáculo que não é apenas uma peça teatral, é uma aventura interativa onde crianças e adultos são também os protagonistas, moldando o desenrolar da história e decidindo seu final. A plateia vai junto com os atores conduzindo o que vai acontecer na trama, podendo a cada dia acontecer um final diferente. Com uma mistura envolvente de poesia e humor, cada apresentação é uma experiência única, criando memórias preciosas para toda a família.

Daniel Porto, junto com o ator, diretor e produtor Alexandre Lino, desenvolvem com a Cineteatro, há mais de dez anos, uma pesquisa para o teatro infantil a partir de contos clássicos da literatura mundial. A parceria da dupla começou em 2013 com uma adaptação de “Rumpelstiltskin’’, um conto alemão pouquíssimo conhecido no Brasil. O mais recente trabalho da dupla “As Aventuras de Pinóquio” foi indicado ao Prêmio APCA de melhor dramaturgia adaptada e venceu os Prêmios CBTIJ de melhor produção e Pecinha é a Vovozinha de Melhor Ator.

Buscando desmistificar as adaptações românticas dos modelos Disney, a dupla, Porto e Lino, revisitam as fontes dessas histórias para reencená-las nos palcos trazendo a essência de suas lições. “Essas histórias já sofreram tantas alterações narrativas, que o mais disruptivo que se pode fazer, é apenas recontar as histórias como elas eram contadas 200 anos atrás’’, conta Porto.

O trabalho da dupla, que preza pela historiografia em sua dramaturgia, mescla o mundo contemporâneo na hora de recriar essas histórias no palco. Em “A Princesa e o Sapo’’ a equipe de criação propõe para espectador uma alusão à Europa medieval dos contos de fadas de uma maneira diferente. “A Princesa e o Sapo”, o novo espetáculo da Cineteatro, representa mais um passo da equipe ao honrar a dramaturgia que se origina de contos populares tão antigos quanto a própria civilização humana, ao mesmo tempo em que insere elementos do mundo contemporâneo para atualizar a obra, sem comprometer a essência de todas essas ricas histórias.


Sinopse de "A Princesa e o Sapo"
Uma princesa, de um reino muito distante, está desolada porque deixou sua bola de ouro cair num poço. Enquanto chora, um pequeno sapo aparece, e diante das lágrimas da princesa, ele se oferece para recuperar a bola. Mas em troca o sapo pede para que a princesa lhe prometa moradia, alimento e companhia.


Ficha técnica
Espetáculo "A Princesa e o Sapo"
Texto: Daniel Porto
Direção: Alexandre Lino e Daniel Porto
Elenco: Leo Campos, Luna Kruschewskyh, Jonathan Faria e William Alves
Cenografia e figurinos: Karlla de Luca
Iluminação:  Guego Lima
Direção musical: Octavio Vargas
Produção local: Fabio Camara
Direção de produção: Alexandre Lino
Fotografia artística: Janderson Pires
Programação visual: Folha Verde Designer
Redes sociais: Hugo Cayari
Idealização e realização: Cineteatro Produções

Serviço
Espetáculo "A Princesa e o Sapo"
Teatro das Artes. Shopping Eldorado. 769 lugares.
Av. Rebouças, 3970 - Pinheiros / São Paulo.
Sábado, dia 27, e domingo, dia 28 de julho, às 15h00

Ingressos
Plateia - R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia-entrada) e Balcão - R$ 80,00 (inteira) e R$ 40 (meia)
Informações: (11) 3034-0075
Vendas pela internet: https://bileto.sympla.com.br/event/93872
Duração: 50 min
Classificação: livre, indicado para crianças a partir de 2 anos

.: Grupo Trapo apresenta "P.A.R.I.D.O Ato de Expelir" no Teatro de Arena


Concebido e dirigido por Muriel Vitória, o espetáculo traz à cena uma narrativa inspirada nos filmes de terror, porém, não o mesmo terror das obras cinematográficas. Foto: Tayane G.

Com trajetória marcada por trabalhos que refletem sobre o comportamento humano e estética pautada pelo teatro de investigação corporal, o Grupo Trapo apresenta "P.A.R.I.D.O Ato de Expelir", em cartaz até 11 de agosto, aos sábados e domingos, no Teatro de Arena Eugênio Kusnet. Em uma casa abandonada, uma mulher grávida é mantida em cativeiro pelo pai de seu filho, que aguarda ansiosamente pelo nascimento da criança. Nesse lugar, ambos são confrontados e perseguidos por seus próprios medos e pelos laços implacáveis que os unem.

Concebido e dirigido por Muriel Vitória, o espetáculo traz à cena uma narrativa inspirada nos filmes de terror, porém, não o mesmo terror das obras cinematográficas. O Grupo Trapo se debruça sobre os símbolos que nos confrontam, ora por se mostrarem um espelho que refletem nosso íntimo, ora por serem o cotidiano e a realidade, a crueza dos tempos; e aí retornamos aos mitos, esses que nos revelam a maneira como determinados povos enxergavam o mundo através de suas crenças religiosas.

O estudo dramatúrgico que levou ao enredo de "P.A.R.I.D.O Ato de Expelir" partiu de intensa pesquisa do grupo sobre diferentes linguagens baseadas no teatro performático, nas artes plásticas, na ópera clássica, no audiovisual e a técnica de Investigação Corporal. Segundo Muriel Vitória, “o terror na arte promove impactos na sociedade, tanto positivos quanto negativos”. Por um lado, possibilita confrontar nossos medos mais profundos, ajudando a compreender aspectos sombrios da condição humana.

Quando utilizado de forma responsável e consciente, o terror na arte pode inspirar reflexão, discussão e até mesmo transformação social. No entanto, é importante reconhecer e respeitar os limites individuais de tolerância e sensibilidade ao lidar com temas perturbadores. Muriel Vitória explica que "P.A.R.I.D.O Ato de Expelir" busca explorar a forma como os mitos têm desempenhado um papel fundamental na origem e na evolução do terror na arte, uma vez que desde as antigas narrativas mitológicas, esses mitos oferecem possibilidades para exploração de temas de medo, perigo e o desconhecido.

“Na maioria das vezes, os mitos apresentam divindades vingativas e oferecem uma maneira de entender e lidar com o inexplicável. À medida que tais histórias são transmitidas ao longo do tempo, são reinterpretadas e adaptadas em diferentes movimentos artísticos, como literatura, pintura, teatro e cinema, que seguem alimentando nossa fascinação pelo desconhecido”, afirma o diretor.

Os mitos fornecem uma base rica e diversificada para esmiuçar os limites do imaginário e nos colocar diante de nossos medos mais profundos, de nossas convicções, de nossas escolhas e daquilo que chamamos “consciência”. O Grupo Trapo foi criado no ano de 2000 pelo ator e diretor Muriel Vitória, na cidade de São Paulo. Desenvolve trabalhos baseados em comportamentos humanos e na cultura popular utilizando como expressão e estética os elementos corporais pautados no "teatro de investigação corporal".

Suas montagens teatrais são apresentadas em espaços populares buscando contemplar todos os públicos e fomentar temas pertinentes à sociedade atual, mediadas principalmente por questões que afetam a todos direta ou indiretamente, seja nos conceitos, nas relações pessoais ou mesmo na própria arte, na crença, na cultura popular. Atua diretamente na região central da cidade, no bairro da Consolação, em seu teatro-sede - Nosso Canto Espaço de Arte e Cultura. Apoia iniciativas e resiste, há 23 anos, com ações que visam o estreitamento de laços entre arte e sociedade.

Repertório/espetáculos: O Banquete no Éden (2024, remontagem), Jorge - Uma Ode ao Cavaleiro dos Dois Mundos (2023), Sobrevidas (2022); Savoir - Faire Éden (2020), As Desventuras de Pinóquio (2020), O Banquete no Éden (2019), Escola de Mulheres 2000 D/C (2019), As Desmemorias da Emília - A Marquesa de Rabicó (2019), Abelha Rainha (2017), O Quintal da Casa de Doroty, inspirado na obra de L. Frank Baum (2015), Levi (2015), O Planeta Fantástico do Principezinho, inspirado na obra de Antoine de Sant-Exupéry (2014); O Sorriso do Gato de Alice, inspirado na obra de Lewis Carrol (2014), Senhora Sertão, Menina, de Muriel Vitória (2015); Salve Rainha, de Muriel Vitória (2015), Pane no Circo, de Muriel Vitória (2009), O Sítio e Alice, baseado na obra de Monteiro Lobato, adaptação e direção de Muriel Vitória (2005), e Chega de Estresse, de Muriel Vitória (2000).


Ficha técnica
Espetáculo "P.A.R.I.D.O Ato de Expelir". Concepção e Direção: Muriel Vitória. Intérpretes: Lis Santos (M.Ã.E), Márcio Lima  (P.A.I), Fernando Tavares  (C.O.N.S.C.I.Ê.N.C.I.A ), Isaque Patrício (CONSCIÊNCIA), Pedro Gonçalves (CONSCIÊNCIA), Vitória Rabelo (CONSCIÊNCIA) Well Nascimento (CONSCIÊNCIA) e Zé Carlos de Oliveira (CONSCIÊNCIA). Direção de produção: Diego Brito.  Iluminação: Jotappe Silva. Cenografia: Grupo Trapo e Heron Medeiros. Fotografia, Captação e Edição de Vídeos: Isaque Patrício e Jacó Diego. Social Media: Lis Nunes e Márcio Lima. Assessoria de imprensa: Miriam Bemelmans. 


Serviço
Espetáculo "P.A.R.I.D.O Ato de Expelir" com o Grupo Trapo
Temporada: até 11 de agosto. Sábados, às 20h00, e domingos, às 18h00.
Duração: 80 minutos
Gênero: drama/performance.
Classificação indicativa: 16 anos (nudez, violência, tema sensível)
Ingressos: R$ 50,00 (inteira) e R$ 25,00 (meia-entrada)
Venda on-line: https://www.sympla.com.br/evento/p-a-r-i-d-o-ato-de-expelir-i-sabado-03-agosto-20h/2520635?referrer=www.google.com
Bilheteria: uma hora de antecedência (aceita pix e dinheiro)
Não tem estacionamento no local


Teatro de Arena Eugênio Kusnet
Rua Dr. Teodoro Baima, 94 - Vila Buarque / São Paulo
Local: Sala Augusto Boal (capacidade: 80 lugares). Acessibilidade: Sim.
O espetáculo P.A.R.I.D.O ato de expelir começa rigorosamente no horário marcado e não é permitida a entrada após o início, não havendo troca de ingressos e/ou devolução do dinheiro.
Não é permitido filmar ou fotografar o espetáculo.

sábado, 6 de julho de 2024

.: Musical "Um Dia na Broadway" tem temporada prorrogada até o dia 14


Com 32 artistas em cena, o espetáculo reproduz a atmosfera de dez dos mais famosos musicais de todos os tempos com figurinos e cenários grandiosos. São eles: "Priscila", "Evita", "Chicago", "Grease", "Les Miserables", "Mary Poppins", "A Bela e a Fera", "O Fantasma da Ópera", "Cats" e "Mamma Mia". Foto: divulgação


Uma espécie de tributo aos grandes musicais estadunidenses, "Um Dia na Broadway" prorroga temporada no Teatro Liberdade, em São Paulo, até dia 14 de julho de 2024, com sessões aos sábados e domingos, às 17h00. Com 32 artistas em cena, o espetáculo reproduz a atmosfera de dez dos mais famosos musicais de todos os tempos com figurinos e cenários grandiosos. São eles: "Priscila", "Evita", "Chicago", "Grease", "Les Miserables", "Mary Poppins", "A Bela e a Fera", "O Fantasma da Ópera", "Cats" e "Mamma Mia".

Depois de quase 15 anos encenando clássicos do universo infantil, o diretor e músico Billy Bond - há mais de 30 anos no Brasil, à frente da Black & Red Produções – volta a montar espetáculos adultos. Billy Bond aposta no encantamento dos brasileiros por Nova York, por isso, reproduz o espírito da cidade em cena. Com isso, o diretor quer agradar quem já conhece e ama a metrópole e os que nunca estiveram por lá, mas sonha visitá-la. 

Para levar o público a essa viagem, o espetáculo cria uma ambientação característica: um painel com 160 metros de tiras de luz de LED que reproduz pontos turísticos clássicos, como a Times Square, a Broadway, a Estátua da Liberdade, Wall Street, o Harlem, o Empire State, o Metrô e o Grand Central Station.

O espetáculo conta com direção geral e dramaturgia de Billy Bond e Andrew Mettine, adaptação de Bond e Lilio Alonso, direção musical e arranjos de Bond e Villa, direção de cena de Marcio Yacoff, coreografia de Italo Rodrigues, cenário de Marcelo Larrea e figurinos de Paula Canterini e Feliciano San Roman. Além disso, em cena estão 32 pessoas, entre atores, cantores e bailarinos e técnicos. 

A história começa com a chegada de uma família de férias em Nova York. Acompanhado pelos filhos, um casal viaja para Nova York a fim de comemorar o aniversário de casamento na cidade onde se conheceu e se apaixonou. Logo há um desencontro e as crianças se perdem dos pais no Metrô da Grand Central Station.

A partir de então, na tentativa de reencontrá-los, os irmãos se aventuram por lugares onde acreditam que encontrarão o casal.  Sabem que os pais são fanáticos por teatro, portanto, na busca, visitam os teatros da Broadway e assistem trechos de musicais clássicos. Na plateia, o público acompanha a saga da família e se delicia com as cenas concebidas por Billy para reproduzir a atmosfera de dez dos mais famosos musicais de todos os tempos, em imagens, figurinos, cenários e músicas cantadas ao vivo.

São eles: "Priscila" (ao som de "It’s Raining Men"), "Evita" ("Don’t Cry for Me Argentina"), Chicago ("All That Jazz"), "Grease" ("Summer Nights"), "Les Miserables" ("One Day More"), "Mary Poppins" ("Supercalifragilistic"), "A Bela e a Fera" ("Beauty and Beast") "O Fantasma da Ópera" ("The Phantom of the Ópera"), "Cats" ("Memories") e "Mamma Mia" ("Dancing Queen"). E, no decorrer dessa trama, um personagem entra em cena para ajudar a contar sua história. Trata-se do próprio George Michael Cohan, artista identificado como um dos primeiros a fazer espetáculos musicais nos Estados Unidos. 

Como não pode faltar nas montagens do diretor, a encenação conta com números aéreos, levitação e outros truques e efeitos especiais. Para dar a sensação de 3D, Billy explica, o espetáculo mescla dois cenários, um virtual (composto por imagens de NY em 4K) e outro físico. Outro destaque é o sistema de som Surround, que envolve toda a plateia. Além disso, para que tudo saia como o diretor concebeu, uma equipe de dez profissionais trabalha há meses na computação gráfica. “A reprodução dos espaços da cidade tem de ser fiel”, exige o diretor!


Sobre Billy Bond, 30 anos de Brasil
Nascido com o nome de Giuliano Canterini, em Lá Spezia, na Itália, Billy Bond fez carreira na Argentina, onde morou por mais de 15 anos e foi sucesso no mundo do rock’n’ roll na década de 70. No fim dos anos 60, Bond lotava espaços em meio à ditadura na Argentina com o grupo de hard rock Billy Bond Y La Pesada. Também produzia espetáculos pop, alguns duramente reprimidos pela polícia, como o que fez em 1972 no Luna Park. Chegou a ter mais de 100 músicas censuradas na época. 

Chegou ao Brasil em 1974, diretamente no Rio de Janeiro e, depois, estabeleceu-se em São Paulo, onde mora atualmente. Aqui foi cantor da banda punk Joelho de Porco, dirigiu o primeiro show de Ney Matogrosso após a saída dos Secos & Molhados e produziu o show da banda Queen no estádio do Morumbi, em 1981. 

Precursor dos musicais de grande porte, assinou a direção-geral da versão brasileira de Rent em 1999. São mais de 30 títulos na bagagem, entre eles, O Beijo da Mulher Aranha, Os Miseráveis e After de Luge, entre outros. A partir dos anos 2000, Billy sedimentou seu formato de encenar espetáculos musicais com total liberdade de criação. 

Assim, depois de 2004, direcionou seu foco de interesse para revisitar e homenagear clássicos de todos os tempos da Literatura Infantil. A primeira foi montagem foi "O Mágico de Oz", prestigiada por um público superior a um milhão e 800 mil espectadores em toda América Latina. O segundo espetáculo, "Pinóquio - O Musical", estreou em 2006 e foi aplaudido por mais de 900 mil pessoas no Brasil. Em seguida, foram apresentadas as montagens de "A Bela e a Fera", "Peter Pan", "Branca de Neve", "Cinderella", "A Bela Adormecida", "Alice no País das Maravilhas", entre outros. 

Serviço
"Um Dia na Broadway", de Billy Bond
Temporada prorrogada até dia 14 de julho.
Sábados e domingos, às 17h00.
Teatro Liberdade - Rua São Joaquim, 129, Bairro Liberdade / São Paulo
Ingressos: R$ 250,00 (Plateia Premium), R$ 230,00 (Plateia), R$ 180,00 (Balcão A), R$ 150,00 (Balcão A com vista parcial) e R$ 150,00 (Balcão B)
Vendas online em https://site.bileto.sympla.com.br/teatroliberdade/
Bilheteria: de terça-feira a sábado, das 13h00 às 19h00, e aos domingos e feriados (apenas em dias de espetáculo), das 13h até o início da apresentação.
Indicação etária: livre.
Duração aproximada: 130 minutos.
Lotação: 900 lugares.
Acessibilidade: teatro acessível para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.



terça-feira, 23 de abril de 2024

.: "Vicente Semente": fábulas clássicas com metáfora sobre a vida e o universo

"Vicente Semente" entrelaça elementos culturais brasileiros em lições de autodescoberta e amadurecimento na infância


O cineasta e dramaturgo paulistano Victor P. Ribeiro estreia na literatura com a fantasia juvenil Vicente Semente. Com trabalhos premiados no Festival de Cinema de Guadalajara e no Los Angeles Brazilian Film Festival, o autor traz para a literatura toda a bagagem como produtor cultural, diretor e roteirista e, por meio das descrições ricas em detalhes, faz com que as cenas passem na mente do leitor como um filme.

Na história, Vicente é um menino de sete anos que precisa lidar com sentimentos de inveja, vazio e solidão, quando os pais passam a dar mais atenção ao irmão recém-nascido. É nesse contexto que o garoto, que tem o estranho hábito de guardar sementes frutíferas, conhece Cali Roux, uma garota intrépida que o faz entrar na grande e misteriosa Floresta de Mata Preta, proibida para crianças. Em meio às gigantes araucárias, ele mergulha em uma realidade obscura, em que a morte o via de perto e as sombras do desconhecido se confundem em seu coração.

Compre Vicente Semente, de Victor P. Ribeiro aqui: amzn.to/4aMw9n1


Para os que buscam,
encontrarão.
As crianças,
jamais entrarão.
Se eu fosse você,
não pagava para ver.
O que é inocente
irá se perder.

(Vicente Semente, pg. 34-45)


Ao entrar nos portões que dão acesso à selva, junto do vaga-lume que zomba de seus sentimentos, o garoto se vê engolido por um monstro, tal como Pinóquio, que vai parar na barriga da baleia. Enquanto busca maneiras de voltar à superfície, ele deixa cair uma semente de maçã, que faz crescer uma gigante árvore, assim como em João e o Pé de Feijão. Quando escapa do monstro, ele consegue voltar para casa com a ajuda de um caminho de árvores frutíferas que plantava no trajeto para a escola, como fizeram João e Maria com as migalhas.

Neste entrelace de fábulas, Victor P. Ribeiro apresenta a visão de mundo de um menino que, embora seja apaixonado pelo cultivo de sementes, é também uma representação dos grãos, cujos frutos serão colhidos no futuro. “Eu precisava colocar para fora toda aquela percepção de mundo, e compartilhar com os leitores a minha admiração por sementes, sejam elas crianças ou frutas”, afirma o autor, que está com projeto de adaptação de Vicente Semente já aprovado para o formato audiovisual.

Sobre o autor: Com formações na Academia Internacional de Cinema, no Estúdio Fátima Toledo e na SP Escola de Teatro, Victor P. Ribeiro sempre habitou a fantasia. Cineasta e escritor, dirigiu Aqualoucos, premiado no 33º Festival de Guadalajara, e Virgens, vencedor do prêmio de melhor filme no Los Angeles Brazilian Film Festival. Atualmente, trabalha como diretor e dramaturgo pela Cia de Teatro e Dança Vertente Única.

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Livro: Vicente Semente

Autor: Victor P. Ribeiro

Ilustrador: L. M. Melite

Dimensões: 14cm x 21cm

186 páginas


domingo, 4 de fevereiro de 2024

.: "O Alfabeto Perigoso" é Neil Gaiman e Gris Grimly em 26 rimas alfabéticas


Neil Gaiman
 é um dos escritores mais originais do nosso tempo. Vencedor de inúmeros prêmios, como a Newbery Medal, o Hugo e o Nebula, o britânico é dono de uma narrativa única e repleta de nuances que conquistou uma imensa legião de fãs de todas as idades. A Intrínseca lança "O Alfabeto Perigoso", voltado para o público infantil, que estava indisponível nas livrarias. A tradução é de Bruna Beber.

"O Alfabeto Perigoso" é ilustrado de maneira primorosa por Gris Grimly, cujas artes assombrosas, divertidas e cheias de detalhes complementam os versos que correspondem a cada letra. Com um mapa do tesouro em mãos, duas crianças corajosas decidem fugir de casa em busca de aventura e navegam dentro dos túneis subterrâneos da cidade. 

Lá, elas enfrentam os perigos escondidos em 26 rimas alfabéticas para encontrar o tesouro. A atenção deve ser redobrada, porque esse alfabeto contém um defeito perigoso que apenas leitores com olhos de águia conseguirão detectar. Compre o livro "O Alfabeto Perigoso", escrito por Neil Gaiman e ilustrado por Gris Grimly, neste link.


Sobre o autor
Neil Gaiman
tem mais de 20 livros publicados para leitores de todas as idades. É autor do inesquecível "Coraline", ilustrado por Chris Riddell e adaptado para o cinema. Começou a carreira como jornalista, mas logo seu talento para construir tramas e universos únicos foi levado para o mundo dos quadrinhos, com a aclamada série "Sandman", e, depois, para a ficção adulta e a infantojuvenil. Pela Intrínseca, publicou também "João & Maria", "Kanela", "A Verdade É Uma Caverna nas Montanhas Negras", "O Oceano no Fim do Caminho", "Mitologia Nórdica", "Deuses Americanos", "Lugar Nenhum", "Os Filhos de Anansi", "Coisas Frágeis", "Alerta de Risco", "Biblioteca Gaiman", entre muitos outros. Neil Gaiman/Foto: Beowulf Sheehan. 



Sobre o ilustrador
Gris Grimly é um premiado ilustrador cujo estilo sombrio capturou a atenção de milhares de fãs e clientes como Random House, DreamWorks e Disney. Em seus mais de 20 anos de carreira, já ilustrou uma série de clássicos infantis, inclusive "Pinóquio", que inspirou o design dos personagens da animação stop-motion da Netflix, dirigida por Guillermo del Toro. Gris brincava nos túneis subterrâneos de sua pequena cidade natal quando era criança, e atualmente mora em Nebraska com a família. Garanta o seu exemplar de "O Alfabeto Perigoso", escrito por Neil Gaiman e ilustrado por Gris Grimly, neste link.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

.: O grupo de amigos de Asha em "Wish": cada um representa um dos sete anões


No filme "Wish: o Poder dos Desejos", em cartaz na rede Cineflix Cinemas e cinemas brasileiros, os adolescentes são confidentes, protetores e amigos de sempre de Asha. E são, também, um aceno ao legado da Disney. De acordo com a roteirista Allison Moore eles são inspirados nos sete anões. "Cada adolescente é fantasiado com a mesma paleta de cores de seu personagem legado e, também, compartilham um ou dois traços de suas personalidades. Seus nomes até começam com a mesma letra", explica.

O estilo único e atraente em aquarela de "Wish: o Poder dos Desejos" foi inspirado em produções emblemáticas do estúdio, como "Branca de Neve e os Sete Anões" (1937), "Pinóquio" (1940), "A Bela Adormecida" (1959) e "A Pequena Sereia" (1989). Porém, essa criação só foi possível devido ao sistema de desenho em computação chamado de Meander, que possibilita a combinação da tecnologia do CG com o desenho à mão que dá vida aos personagens e aos cenários do filme.

Para a designer de produção Lisa Keane, no filme há uma aparência de aquarela e uma textura de papel – como uma ilustração em movimento. “Há muito tempo temos a capacidade de fazer fundos em aquarela, mas não conseguimos alcançar o mesmo visual no personagem. Agora podemos unir todas essas ideias em computação gráfica por causa das ferramentas que foram desenvolvidas. Ver tudo isso se unindo foi emocionante”, finaliza.

O mundo de "Wish: o Poder dos Desejos" é composto por vários locais que vão desde o castelo do Rei Magnifico até a floresta onde fica a casa de Asha. "É uma bela comunidade insular localizada no Mar Mediterrâneo. O clima é sempre perfeito. A arquitetura tem diferentes influências. Dá a sensação de uma cidade costeira com um clima temperado", comenta o diretor Chris Buck.

O diretor Fawn Veerasunthorn acrescenta: "Rosas é uma cidade construída sobre a esperança. As pessoas chegam aqui com seus desejos achando que sua vida será melhor. É um ambiente brilhante e positivo”. De acordo com a designer de produção Lisa Keene, esse sentimento de esperança foi vital. "O objetivo dessa narrativa era encontrar uma situação que permitisse que todos no mundo participassem do conto de fadas. A ideia de desejar uma estrela é universal", diz ela.

Durante a criação de Rosas os diretores buscaram referencias de outras cidades pelo mundo. “Olhamos para todas as coisas que amávamos de toda a região do norte da África ao sul da Europa, e colocamos em nossa cidade fictícia. Realmente nos inspiramos na arquitetura e nas culturas. Há ruas estreitas e sinuosas e edifícios altos com arcos. Pinóquio foi uma grande inspiração para isso”, explica o designer de produção David Womersley.


Assista no Cineflix
Filmes de sucesso como "Wish: o Poder dos Desejos" são exibidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

.: Crítica: "Wonka" dublado e legendado gera experiências distintas

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em janeiro de 2023


"Wonka" resgata o sabor de um filme que encanta na mesma medida que empolga o público de todas as idades. Contudo, optar por uma projeção legendada e depois rever o longa dirigido por Paul King na versão dublada é a autêntica possibilidade de viver duas experiências distintas diante da mesma produção estrelada por Timothée Chalamet (Willy Wonka). 

Considerando as canções, a versão dublada, transmite a sensação de estar diante de uma apresentação de teatro musical adaptada aos palcos brasileiros e repleta de efeitos visuais de ponta -na tela do cinema. Enquanto que o legendado mantém a essência, seja por entregar as vozes dos atores, na interpretação de seu personagem ou entoando as canções, como por exemplo, a originalmente "Scrub, scrub", que ganhou a versão "Esfrega, esfrega".

Nenhuma forma de se assistir "Wonka" é a melhor ou a pior, são apenas experiências diferentes e válidas, principalmente, durante as férias, enquanto o longa ainda segue em cartaz e pode ser assistido em grandes proporções. 

A trama sobre o jovem chocolateiro Willy que sonhava fazer o melhor chocolate do mundo e, então, reencontrar a mãe, entrega um visual colorido e belo para os olhos. Assim como os filmes anteriores do chocolateiro, seja a memorável interpretação de Johnny Depp em "A Fantástica Fábrica de Chocolate" (2005), assim como a primeira adaptação de 1971, protagonizada por Gene Wilder, para a história escrita no conto de Roald Dahl, "Wonka" é único e traz seus próprios encantos.

Somando 1h56 de duração, o filme que merece ser assistido na versão dublada e legendada, é um verdadeiro sonho que deixa gostinho de quero mais -é bom ter um chocolatinho com você enquanto maravilhas explodem na telona. De fato, "Wonka" é o tipo de filme para se ver e rever. Imperdível!


Em parceria com o Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link. Compre seus ingressos no Cineflix Cinemas Santos aqui: vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm 

"Wonka" ("Wonka"Ingressos on-line neste link
Gênero: fantasia, musical, aventura, comédia
Classificação: 12 anos. 
Duração: 1h56. 
Ano: 2023. 
Idioma: inglês. 
Distribuidora: Warner Bros. Pictures. 
Direção: 
Paul King. 
Roteiro: Paul King, Roald Dahl, Simon RichSimon Rich. 
Elenco: Timothée Chalamet (Willy Wonka), Hugh Grant (Lofty), Sally Hawkins, Rowan Atkinson, Olivia Colman, Mathew Baynton, Simon Farnaby, Kobna Holdbrook-Smith. 
Sinopse: A história se concentra em um jovem Willy Wonka e como ele conheceu os Oompa-Loompas.

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

.: Crítica: "Wish: O Poder dos Desejos" resgata essência encantadora da Disney

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em janeiro de 2024


Para celebrar os 100 anos da famosa Disney, a animação "Wish: O Poder dos Desejos" chega para resgatar a essência encantadora dos estúdios que impactaram -e continuam impactando- a infância de tantas e tantas pessoas ao redor do mundo. A produção dirigida por Chris Buck e Fawn Veerasunthorn, apresenta a história da jovem Asha (Luci Salutes, voz da Fada Azul de "Pinóquio", 2022), habitante do Reino Mágico de Rosas que mora com a mãe, Sakina (Letícia Soares, voz de Tyesha Hillman em "Ms. Marvel") e o avô, Sabino (Carlos Campanile, voz de Odin em "What If...?") que completa 100 anos justamente no dia escolhido pelo Rei Magnífico (Raphael Rossatto, voz de Peter Quill/Senhor das Estrelas, em "Guardiões da Galáxia") para, diante do povo, escolher e realizar um desejo que guarda num salão especial do castelo.

Contudo, a jovem de 17 anos que está prestes a se tornar assistente do rei descobre certa manobra feita por ele em relação aos desejos que mantém confinados por magia, o que, inclusive, tira a chance de tornar real o desejo de seu avô. Indignada, Asha desperta uma estrelinha mágica misteriosa que, meio atrapalhada, desfia completamente um macacão de dormir na cor vermelha, numa floresta que remete aos clássicos, "Cinderella", "Branca de Neve" e "A Bela Adormecida" e, por vezes, estampa árvores de galhos torcidos como "Tarzan" ou outros mais finos, pendurados, que lembram a vovó Willow, de "Pocahontas".

Extremamente forte, a estrela faz os animais da floresta falarem e terem ideias, assim como o bode Valentino (Marcelo Adnet, voz de Mauricinho em "O Grande Mauricinho"), parceiro de aventuras de Asha. Enquanto tenta enfrentar a decisão do ser superior, o rei, a jovem solta a voz em canções que complementam o desenrolar da trama que é recheada de referências a cenas e personagens das mais de 60 animações produzidas pela Disney. 

A forma de Ariel e Bela pegarem nos cabelos soltos, se repete com Asha, assim como o balançar dos fios das madeixas ao vento que remetem ao da Pocahontas. Até a aparência dos personagens pode ser apontada. Dois amigos de Asha, Simon e Dario, lembrar Christoff e Hans de "Frozen", inclusive o avô de Asha carrega uma semelhança grande com o Miguel de "Viva: A Vida é Uma Festa", mas na terceira idade. Há ainda uma amiga da mocinha que lembra a Abby de "Red: Crescer é Uma Fera", assim como a amiga Hal tem similaridade com a mãe de Ethan em "Mundo Estranho". Até quando Asha lembra dela com o pai numa árvore, ali está o perfil, ao longe, do senhor Incrível, de "Os Incríveis".

Muitos dos passos de dança de Asha, num número musical, são iguais ao de Esmeralda em "O Corcunda de Notre Dame""Wish: O Poder dos Desejos" garante também breves cenas, num dos musicais que em muito se parece com "À Vontade (Seja a Nossa Convidada)", de "A Bela e a Fera", além inserir rapidamente, em outro momento, uma rosa trancada num vidro. Até os vestidos na cor rosa de "A Bela Adormecida" e de "Cinderella", aparecem. Para não chamar a atenção do rei e seus homens, Asha até coloca uma capa azul igual a da fada madrinha de "Cinderella". Acredite há muito, muito mais a ser apontado ao longo de 1h32 de duração.

"Wish: O Poder dos Desejos" é poderoso, não por somente entregar um recapitula das produções criadas ao longo de 100 anos -aos adultos é divertido identificar cada cena, traços de personagens ou atitudes vistos anteriormente-, mas por deixar claro que desejar é uma liberdade de todos, uma vez que tudo está conectado! Até o próprio Peter Pan para uma pontinha diante da fonte do Reino Mágico de Rosas, com a localização que também remete a do reino de "A Nova Onda Imperador".

Como não sentir um arrepio ao ouvir o instrumental do tema da Disney, "When You Wish Upon a Star", da animação "Pinóquio" (1940) e "Cinderella" fazendo parte da trilha sonora da produção centenária? É pura emoção! Vale destacar que durante os créditos, personagens Disney são contornados pela magia da estrela, assim como há uma pequena cena pós-créditos com o avô de AshaA mensagem que celebra o centenário da Disney é emocionante e cativante. "Wish: O Poder dos Desejos" é uma linda animação imperdível, para ser revista!

Em parceria com o Cineflix Cinemas, o Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar Shopping. O Cineclube do Cineflix traz uma série de vantagens, entre elas ir ao cinema com acompanhante quantas vezes quiser - um sonho para qualquer cinéfilo. Além disso, o Cinema traz uma série de projetos, que você pode conferir neste link. Compre seus ingressos no Cineflix Cinemas Santos aqui: vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN

* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do photonovelas.blogspot.com. Twitter:@maryellenfsm 


"Wish: o Poder dos Desejos" ("Wish"). Ingressos on-line neste linkGênero: animaçãoClassificação: livre. Duração: 1h32. Ano: 2024. Idioma original: inglês. Distribuidora: Walt Disney Studios. Direção: Chris Buck e Fawn Veerasunthorn. Roteiro: Jennifer Lee, Allison Moore e Chris Buck. Elenco brasileiro: Luci Salutes (Asha), Raphael Rossatto (Rei Magnifico), Marcelo Adnet (Valentino), Shallana Costa (Rainha Amaya), Carlos Campanile (Sabino), Letícia Soares (Sakina), Maíra Paris (Dahlia) e Vagner Fagundes (Simon)Sinopse: no reino mágico de Rosas, Asha faz um desejo tão poderoso que é atendido por uma força cósmica: uma pequena esfera de energia ilimitada chamada Star. Juntas, Asha e Star enfrentam um inimigo formidável: o governante de Rosas, Rei Magnifico. Elas fazem de tudo pra salvar a comunidade e provar que muitas coisas maravilhosas podem acontecer.

Trailer de "Wish: o Poder dos Desejos"

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